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Arquivo para Tag: VRF

A última espurgadinha

17/05/2026

No alto da escada, com uma mão no alicate e a outra equilibrando o manifold pendurado no ombro, o “mexânico” olhou para o ajudante e decretou:

— Faz uma espurgadinha aí que resolve.

O ajudante, recém-chegado ao glorioso universo da climatização freestyle, abriu o registro da condensadora por dois segundos. O fluido saiu assoviando pela linha como panela de pressão velha.

— Pronto, patrão. Tirou o ar tudo.

Lá embaixo, o cliente observava a cena com admiração quase religiosa. Afinal, os dois haviam chegado numa Kombi adesivada com “Especialistas em VRF Inverter Top Prime”, embora o único inverter que conhecessem profundamente fosse o estabilizador do videogame do sobrinho.

A instalação terminou em tempo recorde: sem nitrogênio, sem vacuômetro e sem qualquer tipo de remorso técnico. O “mexânico”, orgulhoso, ainda encerrou o serviço com a clássica frase do setor:

— Máquina japonesa é boa porque aguenta desaforo.

Aguentou por três meses. Depois vieram o alarme de baixa, a válvula eletrônica travada e o compressor trabalhando mais quente que maçarico de brasagem.

Foi quando apareceu a empresa do PMOC. Camisa com logotipo bordado, relatório técnico, vacuômetro digital, ART, checklist e até circulação de nitrogênio na brasagem. O “pendurador”, encostado no corredor do prédio, observava em silêncio aquela movimentação toda. Parecia assistir ao próprio futuro indo embora.

No fim da manutenção corretiva, o profissional resumiu o diagnóstico sem levantar a voz:

— O sistema não morreu de defeito. Morreu de “espurgadinha”.

E ali ficou claro que o PMOC talvez não tenha acabado com os “mexânicos”. Apenas tornou mais difícil sobreviver apenas de gambiarra.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-17 01:21:202026-05-15 16:25:46A última espurgadinha

Brasagem com circulação de nitrogênio em sistemas VRF

15/05/2026

Procedimento reduz formação de óxidos e protege componentes do sistema

A brasagem de tubulações de cobre em sistemas VRF exige controle de contaminação interna durante a instalação. Entre os procedimentos recomendados pelos fabricantes está a circulação contínua de nitrogênio seco durante o aquecimento das linhas frigorígenas.

O objetivo é reduzir a formação de óxidos no interior da tubulação. Em sistemas VRF, partículas resultantes da oxidação do cobre podem circular pelo circuito frigorífico e atingir componentes sensíveis, como válvulas de expansão eletrônicas, filtros e compressores inverter.

Por essa razão, a purga com nitrogênio é tratada pelos fabricantes como procedimento de instalação associado à confiabilidade operacional e à preservação da garantia do equipamento.

Formação de óxidos durante a brasagem

Quando o cobre é aquecido na presença de oxigênio ocorre oxidação interna da tubulação. Esse processo gera resíduos conhecidos no campo como “carepa” ou óxido de cobre.

Em sistemas VRF, que utilizam longos trechos de tubulação, múltiplas derivações e controle eletrônico preciso do fluxo de refrigerante, esses resíduos podem provocar:

  • obstrução parcial de válvulas de expansão eletrônicas;
  • contaminação do óleo lubrificante;
  • saturação prematura de filtros secadores;
  • restrição de fluxo de refrigerante;
  • redução da eficiência energética;
  • aumento da corrente de operação do compressor;
  • falhas operacionais.

O problema tende a ser mais crítico em instalações com elevada quantidade de juntas brasadas.

Função do nitrogênio

O nitrogênio utilizado durante a brasagem atua como gás inerte. Sua circulação desloca o oxigênio presente no interior da tubulação, reduzindo a possibilidade de oxidação durante o aquecimento.

O procedimento não tem como objetivo pressurizar a linha. O recomendado é manter fluxo contínuo e de baixa vazão.

Literaturas técnicas e treinamentos de fabricantes normalmente indicam vazões reduzidas, equivalentes a aproximadamente 2 a 5 SCFH, com pressão próxima de 1 a 2 psi. Fluxos elevados podem resfriar excessivamente a junta e dificultar a penetração adequada da liga de brasagem.

O nitrogênio deve permanecer circulando durante todo o aquecimento e até o resfriamento natural da conexão.

Equipamentos utilizados

O procedimento normalmente utiliza:

  • cilindro de nitrogênio seco;
  • regulador de baixa pressão;
  • fluxômetro ou válvula de ajuste fino;
  • mangueiras apropriadas;
  • maçarico compatível com refrigeração;
  • liga de brasagem adequada;
  • adaptadores ou tampões para direcionamento do fluxo.

O uso de nitrogênio seco é o procedimento indicado. Fabricantes alertam para o risco de utilização de oxigênio, ar comprimido ou gases combustíveis durante a purga.

Procedimento básico

Embora existam diferenças entre fabricantes, o procedimento normalmente segue as seguintes etapas:

Preparação da tubulação

O tubo deve ser cortado com ferramenta apropriada e rebarbado internamente. As extremidades devem permanecer vedadas até o momento da instalação para evitar entrada de umidade e partículas.

Conexão do nitrogênio

Uma extremidade da linha é conectada ao cilindro regulado em baixa pressão. A outra deve permanecer parcialmente aberta para permitir a saída contínua do gás.

A presença de uma pequena saída evita aumento de pressão interna durante a brasagem.

Aquecimento da conexão

O aquecimento deve ser uniforme. Em aplicações HVAC-R, normalmente utilizam-se ligas de prata compatíveis com refrigeração.

Aplicação da liga

A liga deve penetrar por capilaridade, formando cordão contínuo e homogêneo.

Resfriamento

Após a brasagem, o nitrogênio deve continuar circulando até o resfriamento natural da junta.

O resfriamento forçado com água não é recomendado.

Particularidades em sistemas VRF

Os sistemas VRF possuem características que ampliam a necessidade de controle de limpeza interna:

  • grande extensão linear de tubulações;
  • múltiplas derivações;
  • válvulas de expansão eletrônicas;
  • compressores inverter;
  • controle eletrônico de superaquecimento;
  • operação em carga parcial.

Além disso, sistemas VRF frequentemente utilizam refrigerantes de alta pressão operacional, como R-410A e R-32.

Fabricantes de VRF recomendam a brasagem com nitrogênio para reduzir contaminação interna e preservar o funcionamento de válvulas eletrônicas e compressores.

Erros observados em campo

Entre os erros mais frequentes estão:

Pressão excessiva de nitrogênio

Fluxo elevado pode gerar turbulência interna e dificultar a formação correta da junta.

Interrupção do fluxo durante o aquecimento

A interrupção elimina a proteção interna justamente durante o processo de oxidação.

Uso de ar comprimido

O ar comprimido contém umidade e oxigênio, podendo aumentar a contaminação do sistema.

Tubulação exposta ao ambiente

Linhas abertas por períodos prolongados podem absorver umidade atmosférica.

Superaquecimento

Temperaturas excessivas podem deformar conexões e carbonizar resíduos internos.

Relação com vácuo e limpeza interna

A brasagem com nitrogênio integra o conjunto de procedimentos de limpeza interna utilizados em instalações VRF.

Mesmo com execução correta do vácuo, partículas sólidas geradas pela oxidação durante a brasagem não são removidas integralmente apenas pela evacuação do sistema.

Por isso, fabricantes associam a confiabilidade da instalação ao cumprimento conjunto de etapas como:

  • armazenamento correto da tubulação;
  • brasagem com nitrogênio;
  • teste de estanqueidade;
  • vácuo profundo;
  • carga adequada de refrigerante.

Materiais técnicos utilizados em programas de boas práticas em refrigeração também apontam o uso de nitrogênio como forma de evitar contaminação por óxidos durante a brasagem.

Segurança operacional

A brasagem deve ser realizada em ambiente ventilado e distante de materiais inflamáveis.

Os profissionais devem utilizar equipamentos de proteção individual compatíveis com o procedimento.

Embora o nitrogênio não seja inflamável, o gás pode deslocar oxigênio em ambientes confinados.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/06/brasagem-sistema-refrigeracao-scaled.jpg 1709 2560 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-15 16:06:032026-05-15 16:07:56Brasagem com circulação de nitrogênio em sistemas VRF

MP do Redata perde validade e setor de HVAC-R acompanha impacto sobre data centers

02/03/2026

Projeto aprovado na Câmara não foi pautado no Senado; governo avalia alternativa jurídica enquanto mercado de climatização industrial observa efeitos sobre novos investimentos.

O projeto de lei que cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) segue sem análise no Senado Federal. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro de 2026, mas não foi incluída na pauta pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), dentro do prazo necessário para substituir a medida provisória editada pelo Executivo. A MP perdeu validade às 23h59 de 25 de fevereiro. Para ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o texto ainda dependia de aprovação do Senado dentro do prazo constitucional de até 120 dias no Congresso Nacional.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo estuda caminhos jurídicos para restabelecer o regime. O Redata prevê regime especial de tributação para empresas de serviços de datacenter que comprovem regularidade fiscal e realizem investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos adquiridos com benefício do programa.

Datacenters são estruturas que concentram servidores e sistemas de armazenamento responsáveis por processar grandes volumes de dados, considerados essenciais para aplicações de inteligência artificial. O programa previa investimentos de até R$ 5,2 bilhões na instalação e operação dessas unidades. A expansão da infraestrutura digital amplia a demanda por sistemas de climatização de precisão, chillers, VRF, unidades CRAC e soluções como liquid cooling e free cooling, além de contratos de manutenção especializada.

O regime também suspendia tributos federais na aquisição de equipamentos, como IPI, PIS/Pasep e Cofins, incluindo operações de importação. A medida buscava reduzir o custo de capital dos projetos e evitar acúmulo de créditos tributários. A lista final de equipamentos dependeria de regulamentação do Executivo e incluiria infraestrutura crítica de resfriamento. O texto previa contrapartidas, como investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país, uso de energia renovável e metas de eficiência hídrica, com vigência alinhada à transição da reforma tributária até 31 de dezembro de 2026.

O setor acompanham a tramitação e defendem ajustes para evitar que a desoneração beneficie majoritariamente equipamentos importados. A definição legislativa é vista como fator relevante para o ritmo de implantação de novos data centers e, consequentemente, para o volume de negócios do mercado de HVAC-R no Brasil.


Resumen (español):
El proyecto que crea el Redata no fue analizado por el Senado y la medida provisional perdió vigencia el 25 de febrero de 2026. El gobierno estudia alternativas jurídicas para restablecer el régimen, que preveía inversiones de hasta R$ 5,2 mil millones y la suspensión de tributos federales sobre equipos críticos. La expansión de centros de datos en Brasil puede ampliar la demanda por sistemas de climatización y refrigeración industrial, impactando el sector HVAC-R.

Summary (English):
The bill establishing Redata was not reviewed by the Federal Senate, and the related provisional measure expired on February 25, 2026. The government is assessing legal alternatives to reinstate the regime, which foresaw up to R$ 5.2 billion in investments and the suspension of federal taxes on critical equipment. The expansion of data centers in Brazil may increase demand for industrial cooling and HVAC-R systems.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-02 10:06:202026-03-02 10:11:32MP do Redata perde validade e setor de HVAC-R acompanha impacto sobre data centers

Tecnologias aplicadas na climatização de alto padrão

05/05/2025

Estima-se que milhares de unidades de sistemas com tecnologias inovadoras estejam operacionais no Brasil, abrangendo desde os centros urbanos até regiões de alta demanda turística

Nos últimos anos, a climatização de alto padrão tem conquistado um espaço significativo no mercado brasileiro, refletindo uma demanda crescente por conforto térmico e eficiência energética em diversos ambientes. Esses sistemas avançados não apenas oferecem controle preciso de temperatura e umidade, mas também incorporam tecnologias de ponta para otimização do consumo de energia.

Os equipamentos de climatização de alto padrão estão predominantemente instalados em ambientes corporativos como escritórios de grandes empresas, hotéis de luxo, shopping centers, hospitais e residências. A sua presença não só eleva o conforto dos usuários, mas também reforça a preocupação com a sustentabilidade e eficiência operacional.

Atualmente, estima-se que milhares de unidades desses sistemas estejam operacionais no Brasil, abrangendo desde os centros urbanos mais desenvolvidos até regiões de alta demanda turística.

Segundo Edson Alves Junior, diretor da Star Center, hoje, a climatização de alto padrão lança mão das principais tecnologias utilizadas como chillers e equipamentos de alta eficiência com sistemas inverter, tecnologias de recuperação de calor e sistemas de automação e controle buscando o melhor ponto de operação para eficiência do sistema.

  • Pequenos negócios em climatização triplicam em 12 anos
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  • Propriedades e vantagens do R-290 em sistemas de refrigeração e climatização

“Observamos uma forte tendência para implementação de sistemas mais eficientes e com menor impacto no ambiente, com o uso de novos fluidos refrigerantes e foco na qualidade do ar interno. Hoje, o mercado possui duas opções de climatização de alto padrão: Sistemas Centrais, muito comuns em edificações de grande porte (hospitais, shoppings, torres empresariais triple A e grandes indústrias) pois são mais eficientes em larga escala e facilitam a manutenção e o controle unificado da climatização; e  Soluções Individualizadas: A tecnologia VRF (Fluxo Refrigerante Variável) permite que cada andar ou setor tenha controle próprio de temperatura e consumo (como edifícios comerciais com várias empresas locatárias e hotéis)”, informa Edson Junior.

A implementação da tecnologia inverter e os sistemas VRF contribuíram para maior eficiência energética, pois possibilita um ajuste contínuo de capacidade. Tanto o sistema inverter quanto o VRF variam a frequência dos compressores, fornecendo apenas a capacidade necessária para climatizar o ambiente. Isso evita ciclos de liga/desliga constantes, reduzindo picos de consumo energético. Também proporciona maior precisão no controle de temperatura com o funcionamento em cargas parciais, pois o sistema mantém a temperatura desejada de forma mais estável, com delta T menor, evitando oscilações grandes de calor e frio e menor desgaste de componentes, uma vez que o trabalho em regime parcial diminui o stress mecânico no compressor, o que aumenta a vida útil do equipamento e reduz custos de manutenção a longo prazo.

W Residences, localizado em São Paulo, adotou um sistema VRF de última geração com quente e frio simultâneo

“Finalizamos no final de 2024 obras como o novo W Residences, um hotel 6 estrelas, localizado em São Paulo (SP), que adotou um sistema VRF de última geração com quente e frio simultâneo. Além disto, temos as obras premiadas pela Smacna Brasil como Destaque do Ano, o Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, que conta com um sistema central com chillers de mancal magnético e o retrofit do Brazilian Financial Center e da CNN Brasil”, cita o diretor da Star Center.

Edson aponta os sistemas utilizados para climatização de alto padrão nos seguintes segmentos:

– Hotéis: Geralmente utilizam sistemas VRF para permitir controle individualizado nos quartos (conforto do hóspede) e, em algumas áreas comuns de grande porte, podem usar chillers.

– Shoppings Center: Têm áreas extensas e alto tráfego de pessoas, o que demanda grandes sistemas centrais, como chillers com fancoils, muitas vezes aliados a torres de resfriamento.

– Edifícios Comerciais: Podem variar conforme o tamanho e a segmentação de cada andar. Em muitos casos, usam sistema central de água gelada (chiller + fancoils) ou sistemas VRF em prédios de padrão mais elevado, devido à flexibilidade de controle por ambiente.

– Hospitais: Precisam de alto controle de qualidade do ar, filtragem e pressurização específica. Normalmente optam por sistemas de água gelada (chillers) de grande capacidade, com controle rigoroso de filtragem e umidade.

 Índices de mercado e desafios

Atualmente, os sistemas de climatização de alto padrão, como os de VRF, representam aproximadamente 5% do mercado total de HVAC-R no Brasil. Entretanto, essa porcentagem inclui predominantemente o segmento residencial, que constitui mais de 90% do mercado. Quando consideramos apenas o mercado de sistemas centrais, que abrange equipamentos como chillers, rooftops, selfs e splitões, os sistemas VRF correspondem a 46% desse segmento, com um crescimento de 17% entre 2023 e 2024.

Contudo, a expansão desse mercado não vem sem desafios. Questões como a necessidade de mão de obra qualificada para instalação e manutenção, são alguns dos principais obstáculos enfrentados pelos fornecedores e usuários finais.

Adalberto Bezerra da Rocha Neto, CEO da RN Cursos e Instrutor Gree, comenta que primeiramente, o profissional de climatização precisa conhecer muito bem o ciclo básico de refrigeração e adotar em seus procedimentos as Boas Práticas de Refrigeração, além de conhecer o equipamento e as tecnologias empregadas.

“O profissional habilitado pelo próprio fabricante, deve estar de posse dos procedimentos corretos para uma instalação e manutenção. Lembrando que na maioria dos fabricantes, há uma exigência para o profissional, onde o mesmo, deverá ter concluído os cursos e recebido uma habilitação para depois ir à campo realizar instalações desses sistemas. A garantia é do próprio fabricante, eles que fazem o start-up (primeira partida) do equipamento, garantindo que a instalação esteja correta.

Segundo Adalberto, quando falamos de futuro e relacionado a inovação, os equipamentos invisíveis estão ganhando projetos recentes e os instaladores precisam de constante atualização: “As máquinas embutidas que fazem parte do sistema de aplicação do VRF, acrescido de um projeto com difusores lineares, por exemplo, necessita de um profissional capacitado, tanto para equipamentos que operam com o R-32 quanto para os da próxima geração que num futuro breve terá como fluido refrigerante o R-290”.

Em um cenário onde o conforto ambiental se torna cada vez mais prioritário, a climatização de alto padrão não apenas responde às expectativas de conforto, mas também se posiciona como uma solução para a eficiência energética e a redução de impactos ambientais. Neste contexto, o que o profissional de instalação deve saber?

Adalberto dá algumas dicas: “Se pensarmos desde o início da carreira, o profissional deverá ter o curso básico de refrigeração e ar-condicionado, deve fazer algumas especializações em equipamentos da tecnologia inverter e, por último, realizar treinamentos e cursos com os fabricantes dos equipamentos que deseja começar a trabalhar. Vale observar que o profissional apenas não terá habilitação ativa sem que esteja vinculado a um CNPJ. Quer dizer que as fabricantes habilitam empresas e seus colaboradores e não pessoa física”.

Segundo ele, o desafio futuro será encontrar formas de tornar essas tecnologias mais acessíveis em relação aos custos e sustentáveis, garantindo que todos os segmentos possam se beneficiar dos avanços no setor de climatização.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/climatizacao-alto-padrao-revista-do-frio.jpg 700 1201 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-05-05 10:23:512025-05-05 10:23:51Tecnologias aplicadas na climatização de alto padrão

Retrofit alia sustentabilidade, eficiência e preservação histórica

17/04/2025

Com a crescente demanda por soluções sustentáveis e a necessidade de revitalizar o estoque imobiliário existente, o retrofit se posiciona como uma das principais tendências de mercado nos próximos anos

Veja a edição completa   Visualizar em PDF

 

O termo “retrofit”, derivado da fusão das palavras “retro” do latim e “fit” do inglês, refere-se a uma modificação    de um equipamento, instalação ou edificação existente, visando à melhoria de seu desempenho e operação. Essa prática visa modernizar equipamentos e atender às atuais exigências de qualidade ambiental, mediante modificações que buscam exclusivamente aprimorar a eficiência.  Os retrofits, focados na modernização de edifícios já existentes, desempenham um papel importante nas estratégias de redução do consumo energético. Em casos específicos, essas intervenções podem resultar em reduções expressivas no consumo de energia destinada ao sistema de HVAC-R dos edifícios.

De acordo com Gutemberg Rios, Engenheiro Mecânico e Conselheiro Federal do CREA-CONFEA, estudos de retrofit indicam que as economias podem variar de 20% a 50% no consumo de energia dependendo das soluções adotadas, como chillers de alta eficiência que podem gerar economia de 30% a 40% no consumo de eletricidade, sistemas VRF que reduzem os gastos com climatização em até 35%, e automação predial, reduzindo desperdícios energéticos em até 50%.

“O retrofit de sistemas HVAC-R consiste na modernização ou substituição parcial/completa de equipamentos e infraestrutura de climatização e refrigeração em edificações existentes. O objetivo principal é aumentar a eficiência energética, melhorar o conforto térmico, reduzir custos operacionais e atender às normas ambientais e de segurança atuais. Essa economia não apenas contribui para a sustentabilidade ambiental, alinhando-se a padrões mais eficientes, mas também promove uma gestão mais racional dos recursos. As intervenções envolvem a substituição dos fluidos refrigerantes e a modernização do sistema com a instalação de tecnologias inovadoras, trazendo uma série de benefícios ambientais e econômicos, como o conforto térmico, iluminação, controle de ruído e redução de poluentes”, observa Rios.

Assim, o retrofit pode envolver a renovação de sistemas elétricos, hidráulicos, de climatização, isolamento acústico e térmico, além de modernizações em fachadas, elevadores e áreas comuns.

Gutemberg Rios, Engenheiro Mecânico e Conselheiro Federal do CREA-CONFEA

Desafios e soluções

A instalação de sistemas de HVAC-R modernos em edifícios antigos enfrenta desafios como: Infraestrutura inadequada – Muitos prédios antigos não foram projetados para suportar sistemas modernos de climatização; Restrições arquitetônicas e patrimoniais – Em edificações tombadas, há limitações na instalação de dutos, condensadores e sistemas de ventilação; Espaço limitado para equipamentos – Falta de shaft técnico e áreas apropriadas para componentes de grande porte; Capacidade elétrica insuficiente – Sistemas HVAC-R modernos demandam ajustes na rede elétrica, muitas vezes subdimensionada em edifícios antigos; Interferência na operação do prédio – Durante a instalação, pode haver impacto nas atividades normais do local, exigindo planejamento cuidadoso.

“De modo geral cada solução precisa ser estudada e adaptada às condições de operação locais, a rigor, não é possível estabelecer uma solução única e universal a todas as plantas e demandas, logo, um estudo inicial com análise de requisitos deve ser conduzido de forma prévia ao estabelecimento de uma solução viável e otimizada”, comenta Rios.

Ele aponta algumas soluções mais disseminadas, as quais incluem:

– Uso de sistemas HVAC-R compactos e modulares – Equipamentos VRF (Fluxo de Refrigerante Variável) e unidades rooftop são boas alternativas para espaços reduzidos.

– Aplicação de dutos flexíveis ou unidades sem dutos (Ductless Systems) – Evitam grandes intervenções estruturais.

– Integração de automação predial (BMS – Building Management Systems) – Garante controle inteligente e reduz consumo energético.

– Uso de refrigerantes ecológicos – Modernização com fluidos de menor impacto ambiental e maior eficiência energética.

– Planejamento estratégico de instalação – Execução do retrofit por etapas para minimizar impactos na operação do edifício.

“A escolha dos equipamentos tem impacto direto nos custos operacionais e no consumo energético do edifício. Optar por sistemas com tecnologia inverter, sensores de ocupação e controle automatizado pode gerar redução de até 40% no consumo de energia, segundo estudos da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), maior vida útil do sistema, reduzindo custos com manutenção corretiva, e melhoria no desempenho térmico e conforto dos ocupantes”.

Banco Interamericano de Desenvolvimento ganhou sistema de condensação a ar e parte dos ambientes é climatizada através de VRF

Rios cita como exemplo algumas obras como o Edifício Banco do Brasil (SP), que passou por uma modernização optando por instalar sistema VRF, automação predial e uso de chillers de alta eficiência; o Aeroporto de Brasília (DF), com a atualização de chillers e implementação de controle inteligente de climatização; e o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento (DF), onde a Central de Água Gelada teve substituição de chillers, ganhando sistema de condensação a ar e parte dos ambientes é climatizada através de VRF.

Outro exemplo de sucesso é o Edifício Martinelli (SP), um dos prédios mais icônicos de São Paulo, que passou por um processo de retrofit incluindo a modernização de suas instalações, mantendo a arquitetura histórica que o caracteriza.

Edifício Martinelli passou por um processo de retrofit incluindo a modernização de suas instalações, mantendo a arquitetura histórica

Integração das áreas

A colaboração entre engenheiros de HVAC-R, arquitetos e profissionais de restauração desempenha um papel importante no sucesso de um projeto de retrofit.

“A sinergia entre essas disciplinas envolvendo engenheiros de HVAC-R, arquitetos e profissionais de restauração, desde a fase inicial de planejamento até a execução, é essencial para garantir que o projeto de retrofit seja bem-sucedido, atendendo tanto às necessidades técnicas quanto estéticas do espaço renovado”, revela Rios.

Para isso é fundamental respeitar a identidade arquitetônica do edifício enquanto se implementam soluções modernas de climatização, garantir soluções técnicas viáveis, considerando limitações estruturais e de espaço, evitar impactos negativos no patrimônio histórico por meio de alternativas não invasivas, e otimizar os custos e prazos do projeto, garantindo compatibilidade entre sistemas elétricos, hidráulicos e de climatização.

No entanto, dificuldades surgem na colaboração entre diferentes áreas como divergências entre preservação estética e necessidade técnica – Arquitetos e restauradores podem resistir a mudanças que impactem a estrutura original; Compatibilização entre diferentes sistemas – Integração entre climatização, elétrica e estrutura pode ser complexa; e falta de normativas específicas – Nem sempre há regulamentação clara para retrofit de HVAC-R em edifícios históricos.

“Para mitigar esses desafios, é essencial que haja planejamento multidisciplinar desde a fase inicial do projeto. Os arquitetos focam na estética e funcionalidade do espaço, enquanto os engenheiros de HVAC-R garantem que os sistemas de climatização sejam eficientes e atendam às necessidades técnicas. A colaboração desde o início assegura que as soluções técnicas se integrem harmoniosamente ao design geral do espaço restaurado”, diz o Engenheiro.

Ele acrescenta ainda que engenheiros de HVAC-R podem oferecer análises sobre o melhor layout para sistemas de ventilação, refrigeração e aquecimento, considerando a estrutura existente e necessidades de energia, e propor soluções que melhorem a eficiência energética do edifício através de sistemas mais modernos e sustentáveis. Essas soluções não apenas reduzem os custos operacionais a longo prazo, mas também contribuem para a sustentabilidade ambiental do projeto. Isso permite um uso eficiente do espaço, otimizando tanto a funcionalidade quanto a estética.

“Profissionais de HVAC-R estão familiarizados com as normas técnicas e regulamentações que regem sistemas de climatização e refrigeração. A colaboração com arquitetos e restauradores garante que o projeto esteja em conformidade com todas as normas relevantes desde o início, evitando retrabalhos e atraso. Essa sinergia também permite considerar aspectos de manutenção e operação dos sistemas de HVAC-R após a conclusão do retrofit. Isso inclui acesso facilitado para manutenções periódicas e substituições de equipamentos, garantindo a durabilidade e eficiência contínua do sistema”, comenta.

Oportunidades de investimento

O retrofit é uma grande oportunidade para investidores imobiliários, especialmente em grandes cidades. Prédios antigos, muitas vezes subvalorizados, podem ser transformados em imóveis altamente competitivos e lucrativos com a modernização correta e mais econômico do que adquirir um imóvel novo em áreas valorizadas. Além disso, a valorização após o retrofit pode gerar um excelente retorno financeiro. Assim, representa uma solução moderna que alia sustentabilidade, eficiência e preservação histórica. Para compradores, investidores e desenvolvedores imobiliários, essa prática oferece uma forma de manter o charme dos imóveis antigos, ao mesmo tempo em que atende às exigências do mercado.

Com a crescente demanda por soluções sustentáveis e a necessidade de revitalizar o estoque imobiliário existente, o retrofit se posiciona como uma das principais tendências de mercado nos próximos anos.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-04-25.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-04-17 23:40:482025-05-19 16:24:00Retrofit alia sustentabilidade, eficiência e preservação histórica

Evolução da automação embarcada agrega IA, IoT e aprendizado de máquina

20/03/2025

Os avanços em controles e automação transformaram a maneira como a climatização e refrigeração são gerenciadas hoje, com benefícios significativos em eficiência, custo e sustentabilidade, com abordagem à segurança cibernética.

  • Veja a edição completa

A incorporação de tecnologias avançadas em sistemas de climatização e refrigeração através de controles e automação embarcada aprimoraram a eficiência, a confiabilidade e a segurança. A predição de falhas e manutenção preventiva baseadas em análise de dados é um dos benefícios proporcionados. Empresas líderes estão utilizando algoritmos preditivos para identificar potenciais problemas antes mesmo que ocorram, reduzindo significativamente custos com reparos emergenciais e aumentando a eficiência operacional.

A manutenção preditiva tem se mostrado uma abordagem eficaz para antecipar falhas e otimizar a manutenção de sistemas HVAC-R. Por meio da análise de dados coletados de sensores e dispositivos conectados, é possível monitorar o desempenho dos equipamentos em tempo real e identificar anomalias que possam indicar falhas iminentes. Um exemplo prático é o uso da termografia para monitorar painéis elétricos em sistemas de climatização. Através da detecção de variações de temperatura, é possível identificar conexões soltas, contatos defeituosos e sobrecargas, permitindo intervenções antes que ocorram falhas críticas. Além disso, empresas especializadas oferecem serviços preditivos que utilizam tecnologias de conectividade e ferramentas de diagnóstico para identificar e corrigir problemas antes que eles ocorram.

A Danfoss, por exemplo, implementa manutenção preditiva por meio do monitoramento de condição em seus equipamentos. Utilizando a computação de ponta inteligente dos conversores e o monitoramento baseado em condições, a empresa coleta dados em tempo real sobre o desempenho dos equipamentos. Esses dados são analisados para identificar padrões que indicam possíveis falhas, permitindo intervenções antes que ocorram problemas maiores.

“No cenário industrial acelerado de hoje, a importância de estratégias de manutenção proativa não pode ser subestimada. A manutenção preditiva, possibilitada pela computação de ponta inteligente do conversor e monitoramento de condição (CBM) surgiu como uma ferramenta poderosa para otimizar o desempenho do equipamento, aumentar o tempo de atividade e reduzir os custos de manutenção. O conceito de manutenção preditiva em relação ao monitoramento de condição e destaca as inúmeras vantagens em termos de eficiência econômica, desempenho do equipamento e economia de custos”, explica Nobert Hanigovszki, Head de Drivers da Danfoss Global.

Outro exemplo vem da Cool Automation, que oferece uma solução de manutenção preditiva para sistemas VRF utilizando algoritmos inteligentes para monitorar parâmetros específicos do sistema. Esses algoritmos detectam anomalias técnicas e operacionais, permitindo a correção de problemas antes que se transformem em falhas significativas.

“Os dados utilizados incluem informações contínuas sobre o desempenho do sistema, coletadas por meio de sensores integrados. Algoritmos inteligentes monitoram parâmetros específicos do sistema, permitindo a manutenção preditiva por meio da detecção de anomalias técnicas e operacionais. Relatórios complementares analisam até um ano de dados para fornecer metas de otimização e correção direcionadas”, informa Alexander Kholodenko, CTO da Cool Automation.

Exemplos ainda incluem empresas como a Trane, que utiliza análises avançadas e aprendizado de máquina para monitorar a integridade dos sistemas HVAC, observando anomalias e fornecendo recomendações de manutenção proativa; e a Johnson Controls – Hitachi, que oferece soluções de manutenção preditiva utilizando algoritmos avançados para analisar dados de sensores instalados em sistemas HVAC. Esses sensores monitoram parâmetros como vibração, temperatura e consumo de energia, permitindo a detecção precoce de anomalias e a programação de manutenção antes que ocorram falhas.

Empresas líderes estão utilizando algoritmos preditivos para identificar potenciais problemas e falhas

Tipo de dados utilizados

Sistemas embarcados que utilizam aprendizado de máquina (machine learning) permitem gerar relatórios e estatísticas através da forma como os sistemas de HVAC-R são gerenciados e usados para otimizar variáveis críticas como temperatura, umidade e fluxo de ar. Essas tecnologias não apenas ajustam automaticamente as condições ambientais conforme as necessidades, mas também aprendem com padrões históricos para ajustes precisos e eficiência energética.

Esses sistemas são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, aprendendo com os padrões de uso e ajustando automaticamente os parâmetros de operação para otimizar o desempenho. Por exemplo, algoritmos de aprendizado de máquina podem prever a demanda de resfriamento ou aquecimento com base em dados históricos e condições ambientais atuais, ajustando proativamente as configurações do sistema para manter o conforto e a eficiência energética. Além disso, podem identificar padrões que indicam desgaste ou falhas iminentes, permitindo a programação de manutenção antes que ocorram problemas.

Os algoritmos preditivos nos sistemas de climatização e refrigeração baseiam-se na coleta e análise de diversos tipos de dados, incluindo:

– Temperatura: Monitoramento de temperaturas internas e externas para avaliar o desempenho térmico.

– Vibração: Análise de padrões de vibração para detectar desalinhamentos ou desgastes em componentes mecânicos.

– Pressão: Medição de pressões em diferentes partes do sistema para identificar possíveis obstruções ou vazamentos.

– Fluxo de Ar: Avaliação do fluxo de ar para garantir a distribuição adequada e identificar bloqueios.

– Consumo de Energia: Monitoramento do uso de energia para detectar ineficiências ou comportamentos anômalos.

– Dados históricos de manutenção: Registro de manutenções anteriores para identificar padrões recorrentes de falhas.

“A análise desses dados permite que os algoritmos identifiquem padrões e tendências que indicam potenciais problemas, possibilitando intervenções proativas e a otimização da eficiência operacional dos sistemas. Um caso de sucesso apresentado no meu TCC na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi o desenvolvimento de um sistema de manutenção preditiva 4.0 para válvulas, utilizando inteligência artificial para prever falhas e evitar paradas não planejadas. Este sistema foi capaz de melhorar a rotina operacional e reduzir custos de manutenção, demonstrando o potencial do aprendizado de máquina na otimização de sistemas”, explica a engenheira de Automação e Controle, Marcela Coury Pinto.

Por meio da análise de dados coletados de sensores e dispositivos conectados, é possível monitorar o desempenho dos equipamentos em tempo real

Adoção de IoT e exemplos de implementação

Estatísticas recentes sobre a adoção da Internet das Coisas (IoT) no setor destaca sistemas embarcados e aborda vulnerabilidades em ambientes remotos, além de estratégias de mitigação.

A integração da Internet das Coisas (IoT) tem sido adotada por diversos fabricantes do setor para aprimorar a eficiência.

A Carrier, por exemplo, implementou soluções de monitoramento remoto e manutenção preditiva utilizando inteligência artificial (IA) em mais de 3.000 equipamentos conectados. Através de sua plataforma IoT baseada em nuvem, a empresa oferece ferramentas analíticas avançadas que permitem visualizar, aconselhar e otimizar o estado das máquinas, prolongando seu ciclo de vida.  “As previsões em tempo real mantêm os clientes da Carrier satisfeitos. Coletamos dados de nossos dispositivos e aplicamos algoritmos de machine learning para descobrir os padrões do cliente. Isso permite à empresa melhorar seus produtos, ajudar seus clientes diretamente, além de prever e solucionar problemas, antes que eles aconteçam. A migração para a nuvem proporcionou novas oportunidades, como a criação de casas conectadas e edifícios saudáveis, o que antes eram áreas inexploradas”, explica Adnan Haq, diretor executivo da Carrier Global.

A Revista TIME (EUA), publicou recentemente o caso de sucesso da empresa BrainBox AI, que implementou uma plataforma de IA em 14.000 edifícios em mais de 20 países, visando otimizar sistemas de HVAC em grandes edifícios comerciais. Utilizando dados extensivos, como níveis de umidade e taxas de ventilação, o sistema monitora continuamente essas informações, faz previsões e toma medidas proativas para melhorar a eficiência, como ajustar a temperatura interna. Essa abordagem tem o potencial de reduzir os custos de energia em até 25% e diminuir significativamente as emissões de gases de efeito estufa. Um exemplo é o Schreiber Center, um edifício de 10 andares no campus da Universidade Loyola, em Chicago (EUA). “A BrainBox AI implementou sua tecnologia de IA para HVAC, complementada por um algoritmo de Redução Automática de Emissões (AER). É aqui que o algoritmo AER entra em cena. Quando implantado, ele transforma o sistema de HVAC do edifício em uma bateria térmica que pode ser carregada com a energia renovável que, de outra forma, seria desperdiçada e descarregada mais tarde, quando as emissões da rede forem altas. Essa bateria é desbloqueada por um algoritmo orientado por IA tornando-a muito mais barata do que baterias elétricas (por exemplo, íons de lítio). Ela fornece uma solução elegante que transforma edifícios em um ativo para redes elétricas, ao mesmo tempo em que ajuda a acelerar o crescimento de energias renováveis”, revela Sam Ramadori, CEO da BrainBox AI.

Vulnerabilidades em ambientes remotos e estratégias de mitigação

A crescente conectividade dos sistemas de HVAC-R traz à tona preocupações com a segurança cibernética, especialmente em ambientes remotos. Vulnerabilidades como hacking, malware, phishing e ransomware podem comprometer a integridade e a disponibilidade dos sistemas, resultando em interrupções operacionais e perdas financeiras. Estratégias de mitigação incluem a implementação de firewalls robustos, atualizações regulares de software, autenticação multifatorial e conscientização contínua dos usuários.

Schreiber Center, Campus da Universidade Loyola, em Chicago (EUA), utiliza tecnologia de IA para HVAC por um algoritmo de Redução Automática de Emissões (AER)

Para mitigar esses riscos, é essencial implementar estratégias de segurança, incluindo:

– Segurança por design: Incorporar medidas de segurança desde a fase de projeto dos sistemas, garantindo que os dispositivos IoT e sistemas embarcados sejam resilientes a ameaças cibernéticas.

– Atualizações regulares de software: Manter todos os sistemas e dispositivos atualizados com os patches de segurança mais recentes para proteger contra vulnerabilidades conhecidas.

– Autenticação multifatorial: Implementar autenticação multifatorial para acesso aos sistemas, adicionando camadas extras de segurança além das senhas tradicionais.

– Monitoramento contínuo: Utilizar ferramentas de monitoramento para detectar atividades suspeitas em tempo real e responder rapidamente a possíveis incidentes de segurança.

– Treinamento de pessoal: Educar funcionários e operadores sobre as melhores práticas de segurança cibernética, incluindo a identificação de tentativas de phishing e a importância de senhas fortes.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/03/capa-03-25.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-03-20 14:49:322025-03-21 08:30:10Evolução da automação embarcada agrega IA, IoT e aprendizado de máquina

Indústria de HVAC-R se reúne na AHR Expo 2025 em Orlando

29/01/2025

Evento promete inovações tecnológicas e soluções sustentáveis para o setor

EUA – De 10 a 12 de fevereiro, o Orange County Convention Center, em Orlando, na Flórida, será palco da AHR Expo 2025, um dos maiores eventos da indústria de HVAC-R (aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração) no mundo. O encontro reunirá mais de 1.800 expositores e milhares de profissionais do setor, oferecendo uma vitrine de tecnologias avançadas, soluções inovadoras e produtos voltados para eficiência energética e sustentabilidade.

Entre os destaques da exposição estão tecnologias baseadas em inteligência artificial, novos refrigerantes de baixo GWP (Potencial de Aquecimento Global), sistemas de automação predial e equipamentos voltados para otimizar operações industriais e comerciais. Empresas como Copeland, Johnson Controls, Baltimore Aircoil Company (BAC), ebm-papst, Danfoss, Siemens, Opteon, Hitachi Air Conditioning e JUMO apresentarão soluções que refletem as tendências globais de sustentabilidade e digitalização do setor.

Inovações que prometem transformar o mercado

Copeland

Em seu estande na AHR Expo, a Copeland apresentará uma gama de soluções para sistemas HVACR, com foco na melhoria da eficiência do sistema e controle operacional. Uma das principais exibições incluirá seu novo recurso “Scout AI” orientado por IA, integrado ao seu aplicativo móvel. Esta ferramenta visa fornecer diagnósticos de sistema em tempo real e insights personalizados para contratantes, oferecendo orientação sobre manutenção e solução de problemas. A Copeland também apresentará compressores projetados para refrigerantes de baixo GWP, destacando sua compatibilidade com aplicações de resfriamento sustentáveis.

Controles Johnson

A Johnson Controls apresentará seus sistemas integrados de automação predial no evento. Esses sistemas são projetados para otimizar o desempenho de edifícios comerciais coordenando tecnologias de HVAC, iluminação e gerenciamento de energia. A exposição também incluirá chillers modulares e sistemas de bomba de calor destinados ao uso em reformas e novos projetos de construção, enfatizando a flexibilidade para atender às variadas necessidades de design de edifícios. Além disso, a Johnson Controls fornecerá demonstrações de ferramentas de monitoramento de energia que se integram com suas plataformas mais amplas de gerenciamento de edifícios.

Baltimore Aircoil Company (BAC)

A BAC planeja revelar várias soluções de resfriamento projetadas para lidar com desafios de eficiência em data centers e instalações industriais. Os produtos em destaque incluem seu novo tanque de resfriamento por imersão, feito sob medida para aplicações de data center de alta densidade. Este produto visa reduzir significativamente o consumo de energia, ao mesmo tempo em que melhora a confiabilidade do sistema. A BAC também apresentará seu resfriador adiabático TrilliumSeries e uma plataforma de resfriamento modular projetada para suportar operações de alta carga com uso reduzido de água e energia.

  • O impacto Trump no HVAC-R global e brasileiro
  • Refrigeração sólida é apontada como alternativa sustentável e eficiente
  • “Químicos eternos” sob pressão ameaçam o futuro dos fluidos refrigerantes
ebm-papst

A ebm-papst  apresentará uma gama de ventiladores e motores projetados para sistemas HVAC-R, incluindo sua tecnologia de ventilador EC de eficiência energética. Essa tecnologia incorpora motores comutados eletronicamente para consumo de energia reduzido e operação mais silenciosa. Eles também exibirão ventiladores e sopradores compactos personalizados para unidades de ventilação e tratamento de ar, bem como produtos projetados especificamente para aplicações de refrigeração. Uma característica notável de seu estande serão as capacidades de fabricação localizadas, garantindo que seus produtos estejam alinhados com os padrões do mercado norte-americano.

Danfoss

A Danfoss exibirá soluções voltadas para melhorar o desempenho e a sustentabilidade do sistema. Os produtos em destaque incluem componentes de eficiência energética para sistemas de refrigeração de supermercados e aplicações de resfriamento industrial. Os participantes podem explorar as tecnologias de bomba de calor da Danfoss projetadas para aplicações comerciais e residenciais, bem como acionamentos de velocidade variável que aumentam a eficiência energética em sistemas HVAC. Destaques adicionais incluirão soluções de resfriamento de data center e insights sobre como minimizar o tempo de inatividade do sistema e os custos operacionais.

Siemens

A Siemens apresentará seus últimos avanços em tecnologias de construção, com ênfase em sistemas inteligentes de automação de edifícios. Seu estande apresentará sistemas projetados para otimizar o uso de energia em sistemas de HVAC, iluminação e segurança em edifícios comerciais e industriais. Os visitantes também podem explorar a tecnologia digital twin da Siemens, que simula o desempenho do edifício para planejamento aprimorado do sistema e eficiência operacional. A empresa também destacará termostatos e controladores inteligentes que se integram perfeitamente em infraestruturas baseadas em IoT.

Opteon

A Opteon apresentará seu portfólio de refrigerantes de baixo GWP para aplicações de ar condicionado e refrigeração. Esses refrigerantes têm como objetivo ajudar as empresas a atender às regulamentações ambientais, mantendo o desempenho do sistema. Na exposição, a Opteon apresentará produtos formulados especificamente para refrigeração comercial, resfriamento de processos industriais e sistemas de ar condicionado automotivo. Os participantes também aprenderão sobre opções de retrofit para a transição de refrigerantes mais antigos e de alto GWP para suas alternativas mais novas.

 Hitachi

A Hitachi Air Conditioning apresentará sua mais recente linha de sistemas VRF na exposição. Esses sistemas são projetados para aplicações comerciais e residenciais, fornecendo soluções flexíveis de resfriamento e aquecimento. Um destaque particular serão seus mini sistemas VRF de eficiência energética, adequados para espaços menores, e sua tecnologia de controle inteligente, que se integra com plataformas de IoT para gerenciamento aprimorado do sistema. A Hitachi também apresentará seus sistemas de recuperação de calor voltados para otimizar o uso de energia em edifícios de grande porte.

JUMO

A JUMO destacará suas tecnologias avançadas de sensores e automação na AHR Expo. As principais exibições incluirão seus sensores de pressão e temperatura projetados para uso em sistemas HVAC-R, bem como controladores que otimizam as operações do sistema. A JUMO também apresentará uma nova linha de dispositivos de medição digital que fornecem alta precisão e monitoramento de dados em tempo real para ambientes críticos. Esses produtos visam melhorar a confiabilidade do sistema e aumentar a eficiência energética em aplicações industriais e comerciais.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ahrexpo-logo-revista-do-frio.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-01-29 00:18:172025-01-28 13:47:26Indústria de HVAC-R se reúne na AHR Expo 2025 em Orlando

Barão do VRF: a trajetória de Anderson Soares de Oliveira

20/12/2024

Aos 44 anos, Anderson Soares de Oliveira, conhecido como “Barão do VRF”, é um nome de destaque na climatização brasileira. Técnico em Refrigeração e Ar-Condicionado, atualmente ele gerencia projetos e supervisiona equipes na Artico Ar, empresa sediada em Belo Horizonte (MG).  Sua caminhada no mercado de climatização e refrigeração iniciou em janeiro de 1994, como ajudante na empresa Tecnoclima, onde participou de instalações de sistemas self e manutenções de fancoils. Durante seus estudos no CEFET-PE (Centro de Educação Tecnológica de Pernambuco), em Petrolina, ele conciliava trabalho e aprendizado, o que acelerou seu crescimento.  A mudança para Belo Horizonte foi um divisor de águas. Após um estágio na cidade, foi efetivado e, logo em seguida, assumiu uma posição de supervisão na Isotherm, na Bahia. Sua experiência continuou a se expandir com passagens pela Siemens e Huawei, onde aprofundou conhecimentos em sistemas de precisão e chiller.

“Enquanto trabalhava e estudava no CEFET-PE, unidade de Petrolina, no período de 1994 a 1999, cresci muito profissionalmente. Tive a oportunidade de estagiar em Belo Horizonte (MG), onde tenho parentes e, desde então, me apaixonei pela cidade. A adaptação foi rápida, e logo me destaquei na execução das atividades, que incluíam levantamento de materiais, execução de instalações e diagnóstico de corretivas. Após um ano de estágio, fui efetivado e recebi uma proposta para assumir a posição de supervisor na Isotherm, na Bahia. Essa nova fase foi fundamental para o meu crescimento, onde passei por diversos níveis de supervisão e pude evoluir dentro da empresa. Estou sempre em busca de novos desafios e oportunidades de aprendizado. Após cinco anos, fui para a Siemens, e depois para a Huawei, no Espírito Santo, onde aprofundei conhecimentos em selfs, chiller e sistema de precisão para o segmento de telecomunicações. Em 2011, retornei a Minas Gerais para atuar na Arminas, me consolidando no segmento de VRF/VRV, que se tornou minha grande paixão”.

Hoje, Anderson é uma referência em instalações, manutenção e orçamentos de sistemas de climatização VRF e dutados, especialmente no setor terciário, como clínicas, hospitais, museus e restaurantes.

Desafios e visão de mercado

Para Anderson, o mercado de HVAC-R está aquecido, com alta demanda desde sistemas split até centrais de ar. No entanto, ele destaca a escassez de mão de obra qualificada como um desafio central.

“Parece que os mais novos não querem evoluir ou assumir responsabilidades, e isso impacta setores como o de funilaria, que está em extinção. Muitos profissionais não querem mais ser carreiristas, e com a chegada das altas estações, a demanda é tão grande em instalações residências de split e se tornam mais atrativas, aumentando a concorrência com valores de serviços prestados muito abaixo da média, ou seja, muitas vezes sem noção. Mas, quem trabalha com sistemas centrais de VRF se diferencia na multidão, não tem frio ou calor para profissionais deste ramo”, comenta.

  • Splits tem alta demanda e se consolida como a principal escolha do mercado
  • O mercado mundial oferece oportunidades de exportação para o setor de HVAC-R
  • Limpeza em sistemas de HVAC-R exige cuidado e conhecimento técnico

Ele vê nos sistemas centrais de VRF uma área promissora e menos vulnerável à sazonalidade do mercado. Para se destacar, Anderson reforça a importância da qualificação, especialmente em habilidades técnicas e elaboração de orçamentos.

Anderson utiliza as redes sociais e o YouTube para disseminar conhecimento. Seus perfis no Instagram (@grupoarticoar, @articotec.cursos) e o canal @barãovrf no YouTube são fontes de aprendizado e entretenimento para profissionais do setor. Além de dicas técnicas, ele compartilha conteúdos bem-humorados sob a persona do “Pai Barão”, o “exorcista de VRF”.

Fora do trabalho, ele valoriza o tempo com seus quatro filhos – Ana Luiza, Gustavo, Arthur e Anthony, além de apreciar momentos simples, como tocar violão, jogar xadrez e organizar churrascos com amigos. Suas conquistas vão além do profissional, com viagens em família e a realização de sonhos, como adquirir um carro novo.

Seus maiores objetivos são ver seus filhos felizes e bem-sucedidos, vivendo com menos preocupações e mais realizações.

“Eu gosto de passar um tempo com meus filhos. Eles são o meu legado. É gratificante ver o fruto do nosso trabalho, seja através do crescimento da empresa, da conquista de um carro ou das viagens em família, que proporcionam momentos de qualidade juntos. Meu maior sonho é ver meus filhos se tornando pessoas dignas e felizes, vivendo uma vida com menos preocupações e mais realizações”, revela.

Com sua trajetória, Anderson inspira profissionais a buscar excelência e inovação no setor de HVAC-R, provando que dedicação e paixão fazem a diferença.

“Qualificação é fundamental para se destacar no mercado. Ao investir em aprendizado, você se torna especialista, evolui e agrega valor ao seu trabalho. Cola comigo que você brilha!”, conclui.

Anderson valoriza o tempo com seus quatro filhos: Ana Luiza, Gustavo, Arthur e Anthony

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/12/anderson_oliveira_revista_do_frio_gente_do_Frio.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2024-12-20 03:30:292024-12-19 14:03:23Barão do VRF: a trajetória de Anderson Soares de Oliveira

Johnson Controls-Hitachi lança VRF para projetos comerciais

06/11/2024

A Johnson Controls-Hitachi Ar Condicionado lançou o air365 Tech, novo modelo de sistemas VRF (Fluxo de Refrigerante Variável) para o mercado brasileiro de climatização. O equipamento é direcionado a aplicações comerciais, como escritórios, hospitais, hotéis, escolas e lojas, oferecendo variação de capacidade de até 112 HP por meio de interligação de módulos.

O air365 Tech foi projetado com um motor DC inverter,  e segundo a empresa, ajusta a velocidade do ventilador de forma contínua, aumentando o volume de ar com baixo nível de ruído. Outro aspecto positivo é em relação ao trocador de calor; Com uma circuitagem otimizada, possibilita o aumento da transferência de calor e conta também com a proteção hidrofílica, que evita o acumulo de sujeira no trocador.

O novo VRF utiliza o fluido refrigerante R-410A e possui sistema de backup para manter a operação estável em caso de falha de compressores ou ventiladores, uma medida externa para aumentar a confiabilidade do sistema. Em unidades com dois compressores ou ventiladores, a falha de um deles não interrompeu a operação, mantendo o funcionamento mínimo exigido.

Além disso, o equipamento conta com o Modo Noturno, que reduz o ruído externo com ajuste automático das rotações do compressor e ventilador, adaptando-se à temperatura externa e à carga térmica do ambiente.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/11/20.22.24-HP-Easy-Resize.com_.jpg 1166 944 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2024-11-06 16:31:132024-11-06 16:31:13Johnson Controls-Hitachi lança VRF para projetos comerciais

Sistemas VRF se consolidam no mercado brasileiro

30/07/2024

Melhorias significativas nos compressores, controles eletrônicos e na eficiência geral dos sistemas VRF impulsionaram seu crescimento

Nos últimos anos, os sistemas VRF (Fluxo de Refrigerante Variável) têm ganhado uma crescente aceitação no mercado brasileiro de HVAC-R. Este crescimento se deve a vários fatores, incluindo a busca por maior eficiência energética, flexibilidade na instalação e controle preciso da temperatura.

Um dos principais impulsionadores do crescimento dos sistemas VRF no Brasil é a eficiência energética. Os sistemas VRF são projetados para ajustar a quantidade de refrigerante que flui para as unidades internas com base na demanda real de cada zona climatizada. Isso permite uma operação muito mais eficiente em termos de consumo de energia comparado aos sistemas tradicionais de ar condicionado.

Outros fatores como flexibilidade de instalação, os torna ideais para uma ampla gama de aplicações, desde pequenos edifícios comerciais até grandes complexos residenciais e corporativos. A capacidade de conectar múltiplas unidades internas a uma única unidade externa permite soluções personalizadas que atendem às necessidades específicas de cada projeto. Outra vantagem significativa dos sistemas VRF é o controle preciso da temperatura. Cada unidade interna pode ser controlada de forma independente, permitindo que diferentes zonas dentro de um edifício mantenham temperaturas distintas de acordo com as preferências dos ocupantes. Isso melhora o conforto e a satisfação dos usuários, um fator crucial em ambientes comerciais e residenciais.

Renan Santos Vieira, Gerente de Engenharia de Aplicação CAC da Gree

“Hoje, o VRF como conceito de ar-condicionado, já está amplamente difundido entre os atores especializados (projetistas, instaladores e distribuidores), o que permite questionar: qual setor ainda não usa VRF? A instalação de VRF em residências de médio e alto padrão já é a referência e foram impulsionadas pela disponibilidade maior nos distribuidores, por outro lado, não se fala mais de água gelada quando o assunto são lajes corporativas padrão A e Triplo A, e por aí passam aplicações tais como hotéis, e a área de quartos em hospitais. No setor industrial, quando se fala em sistemas de conforto térmico, o VRF é a solução mais procurada quando o requisito é eficiência energética, sendo imbatível quando comparado com outros sistemas centrais”, informa Renan Santos Vieira, Gerente de Engenharia de Aplicação CAC da Gree.

  • Desmistificando o manuseio e aplicação do R-32
  • Refrigerando o Brasil: A história do ar-condicionado e da refrigeração
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Segundo a Eletros, Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletrônicos, que consolida os dados de mercado, o VRF representa em torno de 5% do mercado total de HVAC-R, entretanto, essa métrica não representa o movimento real do mercado, uma vez que a porção residencial representa mais de 90%. “Quando olhamos somente o mercado de centrais, que compreende também os chillers, rooftops, selfs e splitões; o VRF representa 46% do mercado, e cresceu 17% quando comparados os mesmos períodos de 2023 e 2024 até o momento. Entendo que os principais benefícios podem ser resumidos em versatilidade, capacidade de automação e eficiência energética dos sistemas do tipo VRF em comparação com os sistemas tradicionais. No quesito versatilidade, os sistemas do tipo VRF se destacam pelas altas capacidades dos sistemas que vão de 3 a 128 HP de capacidade e até 20 tipos diferentes de unidades internas. Reduzindo o espaço necessário para instalação dos mais diversos sistemas, reduzindo o footprint (pegada de carbono) necessário para a instalação dos equipamentos”, diz Viera.

Ele destaca ainda a capacidade de automação dos sistemas VRF, que podem ser utilizados como o controle via Wi-Fi dos equipamentos ou rede KNX para automação em residências de alto padrão até sistemas mais complexos que utilizam Bacnet ou Modbus para conexão de múltiplos sistemas em um único BMS para clientes industriais, hotéis, entre outros.

Em relação à eficiência energética, os sistemas de fluxo variável contam com mais sensores, sistemas de controle de capacidade e controle dos componentes, permitindo maiores eficiências, principalmente em cargas parciais.

Rodrigo Fiani, vice-presidente de Vendas de B2B, IT e ar-condicionado da LG do Brasil

De acordo com o Rodrigo Fiani, vice-presidente de Vendas de B2B, IT e ar-condicionado da LG do Brasil, os sistemas VRF oferecem vários benefícios em comparação com os sistemas tradicionais. “Eles possuem eficiência energética superior devido ao sistema 100% inverter e tecnologias de controle avançadas, que permitem maior performance adaptada a diversas operações. Além disso, esses sistemas permitem a interligação de todas as unidades em um sistema central de automação, proporcionando baixo custo e alta segurança operacional. São adequados para locais segmentados, como escolas, hotéis, escritórios e residências, e possuem design moderno que se adapta a diferentes tipos de ambientes.  Outro benefício é a manutenção facilitada pela alta tecnologia embarcada, que permite fácil visualização de falhas e erros através de controles avançados. O maior desafio, no entanto, é o treinamento e capacitação da mão de obra, que se torna cada vez mais necessária à medida que o mercado cresce”, destaca Fiani.

Além da capacitação e treinamento, um outro desafio enfrentado na implementação dos sistemas do tipo VRF no Brasil é seu custo.

“O custo dos sistemas do tipo VRF ainda são superiores a sistemas tradicionais como o split e multi-split em residências e pequenos comércios e linhas de splitão e rooftop em grandes projetos. Para grandes centros ou obras maiores, não há problemas na implementação destes sistemas, pois são aplicados os conceitos de CAPEX e OPEX (custo de implementação e custos de operação), levados em consideração o espaço utilizado pela capacidade requerida e disponibilidade oferecida por equipamentos com maior tecnologia. Porém, em projetos de pequeno e médio porte, em que o cliente ou até mesmo o projetista está à procura de um menor custo de implementação do sistema de climatização, os sistemas de fluxo variável extrapolam o budget desejado e sistemas tradicionais são utilizados. Outro ponto quanto a implementação e manutenção, é a mão de obra qualificada para aplicação dos sistemas VRF. Embora os profissionais busquem expandir seus conhecimentos, muitos ainda lutam contra a evolução dos sistemas de climatização (vide o que foi a implementação dos sistemas do tipo inverter e agora o R-32) e se mantém apenas nos sistemas tradicionais, ou pela falta de locais de qualificação próximos (fato que ocorre longe das capitais) ou não querem investir em ferramental adequado para instalação e diagnósticos dos sistemas do tipo VRF”, enfatiza Vieira.

Tendências futuras

Atualmente, o VRF figura como uma das principais soluções de HVAC no mercado brasileiro, dividindo a liderança com sistemas de água gelada.

“A tendência é de crescimento contínuo no Brasil, impulsionado pelo desenvolvimento econômico e pela expansão da construção civil. Além disso, há uma migração de outros sistemas, como Split e Chiller para o VRF, atraídos pela eficiência e flexibilidade que este sistema oferece.  Os sistemas VRF têm sido um grande sucesso no Brasil devido à sua eficiência e versatilidade. Temos milhares de projetos espalhados por todo o país, atendendo a diversos segmentos, desde comerciais e residenciais até industriais, demonstrando sua adaptabilidade e eficácia”, revela Fiani.

Para Vieira, assim como o restante da indústria, o futuro do VRF irá seguir três caminhos principais: aumento da eficiência dos sistemas, utilização de IA (Inteligência Artificial) e fontes alternativas de energia.

“Os sistemas do tipo VRF já possuem uma elevada eficiência energética quando comparados com sistemas tradicionais, porém com o avanço de novas tecnologias a busca por melhores motores, compressores e sistemas de comunicação mais eficientes irão guiar a indústria em busca de soluções adequadas às novas necessidades. Com motores e compressores mais eficientes podemos diminuir o consumo direto dos equipamentos e com sistemas de comunicação e controle mais rápidos e eficientes podemos diminuir o tempo de resposta às variações de carga térmica requerida e atuar de forma mais rápida e eficaz no controle dos parâmetros de operação. A utilização de inteligência artificial nos equipamentos já é uma realidade em alguns países, porém, ainda dependem de uma complexa rede e infraestrutura para seu funcionamento eficiente no Brasil. Por exemplo, os sistemas GMV da Gree na China, utilizam banco de dados climáticos para otimizar a operação dos equipamentos de forma automática, além de ler e identificar os parâmetros de operação dos equipamentos e prever a troca de componentes antes que ocorra uma falha e parada do sistema por quebra de algum componente crítico. Quanto às fontes alternativas de energia, já existem sistemas do tipo VRF que utilizam placas fotovoltaicas para acionamento direto dos equipamentos e operação híbrida (rede + fotovoltaico), uma vez que sistemas inverter por padrão transformam a energia CA vinda da rede à CC para utilização no equipamento. Estes equipamentos têm como objetivo principal diminuir as perdas de conversão de energia e otimizar a utilização de sistemas fotovoltaicos para acionamento das unidades VRF. Um caso de sucesso que temos quanto a implementação de sistemas de fluxo variável é a própria fábrica da Gree em Manaus (AM), onde são utilizados equipamentos do tipo VRF da linha SOLAR para climatização do setor corporativo, onde são conectados diretamente às placas fotovoltaicas. O sistema opera de forma híbrida, onde quando há geração de energia suficiente para manter o equipamento, apenas as placas são utilizadas, quando não há energia suficiente das placas a rede é utilizada para complementar a o fornecimento de energia ao sistema e nos dias em que não há expediente, os equipamentos converter a energia gerada de CC à CA e fazem a inserção dessa energia na rede elétrica da concessionária, gerando créditos pela geração de energia dos painéis fotovoltaicos”, conclui Vieira.

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