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Arquivo para Tag: SENAI

Keyla Dias representa o Brasil na refrigeração na WorldSkills

07/10/2026

Primeira brasileira a disputar a modalidade no mundial, aluna do SENAI chegou a Xangai após vencer as etapas estadual e nacional.

Keyla Carvalho Dias representou o Brasil na modalidade Refrigeração e Ar-Condicionado da WorldSkills Shanghai 2026, realizada de 22 a 27 de setembro, em Xangai, na China. Aluna da Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves, em São Paulo, ela encerrou a disputa em 15º lugar entre 27 participantes, com 693 pontos.

Em depoimento gravado antes do mundial, Keyla afirmou ser a primeira mulher a representar o Brasil nessa modalidade e relacionou sua participação à abertura de caminhos para outras competidoras. “Abre muitas portas, não só pra mim, mas como pras futuras competidoras”, disse.

A trajetória até Xangai passou pelas etapas estadual e nacional. Em fevereiro de 2025, Keyla conquistou o primeiro lugar em Refrigeração e Ar-Condicionado na SPSkills, garantindo vaga na seletiva brasileira. Em setembro daquele ano, venceu Sistemas de Refrigeração na WorldSkills Brasil e assegurou o direito de representar o país no mundial de 2026. Segundo a Agência de Notícias da Indústria, ela foi a primeira mulher campeã da modalidade na etapa nacional.

Keyla apontou a disputa nacional como um dos momentos que marcaram sua trajetória. Contou que chegou a duvidar da vitória diante da disputa com outro competidor e recordou a reação ao receber o resultado: “Nossa, eu consegui”. Para ela, a experiência reforçou a importância de persistir. “O importante disso tudo é você acreditar até o final e superar qualquer desafio.”

A estudante também afirmou que a participação nas competições ampliou seu reconhecimento profissional e atribuiu ao SENAI a oportunidade de construir uma carreira. “O SENAI me deu uma perspectiva de vida, uma perspectiva de profissão”, declarou. Em sua avaliação, a preparação de uma competidora envolve tanto a formação técnica quanto aspectos físicos e mentais.

Embora tenha encerrado o mundial sem medalha, Keyla chegou à competição internacional após duas vitórias no Brasil. Ao falar sobre sua motivação para competir, destacou o significado de ocupar esse espaço e a possibilidade de incentivar outras mulheres a seguir o mesmo caminho.

Na modalidade, o ouro ficou com Sam Jones, do Reino Unido, com 747 pontos. Minje Kim, da Coreia do Sul, recebeu a prata, com 737, e Xavier Belanger, do Canadá, conquistou o bronze, com 732.

O Brasil encerrou a WorldSkills Shanghai 2026 com duas medalhas de prata, seis de bronze e 29 medalhas de excelência. Na classificação geral por pontos, a delegação brasileira ficou em segundo lugar, atrás da China, segundo o SENAI-SP.

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Resumen (español)

Keyla Carvalho Dias, alumna de la Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves, representó a Brasil en Refrigeración y Aire Acondicionado en WorldSkills Shanghai 2026, tras ganar las etapas estatal y nacional en 2025. Terminó en el puesto 15 entre 27 participantes, con 693 puntos. En un testimonio previo al mundial, destacó la perseverancia durante su preparación y señaló que su participación como primera representante brasileña en la modalidad abre caminos para futuras competidoras.

Summary (English)

Keyla Carvalho Dias, a student at Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves, represented Brazil in Refrigeration and Air Conditioning at WorldSkills Shanghai 2026 after winning the state and national competitions in 2025. She placed 15th among 27 competitors with 693 points. Speaking before the event, she emphasized perseverance throughout her preparation and said that competing as the first Brazilian woman in the skill creates opportunities for future female competitors.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/02/senai-e1740765229603.jpg 762 1118 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-10-07 15:07:092026-10-07 15:09:00Keyla Dias representa o Brasil na refrigeração na WorldSkills

Feicon Rio e Febrava Rio abrem com negócios e debates técnicos

07/10/2026

Feiras seguem até 8 de outubro no Riocentro; programação reúne empresas e debates sobre manutenção offshore, fluidos naturais e segurança dos alimentos.

A Feicon Rio e a Febrava Rio começaram nesta terça-feira (6), no Riocentro, no Rio de Janeiro, com programação voltada a negócios, conteúdo técnico e demonstrações de produtos. Realizadas simultaneamente pela primeira vez na cidade, as feiras seguem até quinta-feira (8), no Pavilhão 4. Segundo Cláudio Della Nina, presidente da RX para a América Latina, o movimento nos corredores no primeiro dia superou as expectativas da organização.

Na abertura, representantes dos setores e do poder público destacaram oportunidades no mercado fluminense e a importância da conexão entre empresas, profissionais e instituições.

Participaram da cerimônia Miguel Fernandez, presidente do CREA-RJ; Leonardo Cozac, presidente executivo da Abrava; Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan; Júlio Pereira, presidente executivo da Anamaco; Mauro Franco, presidente da Abramat; Leonardo Salles de Barros, presidente do Sindratar-RJ; e Manoel Vieira Gomes Junior, secretário municipal de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, além de Della Nina.

Entre as empresas participantes da Febrava Rio estão Armacell, Daikin, Elgin, Friven, Full Gauge Controls, Gree, Honeywell, Johnson Controls, LG Electronics, Recigases, Sicflux, TCL SEMP e Thermomatic, entre outras. A Philco também participa com espaços nos estandes da Friopeças, Clima Rio e Denteck.

Na arena Febrava CONVERGE, a programação do primeiro dia abordou operação e manutenção de sistemas de ar-condicionado e refrigeração em instalações offshore. Luiz Paulo Ramos Dias Caldeira, Wagner de Oliveira Lemes e Felipe Ribeiro, da Petrobras, trataram da participação de empresas especializadas desde a elaboração dos projetos para identificar problemas antecipadamente.

“Ninguém sabe de tudo, temos que trocar essa experiência. O diálogo é uma forma de melhorarmos nossos processos”, afirmou Caldeira.

A transição para fluidos naturais na refrigeração da indústria alimentícia foi discutida por Taís Pereira da Fonseca, do SENAI, e Jonatha Silva Henriques, da Firjan SENAI Benfica. Os participantes abordaram os desafios da mudança, que envolve qualificação profissional, equipamentos e cuidados com a segurança.

O Departamento Nacional de Refrigeração da Abrava lançou a Cartilha de Refrigeração na Segurança dos Alimentos. Disponível para download no site da entidade, a publicação reúne conceitos e orientações sobre cadeia do frio, sistemas e equipamentos de refrigeração, transporte refrigerado e boas práticas.

A programação também incluiu contratos de performance, com Marina Spagnolo, do IBRACONT; controle de mofo na hotelaria, com Robson Petroni, da Conforlab Engenharia Ambiental; e impactos dos fluidos refrigerantes nas operações, com Filipe Colaço, da Recigases.

Os conteúdos da arena continuam nesta quarta-feira (7), com acesso gratuito para profissionais credenciados, sujeito à disponibilidade de lugares. A Febrava Rio funciona das 13h às 20h, no Riocentro, na avenida Salvador Allende, 6555, Barra Olímpica. O credenciamento das duas feiras é gratuito e pode ser feito nos sites oficiais da Feicon Rio e da Febrava Rio ou presencialmente.

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Resumen (español)

Feicon Rio y Febrava Rio comenzaron el 6 de octubre en Riocentro, en Río de Janeiro, y continúan hasta el día 8. Celebradas simultáneamente por primera vez en la ciudad, las ferias reúnen empresas y profesionales de la construcción y del sector de calefacción, ventilación, aire acondicionado y refrigeración. La programación técnica aborda mantenimiento de sistemas offshore, refrigerantes naturales y seguridad alimentaria. Abrava también presentó una guía sobre refrigeración y cadena de frío.

Summary (English)

Feicon Rio and Febrava Rio opened on October 6 at Riocentro in Rio de Janeiro and run through October 8. Held simultaneously for the first time in the city, the trade fairs bring together companies and professionals from the construction and heating, ventilation, air-conditioning and refrigeration sectors. The technical program covers offshore system maintenance, natural refrigerants and food safety. Abrava also launched a guide on refrigeration and the cold chain.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/10/febrava-rio-abertura-scaled-e1791375448605.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-10-07 09:18:482026-10-07 09:18:48Feicon Rio e Febrava Rio abrem com negócios e debates técnicos

Febrava Rio reúne 17 painéis sobre HVAC-R e operação industrial

30/09/2026

Arena Febrava CONVERGE terá debates sobre eficiência energética, manutenção e segurança de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, com acesso gratuito para profissionais credenciados.

A Febrava RIO terá 17 painéis sobre aplicações de HVAC-R nos setores de construção, hospitalidade, óleo e gás e refrigeração. A programação da arena Febrava CONVERGE será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, com acesso gratuito para profissionais credenciados na feira, sujeito à disponibilidade de lugares.

Os encontros abordarão eficiência energética, qualidade do ar, segurança alimentar, manutenção e continuidade operacional. Entre os assuntos previstos estão sistemas em instalações offshore, controle microbiológico, fluidos refrigerantes, PMOC e retrofit de equipamentos.

Segundo Tatiana Rassini, gerente geral da Febrava RIO, a proposta é aproximar os fornecedores de soluções dos profissionais das indústrias que utilizam essas tecnologias, com discussões sobre questões que afetam custos, eficiência e operação.

No dia 6, a agenda inclui integração entre arquitetura e HVAC-R em edifícios de saúde, com Kátia Fugazza, e gestão de contratos de performance, com Marina Spagnolo, do IBRACONT. Luiz Paulo Caldeira, Wagner Lemes e Thiago Oliveira de Souza, da Petrobras, discutirão operação e manutenção de sistemas de ar-condicionado e refrigeração em instalações offshore.

Também estão previstos debates sobre mofo em hotéis, com Robson Petroni; fluidos naturais na indústria alimentícia, com Taís Pereira da Fonseca, do SENAI, e Jonatha Silva Henriques, da Firjan SENAI; e impactos dos fluidos refrigerantes na operação, com Filipe Colaço, da Recigases.

No dia 7, Alex Ambrosio e Luiz Villaça, da ABRAVA, abordarão controle microbiológico em sistemas de condensação e refrigeração na segurança alimentar. A programação terá ainda João Manuel Aureliano, da Daikin, sobre HVAC-R na indústria de óleo e gás, e Márcio Grossman, da MAG TECH Engenharia e Consultoria, sobre engenharia hospitalar. Marcello Esteves da Silva, da Rede D’Or, e Tiago Falcão da Silva, da Microblau, discutirão eficiência energética e uso de dados na operação de edificações.

No dia 8, os temas incluem manutenção de fluidos refrigerantes, com Filipe Colaço, e PMOC, com Izabela Silva Pereira, da Clima Top Brasil. Rafael Munhoz, da Sicflux, Luiz Villaça e João Manuel Aureliano participarão de um painel sobre tendências e desafios do setor, mediado por Suelen Assoni.

A agenda será encerrada com debates sobre infraestrutura hoteleira, com José Domingo Buozon, do Arena Hotéis; chillers de mancal magnético em retrofits, com Edison Tito Guimarães, da Datum Consultoria e Projetos e do Sindratar-RJ; e desincrustação industrial com Rydlyme, com Alexandre Paiva e Julyana Fragoso.

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Resumen (español)

Febrava RIO celebrará 17 paneles sobre aplicaciones de HVAC-R del 6 al 8 de octubre en Riocentro. El programa de Febrava CONVERGE abordará eficiencia energética, mantenimiento, calidad del aire, seguridad alimentaria y continuidad operativa en los sectores de construcción, hotelería, petróleo y gas y refrigeración. El acceso será gratuito para los profesionales acreditados en la feria, sujeto a la disponibilidad de plazas.

Summary (English)

Febrava RIO will hold 17 panels on HVAC-R applications from October 6 to 8 at Riocentro. The Febrava CONVERGE program will address energy efficiency, maintenance, air quality, food safety and operational continuity across construction, hospitality, oil and gas, and refrigeration. Admission will be free for professionals registered for the trade fair, subject to seating availability.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-30 14:15:062026-09-30 14:41:29Febrava Rio reúne 17 painéis sobre HVAC-R e operação industrial

Seminário da Abrava debate segurança e eficiência na ventilação

03/09/2026

Evento reuniu especialistas em São Paulo para discutir controle de fumaça, distribuição de ar, inspeções periódicas, qualificação profissional e desempenho dos sistemas.

A Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) realizou, em 27 de agosto, o 1º Seminário Internacional de Ventilação, na Fiesp, em São Paulo. O encontro abordou inovações e desafios relacionados ao controle de calor e fumaça e à distribuição de ar.

Promovido pelo Departamento Nacional de Ventilação e Distribuição de Ar da entidade, o seminário reuniu profissionais, especialistas, empresas, projetistas, consultores e instaladores. A programação teve palestras técnicas e mesas-redondas sobre segurança, desempenho, medição e manutenção de sistemas de ventilação.

Na abertura, o presidente-executivo da Abrava, Paulo Macedo, destacou a atuação da associação no desenvolvimento do setor. O vice-presidente da entidade, Roberto Montemor, falou sobre o associativismo e as ações previstas no planejamento da gestão. Marcelo Mesquita, gerente-executivo do Sindratar-SP, ressaltou o pioneirismo da iniciativa.

Eduardo Brunacci, presidente do Departamento Nacional de Ventilação e Distribuição de Ar, afirmou que o seminário criou um espaço para discutir assuntos com impacto na segurança, na saúde, no conforto e na eficiência das edificações.

O painel da manhã tratou de ventilação subterrânea, garagens para carros elétricos, pressurização de escadas, controle de fumaça e diluição de contaminantes. Participaram Marco Bettelini; Carlos Cotta, da Carlos Cotta Engenharia; Alex Brocco, da ebm-papst; e Matheus Sampaio, da Sicflux. A mesa-redonda foi mediada por Ricardo Miranda, diretor da Eprod Consultoria.

As discussões apontaram a necessidade de inspeções periódicas acompanhadas da medição do desempenho dos equipamentos. Os participantes também defenderam a elaboração de normas, recomendações e manuais de boas práticas e o uso de ferramentas como a dinâmica dos fluidos computacional, conhecida pela sigla CFD, no desenvolvimento de projetos de ventilação para garagens e subsolos.

À tarde, Maria Inez Luz, diretora de Comunicação do Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior, apresentou as ações da iniciativa e o Selo Abrava Brasindoor de Qualidade do Ar Interior. A certificação, desenvolvida em parceria com a NSF, atesta ambientes que atendem a critérios de avaliação e monitoramento da qualidade do ar interno.

O segundo painel abordou projeto e instalação, dutos e coifas de exaustão, qualificação profissional, proteção passiva contra incêndio, controle de umidade e balanceamento. Participaram Laura Baldissera, Jonatas Feijó, Marcelo Vale, Maurilio Oliveira, Mateus Camparotto, Sven von Borries, Leandro Nahas e Célio Martin.

Na mesa-redonda mediada por Carlos Santos Jr., os participantes defenderam uma visão integrada dos sistemas, da concepção do projeto à instalação, operação e manutenção. Também ressaltaram que falhas de projeto, especificação, instalação ou medição podem comprometer o desempenho, mesmo quando são utilizados equipamentos tecnicamente adequados.

O seminário concluiu que o setor precisa ampliar a comunicação entre fabricantes, projetistas, instaladores e responsáveis pela operação. A qualificação profissional, o uso de materiais certificados e a adoção de procedimentos de medição e manutenção foram apontados como condições para sistemas de ventilação mais seguros e eficientes.

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Resumen (español)

La Abrava realizó el 27 de agosto, en la Fiesp, en São Paulo, el primer Seminario Internacional de Ventilación. Especialistas y representantes del sector debatieron el control de calor y humo, la distribución del aire, la ventilación de garajes, las inspecciones periódicas, la medición del desempeño, el control de la humedad y la protección pasiva contra incendios. Las discusiones señalaron la necesidad de integrar las etapas de proyecto, instalación, operación y mantenimiento, además de ampliar la capacitación profesional y la adopción de buenas prácticas.

Summary (English)

Abrava held its first International Ventilation Seminar on August 27 at Fiesp in São Paulo. Industry experts and representatives discussed heat and smoke control, air distribution, garage ventilation, periodic inspections, performance measurement, humidity control and passive fire protection. The discussions highlighted the need to integrate design, installation, operation and maintenance while expanding professional training and the adoption of good practices.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1E4A1769-scaled-e1788438953939.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-03 09:36:512026-09-03 09:36:51Seminário da Abrava debate segurança e eficiência na ventilação

ABRAVA revitaliza Regional Nordeste e anuncia nova diretoria

02/06/2026

Nova gestão atuará entre 2025 e 2028 com foco em integração regional, qualificação profissional e fortalecimento do setor HVAC-R.

A ABRAVA anunciou a revitalização da Regional Nordeste, iniciativa voltada ao fortalecimento da presença institucional da entidade e à ampliação da conexão com empresas e profissionais do setor HVAC-R na região.

A nova gestão será presidida por Maurício Lopes, da Artermica, tendo Julliane Gomes, da JG Engenharia & Climatização, como vice-presidente. A diretoria também conta com Marllon Batista, da BTS Engenharia, como diretor técnico, e Valdenir Martins Alves, da Tecsar Engenharia, como diretor de relacionamento.

Com mandato de 2025 a 2028, a Regional Nordeste atuará inicialmente de forma híbrida, sem escritório físico definido, utilizando bases operacionais já existentes e promovendo reuniões itinerantes entre os estados da região.

Entre as prioridades estão a estruturação administrativa da regional, a aproximação com empresas e profissionais e o desenvolvimento de ações alinhadas aos pilares da ABRAVA: descarbonização, qualidade do ar e segurança alimentar.

Na agenda da nova gestão, está previsto para 11 de agosto, em Fortaleza, o evento Panorama Regional ABRAVA Nordeste.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 09:21:282026-06-02 09:21:28ABRAVA revitaliza Regional Nordeste e anuncia nova diretoria

Elgin abre inscrições para reality show voltado a técnicos de HVAC-R

23/03/2026

Programa “Mestres do Frio” terá oito episódios no YouTube, premiação em dinheiro e participação nos times de influenciadores técnicos da marca.

A Elgin anunciou a abertura das inscrições para o reality show “Mestres do Frio”, voltado a técnicos de refrigeração e climatização de todo o país. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial da empresa.

Com exibição no canal da marca no YouTube, o programa terá formato de game show e reunirá dez profissionais, cinco da área de Refrigeração Comercial e cinco de Ar-Condicionado. Ao longo de oito episódios, os participantes enfrentarão desafios práticos em duplas e individuais, com avaliação de um júri técnico formado por especialistas da Elgin e do SENAI.

As provas foram estruturadas com base em situações do cotidiano do setor, incluindo diagnóstico de falhas e tomada de decisão sob pressão. Segundo a empresa, o projeto é uma obra audiovisual original do Grupo Elgin e busca colocar o técnico no centro da narrativa da cadeia do frio.

O lançamento ocorre em um contexto de expansão do setor. Entre 2012 e 2024, o segmento de refrigeração e climatização cresceu cerca de 200%, de acordo com dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA). Atualmente, o mercado brasileiro de HVAC-R movimenta aproximadamente R$ 39 bilhões por ano e responde por cerca de 350 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com Georjes Bruel, gerente de marketing da Elgin, o programa pretende ampliar a visibilidade dos profissionais e estimular a valorização da formação técnica no país.

Premiação

Além do título de “Mestre do Frio Brasil”, o reality premiará os três primeiros colocados de cada categoria. Os vencedores de Refrigeração Comercial e Ar-Condicionado receberão R$ 50 mil e uma vaga anual nos times de influência técnica da marca: Resfriando e Seleção do Ar. Os segundos colocados receberão R$ 10 mil, e os terceiros, R$ 5 mil.

Resumen (español)
La Elgin abrió inscripciones para el reality show “Mestres do Frio”, dirigido a técnicos de refrigeración comercial y aire acondicionado de todo Brasil. El programa, que se emitirá en YouTube, contará con ocho episodios y premiará a los ganadores con hasta R$ 50 mil y participación en los equipos de influencia técnica de la marca. El lanzamiento ocurre en un contexto de crecimiento del sector AVAC-R, que mueve cerca de R$ 39 mil millones al año en el país, según datos de ABRAVA.

Summary (English)
Elgin has opened registrations for “Mestres do Frio,” a reality show aimed at refrigeration and air conditioning technicians across Brazil. The eight-episode program will air on YouTube and will award up to R$50,000 to category winners, along with a one-year position on the brand’s technical influencer teams. The launch takes place amid continued growth in Brazil’s HVAC-R market, which generates approximately R$39 billion annually, according to ABRAVA.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/elgin-mestre-do-frio-e1774277035952.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-23 12:01:032026-03-23 12:01:03Elgin abre inscrições para reality show voltado a técnicos de HVAC-R

O avanço de sistemas inteligentes e o novo papel do técnico

26/02/2026

Controles, sensores e automação deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos, impulsionados por data centers, edifícios inteligentes e pela digitalização da indústria de HVAC-R

 O mercado global de controles, sensores e sistemas de automação aplicados aos sistemas de HVAC-R caminha para ultrapassar a marca de US$ 30 bilhões até 2027. De acordo com estudos de mercado da Kings Research e de consultorias especializadas em automação predial, o segmento global de controles, sensores e automação no HVAC-R (parte de um mercado mais amplo que já supera US$ 90 bilhões em sistemas de automação predial), tem projeções de forte crescimento, impulsionado por sensores inteligentes, IoT e automação integrada.

Esse crescimento não acontece por acaso. Ele está diretamente ligado à expansão de data centers, agritech, edifícios inteligentes e plantas industriais altamente automatizadas, segmentos que avançam de forma acelerada no Brasil e no mundo.

Na prática, o sistema de climatização e refrigeração deixou de ser um conjunto isolado de equipamentos eletromecânicos e passou a integrar um ecossistema digital. Sensores de temperatura, umidade, pressão, CO2, vazão e presença alimentam controladores programáveis, plataformas em nuvem e sistemas de gestão predial (BMS), permitindo ajustes em tempo real, redução de consumo energético e maior confiabilidade operacional.

Neste contexto surge um novo perfil do técnico de HVAC-R. Se antes o domínio da mecânica, da eletricidade e da refrigeração era suficiente, hoje isso já não basta. O técnico moderno precisa compreender, ao menos em nível básico, conceitos de TI, redes, protocolos de comunicação (como Modbus, BACnet) e Internet das Coisas (IoT). E não se trata de transformar o profissional em um programador, mas de capacitá-lo para interpretar dados, configurar controladores, integrar sistemas e diagnosticar falhas que nem sempre são físicas, mas lógicas ou de comunicação. Por exemplo, um sensor mal endereçado ou uma falha de rede pode derrubar todo o desempenho de um sistema. Essa mudança eleva o patamar da profissão. O técnico deixa de ser apenas um executor de manutenção corretiva e passa a atuar como especialista em desempenho, eficiência energética e confiabilidade.

Um dos pontos mais sensíveis dessa transformação é a formação profissional. A pergunta que o mercado começa a fazer é direta: as escolas técnicas, cursos profissionalizantes e entidades do setor estão acompanhando essa evolução? Ainda há uma lacuna evidente. Segundo a ASHRAE (Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado), o setor enfrenta uma lacuna de habilidades porque as formações técnicas muitas vezes não acompanham a evolução tecnológica e a demanda por novos conhecimentos, especialmente em automação, IoT e eficiência energética. Essa desconexão entre educação e as exigências do mercado é um dos fatores que contribui para o déficit de profissionais qualificados no HVAC-R. Muitos cursos continuam focados quase exclusivamente em instalação e manutenção tradicional, enquanto o mercado exige profissionais capazes de lidar com automação, sensores inteligentes e sistemas conectados. Isso cria um descompasso entre oferta e demanda de mão de obra qualificada.

Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA

“Com a crescente demanda por sistemas de HVAC-R mais eficientes, redução da pegada de carbono e melhora da qualidade do ar interior, cresce também a adoção de recursos digitais, eletrônica embarcada, controle via nuvem e IoT, e tem transformado o perfil do técnico de HVAC-R, sendo que a atuação profissional agora depende não apenas de conhecimento mecânico, mas também de competências ligadas a eletrônica, instrumentação, redes e análise de dados. Assim, o técnico contemporâneo precisa incorporar em suas habilidades a capacidade de interpretar sinais elétricos e lógicos, compreender automações que ajustam sistemas automaticamente e operar ferramentas digitais e softwares de diagnóstico remoto”, explica Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA.

“Com a digitalização do HVAC, conhecimentos básicos de TI tornaram-se indispensáveis, como noções de redes, segurança da informação, IoT, sensores e interpretação de dados em softwares de monitoramento. Embora parte das escolas técnicas já incorpore esses temas, o ritmo de atualização ainda exige formação contínua para acompanhar a rápida evolução tecnológica do setor”, acrescenta.

Por outro lado, essa lacuna também representa uma grande oportunidade. Profissionais que buscam capacitação complementar em automação, controles e conectividade tendem a se posicionar melhor, fugir da concorrência por preço e acessar contratos de maior valor agregado.

Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls

“Novas tecnologias chegam de forma constante ao mercado, e os profissionais precisam se adaptar conforme surgem novas demandas. Nesse contexto, a cultura de capacitação técnica por parte das empresas torna-se cada vez mais relevante. Esse sempre foi um princípio presente na Full Gauge Controls desde seus primeiros anos e é um dos atributos que nos tornam reconhecidos mundialmente. A Inteligência Artificial, em especial, vem ganhando espaço e desempenha um papel crescente na melhoria das operações em campo. Um exemplo disso é o desenvolvimento, em parceria com a Climtek, empresa canadense, da primeira plataforma de suporte técnico baseada em IA da indústria de HVAC-R, treinada com toda a biblioteca técnica que dispomos. Além disso, algumas empresas do setor já utilizam algoritmos de IA para analisar dados via API, identificando padrões de consumo, prevendo comportamentos anormais e ajustando estratégias de controle. Esse tipo de aplicação gera ganhos reais de eficiência energética, reduz paradas e aumenta a precisão no monitoramento de câmaras frias e sistemas de refrigeração, impactando diretamente a atuação e a qualificação exigida do profissional da área”, informa Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls.

Segundo ele, e fundamental que empresas, escolas técnicas e associações acompanhem de forma contínua as novas tendências do mercado e invistam na capacitação dos profissionais. “Hoje, a tecnologia torna esse processo muito mais rápido e acessível quando comparado a alguns anos atrás. Plataformas digitais, como conteúdos técnicos no YouTube, cursos em EAD e a ampliação da oferta de ensino técnico especializado, contribuem significativamente para a formação de novos profissionais e para a atualização constante de quem já atua no setor”.

Formação técnica em transição

Instituições como o SENAI, referência na formação técnica e profissional no Brasil, desempenham papel central na capacitação de técnicos em refrigeração e climatização, com cursos sólidos voltados à instalação, manutenção, eletricidade aplicada e fundamentos de sistemas frigoríficos. No entanto, à medida que o HVAC evolui para um modelo cada vez mais digital e conectado, o próprio setor passa a debater os limites desses currículos tradicionais. A incorporação de conteúdos ligados à automação, sensores inteligentes, protocolos de comunicação, integração com sistemas de gestão predial e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual. Esse descompasso cria uma lacuna entre a formação oferecida e as exigências reais de aplicações modernas, como data centers, edifícios inteligentes e indústrias automatizadas, exigindo que muitos profissionais busquem capacitação complementar no mercado para acompanhar a transformação tecnológica do HVAC-R.

A incorporação de conteúdos ligados à automação e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual na formação técnica

Também escolas técnicas especializadas oferecem formação tradicional em refrigeração e climatização, mas o setor reconhece a necessidade de ampliar o foco para sistemas inteligentes e conectados. Segundo estudo da ASHRAE, nesse novo cenário, a formação digital deixa de ser um diferencial e passa a ser um verdadeiro passaporte para oportunidades de maior valor agregado no setor de HVAC-R. Profissionais que dominam automação, sensores inteligentes, análise básica de dados e integração de sistemas conseguem acessar nichos menos sensíveis a preço e mais orientados à confiabilidade, como data centers, edifícios inteligentes, indústria de processos e agronegócio de alta performance. Além de ampliar o escopo de atuação, essa capacitação permite oferecer serviços contínuos, como monitoramento remoto, manutenção preditiva e contratos de desempenho, criando novas fontes de receita e relacionamentos de longo prazo com o cliente.

“A maioria das escolas técnicas busca constantemente apresentar novas tecnologias aos alunos. No entanto, esse processo ocorre sem abrir mão do ensino da refrigeração básica, que ainda representa a maior parte das instalações em operação. Essa base continua sendo essencial para que o profissional compreenda corretamente o funcionamento dos sistemas antes de avançar para aplicações mais tecnológicas. De fato, o avanço do HVAC-R inteligente não é tendência passageira, mas um caminho sem retorno. Controles, sensores e automação deixam de ser opcionais e passam a ser parte essencial do sistema. Para o setor, isso significa mais eficiência, sustentabilidade e confiabilidade. Para o profissional, significa evolução técnica, valorização e novos horizontes de atuação. Quem entender essa mudança e se preparar desde já estará um passo à frente em um mercado cada vez mais tecnológico e estratégico”, comenta o CEO da Full Gauge.

Ele acrescenta que é fundamental ter conhecimento em topologia básica de redes, bem como das normas técnicas que regulamentam as boas práticas de instalação e comunicação de dados. Esses conceitos garantem maior confiabilidade, estabilidade e desempenho dos sistemas de automação HVAC-R.

“Por isso, sempre reforçamos a importância de que a infraestrutura de comunicação RS-485 seja projetada e instalada por técnicos capacitados, seguindo rigorosamente as normas e recomendações técnicas. Uma rede bem dimensionada e corretamente instalada é decisiva para o bom funcionamento do sistema e para a qualidade das informações coletadas. Os principais players do mercado contam com redes consolidadas de instaladores capacitados, aptos a atender empresas interessadas em soluções de HVAC inteligente. Portanto, não se trata exatamente de uma falta de profissionais, mas da necessidade de saber onde encontrar essa mão de obra especializada e com experiência nas tecnologias mais recentes”, diz Gobbi.

Borduni acrescenta ainda que o setor segue em expansão, impulsionado pela demanda por sistemas inteligentes, mas a falta de profissionais capacitados pode frear esse crescimento, como ocorreu com os chillers de compressores de mancal magnético, que demoraram a se consolidar no Brasil por percepção de escassez técnica. “Para evitar esse tipo de gargalo, o setor precisa acelerar a formação por meio da atualização e ampliação de cursos técnicos, treinamentos de curta duração, parcerias entre fabricantes, associações e escolas, além do incentivo à capacitação em automação e IoT, garantindo mão de obra preparada para operar tecnologias cada vez mais eficientes e complexas”, conclui.


Resumen (español)

El avance de la automatización y la digitalización está transformando el sector HVAC-R, impulsado por data centers, edificios inteligentes y la industria conectada. Sensores, controladores y plataformas en la nube permiten monitoreo en tiempo real, eficiencia energética y mayor confiabilidad operativa, cambiando el perfil del técnico, que ahora requiere conocimientos básicos de redes, protocolos de comunicación e interpretación de datos. Estudios de entidades del sector señalan una brecha de capacitación, ya que la formación tradicional no acompaña la velocidad tecnológica. La actualización profesional y la educación continua pasan a ser factores clave para acceder a servicios de mayor valor agregado, como mantenimiento predictivo y contratos de desempeño.


Summary (English)

Automation and digitalization are reshaping the HVAC-R sector, driven by data centers, smart buildings and connected industry. Sensors, controllers and cloud platforms enable real-time monitoring, energy efficiency and operational reliability, redefining the technician’s role to include basic knowledge of networks, communication protocols and data interpretation. Industry organizations point to a skills gap, as traditional training struggles to keep pace with technological change. Continuous education and upskilling are becoming essential for professionals to access higher-value services such as predictive maintenance and performance-based contracts.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/02/foto-1-abre-materia-automacao-e1772116692589.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-02-26 11:36:252026-02-26 11:55:43O avanço de sistemas inteligentes e o novo papel do técnico

O avanço dos refrigerantes ilegais e seus impactos no HVAC-R brasileiro

17/12/2025

O mercado paralelo de fluidos refrigerantes ameaça a segurança, compromete a eficiência dos sistemas e cria uma concorrência desleal que exige ação conjunta de toda a cadeia do setor

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O mercado brasileiro de refrigeração e ar-condicionado convive há anos com a presença de refrigerantes vendidos de forma irregular, desde lotes contrabandeados até cilindros falsificados, blends não identificados e recargas clandestinas. Além do evidente risco ambiental e à segurança, a prática prospera porque, em muitos casos, o refrigerante ilegal custa muito menos do que o produto legal, criando um incentivo econômico imediato para instaladores, lojistas e usuários finais. Mas por que a diferença de preço é tão grande e quais fatores mantêm o circuito ilegal ativo? A elevação dos preços dos refrigerantes regulamentados tem várias origens: políticas de redução de oferta, custos de conformidade (licenças, certificações e rotulagem), tributos e taxas de importação, além do custo logístico de fornecedores homologados. Quando políticas de restrição de oferta (como as metas do Protocolo de Kigali para redução de HFCs) entram em vigor, o volume legal disponível cai e o preço sobe, e isso abre espaço para que fornecedores ilícitos ofereçam produto por valores muito abaixo do mercado regulado. Investigações internacionais mostram que, onde houve redução de quotas, o mercado ilegal cresceu porque compradores buscaram alternativas mais baratas.

Para Frank Amorim, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, sem dúvida, o baixo custo é o grande atrativo. Contudo, como todo mercado ilegal, o grande problema é a falta de consciência e responsabilidade de quem vende e, também, de quem compra este tipo de produto.

“Na nossa visão, é um desafio crônico e perigoso: a circulação de fluidos refrigerantes ilegais, falsificados ou fora da regulamentação. Longe de ser apenas uma questão de concorrência desleal, este problema traz sérias implicações para o meio ambiente, a segurança de técnicos/as e dos usuários/as (empresas e consumidores finais), e na integridade dos equipamentos. Além de poder causar danos graves aos equipamentos (deterioração e corrosão), podem levar à perda de eficiência energética e desempenho, resultando em maior consumo de eletricidade para o usuário (empresas e consumidores finais). Portanto, é um problema tão complexo que entendemos que exige esforços e sinergia de ações entre todos (governo, setor privado e sociedade)”, informa.

Relatórios internacionais e iniciativas brasileiras mostram que o problema é real, internacional e solucionável, mas depende de investimento e cooperação sustentada. Grande parte do produto ilegal vem de mercados onde a produção é barata e o controle aduaneiro é mais frágil. Relatórios de organizações ambientais e operações de fiscalização mostram rotas de entrada por aeroportos, portos e até transporte rodoviário irregular, inclusive com uso de cilindros descartáveis e embalagens falsificadas que driblam controles e tornam possível vender o refrigerante a preços muito inferiores aos praticados por distribuidores legais. Essa disponibilidade externa pressiona os preços e enfraquece o esforço regulatório.

“Um dos principais riscos, falando de fluidos refrigerantes sobre os quais não sabemos a procedência, é a falta de qualidade conforme as normas (ABNT, por exemplo, que tem normas quanto à qualidade, pureza e rotulagem dos fluidos). Então, o/a técnico/a que compra esses produtos não saberá exatamente a composição do fluido que está usando. Esse fluido pode ter um rótulo de R-22, por exemplo, mas pode ter uma porcentagem de fluidos inflamáveis, sem mencionar, o que é um grande risco à segurança do técnico e do usuário. Nosso Projeto para o Setor de Serviços de Refrigeração e Climatização do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), realizado sob coordenação do MMA no âmbito do Protocolo de Montreal, atua com foco nas “Boas Práticas de Refrigeração” visando capacitar os profissionais da área. Essas boas práticas incluem que os técnicos utilizem fluidos refrigerantes somente conforme as normas (legais) e corretamente (sem deixar vazar no meio ambiente)”, esclarece Stefanie von Heinemann, consultora e gerente de Projetos da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH – agência bilateral parceira do PBH.

Segundo Stefanie, pelo PBH, foram capacitados gratuitamente mais de 17 mil técnicos/as em todo o Brasil, até hoje. Contudo, o impacto do programa é ainda maior, porque todas as escolas parcerias, que são dotadas de tecnologia de ponta (equipamentos e ferramentas doados pelo projeto) assimilam as técnicas de Boas Práticas dos cursos do PBH, nos seus próprios cursos técnicos (mecânica e refrigeração), ampliando a disseminação desse conhecimento.

“Neste ano, cientes da tendência de maior uso de fluidos naturais (como propano) no mercado brasileiro, lançamos o curso Treinamento para Uso Seguro e Eficiente de Fluidos Inflamáveis em Sistemas de Ar Condicionado, que está sendo ministrado por instrutores capacitados pelo projeto em 5 escolas parcerias do PBH, de cinco estados, que contemplam as regiões geográficas do país: Centro Oeste (GO); Nordeste (RN); Norte (RO); Sudeste (SP); e Sul (PR). E já estamos trabalhando para que no próximo ano, esse curso seja ampliado para pelo menos mais 5 escolas, em outros estados.  Nossa meta é capacitar 5.000 mil profissionais. Além disso, entendemos que não são só os fluidos refrigerantes que devem seguir as normas e serem bem certificados, mas os profissionais também precisam ser certificados. Para tanto, acabamos de lançar uma “Licitação para a Criação de um Sistema Piloto de Qualificação, Certificação e Registro (QCR) no Setor de Refrigeração”. Nosso objetivo é criar um esquema que melhore a regulamentação do ambiente profissional, reduza os vazamentos de fluidos refrigerantes e garanta a introdução segura de alternativas aos HCFCs, o que coopera diretamente para o combate ao uso de fluidos refrigerantes fora das normas e, portanto, ilegais. Para que esse sistema de certificação, cujo projeto piloto será iniciado em 2026, funcione e tenha sucesso, iremos contar com o importante apoio da sociedade, por meio das escolas técnicas e das entidades do setor parceiras do Programa, como a ABRAVA e a ASBRAV”, informa Stefanie.

Impacto do uso de substâncias não autorizadas no Brasil

O uso de substâncias não autorizadas no Brasil, especialmente no setor de HVAC-R, tem ampliado riscos ambientais, econômicos e operacionais. A entrada de produtos sem certificação compromete a segurança dos sistemas, aumenta a probabilidade de falhas e eleva as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a prática causa distorções competitivas ao favorecer quem opera fora das normas. Para o consumidor, o barato pode sair caro: equipamentos perdem eficiência, sofrem danos e têm sua vida útil reduzida. O problema, embora conhecido, segue crescendo e exige ações coordenadas de fiscalização, educação técnica e responsabilização da cadeia.

“O impacto do uso de substâncias ilegais pode prejudicar todo o trabalho que realizamos com foco na proteção do meio ambiente, no âmbito do Protocolo de Montreal no Brasil. Por exemplo, nós eliminamos o consumo dos CFCs, em 2010, se entram CFCs por contrabando seria um retrocesso em relação à Proteção da Camada de Ozônio e, também, do clima, porque os CFCs têm um alto potencial de aquecimento global. Da mesma forma, o comércio ilegal pode impactar negativamente no controle dos HCFCs (R-22), que pelas nossas metas será eliminado até 2030. Já pensando na Emenda de Kigali e no comércio ilegal de HFCs, ainda estamos no início da implementação do plano para redução do uso desses fluidos no país. Como estamos traçando uma linha de base de consumo, com base em estatísticas oficiais, se houver a entrada de muitos HFCs contrabandeados, essa linha de consumo no Brasil se tornará irreal, e então teremos problemas sérios na implementação das nossas metas no âmbito do Protocolo de Montreal”, reforça Amorim.

Ele acrescenta que os produtos legais possuem rótulos em conformidade com as normas técnicas, têm procedência garantida e são adquiridos por meio de nota fiscal, com os produtos/substâncias devidamente discriminados pelos distribuidores/fabricantes. Se os fluidos refrigerantes forem sempre comprados em estabelecimentos credenciados e da forma correta, o espaço do comércio ilegal será praticamente nulo. Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vem trabalhando em uma nova instrução normativa que estabelecerá a obrigatoriedade de que os fluidos refrigerantes comercializados devem atender aos requisitos de pureza estabelecidos na Norma ABNT NBR 16.667, o que contribuirá para a conformidade dos produtos.

“Importante destacar que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desempenha um papel central e essencial no controle de substâncias como os fluidos refrigerantes no Brasil. Sua atuação está diretamente ligada ao cumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo país, principalmente o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio.  O Ibama controla a importação e exportação. É a autoridade responsável por controlar e fiscalizar a entrada e saída de fluidos refrigerantes controlados (como os HCFCs e, mais recentemente, os HFCs, devido ao seu alto Potencial de Aquecimento Global – GWP) no território nacional, em portos e aeroportos. Isso inclui a verificação do conteúdo dos cilindros para combater o comércio ilegal. Destaco também que a extensa faixa de fronteira terrestre e marítima do país, combinada com a complexidade e o volume do comércio internacional, torna o combate ao contrabando de fluidos refrigerantes um desafio constante para o Ibama e órgãos parceiros como a Receita Federal, daí a importância de todo o apoio da sociedade nesse combate. No âmbito da Etapa III do PBH, sob a Coordenação do MMA e implementação do PNUD, serão realizadas ações voltadas para o fortalecimento da fiscalização por órgãos de controle em nível federal, estadual e municipal, para a capacitação dos agentes fiscalização e disponibilização de equipamentos para a identificação dos fluidos refrigerantes. Essas ações contribuirão para coibir o comércio e a importação ilegal de fluidos refrigerantes”, diz o analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Quanto a conscientização, para Stefanie, além das ações de treinamento e do projeto piloto de certificação dos profissionais, o Encontro Nacional de Treinamento de Treinadores em Fluidos Naturais do PBH resultou em 39 instrutores qualificados no curso “Uso Seguro e Eficiente de CO2‚  e R-290 em Sistemas de Refrigeração Comercial”. São instrutores que irão capacitar centenas de alunos/as nos próximos anos em escolas nas 5 regiões do país.

“Durante o encontro, que ocorreu no novo ‘Laboratório Modelo Mini Supermercado com Fluidos Refrigerantes Naturais: CO2‚  e R-290 do PBH’, localizado na escola Firjan SENAI Benfica, no Rio de Janeiro-RJ, o tema ‘fluidos refrigerantes ilegais’ foi bastante debatido.  Os instrutores relataram que seus alunos estão bastante preocupados com esse tema, por causa da possibilidade de acidentes graves em campo, motivada pelo alto volume de produtos oferecidos a baixo custo.  Ao longo do debate sobre o tema, durante o treinamento, foram destacadas pelos instrutores-especialistas do PBH, que ministraram o curso, as orientações de Boas Práticas em Refrigeração, que devem ser reforçadas aos alunos, no processo de maior conscientização dos profissionais da área sobre o tema.  Além disso, foi destacado que é importante a sociedade fiscalizar também e que as irregularidades com fluidos refrigerantes (ilegais, falsificados ou fora da regulamentação, inclusive com rótulos que não deixam claro o uso de fluidos inflamáveis) devem ser denunciadas aos órgãos oficiais (Ibama, Procon, etc.) e para as entidades da sociedade, nos seus fóruns específicos” comemora.

 Diferentes elos da cadeia com atuação integrada

O combate ao uso de refrigerantes ilegais no Brasil exige uma atuação integrada entre fabricantes, distribuidores, lojistas e técnicos, cada um responsável por uma parte essencial da solução. Fabricantes podem fortalecer a rastreabilidade, garantir informação clara e ampliar ações de conscientização sobre riscos e impactos ambientais. Distribuidores e lojistas, por sua vez, têm papel decisivo ao adotar políticas rígidas de compra, checar procedência e assegurar que apenas produtos regulamentados cheguem ao mercado. Já os profissionais técnicos, que estão na ponta do atendimento, influenciam diretamente o comportamento do consumidor ao orientar sobre segurança, eficiência e conformidade. Quando esses elos trabalham alinhados, cria-se uma cultura de responsabilidade que reduz incentivos ao mercado ilegal, protege equipamentos e reforça o compromisso do setor com práticas sustentáveis.

Encontro Nacional de Treinamento de Treinadores resultou em 39 instrutores qualificados

“Acreditamos que só uma ação coordenada, a médio e longo prazo, entre governo, setor privado (fabricantes, distribuidores e revendedores) e sociedade (profissionais da refrigeração e usuários em especial) será efetiva no combate aos fluidos refrigerantes ilegais no país. Todos precisam fazer a sua parte. A responsabilidade de exigir comprovação da compra e venda de fluidos refrigerantes, por exemplo, é de todos. Os fabricantes devem garantir os registros dos fluidos no Ibama; os distribuidores e o varejo devem conferir e só podem vender produtos com procedência confirmada; e os profissionais, como os técnicos/as de refrigeração, também devem estar atentos a esse controle e só comprar produto de origem legal. Da mesma forma, os usuários (empresas e consumidores) devem exigir a nota fiscal dos fluidos refrigerantes colocados em seus aparelhos/sistemas, além de contratar somente profissionais habilitados (técnicos formados pelo SENAI e Institutos Federais, por exemplo) que, no futuro, como planejamos, serão certificados pelo sistema QCR que implantaremos a partir de 2026”, conclui Stefanie.

 


Resumen (Español)

El avance del comercio ilegal de refrigerantes en Brasil representa un riesgo creciente para el sector de refrigeración y aire acondicionado. Productos sin certificación, falsificados o de origen desconocido comprometen la seguridad de técnicos y usuarios, reducen la eficiencia energética de los equipos y generan impactos ambientales relevantes, además de distorsionar la competencia al ofrecer precios muy inferiores a los del mercado regulado.

Autoridades ambientales y programas internacionales alertan que el problema afecta directamente el cumplimiento de los compromisos asumidos por Brasil en el Protocolo de Montreal y la Enmienda de Kigali. Iniciativas de capacitación técnica, certificación profesional y fortalecimiento de la fiscalización buscan contener el mercado ilegal, pero el enfrentamiento del problema exige una acción coordinada entre gobierno, sector privado y sociedad.


Summary (English)

The growth of illegal refrigerant trade in Brazil poses increasing risks to the HVAC-R sector. Uncertified, counterfeit or undocumented products jeopardize technician and user safety, reduce system efficiency, and intensify environmental impacts, while creating unfair competition through significantly lower prices than those in the regulated market.

Environmental authorities and international programs warn that illegal refrigerants threaten Brazil’s commitments under the Montreal Protocol and the Kigali Amendment. Technical training, professional certification and stronger enforcement are key measures to curb this practice, but effective results depend on coordinated action among government, industry stakeholders and society as a whole.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/capa-12-25.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-12-17 10:52:432025-12-17 10:52:43O avanço dos refrigerantes ilegais e seus impactos no HVAC-R brasileiro

Armacell nomeia Elaine Brito para a gerência de vendas no Brasil

05/12/2025

Executiva atuará na expansão comercial e na integração de áreas internas até 2026

A Armacell anunciou a promoção de Elaine Silva de Brito ao cargo de gerente de vendas no Brasil. A profissional, que soma 11 anos na companhia, iniciou sua trajetória como vendedora técnica e acumulou experiência em processos internos de uma multinacional com atuação global.

Segundo a empresa, Elaine desenvolveu, ao longo desse período, uma visão integrada das áreas de negócios e de como essa estrutura influencia a experiência do cliente. Entre os aprendizados mencionados pela executiva estão disciplina operacional, compreensão de processos estruturados e aprimoramento da performance comercial orientada ao relacionamento.

Alinhada à estratégia da Armacell de oferecer soluções técnicas de isolamento voltadas à eficiência energética, a nova gerente de vendas afirma compromisso com os valores da organização, baseados em foco no cliente, comprometimento, empoderamento, integridade e sustentabilidade.

Para o ciclo estratégico até 2026, Elaine estabelece como prioridades ampliar a presença comercial da Armacell no país, fortalecer mercados considerados estratégicos e aprimorar a experiência do cliente com processos mais ágeis e comunicação clara. A executiva também indica que irá aprofundar a integração entre marketing, vendas e áreas internas, além de investir no desenvolvimento da equipe com foco em performance e comportamento.

Elaine afirma que o setor de HVAC-R vive um momento de atenção à eficiência energética, sustentabilidade e soluções técnicas especializadas. Segundo ela, a nova posição representa a oportunidade de impulsionar negócios, incentivar inovação e assegurar suporte aos clientes.

Com 17 anos de atuação em vendas, negociação e gestão comercial, a profissional acumula experiência no atendimento a clientes nacionais e multinacionais, coordenação de representantes e distribuidores, desenvolvimento de novos negócios e monitoramento de KPIs e KAIs. Também possui trajetória em treinamentos e palestras sobre isolamento térmico e acústico, com participações em entidades e eventos do setor, como SENAI, ASBRAV e FEBRAVA.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/elaine-brito-armacell-e1764945540883.jpg 1020 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-12-05 11:39:562025-12-05 11:42:28Armacell nomeia Elaine Brito para a gerência de vendas no Brasil

Futuro do HVAC-R une eficiência, sustentabilidade e ar mais saudável

19/11/2025

Com foco em eficiência energética, uso de refrigerantes de baixo GWP e melhoria da qualidade do ar interno, o setor de HVAC-R no Brasil acelera sua transição para uma era mais sustentável

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À medida que o setor de HVAC-R no Brasil avança, as atenções se voltam para três pilares que definirão o futuro da climatização e refrigeração: eficiência energética, transição para refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global (GWP) e melhoria da qualidade do ar interno, e vem assumindo papel estratégico na agenda de sustentabilidade no país, além de representar participação significativa na produção industrial.

Representando cerca de 2,3% da produção industrial, nacional a eficiência energética é hoje uma das prioridades da política ambiental e industrial brasileira. O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a organização internacional CLASP, promoveu em 14 de outubro último, o seminário “Brasil e a COP30: o papel da eficiência energética no setor HVAC-R”, que reuniu representantes do governo, entidades industriais e especialistas nacionais e internacionais.

Durante o encontro, foi lançado o Comitê de Acompanhamento do Projeto de Eficiência Energética como Instrumento de Política Industrial, iniciativa que reunirá representantes públicos e privados para sugerir ações que ampliem a competitividade e a sustentabilidade do setor. O grupo também será responsável pela elaboração de uma carta de compromisso com a eficiência energética, que poderá ser apresentada na COP30, em Belém (PA), este mês de novembro.

Para o MME, a cooperação entre ministérios, indústria e instituições de pesquisa é essencial para fortalecer a política energética brasileira e posicionar o país como referência global em inovação. O diretor do Departamento de Informações, Estudos e Eficiência Energética do MME, Leandro Andrade, destacou que o setor de HVAC-R representa cerca de 10% do consumo de energia elétrica do setor residencial no país, índice que evidencia o enorme potencial de economia e de crescimento.

Leandro Andrade destacou o papel da eficiência energética no setor HVAC-R durante seminário “Brasil e a COP30”

“A eficiência energética é o primeiro e mais imediato mecanismo de impacto para os sistemas HVAC-R. No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou diretrizes específicas para aparelhos de ar-condicionado, estabelecendo novos índices mínimos de eficiência com metodologia baseada na norma ISO 16358-1, que permite diferenciar os equipamentos com tecnologia inverter, capazes de consumir até 30 % menos energia que os convencionais de rotação fixa. A eficiência energética usualmente é como se fosse o combustível mais barato, a alternativa energética mais econômica para o consumidor de energia. Ela pode reduzir a necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia e trazer benefícios diretos ao consumidor, com redução na conta de luz, sem perder qualidade de vida. Num contexto de COP, reforçar a eficiência dentro da política industrial brasileira é essencial para alcançarmos a transição energética inclusiva que desejamos”, afirmou Andrade.

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) vem alertando sobre os desafios na implementação de alternativas de refrigerantes de baixo GWP, tecnologias com máxima eficiência e QAI, destacando questões como infraestrutura, custo, capacitação técnica e normas de segurança e fabricantes já se movimentam.

“Durante o evento “Brasil e a COP30”, foi assinado o termo com os SENAI Amazonas e Paraná, que farão o mapeamento de toda cadeia produtiva do HVAC-R na intenção de apresentar iniciativas que impulsionam a sustentabilidade e a inovação no país. Além disso, eu e Felipe Raats representaremos a ABRAVA no Comitê de Acompanhamento do Projeto Eficiência Energética no setor”, informa Thiago Pietrobon, Diretor de Meio Ambiente da ABRAVA.

Tanto para os grandes fabricantes quanto para instaladores, esse tripé: pressão regulatória + mercado + tecnologia, significa que os sistemas devem ser projetados com componentes de alta eficiência, controles inteligentes, manutenção rigorosa e integração digital (IoT/monitoramento). O resultado: menor consumo de energia, menores custos operacionais e menor emissões de CO‚  no ciclo de vida.

A Daikin divulgou que pretende duplicar a eficiência energética de seus equipamentos até 2030 e zerar as emissões de carbono em 2050. Em sua participação no seminário “Brasil e a COP30”, a empresa apresentou sua visão de sustentabilidade e o avanço tecnológico em equipamentos inverter e VRV.

“A promoção do inverter e o desenvolvimento do VRV foram fundamentais para o salto tecnológico que resultou em equipamentos mais eficientes. Em cada COP, a Daikin buscar trazer novas ideias e aplicações com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono e transformar o setor. Na COP30, o foco será em soluções para descarbonização de edificações e combate ao overcooling (arrefecimento excessivo)”, enfatiza João Aureliano, Gerente Sênior de Engenharia de Produto da Daikin.

Já a Hitachi, teve projeto pelo retrofit do Condomínio Edifício Villa Lobos com a substituição de chillers, infraestrutura elétrica e hidráulica que resultou em redução de consumo de energia elétrica de cerca de 20% e água em 25%. O retrofit substituiu a Central de Água Gelada (CAG), condicionadores de ar, infraestrutura elétrica e hidráulica, além da instalação das seis unidades resfriadoras de água gelada com Chiller Parafuso com Condensação a Ar de capacidade 140 TR cada, totalizando 840 TR.

Transição para refrigerantes de baixo GWP

O segundo grande vetor é a transição para refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global (GWP). No Brasil, esse movimento é impulsionado tanto por compromissos internacionais como a Protocolo de Kigali (sobre HFCs), quanto por iniciativas setoriais. A Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ASBRAV), por exemplo, publicou recentemente um alerta sobre “Desafios na implementação de refrigerantes de baixo GWP no Brasil”, mencionando barreiras como infraestrutura, custo e capacitação técnica.

“Globalmente, a indústria de HVAC-R é incentivada a diminuir o uso de refrigerantes tradicionais devido ao seu alto GWP, que contribui significativamente para o aquecimento global. O Protocolo de Kigali, uma emenda ao Protocolo de Montreal, exige uma redução substancial na utilização destes gases até 2030. Para o Brasil, a adesão a este protocolo significa necessidades urgentes de adaptação às novas normativas internacionais que promovem um mercado mais sustentável. A transição para refrigerantes de baixo GWP no Brasil é inevitável e essencial para alinhar o país com objetivos globais de sustentabilidade. Enquanto os desafios são consideráveis, as oportunidades para inovar e liderar em eficiência energética e redução de emissões são vastas. Com o apoio governamental adequado através de incentivos fiscais e programas de financiamento, juntamente com um ambiente regulatório claro e estável, o Brasil pode superar esses obstáculos e estabelecer um novo padrão em sustentabilidade ambiental no setor de HVAC-R”, comenta Mario Henrique Canale, presidente da ASBRAV.

No setor industrial, as fabricantes já lideram esse movimento. A Daikin iniciou em Manaus a produção de equipamentos que utilizam o R-32, fluido com GWP até 68% menor que o R-410A. A Midea também investe em linhas com R-32 e em projetos que testam o uso do R-290 (propano), considerado uma solução natural e de baixíssimo impacto ambiental. Já a Copeland oferece compressores e sistemas compatíveis com refrigerantes A2L, CO2‚  (R-744) e R-290, desenvolvidos para aplicações comerciais e industriais de alta eficiência.

Esses avanços colocam o Brasil em sintonia com os compromissos do Protocolo de Kigali, que prevê a redução gradual dos HFCs. No entanto, para consolidar a transição, é indispensável investir na capacitação de técnicos e instaladores, pois o manuseio de novos gases requer normas de segurança, ferramentas específicas e procedimentos de comissionamento adequados.

Grandes fabricantes já oferecem sistemas compatíveis com refrigerantes A2L, CO2‚ (R-744) e R-290, desenvolvidos para aplicações comerciais e industriais


Qualidade do ar interno e saúde

A pandemia reforçou a importância da qualidade do ar interno (QAI) como fator de saúde pública e produtividade. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a ABRAVA têm enfatizado que a QAI deve integrar políticas ambientais e de edificações sustentáveis. Segundo dados da ABRAVA, em ambientes fechados onde passamos cerca de 90% do tempo, a poluição interna pode ser 2 a 5 vezes maior do que a externa. Isso reforça o papel crítico de projetistas, instaladores e técnicos em garantir sistemas bem dimensionados e limpos, com ventilação adequada, filtragem eficiente, controle de umidade, troca de ar e manutenção periódica.

Até recentemente, a Resolução RE 09/2003 da ANVISA era o principal documento que definia padrões referenciais de QAI no país. Contudo, ela foi substituída pela nova ABNT NBR 17.037:2023, que modernizou e ampliou os critérios de avaliação. A norma estabelece parâmetros para contaminantes biológicos, químicos e físicos, além de condições térmicas ideais e taxas mínimas de renovação de ar.

“A publicação dessa norma representa um avanço importante, pois substitui padrões antigos e alinha o Brasil às práticas internacionais de controle de qualidade do ar. A NBR 17.037 dialoga com outras referências, como a NBR 16.401-3, voltada ao projeto e manutenção de sistemas de ar-condicionado central e unitário, e as normas ASHRAE 62.1 e 55, que orientam o conforto térmico e a ventilação adequada em edifícios. Além disso, em 2024 foi sancionada a Lei nº 14.850, que institui a Política Nacional de Qualidade do Ar. Embora voltada principalmente ao ar externo, a legislação reforça a necessidade de monitoramento, divulgação de dados e integração de políticas públicas, o que influencia diretamente os esforços pela melhoria da QAI”, diz Leonardo Cozac, Presidente da ABRAVA.

Essas mudanças normativas refletem uma nova mentalidade no setor HVAC-R. Hoje, não basta climatizar, é preciso purificar, ventilar e monitorar o ar que se respira. Essa evolução tecnológica e regulatória vem acompanhada de desafios, como o custo das medições e adequações, a necessidade de atualização profissional e a substituição de equipamentos antigos por sistemas mais eficientes.

A LG, por exemplo, em sua plataforma de soluções, afirma adotar uma abordagem “digital e ecologicamente correta” e aponta que suas soluções ajudam a “garantir ambientes mais seguros e saudáveis”, com filtros de alta eficiência, monitoramento de qualidade do ar e ventilação térmica otimizada.


Desafios de instaladores e técnicos

Mesmo com equipamentos de ponta e fluidos de baixo impacto, se a instalação for inadequada, a manutenção negligente ou os controles inexistentes, o ganho se perde. Entre os desafios destacados estão:

– Capacitação técnica para os novos refrigerantes (manuseio, instalação, segurança) e para manutenção de sistemas inverter e de vazamento reduzido.

– Necessidade de projetos bem dimensionados e execução com qualidade (tubulação, isolantes térmicos, carga correta, comissionamento).

– Manutenção periódica que garanta desempenho real, qualidade do ar e vida útil dos equipamentos.

– Conscientização dos usuários finais para optar por soluções de maior eficiência, ainda que com investimento maior.

– Alinhamento regulatório, incentivos fiscais ou programas de apoio para acelerar a substituição de sistemas obsoletos, inclusive em edificações públicas ou industriais.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/11/capa-11-25.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-11-19 15:15:202025-11-19 15:15:20Futuro do HVAC-R une eficiência, sustentabilidade e ar mais saudável
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