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Arquivo para Tag: Aquecimento Global

Ondas de calor atingem Reino Unido, Europa e Índia

30/05/2026

Recordes de temperatura foram registrados em países europeus e mais de 100 pessoas morreram no sul da Índia após episódios de calor intenso.

O Reino Unido e países da Europa continental registraram recordes de temperatura para o mês de maio durante uma onda de calor que atingiu diferentes regiões do continente. Segundo o jornal Financial Times, os índices foram classificados como “alucinantes” em meio ao avanço das temperaturas.

De acordo com a Associated Press, o Reino Unido bateu um recorde centenário de temperatura duas vezes em um intervalo de 24 horas. A agência informou ainda que a França também registrou novos recordes, com temperaturas chegando a 36°C no sudoeste do país.

Em Portugal, os termômetros marcaram 40,3°C na quarta-feira, estabelecendo um novo recorde para maio, segundo a BBC News.

Na Itália, a onda de calor provocou apagões em algumas regiões, informou a Reuters. A agência também relatou que partes da Índia enfrentam cortes de energia devido ao aumento da demanda por eletricidade durante o período de calor extremo.

A ABC News associou a onda de calor a mais de uma dúzia de mortes no Reino Unido e na França, incluindo afogamentos e ocorrências relacionadas ao calor durante competições esportivas.

Simon Stiell, secretário-executivo da ONU para Mudanças Climáticas, afirmou que as ondas de calor representam um “lembrete brutal” dos impactos do aquecimento global, segundo o Politico.

Na Índia, os estados de Andhra Pradesh e Telangana, no sul do país, registraram mais de 100 mortes em três dias em decorrência da onda de calor, informou o Khaleej Times. As autoridades orientaram a população a permanecer em casa e evitar exposição direta ao sol.

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Resumen (español)

El Reino Unido, varios países de Europa y regiones de la India registraron temperaturas récord durante una intensa ola de calor en mayo. Francia alcanzó 36°C y Portugal estableció un récord mensual con 40,3°C. En Italia se registraron apagones asociados al aumento del consumo eléctrico. En el sur de la India, más de 100 personas murieron en tres días debido al calor extremo en los estados de Andhra Pradesh y Telangana. Simon Stiell, secretario ejecutivo de la ONU para el Cambio Climático, afirmó que las olas de calor son un “recordatorio brutal” de los impactos del calentamiento global.

Summary (English)

The United Kingdom, several European countries and parts of India recorded temperature highs during an intense May heatwave. France reached 36°C, while Portugal set a new May record at 40.3°C. In Italy, the heatwave caused power outages linked to rising electricity demand. In southern India, more than 100 people died within three days due to extreme heat in Andhra Pradesh and Telangana. Simon Stiell, executive secretary of the UN Climate Change body, described the heatwaves as a “brutal reminder” of the impacts of global warming.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2017/02/sol-forte.jpg 533 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-30 15:32:252026-05-29 16:36:49Ondas de calor atingem Reino Unido, Europa e Índia

2026 deve ter temperatura média global 1,4 °C acima do nível pré-industrial

16/01/2026

No Brasil, fenômenos atmosféricos e oceânicos apontam para oscilações no clima ao longo do ano, com chuvas irregulares e calor acima da média.

O Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, prevê que a temperatura média global em 2026 ficará cerca de 1,4 °C acima dos níveis pré-industriais, considerando o período entre 1850 e 1900. A projeção foi divulgada em dezembro de 2025 e se baseia em modelos climáticos e séries históricas globais.

Segundo o órgão, 2026 não deve superar o recorde observado em 2024, quando a temperatura média global alcançou cerca de 1,55 °C acima do nível pré-industrial, mas ainda assim tende a figurar entre os quatro anos mais quentes já registrados desde o início das medições sistemáticas.

O Met Office estima que a temperatura média global em 2026 ficará dentro de uma faixa entre 1,34 °C e 1,58 °C acima do período pré-industrial. De acordo com o climatologista Adam Scaife, responsável pela previsão, é provável que 2026 seja o quarto ano consecutivo em que a média global ultrapasse o patamar de 1,4 °C.

A projeção reforça a proximidade do limite de aquecimento estabelecido pelo Acordo de Paris, que busca restringir o aumento da temperatura média global a até 1,5 °C. O dado divulgado refere-se exclusivamente à temperatura média mundial, não a países ou regiões específicas.

No Brasil, com informações da Climatempo, análises climáticas indicam que 2026 pode ser marcado por condições climáticas mais conturbadas, com oscilações ao longo do ano devido à interação de diversos fenômenos atmosféricos e oceânicos, como neutralidade no Pacífico após o enfraquecimento do La Niña e maior influência de sistemas regionais sobre o território. Essas condições tendem a resultar em chuvas irregulares, períodos de calor acima da média histórica e variabilidade pluviométrica entre as regiões.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/climate-change-with-dry-soil-scaled-e1768500536809.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-01-16 05:01:062026-01-15 15:15:422026 deve ter temperatura média global 1,4 °C acima do nível pré-industrial

ONU alerta que demanda por ar-condicionado deve triplicar até 2050

13/11/2025

Relatório do Pnuma indica que emissões do setor podem dobrar e defende acesso ao resfriamento como infraestrutura essencial.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou, durante a COP30, em Belém, o relatório Global Cooling Watch 2025, que aponta o crescimento acelerado da demanda global por refrigeração. Segundo o documento, o uso de aparelhos de ar-condicionado e sistemas de refrigeração deve triplicar até 2050, o que pode dobrar as emissões de gases de efeito estufa associadas ao setor.

O relatório relaciona o aumento da população mundial e a intensificação das ondas de calor extremo ao maior acesso de famílias de baixa renda a equipamentos de refrigeração ineficientes e mais poluentes. A projeção é de que as emissões atinjam 7,2 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.

O Pnuma aponta que a adoção de equipamentos mais eficientes e o uso combinado de ventiladores e ar-condicionado poderiam reduzir as emissões do setor em 64% até meados do século. A medida evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas dos impactos do calor extremo. Se houver uma descarbonização rápida da matriz energética, a redução da poluição poderia chegar a 97%.

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, afirmou que o acesso ao resfriamento deve ser tratado como infraestrutura essencial, a exemplo de água e saneamento, e destacou que “não é possível resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado”, alertando para o aumento das emissões e o risco de sobrecarga nas redes elétricas.

Segundo o relatório, mais de um bilhão de pessoas vivem hoje sem acesso adequado à refrigeração, número que também deve triplicar até 2050, com impacto maior sobre mulheres, idosos e pequenos agricultores.

Entre as soluções propostas estão o resfriamento passivo, por meio de projetos arquitetônicos que favorecem ventilação e sombreamento; sistemas de baixo consumo energético, como ar-condicionado híbrido e soluções solares off-grid; e a redução do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs), substâncias com alto potencial de aquecimento global.

O Pnuma alerta ainda que o estresse térmico pode inviabilizar 80 milhões de empregos em tempo integral até 2030, tornando o acesso ao resfriamento sustentável fundamental para a continuidade de atividades em escolas, hospitais e empresas.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2023/09/instalador-ar-condicionado-febrava-revista-do-frio-hvac-climatizacao-refrigarecao-e1693942531641.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-11-13 16:55:142025-11-13 17:00:27ONU alerta que demanda por ar-condicionado deve triplicar até 2050

EUA – Guterres pede implementação plena da Emenda de Kigali

16/09/2025

No Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, secretário-geral da ONU reforça apelo por ação climática

EUA – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta terça-feira (16) que os governos ratifiquem e implementem integralmente a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, que prevê a eliminação gradual dos hidrofluorcarbonetos (HFCs).

A declaração foi feita no Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Guterres destacou que a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal, em vigor há quatro décadas, representam um exemplo de cooperação internacional que permitiu a recuperação gradual da camada de ozônio.

Segundo o secretário-geral, a implementação total da Emenda de Kigali poderia evitar até 0,5°C de aquecimento global até o fim do século. Combinada a medidas de eficiência energética em sistemas de resfriamento, a redução poderia ser ainda maior.

Apesar dos avanços, Guterres alertou que os cientistas registram o aumento das temperaturas globais, já 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Ele instou os países a refletirem os compromissos no âmbito de Kigali em seus novos planos climáticos nacionais, conhecidos como contribuições nacionalmente determinadas.

“Cada fração de grau importa. Cada ação conta”, disse. Guterres concluiu pedindo a renovação do compromisso internacional para preservar a camada de ozônio e proteger o planeta para as gerações futuras.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-09-16 13:52:242025-09-16 13:52:24EUA – Guterres pede implementação plena da Emenda de Kigali

FRANÇA – Parisienses repensam uso do ar-condicionado diante de ondas de calor

11/08/2025

Temperaturas extremas, impacto ambiental e resistência cultural marcam debate sobre climatização residencial na capital francesa

FRANÇA – O aumento das temperaturas no verão está levando moradores de Paris a reconsiderar a instalação de ar-condicionado em apartamentos, rompendo com uma resistência histórica ao equipamento. A prática, comum em escritórios e grandes lojas, nunca foi norma nas residências da capital francesa, onde é vista como prejudicial ao clima e desnecessária.

Especialistas apontam que ondas de calor mais frequentes, agravadas pelo aquecimento global, têm impulsionado essa mudança. Segundo a Agência de Planejamento Urbano de Paris (APUR), o uso residencial de aparelhos está “em pleno desenvolvimento”, embora a aquisição de unidades portáteis dificulte a medição precisa do crescimento.

Ruben Arnold, 47, pai de crianças pequenas e chefe de uma startup de gestão energética, afirmou ter instalado ar-condicionado para suportar o calor, mesmo conhecendo seu custo climático. Marion Lafuste, moradora do nordeste de Paris, registrou 41 °C em casa durante a última onda de calor e cogitou adquirir o equipamento, apesar de objeções ideológicas.

Martine Bontemps, que vive no último andar, recorre apenas a ventilador de teto. Sophie Julini, 53, optou pelo ar-condicionado para oferecer conforto diário à mãe, de 86 anos, durante o verão.

A Meteo France prevê ondas de calor de até 50 °C em Paris até 2050, além de noites tropicais mais frequentes, que dificultam a recuperação térmica do corpo. Em 2003, um terço das mortes de idosos relacionadas ao calor ocorreu em domicílios.

Para Karine Bidart, diretora da Agência Climática de Paris (APC), e Dan Lert, responsável pelo plano climático da cidade, o crescimento do ar-condicionado residencial é “problemático”, pois pode elevar em até 2 °C a temperatura externa. A APC recomenda soluções como reformas estruturais e mudanças nos telhados de zinco, embora estas sejam muitas vezes barradas por órgãos de preservação do patrimônio.

Frederic Delhommeau, diretor de energia residencial da APC, defende que o ar-condicionado seja usado apenas em último caso para pessoas vulneráveis. A pesquisadora Anne Ruas considera inevitável sua expansão e propõe o desenvolvimento de sistemas menos prejudiciais.

Fonte: AFP

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-11 15:04:522025-08-11 15:04:52FRANÇA – Parisienses repensam uso do ar-condicionado diante de ondas de calor

Europa aquece, demanda por climatização cresce

02/07/2025

Países enfrentam ondas de calor cada vez mais intensas, mas resistência cultural, custos elevados e metas climáticas limitam uso de ar-condicionado

O aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor na Europa tem exposto a limitada infraestrutura de climatização do continente. Em meio a temperaturas que permanecem acima dos 32 °C até durante a noite, moradores de diversas regiões recorrem a ventiladores, chuveiros frios e improvisos para lidar com o calor extremo.

A penetração de sistemas de ar-condicionado na Europa ainda é baixa. Apenas cerca de 20% dos lares possuem algum tipo de refrigeração, com índices ainda menores em países como Reino Unido (5%) e Alemanha (3%). Em contraste, cerca de 90% das residências nos Estados Unidos têm ar-condicionado. A diferença reflete tanto as condições históricas do clima quanto as características culturais e econômicas da região.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o ar-condicionado tem sido tradicionalmente encarado como luxo. No norte europeu, o clima mais ameno reduziu a percepção de necessidade. A arquitetura local, em especial nos países do sul, também contribuiu para essa realidade: paredes espessas, janelas pequenas e ventilação cruzada foram suficientes durante décadas.

A adaptação ao novo cenário climático, no entanto, é dificultada por fatores estruturais. Muitas residências são antigas, especialmente no Reino Unido, onde uma em cada seis casas foi construída antes de 1900. A modernização desses imóveis para instalação de sistemas centrais enfrenta barreiras técnicas, econômicas e, em alguns casos, burocráticas. Há restrições à instalação de unidades condensadoras externas, especialmente em áreas tombadas ou de preservação histórica.

O custo da energia é outro obstáculo. Além de ser mais elevado do que nos EUA, o preço subiu após a invasão da Ucrânia em 2022 e as medidas da União Europeia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis russos. Embora os valores tenham se estabilizado, manter um aparelho de ar-condicionado em operação continua sendo oneroso para boa parte da população.

O desafio europeu também é político e ambiental. A União Europeia assumiu o compromisso de neutralidade climática até 2050. O crescimento acelerado do uso de climatização artificial ameaça esse objetivo. Os aparelhos não apenas consomem grandes quantidades de energia, mas também aumentam a temperatura externa — um estudo em Paris apontou elevação de até 4 °C em áreas urbanas densamente povoadas.

Medidas de contenção já foram adotadas. Na Espanha, desde 2022, estabelecimentos públicos devem manter o ar-condicionado ajustado a no mínimo 27 °C. Ainda assim, a demanda por sistemas de refrigeração cresce. Segundo a AIE, o número de unidades na União Europeia deve chegar a 275 milhões até 2050 — mais que o dobro de 2019.

Empresas do setor relatam aumento expressivo nas consultas e vendas. No Reino Unido, por exemplo, a Air Conditioning Company observou que o número de pedidos residenciais mais que triplicou nos últimos cinco anos. O fenômeno é atribuído à incapacidade de suportar o calor noturno, considerado por muitos o maior fator de desconforto.

No campo político, o tema entrou na pauta de líderes de direita. Marine Le Pen, na França, propôs um plano nacional de infraestrutura de climatização e criticou o que chamou de “hipocrisia das elites”, que defendem alternativas sustentáveis enquanto usufruem de ambientes refrigerados.

Especialistas alertam para o risco de um ciclo vicioso: o uso intensivo de ar-condicionado, majoritariamente alimentado por fontes fósseis, aumenta as emissões e agrava o aquecimento global, gerando ainda mais demanda por refrigeração. Para Radhika Khosla, da Universidade de Oxford, o impacto desse ciclo deve ser enfrentado com regulação rigorosa da eficiência energética dos aparelhos vendidos.

A adaptação ao calor intenso parece inevitável. Mas o modo como a Europa decidirá estruturar essa transição — conciliando bem-estar térmico com metas ambientais — será determinante para o futuro climático da região.

Fonte – CNN 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/07/tim-e1531766293174.jpg 491 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-02 16:24:182025-07-02 16:25:47Europa aquece, demanda por climatização cresce

Nova geração de fluidos sintéticos impulsiona a refrigeração sustentável

30/06/2025

Com a eliminação gradual dos fluidos R-22 e R-404A devido ao seu impacto ambiental, o setor investe em opções sintéticas de baixo GWP

 Diante dos compromissos ambientais globais e das regulamentações cada vez mais rígidas, o setor de refrigeração e climatização tem buscado alternativas sustentáveis aos tradicionais fluidos refrigerantes R-22 e R-404A. Ambos os compostos, amplamente utilizados por décadas, estão sendo progressivamente eliminados por seu alto potencial de destruição da camada de ozônio (ODP) e elevado potencial de aquecimento global (GWP). Nesse contexto, surgem os fluidos alternativos não naturais que, embora sintéticos, apresentam um perfil ambiental mais favorável e são essenciais na transição rumo a sistemas mais ecológicos e eficientes. Embora não sejam naturais, os novos compostos representam um passo importante rumo à eficiência energética e à preservação do meio ambiente.

O R-22, pertencente à família dos HCFCs (hidrocloro-fluorcarbonos), possui um ODP de 0,05 e GWP de cerca de 1.810, sendo progressivamente retirado do mercado conforme o Protocolo de Montreal. Já o R-404A, um HFC (hidrofluorcarbono) com GWP altíssimo – aproximadamente 3.922 – também entrou na lista de compostos com uso restrito. Como resposta, a indústria desenvolveu diversas alternativas técnicas e ambientais que buscam equilibrar desempenho e menor impacto climático.

“Na última década, diversos setores da indústria de HVAC-R foram impactados pela redução global de gases refrigerantes com alto potencial de aquecimento global (GWP). Muitas regiões estão impondo a redução da produção e do consumo de refrigerantes tradicionais, como hidroclorofluorocarbonos (HCFCs) e hidrofluorocarbonos (HFCs) – R-22 e R-404A, respectivamente. Usuários finais do varejo também estão migrando para alternativas mais ecológicas para apoiar suas metas de sustentabilidade ambiental e descarbonização”, informa Joana Canozzi, diretora de engenharia e serviços da Copeland e especialista em fluidos refrigerantes.

Entre as principais opções para substituir o R-22, destacam-se os fluidos HFCs e HFOs (hidrofluorolefinas), como o R-407C, R-407A, R-438A e R-422D. O R-407C, por exemplo, tem GWP de 1.774 e zero ODP, sendo compatível com muitos sistemas originalmente projetados para o R-22. Já o R-438A oferece uma substituição mais direta, com GWP de cerca de 2.265 e ODP zero. Essas opções permitem atualização de equipamentos antigos com adaptações mínimas.

Para o R-404A, as alternativas mais sustentáveis incluem o R-448A, R-449A, R-452A e R-407A. O R-448A, por exemplo, tem GWP de aproximadamente 1.273, uma redução significativa em relação ao R-404A, além de boa eficiência energética e compatibilidade com os óleos POE. O R-449A apresenta características similares, com GWP de 1.397. Ambos têm sido amplamente adotados em supermercados e sistemas comerciais de médio porte. O R-452A, com GWP de 2.141, é indicado para aplicações que exigem alta capacidade de resfriamento, como transporte refrigerado. Já o R-407A tem GWP de 2.107 e pode ser usado em sistemas com arquitetura semelhante à do R-404A, com mudanças nos ajustes de pressão e controle.

“Os refrigerantes A2L surgiram como alternativas líderes de baixo GWP, oferecendo características de desempenho comparáveis e uma menor pegada de carbono. De acordo com as classificações de refrigerantes da ASHRAE, os refrigerantes A2L têm uma classificação de “baixa inflamabilidade” que os diferencia dos refrigerantes tradicionais A1. Consequentemente, normas internacionais de segurança para produtos e aplicações estabeleceram diretrizes para o uso seguro de refrigerantes A2L. Os A2Ls oferecem uma redução significativa no GWP e zero potencial de destruição do ozônio (ODP), preservando a eficiência energética, o desempenho e alinhando-se às metas globais de descarbonização”, destaca a especialista.

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Ela cita um exemplo de aplicação do A2L em uma grande rede de supermercados: “Recentemente, trabalhamos com uma grande rede de supermercados para substituir um sistema de refrigeração baseado em R-22 em uma de suas unidades por uma solução utilizando o refrigerante A2L R-454C. Este projeto não apenas melhorou a eficiência energética do sistema de refrigeração do supermercado, mas também reduziu significativamente as emissões de gases de efeito estufa, demonstrando o compromisso do varejista com a sustentabilidade e a inovação na cadeia do frio”.

Apesar de não serem classificados como naturais, esses fluidos alternativos cumprem papel importante na transição para um futuro mais sustentável, ao mesmo tempo em que mantêm a confiabilidade operacional exigida por aplicações comerciais e industriais. Outra vantagem é que muitos deles podem ser usados em sistemas existentes com adaptações limitadas, o que reduz custos de conversão e descarte de equipamentos.

Solução utilizando o A2L R-454C reduz as emissões de gases de efeito estufa, demonstrando o compromisso com a sustentabilidade

 

 Impacto dos refrigerantes no clima

O efeito estufa é um fenômeno natural que mantém a Terra aquecida ao reter parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre. Ele é essencial para a vida como conhecemos. No entanto, as atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e o uso de certos gases industriais, incluindo refrigerantes, aumentam significativamente a concentração de gases estufa na atmosfera, intensificando esse efeito e provocando o aquecimento global.

Os principais gases envolvidos são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxidos de nitrogênio (NOx) e os HFCs, como o R-404A. A contribuição de cada gás ao aquecimento global é medida por seu Potencial de Aquecimento Global (GWP), que compara o impacto de uma tonelada do gás com o CO‚  ao longo de 100 anos. Por exemplo, o R-404A tem um GWP cerca de 3.922 vezes maior que o CO2, ou seja, um quilo de R-404A liberado na atmosfera tem o mesmo efeito estufa que quase quatro toneladas de CO2.

Já o Potencial de Destruição da Camada de Ozônio (ODP) mede o impacto de um gás sobre a camada de ozônio, que protege a Terra da radiação ultravioleta. O R-22, por exemplo, ainda tem um ODP baixo, mas diferente dos HFCs mais modernos que apresentam ODP zero.

A substituição dos fluidos refrigerantes com alto GWP e ODP por alternativas mais seguras é uma das formas mais diretas de mitigar os impactos das mudanças climáticas e proteger a camada de ozônio. Por isso, além das tecnologias, é essencial compreender os conceitos por trás desses índices e como cada decisão no setor HVAC-R pode fazer diferença no equilíbrio ambiental do planeta.

“O R-454B, R-454C e R-32 estão entre as alternativas A2L mais adotadas. Eles são amplamente usados em aplicações residenciais e comerciais de climatização e bombas de calor, bem como em equipamentos comerciais de refrigeração. Esses refrigerantes A2L têm GWP significativamente mais baixos do que os refrigerantes HFC e HCFC tradicionais, reduzindo consideravelmente os impactos ambientais dessas aplicações. Inclusive, já existem normais locais que comtemplam as questões de segurança para a aplicação do A2L como a ABNT, NBR e ISO 5149”, explica Joana.

A seguir, listamos algumas das principais alternativas para substituição.

Esses fluidos não naturais têm como principal vantagem o baixo ODP e GWP reduzido em relação aos antecessores. Além disso, muitos podem ser usados em sistemas existentes com adaptações mínimas, reduzindo custos e evitando o descarte prematuro de equipamentos. Contudo, a transição exige atenção. É essencial avaliar pressões de trabalho, compatibilidade de materiais, tipo de óleo lubrificante (geralmente POE) e ajustes nos componentes de controle. O uso de boas práticas é indispensável para garantir eficiência energética e evitar vazamentos – que podem anular os ganhos ambientais. Além dos aspectos técnicos, a capacitação profissional é vital. Conhecer os dados dos fluidos, aplicar normas de segurança e manter os sistemas bem ajustados faz parte do compromisso com a sustentabilidade no setor de HVAC-R.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/06/foto-1-abre-materia-fluido-refrigerante-e1751293664330.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-06-30 11:35:062025-06-30 11:35:06Nova geração de fluidos sintéticos impulsiona a refrigeração sustentável

Como diferentes países enfrentam os gases que ameaçam o clima e a camada de ozônio

26/06/2025

Brasil, EUA e Europa seguem etapas distintas na substituição de HFCs e HCFCs usados em sistemas de refrigeração

Brasil, Estados Unidos e União Europeia participam de um esforço internacional para substituir substâncias utilizadas em sistemas de refrigeração e climatização que causam impactos negativos ao meio ambiente. Esses países não estão em competição direta, mas sim em fases diferentes de uma mesma trajetória: a eliminação dos gases que destroem a camada de ozônio ou que contribuem para o aquecimento global.

A substituição ocorre em três etapas. A primeira foi a eliminação dos CFCs, já concluída globalmente. A segunda etapa, em andamento no Brasil, é a retirada progressiva dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), gases que ainda possuem potencial de destruição da camada de ozônio, embora menor que os CFCs. A terceira fase, já iniciada em países como EUA e União Europeia, trata da redução dos HFCs (hidrofluorcarbonos), que não afetam a camada de ozônio, mas apresentam alto potencial de aquecimento global.

No Brasil, o cronograma de eliminação dos HCFCs foi definido conforme o Protocolo de Montreal. As metas estabelecem uma redução de 67,5% até 2025, 97,5% até 2030 e eliminação total até 2040. O Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente com apoio do PNUD, já apoiou a substituição de 2.269 toneladas de HCFC-141b no setor de espumas. A etapa atual do programa prevê a conversão de mais 377 toneladas métricas até 2030, com ampliação para setores como refrigeração comercial e industrial.

Embora o Brasil ainda não tenha um cronograma oficial para redução dos HFCs, há iniciativas paralelas em andamento. Essas ações incluem capacitação técnica, atualização de normas e estímulo à adoção de refrigerantes naturais, como CO₂, amônia e hidrocarbonetos, que apresentam menor impacto ambiental.

Na União Europeia, a legislação conhecida como F-Gas estabelece a redução de 79% no uso de HFCs até 2030 e de 95% até 2050, em comparação com os níveis de 2015. Desde janeiro de 2024, novos equipamentos comerciais com carga superior a 10 toneladas equivalentes de CO₂ só podem operar com fluidos cujo potencial de aquecimento global (GWP) seja inferior a 150. Entre as alternativas adotadas, o CO₂ (R-744) se destaca: estima-se que mais de 40 mil supermercados europeus utilizem essa tecnologia, especialmente em sistemas de refrigeração transcríticos.

Nos Estados Unidos, a redução dos HFCs está sendo conduzida pela Lei AIM (American Innovation and Manufacturing Act), vigente desde 2020. A norma estabelece um plano de corte de 85% no consumo e produção desses gases até 2036, com base na média dos anos 2011 a 2013. Já foram implementadas reduções de 10% em 2022 e de 40% em 2024. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) coordena a execução da lei, enquanto estados como a Califórnia adotam regras próprias. Desde 2022, por exemplo, novos equipamentos comerciais no estado devem usar fluidos com GWP inferior a 150.

Assim como na Europa, o CO₂ vem ganhando espaço nos Estados Unidos como refrigerante alternativo. Em 2021, havia cerca de 900 supermercados com sistemas baseados nesse fluido, e a expectativa é de aumento de até 50% no número de instalações até o final de 2025.

Apesar das diferenças de cronograma, Brasil, EUA e União Europeia atuam sob diretrizes estabelecidas pelo Protocolo de Montreal e por sua emenda mais recente, o Acordo de Kigali. A estratégia global prevê uma transição escalonada, que leva em consideração o impacto ambiental dos gases, a viabilidade técnica e econômica das substituições e o nível de desenvolvimento de cada país. O objetivo final é o mesmo: garantir sistemas de refrigeração e climatização menos prejudiciais ao clima e à camada de ozônio.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-06-26 15:56:152025-06-26 15:56:15Como diferentes países enfrentam os gases que ameaçam o clima e a camada de ozônio

Empreendimentos adotam tecnologias de ponta em sistemas de chillers

01/04/2025

À medida que os chillers evoluem para atender às demandas de um mundo mais consciente ambientalmente e economicamente eficiente, as inovações recentes estão redefinindo os padrões da indústria

Os chillers desempenham um papel fundamental na climatização de grandes centros comerciais e edifícios corporativos, os chamados Triple A, assegurando conforto térmico para milhares de visitantes diários e eficiência operacional para esses estabelecimentos. Com o avanço tecnológico e a crescente demanda por sustentabilidade, esses sistemas têm evoluído para oferecer soluções mais eficientes, designers compactos e ambientalmente responsáveis.

Em instalações de grande porte, como shopping centers e edifícios comerciais, o consumo de energia destinado à climatização pode representar uma parcela significativa dos custos operacionais.

“Estudos indicam que, em algumas edificações, o sistema Central de Água Gelada (CAG) que incorporam os chillers, pode corresponder a mais de 40% do consumo total de energia elétrica. Como gastam quase metade da energia de um prédio, os chillers são os sistemas que chamam mais atenção quando falamos em eficiência energética de edificações. É normal encontrarmos sistemas rodando há anos sem nenhuma manutenção, e que acabam se tornando bastante ineficientes com o tempo”, informa Bruno Scarpin, engenheiro mecatrônico e COO da CUBi Energia. Portanto, a escolha de equipamentos eficientes é fundamental para a redução de despesas e para a sustentabilidade do empreendimento.

Segundo o relatório da Fortune Business Insights, atualizado em janeiro de 2025, o mercado de chillers modulares tem apresentado crescimento significativo. Em 2022, o tamanho global desse mercado foi avaliado em US$ 3,82 bilhões, com projeções de atingir US$ 9,12 bilhões até 2032, exibindo um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 6% durante o período de previsão.

É fato que, com essa crescente demanda por soluções de resfriamento eficiente e compactas, os avanços e desenvolvimento de tecnologias em resfriadores de líquido tornam-se o principal foco de grandes fabricantes de chillers.

Entre os meses de outubro de 2024 e fevereiro de 2025, duas grandes feiras internacionais foram palco de grandes lançamentos nesta área: A Chillventa 2024 e a AHR Expo 2025. A cada edição dessas feiras, empresas líderes do setor revelam suas últimas inovações em chillers. Esses eventos apresentaram grandes novidades, tanto para chillers resfriados a ar quanto a água, incluindo equipamentos com compressores inverter de alta eficiência, rotação por mancal magnético livre de óleo, integração avançada de controles digitais, Iot e IA. Destaca-se também o avanço no design compacto (modulares) e na capacidade de operação silenciosa, visando atender às exigências cada vez mais rigorosas de eficiência e conforto ambiental, além do uso de refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, reforçando seus ganhos em sustentabilidade e performance.

Tecnologias incluem compressores inverter, rotação por mancal magnético, fluido refrigerante com baixo GWP e controles inteligentes

A Carrier, por exemplo, apostou no chiller resfriado a ar que incorpora a tecnologia Greenspeed Intelligence. Este sistema oferece eficiência energética, com um design modular que amplia a faixa operacional e proporciona flexibilidade no projeto. O design de chassi único possibilita que a unidade seja uma peça inteira única de 140 a 500 toneladas de refrigeração (TR).

“O Centro de Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento da Carrier tem como missão principal desenvolver soluções avançadas que atendam às demandas específicas do mercado. Isso inclui não apenas a adaptação de tecnologias globais às necessidades locais e regionais, impulsionando não apenas a eficiência energética, mas também a sustentabilidade ambiental. Os chillers com compressores de parafusos de velocidade variável e alta eficiência oferecem desempenho excepcional com impacto significativo na economia de energia e no custo de manutenção”, revela Cristiano Brasil, engenheiro e Coordenador de Aplicação HVAC da Midea Carrier.

Já a Johnson Controls-Hitachi oferece o chiller Scroll R-32 com condensação a ar, modular e equipado com compressores scroll de alta eficiência, projetado para operar com o refrigerante R-32.

“O desenvolvimento do chillers scroll R-32 é fruto de um esforço contínuo da Hitachi em oferecer ao mercado produtos atualizados no que tange a descarbonização em direção a um portfólio voltado à sustentabilidade. É a primeira linha standard de Chillers Scroll fabricado no Brasil com fluido refrigerante R-32, com um range de capacidade de 40 a 200 TR, para aplicações comerciais e industriais que exigem alto desempenho e confiabilidade”, explica Gerson Robaina, diretor de Produto & Engenharia da Hitachi.

Da mesma forma, a Daikin otimizou seus equipamentos para o refrigerante R-32, como o chiller scroll refrigerado a ar com melhorias no valor de carga parcial integrada em comparação aos modelos anteriores. Outra fabricante é a Trane, que desenvolveu a linha de chillers scroll com relação de volume variável resfriado a ar, que possui opção de resfriamento livre, aproveitando a temperatura do ar ambiente mais fria para reduzir o consumo de energia.

A adoção de compressores de levitação magnética também ganha espaço no setor de chillers. Essa tecnologia elimina o atrito mecânico, reduzindo significativamente o consumo de energia e aumentando a vida útil dos equipamentos. Além disso, a ausência de óleo lubrificante nesses sistemas diminui a necessidade de manutenção e melhora a eficiência operacional, como o chiller centrífugo inverter isento de óleo da LG, com melhoria na eficiência parcial por meio do sistema inverter, e operam com fluido refrigerante R513A, R1233zd e R1234ze. Da mesma forma, a Indústrias Tosi também oferece sua linha de chillers modulares isentos de óleo através de sua parceria com a Multistack.

Além disso, os principais fabricantes promovem em seus chillers aspectos energéticos e de sustentabilidade sob a Certificação de Liderança em Design Energético e Ambiental (LEED) introduzida pelo Conselho de Construção Verde (USGBC).

Casos de sucesso

No Brasil, empreendimentos têm adotado sistemas de chillers inovadores. Exemplos incluem grandes centros comerciais e complexos corporativos, destacando os dados concretos de economia de energia, redução de emissões e custos operacionais. A análise de desempenho revela percepções valiosas sobre como essas soluções estão superando expectativas e estabelecendo novos padrões de eficiência no setor.

Um exemplo é o Shopping Praça da Moça, localizado em Diadema (SP). O projeto e obra do retrofit executado alcançou a redução dos custos operacionais em 50%, incluindo a substituição de três chillers por absorção para três chillers elétricos modulares, com automação embarcada e IoT, com carga total de 1.380 TRs (Toneladas de Refrigeração) instaladas.  A eficiência média do período janeiro a agosto de 2024 foi de 0,58 kW/TR de CAG (Central de Água Gelada).

Shopping Praça da Moça modernizou sistema resultando em uma redução de quase 50%nos custos de operação

“Os principais desafios foram a remoção dos chillers com pesos superiores a 24 t cada e a troca de equipamentos e reconfiguração hidráulica da CAG, executados sem prejudicar a climatização dos ambientes. A automação e monitoramento combinada a diversas ações de sistemas integrados aos chillers e a CAG, resultou em uma redução de quase 50% nos custos de operação do sistema, economia anual por volta de R$ 2 milhões, com sustentabilidade comprovada pela significativa redução das emissões de carbono”, revela Almir Gutierres, engenheiro da SET – Sociedade de Engenharia Térmica, empresa instaladora do sistema de climatização.

Outro exemplo de sucesso é o Edifício Birmann 32, localizado em São Paulo (SP). Um dos grandes empreendimentos de Rafael Birmann, projetado por Chien Chung Pei, conta com 25 andares que ocupam uma área de 120 mil m², com classificação Triple A, e possui certificação LEED Platinum. Este edifício corporativo incorporou chillers equipados com variadores de frequência e mancais magnéticos, permitindo operação eficiente mesmo em cargas parciais muito baixas. Além disso, foi instalado um tanque subterrâneo de 1.500 m³ para acumulação de água gelada durante o período noturno, otimizando o consumo energético. A climatização incorpora sistemas de água gelada e de cogeração. Para central de água gelada foram utilizados quatro chillers centrífugos de condensação a água providos de variador de frequência e mancais magnéticos nos compressores, com capacidade de 450 TRs cada e um chiller de absorção de 700 TRs, funcionando em conjunto com a central de cogeração. Os resfriadores de líquidos foram dispostos em paralelo com circuito primário único variável. Segundo a engenharia da Heating Cooling, empresa responsável pela instalação de todo o sistema de ar-condicionado, o Birmann 32 exemplifica como a integração de sistemas de climatização eficientes, práticas sustentáveis e tecnologias de cogeração pode resultar em um edifício de alto desempenho energético e ambientalmente responsável.

Edifício corporativo Birmann 32 possui classificação Triple A e certificação LEED Platinum

Desafios e oportunidades

Investir em tecnologias avançadas de chillers é essencial para que grandes centros comerciais se mantenham competitivos e alinhados às exigências de eficiência energética e sustentabilidade. A indústria brasileira de chillers, inserida no setor de HVAC-R, enfrenta um cenário repleto de desafios e oportunidades.

Entre os desafios estão a volatilidade cambial, complexidade das normas e procedimentos regulatórios no Brasil, que representa um obstáculo significativo para a indústria, aumentando os custos operacionais e dificultando a competitividade, além de deficiências na infraestrutura de transporte e altos custos logísticos elevando os custos de produção e distribuição, prejudicando a competitividade internacional.

Já as oportunidades estão na demanda crescente por soluções que promovam a eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa, como a transição para fluidos refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, tendência que pode beneficiar a indústria nacional, investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias como automação e sistemas de controle avançados, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global, e expansão para novos mercados.

“Para capitalizar essas oportunidades, é fundamental que a indústria brasileira de chillers invista em inovação, adote práticas sustentáveis e busque a simplificação de processos regulatórios. Além disso, a colaboração entre governo, setor privado e instituições de pesquisa pode fortalecer a posição do Brasil no mercado global de HVAC-R”, pontua o presidente executivo da Abrava, Arnaldo Basile Basile.

Ele acrescenta que “a modernização desses sistemas não apenas reduz custos operacionais, mas também reforça o compromisso dos empreendimentos com o meio ambiente e o bem-estar de seus frequentadores”.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/04/foto-1-abre-materia-chillers-e1743534166522.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-04-01 16:22:572025-05-05 09:51:16Empreendimentos adotam tecnologias de ponta em sistemas de chillers

Alta empregabilidade no setor de Refrigeração e Climatização atinge 94,5%

25/08/2024

Demanda da indústria por técnicos cresce com novas tecnologias e questões ambientais.

Um levantamento realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) entre 2021 e 2023 revelou que o curso técnico em Refrigeração e Climatização alcançou o 4º lugar em empregabilidade, com uma taxa superior a 94,5%. Esse dado impressionante reflete a crescente demanda da indústria por profissionais qualificados nessa área, especialmente em um cenário de aquecimento global e adoção de novas tecnologias.

O estudo, que analisou a empregabilidade de ex-alunos até um ano após a conclusão de seus cursos, destacou que 84,4% dos egressos de cursos técnicos estão empregados nesse período, marcando o melhor resultado desde a primeira edição da pesquisa. O curso de Refrigeração e Climatização figura entre os dez cursos com melhor desempenho, superando a marca de 90% em empregabilidade.

Segundo Felipe Morgado, superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai, a alta empregabilidade desses cursos está fortemente vinculada à demanda da indústria por mão de obra especializada. “O aquecimento global é um fator que impulsiona a demanda por técnicos em refrigeração, enquanto a inserção de novas tecnologias na indústria explica o bom desempenho de cursos como automação e eletromecânica”, explica.

A pesquisa demonstra a relevância dos cursos técnicos como um caminho eficaz para a inserção rápida no mercado de trabalho, especialmente em setores onde a demanda por profissionais qualificados continua a crescer.

  • Setor de ar-condicionado cresce 75% no primeiro semestre, apesar de desafios inflacionários
  • Ambiente universitário em HVAC-R
  • ABNT redefine padrões para qualidade do ar em ambientes climatizados

Confira a lista dos cursos com as melhores taxas de empregabilidade:

  1. Mecânica – 96,5%
  2. Alimentos – 95,2%
  3. Mecânica de Manutenção – 94,7%
  4. Refrigeração e Climatização – 94,5%
  5. Eletromecânica – 94,4%
  6. Automação Industrial – 93,2%
  7. Fabricação Mecânica – 93%
  8. Eletrotécnica – 92,7%
  9. Soldagem – 91,3%
  10. Manutenção de Máquinas Industriais – 90,6%

Essa alta taxa de empregabilidade reflete a importância de investir em formação técnica, que se mostra alinhada às necessidades do mercado e garante aos egressos uma vantagem competitiva na busca por emprego.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Refrigeracao-Ipiranga-senai-revista-do-frio-profissionais.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2024-08-25 08:00:562024-08-23 14:50:20Alta empregabilidade no setor de Refrigeração e Climatização atinge 94,5%
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