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Arquivo para Tag: Aquecimento Global

El Niño amplia demanda por climatização e eficiência energética no mercado de HVAC-R

16/07/2026

Fenômeno climático começa a alterar o padrão do clima no Brasil e deve elevar a procura por soluções de climatização diante da previsão de calor acima da média e ondas de calor mais frequentes.

Os efeitos do El Niño começam a ser sentidos de forma mais evidente no Brasil nesta quinta-feira (16), segundo projeções climáticas. A expectativa é de aumento das temperaturas, redução das chuvas em parte do país e maior frequência de ondas de calor nos próximos meses. Para o setor de HVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração), o cenário indica aumento da demanda por sistemas voltados ao conforto térmico, à segurança e à eficiência energética.

De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe 81% de probabilidade de o El Niño atingir a classificação de “muito forte” entre outubro e dezembro, período previsto para o pico do fenômeno. Caso a projeção se confirme, este poderá estar entre os episódios mais intensos desde 1950.

O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação da atmosfera e os padrões de chuva e temperatura. No Brasil, a tendência é de chuva acima da média na Região Sul e redução das precipitações no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Segundo o Painel El Niño 2026/2027, o trimestre entre julho e setembro já apresenta tendência de aumento das chuvas no Sul e diminuição dos volumes em grande parte do Centro-Norte do país.

A meteorologista Estael Sias, da MetSul, afirma que diversas áreas do Centro-Norte podem registrar temperaturas próximas ou superiores a 40°C entre outubro e dezembro. O INPE também informa que, quando o El Niño ocorre durante o inverno, o Sudeste costuma apresentar temperaturas acima da média histórica.

As projeções indicam temperaturas mais elevadas, ondas de calor mais frequentes e novos desafios para diversos setores da economia. Para o mercado de HVAC-R, esse cenário representa maior demanda por soluções capazes de garantir conforto térmico, segurança e eficiência energética em edificações, ambientes comerciais, industriais e residenciais.

Além das altas temperaturas, o fenômeno deverá influenciar a agricultura, o abastecimento de água, a geração de energia e a infraestrutura. O Painel El Niño recomenda que estados e municípios atualizem planos de contingência, reforcem sistemas de monitoramento e mantenham a população atenta aos avisos oficiais da Defesa Civil e dos institutos de meteorologia.

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Resumen (español)

Los efectos de El Niño comienzan a intensificarse en Brasil a partir del 16 de julio y podrían alcanzar su máxima intensidad entre octubre y diciembre, según el Centro de Predicción Climática (CPC) y la NOAA. Las previsiones indican temperaturas más altas, olas de calor más frecuentes y cambios en el régimen de lluvias, con mayor precipitación en el sur del país y condiciones más secas en el Centro-Oeste, Norte y Nordeste. Para el mercado de HVAC-R, este escenario representa un aumento de la demanda de soluciones de climatización orientadas al confort térmico, la seguridad y la eficiencia energética.

Summary (English)

The effects of El Niño begin to intensify across Brazil on July 16 and are expected to peak between October and December, according to the Climate Prediction Center (CPC) and NOAA. Forecasts indicate higher temperatures, more frequent heat waves, above-average rainfall in southern Brazil and drier conditions across the Central-West, North and Northeast regions. For the HVAC-R industry, these conditions are expected to increase demand for heating, ventilation, air conditioning and refrigeration solutions focused on thermal comfort, safety and energy efficiency.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/el-nino2026.jpg 700 1215 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-16 11:07:382026-07-16 11:11:47El Niño amplia demanda por climatização e eficiência energética no mercado de HVAC-R

Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

06/07/2026

Com temperaturas elevadas, países europeus registram aumento na procura por aparelhos de ar-condicionado, enquanto governos discutem alternativas para reduzir os impactos do calor.

A onda de calor que atinge a Europa em 2026 tem provocado mudanças no comportamento dos consumidores, pressionado sistemas de energia e ampliado o debate sobre as estratégias de adaptação às temperaturas elevadas. Enquanto cresce a procura por aparelhos de ar-condicionado, autoridades europeias e especialistas discutem os impactos do uso da tecnologia e alternativas para enfrentar o aquecimento.

Fabricantes asiáticos de equipamentos de climatização registraram aumento nas vendas para o mercado europeu. Segundo informações divulgadas pela Reuters, a sul-coreana Samsung Electronics informou crescimento de dois dígitos nas vendas durante o primeiro semestre em mercados como Itália, Espanha e França, impulsionado pela demanda durante a temporada de calor.

A LG Electronics informou que as linhas de produção de ar-condicionado de uma de suas unidades na Coreia do Sul operam em capacidade máxima desde abril para atender à demanda da Coreia e de mercados internacionais.

A chinesa Midea relatou aumento na procura pelo modelo portátil PortaSplit. De acordo com a empresa, uma onda de calor registrada nas últimas semanas de maio elevou as vendas, levando ao esgotamento do produto em alguns canais de comercialização. A companhia informou ainda que as vendas em canais de comércio eletrônico na Alemanha cresceram cerca de 37% em maio na comparação anual, enquanto os embarques para Espanha e França aumentaram 108% no mesmo período.

A japonesa Mitsubishi Electric também informou crescimento da demanda europeia, especialmente em França, Espanha, Reino Unido e Alemanha, países atingidos por sucessivas ondas de calor.

Apesar desse movimento, o ar-condicionado ainda está presente em uma parcela reduzida das residências europeias. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que aproximadamente 20% dos domicílios do continente possuem equipamentos de climatização. A instalação também representa um obstáculo para parte dos consumidores, principalmente em edifícios antigos, onde as adaptações estruturais podem elevar os custos. Segundo a Midea, a instalação pode ultrapassar 1.000 euros.

A baixa adoção do ar-condicionado está ligada também a fatores culturais, econômicos e ambientais. Em diversos países europeus, o equipamento é tradicionalmente menos utilizado do que em outras regiões do mundo devido ao maior custo da energia elétrica e às preocupações relacionadas ao consumo energético e aos impactos ambientais.

O debate ganhou espaço no cenário político francês durante a atual onda de calor. A Comissão Europeia afirmou que não pretende adotar uma posição favorável ou contrária ao uso do ar-condicionado. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen declarou que não cabe à União Europeia determinar como os cidadãos devem resfriar suas residências.

Especialistas em adaptação urbana defendem que o ar-condicionado pode ser uma medida importante para grupos vulneráveis em situações de emergência, como hospitais e idosos durante eventos extremos. No entanto, argumentam que a expansão indiscriminada da climatização pode aumentar o consumo de energia e contribuir para a emissão adicional de calor nas áreas urbanas.

Em vez de priorizar a instalação de equipamentos de climatização, governos europeus vêm investindo em outras estratégias de adaptação. Entre as medidas estão a criação de estações públicas de resfriamento, áreas urbanas destinadas ao abrigo durante períodos de calor intenso e programas de monitoramento da população idosa.

Na Itália, onde aproximadamente 56% das residências já possuíam ar-condicionado em 2024, autoridades também distribuem dispositivos vestíveis para acompanhar as condições de saúde dos idosos durante episódios de temperaturas extremas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, desde 21 de junho foram registradas mais de 1.300 mortes em excesso relacionadas ao calor na Europa. O continente possui a população mais envelhecida do mundo e, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, aquece a uma velocidade superior ao dobro da média global, ampliando os desafios para a adaptação das cidades às novas condições climáticas.

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Resumen (español)

La ola de calor que afecta a Europa en 2026 ha incrementado la demanda de equipos de aire acondicionado, impulsando las ventas de fabricantes asiáticos como Samsung Electronics, LG Electronics, Midea y Mitsubishi Electric. Al mismo tiempo, autoridades europeas y especialistas mantienen el debate sobre las estrategias de adaptación al calor extremo. Mientras la Comisión Europea afirma que no adoptará una posición a favor o en contra del uso del aire acondicionado, varios países invierten en estaciones públicas de refrigeración, programas para proteger a la población mayor y otras medidas para enfrentar el aumento de las temperaturas.

Summary (English)

Europe’s 2026 heat wave has significantly increased demand for air-conditioning systems, boosting sales for Asian manufacturers including Samsung Electronics, LG Electronics, Midea and Mitsubishi Electric. At the same time, European authorities and climate experts continue to debate long-term adaptation strategies. While the European Commission says it will not take a position for or against air conditioning, several countries are investing in public cooling stations, programs to protect older adults and other measures to address rising temperatures and heat-related risks.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/europa-quente-clima.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-06 11:46:052026-07-16 10:53:44Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

Ondas de calor atingem Reino Unido, Europa e Índia

30/05/2026

Recordes de temperatura foram registrados em países europeus e mais de 100 pessoas morreram no sul da Índia após episódios de calor intenso.

O Reino Unido e países da Europa continental registraram recordes de temperatura para o mês de maio durante uma onda de calor que atingiu diferentes regiões do continente. Segundo o jornal Financial Times, os índices foram classificados como “alucinantes” em meio ao avanço das temperaturas.

De acordo com a Associated Press, o Reino Unido bateu um recorde centenário de temperatura duas vezes em um intervalo de 24 horas. A agência informou ainda que a França também registrou novos recordes, com temperaturas chegando a 36°C no sudoeste do país.

Em Portugal, os termômetros marcaram 40,3°C na quarta-feira, estabelecendo um novo recorde para maio, segundo a BBC News.

Na Itália, a onda de calor provocou apagões em algumas regiões, informou a Reuters. A agência também relatou que partes da Índia enfrentam cortes de energia devido ao aumento da demanda por eletricidade durante o período de calor extremo.

A ABC News associou a onda de calor a mais de uma dúzia de mortes no Reino Unido e na França, incluindo afogamentos e ocorrências relacionadas ao calor durante competições esportivas.

Simon Stiell, secretário-executivo da ONU para Mudanças Climáticas, afirmou que as ondas de calor representam um “lembrete brutal” dos impactos do aquecimento global, segundo o Politico.

Na Índia, os estados de Andhra Pradesh e Telangana, no sul do país, registraram mais de 100 mortes em três dias em decorrência da onda de calor, informou o Khaleej Times. As autoridades orientaram a população a permanecer em casa e evitar exposição direta ao sol.

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Resumen (español)

El Reino Unido, varios países de Europa y regiones de la India registraron temperaturas récord durante una intensa ola de calor en mayo. Francia alcanzó 36°C y Portugal estableció un récord mensual con 40,3°C. En Italia se registraron apagones asociados al aumento del consumo eléctrico. En el sur de la India, más de 100 personas murieron en tres días debido al calor extremo en los estados de Andhra Pradesh y Telangana. Simon Stiell, secretario ejecutivo de la ONU para el Cambio Climático, afirmó que las olas de calor son un “recordatorio brutal” de los impactos del calentamiento global.

Summary (English)

The United Kingdom, several European countries and parts of India recorded temperature highs during an intense May heatwave. France reached 36°C, while Portugal set a new May record at 40.3°C. In Italy, the heatwave caused power outages linked to rising electricity demand. In southern India, more than 100 people died within three days due to extreme heat in Andhra Pradesh and Telangana. Simon Stiell, executive secretary of the UN Climate Change body, described the heatwaves as a “brutal reminder” of the impacts of global warming.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2017/02/sol-forte.jpg 533 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-30 15:32:252026-05-29 16:36:49Ondas de calor atingem Reino Unido, Europa e Índia

2026 deve ter temperatura média global 1,4 °C acima do nível pré-industrial

16/01/2026

No Brasil, fenômenos atmosféricos e oceânicos apontam para oscilações no clima ao longo do ano, com chuvas irregulares e calor acima da média.

O Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, prevê que a temperatura média global em 2026 ficará cerca de 1,4 °C acima dos níveis pré-industriais, considerando o período entre 1850 e 1900. A projeção foi divulgada em dezembro de 2025 e se baseia em modelos climáticos e séries históricas globais.

Segundo o órgão, 2026 não deve superar o recorde observado em 2024, quando a temperatura média global alcançou cerca de 1,55 °C acima do nível pré-industrial, mas ainda assim tende a figurar entre os quatro anos mais quentes já registrados desde o início das medições sistemáticas.

O Met Office estima que a temperatura média global em 2026 ficará dentro de uma faixa entre 1,34 °C e 1,58 °C acima do período pré-industrial. De acordo com o climatologista Adam Scaife, responsável pela previsão, é provável que 2026 seja o quarto ano consecutivo em que a média global ultrapasse o patamar de 1,4 °C.

A projeção reforça a proximidade do limite de aquecimento estabelecido pelo Acordo de Paris, que busca restringir o aumento da temperatura média global a até 1,5 °C. O dado divulgado refere-se exclusivamente à temperatura média mundial, não a países ou regiões específicas.

No Brasil, com informações da Climatempo, análises climáticas indicam que 2026 pode ser marcado por condições climáticas mais conturbadas, com oscilações ao longo do ano devido à interação de diversos fenômenos atmosféricos e oceânicos, como neutralidade no Pacífico após o enfraquecimento do La Niña e maior influência de sistemas regionais sobre o território. Essas condições tendem a resultar em chuvas irregulares, períodos de calor acima da média histórica e variabilidade pluviométrica entre as regiões.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/climate-change-with-dry-soil-scaled-e1768500536809.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-01-16 05:01:062026-01-15 15:15:422026 deve ter temperatura média global 1,4 °C acima do nível pré-industrial

ONU alerta que demanda por ar-condicionado deve triplicar até 2050

13/11/2025

Relatório do Pnuma indica que emissões do setor podem dobrar e defende acesso ao resfriamento como infraestrutura essencial.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou, durante a COP30, em Belém, o relatório Global Cooling Watch 2025, que aponta o crescimento acelerado da demanda global por refrigeração. Segundo o documento, o uso de aparelhos de ar-condicionado e sistemas de refrigeração deve triplicar até 2050, o que pode dobrar as emissões de gases de efeito estufa associadas ao setor.

O relatório relaciona o aumento da população mundial e a intensificação das ondas de calor extremo ao maior acesso de famílias de baixa renda a equipamentos de refrigeração ineficientes e mais poluentes. A projeção é de que as emissões atinjam 7,2 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.

O Pnuma aponta que a adoção de equipamentos mais eficientes e o uso combinado de ventiladores e ar-condicionado poderiam reduzir as emissões do setor em 64% até meados do século. A medida evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas dos impactos do calor extremo. Se houver uma descarbonização rápida da matriz energética, a redução da poluição poderia chegar a 97%.

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, afirmou que o acesso ao resfriamento deve ser tratado como infraestrutura essencial, a exemplo de água e saneamento, e destacou que “não é possível resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado”, alertando para o aumento das emissões e o risco de sobrecarga nas redes elétricas.

Segundo o relatório, mais de um bilhão de pessoas vivem hoje sem acesso adequado à refrigeração, número que também deve triplicar até 2050, com impacto maior sobre mulheres, idosos e pequenos agricultores.

Entre as soluções propostas estão o resfriamento passivo, por meio de projetos arquitetônicos que favorecem ventilação e sombreamento; sistemas de baixo consumo energético, como ar-condicionado híbrido e soluções solares off-grid; e a redução do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs), substâncias com alto potencial de aquecimento global.

O Pnuma alerta ainda que o estresse térmico pode inviabilizar 80 milhões de empregos em tempo integral até 2030, tornando o acesso ao resfriamento sustentável fundamental para a continuidade de atividades em escolas, hospitais e empresas.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2023/09/instalador-ar-condicionado-febrava-revista-do-frio-hvac-climatizacao-refrigarecao-e1693942531641.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-11-13 16:55:142025-11-13 17:00:27ONU alerta que demanda por ar-condicionado deve triplicar até 2050

EUA – Guterres pede implementação plena da Emenda de Kigali

16/09/2025

No Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, secretário-geral da ONU reforça apelo por ação climática

EUA – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta terça-feira (16) que os governos ratifiquem e implementem integralmente a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, que prevê a eliminação gradual dos hidrofluorcarbonetos (HFCs).

A declaração foi feita no Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Guterres destacou que a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal, em vigor há quatro décadas, representam um exemplo de cooperação internacional que permitiu a recuperação gradual da camada de ozônio.

Segundo o secretário-geral, a implementação total da Emenda de Kigali poderia evitar até 0,5°C de aquecimento global até o fim do século. Combinada a medidas de eficiência energética em sistemas de resfriamento, a redução poderia ser ainda maior.

Apesar dos avanços, Guterres alertou que os cientistas registram o aumento das temperaturas globais, já 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Ele instou os países a refletirem os compromissos no âmbito de Kigali em seus novos planos climáticos nacionais, conhecidos como contribuições nacionalmente determinadas.

“Cada fração de grau importa. Cada ação conta”, disse. Guterres concluiu pedindo a renovação do compromisso internacional para preservar a camada de ozônio e proteger o planeta para as gerações futuras.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-09-16 13:52:242025-09-16 13:52:24EUA – Guterres pede implementação plena da Emenda de Kigali

FRANÇA – Parisienses repensam uso do ar-condicionado diante de ondas de calor

11/08/2025

Temperaturas extremas, impacto ambiental e resistência cultural marcam debate sobre climatização residencial na capital francesa

FRANÇA – O aumento das temperaturas no verão está levando moradores de Paris a reconsiderar a instalação de ar-condicionado em apartamentos, rompendo com uma resistência histórica ao equipamento. A prática, comum em escritórios e grandes lojas, nunca foi norma nas residências da capital francesa, onde é vista como prejudicial ao clima e desnecessária.

Especialistas apontam que ondas de calor mais frequentes, agravadas pelo aquecimento global, têm impulsionado essa mudança. Segundo a Agência de Planejamento Urbano de Paris (APUR), o uso residencial de aparelhos está “em pleno desenvolvimento”, embora a aquisição de unidades portáteis dificulte a medição precisa do crescimento.

Ruben Arnold, 47, pai de crianças pequenas e chefe de uma startup de gestão energética, afirmou ter instalado ar-condicionado para suportar o calor, mesmo conhecendo seu custo climático. Marion Lafuste, moradora do nordeste de Paris, registrou 41 °C em casa durante a última onda de calor e cogitou adquirir o equipamento, apesar de objeções ideológicas.

Martine Bontemps, que vive no último andar, recorre apenas a ventilador de teto. Sophie Julini, 53, optou pelo ar-condicionado para oferecer conforto diário à mãe, de 86 anos, durante o verão.

A Meteo France prevê ondas de calor de até 50 °C em Paris até 2050, além de noites tropicais mais frequentes, que dificultam a recuperação térmica do corpo. Em 2003, um terço das mortes de idosos relacionadas ao calor ocorreu em domicílios.

Para Karine Bidart, diretora da Agência Climática de Paris (APC), e Dan Lert, responsável pelo plano climático da cidade, o crescimento do ar-condicionado residencial é “problemático”, pois pode elevar em até 2 °C a temperatura externa. A APC recomenda soluções como reformas estruturais e mudanças nos telhados de zinco, embora estas sejam muitas vezes barradas por órgãos de preservação do patrimônio.

Frederic Delhommeau, diretor de energia residencial da APC, defende que o ar-condicionado seja usado apenas em último caso para pessoas vulneráveis. A pesquisadora Anne Ruas considera inevitável sua expansão e propõe o desenvolvimento de sistemas menos prejudiciais.

Fonte: AFP

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-11 15:04:522025-08-11 15:04:52FRANÇA – Parisienses repensam uso do ar-condicionado diante de ondas de calor

Europa aquece, demanda por climatização cresce

02/07/2025

Países enfrentam ondas de calor cada vez mais intensas, mas resistência cultural, custos elevados e metas climáticas limitam uso de ar-condicionado

O aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor na Europa tem exposto a limitada infraestrutura de climatização do continente. Em meio a temperaturas que permanecem acima dos 32 °C até durante a noite, moradores de diversas regiões recorrem a ventiladores, chuveiros frios e improvisos para lidar com o calor extremo.

A penetração de sistemas de ar-condicionado na Europa ainda é baixa. Apenas cerca de 20% dos lares possuem algum tipo de refrigeração, com índices ainda menores em países como Reino Unido (5%) e Alemanha (3%). Em contraste, cerca de 90% das residências nos Estados Unidos têm ar-condicionado. A diferença reflete tanto as condições históricas do clima quanto as características culturais e econômicas da região.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o ar-condicionado tem sido tradicionalmente encarado como luxo. No norte europeu, o clima mais ameno reduziu a percepção de necessidade. A arquitetura local, em especial nos países do sul, também contribuiu para essa realidade: paredes espessas, janelas pequenas e ventilação cruzada foram suficientes durante décadas.

A adaptação ao novo cenário climático, no entanto, é dificultada por fatores estruturais. Muitas residências são antigas, especialmente no Reino Unido, onde uma em cada seis casas foi construída antes de 1900. A modernização desses imóveis para instalação de sistemas centrais enfrenta barreiras técnicas, econômicas e, em alguns casos, burocráticas. Há restrições à instalação de unidades condensadoras externas, especialmente em áreas tombadas ou de preservação histórica.

O custo da energia é outro obstáculo. Além de ser mais elevado do que nos EUA, o preço subiu após a invasão da Ucrânia em 2022 e as medidas da União Europeia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis russos. Embora os valores tenham se estabilizado, manter um aparelho de ar-condicionado em operação continua sendo oneroso para boa parte da população.

O desafio europeu também é político e ambiental. A União Europeia assumiu o compromisso de neutralidade climática até 2050. O crescimento acelerado do uso de climatização artificial ameaça esse objetivo. Os aparelhos não apenas consomem grandes quantidades de energia, mas também aumentam a temperatura externa — um estudo em Paris apontou elevação de até 4 °C em áreas urbanas densamente povoadas.

Medidas de contenção já foram adotadas. Na Espanha, desde 2022, estabelecimentos públicos devem manter o ar-condicionado ajustado a no mínimo 27 °C. Ainda assim, a demanda por sistemas de refrigeração cresce. Segundo a AIE, o número de unidades na União Europeia deve chegar a 275 milhões até 2050 — mais que o dobro de 2019.

Empresas do setor relatam aumento expressivo nas consultas e vendas. No Reino Unido, por exemplo, a Air Conditioning Company observou que o número de pedidos residenciais mais que triplicou nos últimos cinco anos. O fenômeno é atribuído à incapacidade de suportar o calor noturno, considerado por muitos o maior fator de desconforto.

No campo político, o tema entrou na pauta de líderes de direita. Marine Le Pen, na França, propôs um plano nacional de infraestrutura de climatização e criticou o que chamou de “hipocrisia das elites”, que defendem alternativas sustentáveis enquanto usufruem de ambientes refrigerados.

Especialistas alertam para o risco de um ciclo vicioso: o uso intensivo de ar-condicionado, majoritariamente alimentado por fontes fósseis, aumenta as emissões e agrava o aquecimento global, gerando ainda mais demanda por refrigeração. Para Radhika Khosla, da Universidade de Oxford, o impacto desse ciclo deve ser enfrentado com regulação rigorosa da eficiência energética dos aparelhos vendidos.

A adaptação ao calor intenso parece inevitável. Mas o modo como a Europa decidirá estruturar essa transição — conciliando bem-estar térmico com metas ambientais — será determinante para o futuro climático da região.

Fonte – CNN 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/07/tim-e1531766293174.jpg 491 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-02 16:24:182025-07-02 16:25:47Europa aquece, demanda por climatização cresce

Nova geração de fluidos sintéticos impulsiona a refrigeração sustentável

30/06/2025

Com a eliminação gradual dos fluidos R-22 e R-404A devido ao seu impacto ambiental, o setor investe em opções sintéticas de baixo GWP

 Diante dos compromissos ambientais globais e das regulamentações cada vez mais rígidas, o setor de refrigeração e climatização tem buscado alternativas sustentáveis aos tradicionais fluidos refrigerantes R-22 e R-404A. Ambos os compostos, amplamente utilizados por décadas, estão sendo progressivamente eliminados por seu alto potencial de destruição da camada de ozônio (ODP) e elevado potencial de aquecimento global (GWP). Nesse contexto, surgem os fluidos alternativos não naturais que, embora sintéticos, apresentam um perfil ambiental mais favorável e são essenciais na transição rumo a sistemas mais ecológicos e eficientes. Embora não sejam naturais, os novos compostos representam um passo importante rumo à eficiência energética e à preservação do meio ambiente.

O R-22, pertencente à família dos HCFCs (hidrocloro-fluorcarbonos), possui um ODP de 0,05 e GWP de cerca de 1.810, sendo progressivamente retirado do mercado conforme o Protocolo de Montreal. Já o R-404A, um HFC (hidrofluorcarbono) com GWP altíssimo – aproximadamente 3.922 – também entrou na lista de compostos com uso restrito. Como resposta, a indústria desenvolveu diversas alternativas técnicas e ambientais que buscam equilibrar desempenho e menor impacto climático.

“Na última década, diversos setores da indústria de HVAC-R foram impactados pela redução global de gases refrigerantes com alto potencial de aquecimento global (GWP). Muitas regiões estão impondo a redução da produção e do consumo de refrigerantes tradicionais, como hidroclorofluorocarbonos (HCFCs) e hidrofluorocarbonos (HFCs) – R-22 e R-404A, respectivamente. Usuários finais do varejo também estão migrando para alternativas mais ecológicas para apoiar suas metas de sustentabilidade ambiental e descarbonização”, informa Joana Canozzi, diretora de engenharia e serviços da Copeland e especialista em fluidos refrigerantes.

Entre as principais opções para substituir o R-22, destacam-se os fluidos HFCs e HFOs (hidrofluorolefinas), como o R-407C, R-407A, R-438A e R-422D. O R-407C, por exemplo, tem GWP de 1.774 e zero ODP, sendo compatível com muitos sistemas originalmente projetados para o R-22. Já o R-438A oferece uma substituição mais direta, com GWP de cerca de 2.265 e ODP zero. Essas opções permitem atualização de equipamentos antigos com adaptações mínimas.

Para o R-404A, as alternativas mais sustentáveis incluem o R-448A, R-449A, R-452A e R-407A. O R-448A, por exemplo, tem GWP de aproximadamente 1.273, uma redução significativa em relação ao R-404A, além de boa eficiência energética e compatibilidade com os óleos POE. O R-449A apresenta características similares, com GWP de 1.397. Ambos têm sido amplamente adotados em supermercados e sistemas comerciais de médio porte. O R-452A, com GWP de 2.141, é indicado para aplicações que exigem alta capacidade de resfriamento, como transporte refrigerado. Já o R-407A tem GWP de 2.107 e pode ser usado em sistemas com arquitetura semelhante à do R-404A, com mudanças nos ajustes de pressão e controle.

“Os refrigerantes A2L surgiram como alternativas líderes de baixo GWP, oferecendo características de desempenho comparáveis e uma menor pegada de carbono. De acordo com as classificações de refrigerantes da ASHRAE, os refrigerantes A2L têm uma classificação de “baixa inflamabilidade” que os diferencia dos refrigerantes tradicionais A1. Consequentemente, normas internacionais de segurança para produtos e aplicações estabeleceram diretrizes para o uso seguro de refrigerantes A2L. Os A2Ls oferecem uma redução significativa no GWP e zero potencial de destruição do ozônio (ODP), preservando a eficiência energética, o desempenho e alinhando-se às metas globais de descarbonização”, destaca a especialista.

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Ela cita um exemplo de aplicação do A2L em uma grande rede de supermercados: “Recentemente, trabalhamos com uma grande rede de supermercados para substituir um sistema de refrigeração baseado em R-22 em uma de suas unidades por uma solução utilizando o refrigerante A2L R-454C. Este projeto não apenas melhorou a eficiência energética do sistema de refrigeração do supermercado, mas também reduziu significativamente as emissões de gases de efeito estufa, demonstrando o compromisso do varejista com a sustentabilidade e a inovação na cadeia do frio”.

Apesar de não serem classificados como naturais, esses fluidos alternativos cumprem papel importante na transição para um futuro mais sustentável, ao mesmo tempo em que mantêm a confiabilidade operacional exigida por aplicações comerciais e industriais. Outra vantagem é que muitos deles podem ser usados em sistemas existentes com adaptações limitadas, o que reduz custos de conversão e descarte de equipamentos.

Solução utilizando o A2L R-454C reduz as emissões de gases de efeito estufa, demonstrando o compromisso com a sustentabilidade

 

 Impacto dos refrigerantes no clima

O efeito estufa é um fenômeno natural que mantém a Terra aquecida ao reter parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre. Ele é essencial para a vida como conhecemos. No entanto, as atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e o uso de certos gases industriais, incluindo refrigerantes, aumentam significativamente a concentração de gases estufa na atmosfera, intensificando esse efeito e provocando o aquecimento global.

Os principais gases envolvidos são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxidos de nitrogênio (NOx) e os HFCs, como o R-404A. A contribuição de cada gás ao aquecimento global é medida por seu Potencial de Aquecimento Global (GWP), que compara o impacto de uma tonelada do gás com o CO‚  ao longo de 100 anos. Por exemplo, o R-404A tem um GWP cerca de 3.922 vezes maior que o CO2, ou seja, um quilo de R-404A liberado na atmosfera tem o mesmo efeito estufa que quase quatro toneladas de CO2.

Já o Potencial de Destruição da Camada de Ozônio (ODP) mede o impacto de um gás sobre a camada de ozônio, que protege a Terra da radiação ultravioleta. O R-22, por exemplo, ainda tem um ODP baixo, mas diferente dos HFCs mais modernos que apresentam ODP zero.

A substituição dos fluidos refrigerantes com alto GWP e ODP por alternativas mais seguras é uma das formas mais diretas de mitigar os impactos das mudanças climáticas e proteger a camada de ozônio. Por isso, além das tecnologias, é essencial compreender os conceitos por trás desses índices e como cada decisão no setor HVAC-R pode fazer diferença no equilíbrio ambiental do planeta.

“O R-454B, R-454C e R-32 estão entre as alternativas A2L mais adotadas. Eles são amplamente usados em aplicações residenciais e comerciais de climatização e bombas de calor, bem como em equipamentos comerciais de refrigeração. Esses refrigerantes A2L têm GWP significativamente mais baixos do que os refrigerantes HFC e HCFC tradicionais, reduzindo consideravelmente os impactos ambientais dessas aplicações. Inclusive, já existem normais locais que comtemplam as questões de segurança para a aplicação do A2L como a ABNT, NBR e ISO 5149”, explica Joana.

A seguir, listamos algumas das principais alternativas para substituição.

Esses fluidos não naturais têm como principal vantagem o baixo ODP e GWP reduzido em relação aos antecessores. Além disso, muitos podem ser usados em sistemas existentes com adaptações mínimas, reduzindo custos e evitando o descarte prematuro de equipamentos. Contudo, a transição exige atenção. É essencial avaliar pressões de trabalho, compatibilidade de materiais, tipo de óleo lubrificante (geralmente POE) e ajustes nos componentes de controle. O uso de boas práticas é indispensável para garantir eficiência energética e evitar vazamentos – que podem anular os ganhos ambientais. Além dos aspectos técnicos, a capacitação profissional é vital. Conhecer os dados dos fluidos, aplicar normas de segurança e manter os sistemas bem ajustados faz parte do compromisso com a sustentabilidade no setor de HVAC-R.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/06/foto-1-abre-materia-fluido-refrigerante-e1751293664330.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-06-30 11:35:062025-06-30 11:35:06Nova geração de fluidos sintéticos impulsiona a refrigeração sustentável

Como diferentes países enfrentam os gases que ameaçam o clima e a camada de ozônio

26/06/2025

Brasil, EUA e Europa seguem etapas distintas na substituição de HFCs e HCFCs usados em sistemas de refrigeração

Brasil, Estados Unidos e União Europeia participam de um esforço internacional para substituir substâncias utilizadas em sistemas de refrigeração e climatização que causam impactos negativos ao meio ambiente. Esses países não estão em competição direta, mas sim em fases diferentes de uma mesma trajetória: a eliminação dos gases que destroem a camada de ozônio ou que contribuem para o aquecimento global.

A substituição ocorre em três etapas. A primeira foi a eliminação dos CFCs, já concluída globalmente. A segunda etapa, em andamento no Brasil, é a retirada progressiva dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), gases que ainda possuem potencial de destruição da camada de ozônio, embora menor que os CFCs. A terceira fase, já iniciada em países como EUA e União Europeia, trata da redução dos HFCs (hidrofluorcarbonos), que não afetam a camada de ozônio, mas apresentam alto potencial de aquecimento global.

No Brasil, o cronograma de eliminação dos HCFCs foi definido conforme o Protocolo de Montreal. As metas estabelecem uma redução de 67,5% até 2025, 97,5% até 2030 e eliminação total até 2040. O Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente com apoio do PNUD, já apoiou a substituição de 2.269 toneladas de HCFC-141b no setor de espumas. A etapa atual do programa prevê a conversão de mais 377 toneladas métricas até 2030, com ampliação para setores como refrigeração comercial e industrial.

Embora o Brasil ainda não tenha um cronograma oficial para redução dos HFCs, há iniciativas paralelas em andamento. Essas ações incluem capacitação técnica, atualização de normas e estímulo à adoção de refrigerantes naturais, como CO₂, amônia e hidrocarbonetos, que apresentam menor impacto ambiental.

Na União Europeia, a legislação conhecida como F-Gas estabelece a redução de 79% no uso de HFCs até 2030 e de 95% até 2050, em comparação com os níveis de 2015. Desde janeiro de 2024, novos equipamentos comerciais com carga superior a 10 toneladas equivalentes de CO₂ só podem operar com fluidos cujo potencial de aquecimento global (GWP) seja inferior a 150. Entre as alternativas adotadas, o CO₂ (R-744) se destaca: estima-se que mais de 40 mil supermercados europeus utilizem essa tecnologia, especialmente em sistemas de refrigeração transcríticos.

Nos Estados Unidos, a redução dos HFCs está sendo conduzida pela Lei AIM (American Innovation and Manufacturing Act), vigente desde 2020. A norma estabelece um plano de corte de 85% no consumo e produção desses gases até 2036, com base na média dos anos 2011 a 2013. Já foram implementadas reduções de 10% em 2022 e de 40% em 2024. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) coordena a execução da lei, enquanto estados como a Califórnia adotam regras próprias. Desde 2022, por exemplo, novos equipamentos comerciais no estado devem usar fluidos com GWP inferior a 150.

Assim como na Europa, o CO₂ vem ganhando espaço nos Estados Unidos como refrigerante alternativo. Em 2021, havia cerca de 900 supermercados com sistemas baseados nesse fluido, e a expectativa é de aumento de até 50% no número de instalações até o final de 2025.

Apesar das diferenças de cronograma, Brasil, EUA e União Europeia atuam sob diretrizes estabelecidas pelo Protocolo de Montreal e por sua emenda mais recente, o Acordo de Kigali. A estratégia global prevê uma transição escalonada, que leva em consideração o impacto ambiental dos gases, a viabilidade técnica e econômica das substituições e o nível de desenvolvimento de cada país. O objetivo final é o mesmo: garantir sistemas de refrigeração e climatização menos prejudiciais ao clima e à camada de ozônio.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-06-26 15:56:152025-06-26 15:56:15Como diferentes países enfrentam os gases que ameaçam o clima e a camada de ozônio
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