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Arquivo para Tag: Daikin

Febrava Rio estreia com foco em inovação, eficiência e novos negócios

30/09/2026

Primeira edição reúne várias marcas e aposta em automação, inteligência artificial, digitalização e eficiência energética para aproximar o setor de grandes consumidores corporativos

 A Febrava amplia sua presença no mercado brasileiro em 2026 e estreia no Rio de Janeiro entre os dias 6 e 8 de outubro, no Riocentro. Promovida pela RX, a primeira edição carioca da feira pretende conectar fabricantes, distribuidores, integradores, especificadores e compradores de soluções de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração a setores estratégicos da economia, como construção civil, petróleo e gás, energia, indústria química e farmacêutica, saúde, hospitalidade, alimentos e bebidas.

A expectativa é reunir mais de 100 marcas expositoras e superar a marca de 10 mil profissionais visitantes. A proposta é criar um ambiente direcionado à geração de negócios e à apresentação de tecnologias capazes de responder a desafios como aumento do consumo de energia, necessidade de maior eficiência operacional, digitalização dos processos e busca por soluções mais sustentáveis. O movimento acompanha o crescimento do mercado brasileiro de HVAC-R. Segundo dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), o setor deverá movimentar R$ 55,62 bilhões em 2026, ante R$ 50,15 bilhões estimados em 2025.

A climatização e a refrigeração deixam de ser apenas componentes de infraestrutura e passam a ocupar posição estratégica em operações que dependem de controle térmico, disponibilidade e eficiência energética. Hospitais, data centers, indústrias, centros logísticos, supermercados e hotéis estão entre os segmentos que dependem diretamente dessas soluções para manter a continuidade e a qualidade de suas operações.

Expositores destacam automação embarcada e inteligência artificial

A diversidade de expositores é um dos destaques da estreia. A relação divulgada pela organização inclui empresas como Airsys do Brasil, Alpina, Armacell, Blauberg do Brasil, Camilo Brandão, Climario, Castel, Daikin, Denteck, Elgin, Friopeças, Fiven, Full Gauge Controls, Gatti Química, Gree, Hidroderma, Honeywell, Interar, Johnson Controls, Joinsul, Lantery, LeFoo Brasil, Leveros, LG Electronics, Mastercool, Multivac-MPU, MB Digital Electronics, Mecalor, Osmag Rio, RAC Brasil, Qualitas, Qualy Lab, Recigases, RLX Fluorchemical, Sicflux, SpeedAir Filtros, TCL SEMP, Thermomatic, Traydus, Trocalor, Uni Refrigeração, entre outras.

Entre as tendências que devem ganhar espaço nos estandes está a incorporação de recursos de automação e inteligência aos equipamentos e sistemas. A chamada automação embarcada amplia a capacidade de monitoramento e controle, enquanto recursos de inteligência artificial podem contribuir para a análise de dados, identificação de padrões de funcionamento, otimização de desempenho e antecipação de necessidades de manutenção.

A digitalização também ganha importância diante da necessidade de reduzir o consumo de energia e elevar a eficiência dos sistemas. Com equipamentos cada vez mais conectados, a coleta e análise de dados passam a apoiar decisões operacionais e estratégias de manutenção, aproximando o HVAC-R de conceitos como monitoramento em tempo real, manutenção preditiva e gestão inteligente.

“Os desafios relacionados ao consumo de energia, à digitalização das operações e à busca por maior eficiência estão transformando a forma como as empresas enxergam a climatização e a refrigeração. A Febrava acompanha esse movimento e reunirá especialistas para discutir como as tecnologias e soluções do setor podem apoiar diferentes segmentos da economia na construção de processos mais produtivos, sustentáveis e resilientes”, afirma Tatiana Rassini, gestora da Febrava.

Além das tecnologias digitais, a feira reunirá fabricantes e fornecedores de equipamentos, componentes, sistemas de ventilação, refrigeração, tratamento de ar, isolamento, ferramentas, fluidos e outras soluções destinadas a diferentes aplicações. A diversidade reforça a proposta de aproximar o setor de usuários corporativos e grandes projetos.

Eventos paralelos ampliam conteúdo e networking

A programação paralela complementa a área de exposição com iniciativas voltadas à capacitação, troca de conhecimento e relacionamento. Entre os destaques está o 1º ECOA – Encontro da Construção Civil e AVAC-R, com três dias de conteúdo técnico desenvolvido em parceria com institutos, universidades e entidades setoriais ligadas às verticais de Construção, Petróleo e Gás, Hospitalidade e Refrigeração.

Outro destaque é o Sunset, iniciativa dedicada ao networking e à aproximação entre expositores, especificadores e usuários finais, com apresentação de artistas locais. As ações serão desenvolvidas em parceria com a Feicon Rio, que acontece paralelamente à Febrava Rio.

Para Marcelo Kaiuca, presidente do Fórum Setorial da Construção Civil da Firjan, a chegada da feira ao estado também contribui para fortalecer a indústria fluminense.

“Além de ampliar oportunidades de networking e geração de negócios, iniciativas como essas contribuem para aproximar indústria, fornecedores, investidores e profissionais, criando um ambiente favorável à modernização, à produtividade e à competitividade das empresas. Para a Firjan, trazer eventos desse porte para o Rio reforça o protagonismo do estado como um importante polo industrial”, afirma Kaiuca.

Também acontece o 26º Encontro Nacional de Empresas Projetistas e Consultores – ENPC 2026 nos dias 6 e 7 de outubro, no Hotel Lagune, que traz o tema “Inteligência Artificial no AVACR: do projeto à operação e os desafios éticos da nova engenharia”, realizado pela Abrava.  O encontro reunirá projetistas, consultores, especialistas e lideranças do setor em um ambiente de atualização técnica, troca de experiências e networking qualificado. A programação contará com palestras de especialistas convidados e apresentações das principais empresas do mercado de HVAC-R, que compartilharão tendências, soluções, tecnologias, cases de sucesso e as inovações que estão moldando o futuro da engenharia.

Outro destaque será o VII Encontro Nacional de Mulheres do Setor AVAC-R, realizado no dia 8 de outubro de 2026, das 8h30 às 12h00, no Barra Lagune Hotel, como parte da programação da Febrava Rio 2026, que reunirá profissionais do setor para promover a troca de experiências, o networking e o fortalecimento da participação feminina no mercado de climatização e refrigeração.

“O Rio de Janeiro reúne atributos estratégicos para a expansão da Febrava, especialmente pela relevância industrial do Estado e pela capacidade de conectar diferentes cadeias produtivas ligadas ao setor de HVAC-R”, comemora Tatiana.

Programe-se

Febrava Rio
Data: de 6 a 8 de outubro de 2026
Local: Riocentro – Rio de Janeiro
Av. Salvador Allende, 6555 – Barra Olímpica, Rio de Janeiro – RJ, 22783-127

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Resumen (español)

Febrava Rio celebrará su primera edición del 6 al 8 de octubre de 2026 en Riocentro, en Río de Janeiro. Organizada por RX, la feria prevé reunir más de 100 marcas expositoras y recibir a más de 10.000 profesionales, con foco en automatización, inteligencia artificial, digitalización y eficiencia energética en el sector HVAC-R. La programación incluye encuentros técnicos y actividades para conectar a fabricantes, proveedores y compradores de sectores como construcción, industria, salud y hotelería.

Summary (English)

Febrava Rio will hold its first edition on October 6–8, 2026, at Riocentro in Rio de Janeiro. Organized by RX, the trade show expects to bring together more than 100 exhibiting brands and attract over 10,000 professionals, focusing on automation, artificial intelligence, digitalization and energy efficiency in the HVAC-R sector. The program includes technical meetings and networking activities connecting manufacturers, suppliers and buyers from industries including construction, manufacturing, healthcare and hospitality.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/foto-1-abre-materia-febrava-rio-e1790789163278.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-30 14:35:212026-09-30 14:35:21Febrava Rio estreia com foco em inovação, eficiência e novos negócios

Febrava Rio reúne 17 painéis sobre HVAC-R e operação industrial

30/09/2026

Arena Febrava CONVERGE terá debates sobre eficiência energética, manutenção e segurança de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, com acesso gratuito para profissionais credenciados.

A Febrava RIO terá 17 painéis sobre aplicações de HVAC-R nos setores de construção, hospitalidade, óleo e gás e refrigeração. A programação da arena Febrava CONVERGE será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, com acesso gratuito para profissionais credenciados na feira, sujeito à disponibilidade de lugares.

Os encontros abordarão eficiência energética, qualidade do ar, segurança alimentar, manutenção e continuidade operacional. Entre os assuntos previstos estão sistemas em instalações offshore, controle microbiológico, fluidos refrigerantes, PMOC e retrofit de equipamentos.

Segundo Tatiana Rassini, gerente geral da Febrava RIO, a proposta é aproximar os fornecedores de soluções dos profissionais das indústrias que utilizam essas tecnologias, com discussões sobre questões que afetam custos, eficiência e operação.

No dia 6, a agenda inclui integração entre arquitetura e HVAC-R em edifícios de saúde, com Kátia Fugazza, e gestão de contratos de performance, com Marina Spagnolo, do IBRACONT. Luiz Paulo Caldeira, Wagner Lemes e Thiago Oliveira de Souza, da Petrobras, discutirão operação e manutenção de sistemas de ar-condicionado e refrigeração em instalações offshore.

Também estão previstos debates sobre mofo em hotéis, com Robson Petroni; fluidos naturais na indústria alimentícia, com Taís Pereira da Fonseca, do SENAI, e Jonatha Silva Henriques, da Firjan SENAI; e impactos dos fluidos refrigerantes na operação, com Filipe Colaço, da Recigases.

No dia 7, Alex Ambrosio e Luiz Villaça, da ABRAVA, abordarão controle microbiológico em sistemas de condensação e refrigeração na segurança alimentar. A programação terá ainda João Manuel Aureliano, da Daikin, sobre HVAC-R na indústria de óleo e gás, e Márcio Grossman, da MAG TECH Engenharia e Consultoria, sobre engenharia hospitalar. Marcello Esteves da Silva, da Rede D’Or, e Tiago Falcão da Silva, da Microblau, discutirão eficiência energética e uso de dados na operação de edificações.

No dia 8, os temas incluem manutenção de fluidos refrigerantes, com Filipe Colaço, e PMOC, com Izabela Silva Pereira, da Clima Top Brasil. Rafael Munhoz, da Sicflux, Luiz Villaça e João Manuel Aureliano participarão de um painel sobre tendências e desafios do setor, mediado por Suelen Assoni.

A agenda será encerrada com debates sobre infraestrutura hoteleira, com José Domingo Buozon, do Arena Hotéis; chillers de mancal magnético em retrofits, com Edison Tito Guimarães, da Datum Consultoria e Projetos e do Sindratar-RJ; e desincrustação industrial com Rydlyme, com Alexandre Paiva e Julyana Fragoso.

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Resumen (español)

Febrava RIO celebrará 17 paneles sobre aplicaciones de HVAC-R del 6 al 8 de octubre en Riocentro. El programa de Febrava CONVERGE abordará eficiencia energética, mantenimiento, calidad del aire, seguridad alimentaria y continuidad operativa en los sectores de construcción, hotelería, petróleo y gas y refrigeración. El acceso será gratuito para los profesionales acreditados en la feria, sujeto a la disponibilidad de plazas.

Summary (English)

Febrava RIO will hold 17 panels on HVAC-R applications from October 6 to 8 at Riocentro. The Febrava CONVERGE program will address energy efficiency, maintenance, air quality, food safety and operational continuity across construction, hospitality, oil and gas, and refrigeration. Admission will be free for professionals registered for the trade fair, subject to seating availability.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-30 14:15:062026-09-30 14:41:29Febrava Rio reúne 17 painéis sobre HVAC-R e operação industrial

Daikin lança locação de refrigeração para indústrias

22/09/2026

Serviço temporário de sistemas de água gelada atende emergências, paradas programadas e aumentos sazonais de produção.

A Daikin lançou um serviço de locação temporária de sistemas de água gelada para o setor industrial. A solução atende situações de emergência, paradas programadas e picos sazonais de produção que exigem a recomposição, a ampliação ou a substituição temporária da capacidade instalada.

O serviço busca reduzir o risco de interrupções em plantas industriais que operam com equipamentos instalados há mais de dez anos ou dispõem de pouca contingência para falhas nas Centrais de Água Gelada (CAG).

A empresa oferece suporte técnico desde o dimensionamento do projeto até a instalação, o início da operação e a manutenção dos equipamentos.

“Em emergências, paradas programadas ou aumentos pontuais de produção, o tempo de resposta é determinante para a indústria”, afirma Tereza Trindade, coordenadora de Rental Services da Daikin.

Segundo ela, a locação permite recompor ou ampliar a capacidade de climatização ou de resfriamento de água, com redução dos riscos de interrupção e preservação do planejamento financeiro da empresa.

O serviço é destinado a setores que dependem do controle de temperatura e da continuidade operacional, como alimentos e bebidas, farmacêutico, químico e petroquímico, papel e celulose e mineração.

A modalidade de médio e longo prazo dispensa a compra imediata de ativos permanentes e permite a implantação de capacidade adicional. A substituição temporária de equipamentos obsoletos por sistemas mais novos também pode reduzir o consumo de energia e as emissões de dióxido de carbono (CO₂), de acordo com a Daikin.

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Resumen (español)

Daikin lanzó en Brasil un servicio de alquiler temporal de sistemas de agua helada para atender emergencias, paradas programadas y aumentos estacionales de producción en el sector industrial. La solución incluye dimensionamiento, instalación, puesta en marcha y mantenimiento, y está dirigida a industrias que dependen del control térmico y de la continuidad operativa.

Summary (English)

Daikin has launched a temporary chilled-water system rental service in Brazil for industrial emergencies, scheduled shutdowns and seasonal production increases. The service covers system sizing, installation, start-up and maintenance and is aimed at industries that depend on temperature control and operational continuity.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-22 16:17:052026-09-22 16:17:05Daikin lança locação de refrigeração para indústrias

Uso de PFAS para resfriar data centers gera questionamentos

21/09/2026

Substâncias fluoradas ganham espaço com a expansão da inteligência artificial; grupos ambientais questionam os riscos de seu uso.

A expansão da inteligência artificial aumenta a demanda por data centers e por sistemas capazes de controlar o calor gerado pelos equipamentos. Entre as soluções em uso estão substâncias fluoradas que incluem PFAS, conhecidos como “químicos eternos”. Em alguns sistemas, elas são usadas em vez de água.

A organização ChemSec afirma que fabricantes de PFAS ampliam a produção diante da demanda ligada à infraestrutura de inteligência artificial. O relatório cita Chemours, Daikin e Arkema. Segundo a organização, a Chemours desenvolve produtos para refrigeração de data centers e expande a produção de refrigerantes à base de PFAS.

O uso dessas substâncias é questionado por sua resistência à degradação. Em julho, 17 organizações ambientais enviaram uma carta à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos contra o pedido da Chemours para acelerar a aprovação do Opteon 2P50, composto destinado à refrigeração de data centers. Os grupos questionaram os dados sobre possíveis riscos à saúde e ao clima.

A Chemours contestou as preocupações. Segundo a empresa, o sistema opera em circuito fechado e libera pouca quantidade de gás durante o funcionamento.

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Resumen (español)

La expansión de la inteligencia artificial aumenta la demanda de refrigeración en los centros de datos. Algunos sistemas utilizan sustancias fluoradas que incluyen PFAS en lugar de agua. La organización ChemSec señala un aumento de la producción de estos compuestos, mientras grupos ambientales cuestionan sus posibles riesgos para la salud y el clima.

Summary (English)

The expansion of artificial intelligence is increasing demand for data center cooling. Some systems use fluorinated substances, including PFAS, instead of water. ChemSec reports growing production of these compounds, while environmental groups question their potential health and climate risks.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/03/datacenters-refriando.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-21 09:42:102026-09-21 09:42:10Uso de PFAS para resfriar data centers gera questionamentos

Pesquisa e inovação aproximam ciência e mercado no Brasil

18/09/2026

Startups, universidades, fabricantes e centros de pesquisa ampliam a colaboração para desenvolver soluções em eficiência energética, digitalização e fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental adaptadas às condições brasileiras.

 A inovação no setor de refrigeração e climatização brasileiro passa cada vez mais pela aproximação entre quem pesquisa, quem desenvolve tecnologia e quem transforma conhecimento em produto. Em um mercado pressionado pela busca por eficiência energética, redução de emissões e transição para refrigerantes de menor impacto ambiental, a construção de soluções adaptadas à realidade nacional ganha importância estratégica.

Universidades e centros de pesquisa oferecem conhecimento científico, capacidade de experimentação e formação de profissionais. Fabricantes agregam experiência industrial, cadeia de fornecedores e conhecimento das necessidades dos clientes. Startups, por sua vez, acrescentam velocidade, flexibilidade e novas competências em áreas como inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), automação e análise de dados.

Para Alberto Hernandez, Professor e Doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a integração entre esses atores é essencial para que a inovação avance. Segundo ele, o ponto de partida deve ser uma necessidade concreta do mercado.

Alberto Hernandez, Professor e Dr. da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP)

“A universidade possui conhecimento científico, capacidade de modelagem, experimentação e formação de recursos humanos. Os fabricantes possuem conhecimento de produtos, processos industriais, cadeia de fornecedores e entendimento das necessidades do mercado. As startups podem trazer agilidade, software, inteligência artificial, IoT e novos modelos de negócio. Já os centros de pesquisa e laboratórios especializados podem realizar ensaios, validações e certificações independentes”, destaca Hernandez.

O modelo de inovação aberta também é apontado por Ronald Borduni, gerente nacional de Vendas e Soluções da Daikin, como uma maneira de acelerar a adaptação de tecnologias às características brasileiras. Clima, matriz energética, custos operacionais e diferenças regionais fazem com que soluções desenvolvidas em outros mercados precisem ser avaliadas antes de uma aplicação mais ampla no país.

Ronald Borduni, gerente nacional de Vendas e Soluções da Daikin

Ronald Borduni, gerente nacional de Vendas e Soluções da Daikin“O Brasil apresenta desafios muito particulares relacionados ao clima, à matriz energética, aos custos operacionais e às diferenças regionais. Por isso, muitas tecnologias desenvolvidas em outros mercados precisam ser adaptadas antes de serem amplamente utilizadas aqui. As parcerias permitem justamente acelerar essa adaptação por meio de pesquisas aplicadas, testes em campo e validação em condições reais de operação”, comenta Borduni.

Para Alex Silvério, diretor comercial de Ar & Eletroportáteis da Elgin, a colaboração é igualmente importante para transformar conhecimento em produtos escaláveis e acessíveis. No caso da climatização, ele ressalta que a eficiência não depende de um único componente, mas do desempenho do sistema como um todo.

Alex Silvério, diretor comercial de Ar & Eletroportáteis da Elgin

“No setor de climatização, essa colaboração é especialmente importante porque eficiência energética não depende apenas do compressor ou do fluido refrigerante. É necessário analisar o sistema como um todo: compressores, trocadores de calor, eletrônica, controles, sensores, isolamento, software e condições de operação. O Brasil tem ainda uma particularidade importante: as soluções precisam ser avaliadas nas condições climáticas e de uso brasileiras”, informa Silvério.

Eficiência além do equipamento

Entre as linhas de pesquisa com potencial de transformar o HVAC-R estão os sistemas de alta eficiência, compressores de velocidade variável, motores mais eficientes, novos trocadores de calor e controles inteligentes. A análise também precisa considerar as diferentes condições climáticas brasileiras e os impactos das mudanças climáticas sobre o desempenho dos sistemas.

A digitalização aparece como outro vetor de transformação. Sensores, IoT, inteligência artificial, machine learning, controle preditivo e gêmeos digitais podem permitir o monitoramento contínuo das instalações, identificação de perdas, diagnóstico de falhas e otimização automática da operação.

Uma cadeia de monitoramento seguida de diagnóstico com previsão de alteração no sistema fornecendo uma otimização automática dos sistemas está entre as possibilidades apontadas por Hernandez. Para o professor, as startups podem encontrar justamente nesse campo uma oportunidade para atuar: em vez de competir diretamente com grandes fabricantes de equipamentos, podem desenvolver a camada inteligente capaz de aumentar a eficiência dos sistemas existentes.

“As startups podem desempenhar um papel extremamente importante porque possuem uma característica que muitas organizações tradicionais têm dificuldade de desenvolver, principalmente no que diz respeito à velocidade de inovação. Mas o foco não deveria ser em tentar competir diretamente com os grandes fabricantes globais de compressores, chillers ou splits, mas em desenvolver a camada inteligente que torna esses equipamentos mais eficientes. E existe uma oportunidade ainda maior quando essa tecnologia é combinada com conhecimento de engenharia em que perguntas poderiam ser respondidas como: “Qual é a condição de operação mais eficiente para este sistema neste momento?”, questiona Hernandez.

Borduni também identifica na digitalização um dos principais vetores de mudança. Equipamentos conectados passam a fornecer dados sobre desempenho e consumo e podem antecipar falhas e apoiar estratégias de manutenção preditiva. Para Silvério, a evolução dos compressores inverter, da eletrônica de potência, dos sensores e dos algoritmos permite adaptar o funcionamento do equipamento à demanda real do ambiente.

A integração entre climatização, automação predial e fontes renováveis também ganha espaço. Hernandez destaca o potencial das bombas de calor para aquecimento de água, processos industriais e climatização, especialmente quando associadas à geração fotovoltaica. Outra frente é a integração entre arquitetura e climatização, com projetos que utilizem princípios de arquitetura bioclimática e simulação termoenergética desde as etapas iniciais da construção.

Novos fluidos, novas exigências

A transição para refrigerantes de menor impacto ambiental representa outro campo em que a pesquisa brasileira pode contribuir para o desenvolvimento de conhecimento e tecnologia próprios. Mais do que identificar alternativas aos fluidos de maior GWP, o desafio envolve avaliar desempenho, segurança, compatibilidade dos componentes e comportamento dos equipamentos em diferentes condições de operação.

Hernandez defende uma abordagem sistêmica. A substituição do refrigerante precisa considerar possíveis alterações no desempenho de compressores, evaporadores, condensadores e válvulas de expansão, além de aspectos relacionados à segurança, como carga máxima, ventilação, detecção, ignição e manutenção.

“A pesquisa deve exercer cinco funções principais: identificação das alternativas; teste em condições brasileiras devido à enorme variabilidade de condições climáticas no território brasileiro; avaliação do sistema completo; estudo da segurança; e fornecimento de subsídios para regulamentação”.

Na indústria, a mudança também é encarada como uma transformação que envolve toda a cadeia. Silvério ressalta que a escolha de um refrigerante não pode levar em conta apenas o potencial de aquecimento global. Eficiência energética, segurança, disponibilidade, custo, compatibilidade e manutenção também entram na equação.

“A pesquisa tem um papel estratégico porque a escolha de um refrigerante não pode considerar apenas seu potencial de aquecimento global. É necessário avaliar eficiência energética, segurança, desempenho, disponibilidade, custo, compatibilidade com componentes, facilidade de manutenção e impacto ao longo de todo o ciclo de vida do equipamento.”

Para Borduni, a pesquisa será fundamental para validar alternativas globais nas condições brasileiras e fornecer informações para normas, políticas públicas e programas de eficiência energética.

“A pesquisa terá um papel decisivo em todo o processo de transição tecnológica que estamos vivendo. Embora já existam alternativas globais para substituição de refrigerantes de alto impacto ambiental, é fundamental validar como essas soluções se comportam nas condições específicas do Brasil. Nosso país possui características climáticas bastante diversificadas, com temperaturas elevadas durante grande parte do ano, o que exige avaliações cuidadosas de desempenho energético, confiabilidade e segurança operacional”.

O executivo também destaca que os estudos podem contribuir para orientar políticas públicas e critérios técnicos para a utilização segura das novas tecnologias.

“Os estudos realizados por universidades, laboratórios e centros de pesquisa fornecem informações fundamentais para orientar políticas públicas, programas de eficiência energética e critérios técnicos para utilização segura dessas novas tecnologias. Na prática, quanto mais robusta for a base científica por trás dessa transição, maior será a confiança do mercado para investir e acelerar a adoção dessas soluções”.

O desafio da transferência tecnológica

Se a aproximação entre os diferentes atores é apontada como essencial, transformar pesquisa em produto continua sendo um dos principais obstáculos. A distância entre a academia e a indústria envolve diferenças de objetivos, prazos, critérios de avaliação e modelos de financiamento.

Na universidade, artigos, teses e produção científica são indicadores importantes. Para a indústria, o foco está na confiabilidade, no custo, na escala e no retorno do investimento. Entre a prova de conceito e o produto comercial existe ainda um caminho que envolve testes, certificações, fornecedores, processos industriais e capacitação profissional.

Hernandez cita como referência histórica a parceria entre a antiga Embraco e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que resultou em pesquisas transformadas em produtos e na formação de profissionais em projetos ligados às necessidades da empresa.

Para Borduni, a inovação só se consolida quando consegue demonstrar valor para o usuário final. Uma tecnologia pode ser avançada, mas precisa apresentar benefícios concretos em eficiência operacional, consumo de energia, custos ou produtividade.

Silvério acrescenta que a validação precisa contemplar as condições brasileiras, incluindo diferenças de temperatura, umidade, altitude, qualidade da energia elétrica e perfis de utilização. Uma solução precisa funcionar não apenas em laboratório, mas em diferentes regiões e situações de uso.

Startups como camada de inteligência

As startups podem ocupar um espaço estratégico. Sua contribuição não está necessariamente na criação de um equipamento completo, mas no desenvolvimento de soluções capazes de tornar sistemas existentes mais inteligentes e eficientes.

Monitoramento remoto, sensores, análise de dados, inteligência artificial, manutenção preditiva e plataformas de gestão energética são algumas das aplicações que podem aproximar o HVAC-R de uma operação orientada por dados.

“Mais do que destacar uma empresa específica, considero que o maior exemplo de inovação atualmente está nos programas de inovação aberta que conectam startups, fabricantes, universidades e investidores”, afirma Borduni. Para ele, esses ecossistemas favorecem o desenvolvimento de soluções escaláveis e aplicáveis ao mercado.

A perspectiva também é compartilhada por Silvério, que vê nas startups a capacidade de testar novos modelos de negócio e tecnologias com velocidade. A inovação, nesse sentido, não precisa necessariamente significar a criação de algo totalmente inédito. Pode estar na adaptação de uma tecnologia às condições locais, na redução de custos, na criação de uma cadeia de fornecedores ou na viabilização de uma solução em escala.

Construir conhecimento para reduzir dependências

O avanço da inovação nacional depende, portanto, de uma mudança que vai além da criação de novas tecnologias. É preciso fortalecer as pontes entre academia, indústria, startups, centros de pesquisa, investidores e órgãos reguladores.

Para Hernandez, modelos de financiamento também precisam acompanhar as características dos projetos de inovação, que exigem investimentos elevados, períodos longos de desenvolvimento e compartilhamento de riscos entre governo, empresas, universidades e fundos de inovação.

“A pesquisa aplicada pode, nesse contexto, ajudar o Brasil não apenas a adaptar tecnologias desenvolvidas no exterior, mas a gerar conhecimento próprio para responder às condições climáticas, energéticas e regulatórias do país. A construção de uma tecnologia brasileira para o frio não significa isolamento em relação ao mercado global. Ao contrário: significa utilizar a capacidade científica, industrial e empreendedora existente no país para adaptar, desenvolver e escalar soluções que façam sentido para a realidade local e que, potencialmente, possam também ganhar espaço em outros mercados”, conclui Hernandez.

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Resumen (español)

Universidades, fabricantes, centros de investigación y startups buscan adaptar tecnologías de refrigeración y climatización a las condiciones de Brasil. Alberto Hernandez, de la USP, Ronald Borduni, de Daikin, y Alex Silvério, de Elgin, señalan la eficiencia energética, la digitalización y los refrigerantes de menor impacto ambiental como áreas de investigación. La transferencia de los resultados al mercado sigue siendo un desafío.

Summary (English)

Universities, manufacturers, research centers and startups are working to adapt refrigeration and air conditioning technologies to Brazilian conditions. Alberto Hernandez of USP, Ronald Borduni of Daikin and Alex Silvério of Elgin point to energy efficiency, digital systems and lower impact refrigerants as research priorities. Turning research into commercial products remains a challenge.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Capa-09-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-18 16:32:072026-09-18 16:51:50Pesquisa e inovação aproximam ciência e mercado no Brasil

SMACNA DAY reúne 600 profissionais de quatro segmentos

15/09/2026

Evento realizado em São Paulo discutiu qualidade do ar, biossegurança, data centers, automação e eficiência energética.

A SMACNA Brasil reuniu 600 profissionais na terceira edição do SMACNA DAY, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, no Milenium – Centro de Convenções, em São Paulo. A programação abordou aplicações de climatização nas áreas farmacêutica, hospitalar, de data centers e de gestão de energia.

O encontro reuniu fabricantes, instaladores, mantenedores e usuários finais. Segundo José Alberto Poy, presidente da SMACNA Brasil, as palestras foram organizadas para orientar profissionais responsáveis por projetar, instalar, operar, manter e contratar sistemas de HVAC.

No primeiro dia, a programação foi dedicada aos segmentos farmacêutico e hospitalar. Bruno G. Ribeiro Sales, do CNPEM, apresentou as tecnologias envolvidas na implantação e construção do primeiro Laboratório de Biossegurança Nível 4 da América Latina e o Projeto Orion.

Marco Antonio Stephano, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, tratou da contaminação microbiológica. Francesco Anibale Carnevale, da Qualichain, discutiu liderança e resultados na indústria farmacêutica.

Na programação hospitalar, Katia Fugazza, da ABDEH, falou sobre segurança e qualidade do ar. Robert Carletti, do Hospital Israelita Albert Einstein, apresentou o retrofit da central de água gelada da instituição, com foco em eficiência energética. José Napoleão de Bem, da ARCO+, abordou boas práticas e equívocos comuns em sistemas de tratamento de ar de estabelecimentos assistenciais de saúde.

O segundo dia concentrou as discussões em data centers e gestão de energia. Fernando Madureira, da Associação Brasileira de Data Center (ABDC), falou sobre eficiência energética, enquanto Nilton Bento, da Heating Cooling, tratou da operação e manutenção dessas instalações.

Uma mesa-redonda sobre resfriamento líquido reuniu Panagiotis Lazaridis, da LZA; Bruno Pagliaricci, da 247 Data Center; e Edgar Hashimoto, da Vertiv. A mediação foi de Samira C. Rosa Senatore, diretora de Engenharia e Planejamento da Heating Cooling.

Na etapa dedicada à gestão de energia, Felipe Mellado Andías, do Ministério de Energía do Chile, apresentou o sistema de district cooling da cidade de Santiago. Eduardo Acquaviva, COO da Mais Energia e responsável pelas operações das usinas UHE Santa Clara e UHE Jauru, analisou o cenário energético brasileiro sob a perspectiva das empresas de serviços de conservação de energia.

No encerramento, Marcello Esteves, da Rede D’Or São Luiz, e Tiago Falcão, da Microblau Controles e Automação, discutiram a automação de centrais de geração de água gelada e sua aplicação na eficiência energética.

O SMACNA DAY teve patrocínio de Belimo, Daikin, Ergo, Heating Cooling, Indústrias Tosi, Mercato Automação, Midea Carrier, Sicflux, Star Center, Traydus e Werger. O evento também contou com apoio institucional de ABDEH, ABRAVA, ASHRAE Brasil Chapter, SBCC e SINDRATAR.

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Resumen (español)

La tercera edición del SMACNA DAY reunió a 600 profesionales los días 2 y 3 de septiembre, en São Paulo. El programa abordó calidad del aire, bioseguridad, contaminación microbiológica, eficiencia energética, centros de datos, refrigeración líquida, district cooling y automatización de centrales de agua helada.

Summary (English)

The third SMACNA DAY brought together 600 professionals on September 2 and 3 in São Paulo. The program covered air quality, biosafety, microbiological contamination, energy efficiency, data centers, liquid cooling, district cooling and chilled-water plant automation.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/smacna-day-150926-e1789485330739.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-15 12:16:522026-09-15 12:17:51SMACNA DAY reúne 600 profissionais de quatro segmentos

Leveros reúne mais de 2,1 mil profissionais em treinamentos no 2º trimestre

21/07/2026

Empresa realizou 44 eventos presenciais em 12 cidades entre abril e junho, com capacitações técnicas e de gestão para instaladores e parceiros do setor de climatização.

O Grupo Leveros informou que mais de 2,1 mil profissionais participaram de suas ações de capacitação entre abril e junho de 2026. Segundo a empresa, o número representa crescimento de 34,43% em relação ao mesmo período de 2025.

No segundo trimestre, a Leveros promoveu 44 treinamentos, palestras e eventos presenciais em 12 cidades brasileiras. A programação abordou temas relacionados à instalação, diagnóstico de equipamentos, novas tecnologias, gestão, vendas e empreendedorismo para profissionais da climatização.

As atividades contaram com a participação de fabricantes como Elgin, TCL, LG, Gree, Fujitsu, Daikin, Midea e Carrier. Entre os conteúdos apresentados estiveram eficiência energética, tecnologia Inverter, instalação de equipamentos de alta performance e fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental.

Segundo Alessandro Santos, head de inteligência comercial e marketing da Leveros, a ampliação da agenda de capacitação reflete a busca do mercado por conhecimento técnico e desenvolvimento dos negócios. A empresa também informou que os treinamentos incluem módulos sobre negociação, elaboração de orçamentos, gestão financeira, atendimento e estratégias comerciais.

O Nordeste concentrou 14 eventos no período, realizados em Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju. De acordo com a Leveros, a região integra sua estratégia nacional de expansão, com investimentos em infraestrutura, relacionamento e capacitação para atender ao crescimento da demanda por soluções de climatização.

–

Resumen (español)

El Grupo Leveros informó que capacitó a más de 2.100 profesionales del sector de climatización entre abril y junio de 2026, un crecimiento del 34,43% respecto al mismo período del año anterior. Durante el trimestre realizó 44 actividades presenciales en 12 ciudades de Brasil, con la participación de fabricantes como Elgin, TCL, LG, Gree, Fujitsu, Daikin, Midea y Carrier. Los contenidos incluyeron eficiencia energética, tecnología Inverter, instalación de equipos, refrigerantes de menor impacto ambiental y gestión empresarial para instaladores. El Nordeste concentró 14 eventos dentro de la estrategia de expansión de la empresa.

Summary (English)

Leveros Group reported that more than 2,100 HVAC professionals attended its training programs between April and June 2026, a 34.43% increase compared with the same period in 2025. During the quarter, the company held 44 in-person training sessions, lectures and events across 12 Brazilian cities, with the participation of manufacturers including Elgin, TCL, LG, Gree, Fujitsu, Daikin, Midea and Carrier. The program covered energy efficiency, inverter technology, equipment installation, lower-impact refrigerants, business management and sales. Brazil’s Northeast region hosted 14 events as part of Leveros’ national expansion strategy.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/leveros-capacita-e1784663960271.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-21 17:00:082026-07-21 17:01:03Leveros reúne mais de 2,1 mil profissionais em treinamentos no 2º trimestre

R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

15/07/2026

Por que o R-32 se tornou o refrigerante dominante nos sistemas de ar-condicionado?

A resposta envolve eficiência energética, menor impacto ambiental e conformidade com as exigências internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, sua adoção exige que instaladores, técnicos e empresas compreendam suas características específicas e sigam procedimentos diferentes daqueles utilizados com o R-410A.

Embora o R-32 já esteja consolidado no mercado brasileiro, ainda persistem dúvidas sobre inflamabilidade, compatibilidade de equipamentos, recolhimento, manutenção e retrofit. Conhecer essas particularidades é essencial para garantir segurança, desempenho e vida útil dos equipamentos.

O que é o R-32?

O R-32 (Difluorometano) pertence à família dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) e é utilizado como fluido puro, diferentemente do R-410A, que é uma mistura de refrigerantes.

Entre suas principais características destacam-se:

  • Menor Potencial de Aquecimento Global (GWP);
  • Elevada capacidade de transferência de calor;
  • Melhor eficiência energética;
  • Menor carga de refrigerante em diversos projetos;
  • Facilidade de reciclagem por ser um fluido puro.

Seu uso acompanha a transição mundial para refrigerantes com menor impacto ambiental, atendendo aos compromissos internacionais de redução das emissões.

Entendendo a classificação A2L

O principal ponto que diferencia o R-32 dos refrigerantes tradicionalmente utilizados é sua classificação de segurança.

Segundo a ASHRAE Standard 34, o R-32 pertence à classe A2L, que significa:

  • A: baixa toxicidade;
  • 2L: baixa inflamabilidade, com velocidade de propagação da chama reduzida.

Isso significa que o R-32 não é altamente inflamável, mas também não pode ser tratado como um refrigerante não inflamável, como o R-410A (classe A1).

Na prática, isso exige cuidados adicionais durante instalação, manutenção, armazenamento e transporte.

Boas práticas no uso do R-32

A utilização segura depende muito mais da capacitação do profissional do que do refrigerante em si.

Instalação

Durante a instalação é recomendável:

  • trabalhar em ambientes bem ventilados;
  • manter distância de fontes de ignição;
  • respeitar as distâncias mínimas previstas pelas normas;
  • utilizar equipamentos compatíveis com refrigerantes A2L.

Nunca instale equipamentos em ambientes confinados sem ventilação adequada.

Carga de refrigerante

A quantidade de R-32 permitida depende do ambiente e da aplicação.

Devem ser observadas as limitações estabelecidas por normas como:

  • IEC 60335-2-40;
  • ISO 5149.

Exceder a carga máxima aumenta significativamente os riscos em caso de vazamento.

Manutenção preventiva

Durante serviços de manutenção recomenda-se:

  • utilizar EPIs;
  • verificar vazamentos antes de qualquer intervenção;
  • ventilar o ambiente quando houver suspeita de escape de refrigerante;
  • utilizar instrumentos certificados para A2L.

O uso de detectores eletrônicos de vazamentos específicos para R-32 torna o serviço mais seguro e eficiente.

Recuperação do refrigerante

O R-32 nunca deve ser liberado na atmosfera.

O procedimento correto envolve:

  • recolhimento utilizando recolhedoras apropriadas;
  • cilindros homologados para alta pressão;
  • identificação correta do refrigerante recuperado.

Além do aspecto ambiental, o descarte inadequado pode gerar infrações legais.

Armazenamento

Os cilindros devem permanecer:

  • em locais ventilados;
  • protegidos do sol;
  • longe de equipamentos que gerem calor;
  • afastados de fontes de ignição.

Também é importante evitar impactos mecânicos e armazenar os recipientes na posição recomendada pelo fabricante.

Capacitação profissional

O avanço dos refrigerantes de baixo GWP tornou indispensável a atualização técnica.

Profissionais que trabalham com R-32 precisam conhecer:

  • propriedades físico-químicas;
  • procedimentos de segurança;
  • normas aplicáveis;
  • equipamentos específicos;
  • técnicas corretas de recolhimento e carga.

Treinamento reduz riscos e melhora a qualidade das instalações.

Erros que devem ser evitados

Algumas práticas ainda encontradas em campo representam riscos desnecessários.

Evite:

  • ignorar a classificação A2L;
  • utilizar ferramentas incompatíveis;
  • reparar vazamentos sem ventilação;
  • exceder a carga de refrigerante;
  • armazenar cilindros próximos ao calor;
  • liberar o refrigerante para a atmosfera;
  • trabalhar sem treinamento específico.

 


Perguntas frequentes

O R-32 explode?

Não. O R-32 possui baixa inflamabilidade. Entretanto, em condições inadequadas — como vazamentos em ambientes fechados associados a uma fonte de ignição — pode ocorrer combustão. Por isso, ventilação e procedimentos corretos são indispensáveis.


O R-32 é mais eficiente que o R-410A?

Em geral, sim.

Seu maior coeficiente de transferência de calor permite melhor desempenho energético em muitos projetos, desde que o sistema seja desenvolvido especificamente para esse refrigerante.


Posso substituir apenas o gás R-410A por R-32?

Não é recomendado.

Os dois refrigerantes possuem propriedades termodinâmicas diferentes e utilizam projetos específicos. Uma simples troca pode comprometer desempenho, segurança e confiabilidade do equipamento.


O óleo é o mesmo?

Na maioria das aplicações, ambos utilizam óleo sintético POE. Ainda assim, deve-se seguir rigorosamente as especificações do fabricante do equipamento.


O manifold pode ser utilizado nos dois refrigerantes?

Sim, desde que seja homologado para suportar as pressões de trabalho do R-32 e esteja em perfeitas condições de uso.


O R-32 pode ser usado em sistemas antigos?

Em geral, não.

Equipamentos projetados para R-22 ou R-410A normalmente exigem adaptações ou substituição de componentes. O retrofit deve ser avaliado caso a caso pelo fabricante.


O que pode e o que não pode fazer com R-32

Pode Não pode
Trabalhar em ambientes ventilados Trabalhar próximo a chamas ou faíscas
Utilizar equipamentos homologados para A2L Utilizar ferramentas incompatíveis
Respeitar os limites de carga Exceder a carga máxima recomendada
Detectar e corrigir vazamentos imediatamente Ignorar vazamentos
Recuperar o refrigerante em cilindros apropriados Liberar o gás para a atmosfera
Armazenar cilindros em locais ventilados Armazenar próximo ao calor
Utilizar EPIs Executar manutenção sem proteção
Manter documentação técnica atualizada Ignorar normas e manuais
Buscar treinamento contínuo Trabalhar sem capacitação

Considerações finais

A adoção do R-32 representa uma mudança importante para o setor de climatização, combinando maior eficiência energética e menor impacto ambiental. No entanto, esses benefícios só são plenamente alcançados quando instalação, manutenção e operação seguem procedimentos compatíveis com sua classificação A2L.

À medida que o mercado amplia o uso de refrigerantes de baixo GWP, cresce também a responsabilidade dos profissionais em atualizar conhecimentos, investir em ferramentas adequadas e aplicar rigorosamente as normas técnicas. Mais do que uma exigência regulatória, essas práticas contribuem para a segurança das equipes, a confiabilidade das instalações e o desempenho dos sistemas ao longo de sua vida útil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-15 15:49:432026-07-15 15:51:46R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

Daikin lança campanha que marca 15 anos de atuação no Brasil

15/07/2026

Filme institucional associa a trajetória da empresa à formação de um atleta e reúne depoimentos de colaboradores sobre a história da marca no país.

A Daikin lançou a campanha institucional “Daikin: 15 anos no clima do Brasil” para marcar seus 15 anos de atuação no mercado brasileiro. O filme é protagonizado por Kauan Basile, atacante da equipe Sub-15 do Santos FC, e está disponível nas redes sociais da empresa.

A campanha apresenta a ideia de que uma trajetória é construída ao longo do tempo. A narrativa estabelece um paralelo entre o desenvolvimento de um atleta, marcado por anos de treinamento, disciplina e participação nas categorias de base, e a presença da Daikin no Brasil, que, segundo a empresa, resulta de investimentos em tecnologia, infraestrutura e relacionamento com clientes ao longo de 15 anos.

O filme relaciona a formação esportiva de Kauan Basile à evolução da empresa no mercado de climatização. De acordo com a Daikin, a escolha do jogador busca representar temas como futuro, evolução e desempenho, associados aos produtos e serviços da marca.

Além do filme principal, a campanha inclui uma série de vídeos com depoimentos de colaboradores que acompanharam a trajetória da empresa no Brasil. Os relatos abordam experiências de crescimento profissional e desenvolvimento da organização, destacando o papel das equipes na construção da história da Daikin no país.

–

Resumen (español)

Daikin presentó la campaña institucional “Daikin: 15 años en el clima de Brasil” para conmemorar sus 15 años de operaciones en el país. El cortometraje, protagonizado por Kauan Basile, delantero del equipo Sub-15 del Santos FC, establece un paralelo entre la formación de un futbolista y la trayectoria de la empresa en el mercado de climatización. La iniciativa también incluye testimonios de colaboradores que acompañaron el desarrollo de Daikin en Brasil.
Summary (English)
Daikin has launched the institutional campaign “Daikin: 15 Years in Brazil’s Climate” to celebrate its 15 years of operations in Brazil. Starring Kauan Basile, a forward for Santos FC’s Under-15 team, the film draws a parallel between an athlete’s development and the company’s trajectory in the air conditioning and climate control market. The campaign also features testimonials from employees who have been part of Daikin’s history in Brazil.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-15 15:08:482026-07-15 15:08:48Daikin lança campanha que marca 15 anos de atuação no Brasil

Comissionamento de edificações será tema de workshop em Belo Horizonte

21/05/2026

Evento promovido pelo ABRAVA será realizado em 28 de maio e reunirá profissionais de climatização, refrigeração, engenharia, construção e facilities para discutir desempenho, confiabilidade, eficiência energética e aplicações do comissionamento em diferentes tipos de empreendimentos.

A 11ª edição do Workshop de Comissionamento de Edificações será realizada no dia 28 de maio, em Belo Horizonte (MG). Promovido pelo Departamento Nacional de Comissionamento de Edificações da ABRAVA (DNCE ABRAVA), o encontro terá como tema “Desempenho e Confiabilidade” e acontecerá no Edifício Amadeus. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.

Segundo a entidade, o objetivo do workshop é ampliar o debate sobre a importância do comissionamento como processo destinado a assegurar que sistemas e edificações atendam aos requisitos de desempenho, eficiência operacional, segurança e confiabilidade ao longo da vida útil. O processo pode ser aplicado em novos empreendimentos e também em unidades existentes que passem por expansão, modernização ou retrofit.

O evento reunirá profissionais das áreas de climatização, refrigeração, engenharia, construção, facilities, operação e manutenção predial para troca de experiências e discussão de aplicações do comissionamento em diferentes perfis de empreendimentos.

De acordo com Fábio Neves, presidente do DNCE, a realização da 11ª edição do workshop reforça a proposta de disseminar conhecimento técnico, estimular boas práticas de engenharia e ampliar a conscientização sobre a importância do comissionamento para o desempenho, a segurança e a confiabilidade das edificações.

A programação técnica foi estruturada com apresentações de especialistas e representantes de empresas que atuam em áreas como projetos de missão crítica, hospitais, data centers, indústria farmacêutica e eficiência energética.

No período da manhã, serão realizadas oito palestras sobre fundamentos do comissionamento, testes funcionais, operação e instalação de sistemas, além de aplicações voltadas à indústria farmacêutica e ambientes de missão crítica. Entre os temas previstos estão “Fundamentos do Comissionamento: Instalação, Operação e os Testes Funcionais”, com Jorge Luis Gennari, e “O comissionamento atrelado às boas práticas de fabricação (BPF) na indústria farmacêutica”, com Mauricio Salomão.

Também participam do painel José Roberto Borsoi, da b2dc, com a palestra “Data Center – Ambientes de missão crítica”, e Pedro Moraes e Paulo Roberto, do Banco do Brasil, que apresentarão experiências relacionadas ao comissionamento em ambientes de missão crítica.

Ao longo da programação, patrocinadores apresentarão aplicações práticas relacionadas ao desempenho e à confiabilidade dos sistemas. Entre os temas estão ventilação em edifícios altos, controle de umidade, processos de brasagem e comissionamento em sistemas complexos, com participações de representantes da Sicflux, Thermomatic, Daikin e Comis Engenharia.

À tarde, os debates estarão voltados para eficiência energética, instalações hospitalares, calibração, qualificação e gestão aplicada ao comissionamento. Entre os destaques está a palestra “Comissionamento hospitalar relacionados aos sistemas de AVACR”, ministrada por Carlos Soares, da Rede D’Or.

A programação inclui ainda apresentações de Leonilton Tomaz Cleto, do DNCE ABRAVA, Wilson José de Sousa, da Armstrong, Alexandre Zanardo, da Anthares, e Willians Portella.

O encerramento contará com um painel de debates coordenado por Marcos Neves, do DNCE ABRAVA, reunindo palestrantes e especialistas para discutir tendências, desafios e oportunidades relacionados ao comissionamento de edificações e sistemas.

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Resumen (español)
La 11ª edición del Workshop de Comisionamiento de Edificaciones, promovida por el DNCE ABRAVA, se realizará el 28 de mayo en Belo Horizonte. El encuentro abordará temas relacionados con desempeño, confiabilidad, eficiencia energética y aplicaciones del comisionamiento en edificios, hospitales, centros de datos e instalaciones farmacéuticas. La programación incluye conferencias técnicas, estudios de caso y un panel de debate con especialistas del sector.

Summary (English)
The 11th Building Commissioning Workshop, organized by DNCE ABRAVA, will take place on May 28 in Belo Horizonte, Brazil. The event will focus on performance, reliability, energy efficiency and commissioning applications in buildings, hospitals, data centers and pharmaceutical facilities. The program includes technical presentations, case studies and a discussion panel featuring industry specialists.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/comissionamento-abertura-de-inscricoes-abr-26-1.jpg 453 680 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 09:01:132026-05-21 09:01:13Comissionamento de edificações será tema de workshop em Belo Horizonte
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