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Arquivo para Tag: PMOC

Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

04/08/2026

Digitalização, plataformas de gestão e especialização ampliam o papel dos profissionais de HVAC-R em diferentes segmentos da economia.

A evolução tecnológica vem alterando o perfil dos profissionais da refrigeração e climatização. O avanço de sistemas inverter, automação predial, sensores inteligentes, softwares de manutenção e das exigências relacionadas à eficiência energética, à qualidade do ar interior e ao PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) ampliou o conjunto de competências exigidas desses profissionais, que passaram a atuar também na interpretação de dados, na gestão de processos e na manutenção preditiva.

Essa transformação também ampliou a participação desses especialistas em decisões relacionadas a retrofit, redução do consumo energético, sustentabilidade e gestão operacional. Atualmente, sua atuação é considerada essencial em segmentos como supermercados, hospitais, data centers, indústrias, laboratórios, shoppings, hotéis e residências, onde os sistemas de climatização e refrigeração são parte da infraestrutura de operação.

A digitalização modificou igualmente a rotina do setor. Aplicativos, plataformas para checklists digitais, emissão de relatórios em tempo real, controle de ordens de serviço e sistemas de gestão passaram a integrar o dia a dia das empresas. Segundo profissionais ouvidos pela reportagem, essas ferramentas contribuem para organizar atendimentos, acompanhar o histórico dos equipamentos, padronizar processos, reduzir falhas e ampliar a rastreabilidade das informações. Eles afirmam ainda que o domínio de tecnologia, aliado aos conhecimentos de mecânica, elétrica e automação, passou a fazer parte das competências exigidas pelo mercado.

O levantamento também aponta que a presença desses profissionais nas redes sociais e em plataformas digitais ampliou a difusão de conteúdo técnico por meio de tutoriais, demonstrações de instalação e manutenção, favorecendo a atualização profissional e o acesso à informação em diferentes regiões do país. O movimento levou fabricantes a incluir refrigeristas em programas de influenciadores e embaixadores de marca para divulgar produtos, tecnologias e boas práticas do setor HVAC-R.

Contribuíram para esta matéria os profissionais Ricardo Viana (Viana Manutenção), Kleber Machado (Milenio Refrigeração), Fernando Gaivota (Aragoni & Gaivota) e Jo Silva (Bless Climatização e Aerosolution), que atuam na prestação de serviços e na produção de conteúdo técnico para o setor HVAC-R.

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Resumen (español)

La evolución tecnológica está modificando el perfil de los profesionales de refrigeración y climatización. Según el texto, la incorporación de plataformas digitales, automatización, mantenimiento predictivo y sistemas de gestión ha ampliado sus funciones hacia áreas como eficiencia energética, sostenibilidad y cumplimiento normativo. Además, el uso de redes sociales y contenidos técnicos digitales ha fortalecido la capacitación y la difusión de buenas prácticas en el sector HVAC-R.

Summary (English)

Technological advances are reshaping the role of refrigeration and air-conditioning professionals. According to the document, digital platforms, predictive maintenance, automation and management systems have expanded their responsibilities beyond equipment repair to include energy efficiency, sustainability and regulatory compliance. The growing use of digital channels has also strengthened technical training and the dissemination of best practices across the HVAC-R sector.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/estudantes-refrigeracao-climatizacao-hvac-r.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-04 11:17:502026-08-04 11:19:54Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

Ventilador do condensador exerce papel decisivo no desempenho de equipamentos

29/06/2026

Sujeira, maresia, desgaste e falta de manutenção comprometem o desempenho do ventilador do condensador e elevam a pressão de descarga nos sistemas de HVAC-R

Muito além de apenas movimentar o ar e responsável pela dissipação do calor no sistema frigorífico, o ventilador do condensador é um dos componentes mais importantes para o funcionamento eficiente e seguro dos sistemas de refrigeração e climatização. Sua principal função é garantir a dissipação do calor absorvido pelo fluido refrigerante durante o ciclo frigorífico, permitindo que o sistema opere dentro das condições adequadas de pressão e temperatura. Especialistas alertam que falhas mecânicas, acúmulo de sujeira e exposição a fatores externos podem elevar a pressão de descarga, reduzir a eficiência energética e provocar danos graves ao sistema de HVAC-R.

Segundo Alberto Paes da Silva, instrutor de formação profissional do SENAI-SP na área de refrigeração e climatização, qualquer deficiência no processo de condensação afeta diretamente o desempenho do equipamento.

“Quando o ventilador não opera corretamente, ocorre elevação da pressão de condensação e aumento do consumo energético, comprometendo diretamente a eficiência térmica, o rendimento do compressor e a vida útil dos componentes do sistema”, explica Alberto. Ele destaca que o ventilador promove a circulação de ar através do condensador, permitindo a rejeição do calor para o ambiente externo. Sem essa troca térmica adequada, o sistema frigorífico passa a operar fora das condições ideais de projeto.

 Alberto Paes da Silva, instrutor profissional da Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves

Na prática, pequenos problemas podem evoluir rapidamente para falhas graves. Entre os defeitos mais comuns estão desgaste de rolamentos, travamento mecânico, falhas elétricas, queima de enrolamentos, defeitos em capacitores e problemas eletrônicos em motores inverter. Os sinais de alerta normalmente aparecem antes da parada total do equipamento. Ruídos anormais, vibração excessiva, superaquecimento do motor, baixa rotação da hélice e oscilações na pressão de condensação indicam necessidade imediata de inspeção técnica.

Para André Carvalho Lago, diretor da Divisão Refrigeração da Refrilago Soluções Térmicas, a ausência de manutenção preventiva é uma das principais causas de falhas prematuras.

“O sistema de HVAC-R trabalha com o intuito de transferir energia térmica através da dissipação de calor do fluido refrigerante. Caso o ventilador esteja funcionando com falhas, sintomas como ruídos incomuns, rotação lenta, superaquecimento do motor elétrico e hélices desbalanceadas farão com que o sistema fique ineficiente”, afirma.

Outro fator crítico é o acúmulo de sujeira nas hélices e serpentinas do condensador. Poeira, gordura e partículas em suspensão dificultam a passagem de ar e comprometem diretamente a troca térmica. A sujeira aumenta o esforço mecânico do motor do ventilador e reduz a eficiência da movimentação de ar. A obstrução das aletas do condensador compromete significativamente a troca térmica, dificultando a rejeição de calor para o ambiente externo. Como consequência, ocorre elevação da pressão e da temperatura de condensação, forçando o compressor a operar fora das condições ideais.

André Carvalho Lago, diretor da Divisão Refrigeração da Refrilago Soluções Térmicas

Esse cenário impacta diretamente o consumo de energia e a estabilidade operacional do sistema. Em muitos casos, o aumento da pressão de descarga provoca desarmes por alta pressão, acionamento de proteções elétricas e até a queima do compressor. Assim, o desequilíbrio termodinâmico causado pela sujeira reduz significativamente a eficiência energética do equipamento. Com o acúmulo de sujeira na serpentina do condensador, haverá baixa eficiência operacional, causando o aumento da pressão de descarga e elevando a temperatura de condensação, diminuindo o coeficiente de performance do sistema. Além da sujeira, fatores ambientais como chuva, maresia, poeira e altas temperaturas também aceleram o desgaste do ventilador e dos componentes metálicos da condensadora.

Em regiões litorâneas, a maresia intensifica os processos de corrosão, afetando hélices, motores, serpentinas e conexões elétricas. Já a exposição contínua ao sol e às variações climáticas pode provocar deformações e ressecamento em hélices fabricadas com materiais poliméricos. Por exemplo, a unidade condensadora instalada ao ar livre e em atmosfera agressiva está sujeita a danos prematuros, principalmente se não houver proteção adicional nos componentes.

Manutenção preventiva é a chave do sucesso

A limpeza preventiva periódica é indispensável para garantir desempenho, segurança operacional e maior vida útil aos equipamentos. A manutenção deve incluir limpeza adequada das serpentinas, inspeção mecânica das hélices, verificação elétrica dos motores e aplicação de produtos específicos anticorrosivos, sempre conforme as recomendações do fabricante e as diretrizes previstas no PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle).

Outro ponto importante é a substituição preventiva do ventilador quando surgirem sinais de desgaste excessivo, corrosão avançada, superaquecimento ou perda de desempenho.

Segundo Alberto, adiar a troca pode causar consequências severas. “A parada total do ventilador compromete imediatamente a dissipação de calor do sistema. Como consequência, ocorre elevação crítica da pressão de descarga, podendo causar bloqueios por alta pressão, queima do compressor e interrupção total da operação do equipamento”, afirma.

A substituição preventiva do ventilador ou do motor do condensador é recomendada quando são identificados sinais como: Ruídos excessivos; Vibração anormal; Elevação da corrente elétrica; Superaquecimento; Desgaste mecânico; Folgas excessivas; Corrosão avançada; e Perda de desempenho operacional.

André acrescenta que “a substituição e recomendada após uma inspeção técnica, seja ela visual ou utilizando de recursos como ferramentas ou instrumentos de medição, constatando qualquer indício de falhas: ruídos incomuns, paradas repentinas, baixa velocidade, desgastes prematuros em partes do conjunto ventilador do condensador, deverá ser providenciado a substituição imediata do ventilador do condensador. Casos seja adiado a substituição após constatado falhas, o sistema de refrigeração adotara uma operação de risco com causas irreversíveis, como o desarme do compressor por alta pressão, fazendo que ligue e desligue constantemente, alto consumo de energia, desgaste de peças correlacionadas, queima do compressor e a parada definitiva do sistema”.

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Resumen (español)

El ventilador del condensador desempeña una función esencial en el rendimiento de los sistemas de refrigeración y climatización. Según especialistas del SENAI-SP y de Refrilago Soluções Térmicas, la suciedad, la corrosión, el desgaste mecánico y la falta de mantenimiento preventivo elevan la presión de descarga, aumentan el consumo de energía y pueden provocar daños graves, incluida la avería del compresor. La limpieza periódica, las inspecciones técnicas y la sustitución preventiva de componentes forman parte de las medidas recomendadas para mantener la eficiencia y la seguridad operativa de los equipos HVAC-R.

Summary (English)

The condenser fan plays a critical role in the performance of refrigeration and air conditioning systems. According to specialists from SENAI-SP and Refrilago Soluções Térmicas, dirt buildup, corrosion, mechanical wear, and inadequate preventive maintenance increase discharge pressure, raise energy consumption, and may cause severe failures, including compressor damage. Regular cleaning, technical inspections, and timely replacement of worn components are recommended to ensure energy efficiency, operational reliability, and longer service life for HVAC-R equipment.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/foto-1-abre-materia-ventilador-1.jpg 700 1202 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-29 11:14:282026-06-29 11:14:28Ventilador do condensador exerce papel decisivo no desempenho de equipamentos

A última espurgadinha

17/05/2026

No alto da escada, com uma mão no alicate e a outra equilibrando o manifold pendurado no ombro, o “mexânico” olhou para o ajudante e decretou:

— Faz uma espurgadinha aí que resolve.

O ajudante, recém-chegado ao glorioso universo da climatização freestyle, abriu o registro da condensadora por dois segundos. O fluido saiu assoviando pela linha como panela de pressão velha.

— Pronto, patrão. Tirou o ar tudo.

Lá embaixo, o cliente observava a cena com admiração quase religiosa. Afinal, os dois haviam chegado numa Kombi adesivada com “Especialistas em VRF Inverter Top Prime”, embora o único inverter que conhecessem profundamente fosse o estabilizador do videogame do sobrinho.

A instalação terminou em tempo recorde: sem nitrogênio, sem vacuômetro e sem qualquer tipo de remorso técnico. O “mexânico”, orgulhoso, ainda encerrou o serviço com a clássica frase do setor:

— Máquina japonesa é boa porque aguenta desaforo.

Aguentou por três meses. Depois vieram o alarme de baixa, a válvula eletrônica travada e o compressor trabalhando mais quente que maçarico de brasagem.

Foi quando apareceu a empresa do PMOC. Camisa com logotipo bordado, relatório técnico, vacuômetro digital, ART, checklist e até circulação de nitrogênio na brasagem. O “pendurador”, encostado no corredor do prédio, observava em silêncio aquela movimentação toda. Parecia assistir ao próprio futuro indo embora.

No fim da manutenção corretiva, o profissional resumiu o diagnóstico sem levantar a voz:

— O sistema não morreu de defeito. Morreu de “espurgadinha”.

E ali ficou claro que o PMOC talvez não tenha acabado com os “mexânicos”. Apenas tornou mais difícil sobreviver apenas de gambiarra.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-17 01:21:202026-05-15 16:25:46A última espurgadinha

Inspeção predial avança no Senado e pode ampliar exigências sobre sistemas HVAC-R

23/04/2026

Projeto que cria inspeções periódicas e o Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite) prevê avaliação das condições técnicas, de uso, operação e manutenção dos edifícios; escopo pode alcançar sistemas de climatização, ventilação e refrigeração incorporados à infraestrutura predial.

A aprovação do Projeto de Lei 159/2026 na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado recoloca em debate a criação de uma política nacional de inspeção predial periódica. A proposta, incluída na Agenda Legislativa Prioritária da Engenharia, Agronomia e Geociências e defendida pelo Sistema Confea/Crea e Mútua, estabelece inspeções obrigatórias a cada dez anos em edificações e prevê a emissão do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite) por profissional habilitado com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

Segundo a proposta, as vistorias deverão avaliar condições técnicas, uso, operação e manutenção dos imóveis, além de identificar falhas e definir prioridades de intervenção. O texto foi apresentado com foco na prevenção de riscos e na ampliação da segurança das edificações.

Embora o projeto não trate diretamente de sistemas de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração, o escopo proposto para a inspeção abre margem para que componentes incorporados à infraestrutura predial possam integrar avaliações técnicas, sobretudo em edifícios com sistemas críticos.

Portanto, equipamentos e instalações como centrais de água gelada, torres de resfriamento, redes de ventilação mecânica, pressurização de escadas, exaustão de emergência, salas técnicas refrigeradas e sistemas ligados à cadeia do frio podem se relacionar com as verificações previstas no Lite, quando vinculados à operação e ao desempenho da edificação.

A possível inclusão desses ativos em rotinas de inspeção tende a reforçar a interface entre engenharia predial e manutenção especializada. Para o setor HVAC-R, isso pode estimular maior atenção a registros técnicos, integridade de equipamentos, planos de manutenção e avaliação de ativos instalados, especialmente em edifícios mais antigos.

Eventuais impactos para o setor dependerão da regulamentação posterior e dos critérios que vierem a orientar a aplicação do Lite. O projeto, em sua redação atual, estabelece diretrizes gerais e segue para apreciação do plenário do Senado.

Se aprovado, o marco poderá ampliar a presença da engenharia de inspeção no ambiente construído e abrir novas conexões entre segurança predial, manutenção e sistemas técnicos incorporados às edificações.

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Resumen (español)
El avance del Proyecto de Ley 159/2026 en el Senado impulsa la creación de inspecciones prediales obligatorias cada diez años y del Laudo de Inspección Técnica de Edificación (Lite). Aunque la propuesta no menciona directamente al sector HVAC-R, el alcance previsto para evaluar condiciones técnicas, operación y mantenimiento puede incluir sistemas de climatización, ventilación y refrigeración integrados a los edificios, abriendo una posible conexión entre seguridad predial y mantenimiento especializado.

Summary (English)
The progress of Bill 159/2026 in the Brazilian Senate advances a proposal for mandatory building inspections every ten years and the creation of the Building Technical Inspection Report (Lite). Although the measure does not explicitly address HVAC-R, its scope covering technical conditions, operation and maintenance may encompass cooling, ventilation and refrigeration systems embedded in buildings, creating a potential link between building safety and specialized maintenance.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/04/smacna-terraco-italia-sp-2026-revista-do-frio-scaled-e1776962382320.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-04-23 13:46:332026-04-23 13:48:53Inspeção predial avança no Senado e pode ampliar exigências sobre sistemas HVAC-R

Sindratar-SP celebra 55 anos e reforça atuação no fortalecimento do setor HVAC-R

12/11/2025

Evento em São Paulo reuniu lideranças e destacou o papel do sindicato na defesa e integração das indústrias de refrigeração e climatização.

O Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar-SP) realizou, em 5 de novembro, no Espaço Fiesp, na capital paulista, o jantar comemorativo de 55 anos de fundação. O encontro reuniu cerca de 90 convidados, entre diretores do Sindratar-SP, da ABRAVA, da Fiesp, do Ciesp e de entidades parceiras, além de empresários e profissionais do setor HVAC-R.

O presidente do Sindratar-SP, Pedro Evangelinos, ressaltou a importância da entidade na união e representatividade do setor. Durante o evento, foi apresentado o vídeo institucional de 55 anos, que reuniu marcos da trajetória do sindicato. As empresas associadas que patrocinaram a celebração receberam certificados de reconhecimento: Diamante – Arneg Brasil, CACR, Heating Cooling, Hitachi, Indústrias TOSI e RAC Brasil; Ouro – Apema, São Rafael e TBS; Prata – Bitzer, FAM e Projelmec.

Fundado oficialmente em 23 de dezembro de 1970, o Sindratar-SP surgiu da iniciativa de empresários que buscaram representação patronal específica para o setor. Entre os presidentes que conduziram a entidade estão Paulo José Garcia Palma, Armando Taddei, Paulo Francini, Aristides Molina, Pedro Evangelinos, José Rogélio Miguel Medela e Carlos Eduardo Tombini.

A filiação à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o convênio com o SENAI, firmado em 1975, foram marcos institucionais. A parceria resultou no primeiro curso técnico de refrigeração do país e, mais tarde, na transformação da Escola SENAI Rodrigues Alves em Escola Temática para Refrigeração e Ar-Condicionado. O sindicato atualmente preside o Conselho Consultivo da escola.

A atuação recente inclui participação em discussões com o Ministério do Trabalho e Emprego, o Inmetro e o Ministério do Meio Ambiente sobre normas regulamentadoras, eficiência energética, qualidade do ar interno e descarbonização. O Sindratar-SP também teve papel relevante na ratificação da Emenda de Kigali, em articulação com a ABRAVA, a Fiesp, a CNI, a Eletros e a Amcham Brasil.

Durante a pandemia, o sindicato participou de ações que garantiram o reconhecimento do setor como atividade essencial, assegurando a continuidade dos serviços e a preservação de empregos. Também colaborou na regulamentação da Lei do PMOC, voltada à manutenção preventiva de sistemas de climatização.

Samoel Vieira, vice-presidente do Sindratar-SP, destacou a relevância da entidade na integração entre as áreas técnica e trabalhista e na aproximação com instituições como o Instituto Mauá de Tecnologia e a Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves. Segundo ele, o sindicato atua de forma contínua na formação de lideranças e na defesa dos interesses das empresas do setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/11/55-anos-sindratar-SP-revista-do-frio-scaled-e1762970714455.jpg 800 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-11-12 15:10:002025-11-12 15:10:00Sindratar-SP celebra 55 anos e reforça atuação no fortalecimento do setor HVAC-R

Justiça absolve técnico por incêndio no Ninho do Urubu

22/10/2025

Decisão judicial reconhece ausência de provas contra responsável pela manutenção dos aparelhos de ar-condicionado

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro absolveu os sete réus processados pelo incêndio de 2019 no alojamento das categorias de base do Flamengo, o Ninho do Urubu. A sentença, assinada pelo juiz Tiago Fernandes Barros, da 36ª Vara Criminal, considerou improcedente a ação movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Entre os absolvidos está Edson Colman, sócio da Colman Refrigeração, empresa contratada para a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado instalados nos contêineres que serviam de dormitório aos atletas. O processo havia sido instaurado após o incêndio ocorrido em 8 de fevereiro de 2019, que provocou a morte de dez jovens e deixou três feridos.

A decisão destaca que não há provas suficientes para estabelecer nexo causal entre as ações dos réus e o início do fogo. Segundo o magistrado, não foi demonstrado vínculo técnico entre os serviços de manutenção e o incidente.

O MPRJ havia pedido a condenação de todos os acusados, entre eles gestores do clube e engenheiros da NHJ Contêineres, responsável pela estrutura dos módulos habitacionais. O Ministério alegava falhas de gestão, infraestrutura e climatização.

O episódio, que resultou em mudanças nas normas internas de segurança do Flamengo e em 11 acordos de indenização com famílias das vítimas, também expôs a necessidade de procedimentos documentados de instalação, inspeção e manutenção de sistemas de climatização, conforme preveem normas técnicas e regulamentos do setor HVAC-R, como a Lei do PMOC (13.589/2018).

O caso reforça a importância de que empresas prestadoras de serviços de refrigeração e climatização mantenham registros de operação, certificados de responsabilidade técnica e planos de manutenção em conformidade com as exigências de segurança e desempenho.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-10-22 08:46:042025-10-22 08:46:04Justiça absolve técnico por incêndio no Ninho do Urubu

ABNT NBR 17037 e estratégias no controle da Qualidade do Ar Interior

18/07/2025

Empresas de diversos setores estão correndo para se adaptar à nova versão da ABNT NBR 17037, norma que trata da qualidade do ar interior em ambientes climatizados

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Desde a sua atualização em 2023, a norma ABNT NBR 17037 tem provocado significativas mudanças nas práticas de gestão da qualidade do ar em ambientes climatizados. A principal inovação da norma é a exigência de implantação de um Programa de Gestão da Qualidade do Ar Interior (PGQAI) por toda edificação que possua sistemas de climatização, com foco em uma abordagem sistêmi   ca e contínua.

Mas a adoção prática dessas exigências tem se mostrado um verdadeiro desafio para muitas empresas. Não se trata apenas de seguir um checklist de conformidade, mas de repensar processos, rever contratos, capacitar equipes, investir em tecnologia e, principalmente, mudar a cultura organizacional.

O coordenador da Conforlab Engenharia Ambiental, Robson Petroni, resume bem o novo espírito da norma: “O PGQAI é mais do que um relatório ou um checklist, é o pensar na qualidade do ar como um todo. Isso significa que os fatores que afetam a qualidade do ar, como pessoas, atividades, materiais, mobiliário, limpeza, manutenção e o próprio sistema de climatização devem ser avaliados de forma integrada”.

Muitas empresas, ao tentarem se adequar à norma, descobrem que não basta realizar medições periódicas da qualidade do ar. É preciso analisar causas, identificar riscos, criar planos de ação e documentar tudo sob supervisão técnica.

Petroni relata que o maior desafio enfrentado é justamente essa mudança de mentalidade: “É necessário que todas as esferas da edificação — facilities, operação, manutenção e até os usuários — compreendam seu papel na gestão da qualidade do ar.

Segundo Osny do Amaral Filho, representante do CREA-SC e vice-presidente do PNQAI – Plano Nacional da Qualidade do Ar Interior, a nova norma técnica da ABNT NBR-17037/2023 – Qualidade do Ar Interior em ambientes não residenciais climatizados artificialmente – padrões referenciais, substitui agora a resolução nº 09 da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, revogada em julho, que versava sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso Público e Coletivo.

“A NBR 17037 passa a regulamentar as atividades no setor, tornando os parâmetros e itens de controle mais atuais e conforme o desenvolvimento da engenharia de QAI em nível mundial. Essa informação é importante para todos os engenheiros mecânicos e as demais especialidades que trabalham com projetos de climatização, ar-condicionado, renovação de ar e PMOC – Plano de Manutenção, Operação e Controle. Lembrando que a NBR 17037 pode ser obtida gratuitamente através do portal do CREA-SC no CREANET profissional, por meio do convênio com a ABNT, que dá acesso ilimitado a todas as normas atualizadas em tempo real”, informa Osny.

Principal inovação é a exigência de implantação de um Programa de Gestão da Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados

Desafios técnicos, operacionais e financeiros

A implementação da NBR 17037 envolve custos. Além das análises periódicas (que devem ser feitas por laboratórios acreditados segundo a ABNT NBR ISO 17025), muitas edificações precisam passar por reformas para corrigir problemas estruturais que afetam a qualidade do ar como infiltrações, falhas em dutos, filtros inadequados, e sistemas de HVAC-R subdimensionados ou mau conservados.

Um caso real citado por Petroni ilustra bem esse cenário. Uma edificação enfrentava queixas constantes de mau odor. O cliente desenvolvia análises da qualidade do ar semestralmente (como definido na ABNT 17037:2023) mas não possuía histórico de não conformidades. Contudo, o problema era nítido e todos os que chegavam ao ambiente logo percebiam a questão. Com a implantação do PGQAI foi constatado diversas falhas, que juntas, eram as responsáveis pela existência do mau cheiro. Constatou-se que cadeiras, carpetes e estofados possuíam manutenção inadequada e que isso era inerente às especificações do contrato. E somados a isso, o sistema de HVAC-R não funcionava conforme especificações do projeto, não sendo capaz de garantir níveis de umidade relativa do ar adequadas.  O mal-estar era grande e o problema era tão sério que colaboradores se recusavam a ir trabalhar no ambiente, justificando a atitude ao fato de que o ambiente possivelmente era insalubre. Com o desenvolvimento da análise de riscos e oportunidades, e a implantação do PGQAI, foi possível corrigir o funcionamento do sistema de HVAC-R e implementou-se novas práticas de limpeza, com um plano rigoroso de manutenção e fornecedor qualificado. Este conjunto de ações levou mais de 12 meses para ser implementado, mas hoje a organização dispõe de um ambiente saudável e adequado aos colaboradores, com redução do nível de absenteísmo e aumento da satisfação e produtividade. Isso se reverteu em ganhos financeiros. Há outros cases de sucesso, em hospitais, edifícios comerciais, residências e indústrias, todos corroborando que investir no PGQAI traz retornos financeiros à organização.

Além disso, a norma exige que a edificação tenha um responsável técnico pelo PGQAI, o que implica em contratação de profissionais especializados ou treinamento da equipe interna. Segundo Petroni, ainda que a norma não detalhe a carga horária ou conteúdo dos treinamentos, recomenda-se que o responsável técnico promova capacitações internas e acompanhe os processos que impactam a qualidade do ar.

“Em relação a questão técnica, agora se faz necessário que a edificação disponha de um responsável técnico do PGQAI. Não existe um requisito relacionado a treinamentos e contratações, mas o responsável técnico deve se responsabilizar por estes itens. Convém que todo processo que influencie a qualidade do ar esteja discriminado na Avaliação de Riscos e Oportunidades – ARO, à qualidade do ar, incluindo a prestação de serviços (operacionais, análise, manutenção, consultoria etc.). Tudo que ocorre na edificação deve ser avaliado e aprovado pelo responsável técnico”, informa Petroni.

Um dos fatores que diz respeito à qualificação de fornecedores é o de que todas as análises desenvolvidas precisam ser realizadas por laboratório acreditado na norma ABNT NBR ISO 17025. Toda equipe operacional deve estar ciente dos processos que podem influenciar a qualidade do ar e isso passa por um treinamento sobre como se deve passar essas informações aos usuários e colaboradores que trabalham na edificação (comunicação), sendo este um dos maiores desafios. Para que o PGQAI funcione adequadamente, cada usuário deve ter ciência dos fatores que influenciam a qualidade do ar interior, sendo recomendado às organizações que desenvolvam treinamentos e palestras para todos os usuários, de modo a estabelecer uma cultura voltada aos cuidados à qualidade do ar e ao sentimento de pertencimento ao PGQAI.

Software oferece uma estrutura simplificada e auto declaratória para o PGQAI, com acesso online

Formação e capacitação: onde buscar?

A maior parte dos gestores, engenheiros e técnicos ainda não teve acesso formal à formação específica sobre qualidade do ar interior. Esse é um gargalo sério para a implementação da norma.

No Brasil, entidades do setor oferecem cursos especializados, incluindo programas sobre qualidade do ar de interiores, que abordam desde conceitos básicos até a aplicação prática de diretrizes técnicas.

Outra iniciativa importante é o Plano Nacional da Qualidade do Ar Interior (PNQAI), uma aliança entre ONGs e especialistas que visa difundir o conhecimento sobre qualidade do ar interno em ambientes onde as pessoas passam 90% do tempo. Um de seus frutos é o desenvolvimento do conteúdo programático básico para a formação de gestores de qualidade do ar a nível de pós-graduação.

Para quem domina outros idiomas, há também oportunidades de capacitação em plataformas internacionais, como as da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos), da FEDECAI (Federação de Empresas de Qualidade Ambiental em Interiores), da AEE (Association of Energy Engineers) e da Indoor Science, que oferecem treinamentos e materiais gratuitos ou pagos.

O papel da cultura organizacional

Petroni ressalta que a maior dificuldade para implementar o PGQAI de forma efetiva não é técnica, mas cultural. “Não se trata de comprar um equipamento novo, mas de envolver as pessoas em uma nova forma de pensar. A qualidade do ar deve ser discutida nos níveis estratégicos da organização e tornar-se parte da cultura corporativa”.

Nesse contexto, é fundamental que os próprios usuários dos ambientes climatizados — sejam colaboradores, clientes ou visitantes — estejam informados sobre os fatores que impactam a qualidade do ar. Algumas empresas já estão adotando palestras e treinamentos básicos para todos os ocupantes das edificações, com o objetivo de promover senso de pertencimento ao PGQAI e engajamento nas ações preventivas.

Embora a adaptação à ABNT NBR 17037 demande investimentos financeiros, tempo e mudança de mentalidade, os resultados têm se mostrado recompensadores. Ambientes mais saudáveis e confortáveis reduzem afastamentos, aumentam a produtividade e, em setores como saúde, ensino e comércio, tornam-se um diferencial competitivo.

A norma ainda é recente, e muitas empresas estão nos estágios iniciais de adequação. Mas a tendência é que, nos próximos anos, o PGQAI se torne tão essencial quanto os planos de manutenção predial ou segurança do trabalho.

A qualidade do ar interior saiu da invisibilidade e quem liderar esse processo desde já poderá colher frutos importantes em saúde, imagem institucional e, claro, resultados financeiros.

Implementação do PGQAI corrigi problemas estruturais que afetam a qualidade do ar como bolor e mofo nos ambientes

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/capa-07-25.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-18 00:30:462025-07-17 14:29:54ABNT NBR 17037 e estratégias no controle da Qualidade do Ar Interior

Técnicos ganham protagonismo em plataformas digitais de ensino

18/06/2025

Ao transformar conhecimento prático em plataformas digitais, profissionais de climatização e refrigeração conectam experiência de campo com inovação no ensino.

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O setor de climatização e refrigeração, historicamente pautado pelo aprendizado prático e presencial, está passando por uma revolução silenciosa e digital. Nos últimos anos, a popularização do ensino online, impulsionada pelas redes sociais e plataformas de conteúdo, deu origem a uma nova geração de profissionais e educadores: influenciadores técnicos que, além de atuarem diretamente na área, fundaram suas próprias escolas virtuais para capacitar milhares de instaladores, técnicos e iniciantes em todo o Brasil.

Hoje, esses profissionais se destacam não apenas por sua atuação técnica, mas pela maneira como transformaram sua autoridade em projetos educacionais robustos. Juntos, eles reescrevem o modelo tradicional de formação no HVAC-R e provam que o ensino remoto não apenas veio para ficar, como também molda o futuro da mão de obra no setor.

Influência que ensina

Ricardo Viana, fundador e diretor da escola Viana Refrigeração Treinamentos e Marketing, é um dos pioneiros nesse movimento. Com uma forte presença nas redes sociais, ele conseguiu converter seguidores em alunos ao perceber uma demanda reprimida por ensino técnico acessível e didático. “Os cursos online permitem levar conhecimento especializado a pessoas e regiões não atendidas por conhecimentos específicos, nivelando as oportunidades em diversas áreas de atuação. Os criadores destes cursos têm o papel de incentivar os alunos na busca de qualificação continuada através das diversas formas de ensino”, afirma Viana, que já capacitou milhares de alunos em cursos como Instalação de Split, PMOC, Refrigeração e Manutenção.

“Os cursos online permitem levar conhecimento especializado a pessoas e regiões não atendidas” – Ricardo Viana

Viana acrescenta que o ensino a distância proporcionado flexibilidade de horário, permitindo que técnicos mantenham sua rotina de atendimentos enquanto estudam e mostram uma didática mais próxima a realidade do aluno e conhecimentos muitas vezes não mostradas na grade de conteúdo dos cursos das instituições tradicionais. “Meus cursos, por exemplo, estão mais focados no resultado dos alunos que no conteúdo programático. E por isso, sempre está sendo atualizado e melhorado”.

Outro nome é Gabriel Pardo, conhecido como “Pardo Mestre”, diretor da Magister Digital. Com uma linguagem direta e uma abordagem prática, Gabriel lançou sua própria plataforma com cursos voltados a iniciantes e profissionais em busca de aperfeiçoamento. “As escolas de profissionais do segmento estão ajudando muitos instaladores, técnicos e engenheiros a terem acesso a conhecimentos, mas devemos tomar cuidado com a base didática e os conhecimentos compartilhados. É preciso considerar a qualificação dos professores e instrutores para que o conteúdo seja seguro, técnico e siga as normas e legislações vigentes na parte técnica e na parte de segurança das atividades”, revela. “A qualificação on-line é uma ferramenta altamente rentável, uma vez que apresenta um custo reduzido em relação às estruturas físicas de imóveis e à mão de obra, mas os gestores devem levar em conta a experiência dos alunos, normas técnicas e normas de segurança”, explica.

Já na opinião de Carmosinda Santos, atualmente dedicada aos cursos programados do CRT-SP (Conselho Regional dos Técnicos Industriais), “o curso online permite que o aluno aprenda no seu tempo, com apoio constante. Isso empodera o técnico, especialmente em regiões onde o ensino técnico presencial é escasso ou caro”. Carmosinda também criou cursos online com enfoque didático e sensível às dificuldades que muitas mulheres enfrentam nesse ambiente majoritariamente masculino.

Outro nome conhecido do setor é Rafael Ferreira, que une teoria e prática em módulos que vão do básico à automação avançada. Seu diferencial está na metodologia que simula situações reais de campo em vídeo, algo que os alunos valorizam. “A internet é a nova sala de aula. O que muda é a forma, mas o compromisso com a qualidade permanece”, resume Rafael.

Na Academia Gaivota, o foco é na refrigeração com forte ênfase em práticas sustentáveis. “Queremos técnicos com consciência técnica e ambiental. Isso é essencial para o futuro do setor”, reforça Luiz Fernando Gaivota.

O que impressiona nessas iniciativas é a estrutura envolvida. Ao contrário da ideia de “aulas gravadas em casa”, essas escolas virtuais contam com estúdios profissionais de gravação, plataformas exclusivas, certificação válida em todo o país e suporte técnico contínuo. Muitas oferecem ainda comunidades fechadas, fóruns, mentorias ao vivo e conteúdos extras atualizados conforme as normas e exigências do mercado.

Mercado em transformação

O avanço dessas plataformas reflete uma tendência global. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), a modalidade EAD cresceu mais de 400% no segmento técnico nos últimos cinco anos. No HVAC-R, o movimento é ainda mais visível pela falta de mão de obra qualificada — um gargalo que o ensino remoto ajuda a aliviar.

Outro ponto é o dinamismo do setor: com constantes atualizações tecnológicas, novas regulamentações e a transição para gases refrigerantes ecológicos, o técnico precisa se manter atualizado.

  • Boas Práticas, eficiência operacional e segurança dos profissionais
  • Exigências regulatórias e certificações
  • Jovens profissionais discutem rumos do HVAC-R em evento em SP

Para muitos alunos, esses cursos são o primeiro passo para uma carreira sólida. E, mais do que isso, esses influenciadores se tornam referências, mentores e fontes permanentes de aprendizado. “Em meus cursos são ministradas aulas teóricas e práticas demonstrativas em equipamentos reais no laboratório e no campo (atendimentos) com uma estrutura separadas por módulos. Os alunos têm como avaliar as aulas (avaliação utilizada para atualização) e o curso como um todo, tem acesso a grupos de alunos. Administro através de aplicativo e estrutura fornecida pela plataforma Hotmart onde tenho acesso ao desempenho do aluno, assiduidade nas aulas, exercícios, forneço materiais complementares e recebo as dúvidas. O certificado de curso livre somente é fornecido aos que concluem 100% no período contratado. Caso não tenham concluído, podem fazer a renovação pelo mesmo período com desconto para alunos”, diz Viana.

O modelo híbrido, que combina vídeos gravados, fóruns e encontros online ao vivo, mostra que o ensino digital pode ser completo, eficaz e acessível. E quando bem conduzido, molda não apenas profissionais, mas um setor inteiro em constante evolução.

“Atualmente temos uma grade imensa de cursos dentro e fora do segmento da refrigeração, tanto on-line como ‘incompany’. Mas uma coisa é fato, o online veio para facilitar muito a vida corrida dos técnicos, mas não veio substituir o presencial, pois cada um tem uma forma de aprender e sempre haverá demanda para o presencial”, enfatiza Gabriel.

“A qualificação on-line é uma ferramenta altamente rentável, uma vez que apresenta um custo reduzido” – Gabriel Pardo

Acompanhando essa transformação, também o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) tem expandido significativamente sua oferta de cursos na modalidade de Educação a Distância (EAD), incluindo programas voltados para o setor de Refrigeração e Climatização (HVAC-R). O curso técnico de Refrigeração e Climatização EAD tem por objetivo habilitar profissionais na elaboração de projetos de instalação de sistemas de refrigeração e climatização sob supervisão e na coordenação da execução da manutenção e da instalação de sistemas de refrigeração e climatização, seguindo legislação e normas técnicas, ambientais, de saúde e segurança no trabalho e utilizando as boas práticas. Essa iniciativa visa democratizar o acesso à formação técnica de qualidade, permitindo que profissionais de diversas regiões do Brasil se capacitem de forma flexível e acessível.

A plataforma Futuro.Digital, vinculada ao SENAI, oferece cursos técnicos e profissionalizantes em diversas áreas industriais, incluindo Refrigeração e Climatização. Os cursos são 100% online, com aulas disponíveis 24 horas por dia, permitindo que os alunos estudem no seu próprio ritmo. Além disso, os cursos contam com certificação nacional emitida pelo SENAI, o que agrega valor ao currículo dos profissionais formados.

Benefícios diretos para os técnicos

Os cursos online oferecidos por esses profissionais geram uma série de benefícios práticos e estratégicos para os técnicos, como:

– Acesso à formação técnica de qualidade em qualquer lugar do Brasil, com apenas um celular e conexão à internet;

– Flexibilidade de horário, permitindo que o aluno estude enquanto trabalha;

– Atualizações constantes, alinhadas às inovações do mercado, como novas normas, gases refrigerantes e eficiência energética;

– Certificação, que ajuda na valorização profissional e na conquista de novas oportunidades;

– Comunidade de apoio, com fóruns, mentorias e contato direto com os instrutores;

– Redução de custos com deslocamentos, hospedagem e material didático.

Além disso, os cursos muitas vezes incluem conteúdos extras, suporte pós-curso, oportunidades de networking e parcerias com empresas do setor, o que amplia ainda mais o alcance e as possibilidades de crescimento dos profissionais.

O que une os influenciadores técnicos e seus cursos online é mais do que a atuação no digital. É o propósito de transformar vidas por meio do conhecimento. Com estruturas sólidas, linguagem acessível e compromisso com a excelência, esses profissionais estão não apenas ensinando, estão ajudando a construir um novo futuro para o HVAC-R no Brasil.

Para muitos alunos, cursos online são o primeiro passo para uma carreira sólida

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/06/capa-06-25.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-06-18 15:17:362025-06-18 15:17:46Técnicos ganham protagonismo em plataformas digitais de ensino

Exigências regulatórias e certificações

29/05/2025

Normas e certificações obrigam os fabricantes e técnicos a seguirem parâmetros que promovem a eficiência dos sistemas, reduzindo o consumo de energia e, consequentemente, os custos operacionais e as emissões de carbono

 Não restam dúvidas que as normas, exigências regulatórias e certificações técnicas garantem mais segurança, eficiência energética e responsabilidade ambiental em sistemas de climatização e refrigeração. Neste universo, onde tecnologia e sustentabilidade caminham lado a lado, as certificações e normas regulatórias têm papel fundamental na construção de um setor mais seguro, eficiente e ambientalmente responsável. Além de atenderem exigências legais, essas diretrizes são cada vez mais valorizadas por clientes, fabricantes e profissionais que buscam se destacar em um mercado altamente competitivo.

As normas funcionam como verdadeiros mapas de boas práticas, orientando desde a escolha do fluido refrigerante até o descarte adequado de resíduos, passando pela instalação correta e manutenção preventiva de sistemas. Já as certificações, por sua vez, atestam que o profissional ou equipamento está apto a operar dentro desses parâmetros, com qualidade e segurança reconhecidas por instituições nacionais e internacionais.

No cenário complexo da engenharia de sistemas HVAC-R, a garantia de qualidade das instalações é fundamental para o funcionamento eficiente e seguro dos equipamentos.

“Neste contexto, normas internacionais desempenham um papel fundamental, influenciando diretamente o desenvolvimento de padrões locais e práticas de certificação. Por exemplo, o comissionamento de sistemas HVAC não possui normas específicas no Brasil, porém, a ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers) é referência global nesse processo. A ASHRAE publicou diversas normas e guias, incluindo um guia específico com Requisitos Técnicos para o Comissionamento de Sistemas de HVAC. Este processo visa assegurar que a entrega dos sistemas atenda aos requisitos do proprietário, garantindo eficiência operacional e conforto ambiental”, destaca Thiago Portes, Diretor Executivo da Comis Engenharia.

Thiago Portes, Comis Engenharia

Segundo Portes, as normas da ASHRAE são amplamente adotadas no Brasil, influenciando tanto diretamente quanto servindo como referência principal no desenvolvimento de normas locais. “Esse impacto é evidenciado pelo acordo formal entre a ASHRAE e a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que facilita a incorporação de práticas internacionais no contexto nacional”, analisa.

Além das normas, a ASHRAE oferece um programa abrangente de certificações profissionais. Este programa inclui o Comissionamento Predial e Projetos de HVAC, entre outras áreas de conhecimento. As certificações da ASHRAE são reconhecidas internacionalmente e demonstram o compromisso dos profissionais com os mais altos padrões de competência técnica e prática.

Outro benefício direto do cumprimento das normas e da obtenção de certificações está na eficiência energética. A Portaria Inmetro nº 234/2020, por exemplo, estabelece critérios técnicos que classificam os condicionadores de ar de acordo com o desempenho energético. Essa avaliação é fundamental tanto para consumidores, que buscam economia na conta de luz, quanto para fabricantes, que precisam inovar para obter melhor desempenho nos seus produtos.

Certificações como o Selo Procel também se tornaram um diferencial competitivo importante, pois evidenciam o compromisso das empresas com o consumo consciente e sustentável de energia.

O Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC), exigido por lei (Lei nº 13.589/2018), também reforça esse aspecto ao garantir que a qualidade do ar interior em ambientes climatizados seja monitorada e mantida de forma contínua, prevenindo riscos à saúde dos ocupantes.

Além de contribuir para um setor mais seguro e sustentável, as certificações agregam valor ao currículo dos profissionais. A Certificação de Competência Profissional do SENAI é uma das mais reconhecidas no Brasil, avaliando conhecimentos práticos e teóricos com base nas exigências atuais do mercado e nas normas da ABNT (NBR 16401), que orientam desde o projeto até a operação de sistemas de ar-condicionado central. Empresas e profissionais certificados conquistam maior credibilidade junto a clientes e parceiros, destacando-se em licitações públicas e projetos de grande porte.

“Em um mercado globalizado e cada vez mais exigente, o conhecimento e a aplicação das normas são essenciais para engenheiros e profissionais envolvidos no projeto, instalação e manutenção de sistemas HVAC. A colaboração entre instituições como ASHRAE e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) fortalece a padronização e a qualidade no setor, promovendo edificações mais eficientes e sustentáveis”, revela Portes.

Sustentabilidade em foco

Em sistemas de refrigeração e climatização, onde o manuseio de substâncias inflamáveis e equipamentos de alta pressão é uma constante, as normas evitam acidentes, falhas técnicas e até riscos à vida. Um exemplo é a crescente presença de fluidos naturais como o R-290 (propano), altamente eficiente, mas inflamável, o que exige capacitação específica para uso seguro. Fabricantes de equipamentos garantem a conformidade de seus produtos com normas como a F-Gas – Regulamento (UE) n.º 517/2014, legislação da União Europeia voltada para o controle e redução do uso de gases fluorados, também conhecidos como gases F (de fluorados), e com um conjunto de diretrizes e regulamentos da União Europeia, reunidos sob a Diretiva de Ecodesign (Diretiva 2009/125/CE). Essa diretiva estabelece requisitos obrigatórios de eficiência energética e desempenho ambiental para produtos que consomem energia, como os sistemas de refrigeração, ar-condicionado, ventilação e aquecimento.

Já na mitigação das mudanças climáticas, o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e implementado em parceria com a Cooperação Alemã (GIZ), incentiva a substituição de fluidos refrigerantes nocivos à camada de ozônio por alternativas de baixo impacto ambiental.

O PBH também promove a formação de técnicos qualificados por meio de cursos como os oferecidos pelo SENAI Oscar Rodrigues Alves, em São Paulo, com foco em boas práticas no uso de fluidos inflamáveis e eficiência energética.

 Normas Brasileiras x Normas Internacionais

No Brasil, a ABNT NBR 16401 é uma das normas mais importantes do setor, abrangendo projetos, parâmetros de conforto térmico e qualidade do ar interior e são amplamente utilizadas em obras públicas, edifícios corporativos e empreendimentos de grande porte. Já em âmbito internacional, entidades como a ASHRAE (dos Estados Unidos) e a ISO (Organização Internacional de Normalização) servem de referência para desenvolvimento de tecnologias e práticas que moldam o setor globalmente.

Mas como essas normas se comparam às diretrizes internacionais? A Tabela lista alguns parâmetros e recomendações de utilização.

Enquanto a ASHRAE define parâmetros de ventilação, eficiência e conforto com altíssimo grau de especificidade, a ISO na Europa atua com foco em harmonização internacional, sustentabilidade e energia quase zero (NZEB). O Brasil, embora com avanços importantes, ainda precisa consolidar sua regulamentação e adesão em larga escala para atingir o mesmo nível de padronização técnica.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/foto-1-abre-materia-certificacao-e1748530500121.webp 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-05-29 12:11:512025-05-29 12:12:31Exigências regulatórias e certificações

Qualidade do ar em debate técnico

21/05/2025

Eventos em Belo Horizonte discutiu normas e gestão da QAI

Nos dias 14 e 15 de maio, Belo Horizonte sediou o 14º Seminário Internacional da Qualidade do Ar de Interiores e a 9ª ExpoQualindoor, reunindo cerca de 200 profissionais na sede do CREA-MG. Os eventos foram promovidos pela ABRAVA, por meio da Regional Minas Gerais, em parceria com o Chapter Brasil da ASHRAE.

O seminário teve como tema “Novos Parâmetros para a Qualidade do Ar Interior”, com foco nas normas ABNT NBR 7256, NBR 17037 e na Lei Federal 13.589/2018, que trata do PMOC. A programação incluiu palestras técnicas sobre ventilação, filtragem e métricas de controle da qualidade do ar. Entre os destaques, a apresentação de Fábio Clavijo (ASHRAE Colômbia) sobre a norma ASHRAE 62.1-2022 e a divulgação do selo ABRAVA/Brasindoor.

Foram realizadas duas mesas-redondas sobre normas de renovação do ar e soluções para gestão da QAI. Ao fim do dia, houve a posse da nova diretoria do Qualindoor para o biênio 2025/2026, com Rafael Munhoz e Frederico Paranhos assumindo os cargos de presidente e vice.

A ExpoQualindoor abordou os desafios da QAI em ambientes críticos, como hospitais. A programação incluiu sete palestras técnicas e duas mesas de debate sobre planejamento e operação desses espaços. O evento contou com apoio de entidades locais e nacionais do setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/MG_3946-scaled-e1747848987230.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-05-21 16:34:192025-05-21 14:41:51Qualidade do ar em debate técnico
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