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Arquivo para Tag: Revista do Frio

A estação da preparação

21/09/2026

Editorial 

A elevação gradual das temperaturas começa a movimentar o mercado de refrigeração e climatização. Com a passagem do inverno para a primavera, consumidores e empresas voltam a ligar os aparelhos e se preparam para os meses mais quentes.

É nessa virada que a sazonalidade quente dá seus primeiros sinais. Cresce a procura por instalação, limpeza, higienização e troca de filtros, enquanto o varejo reforça os estoques e a indústria acelera a produção. Para os profissionais, é hora de organizar a agenda e orientar os clientes. Equipamentos desligados por meses podem apresentar falhas, vazamentos e superaquecimento na retomada do uso. A qualidade do ar também ganha atenção com o aumento das crises alérgicas e respiratórias.

Esta edição acompanha esse movimento. Mostramos como universidades, centros de pesquisa, startups e fabricantes aproximam ciência e mercado para criar soluções em eficiência energética, digitalização e fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental.

Na área técnica, Rosana Machado Paixão explica como a análise da corrente elétrica amplia o diagnóstico de motores e compressores e contribui para a manutenção preditiva. Também apresentamos a estreia da Febrava Rio, de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, com foco em inovação, eficiência e novos negócios.

A nova estação se aproxima. Para o setor, é tempo de informação, planejamento e preparação para a demanda que vem com o calor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-21 14:48:112026-09-21 14:48:11A estação da preparação

Estevam Nabote fala de humor e HVAC-R no Clube Cast do Frio

15/09/2026

Ator e humorista relembra a experiência como instalador de ar-condicionado e conta como o trabalho no setor contribuiu para sua trajetória profissional.

O humorista e ator Estevam Nabote participa ao vivo do episódio 67 do Clube Cast do Frio nesta quarta-feira (16), a partir das 14h. A entrevista será transmitida pelo canal do Clube do Frio no YouTube.

Antes de trabalhar no entretenimento, Nabote atuou como instalador de ar-condicionado. Durante a conversa, ele contará como foi sua trajetória no HVAC-R, o que aprendeu no trabalho de campo e de que forma essas experiências contribuíram para sua carreira nos palcos e na televisão.

O episódio também abordará situações vividas durante a instalação de equipamentos que passaram a integrar suas histórias de humor. A proposta é aproximar a experiência de quem trabalhou no setor técnico da rotina atual do artista diante das câmeras.

Nascido em São João de Meriti (RJ), Estevam Nabote começou a fazer humor ainda no ensino médio. Em 2017, venceu o Prêmio Multishow de Humor e passou a integrar produções do Multishow. Também fez parte dos canais Castro Brothers e Porta dos Fundos e atuou no cinema. Em 2026, tornou-se coapresentador do programa “Em Família com Eliana”, da TV Globo, ao lado de Eliana.

A transmissão do Clube Cast do Frio poderá ser acompanhada neste link, a partir das 14h.

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Resumen (español)

El actor y humorista Estevam Nabote participa en vivo en el episodio 67 de Clube Cast do Frio este miércoles 16 de septiembre, a partir de las 14:00. Durante la entrevista, hablará sobre su experiencia como instalador de aire acondicionado, los aprendizajes obtenidos en el sector HVAC-R y la influencia de ese trabajo en su carrera en el humor y la televisión.

Summary (English)

Actor and comedian Estevam Nabote will appear live on episode 67 of Clube Cast do Frio on Wednesday, September 16, starting at 2 p.m. During the interview, he will discuss his experience as an air-conditioning installer, what he learned from working in the HVAC-R sector and how that background contributed to his career in comedy and television.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/CAPA-e1789494378266.png 700 1244 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-15 14:48:512026-09-15 14:48:51Estevam Nabote fala de humor e HVAC-R no Clube Cast do Frio

Revista do Frio renova site e amplia presença no WhatsApp

14/09/2026

Nova página inicial reúne notícias, conteúdos técnicos, vídeos, serviços e canais de comunicação voltados ao mercado de HVAC-R

A Revista do Frio colocou no ar uma nova página inicial e ampliou sua presença no WhatsApp. As mudanças reorganizam o acesso às notícias, aos artigos técnicos e aos conteúdos produzidos para profissionais e empresas de refrigeração, ar-condicionado, climatização e ventilação.

A nova estrutura do site da Revista do Frio foi desenvolvida para facilitar a leitura em computadores e celulares. A página reúne uma manchete principal, destaques, notícias recentes e áreas dedicadas a refrigeração e climatização, HVAC-R Global, artigos técnicos e blog.

O menu móvel passou a acompanhar a navegação e reaparece quando o leitor retorna pela página. O rodapé também foi padronizado em todo o site, com links para conteúdos, projetos, cadastro, anúncios e canais de comunicação.

A área lateral reúne últimas notícias, episódios do ClubeCast do Frio, conteúdos mais lidos, formulário do Boletim do Frio e uma matéria do Clube do Frio. A página inicial também passou a apresentar vídeos, matérias do Clube do Frio e a seção Nossas Mídias, com acesso à Revista do Frio, ao Circuito dos Instaladores, ao Troféu Oswaldo Moreira e ao ClubeCast do Frio.

Entre os recursos incorporados está o Desafio do Frio, jogo semanal de perguntas sobre HVAC-R. As questões mudam automaticamente e permitem que o participante teste seus conhecimentos sobre atividades e conceitos do setor.

A nova página mantém uma área preparada para transmissões ao vivo da Revista do Frio e do Circuito dos Instaladores. Quando houver programação, uma faixa de acesso poderá ser ativada no site. Também foram reorganizados o acesso à edição atual e o acervo de outras edições.

A comunicação pelo WhatsApp foi ampliada com o canal Clube do Frio. O espaço publica notícias, conteúdos técnicos, eventos, cursos e oportunidades relacionados ao mercado de HVAC-R. O canal complementa a comunidade do Clube do Frio, destinada à troca de informações entre seus participantes.

A atualização integra um processo de revisão dos canais digitais da Revista do Frio e do Clube do Frio. O trabalho continuará com ajustes de conteúdo, navegação e serviços para acompanhar as demandas do mercado e ampliar a entrega de informação ao setor.

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Resumen (español)

La Revista do Frio renovó su página de inicio y amplió su presencia en WhatsApp con el canal Clube do Frio. El sitio reorganiza noticias, artículos técnicos, videos, ediciones de la revista y contenidos sobre refrigeración, aire acondicionado, climatización y ventilación, con navegación adaptada a computadoras y dispositivos móviles.

Summary (English)

Revista do Frio has renewed its homepage and expanded its presence on WhatsApp through the Clube do Frio channel. The website reorganizes news, technical articles, videos, magazine editions and content covering refrigeration, air conditioning, climate control and ventilation, with navigation adapted for desktop and mobile devices.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/site_revista_do_frio_novo-e1789406547510.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-14 14:24:172026-09-14 14:25:44Revista do Frio renova site e amplia presença no WhatsApp

Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

09/09/2026

Entre compressores originais, remanufaturados e reconstruídos, a decisão vai muito além do preço. Compatibilidade técnica, histórico de falhas, tecnologias embarcadas e condições de garantia influenciam diretamente o desempenho, a eficiência energética e a vida útil de todo o sistema de refrigeração ou climatização

 No universo da refrigeração e climatização, o compressor é unanimemente reconhecido como o coração do sistema. É ele quem garante a circulação do fluido refrigerante, viabilizando a troca de calor, promovendo o funcionamento adequado do equipamento. Por isso, a escolha entre um compressor original, remanufaturado ou reconstruído não pode ser tratada como uma decisão meramente financeira. Trata-se de uma escolha estratégica, que impacta diretamente a confiabilidade operacional, o consumo de energia, os custos de manutenção e até a imagem do profissional responsável pela instalação ou reparo.

Os compressores originais, fornecidos pelos fabricantes, oferecem como principais diferenciais a confiabilidade, a padronização de processos e a garantia plena. Produzidos com componentes novos e submetidos a rigorosos testes de desempenho, eles asseguram compatibilidade total com o projeto do sistema e com as tecnologias mais recentes, como motores de alta eficiência, controle eletrônico e adequação a refrigerantes de baixo GWP. Fabricantes globais como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh e Danfoss investem continuamente em inovação para atender às demandas por eficiência energética, confiabilidade e sustentabilidade. O custo inicial mais elevado costuma ser compensado por maior vida útil, menor risco de falhas e respaldo técnico do fabricante.

Já os compressores remanufaturados surgem como uma alternativa intermediária. Nesse caso, o equipamento retorna à linha de produção ou a centros certificados, onde passa por desmontagem completa, substituição de componentes críticos, atualização de peças e testes similares aos de um compressor novo. Quando o processo é realizado por empresas qualificadas e com rastreabilidade, o remanufaturado pode apresentar desempenho muito próximo ao original, com custo reduzido. No entanto, o técnico deve estar atento à procedência, às especificações técnicas e às condições de garantia, que normalmente são mais limitadas.

André Lago, Professor e Diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra

“Levando em consideração os diferentes tipos, tamanho e capacidade frigorífica, o compressor desempenha o trabalho de comprimir vapor em um ciclo de refrigeração e tem um papel fundamental no processo. O trabalho realizado deve ser maior que o consumo de energia nele aplicado, sendo assim, um compressor original de fábrica leva uma engenharia embarcada, desempenhando uma excelente eficiência”, explica o Professor André Lago, diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra.

Ele acrescenta que, tratando de compressor remanufaturado, o principal cuidado em repará-lo é garantir que os valores de dimensionamento, performance e desempenho sejam iguais ou o mais próximo possível do projeto original, mantendo assim uma eficiência satisfatória e uma vida útil durável. “Tal prática de remanufatura, deve-se levar em conta peças com as características e dimensional conforme os originais de fábrica”, acrescenta.

Ele cita como exemplo os compressores semi-herméticos, levando em consideração mecanismo de compressão a pistão, parafusos, centrífugos, que são passiveis à prática de remanufatura e reconstrução das partes mecânicas e elétricas. Porém os herméticos, deve-se avaliar a potência e capacidade frigorífica e se compensa a remanufatura.

“Sendo assim os semi-herméticos são mais aceitos para a remanufatura, entregando um resultado bem próximo do original de fábrica, desde que seja realizado um balanceamento adequado ao sistema que se está instalado”, diz Lago.

A Engenheira de Qualidade da Embraco, Helena Pacheco Ferreira Kretzer, enfatiza que os compressores originais apresentam desempenho superior porque são produzidos dentro de um processo industrial totalmente controlado, com rastreabilidade completa de materiais, usinagem, soldagem, estatores, montagem e demais testes para aprovação do produto.

Helena Pacheco Ferreira Kretzer, Engenheira de Qualidade da Embraco

“Cada compressor é submetido a testes padronizados de estanqueidade, vibração, rendimento, performance e eficiência, seguindo normas internacionais e requisitos de certificações que garantem repetibilidade e tolerâncias muito estreitas. Esse nível de controle assegura curvas de desempenho, maior estabilidade operacional, menor variação entre compressores e uma confiabilidade comprovada em campo há mais de 50 anos”, informa Helena.

Para ela, os compressores remanufaturados, embora possam funcionar, dependendo do local e da estrutura de onde foram remanufaturados, não seguem os mesmos procedimentos e nem dispõem da mesma infraestrutura de engenharia, metrologia e controle de qualidade. “Não há garantia de que os componentes internos como válvulas, folgas radiais e axiais, componentes mecânicos e motor elétrico retornem às especificações originais de fábrica. O desempenho tende a variar entre os compressores, e a eficiência pode ser afetada por desgaste prévio, contaminação interna ou diferenças de materiais utilizados. Por isso, mesmo podendo atender temporariamente à aplicação, um compressor remanufaturado não alcança o mesmo nível de eficiência, consistência e confiabilidade de um compressor original. Além disso, a segurança do usuário final fica comprometida”.

Por sua vez, os compressores reconstruídos exigem ainda mais cautela. Geralmente recondicionados em oficinas independentes, eles podem ter apenas parte dos componentes substituídos, sem seguir padrões industriais ou protocolos rigorosos de teste. Embora o preço seja atrativo, os riscos são consideráveis como incompatibilidade com o sistema, falhas prematuras, aumento do consumo de energia e ausência de garantia efetiva. Para aplicações críticas, essa escolha pode resultar em paradas inesperadas e prejuízos significativos.

Custo-benefício

Do ponto de vista do custo-benefício, os compressores remanufaturados podem oferecer uma redução relevante no investimento inicial em relação aos originais, mantendo desempenho e confiabilidade próximos quando provenientes de processos certificados e com garantia. Já os compressores reconstruídos apresentam riscos maiores, como vida útil reduzida, falhas recorrentes e ausência de padronização técnica, fatores que o técnico deve avaliar com cautela antes da escolha.

“Em termos de custo-benefício, compressores remanufaturados costumam apresentar um preço inicial mais baixo, o que pode ser atrativo em situações de orçamento restrito. No entanto, essa economia limita-se ao momento da compra, já que o remanufaturado não garante que todos os componentes críticos retornem às especificações originais, nem oferece o mesmo nível de testes, eficiência e previsibilidade de vida útil. Somado a isso, o compressor remanufaturado não garante o mesmo tempo de vida quando comparado ao original. Em um primeiro momento pode ocorrer a troca com custo baixo, porém, o compressor normalmente vai precisar de uma intervenção do técnico novamente em um tempo menor. Por isso, o custo total pode acabar sendo maior caso ocorram falhas, retrabalhos ou substituições antecipadas. Como normalmente são reparados apenas de forma pontual e sem controle dimensional ou elétrico adequado, os remanufaturados apresentam maior probabilidade de falhas precoces, incompatibilidades e riscos elétricos, incluindo sobreaquecimento e possibilidade de incidentes. Por isso, exigem atenção redobrada dos técnicos no campo”, informa Helena.

Para o Professor Lago, esse tema é muito polêmico, devido ao envolvimento de operações financeiras e econômicas: “O técnico está suportado pelo fabricante uma vez que o compressor original é fabricado através dos padrões pré-estabelecidos e submetido a controle de qualidade e uma garantia de fabricação aplicada. Já o compressor remanufaturado tem um valor em média de 60% menor que o original (os valores variam por modelo e fabricante), para isso, o trabalho de remanufatura deve ser feito por profissional experiente, caso isso não ocorra, podemos considerar os riscos de um mal desempenho, quebra mecânica ou queima elétrica devido fadigas prematuras, considerando também o despreparo do técnico no momento da montagem e teste de desempenho”.

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Controle de qualidade

Os procedimentos de fabricação, inspeção e controle de qualidade entre um compressor original, um remanufaturado e um reconstruído passam por etapas que impactam a expectativa de vida útil e a taxa de falhas.

Para Helena, os compressores originais passam por processos de fabricação controlados, usinagem precisa com parâmetros em micrômetros, controle de alta tecnologia, como máquinas de medição por coordenadas, erros de forma, máquinas óticas, rastreabilidade com padrões internacionais de medição e procedimentos de medição para cada componente interno do compressor e elevada precisão dimensional. “No processo de produção, cada compressor passa por inúmeros filtros de linha, que garantem no detalhe a padronização. Esse nível de controle garante a vida útil do compressor de forma previsível, baixa variabilidade entre os compressores e uma taxa de falha reduzida e controlada em campo. Já no caso dos remanufaturados, o procedimento de remanufatura vai depender de fornecedor a fornecedor. Embora esses fornecedores possam substituir partes internas e realizar testes mais básicos, não possuem a mesma infraestrutura de engenharia e processo do fabricante. Como resultado, há maior incerteza quanto às folgas, performance, limpeza interna e durabilidade do compressor”.

“Considerando um compressor original fabricado através de projeto de engenharia, montagem, teste de desempenho e performance que garante sua eficiência e durabilidade, o compressor remanufaturado deve ser aplicado os mesmos métodos para garantir sua performance e eficiência. Na falta desse procedimento, encontramos diversos problemas como a falta de compressão, o aumento de consumo energético, aquecimento do estator, altas taxas de falha mecânica e elétrica reduzindo a vida útil desonerando o investimento aplicado”, acrescenta Lago.

A escolha do compressor também impacta diretamente as condições de garantia do sistema como um todo. Instalações fora das especificações, uso de componentes incompatíveis ou de procedência duvidosa podem invalidar garantias e transferir toda a responsabilidade para o técnico ou a empresa de manutenção.

Responsabilidade técnica

Independentemente da opção, o papel do técnico é decisivo. Um diagnóstico preciso da falha original é fundamental para evitar a repetição do problema. Contaminação por umidade, retorno de líquido, falhas elétricas ou dimensionamento incorreto do sistema são causas recorrentes que, se não tratadas, comprometem qualquer compressor, seja ele novo ou recondicionado. Além disso, a atenção à compatibilidade com o fluido refrigerante, ao tipo de óleo e às condições de operação é indispensável para garantir desempenho e durabilidade.

“Para termos o resultado atual de baixas falhas em campo, os compressores originais foram projetados e testados exatamente para trabalhar com o tipo de óleo, fluido refrigerante, faixa de trabalho, componentes elétricos e kit mecânico. Absolutamente todos os componentes utilizados no compressor passaram por anos de estudo. Existe muita engenharia envolvida. Nos remanufaturados, os maiores riscos de incompatibilidade estão relacionados à contaminação interna do compressor. Isso ocorre devido à mistura inadequada de óleos, refrigerantes divergentes no sistema e substituição de componentes em desacordo com o original. E o risco aumenta significativamente quando ocorre a substituição de componentes elétricos por outros que não condizem com a especificação original. Isso ocorre porque ao fazer a troca, utilizam elétricos similares ou equivalentes. Aproveito a oportunidade para frisar que não existem elétricos genéricos ou universais. Cada compressor foi testado e validado com o relé, protetor térmico, capacitor ou no caso de compressores inverter (velocidade variável), com o inversor adequado para cada uso. Temos registros de casos de fogo por uso incorreto dos elétricos em que foi trocado por modelos similares e gerou a sobrecarga no motor. Também já tivemos acesso a informações de que empresas que remanufaturam compressores estão remanufaturando os elétricos também, o que gera ainda mais possibilidade de problemas em campo”, adverte Helena.

Para Lago, em um cenário de margens cada vez mais apertadas e clientes mais exigentes, a escolha correta do “coração” do sistema deixa de ser apenas uma decisão técnica e passa a ser um diferencial competitivo.

“Um compressor original é fabricado a partir de um projeto de engenharia completo, passando por etapas rigorosas de montagem e testes de desempenho e performance, que garantem sua eficiência e durabilidade ao longo da vida útil. No caso do compressor remanufaturado, é fundamental que sejam aplicados os mesmos métodos de fabricação, inspeção e controle de qualidade para assegurar níveis equivalentes de performance e eficiência; na ausência desses procedimentos, surgem problemas recorrentes como falta de compressão, aumento do consumo energético, aquecimento do estator e elevadas taxas de falhas mecânicas e elétricas, comprometendo a vida útil do equipamento e onerando o investimento realizado”, conclui.

 


Resumen (Español)
El compresor es el componente central de los sistemas de refrigeración y climatización, y su elección influye directamente en la eficiencia energética, la confiabilidad y la vida útil del equipo. Más allá del precio, factores como compatibilidad técnica, ingeniería embarcada, historial de fallas y condiciones de garantía determinan el desempeño del sistema. Fabricantes como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh y Danfoss destacan por procesos industriales controlados, pruebas rigurosas y cumplimiento de normas internacionales.

Los compresores remanufacturados pueden representar una alternativa intermedia cuando provienen de procesos certificados, aunque presentan mayor variabilidad y garantías limitadas. Los reconstruidos, generalmente reacondicionados sin control industrial estricto, implican riesgos elevados de fallas prematuras y mayor consumo energético. Especialistas como André Lago y Helena Pacheco Ferreira Kretzer coinciden en que la responsabilidad técnica y el diagnóstico correcto son decisivos para asegurar la confiabilidad y el desempeño del sistema a largo plazo.


Summary (English)
The compressor is the core component of refrigeration and air conditioning systems, and its selection has a direct impact on energy efficiency, reliability, and equipment lifespan. Beyond cost, technical compatibility, embedded engineering, failure history, and warranty conditions play a decisive role in system performance. Manufacturers such as Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh, and Danfoss stand out for controlled industrial processes, rigorous testing, and compliance with international standards.

Remanufactured compressors may offer a lower initial investment when sourced from certified processes, but they involve greater variability and limited guarantees. Rebuilt compressors, often refurbished without strict industrial controls, carry higher risks of premature failure and increased energy consumption. Experts André Lago and Helena Pacheco Ferreira Kretzer emphasize that technical responsibility and accurate fault diagnosis are essential to ensure long-term reliability and operational efficiency.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/foto-1-abre-materia-compressores-e1769534671365.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-09 10:39:082026-09-09 11:11:26Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

Reforma Tributária entra na fase prática: o que o setor HVAC-R precisa fazer agora

11/08/2026

Empresas de refrigeração e climatização devem aproveitar 2026 para adaptar sistemas, revisar preços e contratos e avaliar os impactos da CBS e do IBS

A Reforma Tributária começa a sair do papel. Se no início do ano as principais dúvidas estavam relacionadas ao funcionamento da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), agora a preocupação de fabricantes, distribuidores, lojistas, instaladores e prestadores de serviços deve ser outra: preparar a empresa para as novas regras.

Este ano (2026) funciona como período de testes. As alíquotas previstas nessa etapa são de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, mas isso não representa ainda a carga tributária definitiva do novo sistema.

O principal objetivo neste momento é permitir que empresas, sistemas de gestão, emissores de notas fiscais e administrações tributárias testem a nova estrutura antes das mudanças mais significativas previstas para 2027.

Notas fiscais já exigem atenção

Desde o início de agosto, empresas do regime regular, como as enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido, entraram no cronograma de utilização dos novos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos.

Receita Federal e Comitê Gestor do IBS flexibilizaram temporariamente as validações para evitar que notas sejam rejeitadas automaticamente durante a adaptação. Isso, porém, não significa que as empresas devam deixar a atualização para depois.

É hora de verificar com a contabilidade e com o fornecedor do ERP ou sistema de faturamento se a empresa já está preparada para os novos campos.

Para prestadores de serviços, incluindo muitas empresas de instalação e manutenção do setor, também será necessário acompanhar a adaptação da NFS-e conforme o cronograma aplicável.

Simples Nacional merece atenção especial

Para as empresas do Simples Nacional, a adaptação dos documentos fiscais ao IBS e à CBS está prevista, de forma geral, para 1º de janeiro de 2027.

Mas existe uma decisão importante antes disso.

Entre 1º e 30 de setembro de 2026, as empresas poderão optar por manter IBS e CBS dentro da sistemática do Simples ou recolher esses dois tributos pelo regime regular.

E não existe uma resposta única sobre qual alternativa será melhor.

Uma pequena instaladora que atende principalmente residências possui uma realidade diferente de outra que trabalha para supermercados, indústrias, construtoras ou grandes redes comerciais.

Isso acontece porque o novo sistema amplia a importância dos créditos tributários nas relações entre empresas.

Por isso, antes de fazer a opção, vale pedir à contabilidade uma simulação considerando faturamento, compras, custos, margem e, principalmente, o perfil dos clientes.

Quem vende para empresas deve olhar os créditos

A Reforma Tributária torna ainda mais importante saber para quem a empresa vende.

No atendimento ao consumidor final, o cliente não utiliza créditos de IBS e CBS. Já nas operações entre empresas, esses créditos podem ter valor econômico ao longo da cadeia.

Esse ponto merece atenção principalmente de distribuidores, lojas que vendem para instaladores e empresas instaladoras que atendem clientes corporativos.

Por isso, comparar apenas a alíquota atual do Simples com uma futura alíquota de IBS e CBS pode levar a uma conclusão errada.

A conta precisa considerar também os créditos gerados pelas compras e os efeitos para os clientes.

Preços e contratos também precisam ser revistos

A Reforma não deve ser tratada apenas como uma mudança na nota fiscal.

Fabricantes e distribuidores precisam revisar cadastros de produtos, sistemas, fornecedores e formação de preços.

Instaladores e empresas de manutenção devem observar a composição dos seus orçamentos, principalmente quando envolvem equipamentos, materiais e mão de obra.

Contratos de manutenção e fornecimento que atravessarão 2026 e 2027 também merecem atenção. Dependendo das condições negociadas, alterações tributárias podem afetar a margem da operação.

Isso não significa simplesmente aumentar preços. O correto será refazer as contas considerando impostos, créditos e custos da nova sistemática.

O que acontece em 2027?

A partir de 1º de janeiro de 2027, a CBS passa a funcionar efetivamente e PIS e Cofins serão extintos.

O IBS continuará sua implantação gradual. Entre 2029 e 2032 ocorrerá a substituição progressiva de ICMS e ISS pelo novo imposto.

Em 2033, o novo sistema tributário sobre o consumo estará integralmente implantado.

A alíquota de referência definitiva ainda depende das etapas previstas na legislação. Portanto, os 1% utilizados em 2026 não devem ser considerados como a futura carga tributária normal.

O que fazer agora?

Para o empresário do HVAC-R, o roteiro até o final de 2026 pode ser bem objetivo:

  1. Sistema: verificar se ERP, emissor de notas e cadastros estão preparados para IBS e CBS.
  2. Contabilidade: solicitar uma simulação dos impactos da Reforma na empresa.
  3. Simples Nacional: avaliar antes de setembro qual forma de recolhimento de IBS e CBS poderá ser mais adequada.
  4. Clientes: identificar quanto do faturamento vem de pessoas físicas e quanto vem de empresas.
  5. Compras: levantar equipamentos, peças, materiais e demais despesas que poderão influenciar os créditos tributários.
  6. Preços: revisar margens e formação de preços para 2027.
  7. Contratos: analisar principalmente contratos de fornecimento e manutenção que ultrapassem o final deste ano.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/04/instalador-de-ar-condicionado-e1770232048579.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-11 13:24:232026-08-11 16:47:42Reforma Tributária entra na fase prática: o que o setor HVAC-R precisa fazer agora

R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

15/07/2026

Por que o R-32 se tornou o refrigerante dominante nos sistemas de ar-condicionado?

A resposta envolve eficiência energética, menor impacto ambiental e conformidade com as exigências internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, sua adoção exige que instaladores, técnicos e empresas compreendam suas características específicas e sigam procedimentos diferentes daqueles utilizados com o R-410A.

Embora o R-32 já esteja consolidado no mercado brasileiro, ainda persistem dúvidas sobre inflamabilidade, compatibilidade de equipamentos, recolhimento, manutenção e retrofit. Conhecer essas particularidades é essencial para garantir segurança, desempenho e vida útil dos equipamentos.

O que é o R-32?

O R-32 (Difluorometano) pertence à família dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) e é utilizado como fluido puro, diferentemente do R-410A, que é uma mistura de refrigerantes.

Entre suas principais características destacam-se:

  • Menor Potencial de Aquecimento Global (GWP);
  • Elevada capacidade de transferência de calor;
  • Melhor eficiência energética;
  • Menor carga de refrigerante em diversos projetos;
  • Facilidade de reciclagem por ser um fluido puro.

Seu uso acompanha a transição mundial para refrigerantes com menor impacto ambiental, atendendo aos compromissos internacionais de redução das emissões.

Entendendo a classificação A2L

O principal ponto que diferencia o R-32 dos refrigerantes tradicionalmente utilizados é sua classificação de segurança.

Segundo a ASHRAE Standard 34, o R-32 pertence à classe A2L, que significa:

  • A: baixa toxicidade;
  • 2L: baixa inflamabilidade, com velocidade de propagação da chama reduzida.

Isso significa que o R-32 não é altamente inflamável, mas também não pode ser tratado como um refrigerante não inflamável, como o R-410A (classe A1).

Na prática, isso exige cuidados adicionais durante instalação, manutenção, armazenamento e transporte.

Boas práticas no uso do R-32

A utilização segura depende muito mais da capacitação do profissional do que do refrigerante em si.

Instalação

Durante a instalação é recomendável:

  • trabalhar em ambientes bem ventilados;
  • manter distância de fontes de ignição;
  • respeitar as distâncias mínimas previstas pelas normas;
  • utilizar equipamentos compatíveis com refrigerantes A2L.

Nunca instale equipamentos em ambientes confinados sem ventilação adequada.

Carga de refrigerante

A quantidade de R-32 permitida depende do ambiente e da aplicação.

Devem ser observadas as limitações estabelecidas por normas como:

  • IEC 60335-2-40;
  • ISO 5149.

Exceder a carga máxima aumenta significativamente os riscos em caso de vazamento.

Manutenção preventiva

Durante serviços de manutenção recomenda-se:

  • utilizar EPIs;
  • verificar vazamentos antes de qualquer intervenção;
  • ventilar o ambiente quando houver suspeita de escape de refrigerante;
  • utilizar instrumentos certificados para A2L.

O uso de detectores eletrônicos de vazamentos específicos para R-32 torna o serviço mais seguro e eficiente.

Recuperação do refrigerante

O R-32 nunca deve ser liberado na atmosfera.

O procedimento correto envolve:

  • recolhimento utilizando recolhedoras apropriadas;
  • cilindros homologados para alta pressão;
  • identificação correta do refrigerante recuperado.

Além do aspecto ambiental, o descarte inadequado pode gerar infrações legais.

Armazenamento

Os cilindros devem permanecer:

  • em locais ventilados;
  • protegidos do sol;
  • longe de equipamentos que gerem calor;
  • afastados de fontes de ignição.

Também é importante evitar impactos mecânicos e armazenar os recipientes na posição recomendada pelo fabricante.

Capacitação profissional

O avanço dos refrigerantes de baixo GWP tornou indispensável a atualização técnica.

Profissionais que trabalham com R-32 precisam conhecer:

  • propriedades físico-químicas;
  • procedimentos de segurança;
  • normas aplicáveis;
  • equipamentos específicos;
  • técnicas corretas de recolhimento e carga.

Treinamento reduz riscos e melhora a qualidade das instalações.

Erros que devem ser evitados

Algumas práticas ainda encontradas em campo representam riscos desnecessários.

Evite:

  • ignorar a classificação A2L;
  • utilizar ferramentas incompatíveis;
  • reparar vazamentos sem ventilação;
  • exceder a carga de refrigerante;
  • armazenar cilindros próximos ao calor;
  • liberar o refrigerante para a atmosfera;
  • trabalhar sem treinamento específico.

 


Perguntas frequentes

O R-32 explode?

Não. O R-32 possui baixa inflamabilidade. Entretanto, em condições inadequadas — como vazamentos em ambientes fechados associados a uma fonte de ignição — pode ocorrer combustão. Por isso, ventilação e procedimentos corretos são indispensáveis.


O R-32 é mais eficiente que o R-410A?

Em geral, sim.

Seu maior coeficiente de transferência de calor permite melhor desempenho energético em muitos projetos, desde que o sistema seja desenvolvido especificamente para esse refrigerante.


Posso substituir apenas o gás R-410A por R-32?

Não é recomendado.

Os dois refrigerantes possuem propriedades termodinâmicas diferentes e utilizam projetos específicos. Uma simples troca pode comprometer desempenho, segurança e confiabilidade do equipamento.


O óleo é o mesmo?

Na maioria das aplicações, ambos utilizam óleo sintético POE. Ainda assim, deve-se seguir rigorosamente as especificações do fabricante do equipamento.


O manifold pode ser utilizado nos dois refrigerantes?

Sim, desde que seja homologado para suportar as pressões de trabalho do R-32 e esteja em perfeitas condições de uso.


O R-32 pode ser usado em sistemas antigos?

Em geral, não.

Equipamentos projetados para R-22 ou R-410A normalmente exigem adaptações ou substituição de componentes. O retrofit deve ser avaliado caso a caso pelo fabricante.


O que pode e o que não pode fazer com R-32

Pode Não pode
Trabalhar em ambientes ventilados Trabalhar próximo a chamas ou faíscas
Utilizar equipamentos homologados para A2L Utilizar ferramentas incompatíveis
Respeitar os limites de carga Exceder a carga máxima recomendada
Detectar e corrigir vazamentos imediatamente Ignorar vazamentos
Recuperar o refrigerante em cilindros apropriados Liberar o gás para a atmosfera
Armazenar cilindros em locais ventilados Armazenar próximo ao calor
Utilizar EPIs Executar manutenção sem proteção
Manter documentação técnica atualizada Ignorar normas e manuais
Buscar treinamento contínuo Trabalhar sem capacitação

Considerações finais

A adoção do R-32 representa uma mudança importante para o setor de climatização, combinando maior eficiência energética e menor impacto ambiental. No entanto, esses benefícios só são plenamente alcançados quando instalação, manutenção e operação seguem procedimentos compatíveis com sua classificação A2L.

À medida que o mercado amplia o uso de refrigerantes de baixo GWP, cresce também a responsabilidade dos profissionais em atualizar conhecimentos, investir em ferramentas adequadas e aplicar rigorosamente as normas técnicas. Mais do que uma exigência regulatória, essas práticas contribuem para a segurança das equipes, a confiabilidade das instalações e o desempenho dos sistemas ao longo de sua vida útil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-15 15:49:432026-07-15 15:51:46R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

06/07/2026

Com temperaturas elevadas, países europeus registram aumento na procura por aparelhos de ar-condicionado, enquanto governos discutem alternativas para reduzir os impactos do calor.

A onda de calor que atinge a Europa em 2026 tem provocado mudanças no comportamento dos consumidores, pressionado sistemas de energia e ampliado o debate sobre as estratégias de adaptação às temperaturas elevadas. Enquanto cresce a procura por aparelhos de ar-condicionado, autoridades europeias e especialistas discutem os impactos do uso da tecnologia e alternativas para enfrentar o aquecimento.

Fabricantes asiáticos de equipamentos de climatização registraram aumento nas vendas para o mercado europeu. Segundo informações divulgadas pela Reuters, a sul-coreana Samsung Electronics informou crescimento de dois dígitos nas vendas durante o primeiro semestre em mercados como Itália, Espanha e França, impulsionado pela demanda durante a temporada de calor.

A LG Electronics informou que as linhas de produção de ar-condicionado de uma de suas unidades na Coreia do Sul operam em capacidade máxima desde abril para atender à demanda da Coreia e de mercados internacionais.

A chinesa Midea relatou aumento na procura pelo modelo portátil PortaSplit. De acordo com a empresa, uma onda de calor registrada nas últimas semanas de maio elevou as vendas, levando ao esgotamento do produto em alguns canais de comercialização. A companhia informou ainda que as vendas em canais de comércio eletrônico na Alemanha cresceram cerca de 37% em maio na comparação anual, enquanto os embarques para Espanha e França aumentaram 108% no mesmo período.

A japonesa Mitsubishi Electric também informou crescimento da demanda europeia, especialmente em França, Espanha, Reino Unido e Alemanha, países atingidos por sucessivas ondas de calor.

Apesar desse movimento, o ar-condicionado ainda está presente em uma parcela reduzida das residências europeias. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que aproximadamente 20% dos domicílios do continente possuem equipamentos de climatização. A instalação também representa um obstáculo para parte dos consumidores, principalmente em edifícios antigos, onde as adaptações estruturais podem elevar os custos. Segundo a Midea, a instalação pode ultrapassar 1.000 euros.

A baixa adoção do ar-condicionado está ligada também a fatores culturais, econômicos e ambientais. Em diversos países europeus, o equipamento é tradicionalmente menos utilizado do que em outras regiões do mundo devido ao maior custo da energia elétrica e às preocupações relacionadas ao consumo energético e aos impactos ambientais.

O debate ganhou espaço no cenário político francês durante a atual onda de calor. A Comissão Europeia afirmou que não pretende adotar uma posição favorável ou contrária ao uso do ar-condicionado. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen declarou que não cabe à União Europeia determinar como os cidadãos devem resfriar suas residências.

Especialistas em adaptação urbana defendem que o ar-condicionado pode ser uma medida importante para grupos vulneráveis em situações de emergência, como hospitais e idosos durante eventos extremos. No entanto, argumentam que a expansão indiscriminada da climatização pode aumentar o consumo de energia e contribuir para a emissão adicional de calor nas áreas urbanas.

Em vez de priorizar a instalação de equipamentos de climatização, governos europeus vêm investindo em outras estratégias de adaptação. Entre as medidas estão a criação de estações públicas de resfriamento, áreas urbanas destinadas ao abrigo durante períodos de calor intenso e programas de monitoramento da população idosa.

Na Itália, onde aproximadamente 56% das residências já possuíam ar-condicionado em 2024, autoridades também distribuem dispositivos vestíveis para acompanhar as condições de saúde dos idosos durante episódios de temperaturas extremas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, desde 21 de junho foram registradas mais de 1.300 mortes em excesso relacionadas ao calor na Europa. O continente possui a população mais envelhecida do mundo e, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, aquece a uma velocidade superior ao dobro da média global, ampliando os desafios para a adaptação das cidades às novas condições climáticas.

–

Resumen (español)

La ola de calor que afecta a Europa en 2026 ha incrementado la demanda de equipos de aire acondicionado, impulsando las ventas de fabricantes asiáticos como Samsung Electronics, LG Electronics, Midea y Mitsubishi Electric. Al mismo tiempo, autoridades europeas y especialistas mantienen el debate sobre las estrategias de adaptación al calor extremo. Mientras la Comisión Europea afirma que no adoptará una posición a favor o en contra del uso del aire acondicionado, varios países invierten en estaciones públicas de refrigeración, programas para proteger a la población mayor y otras medidas para enfrentar el aumento de las temperaturas.

Summary (English)

Europe’s 2026 heat wave has significantly increased demand for air-conditioning systems, boosting sales for Asian manufacturers including Samsung Electronics, LG Electronics, Midea and Mitsubishi Electric. At the same time, European authorities and climate experts continue to debate long-term adaptation strategies. While the European Commission says it will not take a position for or against air conditioning, several countries are investing in public cooling stations, programs to protect older adults and other measures to address rising temperatures and heat-related risks.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/europa-quente-clima.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-06 11:46:052026-07-16 10:53:44Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

Clube do Frio lança fórum de discussão no Facebook

02/07/2026

Grupo fechado substitui o antigo espaço de debates no site da Revista do Frio e reúne profissionais do setor HVAC-R para troca de experiências e discussões técnicas.

A Revista do Frio inaugurou nesta semana o Clube do Frio – Fórum de Discussão, um novo canal de interação hospedado no Facebook. O grupo foi criado para substituir o antigo espaço de debates disponível no site da publicação, que estava desativado.

O fórum é um grupo fechado destinado à troca de experiências entre profissionais dos segmentos de refrigeração, ar-condicionado, ventilação e aquecimento (HVAC-R). O ambiente será moderado e voltado à discussão de temas técnicos, tendências de mercado e desafios da rotina de trabalho.

O novo espaço busca ampliar a participação de instaladores, técnicos e engenheiros, permitindo que os profissionais compartilhem experiências e opiniões sobre as transformações do setor.

Para participar, os interessados devem acessar a página do Clube do Frio – Fórum de Discussão no Facebook e solicitar a adesão ao grupo.

A expectativa é reunir profissionais de diferentes regiões do país, incentivando o networking e a atualização técnica entre os participantes.


Resumen (español)

La Revista do Frio lanzó el Clube do Frio – Fórum de Discussão, un grupo cerrado en Facebook que sustituye el antiguo espacio de debates del sitio web de la publicación. El foro está dirigido a profesionales del sector HVAC-R y tiene como objetivo promover el intercambio de experiencias, debates técnicos, tendencias del mercado y la actualización profesional entre instaladores, técnicos e ingenieros.


Summary (English)

Revista do Frio has launched the Clube do Frio – Fórum de Discussão, a private Facebook group that replaces the publication’s former discussion area on its website. The forum is aimed at HVAC-R professionals and provides a moderated space for technical discussions, market trends, knowledge sharing, and professional networking among installers, technicians, and engineers.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Forum-facebook-hvac-clube-do-frio-revista-do-frio.jpg 907 1734 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-02 15:17:152026-07-06 16:37:43Clube do Frio lança fórum de discussão no Facebook

3º dia – Circuito dos Instaladores – Aracaju SE

12/06/2026
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-12 18:20:082026-06-12 10:43:263º dia – Circuito dos Instaladores – Aracaju SE

Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

29/05/2026

O cálculo da capacidade térmica permite verificar se um sistema de climatização está entregando o desempenho nominal especificado pelo fabricante.

O método baseia-se na variação de entalpia do ar associada à vazão mássica no evaporador, sendo aplicável a sistemas split, self-contained e fan coils, tanto de expansão direta quanto de água gelada.

A equação fundamental é:

Capacidade térmica (kW) = ṁ × Δh

Onde:

  • ṁ = vazão mássica de ar (kg/s)
  • Δh = variação de entalpia (kJ/kg)

 

1 – Cálculo da Capacidade Térmica

A – Determinação da Vazão Mássica de Ar (ṁ)

A vazão mássica é obtida a partir da vazão volumétrica e da densidade do ar.

A.1 – Vazão volumétrica

A vazão volumétrica é calculada por:

Q = V × A

Onde:

  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • V = velocidade média do ar (m/s)
  • A = área útil da face da serpentina (m²)

 

Procedimento:

  1. Medir largura e altura úteis da serpentina.
  2. Calcular a área (m²).
  3. Medir a velocidade média com anemômetro digital, distribuindo as medições em múltiplos pontos.
  4. Calcular Q em m³/s.
  5. Converter para m³/h quando necessário (multiplicar por 3600).

Em equipamentos de maior porte pode-se utilizar balômetro ou instrumentos digitais com cálculo automático.

 

A.2 – Determinação da densidade do ar (ρ)

A densidade do ar é determinada a partir das condições psicrométricas na saída do evaporador.

Podem ser utilizados:

  • Termohigrômetro digital
  • Psicrômetro eletrônico
  • Instrumentos multiparâmetro
  • Software ou aplicativo psicrométrico

Caso seja utilizada carta psicrométrica, devem ser informados:

  • Temperatura de bulbo seco
  • Temperatura de bulbo úmido ou umidade relativa

 

A.3 – Cálculo da vazão mássica

A vazão mássica é dada por:

ṁ = Q × ρ

Onde:

  • ṁ = vazão mássica (kg/s)
  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • ρ = densidade do ar (kg/m³)

 

B – Determinação da Variação de Entalpia (Δh)

Medem-se as condições psicrométricas do ar:

  • Na entrada do evaporador
  • Na saída do evaporador

Obtêm-se os valores de entalpia em kJ/kg.

A variação é calculada por:

Δh = h entrada − h saída

Instrumentos digitais modernos podem fornecer diretamente os valores de entalpia e a variação.

 

1.1 – Exemplo de Aplicação em Sistema Nominal de 15 TR

Dados medidos em campo

  • Vazão de ar no evaporador: 8200 m³/h
  • Temperatura de bulbo úmido na entrada: 20 °C
  • Temperatura de bulbo úmido na saída: 11,7 °C
  • Temperatura de bulbo seco na saída: 12,5 °C

 

1.1.1 – Determinação da densidade

A partir das condições psicrométricas obtém-se:

ρ = 0,896 kg/m³

 

1.1.2 – Vazão mássica

8200 m³/h × 0,896 kg/m³ = 7347,2 kg/h

Convertendo para kg/s:

7347,2 ÷ 3600 = 2,04 kg/s

 

1.1.3 – Variação de entalpia

Valores obtidos:

h entrada = 14,3 kcal/kg
h saída = 8,3 kcal/kg

Δh = 6 kcal/kg

Convertendo para o Sistema Internacional:

1 kcal = 4,186 kJ

Δh = 25,12 kJ/kg

1.1.4 – Capacidade térmica

Capacidade = 2,04 kg/s × 25,12 kJ/kg

Capacidade ≈ 51,24 kW

Conversão para TR:

1 TR = 3,517 kW

51,24 ÷ 3,517 = 14,57 TR

O sistema nominal de 15 TR apresenta capacidade real de aproximadamente 14,6 TR.

 

2 – Cálculo da Vazão de Ar

Aplicável a sistemas split, self-contained e fan coil.

2.1 – Procedimento

2.1.1 – Medição da área da serpentina

Largura = 1,2 m
Altura = 0,7 m

Área = 1,2 × 0,7 = 0,84 m²

 

2.1.2 – Medição da velocidade média

Velocidade média medida: 2,65 m/s

 

2.1.3 – Cálculo da vazão volumétrica

Q = 2,65 × 0,84

Q = 2,23 m³/s

 

2.1.4 – Conversão para m³/h

2,23 × 3600 = 8028 m³/h

 

Considerações Técnicas

O método de cálculo por variação de entalpia permanece tecnicamente válido e é amplamente utilizado em:

  • Comissionamento
  • Retrocomissionamento
  • Diagnóstico de desempenho
  • Auditorias energéticas
  • Avaliação de eficiência operacional

A precisão do resultado depende da qualidade das medições de vazão e das condições psicrométricas.

Para análise completa recomenda-se associar a verificação da capacidade térmica à medição de consumo elétrico e à avaliação de indicadores de eficiência, como COP ou EER.

 

Autor original

José de Castro Silva — Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado; Engenheiro de Produção Mecânica; Mestre em Engenharia Mecânica; Professor universitário na área de Sistemas Térmicos.

Atualização técnica e adequação editorial (2026)

Revista do Frio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/PTTHVAC3.jpg 1024 1536 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-29 16:14:442026-05-29 16:15:38Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização
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