• Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato
  Desde 1958 informando o HVAC-R
Revista do Frio
  • Revista
    • Outras Edições
  • Pauta
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • Circuito dos Instaladores
  • TOM
  • Artigo Técnico
  • Blog
  • Videos
  • Click to open the search input field Click to open the search input field Pesquisa
  • Menu Menu
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube

Arquivo para Tag: Revista do Frio

Reforma Tributária entra na fase prática: o que o setor HVAC-R precisa fazer agora

11/08/2026

Empresas de refrigeração e climatização devem aproveitar 2026 para adaptar sistemas, revisar preços e contratos e avaliar os impactos da CBS e do IBS

A Reforma Tributária começa a sair do papel. Se no início do ano as principais dúvidas estavam relacionadas ao funcionamento da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), agora a preocupação de fabricantes, distribuidores, lojistas, instaladores e prestadores de serviços deve ser outra: preparar a empresa para as novas regras.

Este ano (2026) funciona como período de testes. As alíquotas previstas nessa etapa são de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, mas isso não representa ainda a carga tributária definitiva do novo sistema.

O principal objetivo neste momento é permitir que empresas, sistemas de gestão, emissores de notas fiscais e administrações tributárias testem a nova estrutura antes das mudanças mais significativas previstas para 2027.

Notas fiscais já exigem atenção

Desde o início de agosto, empresas do regime regular, como as enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido, entraram no cronograma de utilização dos novos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos.

Receita Federal e Comitê Gestor do IBS flexibilizaram temporariamente as validações para evitar que notas sejam rejeitadas automaticamente durante a adaptação. Isso, porém, não significa que as empresas devam deixar a atualização para depois.

É hora de verificar com a contabilidade e com o fornecedor do ERP ou sistema de faturamento se a empresa já está preparada para os novos campos.

Para prestadores de serviços, incluindo muitas empresas de instalação e manutenção do setor, também será necessário acompanhar a adaptação da NFS-e conforme o cronograma aplicável.

Simples Nacional merece atenção especial

Para as empresas do Simples Nacional, a adaptação dos documentos fiscais ao IBS e à CBS está prevista, de forma geral, para 1º de janeiro de 2027.

Mas existe uma decisão importante antes disso.

Entre 1º e 30 de setembro de 2026, as empresas poderão optar por manter IBS e CBS dentro da sistemática do Simples ou recolher esses dois tributos pelo regime regular.

E não existe uma resposta única sobre qual alternativa será melhor.

Uma pequena instaladora que atende principalmente residências possui uma realidade diferente de outra que trabalha para supermercados, indústrias, construtoras ou grandes redes comerciais.

Isso acontece porque o novo sistema amplia a importância dos créditos tributários nas relações entre empresas.

Por isso, antes de fazer a opção, vale pedir à contabilidade uma simulação considerando faturamento, compras, custos, margem e, principalmente, o perfil dos clientes.

Quem vende para empresas deve olhar os créditos

A Reforma Tributária torna ainda mais importante saber para quem a empresa vende.

No atendimento ao consumidor final, o cliente não utiliza créditos de IBS e CBS. Já nas operações entre empresas, esses créditos podem ter valor econômico ao longo da cadeia.

Esse ponto merece atenção principalmente de distribuidores, lojas que vendem para instaladores e empresas instaladoras que atendem clientes corporativos.

Por isso, comparar apenas a alíquota atual do Simples com uma futura alíquota de IBS e CBS pode levar a uma conclusão errada.

A conta precisa considerar também os créditos gerados pelas compras e os efeitos para os clientes.

Preços e contratos também precisam ser revistos

A Reforma não deve ser tratada apenas como uma mudança na nota fiscal.

Fabricantes e distribuidores precisam revisar cadastros de produtos, sistemas, fornecedores e formação de preços.

Instaladores e empresas de manutenção devem observar a composição dos seus orçamentos, principalmente quando envolvem equipamentos, materiais e mão de obra.

Contratos de manutenção e fornecimento que atravessarão 2026 e 2027 também merecem atenção. Dependendo das condições negociadas, alterações tributárias podem afetar a margem da operação.

Isso não significa simplesmente aumentar preços. O correto será refazer as contas considerando impostos, créditos e custos da nova sistemática.

O que acontece em 2027?

A partir de 1º de janeiro de 2027, a CBS passa a funcionar efetivamente e PIS e Cofins serão extintos.

O IBS continuará sua implantação gradual. Entre 2029 e 2032 ocorrerá a substituição progressiva de ICMS e ISS pelo novo imposto.

Em 2033, o novo sistema tributário sobre o consumo estará integralmente implantado.

A alíquota de referência definitiva ainda depende das etapas previstas na legislação. Portanto, os 1% utilizados em 2026 não devem ser considerados como a futura carga tributária normal.

O que fazer agora?

Para o empresário do HVAC-R, o roteiro até o final de 2026 pode ser bem objetivo:

  1. Sistema: verificar se ERP, emissor de notas e cadastros estão preparados para IBS e CBS.
  2. Contabilidade: solicitar uma simulação dos impactos da Reforma na empresa.
  3. Simples Nacional: avaliar antes de setembro qual forma de recolhimento de IBS e CBS poderá ser mais adequada.
  4. Clientes: identificar quanto do faturamento vem de pessoas físicas e quanto vem de empresas.
  5. Compras: levantar equipamentos, peças, materiais e demais despesas que poderão influenciar os créditos tributários.
  6. Preços: revisar margens e formação de preços para 2027.
  7. Contratos: analisar principalmente contratos de fornecimento e manutenção que ultrapassem o final deste ano.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/04/instalador-de-ar-condicionado-e1770232048579.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-11 13:24:232026-08-11 16:47:42Reforma Tributária entra na fase prática: o que o setor HVAC-R precisa fazer agora

R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

15/07/2026

Por que o R-32 se tornou o refrigerante dominante nos sistemas de ar-condicionado?

A resposta envolve eficiência energética, menor impacto ambiental e conformidade com as exigências internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, sua adoção exige que instaladores, técnicos e empresas compreendam suas características específicas e sigam procedimentos diferentes daqueles utilizados com o R-410A.

Embora o R-32 já esteja consolidado no mercado brasileiro, ainda persistem dúvidas sobre inflamabilidade, compatibilidade de equipamentos, recolhimento, manutenção e retrofit. Conhecer essas particularidades é essencial para garantir segurança, desempenho e vida útil dos equipamentos.

O que é o R-32?

O R-32 (Difluorometano) pertence à família dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) e é utilizado como fluido puro, diferentemente do R-410A, que é uma mistura de refrigerantes.

Entre suas principais características destacam-se:

  • Menor Potencial de Aquecimento Global (GWP);
  • Elevada capacidade de transferência de calor;
  • Melhor eficiência energética;
  • Menor carga de refrigerante em diversos projetos;
  • Facilidade de reciclagem por ser um fluido puro.

Seu uso acompanha a transição mundial para refrigerantes com menor impacto ambiental, atendendo aos compromissos internacionais de redução das emissões.

Entendendo a classificação A2L

O principal ponto que diferencia o R-32 dos refrigerantes tradicionalmente utilizados é sua classificação de segurança.

Segundo a ASHRAE Standard 34, o R-32 pertence à classe A2L, que significa:

  • A: baixa toxicidade;
  • 2L: baixa inflamabilidade, com velocidade de propagação da chama reduzida.

Isso significa que o R-32 não é altamente inflamável, mas também não pode ser tratado como um refrigerante não inflamável, como o R-410A (classe A1).

Na prática, isso exige cuidados adicionais durante instalação, manutenção, armazenamento e transporte.

Boas práticas no uso do R-32

A utilização segura depende muito mais da capacitação do profissional do que do refrigerante em si.

Instalação

Durante a instalação é recomendável:

  • trabalhar em ambientes bem ventilados;
  • manter distância de fontes de ignição;
  • respeitar as distâncias mínimas previstas pelas normas;
  • utilizar equipamentos compatíveis com refrigerantes A2L.

Nunca instale equipamentos em ambientes confinados sem ventilação adequada.

Carga de refrigerante

A quantidade de R-32 permitida depende do ambiente e da aplicação.

Devem ser observadas as limitações estabelecidas por normas como:

  • IEC 60335-2-40;
  • ISO 5149.

Exceder a carga máxima aumenta significativamente os riscos em caso de vazamento.

Manutenção preventiva

Durante serviços de manutenção recomenda-se:

  • utilizar EPIs;
  • verificar vazamentos antes de qualquer intervenção;
  • ventilar o ambiente quando houver suspeita de escape de refrigerante;
  • utilizar instrumentos certificados para A2L.

O uso de detectores eletrônicos de vazamentos específicos para R-32 torna o serviço mais seguro e eficiente.

Recuperação do refrigerante

O R-32 nunca deve ser liberado na atmosfera.

O procedimento correto envolve:

  • recolhimento utilizando recolhedoras apropriadas;
  • cilindros homologados para alta pressão;
  • identificação correta do refrigerante recuperado.

Além do aspecto ambiental, o descarte inadequado pode gerar infrações legais.

Armazenamento

Os cilindros devem permanecer:

  • em locais ventilados;
  • protegidos do sol;
  • longe de equipamentos que gerem calor;
  • afastados de fontes de ignição.

Também é importante evitar impactos mecânicos e armazenar os recipientes na posição recomendada pelo fabricante.

Capacitação profissional

O avanço dos refrigerantes de baixo GWP tornou indispensável a atualização técnica.

Profissionais que trabalham com R-32 precisam conhecer:

  • propriedades físico-químicas;
  • procedimentos de segurança;
  • normas aplicáveis;
  • equipamentos específicos;
  • técnicas corretas de recolhimento e carga.

Treinamento reduz riscos e melhora a qualidade das instalações.

Erros que devem ser evitados

Algumas práticas ainda encontradas em campo representam riscos desnecessários.

Evite:

  • ignorar a classificação A2L;
  • utilizar ferramentas incompatíveis;
  • reparar vazamentos sem ventilação;
  • exceder a carga de refrigerante;
  • armazenar cilindros próximos ao calor;
  • liberar o refrigerante para a atmosfera;
  • trabalhar sem treinamento específico.

 


Perguntas frequentes

O R-32 explode?

Não. O R-32 possui baixa inflamabilidade. Entretanto, em condições inadequadas — como vazamentos em ambientes fechados associados a uma fonte de ignição — pode ocorrer combustão. Por isso, ventilação e procedimentos corretos são indispensáveis.


O R-32 é mais eficiente que o R-410A?

Em geral, sim.

Seu maior coeficiente de transferência de calor permite melhor desempenho energético em muitos projetos, desde que o sistema seja desenvolvido especificamente para esse refrigerante.


Posso substituir apenas o gás R-410A por R-32?

Não é recomendado.

Os dois refrigerantes possuem propriedades termodinâmicas diferentes e utilizam projetos específicos. Uma simples troca pode comprometer desempenho, segurança e confiabilidade do equipamento.


O óleo é o mesmo?

Na maioria das aplicações, ambos utilizam óleo sintético POE. Ainda assim, deve-se seguir rigorosamente as especificações do fabricante do equipamento.


O manifold pode ser utilizado nos dois refrigerantes?

Sim, desde que seja homologado para suportar as pressões de trabalho do R-32 e esteja em perfeitas condições de uso.


O R-32 pode ser usado em sistemas antigos?

Em geral, não.

Equipamentos projetados para R-22 ou R-410A normalmente exigem adaptações ou substituição de componentes. O retrofit deve ser avaliado caso a caso pelo fabricante.


O que pode e o que não pode fazer com R-32

Pode Não pode
Trabalhar em ambientes ventilados Trabalhar próximo a chamas ou faíscas
Utilizar equipamentos homologados para A2L Utilizar ferramentas incompatíveis
Respeitar os limites de carga Exceder a carga máxima recomendada
Detectar e corrigir vazamentos imediatamente Ignorar vazamentos
Recuperar o refrigerante em cilindros apropriados Liberar o gás para a atmosfera
Armazenar cilindros em locais ventilados Armazenar próximo ao calor
Utilizar EPIs Executar manutenção sem proteção
Manter documentação técnica atualizada Ignorar normas e manuais
Buscar treinamento contínuo Trabalhar sem capacitação

Considerações finais

A adoção do R-32 representa uma mudança importante para o setor de climatização, combinando maior eficiência energética e menor impacto ambiental. No entanto, esses benefícios só são plenamente alcançados quando instalação, manutenção e operação seguem procedimentos compatíveis com sua classificação A2L.

À medida que o mercado amplia o uso de refrigerantes de baixo GWP, cresce também a responsabilidade dos profissionais em atualizar conhecimentos, investir em ferramentas adequadas e aplicar rigorosamente as normas técnicas. Mais do que uma exigência regulatória, essas práticas contribuem para a segurança das equipes, a confiabilidade das instalações e o desempenho dos sistemas ao longo de sua vida útil.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-15 15:49:432026-07-15 15:51:46R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

06/07/2026

Com temperaturas elevadas, países europeus registram aumento na procura por aparelhos de ar-condicionado, enquanto governos discutem alternativas para reduzir os impactos do calor.

A onda de calor que atinge a Europa em 2026 tem provocado mudanças no comportamento dos consumidores, pressionado sistemas de energia e ampliado o debate sobre as estratégias de adaptação às temperaturas elevadas. Enquanto cresce a procura por aparelhos de ar-condicionado, autoridades europeias e especialistas discutem os impactos do uso da tecnologia e alternativas para enfrentar o aquecimento.

Fabricantes asiáticos de equipamentos de climatização registraram aumento nas vendas para o mercado europeu. Segundo informações divulgadas pela Reuters, a sul-coreana Samsung Electronics informou crescimento de dois dígitos nas vendas durante o primeiro semestre em mercados como Itália, Espanha e França, impulsionado pela demanda durante a temporada de calor.

A LG Electronics informou que as linhas de produção de ar-condicionado de uma de suas unidades na Coreia do Sul operam em capacidade máxima desde abril para atender à demanda da Coreia e de mercados internacionais.

A chinesa Midea relatou aumento na procura pelo modelo portátil PortaSplit. De acordo com a empresa, uma onda de calor registrada nas últimas semanas de maio elevou as vendas, levando ao esgotamento do produto em alguns canais de comercialização. A companhia informou ainda que as vendas em canais de comércio eletrônico na Alemanha cresceram cerca de 37% em maio na comparação anual, enquanto os embarques para Espanha e França aumentaram 108% no mesmo período.

A japonesa Mitsubishi Electric também informou crescimento da demanda europeia, especialmente em França, Espanha, Reino Unido e Alemanha, países atingidos por sucessivas ondas de calor.

Apesar desse movimento, o ar-condicionado ainda está presente em uma parcela reduzida das residências europeias. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que aproximadamente 20% dos domicílios do continente possuem equipamentos de climatização. A instalação também representa um obstáculo para parte dos consumidores, principalmente em edifícios antigos, onde as adaptações estruturais podem elevar os custos. Segundo a Midea, a instalação pode ultrapassar 1.000 euros.

A baixa adoção do ar-condicionado está ligada também a fatores culturais, econômicos e ambientais. Em diversos países europeus, o equipamento é tradicionalmente menos utilizado do que em outras regiões do mundo devido ao maior custo da energia elétrica e às preocupações relacionadas ao consumo energético e aos impactos ambientais.

O debate ganhou espaço no cenário político francês durante a atual onda de calor. A Comissão Europeia afirmou que não pretende adotar uma posição favorável ou contrária ao uso do ar-condicionado. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen declarou que não cabe à União Europeia determinar como os cidadãos devem resfriar suas residências.

Especialistas em adaptação urbana defendem que o ar-condicionado pode ser uma medida importante para grupos vulneráveis em situações de emergência, como hospitais e idosos durante eventos extremos. No entanto, argumentam que a expansão indiscriminada da climatização pode aumentar o consumo de energia e contribuir para a emissão adicional de calor nas áreas urbanas.

Em vez de priorizar a instalação de equipamentos de climatização, governos europeus vêm investindo em outras estratégias de adaptação. Entre as medidas estão a criação de estações públicas de resfriamento, áreas urbanas destinadas ao abrigo durante períodos de calor intenso e programas de monitoramento da população idosa.

Na Itália, onde aproximadamente 56% das residências já possuíam ar-condicionado em 2024, autoridades também distribuem dispositivos vestíveis para acompanhar as condições de saúde dos idosos durante episódios de temperaturas extremas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, desde 21 de junho foram registradas mais de 1.300 mortes em excesso relacionadas ao calor na Europa. O continente possui a população mais envelhecida do mundo e, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, aquece a uma velocidade superior ao dobro da média global, ampliando os desafios para a adaptação das cidades às novas condições climáticas.

–

Resumen (español)

La ola de calor que afecta a Europa en 2026 ha incrementado la demanda de equipos de aire acondicionado, impulsando las ventas de fabricantes asiáticos como Samsung Electronics, LG Electronics, Midea y Mitsubishi Electric. Al mismo tiempo, autoridades europeas y especialistas mantienen el debate sobre las estrategias de adaptación al calor extremo. Mientras la Comisión Europea afirma que no adoptará una posición a favor o en contra del uso del aire acondicionado, varios países invierten en estaciones públicas de refrigeración, programas para proteger a la población mayor y otras medidas para enfrentar el aumento de las temperaturas.

Summary (English)

Europe’s 2026 heat wave has significantly increased demand for air-conditioning systems, boosting sales for Asian manufacturers including Samsung Electronics, LG Electronics, Midea and Mitsubishi Electric. At the same time, European authorities and climate experts continue to debate long-term adaptation strategies. While the European Commission says it will not take a position for or against air conditioning, several countries are investing in public cooling stations, programs to protect older adults and other measures to address rising temperatures and heat-related risks.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/europa-quente-clima.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-06 11:46:052026-07-16 10:53:44Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

Clube do Frio lança fórum de discussão no Facebook

02/07/2026

Grupo fechado substitui o antigo espaço de debates no site da Revista do Frio e reúne profissionais do setor HVAC-R para troca de experiências e discussões técnicas.

A Revista do Frio inaugurou nesta semana o Clube do Frio – Fórum de Discussão, um novo canal de interação hospedado no Facebook. O grupo foi criado para substituir o antigo espaço de debates disponível no site da publicação, que estava desativado.

O fórum é um grupo fechado destinado à troca de experiências entre profissionais dos segmentos de refrigeração, ar-condicionado, ventilação e aquecimento (HVAC-R). O ambiente será moderado e voltado à discussão de temas técnicos, tendências de mercado e desafios da rotina de trabalho.

O novo espaço busca ampliar a participação de instaladores, técnicos e engenheiros, permitindo que os profissionais compartilhem experiências e opiniões sobre as transformações do setor.

Para participar, os interessados devem acessar a página do Clube do Frio – Fórum de Discussão no Facebook e solicitar a adesão ao grupo.

A expectativa é reunir profissionais de diferentes regiões do país, incentivando o networking e a atualização técnica entre os participantes.


Resumen (español)

La Revista do Frio lanzó el Clube do Frio – Fórum de Discussão, un grupo cerrado en Facebook que sustituye el antiguo espacio de debates del sitio web de la publicación. El foro está dirigido a profesionales del sector HVAC-R y tiene como objetivo promover el intercambio de experiencias, debates técnicos, tendencias del mercado y la actualización profesional entre instaladores, técnicos e ingenieros.


Summary (English)

Revista do Frio has launched the Clube do Frio – Fórum de Discussão, a private Facebook group that replaces the publication’s former discussion area on its website. The forum is aimed at HVAC-R professionals and provides a moderated space for technical discussions, market trends, knowledge sharing, and professional networking among installers, technicians, and engineers.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Forum-facebook-hvac-clube-do-frio-revista-do-frio.jpg 907 1734 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-02 15:17:152026-07-06 16:37:43Clube do Frio lança fórum de discussão no Facebook

3º dia – Circuito dos Instaladores – Aracaju SE

12/06/2026
http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-12 18:20:082026-06-12 10:43:263º dia – Circuito dos Instaladores – Aracaju SE

Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

29/05/2026

O cálculo da capacidade térmica permite verificar se um sistema de climatização está entregando o desempenho nominal especificado pelo fabricante.

O método baseia-se na variação de entalpia do ar associada à vazão mássica no evaporador, sendo aplicável a sistemas split, self-contained e fan coils, tanto de expansão direta quanto de água gelada.

A equação fundamental é:

Capacidade térmica (kW) = ṁ × Δh

Onde:

  • ṁ = vazão mássica de ar (kg/s)
  • Δh = variação de entalpia (kJ/kg)

 

1 – Cálculo da Capacidade Térmica

A – Determinação da Vazão Mássica de Ar (ṁ)

A vazão mássica é obtida a partir da vazão volumétrica e da densidade do ar.

A.1 – Vazão volumétrica

A vazão volumétrica é calculada por:

Q = V × A

Onde:

  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • V = velocidade média do ar (m/s)
  • A = área útil da face da serpentina (m²)

 

Procedimento:

  1. Medir largura e altura úteis da serpentina.
  2. Calcular a área (m²).
  3. Medir a velocidade média com anemômetro digital, distribuindo as medições em múltiplos pontos.
  4. Calcular Q em m³/s.
  5. Converter para m³/h quando necessário (multiplicar por 3600).

Em equipamentos de maior porte pode-se utilizar balômetro ou instrumentos digitais com cálculo automático.

 

A.2 – Determinação da densidade do ar (ρ)

A densidade do ar é determinada a partir das condições psicrométricas na saída do evaporador.

Podem ser utilizados:

  • Termohigrômetro digital
  • Psicrômetro eletrônico
  • Instrumentos multiparâmetro
  • Software ou aplicativo psicrométrico

Caso seja utilizada carta psicrométrica, devem ser informados:

  • Temperatura de bulbo seco
  • Temperatura de bulbo úmido ou umidade relativa

 

A.3 – Cálculo da vazão mássica

A vazão mássica é dada por:

ṁ = Q × ρ

Onde:

  • ṁ = vazão mássica (kg/s)
  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • ρ = densidade do ar (kg/m³)

 

B – Determinação da Variação de Entalpia (Δh)

Medem-se as condições psicrométricas do ar:

  • Na entrada do evaporador
  • Na saída do evaporador

Obtêm-se os valores de entalpia em kJ/kg.

A variação é calculada por:

Δh = h entrada − h saída

Instrumentos digitais modernos podem fornecer diretamente os valores de entalpia e a variação.

 

1.1 – Exemplo de Aplicação em Sistema Nominal de 15 TR

Dados medidos em campo

  • Vazão de ar no evaporador: 8200 m³/h
  • Temperatura de bulbo úmido na entrada: 20 °C
  • Temperatura de bulbo úmido na saída: 11,7 °C
  • Temperatura de bulbo seco na saída: 12,5 °C

 

1.1.1 – Determinação da densidade

A partir das condições psicrométricas obtém-se:

ρ = 0,896 kg/m³

 

1.1.2 – Vazão mássica

8200 m³/h × 0,896 kg/m³ = 7347,2 kg/h

Convertendo para kg/s:

7347,2 ÷ 3600 = 2,04 kg/s

 

1.1.3 – Variação de entalpia

Valores obtidos:

h entrada = 14,3 kcal/kg
h saída = 8,3 kcal/kg

Δh = 6 kcal/kg

Convertendo para o Sistema Internacional:

1 kcal = 4,186 kJ

Δh = 25,12 kJ/kg

1.1.4 – Capacidade térmica

Capacidade = 2,04 kg/s × 25,12 kJ/kg

Capacidade ≈ 51,24 kW

Conversão para TR:

1 TR = 3,517 kW

51,24 ÷ 3,517 = 14,57 TR

O sistema nominal de 15 TR apresenta capacidade real de aproximadamente 14,6 TR.

 

2 – Cálculo da Vazão de Ar

Aplicável a sistemas split, self-contained e fan coil.

2.1 – Procedimento

2.1.1 – Medição da área da serpentina

Largura = 1,2 m
Altura = 0,7 m

Área = 1,2 × 0,7 = 0,84 m²

 

2.1.2 – Medição da velocidade média

Velocidade média medida: 2,65 m/s

 

2.1.3 – Cálculo da vazão volumétrica

Q = 2,65 × 0,84

Q = 2,23 m³/s

 

2.1.4 – Conversão para m³/h

2,23 × 3600 = 8028 m³/h

 

Considerações Técnicas

O método de cálculo por variação de entalpia permanece tecnicamente válido e é amplamente utilizado em:

  • Comissionamento
  • Retrocomissionamento
  • Diagnóstico de desempenho
  • Auditorias energéticas
  • Avaliação de eficiência operacional

A precisão do resultado depende da qualidade das medições de vazão e das condições psicrométricas.

Para análise completa recomenda-se associar a verificação da capacidade térmica à medição de consumo elétrico e à avaliação de indicadores de eficiência, como COP ou EER.

 

Autor original

José de Castro Silva — Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado; Engenheiro de Produção Mecânica; Mestre em Engenharia Mecânica; Professor universitário na área de Sistemas Térmicos.

Atualização técnica e adequação editorial (2026)

Revista do Frio.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-29 16:14:442026-05-29 16:15:38Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

27/05/2026

As novas etiquetas do Inmetro mudam a forma de identificar a eficiência de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras.

As etiquetas de eficiência energética conhecidas pelas classificações A+, A++ e A+++ estão sendo substituídas por um novo sistema de avaliação do Inmetro. A mudança afeta aparelhos de ar-condicionado e refrigeradores e faz parte da adoção de critérios atualizados para medir o consumo de energia dos equipamentos.

No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a principal alteração foi a adoção do Índice de Desempenho do Resfriamento Sazonal (IDRS), previsto na Portaria Inmetro nº 234/2020. O indicador substituiu o método tradicional baseado no COP/EER, utilizado para medir a eficiência dos equipamentos em condições estáticas de operação.

Diferentemente do sistema anterior, o IDRS considera o consumo de energia ao longo do ano, levando em conta as variações climáticas típicas do país. Com isso, a avaliação passa a refletir o desempenho do equipamento em diferentes condições de uso.

A mudança também simplificou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Em vez das antigas subdivisões A+, A++ e A+++, os aparelhos passaram a ser classificados em uma escala de A a F.

O processo de transição começou em 2023, quando foi proibida a fabricação e a importação de modelos sem o novo índice de eficiência. A regulamentação avança agora para as etapas finais de adequação do mercado.

Outra mudança está relacionada à obtenção da classificação máxima. O IDRS mínimo exigido para que um aparelho seja enquadrado na Classe A passou de 5,5 para 7,0.

Segundo as informações divulgadas, mais da metade dos aparelhos split de entrada produzidos em Manaus não alcança atualmente a classificação A após a adoção do novo critério.

Os equipamentos enquadrados nas faixas de menor eficiência seguem um cronograma de transição para comercialização. O prazo para escoamento desses modelos no varejo termina no final de junho.

Geladeiras passam a usar apenas três classes

Para os refrigeradores, a mudança ocorre de forma diferente. As etiquetas foram simplificadas para apenas três categorias: A, B e C.

Nesse modelo, os equipamentos que seriam enquadrados nas antigas categorias D, E e F deixaram de fazer parte da classificação. O varejo tem até o final do ano para comercializar os estoques remanescentes desses produtos.

Para os profissionais de climatização e refrigeração, a principal mudança prática é a identificação da eficiência energética dos equipamentos. As antigas referências A+, A++ e A+++ deixam de existir, dando lugar às novas classificações adotadas pelo Inmetro.

Figura ilustrativa

–

Resumen (español)

Las etiquetas de eficiencia energética A+, A++ y A+++ están siendo sustituidas por nuevos criterios definidos por el Inmetro. Los equipos de aire acondicionado ahora utilizan el Índice de Desempeño de Refrigeración Estacional (IDRS) y una escala de A a F, mientras que los refrigeradores adoptan una clasificación simplificada de A a C. El cambio modifica la forma de identificar la eficiencia energética de los equipos comercializados en Brasil.

Summary (English)

The A+, A++ and A+++ energy-efficiency labels are being replaced by new criteria established by Inmetro. Air conditioners are now evaluated using the Seasonal Cooling Performance Index (IDRS) and an A-to-F scale, while refrigerators follow a simplified A-to-C classification system. The change modifies how energy efficiency is identified in equipment sold in Brazil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Etiquetas-energia-hvac-r-1.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-27 16:22:282026-05-28 09:14:54O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

Troféu Oswaldo Moreira entra em fase de apuração

27/05/2026

Revista do Frio e Clube do Frio contabilizam os votos da primeira etapa da premiação que reconhece profissionais, empresas e marcas do setor HVAC-R.

Os votos da primeira fase do Troféu Oswaldo Moreira 2025 já foram enviados e a organização iniciou a etapa de apuração das indicações. A premiação, promovida pela Revista do Frio e pelo Clube do Frio, reconhece profissionais, empresas e marcas mais lembrados pelo setor HVAC-R brasileiro.

Segundo a organização, os votos recebidos estão sendo contabilizados para definir os indicados oficiais que avançarão para a fase final da premiação. A divulgação dos classificados para a próxima etapa será feita em breve.

O Troféu Oswaldo Moreira é realizado anualmente e reúne representantes de diferentes segmentos da cadeia de refrigeração, climatização, aquecimento e ventilação. A premiação tem como objetivo destacar a atuação de empresas, marcas e profissionais apontados pelos próprios participantes do setor.

A organização também agradeceu a participação do público na primeira etapa da votação. Segundo o comunicado, o envolvimento dos profissionais contribui para fortalecer o reconhecimento das atividades ligadas ao HVAC-R no país.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2017/06/trofeu-oswaldo-moreira-revista-do-frio-frase-e1779905417476.jpg 600 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-27 15:10:432026-05-29 10:55:13Troféu Oswaldo Moreira entra em fase de apuração

Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

26/05/2026

Grupo técnico formado por fabricantes, fornecedores e produtores de refrigerantes estima que medidas regulatórias aplicadas entre 2030 e 2050 podem reduzir pela metade as emissões acumuladas de fluidos refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia.

Um grupo técnico criado para avaliar as emissões de refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia publicou um estudo que estabelece uma linha de base para o período de 2021 a 2050 e apresenta cenários de redução de emissões associados a possíveis medidas regulatórias.

O documento foi elaborado por Thom Hermens e Mark Smith, da Chemours, e por Curt Vincent e MaryJo VandenBrink, da Honeywell, vinculada à marca Solstice.

Segundo o relatório, o objetivo do grupo foi quantificar as emissões de refrigerantes ao longo de todo o ciclo de vida dos sistemas de ar-condicionado veicular, incluindo produção, distribuição, carga inicial, uso do veículo, acidentes, reparos, manutenção, fim de vida útil e recuperação de refrigerantes. O trabalho foi desenvolvido para apoiar autoridades europeias que analisam alternativas regulatórias relacionadas à proposta de restrição de PFAS e gases fluorados no setor de transportes.

O grupo reuniu representantes da cadeia de valor, incluindo oito fabricantes de veículos (OEMs), seis fabricantes de componentes automotivos (Tier 1), uma rede de oficinas, um distribuidor, dois produtores de refrigerantes e dois operadores de fim de vida útil de veículos.

De acordo com as estimativas apresentadas, as emissões anuais totais de refrigerantes em aplicações automotivas na União Europeia poderiam cair de 15.353 toneladas métricas em um cenário de referência para 6.083 toneladas métricas em 2050 com a adoção das medidas propostas, representando redução de aproximadamente 60%. Entre 2030 e 2050, o estudo calcula que cerca de 183 mil toneladas métricas de emissões poderiam ser evitadas.

O relatório identifica que a maior parcela das emissões ocorre durante a vida útil do veículo, principalmente em função de vazamentos naturais dos sistemas de climatização. Entre as medidas analisadas estão limites máximos para taxas de vazamento em novos veículos, obrigatoriedade de reparo quando vazamentos forem detectados durante serviços de manutenção, inspeções periódicas dos sistemas de ar-condicionado, monitoramento da saúde do sistema e especificações mais rigorosas para condensadores.

O estudo também aponta que a eletrificação da frota tende a reduzir parte das emissões por eliminar o retentor mecânico presente nos compressores acionados por correia dos veículos com motor de combustão interna. Segundo os autores, compressores elétricos utilizados em veículos elétricos a bateria (BEVs) apresentam taxas menores de vazamento, embora sistemas com bomba de calor possam adicionar novas conexões ao circuito frigorífico.

Entre os dados analisados, o documento indica que cerca de 76% dos veículos em circulação na União Europeia em 2021 possuíam ar-condicionado instalado de fábrica. A projeção é que essa participação alcance aproximadamente 97% em 2035 e praticamente 100% em 2050.

–

Resumen (español)

El Grupo Técnico de Trabajo sobre Emisiones de Refrigerantes en Vehículos de la Unión Europea publicó un estudio que evalúa las emisiones de refrigerantes de los sistemas de aire acondicionado automotriz entre 2021 y 2050. El documento propone medidas regulatorias orientadas a reducir fugas durante la vida útil de los vehículos, mejorar los procedimientos de mantenimiento y fortalecer el diseño de los componentes. Según las estimaciones del informe, las emisiones anuales podrían reducirse en alrededor del 60% para 2050, evitando más de 183 mil toneladas métricas de emisiones acumuladas entre 2030 y 2050.

Summary (English)

The European Union Automotive Refrigerant Emissions Technical Working Group has released a study assessing refrigerant emissions from vehicle air-conditioning systems between 2021 and 2050. The report evaluates potential regulatory measures aimed at reducing leakage during vehicle operation, improving maintenance practices and strengthening component design requirements. According to the study, annual refrigerant emissions could decline by about 60% by 2050, preventing more than 183,000 metric tons of cumulative emissions between 2030 and 2050.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/01/manifold-ar-condicionado-automotivo.jpg 857 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-26 14:40:562026-05-26 14:42:12Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos

25/05/2026

Pesquisadores utilizam a expressão inglesa cooling poverty para descrever situações em que a proteção contra o calor depende não apenas de equipamentos de climatização, mas também de moradia, infraestrutura urbana, acesso à água e serviços públicos.

A expressão inglesa cooling poverty tem sido utilizada por pesquisadores para descrever situações em que pessoas e comunidades não dispõem de condições adequadas para se proteger do calor extremo. O conceito amplia a compreensão da refrigeração para além dos equipamentos, sistemas de climatização e tecnologias de controle térmico.

Como não existe uma tradução consolidada para o português, esta reportagem adota a expressão privação térmica, uma tentativa de aproximar o conceito do leitor brasileiro sem perder o significado atribuído pelos autores dos estudos. O termo refere-se à falta de recursos, infraestrutura e condições sociais necessárias para enfrentar episódios de calor intenso.

Segundo pesquisadores envolvidos em estudos publicados na revista científica Nature Sustainability, a chamada systemic cooling poverty, ou privação térmica sistêmica, ocorre quando indivíduos, famílias ou organizações ficam expostos aos efeitos do estresse térmico devido à insuficiência de infraestruturas físicas, sociais e de recursos intangíveis relacionados à adaptação ao calor e à umidade.

A definição proposta pelos autores vai além do acesso a equipamentos de ar-condicionado ou ventilação mecânica. O conceito engloba fatores como qualidade das moradias, soluções passivas de resfriamento, disponibilidade de áreas verdes, acesso à água, serviços públicos, cadeias de frio, sistemas de saúde e redes de apoio social.

Os pesquisadores identificaram cinco dimensões principais associadas ao fenômeno: condições climáticas, infraestrutura e ativos relacionados ao conforto térmico, desigualdade social e térmica, saúde e condições de educação e trabalho.

Um estudo divulgado em maio deste ano analisou aproximadamente 3 bilhões de pessoas em 28 países, principalmente em economias em desenvolvimento. Os autores estimam que cerca de 600 milhões de pessoas vivam em condições severas de privação térmica. As maiores concentrações foram identificadas no Sul da Ásia e na África Subsaariana.

De acordo com os pesquisadores, populações submetidas a condições climáticas semelhantes podem apresentar níveis bastante diferentes de vulnerabilidade ao calor. As diferenças estariam relacionadas à disponibilidade de infraestrutura, à qualidade das habitações e à capacidade local de adaptação.

O trabalho destaca que o acesso ao resfriamento permanece desigual em diversas regiões do mundo. Em muitos casos, a proteção contra o calor depende de uma combinação de fatores que incluem arborização urbana, ventilação adequada das edificações, disponibilidade de espaços públicos, acesso à água potável e funcionamento dos serviços de saúde e assistência social.

A pesquisa também aponta que idade, renda, condições de saúde e características do ambiente construído influenciam diretamente a exposição ao calor extremo. A refrigeração deixa de ser vista apenas como uma questão tecnológica e passa a integrar debates relacionados à saúde pública, habitação, planejamento urbano e adaptação climática.

Para os autores, enfrentar a privação térmica exige ações coordenadas entre diferentes setores. Habitação, saúde, agricultura, transporte e infraestrutura urbana são apontados como áreas que podem contribuir para ampliar o acesso a condições adequadas de resfriamento e reduzir a exposição das populações mais vulneráveis aos eventos de calor extremo.

A abordagem proposta pelos pesquisadores sugere uma ampliação do próprio entendimento sobre refrigeração. Sob essa perspectiva, o tema não se restringe à disponibilidade de equipamentos ou ao consumo de energia, mas inclui o conjunto de condições que permite às pessoas viver, trabalhar e se deslocar em ambientes capazes de reduzir os riscos associados ao calor.

O que a privação térmica revela sobre o Brasil

Alguns dos trabalhos que discutem a chamada privação térmica utilizam o Rio de Janeiro para mostrar que o acesso ao resfriamento envolve mais do que equipamentos de climatização. Enquanto áreas como a orla de Ipanema contam com brisas marítimas, sombra e infraestrutura urbana, comunidades localizadas em encostas e periferias enfrentam condições distintas, marcadas por maior retenção de calor, menor cobertura vegetal e menos recursos para enfrentar temperaturas elevadas.

Os autores argumentam que a vulnerabilidade ao calor não depende apenas da temperatura registrada pelos termômetros. Fatores como qualidade da moradia, presença de árvores, disponibilidade de água potável, ventilação dos ambientes, condições de trabalho e acesso a serviços públicos influenciam diretamente a capacidade de adaptação das pessoas.

A pesquisa também chama atenção para situações frequentemente ignoradas nas estatísticas. Durante entrevistas realizadas em bairros populares e favelas do Rio de Janeiro, moradores relataram mudanças de rotina para evitar os horários mais quentes do dia, aumento das despesas com energia elétrica durante o verão e dificuldades de acesso a locais considerados mais frescos da cidade.

Para os autores, a privação térmica ajuda a compreender por que duas populações submetidas à mesma onda de calor podem enfrentar consequências muito diferentes. No caso brasileiro, o conceito sugere que o enfrentamento do calor passa não apenas pela expansão do acesso à climatização, mas também por políticas relacionadas à habitação, arborização urbana, mobilidade, saneamento, saúde pública e qualidade dos espaços coletivos. Sob essa perspectiva, a refrigeração passa a ser entendida também como uma questão de infraestrutura e inclusão social.

–

Resumen (español)

Investigadores han ampliado el concepto de refrigeración mediante el término cooling poverty, traducido en este artículo como privación térmica. El concepto describe situaciones en las que las personas no cuentan con recursos, infraestructura o servicios suficientes para protegerse del calor extremo. Los estudios indican que factores como vivienda, acceso al agua, áreas verdes, servicios públicos y sistemas de salud son tan relevantes como los equipos de climatización para reducir la vulnerabilidad térmica de la población.

Summary (English)

Researchers have expanded the concept of cooling through the term cooling poverty, translated in this article as thermal deprivation. The concept refers to situations where people lack the resources, infrastructure and services needed to protect themselves from extreme heat. According to the studies, housing quality, access to water, green spaces, public services and healthcare systems are as important as cooling equipment in reducing heat-related vulnerability.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/07/tim-e1531766293174.jpg 491 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-25 16:55:212026-05-25 16:56:18Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos
Página 1 de 48123›»

BLOG

  • O primeiro carro com ar-condicionado: quando o conforto entrou em movimento01/08/2026 - 03:57
  • Refrigeração líquida amplia campo de atuação do profissional de HVAC-R31/07/2026 - 14:41
  • Tarifa adicional dos EUA entra em vigor e amplia incerteza para cadeia brasileira de HVAC-R28/07/2026 - 13:15
Publicidade

Últimas Notícias

  • Segurança em altura salva vidas no HVAC-R
  • 1º dia – Circuito dos Instaladores – Imperatriz MA
  • Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência
  • Nidec nomeia Ricardo Bristotti presidente da Global Appliance
  • “Um é suficiente”: Multi Split Samsung WindFree™ traz climatização de múltiplos ambientes

Nuvem de Tags

Abrava Aquecimento Aquecimento Global Ar Condicionado Brasil Cadeia do Frio Circuito dos Instaladores Climatização Clube do Frio CO2 Compressor Covid-19 Daikin Danfoss Eficiência Energética Elgin Febrava Fluido Refrigerante Fluidos Refrigerantes Gree GWP HVAC-R Indústria Instalador instaladores Instalação inteligência artificial IoT LG Manutenção Midea Midea Carrier PMOC Refrigeração Refrigeração Comercial Revista do Frio Samsung SENAI Split sustentabilidade São Paulo São Paulo Expo Tecnologia Ventilação VRF

Assine Já!

Assine a Revista do Frio

  • Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato

“Clube do Frio® é uma marca editorial utilizada pela Editora e Eventos M.M. Ltda., empresa responsável pela publicação da Revista do Frio.”

Clube do Frio
Logo image
Acesso nosso Facebook
Junte-se a nós!
iCoil Assessoria de Marketing
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube
  • Edição do Mês
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • HVAC-R Global
  • Artigo Técnico
  • BLOG
  • Videos
  • Podcast
Scroll to top Scroll to top Scroll to top

Usamos cookies para melhorar sua experiência, analisar tráfego e personalizar anúncios. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias.

OK

Cookie and Privacy Settings



How we use cookies

We may request cookies to be set on your device. We use cookies to let us know when you visit our websites, how you interact with us, to enrich your user experience, and to customize your relationship with our website.

Click on the different category headings to find out more. You can also change some of your preferences. Note that blocking some types of cookies may impact your experience on our websites and the services we are able to offer.

Essential Website Cookies

These cookies are strictly necessary to provide you with services available through our website and to use some of its features.

Because these cookies are strictly necessary to deliver the website, refusing them will have impact how our site functions. You always can block or delete cookies by changing your browser settings and force blocking all cookies on this website. But this will always prompt you to accept/refuse cookies when revisiting our site.

We fully respect if you want to refuse cookies but to avoid asking you again and again kindly allow us to store a cookie for that. You are free to opt out any time or opt in for other cookies to get a better experience. If you refuse cookies we will remove all set cookies in our domain.

We provide you with a list of stored cookies on your computer in our domain so you can check what we stored. Due to security reasons we are not able to show or modify cookies from other domains. You can check these in your browser security settings.

Google Analytics Cookies

These cookies collect information that is used either in aggregate form to help us understand how our website is being used or how effective our marketing campaigns are, or to help us customize our website and application for you in order to enhance your experience.

If you do not want that we track your visit to our site you can disable tracking in your browser here:

Other external services

We also use different external services like Google Webfonts, Google Maps, and external Video providers. Since these providers may collect personal data like your IP address we allow you to block them here. Please be aware that this might heavily reduce the functionality and appearance of our site. Changes will take effect once you reload the page.

Google Webfont Settings:

Google Map Settings:

Google reCaptcha Settings:

Vimeo and Youtube video embeds:

Other cookies

The following cookies are also needed - You can choose if you want to allow them:

OK