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Arquivo para Tag: Ar Condicionado

Fujitsu General participa de encontro de instaladores em Caruaru

02/06/2026

Empresa apresentou linhas de ar-condicionado, promoveu palestras técnicas e atividades voltadas à capacitação profissional durante evento realizado em Pernambuco.

A Fujitsu General do Brasil participou do Encontro dos Instaladores, realizado em Caruaru (PE), com foco em ações de capacitação profissional e relacionamento com instaladores da região Nordeste.

Durante a programação, a empresa apresentou as linhas Premium e Essencial High Wall, destacando recursos relacionados à tecnologia inverter e à economia de energia. O evento também contou com palestras técnicas, demonstrações práticas e dinâmicas voltadas ao conhecimento de peças e códigos de erro.

Segundo Neide Oliveira, analista de Marketing da Fujitsu General do Brasil, o instalador tem papel relevante para a experiência do consumidor com os equipamentos da marca. “O instalador é uma peça-chave para garantir que o consumidor tenha a melhor experiência com nossas soluções. Por isso, a Fujitsu investe continuamente em suporte técnico, capacitação e relacionamento com esses profissionais”, afirmou.

A ação incluiu ainda sorteios de kits e equipamentos para os participantes.

O Encontro dos Instaladores é apontado pelos organizadores como um dos eventos mais relevantes do segmento de climatização no Nordeste e destacou a importância da qualificação técnica para eficiência energética, desempenho e vida útil dos equipamentos.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 16:39:422026-06-02 16:39:42Fujitsu General participa de encontro de instaladores em Caruaru

Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

02/06/2026

Medida anunciada pelo governo norte-americano mobiliza entidades industriais e pode afetar exportações de equipamentos e componentes fabricados no Brasil, em um momento de avanço da indústria HVAC-R nacional no mercado internacional.

A possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos passou a mobilizar entidades da indústria nacional nesta terça-feira (2). Representantes do setor de máquinas e equipamentos iniciaram articulações junto ao mercado norte-americano para tentar reverter a medida, argumentando que a iniciativa pode reduzir a competitividade da indústria brasileira e abrir espaço para fornecedores de outros países, especialmente da China.

Os Estados Unidos são atualmente um dos principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, respondendo por cerca de 27% das vendas externas do segmento, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A discussão ocorre em um momento de expansão internacional da indústria brasileira de HVAC-R. Empresas do setor vêm ampliando sua presença em mercados da América do Norte, América Latina, Europa e Oriente Médio por meio da exportação de equipamentos, componentes e sistemas desenvolvidos no país.

Além de equipamentos de refrigeração comercial e climatização, fabricantes brasileiros participam da cadeia global de suprimentos do setor por meio da produção de componentes, sistemas de controle, automação e tecnologias aplicadas à refrigeração e ao ar-condicionado.

A preocupação do setor está relacionada ao aumento do custo de entrada dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. Em manifestações recentes sobre medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, a Abimaq afirmou que alterações nas regras comerciais têm gerado incertezas para exportadores e investidores.

O tema ganha relevância em um momento em que entidades setoriais e empresas brasileiras vêm intensificando ações de internacionalização e promoção comercial voltadas ao mercado externo. Os Estados Unidos figuram entre os mercados estratégicos para fabricantes nacionais que buscam ampliar sua presença internacional.

O impacto efetivo para a indústria HVAC-R dependerá do alcance da medida, da lista final de produtos abrangidos e das negociações entre governo e setor produtivo. Enquanto isso, empresas exportadoras acompanham os desdobramentos da política comercial norte-americana e seus reflexos sobre os fluxos de comércio internacional.

O cenário permanece em aberto. Integrantes do governo brasileiro e representantes do setor produtivo aguardam a divulgação das conclusões preliminares da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o documento poderá ser apresentado nos próximos dias e servir de base para uma consulta ao setor privado antes da elaboração do relatório final, previsto para julho.

ATUALIZAÇÃO (03/06/2026) – Um dia após a divulgação da proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% sobre importações provenientes do Brasil e de outros países. A medida está relacionada a uma investigação distinta, voltada ao combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, e será submetida a consulta pública antes de eventual implementação. Ainda não está claro se a tarifa de 12,5% poderá ser aplicada de forma cumulativa à proposta de 25% anunciada anteriormente.

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Resumen (español)

La posible aplicación de una tarifa del 25% a productos brasileños importados por Estados Unidos ha generado preocupación entre sectores industriales y exportadores. Entidades empresariales brasileñas iniciaron gestiones para intentar revertir la medida, argumentando que podría reducir la competitividad de los productos nacionales. El debate ocurre en un momento de expansión internacional de la industria brasileña de HVAC-R, que ha ampliado sus exportaciones de equipos y componentes hacia América del Norte y otros mercados.

Summary (English)

The possible implementation of a 25% tariff on Brazilian products imported by the United States has raised concerns among industrial and export sectors. Brazilian industry representatives have begun efforts to challenge the measure, arguing that it could reduce the competitiveness of domestic manufacturers. The discussion comes as Brazil’s HVAC-R industry expands its international presence, increasing exports of equipment and components to North America and other global markets.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-2-de-jun.-de-2026-14_15_40-e1780420725391.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 14:19:262026-06-03 14:59:27Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

27/05/2026

As novas etiquetas do Inmetro mudam a forma de identificar a eficiência de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras.

As etiquetas de eficiência energética conhecidas pelas classificações A+, A++ e A+++ estão sendo substituídas por um novo sistema de avaliação do Inmetro. A mudança afeta aparelhos de ar-condicionado e refrigeradores e faz parte da adoção de critérios atualizados para medir o consumo de energia dos equipamentos.

No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a principal alteração foi a adoção do Índice de Desempenho do Resfriamento Sazonal (IDRS), previsto na Portaria Inmetro nº 234/2020. O indicador substituiu o método tradicional baseado no COP/EER, utilizado para medir a eficiência dos equipamentos em condições estáticas de operação.

Diferentemente do sistema anterior, o IDRS considera o consumo de energia ao longo do ano, levando em conta as variações climáticas típicas do país. Com isso, a avaliação passa a refletir o desempenho do equipamento em diferentes condições de uso.

A mudança também simplificou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Em vez das antigas subdivisões A+, A++ e A+++, os aparelhos passaram a ser classificados em uma escala de A a F.

O processo de transição começou em 2023, quando foi proibida a fabricação e a importação de modelos sem o novo índice de eficiência. A regulamentação avança agora para as etapas finais de adequação do mercado.

Outra mudança está relacionada à obtenção da classificação máxima. O IDRS mínimo exigido para que um aparelho seja enquadrado na Classe A passou de 5,5 para 7,0.

Segundo as informações divulgadas, mais da metade dos aparelhos split de entrada produzidos em Manaus não alcança atualmente a classificação A após a adoção do novo critério.

Os equipamentos enquadrados nas faixas de menor eficiência seguem um cronograma de transição para comercialização. O prazo para escoamento desses modelos no varejo termina no final de junho.

Geladeiras passam a usar apenas três classes

Para os refrigeradores, a mudança ocorre de forma diferente. As etiquetas foram simplificadas para apenas três categorias: A, B e C.

Nesse modelo, os equipamentos que seriam enquadrados nas antigas categorias D, E e F deixaram de fazer parte da classificação. O varejo tem até o final do ano para comercializar os estoques remanescentes desses produtos.

Para os profissionais de climatização e refrigeração, a principal mudança prática é a identificação da eficiência energética dos equipamentos. As antigas referências A+, A++ e A+++ deixam de existir, dando lugar às novas classificações adotadas pelo Inmetro.

Figura ilustrativa

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Resumen (español)

Las etiquetas de eficiencia energética A+, A++ y A+++ están siendo sustituidas por nuevos criterios definidos por el Inmetro. Los equipos de aire acondicionado ahora utilizan el Índice de Desempeño de Refrigeración Estacional (IDRS) y una escala de A a F, mientras que los refrigeradores adoptan una clasificación simplificada de A a C. El cambio modifica la forma de identificar la eficiencia energética de los equipos comercializados en Brasil.

Summary (English)

The A+, A++ and A+++ energy-efficiency labels are being replaced by new criteria established by Inmetro. Air conditioners are now evaluated using the Seasonal Cooling Performance Index (IDRS) and an A-to-F scale, while refrigerators follow a simplified A-to-C classification system. The change modifies how energy efficiency is identified in equipment sold in Brazil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Etiquetas-energia-hvac-r-1.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-27 16:22:282026-05-28 09:14:54O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

26/05/2026

Grupo técnico formado por fabricantes, fornecedores e produtores de refrigerantes estima que medidas regulatórias aplicadas entre 2030 e 2050 podem reduzir pela metade as emissões acumuladas de fluidos refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia.

Um grupo técnico criado para avaliar as emissões de refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia publicou um estudo que estabelece uma linha de base para o período de 2021 a 2050 e apresenta cenários de redução de emissões associados a possíveis medidas regulatórias.

O documento foi elaborado por Thom Hermens e Mark Smith, da Chemours, e por Curt Vincent e MaryJo VandenBrink, da Honeywell, vinculada à marca Solstice.

Segundo o relatório, o objetivo do grupo foi quantificar as emissões de refrigerantes ao longo de todo o ciclo de vida dos sistemas de ar-condicionado veicular, incluindo produção, distribuição, carga inicial, uso do veículo, acidentes, reparos, manutenção, fim de vida útil e recuperação de refrigerantes. O trabalho foi desenvolvido para apoiar autoridades europeias que analisam alternativas regulatórias relacionadas à proposta de restrição de PFAS e gases fluorados no setor de transportes.

O grupo reuniu representantes da cadeia de valor, incluindo oito fabricantes de veículos (OEMs), seis fabricantes de componentes automotivos (Tier 1), uma rede de oficinas, um distribuidor, dois produtores de refrigerantes e dois operadores de fim de vida útil de veículos.

De acordo com as estimativas apresentadas, as emissões anuais totais de refrigerantes em aplicações automotivas na União Europeia poderiam cair de 15.353 toneladas métricas em um cenário de referência para 6.083 toneladas métricas em 2050 com a adoção das medidas propostas, representando redução de aproximadamente 60%. Entre 2030 e 2050, o estudo calcula que cerca de 183 mil toneladas métricas de emissões poderiam ser evitadas.

O relatório identifica que a maior parcela das emissões ocorre durante a vida útil do veículo, principalmente em função de vazamentos naturais dos sistemas de climatização. Entre as medidas analisadas estão limites máximos para taxas de vazamento em novos veículos, obrigatoriedade de reparo quando vazamentos forem detectados durante serviços de manutenção, inspeções periódicas dos sistemas de ar-condicionado, monitoramento da saúde do sistema e especificações mais rigorosas para condensadores.

O estudo também aponta que a eletrificação da frota tende a reduzir parte das emissões por eliminar o retentor mecânico presente nos compressores acionados por correia dos veículos com motor de combustão interna. Segundo os autores, compressores elétricos utilizados em veículos elétricos a bateria (BEVs) apresentam taxas menores de vazamento, embora sistemas com bomba de calor possam adicionar novas conexões ao circuito frigorífico.

Entre os dados analisados, o documento indica que cerca de 76% dos veículos em circulação na União Europeia em 2021 possuíam ar-condicionado instalado de fábrica. A projeção é que essa participação alcance aproximadamente 97% em 2035 e praticamente 100% em 2050.

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Resumen (español)

El Grupo Técnico de Trabajo sobre Emisiones de Refrigerantes en Vehículos de la Unión Europea publicó un estudio que evalúa las emisiones de refrigerantes de los sistemas de aire acondicionado automotriz entre 2021 y 2050. El documento propone medidas regulatorias orientadas a reducir fugas durante la vida útil de los vehículos, mejorar los procedimientos de mantenimiento y fortalecer el diseño de los componentes. Según las estimaciones del informe, las emisiones anuales podrían reducirse en alrededor del 60% para 2050, evitando más de 183 mil toneladas métricas de emisiones acumuladas entre 2030 y 2050.

Summary (English)

The European Union Automotive Refrigerant Emissions Technical Working Group has released a study assessing refrigerant emissions from vehicle air-conditioning systems between 2021 and 2050. The report evaluates potential regulatory measures aimed at reducing leakage during vehicle operation, improving maintenance practices and strengthening component design requirements. According to the study, annual refrigerant emissions could decline by about 60% by 2050, preventing more than 183,000 metric tons of cumulative emissions between 2030 and 2050.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/01/manifold-ar-condicionado-automotivo.jpg 857 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-26 14:40:562026-05-26 14:42:12Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos

25/05/2026

Pesquisadores utilizam a expressão inglesa cooling poverty para descrever situações em que a proteção contra o calor depende não apenas de equipamentos de climatização, mas também de moradia, infraestrutura urbana, acesso à água e serviços públicos.

A expressão inglesa cooling poverty tem sido utilizada por pesquisadores para descrever situações em que pessoas e comunidades não dispõem de condições adequadas para se proteger do calor extremo. O conceito amplia a compreensão da refrigeração para além dos equipamentos, sistemas de climatização e tecnologias de controle térmico.

Como não existe uma tradução consolidada para o português, esta reportagem adota a expressão privação térmica, uma tentativa de aproximar o conceito do leitor brasileiro sem perder o significado atribuído pelos autores dos estudos. O termo refere-se à falta de recursos, infraestrutura e condições sociais necessárias para enfrentar episódios de calor intenso.

Segundo pesquisadores envolvidos em estudos publicados na revista científica Nature Sustainability, a chamada systemic cooling poverty, ou privação térmica sistêmica, ocorre quando indivíduos, famílias ou organizações ficam expostos aos efeitos do estresse térmico devido à insuficiência de infraestruturas físicas, sociais e de recursos intangíveis relacionados à adaptação ao calor e à umidade.

A definição proposta pelos autores vai além do acesso a equipamentos de ar-condicionado ou ventilação mecânica. O conceito engloba fatores como qualidade das moradias, soluções passivas de resfriamento, disponibilidade de áreas verdes, acesso à água, serviços públicos, cadeias de frio, sistemas de saúde e redes de apoio social.

Os pesquisadores identificaram cinco dimensões principais associadas ao fenômeno: condições climáticas, infraestrutura e ativos relacionados ao conforto térmico, desigualdade social e térmica, saúde e condições de educação e trabalho.

Um estudo divulgado em maio deste ano analisou aproximadamente 3 bilhões de pessoas em 28 países, principalmente em economias em desenvolvimento. Os autores estimam que cerca de 600 milhões de pessoas vivam em condições severas de privação térmica. As maiores concentrações foram identificadas no Sul da Ásia e na África Subsaariana.

De acordo com os pesquisadores, populações submetidas a condições climáticas semelhantes podem apresentar níveis bastante diferentes de vulnerabilidade ao calor. As diferenças estariam relacionadas à disponibilidade de infraestrutura, à qualidade das habitações e à capacidade local de adaptação.

O trabalho destaca que o acesso ao resfriamento permanece desigual em diversas regiões do mundo. Em muitos casos, a proteção contra o calor depende de uma combinação de fatores que incluem arborização urbana, ventilação adequada das edificações, disponibilidade de espaços públicos, acesso à água potável e funcionamento dos serviços de saúde e assistência social.

A pesquisa também aponta que idade, renda, condições de saúde e características do ambiente construído influenciam diretamente a exposição ao calor extremo. A refrigeração deixa de ser vista apenas como uma questão tecnológica e passa a integrar debates relacionados à saúde pública, habitação, planejamento urbano e adaptação climática.

Para os autores, enfrentar a privação térmica exige ações coordenadas entre diferentes setores. Habitação, saúde, agricultura, transporte e infraestrutura urbana são apontados como áreas que podem contribuir para ampliar o acesso a condições adequadas de resfriamento e reduzir a exposição das populações mais vulneráveis aos eventos de calor extremo.

A abordagem proposta pelos pesquisadores sugere uma ampliação do próprio entendimento sobre refrigeração. Sob essa perspectiva, o tema não se restringe à disponibilidade de equipamentos ou ao consumo de energia, mas inclui o conjunto de condições que permite às pessoas viver, trabalhar e se deslocar em ambientes capazes de reduzir os riscos associados ao calor.

O que a privação térmica revela sobre o Brasil

Alguns dos trabalhos que discutem a chamada privação térmica utilizam o Rio de Janeiro para mostrar que o acesso ao resfriamento envolve mais do que equipamentos de climatização. Enquanto áreas como a orla de Ipanema contam com brisas marítimas, sombra e infraestrutura urbana, comunidades localizadas em encostas e periferias enfrentam condições distintas, marcadas por maior retenção de calor, menor cobertura vegetal e menos recursos para enfrentar temperaturas elevadas.

Os autores argumentam que a vulnerabilidade ao calor não depende apenas da temperatura registrada pelos termômetros. Fatores como qualidade da moradia, presença de árvores, disponibilidade de água potável, ventilação dos ambientes, condições de trabalho e acesso a serviços públicos influenciam diretamente a capacidade de adaptação das pessoas.

A pesquisa também chama atenção para situações frequentemente ignoradas nas estatísticas. Durante entrevistas realizadas em bairros populares e favelas do Rio de Janeiro, moradores relataram mudanças de rotina para evitar os horários mais quentes do dia, aumento das despesas com energia elétrica durante o verão e dificuldades de acesso a locais considerados mais frescos da cidade.

Para os autores, a privação térmica ajuda a compreender por que duas populações submetidas à mesma onda de calor podem enfrentar consequências muito diferentes. No caso brasileiro, o conceito sugere que o enfrentamento do calor passa não apenas pela expansão do acesso à climatização, mas também por políticas relacionadas à habitação, arborização urbana, mobilidade, saneamento, saúde pública e qualidade dos espaços coletivos. Sob essa perspectiva, a refrigeração passa a ser entendida também como uma questão de infraestrutura e inclusão social.

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Resumen (español)

Investigadores han ampliado el concepto de refrigeración mediante el término cooling poverty, traducido en este artículo como privación térmica. El concepto describe situaciones en las que las personas no cuentan con recursos, infraestructura o servicios suficientes para protegerse del calor extremo. Los estudios indican que factores como vivienda, acceso al agua, áreas verdes, servicios públicos y sistemas de salud son tan relevantes como los equipos de climatización para reducir la vulnerabilidad térmica de la población.

Summary (English)

Researchers have expanded the concept of cooling through the term cooling poverty, translated in this article as thermal deprivation. The concept refers to situations where people lack the resources, infrastructure and services needed to protect themselves from extreme heat. According to the studies, housing quality, access to water, green spaces, public services and healthcare systems are as important as cooling equipment in reducing heat-related vulnerability.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/07/tim-e1531766293174.jpg 491 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-25 16:55:212026-05-25 16:56:18Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos

Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

21/05/2026

Medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos altera regras sobre hidrofluorcarbonos (HFCs), gases amplamente utilizados em sistemas de refrigeração e ar-condicionado e associados às metas de redução de emissões do setor.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (21) a flexibilização de regras aplicadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs), gases utilizados em refrigeradores, equipamentos de refrigeração comercial e aparelhos de ar-condicionado.

O anúncio foi feito ao lado da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, durante evento na Casa Branca, em Washington. Segundo informações divulgadas pela AFP, Trump classificou como “ridículas” regulamentações adotadas durante o governo de Joe Biden para o controle desses gases.

Os HFCs não afetam a camada de ozônio, mas possuem elevado potencial de aquecimento global. Por esse motivo, diversos países vêm promovendo a substituição gradual dessas substâncias por alternativas de menor impacto climático, especialmente nos setores de refrigeração e climatização.

A decisão do governo norte-americano ocorre em um contexto de implementação da American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislação que estabelece a redução progressiva da produção e do consumo de HFCs nos Estados Unidos. A lei foi aprovada em 2020 e constitui a base regulatória para a transição do mercado norte-americano para refrigerantes com menor potencial de aquecimento global.

O tema também está relacionado à Emenda de Kigali, acordo internacional que prevê a redução gradual do uso de HFCs em diversos países. As mudanças regulatórias anunciadas por Trump podem influenciar debates sobre a transição tecnológica e os investimentos da cadeia de HVAC-R, segmento que acompanha a evolução das normas ambientais e dos refrigerantes utilizados em novos equipamentos.

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Resumen (Español)

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, anunció la flexibilización de normas aplicadas a los hidrofluorocarbonos (HFC), gases utilizados en equipos de refrigeración y aire acondicionado. La medida modifica regulaciones impulsadas durante la administración de Joe Biden y surge en un momento en que el país implementa la American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislación que establece la reducción gradual de los HFC. El tema también está vinculado a la Enmienda de Kigali, acuerdo internacional orientado a disminuir el uso de estos refrigerantes debido a su elevado potencial de calentamiento global.

Summary (English)

U.S. President Donald Trump announced the easing of regulations affecting hydrofluorocarbons (HFCs), refrigerants widely used in cooling and air-conditioning equipment. The move changes rules adopted during the Joe Biden administration and comes as the United States continues implementing the American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), which mandates a phased reduction in HFC production and consumption. The issue is also linked to the Kigali Amendment, an international agreement aimed at reducing the use of high global warming potential refrigerants.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/07/r32-botijas-fluido-gas-e1779392069897.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 16:36:122026-05-21 16:36:12Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

Entre projetos e manutenções, Alana Carvalho conquista seu espaço no frio

21/05/2026

Engenheira mecânica e técnica de refrigeração, a soteropolitana divide a rotina entre a Power Clim e o planejamento de manutenção no Grupo Artemp, fortalecendo a presença feminina no HVAC-R.

 Engenheira mecânica e técnica de refrigeração, a soteropolitana Alana Alves Moraes de Carvalho divide sua rotina entre a empresa que fundou, a Power Clim, e o trabalho na área de planejamento de manutenção no Grupo Artemp, mostrando que competência e determinação não têm gênero no setor de HVAC-R.  A curiosidade sempre foi o ponto de partida para sua trajetória profissional.

Nascida e residente em Salvador (BA), seu primeiro contato com o mundo do trabalho aconteceu ainda cedo. Em janeiro de 2010, aos 16 anos, Alana atuava como menor aprendiz em um supermercado enquanto concluía os estudos. Foi em 2013 que decidiu direcionar sua carreira para a área técnica, iniciando o curso de Mecatrônica no SENAI Cimatec. Um ano depois, ao perceber que seu interesse estava em outra vertente da engenharia, migrou para o curso técnico em Mecânica Industrial, decisão que mudaria seu caminho profissional. Durante o curso, a disciplina de refrigeração despertou sua paixão pelo setor.

“Em julho de 2013, comecei o curso de técnico em Mecatrônica, porém, após um ano, percebi que não era o que eu queria. Mudei para o técnico em Mecânica e me apaixonei pela área, principalmente por refrigeração, que era uma das matérias do curso. Em dezembro de 2016, concluí o curso técnico em Mecânica Industrial, e em 2017, sem hesitar, escolhi o curso de Engenharia Mecânica para dar continuidade à área que amava. Em agosto de 2022 conclui o curso. Foi um grande desafio cursar os semestres principais de forma EAD por conta da pandemia, já que tanto o curso técnico quanto os primeiros cinco semestres da faculdade foram presenciais. Assim que concluí meu TCC, recebi a proposta de trabalhar em uma empresa no ramo de refrigeração, e foi assim que minha paixão pela área terminou de aflorar. Percebi que era uma área predominantemente masculina e que precisava de um toque feminino. Comecei nessa empresa como técnica de planejamento, mas desempenhava várias funções, inclusive a supervisão de equipes de campo. Naquela época, fiquei à frente de uma parada programada em uma empresa do Polo Petroquímico de Camaçari, onde organizei as tarefas e supervisionei uma equipe de 20 homens, em várias manutenções corretivas em equipamentos de grande porte como chiller entre outros; graças a Deus, tudo deu certo. Com essa experiência, pude perceber os erros e acertos da área”, revela Alana.

Em 2023, passou a atuar na Casa do Ar, onde ampliou seus conhecimentos em diferentes tecnologias, incluindo sistemas VRF, e fortaleceu o contato direto com clientes. Nesse período, também foi convidada a integrar o grupo “A Tropa da Climatização”, tornando-se a primeira mulher a fazer parte da iniciativa.

“Em abril de 2023, eu estava fixa em um dos clientes dessa empresa e conheci o Alexandre (AJ Climatização) e o Adilson (AJ Instalações). Eles foram fazer um serviço de garantia e o Alexandre, conhecendo minha história, me convidou para participar do grupo “A Tropa da Climatização”. Amei o projeto e, após algumas análises do grupo, fui adicionada, tornando-me a primeira mulher do grupo, o que digo com muito orgulho, pois somos uma família”.

Após um período difícil em 2024, marcado pela perda de sua mãe, Alana decidiu dar um novo passo em sua trajetória. Com o incentivo de Ítalo, seu marido e parceiro de vida, além de colegas do setor, fundou em setembro de 2024 a Power Clim, empresa voltada à manutenção e serviços de climatização.

“Em janeiro de 2024, fui demitida em um período muito difícil da minha vida, pois tinha acabado de perder minha mãe, mas Deus tem planos para tudo. E em fevereiro do mesmo ano, para a honra e glória do Senhor, consegui passar de primeira na prova do DETRAN e tirei minha CNH, realizando um grande sonho. Daí em diante, comecei a perguntar a Deus qual seria minha função no setor e se deveria de fato abrir uma empresa. Desde que entrei na Tropa, os rapazes me incentivavam a abrir minha própria empresa e sempre aprendi muito com eles. Em meio às dúvidas sobre o nome e a estrutura do negócio, muitos deles me ajudaram e, em setembro de 2024, nasceu a Power Clim. A ideia inicial é ter majoritariamente mulheres atuando nas manutenções. Enquanto esse sonho amadurece, meu marido me acompanha nas manutenções, que realizamos aos finais de semana ou à noite, após meu expediente na Artemp. Atuo como CLT e autônoma ao mesmo tempo, até quando Deus quiser”.

Equipe forte com presença feminina

Hoje, Alana concilia a atuação na Artemp com o desenvolvimento de sua empresa, realizando atendimentos técnicos fora do horário comercial. Para ela, a presença feminina no setor de HVAC-R vem crescendo graças à competência, ao detalhismo e à dedicação das profissionais. Integrante também do grupo “Elas no AVAC-R”, que reúne mais de 250 mulheres do setor, a Alana acredita que a diversidade fortalece o mercado.

“Hoje, a Power Clim é uma empresa em desenvolvimento. Em nome de Jesus, se for da vontade de Deus, ainda em 2026 terei minha primeira auxiliar mulher, que será uma parceira de missão e não minha funcionária ou subordinada. Hoje as mulheres têm ganhado força e notoriedade no ramo pela competência, detalhismo e determinação. Existem empresas e clientes que preferem o atendimento feminino pelas nossas habilidades multitarefas. Antigamente, o preconceito era muito maior e o espaço, mais difícil de conquistar. Hoje, os homens estão buscando entender que podemos aprender uns com os outros, independente do gênero. Na Power Clim, entendo que a diversidade é chave: preciso de rapazes para tarefas que exigem força física bruta, e de mulheres pelo detalhismo nas manutenções”.

Entre as conquistas recentes, Alana destaca a participação na FEBRAVA 2025, onde teve contato com referências da área e ampliou sua rede de relacionamento profissional, e lutando para a aquisição de carro próprio para a empresa.

“Atualmente, lutamos para adquirir o carro próprio, que será de grande serventia. A Power Clim possui várias ferramentas que foram presentes de amigos da área, como Fernando (Super Cold), Alexandre (AJ Climatização), Fagner (Floco Refrigeração), Job Ney Palmeira, entre outros que fizeram a diferença na minha trajetória”.

Com uma rotina intensa entre trabalho, empresa e família, ela segue motivada pela paixão pela área. “A refrigeração é um setor amplo e cheio de oportunidades. Devemos buscar nosso espaço ajudando o próximo e valorizando o trabalho de todos”, conclui.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Alana-carvalho-gente-do-frio-revista-do-frio.jpeg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 09:47:362026-05-21 09:47:36Entre projetos e manutenções, Alana Carvalho conquista seu espaço no frio

TCL lança BreezeIN AI no mercado brasileiro

20/05/2026

Modelo utiliza inteligência artificial para ajuste automático do compressor, fluido R32 e integração com aplicativos e assistentes de voz.

A TCL anunciou o lançamento do ar-condicionado BreezeIN AI no mercado brasileiro. O modelo reúne recursos de inteligência artificial, eficiência energética e conectividade voltados ao uso residencial.

Segundo a empresa, o aparelho utiliza a tecnologia T-AI Energy Saving, que ajusta automaticamente a frequência do compressor de acordo com a temperatura e a umidade do ambiente. A fabricante informa que o sistema pode proporcionar economia de energia de até 35%.

O modelo possui classificação A de eficiência energética e atende aos novos índices de desempenho de resfriamento sazonal (IDRS) acima de 7,0, exigidos pelo Inmetro. O equipamento também utiliza fluido refrigerante R32, apontado pela companhia como mais eficiente e com menor impacto ambiental.

De acordo com Álvaro Ruoso, o desenvolvimento do BreezeIN AI buscou reunir conforto térmico, qualidade do ar e eficiência energética para diferentes ambientes domésticos.

Entre os recursos apresentados está a tecnologia Brisa Suave, baseada em lâminas com microfuros para reduzir o impacto do vento direto. A TCL informa ainda que o equipamento pode operar em temperaturas externas de até 60°C para resfriamento e de até -20°C para aquecimento.

O aparelho é compatível com TCL Home App, Google Assistant e Alexa, permitindo controle remoto por smartphone e comandos de voz. O modelo também conta com Modo Potência para operação em locais com instabilidade na rede elétrica.

Na área de manutenção e qualidade do ar, o BreezeIN AI dispõe de filtros 6×1, esterilização a 56°C, autolimpeza da unidade externa, alerta de limpeza de filtro e autodiagnóstico.

Segundo a fabricante, o design do equipamento foi desenvolvido para facilitar desmontagem, limpeza, instalação e manutenção.

O TCL BreezeIN AI já está disponível no mercado brasileiro com preço sugerido de R$ 2.190 na versão ciclo frio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/tcl-ar-condicionado-breezeln-al-revista-do-frio.jpg 450 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-20 09:11:552026-05-20 09:16:53TCL lança BreezeIN AI no mercado brasileiro

Quando o ruído vira vibração

19/05/2026

Problemas de ruído em sistemas de climatização e refrigeração estão entre as reclamações mais comuns em edifícios modernos. Diagnóstico preciso, medições confiáveis e soluções de engenharia adequadas são fundamentais para garantir conforto acústico.

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Os sistemas de climatização e refrigeração são essenciais para o conforto térmico de edificações residenciais, comerciais e industriais. No entanto, quando mal projetados, instalados ou mantidos, podem se transformar em importantes fontes de ruído e vibração. Em edifícios modernos, cada vez mais densos e tecnologicamente complexos, essas ocorrências estão entre as principais causas de reclamações acústicas.

De acordo com o engenheiro civil e acústico Sérgio Salgado Vargas, sócio-diretor da Omni Acústica & Engenharia, empresa especializada em consultoria de acústica arquitetônica e ambiental, o tema aparece com frequência no cotidiano da engenharia predial. “Atuamos em projetos que vão desde residências de alto padrão até grandes empreendimentos comerciais e industriais. Em muitos casos, os sistemas de HVAC-R estão diretamente ligados às queixas de ruído em edifícios”, explica.

Segundo ele, o diagnóstico adequado começa antes mesmo da instrumentação. “Nossa primeira ferramenta é o ouvido humano. A análise auditiva criteriosa permite identificar características importantes do ruído como se ele é tonal, impulsivo, de baixa frequência ou associado à rotação de algum componente. Essa percepção orienta toda a estratégia de medição”, informa Vargas.

Após essa avaliação inicial, entram em cena os instrumentos de medição. O principal deles é o sonômetro de Classe 1, utilizado com filtros de análise em bandas de terço de oitava. Para garantir a validade dos resultados, o equipamento deve possuir calibração rastreável à Rede Brasileira de Calibração (RBC), vinculada ao Inmetro. Para investigar vibrações estruturais, são empregados acelerômetros e sistemas de aquisição de dados capazes de registrar acelerações em múltiplos eixos e gerar espectros de frequência. Essas medições ajudam a identificar componentes harmônicos relacionados à rotação de máquinas e permitem verificar como a vibração se propaga por lajes, tubulações e paredes.

Sérgio Salgado Vargas, sócio-diretor da Omni Acústica & Engenharia

Segundo Vargas, no Brasil, a avaliação segue principalmente as normas NBR 10151, que trata de níveis de ruído em áreas habitadas; NBR 10152, que estabelece níveis de conforto acústico em ambientes internos; e NBR 15575, que define critérios de desempenho para edificações habitacionais, incluindo limites para ruído de equipamentos prediais.

“Um dos maiores desafios é a transmissão estrutural. Vibrações podem percorrer lajes e paredes com grande eficiência, muitas vezes chegando a ambientes distantes da origem do problema”, destaca o engenheiro.

Ruído mecânico ou aerodinâmico?

Distinguir a origem do ruído é essencial para definir a solução correta. Ruídos gerados por compressores, ventiladores ou bombas costumam apresentar picos tonais bem definidos no espectro de frequência. Esses picos correspondem à rotação do equipamento e aos seus harmônicos. Um motor operando a 1.450 rpm, por exemplo, gera uma frequência fundamental próxima de 24 Hz. No espectro acústico, aparecem componentes em 24 Hz, 48 Hz, 72 Hz e assim sucessivamente. Outro indício típico é a vibração perceptível em superfícies próximas, como paredes e pisos.

“Já o ruído associado ao fluxo de ar nos dutos apresenta comportamento diferente. Ele é caracterizado por energia distribuída em uma faixa ampla de frequências, com predominância nas médias e altas frequências, aumentando conforme a velocidade do ar. Quando confirmamos a origem mecânica, a intervenção normalmente envolve o próprio equipamento e seus sistemas de fixação”, afirma.

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Entre os problemas mais recorrentes identificados em campo está o desgaste ou ausência de isoladores antivibratórios. Com o tempo, elementos de borracha podem perder elasticidade e se tornar rígidos, transformando-se em verdadeiras pontes de transmissão de vibração. Outro fator frequente é o desbalanceamento de ventiladores, causado por acúmulo de sujeira nas pás ou desgaste irregular. Pequenos desequilíbrios de massa geram forças centrífugas que se traduzem em vibração sincronizada com a rotação do equipamento. Desalinhamentos entre motor e equipamento acionado também aparecem com frequência. Esse tipo de falha gera harmônicos específicos e acelera o desgaste de mancais e rolamentos.

Em alguns casos, ocorre ainda um fenômeno mais complexo: a ressonância estrutural. Quando a frequência natural da estrutura coincide com a frequência de excitação do equipamento, a vibração pode ser amplificada de forma significativa. Também é comum encontrar tubulações e dutos rigidamente fixados à estrutura, sem elementos flexíveis. Nesses casos, a vibração se propaga pela rede de instalações e pode se manifestar como ruído em ambientes distantes do ponto de origem.

“A estratégia de controle deve atuar em três frentes: na origem do problema, no caminho de transmissão e, quando necessário, no ambiente receptor. Na origem, a prioridade é garantir boas condições mecânicas do equipamento, com balanceamento adequado, alinhamento correto e manutenção preventiva. No caminho de transmissão estrutural, entram em cena os isoladores antivibratórios como molas helicoidais ou elastômeros dimensionados para a carga do equipamento. Em muitos casos, também são empregadas bases inerciais de concreto, que aumentam a massa do conjunto e reduzem a transmissão de vibração para a estrutura”, diz Vargas.

Ruídos gerados por compressores, ventiladores ou bombas costumam apresentar picos tonais bem definidos

Ele acrescenta que, para as tubulações, recomenda-se a instalação de conexões flexíveis e suportes com elementos resilientes, evitando contato metálico direto com a estrutura. Quando o ruído aéreo irradiado é significativo, a solução pode incluir tratamento acústico da casa de máquinas, com paredes de dupla camada, portas com vedação acústica e sistemas de ventilação tratados acusticamente.

Procedimentos como balanceamento dinâmico de ventiladores e correção de desalinhamentos mecânicos costumam trazer resultados rápidos e expressivos. “Um ventilador balanceado dinamicamente pode reduzir sua amplitude de vibração em até 70% ou 80%. Isso se reflete imediatamente no nível de ruído percebido nos ambientes adjacentes”, afirma Vargas.

 Exemplos de caso de sucesso

Ele apresenta alguns exemplos de caso em quatro situações que ilustram bem a variedade de problemas que encontramos em campo.

Caso 1 – Chiller em cobertura de edifício corporativo:

Recebemos a demanda de um edifício de escritórios de alto padrão em São Paulo. Os ocupantes dos últimos andares relatavam um ronco contínuo de baixa frequência (som de características graves), perceptível principalmente no período noturno. As medições com o sonômetro identificaram um componente tonal proeminente em torno de 50 Hz, exatamente a frequência de rotação do compressor scroll do chiller instalado na cobertura. Os isoladores antivibratórios originais estavam em colapso total. Solução: substituição por molas helicoidais com frequência natural de 4 Hz, instalação de juntas flexíveis nas conexões de tubulação e aplicação de laje flutuante na casa de máquinas. Resultado: redução de 12 dB no nível de vibração transmitida.

Caso 2 – Condensadora de ar split em parede de geminado residencial:

Situação clássica e muito comum. A condensadora foi fixada diretamente na parede divisória entre dois imóveis, sem qualquer isolamento. A vibração do compressor excitava a parede, que funcionava como uma caixa de ressonância, e o vizinho ouvia um zumbido claramente dentro do seu dormitório. Solução: reposicionamento da unidade com suporte afastado da parede, isoladores de borracha nas fixações e revestimento da área da parede com placa de gesso com manta de lã de rocha. Resultado: custo baixo e resolução imediata da reclamação.

Caso 3 – Bomba de recirculação em shaft hidráulico de edifício residencial:

Em um edifício residencial multifamiliar, moradores de vários andares reclamavam de um ruído rítmico noturno, descrito como uma “pulsação”. A bomba de recirculação de água quente estava fixada diretamente à tubulação de cobre sem qualquer amortecimento, dentro de um shaft que percorria verticalmente todo o edifício. A tubulação funcionava como um radiador de ruído e vibração para todos os andares simultaneamente. Solução: instalação de conexões flexíveis metálicas na sucção e recalque da bomba, substituição dos suportes por modelos com guarnição de neoprene e instalação de um silenciador de linha. Resultado: problema resolvido em toda a coluna do edifício.

Caso 4 – Câmara fria em estabelecimento comercial próximo a residências:

Uma câmara fria instalada em um estabelecimento comercial de pequeno porte gerava reclamações dos moradores do imóvel vizinho, especialmente em função dos ciclos noturnos de degelo, que geravam impactos mecânicos abruptos. A análise mostrou que o compressor hermético estava sobre uma base metálica soldada diretamente ao piso de concreto. A solução envolveu a criação de uma base inercial de concreto com isoladores de mola, revestimento interno do compartimento do compressor com material absorvente e instalação de um temporizador para limitar os ciclos de degelo ao período diurno. Resultado: eliminação das reclamações noturnas e redução significativa do nível de vibração transmitida à estrutura vizinha.

Para ele, muitas reclamações acústicas poderiam ser evitadas com uma abordagem preventiva. “Antes de pensar em grandes intervenções construtivas, é fundamental verificar o estado mecânico dos equipamentos. Muitas vezes, a solução está em um ajuste relativamente simples. Em um cenário em que o conforto acústico se torna cada vez mais valorizado nas edificações, integrar critérios de ruído e vibração aos projetos de HVAC-R é um passo essencial para garantir desempenho, qualidade ambiental e convivência harmoniosa entre os ocupantes”, finaliza Vargas.

Projeto de enclausuramento em máquinas de resfriamento

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Resumen (español)
Los problemas de ruido y vibración en sistemas de climatización y refrigeración están entre las principales quejas en edificios modernos. Según el ingeniero acústico Sérgio Salgado Vargas, de Omni Acústica & Engenharia, el diagnóstico preciso requiere evaluación auditiva, mediciones con sonómetros de Clase 1 y análisis estructural de vibraciones. El reportaje muestra cómo fallas en chillers, condensadoras split, bombas hidráulicas y cámaras frigoríficas pueden generar molestias acústicas, además de presentar soluciones de ingeniería como aisladores antivibratorios, bases inerciales y balanceo dinámico para reducir la transmisión de ruido en edificaciones residenciales y comerciales.

Summary (English)
Noise and vibration issues in HVAC-R systems are among the most common complaints in modern buildings. According to acoustic engineer Sérgio Salgado Vargas, from Omni Acústica & Engenharia, accurate diagnosis depends on auditory assessment, Class 1 sound level measurements and structural vibration analysis. The report details how failures involving chillers, split air-conditioning condensers, recirculation pumps and cold rooms can generate acoustic discomfort, while also presenting engineering solutions such as vibration isolators, inertial concrete bases and dynamic balancing to reduce noise transmission in residential and commercial buildings.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Capa-05-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-19 16:45:022026-05-19 16:45:02Quando o ruído vira vibração

Tramontina amplia atuação industrial e mira linha branca, agro e veículos elétricos

18/05/2026

Divisão Tecnopeças expande fornecimento de peças em alumínio injetado e usinagem de precisão para segmentos que demandam componentes leves e geometrias complexas.

A Tramontina anunciou a ampliação da atuação da divisão Tecnopeças, ligada à unidade de materiais elétricos da companhia, com foco nos setores agrícola, de veículos elétricos e de eletrodomésticos da linha branca. A estratégia envolve a produção de peças em alumínio injetado e usinagem de precisão para aplicações industriais.

Segundo a empresa, o movimento é sustentado pela experiência da Tecnopeças no atendimento ao setor automotivo. Desde 2000, a divisão fornece peças técnicas para sistemistas globais, utilizadas em sistemas automotivos e industriais. A companhia afirma que esse histórico passou a orientar a atuação em segmentos que exigem componentes leves, geometrias complexas e controle dimensional.

A expansão ocorre em um cenário de aumento da demanda por peças estruturais aplicadas em máquinas agrícolas e eletrodomésticos de última geração, setores que requerem tolerâncias milimétricas e componentes de maior precisão.

“A Tecnopeças opera sob o padrão de ‘zero defeito’. As tecnologias utilizadas, como injetoras em tempo real, raio-X e escaneamento 3D, nos permitem fornecer componentes de alta engenharia para diferentes setores estratégicos, com o mesmo nível de confiabilidade exigido pelo mercado automotivo”, afirmou André de Lima, diretor comercial da Tramontina.

A empresa informou que a operação é baseada na verticalização produtiva, realizando desde a injeção do alumínio até a entrega da peça usinada. De acordo com a companhia, o modelo amplia os controles de qualidade, reduz estoques e aumenta a previsibilidade no fornecimento de componentes.

Para ampliar a capacidade industrial, a Tramontina mantém investimentos em automação e usinagem. O parque fabril opera com injetoras de até 1.300 toneladas e centros de usinagem horizontais destinados à produção de peças em alumínio injetado. A companhia informou ainda que os processos contam com laboratórios de inspeção para análise da integridade dos materiais e controle dimensional.

A empresa afirma que as tecnologias desenvolvidas para os segmentos industriais também são incorporadas às linhas próprias de materiais elétricos da companhia. Com a expansão da Tecnopeças, a Tramontina busca ampliar o atendimento a demandas industriais no Brasil e no exterior, em aplicações que exigem conformidade técnica e certificações específicas.

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Resumen (español)
La Tramontina anunció la expansión de la división Tecnopeças hacia los sectores de línea blanca, vehículos eléctricos y maquinaria agrícola. La empresa informó que utilizará su experiencia en piezas de aluminio inyectado y mecanizado de precisión, adquirida en la industria automotriz desde 2000, para atender segmentos que demandan componentes ligeros y geometrías complejas. La compañía también destacó inversiones en automatización, inspección industrial y capacidad productiva.

Summary (English)
Tramontina announced the expansion of its Tecnopeças division into white goods, electric vehicles and agricultural machinery markets. According to the company, the strategy is supported by its experience supplying precision-machined and die-cast aluminum components to the automotive industry since 2000. Tramontina also reported ongoing investments in automation, inspection systems and industrial capacity to support demand for lightweight and high-precision components.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/tramontina-aluminio-linha-branca-revista-do-frio-e1779126463604.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-18 14:48:262026-05-18 14:49:12Tramontina amplia atuação industrial e mira linha branca, agro e veículos elétricos
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