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Arquivo para Tag: Ar Condicionado

Clube do Frio lança fórum de discussão no Facebook

02/07/2026

Grupo fechado substitui o antigo espaço de debates no site da Revista do Frio e reúne profissionais do setor HVAC-R para troca de experiências e discussões técnicas.

A Revista do Frio inaugurou nesta semana o Clube do Frio – Fórum de Discussão, um novo canal de interação hospedado no Facebook. O grupo foi criado para substituir o antigo espaço de debates disponível no site da publicação, que estava desativado.

O fórum é um grupo fechado destinado à troca de experiências entre profissionais dos segmentos de refrigeração, ar-condicionado, ventilação e aquecimento (HVAC-R). O ambiente será moderado e voltado à discussão de temas técnicos, tendências de mercado e desafios da rotina de trabalho.

O novo espaço busca ampliar a participação de instaladores, técnicos e engenheiros, permitindo que os profissionais compartilhem experiências e opiniões sobre as transformações do setor.

Para participar, os interessados devem acessar a página do Clube do Frio – Fórum de Discussão no Facebook e solicitar a adesão ao grupo.

A expectativa é reunir profissionais de diferentes regiões do país, incentivando o networking e a atualização técnica entre os participantes.


Resumen (español)

La Revista do Frio lanzó el Clube do Frio – Fórum de Discussão, un grupo cerrado en Facebook que sustituye el antiguo espacio de debates del sitio web de la publicación. El foro está dirigido a profesionales del sector HVAC-R y tiene como objetivo promover el intercambio de experiencias, debates técnicos, tendencias del mercado y la actualización profesional entre instaladores, técnicos e ingenieros.


Summary (English)

Revista do Frio has launched the Clube do Frio – Fórum de Discussão, a private Facebook group that replaces the publication’s former discussion area on its website. The forum is aimed at HVAC-R professionals and provides a moderated space for technical discussions, market trends, knowledge sharing, and professional networking among installers, technicians, and engineers.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-02 15:17:152026-07-06 15:23:29Clube do Frio lança fórum de discussão no Facebook

Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

30/06/2026

Com temperaturas elevadas, países europeus registram aumento na procura por aparelhos de ar-condicionado, enquanto governos discutem alternativas para reduzir os impactos do calor.

A onda de calor que atinge a Europa em 2026 tem provocado mudanças no comportamento dos consumidores, pressionado sistemas de energia e ampliado o debate sobre as estratégias de adaptação às temperaturas elevadas. Enquanto cresce a procura por aparelhos de ar-condicionado, autoridades europeias e especialistas discutem os impactos do uso da tecnologia e alternativas para enfrentar o aquecimento.

Fabricantes asiáticos de equipamentos de climatização registraram aumento nas vendas para o mercado europeu. Segundo informações divulgadas pela Reuters, a sul-coreana Samsung Electronics informou crescimento de dois dígitos nas vendas durante o primeiro semestre em mercados como Itália, Espanha e França, impulsionado pela demanda durante a temporada de calor.

A LG Electronics informou que as linhas de produção de ar-condicionado de uma de suas unidades na Coreia do Sul operam em capacidade máxima desde abril para atender à demanda da Coreia e de mercados internacionais.

A chinesa Midea relatou aumento na procura pelo modelo portátil PortaSplit. De acordo com a empresa, uma onda de calor registrada nas últimas semanas de maio elevou as vendas, levando ao esgotamento do produto em alguns canais de comercialização. A companhia informou ainda que as vendas em canais de comércio eletrônico na Alemanha cresceram cerca de 37% em maio na comparação anual, enquanto os embarques para Espanha e França aumentaram 108% no mesmo período.

A japonesa Mitsubishi Electric também informou crescimento da demanda europeia, especialmente em França, Espanha, Reino Unido e Alemanha, países atingidos por sucessivas ondas de calor.

Apesar desse movimento, o ar-condicionado ainda está presente em uma parcela reduzida das residências europeias. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que aproximadamente 20% dos domicílios do continente possuem equipamentos de climatização. A instalação também representa um obstáculo para parte dos consumidores, principalmente em edifícios antigos, onde as adaptações estruturais podem elevar os custos. Segundo a Midea, a instalação pode ultrapassar 1.000 euros.

A baixa adoção do ar-condicionado está ligada também a fatores culturais, econômicos e ambientais. Em diversos países europeus, o equipamento é tradicionalmente menos utilizado do que em outras regiões do mundo devido ao maior custo da energia elétrica e às preocupações relacionadas ao consumo energético e aos impactos ambientais.

O debate ganhou espaço no cenário político francês durante a atual onda de calor. A Comissão Europeia afirmou que não pretende adotar uma posição favorável ou contrária ao uso do ar-condicionado. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen declarou que não cabe à União Europeia determinar como os cidadãos devem resfriar suas residências.

Especialistas em adaptação urbana defendem que o ar-condicionado pode ser uma medida importante para grupos vulneráveis em situações de emergência, como hospitais e idosos durante eventos extremos. No entanto, argumentam que a expansão indiscriminada da climatização pode aumentar o consumo de energia e contribuir para a emissão adicional de calor nas áreas urbanas.

Em vez de priorizar a instalação de equipamentos de climatização, governos europeus vêm investindo em outras estratégias de adaptação. Entre as medidas estão a criação de estações públicas de resfriamento, áreas urbanas destinadas ao abrigo durante períodos de calor intenso e programas de monitoramento da população idosa.

Na Itália, onde aproximadamente 56% das residências já possuíam ar-condicionado em 2024, autoridades também distribuem dispositivos vestíveis para acompanhar as condições de saúde dos idosos durante episódios de temperaturas extremas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, desde 21 de junho foram registradas mais de 1.300 mortes em excesso relacionadas ao calor na Europa. O continente possui a população mais envelhecida do mundo e, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, aquece a uma velocidade superior ao dobro da média global, ampliando os desafios para a adaptação das cidades às novas condições climáticas.

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Resumen (español)

La ola de calor que afecta a Europa en 2026 ha incrementado la demanda de equipos de aire acondicionado, impulsando las ventas de fabricantes asiáticos como Samsung Electronics, LG Electronics, Midea y Mitsubishi Electric. Al mismo tiempo, autoridades europeas y especialistas mantienen el debate sobre las estrategias de adaptación al calor extremo. Mientras la Comisión Europea afirma que no adoptará una posición a favor o en contra del uso del aire acondicionado, varios países invierten en estaciones públicas de refrigeración, programas para proteger a la población mayor y otras medidas para enfrentar el aumento de las temperaturas.

Summary (English)

Europe’s 2026 heat wave has significantly increased demand for air-conditioning systems, boosting sales for Asian manufacturers including Samsung Electronics, LG Electronics, Midea and Mitsubishi Electric. At the same time, European authorities and climate experts continue to debate long-term adaptation strategies. While the European Commission says it will not take a position for or against air conditioning, several countries are investing in public cooling stations, programs to protect older adults and other measures to address rising temperatures and heat-related risks.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/europa-quente-clima.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-30 11:46:052026-06-30 11:46:17Europa amplia debate sobre climatização durante onda de calor recorde

Philco amplia para dois anos a garantia de ar-condicionado

25/06/2026

Medida passa a valer para toda a linha de condicionadores de ar da marca e mantém cobertura de dez anos para compressores inverter.

A Philco anunciou a ampliação da garantia de fábrica de sua linha de condicionadores de ar para dois anos. A medida abrange os modelos Split Inverter, Split On-Off e Multi Split.

Segundo a empresa, a nova política de garantia passa a valer para toda a linha de climatização da marca. Os compressores dos equipamentos inverter mantêm a cobertura de dez anos.

De acordo com Emerson Wojcik, diretor comercial da linha branca da Philco, a decisão está relacionada aos investimentos realizados pela empresa em tecnologia, processos produtivos e controle de qualidade.

“A ampliação da garantia é um reflexo direto da confiança que temos na qualidade e no desempenho dos nossos produtos”, afirmou o executivo.

Para a validação da garantia, a empresa informou que será considerada a data de emissão da nota fiscal. A instalação e as manutenções dos equipamentos deverão seguir as orientações e os padrões descritos no manual do produto.

Segundo Wojcik, a iniciativa acompanha as mudanças no mercado e as expectativas dos consumidores em relação aos produtos e ao suporte oferecido pelas marcas.

A empresa informou ainda que a ampliação da garantia integra sua estratégia para a área de climatização. O portfólio da Philco inclui soluções destinadas a diferentes perfis de consumidores e necessidades de aplicação.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/RF-logo-site-revista-do-frio-toy-e1782417544246.png 300 300 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-25 16:25:362026-06-25 16:59:12Philco amplia para dois anos a garantia de ar-condicionado

Fujitsu General participa de encontro de instaladores em Caruaru

02/06/2026

Empresa apresentou linhas de ar-condicionado, promoveu palestras técnicas e atividades voltadas à capacitação profissional durante evento realizado em Pernambuco.

A Fujitsu General do Brasil participou do Encontro dos Instaladores, realizado em Caruaru (PE), com foco em ações de capacitação profissional e relacionamento com instaladores da região Nordeste.

Durante a programação, a empresa apresentou as linhas Premium e Essencial High Wall, destacando recursos relacionados à tecnologia inverter e à economia de energia. O evento também contou com palestras técnicas, demonstrações práticas e dinâmicas voltadas ao conhecimento de peças e códigos de erro.

Segundo Neide Oliveira, analista de Marketing da Fujitsu General do Brasil, o instalador tem papel relevante para a experiência do consumidor com os equipamentos da marca. “O instalador é uma peça-chave para garantir que o consumidor tenha a melhor experiência com nossas soluções. Por isso, a Fujitsu investe continuamente em suporte técnico, capacitação e relacionamento com esses profissionais”, afirmou.

A ação incluiu ainda sorteios de kits e equipamentos para os participantes.

O Encontro dos Instaladores é apontado pelos organizadores como um dos eventos mais relevantes do segmento de climatização no Nordeste e destacou a importância da qualificação técnica para eficiência energética, desempenho e vida útil dos equipamentos.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 16:39:422026-06-02 16:39:42Fujitsu General participa de encontro de instaladores em Caruaru

Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

02/06/2026

Medida anunciada pelo governo norte-americano mobiliza entidades industriais e pode afetar exportações de equipamentos e componentes fabricados no Brasil, em um momento de avanço da indústria HVAC-R nacional no mercado internacional.

A possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos passou a mobilizar entidades da indústria nacional nesta terça-feira (2). Representantes do setor de máquinas e equipamentos iniciaram articulações junto ao mercado norte-americano para tentar reverter a medida, argumentando que a iniciativa pode reduzir a competitividade da indústria brasileira e abrir espaço para fornecedores de outros países, especialmente da China.

Os Estados Unidos são atualmente um dos principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, respondendo por cerca de 27% das vendas externas do segmento, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A discussão ocorre em um momento de expansão internacional da indústria brasileira de HVAC-R. Empresas do setor vêm ampliando sua presença em mercados da América do Norte, América Latina, Europa e Oriente Médio por meio da exportação de equipamentos, componentes e sistemas desenvolvidos no país.

Além de equipamentos de refrigeração comercial e climatização, fabricantes brasileiros participam da cadeia global de suprimentos do setor por meio da produção de componentes, sistemas de controle, automação e tecnologias aplicadas à refrigeração e ao ar-condicionado.

A preocupação do setor está relacionada ao aumento do custo de entrada dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. Em manifestações recentes sobre medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, a Abimaq afirmou que alterações nas regras comerciais têm gerado incertezas para exportadores e investidores.

O tema ganha relevância em um momento em que entidades setoriais e empresas brasileiras vêm intensificando ações de internacionalização e promoção comercial voltadas ao mercado externo. Os Estados Unidos figuram entre os mercados estratégicos para fabricantes nacionais que buscam ampliar sua presença internacional.

O impacto efetivo para a indústria HVAC-R dependerá do alcance da medida, da lista final de produtos abrangidos e das negociações entre governo e setor produtivo. Enquanto isso, empresas exportadoras acompanham os desdobramentos da política comercial norte-americana e seus reflexos sobre os fluxos de comércio internacional.

O cenário permanece em aberto. Integrantes do governo brasileiro e representantes do setor produtivo aguardam a divulgação das conclusões preliminares da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o documento poderá ser apresentado nos próximos dias e servir de base para uma consulta ao setor privado antes da elaboração do relatório final, previsto para julho.

ATUALIZAÇÃO (03/06/2026) – Um dia após a divulgação da proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% sobre importações provenientes do Brasil e de outros países. A medida está relacionada a uma investigação distinta, voltada ao combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, e será submetida a consulta pública antes de eventual implementação. Ainda não está claro se a tarifa de 12,5% poderá ser aplicada de forma cumulativa à proposta de 25% anunciada anteriormente.

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Resumen (español)

La posible aplicación de una tarifa del 25% a productos brasileños importados por Estados Unidos ha generado preocupación entre sectores industriales y exportadores. Entidades empresariales brasileñas iniciaron gestiones para intentar revertir la medida, argumentando que podría reducir la competitividad de los productos nacionales. El debate ocurre en un momento de expansión internacional de la industria brasileña de HVAC-R, que ha ampliado sus exportaciones de equipos y componentes hacia América del Norte y otros mercados.

Summary (English)

The possible implementation of a 25% tariff on Brazilian products imported by the United States has raised concerns among industrial and export sectors. Brazilian industry representatives have begun efforts to challenge the measure, arguing that it could reduce the competitiveness of domestic manufacturers. The discussion comes as Brazil’s HVAC-R industry expands its international presence, increasing exports of equipment and components to North America and other global markets.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-2-de-jun.-de-2026-14_15_40-e1780420725391.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 14:19:262026-06-03 14:59:27Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

27/05/2026

As novas etiquetas do Inmetro mudam a forma de identificar a eficiência de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras.

As etiquetas de eficiência energética conhecidas pelas classificações A+, A++ e A+++ estão sendo substituídas por um novo sistema de avaliação do Inmetro. A mudança afeta aparelhos de ar-condicionado e refrigeradores e faz parte da adoção de critérios atualizados para medir o consumo de energia dos equipamentos.

No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a principal alteração foi a adoção do Índice de Desempenho do Resfriamento Sazonal (IDRS), previsto na Portaria Inmetro nº 234/2020. O indicador substituiu o método tradicional baseado no COP/EER, utilizado para medir a eficiência dos equipamentos em condições estáticas de operação.

Diferentemente do sistema anterior, o IDRS considera o consumo de energia ao longo do ano, levando em conta as variações climáticas típicas do país. Com isso, a avaliação passa a refletir o desempenho do equipamento em diferentes condições de uso.

A mudança também simplificou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Em vez das antigas subdivisões A+, A++ e A+++, os aparelhos passaram a ser classificados em uma escala de A a F.

O processo de transição começou em 2023, quando foi proibida a fabricação e a importação de modelos sem o novo índice de eficiência. A regulamentação avança agora para as etapas finais de adequação do mercado.

Outra mudança está relacionada à obtenção da classificação máxima. O IDRS mínimo exigido para que um aparelho seja enquadrado na Classe A passou de 5,5 para 7,0.

Segundo as informações divulgadas, mais da metade dos aparelhos split de entrada produzidos em Manaus não alcança atualmente a classificação A após a adoção do novo critério.

Os equipamentos enquadrados nas faixas de menor eficiência seguem um cronograma de transição para comercialização. O prazo para escoamento desses modelos no varejo termina no final de junho.

Geladeiras passam a usar apenas três classes

Para os refrigeradores, a mudança ocorre de forma diferente. As etiquetas foram simplificadas para apenas três categorias: A, B e C.

Nesse modelo, os equipamentos que seriam enquadrados nas antigas categorias D, E e F deixaram de fazer parte da classificação. O varejo tem até o final do ano para comercializar os estoques remanescentes desses produtos.

Para os profissionais de climatização e refrigeração, a principal mudança prática é a identificação da eficiência energética dos equipamentos. As antigas referências A+, A++ e A+++ deixam de existir, dando lugar às novas classificações adotadas pelo Inmetro.

Figura ilustrativa

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Resumen (español)

Las etiquetas de eficiencia energética A+, A++ y A+++ están siendo sustituidas por nuevos criterios definidos por el Inmetro. Los equipos de aire acondicionado ahora utilizan el Índice de Desempeño de Refrigeración Estacional (IDRS) y una escala de A a F, mientras que los refrigeradores adoptan una clasificación simplificada de A a C. El cambio modifica la forma de identificar la eficiencia energética de los equipos comercializados en Brasil.

Summary (English)

The A+, A++ and A+++ energy-efficiency labels are being replaced by new criteria established by Inmetro. Air conditioners are now evaluated using the Seasonal Cooling Performance Index (IDRS) and an A-to-F scale, while refrigerators follow a simplified A-to-C classification system. The change modifies how energy efficiency is identified in equipment sold in Brazil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Etiquetas-energia-hvac-r-1.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-27 16:22:282026-05-28 09:14:54O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

26/05/2026

Grupo técnico formado por fabricantes, fornecedores e produtores de refrigerantes estima que medidas regulatórias aplicadas entre 2030 e 2050 podem reduzir pela metade as emissões acumuladas de fluidos refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia.

Um grupo técnico criado para avaliar as emissões de refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia publicou um estudo que estabelece uma linha de base para o período de 2021 a 2050 e apresenta cenários de redução de emissões associados a possíveis medidas regulatórias.

O documento foi elaborado por Thom Hermens e Mark Smith, da Chemours, e por Curt Vincent e MaryJo VandenBrink, da Honeywell, vinculada à marca Solstice.

Segundo o relatório, o objetivo do grupo foi quantificar as emissões de refrigerantes ao longo de todo o ciclo de vida dos sistemas de ar-condicionado veicular, incluindo produção, distribuição, carga inicial, uso do veículo, acidentes, reparos, manutenção, fim de vida útil e recuperação de refrigerantes. O trabalho foi desenvolvido para apoiar autoridades europeias que analisam alternativas regulatórias relacionadas à proposta de restrição de PFAS e gases fluorados no setor de transportes.

O grupo reuniu representantes da cadeia de valor, incluindo oito fabricantes de veículos (OEMs), seis fabricantes de componentes automotivos (Tier 1), uma rede de oficinas, um distribuidor, dois produtores de refrigerantes e dois operadores de fim de vida útil de veículos.

De acordo com as estimativas apresentadas, as emissões anuais totais de refrigerantes em aplicações automotivas na União Europeia poderiam cair de 15.353 toneladas métricas em um cenário de referência para 6.083 toneladas métricas em 2050 com a adoção das medidas propostas, representando redução de aproximadamente 60%. Entre 2030 e 2050, o estudo calcula que cerca de 183 mil toneladas métricas de emissões poderiam ser evitadas.

O relatório identifica que a maior parcela das emissões ocorre durante a vida útil do veículo, principalmente em função de vazamentos naturais dos sistemas de climatização. Entre as medidas analisadas estão limites máximos para taxas de vazamento em novos veículos, obrigatoriedade de reparo quando vazamentos forem detectados durante serviços de manutenção, inspeções periódicas dos sistemas de ar-condicionado, monitoramento da saúde do sistema e especificações mais rigorosas para condensadores.

O estudo também aponta que a eletrificação da frota tende a reduzir parte das emissões por eliminar o retentor mecânico presente nos compressores acionados por correia dos veículos com motor de combustão interna. Segundo os autores, compressores elétricos utilizados em veículos elétricos a bateria (BEVs) apresentam taxas menores de vazamento, embora sistemas com bomba de calor possam adicionar novas conexões ao circuito frigorífico.

Entre os dados analisados, o documento indica que cerca de 76% dos veículos em circulação na União Europeia em 2021 possuíam ar-condicionado instalado de fábrica. A projeção é que essa participação alcance aproximadamente 97% em 2035 e praticamente 100% em 2050.

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Resumen (español)

El Grupo Técnico de Trabajo sobre Emisiones de Refrigerantes en Vehículos de la Unión Europea publicó un estudio que evalúa las emisiones de refrigerantes de los sistemas de aire acondicionado automotriz entre 2021 y 2050. El documento propone medidas regulatorias orientadas a reducir fugas durante la vida útil de los vehículos, mejorar los procedimientos de mantenimiento y fortalecer el diseño de los componentes. Según las estimaciones del informe, las emisiones anuales podrían reducirse en alrededor del 60% para 2050, evitando más de 183 mil toneladas métricas de emisiones acumuladas entre 2030 y 2050.

Summary (English)

The European Union Automotive Refrigerant Emissions Technical Working Group has released a study assessing refrigerant emissions from vehicle air-conditioning systems between 2021 and 2050. The report evaluates potential regulatory measures aimed at reducing leakage during vehicle operation, improving maintenance practices and strengthening component design requirements. According to the study, annual refrigerant emissions could decline by about 60% by 2050, preventing more than 183,000 metric tons of cumulative emissions between 2030 and 2050.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/01/manifold-ar-condicionado-automotivo.jpg 857 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-26 14:40:562026-05-26 14:42:12Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos

25/05/2026

Pesquisadores utilizam a expressão inglesa cooling poverty para descrever situações em que a proteção contra o calor depende não apenas de equipamentos de climatização, mas também de moradia, infraestrutura urbana, acesso à água e serviços públicos.

A expressão inglesa cooling poverty tem sido utilizada por pesquisadores para descrever situações em que pessoas e comunidades não dispõem de condições adequadas para se proteger do calor extremo. O conceito amplia a compreensão da refrigeração para além dos equipamentos, sistemas de climatização e tecnologias de controle térmico.

Como não existe uma tradução consolidada para o português, esta reportagem adota a expressão privação térmica, uma tentativa de aproximar o conceito do leitor brasileiro sem perder o significado atribuído pelos autores dos estudos. O termo refere-se à falta de recursos, infraestrutura e condições sociais necessárias para enfrentar episódios de calor intenso.

Segundo pesquisadores envolvidos em estudos publicados na revista científica Nature Sustainability, a chamada systemic cooling poverty, ou privação térmica sistêmica, ocorre quando indivíduos, famílias ou organizações ficam expostos aos efeitos do estresse térmico devido à insuficiência de infraestruturas físicas, sociais e de recursos intangíveis relacionados à adaptação ao calor e à umidade.

A definição proposta pelos autores vai além do acesso a equipamentos de ar-condicionado ou ventilação mecânica. O conceito engloba fatores como qualidade das moradias, soluções passivas de resfriamento, disponibilidade de áreas verdes, acesso à água, serviços públicos, cadeias de frio, sistemas de saúde e redes de apoio social.

Os pesquisadores identificaram cinco dimensões principais associadas ao fenômeno: condições climáticas, infraestrutura e ativos relacionados ao conforto térmico, desigualdade social e térmica, saúde e condições de educação e trabalho.

Um estudo divulgado em maio deste ano analisou aproximadamente 3 bilhões de pessoas em 28 países, principalmente em economias em desenvolvimento. Os autores estimam que cerca de 600 milhões de pessoas vivam em condições severas de privação térmica. As maiores concentrações foram identificadas no Sul da Ásia e na África Subsaariana.

De acordo com os pesquisadores, populações submetidas a condições climáticas semelhantes podem apresentar níveis bastante diferentes de vulnerabilidade ao calor. As diferenças estariam relacionadas à disponibilidade de infraestrutura, à qualidade das habitações e à capacidade local de adaptação.

O trabalho destaca que o acesso ao resfriamento permanece desigual em diversas regiões do mundo. Em muitos casos, a proteção contra o calor depende de uma combinação de fatores que incluem arborização urbana, ventilação adequada das edificações, disponibilidade de espaços públicos, acesso à água potável e funcionamento dos serviços de saúde e assistência social.

A pesquisa também aponta que idade, renda, condições de saúde e características do ambiente construído influenciam diretamente a exposição ao calor extremo. A refrigeração deixa de ser vista apenas como uma questão tecnológica e passa a integrar debates relacionados à saúde pública, habitação, planejamento urbano e adaptação climática.

Para os autores, enfrentar a privação térmica exige ações coordenadas entre diferentes setores. Habitação, saúde, agricultura, transporte e infraestrutura urbana são apontados como áreas que podem contribuir para ampliar o acesso a condições adequadas de resfriamento e reduzir a exposição das populações mais vulneráveis aos eventos de calor extremo.

A abordagem proposta pelos pesquisadores sugere uma ampliação do próprio entendimento sobre refrigeração. Sob essa perspectiva, o tema não se restringe à disponibilidade de equipamentos ou ao consumo de energia, mas inclui o conjunto de condições que permite às pessoas viver, trabalhar e se deslocar em ambientes capazes de reduzir os riscos associados ao calor.

O que a privação térmica revela sobre o Brasil

Alguns dos trabalhos que discutem a chamada privação térmica utilizam o Rio de Janeiro para mostrar que o acesso ao resfriamento envolve mais do que equipamentos de climatização. Enquanto áreas como a orla de Ipanema contam com brisas marítimas, sombra e infraestrutura urbana, comunidades localizadas em encostas e periferias enfrentam condições distintas, marcadas por maior retenção de calor, menor cobertura vegetal e menos recursos para enfrentar temperaturas elevadas.

Os autores argumentam que a vulnerabilidade ao calor não depende apenas da temperatura registrada pelos termômetros. Fatores como qualidade da moradia, presença de árvores, disponibilidade de água potável, ventilação dos ambientes, condições de trabalho e acesso a serviços públicos influenciam diretamente a capacidade de adaptação das pessoas.

A pesquisa também chama atenção para situações frequentemente ignoradas nas estatísticas. Durante entrevistas realizadas em bairros populares e favelas do Rio de Janeiro, moradores relataram mudanças de rotina para evitar os horários mais quentes do dia, aumento das despesas com energia elétrica durante o verão e dificuldades de acesso a locais considerados mais frescos da cidade.

Para os autores, a privação térmica ajuda a compreender por que duas populações submetidas à mesma onda de calor podem enfrentar consequências muito diferentes. No caso brasileiro, o conceito sugere que o enfrentamento do calor passa não apenas pela expansão do acesso à climatização, mas também por políticas relacionadas à habitação, arborização urbana, mobilidade, saneamento, saúde pública e qualidade dos espaços coletivos. Sob essa perspectiva, a refrigeração passa a ser entendida também como uma questão de infraestrutura e inclusão social.

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Resumen (español)

Investigadores han ampliado el concepto de refrigeración mediante el término cooling poverty, traducido en este artículo como privación térmica. El concepto describe situaciones en las que las personas no cuentan con recursos, infraestructura o servicios suficientes para protegerse del calor extremo. Los estudios indican que factores como vivienda, acceso al agua, áreas verdes, servicios públicos y sistemas de salud son tan relevantes como los equipos de climatización para reducir la vulnerabilidad térmica de la población.

Summary (English)

Researchers have expanded the concept of cooling through the term cooling poverty, translated in this article as thermal deprivation. The concept refers to situations where people lack the resources, infrastructure and services needed to protect themselves from extreme heat. According to the studies, housing quality, access to water, green spaces, public services and healthcare systems are as important as cooling equipment in reducing heat-related vulnerability.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/07/tim-e1531766293174.jpg 491 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-25 16:55:212026-05-25 16:56:18Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos

Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

21/05/2026

Medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos altera regras sobre hidrofluorcarbonos (HFCs), gases amplamente utilizados em sistemas de refrigeração e ar-condicionado e associados às metas de redução de emissões do setor.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (21) a flexibilização de regras aplicadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs), gases utilizados em refrigeradores, equipamentos de refrigeração comercial e aparelhos de ar-condicionado.

O anúncio foi feito ao lado da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, durante evento na Casa Branca, em Washington. Segundo informações divulgadas pela AFP, Trump classificou como “ridículas” regulamentações adotadas durante o governo de Joe Biden para o controle desses gases.

Os HFCs não afetam a camada de ozônio, mas possuem elevado potencial de aquecimento global. Por esse motivo, diversos países vêm promovendo a substituição gradual dessas substâncias por alternativas de menor impacto climático, especialmente nos setores de refrigeração e climatização.

A decisão do governo norte-americano ocorre em um contexto de implementação da American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislação que estabelece a redução progressiva da produção e do consumo de HFCs nos Estados Unidos. A lei foi aprovada em 2020 e constitui a base regulatória para a transição do mercado norte-americano para refrigerantes com menor potencial de aquecimento global.

O tema também está relacionado à Emenda de Kigali, acordo internacional que prevê a redução gradual do uso de HFCs em diversos países. As mudanças regulatórias anunciadas por Trump podem influenciar debates sobre a transição tecnológica e os investimentos da cadeia de HVAC-R, segmento que acompanha a evolução das normas ambientais e dos refrigerantes utilizados em novos equipamentos.

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Resumen (Español)

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, anunció la flexibilización de normas aplicadas a los hidrofluorocarbonos (HFC), gases utilizados en equipos de refrigeración y aire acondicionado. La medida modifica regulaciones impulsadas durante la administración de Joe Biden y surge en un momento en que el país implementa la American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislación que establece la reducción gradual de los HFC. El tema también está vinculado a la Enmienda de Kigali, acuerdo internacional orientado a disminuir el uso de estos refrigerantes debido a su elevado potencial de calentamiento global.

Summary (English)

U.S. President Donald Trump announced the easing of regulations affecting hydrofluorocarbons (HFCs), refrigerants widely used in cooling and air-conditioning equipment. The move changes rules adopted during the Joe Biden administration and comes as the United States continues implementing the American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), which mandates a phased reduction in HFC production and consumption. The issue is also linked to the Kigali Amendment, an international agreement aimed at reducing the use of high global warming potential refrigerants.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/07/r32-botijas-fluido-gas-e1779392069897.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 16:36:122026-05-21 16:36:12Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

Entre projetos e manutenções, Alana Carvalho conquista seu espaço no frio

21/05/2026

Engenheira mecânica e técnica de refrigeração, a soteropolitana divide a rotina entre a Power Clim e o planejamento de manutenção no Grupo Artemp, fortalecendo a presença feminina no HVAC-R.

 Engenheira mecânica e técnica de refrigeração, a soteropolitana Alana Alves Moraes de Carvalho divide sua rotina entre a empresa que fundou, a Power Clim, e o trabalho na área de planejamento de manutenção no Grupo Artemp, mostrando que competência e determinação não têm gênero no setor de HVAC-R.  A curiosidade sempre foi o ponto de partida para sua trajetória profissional.

Nascida e residente em Salvador (BA), seu primeiro contato com o mundo do trabalho aconteceu ainda cedo. Em janeiro de 2010, aos 16 anos, Alana atuava como menor aprendiz em um supermercado enquanto concluía os estudos. Foi em 2013 que decidiu direcionar sua carreira para a área técnica, iniciando o curso de Mecatrônica no SENAI Cimatec. Um ano depois, ao perceber que seu interesse estava em outra vertente da engenharia, migrou para o curso técnico em Mecânica Industrial, decisão que mudaria seu caminho profissional. Durante o curso, a disciplina de refrigeração despertou sua paixão pelo setor.

“Em julho de 2013, comecei o curso de técnico em Mecatrônica, porém, após um ano, percebi que não era o que eu queria. Mudei para o técnico em Mecânica e me apaixonei pela área, principalmente por refrigeração, que era uma das matérias do curso. Em dezembro de 2016, concluí o curso técnico em Mecânica Industrial, e em 2017, sem hesitar, escolhi o curso de Engenharia Mecânica para dar continuidade à área que amava. Em agosto de 2022 conclui o curso. Foi um grande desafio cursar os semestres principais de forma EAD por conta da pandemia, já que tanto o curso técnico quanto os primeiros cinco semestres da faculdade foram presenciais. Assim que concluí meu TCC, recebi a proposta de trabalhar em uma empresa no ramo de refrigeração, e foi assim que minha paixão pela área terminou de aflorar. Percebi que era uma área predominantemente masculina e que precisava de um toque feminino. Comecei nessa empresa como técnica de planejamento, mas desempenhava várias funções, inclusive a supervisão de equipes de campo. Naquela época, fiquei à frente de uma parada programada em uma empresa do Polo Petroquímico de Camaçari, onde organizei as tarefas e supervisionei uma equipe de 20 homens, em várias manutenções corretivas em equipamentos de grande porte como chiller entre outros; graças a Deus, tudo deu certo. Com essa experiência, pude perceber os erros e acertos da área”, revela Alana.

Em 2023, passou a atuar na Casa do Ar, onde ampliou seus conhecimentos em diferentes tecnologias, incluindo sistemas VRF, e fortaleceu o contato direto com clientes. Nesse período, também foi convidada a integrar o grupo “A Tropa da Climatização”, tornando-se a primeira mulher a fazer parte da iniciativa.

“Em abril de 2023, eu estava fixa em um dos clientes dessa empresa e conheci o Alexandre (AJ Climatização) e o Adilson (AJ Instalações). Eles foram fazer um serviço de garantia e o Alexandre, conhecendo minha história, me convidou para participar do grupo “A Tropa da Climatização”. Amei o projeto e, após algumas análises do grupo, fui adicionada, tornando-me a primeira mulher do grupo, o que digo com muito orgulho, pois somos uma família”.

Após um período difícil em 2024, marcado pela perda de sua mãe, Alana decidiu dar um novo passo em sua trajetória. Com o incentivo de Ítalo, seu marido e parceiro de vida, além de colegas do setor, fundou em setembro de 2024 a Power Clim, empresa voltada à manutenção e serviços de climatização.

“Em janeiro de 2024, fui demitida em um período muito difícil da minha vida, pois tinha acabado de perder minha mãe, mas Deus tem planos para tudo. E em fevereiro do mesmo ano, para a honra e glória do Senhor, consegui passar de primeira na prova do DETRAN e tirei minha CNH, realizando um grande sonho. Daí em diante, comecei a perguntar a Deus qual seria minha função no setor e se deveria de fato abrir uma empresa. Desde que entrei na Tropa, os rapazes me incentivavam a abrir minha própria empresa e sempre aprendi muito com eles. Em meio às dúvidas sobre o nome e a estrutura do negócio, muitos deles me ajudaram e, em setembro de 2024, nasceu a Power Clim. A ideia inicial é ter majoritariamente mulheres atuando nas manutenções. Enquanto esse sonho amadurece, meu marido me acompanha nas manutenções, que realizamos aos finais de semana ou à noite, após meu expediente na Artemp. Atuo como CLT e autônoma ao mesmo tempo, até quando Deus quiser”.

Equipe forte com presença feminina

Hoje, Alana concilia a atuação na Artemp com o desenvolvimento de sua empresa, realizando atendimentos técnicos fora do horário comercial. Para ela, a presença feminina no setor de HVAC-R vem crescendo graças à competência, ao detalhismo e à dedicação das profissionais. Integrante também do grupo “Elas no AVAC-R”, que reúne mais de 250 mulheres do setor, a Alana acredita que a diversidade fortalece o mercado.

“Hoje, a Power Clim é uma empresa em desenvolvimento. Em nome de Jesus, se for da vontade de Deus, ainda em 2026 terei minha primeira auxiliar mulher, que será uma parceira de missão e não minha funcionária ou subordinada. Hoje as mulheres têm ganhado força e notoriedade no ramo pela competência, detalhismo e determinação. Existem empresas e clientes que preferem o atendimento feminino pelas nossas habilidades multitarefas. Antigamente, o preconceito era muito maior e o espaço, mais difícil de conquistar. Hoje, os homens estão buscando entender que podemos aprender uns com os outros, independente do gênero. Na Power Clim, entendo que a diversidade é chave: preciso de rapazes para tarefas que exigem força física bruta, e de mulheres pelo detalhismo nas manutenções”.

Entre as conquistas recentes, Alana destaca a participação na FEBRAVA 2025, onde teve contato com referências da área e ampliou sua rede de relacionamento profissional, e lutando para a aquisição de carro próprio para a empresa.

“Atualmente, lutamos para adquirir o carro próprio, que será de grande serventia. A Power Clim possui várias ferramentas que foram presentes de amigos da área, como Fernando (Super Cold), Alexandre (AJ Climatização), Fagner (Floco Refrigeração), Job Ney Palmeira, entre outros que fizeram a diferença na minha trajetória”.

Com uma rotina intensa entre trabalho, empresa e família, ela segue motivada pela paixão pela área. “A refrigeração é um setor amplo e cheio de oportunidades. Devemos buscar nosso espaço ajudando o próximo e valorizando o trabalho de todos”, conclui.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Alana-carvalho-gente-do-frio-revista-do-frio.jpeg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 09:47:362026-05-21 09:47:36Entre projetos e manutenções, Alana Carvalho conquista seu espaço no frio
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