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Arquivo para Tag: Ar Condicionado

Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

21/05/2026

Medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos altera regras sobre hidrofluorcarbonos (HFCs), gases amplamente utilizados em sistemas de refrigeração e ar-condicionado e associados às metas de redução de emissões do setor.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (21) a flexibilização de regras aplicadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs), gases utilizados em refrigeradores, equipamentos de refrigeração comercial e aparelhos de ar-condicionado.

O anúncio foi feito ao lado da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, durante evento na Casa Branca, em Washington. Segundo informações divulgadas pela AFP, Trump classificou como “ridículas” regulamentações adotadas durante o governo de Joe Biden para o controle desses gases.

Os HFCs não afetam a camada de ozônio, mas possuem elevado potencial de aquecimento global. Por esse motivo, diversos países vêm promovendo a substituição gradual dessas substâncias por alternativas de menor impacto climático, especialmente nos setores de refrigeração e climatização.

A decisão do governo norte-americano ocorre em um contexto de implementação da American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislação que estabelece a redução progressiva da produção e do consumo de HFCs nos Estados Unidos. A lei foi aprovada em 2020 e constitui a base regulatória para a transição do mercado norte-americano para refrigerantes com menor potencial de aquecimento global.

O tema também está relacionado à Emenda de Kigali, acordo internacional que prevê a redução gradual do uso de HFCs em diversos países. As mudanças regulatórias anunciadas por Trump podem influenciar debates sobre a transição tecnológica e os investimentos da cadeia de HVAC-R, segmento que acompanha a evolução das normas ambientais e dos refrigerantes utilizados em novos equipamentos.

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Resumen (Español)

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, anunció la flexibilización de normas aplicadas a los hidrofluorocarbonos (HFC), gases utilizados en equipos de refrigeración y aire acondicionado. La medida modifica regulaciones impulsadas durante la administración de Joe Biden y surge en un momento en que el país implementa la American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislación que establece la reducción gradual de los HFC. El tema también está vinculado a la Enmienda de Kigali, acuerdo internacional orientado a disminuir el uso de estos refrigerantes debido a su elevado potencial de calentamiento global.

Summary (English)

U.S. President Donald Trump announced the easing of regulations affecting hydrofluorocarbons (HFCs), refrigerants widely used in cooling and air-conditioning equipment. The move changes rules adopted during the Joe Biden administration and comes as the United States continues implementing the American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), which mandates a phased reduction in HFC production and consumption. The issue is also linked to the Kigali Amendment, an international agreement aimed at reducing the use of high global warming potential refrigerants.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/07/r32-botijas-fluido-gas-e1779392069897.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 16:36:122026-05-21 16:36:12Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

Entre projetos e manutenções, Alana Carvalho conquista seu espaço no frio

21/05/2026

Engenheira mecânica e técnica de refrigeração, a soteropolitana divide a rotina entre a Power Clim e o planejamento de manutenção no Grupo Artemp, fortalecendo a presença feminina no HVAC-R.

 Engenheira mecânica e técnica de refrigeração, a soteropolitana Alana Alves Moraes de Carvalho divide sua rotina entre a empresa que fundou, a Power Clim, e o trabalho na área de planejamento de manutenção no Grupo Artemp, mostrando que competência e determinação não têm gênero no setor de HVAC-R.  A curiosidade sempre foi o ponto de partida para sua trajetória profissional.

Nascida e residente em Salvador (BA), seu primeiro contato com o mundo do trabalho aconteceu ainda cedo. Em janeiro de 2010, aos 16 anos, Alana atuava como menor aprendiz em um supermercado enquanto concluía os estudos. Foi em 2013 que decidiu direcionar sua carreira para a área técnica, iniciando o curso de Mecatrônica no SENAI Cimatec. Um ano depois, ao perceber que seu interesse estava em outra vertente da engenharia, migrou para o curso técnico em Mecânica Industrial, decisão que mudaria seu caminho profissional. Durante o curso, a disciplina de refrigeração despertou sua paixão pelo setor.

“Em julho de 2013, comecei o curso de técnico em Mecatrônica, porém, após um ano, percebi que não era o que eu queria. Mudei para o técnico em Mecânica e me apaixonei pela área, principalmente por refrigeração, que era uma das matérias do curso. Em dezembro de 2016, concluí o curso técnico em Mecânica Industrial, e em 2017, sem hesitar, escolhi o curso de Engenharia Mecânica para dar continuidade à área que amava. Em agosto de 2022 conclui o curso. Foi um grande desafio cursar os semestres principais de forma EAD por conta da pandemia, já que tanto o curso técnico quanto os primeiros cinco semestres da faculdade foram presenciais. Assim que concluí meu TCC, recebi a proposta de trabalhar em uma empresa no ramo de refrigeração, e foi assim que minha paixão pela área terminou de aflorar. Percebi que era uma área predominantemente masculina e que precisava de um toque feminino. Comecei nessa empresa como técnica de planejamento, mas desempenhava várias funções, inclusive a supervisão de equipes de campo. Naquela época, fiquei à frente de uma parada programada em uma empresa do Polo Petroquímico de Camaçari, onde organizei as tarefas e supervisionei uma equipe de 20 homens, em várias manutenções corretivas em equipamentos de grande porte como chiller entre outros; graças a Deus, tudo deu certo. Com essa experiência, pude perceber os erros e acertos da área”, revela Alana.

Em 2023, passou a atuar na Casa do Ar, onde ampliou seus conhecimentos em diferentes tecnologias, incluindo sistemas VRF, e fortaleceu o contato direto com clientes. Nesse período, também foi convidada a integrar o grupo “A Tropa da Climatização”, tornando-se a primeira mulher a fazer parte da iniciativa.

“Em abril de 2023, eu estava fixa em um dos clientes dessa empresa e conheci o Alexandre (AJ Climatização) e o Adilson (AJ Instalações). Eles foram fazer um serviço de garantia e o Alexandre, conhecendo minha história, me convidou para participar do grupo “A Tropa da Climatização”. Amei o projeto e, após algumas análises do grupo, fui adicionada, tornando-me a primeira mulher do grupo, o que digo com muito orgulho, pois somos uma família”.

Após um período difícil em 2024, marcado pela perda de sua mãe, Alana decidiu dar um novo passo em sua trajetória. Com o incentivo de Ítalo, seu marido e parceiro de vida, além de colegas do setor, fundou em setembro de 2024 a Power Clim, empresa voltada à manutenção e serviços de climatização.

“Em janeiro de 2024, fui demitida em um período muito difícil da minha vida, pois tinha acabado de perder minha mãe, mas Deus tem planos para tudo. E em fevereiro do mesmo ano, para a honra e glória do Senhor, consegui passar de primeira na prova do DETRAN e tirei minha CNH, realizando um grande sonho. Daí em diante, comecei a perguntar a Deus qual seria minha função no setor e se deveria de fato abrir uma empresa. Desde que entrei na Tropa, os rapazes me incentivavam a abrir minha própria empresa e sempre aprendi muito com eles. Em meio às dúvidas sobre o nome e a estrutura do negócio, muitos deles me ajudaram e, em setembro de 2024, nasceu a Power Clim. A ideia inicial é ter majoritariamente mulheres atuando nas manutenções. Enquanto esse sonho amadurece, meu marido me acompanha nas manutenções, que realizamos aos finais de semana ou à noite, após meu expediente na Artemp. Atuo como CLT e autônoma ao mesmo tempo, até quando Deus quiser”.

Equipe forte com presença feminina

Hoje, Alana concilia a atuação na Artemp com o desenvolvimento de sua empresa, realizando atendimentos técnicos fora do horário comercial. Para ela, a presença feminina no setor de HVAC-R vem crescendo graças à competência, ao detalhismo e à dedicação das profissionais. Integrante também do grupo “Elas no AVAC-R”, que reúne mais de 250 mulheres do setor, a Alana acredita que a diversidade fortalece o mercado.

“Hoje, a Power Clim é uma empresa em desenvolvimento. Em nome de Jesus, se for da vontade de Deus, ainda em 2026 terei minha primeira auxiliar mulher, que será uma parceira de missão e não minha funcionária ou subordinada. Hoje as mulheres têm ganhado força e notoriedade no ramo pela competência, detalhismo e determinação. Existem empresas e clientes que preferem o atendimento feminino pelas nossas habilidades multitarefas. Antigamente, o preconceito era muito maior e o espaço, mais difícil de conquistar. Hoje, os homens estão buscando entender que podemos aprender uns com os outros, independente do gênero. Na Power Clim, entendo que a diversidade é chave: preciso de rapazes para tarefas que exigem força física bruta, e de mulheres pelo detalhismo nas manutenções”.

Entre as conquistas recentes, Alana destaca a participação na FEBRAVA 2025, onde teve contato com referências da área e ampliou sua rede de relacionamento profissional, e lutando para a aquisição de carro próprio para a empresa.

“Atualmente, lutamos para adquirir o carro próprio, que será de grande serventia. A Power Clim possui várias ferramentas que foram presentes de amigos da área, como Fernando (Super Cold), Alexandre (AJ Climatização), Fagner (Floco Refrigeração), Job Ney Palmeira, entre outros que fizeram a diferença na minha trajetória”.

Com uma rotina intensa entre trabalho, empresa e família, ela segue motivada pela paixão pela área. “A refrigeração é um setor amplo e cheio de oportunidades. Devemos buscar nosso espaço ajudando o próximo e valorizando o trabalho de todos”, conclui.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Alana-carvalho-gente-do-frio-revista-do-frio.jpeg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 09:47:362026-05-21 09:47:36Entre projetos e manutenções, Alana Carvalho conquista seu espaço no frio

TCL lança BreezeIN AI no mercado brasileiro

20/05/2026

Modelo utiliza inteligência artificial para ajuste automático do compressor, fluido R32 e integração com aplicativos e assistentes de voz.

A TCL anunciou o lançamento do ar-condicionado BreezeIN AI no mercado brasileiro. O modelo reúne recursos de inteligência artificial, eficiência energética e conectividade voltados ao uso residencial.

Segundo a empresa, o aparelho utiliza a tecnologia T-AI Energy Saving, que ajusta automaticamente a frequência do compressor de acordo com a temperatura e a umidade do ambiente. A fabricante informa que o sistema pode proporcionar economia de energia de até 35%.

O modelo possui classificação A de eficiência energética e atende aos novos índices de desempenho de resfriamento sazonal (IDRS) acima de 7,0, exigidos pelo Inmetro. O equipamento também utiliza fluido refrigerante R32, apontado pela companhia como mais eficiente e com menor impacto ambiental.

De acordo com Álvaro Ruoso, o desenvolvimento do BreezeIN AI buscou reunir conforto térmico, qualidade do ar e eficiência energética para diferentes ambientes domésticos.

Entre os recursos apresentados está a tecnologia Brisa Suave, baseada em lâminas com microfuros para reduzir o impacto do vento direto. A TCL informa ainda que o equipamento pode operar em temperaturas externas de até 60°C para resfriamento e de até -20°C para aquecimento.

O aparelho é compatível com TCL Home App, Google Assistant e Alexa, permitindo controle remoto por smartphone e comandos de voz. O modelo também conta com Modo Potência para operação em locais com instabilidade na rede elétrica.

Na área de manutenção e qualidade do ar, o BreezeIN AI dispõe de filtros 6×1, esterilização a 56°C, autolimpeza da unidade externa, alerta de limpeza de filtro e autodiagnóstico.

Segundo a fabricante, o design do equipamento foi desenvolvido para facilitar desmontagem, limpeza, instalação e manutenção.

O TCL BreezeIN AI já está disponível no mercado brasileiro com preço sugerido de R$ 2.190 na versão ciclo frio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/tcl-ar-condicionado-breezeln-al-revista-do-frio.jpg 450 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-20 09:11:552026-05-20 09:16:53TCL lança BreezeIN AI no mercado brasileiro

Quando o ruído vira vibração

19/05/2026

Problemas de ruído em sistemas de climatização e refrigeração estão entre as reclamações mais comuns em edifícios modernos. Diagnóstico preciso, medições confiáveis e soluções de engenharia adequadas são fundamentais para garantir conforto acústico.

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Os sistemas de climatização e refrigeração são essenciais para o conforto térmico de edificações residenciais, comerciais e industriais. No entanto, quando mal projetados, instalados ou mantidos, podem se transformar em importantes fontes de ruído e vibração. Em edifícios modernos, cada vez mais densos e tecnologicamente complexos, essas ocorrências estão entre as principais causas de reclamações acústicas.

De acordo com o engenheiro civil e acústico Sérgio Salgado Vargas, sócio-diretor da Omni Acústica & Engenharia, empresa especializada em consultoria de acústica arquitetônica e ambiental, o tema aparece com frequência no cotidiano da engenharia predial. “Atuamos em projetos que vão desde residências de alto padrão até grandes empreendimentos comerciais e industriais. Em muitos casos, os sistemas de HVAC-R estão diretamente ligados às queixas de ruído em edifícios”, explica.

Segundo ele, o diagnóstico adequado começa antes mesmo da instrumentação. “Nossa primeira ferramenta é o ouvido humano. A análise auditiva criteriosa permite identificar características importantes do ruído como se ele é tonal, impulsivo, de baixa frequência ou associado à rotação de algum componente. Essa percepção orienta toda a estratégia de medição”, informa Vargas.

Após essa avaliação inicial, entram em cena os instrumentos de medição. O principal deles é o sonômetro de Classe 1, utilizado com filtros de análise em bandas de terço de oitava. Para garantir a validade dos resultados, o equipamento deve possuir calibração rastreável à Rede Brasileira de Calibração (RBC), vinculada ao Inmetro. Para investigar vibrações estruturais, são empregados acelerômetros e sistemas de aquisição de dados capazes de registrar acelerações em múltiplos eixos e gerar espectros de frequência. Essas medições ajudam a identificar componentes harmônicos relacionados à rotação de máquinas e permitem verificar como a vibração se propaga por lajes, tubulações e paredes.

Sérgio Salgado Vargas, sócio-diretor da Omni Acústica & Engenharia

Segundo Vargas, no Brasil, a avaliação segue principalmente as normas NBR 10151, que trata de níveis de ruído em áreas habitadas; NBR 10152, que estabelece níveis de conforto acústico em ambientes internos; e NBR 15575, que define critérios de desempenho para edificações habitacionais, incluindo limites para ruído de equipamentos prediais.

“Um dos maiores desafios é a transmissão estrutural. Vibrações podem percorrer lajes e paredes com grande eficiência, muitas vezes chegando a ambientes distantes da origem do problema”, destaca o engenheiro.

Ruído mecânico ou aerodinâmico?

Distinguir a origem do ruído é essencial para definir a solução correta. Ruídos gerados por compressores, ventiladores ou bombas costumam apresentar picos tonais bem definidos no espectro de frequência. Esses picos correspondem à rotação do equipamento e aos seus harmônicos. Um motor operando a 1.450 rpm, por exemplo, gera uma frequência fundamental próxima de 24 Hz. No espectro acústico, aparecem componentes em 24 Hz, 48 Hz, 72 Hz e assim sucessivamente. Outro indício típico é a vibração perceptível em superfícies próximas, como paredes e pisos.

“Já o ruído associado ao fluxo de ar nos dutos apresenta comportamento diferente. Ele é caracterizado por energia distribuída em uma faixa ampla de frequências, com predominância nas médias e altas frequências, aumentando conforme a velocidade do ar. Quando confirmamos a origem mecânica, a intervenção normalmente envolve o próprio equipamento e seus sistemas de fixação”, afirma.

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Entre os problemas mais recorrentes identificados em campo está o desgaste ou ausência de isoladores antivibratórios. Com o tempo, elementos de borracha podem perder elasticidade e se tornar rígidos, transformando-se em verdadeiras pontes de transmissão de vibração. Outro fator frequente é o desbalanceamento de ventiladores, causado por acúmulo de sujeira nas pás ou desgaste irregular. Pequenos desequilíbrios de massa geram forças centrífugas que se traduzem em vibração sincronizada com a rotação do equipamento. Desalinhamentos entre motor e equipamento acionado também aparecem com frequência. Esse tipo de falha gera harmônicos específicos e acelera o desgaste de mancais e rolamentos.

Em alguns casos, ocorre ainda um fenômeno mais complexo: a ressonância estrutural. Quando a frequência natural da estrutura coincide com a frequência de excitação do equipamento, a vibração pode ser amplificada de forma significativa. Também é comum encontrar tubulações e dutos rigidamente fixados à estrutura, sem elementos flexíveis. Nesses casos, a vibração se propaga pela rede de instalações e pode se manifestar como ruído em ambientes distantes do ponto de origem.

“A estratégia de controle deve atuar em três frentes: na origem do problema, no caminho de transmissão e, quando necessário, no ambiente receptor. Na origem, a prioridade é garantir boas condições mecânicas do equipamento, com balanceamento adequado, alinhamento correto e manutenção preventiva. No caminho de transmissão estrutural, entram em cena os isoladores antivibratórios como molas helicoidais ou elastômeros dimensionados para a carga do equipamento. Em muitos casos, também são empregadas bases inerciais de concreto, que aumentam a massa do conjunto e reduzem a transmissão de vibração para a estrutura”, diz Vargas.

Ruídos gerados por compressores, ventiladores ou bombas costumam apresentar picos tonais bem definidos

Ele acrescenta que, para as tubulações, recomenda-se a instalação de conexões flexíveis e suportes com elementos resilientes, evitando contato metálico direto com a estrutura. Quando o ruído aéreo irradiado é significativo, a solução pode incluir tratamento acústico da casa de máquinas, com paredes de dupla camada, portas com vedação acústica e sistemas de ventilação tratados acusticamente.

Procedimentos como balanceamento dinâmico de ventiladores e correção de desalinhamentos mecânicos costumam trazer resultados rápidos e expressivos. “Um ventilador balanceado dinamicamente pode reduzir sua amplitude de vibração em até 70% ou 80%. Isso se reflete imediatamente no nível de ruído percebido nos ambientes adjacentes”, afirma Vargas.

 Exemplos de caso de sucesso

Ele apresenta alguns exemplos de caso em quatro situações que ilustram bem a variedade de problemas que encontramos em campo.

Caso 1 – Chiller em cobertura de edifício corporativo:

Recebemos a demanda de um edifício de escritórios de alto padrão em São Paulo. Os ocupantes dos últimos andares relatavam um ronco contínuo de baixa frequência (som de características graves), perceptível principalmente no período noturno. As medições com o sonômetro identificaram um componente tonal proeminente em torno de 50 Hz, exatamente a frequência de rotação do compressor scroll do chiller instalado na cobertura. Os isoladores antivibratórios originais estavam em colapso total. Solução: substituição por molas helicoidais com frequência natural de 4 Hz, instalação de juntas flexíveis nas conexões de tubulação e aplicação de laje flutuante na casa de máquinas. Resultado: redução de 12 dB no nível de vibração transmitida.

Caso 2 – Condensadora de ar split em parede de geminado residencial:

Situação clássica e muito comum. A condensadora foi fixada diretamente na parede divisória entre dois imóveis, sem qualquer isolamento. A vibração do compressor excitava a parede, que funcionava como uma caixa de ressonância, e o vizinho ouvia um zumbido claramente dentro do seu dormitório. Solução: reposicionamento da unidade com suporte afastado da parede, isoladores de borracha nas fixações e revestimento da área da parede com placa de gesso com manta de lã de rocha. Resultado: custo baixo e resolução imediata da reclamação.

Caso 3 – Bomba de recirculação em shaft hidráulico de edifício residencial:

Em um edifício residencial multifamiliar, moradores de vários andares reclamavam de um ruído rítmico noturno, descrito como uma “pulsação”. A bomba de recirculação de água quente estava fixada diretamente à tubulação de cobre sem qualquer amortecimento, dentro de um shaft que percorria verticalmente todo o edifício. A tubulação funcionava como um radiador de ruído e vibração para todos os andares simultaneamente. Solução: instalação de conexões flexíveis metálicas na sucção e recalque da bomba, substituição dos suportes por modelos com guarnição de neoprene e instalação de um silenciador de linha. Resultado: problema resolvido em toda a coluna do edifício.

Caso 4 – Câmara fria em estabelecimento comercial próximo a residências:

Uma câmara fria instalada em um estabelecimento comercial de pequeno porte gerava reclamações dos moradores do imóvel vizinho, especialmente em função dos ciclos noturnos de degelo, que geravam impactos mecânicos abruptos. A análise mostrou que o compressor hermético estava sobre uma base metálica soldada diretamente ao piso de concreto. A solução envolveu a criação de uma base inercial de concreto com isoladores de mola, revestimento interno do compartimento do compressor com material absorvente e instalação de um temporizador para limitar os ciclos de degelo ao período diurno. Resultado: eliminação das reclamações noturnas e redução significativa do nível de vibração transmitida à estrutura vizinha.

Para ele, muitas reclamações acústicas poderiam ser evitadas com uma abordagem preventiva. “Antes de pensar em grandes intervenções construtivas, é fundamental verificar o estado mecânico dos equipamentos. Muitas vezes, a solução está em um ajuste relativamente simples. Em um cenário em que o conforto acústico se torna cada vez mais valorizado nas edificações, integrar critérios de ruído e vibração aos projetos de HVAC-R é um passo essencial para garantir desempenho, qualidade ambiental e convivência harmoniosa entre os ocupantes”, finaliza Vargas.

Projeto de enclausuramento em máquinas de resfriamento

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Resumen (español)
Los problemas de ruido y vibración en sistemas de climatización y refrigeración están entre las principales quejas en edificios modernos. Según el ingeniero acústico Sérgio Salgado Vargas, de Omni Acústica & Engenharia, el diagnóstico preciso requiere evaluación auditiva, mediciones con sonómetros de Clase 1 y análisis estructural de vibraciones. El reportaje muestra cómo fallas en chillers, condensadoras split, bombas hidráulicas y cámaras frigoríficas pueden generar molestias acústicas, además de presentar soluciones de ingeniería como aisladores antivibratorios, bases inerciales y balanceo dinámico para reducir la transmisión de ruido en edificaciones residenciales y comerciales.

Summary (English)
Noise and vibration issues in HVAC-R systems are among the most common complaints in modern buildings. According to acoustic engineer Sérgio Salgado Vargas, from Omni Acústica & Engenharia, accurate diagnosis depends on auditory assessment, Class 1 sound level measurements and structural vibration analysis. The report details how failures involving chillers, split air-conditioning condensers, recirculation pumps and cold rooms can generate acoustic discomfort, while also presenting engineering solutions such as vibration isolators, inertial concrete bases and dynamic balancing to reduce noise transmission in residential and commercial buildings.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Capa-05-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-19 16:45:022026-05-19 16:45:02Quando o ruído vira vibração

Tramontina amplia atuação industrial e mira linha branca, agro e veículos elétricos

18/05/2026

Divisão Tecnopeças expande fornecimento de peças em alumínio injetado e usinagem de precisão para segmentos que demandam componentes leves e geometrias complexas.

A Tramontina anunciou a ampliação da atuação da divisão Tecnopeças, ligada à unidade de materiais elétricos da companhia, com foco nos setores agrícola, de veículos elétricos e de eletrodomésticos da linha branca. A estratégia envolve a produção de peças em alumínio injetado e usinagem de precisão para aplicações industriais.

Segundo a empresa, o movimento é sustentado pela experiência da Tecnopeças no atendimento ao setor automotivo. Desde 2000, a divisão fornece peças técnicas para sistemistas globais, utilizadas em sistemas automotivos e industriais. A companhia afirma que esse histórico passou a orientar a atuação em segmentos que exigem componentes leves, geometrias complexas e controle dimensional.

A expansão ocorre em um cenário de aumento da demanda por peças estruturais aplicadas em máquinas agrícolas e eletrodomésticos de última geração, setores que requerem tolerâncias milimétricas e componentes de maior precisão.

“A Tecnopeças opera sob o padrão de ‘zero defeito’. As tecnologias utilizadas, como injetoras em tempo real, raio-X e escaneamento 3D, nos permitem fornecer componentes de alta engenharia para diferentes setores estratégicos, com o mesmo nível de confiabilidade exigido pelo mercado automotivo”, afirmou André de Lima, diretor comercial da Tramontina.

A empresa informou que a operação é baseada na verticalização produtiva, realizando desde a injeção do alumínio até a entrega da peça usinada. De acordo com a companhia, o modelo amplia os controles de qualidade, reduz estoques e aumenta a previsibilidade no fornecimento de componentes.

Para ampliar a capacidade industrial, a Tramontina mantém investimentos em automação e usinagem. O parque fabril opera com injetoras de até 1.300 toneladas e centros de usinagem horizontais destinados à produção de peças em alumínio injetado. A companhia informou ainda que os processos contam com laboratórios de inspeção para análise da integridade dos materiais e controle dimensional.

A empresa afirma que as tecnologias desenvolvidas para os segmentos industriais também são incorporadas às linhas próprias de materiais elétricos da companhia. Com a expansão da Tecnopeças, a Tramontina busca ampliar o atendimento a demandas industriais no Brasil e no exterior, em aplicações que exigem conformidade técnica e certificações específicas.

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Resumen (español)
La Tramontina anunció la expansión de la división Tecnopeças hacia los sectores de línea blanca, vehículos eléctricos y maquinaria agrícola. La empresa informó que utilizará su experiencia en piezas de aluminio inyectado y mecanizado de precisión, adquirida en la industria automotriz desde 2000, para atender segmentos que demandan componentes ligeros y geometrías complejas. La compañía también destacó inversiones en automatización, inspección industrial y capacidad productiva.

Summary (English)
Tramontina announced the expansion of its Tecnopeças division into white goods, electric vehicles and agricultural machinery markets. According to the company, the strategy is supported by its experience supplying precision-machined and die-cast aluminum components to the automotive industry since 2000. Tramontina also reported ongoing investments in automation, inspection systems and industrial capacity to support demand for lightweight and high-precision components.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/tramontina-aluminio-linha-branca-revista-do-frio-e1779126463604.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-18 14:48:262026-05-18 14:49:12Tramontina amplia atuação industrial e mira linha branca, agro e veículos elétricos

Fatecs levam divulgação de vestibular a estações da CPTM

18/05/2026

Ações em três estações da CPTM apresentam cursos gratuitos do Centro Paula Souza, incluindo Refrigeração, Ventilação e Ar-Condicionado, com atendimento ao público entre 18 e 22 de maio.

Passageiros que circularem pelas estações Corinthians-Itaquera, Jardim Romano e Ferraz de Vasconcelos, da CPTM, entre os dias 18 e 22 de maio, poderão obter informações sobre o Vestibular das Fatecs durante ações de divulgação promovidas pelo Centro Paula Souza.

As equipes das Fatecs estarão disponíveis para orientar os passageiros sobre cursos, processo seletivo e oportunidades de formação gratuita para o segundo semestre. As ações ocorrem nas estações Corinthians-Itaquera, Jardim Romano e Ferraz de Vasconcelos.

Entre os cursos oferecidos pelas Fatecs de Itaquera, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos está o curso de Refrigeração, Ventilação e Ar-Condicionado, voltado à formação tecnológica na área de HVAC-R. Também são oferecidos os cursos de Automação Industrial, Desenvolvimento de Software Multiplataforma, Fabricação Mecânica, Manutenção Industrial, Mecânica – Processos de Soldagem, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Gestão Empresarial e Tecnologia em Gestão da Produção Industrial.

Segundo a CPTM, a companhia transporta 1,2 milhão de passageiros por dia útil. As quatro linhas somam 142 km de extensão e atendem moradores de 12 municípios, incluindo a capital paulista.

Serviço

Estação Corinthians-Itaquera (Linha 11-Coral)
Datas: 18, 20, 21 e 22 de maio
Horário: das 12h às 18h

Estação Jardim Romano (Linha 12-Safira)
Data: 21 de maio
Horário: das 8h às 11h

Estação Ferraz de Vasconcelos (Linha 11-Coral)
Datas: 20, 21 e 22 de maio
Horário: das 14h às 17h

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Resumen (español)
Las estaciones Corinthians-Itaquera, Jardim Romano y Ferraz de Vasconcelos, de la CPTM, reciben entre el 18 y el 22 de mayo acciones de divulgación del Vestibular de las Fatecs. Equipos del Centro Paula Souza orientan a los pasajeros sobre cursos gratuitos y el proceso selectivo para el segundo semestre. Entre las opciones disponibles en las Fatecs de Itaquera, Itaquaquecetuba y Ferraz de Vasconcelos se encuentra el curso de Refrigeración, Ventilación y Aire Acondicionado, además de carreras en automatización, mantenimiento industrial y tecnología.

Summary (English)
CPTM stations Corinthians-Itaquera, Jardim Romano and Ferraz de Vasconcelos are hosting promotional activities for the Fatec entrance exam from May 18 to 22. Teams from Centro Paula Souza are providing information about free higher education programs and the admission process for the second semester. The courses offered at the Fatecs in Itaquera, Itaquaquecetuba and Ferraz de Vasconcelos include Refrigeration, Ventilation and Air Conditioning, along with programs in industrial automation, software development and industrial maintenance.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/12/fatec-sao-paulo-curso-tecnologo-refrigeracao-climatizacao-ar-condicionado-revista-do-frio-estudantes.jpg 699 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-18 13:52:192026-05-18 13:52:19Fatecs levam divulgação de vestibular a estações da CPTM

Mecalor cria programa de reconhecimento para fornecedores

18/05/2026

Iniciativa da empresa premiou fornecedores com base em critérios de atendimento, relacionamento e suporte aos desenvolvimentos

A Mecalor anunciou o lançamento do Supplier Relationship Management (SRM) Top Performers, programa de reconhecimento de fornecedores voltado à gestão de relacionamento com parceiros estratégicos. Segundo a empresa, a iniciativa busca elevar o padrão de qualidade, fortalecer relações comerciais e aprimorar processos internos com impacto na entrega ao cliente final.

Na primeira edição do programa, a Copeland recebeu o primeiro lugar. A empresa foi reconhecida pelo desempenho no cumprimento de prazos e na qualidade das entregas. A companhia atua em soluções de tecnologia para controle térmico, refrigeração e climatização.

O segundo e o terceiro lugares ficaram com as empresas Dover e Argos, respectivamente. A DHL recebeu o reconhecimento de “Destaque Logístico”.

A avaliação dos fornecedores foi realizada por meio de pesquisa com departamentos que atuam diretamente com a cadeia de suprimentos. Os critérios considerados foram atendimento, relacionamento e suporte aos desenvolvimentos.

Segundo Ederson Girotto, o programa integra a estratégia de Gestão de Relacionamento com Fornecedores (SRM) da empresa. “Mais do que reconhecer, queremos construir juntos. É uma consequência da evolução da Mecalor nos últimos anos e materializa nosso compromisso com um crescimento conjunto, estruturado e sustentável, elevando o nível de exigência e colaboração com nossos fornecedores”, afirmou.

Ao receber o prêmio, André Stoqui destacou a continuidade da parceria entre as empresas. “Eu estou na Copeland há 15 anos, trabalhando com a Mecalor desde o início, acho que estamos no caminho certo para continuar entregando o mesmo nível de serviço e qualidade que a Mecalor espera”, disse.

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Resumen (español)
La Mecalor lanzó el programa Supplier Relationship Management (SRM) Top Performers para reconocer a proveedores estratégicos y fortalecer la gestión de la cadena de suministro. En la primera edición, la Copeland obtuvo el primer lugar por su desempeño en plazos y calidad de entregas. Dover y Argos quedaron en segundo y tercer lugar, mientras que la DHL recibió el reconocimiento logístico.

Summary (English)
Mecalor announced the launch of its Supplier Relationship Management (SRM) Top Performers program aimed at recognizing strategic suppliers and improving supply chain management. In the first edition, Copeland received first place for its performance in delivery deadlines and quality standards. Dover and Argos ranked second and third, while DHL received a logistics recognition award.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/srm-mecalor-revista-do-frio-scaled-e1779115847253.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-18 11:52:292026-05-18 11:52:59Mecalor cria programa de reconhecimento para fornecedores

Calor extremo preocupa organização da Copa de 2026

14/05/2026

Estudo aponta risco elevado de temperaturas acima dos limites de segurança em partidas nos Estados Unidos, México e Canadá

Um estudo do grupo de pesquisa climática World Weather Attribution indicou que cerca de um quarto das 104 partidas da Copa do Mundo FIFA 2026 poderá ocorrer em condições acima dos limites de segurança recomendados pela FIFPRO para atletas e torcedores.

A análise considera o índice Wet Bulb Globe Temperature (WBGT), utilizado para medir a capacidade do corpo humano de dissipar calor. Segundo os pesquisadores, aproximadamente cinco partidas poderão ser disputadas em condições consideradas inseguras, situação em que o adiamento dos jogos seria recomendado.

O levantamento aponta que o risco é quase o dobro do registrado na Copa do Mundo FIFA 1994, realizada nos Estados Unidos.

O diretor médico da FIFPRO, Vincent Gouttebarge, afirmou que os dados confirmam cálculos publicados pela entidade em 2023 e justificam medidas de mitigação para proteger a saúde e o desempenho dos jogadores expostos ao calor.

A FIFPRO recomenda ações de resfriamento quando o WBGT ultrapassa 26°C e defende o adiamento das partidas quando o índice supera 28°C. Segundo a entidade, isso equivale a cerca de 38°C em clima seco ou 30°C em ambientes com alta umidade.

A FIFA informou que desenvolveu um planejamento específico para enfrentar o calor durante o torneio. Entre as medidas previstas estão pausas de três minutos para hidratação em cada tempo das partidas, infraestrutura de resfriamento para jogadores e torcedores, adaptação dos ciclos de trabalho e descanso e reforço da preparação médica conforme as condições climáticas em tempo real.

O estudo também destaca aspectos de climatização dos estádios. Segundo os pesquisadores, sistemas de resfriamento podem reduzir parte do risco em três das 16 arenas da competição. Mesmo assim, mais de um terço das partidas com ao menos 10% de chance de ultrapassar 26°C de WBGT está programado para estádios sem ar-condicionado, incluindo arenas em Miami, Kansas City, Nova York e Filadélfia.

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A final da Copa está marcada para o MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. De acordo com a análise, o estádio apresenta uma chance de uma em oito de ultrapassar o limite de 26°C de WBGT e cerca de 3% de risco de atingir níveis considerados mais perigosos.

A professora de ciência climática do Imperial College London, Friederike Otto, afirmou que os resultados reforçam a necessidade de a FIFA reconsiderar o período de realização das futuras Copas do Mundo em regiões sujeitas a calor extremo no verão.

O anestesista e professor clínico do Imperial College London, Chris Mullington, afirmou que o calor deve influenciar principalmente o desempenho esportivo, levando atletas a reduzir o ritmo das partidas.

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Resumen (español)
Un estudio del grupo World Weather Attribution alertó que cerca de una cuarta parte de los partidos de la Copa Mundial de la FIFA 2026 podrían disputarse bajo temperaturas superiores a los límites de seguridad recomendados por la FIFPRO. El análisis considera el índice WBGT y señala que varias sedes en Estados Unidos, México y Canadá enfrentarán riesgos elevados de calor extremo, especialmente en estadios sin aire acondicionado. La FIFA informó que implementará medidas de enfriamiento, pausas de hidratación y protocolos médicos durante el torneo.

Summary (English)
A study by the World Weather Attribution research group warned that about one quarter of the matches at the 2026 FIFA World Cup could be played under temperatures exceeding safety limits recommended by FIFPRO. The analysis used the Wet Bulb Globe Temperature index and highlighted elevated heat risks in several host cities across the United States, Mexico and Canada, particularly in stadiums without air conditioning systems. FIFA said it plans to implement cooling measures, hydration breaks and medical protocols during the tournament.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/close-up-ambiente-desportivo-com-uma-bola-de-futebol-scaled-e1751466058605.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-14 16:54:342026-05-14 16:54:34Calor extremo preocupa organização da Copa de 2026

Gree anuncia parceria com Zé Roberto para ações digitais no Brasil

13/05/2026

Ex-jogador participará de campanhas da marca até outubro, com conteúdos voltados aos canais digitais da empresa no país.

A Gree anunciou parceria com o ex-jogador Zé Roberto para ações de comunicação no Brasil. O atleta passará a estrelar conteúdos da marca nos canais digitais da companhia até outubro deste ano.

Segundo a empresa, a parceria terá foco em conteúdos relacionados a resistência e alta performance, associando a trajetória do ex-jogador aos atributos dos produtos da marca. As ações incluem peças publicitárias para redes sociais e para a loja oficial da companhia.

Com carreira de mais de duas décadas, Zé Roberto atuou por clubes como Bayern de Munique, Real Madrid, Grêmio e Palmeiras, além de ter disputado duas edições da Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

De acordo com Suzi Gomes, gerente de marketing da Gree Brasil, a escolha do ex-atleta busca aproximar a marca do público brasileiro e destacar características técnicas e de confiabilidade associadas aos produtos da empresa. Segundo ela, a trajetória do jogador está alinhada aos valores defendidos pela companhia.

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Resumen (español)
La Gree anunció una asociación con el exfutbolista brasileño Zé Roberto para campañas digitales en Brasil. El exjugador participará en contenidos publicitarios de la marca hasta octubre, con acciones dirigidas a redes sociales y a la tienda oficial de la compañía. Según la empresa, la iniciativa busca relacionar la trayectoria deportiva del atleta con conceptos de resistencia y rendimiento vinculados a los productos de climatización de la marca.

Summary (English)
Gree announced a partnership with former Brazilian football player Zé Roberto for digital campaigns in Brazil. The former athlete will appear in branded content until October across the company’s social media channels and official online store. According to Gree, the partnership connects the player’s career trajectory with themes such as endurance and performance associated with the brand’s air conditioning products.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/7wMlpDN5I2MwAjOyJmLt92Yu8WayZ2bkFGdzlmdlJHQvl2YyFWb6kDO0gzM3cDOzEjOn5GcugTO2MWZ3AjY4U2YiVTZyQTMmRWMwYjYykTZ3QTZ3YjZGJTJ3YjZGJTJwAjMxQjRyUSOwAjMx8VL1ETLf9VLwITLfpDM-e1778700122853.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-13 16:22:382026-05-13 16:22:38Gree anuncia parceria com Zé Roberto para ações digitais no Brasil

Retrofit com R-454B e R-32 exige planejamento técnico e atenção às normas de segurança

12/05/2026

A transição para refrigerantes de menor GWP tem impulsionado o debate sobre retrofit em sistemas que utilizam R-404A e R-410ª

 A busca por soluções mais sustentáveis na refrigeração e climatização tem acelerado a substituição de refrigerantes   com alto potencial de aquecimento global (GWP). Alternativas como R-454B e R-32 surgem como opções para reduzir o impacto ambiental de sistemas que atualmente operam com R-404A e R-410A. Entretanto, a substituição desses fluidos não pode ser tratada como uma simples troca direta. A adoção de refrigerantes classificados como A2L, que apresentam leve inflamabilidade, exige uma abordagem técnica cuidadosa, envolvendo análise do sistema, compatibilidade de componentes e adequação às normas de segurança.

Segundo Alexandre Fernandes Santos, professor doutor da FAPRO-ETP, a prática de substituir diretamente o refrigerante sem adaptações técnicas não é recomendada.

“Embora não seja impossível realizar esse retrofit, não é recomendável fazer uma substituição direta do tipo ‘drop-in’ sem as devidas adaptações técnicas. Equipamentos que utilizam R-410A geralmente estão em boas condições, e o ideal seria utilizá-los até o final de sua vida útil. Após isso, um retrofit completo deve ser considerado, substituindo o sistema por um que utilize R-32 ou R-454B”, explica.

Ele destaca ainda que os novos fluidos apresentam características termodinâmicas distintas dos refrigerantes tradicionais.

“É importante lembrar que os fluidos A2L, como R-32 e R-454B, apresentam características de pressão e temperatura diferentes dos refrigerantes A1. Portanto, medidas de segurança, como ventilação adequada e instalação de sensores de vazamento, são essenciais para evitar riscos. Durante o processo de retrofit, é fundamental avaliar a compatibilidade de componentes como compressores, válvulas, óleo lubrificante e dispositivos de expansão. Se o equipamento estiver próximo do fim de sua vida útil, pode ser mais viável considerar um retrofit completo (de sistema), regenerando o fluido refrigerante antigo, ao invés de apenas substituí-lo em máquinas antigas. Essa abordagem garante que todos os componentes estejam alinhados com as novas exigências dos refrigerantes de baixo GWP”, esclarece o professor.

Avaliação dos componentes e normas de segurança

Um dos pontos mais críticos no processo de retrofit está na análise da compatibilidade dos componentes do sistema. Compressores, válvulas, óleo lubrificante e dispositivos de expansão precisam ser avaliados individualmente para garantir operação segura e eficiente com o novo fluido.

De acordo com Alexandre, a idade e o estado do equipamento também influenciam diretamente na decisão técnica.

“Durante o processo de retrofit, é fundamental avaliar a compatibilidade de componentes como compressores, válvulas, óleo lubrificante e dispositivos de expansão. Se o equipamento estiver próximo do fim de sua vida útil, pode ser mais viável considerar um retrofit completo de sistema, regenerando o fluido refrigerante antigo, ao invés de apenas substituí-lo em máquinas antigas”.

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Essa abordagem permite alinhar o conjunto de componentes às exigências dos novos refrigerantes de baixo GWP, reduzindo riscos operacionais e aumentando a confiabilidade do sistema.

Também a introdução de refrigerantes A2L exige maior rigor no cumprimento das normas técnicas e na execução dos procedimentos de manutenção e retrofit. Pequenos erros operacionais podem gerar consequências graves para o equipamento.

“Os refrigerantes A2L, como R-454B e R-32, apresentam um risco técnico significativo. A injeção de líquido no compressor ou o superaquecimento inadequado podem resultar em calço hidráulico ou até queima do compressor. Para evitar esses problemas, alguns ajustes são indispensáveis. É vital que a válvula de expansão seja ajustada ou substituída, e que o compressor seja compatível com a nova pressão e carga de óleo. Além disso, técnicos devem ser treinados especificamente para manusear refrigerantes inflamáveis, seguindo rigorosamente as normas de segurança e verificando a compatibilidade do sistema antes de realizar qualquer alteração. Entre as medidas recomendadas estão a verificação da ventilação do ambiente, uso de sensores de vazamento, análise da carga refrigerante e revisão completa dos parâmetros de operação”, alerta Alexandre.

Benefícios ambientais e desafios regulatórios

A migração para refrigerantes de menor GWP representa um avanço significativo na redução das emissões indiretas e diretas associadas aos sistemas de refrigeração e climatização.

“A migração para refrigerantes como R-454B e R-32 oferece ganhos ambientais significativos, com uma redução na pegada de GWP que pode ser maior que três vezes em comparação com R-404A e R-410A. No entanto, é crucial destacar que o R-454B é considerado um refrigerante que contém PFAS (substâncias per- e polifluoroalquiladas), conhecidas como químicos eternos. Essas substâncias são extremamente persistentes no meio ambiente e têm gerado preocupações significativas devido ao seu potencial de causar danos à saúde humana e ao ecossistema, incluindo a vida marítima. Embora o R-454B apresente uma redução de 78% no GWP em relação ao R-410A, seu status como um químico eterno levanta debates sobre sua aceitação e uso futuro, especialmente na Europa, onde já existem restrições em relação ao uso de PFAs. Por outro lado, o HFC-32, sendo um refrigerante de componente único, não contém PFAS e, portanto, é uma alternativa mais sustentável e ambientalmente amigável. Além disso, o HFC-32, sendo uma substância pura, apresenta um Coeficiente de Performance (COP) muito próximo aos fluidos antigos, oferecendo ganhos ambientais significativos. No entanto, também devemos considerar o potencial dos fluidos refrigerantes naturais que são uma alternativa verdadeiramente sustentável”.

Alexandre acrescenta que, além dos desafios técnicos, a transição para novos refrigerantes exige investimento em qualificação profissional. O manuseio seguro de fluidos A2L e de alternativas naturais requer treinamento específico e padronização de competências.

“Os fabricantes têm se esforçado, mas há espaço para melhorias. A GIZ, em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente, e a FAPRO-ETP já realizaram treinamentos para 180 técnicos sobre o manuseio de fluidos refrigerantes naturais e estão desenvolvendo um programa que inclui qualificação, certificação e registro. Iniciativas como o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH) também têm contribuído para a formação de profissionais. O PBH, com seu programa de boas práticas, tem sido um exemplo na qualificação de profissionais. Além disso, os fabricantes possuem seus programas internos de certificação para instaladores no Brasil”, informa o professor.

Mesmo assim, o país ainda enfrenta um déficit de mão de obra qualificada.

“O Brasil, sendo um país tropical, conta com cerca de 100 mil profissionais de refrigeração e climatização, em comparação com 500 mil na Austrália. Portanto, há uma demanda significativa por mais profissionais qualificados”, conclui.

–

Resumen (español)
La transición hacia refrigerantes de bajo GWP, como R-454B y R-32, ha impulsado el debate sobre retrofit en sistemas que operan con R-404A y R-410A. Especialistas advierten que la sustitución no debe realizarse como un simple “drop-in”, debido a las diferencias de presión, temperatura y características de seguridad de los fluidos A2L. El profesor Alexandre Fernandes Santos, de la FAPRO-ETP, destaca la necesidad de evaluar compresores, válvulas, aceite lubricante y dispositivos de expansión, además de cumplir estrictamente las normas de seguridad. El avance ambiental de estos refrigerantes también plantea desafíos regulatorios y demanda mayor capacitación técnica en Brasil.

Summary (English)
The transition to lower-GWP refrigerants such as R-454B and R-32 has intensified discussions about retrofitting systems operating with R-404A and R-410A. Experts warn that the replacement should not be treated as a simple drop-in procedure, due to differences in pressure, temperature, and safety characteristics associated with A2L refrigerants. Alexandre Fernandes Santos, professor at FAPRO-ETP, emphasizes the importance of assessing compressors, valves, lubricating oil, and expansion devices, while strictly following safety standards. Although these refrigerants provide environmental benefits, the transition also raises regulatory concerns and highlights the need for expanded technical training in Brazil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/foto-2-materia-retrofit-e1778609575644.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-12 15:13:552026-05-12 15:14:11Retrofit com R-454B e R-32 exige planejamento técnico e atenção às normas de segurança
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