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Arquivo para Tag: Fluidos Refrigerantes

MMA e GIZ lançam campanha e portal de refrigeração

27/10/2026

Iniciativas reúnem histórias de instrutores, materiais educativos e informações sobre cursos para profissionais de HVAC-R.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, lançaram em 26 de outubro a campanha “PBH Transforma Vidas” e o novo Portal de Notícias Boas Práticas em Refrigeração.

A campanha apresenta histórias de instrutores que atuam na formação de profissionais em escolas parceiras do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH). Estão previstos uma cartilha com depoimentos, 14 vídeos curtos e publicações para redes sociais.

Segundo os organizadores, o PBH capacitou diretamente mais de 18 mil profissionais em todas as regiões do país. Outros alunos foram atendidos por meio da estrutura de cursos criada em parceria com escolas técnicas, incluindo unidades do Senai e institutos federais.

As capacitações abordam a contenção de vazamentos e o uso seguro de fluidos refrigerantes alternativos, como o dióxido de carbono (CO₂) e o propano (R-290). De acordo com Stefanie von Heinemann, gerente de projetos da GIZ, a iniciativa conta com a parceria de 18 escolas técnicas em 17 estados.

Já o portal reúne notícias institucionais, agenda de cursos gratuitos e materiais educativos, como apostilas e vídeos. O conteúdo é voltado a técnicos, engenheiros, operadores, escolas técnicas e profissionais da indústria e do varejo alimentar.

O lançamento integra as ações de comunicação da terceira etapa do PBH e da primeira etapa do Programa Brasileiro de Redução do Consumo de HFCs. As iniciativas estão relacionadas ao Protocolo de Montreal e à Emenda de Kigali, que completa dez anos em outubro de 2026.

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Resumen (español)

El Ministerio de Medio Ambiente y Cambio Climático de Brasil y la GIZ lanzaron la campaña “PBH Transforma Vidas” y el portal de noticias Boas Práticas em Refrigeração. La campaña presenta historias de instructores, mientras que el portal reúne noticias, cursos gratuitos y materiales educativos para profesionales del sector. Según los organizadores, el Programa Brasileño de Eliminación de los HCFC ha capacitado directamente a más de 18.000 profesionales.

Summary (English)

Brazil’s Ministry of the Environment and Climate Change and GIZ have launched the “PBH Transforma Vidas” campaign and the Boas Práticas em Refrigeração news portal. The campaign features instructors’ stories, while the portal brings together news, free courses and educational materials for refrigeration professionals. According to the organizers, the Brazilian HCFC Phase-out Programme has directly trained more than 18,000 professionals.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PBH-Transforma-Vidas_material-e1793108952114.png 600 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-10-27 10:49:492026-10-28 15:09:00MMA e GIZ lançam campanha e portal de refrigeração

NR-36: segurança começa antes da manutenção

20/10/2026

Em frigoríficos, riscos associados ao frio, eletricidade, pressão, partes móveis e fluidos refrigerantes exigem planejamento, engenharia preventiva e procedimentos específicos

 A segurança na manutenção de sistemas de refrigeração em frigoríficos exige uma abordagem que vá além do  uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). Em instalações que operam continuamente, com baixas temperaturas, pressão, energia elétrica, partes móveis e fluidos refrigerantes, a prevenção precisa estar incorporada ao projeto, à operação e aos procedimentos de manutenção.

A NR-36 – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados foi publicada em 2013 e passou a ser caracterizada como norma setorial em 2018. Desde então, vem recebendo atualizações, sendo a mais recente indicada a de julho de 2024.

Segundo Eduardo Castello Branco Dória, engenheiro, empresário e consultor da BB Plan, três aspectos merecem atenção especial quando a norma é relacionada às atividades de refrigeração: gerenciamento de riscos, condições ambientais de trabalho e segurança dos próprios sistemas frigoríficos.

“A NR-36 estabelece uma visão de prevenção que deve estar integrada à operação. Os frigoríficos não são apenas uma indústria que utiliza refrigeração: representam o início da cadeia do frio para a produção de carnes. São operações de alta intensidade, muitas vezes organizadas em turnos e que podem funcionar 24 horas. Mesmo quando o abate não está ocorrendo, sistemas como a refrigeração das salas de processo e as câmaras de estocagem precisam permanecer ativos”, explica.

Dória acrescenta que, a complexidade dessas instalações está relacionada à combinação de diferentes fontes de perigo. Em uma mesma operação podem coexistir pressão, eletricidade, componentes móveis, superfícies frias, umidade e produtos químicos. Nos sistemas que utilizam amônia, acrescenta-se o risco associado ao vazamento do fluido refrigerante.

Por isso, a segurança precisa considerar tanto os equipamentos quanto o ambiente em que as atividades são realizadas. Sistemas com amônia, por exemplo, devem contar com recursos e procedimentos voltados à detecção precoce de vazamentos, alarmes, ventilação, equipamentos de emergência, sinalização e controle de acesso à sala de máquinas. A prevenção deve começar muito antes de o técnico chegar à instalação para realizar uma intervenção: “Segurança não deveria começar quando o técnico veste o EPI para fazer uma intervenção. Ela deveria começar muito antes, no projeto, na especificação dos equipamentos, na definição dos procedimentos de operação e manutenção e na análise dos riscos. Quanto mais o projeto conseguir eliminar ou reduzir riscos na origem, menor será a dependência de medidas corretivas posteriormente”.

Essa visão aproxima a aplicação da NR-36 da engenharia de segurança e da análise preventiva de riscos. Entre as metodologias citadas por Dória está o HAZOP (Hazard and Operability Study), utilizado para identificar perigos, desvios de processo, problemas operacionais e situações que possam levar a acidentes ou exigir intervenções de manutenção.

Manutenção exige planejamento

Em sistemas frigoríficos, uma intervenção de manutenção pode envolver diferentes formas de energia. Além da eletricidade, o profissional pode estar exposto à energia mecânica, à pressão armazenada e ao próprio fluido refrigerante. Por isso, o planejamento da atividade precisa prever o isolamento das fontes de energia e impedir uma religação ou reenergização indevida durante o serviço. A manutenção deve começar antes mesmo da chegada do profissional ao equipamento, por meio de procedimentos, protocolos, permissões e registros. A identificação dos riscos e a definição da sequência de trabalho são etapas fundamentais.

Eduardo Castello Branco Dória, engenheiro, empresário e consultor da BB Plan

“É necessário identificar os riscos, definir o procedimento, autorizar a intervenção, isolar as fontes de energia e impedir uma religação ou reenergização indevida durante o serviço. Em sistemas frigoríficos, não existe apenas a energia elétrica. Pode haver energia mecânica, pressão armazenada e fluido refrigerante sob pressão. Em instalações com amônia, a preparação deve ainda contemplar a avaliação específica do risco químico e os procedimentos estabelecidos para emergências. Se o profissional não consegue identificar quais energias perigosas foram isoladas, a intervenção ainda não está pronta para começar”, destaca Dória.

As condições ambientais também representam um fator relevante para os profissionais responsáveis pela manutenção. Antes de uma intervenção em câmaras frias ou túneis de congelamento, devem ser considerados temperatura, tempo de permanência, formação de gelo, umidade, condições do piso, iluminação, acesso e comunicação.

A própria infraestrutura da câmara tem papel na segurança. As portas devem permitir abertura pelo lado interno sem esforço excessivo e contar com sistema de alarme ou comunicação acionável internamente em situações de urgência. Para câmaras com temperatura igual ou inferior a -18°C, deve haver indicação do tempo máximo de permanência.

“Para o profissional de manutenção, não basta simplesmente entrar na câmara. A intervenção precisa ser planejada, com vestimentas e EPIs compatíveis com a temperatura e com a atividade, comunicação adequada e permanência pelo menor tempo necessário. Quanto melhor conhecermos e controlarmos a carga térmica de uma instalação, mais previsível tende a ser o comportamento do sistema frigorífico”.

Frio, umidade, ruído, circulação de pessoas e máquinas e espaços de difícil acesso podem se combinar e aumentar a complexidade da atividade de manutenção. O frio pode comprometer conforto e destreza manual; a umidade favorece escorregamentos; o ruído pode dificultar a comunicação; enquanto a movimentação de empilhadeiras e outros equipamentos cria possibilidades de interferência durante o trabalho.

Dória defende que os riscos sejam tratados prioritariamente por soluções de engenharia. O EPI permanece indispensável quando o risco não pode ser eliminado, mas deve integrar uma estratégia mais ampla de proteção.

Na avaliação de Dória, a preparação dos profissionais pode ser organizada em quatro grupos: conhecimento, planejamento, proteção coletiva e proteção individual. O técnico precisa conhecer o sistema, seus riscos e os procedimentos de emergência. A intervenção deve ser precedida por análise de riscos e isolamento das energias perigosas.

Na proteção coletiva, entram recursos como alarmes, detectores, ventilação, sinalização, dispositivos de emergência e acessos adequados. Já os EPIs devem ser selecionados de acordo com os riscos efetivamente presentes, podendo envolver proteção térmica, ocular, facial, respiratória, auditiva, das mãos e do corpo.

Entre os erros que devem ser evitados estão improvisações, subestimação de pequenos vazamentos ou anomalias e início de intervenções sem a identificação e o controle de todas as fontes de energia. Para o especialista, outro equívoco é considerar a manutenção apenas como custo.

“Manutenção adequada é investimento em segurança, disponibilidade e eficiência. Uma instalação que exige manutenção corretiva constantemente está dizendo alguma coisa sobre ela mesma. Às vezes, o problema não está apenas no componente que falhou, mas na forma como o sistema foi concebido, dimensionado, instalado ou operado”, destaca.

Da aplicação à prevenção

A aplicação da NR-36 no ambiente frigorífico também se relaciona a uma mudança de abordagem da manutenção. Em vez de esperar uma falha para enviar uma equipe ao local, tecnologias de monitoramento permitem acompanhar parâmetros como temperatura, pressão, consumo de energia e condições de funcionamento, possibilitando identificar anomalias antecipadamente. Essa antecipação pode ter impacto direto na segurança. Uma intervenção planejada oferece condições diferentes de uma manutenção emergencial, realizada sob pressão para restabelecer rapidamente a operação.

Para Dória, segurança, eficiência energética e confiabilidade devem ser consideradas desde a concepção do sistema e durante toda sua vida útil. Segundo ele, a pergunta, não deveria ser apenas se a instalação consegue produzir a capacidade frigorífica necessária, mas também como será operada e mantida ao longo dos anos.

“Não devemos pensar apenas em produzir frio. Devemos pensar em produzir o frio necessário, com o menor risco possível, utilizando a energia de maneira racional e permitindo que todo o sistema seja operado e mantido com previsibilidade. A engenharia preventiva, gestão de riscos e documentação caminham juntas, reduzindo acidentes e a exposição da empresa a passivos trabalhistas e civis. Esse setor possui peculiaridades trabalhistas importantes que precisam ser rigorosamente observadas, sob pena de gerar passivo para a empresa. A primeira delas é a pausa térmica, prevista para trabalhadores expostos ao frio em determinadas condições. Ela funciona como um período de recuperação do organismo durante a jornada. Se essa pausa não for concedida corretamente ou se a empresa não tiver controle adequado para comprovar sua concessão, poderá haver cobrança judicial desses períodos como horas devidas ao empregado ou ao técnico. Outro ponto é a insalubridade pelo agente frio. A empresa deve adotar medidas capazes de neutralizar efetivamente essa exposição, inclusive com EPIs adequados. Se a proteção for insuficiente, pode haver condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. O TST também entende que a exposição ao frio, mesmo de forma intermitente, pode caracterizar insalubridade quando não houver neutralização eficaz. Essas são mudanças de paradigma que considero necessárias para a evolução da refrigeração frigorífica sobre vários aspectos. A NR-36 deve ser aplicada em conjunto com as demais Normas Regulamentadoras pertinentes à atividade. Dependendo do serviço realizado, podem estar envolvidas, entre outras, as NRs 10, 12, 13, 20, 33 e 35, conforme os riscos e características da intervenção. A melhor manutenção é aquela que pode ser planejada, e a melhor segurança, é aquela que começa antes de existir uma situação de risco. Segurança é inegociável, sempre!”, finaliza.

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Resumen (español)
La seguridad en el mantenimiento de sistemas de refrigeración en plantas de sacrificio y procesamiento de carne requiere planificación, ingeniería preventiva y control de riesgos desde el diseño de las instalaciones. El ingeniero y consultor de BB Plan, Eduardo Castello Branco Dória, destaca que la aplicación de la norma brasileña NR-36 debe integrar el aislamiento de energías peligrosas, la prevención de fugas de amoníaco y la protección de los trabajadores expuestos al frío. Según el especialista, el monitoreo de los equipos y las intervenciones planificadas contribuyen a reducir accidentes y mejorar la confiabilidad y la eficiencia energética.

Summary (English)
Safety in the maintenance of refrigeration systems at meat slaughtering and processing plants requires planning, preventive engineering and risk control from the design stage. Engineer and BB Plan consultant Eduardo Castello Branco Dória highlights that applying Brazil’s NR-36 standard involves isolating hazardous energy sources, preventing ammonia leaks and protecting workers exposed to cold environments. According to the specialist, equipment monitoring and planned maintenance help reduce accidents while improving system reliability and energy efficiency.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Capa-10-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-10-20 16:58:062026-10-20 16:58:06NR-36: segurança começa antes da manutenção

Primoar planeja expansão no mercado nacional de refrigeração

15/10/2026

Fundada em 2020, em São Paulo, empresa fornece componentes e sistemas para refrigeração comercial, industrial e climatização, com suporte a instaladores e projetistas.

A Primoar Refrigeração busca ampliar sua presença no mercado brasileiro com o fornecimento de peças, equipamentos e suporte técnico para refrigeração comercial, industrial e climatização. Fundada em 2020, em São Paulo, a empresa atende supermercados, agronegócio e indústrias.

O portfólio reúne compressores, fluidos refrigerantes, válvulas, ventiladores e peças de reposição, além de soluções para câmaras frigoríficas. A atuação inclui atendimento consultivo para auxiliar instaladores e projetistas na escolha de componentes para projetos de HVAC-R — aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração.

Segundo a empresa, a estratégia de expansão combina suporte à especificação técnica, oferta de sistemas e insumos de pronta entrega e prospecção de clientes corporativos. O objetivo é ampliar a cobertura comercial no país e agilizar o atendimento.

Como parte desse movimento, a Primoar contratou uma solução da iCoil que incorpora inteligência artificial e marketing direcionado aos processos comerciais. A iniciativa busca apoiar a organização das vendas e a identificação de novos clientes.

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Resumen (español)

Primoar Refrigeração, fundada en 2020 en São Paulo, busca ampliar su presencia en Brasil mediante el suministro de componentes y sistemas para refrigeración comercial, industrial y climatización. La empresa atiende a supermercados, al agronegocio y a industrias, con asistencia técnica para instaladores y proyectistas. Como parte de su estrategia comercial, contrató una solución de iCoil que incorpora inteligencia artificial y marketing dirigido a la captación de clientes.

Summary (English)

Primoar Refrigeração, founded in São Paulo in 2020, aims to expand its presence in Brazil by supplying components and systems for commercial and industrial refrigeration and air conditioning. The company serves supermarkets, agribusiness and industrial customers, providing technical support to installers and system designers. As part of its commercial strategy, Primoar has hired an iCoil solution that uses artificial intelligence and targeted marketing to support sales and customer acquisition.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/10/primoar-refrigeracao.webp 383 680 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-10-15 13:13:392026-10-15 13:13:39Primoar planeja expansão no mercado nacional de refrigeração

Febrava Rio reúne 17 painéis sobre HVAC-R e operação industrial

30/09/2026

Arena Febrava CONVERGE terá debates sobre eficiência energética, manutenção e segurança de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, com acesso gratuito para profissionais credenciados.

A Febrava RIO terá 17 painéis sobre aplicações de HVAC-R nos setores de construção, hospitalidade, óleo e gás e refrigeração. A programação da arena Febrava CONVERGE será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, com acesso gratuito para profissionais credenciados na feira, sujeito à disponibilidade de lugares.

Os encontros abordarão eficiência energética, qualidade do ar, segurança alimentar, manutenção e continuidade operacional. Entre os assuntos previstos estão sistemas em instalações offshore, controle microbiológico, fluidos refrigerantes, PMOC e retrofit de equipamentos.

Segundo Tatiana Rassini, gerente geral da Febrava RIO, a proposta é aproximar os fornecedores de soluções dos profissionais das indústrias que utilizam essas tecnologias, com discussões sobre questões que afetam custos, eficiência e operação.

No dia 6, a agenda inclui integração entre arquitetura e HVAC-R em edifícios de saúde, com Kátia Fugazza, e gestão de contratos de performance, com Marina Spagnolo, do IBRACONT. Luiz Paulo Caldeira, Wagner Lemes e Thiago Oliveira de Souza, da Petrobras, discutirão operação e manutenção de sistemas de ar-condicionado e refrigeração em instalações offshore.

Também estão previstos debates sobre mofo em hotéis, com Robson Petroni; fluidos naturais na indústria alimentícia, com Taís Pereira da Fonseca, do SENAI, e Jonatha Silva Henriques, da Firjan SENAI; e impactos dos fluidos refrigerantes na operação, com Filipe Colaço, da Recigases.

No dia 7, Alex Ambrosio e Luiz Villaça, da ABRAVA, abordarão controle microbiológico em sistemas de condensação e refrigeração na segurança alimentar. A programação terá ainda João Manuel Aureliano, da Daikin, sobre HVAC-R na indústria de óleo e gás, e Márcio Grossman, da MAG TECH Engenharia e Consultoria, sobre engenharia hospitalar. Marcello Esteves da Silva, da Rede D’Or, e Tiago Falcão da Silva, da Microblau, discutirão eficiência energética e uso de dados na operação de edificações.

No dia 8, os temas incluem manutenção de fluidos refrigerantes, com Filipe Colaço, e PMOC, com Izabela Silva Pereira, da Clima Top Brasil. Rafael Munhoz, da Sicflux, Luiz Villaça e João Manuel Aureliano participarão de um painel sobre tendências e desafios do setor, mediado por Suelen Assoni.

A agenda será encerrada com debates sobre infraestrutura hoteleira, com José Domingo Buozon, do Arena Hotéis; chillers de mancal magnético em retrofits, com Edison Tito Guimarães, da Datum Consultoria e Projetos e do Sindratar-RJ; e desincrustação industrial com Rydlyme, com Alexandre Paiva e Julyana Fragoso.

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Resumen (español)

Febrava RIO celebrará 17 paneles sobre aplicaciones de HVAC-R del 6 al 8 de octubre en Riocentro. El programa de Febrava CONVERGE abordará eficiencia energética, mantenimiento, calidad del aire, seguridad alimentaria y continuidad operativa en los sectores de construcción, hotelería, petróleo y gas y refrigeración. El acceso será gratuito para los profesionales acreditados en la feria, sujeto a la disponibilidad de plazas.

Summary (English)

Febrava RIO will hold 17 panels on HVAC-R applications from October 6 to 8 at Riocentro. The Febrava CONVERGE program will address energy efficiency, maintenance, air quality, food safety and operational continuity across construction, hospitality, oil and gas, and refrigeration. Admission will be free for professionals registered for the trade fair, subject to seating availability.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-30 14:15:062026-09-30 14:41:29Febrava Rio reúne 17 painéis sobre HVAC-R e operação industrial

Leveros reúne mais de 2,1 mil profissionais em treinamentos no 2º trimestre

21/07/2026

Empresa realizou 44 eventos presenciais em 12 cidades entre abril e junho, com capacitações técnicas e de gestão para instaladores e parceiros do setor de climatização.

O Grupo Leveros informou que mais de 2,1 mil profissionais participaram de suas ações de capacitação entre abril e junho de 2026. Segundo a empresa, o número representa crescimento de 34,43% em relação ao mesmo período de 2025.

No segundo trimestre, a Leveros promoveu 44 treinamentos, palestras e eventos presenciais em 12 cidades brasileiras. A programação abordou temas relacionados à instalação, diagnóstico de equipamentos, novas tecnologias, gestão, vendas e empreendedorismo para profissionais da climatização.

As atividades contaram com a participação de fabricantes como Elgin, TCL, LG, Gree, Fujitsu, Daikin, Midea e Carrier. Entre os conteúdos apresentados estiveram eficiência energética, tecnologia Inverter, instalação de equipamentos de alta performance e fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental.

Segundo Alessandro Santos, head de inteligência comercial e marketing da Leveros, a ampliação da agenda de capacitação reflete a busca do mercado por conhecimento técnico e desenvolvimento dos negócios. A empresa também informou que os treinamentos incluem módulos sobre negociação, elaboração de orçamentos, gestão financeira, atendimento e estratégias comerciais.

O Nordeste concentrou 14 eventos no período, realizados em Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju. De acordo com a Leveros, a região integra sua estratégia nacional de expansão, com investimentos em infraestrutura, relacionamento e capacitação para atender ao crescimento da demanda por soluções de climatização.

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Resumen (español)

El Grupo Leveros informó que capacitó a más de 2.100 profesionales del sector de climatización entre abril y junio de 2026, un crecimiento del 34,43% respecto al mismo período del año anterior. Durante el trimestre realizó 44 actividades presenciales en 12 ciudades de Brasil, con la participación de fabricantes como Elgin, TCL, LG, Gree, Fujitsu, Daikin, Midea y Carrier. Los contenidos incluyeron eficiencia energética, tecnología Inverter, instalación de equipos, refrigerantes de menor impacto ambiental y gestión empresarial para instaladores. El Nordeste concentró 14 eventos dentro de la estrategia de expansión de la empresa.

Summary (English)

Leveros Group reported that more than 2,100 HVAC professionals attended its training programs between April and June 2026, a 34.43% increase compared with the same period in 2025. During the quarter, the company held 44 in-person training sessions, lectures and events across 12 Brazilian cities, with the participation of manufacturers including Elgin, TCL, LG, Gree, Fujitsu, Daikin, Midea and Carrier. The program covered energy efficiency, inverter technology, equipment installation, lower-impact refrigerants, business management and sales. Brazil’s Northeast region hosted 14 events as part of Leveros’ national expansion strategy.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/leveros-capacita-e1784663960271.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-21 17:00:082026-07-21 17:01:03Leveros reúne mais de 2,1 mil profissionais em treinamentos no 2º trimestre

União Europeia lança plataforma para apoiar políticas climáticas sobre refrigeração e gases fluorados

20/07/2026

Projeto IMPACT-F reunirá instituições de quatro continentes para desenvolver uma plataforma de modelagem voltada à formulação de políticas sobre gases fluorados, demanda por refrigeração e redução de emissões.

A União Europeia lançou o projeto IMPACT-F (Plataforma Integrada de Mitigação para Avaliação de Metas Climáticas para Gases Fluorados), iniciativa voltada ao desenvolvimento de ferramentas que auxiliem governos na elaboração de políticas públicas relacionadas à refrigeração, aos gases fluorados e às metas climáticas.

Segundo os organizadores, o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor reforça a necessidade de ampliar o acesso à refrigeração. Ao mesmo tempo, tecnologias como sistemas de ar-condicionado, refrigeração e bombas de calor utilizam, com frequência, gases fluorados (gases F), que possuem efeito de estufa.

Lançado em junho e coordenado pela London South Bank University, o projeto reúne 14 parceiros da Europa, África, Ásia e América do Sul, entre universidades, institutos de pesquisa, grupos industriais e organizações internacionais. Participam da iniciativa a Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA), o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e o Instituto Internacional de Refrigeração (IIR).

O consórcio desenvolverá uma plataforma global de modelagem para permitir que países avaliem diferentes cenários de políticas relacionadas aos gases fluorados. A ferramenta deverá analisar os impactos das medidas sobre as emissões de gases de efeito estufa, a demanda por energia e a necessidade de refrigeração em diferentes regiões, considerando que muitos países ainda não dispõem de dados ou capacidade técnica para realizar esse tipo de análise.

O projeto também prevê ações de capacitação para formuladores de políticas públicas e outras partes interessadas, com o objetivo de ampliar o uso das ferramentas desenvolvidas. Após uma reunião inicial realizada em Londres, o IMPACT-F iniciou a fase de implementação, prevista para durar 36 meses.

A iniciativa está alinhada a compromissos internacionais, como a Emenda de Kigali, o Acordo de Paris e o Compromisso Global de Refrigeração, firmado por 72 países, que estabelece a meta de reduzir em 68% as emissões associadas à refrigeração até 2050.

De acordo com a EHPA, o setor europeu de bombas de calor está em processo de transição para fluidos refrigerantes com menor potencial de aquecimento global, em conformidade com o Regulamento dos Gases F revisado da União Europeia. Nesse contexto, o IMPACT-F pretende apoiar a adoção de políticas baseadas em dados e modelagem para orientar essa transição em escala global.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-20 15:02:352026-07-20 15:02:35União Europeia lança plataforma para apoiar políticas climáticas sobre refrigeração e gases fluorados

Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

31/05/2026

Artigo de Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, examina os possíveis desdobramentos regulatórios, ambientais e econômicos das mudanças anunciadas pelos Estados Unidos para o setor HVAC-R.

O anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a flexibilização de regras aplicadas a fluidos refrigerantes gerou interpretações de que o país poderia deixar o Protocolo de Montreal ou a Emenda de Kigali. Segundo análise técnica divulgada pela ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), os documentos oficiais da Casa Branca e da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) indicam um cenário diferente.

De acordo com o estudo assinado por Dr. Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, as medidas revisam duas regras domésticas da EPA relacionadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs): a “Technology Transitions Rule”, de 2023, e a “ER&R Rule”, de 2024. As mudanças ampliam prazos de transição para setores como supermercados, armazéns frigorificados, semicondutores e ar-condicionado residencial, além de revisar exigências aplicadas ao transporte refrigerado.

A análise ressalta que as revisões não alteram tratados internacionais nem modificam a AIM Act, legislação federal aprovada pelo Congresso dos EUA que prevê redução de 85% do consumo e da produção de HFCs até 2036. Segundo a ABRAVA, a própria EPA informou que continua obrigada a cumprir integralmente a legislação vigente.

Entre os setores contemplados pelas mudanças estão supermercados e varejo alimentar, com extensão de prazos para adoção de refrigerantes de menor potencial de aquecimento global (GWP), além do segmento de ar-condicionado residencial e comercial leve para equipamentos fabricados antes de 2025. A indústria de semicondutores também recebeu ampliação de prazos devido às características dos processos térmicos.

No transporte refrigerado, houve retirada de exigências consideradas inadequadas ao perfil operacional do setor. Armazéns frigorificados e equipamentos laboratoriais tiveram ajustes nos limites de GWP e nos cronogramas de transição.

Segundo o documento, as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano destacam possíveis reduções de custos para empresas e consumidores. A análise cita estudos anteriores da própria EPA e do Lawrence Berkeley National Laboratory que associam a transição para refrigerantes de menor GWP a ganhos de eficiência energética ao longo da vida útil dos equipamentos.

O texto também observa que a redução gradual da oferta de HFCs prevista na AIM Act pode aumentar a pressão sobre os preços de fluidos refrigerantes considerados obsoletos, especialmente em setores com elevada demanda volumétrica.

A ABRAVA afirma que esses fatores reforçam a necessidade de análises técnicas contínuas para orientar investimentos e planejamento no setor HVAC-R. A entidade destaca ainda o Observatório Kigali, iniciativa voltada à centralização de informações sobre a implementação da Emenda de Kigali no Brasil.

A análise também aborda a possibilidade de saída dos EUA do Protocolo de Montreal. Segundo a entidade, a Constituição norte-americana não estabelece procedimento detalhado para retirada de tratados internacionais e eventual saída só teria efeito um ano após comunicação oficial à Secretaria do Ozônio, responsável pelo protocolo.

O texto ressalta ainda que a AIM Act continuaria válida mesmo em um cenário de saída formal do acordo internacional, já que a legislação federal só pode ser alterada pelo Congresso dos EUA. Além disso, estados como Califórnia, Colorado e Nova York mantêm regulações próprias sobre HFCs.

Segundo a ABRAVA, não há indicação de que os Estados Unidos pretendam deixar o Protocolo de Montreal ou suas emendas. A entidade informou que participará da 48th OWG (Meeting of the Open-ended Working Group of the Parties) do Protocolo de Montreal, entre 13 e 17 de julho, em Bangkok, na Tailândia, para acompanhar os desdobramentos do tema.

Sobre possíveis impactos para o Brasil, a análise aponta que os efeitos diretos tendem a ser limitados no curto prazo. Dados do IBAMA indicam que, em 2025, 2,5% dos HFCs importados pelo Brasil tiveram origem nos Estados Unidos.

A entidade avalia que os principais impactos indiretos estão relacionados à interpretação econômica da implementação da Emenda de Kigali. Segundo o documento, os ganhos associados à eficiência energética seriam contínuos, enquanto os custos de adaptação ocorreriam de forma pontual.

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Resumen (español)

La ABRAVA informó que las recientes revisiones regulatorias anunciadas por el gobierno de Estados Unidos sobre hidrofluorocarbonos (HFCs) no representan una salida del país del Protocolo de Montreal ni de la Enmienda de Kigali. El análisis técnico señala que las modificaciones afectan normas internas de la EPA relacionadas con plazos y exigencias sectoriales para supermercados, transporte refrigerado, aire acondicionado residencial y semiconductores. Según la entidad, la ley federal AIM Act continúa vigente y mantiene la meta de reducción del 85% en el consumo y producción de HFCs hasta 2036. Para Brasil, el impacto directo sería limitado en el corto plazo, aunque la ABRAVA advierte sobre posibles efectos indirectos vinculados a la interpretación económica de la transición hacia refrigerantes de menor GWP.

Summary (English)

ABRAVA stated that the recent regulatory revisions announced by the United States government regarding hydrofluorocarbons (HFCs) do not indicate a withdrawal from the Montreal Protocol or the Kigali Amendment. The technical analysis explains that the changes apply to domestic EPA rules involving transition deadlines and sector-specific requirements for supermarkets, refrigerated transport, residential air conditioning and semiconductors. According to the association, the federal AIM Act remains in force and still mandates an 85% reduction in HFC production and consumption by 2036. For Brazil, the direct impact is expected to remain limited in the short term, although ABRAVA highlighted possible indirect effects related to the economic interpretation of the Kigali Amendment implementation.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-31 01:20:492026-05-29 15:35:04Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

Ética profissional no frio

04/02/2026

Como instaladores e técnicos podem proteger o próprio valor, o cliente e o futuro do setor

No setor de refrigeração e climatização, a ética profissional deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um fator direto de sobrevivência. Em um mercado pressionado por importações, plataformas digitais e guerra de preços, a forma como o serviço é vendido, executado e documentado passou a definir quem permanece e quem desaparece. Instalar um ar-condicionado, fazer a manutenção de um chiller ou recuperar uma câmara fria não é apenas “fazer funcionar”. É assumir uma responsabilidade técnica, ambiental, legal e econômica. Quando isso é ignorado, todo o setor perde.

A concorrência desleal é hoje um dos principais fatores de desgaste do mercado. Ela aparece quando empresas ou profissionais reduzem artificialmente seus preços cortando etapas essenciais do serviço: não emitem nota fiscal, não recolhem impostos, usam peças de baixa qualidade, não seguem normas técnicas ou sequer têm responsável técnico. Para o cliente, isso pode parecer apenas uma economia imediata. Na prática, é um risco. Para o setor, é um processo lento de desvalorização do trabalho técnico. Quando alguém cobra metade do preço porque não emite nota, o custo real é empurrado para quem faz tudo corretamente. O profissional que atua dentro da lei passa a parecer “caro”, quando, na verdade, apenas incorpora no valor aquilo que garante segurança, rastreabilidade e responsabilidade.

A nota fiscal, nesse contexto, não é um detalhe burocrático. Ela é parte do serviço. Para o cliente, é a garantia de que existe uma empresa por trás do trabalho, com deveres, prazos e responsabilidade. Para o técnico, é o que permite crescer, investir, contratar, comprar melhor e se proteger juridicamente. Um serviço sem nota não tem compromisso. Se algo der errado, não há como exigir correção, reembolso ou reparo. Em casos mais graves, como queima de equipamento, vazamento de fluido refrigerante ou acidentes elétricos, a ausência de documentação deixa o cliente completamente desamparado. O profissional que não emite nota não está sendo flexível. Está transferindo o risco para quem o contratou.

O mesmo vale para o cumprimento das normas técnicas. No setor HVAC-R, normas não existem para dificultar a vida do instalador, mas para evitar prejuízos, acidentes e retrabalho. Procedimentos como vácuo, teste de estanqueidade, dimensionamento correto, isolamento térmico e partida assistida não são “opcionais”. Eles definem se o sistema vai operar com eficiência e segurança ou se vai se tornar uma fonte constante de problemas. Quando essas etapas são puladas para reduzir tempo e custo, o defeito quase sempre aparece depois, recaindo sobre o cliente ou sobre outro profissional que terá de corrigir algo feito de forma inadequada.

Nesse ambiente, os chamados orçamentos predatórios se tornam cada vez mais comuns. São propostas feitas apenas para ganhar o serviço, mesmo quando o valor não cobre o trabalho correto. O corte não aparece no papel, mas está nas horas, nos materiais, nos testes e nos cuidados que deixam de ser feitos. O cliente, muitas vezes, só percebe isso quando o sistema falha, o consumo dispara ou o equipamento apresenta defeitos recorrentes. O barato vira caro, mas quase sempre tarde demais, quando corrigir o erro custa mais do que teria custado fazer certo desde o início.

Valorizar o serviço, portanto, passa menos por brigar por preço e mais por tornar visível aquilo que normalmente fica escondido. Um orçamento detalhado, que mostre todas as etapas da instalação ou da manutenção, ajuda o cliente a entender o que está comprando. Fotos, checklists, relatórios simples e termos de garantia reforçam a percepção de profissionalismo. E uma comunicação clara, em linguagem acessível, explicando por que certas etapas são importantes, transforma o cliente em aliado, não em adversário na negociação.

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A construção de marca também entra nesse processo. Profissionais e empresas que emitem nota, têm CNPJ, endereço, presença digital e histórico constroem algo que o informal não consegue copiar: reputação. E reputação gera indicação, fidelidade e, com o tempo, a possibilidade de cobrar um preço justo pelo trabalho bem feito.

No fim, ética profissional no setor de refrigeração e climatização não é apenas uma questão moral. É uma estratégia de sobrevivência. Quem segue normas, cumpre a lei e assume responsabilidade pode até perder alguns serviços no curto prazo, mas constrói algo muito mais sólido no longo prazo: confiança.

Ética profissional é o que separa quem apenas instala de quem constrói uma carreira.

Ética também é ambiental e jurídica

Para além da execução técnica imediata, a ética profissional no setor HVAC-R envolve responsabilidades que muitos clientes e até profissionais ainda não percebem. Entre elas estão o controle ambiental, a rastreabilidade dos serviços e a responsabilidade jurídica ao longo da vida útil do sistema.

Segundo Rodrigo Penha Men, presidente do Departamento Nacional de Instalação e Manutenção da ABRAVA, o manuseio inadequado de fluidos refrigerantes é um dos pontos mais críticos. “Vazamentos evitáveis, descarte incorreto e falta de controle sobre carga e recolhimento de fluido não são apenas falhas técnicas. São infrações ambientais que podem gerar penalidades graves para empresas e clientes”, afirma.

Ele ressalta que, com o avanço da legislação ambiental e a transição para fluidos de menor impacto climático, a responsabilidade do instalador e do mantenedor se amplia. “Quem executa um serviço hoje precisa pensar no sistema como um todo, inclusive no que acontece anos depois: manutenção, substituição, retrofit e descarte. Ética também é garantir que esse ciclo seja seguro e documentado.”

Outro ponto destacado é a rastreabilidade. Serviços formais, com relatórios, registros de intervenções e identificação do responsável técnico, protegem tanto o profissional quanto o contratante. “Quando há documentação, fica claro quem fez, o que foi feito e em que condições. Isso evita conflitos, facilita manutenções futuras e reduz riscos legais”, explica.

Para Men, o setor caminha para um cenário em que improviso e informalidade terão cada vez menos espaço. “A profissionalização não é uma escolha ideológica. É uma exigência técnica, ambiental e jurídica. Quem se antecipa a isso estará preparado para o futuro do mercado.”


Resumen (Español)

En el sector de refrigeración y climatización, la ética profesional se ha convertido en un factor decisivo para la supervivencia de empresas y técnicos. La competencia desleal, impulsada por servicios informales, precios predatorios y el incumplimiento de normas técnicas y fiscales, deteriora el mercado y transfiere riesgos al cliente. La emisión de factura, el respeto a los procedimientos técnicos y la documentación de los servicios son elementos centrales para la seguridad, la trazabilidad y la valorización del trabajo. Según Rodrigo Penha Men, presidente del Departamento Nacional de Instalación y Mantenimiento de ABRAVA, la responsabilidad ambiental y jurídica, especialmente en el manejo de fluidos refrigerantes, refuerza la necesidad de profesionalización. En este contexto, la ética deja de ser un valor abstracto y se consolida como una estrategia esencial para el futuro del sector HVAC-R.


Summary (English)

In the refrigeration and air conditioning sector, professional ethics has become a key factor for long-term survival. Unfair competition driven by informal services, predatory pricing and non-compliance with technical standards and tax obligations undermines the market and increases risks for customers. Proper invoicing, adherence to technical procedures and service documentation are essential to ensure safety, traceability and accountability. According to Rodrigo Penha Men, president of ABRAVA’s National Installation and Maintenance Department, environmental and legal responsibilities—especially regarding refrigerant handling—are gaining relevance as regulations evolve. In this scenario, ethics is no longer a moral abstraction but a strategic requirement for building trust and sustainability in the HVAC-R industry.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/04/instalador-de-ar-condicionado-e1770232048579.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-02-04 16:10:132026-02-04 16:11:23Ética profissional no frio

Soluções para a descarbonização pautam encontro do setor HVAC-R em Brasília

04/11/2025

ABEMEC-DF realiza 26º #AquiTemTecnologia no CREA-DF para discutir eficiência energética, inovação e crédito de carbono

A Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos do Distrito Federal (ABEMEC-DF) realiza, em 5 de novembro de 2025, o 26º #AquiTemTecnologia – HVAC-R: Soluções para a Descarbonização, no auditório do CREA-DF, em Brasília. O encontro reunirá especialistas, empresas e profissionais dos setores de climatização, refrigeração e ar-condicionado para discutir medidas de redução de impacto ambiental e caminhos para a transição a um modelo de baixo carbono.

Segundo a CLASP, organização internacional sem fins lucrativos voltada à promoção da eficiência energética e políticas sustentáveis, os sistemas de climatização respondem por parte significativa das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. O alerta divulgado pela entidade destaca que o uso de fluidos refrigerantes de alto potencial de aquecimento global contribui para esse cenário. Ainda conforme a CLASP, novos padrões inverter de aparelhos de ar-condicionado podem reduzir 72 megatoneladas de CO₂ até 2040, além das 21,5 megatoneladas previstas até 2030 com a revisão da rotulagem de eficiência energética.

Entre os temas do encontro estão a descarbonização do setor HVAC-R, com foco em práticas de redução de emissões e uso de energias renováveis e refrigerantes de baixo impacto ambiental; eficiência energética e sustentabilidade, por meio da otimização de sistemas e aplicação de materiais sustentáveis; e inovação tecnológica, com a integração de automação predial, inteligência artificial e sensores inteligentes para aprimorar o desempenho dos equipamentos.

O evento também abordará o mercado de crédito de carbono, discutindo a inserção do setor HVAC-R em mecanismos de compensação e negociação, e a educação técnica e valorização profissional, com destaque à disseminação de boas práticas sustentáveis.

Voltado a engenheiros, técnicos, gestores, empresários, estudantes e instituições, o encontro alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, com ênfase em energia limpa e acessível, inovação industrial, cidades sustentáveis e ação climática.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/11/CREA-hvac-brasilia-revista-do-frio.jpg 280 640 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-11-04 15:47:402025-11-04 15:47:40Soluções para a descarbonização pautam encontro do setor HVAC-R em Brasília

16 de setembro marca o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

16/09/2025

Brasil acelera transição de gases refrigerantes em linhas com o setor HVAC-R

Em 16 de setembro, data que lembra, desde 1994, o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio instituído pela ONU, o Brasil reforça compromissos e avanços na substituição e regulação de substâncias que afetam a camada de ozônio, com impacto direto para a indústria de refrigeração e ar-condicionado (HVAC-R), setor que depende dos gases refrigerantes.

Segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas, a camada de ozônio atingiu em 2024 a maior espessura registrada em décadas de monitoramento. O buraco que se forma sobre a Antártida a cada primavera teve dimensões abaixo da média de 1990 a 2020, com déficit de 46,1 milhões de toneladas de ozônio.

O país já teve aprovada a terceira e última fase do Plano de Gestão para Eliminação de HCFCs (HPMP – Stage III), com recursos de US$ 36,5 milhões, para eliminar completamente o uso de HCFCs até 2030.

Essa etapa inclui ações voltadas ao setor de serviço de refrigeração e ar-condicionado, para evitar que a substituição dos HCFCs migre para gases de alto potencial de aquecimento global (High GWP HFCs).

Além disso, o Brasil promulgou o Acordo de Kigali, que obriga reduzir o consumo de HFCs com metas bem definidas: congelar o consumo em linha de base calculada entre 2020-2022, e diminuir 10% até 2029, 30% em 2035, 50% em 2040 e 80% em 2045.

Para isso, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, IBAMA, e agências como PNUD, UNIDO e GIZ desenvolvem normativas, capacitação profissional, sistemas de certificação e regulamentos para recuperação e descarte seguro dos refrigerantes.

Na Febrava 2025, em São Paulo, o tema ganhou destaque exatamente por reunir fabricantes, distribuidores, empresas do ramo de HVAC-R e profissionais técnicos, para apresentar tecnologias alternativas de fluidos refrigerantes de baixo GWP, práticas de eficiência energética e soluções de refrigeração industrial. O setor participou ativamente desses debates, unindo demandas de regulação, inovação tecnológica e requisitos de sustentabilidade ambiental.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/09/camada-ozonio-antartida-revista-do-frio-mma-16-de-setembro-Dia-Internacional-para-a-Preservacao-da-Camada-de-Oz0nio.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-09-16 11:02:332025-09-16 13:58:3616 de setembro marca o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.
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