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Denteck realiza treinamento da Midea em Fortaleza e anuncia nova loja no Ceará

Capacitação técnica voltada a instaladores e profissionais de climatização integra estratégia de expansão da Denteck no Nordeste.

A Denteck Climatização promove, em 12 de maio, em Fortaleza, mais uma edição da Oficina Midea, treinamento voltado a instaladores e profissionais do setor de climatização. A iniciativa é realizada em parceria com a Midea e integra a estratégia da distribuidora de ampliar sua presença no Nordeste.

Segundo a empresa, as 120 vagas disponíveis foram preenchidas na primeira semana de inscrições. O treinamento terá foco na linha High Wall da Midea, abordando conteúdo técnico, boas práticas de instalação e especificações dos lançamentos mais recentes da marca.

A Denteck informou que pretende inaugurar, no segundo semestre deste ano, uma loja em Fortaleza. De acordo com a empresa, a nova unidade deverá ampliar a operação logística e comercial local, além de reforçar o suporte técnico e as ações de capacitação profissional na região.

A ação faz parte da estratégia da companhia de aprofundar o relacionamento com instaladores, revendedores e parceiros do trade de refrigeração no Nordeste. A empresa também informou que pretende realizar uma nova edição do curso no segundo semestre.

Com atuação em 11 estados brasileiros, a Denteck possui centros de distribuição em Conde (PB), Cariacica (ES) e Mundo Novo (MS).

Resumen (español)
La Denteck Climatização realizará el 12 de mayo una edición de la Oficina Midea en Fortaleza, dirigida a instaladores y profesionales del sector de climatización. El entrenamiento, desarrollado en asociación con Midea, tendrá enfoque en la línea High Wall y forma parte de la estrategia de expansión de la empresa en el Nordeste brasileño. La compañía también anunció la apertura de una tienda en Fortaleza durante el segundo semestre.

Summary (English)
Denteck Climatização will hold a new edition of the Midea Workshop on May 12 in Fortaleza, targeting installers and HVAC professionals. Organized in partnership with Midea, the training will focus on the High Wall product line and is part of the company’s expansion strategy in Northeastern Brazil. Denteck also announced plans to open a new store in Fortaleza in the second half of the year.

Midea Carrier abre inscrições para competição de instaladores

Campeonato nacional da marca reúne treinamentos, provas teóricas e desafios práticos para profissionais das categorias MultiSplit e Mini VRF

A Midea Carrier abriu as inscrições para o Service Master, competição nacional voltada a instaladores de ar-condicionado da marca Midea. O campeonato ocorre entre maio e setembro de 2026 e reúne treinamentos técnicos, avaliações teóricas e provas práticas. Os vencedores receberão prêmios de até R$ 5 mil e certificação oficial.

Os participantes poderão escolher entre as categorias MultiSplit e Mini VRF. Nas etapas iniciais, os treinamentos e avaliações serão realizados individualmente. Nas fases seguintes, os classificados passam a competir em duplas.

A fase de inscrições ocorre durante o mês de maio. Em junho, os participantes terão acesso a conteúdos sobre os produtos da marca e passarão por uma avaliação on-line, que selecionará 60 instaladores por categoria.

A semifinal presencial, chamada Arena Técnica, será realizada em agosto nas cidades de São Paulo, Recife e Brasília. Nessa etapa, os classificados participarão de treinamentos técnicos e provas práticas, com despesas de viagem custeadas pela empresa.

A final está prevista para setembro, em São Paulo, reunindo os instaladores classificados para uma rodada final de desafios técnicos e práticos. Ao término da competição, três duplas por categoria serão premiadas.

Resumen (español)
La Midea Carrier abrió las inscripciones para el Service Master, competencia nacional dirigida a instaladores de aire acondicionado de la marca Midea. El campeonato se realizará entre mayo y septiembre de 2026 e incluye entrenamientos técnicos, evaluaciones en línea y pruebas prácticas en las categorías MultiSplit y Mini VRF. La semifinal presencial tendrá lugar en São Paulo, Recife y Brasília, mientras que la final se celebrará en São Paulo. Los ganadores recibirán premios de hasta R$ 5 mil y certificación oficial.

Summary (English)
Midea Carrier has opened registrations for Service Master, a national competition for Midea air-conditioning installers in Brazil. Running from May to September 2026, the program includes technical training, online evaluations and practical challenges in the MultiSplit and Mini VRF categories. The semifinal stage will take place in São Paulo, Recife and Brasília, with the final scheduled for São Paulo. Winning teams will receive cash prizes of up to R$ 5,000 and official certification.

Mercado de geladeiras intensifica concorrência entre fabricantes no Brasil

Produção local, revisão de portfólio e ampliação de serviços marcam a nova fase da linha branca

O mercado brasileiro de geladeiras, com faturamento anual de R$ 16 bilhões e cerca de 5 milhões de unidades vendidas, atravessa uma fase de reorganização competitiva.

Segundo a Eletros, as vendas da linha branca, que inclui fogões e lavadoras, recuaram 1% em 2025. O desempenho segue concentrado na reposição de aparelhos, em um ambiente de crédito mais restritivo.

Diante desse ambiente de consumo moderado, fabricantes com atuação consolidada no país, como Whirlpool (detentora das marcas Brastemp e Consul), Electrolux e LG, ajustam portfólio, cronogramas de lançamento e estrutura produtiva para sustentar participação. Ao mesmo tempo, empresas como Midea e Hisense ampliam presença no varejo e nas plataformas digitais.

Em entrevista ao InvestNews, Roberto Bellissimo, diretor financeiro do Magazine Luiza, afirmou que o endividamento e o custo do crédito ainda afetam o consumo, mas avaliou que uma eventual queda de juros pode estimular a demanda reprimida. Renato Franklin, CEO da Casas Bahia, disse que a entrada de novos fornecedores ampliou as alternativas comerciais para o varejo.

A LG anunciou investimento de R$ 1,5 bilhão em uma fábrica em Fazenda Rio Grande (PR), com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026. A unidade terá capacidade inicial de até 500 mil geladeiras por ano, com previsão de expansão para 700 mil unidades e posterior inclusão de lavadoras. Segundo executivos da companhia ouvidos pelo canal, a produção local deve permitir ajustes de custo e ampliação de faixas de preço no portfólio.

Whirlpool e Electrolux, que juntas respondem por quase 60% do mercado brasileiro de linha branca, têm concentrado esforços na renovação de produtos, revisão de componentes e ampliação de serviços. A Whirlpool informou que 75% das vendas atuais decorrem de lançamentos feitos entre 2024 e 2026. A estratégia inclui também garantia estendida, manutenção e venda de acessórios.

A Electrolux, que tem no Brasil seu segundo maior mercado global, informou que entre 85% e 90% dos produtos vendidos no país são fabricados localmente e tem reforçado plataformas digitais de atendimento e suporte técnico.

A Midea consolidou-se como terceira força em linha branca. Já a Hisense iniciou operação direta no Brasil com meta de faturar R$ 3 bilhões em 2025 e alcançar o top 3 em categorias até 2027.

Fabricantes combinam produção local e importados para garantir competitividade

Com fábricas instaladas no país, o setor avalia o equilíbrio entre produzir localmente e importar componentes para garantir competitividade no abastecimento.

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A cadeia de fornecimento local tem ganhado importância estratégica para a indústria de HVAC-R no Brasil, especialmente em um cenário de demanda crescente por climatização, pressões por eficiência energética e necessidade de reduzir vulnerabilidades logísticas globais. Empresas que atuam no país avaliam constantemente se devem produzir localmente ou importar equipamentos, peças e partes.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou um parque industrial relevante na área de climatização e refrigeração. A proximidade com o cliente também favoreceu a customização, atendimento mais ágil e controle de qualidade. Além disso, permite maior agilidade na reposição de peças e serviços, o que se traduz em confiabilidade e menor tempo de resposta nas manutenções. Grandes grupos globais já apostam nessa estratégia: por exemplo, o Midea inaugurou em 2023 uma fábrica de 73 mil metros quadrados em Pouso Alegre (MG), que produz cerca de 1,3 milhão de unidades por ano. Já a Gree do Brasil mantém uma planta em Manaus (AM) com capacidade de mais de 1,5 milhão de aparelhos/ano, confirmando a força da produção local no segmento. Além dessas, empresas como Electrolux, LG, Samsung e Whirlpool também operam montagens no Brasil, beneficiando-se dos incentivos fiscais locais.

No entanto, produzir no Brasil não é isento de desafios. Custos industriais elevados, escala ainda limitada em algumas linhas e a dificuldade em acessar tecnologia de ponta ou componentes específicos podem reduzir a competitividade frente a peças importadas são alguns dos pontos a serem avaliados. Além disso, há escassez de mão de obra especializada em determinados processos, o que muitas vezes exige treinamento ou terceirizações e encarece o produto final.

Essa presença diversificada permite que parte relevante dos equipamentos comercializados no país seja fabricada ou montada localmente, reduzindo o tempo de entrega, facilitando o atendimento técnico e permitindo customizações de acordo com normas brasileiras, como os requisitos de etiquetagem energética e padrões elétricos específicos.

Apesar desses avanços, a cadeia local ainda depende fortemente de componentes importados. A fabricação de placas eletrônicas, sensores, módulos de controle, ventiladores específicos, trocadores de calor de alta densidade e certos modelos de compressores permanece concentrada na Ásia, sobretudo na China.

“Muitos splits montados no Brasil utilizam kits eletrônicos, motores e serpentinas produzidos no exterior, que chegam ao país por meio de distribuidores ou diretamente para as linhas de produção. Isso cria uma produção híbrida, em que o produto final é nacional, mas boa parte dos seus insumos depende de fornecedores internacionais”, informa Leonardo Araujo, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Midea.

Do ponto de vista econômico, produzir localmente traz benefícios claros: reduz a exposição cambial, encurta o lead time, aumenta a previsibilidade de abastecimento e fortalece fornecedores nacionais, que passam a investir em tecnologia e mão de obra qualificada. Além disso, a proximidade entre fábrica e mercado permite ajustes rápidos de portfólio, adequação a legislações e adaptações a padrões climáticos regionais. A geração de empregos diretos e indiretos reforça o impacto positivo da industrialização no país, ampliando a competitividade do setor.

No entanto, a produção local exige investimentos necessários para instalação de fábricas, aquisição de maquinário, automação e certificações são elevados e exigem escala para que a operação se torne economicamente sustentável. Em mercados altamente competitivos, como o de splits residenciais, a pressão por preços baixos faz com que empresas avaliem com cuidado se vale mais montar localmente ou importar o produto acabado. Questões logísticas internas, como o transporte em longas distâncias dentro do território brasileiro, também afetam a equação de custos, além da complexidade tributária nacional, que pode reduzir margens se não houver incentivos adequados.

Programas de conteúdo local, acordos de desenvolvimento com fornecedores brasileiros, investimentos em pesquisa e inovação e a expansão de polos industriais fortalecem a independência tecnológica da indústria nacional.

“Entre os incentivos fiscais aplicáveis à comercialização da produção para fora da área da Zona Franca de Manaus estão a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI), as reduções específicas do imposto de importação, isenção do PIS/PASEP e da COFINS nas operações internas da Zona Franca de Manaus, além de outros incentivos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e crédito estímulo de ICMS. Do ponto de vista logístico, no entanto, existe um desafio a ser superado. Se, por um lado, a sua localização é a mais próxima de grandes mercados externos como a América Central e do Norte, por outro ela está distante de alguns dos principais mercados consumidores do Brasil. Sabe-se que alguns produtos, como o ar condicionado, dependem de modais específicos para manter a sua competitividade, por isso, manter investimentos e discutir alternativas é urgente para que as empresas possam superar adversidades”, comenta Araujo.

Sistema híbrido

Por sua vez, depender exclusivamente de importações traz problemas operacionais: a volatilidade cambial, o aumento de fretes, os prazos imprevisíveis e os gargalos logísticos, especialmente em períodos de alta demanda ou crise internacional, que podem comprometer cronogramas e inflar preços. Para mitigar esses riscos, muitas empresas participam do Programa Abrava Exporta, uma parceria com a Apex-Brasil, que apoia a internacionalização da indústria HVAC-R nacional. Por meio do programa, as empresas recebem apoio técnico, inteligência de mercado e acesso a feiras.

“Esse esforço de internacionalização reforça a competitividade global da indústria nacional, promovendo a combinação entre produção local e importação, não apenas para atender à demanda doméstica, mas também torna o Brasil um exportador relevante no setor HVAC-R. O modelo híbrido permite aproveitar o melhor dos dois mundos: manutenção da cadeia produtiva local, com empregos, customização e agilidade; e acesso a tecnologias e componentes importados quando necessário, garantindo inovação e eficiência”, informa Paulo Roberto da Silva, Coordenador de Indústria e Serviços da Apex-Brasil.

Silva acrescenta que no setor de HVAC-R, os principais parceiros comerciais do Brasil incluem China, Estados Unidos, e União Europeia (com destaque para Alemanha e Itália). “A China é um grande exportador de componentes e produtos acabados para o Brasil, enquanto os EUA e países da Europa, são tanto fornecedores quanto compradores de produtos mais especializados e com alta demanda em eficiência energética. Os componentes como motores e ventiladores também compõem uma parte significativa das exportações, especialmente em mercados que buscam alta performance em eficiência energética e sustentabilidade”, revela.

“Em última análise, o equilíbrio entre produção nacional e importação tem se mostrado a estratégia mais eficiente para atender à crescente demanda no Brasil, preservando competitividade, assegurando sustentabilidade da cadeia e aumentando a previsibilidade no abastecimento. No ambiente atual, marcado por incertezas cambiais, variabilidade logística e exigências regulatórias, essa flexibilidade estratégica se traduz em resiliência e capacidade de resposta para o futuro do setor HVAC-R no país”, conclui.


Resumen (Español)
La industria de HVAC-R en Brasil adopta un modelo híbrido que combina producción local e importación de componentes para mantener la competitividad frente a una demanda creciente por climatización y mayores exigencias de eficiencia energética. Con plantas industriales instaladas en el país, las empresas logran reducir plazos de entrega, adaptar productos a normas locales y fortalecer la cadena de suministro nacional, aunque siguen dependiendo de insumos estratégicos provenientes principalmente de Asia.

El equilibrio entre fabricar localmente e importar permite mitigar riesgos asociados a la volatilidad cambiaria, costos logísticos y limitaciones tecnológicas. Iniciativas de apoyo a la internacionalización y acuerdos con proveedores refuerzan la capacidad del sector para atender tanto al mercado interno como a las exportaciones, consolidando a Brasil como un actor relevante en la industria HVAC-R.


Summary (English)
Brazil’s HVAC-R industry is increasingly adopting a hybrid model that combines local manufacturing with imported components to remain competitive amid rising demand for air conditioning and stricter energy-efficiency requirements. Domestic production helps shorten delivery times, enable customization to local standards and strengthen supply chains, while key components continue to be sourced mainly from Asia.

Balancing local production and imports reduces exposure to currency volatility, logistics disruptions and technological constraints. Support programs for internationalization and partnerships with local suppliers enhance the sector’s ability to serve both domestic and export markets, positioning Brazil as a relevant player in the global HVAC-R industry.

Futuro do HVAC-R une eficiência, sustentabilidade e ar mais saudável

Com foco em eficiência energética, uso de refrigerantes de baixo GWP e melhoria da qualidade do ar interno, o setor de HVAC-R no Brasil acelera sua transição para uma era mais sustentável

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À medida que o setor de HVAC-R no Brasil avança, as atenções se voltam para três pilares que definirão o futuro da climatização e refrigeração: eficiência energética, transição para refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global (GWP) e melhoria da qualidade do ar interno, e vem assumindo papel estratégico na agenda de sustentabilidade no país, além de representar participação significativa na produção industrial.

Representando cerca de 2,3% da produção industrial, nacional a eficiência energética é hoje uma das prioridades da política ambiental e industrial brasileira. O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a organização internacional CLASP, promoveu em 14 de outubro último, o seminário “Brasil e a COP30: o papel da eficiência energética no setor HVAC-R”, que reuniu representantes do governo, entidades industriais e especialistas nacionais e internacionais.

Durante o encontro, foi lançado o Comitê de Acompanhamento do Projeto de Eficiência Energética como Instrumento de Política Industrial, iniciativa que reunirá representantes públicos e privados para sugerir ações que ampliem a competitividade e a sustentabilidade do setor. O grupo também será responsável pela elaboração de uma carta de compromisso com a eficiência energética, que poderá ser apresentada na COP30, em Belém (PA), este mês de novembro.

Para o MME, a cooperação entre ministérios, indústria e instituições de pesquisa é essencial para fortalecer a política energética brasileira e posicionar o país como referência global em inovação. O diretor do Departamento de Informações, Estudos e Eficiência Energética do MME, Leandro Andrade, destacou que o setor de HVAC-R representa cerca de 10% do consumo de energia elétrica do setor residencial no país, índice que evidencia o enorme potencial de economia e de crescimento.

Leandro Andrade destacou o papel da eficiência energética no setor HVAC-R durante seminário “Brasil e a COP30”

“A eficiência energética é o primeiro e mais imediato mecanismo de impacto para os sistemas HVAC-R. No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou diretrizes específicas para aparelhos de ar-condicionado, estabelecendo novos índices mínimos de eficiência com metodologia baseada na norma ISO 16358-1, que permite diferenciar os equipamentos com tecnologia inverter, capazes de consumir até 30 % menos energia que os convencionais de rotação fixa. A eficiência energética usualmente é como se fosse o combustível mais barato, a alternativa energética mais econômica para o consumidor de energia. Ela pode reduzir a necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia e trazer benefícios diretos ao consumidor, com redução na conta de luz, sem perder qualidade de vida. Num contexto de COP, reforçar a eficiência dentro da política industrial brasileira é essencial para alcançarmos a transição energética inclusiva que desejamos”, afirmou Andrade.

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) vem alertando sobre os desafios na implementação de alternativas de refrigerantes de baixo GWP, tecnologias com máxima eficiência e QAI, destacando questões como infraestrutura, custo, capacitação técnica e normas de segurança e fabricantes já se movimentam.

“Durante o evento “Brasil e a COP30”, foi assinado o termo com os SENAI Amazonas e Paraná, que farão o mapeamento de toda cadeia produtiva do HVAC-R na intenção de apresentar iniciativas que impulsionam a sustentabilidade e a inovação no país. Além disso, eu e Felipe Raats representaremos a ABRAVA no Comitê de Acompanhamento do Projeto Eficiência Energética no setor”, informa Thiago Pietrobon, Diretor de Meio Ambiente da ABRAVA.

Tanto para os grandes fabricantes quanto para instaladores, esse tripé: pressão regulatória + mercado + tecnologia, significa que os sistemas devem ser projetados com componentes de alta eficiência, controles inteligentes, manutenção rigorosa e integração digital (IoT/monitoramento). O resultado: menor consumo de energia, menores custos operacionais e menor emissões de CO‚  no ciclo de vida.

A Daikin divulgou que pretende duplicar a eficiência energética de seus equipamentos até 2030 e zerar as emissões de carbono em 2050. Em sua participação no seminário “Brasil e a COP30”, a empresa apresentou sua visão de sustentabilidade e o avanço tecnológico em equipamentos inverter e VRV.

“A promoção do inverter e o desenvolvimento do VRV foram fundamentais para o salto tecnológico que resultou em equipamentos mais eficientes. Em cada COP, a Daikin buscar trazer novas ideias e aplicações com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono e transformar o setor. Na COP30, o foco será em soluções para descarbonização de edificações e combate ao overcooling (arrefecimento excessivo)”, enfatiza João Aureliano, Gerente Sênior de Engenharia de Produto da Daikin.

Já a Hitachi, teve projeto pelo retrofit do Condomínio Edifício Villa Lobos com a substituição de chillers, infraestrutura elétrica e hidráulica que resultou em redução de consumo de energia elétrica de cerca de 20% e água em 25%. O retrofit substituiu a Central de Água Gelada (CAG), condicionadores de ar, infraestrutura elétrica e hidráulica, além da instalação das seis unidades resfriadoras de água gelada com Chiller Parafuso com Condensação a Ar de capacidade 140 TR cada, totalizando 840 TR.

Transição para refrigerantes de baixo GWP

O segundo grande vetor é a transição para refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global (GWP). No Brasil, esse movimento é impulsionado tanto por compromissos internacionais como a Protocolo de Kigali (sobre HFCs), quanto por iniciativas setoriais. A Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ASBRAV), por exemplo, publicou recentemente um alerta sobre “Desafios na implementação de refrigerantes de baixo GWP no Brasil”, mencionando barreiras como infraestrutura, custo e capacitação técnica.

“Globalmente, a indústria de HVAC-R é incentivada a diminuir o uso de refrigerantes tradicionais devido ao seu alto GWP, que contribui significativamente para o aquecimento global. O Protocolo de Kigali, uma emenda ao Protocolo de Montreal, exige uma redução substancial na utilização destes gases até 2030. Para o Brasil, a adesão a este protocolo significa necessidades urgentes de adaptação às novas normativas internacionais que promovem um mercado mais sustentável. A transição para refrigerantes de baixo GWP no Brasil é inevitável e essencial para alinhar o país com objetivos globais de sustentabilidade. Enquanto os desafios são consideráveis, as oportunidades para inovar e liderar em eficiência energética e redução de emissões são vastas. Com o apoio governamental adequado através de incentivos fiscais e programas de financiamento, juntamente com um ambiente regulatório claro e estável, o Brasil pode superar esses obstáculos e estabelecer um novo padrão em sustentabilidade ambiental no setor de HVAC-R”, comenta Mario Henrique Canale, presidente da ASBRAV.

No setor industrial, as fabricantes já lideram esse movimento. A Daikin iniciou em Manaus a produção de equipamentos que utilizam o R-32, fluido com GWP até 68% menor que o R-410A. A Midea também investe em linhas com R-32 e em projetos que testam o uso do R-290 (propano), considerado uma solução natural e de baixíssimo impacto ambiental. Já a Copeland oferece compressores e sistemas compatíveis com refrigerantes A2L, CO2‚  (R-744) e R-290, desenvolvidos para aplicações comerciais e industriais de alta eficiência.

Esses avanços colocam o Brasil em sintonia com os compromissos do Protocolo de Kigali, que prevê a redução gradual dos HFCs. No entanto, para consolidar a transição, é indispensável investir na capacitação de técnicos e instaladores, pois o manuseio de novos gases requer normas de segurança, ferramentas específicas e procedimentos de comissionamento adequados.

Grandes fabricantes já oferecem sistemas compatíveis com refrigerantes A2L, CO2‚ (R-744) e R-290, desenvolvidos para aplicações comerciais e industriais


Qualidade do ar interno e saúde

A pandemia reforçou a importância da qualidade do ar interno (QAI) como fator de saúde pública e produtividade. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a ABRAVA têm enfatizado que a QAI deve integrar políticas ambientais e de edificações sustentáveis. Segundo dados da ABRAVA, em ambientes fechados onde passamos cerca de 90% do tempo, a poluição interna pode ser 2 a 5 vezes maior do que a externa. Isso reforça o papel crítico de projetistas, instaladores e técnicos em garantir sistemas bem dimensionados e limpos, com ventilação adequada, filtragem eficiente, controle de umidade, troca de ar e manutenção periódica.

Até recentemente, a Resolução RE 09/2003 da ANVISA era o principal documento que definia padrões referenciais de QAI no país. Contudo, ela foi substituída pela nova ABNT NBR 17.037:2023, que modernizou e ampliou os critérios de avaliação. A norma estabelece parâmetros para contaminantes biológicos, químicos e físicos, além de condições térmicas ideais e taxas mínimas de renovação de ar.

“A publicação dessa norma representa um avanço importante, pois substitui padrões antigos e alinha o Brasil às práticas internacionais de controle de qualidade do ar. A NBR 17.037 dialoga com outras referências, como a NBR 16.401-3, voltada ao projeto e manutenção de sistemas de ar-condicionado central e unitário, e as normas ASHRAE 62.1 e 55, que orientam o conforto térmico e a ventilação adequada em edifícios. Além disso, em 2024 foi sancionada a Lei nº 14.850, que institui a Política Nacional de Qualidade do Ar. Embora voltada principalmente ao ar externo, a legislação reforça a necessidade de monitoramento, divulgação de dados e integração de políticas públicas, o que influencia diretamente os esforços pela melhoria da QAI”, diz Leonardo Cozac, Presidente da ABRAVA.

Essas mudanças normativas refletem uma nova mentalidade no setor HVAC-R. Hoje, não basta climatizar, é preciso purificar, ventilar e monitorar o ar que se respira. Essa evolução tecnológica e regulatória vem acompanhada de desafios, como o custo das medições e adequações, a necessidade de atualização profissional e a substituição de equipamentos antigos por sistemas mais eficientes.

A LG, por exemplo, em sua plataforma de soluções, afirma adotar uma abordagem “digital e ecologicamente correta” e aponta que suas soluções ajudam a “garantir ambientes mais seguros e saudáveis”, com filtros de alta eficiência, monitoramento de qualidade do ar e ventilação térmica otimizada.


Desafios de instaladores e técnicos

Mesmo com equipamentos de ponta e fluidos de baixo impacto, se a instalação for inadequada, a manutenção negligente ou os controles inexistentes, o ganho se perde. Entre os desafios destacados estão:

– Capacitação técnica para os novos refrigerantes (manuseio, instalação, segurança) e para manutenção de sistemas inverter e de vazamento reduzido.

– Necessidade de projetos bem dimensionados e execução com qualidade (tubulação, isolantes térmicos, carga correta, comissionamento).

– Manutenção periódica que garanta desempenho real, qualidade do ar e vida útil dos equipamentos.

– Conscientização dos usuários finais para optar por soluções de maior eficiência, ainda que com investimento maior.

– Alinhamento regulatório, incentivos fiscais ou programas de apoio para acelerar a substituição de sistemas obsoletos, inclusive em edificações públicas ou industriais.

Midea inaugura espaços de experiência em lojas da Fast Shop

Ambientes no Shopping Anália Franco e no BarraShopping permitem ao público testar produtos de climatização e linha branca

A Midea inaugurou dois espaços exclusivos para experimentação de produtos em parceria com a Fast Shop. As áreas estão localizadas no Shopping Anália Franco, em São Paulo, e no BarraShopping, no Rio de Janeiro.

Os ambientes foram projetados para interação direta com o público e apresentam soluções inteligentes em climatização e linha branca, incluindo aparelhos de ar-condicionado, refrigeradores, lava e seca, micro-ondas, cooktop, coifa e lava-louça. Também estão disponíveis eletroportáteis populares, como air fryer, panela elétrica e cafeteira.

O evento de lançamento do espaço paulista ocorreu na sexta-feira (31) e contou com a presença da chef e influenciadora Dani Choma, que preparou receitas ao vivo utilizando produtos da marca.

Segundo Simone Camargo, diretora de Marketing da Midea, a aproximação com o consumidor e a oferta de experiências reais “traduzem de forma prática o propósito da marca de unir tecnologia e bem-estar”.

O projeto marca o início de uma iniciativa que prevê a criação de outras cozinhas exclusivas Midea em lojas Fast Shop S/A em diferentes regiões do país.

CHILE – Claro Arena inaugura primeiro estádio com ar condicionado avançado

Projeto da Midea integra tecnologia VRF e equipamentos de alta eficiência para climatização do espaço

CHILE – A inauguração da Claro Arena marcou a entrega do primeiro estádio chileno com sistema de ar condicionado avançado. O Universidad Católica Sports Club apresentou a nova infraestrutura, considerada uma das mais modernas da América Latina, em cerimônia no dia 3 de setembro de 2025.

A Midea foi responsável pela implantação do sistema de climatização, um dos maiores já realizados pela empresa no país. Com capacidade de mais de 4 milhões de Btu/h, o projeto cobre todos os ambientes internos do estádio, conciliando eficiência energética e qualidade do ar.

Segundo Luis César Fabio, gerente geral da Midea Carrier Chile, a iniciativa posiciona o Chile em padrões internacionais de inovação esportiva. Juan Tagle, presidente da Cruzados, destacou a escolha de parceiros com experiência em eventos esportivos globais, como Copas do Mundo.

O principal desafio técnico foi adaptar o sistema à ocupação variável, de até 20 mil pessoas em dias de jogos. Para isso, foram integrados 11 sistemas VRF (Fluxo Refrigerante Variável), 12 manipuladores de ar e 46 equipamentos split, totalizando 422 HP. A tecnologia permite ajustes em tempo real da climatização, operação simultânea em modos quente e frio e recuperação de energia térmica do ar de exaustão.

Os equipamentos instalados utilizam compressores inverter de alta eficiência e filtros purificadores, com economia de até 60% em relação a sistemas tradicionais, segundo a Midea.

Com a instalação, a Claro Arena passa a integrar a lista de estádios climatizados pela empresa, que inclui o Camp Nou, em Barcelona.

Casa Denteck terá programação paralela à Febrava com apoio de Midea e TCL

Estrutura fora do São Paulo Expo receberá cerca de 200 convidados para ações de relacionamento durante a feira

A Denteck Climatização anunciou o projeto Casa Denteck, iniciativa que ocorrerá em paralelo à 23ª Febrava, feira internacional de refrigeração, ar-condicionado, ventilação, aquecimento e tratamento de ar, marcada para setembro no São Paulo Expo. A ação terá apoio das marcas Midea e TCL.

O espaço funcionará fora dos pavilhões do evento e será destinado a parceiros e convidados da empresa. A programação ocorrerá nos dias 9, 10 e 11 de setembro, das 18h às 23h, com recepção de cerca de 200 profissionais do setor. O formato inclui transporte gratuito a partir da Febrava, abadá, música ao vivo e oferta de chope e comidas de boteco.

Segundo Aline de Mattos, gerente de Marketing da Denteck, a proposta é criar um ambiente de networking após o dia de atividades na feira. Já Jeferson Eckhardt, diretor e fundador da empresa, afirmou que a iniciativa busca valorizar os instaladores e demais profissionais que atuam diretamente na entrega de soluções de climatização.

De acordo com a companhia, a participação paralela à Febrava é vista como oportunidade para discutir tendências do setor e fortalecer vínculos comerciais. O evento oficial segue sendo o principal ponto de encontro da indústria HVAC-R na América Latina, reunindo diferentes elos da cadeia de valor.

Midea apresenta estratégias para expansão do HVAC na América Latina até 2027

Encontro reuniu parceiros de 18 países e detalhou metas, investimentos e dados de mercado

A Midea promoveu na última segunda-feira (16), em São Paulo, a segunda edição da Cúpula de Parceiros HVAC América Latina 2025. Realizado no Hotel Grand Hyatt, o evento reuniu 170 participantes de 18 países, incluindo executivos regionais e globais da empresa, com foco em estratégias de mercado, desenvolvimento regional e ampliação de canais na área de climatização.

O encontro abordou projeções da companhia até 2027 e reforçou o reconhecimento da Midea como líder em aparelhos de climatização na América Latina, conforme levantamento da Euromonitor. Felipe Costa, CEO da Midea Carrier Brasil, Argentina e Chile, destacou a relevância das parcerias regionais para a formulação de soluções alinhadas às demandas locais.

Entre as apresentações, Dennis Lee, vice-presidente de Negócios Internacionais da Midea, apontou a meta de liderança global em HVAC até 2027. Já Vicent Chou, vice-presidente da divisão de ar-condicionado residencial, anunciou o lançamento do AI Ecomaster, primeiro modelo da marca com inteligência artificial, além de investimentos de US$ 1,95 bilhão em pesquisa e desenvolvimento.

Dados de mais de 20 estudos regionais embasaram os lançamentos recentes, segundo Wenyang Lan, diretor de Planejamento de Produto. A análise revelou que 82% dos usuários da região priorizam a economia de energia. A empresa também anunciou a expansão das linhas residenciais para o segmento comercial leve.

Outros temas discutidos incluíram o avanço da digitalização dos serviços HVAC e a adoção de manutenção remota preditiva. A apresentação foi conduzida por Maggie Chou, gerente de Produtos Digitais Inteligentes.

O evento contou ainda com dados de mercado apresentados por Fabio Assunção, da GfK/NIQ. Segundo o executivo, o segmento de climatização cresce acima da média de eletrodomésticos, mesmo com desaceleração da economia, puxado principalmente pelos mercados do Brasil e da Argentina.

Henry Hwong, da AHRI, abordou as novas regulamentações e padrões de eficiência energética, enquanto José Jorge Nascimento, presidente da Eletros, indicou crescimento de 29% no mercado brasileiro de ar-condicionado em 2025, com concentração produtiva na Zona Franca de Manaus.

Na área de pós-venda, foram apresentados casos como os programas no Peru, Venezuela e México. No Brasil, destacou-se o Midea Club, voltado a instaladores, com 22 mil profissionais cadastrados. A plataforma oferece treinamentos, certificações e benefícios.

Encerrando a programação, Carter Yang, diretor de Vendas RAC LATAM, anunciou a meta de aumento de 20% nas vendas até 2027. Tim Xie, diretor de Vendas MBT LATAM, detalhou o plano para alcançar a terceira posição regional no setor de Building Technologies.

Primeira mulher assume franquia da CentralAr.com no RJ

Inauguração reforça presença feminina no setor de climatização, ainda marcado pela predominância masculina

A CentralAr.com, empresa do setor de climatização com sede em Araçatuba (SP), inaugurou sua primeira loja franqueada no estado do Rio de Janeiro. A unidade funcionará no bairro Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da capital fluminense, e será gerida por Elane Menezes, empresária com trajetória no setor.

A presença de mulheres no setor de climatização ainda é minoritária. Segundo Elane Menezes, embora a participação feminina no mercado de trabalho tenha avançado em diversas áreas, a refrigeração segue sendo um espaço predominantemente masculino. “Estamos conquistando nosso espaço”, afirmou.

A rede comercializa equipamentos de marcas como LG, Midea, Fujitsu, Samsung, Consul e Electrolux. Como parte de seu plano de expansão, a empresa prevê alcançar 200 unidades franqueadas nos próximos cinco anos.