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ABRAVA realiza o III Encontro Nacional de Mulheres do Setor AVAC-R

Marcado para acontecer no dia 05 de março, o III Encontro Nacional de Mulheres do Setor AVAC-R será realizado pelo Comitê de Mulheres da ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento. O Encontro tem por objetivo ser uma referência para as mulheres do setor HVAC-R, que buscam equidade de gênero e transformação de valor da presença feminina no setor. O evento acontecerá de forma híbrida, em São Paulo no auditório do SEBRAE, e de forma online. As inscrições estão abertas e são gratuitas.

Antecipando o Dia Internacional das Mulheres, a escolha do dia 05 de março, um sábado, foi decidida pelo Comitê para que todas as mulheres que atuam no setor HVAC-R possam participar. Neste sentido, a programação também foi considerada de acordo com temas relevantes e o público esperado para o Encontro.

A programação do evento contará com renomadas profissionais que abordarão alguns aspectos da presença feminina no mercado de trabalho, entre elas: a Prof. Anna Cristina Dias – docente da FATEC Itaquera e uma das gestoras do Comitê de Mulheres da ABRAVA,  que abordará o tema A Importância das Mulheres na Engenharia”; e Simone Pimenta – Diretora de Recursos Humanos da Danfoss, que destacará a temática “Catalisador de mudanças: a COVID-19 revolucionando competências de liderança no mundo corporativo”.

Na grade do Encontro, a realização do painel “Desafios do Empresário”, mediado por Paula Souza, Gerente de Projetos de Customer Experience da Danfoss, e também uma das gestoras do Comitê, terá como convidadas Angela Faria, representante do SEBRAE, e Graciele Davince, sócia diretora da Eletrofrigor.

O conhecimento técnico também não poderia ter ficado de fora deste Encontro, duas palestras técnicas comerciais serão ministradas: Soluções Emerson para um mundo mais sustentável, com Joana Canozzi, da Emerson; e uma segunda palestra da Johnson Controls, com tema e palestrante a ser confirmados.

PMOC mantém padrões operacionais de sistemas VRF e multi-split

Técnico aplicando o PMOC em VRF

Instituído pela Lei Federal nº 13.589/2018, o Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) é o conjunto de documentos em que constam todos os dados da edificação, do sistema de climatização e responsável técnico, bem como procedimentos e rotinas de manutenção comprovando sua execução.

Deve ser executado nos sistemas de climatização de equipamentos, de qualquer capacidade, de edifícios de uso público e coletivo, como repartições, prédios comerciais, hospitais, shoppings, indústrias, supermercados, restaurantes, entre outros estabelecimentos. Nesses locais, ficam a maioria dos equipamentos com fluxo de refrigerante variável (VRF) e multi-splits vendidos no Brasil.

O VRF é mais robusto, permitindo tubulações mais longas e acoplamento de até 64 unidades evaporadoras. Cada unidade interna opera de forma individual e conta com uma válvula de expansão exclusiva. É ideal para locais de grande circulação. Já o multi-split permite acoplar até oito unidades evaporadoras em uma só condensadora, sendo mais indicado para instalações menores e residências.

Quatro tipos de evaporadoras podem ser usados em sistemas VRF – hi-wall, cassete, dutadas para baixa/média/alta pressão (para pequenos e grandes ambientes) e piso-teto. No caso da condensadora, opta-se ou por condensação a água (utilizada onde há pouco espaço para montagem e sem área de ventilação), ou por condensação a ar (indicada para área livre para montagem e com boa ventilação).

No caso de sistemas de climatização com capacidade acima de 5 TR (15.000 kcal/h = 60.000 BTU/h), os proprietários, locatários e prepostos deverão manter um responsável técnico habilitado. Esta obrigação está descrita no artigo 6º da Portaria 3.523/1998, do Ministério da Saúde.

“O PMOC é fundamental para aplicações de VRF, como forma de adequadamente manter os sistemas operacionais dentro de seu envelope de funcionamento, sob regime definido pelos fabricantes. Isto irá gerar um ambiente seguro – especialmente durante a pandemia –, econômico e de grande retorno de investimento e satisfação dos usuários”, afirma o engenheiro Arnaldo Lopes Parra, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).

Especialista em PMOC, ele salienta que a boa manutenção assegura a longevidade e performance dos equipamentos, economizando energia, água e protege o investimento, além de propiciar um ambiente agradável, incrementando a produtividade e combatendo o absenteísmo.

“As técnicas corretas de manutenção ainda diminuem substancialmente os custos com reposição de peças, pois os equipamentos irão operar com maior eficiência dentro dos parâmetros de fábrica”, completa.

Como exemplo, Parra lembra que um equipamento operando perto do seu ponto de “desarme por alta pressão”, está consumindo cerca de 40% a mais de energia, o que já justifica totalmente as intervenções de conservação. “Se considerarmos que para um edifício comercial médio, o gasto de energia elétrica com ar-condicionado se situa em 40%, podemos estimar o tamanho da economia”, pondera.

A falta de atenção à qualidade do ar interior e/ou a não observação dos requisitos do PMOC podem influenciar diretamente na saúde das pessoas de modo geral.

Segundo o diretor da Abrava, estas situações inevitavelmente levarão ao acúmulo de impurezas nos diversos componentes dos climatizadores, tais como excesso de pós e cargas de micro-organismos em filtros, bandejas, serpentinas, ventiladores e dutos, entre outras peças.

“O excesso de pó e outros poluentes proporciona crescimento de colônias de fungos, servindo inclusive para a propagação de cargas virais, de forma descontrolada. Quando um prédio chega a estas condições, dizemos que ele tem a chamada Síndrome do Edifício Doente”, ressalta Parra.

Negligência

Além dos problemas relacionados à saúde, o não atendimento às regras estabelecidas pelo PMOC traz reflexos legais, segundo a Lei Federal nº 13.589/2018, a Portaria nº 3.523/1998 e Resolução RE-09 (Anvisa), prevendo punições para eventual negligência.

O descumprimento total ou parcial do PMOC expõe o proprietário do estabelecimento às penalidades previstas na Lei nº 6.437/1977, com multa de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, com base na gravidade e porte do estabelecimento, sendo dobrado na reincidência, além de sanções civis.

“Se também ocasionar níveis de poluição para os ambientes climatizados acima dos estabelecidos na RE-09 da Anvisa, acaba por infringir também a Lei Federal nº 6.938/1981 e a Resolução 491 (Conama), gerando crime de poluição, passível de punição conforme estabelece a Lei Federal nº 9.605/1998 (de um a quatro anos de detenção), o Decreto Federal nº 6.514/2008, com multa de R$ 5 mil a R$ 50 mil, além de outras sanções”, esclarece Parra.

O especialista explica que a falta do PMOC, ou mesmo a exposição de trabalhadores a níveis de poluentes acima do estabelecido na Resolução RE-09 Anvisa, pode ensejar também demanda trabalhista por trabalho em ambientes insalubres de grau médio a máximo, de acordo com as normas regulamentadoras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

O engenheiro enfatiza que há uma preocupação crescente das autoridades em relação ao PMOC da climatização, especialmente neste momento de pandemia. “Entretanto, ainda temos uma grande missão a desempenhar para bem da população em geral”, considera.

Em passado recente, a Abrava desenvolveu um grande programa de treinamento para os agentes sanitários, objetivando que as fiscalizações ocorressem de modo técnico e justo, evitando incongruências.

“Colhemos bons resultados até aqui, e mais recentemente por conta do surto pandêmico, temos outras autoridades adquirindo consciência e preocupação com os aspectos da saúde dos trabalhadores e população em geral”, complementa.

A Fase III do CT RAC Bitzer triplica a área de laboratório e treinamento prático em refrigeração comercial 

A RAC Brasil descerrou em janeiro a placa de inauguração da Fase III do Centro de Treinamento RAC Bitzer, acrescentando amplo espaço e novos recursos técnicos ao CT existente, permitindo à RAC e a Bitzer a possibilidade de treinamentos práticos, intensivos e avançados, em seus cursos de refrigeração comercial e economia energética.

A Fase III do CT RAC Bitzer acrescenta uma central de frio operacional usando CO2 subcrítico, câmara fria educacional de congelados usando válvula de expansão eletrônica, laboratório de compressor duplo estágio, válvulas de pistão motorizado e condensação flutuante, unidade condensadora a água, unidade condensadora montável no local e rack montável com 3 compressores semi-herméticos.

Os treinamentos e cursos da RAC são intensivos e para públicos variados, de diferentes perfis. Eles recebem de iniciantes a profissionais experientes, de mecânicos praticantes a engenheiros de projeto, de gerentes de manutenção a donos de empresas usuárias finais da refrigeração comercial. Os treinamentos da RAC programados para 2022, em um total de 28 turmas aproximadamente, disponíveis no site da RAC, incluem um curso geral em Refrigeração Comercial e outros 3 cursos direcionados a tópicos específicos: Válvulas de expansão e Unidades Condensadoras, Centrais de Frio CO2 Subcrítico e Compressores Duplo Estágio & Válvulas de Pistão Motorizado, com ênfase em economia energética.

O evento de descerramento da placa contou com a participação de personalidades tais como Arnaldo Basile, Presidente Executivo da ABRAVA, Pedro Evangelinos, Presidente do Conselho da Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves e Presidente do SINDRATAR, Fernando Bueno, CEO da Bitzer Compressores Ltda, Marcos Burin, Diretor e sócio da Refrio Coils & Coolers, Osvaldo Bueno, Presidente do Instituto Brasileiro do Frio e Presidente do Comitê ABNT/CB-055, bem como online Augusto Dalma Boccia, Diretor da São Rafael Câmaras Frigoríficas e Eduardo Macedo, Diretor da Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves, entre outros ilustres presentes e participantes.

A RAC teve todo o apoio de seus parceiros Bitzer Compressores, Refrio Coils & Coolers e São Rafael Câmaras Frigoríficas para a Fase III do CT.

Fonte: RAC Brasil

Programa ABRAVA Exporta convida empresas para rodada de negócio

Empresas da Argentina, Chile, Colômbia, México e Paraguai, participarão entre os dias 14 e 18 de fevereiro de 2022, da Rodada de Negócios Virtual Mercado Latino-americano 2022 promovida pelo Programa Abrava Exporta, projeto de parceria entre a Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). O evento tem como objetivo fomentar negócios através de reuniões virtuais entre potenciais compradores internacionais, demandantes dos produtos do setor HVAC-R e empresas nacionais, para o conhecimento do potencial tecnológico das empresas brasileiras e estreitamento de relações para futuras transações comerciais.

Segundo a gestora do Programa Abrava Exporta, Leila Vasconcellos, “as rodadas de negócios realizadas pelo Programa têm trazido importantes negócios para as empresas brasileiras dos setores que a Abrava representa, além da internacionalização destas, contribuindo para o aumento das exportações e inserção de seus produtos no mercado internacional”.

Para esta Rodada 2022, o Programa convidará 10 empresas, representadas por potenciais compradores internacionais, incluindo-se importadores, empresas de engenharia e distribuidores.

Para a arregimentação dos compradores, o Programa Abrava Exporta fará uma análise dos produtos das empresas brasileiras inscritas no evento, visando convidar compradores específicos que potencializem suas exportações e gerem novos relacionamentos comerciais.

As reuniões serão realizadas virtualmente em salas individuais, com horários pré-agendados e com o suporte técnico da equipe do Programa Abrava Exporta e empresa de arregimentação contratada que acompanhará as agendas de cada empresa.

Setores de ar condicionado e climatização cresceram em 2021 e continuará aquecido em 2022

Este e outros números foram apresentados no último dia 27 de janeiro, durante o encontro ABRAVA de Portas Abertas – “Perspectivas e Planejamento 2022 para o Setor AVAC-R”, pelo economista Guilherme Moreira, Coordenador do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da ABRAVA e por representantes dos Departamentos Nacionais de Ar Condicionado, Refrigeração e Comércio.

O debate em torno desses cenários contou ainda com Matheus Lemes, Diretor de Serviços da Trane e Presidente do Departamento Nacional de Ar Condicionado da Abrava; Marcos Almeida, Diretor de Vendas e Marketing da Emerson e Vice-presidente do Departamento Nacional de Refrigeração Comercial; e Toríbio Rolon, Gerente de desenvolvimento de Novos Negócios e Corporações e Vice-presidente do Departamento Nacional de Comércio.

De acordo com Moreira, baseado em projeções da ABRAVA e em diversos indicadores divulgados, o aquecimento das importações de insumos e equipamentos do HVAC-R comprova que 2021 foi um ano de recuperação para o mercado do frio, atingindo 9,8% de expansão, contra um PIB de 4,6% (projeção do Banco Central), com perspectiva de 5,5% para 2022 e 5% para 2023.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do governo federal, comprovam esta realidade. No ano passado, o setor importou US$ 1,185 bilhão em compressores e bombas e ventiladores (+29,6%) ante US$ 914,4 milhões (2020); US$ 688,1 milhões (2021) em aparelhos de ar-condicionado (+21,7%) contra US$ 565,5 milhões (2020); e US$ 318,8 milhões (2021) em refrigeradores e congeladores (+30,9%) ante US$ 243,5 milhões (2020).

Da mesma forma, o forte crescimento das exportações de carnes refrigeradas e congeladas confirmou a boa fase do segmento de refrigeração. Segundo o levantamento, com dados da Secex, somente com carnes congeladas de bovinos, o país registrou crescimento de 25,2% em vendas em 2021 em comparação a 2020.

Este e outros números estão na pesquisa “Termômetro ABRAVA – Resultados 2021 e Perspectivas 2022”, realizada com 75 empresas associadas nas duas primeiras semanas de janeiro deste ano, e apresentada no evento. De modo geral, os empreendedores estão otimistas com o que 2022 terá a oferecer ao mercado.

Para 47,14%, as condições gerais das empresas em relação a empregos melhoraram no segundo semestre de 2021 em comparação ao primeiro semestre do mesmo ano. Já 44,29% disseram que as condições permaneceram as mesmas. Número similar (45,17%) foi registrado em torno das condições gerais acerca de investimentos no mesmo período comparado. O Termômetro aborda ainda faturamento, que para 51,43% dos entrevistados melhorou, além de exportações e acesso a insumos e matérias-primas.

“A crise causada pela pandemia foi desigual, pois afetou mais famílias de baixa renda. No entanto, famílias de média e alta renda elevaram gastos, favorecendo especialmente os segmentos de Ar Condicionado e Refrigeração em 2021”, enfatiza o estudo, acrescentando que a “retomada das atividades de serviços favorece também o segmento de equipamentos de ar-condicionado de grande porte”.

Para este ano, segundo a pesquisa, 55,5% dos empresários do setor entrevistados estão otimistas ou muito otimistas com as exportações, enquanto 54,3% referiram-se ao faturamento. Em relação à retomada do emprego e dos investimentos, este estado ânimo tomou conta de 52,9% e 48,9% dos participantes, respectivamente.

“O ano de 2022 será difícil, com eleição e incertezas. Houve recuperação de empregos em 2021, mas perda de massa salarial. Com inflação elevada, vimos uma perda de renda e poder de compra, afinal os preços subiram”, cravou Moreira, enfatizando os bons resultados do setor da construção civil para imóveis de médio e alto padrão em 2021. “E continuará assim em 2022, uma boa notícia para a área de ar condicionado residencial e equipamentos centrais. Mas em 2023, deve haver uma desaceleração”, alertou.

Para o varejista Toríbio Rolon (Dufrio), VP do DN de Comércio da ABRAVA, os dados colhidos sobre o mercado em 2021 mostram que o Brasil não é para principiantes. “O comércio se adapta muito rápido. Enquanto a indústria consegue se planejar, o varejo é mais estratégico. Para as classes mais altas, o split e as instalações serão mais procurados, enquanto para as menos favorecidas, haverá maior demanda por manutenção de equipamentos, como trocas de compressor e filtros”, exemplificou.

Igualmente otimista, o representante da indústria, Matheus Lemes (Trane), Presidente do DN de Ar Condicionado, apontou que mesmo com alguns solavancos, o setor deve crescer mais modestamente em 2022, mesmo com a abertura de mais oportunidades, vide a alta na importação de insumos.

“Tal otimismo pode ser explicado porque a indústria talvez esteja alavancada por estoques, por causa da crise global da cadeia de suprimentos. Além disso, a crise hídrica já está levando a uma maior procura por produtos inverter, que tenham menor consumo de energia”, argumentou.

Segundo o gestor, o mercado tem provado uma digitalização da prestação de serviços, um tipo de “uberização”, já usado pelo comércio ao buscar prestadores de serviço, abrindo inclusive oportunidades para empresas de pequeno e médio porte e MEIs.

“Serviços corretivos e de reparos para escolas, que estavam paradas e agora retornam, e portanto irão precisar de manutenção de seus equipamentos, vão contribuir para o crescimento do setor neste ano”, apontou Lemes, mesmo com Copa do Mundo e eleições no segundo semestre.

Já Marcos Almeida, VP do DN de Refrigeração Comercial da ABRAVA, comentou que a refrigeração, por estar em todos os setores da economia, acaba sendo resiliente em momentos como este em que vivemos. “Além disso, há grandes movimentações regulatórias e tecnológicas, como os novos gases refrigerantes a exemplo do  R290 e CO2, e isso tudo movimenta a cadeia produtiva”, salientou o representante da indústria de soluções de automação.

 

Fonte: ABRAVA

 

SINDRATAR-SP tem nova diretoria

No dia 03 de janeiro, Pedro Constantino Evangelinos foi empossados na diretoria do Sindratar-SP – Sindicado da Indústria de Refrigeração, Aquecimento, e Tratamento de Ar do Estado de São Paulo.

Em seu discurso o novo presidente agradeceu os diretores empossados e destacou ações prioritárias da nova gestão dedicadas a reestruturação orçamentária, fomento de mercado e fortalecimento da indústria nacional do segmento e atuação estratégica com a FIESP, CIESP e SENAI.

Ressaltou a importância da aliança estratégica com a ABRAVA cuja sinergia e proximidade propiciará ganhos institucionais e economia de recursos necessária para o momento. A defesa dos interesses do segmento, promoção do desenvolvimento do conhecimento, geração de empregos e atenção às novas tecnologias também formam a base da nova diretoria.

Evangelinos também anunciou o desenvolvimento de pesquisa junto as empresas associadas para identificar necessidades e oportunidades das indústrias tendo por objetivo uma atuação para resultados alinhados às expectativas das indústrias do segmento HVAC-R do Estado de São Paulo.

 

Chapa eleita

Presidente Pedro Constantino Evangelinos

Vice-Presidente – Samoel Vieira de Souza

Secretário – Paulo Américo dos Reis

1º Tesoureiro – Francisco Falcão Lopes

2º Tesoureiro – Jorge Eduardo Monteiro Mello

Diretor – Augusto Dalman Boccia

Diretor – Diogo Pires Prado

Diretor – Paulo Roberto Solimeo

Diretor – Ricardo Facuri

Diretor – Wagner Marinho Barbosa

 

Conselho Fiscal

Conselheiro – Celso Cardoso Simões Alexandre

Conselheiro – Wadi Tadeu Neaime

Conselheiro – Cláudio Kazuo Misumi

Conselheiro Suplente – Oswaldo De Siqueira Bueno

Conselheiro Suplente – Carlos Alberto Cofre Venegas

Conselheiro Suplente – Duílio Terzi

Delegado Efetivo – Fernando Bueno

Delegado Efetivo – Jovelino Antonio Vanzin

Delegado Suplente – James José Angelini

Delegado Suplente – Vinicius de Abreu Evangelinos

Em plena retomada, setor tem 2021 acima das expectativas

Mesmo com todas as dificuldades causadas pela pandemia, como a falta e encarecimento de matéria-prima, HVAC-R finaliza positivamente o ano, enxergando 2022 com mais cautela.

Crescimento do setor de entrega de comida durante a pandemia ajudou a impulsionar mercado de refrigeração comercial

Ainda que a pandemia de covid-19 tenha continuado a afetar fortemente, em 2021, o equilíbrio da oferta e demanda mundial de matéria-prima, componentes e suprimentos, como semicondutores, cobre, alumínio e peças derivadas de aço, a cadeia produtiva do frio nacional finaliza o ano de forma muito positiva.

A avaliação foi colhida pela Revista do Frio entre players da indústria e do varejo, para quem a aceleração da vacinação ao longo do ano e a consequente reabertura da economia foram decisivas para que o setor tornasse a operar com números mais confortáveis.

Esta percepção é chancelada pelo último Boletim Econômico da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Divulgado no final de novembro, o documento apresentou análises sobre a situação macroeconômica do País e do HVAC-R.

De acordo com a publicação, o segmento de ar condicionado deve encerrar 2021 com crescimento acima de 20% para produtos residenciais, e 5% para equipamentos centrais. Para 2022, espera-se um impulso extra pelo forte crescimento dos lançamentos imobiliários, projetando expansão acima de 5% para os equipamentos residenciais e 3% para os centrais.

“Voltamos a um nível de vendas superior a 2019 e crescemos fortemente neste ano em comparação a 2020”, celebra o diretor sênior para divisão de climatização da Danfoss na América Latina, Renato Silveira Majarão, citando como desafio adicional do mercado a pressão exercida nas margens devido à escalada de preços de diferentes commodities.

Ao longo do ano, a companhia continuou adotando o home office em praticamente todas as atividades de escritório, graças aos diferentes sistemas de informação que implementou, ação que proporcionou às operações obter alta performance.

“Também fortalecemos as atividades relacionadas à cadeia de suprimentos, com o objetivo de garantir as entregas em linha com as expectativas de nossos clientes. Esta iniciativa foi levada adiante porque a linha de produtos da Danfoss é fabricada em diferentes países ao redor do mundo”, acrescenta Majarão.

Internamente, a empresa criou diferentes times de trabalho e tratou o tema como algo crítico envolvendo diversos níveis da organização, processo que abriu a oportunidade para se buscar diferentes soluções.

“Como resultado, melhoramos o nível de entrega. O problema persiste e, em nosso entendimento, 2022 seguirá sendo afetado, ao menos durante o primeiro semestre. Além da escassez, toda a situação da cadeia de suprimentos impactou fortemente as margens de vários produtos, o que também tem sido tratado como um tema crítico internamente”, descreve o gestor da Danfoss.

Embora siga o calendário fiscal japonês, que é finalizado em março de cada ano, a Nidec Global Appliance, dona da marca Embraco, projeta fechar o período equivalente a 2021 com 10% de crescimento nas vendas.

“A pandemia fez as pessoas ficarem mais tempo em casa e muitas optaram por trocar seus eletrodomésticos por modelos maiores e mais modernos. Ao cozinhar mais em casa, passaram a comprar mais alimentos frescos e a consumir mais em mercados menores da vizinhança, demandando mais dos equipamentos de refrigeração do varejo de alimentos em geral”, analisa o diretor de vendas e engenharia de aplicação para refrigeração comercial e distribuidores na América Latina, Sander Maluta.

De acordo com ele, outro segmento com forte crescimento foi o de delivery de alimentos, que demandou equipamentos de refrigeração nas cozinhas dos estabelecimentos. “Da mesma forma, os resultados positivos alcançaram o segmento de aplicações médicas e científicas, para a devida conservação de vacinas, medicamentos, bancos de sangue e outros itens indispensáveis nesse período, incluindo os equipamentos de refrigeração de ultra baixa temperatura, necessários para alguns tipos de vacinas da covid-19”, complementa.

O diretor da multinacional pondera que tudo isso impactou positivamente o mercado de compressores e unidades condensadoras da marca Embraco, tanto para refrigeradores residenciais quanto para equipamentos de refrigeração comercial, incluindo o varejo de alimentos, serviços de alimentação, expositores e aplicações médicas.

Ao enfrentar a ruptura das cadeias produtivas e logísticas provocada pela pandemia, a Nidec Global Appliance adotou um projeto estratégico denominado double country source. “No caso dos nossos clientes, procuramos produzir modelos estratégicos em pelo menos dois países. O mesmo estamos fazendo com relação aos fornecedores. Quando são materiais estratégicos, incluímos dois fornecedores de países diferentes. Sempre para mitigar riscos”, pontuou Sander.

Na mesma esteira de crescimento, a Mayekawa do Brasil fecha 2021 com saldo bastante positivo. Ao acreditar na retomada, a empresa deu início à expansão de sua unidade fabril em Arujá (SP) e conseguiu dar continuidade aos projetos iniciados antes do evento pandêmico. Além disso, contratou novos profissionais, processo que deve acontecer ainda em 2022.

“Nosso trabalho é realizado dentro de um planejamento com todas as áreas e entre elas. Este delineamento é realizado antes de começar o ano, durante e, mesmo depois dele, avaliamos o período para entendermos o que deu ou não certo. Esta organização fez com que conseguíssemos atuar de forma eficaz”, afirma a coordenadora de marketing da empresa, Caroline Braga.

Voltada ao mercado em soluções de engenharia térmica, a Mecalor também colheu ótimos resultados em 2021 e projeta fechar o ano com crescimento de dois dígitos nas vendas em relação ao mesmo período de 2020, resultado acima da expectativa.

Os bons ventos abriram para a companhia oportunidades de expansão, a exemplo da aquisição da Transcalor e as parcerias com a canadense Smardt, especializada em chillers com tecnologia de compressores oil-free, e com a suíça HB-Therm, do segmento de controladores de temperatura para o mercado de injeção plástica.

O diretor comercial Marcelo Zimmaro alega que a empresa precisou absorver aumentos muito significativos de custos de matéria-prima relacionados a commodities, como aço, cobre e alumínio, e de eletroeletrônicos, a exemplo de controladores de temperatura e CLPs.

“Procuramos segurar ao máximo os repasses ao mercado, mas isso impactou no preço final dos nossos produtos. Também operamos com um alongamento de prazo de entrega de alguns fornecedores importantes, devido à falta de produtos, o que nos obrigou a ser mais eficientes no planejamento de vendas e compras”, explica.

O ano que termina também foi muito positivo para os negócios da Elgin, impulsionados pelo posicionamento de mercado da empresa e pela credibilidade conquistada em sete décadas de mercado. A multinacional reporta o expressivo crescimento de 60% em comparação a 2020.

Segundo a companhia, 2021 foi marcado por uma grande retomada proporcionada pela demanda reprimida, com muitos investimentos em infraestrutura de TI, prédios, softwares e contratação de pessoal.

Além disso, houve aumento da disponibilidade de produtos, reforço de equipe e ganho de eficiência de trabalho.

“Nossas linhas de produção estão a todo vapor e é possível confirmar isso pelas diversas contratações realizadas. Não tivemos demissões, porém fechamos a fábrica de São José dos Campos (SP) e mudamos as operações para a unidade de Mogi das Cruzes (SP), a fim de otimizar a nossa produção”, ilustra o diretor da unidade de refrigeração da Elgin, Omar Aguilar.

Uma das varejistas mais bem avaliadas do setor, a Eletrofrigor, de Niterói (RJ), ajustou sua estratégia durante 2021 e estudou ainda mais os detalhes do negócio, trabalhando muito com foco em organizar processos e analisar dados históricos, com o objetivo de fazer mais com menos, enquanto acompanhava o desenrolar dos cenários econômico e de consumo.

Além disso, a empresa está passando por uma transformação digital interna, com a automação de processos e mudança significativa em sua presença digital.

“Estamos fechando o ano muito animados, executando nosso plano estratégico. Estamos crescendo, com a expansão da loja Niterói, o fortalecimento da nossa frente comercial e o aumento da equipe. Apesar das incertezas do cenário de 2021, foi muito positivo para a nossa empresa. Crescemos muito”, enfatiza a CEO Graciele Davince Pereira, ressaltando que mesmo assim a empresa foi prejudicada pela falta de peças, principalmente derivados de aço.

Expectativas para 2022

Embora estejam muito otimistas sobre os negócios em 2022, as empresas do setor, de modo geral, ainda esperam encontrar algumas dificuldades, como apontou o Boletim Econômico da Abrava.

A Danfoss, por exemplo, acredita em um ano mais normal, com um crescimento menos intenso do que o visto em 2021. A Eletrofrigor informa que tem planos de seguir sua expansão e está em fase de definição de seu plano estratégico para o próximo ano.

Apesar de cautelosos por conta da instabilidade na economia e na cadeia logística, a Nidec Global Appliance planeja uma série de lançamentos em 2022, tanto para o mercado de refrigeração comercial, incluindo compressores e unidades condensadoras e seladas, quanto para o segmento de reposição (distribuidores).

Já a Mecalor espera um ano difícil pela frente, com crescimento bem menor do que 2021 e muitas incertezas geradas pelas eleições. “O objetivo será não perder market share no segmento industrial, e investir em uma nova unidade de negócios voltada para o mercado de ar-condicionado, aproveitando o lançamento de novos produtos para climatização de precisão”, pontua o gerente de desenvolvimento de negócios George Szegö.

Fabricante de equipamentos e sistemas para refrigeração industrial, a Mayekawa do Brasil continuará trabalhando fortemente nas áreas de alimentos, bebidas, lácteos, óleos e azeites, petroquímica, mineração, entre outros, oferecendo um line up completo de soluções eficientes e sustentáveis.

Muito otimista, a Elgin pretende crescer de 30% a 35% em 2022, focando em exportações e no desenvolvimento de novos produtos. Prevê inclusive o lançamento da nova família de unidades condensadoras de 23 hp a 66 hp, além de novos condensadores remotos. “Além disso, investiremos no desenvolvimento de linhas de produtos para a aplicação de fluídos naturais”, completa o diretor Omar Aguilar.

Comitê de Mulheres da ABRAVA se reúne em São Paulo

O empreendedorismo e a criatividade são ferramentas que possibilitam as mulheres derrubarem barreiras e vencerem os preconceitos, buscando parcerias e tecendo uma rede de conexões, objetivando a independência econômica e social. Foi neste contexto, que no dia 07 de dezembro, o Comitê de Mulheres da ABRAVA realizou o 1° Café com Conteúdo: Um encontro com as mulheres do HVAC-R. Para a ocasião, o Comitê convidou três mulheres empoderadas para discorrerem a respeito do posicionamento das mulheres na sociedade, foram elas: Alinne Rosa – RX, Ângela Farias – SEBRAE Delas e Maria Clélia da Silva do Projeto PAE. O evento aconteceu na sede da Associação de forma híbrida, online e presencial, atendendo todos os protocolos sanitários exigidos no momento.

Para Paula Souza, uma das gestoras do Comitê, “o evento veio coroar o trabalho de uma gestão que encontrou muitos desafios e foi superando-os um a um. Levantamos discussões importantes e mostramos como as mulheres estão quebrando paradigmas nas áreas de empreendedorismo, liderança de grandes empresas, e flexibilidade frente às limitações impostas pela pandemia do COVID-19, tudo com muita delicadeza e energia. Nossas palestrantes deram uma aula de resiliência e resultados.”

O evento foi aberto com a mensagem virtual da Presidente do Comitê de Mulheres da ABRAVA, Priscila Baioco, que agradeceu a presença das participantes, das palestrantes pela disponibilidade e por compartilharem seus conhecimentos e experiências, e desejou um ótimo evento a todos.

Na sequência, a também mediadora do encontro, Paula Souza, discorreu a respeito do trabalho desenvolvido pelo Comitê, desde a sua criação oficial no mês de março de 2020 até o momento, destacando algumas das principais realizações, entre elas alguns dados apontados na pesquisa realizadas com mulheres do setor HVAC-R, as informações apuradas serviram de base para planejamento de ações para 2021.

O Eng° Arnaldo Basile, presidente executivo da ABRAVA, esteve presente no evento, e em sua participação na abertura destacou que a ABRAVA atua com dois vieses, desenvolver e apoiar todas as iniciativas que apresentem novas tecnologias, e a disseminação das boas práticas técnicas e de engenharia que fazem acontecer as movimentações do setor. Finalizou parabenizando o Comitê de Mulheres da ABRAVA pela atuação, e frisou “o nosso setor é pujante e democrático, é um setor que oferece oportunidades de empreendedorismo para todos os níveis profissionais, intelectuais e sociais, o trabalho do Comitê corrobora com essa premissa”.

O ciclo de palestras foi iniciado com a participação de uma convidada especial para a Associação, a analista de negócios do SEBRAE/SP, Ângela Farias, que também é gestora do projeto de Empreendedorismo Feminino SEBRAE DELAS/SP. Em sua palestra, Ângela expôs dados relevantes a respeito da presença das mulheres no mercado de trabalho por meio de frentes de empreendedorismo, destacou a estrutura de cursos e mentorias que o SEBRAE oferece para que as empreendedoras possam formalizar e potencializar seus negócios, e discorreu a respeito dos princípios do empoderamento das mulheres, da ONU Mulheres e do Pacto Global das Nações Unidas, sete princípios orientadores voltados ao empoderamento econômico das mulheres. O momento oficializou a parceria entre a ABRAVA e o SEBRAE.

A segunda convidada, Alinne Rosa, VP de Recursos Humanos para as Américas na Reed Exhibitions, falou a respeito de Soft Skills, termo em inglês usado por profissionais de recursos humanos para definir habilidades comportamentais, competências subjetivas difíceis de avaliar, e tendências globais. Em sua fala de abertura da palestra, destacou a importância da família, trabalho e carreira. Destacou ainda, como a pandemia impactou nas estruturas organizacionais das empresas e as crenças do mundo corporativo que foram desafiadas com mais cobranças, e foi neste momento que as competências de cada um dos profissionais ficaram mais em evidência. A mudança na rotina de todos exigiu resiliência, adaptabilidade, flexibilidade, habilidades digitais, comunicação e planejamento, que foram aos temas que nortearam todo o período, e a mensagem que fica e está no ciclo da confiança é empatia, que deve ser a tônica para as empresas. Alinne Rosa encerrou suas considerações fazendo um chamado a todos, para que sejam mais humanos e empáticos em suas relações.

Encerrando o ciclo de palestras do dia, a convidada Maria Clelia, falou a respeito de diversidade e inclusão no acesso ao mercado trabalho. Maria Clélia é diretora e cofundadora do projeto P.A.E – Programa de Atendentes Eficientes, é mãe do Alessandro Cerabino , portador da síndrome de down e um “atendente eficiente” em feiras e eventos, e contou um pouco de suas histórias, do preconceito e das muitas vitórias e realizações à frente do projeto.

O Café com conteúdo contou com a participação de mais de 60 pessoas, entre elas, a Prof. Anna Cristina, também gestora do Comitê, mulheres membros do Comitê, executivas de diversas empresas do setor HVAC-R, diretores e staff da ABRAVA, entre outras convidadas.

O Café com Conteúdo foi patrocinado pelas empresas: Armacell, Sicflux, Trane e Trox. E, apoiado pelas entidades: P.A.E, REED, SMACNA e SEBRAE.

 

Fonte: ABRAVA

A hora e a vez da Indústria 4.0

Inovações tecnológicas desenvolvidas com base na Internet das Coisas, como a conectividade a distância e a manutenção remota, incrementam a busca por produtos que atendam às demandas de eficiência energética, manutenção e operacional.

Tecnologias que geralmente só víamos em filmes de ficção científica, como acesso remoto e controle de equipamentos a distância e por comandos de voz, além de armazenamento de informações em nuvem, já chegaram ao HVAC-R e avançam gradualmente, no que o mercado em geral nomeou de “Indústria 4.0”.

De olho na astronômica cifra de US$ 10 trilhões que a Internet das Coisas (IoT) e suas ramificações devem gerar em investimentos até 2030 em todo mundo, segundo especialistas na área, os fabricantes do setor estão apostando em sistemas ciber-físicos de inteligência para monitorar, gerenciar, rastrear, prever e otimizar a operação de sistemas de ar-condicionado e de refrigeração, em tempo real e de qualquer localização do mundo por meio de um ponto de conectividade.

Tal movimento se acelerou a partir do avanço da Internet das Coisas (IoT), com a ampliação da oferta de acesso à tecnologia 5G para redes móveis e banda larga. Em um futuro próximo, a IoT proporcionará toda a interface da linha branca, de eletroeletrônicos e eletroportáteis diretamente entre o suporte técnico e o consumidor.

Para a indústria do frio, a conectividade está abrindo portas para a coleta e análise avançada dos dados de operação de sistemas, possibilitando a identificação de oportunidades de melhorias, a tomada de decisões baseadas em dados e a validação dos resultados das ações implementadas. “Está havendo uma revolução na maneira como se faz a gestão de uma instalação, com foco em energia, sustentabilidade e/ou confiabilidade. Como novos avanços, podemos considerar o uso de robôs autônomos, big data e data analytics, fabricação aditiva e realidade aumentada”, argumenta Matheus Lemes, executivo da Trane e presidente do Departamento Nacional de Ar Condicionado da Associação Brasileira, Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento (Abrava).

O dirigente acredita que todos esses avanços na indústria levam a diversos benefícios para todo o ecossistema do frio, como um maior nível de automação, melhor aplicação da manutenção preditiva, adoção de machine learning, auto-otimização de melhorias de processos e novo nível de eficiência e capacidade de resposta aos clientes.

Segundo ele, o que se viveu na primeira década deste século difere-se do que estamos vivendo atualmente, pois tivemos revoluções que trouxeram grandes ganhos para as empresas, principalmente com o avanço da automação e das melhorias na conectividade, que permitiram maior eficiência e produtividade.

“Com isso, os fabricantes precisam adaptar cada vez mais seus produtos, inovações e serviços para o mercado, e os técnicos estão sendo capacitados para aprofundar conhecimentos sobre essas tendências. Já os varejistas estão fazendo grandes alianças técnico-comerciais visando atender aos mais diversos clientes, fundamentando-se na excelência como ponto focal de toda esta triangulação de propósitos do negócio”, descreve Matheus.

Igual percepção sobre a Internet das Coisas demonstra Ricardo dos Santos, executivo da Mayekawa do Brasil e vice-presidente do Departamento Nacional de Refrigeração da Abrava.

Este novo modelo baseado em IoT, entende ele, estabelece cada vez mais a proximidade de um processo industrial operado remotamente e composto por um sistema energeticamente eficiente, com módulos de inteligência artificial funcionando segundo parâmetros de projeto previamente determinados para garantir a eficiência.

“Ao mesmo tempo, serão cada vez mais utilizados módulos de machine learning para garantir que as características específicas de cada equipamento e de seus processos sejam obtidas com alto desempenho e segurança, com módulos autônomos que identificam alterações a serem feitas na operação em busca do ponto de máxima performance e segurança”, afirma Ricardo. Com a visão de quem já viu muitas transformações no HVAC-R, o executivo projeta, para os próximos anos, o desenvolvimento de sistemas de refrigeração dotados de premissas e tecnologias que permitirão resguardar todos os aspectos ambientais, como uso racional de energia elétrica, água e fluidos refrigerantes naturais, tudo isso agregando tecnologias de IoT para manter os sistemas em funcionamento dentro da faixa ótima de operação.

 Investimentos

Vários players do mercado do frio nacional e internacional continuamente estão investindo em tecnologias que cada vez mais atraiam o interesse de varejistas e consumidores. Se o preço final do equipamento compensar a relação custo-benefício, melhor ainda.

“Ao implementar uma solução baseada em nuvem, o contrato com o prestador do serviço geralmente segue um modelo as a service, em que o cliente paga uma mensalidade para ter acesso às plataformas de supervisão sem precisar desembolsar grandes investimentos no período inicial do projeto. Isso muda a percepção financeira do projeto. Na infraestrutura, há benefícios como a não necessidade de se manter uma estrutura de TI local complexa”, detalha Ricardo Konda, engenheiro de vendas da Divisão de Climate Solutions da Danfoss do Brasil. A multinacional dinamarquesa é uma das fabricantes que têm apostado nesta nova realidade, embora a crise econômica –agravada pela pandemia da Covid-19 –, argumenta o executivo, tenha levado o mercado em geral a postergar projetos de inovação e melhorias.

“Com a retomada da economia, esperamos que estes projetos sejam implementados e impulsionem cada vez mais a utilização dessas novas tecnologias”, deseja Konda, apontando duas plataformas de monitoramento remoto desenvolvidos pela empresa, o Centrica (foco em energia elétrica) e o Alsense (foco em temperatura e alarmes).

“São duas ótimas ferramentas baseadas em nuvem, com excelente conectividade e comunicação sem fio, que permitem aos técnicos acesso às informações de todo o sistema de refrigeração e seu consumo energético, de maneira remota por meio de PC, tablet ou smartphone. O técnico de manutenção, por exemplo, pode ir à loja muito mais preparado para resolver um problema quando já sabe de antemão qual equipamento está originando a falha ou até mesmo corrigi-la remotamente. Isto significa redução de custo operacional imediato”, salienta o gestor.

Outro importante player do mercado, a Termomecanica deu início – ainda em 2019, antes da pandemia da covid-19 – a um projeto arrojado para alcançar o status de Indústria 4.0, a partir da implementação de um sistema integrado de comunicação dos seus equipamentos, o qual permite a coleta e análise de dados históricos e em tempo real.

Em busca de uma gestão mais eficiência, o programa contemplou a aplicação de um sistema empregando tecnologia wi-fi, visando cobrir inicialmente o setor de fundição, especificamente os fornos da linha de chapas de uma de suas unidades fabris em São Bernardo do Campo (SP). Líder no setor de transformação de cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados, a Termomecanica tem investido ainda na construção de um big data alimentado com informações da engenharia e de outras áreas, como planejamento e controle da produção e qualidade.

“Graças à integração de diversos sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning), MES (Manufacturing Execution System) e Scada (Supervisory Control and Data Acquisition), os dados coletados visam auxiliar os gestores na tomada de decisão a respeito de investimentos e apoiar estudos e ações para eliminação de desperdícios nos diferentes setores da fábrica”, ressalta o superintendente de tecnologia da empresa, Walter Sanches.

O executivo reforça que essa transformação exige foco por igual em pessoas, processos e tecnologia, sem que um ou outro se sobressaia. Entendemos também que inteligência e automação precisam estar embutidas em todos os processos e as decisões baseadas em algoritmos”, complementa. Especializada no desenvolvimento, fabricação e venda de componentes, equipamentos e sistemas de ar-condicionado e ventilação interior, a multinacional Trox também ampliou seus investimentos na Internet das Coisas. Ainda em 2019, a companhia lançou, na 21ª Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Febrava), a extensão do serviço IoTROX aos equipamentos de AHU e chiller, permitindo o acesso a dados em nuvem, com segurança da informação, monitoramento e supervisão remoto com serviços de alerta para manutenção.

“A partir dessa nova visão tecnológica mundial, trazida pela Indústria 4.0, e com o intuito de proporcionar aos clientes a melhor experiência, conectamos nossos equipamentos físicos à nova plataforma IoTROX, desenvolvida baseando-se em uma infraestrutura de software com armazenamento remoto”, explica o gerente de P&D Jorge Zato.

“Os dados dos equipamentos podem ser acessados na tela de dispositivos de acesso exclusivo ao usuário, visualizando dashboards de performance e recebendo notificações do equipamento, inclusive dados históricos”, conclui o executivo. A presença da IoT em equipamentos e componentes, a partir de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, será cada vez maior nos próximos anos em toda a cadeia produtiva do frio, elevando ainda mais a confiabilidade de aparelhos e processos preventivos e de manutenção em momentos críticos. É nisso que o mercado aposta.

O CONBRAVA chega a sua 17ª edição em 2021

Acontece entre os dias 23 e 25 de novembro, o XVII CONBRAVA – Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento de Ar, que tratará do tema “Tendências e Impactos do AVAC-R na qualidade de vida e segurança das pessoas”.

A edição 2021, que será focada em evidenciar a importância dos setores de climatização e refrigeração para a Sociedade, contará com quatro mesas-redondas: Qualidade do Ar Interno, Eficiência Energética, Fluidos Refrigerante e a inédita Tratamento de Águas em Sistemas AVAC-R.

Consulte a programação e faça sua inscrição em www.conbrava.com.br