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Pandemia aumenta procura por serviços de manutenção doméstica

A demanda por serviços de manutenção doméstica, principalmente de aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e freezers, está aumentando no País por causa da pandemia de covid-19.

Desde que as medidas de isolamento social foram impostas por governos estaduais e municipais, a busca por assistência técnica no aplicativo GetNinjas têm aumentado.

Para o CEO da plataforma, Eduardo H’otellier, condicionadores de ar e refrigeradores estão entre os “itens indispensáveis para o momento de quarentena”, conforme explicou recentemente à reportagem do Agora São Paulo, jornal do grupo Folha.

Antes da crise do coronavírus, porém, o mercado de reparos em eletrodomésticos da linha branca já estava aquecido, segundo o refrigerista André dos Santos, da oficina Consertolândia, em Ourinhos (SP).

“Em 2019, houve crescimento desse setor e, para os bons profissionais, o nicho de manutenção está sempre em alta. Enfim, o cenário continua favorável para os técnicos que buscam estar sempre se aprimorando e adquirindo conhecimento”, diz.O técnico André dos Santos diz que setor de manutenção está aquecido

“O setor de reparos em linha branca no Brasil tem crescido ano a ano, principalmente em épocas de crise, em que o conserto passa a ser a primeira opção do consumidor, que tende a adiar a compra de um produto novo”, acrescenta.

Mas nem tudo são flores. Apesar da modernização dos equipamentos, “os fabricantes do segmento deixaram a qualidade um pouco de lado”, avalia.

“A tubulação interna dos refrigeradores e freezers é um problema sério a se pensar e resolver com urgência. Hoje, se o consumidor precisar deixar um refrigerador ou um freezer parado por por um certo tempo, o risco de o equipamento não gelar mais é grande, pois toda a tubulação interna fica corroída, uma situação que não ocorria nos eletrodomésticos fabricados antigamente”, explica.

“As fábricas desenvolvem os produtos e fazem testes repetitivos, mas é no dia a dia que o bicho pega”, diz o empresário, lembrando que, atualmente, “a maioria das indústrias não tem o controle de qualidade como antigamente”.

“Muitas escondem recalls. Nós lidamos todo o tempo com esta realidade. Além disso, o consumidor não lê manual e, quando o produto apresenta defeito, procura um serviço barato ou informações no YouTube. Embora haja grandes profissionais postando vídeos úteis na plataforma, tem muito picareta que só busca likes e prejudica o trabalho de quem trabalha corretamente”, relata.

As empresas e profissionais de assistência técnica também enfrentam dificuldades para encontrar peças no mercado, tanto em lojas grandes como em pequenos estabelecimentos, revela o refrigerista.

Sem citar nomes, André dos Santos alerta que há fabricantes fornecendo peças somente para cinco ou dez fornecedores no Brasil todo. “Isso nada mais é do que um tiro no pé, pois os profissionais acabam não indicando essas marcas a seus clientes”, afirma.

 

O frio que ajuda a curar

A pandemia de covid-19 que assola o País trouxe à tona uma questão nem sempre lembrada pela população, sequer em tempos normais: a necessidade de se armazenar com a devida refrigeração a grande maioria dos medicamentos, principalmente os injetáveis.

No caso das vacinas, trata-se de um pré-requisito, alardeado aos quatro ventos pela imprensa fluminense ao relatar, no final de março, que profissionais da saúde locais receberiam em suas casas doses contra influenza H1N1 a serem ministradas no grupo de risco em clínicas, hospitais e condomínios em suas próprias vizinhanças.

Pelo menos uma das fotos estampadas pelos jornais do Rio mostrava uma técnica de enfermagem ostentando uma singela geladeira de isopor contendo no máximo 50 ampolas, limite estabelecido pela secretaria municipal nessa operação pioneira e emergencial.

Contudo, quem atua no HVAC-R ou em laboratório farmacêutico sabe muito bem que a complexidade do tema vai muito além disto, da mesma forma que a conservação de pescados não se resume aos cuidados elementares do pescador no trajeto desde rios e mares até a casa do consumidor.

“Os fornecedores de refrigeração atualmente buscam se aperfeiçoar e adequar seus equipamentos para atender melhor às necessidades do mercado farmacêutico, especificamente o conceito das boas práticas.”

Quem opina é Sonja Helena Macedo Preto Borges, farmacêutica bioquímica, mestre em ciência de alimentos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que atua profissionalmente na área há 20 anos, inclusive escrevendo livros, ministrando palestras e dando aulas de pós-graduação.

Segundo a especialista, o pleno sucesso do trabalho, tanto dela quanto dos seus muitos colegas espalhados pelo mundo, depende, em boa medida, da qualidade da infraestrutura de frio, segmento no qual a pesquisadora identifica, no Brasil, um amadurecimento crescente, sobretudo após a grande transformação promovida em sua área a partir de 2017.

Mas só vamos chegar a um estágio mais próximo do ideal quando houver um maior conhecimento do HVAC-R sobre as rigorosas diretrizes de qualidade da indústria de fármacos.

Profissional diz que Brasil está se aperfeiçoando ao mercado de medicamentos

Indústria do frio busca aperfeiçoar e se adequar para atender às necessidades do mercado farmacêutico, diz Sonja Borges

Essa deficiência Sonja afirma ser flagrante quando se observa a falta de manutenção adequada, além daquilo que a profissional define como “demais apoios técnicos necessários”. “Mas isso tudo pode ser minimizado com a atuação de pessoal qualificado e com conhecimento técnico para atender tal demanda”, acrescenta.

Em sua análise, tudo depende da decisão estratégica das empresas em preparar de forma adequada o seu corpo técnico, atitude que tende a resultar em parques fabris mais bem instalados e mantidos.

“Hoje, porém, não se pode dizer que exista em nosso País mão de obra especializada em refrigeração de medicamentos. O que temos são bons profissionais atuando em empresas que investem em capacitação e qualidade de serviço nesse campo”, diz a farmacêutica.

O caminho sugerido por ela para um salto qualitativo se baseia na postura de indústrias e técnicos, ao valorizar cursos de aperfeiçoamento e especialização, além de promover e participar intensamente de encontros e reuniões técnicas.

“Melhor controle das áreas de armazenagem dos medicamentos, conforme sua especificação de temperatura, torna-se essencial para garantir qualidade, um cuidado que precisa se estender a todo o processo logístico. Essas são tendências de um caminho sem volta”, prevê.

Ao concluir seu raciocínio, a expert resume em três pilares a receita para o surgimento de uma nova realidade, que só tem a beneficiar todos os elos da cadeia produtiva, chegando inevitavelmente às unidades de saúde e, em última análise, à casa do consumidor. “Qualificação de equipamentos, pessoal igualmente qualificado e boas práticas”, sentencia a doutora.

 Mão na massa

No mesmo Rio de Janeiro, onde as vacinas contra a gripe estão chegando de forma segura às casas dos idosos, mesmo transportadas rapidamente em geladeiras de isopor, um profissional do HVAC-R, que há mais de 30 anos se dedica a atender o setor farmacêutico, sabe perfeitamente que estoque e locomoção de medicamentos por períodos prolongados requer cuidados bem maiores.

Bastante conhecido pelos clientes e colegas, inclusive de outros estados, Vandic Robson da Rocha é o que se pode chamar de uma referência nesta seara.

Engenheiro mecânico, com extensão universitária em ar condicionado e dois MBA, ele começou como técnico e hoje é sócio-diretor da carioca Set Frio.

Ao avaliar a possibilidade de tempos promissores no segmento que foi um dos primeiros a abraçar, ele considera a cadeia de construção de estruturas e equipamentos de HVAC-R para vacinas e medicamentos realmente em ritmo de expansão.

“Isso vem acontecendo em função do crescimento das políticas públicas de inclusão e o crescimento das redes de saúde, com a aquisição de empresas menores por grupos investidores”, analisa o profissional.

Engenheiro exalta expansão na área de medicamentos

Cadeia do frio para vacinas e medicamentos está em expansão, revela Vandic Rocha, da Set Frio Engenharia

No entanto, ele se preocupa com a curva de aprendizagem para empresas desse segmento, o que pode dificultar a execução de grandes trabalhos na área. “Quem já tiver um projeto pronto para oferecer a este mercado sairá na frente”, analisa.

Para contornar essa dificuldade, ele aconselha o mercado a contratar um projeto básico e ter disponíveis em sua equipe técnica profissionais com experiência em montagem de unidades de grande porte, dotadas de uma boa automação.

Até mesmo, porque não será da noite para o dia que o número ideal de players nacionais especializados nesde tipo de fornecimento chegará ao mercado. “Investidores e empresários contratam empresas que já têm expertise na área, reduzindo a concorrência, o que acaba criando uma barreira natural”, reconhece.

Porém, de uma forma geral, Vandic define o parque nacional voltado à produção desses equipamentos plenamente apto a satisfazer as necessidades especialíssimas de quem produz itens comprometidos com a saúde humana.

Mas a consolidação desse quadro ele vincula, necessariamente, à ampliação da rede de instaladores e projetistas do HVAC-R especializados no segmento, com pleno domínio dos aspectos automação e monitoramento na cadeia do frio (câmara, antecâmera, transporte), bem como dos Procedimentos Operacionais Padronizados (POP) para atender a legislação e as resoluções RDC, da Anvisa, relacionadas às boas práticas do setor farmacêutico.

Para Vandic, conta igualmente a favor desse grande campo a ser explorado a padronização de instalações nos âmbitos municipal, estadual e federal, o que permite a adequação e padronização de sistemas de média e baixa temperatura, em que o custo de energia ainda é muito alto. “A empresa que incluir em seu projeto geração fotovoltaica on grid terá um diferencial competitivo”, exemplifica.

Finalmente, para atualizar da mesma forma o contingente de profissionais capazes de atuar com sucesso neste nicho tão específico, o especialista defende a intensificação da rede Jovem Aprendiz, além da realização de cursos focados nas áreas farmacêutica e hospitalar, abordando tanto projeto quanto instalação e monitoramento remoto de sistemas.

Tubos de cobre lisos X ranhurados: qual é a melhor opção para o HVAC-R?

Por Ricardo de Luca*
Gerente de engenharia de processos e produtos da Termomecanica

Se lembrarmos dos primeiros aparelhos de ar-condicionado que foram fabricados, será impossível não se assustar com o tamanho que eles tinham e o espaço que ocupavam. Era preciso praticamente um guincho para colocá-los na parede. Com o passar do tempo, isso foi mudando, o produto evoluindo e o próprio consumidor passou a demandar um equipamento mais compacto.

Neste artigo, procuramos explicar como componentes ajudaram na redução do tamanho dos equipamentos, mais especificamente porque os tubos de cobre ranhurados passaram a ser preferenciais em vez dos tubos de Cobre lisos na fabricação destes aparelhos.

Pois bem, para atender essa demanda dos clientes, as empresas fabricantes  de equipamentos de ar-condicionado tiveram que investir em pesquisa e desenvolvimento para encontrar alternativas que ajudassem a superar o desafio de diminuir o tamanho desses aparelhos e, ao mesmo tempo, garantir que eles fossem eficientes.

E, em sistemas de refrigeração, entende-se eficiência como troca térmica. Para ficar mais fácil de compreender, é só pensar em como funciona um aparelho de ar-condicionado: ele pega o ar do ambiente e refrigera.

Uma das alternativas para isso, é levar em consideração o fato de que quanto maior a área de contato do fluido – que no caso é o gás de refrigeração – com o tubo que está dentro do condensador, maior será a troca térmica e menor será o consumo de energia elétrica.

Por isso, encontrar formas de diminuir o tamanho do equipamento, sem prejudicar a eficiência, é também um desafio para quem produz componentes importantes dos sistemas de refrigeração, como por exemplo, os tubos de cobre. Foi preciso buscar forma de garantir a mesma eficiência térmica usando uma extensão menor de tubos.  A saída encontrada foram os tubos de cobre ranhurados, que começaram a ser fabricados por aqui em 2000.

Se vistos de fora, os tubos de cobre ranhurados parecem idênticos aos tubos de cobre lisos, mas existem algumas diferenças técnicas em sua geometria que os tornam mais vantajosos para os sistemas de refrigeração.

A principal delas é o fato de a parte interna ser composta por diversas ranhuras, que quando esticadas aumentam a área interna do tubo. Ou seja, em um mesmo diâmetro de um tubo liso, por exemplo, é possível ter uma área superficial maior com tubo ranhurado. O que resolve o problema que mencionamos lá acima de aumentar a área de contato, sem precisar de uma extensão maior de tubos.

Pode-se dizer que os tubos de cobre ranhurados são o “estado da arte” no que diz respeito a tubos de Cobre.  O processo de fabricação é bastante complexo, especialmente para garantir a resistência e evitar que o tubo falhe ao serem empregados os processos dos fabricantes de ar-condicionado.

Isso poderia, inclusive, causar vazamento de gás, fato que inutilizaria o equipamento de ar condicionado.  Desta forma, ao escolher um tubo de cobre, seja liso ou ranhurado, é preciso contar com um fabricante que tenha elevado know how e expertise na fabricação desses produtos.


*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista do Frio, sendo de inteira responsabilidade de seu autor

 

Unidade Nidec Global Appliance em Itaiópolis comemora 30 anos 

No sábado, 18 de abril, a unidade da Nidec Global Appliance (GA), em Itaiópolis, Santa Catarina, completa 30 anos de fundação. Com uma trajetória focada no desenvolvimento do município, a fábrica é uma das referências no local, empregando mais de 500 colaboradores. A primeira sede, aberta em 1990, quando ainda se chamava Embraco, foi estruturada em um galpão alugado, no centro da cidade, onde permaneceu durante quatro anos. Atualmente, três décadas depois, o cenário é diferente, a  companhia conta com estrutura própria, produz componentes de compressores e unidades condensadoras da marca Embraco, que são distribuídos em vários países.

É na planta de Itaiópolis que a Nidec GA produz unidades condensadoras e unidades seladas, que são sistemas de refrigeração completos, voltados principalmente para aplicações comerciais, como supermercados, padarias e restaurantes. Além disso, é na fábrica que são produzidos diversos componentes que fazem parte dos compressores Embraco. O gerente sênior da planta, André Vitor Correa Gross, reforça que os principais focos da empresa são segurança, qualidade, produtividade, melhoria contínua dos processos e otimização dos resultados. “As soluções produzidas aqui são fundamentais na cadeia de refrigeração, dessa forma a inovação é constante tanto na fabricação de novos produtos quanto na melhoria dos processos”, destaca.

Para Gross, a Nidec Global Appliance é uma empresa com uma importância significativa na cidade como uma grande empregadora. “A companhia vem gerando empregos, renda e desenvolvimento para a comunidade de Itaiópolis há 30 anos”, complementa.

Uma história escrita por muitos colaboradores

Lourdes Maria Niedzwiecki é uma das colaboradoras que acompanha essa história de perto. Há 26 anos na empresa, hoje atua como supervisora e relembra o início da operação: Quando a empresa veio para Itaiópolis, foi uma grande oportunidade de crescimento profissional para os jovens. Para mim, possibilitou o desenvolvimento, consegui realizar a graduação e cresci na minha área”, conta.

Desenvolver profissionais e capacitá-los sempre foi um dos focos da empresa e Marcos Rodrigo Sembalista soube aproveitar bem as oportunidades. Há 12 anos na companhia, atualmente é especialista de processo  de Cooling, atendendo tecnicamente os processos das linhas de produção e a implantação de novos produtos e projetos. “Antes de começar a trabalhar na Nidec Global Appliance, minha mãe já era colaboradora, então tive mais vontade de trabalhar aqui. A companhia me proporciona um aprendizado constante, desafiador e muito conhecimento técnico”, ressalta.

A mãe de Marcos, Marli Bernadete Miretki, trabalha na empresa desde 1995, contabilizando 25 anos de história. Atualmente, é operadora de manufatura, atuando nos fornos de brasagem. “Todo meu tempo na empresa me tornou uma pessoa muito mais preparada para tomar decisões e enfrentar os obstáculos com mais segurança e equilíbrio”, conta. Ela também comenta que suas experiências profissionais foram muitas, seja no dia a dia do trabalho como também por meio de palestras, reuniões, apresentações e treinamentos. “A Nidec Global Appliance está sempre buscando a inovação de seus produtos para melhorar a qualidade de vida. O conhecimento adquirido dentro da empresa vou levar para sempre comigo. Gratidão por fazer parte desta grande empresa”, complementa.

Ivanilde Trefiak também está há 25 anos na Nidec Global Appliance, em Itaiópolis. “Em tanto tempo que estou aqui, meus colegas se tornaram minha família. Me sinto segura, e meu crescimento além de profissional foi pessoal. As coisas que conquistei foram por meio do meu trabalho e valorização da empresa”, ressalta. Ivanilde começou a trabalhar na linha de produção, passou por várias áreas e hoje é coordenadora do programa de Círculo de Controle de Qualidade (CCQ).

Governo de SP libera reabertura de lojas e oficinas de refrigeração

Com base num parecer do Comitê Administrativo Extraordinário da Covid-19 em São Paulo, as lojas e prestadoras de serviços de refrigeração e ar condicionado instaladas no estado podem voltar a reabrir suas portas aos clientes nos próximos dias.

O grupo responsável por tomar as medidas emergenciais durante a pandemia da doença respiratória salientou, em resposta a uma solicitação da Abrava, “que estabelecimentos comerciais de assistência técnica de produtos eletroeletrônicos não estão atingidos pela quarentena” decretada pelo governador João Dória (PSDB).

O comitê esclareceu que as atividades do segmento de refrigeração e ar condicionado  “são congêneres às atividades de assistência técnica de produtos eletroeletrônicos, estando liberadas para funcionamento, observadas as normas sanitárias no contexto da covid-19”.

Do ponto de vista jurídico, “nossa interpretação é de que essa autorização de abertura é válida somente para as empresas associadas à Abrava”, ressalta o presidente executivo da entidade, Arnaldo Basile.

Portas abertas

A unidade de São Paulo da Zeon, localizada na Alameda Glete, voltou a prestar atendimento presencial no balcão hoje (3/4), tomando todos os cuidados necessários, como disponibilização de álcool em gel, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e distanciamento entre as pessoas, de forma a evitar aglomerações nas dependências da loja e prevenir a proliferação do novo agente do coronavírus (Sars-CoV-2).

“Esclarecemos que os pedidos de peças, acessórios, equipamentos e insumos de refrigeração e ar condicionado também podem ser feitos aos nossos vendedores por telefone ou WhatsApp, ou por meio da nossa central de televendas”, diz um comunicado do varejista.

“Dispomos de caminhões, carros e motos para a realização imediata das entregas na Grande São Paulo. As mercadorias compradas remotamente também poderão ser retiradas em nossa loja, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h”, informa o comunicado do comércio.

Em tempos de coronavírus, loja de refrigeração aposta em delivery

A disparada de casos de covid-19 no Brasil tem levado o poder público a impor restrições ao comércio em geral. Assim como a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), a Frigelar entende que os serviços prestados pelo setor são essenciais para o combate à pandemia causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“Hospitais, farmácias, supermercados e outras atividades vitais dependem de empresas e profissionais de refrigeração”, diz um comunicado da rede, destacando que a empresa reconhece e apoia o trabalho dos empreiteiros e técnicos do segmento.

“Pensando na saúde e bem-estar de todos, a Frigelar está preparada para atender seus clientes através de seus telefones e ramais diretos das equipes de vendas”, afirma a empresa.

“Nossas filiais possuem uma estrutura de delivery pronta para que você receba os produtos na sua casa e empresa com todo conforto e segurança”, informa.

“E para mantermos nossos parceiros ativos e cheios de conhecimento, criamos a websérie #FiqueEmSeuLar, apresentando vídeos explicativos, para instruí-lo no mundo da refrigeração e do ar-condicionado. Além disso, estamos mantendo nossos canais de relacionamento à sua disposição para esclarecimento de eventuais dúvidas”, ressalta o comunicado.

Os profissionais do setor podem entrar em contato com a Frigelar por meio dos telefones 4007-2808 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-008-8999 (outras regiões). “Estamos operando com pagamento faturado com prazo de até 60 dias para pagar”, salienta o varejista.

Indústria do frio pede medidas econômicas contra efeitos da covid-19

O agravamento da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), cenário que deve aumentar o número de desempregados no País, levou o Conselho Nacional de Climatização e Refrigeração (CNCR) a solicitar ao governo federal a tomada de medidas econômicas, trabalhistas e tributárias específicas para o setor do frio.

Endereçada ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Paulo Guedes (Economia) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), a carta assinada pelo presidente da entidade, Newton Victor, expõe a preocupação com a presente e futura situação de fabricantes, importadores, distribuidores, mantenedores, projetistas e instaladores.

O conselho procura demonstrar aos dirigentes que o HVAC-R nacional, já achatado por uma carga tributária de 44,8% – 16,7 pontos percentuais acima do total da economia –, certamente contribuirá para elevar ainda mais as perdas do setor, visto que, mesmo antes da covid-19, a competitividade da indústria já estava se deteriorando frente ao mercado internacional.

A carta reforça que, na esfera federal, as contribuições previdenciárias e PIS/Cofins respondem, aproximadamente, por um terço do total de impostos.

Desta forma, a organização pediu ao governo a suspensão imediata do pagamento dos impostos e encargos sociais pela indústria de transformação e seus prestadores de serviços desde já, até por, no mínimo, 180 dias, contados do anúncio oficial do término da pandemia causada pelo coronavírus.

Para os contribuintes optantes pelo lucro real, por apuração anual, foi solicitada a suspensão das estimativas mensais. Neste caso, o montante total seria recolhido quando do ajuste anual, após o término do estado de calamidade pública.

No caso do ICMS, o conselho pediu que haja entendimento do governo federal com os governos estaduais para a prorrogação imediata e até por, no mínimo, 180 dias, contados do anúncio oficial do término da pandemia.

“Nosso pedido tem o objetivo de nos ajudar a enfrentar a atual situação causada pela covid-19 e assegurar milhares de empregos que nossa cadeia produtiva propõe”, salientou Newton Victor.

Assinaram a carta a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Associação Nacional dos Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado (Anprac), Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (Asbrav), Sistema Sincopeças Assopeças Assomotos – Ceará (Rede Sindicar), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico de Florianópolis (SIMMMEF), Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC), além dos Sindicatos das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar nos Estados da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Todas essas entidades signatárias representam um mercado que movimenta em torno de R$ 37 bilhões e emprega direta e indiretamente mais de 250 mil pessoas.

Teletrabalho

Modalidade de trabalho que já estava em evolução em todo mundo, o home office está sendo adotado pelas empresas para não parar, mas no caso dos fabricantes, essa facilidade tem mais o perfil de quem atua nas áreas administrativa, comercial e de vendas. No caso de colaboradores do suporte técnico, poderá ser usado para atendimento a clientes a distância.

“O empregador pode pedir ao seu empregado trabalhar em casa, caracterizando, assim, a modalidade do teletrabalho ou home office, sendo aplicadas as regras dos artigos. 75-A e seguintes da CLT. Deverá ser feito um aditamento no contrato com todas as atuais condições, como horário, controle, atividades”, explica a advogada Tânia Gurgel, professora de pós-graduação e sócia da TAF Consultoria Empresarial.

Conselhos de engenheiros e de técnicos publicam decisões conflitantes

Dois anos após a saída dos técnicos industriais da base representativa do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), continua saindo faísca no relacionamento entre a quase centenária entidade e o Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), criado em 2018.

A mais recente rusga entre as duas entidades se deu após o Confea publicar, no Diário Oficial da União de 19 de dezembro do ano passado, a Decisão Normativa nº 114, assinada pelo presidente Joel Krüger, que dispõe sobre a fiscalização das atividades relacionadas a sistemas de refrigeração e de ar-condicionado.

Em resposta ao ato, o CFT publicou, em 11 de março último, a Decisão Normativa nº 1, assinada pelo presidente Wilson Wanderlei Vieira, com texto praticamente igual ao do Confea, diferenciando-se no final do Art. 1º, que aborda a obrigatoriedade de registro no respectivo conselho para toda pessoa jurídica que atue com sistemas de refrigeração e de ar-condicionado.

E no caso do Art. 3° de ambas as decisões normativas, diferencia-se este trecho por estabelecer a sujeição de qualquer contrato, escrito ou verbal, à emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para engenheiros e ao Termo de Responsabilidade Técnica (TRT) para técnicos industriais.

“Esta Decisão Normativa do CFT é fundamental para o a nossa categoria, porque foi emitida para se contrapor à decisão semelhante do Confea, que certamente prejudicaria os técnicos”, explica o professor Alexandre Fernandes Santos, diretor de fiscalização e normas do Conselho Regional dos Técnicos Industriais da Quarta Região (CRT-04 – Paraná e Santa Catarina).

Abrava pede reabertura de lojas de refrigeração em SP

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) protocolou um pedido na prefeitura de São Paulo para que a administração municipal reveja as restrições impostas às lojas do segmento na cidade durante a crise do coronavírus.

Desde sexta-feira (20), o comércio de refrigeração e ar condicionado está proibido de fazer atendimento presencial em balcão, conforme disposto no decreto 59.285, publicado na última quarta-feira (18). Na Alameda Glete, principal polo comercial do setor, os varejistas começaram a fazer vendas só remotamente, via telefone ou internet.

Justamente por causa do surto de covid-19, a Abrava sustenta que “é inadmissível equipamentos e sistemas de refrigeração e ar condicionado trabalharem fora das condições minimamente adequadas de operação, manutenção e controle”.

Por isso, “é imprescindível que o setor comercial mantenha ativo seu foco operacional, que é o pronto atendimento ao usuário consumidor, seja ele pessoa física ou jurídica”.

Enfim, a Abrava pede que o poder público considere “as atividades comerciais e os serviços de refrigeração e ar condicionado essenciais para garantir a operacionalidade justa e perfeita dos segmentos imprescindíveis para a saúde e o abastecimento alimentar da população”.

Segundo o entidade, o mesmo pedido também já foi enviado à prefeitura de Belo Horizonte e ao governo do Ceará.

Lucro líquido da Danfoss cresceu 8% em 2019

Em 2019, a Danfoss aumentou as vendas em 3%, totalizando 6,3 bilhões de euros, e gerou fortes lucros operacionais (EBITA), que cresceram 6%, alcançando 771 milhões de euros com uma margem EBITA de 12,3% – um nível recorde de alto lucro operacional de uma perspectiva histórica. O fluxo de caixa das atividades operacionais aumentou 17%, somando 789 milhões de euros.

”2019 foi um bom ano para a Danfoss. Aumentamos nossos ganhos e crescemos apesar das difíceis condições de mercado. As megatendências globais continuam a transformar o mundo, criando novas oportunidades para a empresa. Por exemplo, o alto foco global na solução das mudanças climáticas está criando uma demanda crescente por tecnologias e soluções em eficiência energética, acoplamento setorial, eletrificação e energia verde. Nesse contexto, as soluções da Danfoss são mais relevantes do que nunca”, comenta Kim Fausing, presidente e CEO da Danfoss.

Kim Fausing explica que o centro da estratégia da Danfoss é a criação de valor a longo prazo. “A melhor maneira de gerar valor é garantir que nossos principais negócios mantenham suas posições de liderança globalmente e que permaneçamos na vanguarda da tecnologia. Ao mesmo tempo, temos o maior envolvimento dos funcionários de todos os tempos. A Danfoss é e deve ser o parceiro global de tecnologia preferido para nossos clientes e parceiros, e é por isso que continuamos nossos investimentos direcionados no futuro.”

Em 2019, a Danfoss continuou o alto nível de investimento em novas soluções inovadoras. Isso se refletiu no aumento de 7% do investimento com inovação, para 272 milhões de euros, equivalente a 4,3% das vendas. Para fortalecer ainda mais os segmentos de negócios, a Danfoss adquiriu quatro empresas em 2019. Essas aquisições direcionadas adicionaram novas tecnologias ao portfólio; por exemplo, para eletrificar ônibus, caminhões, veículos fora de estrada e embarcações marítimas e soluções inteligentes baseadas em inteligência artificial para otimizar sistemas de aquecimento em edifícios e redes de energia distritais. Mais recentemente, a Danfoss firmou um acordo para adquirir o negócio de hidráulica da Eaton para se tornar líder global em hidráulica móvel e industrial, que é um dos principais negócios da Danfoss.

Do Relatório Anual 2019

CO2 neutro em 2030 – A Danfoss pretende alcançar uma nova meta para se tornar neutra em CO2 no máximo até 2030. Desde 2007, a empresa vem reduzindo sua intensidade de energia em 45% e as emissões de CO2 em 33%, impulsionadas principalmente por projetos de economia de energia nas suas maiores fábricas em todo o mundo.

30% de mulheres em posições de liderança até 2025 – A Danfoss estabeleceu novas metas para alcançar 25% de mulheres em posições de liderança em 2022 e 30% de mulheres até 2025. Em 2019, a empresa atingiu a meta de ter 20% líderes mulheres em todo o mundo.

Principais números 2019

  • As vendas aumentaram 3%, totalizando 6,285 bilhões de euros (2018: 6,098 bilhões), correspondendo a um crescimento de 1% em moeda local.
  • O lucro operacional antes da amortização relacionada à aquisição (EBITA) aumentou 6%, alcançando 771 milhões de euros (2018: 724 milhões). A margem EBITA foi de 12,3% (2018: 11,9%).
  • O lucro líquido aumentou 8%, somando 502 milhões de euros (2018: 463 milhões).
  • O fluxo de caixa das atividades operacionais aumentou 17%, chegando a 789 milhões de euros (2018: 673 milhões).
  • Os investimentos em inovação aumentaram 7%, totalizando 272 milhões de euros (2018: 255 milhões), correspondendo a 4,3% das vendas (2018: 4,2%).

Expectativas para 2020

Apesar da atual volatilidade, a Danfoss espera continuar a expandir ou manter sua participação de mercado, conservando a lucratividade medida como margem no nível de 2019, após investimentos contínuos na criação de valor sustentável. A perspectiva exclui quaisquer impactos da aquisição dos negócios de hidráulica da Eaton. Espera-se que a transação seja concluída até o final do ano.