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Arquivo para Tag: Refrigeração

Fabrício Cemin Fagundes: Conectado em tempo integral

21/05/2021

Técnico em Administração de Empresas, com formação em IOM RAC – Instalador, Operador e Manutencionista em sistemas de Refrigeração e Ar Condicionado – Fabrício Cemin Fagundes começou sua vida profissional no setor de ar condicionado e refrigeração em 2014, após concluir o curso de elétrica predial e instalação e manutenção de sistemas de ar condicionado do tipo Split.

À frente da Ciclos Climatização e Elétrica, empresa que atende as regiões de Itapema, Porto Belo, Bombinhas e Balneário Camboriú (SC), Fabricio tornou-se referência em serviços de instalação e manutenção de sistemas de ar condicionado. Muito conhecido também nas plataformas digitais, ele ministra treinamentos e cursos 100% EAD (Ensino a Distância) sobre higienização de ar condicionado Split, abordando processos de limpeza, desobstrução e manutenção.

“Hoje em dia, trabalhamos todos conectados, carregando um smartphone por onde vamos, no meu caso, não existe a possibilidade de divisão entre vida profissional e pessoal, ainda mais quando você tem a responsabilidade de gerir dois cursos, uma empresa, além de parcerias com empresas de ferramentas, etc. Todos estamos 100% conectados e o círculo de informação é gigante. Gravei dois cursos baseados na minha experiência e compartilho através da plataforma do Hotmart: O inverter sem medo e o Ciclos da Manutenção. Também tenho um canal no YouTube e no Instagram, o Ciclos Climatização, com mais de 22 mil seguidores ávidos por informações”, comenta Fabrício.

E por falar em informação, ele destaca a quantidade e qualidade da mesma quando se trata de embasamento técnico.

“A mesma informação que lhe ajuda é aquela que também pode lhe cegar, ou seja, você não pode ser levado por qualquer informação. Para tudo existe um embasamento técnico que deve ser analisado. Acredito que os fabricantes de ar condicionado ainda não dão a atenção devida ao instalador e muita informação tem dificuldade de chegar em quem precisa, mesmo estando num mundo digital. Acredito, também, que para se tornar um bom instalador é preciso disciplina e busca por conhecimento.

Ferramentas digitais são maravilhosas, ajudam, mas não resolvem problemas. Se resolvesse, bastaria adquirir um manifold digital, por exemplo! O que resolve é buscar conhecimento com muita humildade, ter disciplina e separar uma hora por dia para consumir um conteúdo de qualidade que lhe convém”, diz.

Casado com Silvana, eles dividem os momentos de lazer fazendo caminhadas na praia, entre outras atividades

Interação com feras da manutenção

Desde que ingressou para o setor de HVAC-R, Fabricio venceu vários desafios. O primeiro deles foi a instalação correta de um aparelho de ar condicionado numa época em que a informação não era tão disseminada quanto hoje.

“Um dos maiores desafios da minha carreira foi começar instalando os aparelhos de ar condicionado de forma correta, até porque, as informações eram muito mais difíceis de se conseguir. Havia muita gente ensinado errado, muitos mitos e grande dificuldade para aquisição de credenciamento e, principalmente, falar com os grandes fabricantes de ar condicionado. Hoje isso mudou! Mas, ainda vemos no mercado profissionais que acreditam estar fazendo o certo e cobrando por isso, mas, quando se trata de manutenção, digo que não é somente passar bactericida no equipamento e cobrar. Esses serviços são extremamente técnicos, você precisa entender de tudo, ou pelo menos um pouco, o que inclui elétrica, refrigeração, alvenaria, planta, produtos químicos, planejamento de trabalho e controle de materiais. Claro que o principal é a execução de um serviço adequado. Infelizmente, tornou-se um hábito ver pessoas fazendo uma manutenção num split somente lavando e passando bactericida, porém, a máquina não passou nem 30% da manutenção que deveria.

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  • Em expansão, apesar da pandemia

Esses processos precisam ser executados pelos técnicos aos seus clientes e, posteriormente, cobrarem por um serviço adequado. No nosso caso, o foco é o inverter e nos especializamos na manutenção deste tipo de equipamento e temos o maior capricho em atender nossos clientes de forma especial”!

Casado com Silvana, nos momentos de lazer eles se dedicam ao cão Pipo, que aos finais de semanas, em épo03ca de pandemia, o máximo que conseguem fazer é uma caminhada na praia, sem aglomeração.

“Em tempos de pandemia, estamos conectados em tempo integral! Diariamente, assisto as aulas do Senai, onde estudo, e procuro manter meus alunos e amigos informados através do Instagram com postagens diárias sobre assuntos de interesse do mercado de ar condicionado e refrigeração”.

Fabrício deixa uma mensagem aos profissionais de HVAC-R: “Estude, seja sincero consigo mesmo e com seu cliente e não tenha medo de cobrar. E não esqueça que quem lhe contrata deve receber o maior capricho. Agradeço a toda equipe da Revista do Frio por essa oportunidade de contar um pouco da minha história de vida”.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/05/fabricio-fagundes-_maio-2021.jpg 814 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-05-21 00:03:322021-05-18 14:16:21Fabrício Cemin Fagundes: Conectado em tempo integral

Em expansão, apesar da pandemia

20/05/2021

Segmento de tubos, conexões e soldas contraria as tendências negativas geradas pela covid-19 e mostra resultados empolgantes obtidos em 2020 e no primeiro quadrimestre de 2021.

  • Veja a edição completa

Mesmo diante de um cenário tão incerto gerado pela pandemia da covid-19 e ao contrário de qualquer prognóstico mais pessimista, o segmento de tubos, conexões e soldas para a união desses componentes se saiu muito bem em 2020 e nos primeiros quatro meses deste ano, conforme relataram à Revista do Frio alguns players do mercado.

Os resultados foram possíveis graças a demandas geradas pela própria situação de emergência causada pelo coronavírus, a exemplo do crescimento das instalações de tubos de cobre para miniusinas de oxigênio medicinal e para a rede interna hospitalar.

“A pandemia trouxe à tona a essencialidade do HVAC-R não apenas para o conforto térmico, mas para a garantia da vida moderna e da saúde”, afirma o diretor comercial e técnico da americana Harris Products Group no Brasil, Anderson Fernandes, ao salientar que a empresa é a única que tem tecnologia para gravar o nome de seus produtos nas varetas de foscoper e silfoscoper, indicando assim o teor de prata. “Tem muito gato sendo vendido como lebre no mercado”, alerta.

Uma das maiores fabricantes mundiais de ligas para brasagem, a empresa sediada em Mauá (SP) ressalta que esse processo, pela praticidade e confiabilidade, ainda é disparado o método de união de tubos mais utilizado no mercado do frio.

“Uniões a frio têm surgido frequentemente, porém com pouca consistência e durabilidade. A tecnologia de junção a frio mais utilizada é o sistema anaeróbico, mas há grandes limitações dimensionais e dificuldades onde há curvas, diâmetros distintos, além de fatores econômicos causados pelo seu alto custo”, argumenta o executivo.

Esse tipo de solução tecnológica, porém, é uma tendência global e tem sido cada vez mais adotada no mercado brasileiro, devido a vantagens como praticidade e segurança.

Apesar da retração de 4% registrada pela indústria brasileira de climatização no ano passado, o crescimento das vendas do sistema Lokring de união sem solda fabricado pela alemã Vulkan superou dois dígitos.

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Otimista, a filial brasileira projeta ao menos repetir em 2021 os resultados positivos obtidos no ano anterior, conforme enfatiza o engenheiro mecânico e diretor de vendas da Vulkan Lokring na América do Sul, Mauro Mendonça.

“Por incrível que pareça, a pandemia não fez diminuir os nossos negócios. Aliás, 2020 foi o melhor da nossa história em termos de faturamento. O mercado de refrigeradores, por exemplo, cresceu 20% em relação a 2019”, diz.

Isso se explica em grande parte pela nova forma de trabalho em home office, que acabou influenciando muito na decisão de compra e pela troca dos refrigeradores domésticos por novos. “O indivíduo deixou de viajar de férias e investiu então na atualização de seu lar”, explica.

O gestor acredita que mesmo que as vendas de equipamentos como chopeiras, freezers, sorveteiras e equipamentos para restaurantes e sistemas de ar condicionado tenham uma certa retração por causa da pandemia e dos lockdowns, a venda de refrigeradores e outros equipamentos domésticos deverão compensar essas possíveis diminuições.

Para o ramo específico de refrigeração doméstica, a Vulkan fornece os anéis Lokring para praticamente para todas as indústrias de geladeiras, que utilizam esses componentes no lugar da solda comum.

No caso dos reparos de refrigeradores em campo, há as juntas Série 00, que fazem a união dos tubos sem fogo, chama ou faísca, garantindo total estanqueidade do sistema hermético.

“As maiores vantagens para o técnico são a rapidez no reparo, feito na metade do tempo normal com a solda comum; a possibilidade quase que de 100% de se fazer o conserto na própria residência, evitando o transporte do refrigerador e perda de tempo ao se levar uma geladeira back-up para não se perder os alimentos que estavam na geladeira danificada”, salienta Mendonça.

Outro foco da Vulkan situa-se nos sistemas VRF, já que aparelhos splits e de janela praticamente não possuem uniões. Essas instalações utilizam as juntas Série 50, ideais tanto para sistemas com R-22 ou R-410A, quanto para aqueles já com gases inflamáveis, como o R-32.

“Para o mercado de VRF somente comercializamos de acordo com cada projeto e mediante treinamento prévio dos técnicos, pois não podemos comprometer nossa marca reconhecida mundialmente com problemas pela falta de um treinamento adequado da utilização”, complementa.

O diretor da Vulkan esclarece ainda que, diferentemente do que acontece em alguns países da Ásia, a empresa fornece e recomenda suas juntas para qualquer fabricante de tubos nacionais.

“Os tubos feitos aqui não são ovalizados, as dimensões são seguidas à risca e eventuais costuras e falhas deste tipo nos tubos praticamente não existem”, observa.

Sem costura

Fabricante de tubos de cobre destinados ao mercado de refrigeração, ar condicionado, aquecimento solar e construção civil, a catarinense Cobresul Metais utiliza a tecnologia Cast In Roll – linha contínua e sem costura.

O processo de produção se dá por meio da fundição da matéria-prima (cátodo) de onde é extraído o tubo-mãe, que segue os processos de fresa, laminação e trefilação, diferentemente do que havia no passado, quando se utilizava a extrusão do tarugo maciço e trefilação.

“A tecnologia Cast in Roll trouxe vantagens para o mercado de tubos de cobre. Por ser um processo mais ágil que o anterior, houve substancial redução nos custos de produção, ganho de produtividade, economia nos materiais e na produção”, argumenta o coordenador de vendas da companhia, Sandro Lopes Reis.

Com relação aos tubos de cobre destinados ao segmento de ar-condicionado (inner grooved, isto é, com ranhuras internas), observou-se aumento da eficiência na troca térmica e do baixo consumo, além de ser mais compacto.

“A tendência é haver cada vez mais a redução nas espessuras das paredes dos tubos, e hoje já há tecnologia para produção com espessura inferior a 7 milímetros”, emenda.

Produzidos de acordo com as normas internacionais ASTM e nacional ABNT NBR, os tubos para a linha de refrigeração (panquecas) são batocados e embalados individualmente.

“Com o agravamento da pandemia, houve um crescimento substancial na utilização de tubos de cobre para a linha hospitalar na condução de gases medicinais, pois o material dos tubos tem ação antimicrobiana, eliminando bactérias, fungos e vírus em questão de minutos”, explica Katia Sampaio da Silva, da área de marketing da empresa sediada em Joinville.

Os gestores da Cobresul estão otimistas para a geração de negócios até o fim de 2021, levando-se em conta que os pedidos ficaram represados ao longo de 2020. “Apesar da baixa expectativa do PIB para este ano (3%), almejamos crescer 15% em comparação a 2020”, complementa a executiva.

Outras vantagens do cobre

Dona da marca Eluma, a Paranapanema fornece tubos, conexões e ligas de cobre que podem ser aplicados tanto na produção de equipamentos do HVAC-R quanto na instalação para interligação entre equipamentos evaporadores e condensadores.

Também fabrica laminados de cobre para a produção de aletas para trocadores de calor.

“As principais vantagens competitivas do cobre são a excelente capacidade de troca térmica, a facilidade de conformação e utilização e as elevadas resistências mecânicas ao calor e à corrosão, além de sua propriedade antimicrobiana que ajuda na inibição da proliferação de micro-organismos em contato com sua superfície”, enumera a direção da empresa.

De acordo com a companhia, que tem unidades fabris em Serra (ES) e Utinga (SP), a utilização de tubos contendo ranhuras internas tornou-se mais comum no mercado nos últimos anos, tecnologia simples que aumenta a eficiência da troca térmica desses equipamentos.

“Para o mercado de instalação de equipamentos, percebemos no segmento de ar condicionado, principalmente no residencial, uma tendência de se utilizar tubos flexíveis com comprimentos maiores, visando evitar a necessidade de realização de soldas, que requer mais cuidados, como pressurização com nitrogênio. Ao retirar a necessidade de solda na instalação de um sistema, há ganhos para o instalador tanto em insumos (solda e nitrogênio) quanto em tempo de trabalho”, entende a empresa.

A partir de tal visão, a Paranapanema, apesar da pandemia, está seguindo o ritmo de produção e de entregas para seus clientes, de acordo com as demandas de mercado. Por ser uma empresa de capital aberto, a indústria não divulga suas expectativas de crescimento.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/05/CRF0521-e1626803785586.png 205 150 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-05-20 00:02:582021-05-20 12:53:23Em expansão, apesar da pandemia

Danfoss amplia portfólio de máquinas compatíveis com HFOs

14/05/2021

O lançamento de novas unidades condensadoras Optyma e compressores MTZ/NTZ expandiu o portfólio Danfoss de soluções de refrigeração para uso com R-454C, R-455A e R-1234yf, três hidrofluorolefinas (HFOs)  levemente inflamáveis (A2L) de baixo potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês).

Exibidas pela primeira vez na Euroshop do ano passado, as novas unidades condensadoras multirrefrigerantes Optyma Slim Pack e Optyma Plus também apresentam alta taxa de eficiência energética, segundo a companhia dinamarquesa.

“Os refrigerantes A2L são soluções ecologicamente corretas que atendem a restrições cada vez mais rígidas – mas exigem testes e projetos de segurança específicos, devido à sua leve inflamabilidade”, disse Rogerio Salhab Federici, chefe de soluções de sistema da Danfoss Climate Solutions.

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“As novas unidades condensadoras Optyma foram submetidas a teste de ignição em laboratórios independentes e projetadas com precauções de mitigação de risco, como uma caixa elétrica selada, orifícios e aberturas para garantir a diluição do refrigerante, dando aos instaladores tranquilidade.”

Complementando as novas unidades de condensação, os compressores alternativos comerciais MTZ e NTZ da empresa – para aplicações de média e baixa temperatura, respectivamente – agora estão qualificados para uso com refrigerantes R-454C e R-455A e vêm em uma configuração multirrefrigerante.

Novas condensadoras apresentam alta taxa de eficiência energética, ressalta fabricante

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/05/danfoss-optyma-condensing-units-family-1.jpg 481 770 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-05-14 19:32:472021-05-14 19:32:47Danfoss amplia portfólio de máquinas compatíveis com HFOs

Alta do cobre preocupa distribuidores

14/05/2021

O fornecimento de cobre pode estar em risco no curto prazo. Desde o ano passado, a produção do metal vem caindo nos principais países produtores. Para agravar a situação, os estoques da commodity chegaram ao mais baixo nível dos últimos 15 anos, segundo uma análise do Bank of America.

O documento aponta que a expansão da demanda estaria colaborando para a escassez da matéria-prima e o consequente aumento do preço.

O cenário, obviamente, tem preocupado os distribuidores de tubos de cobre para instalação de sistemas de refrigeração e ar condicionado em todo o mundo.

“A queda da oferta do cobre gera um grande impacto negativo em nosso mercado, justamente porque nossa clientela é composta, em sua maioria, por instaladores, empresas de engenharia e construtoras”, diz o coordenador de vendas da Zeon, Aílton César Marcomini.

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Mesmo com a alta de quase 100% em seu preço nos últimos 12 meses, “a demanda continua muito grande, pois todas as obras em andamento e novos projetos necessitam desse material”, informa o gestor da distribuidora.

Embora a redução de sua oferta e o aumento de preço pareçam não ter afetado, por enquanto, as instalações de equipamentos de refrigeração e ar condicionado, muitos já se perguntam o que aconteceria se os tubos de cobre deixassem de existir para a realização desse tipo de serviço.

Afinal de contas, o insumo é um dos produtos mais utilizados no setor. David Juan Navarrete, presidente da Associação Espanhola de Atacadistas e Distribuidores de Produtos de Climatização, diz que sua falta seria “muito preocupante”.

Se o produto acabasse, prossegue o executivo, teríamos “depósitos cheios de máquinas, mas que não poderiam ser vendidas, devido à falta de um elemento essencial para a realização de instalações”, alerta.

Preço do cobre, um dos insumos mais utilizados no setor de refrigeração e ar condicionado, subiu quase 100% nos últimos 12 meses | Foto: Shutterstock

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/05/tubo-de-cobre.jpg 800 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-05-14 17:59:072021-05-14 20:45:48Alta do cobre preocupa distribuidores

BRF anuncia investimento em frigoríficos no Paraná

06/05/2021

A BRF, maior processadora de carne de frango do Brasil, anunciou que vai investir R$ 292 milhões até 2022 para modernizar instalações no Estado do Paraná.

A companhia também disse que vai retomar a produção de peru em sua fábrica de Francisco Beltrão, que em março recebeu autorização para exportar produtos para o México.

Como parte dos planos, a unidade de Francisco Beltrão, onde a BRF também produz frango, será expandida. A meta da empresa é processar cerca de 7.500 aves por dia na planta até o segundo trimestre de 2022.

A expansão da unidade também criará mais de 400 empregos diretos, disse a BRF.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-05-06 12:35:272021-05-06 12:35:27BRF anuncia investimento em frigoríficos no Paraná

Armacell desenvolve mantas de isolamento que suportam altas temperaturas

06/05/2021

A Armacell desenvolveu uma manta de isolamento aerogel, cuja tecnologia é uma das mais avançadas do mercado. O aerogel é composto por uma base de gel, na qual foi retirada a água e colocado ar, tornando o material seco, poroso e mais leve.

“Este material transforma-se num pó à base de sílica que serve como base para fabricar a manta de Armagel, com espessura reduzida – pode ser até 80% mais fino que outras soluções – e que suporta temperaturas de -180 até 650 graus Celsius”, explica Juan Herrero, gerente de desenvolvimento de negócios da Armacell na América Latina.

Segundo Herrero, a aplicação desta manta é ideal em tubulações usadas nas plataformas de petróleo off shore, plantas petroquímicas, refinarias e tanques de combustível, onde o espaço é bastante limitado. “Como este material não absorve água, evita-se a corrosão sobre o isolamento. A manta térmica também garante maior eficiência energética, reduzindo os custos operacionais”.

O tempo de vida útil da manta é longo e proporcional ao uso da tubulação, se for bem instalada e protegida. Todavia, o executivo alerta para que a inspeção no equipamento seja realizada, de acordo com o cronograma de manutenção estabelecido, para se observar possíveis pontos de corrosão. “O isolamento pode ser retirado para a manutenção e reutilizado, isto também é uma vantagem que nosso produto oferece”.

Outro aspecto importante é que o produto é seguro para o meio ambiente, não tem cloretos e pode ser eliminado em aterros sanitários. O Armagel não é biodegradável e deve ser eliminado de acordo com as normas locais.

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Com 23 unidades de produção em 15 países, o mercado de energia é estratégico para a expansão da Armacell no Brasil e no mundo.  “Temos alguns projetos importantes que devem evoluir nos próximos meses. Nossa principal vantagem em relação à concorrência é que a nossa manta é altamente flexível e pode ser fornecida em espessuras de até 20mm, reduzindo custos da instalação”, afirma Herrero.

O uso de mantas de isolamento térmico se faz necessário para garantir a proteção de equipamentos e, principalmente, a segurança dos trabalhadores.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Armagel_05.jpg 456 623 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-05-06 11:54:002021-05-06 11:55:15Armacell desenvolve mantas de isolamento que suportam altas temperaturas

Termomecanica tem novo Centro de Distribuição na Carolina do Norte

29/04/2021

A Termomecanica está dando mais um passo importante na sua estratégia de expansão para mercados internacionais. A líder no setor de transformação de Cobre e suas ligas e também na fabricação de produtos em Alumínio investiu na abertura de um Centro de Distribuição na Carolina do Norte, estado localizado no sudeste dos EUA. A região foi escolhida pela proximidade com os principais e potenciais clientes da companhia e também com o Porto de Norfolk, importante centro portuário no País. A iniciativa faz parte dos investimentos da ordem de R﹩ 300 milhões previstos para o triênio 2019-2021.

O mercado norte-americano é um dos maiores e mais estáveis do mundo e também um dos mais importantes para as exportações da companhia. Fundamentalmente, a Termomecanica fornece tubos, vergalhões e laminados de Cobre e suas ligas para as indústrias do setor automobilístico, refrigeração, construção civil, vestuário, segurança, telecomunicações, mecânica, entre outras. Além disso, o novo Centro de Distribuição atenderá ao mercado de reposição, que consiste nas empresas e distribuidores que fornecem ao consumidor final, em menores volumes.

“Mesmo durante a crise devido à pandemia, o mercado norte-americano seguiu demandando um alto volume de produtos, sem quedas substanciais, o que inclusive foi fundamental para diminuir os impactos nos nossos resultados nesse período. Afinal, aqui no Brasil, o cenário continua complicado, à medida em que vimos diversas indústrias diminuindo e até mesmo parando sua produção. Sendo assim, estarmos mais próximos desse mercado é muito importante e cria excelentes perspectivas de aumento de vendas, consolidando a marca Termomecanica na região”, explica Luiz Henrique Caveagna, diretor geral da Termomecanica.

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Segundo o executivo, embora seja muito difícil estimar o potencial de mercado para esses produtos, o acompanhamento presencial permitirá uma análise e um conhecimento mais preciso do atual cenário e também das demandas do País. Além disso, será crucial para trazer mais agilidade e flexibilidade, bem como aumentar a qualidade do serviço prestado aos clientes. “Estamos, há bastante tempo, nos preparando para isso. Um time de profissionais está dedicado a estudar todas as oportunidades de mercado. Somente desta forma será possível prever o quanto o novo Centro de Distribuição impactará nas vendas, futuramente. “, ressalta.

A previsão é de que o novo Centro de Distribuição inicie sua operação ainda em 2020. A infraestrutura está pronta, apenas aguardando algumas liberações de órgãos reguladores dos Estados Unidos. O atraso nessas burocracias está relacionado à pandemia.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/04/termomecanicaeua.jpg 360 640 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-04-29 11:50:402021-04-29 11:55:56Termomecanica tem novo Centro de Distribuição na Carolina do Norte

Caminho sem volta

26/04/2021

Fluidos como o R-290 e o R-600a ganham mais espaço no mercado a partir de normas como a ISO 5149.

A Busca por processos cada vez mais seguros e boas práticas em torno do manuseio e da armazenagem de fluidos refrigerantes inflamáveis tem levado fabricantes desses produtos e de equipamentos de climatização e refrigeração comercial a investir em inovações tecnológicas e a adotar normas técnicas para facilitar o dia a dia dos profissionais do setor.

Essa corrida ganhou corpo há aproximadamente cinco anos, quando foram iniciadas novas pesquisas sobre os potenciais de utilização de fluidos com baixo potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês). Em 2020, em função da pandemia, houve uma freada brusca na evolução das migrações, conforme atestam gestores do mercado ouvidos pela Revista do Frio.

 Mesmo assim, o trabalho não cessou. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com apoio do Comitê Brasileiro Comitê Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (CB-55), por exemplo, publicaram em 2020 três das quatro partes da ABNT NBR ISO 5149. A parte 2 da norma, atualmente em fase conclusiva de elaboração e tradução, deve ser divulgada em breve.

A NBR ISO 5149 especifica os requisitos para aspectos de segurança e ambientais em relação à operação, manutenção e reparo de sistemas de refrigeração, recolhimento, reutilização e descarte de todos os tipos de fluidos refrigerantes, óleo lubrificante, fluido de transferência de calor, sistema de refrigeração e parte deles.

“Os estudos têm se focado no uso de fluidos inflamáveis (A3) e levemente inflamáveis (A2L). Com iniciativas de parcerias estrangeiras, existem máquinas no mercado com R-290 para refrigeração comercial, e alguns estudos para R-32 ou R-454B para ar condicionado. Mas ainda nada concreto em larga escala de produção”, explica Danilo Gualbino, gerente técnico da Emerson.

Segundo ele, o CB-55 vem trabalhando em algumas normas sobre o assunto, e em breve o mercado terá mais regulamentos sobre manuseio e armazenagem de fluidos inflamáveis, assim como cartilhas sobre boas práticas. “São trabalhos longos que precisam do apoio da indústria e dos profissionais da classe”, salienta.

O gestor acredita que o crescimento do segmento nos próximos anos deve ser influenciado principalmente pela sustentabilidade, redução da emissão de CO2 e no consumo de energia e pelas quebras de paradigmas quanto à operação de sistemas com fluidos inflamáveis.

Para atender às demandas que se apresentarão quando a economia começar a se recuperar, a Emerson oferece compressores das linhas YP e YA, cujo desenvolvimento traz como principais vantagens o uso de menor carga de fluido refrigerante quando comparado com um sistema com R-410A, portanto, com menor GWP.

“Esses equipamentos trazem maior capacidade de resfriamento e, como consequência, melhor eficiência, principalmente quando falamos do R-32 versus R-410A”, complementa Gualbino, enfatizando que o fato de o Brasil ainda não ter ratificado a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal acabou dificultando alguns projetos de saírem do papel.

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Segundo o pacto climático, o Brasil faz parte do grupo de países deverá congelar o consumo dos hidrofluorcarbonos (HFCs) em 2024 e iniciar sua redução escalonada a partir de 2029, para em 2045 atingir o consumo máximo de 20% em relação à linha de base (média do consumo antes do congelamento).

Hoje, os carros-chefes da Emerson são os compressores e componentes para uso com o R-410A, conforme pontua o diretor comercial André Stoqui. “Esses produtos estão presentes tanto em ar-condicionado para conforto, como na indústria de processo, e em algumas aplicações de refrigeração comercial”.

A gradual mudança do mercado de fluidos refrigerantes também levou a profundas transformações nos negócios da Embraco, marca que agora faz parte do portfólio da Nidec Global Appliance. Esse processo reforçou os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para a fabricação de compressores que utilizam os refrigerantes como o propano (R-290) e o isobutano (R-600A).

“Ambos já são uma parte considerável do nosso portfólio de compressores e unidades condensadoras. Isso porque a migração para refrigerantes naturais é um movimento mundial. Eles são considerados inflamáveis, mas as normas criadas para regulamentar seu uso garantem a segurança dessa utilização”, argumenta Fábio Venâncio, gerente de vendas responsável pelo portfólio Embraco para aplicações comerciais e mercado de reposição na América Latina.

Segundo ele, com a alta demanda do mercado, principalmente no segundo semestre do ano passado, os clientes focaram em entregaras produções e seguraram os novos desenvolvimentos, impactando diretamente nas migrações para os chamados refrigerantes naturais.

“Nossa expectativa, porém, é que os novos desenvolvimentos sejam retomados a partir do segundo trimestre de 2021”, projeta.

O gestor conta que entre os clientes de grande porte da multinacional, tanto do segmento de refrigeração comercial quanto do doméstico, todos já possuem produtos que utilizam R-600a e R-290. “No entanto, todos eles ainda utilizam plataformas para R-134a e R404A, entre outros tipos de HFCs”, preocupa-se.

Atualmente, entre os equipamentos da Embraco para o mercado brasileiro que usam refrigerantes naturais, destacam-se algumas famílias de compressores, como o modelo FMF, voltados à refrigeração comercial de todos os segmentos, desde o varejo de alimentos até a área médica. Já para o segmento residencial, a empresa oferece a família de compressores da linha EM, cujos modelos mais modernos disponíveis no país são o EM2 e o EM3.

“Acreditamos que o uso de refrigerantes naturais são uma parte importante do presente e do futuro da refrigeração. Por isso, direcionamos nossos esforços para desenvolver compressores e unidades condensadoras aptos a utilizar esses tipos de fluidos, que não causam a destruição da camada de ozônio e têm impacto mínimo no aquecimento global, além de contribuírem para a eficiência energética do equipamento”, completa Venâncio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/04/fluido-levemente-inflamavelsite.jpg 780 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-04-26 15:01:492021-04-29 11:02:14Caminho sem volta

Gabriel Pardo: aprendizagem passada de pai para filho

20/04/2021

Com seu jeito divertido e envolvente, Gabriel Pardo, conhecido como “Mestre da Refrigeração” não poupa esforços para levar aprendizagem aos quatro cantos do país.

Começou sua carreira profissional no mercado de HVAC-R em 2003 junto com seu pai, também da área de refrigeração, e hoje comanda sua empresa, a GP Assessoria, localizada em Sorocaba, interior de São Paulo.

Figura ativa nas redes sociais, desde cedo Gabriel liderou equipes de profissionais em multinacionais e empresas de prestação de serviços, o que considera um de seus grandes desafios.

“Costumo dizer que fui criado com o dinheiro proveniente da refrigeração, uma vez que meu pai também é da área. Desde que entrei para o setor, já atuei no segmento de refrigeração comercial leve, pesada e industrial em plantas de amônia e climatização, liderando grandes equipes de manutenção com profissionais muitas vezes mais velhos e mais experientes tecnicamente, isso foi um dos maiores desafios que tive dentro de multinacionais e empresas de prestação de serviço.

Logo sai da função de mecânico e passei para a função de líder, supervisor e gerente”, diz Gabriel.

Como mecânico, Gabriel aprendeu o que precisava da parte técnica, como líder, a liderar pessoas, como supervisor, a lidar com empresas, e como gerente, todo dia é um novo aprendizado!

Em suas múltiplas funções, Gabriel também é professor, ministrando cursos online e presencial, formando cerca de 10 mil profissionais.

“Dois anos após entrar no segmento, comecei a dar aulas para dividir meu conhecimento com outras pessoas, e foi a melhor sensação de todas. Hoje posso olhar para trás e ver que foram quase 10 mil alunos formados presencialmente e online, não sei se existe recompensa maior do que saber que milhares de famílias são sustentadas pela refrigeração, e muitos desses profissionais deram os primeiros passos através do conhecimento que compartilhei, isso não tem preço”, comemora.

Figura ativa nas redes sociais, Gabriel lidera equipes de profissionais do setor

Para ele o mercado de HVAC-R é primordial para toda a sociedade, desde o pãozinho do café da manhã que comemos, até o smartphone que utilizamos: “No processo de produção, armazenagem e transporte tem espaço para os profissionais do nosso segmento. Faça um teste agora e perceba que em tudo a cadeia do frio é presente, e esse mercado está em crescente evolução, seja na indústria, comércio, conforto e logística, sendo que, alguns desses processos nem podem funcionar sem a refrigeração e climatização”.

Com toda sua expertise, Gabriel se empenha dia a dia em levar conhecimento para milhares de profissionais e destaca a relevância do PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle), muitas vezes colocado em segundo plano, além da qualificação da mão de obra.

“O PMOC deixou de ser apenas uma tendência e se tornou uma realidade, a oferta está crescendo a cada dia, e atualmente, a preocupação com saúde tornou-se eminente. Um PMOC bem executado garante qualidade do ar em ambientes climatizados, ou seja, saúde para os ocupantes. Diariamente eu recebo ligações de alunos que estão negociando contratos com grandes empresas, alguns deles nem sabiam que teriam chance de estar disputando com grandes empresas do nosso mercado. Temos muitos técnicos bons, mas vários não conhecem a fundo sobre isso, desta forma, perdem muitas oportunidades de negócios, quanto mais conhecimento aplicado, maior oportunidade dentro do nosso segmento”.

 

Treinamento e qualificação

Para Gabriel, a constante atualização profissional traz inúmeros benefícios na qualificação de colaboradores, pois gestores e equipes trabalharão na tendência de mercado, com estímulo e fortalecimento. Este fato garante aos negócios um diferencial e competitividade no setor.

“Eu e minha equipe de 10 colaboradores ministramos treinamentos para diversas áreas do setor de HVAC-R. Os cursos são voltados para os segmentos técnicos e de gestão. Sabemos que muitos profissionais perecem por falta de conhecimento e a indústria do frio está carente de mão de obra qualificada, mais de 30% dos meus alunos presenciais já saem empregados da escola ou disputando vagas no mercado, em alguns casos, muitos já começam a empreender e trabalhar prestando serviços no setor”.

Com centenas de amigos que fez através da refrigeração, uma grande motivação de Gabriel é sua família! Casado com Lilian, conta com o apoio incondicional também de seus pais, Marcel e Inês. Com o pai, ele mantém um canal no YouTube – Refrigeração na Prática e no seu próprio canal Gabriel Pardo Mestre PMOC, conta com 6 mil inscrições.

 

A família é sua maior motivação e apoio em tempo integral

“Minha família é minha maior motivação, minha esposa, Lilian, me apoia todos os dias, além de meu pai Marcel, que me ajudou e continua me ajudando profissionalmente, como também minha mãe Inês, que todos os dias dobra os joelhos pedindo proteção para minha família. Tenho centenas de amigos que a refrigeração e a internet me trouxeram, entre eles, a equipe da Revista do Frio e todo o corpo operacional, que são inspiração para mim. Gosto de tocar violão, games, e jiu jitsu nas horas vagas. Entre todas as conquistas, a maior delas é conseguir ajudar muitos amigos da refrigeração a crescerem e evoluírem e quero ser sempre lembrado por isso. Fica aqui registrada a minha gratidão a todos que me ajudaram desde do início da minha caminhada profissional, meus familiares, amigos, professores e alunos, e que sempre transborde prosperidade na vida das pessoas”!

Gabriel deixa o seu recado: “Sonhador não é quem dorme o dia todo, e sim, quem perde o sono pelo seu sonho. Faça seu trabalho sempre com amor e o dinheiro se tornará consequência”.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/04/gabriel-pardo-gente-do-frio-abril1-e1619183035998.jpg 687 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-04-20 19:00:562021-05-24 14:49:52Gabriel Pardo: aprendizagem passada de pai para filho

Compressores de velocidade variável são o caminho para a economia de energia na refrigeração

15/04/2021

A energia, sua geração e disponibilidade, são não apenas fundamentais para a economia de todos os países e para a saúde de qualquer população, mas também uma questão ambiental global. O mesmo acontece com a refrigeração. Embora ela seja vital para a preservação dos alimentos e o desenvolvimento da economia, assim como para a medicina e os progressos científicos, é também uma grande consumidora de energia: a estimativa do Instituto Internacional de Refrigeração é que o setor (incluindo ar-condicionado) consome cerca de 17% da eletricidade usada em todo o mundo.

A refrigeração é um setor altamente tecnológico e a eficiência energética está entre as prioridades na busca constante por evolução e inovação dessa indústria. Um de seus direcionadores tecnológicos é o compressor de velocidade variável (também conhecido por compressor inverter), que, depois de provar suas vantagens e se tornar tendência no mercado de condicionadores de ar e aplicações de refrigeração doméstica, agora está ganhando cada vez mais espaço na indústria de refrigeração comercial em todo o mundo.

Em comparação com o compressor de velocidade fixa (também conhecido como on-off), o de velocidade variável tem um tipo de motor diferente, o motor BLDC (corrente contínua sem escova). Trata-se de um motor trifásico de corrente contínua. Outra diferença é que este motor trabalha conectado com um dispositivo chamado inversor de frequência. O inversor controla o motor do compressor, proporcionando diferentes velocidades de rotação em função da carga térmica do sistema de refrigeração, diminuindo a rotação quando a temperatura ideal é atingida e aumentando quando é necessária maior remoção de calor.

Graças a estas características, os compressores de velocidade variável têm significativas vantagens sobre os de velocidade fixa, e aqui as listamos na perspectiva que mais importa: a do usuário final.

Economia de energia. Um compressor tradicional de velocidade fixa opera em velocidade constante (3000rpm a 50Hz / 3600rpm a 60Hz), continuamente ligando e desligando para atender a demanda de resfriamento do equipamento. Este modo de operação exige uma carga de energia abrupta durante a partida do compressor. Posteriormente, o compressor opera em sua rotação máxima por todo o período de funcionamento, independente da carga térmica, o que leva ao desperdício de energia.

Como descrito previamente, compressores de velocidade variável utilizam uma eletrônica integrada, que permite controlar a velocidade de rotação, diminuindo ao atingir a temperatura alvo, e aumentando quando houver necessidade de mais remoção de calor, idealmente sem ligar e desligar (ou com uma consistente redução dos ciclos de ligar e desligar e com uma potência de partida limitada, em relação aos compressores on-off). Isso permite que o compressor use apenas a quantidade de energia necessária em cada momento e nada mais.

A economia de energia com a utilização de velocidade variável varia de acordo com a aplicação, mas é sempre muito significativa. A Embraco fez diversos estudos de casos com compressores e a única mudança feita foi a troca de um compressor de velocidade fixa por um de velocidade variável. O resultado foi uma economia de energia de pelo menos 15% e de até cerca de 40%. Apenas para citar um exemplo, em um freezer horizontal com desempenho otimizado – por utilizar um compressor on-off de alta eficiência com refrigerante R-290 – a redução de energia foi de 32,6% em uma temperatura ambiente de 20°C, quando usado um compressor de velocidade variável com lógica de controle Smart Drop In (SDI), sem qualquer outra otimização do sistema.

 

Recuperação de temperatura mais rápida. Os compressores inverter se recuperam das aberturas de portas com muito mais rapidez. Em rotações mais altas, esses compressores são capazes de regular rapidamente o delta entre as temperaturas do produto e do ambiente.

Possuem um tempo médio de pulldown (abaixamento de temperatura) menor, que é o tempo necessário para baixar a temperatura do produto, desde sua temperatura inicial (no gabinete do refrigerador) até a temperatura final desejada. Os testes com compressor inverter têm mostrado uma redução média de 20% no tempo de pulldown em comparação aos on-off.  Esse modo de trabalho também contribui para a economia de energia em relação aos compressores tradicionais: o compressor inverter atinge rapidamente as condições estabilizadas, nas quais funciona a uma baixa rotação (com economia de energia).

Baixo nível de ruído e vibração. A tecnologia de velocidade variável permite que as aplicações também gerem menos ruído (menos barulho), em razão de operarem em rotações mais baixas por períodos mais longos do que a de velocidade fixa. Além disso, existe a característica da “partida suave”, que significa que o compressor inicia a operação com uma velocidade mais baixa e, em alguns minutos, acelera até atingir a velocidade necessária, ajustando continuamente a corrente para fornecer a energia requerida dependendo das condições do sistema, com menos vibração e ruído. É importante ressaltar que, em alta rotação, acima de 3600 RPM, o ruído do compressor de velocidade variável é equivalente a um compressor liga-desliga.

Ciclo de vida. Devido à forma como o compressor de velocidade variável trabalha, controlando sua velocidade de rotação de acordo com a temperatura necessária, com longos períodos de funcionamento em baixa velocidade, sua expectativa de vida útil será inerentemente mais duradoura em comparação com o compressor de velocidade fixa.

Ampla faixa de tensão. Graças ao inversor de frequência, eletrônica que comanda o compressor, os sistemas de refrigeração com velocidade variável tem um comportamento muito bom em fortes flutuações de tensão (situações que podem acontecer em muitos países): em baixas tensões, onde o compressor on-off pode nem dar partida, um de velocidade variável o faz. Por exemplo, em locais onde a tensão é de 115V60Hz, por regulamentação, a tensão da rede pode variar de 98V até 127V. O compressor on-off irá funcionar apropriadamente se a tensão estiver dentro deste intervalo, entretanto, sabemos que na prática a tensão muitas vezes pode estar fora destes limites. No caso do compressor de velocidade variável, considerando que utilize um inversor de frequência 115V, ele pode operar normalmente em um intervalo que pode variar entre  70V e 140V.

Eficiência de espaço. Os compressores inverter não são apenas energeticamente eficientes, eles também são eficientes em espaço. Isso porque pode-se produzir um compressor de velocidade variável em menor tamanho para fazer o mesmo trabalho de um compressor de velocidade fixa, que é maior. Durante a fase do projeto para o compressor on-off é necessário projetar seu tamanho para suportar o maior pico de capacidade de resfriamento, uma vez que ele sempre operará em velocidade máxima. Já em um compressor de velocidade variável, o tamanho pode ser projetado para a velocidade média que ele terá na maior parte do tempo, que será uma velocidade mais baixa. Ao liberar mais espaço dentro de gabinetes comerciais sem mudar nenhuma dimensão externa, os fabricantes podem projetar equipamentos de forma mais criativa e fornecer opções de layout mais flexíveis para as lojas.

Há mais do que isso

Além da velocidade variável, outra tecnologia que contribui para a eficiência energética do compressor são os fluidos hidrocarbonetos. Devido às características termodinâmicas dos refrigerantes HCs, proporcionam também, por si sós, uma economia de energia em relação aos HFCs (hidrofluorcarbonetos). Nos testes, usando um compressor on-off, na mesma aplicação, trocando somente o refrigerante HFC R-404A para o refrigerante natural R-290, a energia economizada atingiu em torno de 10%, gerando a mesma capacidade de refrigeração.

Apesar dos fatos aqui destacados terem um impacto mais alto na refrigeração comercial do que na residencial, a adoção da velocidade variável na refrigeração doméstica tem sido alta em muitos países devido a rígidas regulamentações de consumo de energia. Um exemplo é a Europa, onde as regulamentações para classificação de eletrodomésticos por seu nível de consumo de energia estão em vigor há muitos anos. Enquanto isso, na refrigeração comercial, a penetração da velocidade variável – apesar de já ser importante em gabinetes integrados para varejistas – ainda tem um amplo espaço de crescimento. Em março, a Europa já adicionou novas regulamentações que irão contribuir para a difusão dos compressores inverter.

Segundo a Nidec, na refrigeração comercial os principais obstáculos para a adoção de compressores de velocidade variável são: seus benefícios ainda pouco disseminados, seu preço, superior ao compressor de velocidade fixa e a necessidade de uma unidade de controle adicional para regular os parâmetros de funcionamento dos compressores, que existiu por muitos anos e encarecia todo o sistema.

Mas isso está mudando. Graças à evolução da tecnologia do compressor e seus eletrônicos embutidos, a diferença de preço dos compressores inverter em comparação aos compressores on-off tende a diminuir. Além disso, levando em consideração a economia na conta de energia, o investimento tem um retorno rápido (até seis meses em algumas aplicações para o varejo). Em relação à necessidade de uma unidade de controle, isso não é mais verdade. Existem soluções disponíveis no mercado que eliminam a necessidade de uma unidade de controle adicional.

Neste novo momento de economia global em que proteger o meio ambiente ganha nova importância, cada vez mais, a eficiência energética está se tornando um critério relevante para a tomada de decisões e a tecnologia para isso está se tornando mais acessível. A tendência é vermos cada vez mais compressores inverter no mercado de refrigeração, tanto doméstica quanto comercial.

____

Por: Daniel Fretta, Especialista de Engenharia de Aplicação na Nidec Global Appliance, onde atua com o portfólio Embraco

Com contribuições de Daniel Daniel Hofmann, John Prall, Daniel Hense, Peter Buksar e Marino Bassi, todos da Nidec Global Appliance.

 

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