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Arquivo para Tag: HVAC-R

Gree lança linhas GMV mini/slim e modular 220V para projetos comerciais

09/06/2026

Novos sistemas de climatização destinados a empreendimentos comerciais e corporativos passam a ser comercializados exclusivamente pela Leveros no mercado brasileiro.

A Gree anunciou o lançamento no Brasil das linhas VRF GMV mini/slim e modular 220V, desenvolvidas para aplicações em projetos comerciais e corporativos. Os equipamentos passam a integrar o portfólio da fabricante com foco em flexibilidade de instalação, capacidade operacional e tecnologias voltadas a diferentes tipos de ambientes.

Segundo a empresa, a linha GMV possui amplos limites de instalação e software de seleção para auxiliar no dimensionamento dos projetos. O sistema também permite simultaneidade de até 135%, possibilitando maior flexibilidade no dimensionamento das unidades externas conforme as demandas de climatização.

De acordo com Renan Vieira, gerente de Engenharia (CAC) da Gree Brasil, o GMV6 foi desenvolvido para oferecer maior liberdade de projeto, instalação simplificada e resposta rápida ao controle de climatização. O executivo afirma que a tecnologia de comunicação CAN+ proporciona confiabilidade e precisão em tempo real e que o sistema pode atender até 80 ambientes internos em uma única instalação. Vieira destaca ainda o trocador de calor de alta eficiência, os modos de economia de energia e o controle alternado HPAC como recursos voltados ao desempenho operacional.

Os modelos GMV mini/slim utilizam compressores inverter com câmaras de alta performance e pressão, tecnologia que, segundo a fabricante, reduz perdas por superaquecimento. A linha também incorpora motor Permasyn de alta eficiência e tecnologia de controle de torque máximo com menor consumo de corrente. A faixa de operação informada pela empresa varia de -5°C a 52°C em refrigeração e de -20°C a 27°C em aquecimento.

A Gree informa que a durabilidade dos equipamentos é ampliada pela tecnologia Digital Cool, que utiliza o fluido refrigerante para reduzir a temperatura da placa eletrônica de 80°C para 65°C. A empresa afirma ainda que os grandes limites de tubulação e a tecnologia de partida em circuito fechado simplificam a instalação. No modelo GMV Slim, o design compacto foi desenvolvido para facilitar o transporte e a instalação em locais de acesso restrito.

Os equipamentos também contam com controle inteligente de temperatura para resfriamento e aquecimento rápidos e sistema de controle de degelo baseado em parâmetros operacionais em tempo real.

Os novos produtos já estão disponíveis no mercado brasileiro e são comercializados com exclusividade pela Leveros. Segundo a Gree, a parceria contempla suporte técnico e consultoria para especificação, comercialização e aplicação dos equipamentos em projetos de climatização.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gree-gmv.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-09 13:28:122026-06-09 13:28:52Gree lança linhas GMV mini/slim e modular 220V para projetos comerciais

Supermercados aceleram a adoção de tecnologias de baixo impacto ambiental

08/06/2026

Sistemas com CO2‚ e outros fluidos naturais avançam no Brasil, impulsionados por eficiência energética, regulamentações ambientais e novas soluções tecnológicas da indústria de HVAC-R

A transição para uma refrigeração mais sustentável já é uma realidade no varejo alimentar. Supermercados, centros de distribuição e frigoríficos vêm adotando cada vez mais sistemas baseados em refrigerantes naturais, principalmente o dióxido de carbono (CO2‚  ou R744), como parte das estratégias para reduzir emissões e aumentar a eficiência energética das operações.

Esse movimento acompanha a redução global do uso de hidrofluorcarbonos (HFCs), impulsionada por acordos internacionais e regulamentações ambientais. O CO2‚ ganha protagonismo por apresentar potencial de aquecimento global extremamente baixo (GWP=1) e características termodinâmicas que favorecem aplicações comerciais de refrigeração.

Além do impacto ambiental reduzido, os sistemas com CO2‚ têm ampliado sua presença no varejo alimentar também por ganhos operacionais. Tecnologias como sistemas transcríticos e booster permitem melhorar o desempenho energético e integrar funções como aquecimento de ambientes e recuperação de calor, reduzindo o consumo total de energia das lojas.

Segundo Joana Canozzi, diretora de serviços de engenharia da Copeland, essa transição tecnológica tende a se intensificar à medida que o setor se adapta às metas globais de sustentabilidade. Na mesma linha, Javier Korenko, engenheiro de aplicação da Danfoss do Brasil, aponta que o avanço de controles eletrônicos e de componentes específicos tem sido decisivo para viabilizar o uso do CO2‚ em diferentes condições operacionais, incluindo cenários climáticos mais desafiadores.

Fabricantes de compressores e equipamentos também têm ampliado seus portfólios voltados aos refrigerantes naturais, com o desenvolvimento de soluções específicas para aplicações com CO2‚ , amônia e hidrocarbonetos, considerando requisitos de segurança e eficiência em sistemas que operam sob pressões mais elevadas.

Supermercados já colhem resultados

Embora ainda esteja em expansão no Brasil, a tecnologia já apresenta exemplos práticos no varejo. Um dos casos é o hipermercado da rede Condor, inaugurado em São José dos Pinhais (PR), que adotou um sistema de refrigeração em cascata com CO2‚  desenvolvido em parceria com a Eletrofrio e Bitzer.

Equipamento com tecnologia de refrigeração com CO2

Tecnologias como CO2‚ transcrítico, integração energética e sistemas inteligentes de controle tende a se tornar um diferencial competitivo no mercado

“A tecnologia de refrigeração com CO2‚ utilizada no hipermercado Condor foi desenvolvida ao longo de dois anos. A instalação utiliza CO2‚ na etapa de baixa temperatura para o resfriamento de freezers e câmaras frias, reduzindo significativamente o consumo energético. Segundo dados do projeto, o sistema permitiu economia de cerca de 20% no consumo de energia dos freezers, o que representa aproximadamente 5% de redução no consumo energético total do sistema de refrigeração da loja”, explica Rogério Marson Rodrigues, gerente de engenharia da Eletrofrio.

Casos como esse mostram que a adoção de refrigerantes naturais não está restrita a mercados europeus ou norte-americanos. Com a evolução das tecnologias e maior disponibilidade de equipamentos, os sistemas de CO2‚ já são realidade também na América Latina.

Além da eficiência energética, outro benefício importante é a possibilidade de recuperar calor do sistema de refrigeração para aquecer ambientes ou água, aumentando ainda mais a eficiência global da instalação, algo cada vez mais valorizado em projetos de supermercados sustentáveis.

  • Troféu Oswaldo Moreira 2026 abre votação da fase final
  • Como funciona um sistema de refrigeração?
  • O segredo da alta performance em compressores

O sistema de refrigeração com CO2‚ instalado, é um sistema em cascata que utiliza CO2‚ como fluido refrigerante no estágio de baixa pressão (subcrítico), com expansão direta, para resfriar os freezers. O propilenoglicol é utilizado como fluido de transferência de calor em um sistema bombeado que circula nos condensadores em cascata de CO2. No estágio de alta pressão, utiliza-se uma carga muito baixa de R134a. O sistema de congelamento que utiliza CO2‚ foi dividido em 3 racks compactos com 2 compressores Octagon instalados em paralelo. Para economizar espaço e facilitar a instalação e a manutenção, os racks de CO2‚ foram instalados no teto do estacionamento subterrâneo, sob o piso da loja Condor, posicionados próximos às ilhas de congelamento. O sistema de alta pressão consiste em 6 compressores semi-herméticos instalados em uma estrutura de racks.

Condor adotou um sistema de refrigeração em cascata com CO2‚ desenvolvido na etapa de baixa temperatura para o resfriamento de freezers e câmaras frias

Outras características do sistema incluem: Sistema de recuperação de calor que captura o calor do estágio de alta pressão, produzindo água quente para toda a loja; ventiladores de condensador de velocidade variável, que garantem maior estabilidade da temperatura de condensação. A pressão de condensação varia com a temperatura ambiente, reduzindo o consumo de energia; válvulas de expansão eletrônicas utilizadas nos trocadores de calor de propilenoglicol e controladores de rack.

Tendência irreversível

Com a pressão regulatória e o avanço tecnológico, especialis  tas apontam que o setor de refrigeração comercial caminha rapidamente para um cenário dominado por refrigerantes naturais e sistemas de alta eficiência energética.

“Para fabricantes, projetistas e instaladores, essa transição também representa novas oportunidades. O domínio de tecnologias como CO2‚ transcrítico, integração energética e sistemas inteligentes de controle tende a se tornar um diferencial competitivo no mercado varejista. A refrigeração sustentável deixa de ser apenas uma tendência e passa a se consolidar como um novo padrão para supermercados e frigoríficos que buscam eficiência, competitividade e responsabilidade ambiental”, conclui Rodrigues.

–

Resumen (Español)

La adopción de refrigerantes naturales, especialmente el CO2 (R744), avanza en el comercio alimentario brasileño como respuesta a las exigencias ambientales y a la búsqueda de mayor eficiencia energética. Empresas como Copeland, Danfoss do Brasil, Eletrofrio y Bitzer participan en el desarrollo de tecnologías que permiten ampliar el uso de estos sistemas en supermercados, centros de distribución y frigoríficos. Un ejemplo es el hipermercado Condor, en São José dos Pinhais, que implementó un sistema de refrigeración en cascada con CO2 y registró una reducción aproximada del 20% en el consumo energético de los congeladores. Especialistas señalan que la combinación de controles electrónicos, recuperación de calor y sistemas inteligentes consolida a los refrigerantes naturales como una de las principales tendencias de la refrigeración comercial.

Summary (English)

The adoption of natural refrigerants, particularly CO2 (R744), is expanding across Brazil’s food retail sector as companies seek greater energy efficiency and lower environmental impact. Manufacturers and technology providers such as Copeland, Danfoss do Brasil, Eletrofrio and Bitzer are supporting this transition through solutions designed for commercial refrigeration applications. One example is the Condor hypermarket in São José dos Pinhais, which implemented a cascade refrigeration system using CO2 and achieved an estimated 20% reduction in freezer energy consumption. Industry specialists indicate that advances in electronic controls, heat recovery systems and intelligent energy management are accelerating the shift toward natural refrigerants and high-efficiency refrigeration systems.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/06/refrigeracao-comercial-supermercados-scaled-e1655729337930.jpg 699 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-08 16:32:282026-06-08 16:32:28Supermercados aceleram a adoção de tecnologias de baixo impacto ambiental

Troféu Oswaldo Moreira 2026 abre votação da fase final

03/06/2026

Votação online para escolher os vencedores da edição 2026 segue aberta até 17 de junho. Após essa data, a participação será restrita aos convidados presentes na cerimônia de premiação.

A votação da fase final do Troféu Oswaldo Moreira 2026 está aberta. Os finalistas já foram definidos e a escolha dos vencedores passa a depender da participação do público.

A votação online pode ser realizada pelo link até o dia 17 de junho, às 23h59. Após esse prazo, a votação será reaberta em 18 de junho exclusivamente para os convidados presentes na cerimônia de premiação.

Entre os finalistas da edição 2026 estão empresas e profissionais de diferentes segmentos do setor HVAC-R.

Na categoria Destaque Comércio Distribuidor de Ar Condicionado, concorrem Central Ar, Climario e Leveros.

Na categoria Destaque Comércio e Distribuidor de Insumos, os finalistas são Frigelar, Arcotec e Frio Rio.

Em Personalidade da Indústria, disputam a premiação Diego Camargos, Anderson Bruno e Luiz Freitas.

Na categoria Personalidade do Comércio, os indicados são Tiziano Filho, Luiz Tunda e Gilson Miranda.

A categoria Destaque da Indústria de Ar Condicionado reúne LG, Gree e Elgin.

Em Destaque da Indústria de Refrigeração, os finalistas são Pescan, Elitech e RLX.

Já na categoria Instaladores, concorrem Saulo Maia, Patrício Rodrigues e Uanderson Aguiar.

O Troféu Oswaldo Moreira reconhece empresas e profissionais da cadeia de climatização, refrigeração, aquecimento e ventilação. Os interessados em participar da escolha dos vencedores devem registrar seus votos dentro do prazo estabelecido pela organização.

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Resumen (español)

La votación de la fase final del Trofeo Oswaldo Moreira 2026 ya está abierta. Los finalistas fueron definidos en categorías relacionadas con la industria, el comercio y los profesionales del sector HVAC-R. La votación en línea estará disponible hasta el 17 de junio a las 23:59 y, posteriormente, continuará únicamente para los invitados presentes en la ceremonia de premiación.

Summary (English)

Voting for the final stage of the Oswaldo Moreira Trophy 2026 is now open. Finalists have been selected in categories covering industry, trade and HVAC-R professionals. Online voting remains available until June 17 at 11:59 p.m., after which voting will continue exclusively for guests attending the award ceremony.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/06/trofeu-oswaldo-moreira-e1654266296719.jpg 699 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-03 14:23:152026-06-03 14:28:01Troféu Oswaldo Moreira 2026 abre votação da fase final

Febrava realiza primeira edição no Rio de Janeiro em outubro

03/06/2026

Feira será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, reunindo mais de 100 marcas expositoras e conectando a indústria aos profissionais do setor

A Febrava realizará sua primeira edição no Rio de Janeiro entre os dias 6 e 8 de outubro, no Riocentro. A feira reunirá mais de 100 marcas expositoras nacionais e internacionais e terá foco na conexão entre indústria, tecnologia e demanda corporativa do setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (HVAC-R).

Segundo a organização, a expectativa é receber mais de 10 mil visitantes. O evento apresentará soluções e lançamentos de fabricantes de equipamentos, distribuidores, fornecedores de tecnologias aplicadas e indústrias ligadas à cadeia HVAC-R.

A expansão da feira para o Rio de Janeiro ocorre em um contexto de crescimento do mercado. Dados da Abrava indicam que o setor deve movimentar R$ 55,62 bilhões em 2026, após faturamento estimado de R$ 50,15 bilhões em 2025.

Levantamento da Firjan aponta que a cadeia produtiva concentra mais de 9% dos trabalhadores especializados do país e atende segmentos como construção civil, petróleo e gás, energia, indústria química e farmacêutica, saúde e hospitalidade.

De acordo com Tatiana Rassini, gestora da feira, a escolha do Rio de Janeiro está relacionada à relevância industrial do estado e à capacidade de integrar diferentes cadeias produtivas vinculadas ao setor HVAC-R.

A programação incluirá o 1º ECOA – Encontro da Construção Civil e HVAC-R, com três dias de conteúdo técnico desenvolvido em parceria com institutos, universidades e entidades setoriais. As atividades abordarão temas relacionados às áreas de construção, petróleo e gás, hospitalidade e refrigeração.

Outra iniciativa prevista é o Sunset, espaço voltado ao relacionamento entre expositores, especificadores e usuários finais, com apresentações de artistas locais. As ações serão realizadas em parceria com a Feicon Rio.

Para Marcelo Kaiuca, presidente do Fórum Setorial da Construção Civil da Firjan, a realização da feira contribui para aproximar indústria, fornecedores, investidores e profissionais do mercado. Já Márcio Alves, diretor de portfólio da RX, afirma que a edição busca ampliar a conexão entre os diferentes segmentos do setor em uma região considerada estratégica para a atividade industrial e corporativa.

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Resumen (español)

La Febrava realizará su primera edición en Río de Janeiro del 6 al 8 de octubre en Riocentro. La feria reunirá a más de 100 marcas expositoras nacionales e internacionales y espera recibir más de 10 mil visitantes. El evento estará orientado a la generación de negocios, la presentación de tecnologías y la conexión entre fabricantes, proveedores y usuarios corporativos del sector HVAC-R. La programación incluirá el 1º ECOA – Encuentro de la Construcción Civil y HVAC-R, además de actividades de networking desarrolladas en asociación con Feicon Rio.

Summary (English)

Febrava will hold its first edition in Rio de Janeiro from October 6 to 8 at Riocentro. The trade fair will bring together more than 100 national and international exhibitors and is expected to attract over 10,000 visitors. The event will focus on business generation, technology showcases, and connections among manufacturers, suppliers, and corporate users from the HVAC-R sector. The program will also feature the 1st ECOA – Civil Construction and HVAC-R Meeting, as well as networking initiatives developed in partnership with Feicon Rio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/febrava-rio2026-teaser-scaled-e1780506560109.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-03 14:10:572026-06-03 14:10:57Febrava realiza primeira edição no Rio de Janeiro em outubro

Como funciona um sistema de refrigeração?

03/06/2026

Entenda o papel do compressor, condensador, evaporador e dispositivo de expansão no ciclo de refrigeração.

Por Adriano Francisco Ronzoni, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento na Nidec Global Appliance

Criado em 2019, o Dia Mundial da Refrigeração surgiu com o intuito de conscientizar a comunidade internacional sobre o papel do HVAC-R em toda a sociedade. Durante séculos, a humanidade confiou exclusivamente na natureza para produção de frio. Dos sistemas subterrâneos de preservação de alimentos e bebidas feitos de anéis de terracota do imperador Chinês Shih Huang Ti (220 A.C) até as fazendas de gelo do rio Hudson em meados do século XIX, o advento de tecnologias de resfriamento ficou limitado pela disponibilidade de gelo natural durante os meses de inverno (Gantz, 2015).

Pode-se afirmar que o ramo da indústria que conhecemos hoje como cadeia do frio teve sua origem nas “fazendas de gelo” do rio Hudson, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, de onde os blocos de gelo eram extraídos pelo processo de

Ice Harvesting (colheita de gelo). Durante os meses de inverno, os blocos eram cortados, removidos e então transportados de navio para diferentes localidades onde eram armazenados em Ice Houses (depósitos isolados termicamente para preservar o gelo extraído da natureza). As primeiras tentativas de produção artificial de frio são atribuídas ao professor Willian Cullen, da Universidade de Edimburgo que, em 1755, produziu gelo ao fazer vácuo em um recipiente contendo um fluido volátil. Somente em 1834, obteve-se a primeira descrição completa de um sistema de refrigeração contendo os quatro processos básicos (compressão, condensação, expansão e evaporação), trabalho realizado pelo inventor e engenheiro mecânico britânico Jacob Perkins (British patent 6.662). Desde então, evoluímos muito, alcançando novas tecnologias que permitiram a expansão dos negócios e da qualidade de vida ao redor do mundo.

Como funciona um sistema de refrigeração?

A grande maioria dos refrigeradores funciona através de um princípio conhecido como compressão mecânica de vapor. Um sistema de refrigeração típico é composto por quatro componentes básicos: compressor, condensador, dispositivo de expansão e evaporador. Um fluido volátil (fluido refrigerante) circula através do sistema de refrigeração onde é repetidamente convertido entre as formas de líquido e vapor. O compressor é responsável por comprimir o fluido refrigerante na condição de vapor superaquecido da pressão de baixa (pressão de evaporação) até a pressão de alta (pressão de condensação). Depois desse processo, o fluido refrigerante em alta pressão e temperatura escoa através do condensador.

 

E qual a função do condensador?

O condensador é um trocador de calor que opera em alta pressão e a uma temperatura superior à temperatura do ambiente onde o sistema está localizado. Dessa forma, o condensador é capaz de rejeitar calor do fluido refrigerante para o ambiente. Esse processo de rejeição de calor reduz a energia total do fluido refrigerante levando-o da condição de vapor superaquecido até a condição de líquido sub-resfriado na saída do trocador de calor.

O fluido refrigerante no estado líquido tipicamente escoa através de um filtro secador, responsável pela remoção da umidade eventualmente presente no sistema. Ao sair do filtro secador, o refrigerante então expande no dispositivo de expansão (um tubo capilar ou válvula de expansão, por exemplo) tendo sua pressão reduzida, o que causa a mudança de fase de parte do refrigerante (do estado líquido para vapor).

É o processo de transformação de refrigerante líquido em vapor que causa a redução da temperatura do fluido. Alguns sistemas de refrigeração ainda contam com um trocador de calor intermediário, ou trocador de calor do tipo tubo capilar – linha de sucção. Em linhas gerais, esse trocador tem a função de reduzir a entalpia na entrada do evaporador (ganho de capacidade de refrigeração) e aumentar a temperatura do refrigerante na sucção do compressor, reduzindo por exemplo problemas de sudação de linha ou retorno de refrigerante líquido ao compressor.

  • Compressores de velocidade variável são o caminho para a economia de energia na refrigeração
  • Como lidar com um compressor ineficiente
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O fluido refrigerante ao sair do dispositivo de expansão encontra-se agora no estado bifásico (vapor + líquido) na pressão de evaporação. O escoamento do refrigerante em baixa temperatura através do trocador de calor de baixa (evaporador) é o que permite a remoção da energia do ambiente refrigerado (por exemplo, o freezer de um refrigerador doméstico). Ao absorver energia do ambiente refrigerado (reduzindo a temperatura do freezer), o refrigerante termina seu processo de evaporação e, tipicamente, todo o líquido remanescente é transformado em vapor que escoa em direção à sucção do compressor, onde o ciclo se repete.

Tipos de compressor de acordo com a pressão de retorno

A aplicação de compressores é tipicamente classificada em função do nível de temperatura de evaporação do sistema. Os compressores são então divididos em três classes: baixa, média e alta, nas siglas em inglês: (i) LBP (Low Back Pressure), (ii) MBP (Medium Back Pressure) e (iii) HBP (High Back Pressure).

Compressores do tipo LBP (baixa pressão de retorno) são indicados para aplicações com temperaturas de evaporação aproximadamente entre  -35°C e -10°C como por exemplo freezers horizontais, freezers verticais e ilhas refrigeradas tipicamente encontrados em supermercados.

Compressores do tipo MBP (média pressão de retorno) são indicados para aplicações com temperaturas de evaporação aproximadamente entre -20°C e 0°C, como por exemplo refrigeradores utilizados em supermercados ou padarias e sistemas para conservação de laticínios. Alguns desses produtos operam a temperaturas de conservação positivas para manter as propriedades físicas e sensoriais dos alimentos (frescor) evitando assim danos devido ao congelamento de alimentos frescos.

Compressores do tipo HBP (alta pressão de retorno) são indicados para aplicações com temperaturas de evaporação aproximadamente entre -15°C e 10°C, como por exemplo adegas e bebedouros.

Características que fazem diferença na troca do compressor

É muito importante saber as principais características do sistema de refrigeração para que se faça a substituição adequada do compressor. Tipo de fluido refrigerante, tipo de óleo e componentes elétricos são específicos para cada aplicação.

Um outro ponto relevante ao se especificar um compressor para uma determinada aplicação é a sua capacidade de refrigeração. Essa deve ser suficiente para atender às demandas do sistema durante a operação, como rápida redução da temperatura do compartimento quando o sistema é ligado pela primeira vez (conhecido como pull-down), recuperação de temperatura após abertura de portas ou até mesmo após a inserção de carga quente no sistema (ex: latas, garrafas ou alimentos quentes).

Quando o assunto é capacidade de refrigeração requerida, o isolamento do sistema tem um papel fundamental, pois é ele que evita a infiltração de energia do ambiente para o compartimento refrigerado. Quanto melhor o isolamento térmico, menor a capacidade requerida e mais econômico o sistema será.

No caso dos expositores de bebidas/alimentos tipicamente encontrados em supermercados, a introdução de portas reduz drasticamente a infiltração das cargas sensível (ar quente e seco) e latente (umidade), podendo levar a reduções acima de 40% no consumo de energia dependendo da condição de teste (Ligthart, 2007 e Heidinger et al., 2019).

Como pudemos ver, existe muita tecnologia envolvida na refrigeração, que é algo que se tornou fundamental no modo como vivemos. Como consequência disso, a indústria da cadeia do frio está em constante e rápida evolução, exigindo o mesmo ritmo dos profissionais em campo, desde os fabricantes de componentes até os técnicos e instaladores. Nós nos sentimos honrados pela criação do Dia Mundial da Refrigeração e temos certeza de que nossa área de trabalho tem um grande impacto no mundo.

 

Referências:

(1)  GANTZ, C., Refrigeration: a history, North Carolina:  McFarland and Company, 2015.

  • LIGTHART, F.A.T.M. Closed supermarket refrigerator and freezer cabinets. A feasibility study. Netherlands: N. p., 2008.
  • HEIDINGER, G., NASCIMENTO, S., GASPAR, Pedro; SILVA, Pedro. (2019). Comparing open and closed vertical refrigerated display cabinets at mild and tropical external environments. 10.18462/iir.icr.2019.1296.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Aftermarket-e1608565819737.jpg 467 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-03 12:52:432026-06-03 15:11:13Como funciona um sistema de refrigeração?

Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

02/06/2026

Medida anunciada pelo governo norte-americano mobiliza entidades industriais e pode afetar exportações de equipamentos e componentes fabricados no Brasil, em um momento de avanço da indústria HVAC-R nacional no mercado internacional.

A possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos passou a mobilizar entidades da indústria nacional nesta terça-feira (2). Representantes do setor de máquinas e equipamentos iniciaram articulações junto ao mercado norte-americano para tentar reverter a medida, argumentando que a iniciativa pode reduzir a competitividade da indústria brasileira e abrir espaço para fornecedores de outros países, especialmente da China.

Os Estados Unidos são atualmente um dos principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, respondendo por cerca de 27% das vendas externas do segmento, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A discussão ocorre em um momento de expansão internacional da indústria brasileira de HVAC-R. Empresas do setor vêm ampliando sua presença em mercados da América do Norte, América Latina, Europa e Oriente Médio por meio da exportação de equipamentos, componentes e sistemas desenvolvidos no país.

Além de equipamentos de refrigeração comercial e climatização, fabricantes brasileiros participam da cadeia global de suprimentos do setor por meio da produção de componentes, sistemas de controle, automação e tecnologias aplicadas à refrigeração e ao ar-condicionado.

A preocupação do setor está relacionada ao aumento do custo de entrada dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. Em manifestações recentes sobre medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, a Abimaq afirmou que alterações nas regras comerciais têm gerado incertezas para exportadores e investidores.

O tema ganha relevância em um momento em que entidades setoriais e empresas brasileiras vêm intensificando ações de internacionalização e promoção comercial voltadas ao mercado externo. Os Estados Unidos figuram entre os mercados estratégicos para fabricantes nacionais que buscam ampliar sua presença internacional.

O impacto efetivo para a indústria HVAC-R dependerá do alcance da medida, da lista final de produtos abrangidos e das negociações entre governo e setor produtivo. Enquanto isso, empresas exportadoras acompanham os desdobramentos da política comercial norte-americana e seus reflexos sobre os fluxos de comércio internacional.

O cenário permanece em aberto. Integrantes do governo brasileiro e representantes do setor produtivo aguardam a divulgação das conclusões preliminares da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o documento poderá ser apresentado nos próximos dias e servir de base para uma consulta ao setor privado antes da elaboração do relatório final, previsto para julho.

ATUALIZAÇÃO (03/06/2026) – Um dia após a divulgação da proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% sobre importações provenientes do Brasil e de outros países. A medida está relacionada a uma investigação distinta, voltada ao combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, e será submetida a consulta pública antes de eventual implementação. Ainda não está claro se a tarifa de 12,5% poderá ser aplicada de forma cumulativa à proposta de 25% anunciada anteriormente.

–

Resumen (español)

La posible aplicación de una tarifa del 25% a productos brasileños importados por Estados Unidos ha generado preocupación entre sectores industriales y exportadores. Entidades empresariales brasileñas iniciaron gestiones para intentar revertir la medida, argumentando que podría reducir la competitividad de los productos nacionales. El debate ocurre en un momento de expansión internacional de la industria brasileña de HVAC-R, que ha ampliado sus exportaciones de equipos y componentes hacia América del Norte y otros mercados.

Summary (English)

The possible implementation of a 25% tariff on Brazilian products imported by the United States has raised concerns among industrial and export sectors. Brazilian industry representatives have begun efforts to challenge the measure, arguing that it could reduce the competitiveness of domestic manufacturers. The discussion comes as Brazil’s HVAC-R industry expands its international presence, increasing exports of equipment and components to North America and other global markets.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-2-de-jun.-de-2026-14_15_40-e1780420725391.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 14:19:262026-06-03 14:59:27Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

ABRAVA revitaliza Regional Nordeste e anuncia nova diretoria

02/06/2026

Nova gestão atuará entre 2025 e 2028 com foco em integração regional, qualificação profissional e fortalecimento do setor HVAC-R.

A ABRAVA anunciou a revitalização da Regional Nordeste, iniciativa voltada ao fortalecimento da presença institucional da entidade e à ampliação da conexão com empresas e profissionais do setor HVAC-R na região.

A nova gestão será presidida por Maurício Lopes, da Artermica, tendo Julliane Gomes, da JG Engenharia & Climatização, como vice-presidente. A diretoria também conta com Marllon Batista, da BTS Engenharia, como diretor técnico, e Valdenir Martins Alves, da Tecsar Engenharia, como diretor de relacionamento.

Com mandato de 2025 a 2028, a Regional Nordeste atuará inicialmente de forma híbrida, sem escritório físico definido, utilizando bases operacionais já existentes e promovendo reuniões itinerantes entre os estados da região.

Entre as prioridades estão a estruturação administrativa da regional, a aproximação com empresas e profissionais e o desenvolvimento de ações alinhadas aos pilares da ABRAVA: descarbonização, qualidade do ar e segurança alimentar.

Na agenda da nova gestão, está previsto para 11 de agosto, em Fortaleza, o evento Panorama Regional ABRAVA Nordeste.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 09:21:282026-06-02 09:21:28ABRAVA revitaliza Regional Nordeste e anuncia nova diretoria

Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

31/05/2026

Artigo de Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, examina os possíveis desdobramentos regulatórios, ambientais e econômicos das mudanças anunciadas pelos Estados Unidos para o setor HVAC-R.

O anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a flexibilização de regras aplicadas a fluidos refrigerantes gerou interpretações de que o país poderia deixar o Protocolo de Montreal ou a Emenda de Kigali. Segundo análise técnica divulgada pela ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), os documentos oficiais da Casa Branca e da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) indicam um cenário diferente.

De acordo com o estudo assinado por Dr. Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, as medidas revisam duas regras domésticas da EPA relacionadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs): a “Technology Transitions Rule”, de 2023, e a “ER&R Rule”, de 2024. As mudanças ampliam prazos de transição para setores como supermercados, armazéns frigorificados, semicondutores e ar-condicionado residencial, além de revisar exigências aplicadas ao transporte refrigerado.

A análise ressalta que as revisões não alteram tratados internacionais nem modificam a AIM Act, legislação federal aprovada pelo Congresso dos EUA que prevê redução de 85% do consumo e da produção de HFCs até 2036. Segundo a ABRAVA, a própria EPA informou que continua obrigada a cumprir integralmente a legislação vigente.

Entre os setores contemplados pelas mudanças estão supermercados e varejo alimentar, com extensão de prazos para adoção de refrigerantes de menor potencial de aquecimento global (GWP), além do segmento de ar-condicionado residencial e comercial leve para equipamentos fabricados antes de 2025. A indústria de semicondutores também recebeu ampliação de prazos devido às características dos processos térmicos.

No transporte refrigerado, houve retirada de exigências consideradas inadequadas ao perfil operacional do setor. Armazéns frigorificados e equipamentos laboratoriais tiveram ajustes nos limites de GWP e nos cronogramas de transição.

Segundo o documento, as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano destacam possíveis reduções de custos para empresas e consumidores. A análise cita estudos anteriores da própria EPA e do Lawrence Berkeley National Laboratory que associam a transição para refrigerantes de menor GWP a ganhos de eficiência energética ao longo da vida útil dos equipamentos.

O texto também observa que a redução gradual da oferta de HFCs prevista na AIM Act pode aumentar a pressão sobre os preços de fluidos refrigerantes considerados obsoletos, especialmente em setores com elevada demanda volumétrica.

A ABRAVA afirma que esses fatores reforçam a necessidade de análises técnicas contínuas para orientar investimentos e planejamento no setor HVAC-R. A entidade destaca ainda o Observatório Kigali, iniciativa voltada à centralização de informações sobre a implementação da Emenda de Kigali no Brasil.

A análise também aborda a possibilidade de saída dos EUA do Protocolo de Montreal. Segundo a entidade, a Constituição norte-americana não estabelece procedimento detalhado para retirada de tratados internacionais e eventual saída só teria efeito um ano após comunicação oficial à Secretaria do Ozônio, responsável pelo protocolo.

O texto ressalta ainda que a AIM Act continuaria válida mesmo em um cenário de saída formal do acordo internacional, já que a legislação federal só pode ser alterada pelo Congresso dos EUA. Além disso, estados como Califórnia, Colorado e Nova York mantêm regulações próprias sobre HFCs.

Segundo a ABRAVA, não há indicação de que os Estados Unidos pretendam deixar o Protocolo de Montreal ou suas emendas. A entidade informou que participará da 48th OWG (Meeting of the Open-ended Working Group of the Parties) do Protocolo de Montreal, entre 13 e 17 de julho, em Bangkok, na Tailândia, para acompanhar os desdobramentos do tema.

Sobre possíveis impactos para o Brasil, a análise aponta que os efeitos diretos tendem a ser limitados no curto prazo. Dados do IBAMA indicam que, em 2025, 2,5% dos HFCs importados pelo Brasil tiveram origem nos Estados Unidos.

A entidade avalia que os principais impactos indiretos estão relacionados à interpretação econômica da implementação da Emenda de Kigali. Segundo o documento, os ganhos associados à eficiência energética seriam contínuos, enquanto os custos de adaptação ocorreriam de forma pontual.

–

Resumen (español)

La ABRAVA informó que las recientes revisiones regulatorias anunciadas por el gobierno de Estados Unidos sobre hidrofluorocarbonos (HFCs) no representan una salida del país del Protocolo de Montreal ni de la Enmienda de Kigali. El análisis técnico señala que las modificaciones afectan normas internas de la EPA relacionadas con plazos y exigencias sectoriales para supermercados, transporte refrigerado, aire acondicionado residencial y semiconductores. Según la entidad, la ley federal AIM Act continúa vigente y mantiene la meta de reducción del 85% en el consumo y producción de HFCs hasta 2036. Para Brasil, el impacto directo sería limitado en el corto plazo, aunque la ABRAVA advierte sobre posibles efectos indirectos vinculados a la interpretación económica de la transición hacia refrigerantes de menor GWP.

Summary (English)

ABRAVA stated that the recent regulatory revisions announced by the United States government regarding hydrofluorocarbons (HFCs) do not indicate a withdrawal from the Montreal Protocol or the Kigali Amendment. The technical analysis explains that the changes apply to domestic EPA rules involving transition deadlines and sector-specific requirements for supermarkets, refrigerated transport, residential air conditioning and semiconductors. According to the association, the federal AIM Act remains in force and still mandates an 85% reduction in HFC production and consumption by 2036. For Brazil, the direct impact is expected to remain limited in the short term, although ABRAVA highlighted possible indirect effects related to the economic interpretation of the Kigali Amendment implementation.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-31 01:20:492026-05-29 15:35:04Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

SMACNA Brasil homenageia professor Oswaldo de Siqueira Bueno em São Paulo

30/05/2026

Entidade reconheceu a atuação do professor no Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar e na Comissão Avaliadora dos Destaques do Ano SMACNA Brasil.

A SMACNA Brasil realizou, na última quarta-feira (28), em São Paulo, um almoço oficial para a entrega de uma placa de homenagem ao professor Oswaldo de Siqueira Bueno. A iniciativa reconheceu os 20 anos de atuação do docente junto ao Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar e sua participação na Comissão Avaliadora dos Destaques do Ano SMACNA Brasil.

O encontro reuniu integrantes da diretoria da entidade e convidados. Participaram do evento o engenheiro José Alberto Poy, presidente da SMACNA Brasil; o engenheiro Romulo Pieroni Sobrinho, vice-presidente da entidade; o engenheiro Alexandre de Paula Lima, diretor tesoureiro da SMACNA Brasil; o professor doutor Antonio Luis C. Mariani, representante POLI/SMACNA; João Hamilton de Abreu, cofundador do Programa SMACNA; e Rosangela Mitie, representante da A R Sistemas.

Em nota, a SMACNA Brasil agradeceu publicamente ao professor Oswaldo de Siqueira Bueno pela dedicação ao programa de educação continuada e pela contribuição ao desenvolvimento técnico do setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/logo-smacna-cursos-e1769089339605.png 528 916 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-30 03:15:562026-05-29 15:17:44SMACNA Brasil homenageia professor Oswaldo de Siqueira Bueno em São Paulo

Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

29/05/2026

O cálculo da capacidade térmica permite verificar se um sistema de climatização está entregando o desempenho nominal especificado pelo fabricante.

O método baseia-se na variação de entalpia do ar associada à vazão mássica no evaporador, sendo aplicável a sistemas split, self-contained e fan coils, tanto de expansão direta quanto de água gelada.

A equação fundamental é:

Capacidade térmica (kW) = ṁ × Δh

Onde:

  • ṁ = vazão mássica de ar (kg/s)
  • Δh = variação de entalpia (kJ/kg)

 

1 – Cálculo da Capacidade Térmica

A – Determinação da Vazão Mássica de Ar (ṁ)

A vazão mássica é obtida a partir da vazão volumétrica e da densidade do ar.

A.1 – Vazão volumétrica

A vazão volumétrica é calculada por:

Q = V × A

Onde:

  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • V = velocidade média do ar (m/s)
  • A = área útil da face da serpentina (m²)

 

Procedimento:

  1. Medir largura e altura úteis da serpentina.
  2. Calcular a área (m²).
  3. Medir a velocidade média com anemômetro digital, distribuindo as medições em múltiplos pontos.
  4. Calcular Q em m³/s.
  5. Converter para m³/h quando necessário (multiplicar por 3600).

Em equipamentos de maior porte pode-se utilizar balômetro ou instrumentos digitais com cálculo automático.

 

A.2 – Determinação da densidade do ar (ρ)

A densidade do ar é determinada a partir das condições psicrométricas na saída do evaporador.

Podem ser utilizados:

  • Termohigrômetro digital
  • Psicrômetro eletrônico
  • Instrumentos multiparâmetro
  • Software ou aplicativo psicrométrico

Caso seja utilizada carta psicrométrica, devem ser informados:

  • Temperatura de bulbo seco
  • Temperatura de bulbo úmido ou umidade relativa

 

A.3 – Cálculo da vazão mássica

A vazão mássica é dada por:

ṁ = Q × ρ

Onde:

  • ṁ = vazão mássica (kg/s)
  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • ρ = densidade do ar (kg/m³)

 

B – Determinação da Variação de Entalpia (Δh)

Medem-se as condições psicrométricas do ar:

  • Na entrada do evaporador
  • Na saída do evaporador

Obtêm-se os valores de entalpia em kJ/kg.

A variação é calculada por:

Δh = h entrada − h saída

Instrumentos digitais modernos podem fornecer diretamente os valores de entalpia e a variação.

 

1.1 – Exemplo de Aplicação em Sistema Nominal de 15 TR

Dados medidos em campo

  • Vazão de ar no evaporador: 8200 m³/h
  • Temperatura de bulbo úmido na entrada: 20 °C
  • Temperatura de bulbo úmido na saída: 11,7 °C
  • Temperatura de bulbo seco na saída: 12,5 °C

 

1.1.1 – Determinação da densidade

A partir das condições psicrométricas obtém-se:

ρ = 0,896 kg/m³

 

1.1.2 – Vazão mássica

8200 m³/h × 0,896 kg/m³ = 7347,2 kg/h

Convertendo para kg/s:

7347,2 ÷ 3600 = 2,04 kg/s

 

1.1.3 – Variação de entalpia

Valores obtidos:

h entrada = 14,3 kcal/kg
h saída = 8,3 kcal/kg

Δh = 6 kcal/kg

Convertendo para o Sistema Internacional:

1 kcal = 4,186 kJ

Δh = 25,12 kJ/kg

1.1.4 – Capacidade térmica

Capacidade = 2,04 kg/s × 25,12 kJ/kg

Capacidade ≈ 51,24 kW

Conversão para TR:

1 TR = 3,517 kW

51,24 ÷ 3,517 = 14,57 TR

O sistema nominal de 15 TR apresenta capacidade real de aproximadamente 14,6 TR.

 

2 – Cálculo da Vazão de Ar

Aplicável a sistemas split, self-contained e fan coil.

2.1 – Procedimento

2.1.1 – Medição da área da serpentina

Largura = 1,2 m
Altura = 0,7 m

Área = 1,2 × 0,7 = 0,84 m²

 

2.1.2 – Medição da velocidade média

Velocidade média medida: 2,65 m/s

 

2.1.3 – Cálculo da vazão volumétrica

Q = 2,65 × 0,84

Q = 2,23 m³/s

 

2.1.4 – Conversão para m³/h

2,23 × 3600 = 8028 m³/h

 

Considerações Técnicas

O método de cálculo por variação de entalpia permanece tecnicamente válido e é amplamente utilizado em:

  • Comissionamento
  • Retrocomissionamento
  • Diagnóstico de desempenho
  • Auditorias energéticas
  • Avaliação de eficiência operacional

A precisão do resultado depende da qualidade das medições de vazão e das condições psicrométricas.

Para análise completa recomenda-se associar a verificação da capacidade térmica à medição de consumo elétrico e à avaliação de indicadores de eficiência, como COP ou EER.

 

Autor original

José de Castro Silva — Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado; Engenheiro de Produção Mecânica; Mestre em Engenharia Mecânica; Professor universitário na área de Sistemas Térmicos.

Atualização técnica e adequação editorial (2026)

Revista do Frio.

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