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Arquivo para Tag: HVAC-R

Segurança em altura salva vidas no HVAC-R

20/08/2026

Da análise de risco ao plano de resgate, especialistas destacam que investir em segurança significa proteger vidas e garantir a qualidade das operações.

Veja a edição completa
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Instalações e manutenções em fachadas, coberturas e telhados fazem parte da rotina de muitos profissionais de refrigeração e climatização. No entanto, trabalhar em altura continua sendo uma das atividades com maior potencial de acidentes graves e fatais no setor. Nesse cenário, a NR-35 – Trabalho em Altura do Ministério do Trabalho, estabelece requisitos mínimos para planejamento, organização e execução das atividades, priorizando a prevenção de riscos e a preservação da vida.

Mais do que utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como cinturão de segurança, talabartes, capacete com jugular e trava-quedas, óculos de segurança ou protetor facial, o trabalho seguro exige avaliação criteriosa do ambiente, uso de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), análise de risco, permissão de trabalho e um plano de resgate preparado para situações de emergência.

O crescimento da climatização em edifícios residenciais, comerciais e industriais também ampliou a exposição dos profissionais aos trabalhos em altura. Instalações de condensadoras em fachadas, coberturas e áreas de difícil acesso fazem parte da rotina do setor e, quando executadas sem planejamento, figuram entre as atividades de maior risco. O próprio Manual da NR-35 destaca que as quedas de altura estão entre as principais causas de acidentes graves e fatais no trabalho, enquanto estudos recentes sobre gestão de riscos em instalações de ar-condicionado apontam falhas recorrentes como ausência de sistemas de ancoragem, deficiência nos procedimentos de acesso, falta de Permissão de Trabalho (PT) e de Análise de Risco (AR), além do uso inadequado de EPIs.

A preocupação não é apenas teórica. Embora o Brasil não disponha de estatísticas específicas para acidentes envolvendo técnicos de HVAC-R, os registros de ocorrências mostram que quedas durante instalações e manutenções de aparelhos de ar-condicionado em fachadas, telhados e coberturas continuam sendo frequentes, muitas delas com vítimas fatais. Em julho de 2025, por exemplo, um técnico de refrigeração morreu ao cair de aproximadamente 18 metros enquanto realizava a manutenção de uma condensadora na área externa de um edifício residencial em Recife (PE). O Ministério do Trabalho reforça que as quedas em altura figuram entre as principais causas de acidentes graves e fatais no ambiente laboral, o que evidencia a importância do cumprimento rigoroso da NR-35 e do planejamento prévio de cada intervenção.

Sidney de Souza Junior, gerente do Departamento Técnico do CRT-SP

Segundo Sidney de Souza Junior, técnico em refrigeração e climatização e gerente do Departamento Técnico do Conselho Regional Técnico – CRT-SP, a queda de altura continua sendo a principal causa de acidentes fatais, mas não é o único perigo enfrentado pelos técnicos.

“Queda de altura, queda de objetos e ferramentas, choque elétrico, condições climáticas adversas, estruturas instáveis, esforço físico e postura inadequada, além de cortes e esmagamentos durante o manuseio dos equipamentos, estão entre os principais riscos encontrados nas atividades em altura”, informa.

O especialista ressalta que a prevenção começa muito antes da subida ao telhado ou à fachada. A NR-35 determina que toda atividade seja precedida por uma Análise de Risco (AR), realizada no próprio local de trabalho e envolvendo os profissionais responsáveis pela execução.

“A AR deve ser feita no local, com quem vai executar e documentada. É preciso descrever a atividade, identificar os perigos, avaliar os riscos, definir as medidas de controle e estabelecer um plano de emergência. Não podem ser negligenciados fatores como a condição estrutural do ponto de ancoragem, a proximidade de redes elétricas, as condições climáticas durante toda a execução, o acesso seguro e rota de fuga, o estado de conservação dos equipamentos e a experiência da equipe”.

Ele descreve um passo a passo:

  1. Descrever a atividade: O que será feito, onde, por quanto tempo, quantas pessoas.
  2. Identificar os perigos: Altura, energia, clima, estrutura, acesso, materiais.
  3. Avaliar os riscos: Probabilidade x Severidade.
  4. Definir medidas de controle: EPC, EPI, procedimentos, pessoas envolvidas.
  5. Plano de emergência: Como agir se algo der errado.
Treinamento e plano de resgate

Outro aspecto frequentemente negligenciado é o plano de resgate. Muitas empresas concentram seus esforços na prevenção da queda, mas esquecem que uma vítima suspensa pelo cinturão pode sofrer a chamada síndrome do arnês em poucos minutos.

“O plano de resgate é obrigatório pela NR-35. De nada adianta evitar a queda se o trabalhador ficar suspenso por trauma de suspensão. O plano deve prever procedimento escrito, equipe treinada, equipamentos de resgate, comunicação eficiente e tempo-resposta de até seis minutos”, revela.

Um dos principais exemplos no setor é o trabalho desenvolvido pelo casal Gisieli e Luis Severo, proprietários da Severo Climatização. Referências nacionais em segurança para trabalhos em altura, eles foram pioneiros na aplicação do alpinismo industrial ao mercado de HVAC-R e hoje atuam na capacitação de profissionais em todo o Brasil. Por meio de treinamentos em trabalho em altura, acesso por corda, técnicas de resgate e disseminação da cultura de segurança, contribuem para elevar o nível técnico do setor e reforçar que a prevenção deve estar presente em todas as etapas das instalações e manutenções, preservando vidas e promovendo práticas cada vez mais seguras.

“A segurança começa antes mesmo de colocar o cinturão. Planejamento, análise de risco, escolha correta dos pontos de ancoragem e treinamento contínuo são fatores que fazem a diferença entre voltar para casa ou sofrer um acidente. Nenhum serviço é tão urgente que justifique abrir mão da segurança”, destacam Luis e Gisieli.

Nos treinamentos promovidos pela Severo Climatização, a segurança é tratada como um valor inegociável. Enquanto Luís conduz a capacitação técnica em trabalho em altura e acesso por corda, Gisieli atua como socorrista e instrutora, reforçando os procedimentos de resgate e prevenção de acidentes. A empresa adota critérios rigorosos, exigindo que todos os profissionais possuam capacitação conforme a NR-35, além de manter seguro de vida para seus colaboradores. A qualificação em trabalho em altura também é um requisito para contratação, refletindo o compromisso da empresa com a segurança desde a formação da equipe. Paralelamente, Gisieli ministra palestras sobre prevenção de acidentes e cultura de segurança para empresas e instituições, contribuindo para disseminar boas práticas e conscientizar profissionais sobre a importância do planejamento e do cumprimento das normas em atividades realizadas em altura.

Para Sidney, criar uma verdadeira cultura de segurança depende do envolvimento de toda a organização.

“A cultura começa com a liderança pelo exemplo, passando para a participação do trabalhador nas análises de risco, treinamento contínuo, fornecimento de EPIs de qualidade e comunicação aberta para interromper uma atividade insegura são medidas que fazem a diferença. Se for difícil fazer o trabalho de forma segura, o profissional vai improvisar”.

A tecnologia também vem transformando a segurança em altura. Linhas de vida retráteis que travam mais rápido e dão mais mobilidade, ancoragens permanentes e definitivas instaladas na obra para facilitar manutenções futuras, drones para inspeções prévias de fachadas e coberturas sem expor ninguém, aplicativos digitais para emissão de Permissão de Trabalho (PT) e Análise de Risco, além de EPIs mais leves e ergonômicos, já fazem parte da realidade de muitas empresas.

Segundo Sidney, as principais tendências e avanços em equipamentos, tecnologias e procedimentos são:

  • Wearables (sensores vestíveis): Coletes que medem queda, batimento e enviam alerta;
  • Realidade aumentada: Treinamento em altura sem risco real;
  • Robôs para instalação: Para içamento de condensadoras pesadas;
  • Análise de risco com IA: Cruzar dados de clima, local e histórico para prever riscos;
  • Maior foco em saúde mental: Fadiga e pressa são grandes causas de acidente.

–

Resumen (español)

El trabajo en altura forma parte de la rutina de muchos profesionales de refrigeración y climatización, especialmente en instalaciones y mantenimientos realizadas en fachadas, cubiertas y tejados. Especialistas destacan que el cumplimiento de la NR-35, el análisis previo de riesgos, el uso adecuado de equipos de protección, la capacitación y la existencia de un plan de rescate son fundamentales para prevenir accidentes graves y fatales. Sidney de Souza Junior, del CRT-SP, y los especialistas Luis y Gisieli Severo, de Severo Climatização, también señalan la importancia de consolidar una cultura de seguridad en las empresas. Nuevas tecnologías, como drones, sensores vestibles, realidad aumentada, sistemas modernos de anclaje e inteligencia artificial aplicada al análisis de riesgos, comienzan a ampliar las herramientas disponibles para proteger a los profesionales del sector HVAC-R.

Summary (English)

Working at height is part of the routine for many refrigeration and air-conditioning professionals, particularly during installation and maintenance activities on façades, rooftops and other elevated areas. Experts emphasize that compliance with Brazil’s NR-35 regulation, proper risk assessment, adequate protective equipment, professional training and a well-prepared rescue plan are essential to preventing serious and fatal accidents. Sidney de Souza Junior, from CRT-SP, and safety specialists Luis and Gisieli Severo, from Severo Climatização, also highlight the importance of building a strong safety culture within companies. Emerging technologies, including drones, wearable sensors, augmented reality, advanced anchorage systems and artificial intelligence for risk assessment, are expanding the resources available to improve safety for HVAC-R professionals.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa-08-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-20 15:08:452026-08-20 15:08:45Segurança em altura salva vidas no HVAC-R

Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

18/08/2026

Fim da patente e chegada de novas opções ao mercado brasileiro ampliam a circulação de medicamentos termolábeis e reforçam o papel da cadeia do frio.

A expansão do mercado de medicamentos à base de semaglutida no Brasil chama a atenção também para uma infraestrutura essencial, embora pouco percebida pelo consumidor: a cadeia do frio.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 17 de agosto, o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida sintética no País, produzido pela EMS. Na mesma data, foi registrado o Semaclique, medicamento similar da Germed. As novas opções são apresentadas em canetas preenchidas, multidose e descartáveis, destinadas à aplicação semanal.

As aprovações fazem parte de um movimento que ganhou força após o fim, em 20 de março de 2026, da patente da semaglutida no Brasil, princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico registrada no País.

Desde então, novas versões vêm sendo autorizadas. Em 29 de julho, por exemplo, a Anvisa registrou cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Agora, a chegada do primeiro genérico representa mais um passo na ampliação desse mercado.

Temperatura é parte da conservação

Além das questões relacionadas à eficácia, segurança e prescrição, esses medicamentos apresentam uma característica diretamente relacionada ao setor HVAC-R: a necessidade de controle de temperatura durante sua conservação.

As novas canetas aprovadas devem ser armazenadas sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, conforme as condições estabelecidas para os produtos. A exigência evidencia a importância da refrigeração na cadeia farmacêutica e os cuidados necessários para que medicamentos termolábeis permaneçam dentro das condições determinadas pelo fabricante.

No Brasil, as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos são disciplinadas pela RDC 430/2020. Para os produtos termolábeis, a Anvisa determina que o transporte seja realizado em condições termicamente qualificadas e que a temperatura seja monitorada e controlada durante a armazenagem e o transporte.

O cuidado envolve diferentes etapas, desde a indústria e os centros de distribuição até transportadoras, farmácias e demais pontos da cadeia. Em cada uma delas, equipamentos de refrigeração, isolamento térmico, sensores, sistemas de monitoramento e procedimentos adequados contribuem para a manutenção das condições especificadas para o produto.

Experiência que vem das vacinas

A necessidade de manter medicamentos e produtos biológicos sob condições controladas de temperatura não é novidade no Brasil. O País acumulou, ao longo de décadas de campanhas de vacinação e da atuação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), experiência por meio da Rede de Frio, estrutura responsável pela conservação, armazenamento, distribuição e transporte de imunobiológicos até os pontos de aplicação.

Em um território de dimensões continentais e com grandes diferenças climáticas e de infraestrutura, fazer uma vacina chegar às diferentes regiões mantendo as condições necessárias de conservação exige uma operação que envolve equipamentos frigoríficos, embalagens térmicas, transporte, monitoramento de temperatura, procedimentos de contingência e profissionais capacitados.

Essa experiência ajuda a dimensionar a importância da cadeia do frio também para outros produtos farmacêuticos. A ampliação da oferta de medicamentos termolábeis, como as novas opções à base de semaglutida, leva para um mercado cada vez maior uma necessidade há muito conhecida na área de imunização: a temperatura faz parte das condições que precisam ser preservadas ao longo de toda a cadeia.

Não basta apenas produzir frio

A conservação de medicamentos também demonstra uma transformação importante na refrigeração: além de manter a temperatura, torna-se cada vez mais importante monitorá-la e registrar seu histórico.

Data loggers, sensores, alarmes, sistemas de monitoramento remoto e indicadores de tempo e temperatura, conhecidos como TTI (Time-Temperature Indicators), são algumas das tecnologias disponíveis para acompanhar condições térmicas e identificar eventuais excursões de temperatura.

Esse conceito é especialmente relevante em aplicações críticas. Um equipamento apresentar a temperatura correta no momento da verificação não revela, sozinho, todo o histórico térmico ao qual determinado produto esteve submetido.

A própria Anvisa considera o transporte de termolábeis uma situação crítica e estabelece expectativa de monitoramento das operações. Quando ocorre perda do controle de temperatura sem monitoramento apropriado, a avaliação pode levar inclusive à rejeição da carga.

Com a expansão da oferta de semaglutida e de outros medicamentos que dependem de condições específicas de conservação, cresce também a importância de uma estrutura que normalmente permanece distante dos olhos do consumidor.

Por trás de uma pequena caneta existe uma cadeia que depende de refrigeração, controle, monitoramento e rastreabilidade para funcionar corretamente.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vacinarefrigeracaocaneta-emagrecedora-e1787079471455.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-18 15:49:432026-08-18 16:00:08Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

Midea estreia na CASACOR Brasília com climatização integrada à arquitetura

17/08/2026

Marca participa pela primeira vez da mostra na capital federal, com soluções de climatização em 11 ambientes e espaço próprio projetado pela arquiteta Walléria Teixeira, do Studio WT.

A Midea Carrier participa pela primeira vez da CASACOR Brasília em 2026. A marca Midea terá exclusividade na categoria de climatização em 11 espaços da mostra, com equipamentos das linhas Cassete e AI ECOMASTER, além de um ambiente próprio desenvolvido pela arquiteta Walléria Teixeira, do Studio WT.

A participação tem como proposta integrar climatização, arquitetura e bem-estar. Um dos conceitos apresentados pela empresa é o de “duplo conforto”, baseado no controle conjunto da temperatura e da umidade do ar nos ambientes internos.

“A arquitetura contemporânea exige soluções capazes de acompanhar diferentes estilos de vida e demandas de uso. Em nossa estreia na CASACOR Brasília, queremos mostrar como a inovação pode ser integrada aos projetos de forma natural, contribuindo para criar espaços inteligentes que simplificam a rotina e respondem às necessidades reais das pessoas”, afirma Simone Camargo, diretora de marketing da Midea Carrier.

A 34ª edição da CASACOR Brasília ocorre de 12 de agosto a 12 de outubro, na Casa do Candango, na Asa Sul, em Brasília (DF). O edifício, de 1977, é reconhecido como patrimônio afetivo da capital federal. A mostra reúne 43 ambientes e adota neste ano o tema “Mente e Coração”, que propõe uma reflexão sobre o lar como espaço de cuidado e refúgio físico e emocional.

No ambiente próprio da Midea, o projeto prevê o funcionamento integrado do ar-condicionado AI ECOMASTER e do Umidificador Master Connect. Os equipamentos são vinculados pelo aplicativo SmartHome e podem realizar ajustes automáticos a partir dos parâmetros definidos pelo usuário.

O ar-condicionado regula a temperatura e monitora a umidade do ambiente. Ao identificar um índice abaixo do ideal, o sistema aciona o umidificador para restabelecer o equilíbrio, sem a necessidade de comandos separados.

Segundo a Midea, a inteligência artificial do AI ECOMASTER analisa dados de uso e variações climáticas e recalibra seu funcionamento a cada 30 segundos. A empresa informa que o recurso pode proporcionar economia adicional de energia de até 30% em qualquer temperatura selecionada.

O Umidificador Master Connect possui reservatório de seis litros, painel touch, três modos de uso e função Auto. Nos espaços que demandam menor interferência visual, a Midea utilizará modelos Cassete de uma e quatro vias. Instalados no teto, os equipamentos distribuem o fluxo de ar de acordo com a configuração de cada área.

“A proposta foi pensar o conforto como parte da arquitetura, e não como um elemento acrescentado posteriormente. O projeto nasce da observação de como as pessoas circulam e se relacionam com cada espaço. A temperatura, a umidade e o movimento do ar também interferem nessa percepção e, por isso, foram considerados junto aos materiais, à luz e aos percursos, criando uma atmosfera equilibrada, fluida e agradável de vivenciar”, afirma Walléria Teixeira, do Studio WT.

A arquiteta já desenvolveu projetos para a CASACOR Brasília que exploram integração, funcionalidade, automação e conexão com elementos naturais. Em 2026, a parceria com a Midea incorpora a climatização desde a concepção do ambiente, como parte do projeto arquitetônico.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/midea-casacor.jpg 168 300 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-17 16:55:432026-08-17 16:55:43Midea estreia na CASACOR Brasília com climatização integrada à arquitetura

TROX completa 50 anos de atuação no Brasil e anuncia investimentos em expansão

07/08/2026

Empresa celebra cinco décadas no país com expansão da fábrica em Curitiba, revitalização do escritório em São Paulo e ações voltadas à qualidade do ar e eficiência energética.

A TROX completa 50 anos de atuação no Brasil em 2026. A comemoração coincide com os 75 anos do Grupo TROX e marca uma série de iniciativas institucionais, investimentos e ações voltadas ao fortalecimento da operação brasileira.

Segundo a empresa, a programação inclui a visita ao Brasil dos conselhos mundial e das Américas, a expansão da fábrica em Curitiba (PR), a revitalização do escritório comercial em São Paulo (SP), um evento comemorativo e o lançamento de uma campanha institucional alusiva à data.

A operação brasileira reúne mais de 500 colaboradores, mantém fábrica e laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento em Curitiba, escritório comercial em São Paulo e uma rede de 15 representantes distribuídos pelo país.

De acordo com Luiz Moura, presidente da TROX Américas, os 50 anos da empresa no Brasil representam o reconhecimento da trajetória construída com colaboradores, clientes e parceiros e reafirmam o compromisso da companhia com inovação, qualidade e desenvolvimento de soluções para ventilação, climatização e qualidade do ar.

Ao longo de sua atuação no país, a empresa participou de projetos nos segmentos de saúde, data centers, agronegócio, aeroportos, usinas nucleares, óleo e gás, indústrias e edifícios corporativos e comerciais.

A campanha comemorativa de 2026 adota o conceito de transformação de ambientes por meio da qualidade do ar, inovação e eficiência energética. Entre as ações previstas estão uma identidade visual comemorativa, vídeo institucional e iniciativas de relacionamento com clientes, parceiros, especificadores e profissionais do setor HVAC-R, além da divulgação de conteúdos técnicos e institucionais.

A empresa também informou que conquistou, pela primeira vez, a certificação Great Place to Work (GPTW), reconhecimento que passa a integrar as comemorações dos 50 anos de operação no Brasil.

Para Luis Claudio Almeida, diretor-geral da TROX Brasil e TROX Argentina, o aniversário representa a confiança construída junto ao mercado e reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento tecnológico e a evolução do setor HVAC-R.

Como parte de sua estratégia para os próximos anos, a TROX informou que pretende ampliar sua presença em mercados estratégicos da América Latina, acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para tratamento e distribuição de ar e manter investimentos em inovação, eficiência energética, qualidade do ar e descarbonização das edificações. A empresa também prevê dar continuidade a programas de capacitação técnica, eventos especializados e iniciativas de formação profissional voltadas à cadeia de climatização e refrigeração.

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Resumen (español)

La TROX celebra en 2026 sus 50 años de operación en Brasil, coincidiendo con el 75.º aniversario del Grupo TROX. La empresa anunció la ampliación de su planta en Curitiba, la modernización de su oficina en São Paulo y una agenda institucional que incluye visitas de directivos internacionales, una campaña conmemorativa y actividades dirigidas al sector HVAC-R. También informó que obtuvo por primera vez la certificación Great Place to Work (GPTW) y reafirmó sus inversiones en innovación, calidad del aire, eficiencia energética y expansión en América Latina.

Summary (English)

TROX is celebrating 50 years of operations in Brazil in 2026, coinciding with the 75th anniversary of the TROX Group. The company announced the expansion of its Curitiba manufacturing facility, the renovation of its São Paulo office and a commemorative program that includes visits from global executives, institutional campaigns and initiatives aimed at the HVAC-R sector. TROX also reported its first Great Place to Work (GPTW) certification and reaffirmed investments in innovation, indoor air quality, energy efficiency and expansion across Latin America.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/TROX_50_Anos_Brasil_RGB.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-07 12:12:522026-08-07 12:18:03TROX completa 50 anos de atuação no Brasil e anuncia investimentos em expansão

Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

04/08/2026

Digitalização, plataformas de gestão e especialização ampliam o papel dos profissionais de HVAC-R em diferentes segmentos da economia.

A evolução tecnológica vem alterando o perfil dos profissionais da refrigeração e climatização. O avanço de sistemas inverter, automação predial, sensores inteligentes, softwares de manutenção e das exigências relacionadas à eficiência energética, à qualidade do ar interior e ao PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) ampliou o conjunto de competências exigidas desses profissionais, que passaram a atuar também na interpretação de dados, na gestão de processos e na manutenção preditiva.

Essa transformação também ampliou a participação desses especialistas em decisões relacionadas a retrofit, redução do consumo energético, sustentabilidade e gestão operacional. Atualmente, sua atuação é considerada essencial em segmentos como supermercados, hospitais, data centers, indústrias, laboratórios, shoppings, hotéis e residências, onde os sistemas de climatização e refrigeração são parte da infraestrutura de operação.

A digitalização modificou igualmente a rotina do setor. Aplicativos, plataformas para checklists digitais, emissão de relatórios em tempo real, controle de ordens de serviço e sistemas de gestão passaram a integrar o dia a dia das empresas. Segundo profissionais ouvidos pela reportagem, essas ferramentas contribuem para organizar atendimentos, acompanhar o histórico dos equipamentos, padronizar processos, reduzir falhas e ampliar a rastreabilidade das informações. Eles afirmam ainda que o domínio de tecnologia, aliado aos conhecimentos de mecânica, elétrica e automação, passou a fazer parte das competências exigidas pelo mercado.

O levantamento também aponta que a presença desses profissionais nas redes sociais e em plataformas digitais ampliou a difusão de conteúdo técnico por meio de tutoriais, demonstrações de instalação e manutenção, favorecendo a atualização profissional e o acesso à informação em diferentes regiões do país. O movimento levou fabricantes a incluir refrigeristas em programas de influenciadores e embaixadores de marca para divulgar produtos, tecnologias e boas práticas do setor HVAC-R.

Contribuíram para esta matéria os profissionais Ricardo Viana (Viana Manutenção), Kleber Machado (Milenio Refrigeração), Fernando Gaivota (Aragoni & Gaivota) e Jo Silva (Bless Climatização e Aerosolution), que atuam na prestação de serviços e na produção de conteúdo técnico para o setor HVAC-R.

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Resumen (español)

La evolución tecnológica está modificando el perfil de los profesionales de refrigeración y climatización. Según el texto, la incorporación de plataformas digitales, automatización, mantenimiento predictivo y sistemas de gestión ha ampliado sus funciones hacia áreas como eficiencia energética, sostenibilidad y cumplimiento normativo. Además, el uso de redes sociales y contenidos técnicos digitales ha fortalecido la capacitación y la difusión de buenas prácticas en el sector HVAC-R.

Summary (English)

Technological advances are reshaping the role of refrigeration and air-conditioning professionals. According to the document, digital platforms, predictive maintenance, automation and management systems have expanded their responsibilities beyond equipment repair to include energy efficiency, sustainability and regulatory compliance. The growing use of digital channels has also strengthened technical training and the dissemination of best practices across the HVAC-R sector.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/estudantes-refrigeracao-climatizacao-hvac-r.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-04 11:17:502026-08-04 11:19:54Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

Refrigeração líquida amplia campo de atuação do profissional de HVAC-R

31/07/2026

O calor produzido pelos servidores continua existindo. A diferença é que, nos data centers de inteligência artificial, ele deixa de ser transportado principalmente pelo ar e passa a ser removido por circuitos líquidos.

A expansão da inteligência artificial (IA) está acelerando uma transformação na infraestrutura dos data centers. À medida que processadores e aceleradores gráficos passam a concentrar cargas térmicas cada vez maiores, cresce a adoção da refrigeração líquida (Liquid Cooling) para remover o calor diretamente dos componentes eletrônicos.

A mudança, no entanto, não representa o fim dos sistemas convencionais de climatização. Ao contrário, a refrigeração líquida passa a atuar em conjunto com o HVAC-R, criando um novo campo de atuação para projetistas, instaladores e empresas de manutenção.

O princípio físico continua o mesmo: retirar o calor produzido pelos equipamentos. O que muda é o meio utilizado para transportá-lo.

Durante décadas, praticamente todo o calor gerado pelos servidores era removido pelo ar. Ventiladores internos impulsionavam esse ar aquecido até equipamentos de climatização de precisão, responsáveis por rejeitar a carga térmica para o ambiente externo.

Nos novos data centers voltados à inteligência artificial, parte desse calor deixa de percorrer esse caminho.

Em vez de ser transportado pelo ar, ele passa a ser removido por um circuito hidráulico instalado junto aos processadores.

“O calor não desaparece. Apenas deixa de ser transportado pelo ar e passa a ser transportado por um líquido.”

Essa mudança explica por que a refrigeração líquida vem sendo adotada em instalações de alta densidade computacional.

Segundo estudo da Energy Efficiency of Data Centres Network Association (EDNA), vinculada ao programa 4E da Agência Internacional de Energia (IEA), líquidos possuem capacidade significativamente superior à do ar para transportar calor, permitindo remover cargas térmicas elevadas com menor consumo energético e menor movimentação de ar. O relatório destaca que essa característica favorece a operação de servidores destinados a aplicações de inteligência artificial e computação de alto desempenho.

Complemento, e não substituição

A principal mudança para o setor HVAC-R está na forma de enxergar essa tecnologia.

Embora o termo Liquid Cooling tenha ganhado destaque nos últimos meses, os sistemas de climatização continuam presentes nos data centers.

Na prática, passa a existir uma divisão de funções.

A refrigeração líquida remove a maior parte do calor diretamente dos processadores, GPUs e outros componentes eletrônicos de alta potência.

Já os sistemas convencionais permanecem responsáveis pelo condicionamento do ambiente, controle de temperatura e umidade das salas técnicas, climatização de equipamentos auxiliares, remoção do calor residual e manutenção das condições operacionais da instalação.

Em muitos projetos, os dois sistemas trabalham simultaneamente.

Essa integração permite aumentar a densidade computacional sem ampliar proporcionalmente o consumo de energia destinado ao resfriamento.

Como funciona a refrigeração líquida

Atualmente, a tecnologia é aplicada principalmente em duas configurações.

A primeira, chamada Direct-to-Chip (DTC), utiliza placas metálicas (cold plates) instaladas diretamente sobre processadores e aceleradores gráficos. Água tratada ou outro fluido circula internamente nessas placas, absorvendo o calor antes que ele seja dissipado para o ar.

A segunda é a refrigeração por imersão, na qual os servidores são totalmente mergulhados em um fluido dielétrico, capaz de remover calor sem conduzir eletricidade.

Existe ainda uma solução intermediária, conhecida como Rear Door Heat Exchanger (RDHx), que instala trocadores de calor na parte traseira dos racks para retirar energia térmica do ar antes de sua recirculação.

Segundo a IEA 4E, o sistema Direct-to-Chip concentra atualmente a maior parte das aplicações comerciais, enquanto a refrigeração por imersão permanece voltada a projetos específicos de alta densidade.

Novas competências para o HVAC-R

Se a tecnologia modifica o caminho do calor, também altera o perfil técnico exigido dos profissionais.

Além dos conhecimentos tradicionais em climatização, passam a ganhar importância conceitos ligados à hidráulica de precisão.

Entre eles estão dimensionamento de circuitos hidráulicos, controle de vazão, perda de carga, qualidade da água, proteção contra corrosão, instrumentação, automação, sensores e operação das Cooling Distribution Units (CDUs), responsáveis pela distribuição do fluido de resfriamento entre a infraestrutura predial e os racks de servidores.

Em diversos projetos, as temperaturas de operação desses circuitos são superiores às encontradas em sistemas convencionais de água gelada.

Essa característica amplia o potencial de utilização do chamado free cooling, permitindo aproveitar condições climáticas externas favoráveis para reduzir ou eliminar a operação contínua de compressores em determinados períodos do ano.

Oportunidade de mercado

A adoção crescente da inteligência artificial vem impulsionando investimentos em novos data centers em diferentes regiões do mundo, movimento que também alcança o Brasil.

Empresas do setor HVAC-R tendem a encontrar oportunidades em projetos que integram chillers, sistemas hidrônicos, torres de resfriamento, trocadores de calor, automação predial e refrigeração líquida.

A evolução lembra outras transformações já vividas pelo setor. Tecnologias que inicialmente pareciam restritas a nichos específicos, como sistemas VRF, automação predial e equipamentos de alta eficiência, passaram gradualmente a integrar o cotidiano de projetistas, instaladores e empresas de manutenção.

A refrigeração líquida segue trajetória semelhante.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-31 14:41:162026-07-31 14:41:16Refrigeração líquida amplia campo de atuação do profissional de HVAC-R

Expo Frío Calor Argentina 2026 entra na reta final de comercialização

29/07/2026

Feira será realizada de 9 a 11 de setembro, em Buenos Aires, e reunirá empresas e profissionais do setor HVAC-R.

A organização da 6ª Expo Frío Calor Argentina 2026 informou que restam os últimos espaços para expositores da feira, programada para ocorrer entre 9 e 11 de setembro de 2026, no BA Ferial (ex Costa Salguero), em Buenos Aires.

Segundo a organização, o evento reúne empresas do setor HVAC-R, instaladores, engenheiros e demais profissionais para apresentação de tecnologias voltadas à eficiência energética e à automação. O credenciamento para profissionais é gratuito por meio do site oficial da feira.

Além da Expo Frío Calor, o calendário argentino do setor inclui a Convención de la Refrigeración 2026, marcada para 6 e 7 de novembro, na Cidade Autônoma de Buenos Aires. Organizado pelo Instituto de Capacitación Laboral (ICL), o encontro tem programação voltada ao networking, palestras técnicas e atividades destinadas a técnicos e pequenas e médias empresas do segmento.

Entre as tendências destacadas para o mercado argentino estão a redução gradual do uso de hidroclorofluorcarbonos, em conformidade com o Protocolo de Montreal, a adoção de refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global, como o R-32, a expansão de sistemas VRF e de equipamentos com tecnologia Inverter, além do avanço de soluções de monitoramento remoto baseadas em IoT.

O cenário também inclui a ampliação do uso de sistemas de detecção de gases e gestão de energia, com soluções como a linha Parasense, da MSA Safety Argentina, e a adoção de normas técnicas para ventilação mecânica e filtragem de ar em hospitais, como a IRAM 80400, desenvolvida em conjunto com a Universidade de Buenos Aires (UBA).

O desenvolvimento industrial, a distribuição de componentes e os principais projetos de climatização permanecem concentrados nas maiores cidades argentinas.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/expo-frio-calor-argentina-e1785354979119.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-29 16:56:522026-07-29 16:56:52Expo Frío Calor Argentina 2026 entra na reta final de comercialização

Tarifa adicional dos EUA entra em vigor e amplia incerteza para cadeia brasileira de HVAC-R

28/07/2026

Nova cobrança de 12,5% se soma à sobretaxa de 25% para parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. No setor de climatização e refrigeração, o principal efeito esperado é indireto, com pressão sobre custos, insumos e planejamento industrial.

A tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entrou em vigor e passou a ampliar a pressão sobre segmentos da indústria nacional, incluindo a cadeia de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R). Em alguns casos, a nova cobrança se soma à sobretaxa de 25% em vigor desde 22 de julho, elevando a tributação para até 37,5% sobre produtos alcançados pelas duas medidas.

Embora a exposição direta do setor HVAC-R ao mercado consumidor norte-americano seja limitada em diversos segmentos, fabricantes e fornecedores acompanham os possíveis reflexos sobre a cadeia global de suprimentos. A expectativa é de aumento da volatilidade nos preços de componentes importados, além de insumos metalmecânicos, como aço e alumínio, cujas cotações acompanham as oscilações do mercado internacional.

O cenário reforça um movimento que já vinha sendo observado pela indústria. Indicadores recentes do setor apontam desaceleração da melhora dos custos de produção, inflação ainda elevada e redução da confiança empresarial, embora a demanda doméstica por projetos de infraestrutura de refrigeração, climatização e retrofit continue sustentando as expectativas acima da linha de neutralidade.

Diante do novo quadro, empresas da cadeia HVAC-R intensificam estratégias de gestão de estoques de componentes críticos, diversificação de fornecedores, principalmente na Ásia e no mercado interno, e adoção de mecanismos de proteção cambial em contratos de longo prazo. Também acompanham as linhas de crédito disponibilizadas pelo governo federal para apoiar empresas afetadas pelas medidas comerciais.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a criação de uma sétima missão da Nova Indústria Brasil (NIB) destinada aos setores impactados pelas tarifas norte-americanas. A proposta prevê um plano de ação conjunto entre governo, federações estaduais e entidades setoriais para ampliar instrumentos de financiamento, capital de giro, apoio às exportações e diversificação de mercados.

Para o setor de HVAC-R, o momento é de cautela operacional. Até o momento, não há indicação de paralisação da atividade, mas de adaptação das empresas a um ambiente de maior incerteza nos custos, no comércio internacional e no planejamento de investimentos.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-28 13:15:522026-07-28 13:15:52Tarifa adicional dos EUA entra em vigor e amplia incerteza para cadeia brasileira de HVAC-R

Como escolher um ar-condicionado: o guia completo para comprar sem errar

24/07/2026

Comprar um ar-condicionado parece uma tarefa simples, mas a escolha do equipamento envolve muito mais do que comparar preços ou optar pela marca mais conhecida. Capacidade de refrigeração, características do ambiente, consumo de energia, instalação e manutenção influenciam diretamente o conforto, a eficiência e o custo de uso ao longo dos anos. Este guia reúne, em linguagem simples, tudo o que o consumidor precisa saber antes de tomar uma decisão.

Comprar um ar-condicionado nunca foi tão fácil. Escolher o modelo certo, sim.

Basta fazer uma pesquisa na internet para encontrar centenas de modelos, promoções e tecnologias diferentes. Em poucos minutos surgem dúvidas que parecem não ter fim. Quantos BTUs são necessários? Vale a pena investir em um modelo inverter? Um aparelho portátil resolve? Quanto custa a instalação? O mais caro é sempre melhor?

A resposta para quase todas essas perguntas é a mesma: depende.

Isso porque um ar-condicionado não é um eletrodoméstico comum. Ao contrário de uma televisão ou de um micro-ondas, seu desempenho depende não apenas da qualidade do equipamento, mas também do ambiente onde será instalado e, principalmente, da qualidade da instalação.

Um aparelho excelente pode apresentar baixo desempenho quando é instalado de forma inadequada ou possui capacidade inferior à necessária. Da mesma forma, um equipamento de preço intermediário pode oferecer conforto, baixo consumo de energia e longa vida útil quando é corretamente dimensionado.

Este guia foi elaborado para responder às principais dúvidas de quem está comprando o primeiro ar-condicionado ou pretende substituir um equipamento antigo. Ao longo da leitura, você entenderá os principais conceitos, conhecerá as tecnologias disponíveis e descobrirá quais fatores realmente devem ser considerados antes da compra.

Mais do que indicar produtos, o objetivo é ajudar você a investir melhor seu dinheiro.

Antes de olhar o preço, faça estas cinco perguntas

É comum começar a pesquisa comparando promoções. Entretanto, antes de escolher uma marca ou um modelo, vale responder a algumas perguntas.

Onde o aparelho será instalado?

Não é a mesma coisa climatizar um quarto pequeno, uma sala integrada, um escritório ou uma loja. Cada ambiente possui características próprias e exige uma avaliação específica.

Quanto tempo ele ficará ligado por dia?

Quem utiliza o equipamento apenas para dormir tem necessidades diferentes de quem mantém o aparelho ligado durante todo o expediente de trabalho.

Esse detalhe influencia diretamente o consumo de energia e até a escolha da tecnologia do equipamento.

O ambiente recebe muito sol?

Um cômodo voltado para o sol da tarde normalmente exige maior capacidade de refrigeração do que outro protegido pela sombra durante boa parte do dia.

Existe um local adequado para a instalação?

Nem sempre.

Em apartamentos, por exemplo, muitos condomínios estabelecem regras para a instalação da unidade externa do equipamento. Em casas, também é preciso verificar espaço disponível, circulação de ar e facilidade para futuras manutenções.

Quem fará a instalação?

Esta talvez seja a pergunta mais importante.

O ideal é procurar um instalador qualificado antes mesmo de comprar o equipamento.

Esse profissional poderá avaliar o ambiente, calcular corretamente a capacidade necessária, verificar a infraestrutura existente e indicar modelos mais adequados para cada situação.

Na maioria das vezes, essa orientação evita gastos maiores e reduz a possibilidade de uma compra equivocada.

Dica da Revista do Frio

Se pretende comprar o equipamento pela internet, faça antes uma visita técnica. Descobrir que o aparelho não pode ser instalado no local escolhido ou que será necessário adaptar toda a infraestrutura pode aumentar significativamente o custo do projeto.

Quais são os principais tipos de ar-condicionado?

Embora existam diversos sistemas de climatização, quatro modelos atendem à maior parte das residências brasileiras.

Ar-condicionado de janela

Durante décadas foi o modelo mais comum no país.

Todo o sistema fica reunido em uma única estrutura instalada na parede ou na janela.

Sua principal vantagem é a simplicidade da instalação quando o imóvel já foi preparado para esse tipo de equipamento.

Como o compressor fica na mesma estrutura instalada no ambiente, costuma produzir mais ruído do que os modelos mais modernos.

Hoje ainda pode ser encontrado no mercado, principalmente para substituição de equipamentos antigos.

Ar-condicionado portátil

É indicado para quem mora de aluguel, não deseja realizar obras ou precisa transportar o equipamento entre diferentes ambientes.

Sua principal vantagem é não exigir instalação fixa.

Apesar disso, ele também possui limitações.

Para funcionar, precisa retirar o ar quente do ambiente por meio de um tubo conectado a uma janela ou outra abertura para o exterior.

Além disso, como o compressor permanece dentro do cômodo, normalmente produz mais ruído do que um sistema Split.

Dependendo das características do ambiente, também pode apresentar menor eficiência de climatização quando comparado a um Split de capacidade semelhante.

Isso não significa que seja um equipamento ruim. Apenas atende melhor situações específicas em que mobilidade ou ausência de obras são prioridades.

Ar-condicionado Split

É o modelo mais vendido atualmente.

O nome “Split” significa “dividido”, porque o equipamento possui duas partes.

Uma delas fica instalada dentro do ambiente e distribui o ar climatizado.

A outra permanece do lado de fora da residência e é responsável por retirar o calor do ambiente interno.

Essas duas partes possuem nomes técnicos.

A unidade interna é chamada de evaporadora.

A unidade externa recebe o nome de condensadora.

Ao longo deste guia utilizaremos sempre os dois nomes para facilitar a compreensão.

Como o compressor fica instalado na unidade externa, os aparelhos Split costumam ser muito mais silenciosos do que os modelos de janela e os portáteis.

Também oferecem maior eficiência energética e uma grande variedade de capacidades e recursos.

Multi Split

Visualmente, ele é parecido com um Split convencional.

A diferença está na unidade externa.

Enquanto um Split tradicional utiliza uma unidade externa para cada ambiente, o Multi Split permite que uma única unidade externa atenda duas, três ou mais unidades internas.

Essa solução costuma ser utilizada em apartamentos e residências onde existe pouco espaço para instalar diversas unidades externas.

Apesar da praticidade, normalmente exige um investimento maior e um projeto mais cuidadoso.

O que significa BTU?

Quem começa a pesquisar um ar-condicionado rapidamente encontra uma sigla: BTU.

Ela indica a capacidade de refrigeração do equipamento, ou seja, quanto calor ele consegue retirar do ambiente.

Quanto maior a quantidade de calor existente no cômodo, maior deverá ser essa capacidade.

O erro mais comum é imaginar que basta medir o tamanho do ambiente para definir o aparelho ideal.

Na prática, diversos fatores influenciam esse cálculo.

Um quarto de 12 metros quadrados pode precisar de um equipamento diferente de outro quarto com exatamente o mesmo tamanho.

Isso acontece porque a carga térmica varia de acordo com várias características do ambiente.

Entre elas estão:

  • incidência de sol;
  • quantidade de pessoas;
  • computadores, televisores e outros equipamentos eletrônicos;
  • pé-direito elevado;
  • cozinhas integradas;
  • portas e janelas abertas com frequência.

Por esse motivo, tabelas disponíveis na internet devem ser utilizadas apenas como referência.

O cálculo definitivo deve ser realizado por um profissional.

Referência aproximada de capacidade

Área do ambiente* Capacidade aproximada
Até 9 m² 7.000 BTUs
De 9 a 12 m² 9.000 BTUs
De 12 a 15 m² 12.000 BTUs
De 15 a 20 m² 18.000 BTUs
De 20 a 30 m² 24.000 BTUs

*Valores apenas orientativos. A capacidade ideal depende das características do ambiente.

O tamanho do cômodo não é tudo

Imagine dois apartamentos com salas de exatamente 20 metros quadrados.

No primeiro, a janela recebe apenas o sol da manhã.

No segundo, há uma grande janela voltada para o sol da tarde, uma cozinha integrada, dois televisores e circulação constante de pessoas.

Apesar de possuírem a mesma área, dificilmente precisarão do mesmo equipamento.

Outro hábito que prejudica bastante o desempenho é utilizar o ar-condicionado com portas e janelas abertas.

Sempre que isso acontece, o calor do ambiente externo entra continuamente no cômodo, obrigando o equipamento a trabalhar durante mais tempo para manter a temperatura desejada.

O resultado costuma ser aumento no consumo de energia e maior desgaste do sistema.

Sempre que possível, utilize o ar-condicionado em ambientes fechados e mantenha cortinas ou persianas fechadas quando houver incidência direta de sol.

Antes de comprar, saiba onde o aparelho será instalado

Depois de definir a capacidade do equipamento, o próximo passo é avaliar onde ele será instalado.

A unidade interna deve ficar em um local que permita boa distribuição do ar por todo o ambiente.

Também é importante evitar obstáculos, como armários muito altos ou cortinas que possam bloquear a circulação do ar.

A unidade externa também exige atenção.

Ela precisa de espaço para dissipar o calor retirado do ambiente interno.

Por isso, não deve ser instalada em locais completamente fechados ou sem ventilação adequada.

Em apartamentos, é fundamental verificar as normas do condomínio.

Alguns edifícios possuem locais específicos para instalação ou restringem alterações na fachada.

Também vale pensar no futuro.

Um equipamento que pode ser facilmente acessado tende a facilitar as manutenções preventivas e reduzir custos ao longo do tempo.

Dica da Revista do Frio

Antes da compra, peça ao instalador para indicar exatamente onde ficarão a unidade interna e a unidade externa. Essa simples avaliação pode evitar adaptações posteriores, quebra de paredes e aumento no custo da instalação.

O que pode encarecer a instalação?

Muitos consumidores pesquisam o preço do ar-condicionado, mas esquecem de considerar outro item importante do orçamento: a instalação.

Em alguns casos, ela é simples e rápida. Em outros, pode representar uma parcela significativa do investimento total.

Tudo depende das características do imóvel.

Entre os fatores que costumam aumentar o custo estão:

  • distância entre a unidade interna e a unidade externa;
  • necessidade de quebrar paredes ou forros;
  • passagem de tubulações por longos trechos;
  • instalações em apartamentos ou edifícios altos;
  • uso de andaimes, plataformas ou técnicas de acesso por cordas;
  • adaptações elétricas;
  • dificuldade para instalar o dreno, responsável por escoar a água produzida pelo equipamento.

Por isso, o menor preço do aparelho nem sempre representa o menor custo final.

Às vezes, um modelo aparentemente mais barato exige uma instalação muito mais complexa.

Quanto maior a distância entre as unidades, maior pode ser o custo

Nos aparelhos Split, a unidade interna e a unidade externa são ligadas por tubulações, cabos elétricos e materiais de isolamento.

Quanto maior essa distância, maior será a quantidade de material utilizada.

Isso significa mais tubulação, mais isolamento térmico, mais cabeamento e mais tempo de instalação.

Além disso, cada fabricante estabelece limites mínimos e máximos para o comprimento dessas tubulações.

Ultrapassar esses limites pode comprometer o funcionamento do equipamento.

Por esse motivo, a posição das duas unidades deve ser planejada antes da compra.

Por que a tubulação de cobre é tão importante?

Ao pesquisar sobre instalação, muitas pessoas descobrem que uma das partes mais caras do serviço é a tubulação de cobre.

Ela é responsável por transportar o fluido refrigerante entre a unidade interna e a unidade externa.

O cobre é utilizado porque apresenta elevada resistência mecânica, boa durabilidade e excelente desempenho para essa aplicação.

A economia obtida com materiais inadequados pode resultar em vazamentos, perda de eficiência e aumento dos custos de manutenção.

Outro ponto importante é que nem todos os equipamentos utilizam tubulações com o mesmo diâmetro.

Por isso, reutilizar a infraestrutura de um aparelho antigo nem sempre é possível.

Sempre que houver dúvida, a avaliação deve ser feita pelo instalador.

Toda condensadora é igual?

Não.

A condensadora, a unidade instalada do lado de fora do imóvel, pode apresentar formatos diferentes.

Os dois mais comuns são:

Descarga horizontal

É o modelo tradicional encontrado na maior parte das residências.

Nesse tipo de equipamento, o ventilador lança o ar quente para a frente da unidade.

É uma solução amplamente utilizada pelos fabricantes e funciona bem quando respeitadas as distâncias mínimas de ventilação indicadas no manual.

Descarga vertical

Nesse formato, o ventilador direciona o ar quente para cima.

Visualmente, costuma ocupar menos espaço nas laterais e pode facilitar a instalação em determinados locais.

Para o consumidor, entretanto, um formato não é necessariamente melhor do que o outro.

O mais importante é que a instalação permita boa circulação de ar ao redor da unidade e siga as recomendações do fabricante.

Serpentina de cobre ou alumínio: faz diferença?

Outro detalhe que costuma aparecer nas especificações técnicas é o material utilizado na serpentina da unidade externa.

A serpentina é o conjunto de tubos e aletas responsável pela troca de calor com o ambiente.

Ela pode ser fabricada principalmente em cobre ou alumínio.

As serpentinas de cobre costumam oferecer maior facilidade para reparos e são bastante conhecidas pelos profissionais do setor.

Já as serpentinas de alumínio reduzem o peso do equipamento e são utilizadas por diversos fabricantes.

Na prática, o consumidor deve considerar principalmente três aspectos:

  • disponibilidade de assistência técnica;
  • facilidade de reposição de peças;
  • condições do ambiente onde o equipamento será instalado.

Em regiões litorâneas, por exemplo, a maresia acelera o processo de corrosão.

Nesses casos, vale verificar se o equipamento possui tratamento anticorrosivo específico para esse tipo de aplicação.

Casa de praia exige cuidados especiais

Quem mora próximo ao mar precisa considerar um fator que muitas vezes passa despercebido: a maresia.

O sal presente no ar acelera a corrosão de componentes metálicos e pode reduzir significativamente a vida útil do equipamento quando não existem medidas de proteção adequadas.

Hoje muitos fabricantes oferecem tratamentos anticorrosivos aplicados principalmente na unidade externa.

Mesmo assim, a manutenção preventiva torna-se ainda mais importante em regiões litorâneas.

Na hora da compra, vale informar ao instalador que o equipamento será instalado próximo ao mar para que ele indique a solução mais adequada.

Inverter ou convencional: qual vale mais a pena?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os consumidores.

Os aparelhos convencionais trabalham de forma relativamente simples.

Quando a temperatura do ambiente sobe, o compressor liga.

Ao atingir a temperatura programada, ele desliga.

Quando a temperatura aumenta novamente, o compressor volta a funcionar.

Esse ciclo de liga e desliga se repete continuamente.

Nos equipamentos com tecnologia inverter, o funcionamento é diferente.

Em vez de desligar completamente, o compressor ajusta sua velocidade de acordo com a necessidade do ambiente.

Na prática, isso reduz as oscilações de temperatura e pode proporcionar menor consumo de energia, principalmente quando o equipamento permanece ligado durante muitas horas.

Entretanto, isso não significa que o inverter seja sempre a melhor escolha.

Quem utiliza o ar-condicionado apenas por curtos períodos ou poucas vezes por semana pode demorar mais tempo para recuperar o investimento adicional em relação a um modelo convencional.

Por outro lado, para quem utiliza o equipamento diariamente, especialmente durante várias horas, a tecnologia inverter costuma oferecer melhor relação entre conforto e consumo de energia.

O mais importante é analisar o perfil de utilização e não apenas comparar o preço de compra.

O mais barato pode sair caro

Na tentativa de economizar, muitos consumidores escolhem o equipamento apenas pelo menor preço anunciado.

Essa estratégia nem sempre representa economia.

Um aparelho subdimensionado poderá trabalhar continuamente para tentar atingir a temperatura desejada.

Já um equipamento superdimensionado pode operar de forma pouco eficiente, ligando e desligando com frequência.

Também é preciso considerar fatores como:

  • disponibilidade de assistência técnica;
  • garantia oferecida pelo fabricante;
  • facilidade para encontrar peças de reposição;
  • consumo de energia;
  • qualidade da instalação.

Ao longo da vida útil do equipamento, esses fatores costumam pesar muito mais do que uma pequena diferença no valor da compra.

Vento forte nem sempre significa maior eficiência

Muitas pessoas acreditam que um bom ar-condicionado é aquele que sopra um vento forte.

Na prática, isso não é verdade.

Os modelos atuais oferecem diferentes formas de distribuir o ar no ambiente.

Alguns direcionam um fluxo de ar mais intenso para acelerar a climatização.

Outros utilizam sistemas que distribuem o ar de forma mais difusa e uniforme, reduzindo a sensação de uma corrente de vento direta sobre quem está no ambiente.

Trata-se de um recurso voltado ao conforto térmico.

Algumas pessoas preferem sentir o fluxo de ar mais intenso.

Outras valorizam uma climatização mais discreta, na qual a temperatura é reduzida sem que o vento seja percebido com tanta intensidade.

Essa característica não indica, por si só, que um equipamento seja mais eficiente ou mais econômico que outro.

O desempenho continuará dependendo do dimensionamento correto do aparelho, da instalação e das condições do ambiente.

Ao comparar diferentes modelos, vale pedir ao instalador ou ao vendedor que explique como cada equipamento distribui o ar e quais recursos de conforto oferece.

Recursos modernos realmente fazem diferença?

Nos últimos anos, os fabricantes passaram a incorporar diversas funções que vão além da simples climatização.

Nem todas são essenciais, mas algumas podem tornar o uso mais confortável e prático.

Conexão Wi-Fi

Permite controlar o equipamento pelo celular, mesmo quando o usuário está fora de casa.

Também facilita a programação de horários de funcionamento e, em alguns modelos, o acompanhamento do consumo de energia.

Inteligência Artificial

Alguns aparelhos utilizam recursos de inteligência artificial para aprender os hábitos de utilização e ajustar automaticamente temperatura, velocidade da ventilação e funcionamento do equipamento.

Essas funções variam de acordo com o fabricante e o modelo.

Embora tragam praticidade, não substituem o correto dimensionamento do equipamento nem uma instalação adequada.

Autolimpeza

Diversos aparelhos possuem funções de autolimpeza.

Após o desligamento, o sistema mantém a ventilação funcionando por alguns minutos para reduzir a umidade existente na unidade interna.

Isso ajuda a diminuir a formação de odores e parte do acúmulo de umidade.

Entretanto, esse recurso não substitui a limpeza periódica dos filtros nem a manutenção preventiva realizada por um profissional.

O ar-condicionado renova o ar do ambiente?

Essa é uma dúvida muito comum.

A resposta, na maioria dos aparelhos residenciais, é não.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o ar-condicionado não “puxa” o ar de fora da casa para dentro do ambiente.

Na maior parte dos equipamentos do tipo Split, o ar existente no cômodo é aspirado, passa pelos filtros, é resfriado e retorna ao próprio ambiente.

Por isso, sempre que possível, é recomendável renovar o ar do ambiente periodicamente, principalmente em locais onde muitas pessoas permanecem por longos períodos.

Em aplicações comerciais ou em projetos específicos podem existir sistemas de renovação de ar, mas eles normalmente fazem parte de um projeto de climatização mais amplo.

Para que serve a função Dry?

Quase todos os controles remotos possuem um botão chamado Dry.

Muita gente acredita que ele serve para resfriar mais rapidamente o ambiente.

Na realidade, essa função foi desenvolvida para reduzir a umidade do ar.

Ela pode ser útil em dias úmidos, quando a sensação de abafamento permanece mesmo sem temperaturas muito elevadas.

Como o equipamento trabalha de forma diferente nesse modo de operação, o conforto pode aumentar sem necessidade de reduzir muito a temperatura programada.

Vale a pena pagar por funções extras?

Além da climatização, muitos aparelhos oferecem recursos como:

  • programação semanal;
  • modo Sleep;
  • timer;
  • controle pelo celular;
  • comandos por voz;
  • inteligência artificial;
  • autolimpeza;
  • diferentes modos de distribuição do ar.

Esses recursos podem aumentar o conforto e a praticidade no dia a dia.

Entretanto, antes de pagar mais por eles, vale refletir se realmente serão utilizados.

Um equipamento corretamente dimensionado e bem instalado costuma trazer mais benefícios do que um aparelho cheio de funções que nunca serão utilizadas.

O ar-condicionado faz muito barulho?

Os fabricantes costumam informar o nível de ruído dos equipamentos em decibéis (dB).

Quanto menor esse número, mais silencioso tende a ser o aparelho.

Nos modelos Split, a unidade interna normalmente produz pouco ruído porque o compressor fica instalado na unidade externa.

Já os aparelhos portáteis e de janela costumam ser mais barulhentos justamente porque o compressor permanece no mesmo ambiente.

Também é importante lembrar que um equipamento mal instalado pode apresentar vibrações e ruídos que não fazem parte do funcionamento normal.

Por isso, sempre que o aparelho apresentar barulhos incomuns, vale solicitar uma avaliação técnica.

Onde não instalar a unidade interna?

O local da instalação influencia diretamente o conforto.

Em alguns casos, um equipamento corretamente dimensionado pode causar desconforto apenas porque foi instalado no ponto errado do ambiente.

Sempre que possível, deve-se evitar que o fluxo de ar fique direcionado continuamente para camas, sofás, mesas de trabalho ou locais onde as pessoas permanecem por muito tempo.

Também não é recomendável instalar o aparelho atrás de móveis altos, cortinas ou qualquer obstáculo que dificulte a circulação do ar.

A melhor posição depende do formato do ambiente e deve ser definida durante a visita técnica.

E a unidade externa?

A unidade externa precisa dissipar o calor retirado do ambiente interno.

Por isso, necessita de espaço livre para circulação de ar.

Ela não deve ficar confinada em locais totalmente fechados ou sem ventilação.

Também é importante observar as distâncias mínimas recomendadas pelo fabricante e facilitar o acesso para futuras manutenções.

Outro cuidado é evitar locais sujeitos ao acúmulo constante de folhas, poeira ou resíduos que possam obstruir a circulação do ar.

De onde vem a água que pinga do ar-condicionado?

Muitas pessoas acreditam que o equipamento produz água.

Na verdade, o que acontece é a condensação da umidade existente no ar.

É o mesmo fenômeno observado em um copo com bebida gelada.

Essa água é conduzida para fora do equipamento por meio do dreno.

Por isso, toda instalação deve prever um sistema adequado para o escoamento dessa água.

Quando o dreno apresenta obstruções ou foi instalado incorretamente, podem ocorrer vazamentos dentro do ambiente.

Posso instalar sozinho?

Não é recomendável.

Embora existam muitos vídeos ensinando a instalar um ar-condicionado, esse trabalho exige ferramentas específicas, conhecimento técnico e procedimentos que influenciam diretamente o desempenho do equipamento.

Entre eles estão:

  • posicionamento correto das unidades;
  • instalação elétrica adequada;
  • execução do vácuo na tubulação;
  • testes de estanqueidade;
  • verificação do sistema de drenagem;
  • conferência das recomendações do fabricante.

Uma instalação inadequada pode aumentar o consumo de energia, reduzir a vida útil do equipamento e até comprometer a garantia.

Posso fazer a manutenção?

Alguns cuidados podem ser realizados pelo próprio usuário.

O principal deles é a limpeza periódica dos filtros de ar, sempre conforme as orientações do fabricante.

Também é recomendável manter a unidade externa livre de folhas, galhos e objetos que possam dificultar a circulação de ar.

Já procedimentos como desmontagem do equipamento, lavagem química, medições elétricas, testes de pressão, complementação de fluido refrigerante e substituição de componentes devem ser executados exclusivamente por profissionais qualificados.

Afinal, de quanto em quanto tempo devo limpar os filtros?

Essa é uma das manutenções mais simples e importantes.

A frequência depende da utilização do equipamento e das condições do ambiente.

Em locais com muita poeira, pelos de animais ou grande circulação de pessoas, a limpeza pode ser necessária com maior frequência.

O manual do fabricante apresenta a recomendação para cada modelo.

Filtros sujos dificultam a passagem do ar, reduzem o desempenho do equipamento e podem aumentar o consumo de energia.

Quanto custa manter um ar-condicionado?

Além da conta de energia elétrica, todo equipamento necessita de manutenção preventiva.

Os valores variam de acordo com a região do país, o tipo de aparelho e a complexidade da instalação.

De forma geral, o custo anual da manutenção preventiva costuma representar uma pequena parcela do valor do equipamento.

Na maioria dos casos, esse investimento é muito menor do que o custo de um reparo provocado pela falta de manutenção.

Mais importante do que esperar o equipamento apresentar defeito é realizar inspeções periódicas para preservar seu desempenho e aumentar sua vida útil.

Quanto tempo dura um ar-condicionado?

Não existe um prazo único.

Equipamentos corretamente dimensionados, instalados por profissionais qualificados e submetidos à manutenção preventiva podem funcionar durante muitos anos.

Por outro lado, uma instalação inadequada, a ausência de manutenção ou o uso em condições severas podem reduzir significativamente essa vida útil.

Por isso, cuidar do equipamento desde o primeiro dia costuma ser mais econômico do que esperar o surgimento de problemas.

Como escolher uma marca?

Ao pesquisar na internet é comum encontrar listas com “as melhores marcas”.

Entretanto, a escolha não deve ser baseada apenas na reputação do fabricante.

Antes da compra, vale observar outros aspectos igualmente importantes.

Existe assistência técnica autorizada na sua cidade?

Há facilidade para encontrar peças de reposição?

Como funciona a garantia?

O fabricante possui boa rede de atendimento?

Essas perguntas podem fazer mais diferença ao longo dos anos do que pequenas variações de preço entre modelos semelhantes.

Também é importante comparar a classificação de eficiência energética, os recursos disponíveis e a adequação do equipamento às características do ambiente.

Em caso de dúvida, peça ao instalador que apresente mais de uma opção compatível com o projeto.

Vale a pena comprar o ar-condicionado pela internet?

Nos últimos anos, a venda de ar-condicionado pela internet cresceu significativamente.

A variedade de modelos, as promoções e a facilidade para comparar preços tornam essa uma alternativa interessante para muitos consumidores.

Entretanto, existe um cuidado importante.

Muitas pessoas compram o equipamento por impulso e somente depois procuram um instalador.

Quando isso acontece, podem surgir problemas como capacidade inadequada, falta de infraestrutura, necessidade de adaptações elétricas ou até impossibilidade de instalar o equipamento no local desejado.

O caminho mais seguro costuma ser o inverso.

Primeiro, solicite uma visita técnica.

Depois de avaliar o ambiente, o instalador poderá indicar a capacidade adequada, verificar as condições da instalação e sugerir modelos compatíveis com o imóvel.

Com essas informações em mãos, fica muito mais fácil comparar preços em lojas físicas ou na internet.

A instalação é tão importante quanto o equipamento

Um dos maiores equívocos é acreditar que basta comprar um bom aparelho.

Na prática, um equipamento de qualidade pode apresentar baixo desempenho quando instalado de forma inadequada.

Tubulações mal executadas, ausência de vácuo, drenagem incorreta, ligações elétricas inadequadas ou posicionamento incorreto das unidades comprometem o funcionamento do sistema.

Além de reduzir a eficiência, esses problemas podem aumentar o consumo de energia e diminuir a vida útil do equipamento.

Por isso, escolher um bom instalador é tão importante quanto escolher um bom ar-condicionado.

Sempre que possível, procure profissionais capacitados, solicite orçamento detalhado e esclareça todas as dúvidas antes do início do serviço.

Quanto tempo demora uma instalação?

Não existe uma resposta única.

Uma instalação simples, em um imóvel já preparado para receber o equipamento, pode ser concluída em poucas horas.

Já projetos que exigem adaptações elétricas, passagem de tubulações por longas distâncias, quebra de paredes ou trabalhos em altura podem demandar mais tempo.

O importante é não transformar a rapidez no principal critério de escolha.

Uma instalação feita com cuidado costuma trazer benefícios durante toda a vida útil do equipamento.

O ar-condicionado consome muita energia?

O consumo depende de diversos fatores.

Entre eles estão:

  • capacidade do equipamento;
  • tecnologia utilizada;
  • tempo de funcionamento;
  • temperatura programada;
  • características do ambiente;
  • incidência de sol;
  • qualidade da instalação;
  • limpeza dos filtros.

Um aparelho corretamente dimensionado tende a operar de forma mais eficiente do que outro escolhido apenas pelo menor preço.

Também vale lembrar que utilizar temperaturas extremamente baixas não significa resfriar o ambiente mais rapidamente.

Na maioria dos casos, apenas aumenta o tempo de funcionamento do equipamento.

Programar temperaturas compatíveis com o conforto do ambiente costuma proporcionar melhor equilíbrio entre conforto e consumo de energia.

Como economizar energia sem abrir mão do conforto?

Algumas atitudes simples ajudam a reduzir o consumo.

Mantenha portas e janelas fechadas durante o funcionamento do equipamento.

Sempre que houver incidência direta de sol, utilize cortinas ou persianas.

Limpe os filtros conforme a orientação do fabricante.

Não bloqueie a circulação de ar da unidade interna nem da unidade externa.

Realize as manutenções preventivas recomendadas.

Esses cuidados contribuem para que o equipamento trabalhe dentro das condições previstas pelo fabricante.

O ar-condicionado desliga sozinho?

A maioria dos modelos atuais oferece funções de programação.

É possível definir horários para ligar ou desligar automaticamente, utilizar o modo Sleep durante a noite e ajustar diferentes modos de funcionamento.

Alguns equipamentos também retomam automaticamente a operação após uma interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Essa função pode variar conforme o fabricante e o modelo.

Caso seja importante para sua rotina, vale confirmar essa informação antes da compra.

O que realmente vale a pena observar antes de fechar negócio?

Na hora da compra, é comum que a atenção fique concentrada apenas no preço ou na potência do equipamento.

Entretanto, um bom negócio normalmente reúne vários fatores.

Antes de decidir, verifique:

  • se a capacidade é adequada para o ambiente;
  • se existe assistência técnica em sua região;
  • se há disponibilidade de peças de reposição;
  • qual é o prazo de garantia;
  • qual será o custo estimado da instalação;
  • se o imóvel possui infraestrutura adequada;
  • quais recursos realmente serão úteis para sua rotina.

Essa análise costuma evitar arrependimentos futuros.

Checklist: o que verificar antes de comprar um ar-condicionado

Antes de concluir a compra, confira se todas estas etapas foram avaliadas.

  • O ambiente foi corretamente dimensionado?
  • A capacidade em BTUs atende às características do local?
  • O imóvel possui espaço adequado para instalar a unidade externa?
  • A drenagem da água poderá ser realizada corretamente?
  • A instalação elétrica está preparada para receber o equipamento?
  • O orçamento da instalação já foi realizado?
  • Existe assistência técnica autorizada na sua cidade?
  • O fabricante oferece boa disponibilidade de peças?
  • O equipamento possui boa classificação de eficiência energética?
  • Os recursos adicionais realmente serão utilizados?
  • A manutenção preventiva foi considerada no planejamento?
  • Um instalador qualificado avaliou o projeto antes da compra?

Se a resposta for positiva para a maior parte dessas perguntas, as chances de uma compra bem-sucedida aumentam significativamente.

Perguntas frequentes

Dormir com o ar-condicionado ligado faz mal?

Não necessariamente.

O importante é utilizar uma temperatura confortável, manter os filtros limpos e realizar a manutenção preventiva do equipamento.

Muitas pessoas também utilizam o modo Sleep, que ajusta automaticamente o funcionamento durante a noite.

É normal pingar água?

A água proveniente do dreno faz parte do funcionamento normal do equipamento.

Já vazamentos dentro do ambiente indicam que o sistema deve ser avaliado por um profissional.

O ar-condicionado precisa trocar o gás periodicamente?

Não.

O fluido refrigerante circula em um sistema fechado.

Quando há necessidade de reposição, normalmente existe algum vazamento que deve ser localizado e corrigido antes de qualquer recarga.

Posso usar extensão elétrica?

Não é o mais indicado.

O equipamento deve seguir as recomendações do fabricante e da instalação elétrica do imóvel.

Em caso de dúvida, consulte o instalador.

Quanto tempo dura um filtro?

Depende do modelo.

Alguns filtros permanentes apenas necessitam de limpeza periódica.

Outros possuem vida útil determinada pelo fabricante e precisam ser substituídos.

Consulte sempre o manual do equipamento.

Vale comprar um aparelho mais potente para “garantir”?

Nem sempre.

Um equipamento acima da capacidade necessária não representa, obrigatoriamente, melhor desempenho.

O dimensionamento correto continua sendo a melhor escolha.

Preciso contratar manutenção mesmo que o aparelho esteja funcionando?

Sim.

A manutenção preventiva busca justamente evitar falhas, preservar o desempenho do equipamento e prolongar sua vida útil.

Esperar o surgimento de defeitos costuma gerar custos maiores.

Conclusão

Comprar um ar-condicionado deixou de ser uma decisão baseada apenas no preço ou na marca.

Hoje, a variedade de modelos e tecnologias permite encontrar soluções para diferentes perfis de consumidores, mas também exige mais atenção na hora da escolha.

Conhecer as características do ambiente, dimensionar corretamente a capacidade do equipamento, avaliar a infraestrutura disponível e contar com uma instalação de qualidade são fatores que influenciam diretamente o conforto, o consumo de energia e a durabilidade do sistema.

Da mesma forma, a manutenção preventiva e a limpeza periódica dos filtros ajudam a preservar o desempenho do equipamento ao longo dos anos.

Mais do que encontrar uma boa promoção, o consumidor deve buscar uma solução adequada às necessidades do imóvel e da rotina da família.

Um ar-condicionado corretamente escolhido e instalado tende a oferecer conforto térmico, eficiência energética e menor custo de operação durante toda a sua vida útil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/omo-escolher-ar-condicionado-guia-completo-compra-e1784913636984.jpg 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-24 14:29:202026-07-24 14:31:35Como escolher um ar-condicionado: o guia completo para comprar sem errar

Encontrão LG + Leveros abre mais 50 vagas para evento no Rio de Janeiro

23/07/2026

Foram abertas mais 50 vagas para o Encontrão LG + Leveros, marcado para 25 de julho, no Clube da Barra, no Rio de Janeiro.

A organização do Encontrão LG + Leveros anunciou a liberação de mais 50 vagas para o evento, após a alta procura pelas inscrições.

O encontro será realizado em 25 de julho, das 9h às 16h, no Clube da Barra, no Rio de Janeiro. Segundo a organização, a ampliação das vagas permitirá a participação de mais profissionais interessados no evento.

A programação prevê atividades voltadas a conteúdo técnico, inovação, networking e troca de conhecimento entre participantes e representantes do mercado HVAC-R.

As inscrições seguem abertas, com número de vagas limitado.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-23 16:25:562026-07-23 16:25:56Encontrão LG + Leveros abre mais 50 vagas para evento no Rio de Janeiro
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