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Arquivo para Tag: HVAC-R

Johnson Controls expande plataforma OpenBlue com IA para aumentar eficiência e acelerar implementação

31/08/2026

Novos recursos do ecossistema OpenBlue atuam no controle de sistemas do lado ar, automatização de operações, integração de dados e cibersegurança. Implementação pode ser reduzida em até 95%, segundo a Johnson Controls.

A Johnson Controls ampliou os recursos de inteligência artificial do ecossistema digital OpenBlue para apoiar a gestão do consumo de energia, a automação de operações prediais e a redução de custos operacionais. A atualização inclui uma arquitetura nativa de IA, novos recursos de cibersegurança e ferramentas para integração e acesso a dados de edifícios.

Entre as novidades está o Energy & Comfort Intelligence, voltado aos sistemas do lado ar, que incluem unidades de tratamento de ar, ventiladores e outros equipamentos responsáveis pela circulação de ar nos edifícios.

Alimentado pela Nantum AI, o recurso utiliza algoritmos de inteligência artificial para fornecer recomendações de eficiência e aprimorar o controle desses sistemas. A aplicação é direcionada também a instalações que exigem condições internas precisas, como hospitais, universidades de pesquisa, ciências da vida e unidades de manufatura de baterias e semicondutores, onde temperatura, pressão e umidade precisam ser mantidas em níveis consistentes.

Segundo Jamie Cameron, vice-presidente e gerente-geral da OpenBlue na Johnson Controls, a plataforma passa a incorporar eficiência orientada por IA e controle autônomo também aos sistemas do lado ar. O Energy & Comfort Intelligence ajusta continuamente as unidades de tratamento de ar de acordo com as condições observadas nas instalações.

A empresa de software financeiro DATEV implementou a solução e registrou redução de quase 10% no consumo de energia dos sistemas do lado ar nos equipamentos aos quais a tecnologia foi aplicada. De acordo com as informações divulgadas, o sistema operou de forma autônoma e executou milhares de comandos e decisões automatizadas com base em dados.

Durante a operação, a equipe responsável pelas instalações não recebeu reclamações relacionadas ao conforto dos ocupantes.

Marco Ringer, planejador de engenharia de fábrica da DATEV, afirmou que a empresa pretende ampliar o uso do OpenBlue Energy & Comfort Intelligence para outras instalações e continuar trabalhando com a Johnson Controls para reduzir o consumo de energia.

Outra novidade é o OBI (OpenBlue Intelligence), assistente de IA agêntica que apresenta informações, recomenda ações e executa fluxos de trabalho previamente aprovados, mantendo as pessoas no processo de decisão.

Por meio de interações por texto ou voz, as equipes responsáveis pelas instalações podem consultar informações relacionadas à ocupação, qualidade do ar, desempenho dos equipamentos e consumo de energia. O sistema também permite automatizar atividades operacionais, como abertura de ordens de serviço e priorização de manutenções.

A Johnson Controls também incorporou processos automatizados de integração às soluções OpenBlue. Algoritmos identificam dispositivos e pontos de dados e fazem sua classificação automaticamente. Segundo a empresa, o processo pode reduzir em até 95% o tempo de implementação.

Em instalações com milhares de fontes de dados distribuídas em edifícios ou campi, a mudança pode reduzir de meses para dias o período necessário para a implementação. Os dados são estruturados e relacionados a equipamentos e ações específicas, permitindo conexões entre diferentes interfaces.

A atualização inclui ainda uma API da plataforma OpenBlue, destinada a clientes técnicos e parceiros que utilizam aplicativos próprios. O recurso permite integrar aos aplicativos existentes os dados produzidos pelos edifícios.

Na área de cibersegurança, o OpenBlue Airwall utiliza uma arquitetura Zero Trust, ou confiança zero, para isolar dispositivos por meio de redes segmentadas e restringir o acesso a ativos considerados críticos.

Usuários e dispositivos remotos precisam comprovar sua identidade antes da conexão. Depois da autenticação, é criado um túnel criptografado entre os dispositivos. No caso de fornecedores externos, o acesso remoto pode ser limitado aos equipamentos e períodos necessários para a prestação do serviço.

Segundo pesquisa conduzida pela Forrester citada pela Johnson Controls, o OpenBlue pode proporcionar retorno sobre o investimento de até 155% aos clientes.

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Resumen (español)

Johnson Controls amplió su ecosistema digital OpenBlue con nuevos recursos de inteligencia artificial destinados a la gestión de edificios. Entre las novedades se encuentran Energy & Comfort Intelligence, que redujo casi un 10% el consumo de energía de los sistemas de circulación de aire en equipos de DATEV; el asistente de IA agéntica OBI; procesos de integración que pueden reducir hasta un 95% el tiempo de implementación; una nueva API y recursos de ciberseguridad mediante OpenBlue Airwall.

 

Summary (English)

Johnson Controls has expanded its OpenBlue digital ecosystem with new artificial intelligence capabilities for building management. The updates include Energy & Comfort Intelligence, which reduced air-side energy consumption by nearly 10% on applicable equipment at DATEV; the OBI agentic AI assistant; automated integration processes that can cut implementation time by up to 95%; a new API; and enhanced cybersecurity features through OpenBlue Airwall.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/4_equipment-performance-and-operations-efficiency.png 390 682 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-31 10:52:102026-08-31 10:52:10Johnson Controls expande plataforma OpenBlue com IA para aumentar eficiência e acelerar implementação

Demanda por ar-condicionado eleva cotações do gás natural nos EUA

25/08/2026

Temperaturas acima da média ampliam o uso de sistemas de climatização e sustentam a expectativa de maior consumo de eletricidade gerada a gás.

Os preços dos contratos de gás natural negociados nos Estados Unidos subiram, impulsionados pela expectativa de aumento da demanda por refrigeração durante o verão.

As cotações permaneciam próximas de US$ 2,77 por milhão de unidades térmicas britânicas (MMBtu), em um cenário marcado por previsões de calor intenso, produção elevada e estoques acima da média dos últimos cinco anos.

As previsões meteorológicas indicam temperaturas acima da média no Texas e em grande parte dos Estados Unidos até 7 de setembro. O calor deve elevar a necessidade de refrigeração em residências, edifícios comerciais e instalações industriais, aumentando o consumo de eletricidade e, consequentemente, a demanda por gás natural utilizado na geração elétrica.

Agosto também caminha para ser o mês de agosto mais quente já registrado nos Estados Unidos pelo critério de temperatura ponderada pela população, segundo o Commodity Weather Group. A persistência do calor tende a manter os sistemas de refrigeração e climatização em operação por mais tempo e a pressionar a demanda por energia.

Do lado da oferta, a produção recuou durante o fim de semana, principalmente na região dos Apalaches, onde os preços mais baixos no curto prazo reduziram os incentivos à produção. Apesar da queda pontual, a oferta permanece acima dos níveis registrados no mês anterior.

A produção nos 48 Estados continentais, conhecidos como Lower 48, apresenta média de 111,5 bilhões de pés cúbicos por dia (bcfd) em agosto, superando o recorde mensal de 110,7 bcfd registrado em julho.

Os estoques de gás natural permanecem acima da média dos últimos cinco anos desde março. Esse nível elevado de armazenamento pode limitar o impacto da maior demanda sazonal por refrigeração sobre os preços, mesmo com o aumento do consumo de eletricidade durante as ondas de calor.

Os fluxos médios de gás destinados às nove principais instalações de exportação de gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos estavam em cerca de 17,1 bcfd.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-25 11:25:402026-08-25 15:12:28Demanda por ar-condicionado eleva cotações do gás natural nos EUA

Febrava RIO estreia programação voltada a mercados consumidores de HVAC-R

25/08/2026

Febrava CONVERGE terá debates sobre construção, óleo e gás, hospitalidade e refrigeração entre 6 e 8 de outubro, no Riocentro

A primeira edição da Febrava RIO terá uma programação de conteúdo voltada às aplicações de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R) em diferentes setores da economia. O Febrava CONVERGE será realizado de 6 a 8 de outubro, no Pavilhão 4 do Riocentro, no Rio de Janeiro.

Com acesso gratuito aos profissionais credenciados na feira, a programação reunirá especialistas, lideranças e entidades para discutir desafios, tendências e aplicações de HVAC-R nos mercados de construção, óleo e gás, hospitalidade e refrigeração.

O Febrava CONVERGE foi criado para aproximar a indústria fornecedora dos profissionais e das empresas que utilizam soluções de HVAC-R em suas operações. Eficiência energética, desempenho operacional, conforto, sustentabilidade e avanços tecnológicos estão entre os temas previstos.

“O HVAC-R está cada vez mais presente nas decisões estratégicas de diferentes segmentos. Estamos falando de soluções que impactam não apenas o conforto térmico, mas também eficiência, desempenho, sustentabilidade e continuidade das operações”, afirma Tatiana Rassini, gestora da Febrava RIO.

Segundo Rassini, o encontro busca aproximar essas discussões dos profissionais que lidam com os desafios do setor no dia a dia e estabelecer conexões entre quem utiliza as tecnologias e quem desenvolve as soluções.

As edificações respondem por 52% do consumo de energia elétrica no Brasil, segundo dados do Balanço Energético Nacional 2026, ano-base 2025, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Do total, 28,2% correspondem às edificações residenciais, 16,8% às comerciais e 7,1% às relacionadas ao setor público. Condicionamento de ar, iluminação e equipamentos estão entre os principais usos finais de energia nesses ambientes.

As sessões do Febrava CONVERGE terão capacidade para cerca de 100 participantes, com acesso sujeito à disponibilidade de lugares. A programação está sendo elaborada em conjunto com ABRAVA, ABEMEC, ABRACO, ABRAMAN, ABRASEL RJ, CREA-RJ, FIRJAN, GBC Brasil, HotéisRIO, IBRACONT e SINDRATAR RJ.

“A proposta é que o profissional encontre temas diretamente relacionados aos desafios do mercado em que atua e possa ampliar seu repertório a partir do contato com especialistas, entidades e outros participantes. Queremos criar um espaço de troca de conhecimento, gerar conexões e mostrar como diferentes tecnologias e soluções podem contribuir para eficiência, desempenho e novas oportunidades para os negócios”, afirma Rassini.

A Febrava RIO será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, reunindo empresas, profissionais, especialistas e representantes de diferentes setores da cadeia de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração.

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Resumen (español) — Febrava RIO realizará, del 6 al 8 de octubre en Riocentro, Río de Janeiro, la primera edición de Febrava CONVERGE, una programación gratuita dirigida a profesionales acreditados y centrada en las aplicaciones de HVAC-R. Los debates abordarán los sectores de construcción, petróleo y gas, hospitalidad y refrigeración, con temas como eficiencia energética, desempeño operacional, sostenibilidad y avances tecnológicos.

Summary (English) — Febrava RIO will hold the first edition of Febrava CONVERGE from October 6 to 8 at Riocentro in Rio de Janeiro. The free program for registered professionals will address HVAC-R applications in construction, oil and gas, hospitality and refrigeration, with discussions covering energy efficiency, operational performance, sustainability and technological developments.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/febrava-rio2026-teaser-scaled-e1780506560109.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-25 11:00:042026-08-25 14:59:24Febrava RIO estreia programação voltada a mercados consumidores de HVAC-R

Segurança em altura salva vidas no HVAC-R

20/08/2026

Da análise de risco ao plano de resgate, especialistas destacam que investir em segurança significa proteger vidas e garantir a qualidade das operações.

Veja a edição completa
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Instalações e manutenções em fachadas, coberturas e telhados fazem parte da rotina de muitos profissionais de refrigeração e climatização. No entanto, trabalhar em altura continua sendo uma das atividades com maior potencial de acidentes graves e fatais no setor. Nesse cenário, a NR-35 – Trabalho em Altura do Ministério do Trabalho, estabelece requisitos mínimos para planejamento, organização e execução das atividades, priorizando a prevenção de riscos e a preservação da vida.

Mais do que utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como cinturão de segurança, talabartes, capacete com jugular e trava-quedas, óculos de segurança ou protetor facial, o trabalho seguro exige avaliação criteriosa do ambiente, uso de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), análise de risco, permissão de trabalho e um plano de resgate preparado para situações de emergência.

O crescimento da climatização em edifícios residenciais, comerciais e industriais também ampliou a exposição dos profissionais aos trabalhos em altura. Instalações de condensadoras em fachadas, coberturas e áreas de difícil acesso fazem parte da rotina do setor e, quando executadas sem planejamento, figuram entre as atividades de maior risco. O próprio Manual da NR-35 destaca que as quedas de altura estão entre as principais causas de acidentes graves e fatais no trabalho, enquanto estudos recentes sobre gestão de riscos em instalações de ar-condicionado apontam falhas recorrentes como ausência de sistemas de ancoragem, deficiência nos procedimentos de acesso, falta de Permissão de Trabalho (PT) e de Análise de Risco (AR), além do uso inadequado de EPIs.

A preocupação não é apenas teórica. Embora o Brasil não disponha de estatísticas específicas para acidentes envolvendo técnicos de HVAC-R, os registros de ocorrências mostram que quedas durante instalações e manutenções de aparelhos de ar-condicionado em fachadas, telhados e coberturas continuam sendo frequentes, muitas delas com vítimas fatais. Em julho de 2025, por exemplo, um técnico de refrigeração morreu ao cair de aproximadamente 18 metros enquanto realizava a manutenção de uma condensadora na área externa de um edifício residencial em Recife (PE). O Ministério do Trabalho reforça que as quedas em altura figuram entre as principais causas de acidentes graves e fatais no ambiente laboral, o que evidencia a importância do cumprimento rigoroso da NR-35 e do planejamento prévio de cada intervenção.

Sidney de Souza Junior, gerente do Departamento Técnico do CRT-SP

Segundo Sidney de Souza Junior, técnico em refrigeração e climatização e gerente do Departamento Técnico do Conselho Regional Técnico – CRT-SP, a queda de altura continua sendo a principal causa de acidentes fatais, mas não é o único perigo enfrentado pelos técnicos.

“Queda de altura, queda de objetos e ferramentas, choque elétrico, condições climáticas adversas, estruturas instáveis, esforço físico e postura inadequada, além de cortes e esmagamentos durante o manuseio dos equipamentos, estão entre os principais riscos encontrados nas atividades em altura”, informa.

O especialista ressalta que a prevenção começa muito antes da subida ao telhado ou à fachada. A NR-35 determina que toda atividade seja precedida por uma Análise de Risco (AR), realizada no próprio local de trabalho e envolvendo os profissionais responsáveis pela execução.

“A AR deve ser feita no local, com quem vai executar e documentada. É preciso descrever a atividade, identificar os perigos, avaliar os riscos, definir as medidas de controle e estabelecer um plano de emergência. Não podem ser negligenciados fatores como a condição estrutural do ponto de ancoragem, a proximidade de redes elétricas, as condições climáticas durante toda a execução, o acesso seguro e rota de fuga, o estado de conservação dos equipamentos e a experiência da equipe”.

Ele descreve um passo a passo:

  1. Descrever a atividade: O que será feito, onde, por quanto tempo, quantas pessoas.
  2. Identificar os perigos: Altura, energia, clima, estrutura, acesso, materiais.
  3. Avaliar os riscos: Probabilidade x Severidade.
  4. Definir medidas de controle: EPC, EPI, procedimentos, pessoas envolvidas.
  5. Plano de emergência: Como agir se algo der errado.
Treinamento e plano de resgate

Outro aspecto frequentemente negligenciado é o plano de resgate. Muitas empresas concentram seus esforços na prevenção da queda, mas esquecem que uma vítima suspensa pelo cinturão pode sofrer a chamada síndrome do arnês em poucos minutos.

“O plano de resgate é obrigatório pela NR-35. De nada adianta evitar a queda se o trabalhador ficar suspenso por trauma de suspensão. O plano deve prever procedimento escrito, equipe treinada, equipamentos de resgate, comunicação eficiente e tempo-resposta de até seis minutos”, revela.

Um dos principais exemplos no setor é o trabalho desenvolvido pelo casal Gisieli e Luis Severo, proprietários da Severo Climatização. Referências nacionais em segurança para trabalhos em altura, eles foram pioneiros na aplicação do alpinismo industrial ao mercado de HVAC-R e hoje atuam na capacitação de profissionais em todo o Brasil. Por meio de treinamentos em trabalho em altura, acesso por corda, técnicas de resgate e disseminação da cultura de segurança, contribuem para elevar o nível técnico do setor e reforçar que a prevenção deve estar presente em todas as etapas das instalações e manutenções, preservando vidas e promovendo práticas cada vez mais seguras.

“A segurança começa antes mesmo de colocar o cinturão. Planejamento, análise de risco, escolha correta dos pontos de ancoragem e treinamento contínuo são fatores que fazem a diferença entre voltar para casa ou sofrer um acidente. Nenhum serviço é tão urgente que justifique abrir mão da segurança”, destacam Luis e Gisieli.

Nos treinamentos promovidos pela Severo Climatização, a segurança é tratada como um valor inegociável. Enquanto Luís conduz a capacitação técnica em trabalho em altura e acesso por corda, Gisieli atua como socorrista e instrutora, reforçando os procedimentos de resgate e prevenção de acidentes. A empresa adota critérios rigorosos, exigindo que todos os profissionais possuam capacitação conforme a NR-35, além de manter seguro de vida para seus colaboradores. A qualificação em trabalho em altura também é um requisito para contratação, refletindo o compromisso da empresa com a segurança desde a formação da equipe. Paralelamente, Gisieli ministra palestras sobre prevenção de acidentes e cultura de segurança para empresas e instituições, contribuindo para disseminar boas práticas e conscientizar profissionais sobre a importância do planejamento e do cumprimento das normas em atividades realizadas em altura.

Para Sidney, criar uma verdadeira cultura de segurança depende do envolvimento de toda a organização.

“A cultura começa com a liderança pelo exemplo, passando para a participação do trabalhador nas análises de risco, treinamento contínuo, fornecimento de EPIs de qualidade e comunicação aberta para interromper uma atividade insegura são medidas que fazem a diferença. Se for difícil fazer o trabalho de forma segura, o profissional vai improvisar”.

A tecnologia também vem transformando a segurança em altura. Linhas de vida retráteis que travam mais rápido e dão mais mobilidade, ancoragens permanentes e definitivas instaladas na obra para facilitar manutenções futuras, drones para inspeções prévias de fachadas e coberturas sem expor ninguém, aplicativos digitais para emissão de Permissão de Trabalho (PT) e Análise de Risco, além de EPIs mais leves e ergonômicos, já fazem parte da realidade de muitas empresas.

Segundo Sidney, as principais tendências e avanços em equipamentos, tecnologias e procedimentos são:

  • Wearables (sensores vestíveis): Coletes que medem queda, batimento e enviam alerta;
  • Realidade aumentada: Treinamento em altura sem risco real;
  • Robôs para instalação: Para içamento de condensadoras pesadas;
  • Análise de risco com IA: Cruzar dados de clima, local e histórico para prever riscos;
  • Maior foco em saúde mental: Fadiga e pressa são grandes causas de acidente.

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Resumen (español)

El trabajo en altura forma parte de la rutina de muchos profesionales de refrigeración y climatización, especialmente en instalaciones y mantenimientos realizadas en fachadas, cubiertas y tejados. Especialistas destacan que el cumplimiento de la NR-35, el análisis previo de riesgos, el uso adecuado de equipos de protección, la capacitación y la existencia de un plan de rescate son fundamentales para prevenir accidentes graves y fatales. Sidney de Souza Junior, del CRT-SP, y los especialistas Luis y Gisieli Severo, de Severo Climatização, también señalan la importancia de consolidar una cultura de seguridad en las empresas. Nuevas tecnologías, como drones, sensores vestibles, realidad aumentada, sistemas modernos de anclaje e inteligencia artificial aplicada al análisis de riesgos, comienzan a ampliar las herramientas disponibles para proteger a los profesionales del sector HVAC-R.

Summary (English)

Working at height is part of the routine for many refrigeration and air-conditioning professionals, particularly during installation and maintenance activities on façades, rooftops and other elevated areas. Experts emphasize that compliance with Brazil’s NR-35 regulation, proper risk assessment, adequate protective equipment, professional training and a well-prepared rescue plan are essential to preventing serious and fatal accidents. Sidney de Souza Junior, from CRT-SP, and safety specialists Luis and Gisieli Severo, from Severo Climatização, also highlight the importance of building a strong safety culture within companies. Emerging technologies, including drones, wearable sensors, augmented reality, advanced anchorage systems and artificial intelligence for risk assessment, are expanding the resources available to improve safety for HVAC-R professionals.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa-08-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-20 15:08:452026-08-20 15:08:45Segurança em altura salva vidas no HVAC-R

Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

18/08/2026

Fim da patente e chegada de novas opções ao mercado brasileiro ampliam a circulação de medicamentos termolábeis e reforçam o papel da cadeia do frio.

A expansão do mercado de medicamentos à base de semaglutida no Brasil chama a atenção também para uma infraestrutura essencial, embora pouco percebida pelo consumidor: a cadeia do frio.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 17 de agosto, o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida sintética no País, produzido pela EMS. Na mesma data, foi registrado o Semaclique, medicamento similar da Germed. As novas opções são apresentadas em canetas preenchidas, multidose e descartáveis, destinadas à aplicação semanal.

As aprovações fazem parte de um movimento que ganhou força após o fim, em 20 de março de 2026, da patente da semaglutida no Brasil, princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico registrada no País.

Desde então, novas versões vêm sendo autorizadas. Em 29 de julho, por exemplo, a Anvisa registrou cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Agora, a chegada do primeiro genérico representa mais um passo na ampliação desse mercado.

Temperatura é parte da conservação

Além das questões relacionadas à eficácia, segurança e prescrição, esses medicamentos apresentam uma característica diretamente relacionada ao setor HVAC-R: a necessidade de controle de temperatura durante sua conservação.

As novas canetas aprovadas devem ser armazenadas sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, conforme as condições estabelecidas para os produtos. A exigência evidencia a importância da refrigeração na cadeia farmacêutica e os cuidados necessários para que medicamentos termolábeis permaneçam dentro das condições determinadas pelo fabricante.

No Brasil, as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos são disciplinadas pela RDC 430/2020. Para os produtos termolábeis, a Anvisa determina que o transporte seja realizado em condições termicamente qualificadas e que a temperatura seja monitorada e controlada durante a armazenagem e o transporte.

O cuidado envolve diferentes etapas, desde a indústria e os centros de distribuição até transportadoras, farmácias e demais pontos da cadeia. Em cada uma delas, equipamentos de refrigeração, isolamento térmico, sensores, sistemas de monitoramento e procedimentos adequados contribuem para a manutenção das condições especificadas para o produto.

Experiência que vem das vacinas

A necessidade de manter medicamentos e produtos biológicos sob condições controladas de temperatura não é novidade no Brasil. O País acumulou, ao longo de décadas de campanhas de vacinação e da atuação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), experiência por meio da Rede de Frio, estrutura responsável pela conservação, armazenamento, distribuição e transporte de imunobiológicos até os pontos de aplicação.

Em um território de dimensões continentais e com grandes diferenças climáticas e de infraestrutura, fazer uma vacina chegar às diferentes regiões mantendo as condições necessárias de conservação exige uma operação que envolve equipamentos frigoríficos, embalagens térmicas, transporte, monitoramento de temperatura, procedimentos de contingência e profissionais capacitados.

Essa experiência ajuda a dimensionar a importância da cadeia do frio também para outros produtos farmacêuticos. A ampliação da oferta de medicamentos termolábeis, como as novas opções à base de semaglutida, leva para um mercado cada vez maior uma necessidade há muito conhecida na área de imunização: a temperatura faz parte das condições que precisam ser preservadas ao longo de toda a cadeia.

Não basta apenas produzir frio

A conservação de medicamentos também demonstra uma transformação importante na refrigeração: além de manter a temperatura, torna-se cada vez mais importante monitorá-la e registrar seu histórico.

Data loggers, sensores, alarmes, sistemas de monitoramento remoto e indicadores de tempo e temperatura, conhecidos como TTI (Time-Temperature Indicators), são algumas das tecnologias disponíveis para acompanhar condições térmicas e identificar eventuais excursões de temperatura.

Esse conceito é especialmente relevante em aplicações críticas. Um equipamento apresentar a temperatura correta no momento da verificação não revela, sozinho, todo o histórico térmico ao qual determinado produto esteve submetido.

A própria Anvisa considera o transporte de termolábeis uma situação crítica e estabelece expectativa de monitoramento das operações. Quando ocorre perda do controle de temperatura sem monitoramento apropriado, a avaliação pode levar inclusive à rejeição da carga.

Com a expansão da oferta de semaglutida e de outros medicamentos que dependem de condições específicas de conservação, cresce também a importância de uma estrutura que normalmente permanece distante dos olhos do consumidor.

Por trás de uma pequena caneta existe uma cadeia que depende de refrigeração, controle, monitoramento e rastreabilidade para funcionar corretamente.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vacinarefrigeracaocaneta-emagrecedora-e1787079471455.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-18 15:49:432026-08-24 10:50:28Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

Midea estreia na CASACOR Brasília com climatização integrada à arquitetura

17/08/2026

Marca participa pela primeira vez da mostra na capital federal, com soluções de climatização em 11 ambientes e espaço próprio projetado pela arquiteta Walléria Teixeira, do Studio WT.

A Midea Carrier participa pela primeira vez da CASACOR Brasília em 2026. A marca Midea terá exclusividade na categoria de climatização em 11 espaços da mostra, com equipamentos das linhas Cassete e AI ECOMASTER, além de um ambiente próprio desenvolvido pela arquiteta Walléria Teixeira, do Studio WT.

A participação tem como proposta integrar climatização, arquitetura e bem-estar. Um dos conceitos apresentados pela empresa é o de “duplo conforto”, baseado no controle conjunto da temperatura e da umidade do ar nos ambientes internos.

“A arquitetura contemporânea exige soluções capazes de acompanhar diferentes estilos de vida e demandas de uso. Em nossa estreia na CASACOR Brasília, queremos mostrar como a inovação pode ser integrada aos projetos de forma natural, contribuindo para criar espaços inteligentes que simplificam a rotina e respondem às necessidades reais das pessoas”, afirma Simone Camargo, diretora de marketing da Midea Carrier.

A 34ª edição da CASACOR Brasília ocorre de 12 de agosto a 12 de outubro, na Casa do Candango, na Asa Sul, em Brasília (DF). O edifício, de 1977, é reconhecido como patrimônio afetivo da capital federal. A mostra reúne 43 ambientes e adota neste ano o tema “Mente e Coração”, que propõe uma reflexão sobre o lar como espaço de cuidado e refúgio físico e emocional.

No ambiente próprio da Midea, o projeto prevê o funcionamento integrado do ar-condicionado AI ECOMASTER e do Umidificador Master Connect. Os equipamentos são vinculados pelo aplicativo SmartHome e podem realizar ajustes automáticos a partir dos parâmetros definidos pelo usuário.

O ar-condicionado regula a temperatura e monitora a umidade do ambiente. Ao identificar um índice abaixo do ideal, o sistema aciona o umidificador para restabelecer o equilíbrio, sem a necessidade de comandos separados.

Segundo a Midea, a inteligência artificial do AI ECOMASTER analisa dados de uso e variações climáticas e recalibra seu funcionamento a cada 30 segundos. A empresa informa que o recurso pode proporcionar economia adicional de energia de até 30% em qualquer temperatura selecionada.

O Umidificador Master Connect possui reservatório de seis litros, painel touch, três modos de uso e função Auto. Nos espaços que demandam menor interferência visual, a Midea utilizará modelos Cassete de uma e quatro vias. Instalados no teto, os equipamentos distribuem o fluxo de ar de acordo com a configuração de cada área.

“A proposta foi pensar o conforto como parte da arquitetura, e não como um elemento acrescentado posteriormente. O projeto nasce da observação de como as pessoas circulam e se relacionam com cada espaço. A temperatura, a umidade e o movimento do ar também interferem nessa percepção e, por isso, foram considerados junto aos materiais, à luz e aos percursos, criando uma atmosfera equilibrada, fluida e agradável de vivenciar”, afirma Walléria Teixeira, do Studio WT.

A arquiteta já desenvolveu projetos para a CASACOR Brasília que exploram integração, funcionalidade, automação e conexão com elementos naturais. Em 2026, a parceria com a Midea incorpora a climatização desde a concepção do ambiente, como parte do projeto arquitetônico.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/midea-casacor.jpg 168 300 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-17 16:55:432026-08-17 16:55:43Midea estreia na CASACOR Brasília com climatização integrada à arquitetura

TROX completa 50 anos de atuação no Brasil e anuncia investimentos em expansão

07/08/2026

Empresa celebra cinco décadas no país com expansão da fábrica em Curitiba, revitalização do escritório em São Paulo e ações voltadas à qualidade do ar e eficiência energética.

A TROX completa 50 anos de atuação no Brasil em 2026. A comemoração coincide com os 75 anos do Grupo TROX e marca uma série de iniciativas institucionais, investimentos e ações voltadas ao fortalecimento da operação brasileira.

Segundo a empresa, a programação inclui a visita ao Brasil dos conselhos mundial e das Américas, a expansão da fábrica em Curitiba (PR), a revitalização do escritório comercial em São Paulo (SP), um evento comemorativo e o lançamento de uma campanha institucional alusiva à data.

A operação brasileira reúne mais de 500 colaboradores, mantém fábrica e laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento em Curitiba, escritório comercial em São Paulo e uma rede de 15 representantes distribuídos pelo país.

De acordo com Luiz Moura, presidente da TROX Américas, os 50 anos da empresa no Brasil representam o reconhecimento da trajetória construída com colaboradores, clientes e parceiros e reafirmam o compromisso da companhia com inovação, qualidade e desenvolvimento de soluções para ventilação, climatização e qualidade do ar.

Ao longo de sua atuação no país, a empresa participou de projetos nos segmentos de saúde, data centers, agronegócio, aeroportos, usinas nucleares, óleo e gás, indústrias e edifícios corporativos e comerciais.

A campanha comemorativa de 2026 adota o conceito de transformação de ambientes por meio da qualidade do ar, inovação e eficiência energética. Entre as ações previstas estão uma identidade visual comemorativa, vídeo institucional e iniciativas de relacionamento com clientes, parceiros, especificadores e profissionais do setor HVAC-R, além da divulgação de conteúdos técnicos e institucionais.

A empresa também informou que conquistou, pela primeira vez, a certificação Great Place to Work (GPTW), reconhecimento que passa a integrar as comemorações dos 50 anos de operação no Brasil.

Para Luis Claudio Almeida, diretor-geral da TROX Brasil e TROX Argentina, o aniversário representa a confiança construída junto ao mercado e reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento tecnológico e a evolução do setor HVAC-R.

Como parte de sua estratégia para os próximos anos, a TROX informou que pretende ampliar sua presença em mercados estratégicos da América Latina, acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para tratamento e distribuição de ar e manter investimentos em inovação, eficiência energética, qualidade do ar e descarbonização das edificações. A empresa também prevê dar continuidade a programas de capacitação técnica, eventos especializados e iniciativas de formação profissional voltadas à cadeia de climatização e refrigeração.

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Resumen (español)

La TROX celebra en 2026 sus 50 años de operación en Brasil, coincidiendo con el 75.º aniversario del Grupo TROX. La empresa anunció la ampliación de su planta en Curitiba, la modernización de su oficina en São Paulo y una agenda institucional que incluye visitas de directivos internacionales, una campaña conmemorativa y actividades dirigidas al sector HVAC-R. También informó que obtuvo por primera vez la certificación Great Place to Work (GPTW) y reafirmó sus inversiones en innovación, calidad del aire, eficiencia energética y expansión en América Latina.

Summary (English)

TROX is celebrating 50 years of operations in Brazil in 2026, coinciding with the 75th anniversary of the TROX Group. The company announced the expansion of its Curitiba manufacturing facility, the renovation of its São Paulo office and a commemorative program that includes visits from global executives, institutional campaigns and initiatives aimed at the HVAC-R sector. TROX also reported its first Great Place to Work (GPTW) certification and reaffirmed investments in innovation, indoor air quality, energy efficiency and expansion across Latin America.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/TROX_50_Anos_Brasil_RGB.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-07 12:12:522026-08-07 12:18:03TROX completa 50 anos de atuação no Brasil e anuncia investimentos em expansão

Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

04/08/2026

Digitalização, plataformas de gestão e especialização ampliam o papel dos profissionais de HVAC-R em diferentes segmentos da economia.

A evolução tecnológica vem alterando o perfil dos profissionais da refrigeração e climatização. O avanço de sistemas inverter, automação predial, sensores inteligentes, softwares de manutenção e das exigências relacionadas à eficiência energética, à qualidade do ar interior e ao PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) ampliou o conjunto de competências exigidas desses profissionais, que passaram a atuar também na interpretação de dados, na gestão de processos e na manutenção preditiva.

Essa transformação também ampliou a participação desses especialistas em decisões relacionadas a retrofit, redução do consumo energético, sustentabilidade e gestão operacional. Atualmente, sua atuação é considerada essencial em segmentos como supermercados, hospitais, data centers, indústrias, laboratórios, shoppings, hotéis e residências, onde os sistemas de climatização e refrigeração são parte da infraestrutura de operação.

A digitalização modificou igualmente a rotina do setor. Aplicativos, plataformas para checklists digitais, emissão de relatórios em tempo real, controle de ordens de serviço e sistemas de gestão passaram a integrar o dia a dia das empresas. Segundo profissionais ouvidos pela reportagem, essas ferramentas contribuem para organizar atendimentos, acompanhar o histórico dos equipamentos, padronizar processos, reduzir falhas e ampliar a rastreabilidade das informações. Eles afirmam ainda que o domínio de tecnologia, aliado aos conhecimentos de mecânica, elétrica e automação, passou a fazer parte das competências exigidas pelo mercado.

O levantamento também aponta que a presença desses profissionais nas redes sociais e em plataformas digitais ampliou a difusão de conteúdo técnico por meio de tutoriais, demonstrações de instalação e manutenção, favorecendo a atualização profissional e o acesso à informação em diferentes regiões do país. O movimento levou fabricantes a incluir refrigeristas em programas de influenciadores e embaixadores de marca para divulgar produtos, tecnologias e boas práticas do setor HVAC-R.

Contribuíram para esta matéria os profissionais Ricardo Viana (Viana Manutenção), Kleber Machado (Milenio Refrigeração), Fernando Gaivota (Aragoni & Gaivota) e Jo Silva (Bless Climatização e Aerosolution), que atuam na prestação de serviços e na produção de conteúdo técnico para o setor HVAC-R.

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Resumen (español)

La evolución tecnológica está modificando el perfil de los profesionales de refrigeración y climatización. Según el texto, la incorporación de plataformas digitales, automatización, mantenimiento predictivo y sistemas de gestión ha ampliado sus funciones hacia áreas como eficiencia energética, sostenibilidad y cumplimiento normativo. Además, el uso de redes sociales y contenidos técnicos digitales ha fortalecido la capacitación y la difusión de buenas prácticas en el sector HVAC-R.

Summary (English)

Technological advances are reshaping the role of refrigeration and air-conditioning professionals. According to the document, digital platforms, predictive maintenance, automation and management systems have expanded their responsibilities beyond equipment repair to include energy efficiency, sustainability and regulatory compliance. The growing use of digital channels has also strengthened technical training and the dissemination of best practices across the HVAC-R sector.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/estudantes-refrigeracao-climatizacao-hvac-r.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-04 11:17:502026-08-04 11:19:54Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

Refrigeração líquida amplia campo de atuação do profissional de HVAC-R

31/07/2026

O calor produzido pelos servidores continua existindo. A diferença é que, nos data centers de inteligência artificial, ele deixa de ser transportado principalmente pelo ar e passa a ser removido por circuitos líquidos.

A expansão da inteligência artificial (IA) está acelerando uma transformação na infraestrutura dos data centers. À medida que processadores e aceleradores gráficos passam a concentrar cargas térmicas cada vez maiores, cresce a adoção da refrigeração líquida (Liquid Cooling) para remover o calor diretamente dos componentes eletrônicos.

A mudança, no entanto, não representa o fim dos sistemas convencionais de climatização. Ao contrário, a refrigeração líquida passa a atuar em conjunto com o HVAC-R, criando um novo campo de atuação para projetistas, instaladores e empresas de manutenção.

O princípio físico continua o mesmo: retirar o calor produzido pelos equipamentos. O que muda é o meio utilizado para transportá-lo.

Durante décadas, praticamente todo o calor gerado pelos servidores era removido pelo ar. Ventiladores internos impulsionavam esse ar aquecido até equipamentos de climatização de precisão, responsáveis por rejeitar a carga térmica para o ambiente externo.

Nos novos data centers voltados à inteligência artificial, parte desse calor deixa de percorrer esse caminho.

Em vez de ser transportado pelo ar, ele passa a ser removido por um circuito hidráulico instalado junto aos processadores.

“O calor não desaparece. Apenas deixa de ser transportado pelo ar e passa a ser transportado por um líquido.”

Essa mudança explica por que a refrigeração líquida vem sendo adotada em instalações de alta densidade computacional.

Segundo estudo da Energy Efficiency of Data Centres Network Association (EDNA), vinculada ao programa 4E da Agência Internacional de Energia (IEA), líquidos possuem capacidade significativamente superior à do ar para transportar calor, permitindo remover cargas térmicas elevadas com menor consumo energético e menor movimentação de ar. O relatório destaca que essa característica favorece a operação de servidores destinados a aplicações de inteligência artificial e computação de alto desempenho.

Complemento, e não substituição

A principal mudança para o setor HVAC-R está na forma de enxergar essa tecnologia.

Embora o termo Liquid Cooling tenha ganhado destaque nos últimos meses, os sistemas de climatização continuam presentes nos data centers.

Na prática, passa a existir uma divisão de funções.

A refrigeração líquida remove a maior parte do calor diretamente dos processadores, GPUs e outros componentes eletrônicos de alta potência.

Já os sistemas convencionais permanecem responsáveis pelo condicionamento do ambiente, controle de temperatura e umidade das salas técnicas, climatização de equipamentos auxiliares, remoção do calor residual e manutenção das condições operacionais da instalação.

Em muitos projetos, os dois sistemas trabalham simultaneamente.

Essa integração permite aumentar a densidade computacional sem ampliar proporcionalmente o consumo de energia destinado ao resfriamento.

Como funciona a refrigeração líquida

Atualmente, a tecnologia é aplicada principalmente em duas configurações.

A primeira, chamada Direct-to-Chip (DTC), utiliza placas metálicas (cold plates) instaladas diretamente sobre processadores e aceleradores gráficos. Água tratada ou outro fluido circula internamente nessas placas, absorvendo o calor antes que ele seja dissipado para o ar.

A segunda é a refrigeração por imersão, na qual os servidores são totalmente mergulhados em um fluido dielétrico, capaz de remover calor sem conduzir eletricidade.

Existe ainda uma solução intermediária, conhecida como Rear Door Heat Exchanger (RDHx), que instala trocadores de calor na parte traseira dos racks para retirar energia térmica do ar antes de sua recirculação.

Segundo a IEA 4E, o sistema Direct-to-Chip concentra atualmente a maior parte das aplicações comerciais, enquanto a refrigeração por imersão permanece voltada a projetos específicos de alta densidade.

Novas competências para o HVAC-R

Se a tecnologia modifica o caminho do calor, também altera o perfil técnico exigido dos profissionais.

Além dos conhecimentos tradicionais em climatização, passam a ganhar importância conceitos ligados à hidráulica de precisão.

Entre eles estão dimensionamento de circuitos hidráulicos, controle de vazão, perda de carga, qualidade da água, proteção contra corrosão, instrumentação, automação, sensores e operação das Cooling Distribution Units (CDUs), responsáveis pela distribuição do fluido de resfriamento entre a infraestrutura predial e os racks de servidores.

Em diversos projetos, as temperaturas de operação desses circuitos são superiores às encontradas em sistemas convencionais de água gelada.

Essa característica amplia o potencial de utilização do chamado free cooling, permitindo aproveitar condições climáticas externas favoráveis para reduzir ou eliminar a operação contínua de compressores em determinados períodos do ano.

Oportunidade de mercado

A adoção crescente da inteligência artificial vem impulsionando investimentos em novos data centers em diferentes regiões do mundo, movimento que também alcança o Brasil.

Empresas do setor HVAC-R tendem a encontrar oportunidades em projetos que integram chillers, sistemas hidrônicos, torres de resfriamento, trocadores de calor, automação predial e refrigeração líquida.

A evolução lembra outras transformações já vividas pelo setor. Tecnologias que inicialmente pareciam restritas a nichos específicos, como sistemas VRF, automação predial e equipamentos de alta eficiência, passaram gradualmente a integrar o cotidiano de projetistas, instaladores e empresas de manutenção.

A refrigeração líquida segue trajetória semelhante.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-31 14:41:162026-07-31 14:41:16Refrigeração líquida amplia campo de atuação do profissional de HVAC-R

Expo Frío Calor Argentina 2026 entra na reta final de comercialização

29/07/2026

Feira será realizada de 9 a 11 de setembro, em Buenos Aires, e reunirá empresas e profissionais do setor HVAC-R.

A organização da 6ª Expo Frío Calor Argentina 2026 informou que restam os últimos espaços para expositores da feira, programada para ocorrer entre 9 e 11 de setembro de 2026, no BA Ferial (ex Costa Salguero), em Buenos Aires.

Segundo a organização, o evento reúne empresas do setor HVAC-R, instaladores, engenheiros e demais profissionais para apresentação de tecnologias voltadas à eficiência energética e à automação. O credenciamento para profissionais é gratuito por meio do site oficial da feira.

Além da Expo Frío Calor, o calendário argentino do setor inclui a Convención de la Refrigeración 2026, marcada para 6 e 7 de novembro, na Cidade Autônoma de Buenos Aires. Organizado pelo Instituto de Capacitación Laboral (ICL), o encontro tem programação voltada ao networking, palestras técnicas e atividades destinadas a técnicos e pequenas e médias empresas do segmento.

Entre as tendências destacadas para o mercado argentino estão a redução gradual do uso de hidroclorofluorcarbonos, em conformidade com o Protocolo de Montreal, a adoção de refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global, como o R-32, a expansão de sistemas VRF e de equipamentos com tecnologia Inverter, além do avanço de soluções de monitoramento remoto baseadas em IoT.

O cenário também inclui a ampliação do uso de sistemas de detecção de gases e gestão de energia, com soluções como a linha Parasense, da MSA Safety Argentina, e a adoção de normas técnicas para ventilação mecânica e filtragem de ar em hospitais, como a IRAM 80400, desenvolvida em conjunto com a Universidade de Buenos Aires (UBA).

O desenvolvimento industrial, a distribuição de componentes e os principais projetos de climatização permanecem concentrados nas maiores cidades argentinas.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/expo-frio-calor-argentina-e1785354979119.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-29 16:56:522026-07-29 16:56:52Expo Frío Calor Argentina 2026 entra na reta final de comercialização
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