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Arquivo para Tag: HVAC-R

Entidades se reúnem para discutir cooperação no setor HVAC-R.

17/09/2026

Encontro realizado em setembro reuniu representantes de associações e sindicatos para trocar experiências e discutir uma agenda para o setor.

A ABRAVA promoveu um encontro com entidades representativas do setor HVAC-R. Segundo a associação, a reunião buscou aproximar as instituições e ampliar o diálogo e a cooperação entre elas. Presidentes da ABRAVA também participaram.

Estiveram presentes Mário Canale e Maria Inez Luz, da Asbrav; Juliana Pelegrini, Thiago Portes e Alexandre Kontoyanis, da Ashrae Brasil; Tiago Ludtke e Fernando Castillo, da Ashrae South Chapter; Fábio Clavijo, da Ashrae Colômbia; Ana Luiza Guimarães e Filipe Colaço, do Sindratar RJ; Patrice Tosi, do Sindratar SP; e José Jorge Nascimento e Thiago Rodrigues, da Eletros.

Os participantes trocaram experiências, perspectivas e ideias sobre uma agenda integrada para a cadeia HVAC-R. Para a ABRAVA, a aproximação entre entidades, profissionais e empresas pode contribuir para transformar essa troca em ações para o setor.

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Resumen (español)

La ABRAVA reunió el 16 de septiembre a representantes de asociaciones y sindicatos del sector AVACR. Los participantes intercambiaron experiencias e ideas sobre una agenda conjunta y la cooperación entre entidades.

Summary (English)

ABRAVA brought together representatives of AVACR associations and unions on September 16. Participants exchanged experiences and ideas about a shared agenda and cooperation among the organizations.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-17 14:39:552026-09-17 14:40:42Entidades se reúnem para discutir cooperação no setor HVAC-R.

Estevam Nabote fala de humor e HVAC-R no Clube Cast do Frio

15/09/2026

Ator e humorista relembra a experiência como instalador de ar-condicionado e conta como o trabalho no setor contribuiu para sua trajetória profissional.

O humorista e ator Estevam Nabote participa ao vivo do episódio 67 do Clube Cast do Frio nesta quarta-feira (16), a partir das 14h. A entrevista será transmitida pelo canal do Clube do Frio no YouTube.

Antes de trabalhar no entretenimento, Nabote atuou como instalador de ar-condicionado. Durante a conversa, ele contará como foi sua trajetória no HVAC-R, o que aprendeu no trabalho de campo e de que forma essas experiências contribuíram para sua carreira nos palcos e na televisão.

O episódio também abordará situações vividas durante a instalação de equipamentos que passaram a integrar suas histórias de humor. A proposta é aproximar a experiência de quem trabalhou no setor técnico da rotina atual do artista diante das câmeras.

Nascido em São João de Meriti (RJ), Estevam Nabote começou a fazer humor ainda no ensino médio. Em 2017, venceu o Prêmio Multishow de Humor e passou a integrar produções do Multishow. Também fez parte dos canais Castro Brothers e Porta dos Fundos e atuou no cinema. Em 2026, tornou-se coapresentador do programa “Em Família com Eliana”, da TV Globo, ao lado de Eliana.

A transmissão do Clube Cast do Frio poderá ser acompanhada neste link, a partir das 14h.

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Resumen (español)

El actor y humorista Estevam Nabote participa en vivo en el episodio 67 de Clube Cast do Frio este miércoles 16 de septiembre, a partir de las 14:00. Durante la entrevista, hablará sobre su experiencia como instalador de aire acondicionado, los aprendizajes obtenidos en el sector HVAC-R y la influencia de ese trabajo en su carrera en el humor y la televisión.

Summary (English)

Actor and comedian Estevam Nabote will appear live on episode 67 of Clube Cast do Frio on Wednesday, September 16, starting at 2 p.m. During the interview, he will discuss his experience as an air-conditioning installer, what he learned from working in the HVAC-R sector and how that background contributed to his career in comedy and television.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/CAPA-e1789494378266.png 700 1244 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-15 14:48:512026-09-15 14:48:51Estevam Nabote fala de humor e HVAC-R no Clube Cast do Frio

SMACNA DAY reúne 600 profissionais de quatro segmentos

15/09/2026

Evento realizado em São Paulo discutiu qualidade do ar, biossegurança, data centers, automação e eficiência energética.

A SMACNA Brasil reuniu 600 profissionais na terceira edição do SMACNA DAY, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, no Milenium – Centro de Convenções, em São Paulo. A programação abordou aplicações de climatização nas áreas farmacêutica, hospitalar, de data centers e de gestão de energia.

O encontro reuniu fabricantes, instaladores, mantenedores e usuários finais. Segundo José Alberto Poy, presidente da SMACNA Brasil, as palestras foram organizadas para orientar profissionais responsáveis por projetar, instalar, operar, manter e contratar sistemas de HVAC.

No primeiro dia, a programação foi dedicada aos segmentos farmacêutico e hospitalar. Bruno G. Ribeiro Sales, do CNPEM, apresentou as tecnologias envolvidas na implantação e construção do primeiro Laboratório de Biossegurança Nível 4 da América Latina e o Projeto Orion.

Marco Antonio Stephano, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, tratou da contaminação microbiológica. Francesco Anibale Carnevale, da Qualichain, discutiu liderança e resultados na indústria farmacêutica.

Na programação hospitalar, Katia Fugazza, da ABDEH, falou sobre segurança e qualidade do ar. Robert Carletti, do Hospital Israelita Albert Einstein, apresentou o retrofit da central de água gelada da instituição, com foco em eficiência energética. José Napoleão de Bem, da ARCO+, abordou boas práticas e equívocos comuns em sistemas de tratamento de ar de estabelecimentos assistenciais de saúde.

O segundo dia concentrou as discussões em data centers e gestão de energia. Fernando Madureira, da Associação Brasileira de Data Center (ABDC), falou sobre eficiência energética, enquanto Nilton Bento, da Heating Cooling, tratou da operação e manutenção dessas instalações.

Uma mesa-redonda sobre resfriamento líquido reuniu Panagiotis Lazaridis, da LZA; Bruno Pagliaricci, da 247 Data Center; e Edgar Hashimoto, da Vertiv. A mediação foi de Samira C. Rosa Senatore, diretora de Engenharia e Planejamento da Heating Cooling.

Na etapa dedicada à gestão de energia, Felipe Mellado Andías, do Ministério de Energía do Chile, apresentou o sistema de district cooling da cidade de Santiago. Eduardo Acquaviva, COO da Mais Energia e responsável pelas operações das usinas UHE Santa Clara e UHE Jauru, analisou o cenário energético brasileiro sob a perspectiva das empresas de serviços de conservação de energia.

No encerramento, Marcello Esteves, da Rede D’Or São Luiz, e Tiago Falcão, da Microblau Controles e Automação, discutiram a automação de centrais de geração de água gelada e sua aplicação na eficiência energética.

O SMACNA DAY teve patrocínio de Belimo, Daikin, Ergo, Heating Cooling, Indústrias Tosi, Mercato Automação, Midea Carrier, Sicflux, Star Center, Traydus e Werger. O evento também contou com apoio institucional de ABDEH, ABRAVA, ASHRAE Brasil Chapter, SBCC e SINDRATAR.

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Resumen (español)

La tercera edición del SMACNA DAY reunió a 600 profesionales los días 2 y 3 de septiembre, en São Paulo. El programa abordó calidad del aire, bioseguridad, contaminación microbiológica, eficiencia energética, centros de datos, refrigeración líquida, district cooling y automatización de centrales de agua helada.

Summary (English)

The third SMACNA DAY brought together 600 professionals on September 2 and 3 in São Paulo. The program covered air quality, biosafety, microbiological contamination, energy efficiency, data centers, liquid cooling, district cooling and chilled-water plant automation.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/smacna-day-150926-e1789485330739.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-15 12:16:522026-09-15 12:17:51SMACNA DAY reúne 600 profissionais de quatro segmentos

Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

09/09/2026

Entre compressores originais, remanufaturados e reconstruídos, a decisão vai muito além do preço. Compatibilidade técnica, histórico de falhas, tecnologias embarcadas e condições de garantia influenciam diretamente o desempenho, a eficiência energética e a vida útil de todo o sistema de refrigeração ou climatização

 No universo da refrigeração e climatização, o compressor é unanimemente reconhecido como o coração do sistema. É ele quem garante a circulação do fluido refrigerante, viabilizando a troca de calor, promovendo o funcionamento adequado do equipamento. Por isso, a escolha entre um compressor original, remanufaturado ou reconstruído não pode ser tratada como uma decisão meramente financeira. Trata-se de uma escolha estratégica, que impacta diretamente a confiabilidade operacional, o consumo de energia, os custos de manutenção e até a imagem do profissional responsável pela instalação ou reparo.

Os compressores originais, fornecidos pelos fabricantes, oferecem como principais diferenciais a confiabilidade, a padronização de processos e a garantia plena. Produzidos com componentes novos e submetidos a rigorosos testes de desempenho, eles asseguram compatibilidade total com o projeto do sistema e com as tecnologias mais recentes, como motores de alta eficiência, controle eletrônico e adequação a refrigerantes de baixo GWP. Fabricantes globais como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh e Danfoss investem continuamente em inovação para atender às demandas por eficiência energética, confiabilidade e sustentabilidade. O custo inicial mais elevado costuma ser compensado por maior vida útil, menor risco de falhas e respaldo técnico do fabricante.

Já os compressores remanufaturados surgem como uma alternativa intermediária. Nesse caso, o equipamento retorna à linha de produção ou a centros certificados, onde passa por desmontagem completa, substituição de componentes críticos, atualização de peças e testes similares aos de um compressor novo. Quando o processo é realizado por empresas qualificadas e com rastreabilidade, o remanufaturado pode apresentar desempenho muito próximo ao original, com custo reduzido. No entanto, o técnico deve estar atento à procedência, às especificações técnicas e às condições de garantia, que normalmente são mais limitadas.

André Lago, Professor e Diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra

“Levando em consideração os diferentes tipos, tamanho e capacidade frigorífica, o compressor desempenha o trabalho de comprimir vapor em um ciclo de refrigeração e tem um papel fundamental no processo. O trabalho realizado deve ser maior que o consumo de energia nele aplicado, sendo assim, um compressor original de fábrica leva uma engenharia embarcada, desempenhando uma excelente eficiência”, explica o Professor André Lago, diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra.

Ele acrescenta que, tratando de compressor remanufaturado, o principal cuidado em repará-lo é garantir que os valores de dimensionamento, performance e desempenho sejam iguais ou o mais próximo possível do projeto original, mantendo assim uma eficiência satisfatória e uma vida útil durável. “Tal prática de remanufatura, deve-se levar em conta peças com as características e dimensional conforme os originais de fábrica”, acrescenta.

Ele cita como exemplo os compressores semi-herméticos, levando em consideração mecanismo de compressão a pistão, parafusos, centrífugos, que são passiveis à prática de remanufatura e reconstrução das partes mecânicas e elétricas. Porém os herméticos, deve-se avaliar a potência e capacidade frigorífica e se compensa a remanufatura.

“Sendo assim os semi-herméticos são mais aceitos para a remanufatura, entregando um resultado bem próximo do original de fábrica, desde que seja realizado um balanceamento adequado ao sistema que se está instalado”, diz Lago.

A Engenheira de Qualidade da Embraco, Helena Pacheco Ferreira Kretzer, enfatiza que os compressores originais apresentam desempenho superior porque são produzidos dentro de um processo industrial totalmente controlado, com rastreabilidade completa de materiais, usinagem, soldagem, estatores, montagem e demais testes para aprovação do produto.

Helena Pacheco Ferreira Kretzer, Engenheira de Qualidade da Embraco

“Cada compressor é submetido a testes padronizados de estanqueidade, vibração, rendimento, performance e eficiência, seguindo normas internacionais e requisitos de certificações que garantem repetibilidade e tolerâncias muito estreitas. Esse nível de controle assegura curvas de desempenho, maior estabilidade operacional, menor variação entre compressores e uma confiabilidade comprovada em campo há mais de 50 anos”, informa Helena.

Para ela, os compressores remanufaturados, embora possam funcionar, dependendo do local e da estrutura de onde foram remanufaturados, não seguem os mesmos procedimentos e nem dispõem da mesma infraestrutura de engenharia, metrologia e controle de qualidade. “Não há garantia de que os componentes internos como válvulas, folgas radiais e axiais, componentes mecânicos e motor elétrico retornem às especificações originais de fábrica. O desempenho tende a variar entre os compressores, e a eficiência pode ser afetada por desgaste prévio, contaminação interna ou diferenças de materiais utilizados. Por isso, mesmo podendo atender temporariamente à aplicação, um compressor remanufaturado não alcança o mesmo nível de eficiência, consistência e confiabilidade de um compressor original. Além disso, a segurança do usuário final fica comprometida”.

Por sua vez, os compressores reconstruídos exigem ainda mais cautela. Geralmente recondicionados em oficinas independentes, eles podem ter apenas parte dos componentes substituídos, sem seguir padrões industriais ou protocolos rigorosos de teste. Embora o preço seja atrativo, os riscos são consideráveis como incompatibilidade com o sistema, falhas prematuras, aumento do consumo de energia e ausência de garantia efetiva. Para aplicações críticas, essa escolha pode resultar em paradas inesperadas e prejuízos significativos.

Custo-benefício

Do ponto de vista do custo-benefício, os compressores remanufaturados podem oferecer uma redução relevante no investimento inicial em relação aos originais, mantendo desempenho e confiabilidade próximos quando provenientes de processos certificados e com garantia. Já os compressores reconstruídos apresentam riscos maiores, como vida útil reduzida, falhas recorrentes e ausência de padronização técnica, fatores que o técnico deve avaliar com cautela antes da escolha.

“Em termos de custo-benefício, compressores remanufaturados costumam apresentar um preço inicial mais baixo, o que pode ser atrativo em situações de orçamento restrito. No entanto, essa economia limita-se ao momento da compra, já que o remanufaturado não garante que todos os componentes críticos retornem às especificações originais, nem oferece o mesmo nível de testes, eficiência e previsibilidade de vida útil. Somado a isso, o compressor remanufaturado não garante o mesmo tempo de vida quando comparado ao original. Em um primeiro momento pode ocorrer a troca com custo baixo, porém, o compressor normalmente vai precisar de uma intervenção do técnico novamente em um tempo menor. Por isso, o custo total pode acabar sendo maior caso ocorram falhas, retrabalhos ou substituições antecipadas. Como normalmente são reparados apenas de forma pontual e sem controle dimensional ou elétrico adequado, os remanufaturados apresentam maior probabilidade de falhas precoces, incompatibilidades e riscos elétricos, incluindo sobreaquecimento e possibilidade de incidentes. Por isso, exigem atenção redobrada dos técnicos no campo”, informa Helena.

Para o Professor Lago, esse tema é muito polêmico, devido ao envolvimento de operações financeiras e econômicas: “O técnico está suportado pelo fabricante uma vez que o compressor original é fabricado através dos padrões pré-estabelecidos e submetido a controle de qualidade e uma garantia de fabricação aplicada. Já o compressor remanufaturado tem um valor em média de 60% menor que o original (os valores variam por modelo e fabricante), para isso, o trabalho de remanufatura deve ser feito por profissional experiente, caso isso não ocorra, podemos considerar os riscos de um mal desempenho, quebra mecânica ou queima elétrica devido fadigas prematuras, considerando também o despreparo do técnico no momento da montagem e teste de desempenho”.

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Controle de qualidade

Os procedimentos de fabricação, inspeção e controle de qualidade entre um compressor original, um remanufaturado e um reconstruído passam por etapas que impactam a expectativa de vida útil e a taxa de falhas.

Para Helena, os compressores originais passam por processos de fabricação controlados, usinagem precisa com parâmetros em micrômetros, controle de alta tecnologia, como máquinas de medição por coordenadas, erros de forma, máquinas óticas, rastreabilidade com padrões internacionais de medição e procedimentos de medição para cada componente interno do compressor e elevada precisão dimensional. “No processo de produção, cada compressor passa por inúmeros filtros de linha, que garantem no detalhe a padronização. Esse nível de controle garante a vida útil do compressor de forma previsível, baixa variabilidade entre os compressores e uma taxa de falha reduzida e controlada em campo. Já no caso dos remanufaturados, o procedimento de remanufatura vai depender de fornecedor a fornecedor. Embora esses fornecedores possam substituir partes internas e realizar testes mais básicos, não possuem a mesma infraestrutura de engenharia e processo do fabricante. Como resultado, há maior incerteza quanto às folgas, performance, limpeza interna e durabilidade do compressor”.

“Considerando um compressor original fabricado através de projeto de engenharia, montagem, teste de desempenho e performance que garante sua eficiência e durabilidade, o compressor remanufaturado deve ser aplicado os mesmos métodos para garantir sua performance e eficiência. Na falta desse procedimento, encontramos diversos problemas como a falta de compressão, o aumento de consumo energético, aquecimento do estator, altas taxas de falha mecânica e elétrica reduzindo a vida útil desonerando o investimento aplicado”, acrescenta Lago.

A escolha do compressor também impacta diretamente as condições de garantia do sistema como um todo. Instalações fora das especificações, uso de componentes incompatíveis ou de procedência duvidosa podem invalidar garantias e transferir toda a responsabilidade para o técnico ou a empresa de manutenção.

Responsabilidade técnica

Independentemente da opção, o papel do técnico é decisivo. Um diagnóstico preciso da falha original é fundamental para evitar a repetição do problema. Contaminação por umidade, retorno de líquido, falhas elétricas ou dimensionamento incorreto do sistema são causas recorrentes que, se não tratadas, comprometem qualquer compressor, seja ele novo ou recondicionado. Além disso, a atenção à compatibilidade com o fluido refrigerante, ao tipo de óleo e às condições de operação é indispensável para garantir desempenho e durabilidade.

“Para termos o resultado atual de baixas falhas em campo, os compressores originais foram projetados e testados exatamente para trabalhar com o tipo de óleo, fluido refrigerante, faixa de trabalho, componentes elétricos e kit mecânico. Absolutamente todos os componentes utilizados no compressor passaram por anos de estudo. Existe muita engenharia envolvida. Nos remanufaturados, os maiores riscos de incompatibilidade estão relacionados à contaminação interna do compressor. Isso ocorre devido à mistura inadequada de óleos, refrigerantes divergentes no sistema e substituição de componentes em desacordo com o original. E o risco aumenta significativamente quando ocorre a substituição de componentes elétricos por outros que não condizem com a especificação original. Isso ocorre porque ao fazer a troca, utilizam elétricos similares ou equivalentes. Aproveito a oportunidade para frisar que não existem elétricos genéricos ou universais. Cada compressor foi testado e validado com o relé, protetor térmico, capacitor ou no caso de compressores inverter (velocidade variável), com o inversor adequado para cada uso. Temos registros de casos de fogo por uso incorreto dos elétricos em que foi trocado por modelos similares e gerou a sobrecarga no motor. Também já tivemos acesso a informações de que empresas que remanufaturam compressores estão remanufaturando os elétricos também, o que gera ainda mais possibilidade de problemas em campo”, adverte Helena.

Para Lago, em um cenário de margens cada vez mais apertadas e clientes mais exigentes, a escolha correta do “coração” do sistema deixa de ser apenas uma decisão técnica e passa a ser um diferencial competitivo.

“Um compressor original é fabricado a partir de um projeto de engenharia completo, passando por etapas rigorosas de montagem e testes de desempenho e performance, que garantem sua eficiência e durabilidade ao longo da vida útil. No caso do compressor remanufaturado, é fundamental que sejam aplicados os mesmos métodos de fabricação, inspeção e controle de qualidade para assegurar níveis equivalentes de performance e eficiência; na ausência desses procedimentos, surgem problemas recorrentes como falta de compressão, aumento do consumo energético, aquecimento do estator e elevadas taxas de falhas mecânicas e elétricas, comprometendo a vida útil do equipamento e onerando o investimento realizado”, conclui.

 


Resumen (Español)
El compresor es el componente central de los sistemas de refrigeración y climatización, y su elección influye directamente en la eficiencia energética, la confiabilidad y la vida útil del equipo. Más allá del precio, factores como compatibilidad técnica, ingeniería embarcada, historial de fallas y condiciones de garantía determinan el desempeño del sistema. Fabricantes como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh y Danfoss destacan por procesos industriales controlados, pruebas rigurosas y cumplimiento de normas internacionales.

Los compresores remanufacturados pueden representar una alternativa intermedia cuando provienen de procesos certificados, aunque presentan mayor variabilidad y garantías limitadas. Los reconstruidos, generalmente reacondicionados sin control industrial estricto, implican riesgos elevados de fallas prematuras y mayor consumo energético. Especialistas como André Lago y Helena Pacheco Ferreira Kretzer coinciden en que la responsabilidad técnica y el diagnóstico correcto son decisivos para asegurar la confiabilidad y el desempeño del sistema a largo plazo.


Summary (English)
The compressor is the core component of refrigeration and air conditioning systems, and its selection has a direct impact on energy efficiency, reliability, and equipment lifespan. Beyond cost, technical compatibility, embedded engineering, failure history, and warranty conditions play a decisive role in system performance. Manufacturers such as Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh, and Danfoss stand out for controlled industrial processes, rigorous testing, and compliance with international standards.

Remanufactured compressors may offer a lower initial investment when sourced from certified processes, but they involve greater variability and limited guarantees. Rebuilt compressors, often refurbished without strict industrial controls, carry higher risks of premature failure and increased energy consumption. Experts André Lago and Helena Pacheco Ferreira Kretzer emphasize that technical responsibility and accurate fault diagnosis are essential to ensure long-term reliability and operational efficiency.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/foto-1-abre-materia-compressores-e1769534671365.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-09 10:39:082026-09-09 11:11:26Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

Johnson Controls expande plataforma OpenBlue com IA para aumentar eficiência e acelerar implementação

31/08/2026

Novos recursos do ecossistema OpenBlue atuam no controle de sistemas do lado ar, automatização de operações, integração de dados e cibersegurança. Implementação pode ser reduzida em até 95%, segundo a Johnson Controls.

A Johnson Controls ampliou os recursos de inteligência artificial do ecossistema digital OpenBlue para apoiar a gestão do consumo de energia, a automação de operações prediais e a redução de custos operacionais. A atualização inclui uma arquitetura nativa de IA, novos recursos de cibersegurança e ferramentas para integração e acesso a dados de edifícios.

Entre as novidades está o Energy & Comfort Intelligence, voltado aos sistemas do lado ar, que incluem unidades de tratamento de ar, ventiladores e outros equipamentos responsáveis pela circulação de ar nos edifícios.

Alimentado pela Nantum AI, o recurso utiliza algoritmos de inteligência artificial para fornecer recomendações de eficiência e aprimorar o controle desses sistemas. A aplicação é direcionada também a instalações que exigem condições internas precisas, como hospitais, universidades de pesquisa, ciências da vida e unidades de manufatura de baterias e semicondutores, onde temperatura, pressão e umidade precisam ser mantidas em níveis consistentes.

Segundo Jamie Cameron, vice-presidente e gerente-geral da OpenBlue na Johnson Controls, a plataforma passa a incorporar eficiência orientada por IA e controle autônomo também aos sistemas do lado ar. O Energy & Comfort Intelligence ajusta continuamente as unidades de tratamento de ar de acordo com as condições observadas nas instalações.

A empresa de software financeiro DATEV implementou a solução e registrou redução de quase 10% no consumo de energia dos sistemas do lado ar nos equipamentos aos quais a tecnologia foi aplicada. De acordo com as informações divulgadas, o sistema operou de forma autônoma e executou milhares de comandos e decisões automatizadas com base em dados.

Durante a operação, a equipe responsável pelas instalações não recebeu reclamações relacionadas ao conforto dos ocupantes.

Marco Ringer, planejador de engenharia de fábrica da DATEV, afirmou que a empresa pretende ampliar o uso do OpenBlue Energy & Comfort Intelligence para outras instalações e continuar trabalhando com a Johnson Controls para reduzir o consumo de energia.

Outra novidade é o OBI (OpenBlue Intelligence), assistente de IA agêntica que apresenta informações, recomenda ações e executa fluxos de trabalho previamente aprovados, mantendo as pessoas no processo de decisão.

Por meio de interações por texto ou voz, as equipes responsáveis pelas instalações podem consultar informações relacionadas à ocupação, qualidade do ar, desempenho dos equipamentos e consumo de energia. O sistema também permite automatizar atividades operacionais, como abertura de ordens de serviço e priorização de manutenções.

A Johnson Controls também incorporou processos automatizados de integração às soluções OpenBlue. Algoritmos identificam dispositivos e pontos de dados e fazem sua classificação automaticamente. Segundo a empresa, o processo pode reduzir em até 95% o tempo de implementação.

Em instalações com milhares de fontes de dados distribuídas em edifícios ou campi, a mudança pode reduzir de meses para dias o período necessário para a implementação. Os dados são estruturados e relacionados a equipamentos e ações específicas, permitindo conexões entre diferentes interfaces.

A atualização inclui ainda uma API da plataforma OpenBlue, destinada a clientes técnicos e parceiros que utilizam aplicativos próprios. O recurso permite integrar aos aplicativos existentes os dados produzidos pelos edifícios.

Na área de cibersegurança, o OpenBlue Airwall utiliza uma arquitetura Zero Trust, ou confiança zero, para isolar dispositivos por meio de redes segmentadas e restringir o acesso a ativos considerados críticos.

Usuários e dispositivos remotos precisam comprovar sua identidade antes da conexão. Depois da autenticação, é criado um túnel criptografado entre os dispositivos. No caso de fornecedores externos, o acesso remoto pode ser limitado aos equipamentos e períodos necessários para a prestação do serviço.

Segundo pesquisa conduzida pela Forrester citada pela Johnson Controls, o OpenBlue pode proporcionar retorno sobre o investimento de até 155% aos clientes.

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Resumen (español)

Johnson Controls amplió su ecosistema digital OpenBlue con nuevos recursos de inteligencia artificial destinados a la gestión de edificios. Entre las novedades se encuentran Energy & Comfort Intelligence, que redujo casi un 10% el consumo de energía de los sistemas de circulación de aire en equipos de DATEV; el asistente de IA agéntica OBI; procesos de integración que pueden reducir hasta un 95% el tiempo de implementación; una nueva API y recursos de ciberseguridad mediante OpenBlue Airwall.

 

Summary (English)

Johnson Controls has expanded its OpenBlue digital ecosystem with new artificial intelligence capabilities for building management. The updates include Energy & Comfort Intelligence, which reduced air-side energy consumption by nearly 10% on applicable equipment at DATEV; the OBI agentic AI assistant; automated integration processes that can cut implementation time by up to 95%; a new API; and enhanced cybersecurity features through OpenBlue Airwall.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/4_equipment-performance-and-operations-efficiency.png 390 682 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-31 10:52:102026-08-31 10:52:10Johnson Controls expande plataforma OpenBlue com IA para aumentar eficiência e acelerar implementação

Demanda por ar-condicionado eleva cotações do gás natural nos EUA

25/08/2026

Temperaturas acima da média ampliam o uso de sistemas de climatização e sustentam a expectativa de maior consumo de eletricidade gerada a gás.

Os preços dos contratos de gás natural negociados nos Estados Unidos subiram, impulsionados pela expectativa de aumento da demanda por refrigeração durante o verão.

As cotações permaneciam próximas de US$ 2,77 por milhão de unidades térmicas britânicas (MMBtu), em um cenário marcado por previsões de calor intenso, produção elevada e estoques acima da média dos últimos cinco anos.

As previsões meteorológicas indicam temperaturas acima da média no Texas e em grande parte dos Estados Unidos até 7 de setembro. O calor deve elevar a necessidade de refrigeração em residências, edifícios comerciais e instalações industriais, aumentando o consumo de eletricidade e, consequentemente, a demanda por gás natural utilizado na geração elétrica.

Agosto também caminha para ser o mês de agosto mais quente já registrado nos Estados Unidos pelo critério de temperatura ponderada pela população, segundo o Commodity Weather Group. A persistência do calor tende a manter os sistemas de refrigeração e climatização em operação por mais tempo e a pressionar a demanda por energia.

Do lado da oferta, a produção recuou durante o fim de semana, principalmente na região dos Apalaches, onde os preços mais baixos no curto prazo reduziram os incentivos à produção. Apesar da queda pontual, a oferta permanece acima dos níveis registrados no mês anterior.

A produção nos 48 Estados continentais, conhecidos como Lower 48, apresenta média de 111,5 bilhões de pés cúbicos por dia (bcfd) em agosto, superando o recorde mensal de 110,7 bcfd registrado em julho.

Os estoques de gás natural permanecem acima da média dos últimos cinco anos desde março. Esse nível elevado de armazenamento pode limitar o impacto da maior demanda sazonal por refrigeração sobre os preços, mesmo com o aumento do consumo de eletricidade durante as ondas de calor.

Os fluxos médios de gás destinados às nove principais instalações de exportação de gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos estavam em cerca de 17,1 bcfd.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-25 11:25:402026-08-25 15:12:28Demanda por ar-condicionado eleva cotações do gás natural nos EUA

Febrava RIO estreia programação voltada a mercados consumidores de HVAC-R

25/08/2026

Febrava CONVERGE terá debates sobre construção, óleo e gás, hospitalidade e refrigeração entre 6 e 8 de outubro, no Riocentro

A primeira edição da Febrava RIO terá uma programação de conteúdo voltada às aplicações de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R) em diferentes setores da economia. O Febrava CONVERGE será realizado de 6 a 8 de outubro, no Pavilhão 4 do Riocentro, no Rio de Janeiro.

Com acesso gratuito aos profissionais credenciados na feira, a programação reunirá especialistas, lideranças e entidades para discutir desafios, tendências e aplicações de HVAC-R nos mercados de construção, óleo e gás, hospitalidade e refrigeração.

O Febrava CONVERGE foi criado para aproximar a indústria fornecedora dos profissionais e das empresas que utilizam soluções de HVAC-R em suas operações. Eficiência energética, desempenho operacional, conforto, sustentabilidade e avanços tecnológicos estão entre os temas previstos.

“O HVAC-R está cada vez mais presente nas decisões estratégicas de diferentes segmentos. Estamos falando de soluções que impactam não apenas o conforto térmico, mas também eficiência, desempenho, sustentabilidade e continuidade das operações”, afirma Tatiana Rassini, gestora da Febrava RIO.

Segundo Rassini, o encontro busca aproximar essas discussões dos profissionais que lidam com os desafios do setor no dia a dia e estabelecer conexões entre quem utiliza as tecnologias e quem desenvolve as soluções.

As edificações respondem por 52% do consumo de energia elétrica no Brasil, segundo dados do Balanço Energético Nacional 2026, ano-base 2025, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Do total, 28,2% correspondem às edificações residenciais, 16,8% às comerciais e 7,1% às relacionadas ao setor público. Condicionamento de ar, iluminação e equipamentos estão entre os principais usos finais de energia nesses ambientes.

As sessões do Febrava CONVERGE terão capacidade para cerca de 100 participantes, com acesso sujeito à disponibilidade de lugares. A programação está sendo elaborada em conjunto com ABRAVA, ABEMEC, ABRACO, ABRAMAN, ABRASEL RJ, CREA-RJ, FIRJAN, GBC Brasil, HotéisRIO, IBRACONT e SINDRATAR RJ.

“A proposta é que o profissional encontre temas diretamente relacionados aos desafios do mercado em que atua e possa ampliar seu repertório a partir do contato com especialistas, entidades e outros participantes. Queremos criar um espaço de troca de conhecimento, gerar conexões e mostrar como diferentes tecnologias e soluções podem contribuir para eficiência, desempenho e novas oportunidades para os negócios”, afirma Rassini.

A Febrava RIO será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, reunindo empresas, profissionais, especialistas e representantes de diferentes setores da cadeia de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração.

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Resumen (español) — Febrava RIO realizará, del 6 al 8 de octubre en Riocentro, Río de Janeiro, la primera edición de Febrava CONVERGE, una programación gratuita dirigida a profesionales acreditados y centrada en las aplicaciones de HVAC-R. Los debates abordarán los sectores de construcción, petróleo y gas, hospitalidad y refrigeración, con temas como eficiencia energética, desempeño operacional, sostenibilidad y avances tecnológicos.

Summary (English) — Febrava RIO will hold the first edition of Febrava CONVERGE from October 6 to 8 at Riocentro in Rio de Janeiro. The free program for registered professionals will address HVAC-R applications in construction, oil and gas, hospitality and refrigeration, with discussions covering energy efficiency, operational performance, sustainability and technological developments.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/febrava-rio2026-teaser-scaled-e1780506560109.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-25 11:00:042026-08-25 14:59:24Febrava RIO estreia programação voltada a mercados consumidores de HVAC-R

Segurança em altura salva vidas no HVAC-R

20/08/2026

Da análise de risco ao plano de resgate, especialistas destacam que investir em segurança significa proteger vidas e garantir a qualidade das operações.

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Instalações e manutenções em fachadas, coberturas e telhados fazem parte da rotina de muitos profissionais de refrigeração e climatização. No entanto, trabalhar em altura continua sendo uma das atividades com maior potencial de acidentes graves e fatais no setor. Nesse cenário, a NR-35 – Trabalho em Altura do Ministério do Trabalho, estabelece requisitos mínimos para planejamento, organização e execução das atividades, priorizando a prevenção de riscos e a preservação da vida.

Mais do que utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como cinturão de segurança, talabartes, capacete com jugular e trava-quedas, óculos de segurança ou protetor facial, o trabalho seguro exige avaliação criteriosa do ambiente, uso de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), análise de risco, permissão de trabalho e um plano de resgate preparado para situações de emergência.

O crescimento da climatização em edifícios residenciais, comerciais e industriais também ampliou a exposição dos profissionais aos trabalhos em altura. Instalações de condensadoras em fachadas, coberturas e áreas de difícil acesso fazem parte da rotina do setor e, quando executadas sem planejamento, figuram entre as atividades de maior risco. O próprio Manual da NR-35 destaca que as quedas de altura estão entre as principais causas de acidentes graves e fatais no trabalho, enquanto estudos recentes sobre gestão de riscos em instalações de ar-condicionado apontam falhas recorrentes como ausência de sistemas de ancoragem, deficiência nos procedimentos de acesso, falta de Permissão de Trabalho (PT) e de Análise de Risco (AR), além do uso inadequado de EPIs.

A preocupação não é apenas teórica. Embora o Brasil não disponha de estatísticas específicas para acidentes envolvendo técnicos de HVAC-R, os registros de ocorrências mostram que quedas durante instalações e manutenções de aparelhos de ar-condicionado em fachadas, telhados e coberturas continuam sendo frequentes, muitas delas com vítimas fatais. Em julho de 2025, por exemplo, um técnico de refrigeração morreu ao cair de aproximadamente 18 metros enquanto realizava a manutenção de uma condensadora na área externa de um edifício residencial em Recife (PE). O Ministério do Trabalho reforça que as quedas em altura figuram entre as principais causas de acidentes graves e fatais no ambiente laboral, o que evidencia a importância do cumprimento rigoroso da NR-35 e do planejamento prévio de cada intervenção.

Sidney de Souza Junior, gerente do Departamento Técnico do CRT-SP

Segundo Sidney de Souza Junior, técnico em refrigeração e climatização e gerente do Departamento Técnico do Conselho Regional Técnico – CRT-SP, a queda de altura continua sendo a principal causa de acidentes fatais, mas não é o único perigo enfrentado pelos técnicos.

“Queda de altura, queda de objetos e ferramentas, choque elétrico, condições climáticas adversas, estruturas instáveis, esforço físico e postura inadequada, além de cortes e esmagamentos durante o manuseio dos equipamentos, estão entre os principais riscos encontrados nas atividades em altura”, informa.

O especialista ressalta que a prevenção começa muito antes da subida ao telhado ou à fachada. A NR-35 determina que toda atividade seja precedida por uma Análise de Risco (AR), realizada no próprio local de trabalho e envolvendo os profissionais responsáveis pela execução.

“A AR deve ser feita no local, com quem vai executar e documentada. É preciso descrever a atividade, identificar os perigos, avaliar os riscos, definir as medidas de controle e estabelecer um plano de emergência. Não podem ser negligenciados fatores como a condição estrutural do ponto de ancoragem, a proximidade de redes elétricas, as condições climáticas durante toda a execução, o acesso seguro e rota de fuga, o estado de conservação dos equipamentos e a experiência da equipe”.

Ele descreve um passo a passo:

  1. Descrever a atividade: O que será feito, onde, por quanto tempo, quantas pessoas.
  2. Identificar os perigos: Altura, energia, clima, estrutura, acesso, materiais.
  3. Avaliar os riscos: Probabilidade x Severidade.
  4. Definir medidas de controle: EPC, EPI, procedimentos, pessoas envolvidas.
  5. Plano de emergência: Como agir se algo der errado.
Treinamento e plano de resgate

Outro aspecto frequentemente negligenciado é o plano de resgate. Muitas empresas concentram seus esforços na prevenção da queda, mas esquecem que uma vítima suspensa pelo cinturão pode sofrer a chamada síndrome do arnês em poucos minutos.

“O plano de resgate é obrigatório pela NR-35. De nada adianta evitar a queda se o trabalhador ficar suspenso por trauma de suspensão. O plano deve prever procedimento escrito, equipe treinada, equipamentos de resgate, comunicação eficiente e tempo-resposta de até seis minutos”, revela.

Um dos principais exemplos no setor é o trabalho desenvolvido pelo casal Gisieli e Luis Severo, proprietários da Severo Climatização. Referências nacionais em segurança para trabalhos em altura, eles foram pioneiros na aplicação do alpinismo industrial ao mercado de HVAC-R e hoje atuam na capacitação de profissionais em todo o Brasil. Por meio de treinamentos em trabalho em altura, acesso por corda, técnicas de resgate e disseminação da cultura de segurança, contribuem para elevar o nível técnico do setor e reforçar que a prevenção deve estar presente em todas as etapas das instalações e manutenções, preservando vidas e promovendo práticas cada vez mais seguras.

“A segurança começa antes mesmo de colocar o cinturão. Planejamento, análise de risco, escolha correta dos pontos de ancoragem e treinamento contínuo são fatores que fazem a diferença entre voltar para casa ou sofrer um acidente. Nenhum serviço é tão urgente que justifique abrir mão da segurança”, destacam Luis e Gisieli.

Nos treinamentos promovidos pela Severo Climatização, a segurança é tratada como um valor inegociável. Enquanto Luís conduz a capacitação técnica em trabalho em altura e acesso por corda, Gisieli atua como socorrista e instrutora, reforçando os procedimentos de resgate e prevenção de acidentes. A empresa adota critérios rigorosos, exigindo que todos os profissionais possuam capacitação conforme a NR-35, além de manter seguro de vida para seus colaboradores. A qualificação em trabalho em altura também é um requisito para contratação, refletindo o compromisso da empresa com a segurança desde a formação da equipe. Paralelamente, Gisieli ministra palestras sobre prevenção de acidentes e cultura de segurança para empresas e instituições, contribuindo para disseminar boas práticas e conscientizar profissionais sobre a importância do planejamento e do cumprimento das normas em atividades realizadas em altura.

Para Sidney, criar uma verdadeira cultura de segurança depende do envolvimento de toda a organização.

“A cultura começa com a liderança pelo exemplo, passando para a participação do trabalhador nas análises de risco, treinamento contínuo, fornecimento de EPIs de qualidade e comunicação aberta para interromper uma atividade insegura são medidas que fazem a diferença. Se for difícil fazer o trabalho de forma segura, o profissional vai improvisar”.

A tecnologia também vem transformando a segurança em altura. Linhas de vida retráteis que travam mais rápido e dão mais mobilidade, ancoragens permanentes e definitivas instaladas na obra para facilitar manutenções futuras, drones para inspeções prévias de fachadas e coberturas sem expor ninguém, aplicativos digitais para emissão de Permissão de Trabalho (PT) e Análise de Risco, além de EPIs mais leves e ergonômicos, já fazem parte da realidade de muitas empresas.

Segundo Sidney, as principais tendências e avanços em equipamentos, tecnologias e procedimentos são:

  • Wearables (sensores vestíveis): Coletes que medem queda, batimento e enviam alerta;
  • Realidade aumentada: Treinamento em altura sem risco real;
  • Robôs para instalação: Para içamento de condensadoras pesadas;
  • Análise de risco com IA: Cruzar dados de clima, local e histórico para prever riscos;
  • Maior foco em saúde mental: Fadiga e pressa são grandes causas de acidente.

–

Resumen (español)

El trabajo en altura forma parte de la rutina de muchos profesionales de refrigeración y climatización, especialmente en instalaciones y mantenimientos realizadas en fachadas, cubiertas y tejados. Especialistas destacan que el cumplimiento de la NR-35, el análisis previo de riesgos, el uso adecuado de equipos de protección, la capacitación y la existencia de un plan de rescate son fundamentales para prevenir accidentes graves y fatales. Sidney de Souza Junior, del CRT-SP, y los especialistas Luis y Gisieli Severo, de Severo Climatização, también señalan la importancia de consolidar una cultura de seguridad en las empresas. Nuevas tecnologías, como drones, sensores vestibles, realidad aumentada, sistemas modernos de anclaje e inteligencia artificial aplicada al análisis de riesgos, comienzan a ampliar las herramientas disponibles para proteger a los profesionales del sector HVAC-R.

Summary (English)

Working at height is part of the routine for many refrigeration and air-conditioning professionals, particularly during installation and maintenance activities on façades, rooftops and other elevated areas. Experts emphasize that compliance with Brazil’s NR-35 regulation, proper risk assessment, adequate protective equipment, professional training and a well-prepared rescue plan are essential to preventing serious and fatal accidents. Sidney de Souza Junior, from CRT-SP, and safety specialists Luis and Gisieli Severo, from Severo Climatização, also highlight the importance of building a strong safety culture within companies. Emerging technologies, including drones, wearable sensors, augmented reality, advanced anchorage systems and artificial intelligence for risk assessment, are expanding the resources available to improve safety for HVAC-R professionals.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa-08-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-20 15:08:452026-08-20 15:08:45Segurança em altura salva vidas no HVAC-R

Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

18/08/2026

Fim da patente e chegada de novas opções ao mercado brasileiro ampliam a circulação de medicamentos termolábeis e reforçam o papel da cadeia do frio.

A expansão do mercado de medicamentos à base de semaglutida no Brasil chama a atenção também para uma infraestrutura essencial, embora pouco percebida pelo consumidor: a cadeia do frio.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 17 de agosto, o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida sintética no País, produzido pela EMS. Na mesma data, foi registrado o Semaclique, medicamento similar da Germed. As novas opções são apresentadas em canetas preenchidas, multidose e descartáveis, destinadas à aplicação semanal.

As aprovações fazem parte de um movimento que ganhou força após o fim, em 20 de março de 2026, da patente da semaglutida no Brasil, princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico registrada no País.

Desde então, novas versões vêm sendo autorizadas. Em 29 de julho, por exemplo, a Anvisa registrou cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Agora, a chegada do primeiro genérico representa mais um passo na ampliação desse mercado.

Temperatura é parte da conservação

Além das questões relacionadas à eficácia, segurança e prescrição, esses medicamentos apresentam uma característica diretamente relacionada ao setor HVAC-R: a necessidade de controle de temperatura durante sua conservação.

As novas canetas aprovadas devem ser armazenadas sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, conforme as condições estabelecidas para os produtos. A exigência evidencia a importância da refrigeração na cadeia farmacêutica e os cuidados necessários para que medicamentos termolábeis permaneçam dentro das condições determinadas pelo fabricante.

No Brasil, as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos são disciplinadas pela RDC 430/2020. Para os produtos termolábeis, a Anvisa determina que o transporte seja realizado em condições termicamente qualificadas e que a temperatura seja monitorada e controlada durante a armazenagem e o transporte.

O cuidado envolve diferentes etapas, desde a indústria e os centros de distribuição até transportadoras, farmácias e demais pontos da cadeia. Em cada uma delas, equipamentos de refrigeração, isolamento térmico, sensores, sistemas de monitoramento e procedimentos adequados contribuem para a manutenção das condições especificadas para o produto.

Experiência que vem das vacinas

A necessidade de manter medicamentos e produtos biológicos sob condições controladas de temperatura não é novidade no Brasil. O País acumulou, ao longo de décadas de campanhas de vacinação e da atuação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), experiência por meio da Rede de Frio, estrutura responsável pela conservação, armazenamento, distribuição e transporte de imunobiológicos até os pontos de aplicação.

Em um território de dimensões continentais e com grandes diferenças climáticas e de infraestrutura, fazer uma vacina chegar às diferentes regiões mantendo as condições necessárias de conservação exige uma operação que envolve equipamentos frigoríficos, embalagens térmicas, transporte, monitoramento de temperatura, procedimentos de contingência e profissionais capacitados.

Essa experiência ajuda a dimensionar a importância da cadeia do frio também para outros produtos farmacêuticos. A ampliação da oferta de medicamentos termolábeis, como as novas opções à base de semaglutida, leva para um mercado cada vez maior uma necessidade há muito conhecida na área de imunização: a temperatura faz parte das condições que precisam ser preservadas ao longo de toda a cadeia.

Não basta apenas produzir frio

A conservação de medicamentos também demonstra uma transformação importante na refrigeração: além de manter a temperatura, torna-se cada vez mais importante monitorá-la e registrar seu histórico.

Data loggers, sensores, alarmes, sistemas de monitoramento remoto e indicadores de tempo e temperatura, conhecidos como TTI (Time-Temperature Indicators), são algumas das tecnologias disponíveis para acompanhar condições térmicas e identificar eventuais excursões de temperatura.

Esse conceito é especialmente relevante em aplicações críticas. Um equipamento apresentar a temperatura correta no momento da verificação não revela, sozinho, todo o histórico térmico ao qual determinado produto esteve submetido.

A própria Anvisa considera o transporte de termolábeis uma situação crítica e estabelece expectativa de monitoramento das operações. Quando ocorre perda do controle de temperatura sem monitoramento apropriado, a avaliação pode levar inclusive à rejeição da carga.

Com a expansão da oferta de semaglutida e de outros medicamentos que dependem de condições específicas de conservação, cresce também a importância de uma estrutura que normalmente permanece distante dos olhos do consumidor.

Por trás de uma pequena caneta existe uma cadeia que depende de refrigeração, controle, monitoramento e rastreabilidade para funcionar corretamente.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vacinarefrigeracaocaneta-emagrecedora-e1787079471455.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-18 15:49:432026-08-24 10:50:28Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

Midea estreia na CASACOR Brasília com climatização integrada à arquitetura

17/08/2026

Marca participa pela primeira vez da mostra na capital federal, com soluções de climatização em 11 ambientes e espaço próprio projetado pela arquiteta Walléria Teixeira, do Studio WT.

A Midea Carrier participa pela primeira vez da CASACOR Brasília em 2026. A marca Midea terá exclusividade na categoria de climatização em 11 espaços da mostra, com equipamentos das linhas Cassete e AI ECOMASTER, além de um ambiente próprio desenvolvido pela arquiteta Walléria Teixeira, do Studio WT.

A participação tem como proposta integrar climatização, arquitetura e bem-estar. Um dos conceitos apresentados pela empresa é o de “duplo conforto”, baseado no controle conjunto da temperatura e da umidade do ar nos ambientes internos.

“A arquitetura contemporânea exige soluções capazes de acompanhar diferentes estilos de vida e demandas de uso. Em nossa estreia na CASACOR Brasília, queremos mostrar como a inovação pode ser integrada aos projetos de forma natural, contribuindo para criar espaços inteligentes que simplificam a rotina e respondem às necessidades reais das pessoas”, afirma Simone Camargo, diretora de marketing da Midea Carrier.

A 34ª edição da CASACOR Brasília ocorre de 12 de agosto a 12 de outubro, na Casa do Candango, na Asa Sul, em Brasília (DF). O edifício, de 1977, é reconhecido como patrimônio afetivo da capital federal. A mostra reúne 43 ambientes e adota neste ano o tema “Mente e Coração”, que propõe uma reflexão sobre o lar como espaço de cuidado e refúgio físico e emocional.

No ambiente próprio da Midea, o projeto prevê o funcionamento integrado do ar-condicionado AI ECOMASTER e do Umidificador Master Connect. Os equipamentos são vinculados pelo aplicativo SmartHome e podem realizar ajustes automáticos a partir dos parâmetros definidos pelo usuário.

O ar-condicionado regula a temperatura e monitora a umidade do ambiente. Ao identificar um índice abaixo do ideal, o sistema aciona o umidificador para restabelecer o equilíbrio, sem a necessidade de comandos separados.

Segundo a Midea, a inteligência artificial do AI ECOMASTER analisa dados de uso e variações climáticas e recalibra seu funcionamento a cada 30 segundos. A empresa informa que o recurso pode proporcionar economia adicional de energia de até 30% em qualquer temperatura selecionada.

O Umidificador Master Connect possui reservatório de seis litros, painel touch, três modos de uso e função Auto. Nos espaços que demandam menor interferência visual, a Midea utilizará modelos Cassete de uma e quatro vias. Instalados no teto, os equipamentos distribuem o fluxo de ar de acordo com a configuração de cada área.

“A proposta foi pensar o conforto como parte da arquitetura, e não como um elemento acrescentado posteriormente. O projeto nasce da observação de como as pessoas circulam e se relacionam com cada espaço. A temperatura, a umidade e o movimento do ar também interferem nessa percepção e, por isso, foram considerados junto aos materiais, à luz e aos percursos, criando uma atmosfera equilibrada, fluida e agradável de vivenciar”, afirma Walléria Teixeira, do Studio WT.

A arquiteta já desenvolveu projetos para a CASACOR Brasília que exploram integração, funcionalidade, automação e conexão com elementos naturais. Em 2026, a parceria com a Midea incorpora a climatização desde a concepção do ambiente, como parte do projeto arquitetônico.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/midea-casacor.jpg 168 300 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-17 16:55:432026-08-17 16:55:43Midea estreia na CASACOR Brasília com climatização integrada à arquitetura
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