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Arquivo para Tag: HVAC-R

Como escolher um ar-condicionado: o guia completo para comprar sem errar

24/07/2026

Comprar um ar-condicionado parece uma tarefa simples, mas a escolha do equipamento envolve muito mais do que comparar preços ou optar pela marca mais conhecida. Capacidade de refrigeração, características do ambiente, consumo de energia, instalação e manutenção influenciam diretamente o conforto, a eficiência e o custo de uso ao longo dos anos. Este guia reúne, em linguagem simples, tudo o que o consumidor precisa saber antes de tomar uma decisão.

Comprar um ar-condicionado nunca foi tão fácil. Escolher o modelo certo, sim.

Basta fazer uma pesquisa na internet para encontrar centenas de modelos, promoções e tecnologias diferentes. Em poucos minutos surgem dúvidas que parecem não ter fim. Quantos BTUs são necessários? Vale a pena investir em um modelo inverter? Um aparelho portátil resolve? Quanto custa a instalação? O mais caro é sempre melhor?

A resposta para quase todas essas perguntas é a mesma: depende.

Isso porque um ar-condicionado não é um eletrodoméstico comum. Ao contrário de uma televisão ou de um micro-ondas, seu desempenho depende não apenas da qualidade do equipamento, mas também do ambiente onde será instalado e, principalmente, da qualidade da instalação.

Um aparelho excelente pode apresentar baixo desempenho quando é instalado de forma inadequada ou possui capacidade inferior à necessária. Da mesma forma, um equipamento de preço intermediário pode oferecer conforto, baixo consumo de energia e longa vida útil quando é corretamente dimensionado.

Este guia foi elaborado para responder às principais dúvidas de quem está comprando o primeiro ar-condicionado ou pretende substituir um equipamento antigo. Ao longo da leitura, você entenderá os principais conceitos, conhecerá as tecnologias disponíveis e descobrirá quais fatores realmente devem ser considerados antes da compra.

Mais do que indicar produtos, o objetivo é ajudar você a investir melhor seu dinheiro.

Antes de olhar o preço, faça estas cinco perguntas

É comum começar a pesquisa comparando promoções. Entretanto, antes de escolher uma marca ou um modelo, vale responder a algumas perguntas.

Onde o aparelho será instalado?

Não é a mesma coisa climatizar um quarto pequeno, uma sala integrada, um escritório ou uma loja. Cada ambiente possui características próprias e exige uma avaliação específica.

Quanto tempo ele ficará ligado por dia?

Quem utiliza o equipamento apenas para dormir tem necessidades diferentes de quem mantém o aparelho ligado durante todo o expediente de trabalho.

Esse detalhe influencia diretamente o consumo de energia e até a escolha da tecnologia do equipamento.

O ambiente recebe muito sol?

Um cômodo voltado para o sol da tarde normalmente exige maior capacidade de refrigeração do que outro protegido pela sombra durante boa parte do dia.

Existe um local adequado para a instalação?

Nem sempre.

Em apartamentos, por exemplo, muitos condomínios estabelecem regras para a instalação da unidade externa do equipamento. Em casas, também é preciso verificar espaço disponível, circulação de ar e facilidade para futuras manutenções.

Quem fará a instalação?

Esta talvez seja a pergunta mais importante.

O ideal é procurar um instalador qualificado antes mesmo de comprar o equipamento.

Esse profissional poderá avaliar o ambiente, calcular corretamente a capacidade necessária, verificar a infraestrutura existente e indicar modelos mais adequados para cada situação.

Na maioria das vezes, essa orientação evita gastos maiores e reduz a possibilidade de uma compra equivocada.

Dica da Revista do Frio

Se pretende comprar o equipamento pela internet, faça antes uma visita técnica. Descobrir que o aparelho não pode ser instalado no local escolhido ou que será necessário adaptar toda a infraestrutura pode aumentar significativamente o custo do projeto.

Quais são os principais tipos de ar-condicionado?

Embora existam diversos sistemas de climatização, quatro modelos atendem à maior parte das residências brasileiras.

Ar-condicionado de janela

Durante décadas foi o modelo mais comum no país.

Todo o sistema fica reunido em uma única estrutura instalada na parede ou na janela.

Sua principal vantagem é a simplicidade da instalação quando o imóvel já foi preparado para esse tipo de equipamento.

Como o compressor fica na mesma estrutura instalada no ambiente, costuma produzir mais ruído do que os modelos mais modernos.

Hoje ainda pode ser encontrado no mercado, principalmente para substituição de equipamentos antigos.

Ar-condicionado portátil

É indicado para quem mora de aluguel, não deseja realizar obras ou precisa transportar o equipamento entre diferentes ambientes.

Sua principal vantagem é não exigir instalação fixa.

Apesar disso, ele também possui limitações.

Para funcionar, precisa retirar o ar quente do ambiente por meio de um tubo conectado a uma janela ou outra abertura para o exterior.

Além disso, como o compressor permanece dentro do cômodo, normalmente produz mais ruído do que um sistema Split.

Dependendo das características do ambiente, também pode apresentar menor eficiência de climatização quando comparado a um Split de capacidade semelhante.

Isso não significa que seja um equipamento ruim. Apenas atende melhor situações específicas em que mobilidade ou ausência de obras são prioridades.

Ar-condicionado Split

É o modelo mais vendido atualmente.

O nome “Split” significa “dividido”, porque o equipamento possui duas partes.

Uma delas fica instalada dentro do ambiente e distribui o ar climatizado.

A outra permanece do lado de fora da residência e é responsável por retirar o calor do ambiente interno.

Essas duas partes possuem nomes técnicos.

A unidade interna é chamada de evaporadora.

A unidade externa recebe o nome de condensadora.

Ao longo deste guia utilizaremos sempre os dois nomes para facilitar a compreensão.

Como o compressor fica instalado na unidade externa, os aparelhos Split costumam ser muito mais silenciosos do que os modelos de janela e os portáteis.

Também oferecem maior eficiência energética e uma grande variedade de capacidades e recursos.

Multi Split

Visualmente, ele é parecido com um Split convencional.

A diferença está na unidade externa.

Enquanto um Split tradicional utiliza uma unidade externa para cada ambiente, o Multi Split permite que uma única unidade externa atenda duas, três ou mais unidades internas.

Essa solução costuma ser utilizada em apartamentos e residências onde existe pouco espaço para instalar diversas unidades externas.

Apesar da praticidade, normalmente exige um investimento maior e um projeto mais cuidadoso.

O que significa BTU?

Quem começa a pesquisar um ar-condicionado rapidamente encontra uma sigla: BTU.

Ela indica a capacidade de refrigeração do equipamento, ou seja, quanto calor ele consegue retirar do ambiente.

Quanto maior a quantidade de calor existente no cômodo, maior deverá ser essa capacidade.

O erro mais comum é imaginar que basta medir o tamanho do ambiente para definir o aparelho ideal.

Na prática, diversos fatores influenciam esse cálculo.

Um quarto de 12 metros quadrados pode precisar de um equipamento diferente de outro quarto com exatamente o mesmo tamanho.

Isso acontece porque a carga térmica varia de acordo com várias características do ambiente.

Entre elas estão:

  • incidência de sol;
  • quantidade de pessoas;
  • computadores, televisores e outros equipamentos eletrônicos;
  • pé-direito elevado;
  • cozinhas integradas;
  • portas e janelas abertas com frequência.

Por esse motivo, tabelas disponíveis na internet devem ser utilizadas apenas como referência.

O cálculo definitivo deve ser realizado por um profissional.

Referência aproximada de capacidade

Área do ambiente* Capacidade aproximada
Até 9 m² 7.000 BTUs
De 9 a 12 m² 9.000 BTUs
De 12 a 15 m² 12.000 BTUs
De 15 a 20 m² 18.000 BTUs
De 20 a 30 m² 24.000 BTUs

*Valores apenas orientativos. A capacidade ideal depende das características do ambiente.

O tamanho do cômodo não é tudo

Imagine dois apartamentos com salas de exatamente 20 metros quadrados.

No primeiro, a janela recebe apenas o sol da manhã.

No segundo, há uma grande janela voltada para o sol da tarde, uma cozinha integrada, dois televisores e circulação constante de pessoas.

Apesar de possuírem a mesma área, dificilmente precisarão do mesmo equipamento.

Outro hábito que prejudica bastante o desempenho é utilizar o ar-condicionado com portas e janelas abertas.

Sempre que isso acontece, o calor do ambiente externo entra continuamente no cômodo, obrigando o equipamento a trabalhar durante mais tempo para manter a temperatura desejada.

O resultado costuma ser aumento no consumo de energia e maior desgaste do sistema.

Sempre que possível, utilize o ar-condicionado em ambientes fechados e mantenha cortinas ou persianas fechadas quando houver incidência direta de sol.

Antes de comprar, saiba onde o aparelho será instalado

Depois de definir a capacidade do equipamento, o próximo passo é avaliar onde ele será instalado.

A unidade interna deve ficar em um local que permita boa distribuição do ar por todo o ambiente.

Também é importante evitar obstáculos, como armários muito altos ou cortinas que possam bloquear a circulação do ar.

A unidade externa também exige atenção.

Ela precisa de espaço para dissipar o calor retirado do ambiente interno.

Por isso, não deve ser instalada em locais completamente fechados ou sem ventilação adequada.

Em apartamentos, é fundamental verificar as normas do condomínio.

Alguns edifícios possuem locais específicos para instalação ou restringem alterações na fachada.

Também vale pensar no futuro.

Um equipamento que pode ser facilmente acessado tende a facilitar as manutenções preventivas e reduzir custos ao longo do tempo.

Dica da Revista do Frio

Antes da compra, peça ao instalador para indicar exatamente onde ficarão a unidade interna e a unidade externa. Essa simples avaliação pode evitar adaptações posteriores, quebra de paredes e aumento no custo da instalação.

O que pode encarecer a instalação?

Muitos consumidores pesquisam o preço do ar-condicionado, mas esquecem de considerar outro item importante do orçamento: a instalação.

Em alguns casos, ela é simples e rápida. Em outros, pode representar uma parcela significativa do investimento total.

Tudo depende das características do imóvel.

Entre os fatores que costumam aumentar o custo estão:

  • distância entre a unidade interna e a unidade externa;
  • necessidade de quebrar paredes ou forros;
  • passagem de tubulações por longos trechos;
  • instalações em apartamentos ou edifícios altos;
  • uso de andaimes, plataformas ou técnicas de acesso por cordas;
  • adaptações elétricas;
  • dificuldade para instalar o dreno, responsável por escoar a água produzida pelo equipamento.

Por isso, o menor preço do aparelho nem sempre representa o menor custo final.

Às vezes, um modelo aparentemente mais barato exige uma instalação muito mais complexa.

Quanto maior a distância entre as unidades, maior pode ser o custo

Nos aparelhos Split, a unidade interna e a unidade externa são ligadas por tubulações, cabos elétricos e materiais de isolamento.

Quanto maior essa distância, maior será a quantidade de material utilizada.

Isso significa mais tubulação, mais isolamento térmico, mais cabeamento e mais tempo de instalação.

Além disso, cada fabricante estabelece limites mínimos e máximos para o comprimento dessas tubulações.

Ultrapassar esses limites pode comprometer o funcionamento do equipamento.

Por esse motivo, a posição das duas unidades deve ser planejada antes da compra.

Por que a tubulação de cobre é tão importante?

Ao pesquisar sobre instalação, muitas pessoas descobrem que uma das partes mais caras do serviço é a tubulação de cobre.

Ela é responsável por transportar o fluido refrigerante entre a unidade interna e a unidade externa.

O cobre é utilizado porque apresenta elevada resistência mecânica, boa durabilidade e excelente desempenho para essa aplicação.

A economia obtida com materiais inadequados pode resultar em vazamentos, perda de eficiência e aumento dos custos de manutenção.

Outro ponto importante é que nem todos os equipamentos utilizam tubulações com o mesmo diâmetro.

Por isso, reutilizar a infraestrutura de um aparelho antigo nem sempre é possível.

Sempre que houver dúvida, a avaliação deve ser feita pelo instalador.

Toda condensadora é igual?

Não.

A condensadora, a unidade instalada do lado de fora do imóvel, pode apresentar formatos diferentes.

Os dois mais comuns são:

Descarga horizontal

É o modelo tradicional encontrado na maior parte das residências.

Nesse tipo de equipamento, o ventilador lança o ar quente para a frente da unidade.

É uma solução amplamente utilizada pelos fabricantes e funciona bem quando respeitadas as distâncias mínimas de ventilação indicadas no manual.

Descarga vertical

Nesse formato, o ventilador direciona o ar quente para cima.

Visualmente, costuma ocupar menos espaço nas laterais e pode facilitar a instalação em determinados locais.

Para o consumidor, entretanto, um formato não é necessariamente melhor do que o outro.

O mais importante é que a instalação permita boa circulação de ar ao redor da unidade e siga as recomendações do fabricante.

Serpentina de cobre ou alumínio: faz diferença?

Outro detalhe que costuma aparecer nas especificações técnicas é o material utilizado na serpentina da unidade externa.

A serpentina é o conjunto de tubos e aletas responsável pela troca de calor com o ambiente.

Ela pode ser fabricada principalmente em cobre ou alumínio.

As serpentinas de cobre costumam oferecer maior facilidade para reparos e são bastante conhecidas pelos profissionais do setor.

Já as serpentinas de alumínio reduzem o peso do equipamento e são utilizadas por diversos fabricantes.

Na prática, o consumidor deve considerar principalmente três aspectos:

  • disponibilidade de assistência técnica;
  • facilidade de reposição de peças;
  • condições do ambiente onde o equipamento será instalado.

Em regiões litorâneas, por exemplo, a maresia acelera o processo de corrosão.

Nesses casos, vale verificar se o equipamento possui tratamento anticorrosivo específico para esse tipo de aplicação.

Casa de praia exige cuidados especiais

Quem mora próximo ao mar precisa considerar um fator que muitas vezes passa despercebido: a maresia.

O sal presente no ar acelera a corrosão de componentes metálicos e pode reduzir significativamente a vida útil do equipamento quando não existem medidas de proteção adequadas.

Hoje muitos fabricantes oferecem tratamentos anticorrosivos aplicados principalmente na unidade externa.

Mesmo assim, a manutenção preventiva torna-se ainda mais importante em regiões litorâneas.

Na hora da compra, vale informar ao instalador que o equipamento será instalado próximo ao mar para que ele indique a solução mais adequada.

Inverter ou convencional: qual vale mais a pena?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os consumidores.

Os aparelhos convencionais trabalham de forma relativamente simples.

Quando a temperatura do ambiente sobe, o compressor liga.

Ao atingir a temperatura programada, ele desliga.

Quando a temperatura aumenta novamente, o compressor volta a funcionar.

Esse ciclo de liga e desliga se repete continuamente.

Nos equipamentos com tecnologia inverter, o funcionamento é diferente.

Em vez de desligar completamente, o compressor ajusta sua velocidade de acordo com a necessidade do ambiente.

Na prática, isso reduz as oscilações de temperatura e pode proporcionar menor consumo de energia, principalmente quando o equipamento permanece ligado durante muitas horas.

Entretanto, isso não significa que o inverter seja sempre a melhor escolha.

Quem utiliza o ar-condicionado apenas por curtos períodos ou poucas vezes por semana pode demorar mais tempo para recuperar o investimento adicional em relação a um modelo convencional.

Por outro lado, para quem utiliza o equipamento diariamente, especialmente durante várias horas, a tecnologia inverter costuma oferecer melhor relação entre conforto e consumo de energia.

O mais importante é analisar o perfil de utilização e não apenas comparar o preço de compra.

O mais barato pode sair caro

Na tentativa de economizar, muitos consumidores escolhem o equipamento apenas pelo menor preço anunciado.

Essa estratégia nem sempre representa economia.

Um aparelho subdimensionado poderá trabalhar continuamente para tentar atingir a temperatura desejada.

Já um equipamento superdimensionado pode operar de forma pouco eficiente, ligando e desligando com frequência.

Também é preciso considerar fatores como:

  • disponibilidade de assistência técnica;
  • garantia oferecida pelo fabricante;
  • facilidade para encontrar peças de reposição;
  • consumo de energia;
  • qualidade da instalação.

Ao longo da vida útil do equipamento, esses fatores costumam pesar muito mais do que uma pequena diferença no valor da compra.

Vento forte nem sempre significa maior eficiência

Muitas pessoas acreditam que um bom ar-condicionado é aquele que sopra um vento forte.

Na prática, isso não é verdade.

Os modelos atuais oferecem diferentes formas de distribuir o ar no ambiente.

Alguns direcionam um fluxo de ar mais intenso para acelerar a climatização.

Outros utilizam sistemas que distribuem o ar de forma mais difusa e uniforme, reduzindo a sensação de uma corrente de vento direta sobre quem está no ambiente.

Trata-se de um recurso voltado ao conforto térmico.

Algumas pessoas preferem sentir o fluxo de ar mais intenso.

Outras valorizam uma climatização mais discreta, na qual a temperatura é reduzida sem que o vento seja percebido com tanta intensidade.

Essa característica não indica, por si só, que um equipamento seja mais eficiente ou mais econômico que outro.

O desempenho continuará dependendo do dimensionamento correto do aparelho, da instalação e das condições do ambiente.

Ao comparar diferentes modelos, vale pedir ao instalador ou ao vendedor que explique como cada equipamento distribui o ar e quais recursos de conforto oferece.

Recursos modernos realmente fazem diferença?

Nos últimos anos, os fabricantes passaram a incorporar diversas funções que vão além da simples climatização.

Nem todas são essenciais, mas algumas podem tornar o uso mais confortável e prático.

Conexão Wi-Fi

Permite controlar o equipamento pelo celular, mesmo quando o usuário está fora de casa.

Também facilita a programação de horários de funcionamento e, em alguns modelos, o acompanhamento do consumo de energia.

Inteligência Artificial

Alguns aparelhos utilizam recursos de inteligência artificial para aprender os hábitos de utilização e ajustar automaticamente temperatura, velocidade da ventilação e funcionamento do equipamento.

Essas funções variam de acordo com o fabricante e o modelo.

Embora tragam praticidade, não substituem o correto dimensionamento do equipamento nem uma instalação adequada.

Autolimpeza

Diversos aparelhos possuem funções de autolimpeza.

Após o desligamento, o sistema mantém a ventilação funcionando por alguns minutos para reduzir a umidade existente na unidade interna.

Isso ajuda a diminuir a formação de odores e parte do acúmulo de umidade.

Entretanto, esse recurso não substitui a limpeza periódica dos filtros nem a manutenção preventiva realizada por um profissional.

O ar-condicionado renova o ar do ambiente?

Essa é uma dúvida muito comum.

A resposta, na maioria dos aparelhos residenciais, é não.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o ar-condicionado não “puxa” o ar de fora da casa para dentro do ambiente.

Na maior parte dos equipamentos do tipo Split, o ar existente no cômodo é aspirado, passa pelos filtros, é resfriado e retorna ao próprio ambiente.

Por isso, sempre que possível, é recomendável renovar o ar do ambiente periodicamente, principalmente em locais onde muitas pessoas permanecem por longos períodos.

Em aplicações comerciais ou em projetos específicos podem existir sistemas de renovação de ar, mas eles normalmente fazem parte de um projeto de climatização mais amplo.

Para que serve a função Dry?

Quase todos os controles remotos possuem um botão chamado Dry.

Muita gente acredita que ele serve para resfriar mais rapidamente o ambiente.

Na realidade, essa função foi desenvolvida para reduzir a umidade do ar.

Ela pode ser útil em dias úmidos, quando a sensação de abafamento permanece mesmo sem temperaturas muito elevadas.

Como o equipamento trabalha de forma diferente nesse modo de operação, o conforto pode aumentar sem necessidade de reduzir muito a temperatura programada.

Vale a pena pagar por funções extras?

Além da climatização, muitos aparelhos oferecem recursos como:

  • programação semanal;
  • modo Sleep;
  • timer;
  • controle pelo celular;
  • comandos por voz;
  • inteligência artificial;
  • autolimpeza;
  • diferentes modos de distribuição do ar.

Esses recursos podem aumentar o conforto e a praticidade no dia a dia.

Entretanto, antes de pagar mais por eles, vale refletir se realmente serão utilizados.

Um equipamento corretamente dimensionado e bem instalado costuma trazer mais benefícios do que um aparelho cheio de funções que nunca serão utilizadas.

O ar-condicionado faz muito barulho?

Os fabricantes costumam informar o nível de ruído dos equipamentos em decibéis (dB).

Quanto menor esse número, mais silencioso tende a ser o aparelho.

Nos modelos Split, a unidade interna normalmente produz pouco ruído porque o compressor fica instalado na unidade externa.

Já os aparelhos portáteis e de janela costumam ser mais barulhentos justamente porque o compressor permanece no mesmo ambiente.

Também é importante lembrar que um equipamento mal instalado pode apresentar vibrações e ruídos que não fazem parte do funcionamento normal.

Por isso, sempre que o aparelho apresentar barulhos incomuns, vale solicitar uma avaliação técnica.

Onde não instalar a unidade interna?

O local da instalação influencia diretamente o conforto.

Em alguns casos, um equipamento corretamente dimensionado pode causar desconforto apenas porque foi instalado no ponto errado do ambiente.

Sempre que possível, deve-se evitar que o fluxo de ar fique direcionado continuamente para camas, sofás, mesas de trabalho ou locais onde as pessoas permanecem por muito tempo.

Também não é recomendável instalar o aparelho atrás de móveis altos, cortinas ou qualquer obstáculo que dificulte a circulação do ar.

A melhor posição depende do formato do ambiente e deve ser definida durante a visita técnica.

E a unidade externa?

A unidade externa precisa dissipar o calor retirado do ambiente interno.

Por isso, necessita de espaço livre para circulação de ar.

Ela não deve ficar confinada em locais totalmente fechados ou sem ventilação.

Também é importante observar as distâncias mínimas recomendadas pelo fabricante e facilitar o acesso para futuras manutenções.

Outro cuidado é evitar locais sujeitos ao acúmulo constante de folhas, poeira ou resíduos que possam obstruir a circulação do ar.

De onde vem a água que pinga do ar-condicionado?

Muitas pessoas acreditam que o equipamento produz água.

Na verdade, o que acontece é a condensação da umidade existente no ar.

É o mesmo fenômeno observado em um copo com bebida gelada.

Essa água é conduzida para fora do equipamento por meio do dreno.

Por isso, toda instalação deve prever um sistema adequado para o escoamento dessa água.

Quando o dreno apresenta obstruções ou foi instalado incorretamente, podem ocorrer vazamentos dentro do ambiente.

Posso instalar sozinho?

Não é recomendável.

Embora existam muitos vídeos ensinando a instalar um ar-condicionado, esse trabalho exige ferramentas específicas, conhecimento técnico e procedimentos que influenciam diretamente o desempenho do equipamento.

Entre eles estão:

  • posicionamento correto das unidades;
  • instalação elétrica adequada;
  • execução do vácuo na tubulação;
  • testes de estanqueidade;
  • verificação do sistema de drenagem;
  • conferência das recomendações do fabricante.

Uma instalação inadequada pode aumentar o consumo de energia, reduzir a vida útil do equipamento e até comprometer a garantia.

Posso fazer a manutenção?

Alguns cuidados podem ser realizados pelo próprio usuário.

O principal deles é a limpeza periódica dos filtros de ar, sempre conforme as orientações do fabricante.

Também é recomendável manter a unidade externa livre de folhas, galhos e objetos que possam dificultar a circulação de ar.

Já procedimentos como desmontagem do equipamento, lavagem química, medições elétricas, testes de pressão, complementação de fluido refrigerante e substituição de componentes devem ser executados exclusivamente por profissionais qualificados.

Afinal, de quanto em quanto tempo devo limpar os filtros?

Essa é uma das manutenções mais simples e importantes.

A frequência depende da utilização do equipamento e das condições do ambiente.

Em locais com muita poeira, pelos de animais ou grande circulação de pessoas, a limpeza pode ser necessária com maior frequência.

O manual do fabricante apresenta a recomendação para cada modelo.

Filtros sujos dificultam a passagem do ar, reduzem o desempenho do equipamento e podem aumentar o consumo de energia.

Quanto custa manter um ar-condicionado?

Além da conta de energia elétrica, todo equipamento necessita de manutenção preventiva.

Os valores variam de acordo com a região do país, o tipo de aparelho e a complexidade da instalação.

De forma geral, o custo anual da manutenção preventiva costuma representar uma pequena parcela do valor do equipamento.

Na maioria dos casos, esse investimento é muito menor do que o custo de um reparo provocado pela falta de manutenção.

Mais importante do que esperar o equipamento apresentar defeito é realizar inspeções periódicas para preservar seu desempenho e aumentar sua vida útil.

Quanto tempo dura um ar-condicionado?

Não existe um prazo único.

Equipamentos corretamente dimensionados, instalados por profissionais qualificados e submetidos à manutenção preventiva podem funcionar durante muitos anos.

Por outro lado, uma instalação inadequada, a ausência de manutenção ou o uso em condições severas podem reduzir significativamente essa vida útil.

Por isso, cuidar do equipamento desde o primeiro dia costuma ser mais econômico do que esperar o surgimento de problemas.

Como escolher uma marca?

Ao pesquisar na internet é comum encontrar listas com “as melhores marcas”.

Entretanto, a escolha não deve ser baseada apenas na reputação do fabricante.

Antes da compra, vale observar outros aspectos igualmente importantes.

Existe assistência técnica autorizada na sua cidade?

Há facilidade para encontrar peças de reposição?

Como funciona a garantia?

O fabricante possui boa rede de atendimento?

Essas perguntas podem fazer mais diferença ao longo dos anos do que pequenas variações de preço entre modelos semelhantes.

Também é importante comparar a classificação de eficiência energética, os recursos disponíveis e a adequação do equipamento às características do ambiente.

Em caso de dúvida, peça ao instalador que apresente mais de uma opção compatível com o projeto.

Vale a pena comprar o ar-condicionado pela internet?

Nos últimos anos, a venda de ar-condicionado pela internet cresceu significativamente.

A variedade de modelos, as promoções e a facilidade para comparar preços tornam essa uma alternativa interessante para muitos consumidores.

Entretanto, existe um cuidado importante.

Muitas pessoas compram o equipamento por impulso e somente depois procuram um instalador.

Quando isso acontece, podem surgir problemas como capacidade inadequada, falta de infraestrutura, necessidade de adaptações elétricas ou até impossibilidade de instalar o equipamento no local desejado.

O caminho mais seguro costuma ser o inverso.

Primeiro, solicite uma visita técnica.

Depois de avaliar o ambiente, o instalador poderá indicar a capacidade adequada, verificar as condições da instalação e sugerir modelos compatíveis com o imóvel.

Com essas informações em mãos, fica muito mais fácil comparar preços em lojas físicas ou na internet.

A instalação é tão importante quanto o equipamento

Um dos maiores equívocos é acreditar que basta comprar um bom aparelho.

Na prática, um equipamento de qualidade pode apresentar baixo desempenho quando instalado de forma inadequada.

Tubulações mal executadas, ausência de vácuo, drenagem incorreta, ligações elétricas inadequadas ou posicionamento incorreto das unidades comprometem o funcionamento do sistema.

Além de reduzir a eficiência, esses problemas podem aumentar o consumo de energia e diminuir a vida útil do equipamento.

Por isso, escolher um bom instalador é tão importante quanto escolher um bom ar-condicionado.

Sempre que possível, procure profissionais capacitados, solicite orçamento detalhado e esclareça todas as dúvidas antes do início do serviço.

Quanto tempo demora uma instalação?

Não existe uma resposta única.

Uma instalação simples, em um imóvel já preparado para receber o equipamento, pode ser concluída em poucas horas.

Já projetos que exigem adaptações elétricas, passagem de tubulações por longas distâncias, quebra de paredes ou trabalhos em altura podem demandar mais tempo.

O importante é não transformar a rapidez no principal critério de escolha.

Uma instalação feita com cuidado costuma trazer benefícios durante toda a vida útil do equipamento.

O ar-condicionado consome muita energia?

O consumo depende de diversos fatores.

Entre eles estão:

  • capacidade do equipamento;
  • tecnologia utilizada;
  • tempo de funcionamento;
  • temperatura programada;
  • características do ambiente;
  • incidência de sol;
  • qualidade da instalação;
  • limpeza dos filtros.

Um aparelho corretamente dimensionado tende a operar de forma mais eficiente do que outro escolhido apenas pelo menor preço.

Também vale lembrar que utilizar temperaturas extremamente baixas não significa resfriar o ambiente mais rapidamente.

Na maioria dos casos, apenas aumenta o tempo de funcionamento do equipamento.

Programar temperaturas compatíveis com o conforto do ambiente costuma proporcionar melhor equilíbrio entre conforto e consumo de energia.

Como economizar energia sem abrir mão do conforto?

Algumas atitudes simples ajudam a reduzir o consumo.

Mantenha portas e janelas fechadas durante o funcionamento do equipamento.

Sempre que houver incidência direta de sol, utilize cortinas ou persianas.

Limpe os filtros conforme a orientação do fabricante.

Não bloqueie a circulação de ar da unidade interna nem da unidade externa.

Realize as manutenções preventivas recomendadas.

Esses cuidados contribuem para que o equipamento trabalhe dentro das condições previstas pelo fabricante.

O ar-condicionado desliga sozinho?

A maioria dos modelos atuais oferece funções de programação.

É possível definir horários para ligar ou desligar automaticamente, utilizar o modo Sleep durante a noite e ajustar diferentes modos de funcionamento.

Alguns equipamentos também retomam automaticamente a operação após uma interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Essa função pode variar conforme o fabricante e o modelo.

Caso seja importante para sua rotina, vale confirmar essa informação antes da compra.

O que realmente vale a pena observar antes de fechar negócio?

Na hora da compra, é comum que a atenção fique concentrada apenas no preço ou na potência do equipamento.

Entretanto, um bom negócio normalmente reúne vários fatores.

Antes de decidir, verifique:

  • se a capacidade é adequada para o ambiente;
  • se existe assistência técnica em sua região;
  • se há disponibilidade de peças de reposição;
  • qual é o prazo de garantia;
  • qual será o custo estimado da instalação;
  • se o imóvel possui infraestrutura adequada;
  • quais recursos realmente serão úteis para sua rotina.

Essa análise costuma evitar arrependimentos futuros.

Checklist: o que verificar antes de comprar um ar-condicionado

Antes de concluir a compra, confira se todas estas etapas foram avaliadas.

  • O ambiente foi corretamente dimensionado?
  • A capacidade em BTUs atende às características do local?
  • O imóvel possui espaço adequado para instalar a unidade externa?
  • A drenagem da água poderá ser realizada corretamente?
  • A instalação elétrica está preparada para receber o equipamento?
  • O orçamento da instalação já foi realizado?
  • Existe assistência técnica autorizada na sua cidade?
  • O fabricante oferece boa disponibilidade de peças?
  • O equipamento possui boa classificação de eficiência energética?
  • Os recursos adicionais realmente serão utilizados?
  • A manutenção preventiva foi considerada no planejamento?
  • Um instalador qualificado avaliou o projeto antes da compra?

Se a resposta for positiva para a maior parte dessas perguntas, as chances de uma compra bem-sucedida aumentam significativamente.

Perguntas frequentes

Dormir com o ar-condicionado ligado faz mal?

Não necessariamente.

O importante é utilizar uma temperatura confortável, manter os filtros limpos e realizar a manutenção preventiva do equipamento.

Muitas pessoas também utilizam o modo Sleep, que ajusta automaticamente o funcionamento durante a noite.

É normal pingar água?

A água proveniente do dreno faz parte do funcionamento normal do equipamento.

Já vazamentos dentro do ambiente indicam que o sistema deve ser avaliado por um profissional.

O ar-condicionado precisa trocar o gás periodicamente?

Não.

O fluido refrigerante circula em um sistema fechado.

Quando há necessidade de reposição, normalmente existe algum vazamento que deve ser localizado e corrigido antes de qualquer recarga.

Posso usar extensão elétrica?

Não é o mais indicado.

O equipamento deve seguir as recomendações do fabricante e da instalação elétrica do imóvel.

Em caso de dúvida, consulte o instalador.

Quanto tempo dura um filtro?

Depende do modelo.

Alguns filtros permanentes apenas necessitam de limpeza periódica.

Outros possuem vida útil determinada pelo fabricante e precisam ser substituídos.

Consulte sempre o manual do equipamento.

Vale comprar um aparelho mais potente para “garantir”?

Nem sempre.

Um equipamento acima da capacidade necessária não representa, obrigatoriamente, melhor desempenho.

O dimensionamento correto continua sendo a melhor escolha.

Preciso contratar manutenção mesmo que o aparelho esteja funcionando?

Sim.

A manutenção preventiva busca justamente evitar falhas, preservar o desempenho do equipamento e prolongar sua vida útil.

Esperar o surgimento de defeitos costuma gerar custos maiores.

Conclusão

Comprar um ar-condicionado deixou de ser uma decisão baseada apenas no preço ou na marca.

Hoje, a variedade de modelos e tecnologias permite encontrar soluções para diferentes perfis de consumidores, mas também exige mais atenção na hora da escolha.

Conhecer as características do ambiente, dimensionar corretamente a capacidade do equipamento, avaliar a infraestrutura disponível e contar com uma instalação de qualidade são fatores que influenciam diretamente o conforto, o consumo de energia e a durabilidade do sistema.

Da mesma forma, a manutenção preventiva e a limpeza periódica dos filtros ajudam a preservar o desempenho do equipamento ao longo dos anos.

Mais do que encontrar uma boa promoção, o consumidor deve buscar uma solução adequada às necessidades do imóvel e da rotina da família.

Um ar-condicionado corretamente escolhido e instalado tende a oferecer conforto térmico, eficiência energética e menor custo de operação durante toda a sua vida útil.

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Encontrão LG + Leveros abre mais 50 vagas para evento no Rio de Janeiro

23/07/2026

Foram abertas mais 50 vagas para o Encontrão LG + Leveros, marcado para 25 de julho, no Clube da Barra, no Rio de Janeiro.

A organização do Encontrão LG + Leveros anunciou a liberação de mais 50 vagas para o evento, após a alta procura pelas inscrições.

O encontro será realizado em 25 de julho, das 9h às 16h, no Clube da Barra, no Rio de Janeiro. Segundo a organização, a ampliação das vagas permitirá a participação de mais profissionais interessados no evento.

A programação prevê atividades voltadas a conteúdo técnico, inovação, networking e troca de conhecimento entre participantes e representantes do mercado HVAC-R.

As inscrições seguem abertas, com número de vagas limitado.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-23 16:25:562026-07-23 16:25:56Encontrão LG + Leveros abre mais 50 vagas para evento no Rio de Janeiro

Surto de legionella em Nova York reforça importância da manutenção de torres de resfriamento

21/07/2026

Surto de legionella em Nova York soma 74 casos confirmados, três mortes e leva autoridades a intensificar inspeções em torres de resfriamento e sistemas de água de edifícios.

Um surto de infecção por Legionella em Nova York deixou três mortos e contabiliza 74 casos confirmados. O foco das infecções está concentrado no bairro Upper East Side, em Manhattan. Oito pessoas permanecem internadas.

A bactéria Legionella se multiplica em água parada ou morna, principalmente em torres de resfriamento de sistemas de ar-condicionado e em reservatórios de água. A transmissão não ocorre pelo contato direto entre pessoas nem pelo ar insuflado pelos aparelhos, mas pela inalação de gotículas microscópicas dispersas no ambiente.

A infecção pode provocar um quadro grave de pneumonia. Os principais sintomas incluem febre, tosse e falta de ar. O tratamento é realizado com antibióticos e deve ser iniciado o mais rapidamente possível.

Como resposta ao surto, equipes de saúde coletaram amostras em torres de resfriamento e inspecionaram sistemas de água de edifícios na região afetada. Em pelo menos 76 sistemas analisados, os testes identificaram a presença da bactéria.

Os responsáveis pelos sistemas foram orientados a esvaziar, limpar e desinfetar toda a rede hidráulica. De acordo com as autoridades, o número de novos casos já começou a diminuir, indicando que a principal fonte de contaminação pode ter sido controlada. Este é o segundo grande surto da doença registrado na cidade em menos de um ano.

Para o setor de HVAC-R, o episódio reforça a necessidade de manutenção e monitoramento de torres de resfriamento e sistemas de água associados às instalações de climatização, conforme as ações adotadas pelas equipes de saúde durante a investigação.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-21 13:37:522026-07-21 13:38:35Surto de legionella em Nova York reforça importância da manutenção de torres de resfriamento

Indústria do frio aposta em integração para atender consumidor mais exigente

20/07/2026

A indústria de refrigeração e climatização passa por uma reformulação, impulsionando a integração entre canais B2B e B2C.

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O mercado de climatização e refrigeração vive uma mudança estrutural no comportamento de compra.

A indústria do frio aposta na reformulação para atender um consumidor mais exigente, em um cenário no qual o modelo tradicional, mais técnico e consultivo, dá lugar a uma jornada híbrida, em que clientes finais e profissionais convivem nos mesmos ambientes digitais.

Esse novo ecossistema exige respostas rápidas, comparações transparentes e suporte contínuo. No varejo especializado, empresas como Leveros, Climario, Eletrofrigor, Frigelar, CentralAr.com, entre outras tantas, já operam em um ambiente no qual o B2B e o B2C se sobrepõem. O instalador, o revendedor e o consumidor final acessam os mesmos catálogos, mas com expectativas diferentes de preço, suporte e prazo.

“A venda digital nos possibilita atingir regiões onde antes a penetração do canal tradicional era limitada. Plataformas digitais também permitem personalização de ofertas, maior acesso a informações técnicas e comparação de produtos. Com o encurtamento da cadeia de distribuição, os consumidores podem ser beneficiados com preços mais acessíveis, ao mesmo tempo em que os fabricantes ganham margens melhores”, informa Alana Andrade, coordenadora de marketplace da Leveros.

Outro ponto é a Geração Z, cada vez mais presente no processo de decisão, acelerando essa transformação. Digitalmente nativa, ela prioriza autoatendimento, avaliações de outros usuários, vídeos explicativos e jornadas de compra fluidas, muitas vezes concluídas sem contato humano direto. Isso pressiona o setor a investir em multicanais, inteligência de dados e automação do atendimento.

Fatores como a digitalização do consumidor, a oferta diversificada de produtos e a rapidez na logística, tornam essas plataformas indispensáveis. Além disso, a possibilidade de operar em múltiplos canais, permite atender diferentes perfis de clientes de maneira eficaz. “Entre os benefícios, destacamos a conveniência de compras remotas, a ampla oferta de produtos e marcas, a transparência nos preços e condições, e a eficiência na entrega, garantindo uma experiência ainda mais integrada e personalizada”, pontua a coordenadora da Leveros.

Disponibilidade em tempo real

No B2B, a exigência também evolui: instaladores e empresas buscam plataformas que ofereçam não apenas produtos, mas também treinamento, disponibilidade em tempo real, integração com logística e condições comerciais dinâmicas. Já no B2C, a decisão é cada vez mais influenciada por conteúdo técnico simplificado e suporte pós-venda eficiente.

“No B2C, a jornada de compra mudou de forma significativa. Hoje, o consumidor não busca apenas preço ou marca, mas clareza na informação e segurança na decisão. Conteúdos técnicos simplificados, que traduzem especificações complexas em linguagem acessível, têm papel decisivo nesse processo, ajudando o cliente a comparar soluções e entender o que realmente atende sua necessidade. Ao mesmo tempo, o suporte pós-venda eficiente se tornou um fator de confiança e fidelização, já que o consumidor espera acompanhamento rápido, resolutivo e contínuo após a compra. Empresas que conseguem unir informação clara e atendimento qualificado saem na frente na preferência do novo perfil de cliente do setor de climatização e refrigeração”, revela Alana.

Ela acrescenta que o diferencial competitivo deixa de ser apenas preço e passa a incluir experiência, velocidade e confiabilidade em toda a jornada de compra.

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Resumen (español)

El mercado de climatización y refrigeración atraviesa una transformación impulsada por la digitalización del consumo y la integración entre los canales B2B y B2C. Empresas como Leveros, Climario, Eletrofrigor, Frigelar y CentralAr.com adaptan sus plataformas para atender tanto a instaladores y revendedores como al consumidor final, con énfasis en información técnica accesible, disponibilidad en tiempo real, logística eficiente y servicio posventa. Según Alana Andrade, coordinadora de marketplace de Leveros, la competitividad del sector depende cada vez más de la experiencia de compra, la rapidez y la confianza ofrecidas durante toda la jornada del cliente.

Summary (English)

The HVAC-R market is undergoing a structural transformation driven by consumer digitalization and the integration of B2B and B2C sales channels. Companies such as Leveros, Climario, Eletrofrigor, Frigelar, and CentralAr.com are adapting their platforms to serve installers, resellers, and end consumers through accessible technical information, real-time product availability, efficient logistics, and after-sales support. According to Leveros marketplace coordinator Alana Andrade, competitive advantage increasingly depends on delivering a reliable, fast, and customer-focused purchasing experience throughout the entire buying journey.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa-07-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-20 16:18:082026-07-20 16:18:08Indústria do frio aposta em integração para atender consumidor mais exigente

Febrava chega ao Rio em meio à expansão da indústria e do mercado HVAC-R

20/07/2026

Feira será realizada entre 6 e 8 de outubro, no Riocentro, em um estado que concentra cerca de 9% dos empregos formais do setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração no Brasil.

A realização da Febrava no Rio de Janeiro ocorre em um contexto de crescimento da indústria fluminense e de ampliação da participação do estado no mercado de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R). A feira será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, no Riocentro.

Segundo a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), o estado reúne mais de mil estabelecimentos empregadores ligados ao setor HVAC-R e responde por cerca de 9% dos empregos formais da atividade no país. Dados do Novo Caged indicam que as admissões na indústria fluminense passaram de 90.992 em 2020 para 149.285 em 2025, crescimento aproximado de 64% no período.

De acordo com Pablo Nogueira, especialista da Firjan, o Rio de Janeiro reúne posição geográfica estratégica, parque industrial diversificado e infraestrutura logística, energética, científica e tecnológica, fatores que contribuem para a realização da primeira edição da Febrava no estado.

Para a gestora da Febrava, Tatiana Rassini, a realização do evento acompanha a consolidação da estrutura econômica e industrial fluminense, especialmente em segmentos que dependem de sistemas de climatização e refrigeração para eficiência operacional, segurança e controle ambiental.

O presidente do Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar (SINDRATAR-RJ), Leonardo Salles de Barros, afirma que a chegada da feira amplia a visibilidade das empresas locais e representa uma oportunidade para fortalecer a cadeia produtiva do AVACR no estado.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/febrava-rio-2026.jpg 532 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-20 15:07:402026-07-20 15:07:40Febrava chega ao Rio em meio à expansão da indústria e do mercado HVAC-R

União Europeia lança plataforma para apoiar políticas climáticas sobre refrigeração e gases fluorados

20/07/2026

Projeto IMPACT-F reunirá instituições de quatro continentes para desenvolver uma plataforma de modelagem voltada à formulação de políticas sobre gases fluorados, demanda por refrigeração e redução de emissões.

A União Europeia lançou o projeto IMPACT-F (Plataforma Integrada de Mitigação para Avaliação de Metas Climáticas para Gases Fluorados), iniciativa voltada ao desenvolvimento de ferramentas que auxiliem governos na elaboração de políticas públicas relacionadas à refrigeração, aos gases fluorados e às metas climáticas.

Segundo os organizadores, o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor reforça a necessidade de ampliar o acesso à refrigeração. Ao mesmo tempo, tecnologias como sistemas de ar-condicionado, refrigeração e bombas de calor utilizam, com frequência, gases fluorados (gases F), que possuem efeito de estufa.

Lançado em junho e coordenado pela London South Bank University, o projeto reúne 14 parceiros da Europa, África, Ásia e América do Sul, entre universidades, institutos de pesquisa, grupos industriais e organizações internacionais. Participam da iniciativa a Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA), o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e o Instituto Internacional de Refrigeração (IIR).

O consórcio desenvolverá uma plataforma global de modelagem para permitir que países avaliem diferentes cenários de políticas relacionadas aos gases fluorados. A ferramenta deverá analisar os impactos das medidas sobre as emissões de gases de efeito estufa, a demanda por energia e a necessidade de refrigeração em diferentes regiões, considerando que muitos países ainda não dispõem de dados ou capacidade técnica para realizar esse tipo de análise.

O projeto também prevê ações de capacitação para formuladores de políticas públicas e outras partes interessadas, com o objetivo de ampliar o uso das ferramentas desenvolvidas. Após uma reunião inicial realizada em Londres, o IMPACT-F iniciou a fase de implementação, prevista para durar 36 meses.

A iniciativa está alinhada a compromissos internacionais, como a Emenda de Kigali, o Acordo de Paris e o Compromisso Global de Refrigeração, firmado por 72 países, que estabelece a meta de reduzir em 68% as emissões associadas à refrigeração até 2050.

De acordo com a EHPA, o setor europeu de bombas de calor está em processo de transição para fluidos refrigerantes com menor potencial de aquecimento global, em conformidade com o Regulamento dos Gases F revisado da União Europeia. Nesse contexto, o IMPACT-F pretende apoiar a adoção de políticas baseadas em dados e modelagem para orientar essa transição em escala global.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-20 15:02:352026-07-20 15:02:35União Europeia lança plataforma para apoiar políticas climáticas sobre refrigeração e gases fluorados

Tarifa de 25% dos EUA amplia cautela no HVAC-R

17/07/2026

Custos, câmbio e cadeia de suprimentos permanecem sob pressão enquanto o setor acompanha as negociações comerciais e o ambiente político em busca de maior previsibilidade.

A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho de 2026, acrescenta um novo fator de incerteza ao planejamento da indústria de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R). Embora a exposição direta do setor ao mercado consumidor norte-americano seja limitada em diversos segmentos, o impacto sobre a cadeia de suprimentos tende a ocorrer pelo encarecimento de componentes importados e de insumos metalmecânicos, como aço e alumínio, cujos preços acompanham as oscilações do mercado internacional.

O cenário se soma aos indicadores apresentados pelo Termômetro AVACR, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística da ABRAVA, que já registravam interrupção da trajetória de redução dos custos de produção, inflação setorial projetada em 5,11% e deterioração dos índices de confiança empresarial. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que as expectativas permanecem ligeiramente acima da linha de neutralidade, sustentadas pela demanda doméstica por infraestrutura de refrigeração e projetos de retrofit.

A avaliação predominante entre agentes da cadeia é de que a volatilidade deverá permanecer enquanto persistirem as negociações comerciais e o ambiente político. Historicamente, medidas tarifárias adotadas em períodos eleitorais costumam ser acompanhadas, após a definição do novo cenário político, pela retomada de negociações técnicas entre os países. Caso esse movimento se confirme, a tendência é de redução das incertezas para o comércio internacional e maior previsibilidade para decisões de investimento e compras.

Até que esse ambiente se estabilize, empresas do setor concentram esforços na gestão de estoques de componentes críticos, na diversificação de fornecedores, especialmente no mercado interno e asiático, na adoção de mecanismos de proteção cambial em contratos de longo prazo e no acompanhamento das linhas de crédito anunciadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), operacionalizadas pelo BNDES por meio do Plano Brasil Soberano.

As medidas de apoio contemplam fabricantes de máquinas e equipamentos elétricos, categoria que inclui empresas da cadeia HVAC-R exportadoras ou fornecedoras de componentes para indústrias afetadas pelas tarifas. Entre as modalidades previstas estão capital de giro, financiamento à exportação e investimentos voltados à diversificação de mercados.

Para o setor, o momento permanece marcado por cautela operacional. Apesar da pressão sobre custos e do aumento da incerteza, os indicadores disponíveis não apontam paralisação da atividade, mas sim uma estratégia de adaptação até que o ambiente comercial e político apresente maior estabilidade.

Indústria pede ampliação da NIB após tarifa de 25%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) propôs ao governo federal a criação de uma sétima missão da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada aos setores afetados pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos. A entidade defende a elaboração de um plano de ação em parceria com o governo, federações estaduais e associações setoriais para ampliar o apoio à indústria. Segundo a CNI, a iniciativa não substitui as negociações entre Brasil e EUA, mas busca oferecer instrumentos para preservar a competitividade das empresas brasileiras.

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Resumen (español)

La aplicación de un arancel adicional del 25% por parte de Estados Unidos introduce un nuevo factor de incertidumbre para la industria HVAC-R brasileña. Aunque la exposición directa al mercado estadounidense es limitada en varios segmentos, el sector puede verse afectado por el aumento del costo de componentes importados y materias primas. Indicadores de ABRAVA muestran mayores costos de producción y menor confianza empresarial, aunque las expectativas siguen ligeramente por encima de la neutralidad gracias a la demanda interna. Mientras continúen las negociaciones comerciales y el escenario político, las empresas priorizan la gestión de inventarios, la diversificación de proveedores y el acceso a líneas de crédito del gobierno.

Summary (English)

The additional 25% U.S. tariff adds uncertainty to Brazil’s HVAC-R industry. While direct exposure to the U.S. consumer market remains limited for several segments, companies may face higher costs for imported components and metalworking inputs. According to ABRAVA’s economic indicators, production costs have increased and business confidence has weakened, although expectations remain slightly above neutral due to domestic demand for refrigeration infrastructure and retrofit projects. Until trade negotiations and the political environment become more stable, companies are focusing on inventory management, supplier diversification and government-backed financing programs.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/tarifa-25-eua-brasil-hvac-r.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-17 09:53:262026-07-17 15:48:58Tarifa de 25% dos EUA amplia cautela no HVAC-R

El Niño amplia demanda por climatização e eficiência energética no mercado de HVAC-R

16/07/2026

Fenômeno climático começa a alterar o padrão do clima no Brasil e deve elevar a procura por soluções de climatização diante da previsão de calor acima da média e ondas de calor mais frequentes.

Os efeitos do El Niño começam a ser sentidos de forma mais evidente no Brasil nesta quinta-feira (16), segundo projeções climáticas. A expectativa é de aumento das temperaturas, redução das chuvas em parte do país e maior frequência de ondas de calor nos próximos meses. Para o setor de HVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração), o cenário indica aumento da demanda por sistemas voltados ao conforto térmico, à segurança e à eficiência energética.

De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe 81% de probabilidade de o El Niño atingir a classificação de “muito forte” entre outubro e dezembro, período previsto para o pico do fenômeno. Caso a projeção se confirme, este poderá estar entre os episódios mais intensos desde 1950.

O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação da atmosfera e os padrões de chuva e temperatura. No Brasil, a tendência é de chuva acima da média na Região Sul e redução das precipitações no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Segundo o Painel El Niño 2026/2027, o trimestre entre julho e setembro já apresenta tendência de aumento das chuvas no Sul e diminuição dos volumes em grande parte do Centro-Norte do país.

A meteorologista Estael Sias, da MetSul, afirma que diversas áreas do Centro-Norte podem registrar temperaturas próximas ou superiores a 40°C entre outubro e dezembro. O INPE também informa que, quando o El Niño ocorre durante o inverno, o Sudeste costuma apresentar temperaturas acima da média histórica.

As projeções indicam temperaturas mais elevadas, ondas de calor mais frequentes e novos desafios para diversos setores da economia. Para o mercado de HVAC-R, esse cenário representa maior demanda por soluções capazes de garantir conforto térmico, segurança e eficiência energética em edificações, ambientes comerciais, industriais e residenciais.

Além das altas temperaturas, o fenômeno deverá influenciar a agricultura, o abastecimento de água, a geração de energia e a infraestrutura. O Painel El Niño recomenda que estados e municípios atualizem planos de contingência, reforcem sistemas de monitoramento e mantenham a população atenta aos avisos oficiais da Defesa Civil e dos institutos de meteorologia.

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Resumen (español)

Los efectos de El Niño comienzan a intensificarse en Brasil a partir del 16 de julio y podrían alcanzar su máxima intensidad entre octubre y diciembre, según el Centro de Predicción Climática (CPC) y la NOAA. Las previsiones indican temperaturas más altas, olas de calor más frecuentes y cambios en el régimen de lluvias, con mayor precipitación en el sur del país y condiciones más secas en el Centro-Oeste, Norte y Nordeste. Para el mercado de HVAC-R, este escenario representa un aumento de la demanda de soluciones de climatización orientadas al confort térmico, la seguridad y la eficiencia energética.

Summary (English)

The effects of El Niño begin to intensify across Brazil on July 16 and are expected to peak between October and December, according to the Climate Prediction Center (CPC) and NOAA. Forecasts indicate higher temperatures, more frequent heat waves, above-average rainfall in southern Brazil and drier conditions across the Central-West, North and Northeast regions. For the HVAC-R industry, these conditions are expected to increase demand for heating, ventilation, air conditioning and refrigeration solutions focused on thermal comfort, safety and energy efficiency.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/el-nino2026.jpg 700 1215 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-16 11:07:382026-07-16 11:11:47El Niño amplia demanda por climatização e eficiência energética no mercado de HVAC-R

R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

15/07/2026

Por que o R-32 se tornou o refrigerante dominante nos sistemas de ar-condicionado?

A resposta envolve eficiência energética, menor impacto ambiental e conformidade com as exigências internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, sua adoção exige que instaladores, técnicos e empresas compreendam suas características específicas e sigam procedimentos diferentes daqueles utilizados com o R-410A.

Embora o R-32 já esteja consolidado no mercado brasileiro, ainda persistem dúvidas sobre inflamabilidade, compatibilidade de equipamentos, recolhimento, manutenção e retrofit. Conhecer essas particularidades é essencial para garantir segurança, desempenho e vida útil dos equipamentos.

O que é o R-32?

O R-32 (Difluorometano) pertence à família dos hidrofluorcarbonetos (HFCs) e é utilizado como fluido puro, diferentemente do R-410A, que é uma mistura de refrigerantes.

Entre suas principais características destacam-se:

  • Menor Potencial de Aquecimento Global (GWP);
  • Elevada capacidade de transferência de calor;
  • Melhor eficiência energética;
  • Menor carga de refrigerante em diversos projetos;
  • Facilidade de reciclagem por ser um fluido puro.

Seu uso acompanha a transição mundial para refrigerantes com menor impacto ambiental, atendendo aos compromissos internacionais de redução das emissões.

Entendendo a classificação A2L

O principal ponto que diferencia o R-32 dos refrigerantes tradicionalmente utilizados é sua classificação de segurança.

Segundo a ASHRAE Standard 34, o R-32 pertence à classe A2L, que significa:

  • A: baixa toxicidade;
  • 2L: baixa inflamabilidade, com velocidade de propagação da chama reduzida.

Isso significa que o R-32 não é altamente inflamável, mas também não pode ser tratado como um refrigerante não inflamável, como o R-410A (classe A1).

Na prática, isso exige cuidados adicionais durante instalação, manutenção, armazenamento e transporte.

Boas práticas no uso do R-32

A utilização segura depende muito mais da capacitação do profissional do que do refrigerante em si.

Instalação

Durante a instalação é recomendável:

  • trabalhar em ambientes bem ventilados;
  • manter distância de fontes de ignição;
  • respeitar as distâncias mínimas previstas pelas normas;
  • utilizar equipamentos compatíveis com refrigerantes A2L.

Nunca instale equipamentos em ambientes confinados sem ventilação adequada.

Carga de refrigerante

A quantidade de R-32 permitida depende do ambiente e da aplicação.

Devem ser observadas as limitações estabelecidas por normas como:

  • IEC 60335-2-40;
  • ISO 5149.

Exceder a carga máxima aumenta significativamente os riscos em caso de vazamento.

Manutenção preventiva

Durante serviços de manutenção recomenda-se:

  • utilizar EPIs;
  • verificar vazamentos antes de qualquer intervenção;
  • ventilar o ambiente quando houver suspeita de escape de refrigerante;
  • utilizar instrumentos certificados para A2L.

O uso de detectores eletrônicos de vazamentos específicos para R-32 torna o serviço mais seguro e eficiente.

Recuperação do refrigerante

O R-32 nunca deve ser liberado na atmosfera.

O procedimento correto envolve:

  • recolhimento utilizando recolhedoras apropriadas;
  • cilindros homologados para alta pressão;
  • identificação correta do refrigerante recuperado.

Além do aspecto ambiental, o descarte inadequado pode gerar infrações legais.

Armazenamento

Os cilindros devem permanecer:

  • em locais ventilados;
  • protegidos do sol;
  • longe de equipamentos que gerem calor;
  • afastados de fontes de ignição.

Também é importante evitar impactos mecânicos e armazenar os recipientes na posição recomendada pelo fabricante.

Capacitação profissional

O avanço dos refrigerantes de baixo GWP tornou indispensável a atualização técnica.

Profissionais que trabalham com R-32 precisam conhecer:

  • propriedades físico-químicas;
  • procedimentos de segurança;
  • normas aplicáveis;
  • equipamentos específicos;
  • técnicas corretas de recolhimento e carga.

Treinamento reduz riscos e melhora a qualidade das instalações.

Erros que devem ser evitados

Algumas práticas ainda encontradas em campo representam riscos desnecessários.

Evite:

  • ignorar a classificação A2L;
  • utilizar ferramentas incompatíveis;
  • reparar vazamentos sem ventilação;
  • exceder a carga de refrigerante;
  • armazenar cilindros próximos ao calor;
  • liberar o refrigerante para a atmosfera;
  • trabalhar sem treinamento específico.

 


Perguntas frequentes

O R-32 explode?

Não. O R-32 possui baixa inflamabilidade. Entretanto, em condições inadequadas — como vazamentos em ambientes fechados associados a uma fonte de ignição — pode ocorrer combustão. Por isso, ventilação e procedimentos corretos são indispensáveis.


O R-32 é mais eficiente que o R-410A?

Em geral, sim.

Seu maior coeficiente de transferência de calor permite melhor desempenho energético em muitos projetos, desde que o sistema seja desenvolvido especificamente para esse refrigerante.


Posso substituir apenas o gás R-410A por R-32?

Não é recomendado.

Os dois refrigerantes possuem propriedades termodinâmicas diferentes e utilizam projetos específicos. Uma simples troca pode comprometer desempenho, segurança e confiabilidade do equipamento.


O óleo é o mesmo?

Na maioria das aplicações, ambos utilizam óleo sintético POE. Ainda assim, deve-se seguir rigorosamente as especificações do fabricante do equipamento.


O manifold pode ser utilizado nos dois refrigerantes?

Sim, desde que seja homologado para suportar as pressões de trabalho do R-32 e esteja em perfeitas condições de uso.


O R-32 pode ser usado em sistemas antigos?

Em geral, não.

Equipamentos projetados para R-22 ou R-410A normalmente exigem adaptações ou substituição de componentes. O retrofit deve ser avaliado caso a caso pelo fabricante.


O que pode e o que não pode fazer com R-32

Pode Não pode
Trabalhar em ambientes ventilados Trabalhar próximo a chamas ou faíscas
Utilizar equipamentos homologados para A2L Utilizar ferramentas incompatíveis
Respeitar os limites de carga Exceder a carga máxima recomendada
Detectar e corrigir vazamentos imediatamente Ignorar vazamentos
Recuperar o refrigerante em cilindros apropriados Liberar o gás para a atmosfera
Armazenar cilindros em locais ventilados Armazenar próximo ao calor
Utilizar EPIs Executar manutenção sem proteção
Manter documentação técnica atualizada Ignorar normas e manuais
Buscar treinamento contínuo Trabalhar sem capacitação

Considerações finais

A adoção do R-32 representa uma mudança importante para o setor de climatização, combinando maior eficiência energética e menor impacto ambiental. No entanto, esses benefícios só são plenamente alcançados quando instalação, manutenção e operação seguem procedimentos compatíveis com sua classificação A2L.

À medida que o mercado amplia o uso de refrigerantes de baixo GWP, cresce também a responsabilidade dos profissionais em atualizar conhecimentos, investir em ferramentas adequadas e aplicar rigorosamente as normas técnicas. Mais do que uma exigência regulatória, essas práticas contribuem para a segurança das equipes, a confiabilidade das instalações e o desempenho dos sistemas ao longo de sua vida útil.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-15 15:49:432026-07-15 15:51:46R-32: segurança, eficiência e boas práticas para instalação e manutenção

Custos e confiança pressionam setor HVAC-R no início de 2026

15/07/2026

Termômetro ABRAVA aponta aumento dos custos de produção, inflação em alta e queda da confiança das empresas, embora as expectativas permaneçam acima da linha de otimismo.

O setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R) iniciou 2026 em um ambiente de maior cautela, segundo o Termômetro ABRAVA – Junho 2026, elaborado pelo economista Guilherme R. C. Moreira. O levantamento aponta avanço das projeções de inflação, elevação dos custos de produção e redução da confiança das empresas do segmento.

De acordo com o relatório, as projeções para a inflação passaram de menos de 4% para 5,11% no início de junho. Ao mesmo tempo, a trajetória de queda dos custos de produção foi interrompida a partir de fevereiro de 2026. Embora a valorização do real frente ao dólar tenha contribuído para reduzir parte das pressões sobre os custos, a associação alerta que esse cenário pode se inverter ao longo do ano.

A pesquisa também registra forte aumento no custo dos insumos do setor no primeiro trimestre de 2026, ficando abaixo apenas do observado no primeiro trimestre de 2025. Enquanto, no ano passado, a alta do dólar foi o principal fator de pressão, em 2026 o avanço dos custos está relacionado à elevação do preço do petróleo em decorrência da guerra no Oriente Médio. Entre os fatores que permanecem no radar estão a evolução do câmbio e a confirmação do fenômeno El Niño.

No cenário econômico, o estudo aponta redução da renda disponível das famílias, aumento do endividamento, desaceleração do comércio e queda da confiança do consumidor, fatores que influenciam o ambiente de negócios do setor.

Os resultados mostram que o índice de confiança do setor HVAC-R recuou no primeiro trimestre de 2026 e, pela primeira vez, ficou abaixo de 50 pontos, entrando na faixa considerada de pessimismo. A variável que mais contribuiu para esse resultado foi a avaliação da situação atual, com 42,8 pontos. Apesar disso, as expectativas permaneceram em 52,6 pontos, mantendo-se no campo do otimismo. A maior preocupação dos empresários está relacionada à economia brasileira, cujo índice de percepção atual atingiu 34,8 pontos.

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Resumen (español)

El Termómetro ABRAVA mostró que el sector brasileño de HVAC-R comenzó 2026 con aumento de los costos de producción, mayores expectativas de inflación y caída del índice de confianza empresarial. El informe, elaborado por Guilherme R. C. Moreira, señala que el incremento del precio del petróleo debido al conflicto en Oriente Medio elevó el costo de los insumos, mientras que la apreciación del real frente al dólar ayudó parcialmente a contener esos efectos. Aunque el índice de confianza cayó por primera vez al nivel de pesimismo, las expectativas para los próximos meses permanecen en terreno optimista.

Summary (English)

The ABRAVA Thermometer indicates that Brazil’s HVAC-R sector entered 2026 facing higher production costs, rising inflation expectations and lower business confidence. According to the report prepared by Guilherme R. C. Moreira, higher oil prices linked to the conflict in the Middle East increased input costs, while the stronger Brazilian real helped offset part of the pressure. Although the sector’s confidence index fell into pessimistic territory for the first time, expectations for the coming months remain in optimistic territory.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/07/relatorio-abrava-junho-2026.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-07-15 15:31:132026-07-15 15:31:13Custos e confiança pressionam setor HVAC-R no início de 2026
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