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HVAC-R nacional avança no mercado internacional

Com tecnologia competitiva, participação crescente em feiras internacionais e adequação às exigências técnicas de diferentes países, fabricantes brasileiros ampliam sua presença no exterior e fortalecem a imagem da indústria nacional no cenário global

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A indústria brasileira de HVAC-R vem ampliando sua presença no comércio internacional. Com um parque industrial cada vez mais moderno e soluções alinhadas às demandas globais de eficiência energética, digitalização e sustentabilidade, empresas nacionais têm fortalecido sua atuação no exterior por meio de exportações, participação em feiras internacionais, obtenção de certificações técnicas e parcerias com distribuidores globais.

O setor movimenta cerca de R$ 54 bilhões por ano e representa aproximadamente 2,3% da indústria nacional. Produtos brasileiros chegam a mais de 60 países, com presença na América Latina, América do Norte, Europa e Oriente Médio. Entre os segmentos que mais demandam HVAC-R estão alimentos e bebidas, varejo, saúde, logística refrigerada, data centers e edifícios comerciais.

Esse movimento de internacionalização acompanha a evolução do setor no país, reunindo fabricantes de equipamentos, componentes, sistemas de controle e soluções completas para diferentes aplicações. Para muitas empresas, expandir as fronteiras comerciais tornou-se uma estratégia para ampliar escala, diversificar mercados e reforçar a competitividade tecnológica da indústria nacional.

A exportação tem sido uma das principais portas de entrada da indústria brasileira de HVAC-R no mercado internacional. Equipamentos, componentes e soluções desenvolvidas no país vêm ganhando espaço principalmente na América Latina, América do Norte, Europa e Oriente Médio.

Atuação B2B, tanto com revendas quanto com indústrias é conduzida diretamente por equipe própria, a partir da sede da Full Gauge Controls

Segundo Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls, o avanço da indústria brasileira no exterior está ligado à capacidade de desenvolver tecnologia competitiva e adaptada às exigências de cada mercado.

“Atualmente, exportamos cerca de 50% da nossa produção para mais de 60 países, com liderança consolidada em diversos mercados. Nos últimos anos, os Estados Unidos têm se destacado como a região de maior expansão, onde crescemos 42% ao longo de 2025”.

Gobbi afirma que esse crescimento é resultado de uma estratégia construída ao longo de décadas. “Esse avanço é resultado de uma estratégia consistente de longo prazo. Iniciamos nossa presença no país em 2001, com a participação como expositores na AHR Expo, principal feira global do setor nos Estados Unidos, e intensificamos essa atuação a partir de 2016, com a inauguração de uma operação local e a formação de uma equipe própria dedicada ao desenvolvimento de mercado. Observamos a manutenção de crescente interesse em regiões como América Latina, Europa e Oriente Médio, impulsionado por fatores como a busca por eficiência energética, adoção de tecnologias mais sustentáveis e a necessidade de sistemas mais confiáveis e conectados”, revela.

Para o executivo, a presença nesses mercados também eleva o nível tecnológico da indústria nacional. “Para a indústria HVAC-R brasileira, esses mercados são estratégicos não apenas pelo volume, mas pelo nível de exigência técnica e regulatória, que impulsiona a inovação e eleva o padrão dos produtos. Nesse contexto, o Brasil se posiciona de forma competitiva ao combinar engenharia de alto nível, capacidade de adaptação às demandas locais e uma excelente relação custo-benefício”.

A análise é compartilhada por Felipe Guerini, gerente comercial da Termomecanica, que destaca a importância de mercados com forte crescimento da demanda por climatização.

“Os produtos brasileiros para o setor de HVAC-R são altamente consumidos na América do Sul e América do Norte, regiões com alto interesse comercial. Essas regiões possuem forte demanda por produtos de climatização e refrigeração por conta do crescimento urbano, expansão de setores como varejo, alimentos e data centers, além das necessidades relacionadas ao conforto térmico em ambientes comerciais, residenciais e industriais”, ressalta Guerini.

Feiras internacionais impulsionam negócios e visibilidade

Outro fator para a expansão global da indústria brasileira é a presença em feiras e eventos internacionais do setor. Esses encontros funcionam como vitrines tecnológicas e pontos de conexão entre fabricantes, distribuidores e clientes.

Gobbi destaca que a participação constante em eventos internacionais foi determinante para o crescimento da Full Gauge Controls.

Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls

“Somos expositores em mais de 20 feiras internacionais por ano, em diferentes regiões do mundo. Essas experiências vão muito além da prospecção comercial: funcionam como um termômetro do setor, permitindo identificar tendências, demandas emergentes e movimentos tecnológicos que impactam diretamente o HVAC-R global”.

Segundo ele, os resultados acompanham a trajetória da empresa desde seus primeiros passos no comércio exterior.

“Temos exemplos concretos desse impacto. Nossa primeira exportação ocorreu durante a Febrava de 1992, quando firmamos um contrato com um cliente da Bolívia. Da mesma forma, a chegada dos nossos produtos no hemisfério norte aconteceu em 1996, a partir da participação na Hannover Messe, um dos eventos industriais mais relevantes do mundo. Para os fabricantes brasileiros, as feiras internacionais são uma plataforma de acesso a novos mercados, construção de credibilidade e geração de negócios. Além disso, permitem demonstrar a competitividade da indústria nacional, seja em tecnologia, seja em custo-benefício”.

Na visão de Guerini, esses encontros também têm papel no relacionamento com o mercado.

“A participação em feiras e eventos é uma das estratégias para ampliar a visibilidade e para a geração de novos negócios. Esses eventos são uma oportunidade para apresentar tecnologias, demonstrar aplicações dos produtos, testar a qualidade do material apresentado, networking, reforçar a reputação da empresa e fortalecer o posicionamento da marca no mercado”.

 Certificações internacionais e exigências técnicas

Para competir em mercados globais, os fabricantes brasileiros precisam atender a exigências técnicas e regulatórias. Certificações internacionais de qualidade, segurança e eficiência energética são apontadas como condição para acesso a diferentes regiões.

Gobbi afirma que o processo exige planejamento.

Felipe Guerini, Gerente Comercial da Termomecanica

“Esse é um ponto fundamental e que deve ser levado em consideração por empresas que desejam exportar. Atender mercados internacionais exige atenção não só à qualidade do produto, mas também ao registro de marcas, proteção de patentes e às normas e certificações específicas de cada país ou região”.

Segundo ele, a Full Gauge Controls mantém produtos em conformidade com diretrizes e certificações como UL, CE, NSF e as ISO 9001 e 14001. A linha de produção atende à diretiva europeia RoHS.

“A adaptação técnica também inclui requisitos específicos de cada país. Nos Estados Unidos, por exemplo, além da certificação UL, é necessário adaptar o manual do produto ao idioma, às unidades de medida para °F e a requisitos específicos de aplicação. Mais recentemente, também temos acompanhado mudanças regulatórias relacionadas ao uso de fluidos A2L, o que levou ao desenvolvimento de sensores com detecção de vazamentos. Também estamos trabalhando forte em controladores que trabalham com sistemas de CO‚  transcrítico”.

Para Guerini, países do Hemisfério Norte possuem exigências técnicas e regulatórias específicas.

“Os produtos brasileiros já são amplamente conhecidos, porém há de considerar-se que países do Hemisfério Norte possuem suas exigências técnicas e regulatórias, sendo este um dos principais pilares técnicos da Termomecanica na exportação do cobre, que além de possuir diversas certificações em diversos setores como meio ambiente, sustentabilidade, compromisso social, etc., também cumpre com padrões internacionais e possui relacionamento com certificadoras específicas do setor em diferentes países. Com o avanço do acordo UE-Mercosul, espera-se que haja maior clareza e pareamento das certificações requeridas para diferentes países do bloco, o que não nos impede de seguir crescendo considerando toda expertise que já possuímos na linha regulatória dos países que mantemos relação comercial”, aponta.

Certificação HALAL da Montreal Canadense abriu portas para a empresa comercializar seus produtos em países islâmicos e Oriente Médio

Segundo Hélio Martins Teixeira, diretor Montreal Canadense, indústria química produtora de óleos lubrificantes, um dos principais desafios é atestar ao mercado internacional a qualidade dos produtos.

“Para isso, buscamos certificações para ambos mercados. Em 2023, conquistamos o certificado emitido após auditoria realizada pela Fundação Vanzolini pela implantação e manutenção de um Sistema de Gestão da Qualidade que cumpre os requisitos da norma NBR ISO 9001:2008. O escopo compreende o desenvolvimento, fabricação e comercialização de óleos para sistemas de refrigeração, juntamente com a certificação IQNET que atesta a qualidade e garante a comercialização para o mercado global. Também conquistamos a certificação internacional NSF H1, que estabelece padrões para lubrificantes e aditivos utilizados em aplicações vinculadas à indústria alimentícia. Recentemente, conquistamos a certificação HALAL, que envolve um processo de avaliação e verificação para garantir a qualidade e segurança dos produtos e abrir portas para comercialização em países islâmicos e Oriente Médio”, informa Teixeira.

Ele acrescenta que a Montreal expandiu seus negócios exportando seus produtos para a América do Sul com clientes no Paraguai, Bolívia, Peru, Uruguai e Colômbia. “Estamos num processo de expansão para conquistar países da América Central e investindo em novas linhas para processos industriais, além do lançamento da linha para amônia, atendendo aos critérios do HALAL”.


Resumen (español)
La industria brasileña de HVAC-R amplía su presencia en el mercado internacional mediante exportaciones, participación en ferias y cumplimiento de certificaciones técnicas. Empresas como Full Gauge Controls, Termomecanica y Montreal Canadense destacan el papel de la innovación, la adaptación regulatoria y la eficiencia energética para acceder a mercados en América, Europa y Oriente Medio. La creciente demanda global por climatización, especialmente en sectores como alimentos, logística y data centers, impulsa la expansión y posiciona a Brasil como un actor competitivo en el escenario global.

Summary (English)
Brazil’s HVAC-R industry is expanding its global footprint through exports, participation in international trade shows, and compliance with technical certifications. Companies such as Full Gauge Controls, Termomecanica, and Montreal Canadense emphasize innovation, regulatory adaptation, and energy efficiency as key factors to access markets across the Americas, Europe, and the Middle East. Growing global demand for cooling solutions in sectors like food, logistics, and data centers is driving this expansion and strengthening Brazil’s competitive position worldwide.

 

Nem todo compressor precisa de óleo na refrigeração

Equipamentos eliminam lubrificação no circuito frigorífico e alteram rotinas de operação e manutenção no HVAC-R

A adoção de compressores sem óleo em sistemas de climatização tem se ampliado em aplicações de médio e grande porte, sobretudo em chillers centrífugos. A tecnologia elimina o uso de lubrificantes no circuito frigorífico e substitui funções tradicionalmente associadas ao óleo por soluções eletromecânicas e aerodinâmicas.

Nos compressores convencionais, o óleo atua na lubrificação, vedação e remoção de calor. Nos modelos sem óleo, essas funções são desempenhadas por mancais magnéticos ou aerodinâmicos, além de sistemas de controle eletrônico. Nos mancais magnéticos, o eixo do compressor permanece suspenso por campos magnéticos controlados em tempo real. Já nos mancais aerodinâmicos, uma película de ar gerada pela rotação sustenta o eixo, reduzindo o contato mecânico.

O princípio de compressão, especialmente em equipamentos centrífugos, permanece baseado no aumento de energia cinética do fluido refrigerante, posteriormente convertida em pressão. A diferença está na eliminação do atrito direto e dos sistemas auxiliares de lubrificação.

A ausência de óleo impacta o ciclo frigorífico. Sem a formação de película nos trocadores de calor, a transferência térmica tende a ocorrer com menor resistência. O sistema também deixa de demandar componentes como separadores de óleo, bombas e linhas de retorno, o que simplifica o circuito.

Fabricantes como Trane, Danfoss e Copeland têm desenvolvido compressores centrífugos de alta rotação com controle por inversor de frequência, permitindo ajuste contínuo de capacidade. Esses equipamentos são utilizados em data centers, hospitais, edifícios comerciais e processos industriais que exigem controle térmico estável.

A manutenção apresenta mudanças em relação aos sistemas convencionais. A eliminação do óleo reduz intervenções associadas à troca de fluido, filtros e componentes mecânicos de lubrificação. Por outro lado, aumenta a dependência de sistemas eletrônicos, sensores e inversores de frequência.

O diagnóstico de falhas passa a exigir leitura de parâmetros operacionais e uso de interfaces digitais. Condições como qualidade da alimentação elétrica, integridade dos sensores e funcionamento dos sistemas de controle tornam-se centrais na análise técnica.

O custo inicial dos compressores sem óleo tende a ser superior ao de tecnologias tradicionais. A aplicação depende da avaliação de ciclo de vida, considerando consumo energético, frequência de manutenção e requisitos operacionais.

A expansão dessa tecnologia acompanha exigências relacionadas à eficiência energética e à digitalização dos sistemas HVAC-R. Em aplicações críticas, os compressores sem óleo já são adotados como alternativa aos modelos com lubrificação convencional.


Resumen (español)
Los compresores sin aceite han ampliado su uso en sistemas de climatización, especialmente en chillers centrífugos. La tecnología elimina la lubricación tradicional y utiliza rodamientos magnéticos o aerodinámicos para reducir el contacto mecánico. Esto modifica el ciclo frigorífico, mejora la transferencia térmica y reduce la necesidad de mantenimiento mecánico. Sin embargo, incrementa la dependencia de sistemas electrónicos y control digital, lo que exige nuevas competencias técnicas en operación y diagnóstico.

Summary (English)
Oil-free compressors are increasingly used in HVAC systems, particularly in centrifugal chillers. The technology removes traditional lubrication and replaces it with magnetic or aerodynamic bearings, reducing mechanical contact. This changes the refrigeration cycle, improves heat transfer, and lowers mechanical maintenance needs. However, it increases reliance on electronic systems and digital controls, requiring new technical skills for operation and diagnostics.

LG apresenta soluções de climatização para data centers

Portfólio inclui chillers, CDU e sistemas de controle voltados à eficiência energética, confiabilidade e redução de TCO

A LG Electronics apresentou um portfólio de soluções de climatização (HVAC) voltado a data centers, com foco em aplicações de alta densidade e infraestrutura para Inteligência Artificial (IA). A iniciativa ocorre em um contexto de crescimento da demanda computacional e de exigências por eficiência energética e padrões de sustentabilidade mais rigorosos.

Segundo Rodrigo Fiani, vice-presidente de vendas da LG Brasil, o país integra a estratégia global da companhia no segmento B2B. De acordo com ele, a expansão da IA e da digitalização exige infraestrutura confiável, e o portfólio apresentado busca atender a essas demandas.

O conjunto de soluções inclui o Chiller Centrífugo de Mancal Magnético a Ar, que utiliza compressor com levitação magnética, eliminando atrito e uso de óleo; a CDU (Liquid Cooled Unit), voltada ao resfriamento líquido de racks de alta densidade; e o Inverter Screw Chiller a Ar, indicado para data centers de médio e grande porte, com operação sem consumo de água.

Os equipamentos consideram métricas como GWP (Potencial de Aquecimento Global), relacionada ao impacto ambiental dos refrigerantes, e IPLV (Integrated Part Load Value), que mede a eficiência em cargas parciais. Segundo a empresa, índices elevados de IPLV contribuem para menor consumo energético e redução do Custo Total de Propriedade (TCO).

A LG também destaca a integração dos sistemas por meio da plataforma BECON, que gerencia o consumo de energia da planta. De acordo com Graziela Yang, gerente de Ar-Condicionado Comercial da empresa, a proposta é oferecer uma plataforma integrada com foco em eficiência operacional e TCO.

A confiabilidade dos sistemas inclui o uso de componentes como o EC Fan, além de recursos de software voltados à operação contínua, característica exigida em ambientes de missão crítica.

Como parte da estratégia no país, a empresa inaugurou uma ala dedicada a data centers em seu Business Solutions Center (BSC), em São Paulo, com o objetivo de apresentar as tecnologias a clientes e parceiros.


Resumen (español)
LG Electronics presentó en Brasil un portafolio de soluciones HVAC para data centers orientados a aplicaciones de Inteligencia Artificial y alta densidad. El conjunto incluye chillers centrífugos con mancales magnéticos, sistemas de enfriamiento líquido (CDU) y chillers inverter a aire. La empresa destacó métricas como GWP e IPLV para eficiencia energética y reducción del costo total de propiedad (TCO). También inauguró un espacio dedicado en su Business Solutions Center en São Paulo para демонстраção de tecnologías.

Summary (English)
LG Electronics introduced an HVAC portfolio for data centers in Brazil, targeting high-density and AI-driven applications. The offering includes magnetic bearing centrifugal chillers, liquid cooling units (CDU), and air-cooled inverter screw chillers. The company emphasized metrics such as GWP and IPLV to improve energy efficiency and reduce total cost of ownership (TCO). A dedicated data center space was also launched at its Business Solutions Center in São Paulo.

Climatização avança nas escolas municipais de Belo Horizonte

Projeto aprovado em 2º turno prevê instalação de ar condicionado e medidas de ventilação e proteção térmica, com diretrizes de eficiência energética e uso de fontes renováveis.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em 2º turno no dia 8 de abril, o Projeto de Lei 235/2025, que institui a Política de Climatização Sustentável nas escolas municipais. O texto segue para redação final antes de sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião.

A proposta, de Helton Júnior (PSD), estabelece a adoção de medidas voltadas à climatização dos ambientes escolares, incluindo a instalação de aparelhos de ar condicionado em salas de aula, refeitórios, cozinhas, quadras esportivas e outros espaços de uso coletivo. Também prevê adequações estruturais que favoreçam a ventilação natural, cobertura térmica de quadras e arborização das unidades.

Entre as diretrizes, estão o incentivo ao uso de energia renovável, especialmente solar, e a adoção de tecnologias de refrigeração com menor consumo energético e redução na emissão de gases de efeito estufa.

Dados citados na justificativa indicam que, segundo o Censo Escolar 2023, apenas 1,03% das salas de aula da rede pública estão climatizadas. O projeto aponta a ampliação desse índice como forma de reduzir desigualdades em relação à rede privada.

O texto aprovado incorpora alterações propostas por Bruno Miranda (PDT), ampliando de cinco para dez anos o prazo de execução da política, agora definido como indicativo, e incluindo a observação das condições técnicas e arquitetônicas das unidades para implementação das medidas.

Durante a tramitação, Helton Júnior afirmou que a proposta foi discutida com a prefeitura e a Secretaria de Educação, que indicou a priorização das salas do terceiro ciclo do ensino básico.


Resumen (español)
La Cámara Municipal de Belo Horizonte aprobó en segundo turno el Proyecto de Ley 235/2025, que crea una política de climatización sostenible en escuelas públicas. La propuesta prevé la instalación de aire acondicionado, mejoras estructurales para ventilación natural y uso de energía renovable. También establece directrices para reducir el consumo energético y las emisiones, con un plazo indicativo de hasta diez años para su implementación.

Summary (English)
Belo Horizonte’s City Council approved in second round Bill 235/2025, establishing a sustainable school cooling policy. The measure includes air conditioning installation, structural adaptations for natural ventilation, and the use of renewable energy. It also sets guidelines to reduce energy consumption and emissions, with an indicative implementation timeline of up to ten years.

Qualidade do ar em foco

Seminário e feira técnica em Pernambuco discutem ventilação, filtragem e monitoramento em ambientes de ensino e alta circulação.

Pernambuco sediará, nos dias 6 e 7 de maio de 2026, o 15º Seminário Internacional de Qualidade do Ar Interior e a X ExpoQualindoor. Os eventos serão realizados no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e são promovidos pelo Qualindoor – Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno da ABRAVA, em parceria com o Chapter Brasil da ASHRAE, ASBRAV e IFPE.

Com o tema “Qualidade do Ar Interior nos ambientes de ensino e de alta densidade de pessoas”, a edição abordará aspectos técnicos, científicos e práticos relacionados à gestão da qualidade do ar em ambientes fechados. A iniciativa ocorre em um contexto em que a ventilação, a filtragem e a climatização são apontadas como fatores centrais para garantir condições seguras em espaços como escolas, hospitais, escritórios e locais de grande circulação, ainda que persistam desafios relacionados a falhas de projeto, manutenção e ausência de monitoramento.

A programação do seminário reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir os impactos da qualidade do ar interior na saúde, no conforto ambiental e no desempenho cognitivo em espaços educacionais. Entre os participantes confirmados está Brian Monk, da ASHRAE, que tratará da relação entre ambiente interior e funcionamento cognitivo em instalações educacionais. O professor Antônio Mariani, do Laboratório de Estudos da Qualidade do Ar de Interiores da Universidade de São Paulo (USP), apresentará soluções de tratamento de ar para ambientes de ensino.

Também integram a programação Arthur Aikawa, da BRASINDOOR, que abordará estratégias e tecnologias para monitoramento em ambientes de alta densidade, e Cassiano dos Reis Mello, da Caixa Econômica Federal, com estudo sobre simulação de demanda por renovação de ar em ambiente de atendimento bancário. A qualidade do ar em aeronaves será discutida por Sandro Tavares, da Embraer. Já Francisco Dantas, da Interplan, apresentará práticas voltadas à redução ou inativação de biocontaminantes.

No segundo dia, a X ExpoQualindoor reunirá empresas e profissionais da indústria para apresentação de tecnologias voltadas à qualidade do ar interior. Entre os palestrantes está Marwa Zaatari, da ASHRAE, que tratará da otimização da eficiência energética associada à qualidade do ar com base na norma 62.1.

Os eventos também incluem a apresentação de iniciativas como o Selo ABRAVA/BRASINDOOR de Qualidade do Ar Interior, o PNQAI – Plano Nacional de Qualidade do Ar Interno e o Projeto Oxigenius, voltados à promoção de práticas de monitoramento e gestão em edificações.

Segundo Rafael Munhoz, presidente do Qualindoor, o seminário e a feira reúnem profissionais de diferentes áreas, incluindo engenharia, arquitetura, saúde e gestão predial, interessados em atualização técnica, troca de experiências e acesso a estudos de caso e tecnologias.


Resumen (español)
Pernambuco será sede del 15º Seminario Internacional de Calidad del Aire Interior y de la X ExpoQualindoor los días 6 y 7 de mayo de 2026, en el IFPE. Los eventos reunirán especialistas nacionales e internacionales para debatir ventilación, filtración, monitoreo y tecnologías aplicadas a ambientes educativos y espacios con alta densidad de personas. La programación incluye presentaciones técnicas, estudios de caso y proyectos orientados a la gestión de la calidad del aire en edificaciones.

Summary (English)
Pernambuco will host the 15th International Indoor Air Quality Seminar and the 10th ExpoQualindoor on May 6–7, 2026, at IFPE. The events will bring together national and international experts to discuss ventilation, filtration, monitoring, and technologies for indoor air quality in educational and high-occupancy environments. The program includes technical sessions, case studies, and initiatives focused on air quality management in buildings.

Sanyo retoma mercado de ar-condicionado no Vietnã

Panasonic relança a marca com oito modelos produzidos na Malásia e preços 20% inferiores aos da linha Panasonic de capacidade equivalente

A Panasonic Holdings relançou a marca Sanyo no mercado de condicionadores de ar no Vietnã após quase uma década de ausência, com foco no segmento de renda média do país.

Neste mês, a empresa colocou no mercado vietnamita oito modelos da marca Sanyo, fabricados nas instalações da companhia na Malásia. Segundo a Panasonic, os aparelhos têm preços 20% mais baixos do que os modelos da marca Panasonic com capacidades de refrigeração semelhantes.

O relançamento ocorre após a interrupção prática das vendas de produtos Sanyo em 2017. Ainda assim, a empresa avaliou que a marca preserva reconhecimento no país.

“Em algumas partes do Sudeste Asiático, o reconhecimento da marca Sanyo é maior do que o da Panasonic”, afirmou um gerente de equipamentos de ar-condicionado.

A Panasonic assumiu o controle total da Sanyo Electric em 2011. No ano seguinte, vendeu a divisão de eletrodomésticos da empresa ao Grupo Haier, da China. O acordo incluía o direito de uso da marca registrada Sanyo até março de 2017.

Em 2017, a Haier unificou sua atuação sob a marca Aqua e encerrou as vendas de produtos Sanyo. Com exceção das vendas on-line de produtos lançados pela Panasonic na Índia no fim da década de 2010, o retorno ao Vietnã representa o primeiro relançamento completo da marca em quase dez anos.

A retomada da Sanyo no país foi programada para o período de maior demanda, entre abril e junho, considerados os meses mais quentes do ano no Vietnã. Os novos modelos são comercializados com preços entre 10,8 milhões e 25,06 milhões de dongs, equivalentes a US$ 410 e US$ 951.


Resumen (español)
Panasonic Holdings relanzó la marca Sanyo en el mercado de aire acondicionado de Vietnam tras casi una década fuera de circulación. La empresa presentó ocho modelos fabricados en Malasia, con precios 20% inferiores a los equipos Panasonic de capacidad similar, orientados al segmento de renta media. El regreso coincide con la temporada de mayor demanda, entre abril y junio.

Summary (English)
Panasonic Holdings has relaunched the Sanyo air conditioner brand in Vietnam after nearly a decade, targeting the country’s middle-income segment. The company introduced eight models manufactured in Malaysia, priced 20% below comparable Panasonic units. The relaunch coincides with the peak sales season from April to June, the hottest months of the year.

O dia em que o ar-condicionado virou atração e mudou o cinema para sempre

Antes de resfriar edifícios inteiros, a climatização foi usada como estratégia para atrair público e transformou salas de exibição em refúgios contra o calor

Muito antes de o ar-condicionado se tornar um item corriqueiro em escritórios, shoppings ou residências, ele foi, curiosamente, um espetáculo à parte.

Nos anos 1920, em Nova York, o calor do verão não era apenas desconfortável, era um problema econômico. Cinemas e teatros viam suas plateias minguarem nos meses mais quentes. O público simplesmente evitava espaços fechados e abafados.

Foi nesse contexto que surgiu uma das primeiras aplicações públicas e comerciais do ar-condicionado: o Teatro Rivoli, inaugurado em 1925, que incorporou um sistema de climatização projetado para o conforto do público.

Não era apenas um avanço técnico. Era uma estratégia.

Quando o frio virou argumento de venda

A tecnologia que permitiu esse salto havia sido desenvolvida pouco mais de duas décadas antes por Willis Carrier, inicialmente para resolver um problema industrial: controlar a umidade em uma gráfica de Nova York.

Mas, como tantas inovações técnicas, o ar-condicionado encontrou seu verdadeiro potencial quando saiu da indústria e entrou no cotidiano.

No caso do Rivoli, o efeito foi imediato.

Pela primeira vez, o cinema deixava de ser refém do clima. Em vez de salas quentes e desconfortáveis, o público encontrava um ambiente fresco, quase artificialmente agradável. O resultado foi simples e direto: filas maiores, sessões mais cheias e um novo hábito de consumo que atravessaria décadas.

O “ar refrigerado” passou a ser anunciado nos letreiros como um diferencial competitivo. Mais do que assistir a um filme, as pessoas iam ao cinema para escapar do calor.

A climatização como arquitetura invisível

Os primeiros sistemas estavam longe da simplicidade dos equipamentos atuais. Eram estruturas robustas, com grandes dutos, controle manual e operação cuidadosa.

Ainda assim, estabeleceram um conceito que permanece até hoje: o conforto térmico como parte essencial da experiência do usuário.

Essa lógica rapidamente se espalhou. Cinemas, teatros, lojas de departamento e edifícios públicos passaram a adotar a tecnologia, não apenas como luxo, mas como ferramenta para aumentar permanência, consumo e circulação de pessoas.

Décadas antes da expressão “experiência do cliente” se popularizar, o setor já entendia seu princípio básico: ninguém permanece onde sente desconforto.

O legado que atravessou continentes

O impacto desse movimento não ficou restrito aos Estados Unidos. Poucos anos depois, o Brasil seguiria o mesmo caminho ao instalar sistemas de climatização em espaços culturais, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ainda no início do século XX, em uma operação que exigia medições manuais e planejamento detalhado.

O que começou como solução técnica evoluiu para infraestrutura essencial.

Hoje, em um mundo onde o ar-condicionado é praticamente invisível, embutido em forros, dutos e sistemas inteligentes, vale lembrar que sua consolidação passou por espaços públicos, decisões estratégicas e, principalmente, pela percepção de que conforto também é tecnologia.

E, em 1925, dentro de um cinema em Nova York, essa percepção ganhou forma, e temperatura controlada.

FEICON registra alta movimentação, amplia geração de negócios e reúne empresas de HVAC-R

Feira concentrou mais de 1.200 marcas, superou expectativas de expositores e gerou mais de 300 mil leads com público técnico e com poder de decisão

A FEICON 2026 registrou forte movimentação nos estandes, fluxo intenso de visitantes e avanço nas negociações desde os primeiros dias. Com mais de 1.200 marcas expositoras, o evento reuniu público qualificado, com presença de varejistas, distribuidores, compradores e profissionais técnicos, o que contribuiu para acelerar prospecções e ampliar o potencial de conversão em negócios.

Segundo Ivan Romão, diretor da feira, expositores já sinalizavam o atingimento de metas comerciais ainda no início do evento. A qualificação do público foi apontada como um dos principais fatores para o desempenho. “Isso eleva o nível das conversas e cria condições para conversão em negócios nas próximas semanas”, afirmou Eduardo Muniz, diretor de marketing da Astra e Japi.

A avaliação é compartilhada por empresas como Zagonel, Makita e Sil Cabos Elétricos, que relataram fluxo elevado de visitantes, captação de leads qualificados e negociações em andamento. Ao final da edição, a organização informou a geração de mais de 300 mil leads por meio das ferramentas digitais da RX, além de um ambiente contínuo de interação entre empresas e profissionais da cadeia da construção.

A FEICON também manteve o papel de vitrine de lançamentos, tecnologia e tendências, com demonstrações técnicas e validação de portfólio pelas empresas. O evento contou com participação de profissionais de mais de 85 países, ampliando o alcance internacional e o networking.

Entre as empresas do setor de HVAC-R presentes, destacaram-se Midea Carrier, Komeco, Armacell e Elgin, que apresentaram soluções em climatização, aquecimento, isolamento térmico e refrigeração. A Midea Carrier exibiu sistemas como VRF, Ecosplit, Fancoil e Multisplit. A Komeco apresentou soluções integradas para energia, climatização e aquecimento. A Armacell levou sistemas de isolamento térmico e acústico, com foco na NBR 15575, enquanto a Elgin expôs equipamentos de ar-condicionado, climatizadores, cortinas de ar e soluções em refrigeração.

Também estiveram presentes empresas com atuação direta e indireta no setor, como Eurotermo, Ecofiber, Amanco Wavin, Astra, Japi, Grupo Tigre, Cobrecom, Conduscabos e MarGirius, ligadas a sistemas térmicos, isolamento, infraestrutura elétrica e instalações prediais.

A edição também marcou o anúncio da expansão do evento, com a realização da FEICON Rio entre os dias 6 e 8 de outubro, no Riocentro, com expectativa de mais de 500 marcas e 10 mil profissionais.


Resumen (español)
La FEICON 2026 registró alta afluencia de visitantes y generación de negocios, con más de 1.200 marcas expositoras y más de 300 mil leads generados. El evento reunió público técnico y decisor, lo que impulsó negociaciones y relaciones comerciales. Empresas del sector HVAC-R como Midea Carrier, Komeco, Armacell y Elgin participaron junto a otras compañías vinculadas a sistemas térmicos, aislamiento e infraestructura predial. La feria también anunció su expansión con una edición en Río de Janeiro.

Summary (English)
FEICON 2026 reported strong visitor flow and business generation, with over 1,200 exhibiting brands and more than 300,000 leads generated. The event gathered qualified technical and decision-making audiences, boosting negotiations and business opportunities. HVAC-R companies such as Midea Carrier, Komeco, Armacell, and Elgin participated alongside other firms linked to thermal systems, insulation, and building infrastructure. The event also announced its expansion with a Rio de Janeiro edition.

Johnson Controls inaugura Centro de Inovação no Brasil

Espaço em Sorocaba apresenta soluções OpenBlue, automação predial, HVAC e refrigeração industrial em operação em tempo real

A Johnson Controls anunciou a abertura de seu primeiro Centro de Inovação no Brasil, instalado no complexo industrial da empresa em Sorocaba (SP). A unidade integra uma rede de 12 espaços distribuídos nas Américas, Europa e Ásia.

O showroom demonstra, em tempo real, o funcionamento de soluções digitais voltadas a espaços inteligentes, incluindo o ecossistema OpenBlue, sistemas de controle, detecção de incêndio, automação predial, HVAC e refrigeração industrial. Segundo a empresa, trata-se da primeira instalação do tipo no país.

De acordo com Adhemar Magrini Liza, gerente geral da empresa no Brasil, a iniciativa está relacionada ao atendimento de clientes locais e à ampliação das atividades de inovação.

O espaço permite a visualização de operações baseadas no OpenBlue, que, segundo a empresa, pode reduzir em até 30% os gastos com energia e em quase 70% os custos de manutenção. A plataforma combina dados abertos com aplicativos baseados em inteligência artificial, voltados à gestão de energia, redução de emissões e monitoramento de equipamentos.

O centro também apresenta o sistema de automação predial Metasys, utilizado para supervisão energética e operacional, e o EasyIO, voltado ao controle de dispositivos conectados em edifícios. As demonstrações incluem ainda soluções de climatização, painéis e sistemas de detecção de incêndio, refrigeração industrial e gestão do ambiente de trabalho (IWMS).

A unidade inclui acesso ao Centro de Operações Remotas da empresa, que monitora sistemas de segurança, incêndio, HVAC, automação, refrigeração e instalações elétricas em regime contínuo, com equipes especializadas.


Resumen (español)
La Johnson Controls inauguró su primer Centro de Innovación en Brasil, ubicado en Sorocaba (SP), como parte de una red global de 12 unidades. El espacio presenta en tiempo real soluciones como OpenBlue, sistemas de automatización predial, HVAC y refrigeración industrial. Según la empresa, la plataforma permite optimizar el uso de energía, reducir costos operativos y monitorear sistemas críticos mediante aplicaciones basadas en inteligencia artificial.

Summary (English)
Johnson Controls has opened its first Innovation Center in Brazil, located in Sorocaba (SP), as part of a global network of 12 facilities. The site showcases real-time operations of solutions such as OpenBlue, building automation systems, HVAC, and industrial refrigeration. According to the company, the platform supports energy optimization, cost reduction, and monitoring of critical systems using AI-based applications.

Sistema de resfriamento é suspenso na usina nuclear de Fukushima nº 2

Operadores desligaram bombas após detecção de fumaça; TEPCO informou que não houve alteração nos níveis de radiação nem registro de feridos.

A operadora Tokyo Electric Power Company (TEPCO) anunciou em 6 de abril a suspensão temporária do sistema de resfriamento das piscinas de armazenamento de combustível irradiado da usina nuclear de Fukushima Dai-ni (Fukushima nº 2), que está em processo de descomissionamento.

Segundo a empresa, um alerta de mau funcionamento foi acionado por volta das 14h45 do dia 5 de abril, no sistema ligado à piscina de combustível do reator nº 1. Após a detecção de fumaça no local, os operadores desligaram imediatamente as bombas, o que resultou na paralisação temporária do sistema de refrigeração.

A TEPCO informou que o incidente não alterou os níveis de radiação no ambiente e que não houve registro de feridos. A causa do problema está sob investigação.

A usina Fukushima nº 2, composta por quatro reatores, está situada a cerca de 12 quilômetros ao sul da Fukushima Daiichi (Fukushima nº 1), danificada pelo terremoto e tsunami de março de 2011. Após o desastre, a empresa decidiu desativar ambas as unidades.

De acordo com a operadora, a piscina de armazenamento do reator nº 1 contém 2.334 barras de combustível irradiado e 200 barras novas. No momento da interrupção do sistema, a temperatura da água estava em 26,5 °C. A estimativa da empresa é de que seriam necessários aproximadamente oito dias para que o nível ultrapassasse o limite operacional considerado seguro.