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Arquivo para Tag: HVAC-R

Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

31/05/2026

Artigo de Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, examina os possíveis desdobramentos regulatórios, ambientais e econômicos das mudanças anunciadas pelos Estados Unidos para o setor HVAC-R.

O anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a flexibilização de regras aplicadas a fluidos refrigerantes gerou interpretações de que o país poderia deixar o Protocolo de Montreal ou a Emenda de Kigali. Segundo análise técnica divulgada pela ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), os documentos oficiais da Casa Branca e da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) indicam um cenário diferente.

De acordo com o estudo assinado por Dr. Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, as medidas revisam duas regras domésticas da EPA relacionadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs): a “Technology Transitions Rule”, de 2023, e a “ER&R Rule”, de 2024. As mudanças ampliam prazos de transição para setores como supermercados, armazéns frigorificados, semicondutores e ar-condicionado residencial, além de revisar exigências aplicadas ao transporte refrigerado.

A análise ressalta que as revisões não alteram tratados internacionais nem modificam a AIM Act, legislação federal aprovada pelo Congresso dos EUA que prevê redução de 85% do consumo e da produção de HFCs até 2036. Segundo a ABRAVA, a própria EPA informou que continua obrigada a cumprir integralmente a legislação vigente.

Entre os setores contemplados pelas mudanças estão supermercados e varejo alimentar, com extensão de prazos para adoção de refrigerantes de menor potencial de aquecimento global (GWP), além do segmento de ar-condicionado residencial e comercial leve para equipamentos fabricados antes de 2025. A indústria de semicondutores também recebeu ampliação de prazos devido às características dos processos térmicos.

No transporte refrigerado, houve retirada de exigências consideradas inadequadas ao perfil operacional do setor. Armazéns frigorificados e equipamentos laboratoriais tiveram ajustes nos limites de GWP e nos cronogramas de transição.

Segundo o documento, as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano destacam possíveis reduções de custos para empresas e consumidores. A análise cita estudos anteriores da própria EPA e do Lawrence Berkeley National Laboratory que associam a transição para refrigerantes de menor GWP a ganhos de eficiência energética ao longo da vida útil dos equipamentos.

O texto também observa que a redução gradual da oferta de HFCs prevista na AIM Act pode aumentar a pressão sobre os preços de fluidos refrigerantes considerados obsoletos, especialmente em setores com elevada demanda volumétrica.

A ABRAVA afirma que esses fatores reforçam a necessidade de análises técnicas contínuas para orientar investimentos e planejamento no setor HVAC-R. A entidade destaca ainda o Observatório Kigali, iniciativa voltada à centralização de informações sobre a implementação da Emenda de Kigali no Brasil.

A análise também aborda a possibilidade de saída dos EUA do Protocolo de Montreal. Segundo a entidade, a Constituição norte-americana não estabelece procedimento detalhado para retirada de tratados internacionais e eventual saída só teria efeito um ano após comunicação oficial à Secretaria do Ozônio, responsável pelo protocolo.

O texto ressalta ainda que a AIM Act continuaria válida mesmo em um cenário de saída formal do acordo internacional, já que a legislação federal só pode ser alterada pelo Congresso dos EUA. Além disso, estados como Califórnia, Colorado e Nova York mantêm regulações próprias sobre HFCs.

Segundo a ABRAVA, não há indicação de que os Estados Unidos pretendam deixar o Protocolo de Montreal ou suas emendas. A entidade informou que participará da 48th OWG (Meeting of the Open-ended Working Group of the Parties) do Protocolo de Montreal, entre 13 e 17 de julho, em Bangkok, na Tailândia, para acompanhar os desdobramentos do tema.

Sobre possíveis impactos para o Brasil, a análise aponta que os efeitos diretos tendem a ser limitados no curto prazo. Dados do IBAMA indicam que, em 2025, 2,5% dos HFCs importados pelo Brasil tiveram origem nos Estados Unidos.

A entidade avalia que os principais impactos indiretos estão relacionados à interpretação econômica da implementação da Emenda de Kigali. Segundo o documento, os ganhos associados à eficiência energética seriam contínuos, enquanto os custos de adaptação ocorreriam de forma pontual.

–

Resumen (español)

La ABRAVA informó que las recientes revisiones regulatorias anunciadas por el gobierno de Estados Unidos sobre hidrofluorocarbonos (HFCs) no representan una salida del país del Protocolo de Montreal ni de la Enmienda de Kigali. El análisis técnico señala que las modificaciones afectan normas internas de la EPA relacionadas con plazos y exigencias sectoriales para supermercados, transporte refrigerado, aire acondicionado residencial y semiconductores. Según la entidad, la ley federal AIM Act continúa vigente y mantiene la meta de reducción del 85% en el consumo y producción de HFCs hasta 2036. Para Brasil, el impacto directo sería limitado en el corto plazo, aunque la ABRAVA advierte sobre posibles efectos indirectos vinculados a la interpretación económica de la transición hacia refrigerantes de menor GWP.

Summary (English)

ABRAVA stated that the recent regulatory revisions announced by the United States government regarding hydrofluorocarbons (HFCs) do not indicate a withdrawal from the Montreal Protocol or the Kigali Amendment. The technical analysis explains that the changes apply to domestic EPA rules involving transition deadlines and sector-specific requirements for supermarkets, refrigerated transport, residential air conditioning and semiconductors. According to the association, the federal AIM Act remains in force and still mandates an 85% reduction in HFC production and consumption by 2036. For Brazil, the direct impact is expected to remain limited in the short term, although ABRAVA highlighted possible indirect effects related to the economic interpretation of the Kigali Amendment implementation.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-31 01:20:492026-05-29 15:35:04Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

SMACNA Brasil homenageia professor Oswaldo de Siqueira Bueno em São Paulo

30/05/2026

Entidade reconheceu a atuação do professor no Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar e na Comissão Avaliadora dos Destaques do Ano SMACNA Brasil.

A SMACNA Brasil realizou, na última quarta-feira (28), em São Paulo, um almoço oficial para a entrega de uma placa de homenagem ao professor Oswaldo de Siqueira Bueno. A iniciativa reconheceu os 20 anos de atuação do docente junto ao Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar e sua participação na Comissão Avaliadora dos Destaques do Ano SMACNA Brasil.

O encontro reuniu integrantes da diretoria da entidade e convidados. Participaram do evento o engenheiro José Alberto Poy, presidente da SMACNA Brasil; o engenheiro Romulo Pieroni Sobrinho, vice-presidente da entidade; o engenheiro Alexandre de Paula Lima, diretor tesoureiro da SMACNA Brasil; o professor doutor Antonio Luis C. Mariani, representante POLI/SMACNA; João Hamilton de Abreu, cofundador do Programa SMACNA; e Rosangela Mitie, representante da A R Sistemas.

Em nota, a SMACNA Brasil agradeceu publicamente ao professor Oswaldo de Siqueira Bueno pela dedicação ao programa de educação continuada e pela contribuição ao desenvolvimento técnico do setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/logo-smacna-cursos-e1769089339605.png 528 916 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-30 03:15:562026-05-29 15:17:44SMACNA Brasil homenageia professor Oswaldo de Siqueira Bueno em São Paulo

Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

29/05/2026

O cálculo da capacidade térmica permite verificar se um sistema de climatização está entregando o desempenho nominal especificado pelo fabricante.

O método baseia-se na variação de entalpia do ar associada à vazão mássica no evaporador, sendo aplicável a sistemas split, self-contained e fan coils, tanto de expansão direta quanto de água gelada.

A equação fundamental é:

Capacidade térmica (kW) = ṁ × Δh

Onde:

  • ṁ = vazão mássica de ar (kg/s)
  • Δh = variação de entalpia (kJ/kg)

 

1 – Cálculo da Capacidade Térmica

A – Determinação da Vazão Mássica de Ar (ṁ)

A vazão mássica é obtida a partir da vazão volumétrica e da densidade do ar.

A.1 – Vazão volumétrica

A vazão volumétrica é calculada por:

Q = V × A

Onde:

  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • V = velocidade média do ar (m/s)
  • A = área útil da face da serpentina (m²)

 

Procedimento:

  1. Medir largura e altura úteis da serpentina.
  2. Calcular a área (m²).
  3. Medir a velocidade média com anemômetro digital, distribuindo as medições em múltiplos pontos.
  4. Calcular Q em m³/s.
  5. Converter para m³/h quando necessário (multiplicar por 3600).

Em equipamentos de maior porte pode-se utilizar balômetro ou instrumentos digitais com cálculo automático.

 

A.2 – Determinação da densidade do ar (ρ)

A densidade do ar é determinada a partir das condições psicrométricas na saída do evaporador.

Podem ser utilizados:

  • Termohigrômetro digital
  • Psicrômetro eletrônico
  • Instrumentos multiparâmetro
  • Software ou aplicativo psicrométrico

Caso seja utilizada carta psicrométrica, devem ser informados:

  • Temperatura de bulbo seco
  • Temperatura de bulbo úmido ou umidade relativa

 

A.3 – Cálculo da vazão mássica

A vazão mássica é dada por:

ṁ = Q × ρ

Onde:

  • ṁ = vazão mássica (kg/s)
  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • ρ = densidade do ar (kg/m³)

 

B – Determinação da Variação de Entalpia (Δh)

Medem-se as condições psicrométricas do ar:

  • Na entrada do evaporador
  • Na saída do evaporador

Obtêm-se os valores de entalpia em kJ/kg.

A variação é calculada por:

Δh = h entrada − h saída

Instrumentos digitais modernos podem fornecer diretamente os valores de entalpia e a variação.

 

1.1 – Exemplo de Aplicação em Sistema Nominal de 15 TR

Dados medidos em campo

  • Vazão de ar no evaporador: 8200 m³/h
  • Temperatura de bulbo úmido na entrada: 20 °C
  • Temperatura de bulbo úmido na saída: 11,7 °C
  • Temperatura de bulbo seco na saída: 12,5 °C

 

1.1.1 – Determinação da densidade

A partir das condições psicrométricas obtém-se:

ρ = 0,896 kg/m³

 

1.1.2 – Vazão mássica

8200 m³/h × 0,896 kg/m³ = 7347,2 kg/h

Convertendo para kg/s:

7347,2 ÷ 3600 = 2,04 kg/s

 

1.1.3 – Variação de entalpia

Valores obtidos:

h entrada = 14,3 kcal/kg
h saída = 8,3 kcal/kg

Δh = 6 kcal/kg

Convertendo para o Sistema Internacional:

1 kcal = 4,186 kJ

Δh = 25,12 kJ/kg

1.1.4 – Capacidade térmica

Capacidade = 2,04 kg/s × 25,12 kJ/kg

Capacidade ≈ 51,24 kW

Conversão para TR:

1 TR = 3,517 kW

51,24 ÷ 3,517 = 14,57 TR

O sistema nominal de 15 TR apresenta capacidade real de aproximadamente 14,6 TR.

 

2 – Cálculo da Vazão de Ar

Aplicável a sistemas split, self-contained e fan coil.

2.1 – Procedimento

2.1.1 – Medição da área da serpentina

Largura = 1,2 m
Altura = 0,7 m

Área = 1,2 × 0,7 = 0,84 m²

 

2.1.2 – Medição da velocidade média

Velocidade média medida: 2,65 m/s

 

2.1.3 – Cálculo da vazão volumétrica

Q = 2,65 × 0,84

Q = 2,23 m³/s

 

2.1.4 – Conversão para m³/h

2,23 × 3600 = 8028 m³/h

 

Considerações Técnicas

O método de cálculo por variação de entalpia permanece tecnicamente válido e é amplamente utilizado em:

  • Comissionamento
  • Retrocomissionamento
  • Diagnóstico de desempenho
  • Auditorias energéticas
  • Avaliação de eficiência operacional

A precisão do resultado depende da qualidade das medições de vazão e das condições psicrométricas.

Para análise completa recomenda-se associar a verificação da capacidade térmica à medição de consumo elétrico e à avaliação de indicadores de eficiência, como COP ou EER.

 

Autor original

José de Castro Silva — Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado; Engenheiro de Produção Mecânica; Mestre em Engenharia Mecânica; Professor universitário na área de Sistemas Térmicos.

Atualização técnica e adequação editorial (2026)

Revista do Frio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-29 16:14:442026-05-29 16:15:38Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

O segredo da alta performance em compressores

29/05/2026

compressor elgin refrigeracao semi hermetico

Como aumentar a eficiência, a durabilidade e a confiabilidade dos compressores através da fabricação, usinagem e projeto térmico?

Por Felipe Siqueira, Gerente de Produtos da Elgin Refrigeração

Desde 1834, quando Jacob Perkins desenvolveu o primeiro sistema de refrigeração, engenheiros ao redor do mundo buscam tecnologias capazes de elevar a eficiência, aumentar a durabilidade e otimizar os processos de fabricação dos compressores. Atualmente, a Indústria 4.0 incorporou automação, simulações virtuais e inteligência artificial ao desenvolvimento desses equipamentos. Para técnicos e empresários do setor HVAC-R, a evolução dos processos produtivos influencia diretamente desempenho, consumo energético, confiabilidade e custos operacionais.

A fabricação de um compressor envolve processos como fundição, sinterização, estampagem, usinagem, montagem, soldagem e pintura. Em cada uma dessas etapas existem fatores determinantes para o desenvolvimento de um compressor robusto, eficiente e confiável.

Começando pelos processos de fundição e sinterização, responsáveis pela fabricação do bloco, cabeçote e dispositivos de compressão, é fundamental estudar cuidadosamente as ligas metálicas utilizadas. Esses componentes precisam resistir a elevadas temperaturas sem apresentar deformações excessivas por dilatação térmica. Como se trata de peças móveis, o comportamento dimensional após o aquecimento é decisivo para controlar o desgaste dos conjuntos mecânicos e garantir a estabilidade operacional do compressor.

Esse ponto leva diretamente ao próximo fator crítico do processo produtivo: a usinagem das peças móveis. O cálculo e o ajuste correto das folgas internas estão entre os principais segredos para garantir o desempenho do compressor. Mesmo em compressores com pistões sinterizados, montados através do processo popularmente conhecido como “best fit” e sem a utilização de anéis de vedação, a precisão da usinagem continua sendo essencial. O controle dimensional adequado e a correta escolha dos materiais contribuem para a lubrificação adequada do sistema, melhoram a eficiência da compressão, reduzem o desgaste mecânico e minimizam o superaquecimento dos componentes.

“O cálculo e o ajuste correto das folgas internas estão entre o principais segredos para garantir o desempenho do compressor.”

Outro aspecto primordial no desenvolvimento de um compressor é o projeto do motor elétrico e a definição do ponto de sucção do fluido refrigerante. O motor elétrico atua como uma importante fonte de calor dentro do sistema e representa um dos principais desafios relacionados à eficiência energética. O calor gerado pelas bobinas é transferido parcialmente ao fluido refrigerante e, quanto mais próxima a temperatura de operação estiver do limite de isolação do fio esmaltado, menor tende a ser a vida útil do motor. Dessa forma, um projeto térmico eficiente não influencia apenas o coeficiente de performance (COP) do compressor, mas também sua confiabilidade e longevidade.

Para o engenheiro responsável pelo desenvolvimento de um novo compressor, torna-se indispensável ter atenção aos processos de fabricação, à seleção dos materiais e aos critérios de validação do produto. Além disso, nenhum projeto pode ser considerado completo sem uma rotina rigorosa de testes. Ensaios de capacidade em calorímetro, testes de partida, avaliações em condições críticas de baixa tensão e alta temperatura ambiente, além de testes de vida útil com ciclos contínuos de operação, são fundamentais para simular as condições reais de funcionamento do compressor.

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Somente após uma etapa completa de desenvolvimento, validação e testes é possível alcançar um compressor que reúna eficiência, durabilidade e confiabilidade — características que se tornaram o verdadeiro segredo da alta performance e que trouxeram à refrigeração moderna um novo patamar tecnológico.

🔧 Na prática para o técnico:

A análise de folgas internas, temperatura de operação e qualidade da lubrificação pode ajudar a identificar falhas prematuras e perdas de eficiência em compressores.

📊 Na prática para o empresário:

Investir em compressores desenvolvidos com processos avançados de usinagem e validação pode reduzir custos de manutenção e aumentar a confiabilidade operacional dos sistemas de refrigeração.

O que os profissionais estão procurando:

Como a usinagem influencia a eficiência do compressor?
A precisão dimensional reduz atritos internos, melhora a vedação e aumenta a eficiência d                                                                a compressão.

Por que o controle térmico do motor elétrico é importante?
Temperaturas elevadas reduzem a vida útil do isolamento elétrico e comprometem a durabilidade do compressor.

Quais testes garantem a confiabilidade de um compressor?
Ensaios de capacidade, testes de partida, avaliações em baixa tensão e testes de vida útil simulam condições reais de operação.

–

Resumen (español)

El desarrollo de compresores de alta performance depende de procesos de fabricación precisos, selección adecuada de materiales y rigurosas pruebas de validación. La evolución de la Industria 4.0 permitió incorporar automatización, simulaciones virtuales e inteligencia artificial para mejorar la eficiencia energética, la durabilidad y la confiabilidad de los sistemas de refrigeración.

Summary (English)

The development of high-performance compressors depends on precise manufacturing processes, proper material selection and rigorous validation testing. Industry 4.0 has introduced automation, virtual simulations and artificial intelligence into compressor production, improving energy efficiency, durability and reliability in refrigeration systems.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/compressor-elgin-refrigeracao-semi-hermetico-e1780077744895.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-29 15:09:542026-05-29 15:09:54O segredo da alta performance em compressores

Do porta-malas ao cliente: organização aumenta eficiência no atendimento

28/05/2026

Ferramentas e instrumentos no porta-malas de um veículo, organizados em caixas e bolsas para assistência técnica

Como organizar o veículo técnico de ar-condicionado e refrigeração para ganhar produtividade, reduzir custos e melhorar o atendimento ao cliente?

Transformar o veículo técnico em uma estação de trabalho móvel tem se tornado uma estratégia adotada por técnicos e empresas do setor HVAC-R para aumentar a produtividade e reduzir desperdícios. A organização de ferramentas, peças e equipamentos impacta diretamente o tempo de execução dos serviços, a segurança operacional e o controle de custos. Para técnicos autônomos e empresários, a estrutura interna do veículo influencia desde a agilidade do atendimento até a percepção do cliente sobre o profissional.

No dia a dia de técnicos de ar-condicionado e refrigeração, a eficiência do atendimento começa muito antes de chegar ao cliente. Ela começa dentro da caminhonete ou do veículo utilitário, onde ferramentas, peças e equipamentos precisam estar organizados de forma prática para garantir agilidade, segurança e controle de custos.

Mais do que um simples meio de transporte, o veículo técnico funciona como uma extensão da operação da empresa. Quando bem estruturado, ele se transforma em uma estação de trabalho móvel capaz de reduzir tempo de execução, evitar deslocamentos desnecessários e diminuir dinheiro parado em peças e materiais.

Para a técnica em refrigeração Laura de Vooght, proprietária da Laura Ar Condicionado, a organização do veículo é um fator determinante para a produtividade em campo.

“Eu organizo as ferramentas e peças dentro do veículo com base na rotina de trabalho e na agenda do dia, sempre com o objetivo de reduzir o tempo de execução e evitar ficar procurando coisas durante o atendimento”.

Segundo ela, o primeiro passo é entender que o veículo precisa ser tratado como uma unidade móvel de trabalho. “O primeiro ponto é entender que o carro não é apenas um meio de transporte, mas uma unidade móvel de trabalho. Eu utilizo caixas organizadoras e bolsas específicas, o que facilita tanto o acesso quanto a reposição”.

A estratégia de organização também varia conforme o tipo de serviço programado. “A organização também acompanha a programação do dia. Se a agenda for voltada para manutenção corretiva, priorizo ferramentas de diagnóstico, instrumentos de medição e peças de reposição mais comuns. Em casos de limpeza, destaco produtos e equipamentos de higienização. Já para instalações, organizo previamente kits com os itens necessários. Isso reduz bastante o tempo de procura durante o serviço”.

Organização do veículo

Outro ponto essencial na organização do veículo técnico é definir o que realmente precisa estar disponível no carro e o que deve permanecer no estoque da empresa. O excesso de materiais pode significar dinheiro parado e maior risco de perdas.

“Eu utilizo uma lógica simples para definir o que fica no carro e o que fica no estoque da empresa. O primeiro ponto é o que uso com mais frequência. Itens de alta rotatividade, como ferramentas essenciais, instrumentos de medição e materiais de uso, permanecem no veículo, garantindo que eu não fique na mão durante os atendimentos e consiga trabalhar com mais agilidade. O segundo ponto é o que não pode faltar no serviço. Mesmo que não seja usado toda hora, tem material que precisa estar disponível. Já o terceiro ponto envolve custo e frequência de uso. Peças mais caras, de uso mais específico ou que saem pouco ficam no estoque da empresa. Isso evita dinheiro parado e ajuda no controle do caixa. Esses itens eu separo antes de sair, conforme a agenda, ou depois do diagnóstico técnico”, revela Laura.

Além disso, ela traz um alerta importante: “A segurança dos equipamentos no veículo. Mesmo não sendo o meu caso, picapes com caçamba aberta exigem atenção redobrada, pois aumentam o risco de furto. O ideal é evitar deixar ferramentas de alto valor no carro, trabalhar com carregamento conforme a demanda do dia e adotar medidas que reduzam a exposição dos materiais. Também faço reposição conforme o que vou usando, mantendo um mínimo no carro e conferindo os itens utilizados. Isso ajuda a manter o equilíbrio entre agilidade no atendimento, organização e controle dos custos. No fim, o veículo precisa estar preparado para atender com rapidez, mas sem excesso e sem desperdício”.

Ela cita dois exemplos práticos de organização: porta-malas organizado para um atendimento específico de recarga de fluido refrigerante e manutenção preventiva, com os itens essenciais acessíveis e bem distribuídos, priorizando agilidade no atendimento. Outro exemplo trata da organização de um veículo adaptado como oficina móvel, com módulos fixos, gaveteiros e uma divisão mais estruturada.

“Mais do que simplesmente guardar ferramentas, é deixar tudo no seu lugar, separado por tipo de serviço e fácil de encontrar, o que impacta diretamente na produtividade e na qualidade do atendimento.”

Além da eficiência no dia a dia, a organização influencia diretamente a percepção do cliente sobre o profissional. “Quando o veículo é bem organizado, ele reduz significativamente o tempo de execução do serviço, evitando desperdícios como tempo procurando ferramentas, retrabalho por falta de material ou necessidade de improviso”.

A segurança no transporte de equipamentos também merece atenção especial, principalmente quando se trata de cilindros de fluido refrigerante e instrumentos de medição.

“Ferramentas e máquinas não podem ficar soltas dentro do veículo. Em caso de frenagem ou impacto, qualquer item sem fixação se torna um risco”, informa.

No caso dos cilindros, o cuidado deve ser ainda maior. “Eles devem ser transportados sempre na posição vertical, bem fixados e com as válvulas protegidas contra impactos. Também é fundamental evitar exposição a altas temperaturas, pois se trata de gás sob pressão”.

Para a especialista, a organização do veículo vai muito além de estética ou praticidade. Trata-se de algo que impacta diretamente a produtividade, a segurança e a qualidade do serviço.

“Na prática, isso faz diferença no dia a dia. Um veículo organizado e seguro protege o profissional, preserva os equipamentos e evita prejuízos. No setor de HVAC-R, onde agilidade e confiança do cliente são fundamentais, a eficiência começa dentro do carro.”


🔧 Na prática para o técnico:

Organizar o veículo conforme o tipo de atendimento do dia reduz tempo de execução, evita retrabalho e melhora a segurança no transporte de ferramentas e cilindros.

📊 Na prática para o empresário:

Padronizar a organização dos veículos da equipe ajuda a controlar estoque, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade operacional em campo.

O que os profissionais estão procurando:

Como organizar ferramentas no carro de assistência técnica?
Separar os itens por tipo de serviço e frequência de uso facilita o acesso e reduz tempo perdido durante o atendimento.

O que deve ficar no veículo e o que deve ficar no estoque?
Ferramentas e peças de alta rotatividade permanecem no carro; itens caros ou pouco utilizados devem ficar no estoque da empresa.

Como transportar cilindros de fluido refrigerante com segurança?
Os cilindros devem permanecer na posição vertical, fixados e protegidos contra impactos e altas temperaturas.


Resumen (español)

La organización del vehículo técnico en el sector HVAC-R impacta directamente la productividad, la seguridad y la calidad del servicio. Técnicos y empresas utilizan el vehículo como una estación de trabajo móvil, organizando herramientas, piezas y equipos según la rutina diaria y el tipo de servicio. La técnica Laura de Vooght destaca que la planificación reduce desperdicios, evita pérdidas financieras y mejora la percepción del cliente durante la atención en campo.

Summary (English)

Organizing technical service vehicles in the HVAC-R sector directly affects productivity, safety, and service quality. Technicians and companies increasingly use their vehicles as mobile workstations, arranging tools, spare parts, and equipment according to daily schedules and service types. Refrigeration technician Laura de Vooght says proper organization helps reduce wasted time, avoid unnecessary costs, and improve customer perception during field service.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ferramentas-e-instrumentos-no-carro-e1779986684555.jpeg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-28 13:47:552026-05-28 13:56:38Do porta-malas ao cliente: organização aumenta eficiência no atendimento

O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

27/05/2026

As novas etiquetas do Inmetro mudam a forma de identificar a eficiência de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras.

As etiquetas de eficiência energética conhecidas pelas classificações A+, A++ e A+++ estão sendo substituídas por um novo sistema de avaliação do Inmetro. A mudança afeta aparelhos de ar-condicionado e refrigeradores e faz parte da adoção de critérios atualizados para medir o consumo de energia dos equipamentos.

No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a principal alteração foi a adoção do Índice de Desempenho do Resfriamento Sazonal (IDRS), previsto na Portaria Inmetro nº 234/2020. O indicador substituiu o método tradicional baseado no COP/EER, utilizado para medir a eficiência dos equipamentos em condições estáticas de operação.

Diferentemente do sistema anterior, o IDRS considera o consumo de energia ao longo do ano, levando em conta as variações climáticas típicas do país. Com isso, a avaliação passa a refletir o desempenho do equipamento em diferentes condições de uso.

A mudança também simplificou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Em vez das antigas subdivisões A+, A++ e A+++, os aparelhos passaram a ser classificados em uma escala de A a F.

O processo de transição começou em 2023, quando foi proibida a fabricação e a importação de modelos sem o novo índice de eficiência. A regulamentação avança agora para as etapas finais de adequação do mercado.

Outra mudança está relacionada à obtenção da classificação máxima. O IDRS mínimo exigido para que um aparelho seja enquadrado na Classe A passou de 5,5 para 7,0.

Segundo as informações divulgadas, mais da metade dos aparelhos split de entrada produzidos em Manaus não alcança atualmente a classificação A após a adoção do novo critério.

Os equipamentos enquadrados nas faixas de menor eficiência seguem um cronograma de transição para comercialização. O prazo para escoamento desses modelos no varejo termina no final de junho.

Geladeiras passam a usar apenas três classes

Para os refrigeradores, a mudança ocorre de forma diferente. As etiquetas foram simplificadas para apenas três categorias: A, B e C.

Nesse modelo, os equipamentos que seriam enquadrados nas antigas categorias D, E e F deixaram de fazer parte da classificação. O varejo tem até o final do ano para comercializar os estoques remanescentes desses produtos.

Para os profissionais de climatização e refrigeração, a principal mudança prática é a identificação da eficiência energética dos equipamentos. As antigas referências A+, A++ e A+++ deixam de existir, dando lugar às novas classificações adotadas pelo Inmetro.

Figura ilustrativa

–

Resumen (español)

Las etiquetas de eficiencia energética A+, A++ y A+++ están siendo sustituidas por nuevos criterios definidos por el Inmetro. Los equipos de aire acondicionado ahora utilizan el Índice de Desempeño de Refrigeración Estacional (IDRS) y una escala de A a F, mientras que los refrigeradores adoptan una clasificación simplificada de A a C. El cambio modifica la forma de identificar la eficiencia energética de los equipos comercializados en Brasil.

Summary (English)

The A+, A++ and A+++ energy-efficiency labels are being replaced by new criteria established by Inmetro. Air conditioners are now evaluated using the Seasonal Cooling Performance Index (IDRS) and an A-to-F scale, while refrigerators follow a simplified A-to-C classification system. The change modifies how energy efficiency is identified in equipment sold in Brazil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Etiquetas-energia-hvac-r-1.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-27 16:22:282026-05-28 09:14:54O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

26/05/2026

Grupo técnico formado por fabricantes, fornecedores e produtores de refrigerantes estima que medidas regulatórias aplicadas entre 2030 e 2050 podem reduzir pela metade as emissões acumuladas de fluidos refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia.

Um grupo técnico criado para avaliar as emissões de refrigerantes em sistemas de ar-condicionado automotivo na União Europeia publicou um estudo que estabelece uma linha de base para o período de 2021 a 2050 e apresenta cenários de redução de emissões associados a possíveis medidas regulatórias.

O documento foi elaborado por Thom Hermens e Mark Smith, da Chemours, e por Curt Vincent e MaryJo VandenBrink, da Honeywell, vinculada à marca Solstice.

Segundo o relatório, o objetivo do grupo foi quantificar as emissões de refrigerantes ao longo de todo o ciclo de vida dos sistemas de ar-condicionado veicular, incluindo produção, distribuição, carga inicial, uso do veículo, acidentes, reparos, manutenção, fim de vida útil e recuperação de refrigerantes. O trabalho foi desenvolvido para apoiar autoridades europeias que analisam alternativas regulatórias relacionadas à proposta de restrição de PFAS e gases fluorados no setor de transportes.

O grupo reuniu representantes da cadeia de valor, incluindo oito fabricantes de veículos (OEMs), seis fabricantes de componentes automotivos (Tier 1), uma rede de oficinas, um distribuidor, dois produtores de refrigerantes e dois operadores de fim de vida útil de veículos.

De acordo com as estimativas apresentadas, as emissões anuais totais de refrigerantes em aplicações automotivas na União Europeia poderiam cair de 15.353 toneladas métricas em um cenário de referência para 6.083 toneladas métricas em 2050 com a adoção das medidas propostas, representando redução de aproximadamente 60%. Entre 2030 e 2050, o estudo calcula que cerca de 183 mil toneladas métricas de emissões poderiam ser evitadas.

O relatório identifica que a maior parcela das emissões ocorre durante a vida útil do veículo, principalmente em função de vazamentos naturais dos sistemas de climatização. Entre as medidas analisadas estão limites máximos para taxas de vazamento em novos veículos, obrigatoriedade de reparo quando vazamentos forem detectados durante serviços de manutenção, inspeções periódicas dos sistemas de ar-condicionado, monitoramento da saúde do sistema e especificações mais rigorosas para condensadores.

O estudo também aponta que a eletrificação da frota tende a reduzir parte das emissões por eliminar o retentor mecânico presente nos compressores acionados por correia dos veículos com motor de combustão interna. Segundo os autores, compressores elétricos utilizados em veículos elétricos a bateria (BEVs) apresentam taxas menores de vazamento, embora sistemas com bomba de calor possam adicionar novas conexões ao circuito frigorífico.

Entre os dados analisados, o documento indica que cerca de 76% dos veículos em circulação na União Europeia em 2021 possuíam ar-condicionado instalado de fábrica. A projeção é que essa participação alcance aproximadamente 97% em 2035 e praticamente 100% em 2050.

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Resumen (español)

El Grupo Técnico de Trabajo sobre Emisiones de Refrigerantes en Vehículos de la Unión Europea publicó un estudio que evalúa las emisiones de refrigerantes de los sistemas de aire acondicionado automotriz entre 2021 y 2050. El documento propone medidas regulatorias orientadas a reducir fugas durante la vida útil de los vehículos, mejorar los procedimientos de mantenimiento y fortalecer el diseño de los componentes. Según las estimaciones del informe, las emisiones anuales podrían reducirse en alrededor del 60% para 2050, evitando más de 183 mil toneladas métricas de emisiones acumuladas entre 2030 y 2050.

Summary (English)

The European Union Automotive Refrigerant Emissions Technical Working Group has released a study assessing refrigerant emissions from vehicle air-conditioning systems between 2021 and 2050. The report evaluates potential regulatory measures aimed at reducing leakage during vehicle operation, improving maintenance practices and strengthening component design requirements. According to the study, annual refrigerant emissions could decline by about 60% by 2050, preventing more than 183,000 metric tons of cumulative emissions between 2030 and 2050.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/01/manifold-ar-condicionado-automotivo.jpg 857 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-26 14:40:562026-05-26 14:42:12Estudo propõe medidas para reduzir emissões de refrigerantes em veículos na União Europeia

Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos

25/05/2026

Pesquisadores utilizam a expressão inglesa cooling poverty para descrever situações em que a proteção contra o calor depende não apenas de equipamentos de climatização, mas também de moradia, infraestrutura urbana, acesso à água e serviços públicos.

A expressão inglesa cooling poverty tem sido utilizada por pesquisadores para descrever situações em que pessoas e comunidades não dispõem de condições adequadas para se proteger do calor extremo. O conceito amplia a compreensão da refrigeração para além dos equipamentos, sistemas de climatização e tecnologias de controle térmico.

Como não existe uma tradução consolidada para o português, esta reportagem adota a expressão privação térmica, uma tentativa de aproximar o conceito do leitor brasileiro sem perder o significado atribuído pelos autores dos estudos. O termo refere-se à falta de recursos, infraestrutura e condições sociais necessárias para enfrentar episódios de calor intenso.

Segundo pesquisadores envolvidos em estudos publicados na revista científica Nature Sustainability, a chamada systemic cooling poverty, ou privação térmica sistêmica, ocorre quando indivíduos, famílias ou organizações ficam expostos aos efeitos do estresse térmico devido à insuficiência de infraestruturas físicas, sociais e de recursos intangíveis relacionados à adaptação ao calor e à umidade.

A definição proposta pelos autores vai além do acesso a equipamentos de ar-condicionado ou ventilação mecânica. O conceito engloba fatores como qualidade das moradias, soluções passivas de resfriamento, disponibilidade de áreas verdes, acesso à água, serviços públicos, cadeias de frio, sistemas de saúde e redes de apoio social.

Os pesquisadores identificaram cinco dimensões principais associadas ao fenômeno: condições climáticas, infraestrutura e ativos relacionados ao conforto térmico, desigualdade social e térmica, saúde e condições de educação e trabalho.

Um estudo divulgado em maio deste ano analisou aproximadamente 3 bilhões de pessoas em 28 países, principalmente em economias em desenvolvimento. Os autores estimam que cerca de 600 milhões de pessoas vivam em condições severas de privação térmica. As maiores concentrações foram identificadas no Sul da Ásia e na África Subsaariana.

De acordo com os pesquisadores, populações submetidas a condições climáticas semelhantes podem apresentar níveis bastante diferentes de vulnerabilidade ao calor. As diferenças estariam relacionadas à disponibilidade de infraestrutura, à qualidade das habitações e à capacidade local de adaptação.

O trabalho destaca que o acesso ao resfriamento permanece desigual em diversas regiões do mundo. Em muitos casos, a proteção contra o calor depende de uma combinação de fatores que incluem arborização urbana, ventilação adequada das edificações, disponibilidade de espaços públicos, acesso à água potável e funcionamento dos serviços de saúde e assistência social.

A pesquisa também aponta que idade, renda, condições de saúde e características do ambiente construído influenciam diretamente a exposição ao calor extremo. A refrigeração deixa de ser vista apenas como uma questão tecnológica e passa a integrar debates relacionados à saúde pública, habitação, planejamento urbano e adaptação climática.

Para os autores, enfrentar a privação térmica exige ações coordenadas entre diferentes setores. Habitação, saúde, agricultura, transporte e infraestrutura urbana são apontados como áreas que podem contribuir para ampliar o acesso a condições adequadas de resfriamento e reduzir a exposição das populações mais vulneráveis aos eventos de calor extremo.

A abordagem proposta pelos pesquisadores sugere uma ampliação do próprio entendimento sobre refrigeração. Sob essa perspectiva, o tema não se restringe à disponibilidade de equipamentos ou ao consumo de energia, mas inclui o conjunto de condições que permite às pessoas viver, trabalhar e se deslocar em ambientes capazes de reduzir os riscos associados ao calor.

O que a privação térmica revela sobre o Brasil

Alguns dos trabalhos que discutem a chamada privação térmica utilizam o Rio de Janeiro para mostrar que o acesso ao resfriamento envolve mais do que equipamentos de climatização. Enquanto áreas como a orla de Ipanema contam com brisas marítimas, sombra e infraestrutura urbana, comunidades localizadas em encostas e periferias enfrentam condições distintas, marcadas por maior retenção de calor, menor cobertura vegetal e menos recursos para enfrentar temperaturas elevadas.

Os autores argumentam que a vulnerabilidade ao calor não depende apenas da temperatura registrada pelos termômetros. Fatores como qualidade da moradia, presença de árvores, disponibilidade de água potável, ventilação dos ambientes, condições de trabalho e acesso a serviços públicos influenciam diretamente a capacidade de adaptação das pessoas.

A pesquisa também chama atenção para situações frequentemente ignoradas nas estatísticas. Durante entrevistas realizadas em bairros populares e favelas do Rio de Janeiro, moradores relataram mudanças de rotina para evitar os horários mais quentes do dia, aumento das despesas com energia elétrica durante o verão e dificuldades de acesso a locais considerados mais frescos da cidade.

Para os autores, a privação térmica ajuda a compreender por que duas populações submetidas à mesma onda de calor podem enfrentar consequências muito diferentes. No caso brasileiro, o conceito sugere que o enfrentamento do calor passa não apenas pela expansão do acesso à climatização, mas também por políticas relacionadas à habitação, arborização urbana, mobilidade, saneamento, saúde pública e qualidade dos espaços coletivos. Sob essa perspectiva, a refrigeração passa a ser entendida também como uma questão de infraestrutura e inclusão social.

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Resumen (español)

Investigadores han ampliado el concepto de refrigeración mediante el término cooling poverty, traducido en este artículo como privación térmica. El concepto describe situaciones en las que las personas no cuentan con recursos, infraestructura o servicios suficientes para protegerse del calor extremo. Los estudios indican que factores como vivienda, acceso al agua, áreas verdes, servicios públicos y sistemas de salud son tan relevantes como los equipos de climatización para reducir la vulnerabilidad térmica de la población.

Summary (English)

Researchers have expanded the concept of cooling through the term cooling poverty, translated in this article as thermal deprivation. The concept refers to situations where people lack the resources, infrastructure and services needed to protect themselves from extreme heat. According to the studies, housing quality, access to water, green spaces, public services and healthcare systems are as important as cooling equipment in reducing heat-related vulnerability.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/07/tim-e1531766293174.jpg 491 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-25 16:55:212026-05-25 16:56:18Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos

Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

21/05/2026

Medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos altera regras sobre hidrofluorcarbonos (HFCs), gases amplamente utilizados em sistemas de refrigeração e ar-condicionado e associados às metas de redução de emissões do setor.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (21) a flexibilização de regras aplicadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs), gases utilizados em refrigeradores, equipamentos de refrigeração comercial e aparelhos de ar-condicionado.

O anúncio foi feito ao lado da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, durante evento na Casa Branca, em Washington. Segundo informações divulgadas pela AFP, Trump classificou como “ridículas” regulamentações adotadas durante o governo de Joe Biden para o controle desses gases.

Os HFCs não afetam a camada de ozônio, mas possuem elevado potencial de aquecimento global. Por esse motivo, diversos países vêm promovendo a substituição gradual dessas substâncias por alternativas de menor impacto climático, especialmente nos setores de refrigeração e climatização.

A decisão do governo norte-americano ocorre em um contexto de implementação da American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislação que estabelece a redução progressiva da produção e do consumo de HFCs nos Estados Unidos. A lei foi aprovada em 2020 e constitui a base regulatória para a transição do mercado norte-americano para refrigerantes com menor potencial de aquecimento global.

O tema também está relacionado à Emenda de Kigali, acordo internacional que prevê a redução gradual do uso de HFCs em diversos países. As mudanças regulatórias anunciadas por Trump podem influenciar debates sobre a transição tecnológica e os investimentos da cadeia de HVAC-R, segmento que acompanha a evolução das normas ambientais e dos refrigerantes utilizados em novos equipamentos.

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Resumen (Español)

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, anunció la flexibilización de normas aplicadas a los hidrofluorocarbonos (HFC), gases utilizados en equipos de refrigeración y aire acondicionado. La medida modifica regulaciones impulsadas durante la administración de Joe Biden y surge en un momento en que el país implementa la American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislación que establece la reducción gradual de los HFC. El tema también está vinculado a la Enmienda de Kigali, acuerdo internacional orientado a disminuir el uso de estos refrigerantes debido a su elevado potencial de calentamiento global.

Summary (English)

U.S. President Donald Trump announced the easing of regulations affecting hydrofluorocarbons (HFCs), refrigerants widely used in cooling and air-conditioning equipment. The move changes rules adopted during the Joe Biden administration and comes as the United States continues implementing the American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), which mandates a phased reduction in HFC production and consumption. The issue is also linked to the Kigali Amendment, an international agreement aimed at reducing the use of high global warming potential refrigerants.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/07/r32-botijas-fluido-gas-e1779392069897.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 16:36:122026-05-21 16:36:12Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização

TecnoCarne 2026 destaca refrigeração e automação para a cadeia de proteína

21/05/2026

Realizada simultaneamente à Fispal Tecnologia, feira reunirá soluções para processamento, embalagem, refrigeração, automação e gestão industrial, além de atrações voltadas à cadeia frigorífica.

A TecnoCarne 2026 será realizada entre os dias 16 e 19 de junho, no São Paulo Expo, na capital paulista, e reunirá fornecedores de tecnologias, equipamentos e serviços voltados à cadeia de proteína animal. O evento ocorre em um cenário de busca da indústria frigorífica por eficiência operacional, redução de desperdícios, automação e controle sanitário.

Com um único ingresso, os visitantes poderão acessar as duas feiras, que apresentarão soluções para processamento, embalagem, refrigeração, automação, ingredientes, logística e gestão industrial. Os eventos ocuparão 58 mil metros quadrados de área de exposição, com mais de 500 expositores e expectativa de receber 48 mil visitantes.

Segundo Marina Cappi, gerente das feiras, a presença dos principais fornecedores do mercado e a realização simultânea com a Fispal Tecnologia ampliam as oportunidades de negócios e integração entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva.

De acordo com a organização, a área de exposição cresceu 40% em relação à edição de 2024. Outro indicador apresentado é a participação de novas empresas, que representam 40% dos expositores desta edição.

A feira também contará com expositores internacionais da Alemanha, Estados Unidos e China. Entre as iniciativas previstas está o Pavilhão de Hessen, voltado à apresentação de tecnologias relacionadas à automação, processamento e eficiência para a indústria de proteína animal.

Entre as atrações, a Vitrine da Carne passará a reunir demonstrações com proteínas bovina, avícola e suína. As atividades serão conduzidas por Marcelo Bolinha, especialista em corte de carnes, com foco em técnicas de aproveitamento, padronização e valorização de cortes.

Outro espaço programado é a Ilha de Ingredientes Inovadores, dedicada a ingredientes, aditivos, sistemas de conservação e tecnologias relacionadas à segurança dos alimentos e às exigências de mercados internacionais. O local já confirmou a participação das empresas DR Aromas & Ingredientes, New Max e Corbion.

A refrigeração figura entre os segmentos contemplados pela feira, integrando o conjunto de soluções voltadas ao processamento, conservação e logística da cadeia frigorífica.

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Resumen (español)

La TecnoCarne 2026 se realizará junto con Fispal Tecnologia y reunirá soluciones para procesamiento, envasado, refrigeración, automatización y gestión industrial dirigidas a la cadena de proteína animal. El evento contará con más de 500 expositores, participación internacional de Alemania, Estados Unidos y China, además de espacios como la Vitrina de la Carne y la Isla de Ingredientes Innovadores, enfocadas en eficiencia operativa, conservación de alimentos y seguridad alimentaria.

Summary (English)

TecnoCarne 2026 will take place alongside Fispal Tecnologia, bringing together solutions for processing, packaging, refrigeration, automation and industrial management for the animal protein industry. The event will feature more than 500 exhibitors, international participation from Germany, the United States and China, and attractions such as the Meat Showcase and the Innovative Ingredients Island, focusing on operational efficiency, food preservation and food safety.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/tecnocarne-2026-revista-do-frio.jpg 534 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-21 14:14:142026-05-21 14:34:00TecnoCarne 2026 destaca refrigeração e automação para a cadeia de proteína
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