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Logística e armazenamento corretos evitam perdas de imunizantes

Ainda cercada de dúvidas e incertezas sobre importação de insumos e fabricação de vacinas em solo nacional, governos ainda buscam maneiras eficazes de transportar e armazenar imunizantes.

Embora os fabricantes de ultracongeladores tenham começado, ainda em novembro de 2020, uma corrida para atender à inédita demanda em torno do armazenamento e preservação de vacinas contra a covid-19, ao menos aqui no Brasil parece que não haverá tantos negócios com esse tipo de equipamento, ao menos em um futuro próximo.

Isto porque o país não optou por adquirir os imunizantes das farmacêuticas norte-americanas Moderna e Pfizer/BioNTech, produtos que necessitam de temperaturas muito baixas, somente atingidas por equipamentos especiais – (-20 ºC e -70 ºC, respectivamente).

Ao firmar contratos de compra dos imunizantes do consórcio britânico formado entre a universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca (governo federal a partir de parceria com a Fiocruz) e da chinesa Sinovac  (CoronaVac), pelo governo paulista via Instituto Butantan, o poder público acabou escolhendo imunizantes que podem ser armazenados em geladeiras com variação de 2 ºC a 8 ºC.

“Ambas trabalham com temperaturas ‘elevadas’ em termos de refrigeração encontrada em todo e qualquer equipamento de resfriados e de congelados. Dadas às dificuldades de distribuição e conservação com temperaturas de -70 ºC para a vacina da Pfizer, não acredito que a mesma venha a ser usadas no Brasil, talvez em centros de excelência com tempo limitado de armazenagem”, prevê o presidente do Instituto Brasileiro do Frio (IBF), Oswaldo Bueno.

Coordenador do Comitê Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/CB-055) e consultor da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), o engenheiro enfatiza que o “Brasil não está preparado para distribuir vacinas com temperaturas de conservação de -70ºC”.

Poder público

Ainda sem um plano específico para a compra desses congeladores, o Ministério da Saúde cogita buscar auxílio nos equipamentos do Ministério da Agricultura, isto se a pasta julgar conveniente.

Mais decididos sobre suas estratégias em relação à armazenagem dos imunizantes, os governos estaduais estão se mobilizando a partir de iniciativas pontuais.

Ainda na segunda quinzena de janeiro, a Bahia, por exemplo, finalizou a licitação para contratar até 100 freezers, com capacidade de 368 litros cada, e temperatura de até -86 ºC, por pouco mais de R$ 30 mil a unidade. Até o final de janeiro, o governo do Paraná estava concluindo a compra de dez congeladores com capacidade para operar a até -80 ºC.

O fornecimento dos equipamentos deve ficar a cargo de reconhecidos players do mercado, como a Indrel Scientific (Londrina/PR), a Coldlab (Piracicaba/SP) e a importadora paulista Lobov Cientifica, que representa a fabricante PHC no Brasil.

Mas qual seria o equipamento de refrigeração ideal para preservar vacinas a temperaturas tão baixas? “É o sistema em cascata, que deve ser montado, ou seja, reduzindo primeiramente a temperatura menor e depois para a temperatura de projeto”, esclarece o sócio-diretor da Setfrio Engenharia de Ar Condicionado e Refrigeração, Vandic Rocha.

Segundo ele, as câmaras devem ser construídas com placas de 200 mm para temperatura de até -70 ºC. Devem ter isolamento duplo para reter a carga térmica externa.

“O ideal seria colocar câmaras frias de grande porte em locais estratégicos, como as capitais, e promover uma distribuição por caminhões com monitoramento remoto, durante todo o percurso em toda a cadeia do frio”, pontua o especialista.

Para tanto, a Pfizer desenvolveu embalagens e armazenamento adequados para essa demanda global. A multinacional criou os chamados “remetentes térmicos”, projetados com temperatura controlada, utilizando gelo seco para manter as condições de temperatura recomendadas por até 10 dias sem abrir.

Ainda que não haja qualquer sinal de uma possível negociação entre o SUS e a Pfizer, sabe-se, entretanto, que a temperatura ultrabaixa de armazenamento do imunizante não é mais barreira. Afinal, conforme esclarece Oswaldo Bueno, do IBF, os remetentes térmicos da Pfizer podem ser usados como unidades de armazenamento temporário, com gelo seco, para até 15 dias de armazenamento.

Além disso, qualquer posto de vacinação minimamente equipado com geladeira poderá acondicionar o imunizante por até cinco dias em condições refrigeradas de 2 ºC a 8 ºC.

Praticamente impossível

O fato de o Brasil ter esnobado a empresa, logo no começo da pandemia, aliado ao desabastecimento do mercado de vacinas, jogou o País para o fim da fila, tornando a vacinação em massa da população praticamente impossível.

O remetente térmico da Pfizer possibilita, aliado ao uso de freezers de temperatura ultrabaixa de -70 ºC disponíveis comercialmente, estender a vida útil do imunizante por até seis meses. Ao serem utilizadas como unidades de armazenamento temporário, as “caixas” podem ser recarregadas com gelo seco para até 15 dias de armazenamento.

Mesmo se as duas opções já mencionadas forem inatingíveis, ainda é possível operar com unidades de refrigeração normalmente disponíveis em hospitais.

Má refrigeração

De acordo com a Abrava, a má refrigeração pode acarretar uma série de problemas em medicamentos e vacinas/imunizantes, processo que requer equipamentos confiáveis e equipe treinada para minimizar os riscos de perda de produtos.

No caso de medicamentos termolábeis, que derivam de ativos biológicos e normalmente exigem temperaturas de armazenagem entre 2 ºC e 8 ºC, alterações durante toda a cadeia do frio elevam o risco de tornar as substâncias inativas e, consequentemente, sem efeito.

Já os medicamentos termoestáveis, fabricados a partir de substâncias que podem se manter ativas na temperatura ambiente, são eficazes durante um determinado período fora de refrigeração ou, até mesmo, dispensam totalmente a conservação refrigerada.

“Para assegurar o efeito de vacinas termolábeis, é necessário manter a temperatura recomendada em ambiente refrigerado, seja ele de 5 ºC, -20 ºC, ou mesmo -70 ºC, ao longo da rede de frio”, arremata Bueno.

Logística

O transporte das vacinas é outro fator preponderante para que elas cheguem bem até os destinos, sendo especialmente levadas em caixas térmicas com gelo seco em caminhões refrigerados.

No estado de São Paulo, parte da colaboração veio Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp), que se comprometeu a realizar, gratuitamente, essa operação por meio de dez caminhões com capacidade de cinco toneladas, em um raio de até 150 quilômetros da capital paulista.

O presidente da entidade, Tayguara Helou, anunciou a inciativa para o transporte de 50 toneladas da vacina contra o vírus, equivalentes a quase 60 milhões de doses do imunizante.

Análise de capacidade térmica em condicionadores de ar

Este cálculo serve para o Mecânico, Técnico ou Engenheiro avaliar se o Condicionador de Ar está tendo o rendimento térmico projetado. Exemplo, um SPLIT, FAN-COIL ou SELF tem 15TR de capacidade (informação do fabricante), mas será que o mesmo está rendendo esses 15TR?

 

1 –  CÁLCULO DA CAPACIDADE TÉRMICA

FÓRMULA BÁSICA:

A – Massa de Ar Recirculado (No Evaporador com convecção Forçada)

É uma multiplicação feita entre a Vazão (m3/h), pela Massa Específica (Kg/m3).

 

Vazão: Obtêm-se através do cálculo da vazão de Ar que passa no evaporador. A vazão é a multiplicação entre a velocidade do Ar (m/h) obtida com um Anemômetro e a Área da face do aletado do evaporador (m2).

 

Q = V x A

Q=Vazão (m3/h)

V=Velocidade do Ar (m/s  vezes 3600 = m/h)

A=Área da face do aletado do evaporador (m2)

 

Massa Específica: Para obtê-la é necessário verificar a temperatura do ar de saída do evaporador, com um Psicrômetro (Termômetro de Bulbo Seco e outro de Bulbo Úmido), que deve ser posicionado na saída de ar do evaporador (Self) ou na saída de ar do Fan-Coil.

 

 

De posse desses valores de temperaturas de bulbo seco e úmido, transfira-os para o Gráfico Psicrométrico e os relacione; no ponto de interseção, trace uma paralela às “Linhas da Massa Específica”, encontrando o valor.

 

B – Variação de Entalpia

Tendo medido com um termômetro de Bulbo Úmido a temperatura do ar que entra no evaporador e do ar que sai do mesmo, coloque estes valores no Gráfico determine respectivamente os valores de entalpia, veja que os valores estão em Kcal/Kg. São dois valores de entalpia, um valor para cada valor de temperatura de bulbo úmido.

A seguir, subtraia o valor da Entalpia do ar de saída do evaporador (aletado), do valor da Entalpia do ar de entrada. O resultado desta diferença é a variação de Entalpia.

 

FÓRMULA:

 

 

 

 

 

1.1 – Exemplo de procedimento e uso do Gráfico Psicrométrico para verificar a Capacidade Térmica de um Condicionador de Ar de 15TR.

Dados:

>Vazão de Ar no evaporador = 8200m³ /h

>Temperatura do Termômetro de Bulbo úmido do ar na entrada do evaporador = 20°C.

>Temperatura do Termômetro de Bulbo úmido do ar na saída do evaporador = 11,7°C.

>Temperatura do Termômetro de Bulbo seco do ar na saída do evaporador = 12,5°C.

 

Cálculo da Massa Específica (Densidade):

Transfira as temperaturas do Termômetro de Bulbo úmido e do Termômetro de Bulbo seco (na saída do ar do evaporador) para o Gráfico Psicrométrico e as relacione, tendo por resultado a “Massa Específica”. No caso, será de 0,896Kg/m³ (isto é, 1m³ de ar nestas temperaturas, possui uma massa de 0,896Kg).

 

Massa de Ar Recirculado

É a multiplicação entre a Vazão = 8200m³/h pela Massa Específica = 0,896Kg/m³.

 

Daí vem:

8200m³/h  x  0,896 Kg/m³ = 7347,2 Kg/h  – isto é, 7347,2 Kg de Ar Recirculado no intervalo de 1 hora

 

Variação de Entalpia

>Temperaturas de Bulbo úmido:

a) Do ar na entrada do Evaporador = 20°C.

b) Do ar na saída do Evaporador = 11,7°C.

 

Fazendo a correspondência desses valores, no Gráfico Psicrométrico, obtendo:

a) 14,3 Kcal/Kg (na temperatura de 20°C, 1Kg de Ar Recirculado corresponde a 14,3 Kcal).

b) 8,3 Kcal/Kg (na temperatura de 11,7°C, 1Kg de Ar Recirculado corresponde a 8,3 Kcal).

 

Subtraindo o valor de Entalpia de entrada do valor de Entalpia de saída, temos:

14,3 Kcal/Kg – 8,3 Kcal/Kg = 6 Kcal/Kg

 

 Cálculo final da Capacidade Térmica do Condicionador de Ar

 Multiplicando o resultado da Massa de Ar Recirculado (7347,2 Kg/h) pela Variação de Entalpia (6 Kcal/Kg), obtemos:

 

 Capacidade Térmica = 7347,2  Kg/h  x  6 Kcal/Kg = 44083,2 Kcal/h

  

Como 1TR = 12000 BTU/h = 3024 Kcal/h

Dividindo 44083,2 por 3024, teremos um resultado que será de 14,57 TR.

 

 

2 – EXEMPLO DE CÁLCULO DA VAZÃO DE AR

 É um procedimento usado em condicionadores de ar que consiste em verificar a vazão do ar que passa através do evaporador, no caso de Self Contained e Split, e através da serpentina de água gelada no caso de um  Fan & Coil.

Normalmente os fabricantes trabalham com os valores de vazão expressos em m3/h. A seguir será demonstrado o método de como encontrar o valor da vazão em m3/h. Tomaremos como exemplo  o Self Contained.

PASSOS:

 

1º – Mede-se a área da serpentina = Largura x Altura

Largura = _______m         Altura = _______m

Área = _________m2

 

2º – Com o Anemômetro, mede-se a velocidade do ar em 6 pontos da serpentina e depois

tira-se a média.

Velocidade = _________m/s

 

3º – Multiplica-se a Velocidade (m/s)  pela Área (m2) e encontra-se a Vazão em m3/s.

Vazão(Q) = _________m/s x ________m2 = __________m3/s

 

4º – Com a Vazão em m3/s multiplica-se por 3600 para convertê-la em m3/h.

Vazão = _______m3/s x 3600 = __________m3/h

 

Vazão de m3/s  para  m3/h,   multiplicar por 3600

Vazão = Q            Velocidade = V         Área = A

Q = V x A

m = metro

m/s = metros por segundo

m2 = metro quadrado

m3 = metro cúbico

m3/s = metro cúbico por segundo

m3/h = metro cúbico por hora

 

2.2 – Exemplo de um cálculo do Volume de Ar Recirculado no Evaporador (Vazão de Ar).

 

1º – Área da serpentina:

Largura = 1,2m

Altura = 70cm = 0,7m

Área = 1,2 x 0,7 = 0,84m2

 

2º – Com o Anemômetro, a velocidade média foi de:

Velocidade = 2,65m/s

 

3º – Multiplica-se a Velocidade (m/s)  pela Área (m2) e encontra-se a Vazão em m3/s.

Vazão(Q) = 2,65m/s x 0,84m2 = 2,23m3/s

 

4º – Com a Vazão em m3/s multiplica-se por 3600 para convertê-la em m3/h.

Vazão (Q) = 2,23m3/s x 3600 = 8028 m3/h

 

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Por José de Castro Silva – Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado (CEFET-PE) – Engenheiro de Produção Mecânica (Unibahia) – Mestre em Engenharia Mecânica (UFPE, Área: Sistemas Térmicos/Refrigeração) – Doutorando em Engenharia Agrícola (UNICAMP, Área: Máquinas Agrícolas/Refrigeração) – Professor do Colegiado de Engenharia Mecânica da UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco).

Mayekawa do Brasil apresenta ferramenta da Indústria 4.0

A quarta revolução industrial torna os processos de produção mais eficientes.

A Mayekawa do Brasil, empresa fabricante no segmento de equipamentos e soluções para sistema de refrigeração industrial, também disponibilizará ao mercado soluções inteligentes para segmentos industriais, inclusive para serviços de manutenção, como o sistema de acesso remoto e monitoramento online.

A plataforma permite aos usuários monitoramento online durante 24 horas, em todos os dias da semana. Através da análise da vibração do compressor, o monitoramento remoto permite acompanhar a performance do sistema de refrigeração ou mesmo do compressor para rápido diagnóstico, que consegue identificar e solucionar problemas antes que eles se tornem em falhas, evitando assim paradas desnecessárias.

O diretor da área de assistência técnica da Mayekawa, Nilton Pitarello explica que “de acordo com moderno método de análise online de dados é realizada a coleta das informações do sistema de refrigeração com leitura das variáveis, que são processadas de acordo com cada condição específica, prevendo falhas e danos através de curvas de tendência em tempo real e classificação por nível de criticidade”.

O acompanhamento pode ser feito por uma equipe, que acompanhará remotamente e informará com antecedência o cliente sobre as questões do sistema. “Também é possível que o próprio cliente faça a gestão online do sistema de refrigeração, indicando pró ativamente pontos para manutenção preventiva e preditiva”, indica o engenheiro de projeto Cecílio Duarte.

Quanto à operação da plataforma, ela é bem simples: “pode ser acessada através de qualquer dispositivo com capacidades de acesso à internet, como notebooks, tablets e smartphones”, diz o engenheiro. Além disso, todos os dados gerados ficam armazenados na nuvem com toda a segurança.

Duarte elenca outros diferenciais do Monitoramento Remoto 4.0: “com esta plataforma é possível enviar mensagens via e-mail e SMS tanto para o cliente quanto para a equipe Mayekawa de sobreaviso; observa-se aumento do rendimento e bom desempenho do sistema de refrigeração; há a redução do tempo de parada com manutenções; além da otimização do tempo de resposta do suporte técnico”, garante.

A ferramenta já atende indústrias de segmentos diversos, como Alimentícia, de Bebidas e Química.

May – Outra novidade na plataforma de monitoramento remoto é a comunicação através de chatbot e a atendente virtual May, que deve estar ativa a partir de março.

TROX Technik lança nova unidade split de alta capacidade

A nova unidade split de alta capacidade, modelo TSF – Fixo, foi pensada e projetada no Brasil e está preparada para as condições características do país, visando a versatilidade e melhor custo benefício e vem para completar a linha EXPERT, que já conta com os modelos TSI – Inverter.

O produto apresenta alguns diferenciais como facilidade na instalação e manutenção em ambientes para conforto térmico, tecnologia Scroll de última geração (com rotação fixa), utiliza mínima quantidade de fluído refrigerante R410A, conta com um sistema de ventilação de alta eficiência e unidades evaporadoras de alta performance.

Como opcionais, é possível incluir a tecnologia de conectividade bem como o controle microprocessado e sistemas de proteção dos equipamentos.

Para o Supervisor de P&D da TROX do Brasil, Eng. Christyam Alcantara “Um dos desafios estratégicos da companhia é oferecer, mais do que produtos, soluções aos nossos clientes – trata-se do One Stop Shop. A linha TSF representa mais um passo nesse caminho em direção ao mercado de conforto. Aos poucos podemos fornecer um sistema de ponta a ponta nos mais variados tipos de construção, quais sejam, hospitais, comércios varejistas, indústrias entre outros. Produtos de conceito simples, mas artisticamente projetados e construídos com a robustez e qualidade TROX (the art of handling air).”

Vendas de ar condicionado residencial retomaram no segundo semestre de 2020

 

No primeiro semestre de 2020, vendas de ar condicionado no segmento residencial tiveram queda de 19,2%, mas retomaram em 1,5% no segundo semestre.

A crise econômica que assolou o país no início da pandemia do novo coronavírus explica bem a situação, unida ao fato das pessoas ficarem confinadas dentro de casa – no começo, ninguém podia investir num padrão mais “alto” de vida; depois, se viram “obrigadas” a zelar pelo conforto e comodidade em seus lares.

Segundo as estimativas da Abrava o setor de vendas HVAC-R teve um recuo de 4% no ano passado, comparado com 2019, caindo de 34,25% para 32,88% em 2020. A expectativa para este ano é de que retome ao nível de 2019 e ocorra uma recuperação das vendas.

Os dados são da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), parceira da Febrava, Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar e da Água.

A feira já conta muitos expositores representativos do mercado HVAC-R como Elgin, Bitzer, Full Gauge, Gree, Trox do Brasil, Coel e está prevista para ser realizada entre os dias 22 a 25 de novembro de 2021.  “Atuamos na linha de frente na representação da categoria que é uma das mais relevantes em vários ecossistemas, a exemplo desses”, diz Ivan Romão, Gerente de Produto da Febrava.

FEBRAVA 2019

Congresso Mercofrio tem formato e datas alterados

Em função do cenário atual ser incerto para realização de eventos coletivos com participação presencial, a ASBRAV-Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação anunciou que a apresentação dos trabalhos acadêmicos – científicos serão realizados de forma online nos dias 02 a 04 de março de 2021.

“Desta forma preservamos a saúde de todos os participantes, tanto na presença em si como no deslocamento em viagens e estadias em hotéis. A decisão resultou de um acompanhamento da evolução da pandemia e de muitas reuniões para chegarmos a esta conclusão”, explicou o coordenador do Congresso Mercofrio, Mário Alexandre Möller Ferreira.

O evento Apresentação dos Trabalhos Acadêmicos – Científicos será, portanto, realizado de forma remota no período previsto para o 12º Mercofrio – dias 2, 3 e 4 de Março de 2021. A 13ª Edição do Congresso Mercofrio (presencial), com a programação completa, foi transferida para 13 a 15 de Setembro de 2022.

A partir de 22 de fevereiro serão apresentadas maiores informações e detalhamento dos dias e horários das apresentações. O sistema para inserção de trabalhos continuará aberto até 28/01/21.

Johnson Controls-Hitachi lança unidade externa compacta

Série Mini VRF HNSKQ atende vários ambientes de forma inteligente e com alta performance

Para atender a demanda por equipamentos de alta performance mais compactos, a Johnson Controls-Hitachi apresenta a nova série de unidades externas Mini VRF HNSKQ, indicada para residências de alto padrão, escritórios, escolas, indústrias, hospitais, hotéis, lojas e restaurantes.

Com dimensões otimizadas, o Mini VRF HNSKQ pode ser aplicado em locais estreitos, o que facilita a instalação. Adequado para instalações que têm diversas unidades internas, o equipamento é composto de um compressor inverter de alta eficiência, que opera na ampla faixa de 15 a 120Hz.

Com a maior flexibilidade de aplicação do mercado, o equipamento é eficiente em condições de resfriamento, com uma faixa de temperatura externa de até 52°C. Outro destaque do lançamento é a flexibilidade de design, que o torna capaz de atender longas distâncias.  O produto também conta com um ventilador capaz de fornecer pressão estática, o que permite a conexão de um duto na saída de ar do equipamento e possibilita que ele seja instalado dentro da casa de máquina.

Tendo em vista que o Brasil tem muitas regiões suscetíveis à maresia, as unidades externas Mini VRF podem receber, opcionalmente, uma proteção à corrosão, o que traz maior durabilidade ao produto.

 

Morre Paul Crutzen, o cientista do buraco de ozônio

Paul Crutzen, cientista que ganhou o Prêmio Nobel pela descoberta do buraco do ozônio na Antártica e o efeito dos refrigerantes CFC, morreu.

Nascido em Amsterdã, Crutzen concluiu o doutorado em meteorologia em 1968 e, posteriormente, lecionou na University of Oxford, no National Center for Atmospheric Research em Boulder, Colorado, na University of Chicago e na University of California.

Ele foi nomeado diretor do Departamento de Química Atmosférica do Instituto Max Planck de Química em Mainz em 1980. Ele se aposentou em 2000.

Crutzen, junto com Mario Molina e Frank S Rowland, recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1995. Rowland morreu em 2012 e Molina faleceu em outubro do ano passado.

Seu trabalho levou ao acordo internacional do Protocolo de Montreal em 1987 e à eliminação dos CFCs.

 

Fonte: Cooling post

Separadores de óleo e suas aplicações

Os separadores de óleo são de grande importância nos sistemas de refrigeração onde se tem longas distâncias das linhas frigoríficas e temperaturas de operação conforme aplicação de projeto.

Os mesmos, tem a função de fazer a separação do óleo lubrificante do compressor do fluido refrigerante, uma vez que ambos caminham juntos durante o processo operacional do sistema de refrigeração.

Vale ressaltar que a quantidade de óleo lubrificante deslocada juntamente com o fluido refrigerante por todo o circuito frigorífico deve ser minimizada ao máximo, respeitando os limites mínimos e máximos conforme o deslocamento volumétrico para garantir melhor performance operacional e lubrificação do compressor.

São diversos os tipos, modelos e capacidades de separadores de óleo.

Os dois tipos de separadores de óleo mais comuns são: coalescentes e centrífugos, ambos têm a mesma função de fazer a separação do óleo lubrificante do fluido refrigerante durante toda a operação do sistema frigorífico.

O separador de óleo do tipo coalescente é o mais encontrado nas unidades condensadoras dos diversos fabricantes de compressores e unidades, além dos fornecedores que disponibilizam sua venda por todo o Brasil.

Estes separadores funcionam mecanicamente através de defletores internos que captam o óleo durante o processo de funcionamento do compressor, onde o lubrificante, por ser mais pesado, irá decantar sobre os defletores internos e se armazenar ao fundo do separador fazendo com que o seu nível, gradativamente, suba e consequentemente empurre sua boia de nível, liberando assim, sua rápida passagem de volta ao cárter do compressor.

Nesse momento, o nível de óleo dentro do separador irá abaixar e com isso sua boia de nível retornará ao seu estado inicial fazendo com que a passagem de óleo para o cárter do compressor seja interrompida momentaneamente.

O separador do tipo centrífugo, tem a ação diferente, porém com o mesmo objetivo do separador comentado anteriormente.

Através do processo de funcionamento do compressor, haverá o deslocamento do fluido refrigerante juntamente com o lubrificante, nesse momento dentro do separador centrífugo, o aramado interno existente em seu corpo irá absorver todo o óleo lubrificante através da força centrífuga ocasionada pelo deslocamento volumétrico do compressor.

Gradativamente o lubrificante irá descer pelo aramado fazendo com que o mesmo retorne ao cárter do compressor através de seu ponto de conexão.

E muito importante falarmos da aplicação correta e os procedimentos ideais para a instalação desse dispositivo, pois o mesmo tem o objetivo de garantir a segurança operacional do compressor assegurando maior durabilidade e melhores condições operacionais.

Com tudo é indispensável fazer o correto selecionamento do separador de acordo com a necessidade do projeto e das condições do equipamento já existente.

Para os separadores de óleo, seja ele do tipo centrífugo ou coalescente, o correto dimensionamento e fundamental para um bom funcionamento.

O dimensionamento deverá ser feito pela vazão volumétrica do refrigerante no estado de vapor superaquecido

Vale lembrar que a vazão volumétrica nunca deverá ser confundida com o deslocamento teórico do pistão.

 

Vazão volumétrica (m3/h) = vazão em massa total (kg/h) × volume específico (m3/kg)

 

O volume específico pode ser encontrado nas tabelas dos fabricantes dos fluidos refrigerantes, pois cada fluido tem seu volume de acordo com a especificidade

Uma maneira simples e rápida para o selecionamento do separador de óleo, está na seguinte maneira:

  • 1 encontre a capacidade frigorífica em kcal/h da unidade condensadora em questão de acordo com a temperatura de evaporação de trabalho e o tipo de fluido refrigerante aplicado.
  • 2 faça a conversão das unidades de medidas de Kcal/h para TR utilizando o fator de conversão de 3024
  • 3 após a conversão, verifique na tabela de separadores observando o tipo de refrigerante aplicado de acordo com a temperatura de evaporação qual a melhor opção nos valores em TR

Na mesma tabela, também é informado a quantidade de óleo a ser acrescentado no separador

Exemplo de selecionamento

Uma unidade condensadora que será aplicada em uma câmara de congelados onde sua temperatura de evaporação é de -30 graus Celsius e o tipo de fluido refrigerante é o R404a e sua capacidade frigorífica e de 4470kcalh.

 

Logo temos os seguintes dados:

Temperatura de evaporação: -30

Capacidade frigorífica: 4470kcal/h

Fluido refrigerante: R404a

4470kcalh ÷ 3024 = 1.4TR

Através da tabela, basta encontrar o valor que esteja igual ou acima de 1.4 TR considerando na mesma a temperatura de evaporação e o tipo de fluido refrigerante aplicado.

Nesse caso o separador será da ordem de 1/2 polegada e a quantidade de óleo acrescentada será de 500ML.

 

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Por Marcson Ferraz, tecnólogo em refrigeração e climatização

TROX reforça seu time de Partes & Peças

TROX reforça seu time com a contratação de Joel de Carvalho Santos.

Joel será responsável por desenvolver o negócio de Partes e Peças tendo como principais atribuições o planejamento de comercialização de peças para produtos TROX, bem como peças multimarcas, para os mercados de ar condicionado e refrigeração no Brasil.

Com mais de 18 anos de experiência no mercado HVAC-R, em especial, com vendas técnicas, atuou em importantes multinacionais do mercado HVAC-R.

Para Joel, “A TROX como empresa de referência no mercado HVAC, possui um viés altamente inovador, e conta com uma equipe extremamente experiente e comprometida. Fico honrado em poder fazer parte e contribuir.”

“A TROX demonstra a sua força, inovação e confiança no futuro do mercado de HVAC, contratando um profissional renomado e com amplos conhecimentos para desenvolver o promissor mercado em Partes e Peças. Estou muito feliz em poder contar com o Joel em nossa equipe”, destaca o Eng. Alexandre Cruz, Líder de Contas Corporativas e Serviços.