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Arquivo para Tag: HVAC-R

Febrava realiza primeira edição no Rio de Janeiro em outubro

03/06/2026

Feira será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, reunindo mais de 100 marcas expositoras e conectando a indústria aos profissionais do setor

A Febrava realizará sua primeira edição no Rio de Janeiro entre os dias 6 e 8 de outubro, no Riocentro. A feira reunirá mais de 100 marcas expositoras nacionais e internacionais e terá foco na conexão entre indústria, tecnologia e demanda corporativa do setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (HVAC-R).

Segundo a organização, a expectativa é receber mais de 10 mil visitantes. O evento apresentará soluções e lançamentos de fabricantes de equipamentos, distribuidores, fornecedores de tecnologias aplicadas e indústrias ligadas à cadeia HVAC-R.

A expansão da feira para o Rio de Janeiro ocorre em um contexto de crescimento do mercado. Dados da Abrava indicam que o setor deve movimentar R$ 55,62 bilhões em 2026, após faturamento estimado de R$ 50,15 bilhões em 2025.

Levantamento da Firjan aponta que a cadeia produtiva concentra mais de 9% dos trabalhadores especializados do país e atende segmentos como construção civil, petróleo e gás, energia, indústria química e farmacêutica, saúde e hospitalidade.

De acordo com Tatiana Rassini, gestora da feira, a escolha do Rio de Janeiro está relacionada à relevância industrial do estado e à capacidade de integrar diferentes cadeias produtivas vinculadas ao setor HVAC-R.

A programação incluirá o 1º ECOA – Encontro da Construção Civil e HVAC-R, com três dias de conteúdo técnico desenvolvido em parceria com institutos, universidades e entidades setoriais. As atividades abordarão temas relacionados às áreas de construção, petróleo e gás, hospitalidade e refrigeração.

Outra iniciativa prevista é o Sunset, espaço voltado ao relacionamento entre expositores, especificadores e usuários finais, com apresentações de artistas locais. As ações serão realizadas em parceria com a Feicon Rio.

Para Marcelo Kaiuca, presidente do Fórum Setorial da Construção Civil da Firjan, a realização da feira contribui para aproximar indústria, fornecedores, investidores e profissionais do mercado. Já Márcio Alves, diretor de portfólio da RX, afirma que a edição busca ampliar a conexão entre os diferentes segmentos do setor em uma região considerada estratégica para a atividade industrial e corporativa.

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Resumen (español)

La Febrava realizará su primera edición en Río de Janeiro del 6 al 8 de octubre en Riocentro. La feria reunirá a más de 100 marcas expositoras nacionales e internacionales y espera recibir más de 10 mil visitantes. El evento estará orientado a la generación de negocios, la presentación de tecnologías y la conexión entre fabricantes, proveedores y usuarios corporativos del sector HVAC-R. La programación incluirá el 1º ECOA – Encuentro de la Construcción Civil y HVAC-R, además de actividades de networking desarrolladas en asociación con Feicon Rio.

Summary (English)

Febrava will hold its first edition in Rio de Janeiro from October 6 to 8 at Riocentro. The trade fair will bring together more than 100 national and international exhibitors and is expected to attract over 10,000 visitors. The event will focus on business generation, technology showcases, and connections among manufacturers, suppliers, and corporate users from the HVAC-R sector. The program will also feature the 1st ECOA – Civil Construction and HVAC-R Meeting, as well as networking initiatives developed in partnership with Feicon Rio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/febrava-rio2026-teaser-scaled-e1780506560109.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-03 14:10:572026-06-03 14:10:57Febrava realiza primeira edição no Rio de Janeiro em outubro

Do porta-malas ao cliente: organização aumenta eficiência no atendimento

03/06/2026

Ferramentas e instrumentos no porta-malas de um veículo, organizados em caixas e bolsas para assistência técnica

Como organizar o veículo técnico de ar-condicionado e refrigeração para ganhar produtividade, reduzir custos e melhorar o atendimento ao cliente?

Transformar o veículo técnico em uma estação de trabalho móvel tem se tornado uma estratégia adotada por técnicos e empresas do setor HVAC-R para aumentar a produtividade e reduzir desperdícios. A organização de ferramentas, peças e equipamentos impacta diretamente o tempo de execução dos serviços, a segurança operacional e o controle de custos. Para técnicos autônomos e empresários, a estrutura interna do veículo influencia desde a agilidade do atendimento até a percepção do cliente sobre o profissional.

No dia a dia de técnicos de ar-condicionado e refrigeração, a eficiência do atendimento começa muito antes de chegar ao cliente. Ela começa dentro da caminhonete ou do veículo utilitário, onde ferramentas, peças e equipamentos precisam estar organizados de forma prática para garantir agilidade, segurança e controle de custos.

Mais do que um simples meio de transporte, o veículo técnico funciona como uma extensão da operação da empresa. Quando bem estruturado, ele se transforma em uma estação de trabalho móvel capaz de reduzir tempo de execução, evitar deslocamentos desnecessários e diminuir dinheiro parado em peças e materiais.

Para a técnica em refrigeração Laura de Vooght, proprietária da Laura Ar Condicionado, a organização do veículo é um fator determinante para a produtividade em campo.

“Eu organizo as ferramentas e peças dentro do veículo com base na rotina de trabalho e na agenda do dia, sempre com o objetivo de reduzir o tempo de execução e evitar ficar procurando coisas durante o atendimento”.

Segundo ela, o primeiro passo é entender que o veículo precisa ser tratado como uma unidade móvel de trabalho. “O primeiro ponto é entender que o carro não é apenas um meio de transporte, mas uma unidade móvel de trabalho. Eu utilizo caixas organizadoras e bolsas específicas, o que facilita tanto o acesso quanto a reposição”.

A estratégia de organização também varia conforme o tipo de serviço programado. “A organização também acompanha a programação do dia. Se a agenda for voltada para manutenção corretiva, priorizo ferramentas de diagnóstico, instrumentos de medição e peças de reposição mais comuns. Em casos de limpeza, destaco produtos e equipamentos de higienização. Já para instalações, organizo previamente kits com os itens necessários. Isso reduz bastante o tempo de procura durante o serviço”.

Organização do veículo

Outro ponto essencial na organização do veículo técnico é definir o que realmente precisa estar disponível no carro e o que deve permanecer no estoque da empresa. O excesso de materiais pode significar dinheiro parado e maior risco de perdas.

“Eu utilizo uma lógica simples para definir o que fica no carro e o que fica no estoque da empresa. O primeiro ponto é o que uso com mais frequência. Itens de alta rotatividade, como ferramentas essenciais, instrumentos de medição e materiais de uso, permanecem no veículo, garantindo que eu não fique na mão durante os atendimentos e consiga trabalhar com mais agilidade. O segundo ponto é o que não pode faltar no serviço. Mesmo que não seja usado toda hora, tem material que precisa estar disponível. Já o terceiro ponto envolve custo e frequência de uso. Peças mais caras, de uso mais específico ou que saem pouco ficam no estoque da empresa. Isso evita dinheiro parado e ajuda no controle do caixa. Esses itens eu separo antes de sair, conforme a agenda, ou depois do diagnóstico técnico”, revela Laura.

Além disso, ela traz um alerta importante: “A segurança dos equipamentos no veículo. Mesmo não sendo o meu caso, picapes com caçamba aberta exigem atenção redobrada, pois aumentam o risco de furto. O ideal é evitar deixar ferramentas de alto valor no carro, trabalhar com carregamento conforme a demanda do dia e adotar medidas que reduzam a exposição dos materiais. Também faço reposição conforme o que vou usando, mantendo um mínimo no carro e conferindo os itens utilizados. Isso ajuda a manter o equilíbrio entre agilidade no atendimento, organização e controle dos custos. No fim, o veículo precisa estar preparado para atender com rapidez, mas sem excesso e sem desperdício”.

Ela cita dois exemplos práticos de organização: porta-malas organizado para um atendimento específico de recarga de fluido refrigerante e manutenção preventiva, com os itens essenciais acessíveis e bem distribuídos, priorizando agilidade no atendimento. Outro exemplo trata da organização de um veículo adaptado como oficina móvel, com módulos fixos, gaveteiros e uma divisão mais estruturada.

“Mais do que simplesmente guardar ferramentas, é deixar tudo no seu lugar, separado por tipo de serviço e fácil de encontrar, o que impacta diretamente na produtividade e na qualidade do atendimento.”

Além da eficiência no dia a dia, a organização influencia diretamente a percepção do cliente sobre o profissional. “Quando o veículo é bem organizado, ele reduz significativamente o tempo de execução do serviço, evitando desperdícios como tempo procurando ferramentas, retrabalho por falta de material ou necessidade de improviso”.

A segurança no transporte de equipamentos também merece atenção especial, principalmente quando se trata de cilindros de fluido refrigerante e instrumentos de medição.

“Ferramentas e máquinas não podem ficar soltas dentro do veículo. Em caso de frenagem ou impacto, qualquer item sem fixação se torna um risco”, informa.

No caso dos cilindros, o cuidado deve ser ainda maior. “Eles devem ser transportados sempre na posição vertical, bem fixados e com as válvulas protegidas contra impactos. Também é fundamental evitar exposição a altas temperaturas, pois se trata de gás sob pressão”.

Para a especialista, a organização do veículo vai muito além de estética ou praticidade. Trata-se de algo que impacta diretamente a produtividade, a segurança e a qualidade do serviço.

“Na prática, isso faz diferença no dia a dia. Um veículo organizado e seguro protege o profissional, preserva os equipamentos e evita prejuízos. No setor de HVAC-R, onde agilidade e confiança do cliente são fundamentais, a eficiência começa dentro do carro.”


🔧 Na prática para o técnico:

Organizar o veículo conforme o tipo de atendimento do dia reduz tempo de execução, evita retrabalho e melhora a segurança no transporte de ferramentas e cilindros.

📊 Na prática para o empresário:

Padronizar a organização dos veículos da equipe ajuda a controlar estoque, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade operacional em campo.

O que os profissionais estão procurando:

Como organizar ferramentas no carro de assistência técnica?
Separar os itens por tipo de serviço e frequência de uso facilita o acesso e reduz tempo perdido durante o atendimento.

O que deve ficar no veículo e o que deve ficar no estoque?
Ferramentas e peças de alta rotatividade permanecem no carro; itens caros ou pouco utilizados devem ficar no estoque da empresa.

Como transportar cilindros de fluido refrigerante com segurança?
Os cilindros devem permanecer na posição vertical, fixados e protegidos contra impactos e altas temperaturas.


Resumen (español)

La organización del vehículo técnico en el sector HVAC-R impacta directamente la productividad, la seguridad y la calidad del servicio. Técnicos y empresas utilizan el vehículo como una estación de trabajo móvil, organizando herramientas, piezas y equipos según la rutina diaria y el tipo de servicio. La técnica Laura de Vooght destaca que la planificación reduce desperdicios, evita pérdidas financieras y mejora la percepción del cliente durante la atención en campo.

Summary (English)

Organizing technical service vehicles in the HVAC-R sector directly affects productivity, safety, and service quality. Technicians and companies increasingly use their vehicles as mobile workstations, arranging tools, spare parts, and equipment according to daily schedules and service types. Refrigeration technician Laura de Vooght says proper organization helps reduce wasted time, avoid unnecessary costs, and improve customer perception during field service.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ferramentas-e-instrumentos-no-carro-e1779986684555.jpeg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-03 13:47:552026-06-19 11:07:18Do porta-malas ao cliente: organização aumenta eficiência no atendimento

Como funciona um sistema de refrigeração?

03/06/2026

Entenda o papel do compressor, condensador, evaporador e dispositivo de expansão no ciclo de refrigeração.

Por Adriano Francisco Ronzoni, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento na Nidec Global Appliance

Criado em 2019, o Dia Mundial da Refrigeração surgiu com o intuito de conscientizar a comunidade internacional sobre o papel do HVAC-R em toda a sociedade. Durante séculos, a humanidade confiou exclusivamente na natureza para produção de frio. Dos sistemas subterrâneos de preservação de alimentos e bebidas feitos de anéis de terracota do imperador Chinês Shih Huang Ti (220 A.C) até as fazendas de gelo do rio Hudson em meados do século XIX, o advento de tecnologias de resfriamento ficou limitado pela disponibilidade de gelo natural durante os meses de inverno (Gantz, 2015).

Pode-se afirmar que o ramo da indústria que conhecemos hoje como cadeia do frio teve sua origem nas “fazendas de gelo” do rio Hudson, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, de onde os blocos de gelo eram extraídos pelo processo de

Ice Harvesting (colheita de gelo). Durante os meses de inverno, os blocos eram cortados, removidos e então transportados de navio para diferentes localidades onde eram armazenados em Ice Houses (depósitos isolados termicamente para preservar o gelo extraído da natureza). As primeiras tentativas de produção artificial de frio são atribuídas ao professor Willian Cullen, da Universidade de Edimburgo que, em 1755, produziu gelo ao fazer vácuo em um recipiente contendo um fluido volátil. Somente em 1834, obteve-se a primeira descrição completa de um sistema de refrigeração contendo os quatro processos básicos (compressão, condensação, expansão e evaporação), trabalho realizado pelo inventor e engenheiro mecânico britânico Jacob Perkins (British patent 6.662). Desde então, evoluímos muito, alcançando novas tecnologias que permitiram a expansão dos negócios e da qualidade de vida ao redor do mundo.

Como funciona um sistema de refrigeração?

A grande maioria dos refrigeradores funciona através de um princípio conhecido como compressão mecânica de vapor. Um sistema de refrigeração típico é composto por quatro componentes básicos: compressor, condensador, dispositivo de expansão e evaporador. Um fluido volátil (fluido refrigerante) circula através do sistema de refrigeração onde é repetidamente convertido entre as formas de líquido e vapor. O compressor é responsável por comprimir o fluido refrigerante na condição de vapor superaquecido da pressão de baixa (pressão de evaporação) até a pressão de alta (pressão de condensação). Depois desse processo, o fluido refrigerante em alta pressão e temperatura escoa através do condensador.

 

E qual a função do condensador?

O condensador é um trocador de calor que opera em alta pressão e a uma temperatura superior à temperatura do ambiente onde o sistema está localizado. Dessa forma, o condensador é capaz de rejeitar calor do fluido refrigerante para o ambiente. Esse processo de rejeição de calor reduz a energia total do fluido refrigerante levando-o da condição de vapor superaquecido até a condição de líquido sub-resfriado na saída do trocador de calor.

O fluido refrigerante no estado líquido tipicamente escoa através de um filtro secador, responsável pela remoção da umidade eventualmente presente no sistema. Ao sair do filtro secador, o refrigerante então expande no dispositivo de expansão (um tubo capilar ou válvula de expansão, por exemplo) tendo sua pressão reduzida, o que causa a mudança de fase de parte do refrigerante (do estado líquido para vapor).

É o processo de transformação de refrigerante líquido em vapor que causa a redução da temperatura do fluido. Alguns sistemas de refrigeração ainda contam com um trocador de calor intermediário, ou trocador de calor do tipo tubo capilar – linha de sucção. Em linhas gerais, esse trocador tem a função de reduzir a entalpia na entrada do evaporador (ganho de capacidade de refrigeração) e aumentar a temperatura do refrigerante na sucção do compressor, reduzindo por exemplo problemas de sudação de linha ou retorno de refrigerante líquido ao compressor.

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O fluido refrigerante ao sair do dispositivo de expansão encontra-se agora no estado bifásico (vapor + líquido) na pressão de evaporação. O escoamento do refrigerante em baixa temperatura através do trocador de calor de baixa (evaporador) é o que permite a remoção da energia do ambiente refrigerado (por exemplo, o freezer de um refrigerador doméstico). Ao absorver energia do ambiente refrigerado (reduzindo a temperatura do freezer), o refrigerante termina seu processo de evaporação e, tipicamente, todo o líquido remanescente é transformado em vapor que escoa em direção à sucção do compressor, onde o ciclo se repete.

Tipos de compressor de acordo com a pressão de retorno

A aplicação de compressores é tipicamente classificada em função do nível de temperatura de evaporação do sistema. Os compressores são então divididos em três classes: baixa, média e alta, nas siglas em inglês: (i) LBP (Low Back Pressure), (ii) MBP (Medium Back Pressure) e (iii) HBP (High Back Pressure).

Compressores do tipo LBP (baixa pressão de retorno) são indicados para aplicações com temperaturas de evaporação aproximadamente entre  -35°C e -10°C como por exemplo freezers horizontais, freezers verticais e ilhas refrigeradas tipicamente encontrados em supermercados.

Compressores do tipo MBP (média pressão de retorno) são indicados para aplicações com temperaturas de evaporação aproximadamente entre -20°C e 0°C, como por exemplo refrigeradores utilizados em supermercados ou padarias e sistemas para conservação de laticínios. Alguns desses produtos operam a temperaturas de conservação positivas para manter as propriedades físicas e sensoriais dos alimentos (frescor) evitando assim danos devido ao congelamento de alimentos frescos.

Compressores do tipo HBP (alta pressão de retorno) são indicados para aplicações com temperaturas de evaporação aproximadamente entre -15°C e 10°C, como por exemplo adegas e bebedouros.

Características que fazem diferença na troca do compressor

É muito importante saber as principais características do sistema de refrigeração para que se faça a substituição adequada do compressor. Tipo de fluido refrigerante, tipo de óleo e componentes elétricos são específicos para cada aplicação.

Um outro ponto relevante ao se especificar um compressor para uma determinada aplicação é a sua capacidade de refrigeração. Essa deve ser suficiente para atender às demandas do sistema durante a operação, como rápida redução da temperatura do compartimento quando o sistema é ligado pela primeira vez (conhecido como pull-down), recuperação de temperatura após abertura de portas ou até mesmo após a inserção de carga quente no sistema (ex: latas, garrafas ou alimentos quentes).

Quando o assunto é capacidade de refrigeração requerida, o isolamento do sistema tem um papel fundamental, pois é ele que evita a infiltração de energia do ambiente para o compartimento refrigerado. Quanto melhor o isolamento térmico, menor a capacidade requerida e mais econômico o sistema será.

No caso dos expositores de bebidas/alimentos tipicamente encontrados em supermercados, a introdução de portas reduz drasticamente a infiltração das cargas sensível (ar quente e seco) e latente (umidade), podendo levar a reduções acima de 40% no consumo de energia dependendo da condição de teste (Ligthart, 2007 e Heidinger et al., 2019).

Como pudemos ver, existe muita tecnologia envolvida na refrigeração, que é algo que se tornou fundamental no modo como vivemos. Como consequência disso, a indústria da cadeia do frio está em constante e rápida evolução, exigindo o mesmo ritmo dos profissionais em campo, desde os fabricantes de componentes até os técnicos e instaladores. Nós nos sentimos honrados pela criação do Dia Mundial da Refrigeração e temos certeza de que nossa área de trabalho tem um grande impacto no mundo.

 

Referências:

(1)  GANTZ, C., Refrigeration: a history, North Carolina:  McFarland and Company, 2015.

  • LIGTHART, F.A.T.M. Closed supermarket refrigerator and freezer cabinets. A feasibility study. Netherlands: N. p., 2008.
  • HEIDINGER, G., NASCIMENTO, S., GASPAR, Pedro; SILVA, Pedro. (2019). Comparing open and closed vertical refrigerated display cabinets at mild and tropical external environments. 10.18462/iir.icr.2019.1296.
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Aftermarket-e1608565819737.jpg 467 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-03 12:52:432026-06-03 15:11:13Como funciona um sistema de refrigeração?

Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

02/06/2026

Medida anunciada pelo governo norte-americano mobiliza entidades industriais e pode afetar exportações de equipamentos e componentes fabricados no Brasil, em um momento de avanço da indústria HVAC-R nacional no mercado internacional.

A possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos passou a mobilizar entidades da indústria nacional nesta terça-feira (2). Representantes do setor de máquinas e equipamentos iniciaram articulações junto ao mercado norte-americano para tentar reverter a medida, argumentando que a iniciativa pode reduzir a competitividade da indústria brasileira e abrir espaço para fornecedores de outros países, especialmente da China.

Os Estados Unidos são atualmente um dos principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, respondendo por cerca de 27% das vendas externas do segmento, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A discussão ocorre em um momento de expansão internacional da indústria brasileira de HVAC-R. Empresas do setor vêm ampliando sua presença em mercados da América do Norte, América Latina, Europa e Oriente Médio por meio da exportação de equipamentos, componentes e sistemas desenvolvidos no país.

Além de equipamentos de refrigeração comercial e climatização, fabricantes brasileiros participam da cadeia global de suprimentos do setor por meio da produção de componentes, sistemas de controle, automação e tecnologias aplicadas à refrigeração e ao ar-condicionado.

A preocupação do setor está relacionada ao aumento do custo de entrada dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. Em manifestações recentes sobre medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, a Abimaq afirmou que alterações nas regras comerciais têm gerado incertezas para exportadores e investidores.

O tema ganha relevância em um momento em que entidades setoriais e empresas brasileiras vêm intensificando ações de internacionalização e promoção comercial voltadas ao mercado externo. Os Estados Unidos figuram entre os mercados estratégicos para fabricantes nacionais que buscam ampliar sua presença internacional.

O impacto efetivo para a indústria HVAC-R dependerá do alcance da medida, da lista final de produtos abrangidos e das negociações entre governo e setor produtivo. Enquanto isso, empresas exportadoras acompanham os desdobramentos da política comercial norte-americana e seus reflexos sobre os fluxos de comércio internacional.

O cenário permanece em aberto. Integrantes do governo brasileiro e representantes do setor produtivo aguardam a divulgação das conclusões preliminares da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o documento poderá ser apresentado nos próximos dias e servir de base para uma consulta ao setor privado antes da elaboração do relatório final, previsto para julho.

ATUALIZAÇÃO (03/06/2026) – Um dia após a divulgação da proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% sobre importações provenientes do Brasil e de outros países. A medida está relacionada a uma investigação distinta, voltada ao combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, e será submetida a consulta pública antes de eventual implementação. Ainda não está claro se a tarifa de 12,5% poderá ser aplicada de forma cumulativa à proposta de 25% anunciada anteriormente.

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Resumen (español)

La posible aplicación de una tarifa del 25% a productos brasileños importados por Estados Unidos ha generado preocupación entre sectores industriales y exportadores. Entidades empresariales brasileñas iniciaron gestiones para intentar revertir la medida, argumentando que podría reducir la competitividad de los productos nacionales. El debate ocurre en un momento de expansión internacional de la industria brasileña de HVAC-R, que ha ampliado sus exportaciones de equipos y componentes hacia América del Norte y otros mercados.

Summary (English)

The possible implementation of a 25% tariff on Brazilian products imported by the United States has raised concerns among industrial and export sectors. Brazilian industry representatives have begun efforts to challenge the measure, arguing that it could reduce the competitiveness of domestic manufacturers. The discussion comes as Brazil’s HVAC-R industry expands its international presence, increasing exports of equipment and components to North America and other global markets.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-2-de-jun.-de-2026-14_15_40-e1780420725391.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 14:19:262026-06-03 14:59:27Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

ABRAVA revitaliza Regional Nordeste e anuncia nova diretoria

02/06/2026

Nova gestão atuará entre 2025 e 2028 com foco em integração regional, qualificação profissional e fortalecimento do setor HVAC-R.

A ABRAVA anunciou a revitalização da Regional Nordeste, iniciativa voltada ao fortalecimento da presença institucional da entidade e à ampliação da conexão com empresas e profissionais do setor HVAC-R na região.

A nova gestão será presidida por Maurício Lopes, da Artermica, tendo Julliane Gomes, da JG Engenharia & Climatização, como vice-presidente. A diretoria também conta com Marllon Batista, da BTS Engenharia, como diretor técnico, e Valdenir Martins Alves, da Tecsar Engenharia, como diretor de relacionamento.

Com mandato de 2025 a 2028, a Regional Nordeste atuará inicialmente de forma híbrida, sem escritório físico definido, utilizando bases operacionais já existentes e promovendo reuniões itinerantes entre os estados da região.

Entre as prioridades estão a estruturação administrativa da regional, a aproximação com empresas e profissionais e o desenvolvimento de ações alinhadas aos pilares da ABRAVA: descarbonização, qualidade do ar e segurança alimentar.

Na agenda da nova gestão, está previsto para 11 de agosto, em Fortaleza, o evento Panorama Regional ABRAVA Nordeste.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-06-02 09:21:282026-06-02 09:21:28ABRAVA revitaliza Regional Nordeste e anuncia nova diretoria

Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

31/05/2026

Artigo de Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, examina os possíveis desdobramentos regulatórios, ambientais e econômicos das mudanças anunciadas pelos Estados Unidos para o setor HVAC-R.

O anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a flexibilização de regras aplicadas a fluidos refrigerantes gerou interpretações de que o país poderia deixar o Protocolo de Montreal ou a Emenda de Kigali. Segundo análise técnica divulgada pela ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), os documentos oficiais da Casa Branca e da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) indicam um cenário diferente.

De acordo com o estudo assinado por Dr. Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, as medidas revisam duas regras domésticas da EPA relacionadas aos hidrofluorcarbonos (HFCs): a “Technology Transitions Rule”, de 2023, e a “ER&R Rule”, de 2024. As mudanças ampliam prazos de transição para setores como supermercados, armazéns frigorificados, semicondutores e ar-condicionado residencial, além de revisar exigências aplicadas ao transporte refrigerado.

A análise ressalta que as revisões não alteram tratados internacionais nem modificam a AIM Act, legislação federal aprovada pelo Congresso dos EUA que prevê redução de 85% do consumo e da produção de HFCs até 2036. Segundo a ABRAVA, a própria EPA informou que continua obrigada a cumprir integralmente a legislação vigente.

Entre os setores contemplados pelas mudanças estão supermercados e varejo alimentar, com extensão de prazos para adoção de refrigerantes de menor potencial de aquecimento global (GWP), além do segmento de ar-condicionado residencial e comercial leve para equipamentos fabricados antes de 2025. A indústria de semicondutores também recebeu ampliação de prazos devido às características dos processos térmicos.

No transporte refrigerado, houve retirada de exigências consideradas inadequadas ao perfil operacional do setor. Armazéns frigorificados e equipamentos laboratoriais tiveram ajustes nos limites de GWP e nos cronogramas de transição.

Segundo o documento, as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano destacam possíveis reduções de custos para empresas e consumidores. A análise cita estudos anteriores da própria EPA e do Lawrence Berkeley National Laboratory que associam a transição para refrigerantes de menor GWP a ganhos de eficiência energética ao longo da vida útil dos equipamentos.

O texto também observa que a redução gradual da oferta de HFCs prevista na AIM Act pode aumentar a pressão sobre os preços de fluidos refrigerantes considerados obsoletos, especialmente em setores com elevada demanda volumétrica.

A ABRAVA afirma que esses fatores reforçam a necessidade de análises técnicas contínuas para orientar investimentos e planejamento no setor HVAC-R. A entidade destaca ainda o Observatório Kigali, iniciativa voltada à centralização de informações sobre a implementação da Emenda de Kigali no Brasil.

A análise também aborda a possibilidade de saída dos EUA do Protocolo de Montreal. Segundo a entidade, a Constituição norte-americana não estabelece procedimento detalhado para retirada de tratados internacionais e eventual saída só teria efeito um ano após comunicação oficial à Secretaria do Ozônio, responsável pelo protocolo.

O texto ressalta ainda que a AIM Act continuaria válida mesmo em um cenário de saída formal do acordo internacional, já que a legislação federal só pode ser alterada pelo Congresso dos EUA. Além disso, estados como Califórnia, Colorado e Nova York mantêm regulações próprias sobre HFCs.

Segundo a ABRAVA, não há indicação de que os Estados Unidos pretendam deixar o Protocolo de Montreal ou suas emendas. A entidade informou que participará da 48th OWG (Meeting of the Open-ended Working Group of the Parties) do Protocolo de Montreal, entre 13 e 17 de julho, em Bangkok, na Tailândia, para acompanhar os desdobramentos do tema.

Sobre possíveis impactos para o Brasil, a análise aponta que os efeitos diretos tendem a ser limitados no curto prazo. Dados do IBAMA indicam que, em 2025, 2,5% dos HFCs importados pelo Brasil tiveram origem nos Estados Unidos.

A entidade avalia que os principais impactos indiretos estão relacionados à interpretação econômica da implementação da Emenda de Kigali. Segundo o documento, os ganhos associados à eficiência energética seriam contínuos, enquanto os custos de adaptação ocorreriam de forma pontual.

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Resumen (español)

La ABRAVA informó que las recientes revisiones regulatorias anunciadas por el gobierno de Estados Unidos sobre hidrofluorocarbonos (HFCs) no representan una salida del país del Protocolo de Montreal ni de la Enmienda de Kigali. El análisis técnico señala que las modificaciones afectan normas internas de la EPA relacionadas con plazos y exigencias sectoriales para supermercados, transporte refrigerado, aire acondicionado residencial y semiconductores. Según la entidad, la ley federal AIM Act continúa vigente y mantiene la meta de reducción del 85% en el consumo y producción de HFCs hasta 2036. Para Brasil, el impacto directo sería limitado en el corto plazo, aunque la ABRAVA advierte sobre posibles efectos indirectos vinculados a la interpretación económica de la transición hacia refrigerantes de menor GWP.

Summary (English)

ABRAVA stated that the recent regulatory revisions announced by the United States government regarding hydrofluorocarbons (HFCs) do not indicate a withdrawal from the Montreal Protocol or the Kigali Amendment. The technical analysis explains that the changes apply to domestic EPA rules involving transition deadlines and sector-specific requirements for supermarkets, refrigerated transport, residential air conditioning and semiconductors. According to the association, the federal AIM Act remains in force and still mandates an 85% reduction in HFC production and consumption by 2036. For Brazil, the direct impact is expected to remain limited in the short term, although ABRAVA highlighted possible indirect effects related to the economic interpretation of the Kigali Amendment implementation.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-31 01:20:492026-05-29 15:35:04Análise da ABRAVA detalha efeitos da flexibilização de regras para HFCs nos EUA

SMACNA Brasil homenageia professor Oswaldo de Siqueira Bueno em São Paulo

30/05/2026

Entidade reconheceu a atuação do professor no Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar e na Comissão Avaliadora dos Destaques do Ano SMACNA Brasil.

A SMACNA Brasil realizou, na última quarta-feira (28), em São Paulo, um almoço oficial para a entrega de uma placa de homenagem ao professor Oswaldo de Siqueira Bueno. A iniciativa reconheceu os 20 anos de atuação do docente junto ao Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar e sua participação na Comissão Avaliadora dos Destaques do Ano SMACNA Brasil.

O encontro reuniu integrantes da diretoria da entidade e convidados. Participaram do evento o engenheiro José Alberto Poy, presidente da SMACNA Brasil; o engenheiro Romulo Pieroni Sobrinho, vice-presidente da entidade; o engenheiro Alexandre de Paula Lima, diretor tesoureiro da SMACNA Brasil; o professor doutor Antonio Luis C. Mariani, representante POLI/SMACNA; João Hamilton de Abreu, cofundador do Programa SMACNA; e Rosangela Mitie, representante da A R Sistemas.

Em nota, a SMACNA Brasil agradeceu publicamente ao professor Oswaldo de Siqueira Bueno pela dedicação ao programa de educação continuada e pela contribuição ao desenvolvimento técnico do setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/logo-smacna-cursos-e1769089339605.png 528 916 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-30 03:15:562026-05-29 15:17:44SMACNA Brasil homenageia professor Oswaldo de Siqueira Bueno em São Paulo

Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

29/05/2026

O cálculo da capacidade térmica permite verificar se um sistema de climatização está entregando o desempenho nominal especificado pelo fabricante.

O método baseia-se na variação de entalpia do ar associada à vazão mássica no evaporador, sendo aplicável a sistemas split, self-contained e fan coils, tanto de expansão direta quanto de água gelada.

A equação fundamental é:

Capacidade térmica (kW) = ṁ × Δh

Onde:

  • ṁ = vazão mássica de ar (kg/s)
  • Δh = variação de entalpia (kJ/kg)

 

1 – Cálculo da Capacidade Térmica

A – Determinação da Vazão Mássica de Ar (ṁ)

A vazão mássica é obtida a partir da vazão volumétrica e da densidade do ar.

A.1 – Vazão volumétrica

A vazão volumétrica é calculada por:

Q = V × A

Onde:

  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • V = velocidade média do ar (m/s)
  • A = área útil da face da serpentina (m²)

 

Procedimento:

  1. Medir largura e altura úteis da serpentina.
  2. Calcular a área (m²).
  3. Medir a velocidade média com anemômetro digital, distribuindo as medições em múltiplos pontos.
  4. Calcular Q em m³/s.
  5. Converter para m³/h quando necessário (multiplicar por 3600).

Em equipamentos de maior porte pode-se utilizar balômetro ou instrumentos digitais com cálculo automático.

 

A.2 – Determinação da densidade do ar (ρ)

A densidade do ar é determinada a partir das condições psicrométricas na saída do evaporador.

Podem ser utilizados:

  • Termohigrômetro digital
  • Psicrômetro eletrônico
  • Instrumentos multiparâmetro
  • Software ou aplicativo psicrométrico

Caso seja utilizada carta psicrométrica, devem ser informados:

  • Temperatura de bulbo seco
  • Temperatura de bulbo úmido ou umidade relativa

 

A.3 – Cálculo da vazão mássica

A vazão mássica é dada por:

ṁ = Q × ρ

Onde:

  • ṁ = vazão mássica (kg/s)
  • Q = vazão volumétrica (m³/s)
  • ρ = densidade do ar (kg/m³)

 

B – Determinação da Variação de Entalpia (Δh)

Medem-se as condições psicrométricas do ar:

  • Na entrada do evaporador
  • Na saída do evaporador

Obtêm-se os valores de entalpia em kJ/kg.

A variação é calculada por:

Δh = h entrada − h saída

Instrumentos digitais modernos podem fornecer diretamente os valores de entalpia e a variação.

 

1.1 – Exemplo de Aplicação em Sistema Nominal de 15 TR

Dados medidos em campo

  • Vazão de ar no evaporador: 8200 m³/h
  • Temperatura de bulbo úmido na entrada: 20 °C
  • Temperatura de bulbo úmido na saída: 11,7 °C
  • Temperatura de bulbo seco na saída: 12,5 °C

 

1.1.1 – Determinação da densidade

A partir das condições psicrométricas obtém-se:

ρ = 0,896 kg/m³

 

1.1.2 – Vazão mássica

8200 m³/h × 0,896 kg/m³ = 7347,2 kg/h

Convertendo para kg/s:

7347,2 ÷ 3600 = 2,04 kg/s

 

1.1.3 – Variação de entalpia

Valores obtidos:

h entrada = 14,3 kcal/kg
h saída = 8,3 kcal/kg

Δh = 6 kcal/kg

Convertendo para o Sistema Internacional:

1 kcal = 4,186 kJ

Δh = 25,12 kJ/kg

1.1.4 – Capacidade térmica

Capacidade = 2,04 kg/s × 25,12 kJ/kg

Capacidade ≈ 51,24 kW

Conversão para TR:

1 TR = 3,517 kW

51,24 ÷ 3,517 = 14,57 TR

O sistema nominal de 15 TR apresenta capacidade real de aproximadamente 14,6 TR.

 

2 – Cálculo da Vazão de Ar

Aplicável a sistemas split, self-contained e fan coil.

2.1 – Procedimento

2.1.1 – Medição da área da serpentina

Largura = 1,2 m
Altura = 0,7 m

Área = 1,2 × 0,7 = 0,84 m²

 

2.1.2 – Medição da velocidade média

Velocidade média medida: 2,65 m/s

 

2.1.3 – Cálculo da vazão volumétrica

Q = 2,65 × 0,84

Q = 2,23 m³/s

 

2.1.4 – Conversão para m³/h

2,23 × 3600 = 8028 m³/h

 

Considerações Técnicas

O método de cálculo por variação de entalpia permanece tecnicamente válido e é amplamente utilizado em:

  • Comissionamento
  • Retrocomissionamento
  • Diagnóstico de desempenho
  • Auditorias energéticas
  • Avaliação de eficiência operacional

A precisão do resultado depende da qualidade das medições de vazão e das condições psicrométricas.

Para análise completa recomenda-se associar a verificação da capacidade térmica à medição de consumo elétrico e à avaliação de indicadores de eficiência, como COP ou EER.

 

Autor original

José de Castro Silva — Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado; Engenheiro de Produção Mecânica; Mestre em Engenharia Mecânica; Professor universitário na área de Sistemas Térmicos.

Atualização técnica e adequação editorial (2026)

Revista do Frio.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-29 16:14:442026-05-29 16:15:38Análise de capacidade térmica em sistemas de climatização

O segredo da alta performance em compressores

29/05/2026

compressor elgin refrigeracao semi hermetico

Como aumentar a eficiência, a durabilidade e a confiabilidade dos compressores através da fabricação, usinagem e projeto térmico?

Por Felipe Siqueira, Gerente de Produtos da Elgin Refrigeração

Desde 1834, quando Jacob Perkins desenvolveu o primeiro sistema de refrigeração, engenheiros ao redor do mundo buscam tecnologias capazes de elevar a eficiência, aumentar a durabilidade e otimizar os processos de fabricação dos compressores. Atualmente, a Indústria 4.0 incorporou automação, simulações virtuais e inteligência artificial ao desenvolvimento desses equipamentos. Para técnicos e empresários do setor HVAC-R, a evolução dos processos produtivos influencia diretamente desempenho, consumo energético, confiabilidade e custos operacionais.

A fabricação de um compressor envolve processos como fundição, sinterização, estampagem, usinagem, montagem, soldagem e pintura. Em cada uma dessas etapas existem fatores determinantes para o desenvolvimento de um compressor robusto, eficiente e confiável.

Começando pelos processos de fundição e sinterização, responsáveis pela fabricação do bloco, cabeçote e dispositivos de compressão, é fundamental estudar cuidadosamente as ligas metálicas utilizadas. Esses componentes precisam resistir a elevadas temperaturas sem apresentar deformações excessivas por dilatação térmica. Como se trata de peças móveis, o comportamento dimensional após o aquecimento é decisivo para controlar o desgaste dos conjuntos mecânicos e garantir a estabilidade operacional do compressor.

Esse ponto leva diretamente ao próximo fator crítico do processo produtivo: a usinagem das peças móveis. O cálculo e o ajuste correto das folgas internas estão entre os principais segredos para garantir o desempenho do compressor. Mesmo em compressores com pistões sinterizados, montados através do processo popularmente conhecido como “best fit” e sem a utilização de anéis de vedação, a precisão da usinagem continua sendo essencial. O controle dimensional adequado e a correta escolha dos materiais contribuem para a lubrificação adequada do sistema, melhoram a eficiência da compressão, reduzem o desgaste mecânico e minimizam o superaquecimento dos componentes.

“O cálculo e o ajuste correto das folgas internas estão entre o principais segredos para garantir o desempenho do compressor.”

Outro aspecto primordial no desenvolvimento de um compressor é o projeto do motor elétrico e a definição do ponto de sucção do fluido refrigerante. O motor elétrico atua como uma importante fonte de calor dentro do sistema e representa um dos principais desafios relacionados à eficiência energética. O calor gerado pelas bobinas é transferido parcialmente ao fluido refrigerante e, quanto mais próxima a temperatura de operação estiver do limite de isolação do fio esmaltado, menor tende a ser a vida útil do motor. Dessa forma, um projeto térmico eficiente não influencia apenas o coeficiente de performance (COP) do compressor, mas também sua confiabilidade e longevidade.

Para o engenheiro responsável pelo desenvolvimento de um novo compressor, torna-se indispensável ter atenção aos processos de fabricação, à seleção dos materiais e aos critérios de validação do produto. Além disso, nenhum projeto pode ser considerado completo sem uma rotina rigorosa de testes. Ensaios de capacidade em calorímetro, testes de partida, avaliações em condições críticas de baixa tensão e alta temperatura ambiente, além de testes de vida útil com ciclos contínuos de operação, são fundamentais para simular as condições reais de funcionamento do compressor.

  • Trump anuncia flexibilização de regras para HFCs usados na refrigeração e climatização
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Somente após uma etapa completa de desenvolvimento, validação e testes é possível alcançar um compressor que reúna eficiência, durabilidade e confiabilidade — características que se tornaram o verdadeiro segredo da alta performance e que trouxeram à refrigeração moderna um novo patamar tecnológico.

🔧 Na prática para o técnico:

A análise de folgas internas, temperatura de operação e qualidade da lubrificação pode ajudar a identificar falhas prematuras e perdas de eficiência em compressores.

📊 Na prática para o empresário:

Investir em compressores desenvolvidos com processos avançados de usinagem e validação pode reduzir custos de manutenção e aumentar a confiabilidade operacional dos sistemas de refrigeração.

O que os profissionais estão procurando:

Como a usinagem influencia a eficiência do compressor?
A precisão dimensional reduz atritos internos, melhora a vedação e aumenta a eficiência d                                                                a compressão.

Por que o controle térmico do motor elétrico é importante?
Temperaturas elevadas reduzem a vida útil do isolamento elétrico e comprometem a durabilidade do compressor.

Quais testes garantem a confiabilidade de um compressor?
Ensaios de capacidade, testes de partida, avaliações em baixa tensão e testes de vida útil simulam condições reais de operação.

–

Resumen (español)

El desarrollo de compresores de alta performance depende de procesos de fabricación precisos, selección adecuada de materiales y rigurosas pruebas de validación. La evolución de la Industria 4.0 permitió incorporar automatización, simulaciones virtuales e inteligencia artificial para mejorar la eficiencia energética, la durabilidad y la confiabilidad de los sistemas de refrigeración.

Summary (English)

The development of high-performance compressors depends on precise manufacturing processes, proper material selection and rigorous validation testing. Industry 4.0 has introduced automation, virtual simulations and artificial intelligence into compressor production, improving energy efficiency, durability and reliability in refrigeration systems.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/compressor-elgin-refrigeracao-semi-hermetico-e1780077744895.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-29 15:09:542026-05-29 15:09:54O segredo da alta performance em compressores

O fim das etiquetas A+, A++ e A+++

27/05/2026

As novas etiquetas do Inmetro mudam a forma de identificar a eficiência de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras.

As etiquetas de eficiência energética conhecidas pelas classificações A+, A++ e A+++ estão sendo substituídas por um novo sistema de avaliação do Inmetro. A mudança afeta aparelhos de ar-condicionado e refrigeradores e faz parte da adoção de critérios atualizados para medir o consumo de energia dos equipamentos.

No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a principal alteração foi a adoção do Índice de Desempenho do Resfriamento Sazonal (IDRS), previsto na Portaria Inmetro nº 234/2020. O indicador substituiu o método tradicional baseado no COP/EER, utilizado para medir a eficiência dos equipamentos em condições estáticas de operação.

Diferentemente do sistema anterior, o IDRS considera o consumo de energia ao longo do ano, levando em conta as variações climáticas típicas do país. Com isso, a avaliação passa a refletir o desempenho do equipamento em diferentes condições de uso.

A mudança também simplificou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Em vez das antigas subdivisões A+, A++ e A+++, os aparelhos passaram a ser classificados em uma escala de A a F.

O processo de transição começou em 2023, quando foi proibida a fabricação e a importação de modelos sem o novo índice de eficiência. A regulamentação avança agora para as etapas finais de adequação do mercado.

Outra mudança está relacionada à obtenção da classificação máxima. O IDRS mínimo exigido para que um aparelho seja enquadrado na Classe A passou de 5,5 para 7,0.

Segundo as informações divulgadas, mais da metade dos aparelhos split de entrada produzidos em Manaus não alcança atualmente a classificação A após a adoção do novo critério.

Os equipamentos enquadrados nas faixas de menor eficiência seguem um cronograma de transição para comercialização. O prazo para escoamento desses modelos no varejo termina no final de junho.

Geladeiras passam a usar apenas três classes

Para os refrigeradores, a mudança ocorre de forma diferente. As etiquetas foram simplificadas para apenas três categorias: A, B e C.

Nesse modelo, os equipamentos que seriam enquadrados nas antigas categorias D, E e F deixaram de fazer parte da classificação. O varejo tem até o final do ano para comercializar os estoques remanescentes desses produtos.

Para os profissionais de climatização e refrigeração, a principal mudança prática é a identificação da eficiência energética dos equipamentos. As antigas referências A+, A++ e A+++ deixam de existir, dando lugar às novas classificações adotadas pelo Inmetro.

Figura ilustrativa

–

Resumen (español)

Las etiquetas de eficiencia energética A+, A++ y A+++ están siendo sustituidas por nuevos criterios definidos por el Inmetro. Los equipos de aire acondicionado ahora utilizan el Índice de Desempeño de Refrigeración Estacional (IDRS) y una escala de A a F, mientras que los refrigeradores adoptan una clasificación simplificada de A a C. El cambio modifica la forma de identificar la eficiencia energética de los equipos comercializados en Brasil.

Summary (English)

The A+, A++ and A+++ energy-efficiency labels are being replaced by new criteria established by Inmetro. Air conditioners are now evaluated using the Seasonal Cooling Performance Index (IDRS) and an A-to-F scale, while refrigerators follow a simplified A-to-C classification system. The change modifies how energy efficiency is identified in equipment sold in Brazil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Etiquetas-energia-hvac-r-1.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-05-27 16:22:282026-05-28 09:14:54O fim das etiquetas A+, A++ e A+++
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