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Danfoss – Projetos para 2022

Danfoss participa do Congresso Brasileiro da Cadeia do Frio

No próximo dia 2, a GCCA Brasil – Global Cold Chain Alliance – promoverá o Congresso Brasileiro da Cadeia do Frio, no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo. O evento, com programação formada por palestras e painéis de discussão, terá a Danfoss como uma das participantes do debate sobre o tema “ESG na Refrigeração Industrial”, representada por Renato Majarão, Diretor Senior de Vendas e Marketing da Danfoss Climate Solutions América Latina.

A edição deste ano do Congresso Brasileiro da Cadeia do Frio está prevista para ser realizada das 8h30 às 17h30 e é voltada para o setor de Operadores de Logística Frigorificada e dispõe de uma programação educacional planejada para executivos e líderes das empresas associadas e não associadas ligadas ao setor. Além do debate sobre ESG, serão abordados assuntos como “Momento da Indústria Global”, “Rodovias, Ferrovias e Mar na Cadeia do Frio Brasileira”, “Perspectivas dos Clientes” e “Logística Refrigerada no Corredor Bioceânico: Realidade e Perspectivas Regionais Brasileiras”, entre outros. O intuito é reunir palestrantes, professores e especialistas de alto nível para interagirem e trocarem experiências sobre tendências futuras e desafios atuais da cadeia do frio, bem como empresas fornecedoras de soluções para este mercado.

Para Renato Majarão, o debate sobre ESG na Refrigeração Industrial é extremamente oportuno e pode agregar muito para o setor. “Hoje, podemos dizer que a agenda ESG está pelo menos em vista para todo o setor produtivo e em muitos deles é uma das principais prioridades. O setor de refrigeração não poderia ser diferente e é muito importante que discutamos esse assunto de forma mais específica, pois já existem soluções nesse segmento que visam a reduzir os impactos ambientais como as que proporcionam economia de eletricidade com mais eficiência energética ou com o uso de fluídos refrigerantes que não são prejudiciais ao meio ambiente. Além disso, como a redução dos impactos ambientais e melhor uso dos recursos são questões que sempre marcaram a trajetória da Danfoss, participarmos desse debate sem dúvida será muito positivo e totalmente em linha com a nossa atuação”, comenta ele.

Danfoss será uma das palestrantes da 12ª Conferência Internacional do GBC Brasil

No próximo dia 22, a partir das 14 horas, a Danfoss fará uma apresentação via Internet sobre o tema “Soluções Inteligentes para Edifícios Eficientes”. A palestra, que será ministrada por João Fernando Aguena, Engenheiro de Vendas Sênior, e Fellipe Dias Oliveira, Engenheiro de aplicação em HVAC, ambos da Divisão de Climate Solutions da Danfoss do Brasil, é parte da programação da 12ª Conferência Internacional do GBC Brasil, o maior evento de construção sustentável da América Latina e que terá a sua abertura também em 22 de novembro.

A Conferência Internacional 2021 do GBC Brasil, que tem previsão de 10 mil participantes e como tema principal “Edificando Ideais Humanos”, será realizada de forma virtual, ainda por conta das restrições sanitárias, e consistirá em 15 dias ininterruptos de palestras técnicas, master series, entrevistas com especialistas e outras atividades relacionadas à construção sustentável. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.greenbuildingbrasil.org.br .

Segundo dados do GBC Brasil, as construções sustentáveis no Brasil seguem em crescimento, registraram um aumento de 28% em 2020 apesar da pandemia e este ritmo deve se manter em 2021. Além disso, outros indicativos de como o segmento está aquecido são o aumento da procura pelas certificações no segmento residencial, em grandes condomínios de bairros, a nova certificação para interiores, a interiorização do movimento e a consolidação de outros projetos e ações do GBC, como as edificações autossuficientes em água e energia e discussão e aplicação de políticas públicas nessa área.

A presença da Danfoss na conferência do GBC Brasil marca uma atenção especial que a empresa dedicou à construção sustentável durante o mês de novembro. Além dessa participação, a multinacional dinamarquesa realizou no último dia 10 um painel de discussões via Internet com o tema “Viva da transição verde: descarbonização de edifícios e sua construção”. Estiveram nesse debate especialistas no assunto representando a ONU e as cidades de Copenhague e Varsóvia, além de executivos da própria Danfoss e da Barslund, companhia dinamarquesa de engenharia, projetos e construção de infraestrutura de pequeno, médio e grande portes. O painel foi um evento paralelo à COP26, que aconteceu entre os dias 1º e 12 desse mês em Glasgow, no Reino Unido.

HVAC-R pede metas ambiciosas contra crise climática

Com o mundo a caminho da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), grandes fabricantes do mercado de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração (HVAC-R) pedem para que os líderes mundiais assumam o compromisso de acelerar a corrida rumo à descarbonização da economia global.

Co-signatários de uma carta aberta aos participantes da conferência da ONU em Glasgow, na Escócia, os CEOs da Danfoss, GEA, Trane e Johnson Controls, entre outras multinacionais de diversos setores, querem que os países reduzam as emissões globais pela metade até 2030 e se comprometam com a neutralidade em carbono até 2050, por meio de políticas públicas robustas e metas de transição.

Os executivos também pedem o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e a redução de carga tributária sobre produtos ecologicamente corretos. Outras sugestões incluem apoio e incentivos aos países pioneiros e ao desenvolvimento de novas tecnologias, ao lado de investimento em políticas de adaptação às mudanças climáticas.

“É hora de os governos criarem um futuro sustentável para todos. As empresas estão prontas para apoiar e impulsionar os investimentos – mas precisamos de ação dos legisladores e de maior ambição se quisermos zerar as emissões [de gases de efeito estufa] até 2050”, afirma Kim Fausing, CEO da Danfoss.

“Quero lembrar a todos que a eficiência energética é a maneira mais rápida e barata de dar início aos nossos esforços coletivos para alcançar as metas do Acordo de Paris”, acrescenta.

Mundo em Alerta

Em artigo publicado neste sábado (30/10), o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que a “crise climática é um alerta vermelho para a humanidade”, ressaltando que os “líderes mundiais serão colocados à prova em Glasgow”.

“Suas ações – ou a falta delas – mostrarão a seriedade com a qual estão tratando esta emergência planetária”, diz.

“Os sinais de alerta não passam desapercebidos: em todos os lugares as temperaturas estão aumentando; a biodiversidade está alcançando novas baixas; os oceanos estão se acidificando e sufocando com lixo plástico. O aumento das temperaturas transformará vastas áreas do nosso planeta em zonas mortas para a humanidade até o fim do século”, ressalta.

Guterres também salienta que, “com razão, as pessoas esperam dos governos que as lideram. Mas todos temos a responsabilidade de garantir nosso futuro coletivo.”

“Empresas devem reduzir seu impacto climático e alinhar, de maneira completa e crível, suas operações e fluxos financeiros a um futuro de carbono zero. Sem maiores desculpas, sem mais greenwashing [prática de maquiagem sustentável para melhorar a imagem empresarial]”, completa.

A hora e a vez da Indústria 4.0

Inovações tecnológicas desenvolvidas com base na Internet das Coisas, como a conectividade a distância e a manutenção remota, incrementam a busca por produtos que atendam às demandas de eficiência energética, manutenção e operacional.

Tecnologias que geralmente só víamos em filmes de ficção científica, como acesso remoto e controle de equipamentos a distância e por comandos de voz, além de armazenamento de informações em nuvem, já chegaram ao HVAC-R e avançam gradualmente, no que o mercado em geral nomeou de “Indústria 4.0”.

De olho na astronômica cifra de US$ 10 trilhões que a Internet das Coisas (IoT) e suas ramificações devem gerar em investimentos até 2030 em todo mundo, segundo especialistas na área, os fabricantes do setor estão apostando em sistemas ciber-físicos de inteligência para monitorar, gerenciar, rastrear, prever e otimizar a operação de sistemas de ar-condicionado e de refrigeração, em tempo real e de qualquer localização do mundo por meio de um ponto de conectividade.

Tal movimento se acelerou a partir do avanço da Internet das Coisas (IoT), com a ampliação da oferta de acesso à tecnologia 5G para redes móveis e banda larga. Em um futuro próximo, a IoT proporcionará toda a interface da linha branca, de eletroeletrônicos e eletroportáteis diretamente entre o suporte técnico e o consumidor.

Para a indústria do frio, a conectividade está abrindo portas para a coleta e análise avançada dos dados de operação de sistemas, possibilitando a identificação de oportunidades de melhorias, a tomada de decisões baseadas em dados e a validação dos resultados das ações implementadas. “Está havendo uma revolução na maneira como se faz a gestão de uma instalação, com foco em energia, sustentabilidade e/ou confiabilidade. Como novos avanços, podemos considerar o uso de robôs autônomos, big data e data analytics, fabricação aditiva e realidade aumentada”, argumenta Matheus Lemes, executivo da Trane e presidente do Departamento Nacional de Ar Condicionado da Associação Brasileira, Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento (Abrava).

O dirigente acredita que todos esses avanços na indústria levam a diversos benefícios para todo o ecossistema do frio, como um maior nível de automação, melhor aplicação da manutenção preditiva, adoção de machine learning, auto-otimização de melhorias de processos e novo nível de eficiência e capacidade de resposta aos clientes.

Segundo ele, o que se viveu na primeira década deste século difere-se do que estamos vivendo atualmente, pois tivemos revoluções que trouxeram grandes ganhos para as empresas, principalmente com o avanço da automação e das melhorias na conectividade, que permitiram maior eficiência e produtividade.

“Com isso, os fabricantes precisam adaptar cada vez mais seus produtos, inovações e serviços para o mercado, e os técnicos estão sendo capacitados para aprofundar conhecimentos sobre essas tendências. Já os varejistas estão fazendo grandes alianças técnico-comerciais visando atender aos mais diversos clientes, fundamentando-se na excelência como ponto focal de toda esta triangulação de propósitos do negócio”, descreve Matheus.

Igual percepção sobre a Internet das Coisas demonstra Ricardo dos Santos, executivo da Mayekawa do Brasil e vice-presidente do Departamento Nacional de Refrigeração da Abrava.

Este novo modelo baseado em IoT, entende ele, estabelece cada vez mais a proximidade de um processo industrial operado remotamente e composto por um sistema energeticamente eficiente, com módulos de inteligência artificial funcionando segundo parâmetros de projeto previamente determinados para garantir a eficiência.

“Ao mesmo tempo, serão cada vez mais utilizados módulos de machine learning para garantir que as características específicas de cada equipamento e de seus processos sejam obtidas com alto desempenho e segurança, com módulos autônomos que identificam alterações a serem feitas na operação em busca do ponto de máxima performance e segurança”, afirma Ricardo. Com a visão de quem já viu muitas transformações no HVAC-R, o executivo projeta, para os próximos anos, o desenvolvimento de sistemas de refrigeração dotados de premissas e tecnologias que permitirão resguardar todos os aspectos ambientais, como uso racional de energia elétrica, água e fluidos refrigerantes naturais, tudo isso agregando tecnologias de IoT para manter os sistemas em funcionamento dentro da faixa ótima de operação.

 Investimentos

Vários players do mercado do frio nacional e internacional continuamente estão investindo em tecnologias que cada vez mais atraiam o interesse de varejistas e consumidores. Se o preço final do equipamento compensar a relação custo-benefício, melhor ainda.

“Ao implementar uma solução baseada em nuvem, o contrato com o prestador do serviço geralmente segue um modelo as a service, em que o cliente paga uma mensalidade para ter acesso às plataformas de supervisão sem precisar desembolsar grandes investimentos no período inicial do projeto. Isso muda a percepção financeira do projeto. Na infraestrutura, há benefícios como a não necessidade de se manter uma estrutura de TI local complexa”, detalha Ricardo Konda, engenheiro de vendas da Divisão de Climate Solutions da Danfoss do Brasil. A multinacional dinamarquesa é uma das fabricantes que têm apostado nesta nova realidade, embora a crise econômica –agravada pela pandemia da Covid-19 –, argumenta o executivo, tenha levado o mercado em geral a postergar projetos de inovação e melhorias.

“Com a retomada da economia, esperamos que estes projetos sejam implementados e impulsionem cada vez mais a utilização dessas novas tecnologias”, deseja Konda, apontando duas plataformas de monitoramento remoto desenvolvidos pela empresa, o Centrica (foco em energia elétrica) e o Alsense (foco em temperatura e alarmes).

“São duas ótimas ferramentas baseadas em nuvem, com excelente conectividade e comunicação sem fio, que permitem aos técnicos acesso às informações de todo o sistema de refrigeração e seu consumo energético, de maneira remota por meio de PC, tablet ou smartphone. O técnico de manutenção, por exemplo, pode ir à loja muito mais preparado para resolver um problema quando já sabe de antemão qual equipamento está originando a falha ou até mesmo corrigi-la remotamente. Isto significa redução de custo operacional imediato”, salienta o gestor.

Outro importante player do mercado, a Termomecanica deu início – ainda em 2019, antes da pandemia da covid-19 – a um projeto arrojado para alcançar o status de Indústria 4.0, a partir da implementação de um sistema integrado de comunicação dos seus equipamentos, o qual permite a coleta e análise de dados históricos e em tempo real.

Em busca de uma gestão mais eficiência, o programa contemplou a aplicação de um sistema empregando tecnologia wi-fi, visando cobrir inicialmente o setor de fundição, especificamente os fornos da linha de chapas de uma de suas unidades fabris em São Bernardo do Campo (SP). Líder no setor de transformação de cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados, a Termomecanica tem investido ainda na construção de um big data alimentado com informações da engenharia e de outras áreas, como planejamento e controle da produção e qualidade.

“Graças à integração de diversos sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning), MES (Manufacturing Execution System) e Scada (Supervisory Control and Data Acquisition), os dados coletados visam auxiliar os gestores na tomada de decisão a respeito de investimentos e apoiar estudos e ações para eliminação de desperdícios nos diferentes setores da fábrica”, ressalta o superintendente de tecnologia da empresa, Walter Sanches.

O executivo reforça que essa transformação exige foco por igual em pessoas, processos e tecnologia, sem que um ou outro se sobressaia. Entendemos também que inteligência e automação precisam estar embutidas em todos os processos e as decisões baseadas em algoritmos”, complementa. Especializada no desenvolvimento, fabricação e venda de componentes, equipamentos e sistemas de ar-condicionado e ventilação interior, a multinacional Trox também ampliou seus investimentos na Internet das Coisas. Ainda em 2019, a companhia lançou, na 21ª Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Febrava), a extensão do serviço IoTROX aos equipamentos de AHU e chiller, permitindo o acesso a dados em nuvem, com segurança da informação, monitoramento e supervisão remoto com serviços de alerta para manutenção.

“A partir dessa nova visão tecnológica mundial, trazida pela Indústria 4.0, e com o intuito de proporcionar aos clientes a melhor experiência, conectamos nossos equipamentos físicos à nova plataforma IoTROX, desenvolvida baseando-se em uma infraestrutura de software com armazenamento remoto”, explica o gerente de P&D Jorge Zato.

“Os dados dos equipamentos podem ser acessados na tela de dispositivos de acesso exclusivo ao usuário, visualizando dashboards de performance e recebendo notificações do equipamento, inclusive dados históricos”, conclui o executivo. A presença da IoT em equipamentos e componentes, a partir de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, será cada vez maior nos próximos anos em toda a cadeia produtiva do frio, elevando ainda mais a confiabilidade de aparelhos e processos preventivos e de manutenção em momentos críticos. É nisso que o mercado aposta.

Danfoss disponibiliza linha de componentes qualificados para R32

Com seu potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês) relativamente baixo em GWP-675, alta capacidade volumétrica, eficiência e menor preço, o fluido refrigerante R32 se tornou uma das alternativas mais populares – junto com o R452B e R454B – para substituir o R410A em sistemas de ar condicionado comercial e bombas de calor.

Em resposta à alta demanda – e após o lançamento do portfólio de multirrefrigerante para R410A / R452B / R454B – a Danfoss anunciou uma linha completa de componentes que permitem aos OEMs projetar sistemas R32 de até 700kW / 260TR.

Gustavo Asquino, Gerente de Vendas e Marketing de Climate Solutions da Danfoss na América Latina, afirma que “em todo o mundo, os OEMs de ar-condicionado estão modificando o R410A. Ao adicionar uma nova linha de produtos R32 ao nosso portfólio de multirrefrigerante R410A / R452B / R454B, estamos comprometidos em fornecer a mais ampla gama de opções aos nossos clientes. E para os usuários finais, sejam quais forem os desafios de aplicação que eles tenham, o sistema projetado com as soluções Danfoss permite alta eficiência, confiabilidade, baixas cargas de refrigerante e flexibilidade”.

Os OEMs que desejarem testar os novos componentes para R32 em seus próprios projetos podem entrar em contato com a Danfoss para obter amostras.

Carnes e leite impulsionam HVAC-R

Iniciada no primeiro trimestre de 2020, a pandemia do novo coronavírus evidenciou ainda mais o papel de protagonismo da refrigeração industrial nos processos de armazenagem, transporte e preservação de alimentos e produtos médicos, a exemplo das vacinas.

Se por um lado o fechamento compulsório de bares e restaurantes atrapalhou fortemente o HVAC-R nacional, por outro, acabou impulsionando as demandas geradas por grandes e médias redes supermercadistas e por pequenos estabelecimentos deste segmento.

Paralelamente à covid-19, o atual momento de incertezas climáticas e descontrole das condições macroeconômicas levaram diversos países, inclusive o Brasil, a aumentar seus estoques reguladores de proteína animal, a fim de garantir o abastecimento e a segurança alimentar.

“Este cenário contribuiu significativamente para o crescimento da indústria nesta atividade e a ampliação dos frigoríficos brasileiros, já que essas atividades necessitam de equipamentos para resfriamento e congelamento”, diz o vice-presidente de refrigeração da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Ricardo dos Santos, executivo da Mayekawa, companhia que atua na área de refrigeração industrial.

Ricardo dos Santos, executivo da Mayekawa

Ao mesmo tempo, pontua ele, o País terá forte investimento no segmento de logística com temperatura controlada, uma vez que o mercado observa o andamento da construção de vários novos centros de armazenamento refrigerado. Com isso, não só o segmento de carnes se beneficiou, mas também o de leite e derivados, que acabou pegando carona nessas mudanças positivas. “A busca por entrepostos refrigerados não é um fenômeno novo, mas sim a crescente procura por espaços refrigerados complexos e muito específicos. Até porque a indústria de armazenamento refrigerado tem sido fortemente impulsionada pelas vendas on-line e a crescente demanda do consumidor por produtos frescos de alimentação saudável e por produtos farmacêuticos que requerem armazenamento especializado”, explica Ricardo. No entendimento do VP da Abrava, esta guinada levou à construção de mais centros de distribuição de pequeno porte localizados regionalmente, para ajudar a diminuir o tempo de entrega e aumentar a vida útil dos produtos.

“Muitas empresas estão alugando espaços, com localização ideal, e os reformando para criar um ambiente de armazenamento refrigerado, com enfoque especial na eficiência energética, pois aproximadamente 25% do custo total de funcionamento de um CD refrigerado refere-se ao consumo de energia elétrica”, comenta. Igualmente importante para o segmento de leite e derivados, o frio tem papel essencial em uma das primeiras etapas pós-extração do animal, quando é necessário levar o produto, então a uma temperatura de 34 ºC, até 4 ºC, em um período de três a quatro horas, para garantir a segurança em relação a bactérias.

“Sem este processo, não se pode garantir a qualidade do leite, sendo necessário manter esta temperatura até que o produto chegue aos laticínios. No transporte refrigerado é igualmente importante, dando à cadeia do frio a grande responsabilidade de garantir a qualidade do leite que consumimos, bem como a sua condição para a produção de seus derivados”, descreve o gerente de vendas da Danfoss do Brasil, Eládio Pereira.

O executivo salienta que a multinacional é referência no mercado de leite em toda a América Latina, com produtos de alta tecnologia que atendem desde o pequeno produtor, a partir de um tanque de 300 litros, até grandes produtores e laticínios.

Segundo ele, os investimentos dos segmentos de carnes e leite têm sido fundamentais, nos últimos dois anos, para o crescimento do transporte refrigerado no Brasil, que não sentiu tanto os impactos da pandemia, uma vez que o consumo de alimentos da população migrou de bares e restaurantes para os supermercados, principalmente devido ao home office.

“O transporte frigorífico se intensificou por causa do aumento da demanda por alimentos. Como já estava preparado em relação a equipamentos e normas de qualidade e temperaturas, o grande desafio foi atender à crescente procura por novos equipamentos, o que ocorreu com êxito”, argumenta.

O executivo da Danfoss entende que, atualmente, o segmento de leite e derivados está bem coberto em relação à cadeia de refrigeração, por meio de resfriadores e conservadores de leite, além do transporte frigorífico.

Entretanto, assegura ele, as novas tecnologias que estão chegando ao setor agrícola, com intensificação da internet em zonas rurais, são consideradas os próximos desafios dos fabricantes de equipamentos de frio.

“A digitalização desses processos, o monitoramento remoto de temperaturas e da produção darão maior credibilidade ao produtor e agregarão valor ao leite, quando o mesmo for repassado aos grandes frigoríficos e cooperativas, beneficiando toda a cadeia produtiva”, complementa.

Para os técnicos em refrigeração e de outros segmentos do HVAC-R, enfatiza o executivo, a grande dificuldade ficará em torno das grandes distâncias e da dificuldade de locomoção até os produtores que possuem equipamentos de resfriamento de leite, a maioria dos quais estabelecidos na zona rural.

“Isto resultará em uma assistência técnica de maior valor devido aos custos relacionados à locomoção. Como a maioria dos técnicos está localizada nas grandes cidades, é preciso entender a limitação existente para a disponibilidade de pessoal qualificado, pois vai haver desequilíbrio entre a demanda de serviços e a mão de obra especializada disponível em determinada região”, analisa.

Este é o mesmo ponto de vista do vice-presidente de refrigeração da Abrava, Ricardo dos Santos, ainda que tenha expandido as mesmas dificuldades para a indústria, “visto que a constante ampliação e construção de novas fábricas de alimentos e centros de distribuição refrigerados tem apresentado ao empresariado o enorme desafio de encontrar mão de obra qualificada para operação e manutenção dos sistemas de refrigeração”, conclui ele, projetando que o setor do frio terá muito espaço para crescer nos próximos anos.

Danfoss anuncia o melhor semestre de sua história

No primeiro semestre de 2021, a Danfoss aumentou suas vendas para € 3,3 bilhões – um crescimento de 18% em moeda local. A multinacional dinamarquesa obteve um grande crescimento em todas as regiões, apesar de algumas partes do mundo ainda serem afetadas pela pandemia da COVID-19. A empresa deu continuidade a expressivos investimentos em inovação (P&D), representando 4,7% das vendas. Ao mesmo tempo apresentou um aumento de 45% nos lucros operacionais com o EBITA de € 449 milhões, lucro operacional que superou o forte nível do primeiro semestre de 2019, antes da pandemia. O lucro líquido aumentou 74%, totalizando € 286 milhões.

Danfoss amplia portfólio de máquinas compatíveis com HFOs

O lançamento de novas unidades condensadoras Optyma e compressores MTZ/NTZ expandiu o portfólio Danfoss de soluções de refrigeração para uso com R-454C, R-455A e R-1234yf, três hidrofluorolefinas (HFOs)  levemente inflamáveis (A2L) de baixo potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês).

Exibidas pela primeira vez na Euroshop do ano passado, as novas unidades condensadoras multirrefrigerantes Optyma Slim Pack e Optyma Plus também apresentam alta taxa de eficiência energética, segundo a companhia dinamarquesa.

“Os refrigerantes A2L são soluções ecologicamente corretas que atendem a restrições cada vez mais rígidas – mas exigem testes e projetos de segurança específicos, devido à sua leve inflamabilidade”, disse Rogerio Salhab Federici, chefe de soluções de sistema da Danfoss Climate Solutions.

“As novas unidades condensadoras Optyma foram submetidas a teste de ignição em laboratórios independentes e projetadas com precauções de mitigação de risco, como uma caixa elétrica selada, orifícios e aberturas para garantir a diluição do refrigerante, dando aos instaladores tranquilidade.”

Complementando as novas unidades de condensação, os compressores alternativos comerciais MTZ e NTZ da empresa – para aplicações de média e baixa temperatura, respectivamente – agora estão qualificados para uso com refrigerantes R-454C e R-455A e vêm em uma configuração multirrefrigerante.

Novas condensadoras apresentam alta taxa de eficiência energética, ressalta fabricante

Plataforma em nuvem aumenta em até 30% eficiência do varejo

A Danfoss atualizou e aprimorou sua oferta de serviços para criar um portal baseado em nuvem mais sustentável, escalável e seguro para gerenciar operações no varejo de alimentos, segundo a empresa.

Anteriormente conhecido como Danfoss Enterprise Services (DES), o Alsenseé otimizado para fornecer novos níveis de eficiência. Os varejistas de alimentos podem reduzir seu consumo líquido de energia em até 30% com o Alsense, economizando dinheiro e reduzindo o desperdício de alimentos.

“Estamos entusiasmados em oferecer uma interface moderna e recursos em nuvem poderosos para nossos clientes do varejo de alimentos”, comenta Stephane Nassau, vice-presidente de vendas globais da Danfoss Cooling.

“Os benefícios adicionais podem tornar significativamente mais fácil rastrear o desempenho dos ativos, responder a alarmes e reduzir o consumo de energia – reduzindo os custos operacionais em geral e estendendo a vida útil dos ativos. Esta é uma solução de nuvem ideal para quem procura manter as operações do dia-a-dia eficientes e econômicas.”

Maior eficiência e desempenho simplificado

Todos os serviços são integrados em um centro, oferecendo uma experiência de usuário perfeita e funcionalidades adicionais. Algumas dessas funcionalidades incluem:

  • Informação rápida e fácil – Em vez de painéis desordenados, o Alsense oferece dados relevantes e fáceis de compreender. Isso permite que os clientes tomem ações corretivas mais rapidamente, reduzindo significativamente o desperdício de alimentos e de energia.
  • Maior segurança e disponibilidade – O Alsense permite fácil expansão para diferentes regiões, com maior capacidade de manutenção e uma nova estrutura VPN para segurança adicional.
  • Desempenho e estabilidade aprimorados – A nova plataforma de serviço da Microsoft Azure fornece operação de serviço mais suave, reação mais rápida a alarmes, redução de alarmes incômodos e maior tempo de atividade de ativos.
  • Roteiro de recursos dinâmicos – Os recursos são atualizados e introduzidos a cada duas semanas. Isso fornece aos clientes melhorias contínuas com base em feedback em tempo real.
  • Portal responsivo – Seja em um dispositivo móvel, tablet ou desktop, os usuários têm uma experiência de portal integrada e responsiva. Isso aumenta a facilidade de uso e a acessibilidade às informações necessárias em um escritório ou enquanto viaja.

Parceria de confiança

Com a plataforma Alsense atualizada, os clientes podem contar com a experiência combinada de duas empresas notáveis. A Danfoss traz mais de 80 anos de experiência em engenharia e mecânica para seus serviços baseados em nuvem habilitados pela nova plataforma desenvolvida pela Microsoft Azure. A Microsoft tem a segurança, escalabilidade e sustentabilidade confiáveis que os clientes esperam de suas ferramentas digitais.

A Danfoss e a Microsoft anunciaram a parceria em outubro de 2019. A nova plataforma Alsense é a primeira de muitas soluções que vêm dessa colaboração de IoT. “Com a Alsense, a Danfoss provou a capacidade de compreender e enfrentar os desafios da diversidade de dispositivos e conectividade da indústria de varejo de alimentos e oferecer benefícios tangíveis com uma plataforma IoT que reduz os custos operacionais e economiza energia. É assim que capacitamos as empresas a oferecer sustentabilidade por meio do uso inteligente da tecnologia”, destaca Nina Lund, EMEA Retail & Consumer Goods Lead na Microsoft.

Os clientes Danfoss Enterprise Services (DES) existentes experimentarão o valor agregado do Alsense por meio de uma atualização automática na plataforma atual. Novos clientes podem explorar as soluções que melhor atendem às suas necessidades entrando em contato com um representante de vendas.