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Arquivo para Tag: CO2

Presenciais ou a distância, cursos reforçam importância da capacitação profissional

24/01/2022

Durante a pandemia, escolas técnicas e profissionalizantes da área de refrigeração e climatização foram obrigadas a se reinventar e investir em parcerias para continuar operando, sobretudo no ambiente virtual/EAD.

  • Veja a edição completa

Apesar das turbulências criadas pela disseminação do novo coronavírus, o segmento de cursos presenciais e a distância voltados para o mercado do frio foi impulsionado em 2021, com escolas técnicas registrando crescimento na procura por treinamentos voltados à formação e reciclagem de profissionais do HVAC-R.

Como as escolas já vinham investindo em plataformas de ensino on-line mesmo antes do estouro da pandemia, a transição para o EaD durante o período mais rígido do distanciamento social foi, de certa forma, facilitada.

A ausência de aulas presenciais foi sentida, é verdade, afinal há disciplinas que obrigatoriamente precisam da interação direta entre professor e aluno, fundamental para a absorção de conteúdo, por exemplo, acerca do modo correto de ser fazer determinados procedimentos.

De outro lado, o aprimoramento das tecnologias de transmissão de dados e a consequente adaptação de conteúdos provaram ser possível ensinar e aprender virtualmente conceitos básicos e avançados disponíveis nos tradicionais currículos da área de refrigeração.

“Mesmo com pesados investimentos em produção de material didático, com videoaulas de todas as práticas prontas para os alunos assistirem quantas vezes desejarem, é impossível ensinar um aluno a fazer brasagem, popularmente conhecida como soldagem, somente a distância”, exemplifica o professor Alexandre Fernandes Santos, proprietário da Escola Técnica Profissional (ETP) e da Faculdade Profissional (Fapro), de Curitiba (PR). Juntos, os estabelecimentos têm 700 alunos matriculados.

O empresário enfatiza que as instituições de ensino já tinham se adaptado para operar com a modalidade de EaD, independentemente da pandemia. Lembra ainda que, como havia muitas turmas do ensino presencial, foi muito difícil para a instituição, os professores e alunos fazerem a transição para o ambiente online.

“Perdemos alguns alunos da modalidade presencial, ao mesmo tempo em que aumentamos a quantidade de alunos no EaD. Nesse período, aceleramos o processo de aprovação do primeiro curso de graduação a distância na área de refrigeração e climatização do Brasil e do primeiro curso técnico em refrigeração e climatização”, explica.

A ETP fechou 2021 com um crescimento de 58,57% sobre uma meta que já era 40% maior que a anterior, batendo assim o recorde histórico de matrículas em um único curso da instituição. A meta para 2022 é expandir 20%.

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Cooperação Alemã e o Ministério do Meio Ambiente. A partir de 2023, teremos os primeiros cursos em espanhol para ofertar para a América Latina”, comemora Alexandre.

Para o engenheiro mecânico Sérgio Eugênio da Silva, diretor da Super Ar, as aulas online vieram para ficar e já se tornaram uma realidade no mercado do frio, não sendo mais possível para qualquer instituição oferecer apenas aulas presenciais. De agora em diante, aprendizagem será hibrida com parte de aulas presenciais e as aulas laboratoriais será presencial, diz.

“A adoção do ensino a distância se mostrou um imenso desafio, pois tivemos de nos reinventar. Acreditava somente em aulas presenciais, mas com a pandemia, fizemos parcerias com alguns distribuidores e fabricantes para lançar a modalidade EaD, com o mesmo conteúdo do presencial”, salienta ele, frisando que mesmo

“Esse crescimento está pautado na oferta de novos cursos EaD, como a graduação de tecnólogo em refrigeração e climatização e tecnólogo em manutenção industrial. Além disso, teremos um dos maiores laboratórios de fluidos refrigerantes naturais com ênfase em CO2 e hidrocarbonetos em parceria com a GIZ [Agência de o curso online tendo um valor mais baixo, o aluno ainda prefere o presencial.

“Embora 2020 tenha sido surpreendente, com um crescimento próximo de 40% em relação ao ano anterior, 2021, entretanto, já foi tímido, muito em função da retração da economia do País. Em 2022, iremos inovar com sistemas e máquinas novas para atrair e captar novos alunos”, revela.

Escolas buscaram sistemas EAD

Parcerias

Estratégia adotada por algumas escolas durante a pandemia, a celebração de parcerias foi bastante positiva para incrementar a formação de mão de obra e manter a qualidade dos treinamentos.

A escola profissionalizante Thermo Cursos, de São José do Rio Preto (SP), por exemplo, foi bem-sucedida nesse tipo de solução. Fundada em 2013 e com mais de 3 mil alunos já formados, oferece atualmente 12 cursos na área de climatização, cinco na de refrigeração e um sobre comandos elétricos aplicados à climatização e refrigeração, todos com média de 40 horas. Com laboratório equipado com modernos equipamentos e ferramentais, o estabelecimento firmou parceria com a Midea Carrier, transformando-se em um centro de treinamento da multinacional no Brasil, onde técnicos da companhia são continuamente capacitados.

Em 2021, a Themo Cursos fechou convênio com a Escola Técnica Profissional (ETP), passando a oferecer treinamentos online dos cursos de técnico em refrigeração e climatização e de pós-graduação em engenharia de refrigeração e climatização. Em 2022, a ideia é incluir outros treinamentos, como manutenção em compressores.

“Durante toda a pandemia, como as demais instituições, tivemos que nos reinventar. Ficamos fechados por nove meses. Neste período, as parcerias foram nosso grande alicerce. Começamos a oferecer cursos EaD da ETP e da Midea Carrier aos nossos alunos, processo que foi o nosso grande marco em 2021”, afirma o coordenador técnico da instituição, Américo Martins Junior. Com alunos em toda a América Latina, Portugal, Itália, Angola e Estados Unidos, a Thermo Cursos percebeu que, durante a pandemia, as pessoas sentiram que se não buscassem qualificação, ficaria muito difícil de se manter, pois muitos profissionais foram desligados das empresas.

“Os cursos EaD deverão dominar o mercado, e em 2022, tanto os fabricantes quanto as escolas deverão continuar inovando nesta área”, ressalta o professor, lembrando que a escola cresceu 30% em 2021 em relação a 2020, devendo obter um resultado ainda melhor em 2022.

Adaptação complexa

“Foram 127 dias nebulosos para a Caprerj”, descreve o CEO do Instituto de Capacitação de Refrigeristas e Eletricistas do Rio de Janeiro, Fábio Anderson de Freitas dos Santos. “Havia acabado de assumir a direção da escola e não tínhamos capital de giro nem tempo para hábil para realizar a gravação de cursos on-line e realizar vendas para ter um faturamento mínimo”, lembra.

A instituição retomou as atividades no final de julho de 2020, e o tempo da parada foi utilizado pela diretoria para aprimorar novos conhecimentos em finanças, pedagogia, administrativo, gestão de pessoas, PNL, refrigeração, marketing, comercial e fortalecer nosso network virtual. “A partir desse retorno, literalmente colocamos a mão na massa para fazer obras de reestruturação em nossa unidade”, afirma.

Atualmente, o Caprerj, com sede no bairro de Madureira, na cidade do Rio de Janeiro, conta com turma de 40 alunos mensalmente em capacitação na área da refrigeração, e a projeção para 2022 é dobrar esse número, uma vez que os departamentos comercial e de marketing digital foram reestruturados.

“Nossos projetos futuros consistem na capacitação hibrida (EaD/presencial) de todos os cursos, inclusive os que hoje estão em desenvolvimento, como reparo de placas eletrônicas, câmara frigorifica e PMOC/renovação de ar, treinamentos que deverão estar em funcionamento até junho ou julho deste ano”, projeta. Com média de 350 alunos em seus polos no bairro carioca de Cascadura e na cidade São Gonçalo (RJ), a escola Serae também teve uma adaptação complexa. Com o fechamento dos estabelecimentos durante o momento mais difícil da pandemia, a instituição começou a ofertar aulas em lives, sem, no entanto, substituir as aulas presenciais, que foram reativadas assim que a atividade foi liberada.

“Mesmo com todas as mudanças, a maioria dos alunos permaneceu. Com isso, nossas expectativas para este ano são as melhores possíveis. Estamos investindo para oferecer cada vez mais o que os nossos alunos e o mercado precisam”, salienta o sócio-diretor João Vagner Possani.

Atualmente, a Serae conta com treinamentos presenciais e on-line, tendo como destaques os cursos de refrigeração domiciliar, split system, split system inverter, self contained, chiller, VRF, câmara frigorífica e máquina de lavar e secar roupa.

Mas o ensino a distância nem sempre conquista alunos, conforme deixa claro o empresário Luiz Martins, sócio da Escola Argos, fundada em 1961 e que conta com duas unidades na capital paulista e em torno de 400 alunos.

“Embora a instituição tenha adaptado seu currículo presencial ao online e tentado promover atividades em plataforma virtual, não houve aceitação dessa mudança radical por parte de nossos alunos. Com a proibição das aulas regulares em salas de teoria, só nos foi possível ministrar aulas de prática em oficinas e laboratórios, com restrições”, conta.

Embora não divulgue números de 2021, o gestor diz estar esperançoso sobre o desempenho em 2022, mesmo porque a defasagem que já havia pela falta de profissionais no mercado do frio aumentou de maneira expressiva. “Continuamos nos empenhando para que nossa retomada seja satisfatória”, completa Martins.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/01/capa-01-22.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-01-24 14:39:402022-02-21 15:16:47Presenciais ou a distância, cursos reforçam importância da capacitação profissional

Frascold expande laboratório de testes para os compressores a R290 e CO2

30/07/2021

O ar condicionado e a refrigeração são chamados a desempenhar um papel fundamental na luta contra as alterações climáticas: com o aumento das temperaturas e da população, o número de sistemas HVAC&R está, de fato, destinado a crescer exponencialmente. Em particular, a procura de soluções para o ar condicionado nos setores público e residencial irá aumentar, como testemunham estudos recentes segundo os quais o volume do mercado HVAC atingirá 151 milhões de unidades até 2024.

“Com o objetivo de reduzir a emissão de carbono de todo o setor económico e responder aos restritivos regulamentos europeus e mundiais, que impõem uma redução drástica dos HFCs, os atores do setor estão a potenciar o desenvolvimento de sistemas que utilizam fluidos refrigerantes de baixo PAG”, declara Marco Perri, Diretor de Pesquisa & Desenvolvimento e Apoio Técnico da Frascold – protagonista principal no desenvolvimento, produção e comercialização de compressores semi-herméticos para o serviço da indústria da refrigeração e do ar condicionado – que continua.

“A Frascold está entre os promotores desta mudança e, nesse sentido, investe em P&D e no seu laboratório, a fim de lançar novas gerações de compressores e testar os existentes, com fluidos refrigerantes alternativos, naturais ou HFOs, capazes de satisfazer a procura de soluções sustentáveis, seguras e performantes.”

UM LABORATÓRIO ENTRE OS MAIS AVANÇADOS NO SEU GÊNERO

O plano estratégico de investimento prevê novas bancadas de teste no interior do laboratório de última geração localizado no local de produção na província de Milão. Em particular, foi instalada uma bancada de teste para propano, renovado o calorímetro e o sistema de resistência a CO2. Sistemas que se acrescentam às numerosas bancadas de ensaio já existentes e que, em conjunto, tornam a sala de ensaios um verdadeiro centro de excelência. Graças à perícia da equipe de técnicos altamente qualificados da Frascold, são garantidas a máxima qualidade e fiabilidade, seja no que diz respeito à verificação dos produtos já existentes como para as novas famílias.

RESISTÊNCIA/CALORÍMETRO PARA PROPANO, SOB A INSÍGNIA DA SEGURANÇA

A principal novidade da sala de ensaios é a resistência/calorímetro para compressores de propano, que permite testar diferentes parâmetros de desempenho e verificar a eficácia e eficiência de novos componentes prototipados. Um sistema sob a insígnia da segurança do pessoal, graças às numerosas medidas adotadas, tais como, por exemplo, o posicionamento no exterior do edifício e a utilização apenas de componentes ATEX. Outra vantagem é a possibilidade de testar, com um único sistema, uma gama muito ampla de tamanhos de compressores semi-herméticos, de 30 a 300 m3/h, aos quais correspondem capacidades frigoríficas até 300 kW, bem como elementos adicionais, tais como o regulador e o de fluxostato destinados aos compressores ATEX.

BANCADA DE TESTE PARA CO2: VERIFICAÇÕES DE DESEMPENHO DE ALTO NÍVEL

Também é digno de nota o calorímetro para realizar ensaios de performance dos compressores a CO2, em conformidade com as duas normas de referência: a UNI EN 12900:2013, que especifica as condições de ensaio, as tolerâncias e o método de apresentação dos dados, e a UNI EN 13771-1:2017, que aborda em detalhe a metodologia com que os testes de desempenho devem ser conduzidos nos compressores em termos de capacidade frigorífica, potência absorvida, capacidade mássica de fluido refrigerante, rendimento isentrópico e eficiência.

  • VEE e VET elevam eficiência, vida útil e segurança de equipamentos
  • Vulkan lança app que facilita acesso a informações de produtos
  • Sempre em frente, André Ridão Costa é referência no setor

Por fim, a Frascold melhorou o seu sistema de resistência para CO2, para realizar provas de vida e durabilidade dos compressores sob tensão, para replicar as condições reais de funcionamento no campo e assim assegurar a máxima fiabilidade de toda a gama de compressores transcríticos.

Marco Perri conclui: “A Frascold concentra-se na inovação contínua como alavanca estratégica para crescer e permanecer competitiva no cenário global, contribuindo para um sistema Econômico mais sustentável. Uma evolução alimentada, por um lado, por importantes colaborações com Universidades de prestígio, destinadas a promover a disseminação e o intercâmbio de conhecimentos e, por outro lado, pela atenção dada às temáticas de Pesquisa e Desenvolvimento. Nesse sentido, investir hoje no nosso laboratório de Teste e P&D significa garantir aos Clientes as melhores tecnologias para o amanhã. A Frascold já está, de fato, pronta para colaborar com os OEM (Fabricantes Originais de Equipamentos) e os Utilizadores Finais no explorar das tendências que guiarão o futuro, tais como a utilização do CO2 transcrítico também no âmbito industrial e do propano para aplicações em bombas de calor. O recente investimento é uma clara confirmação do nosso compromisso em transformar cada solução num verdadeiro valor acrescentado, a favor da fiabilidade, segurança e redução dos consumos.”

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Frascold_CO2_2.jpg 899 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-07-30 09:54:012021-07-30 14:18:20Frascold expande laboratório de testes para os compressores a R290 e CO2

Caminho sem volta

26/04/2021

Fluidos como o R-290 e o R-600a ganham mais espaço no mercado a partir de normas como a ISO 5149.

A Busca por processos cada vez mais seguros e boas práticas em torno do manuseio e da armazenagem de fluidos refrigerantes inflamáveis tem levado fabricantes desses produtos e de equipamentos de climatização e refrigeração comercial a investir em inovações tecnológicas e a adotar normas técnicas para facilitar o dia a dia dos profissionais do setor.

Essa corrida ganhou corpo há aproximadamente cinco anos, quando foram iniciadas novas pesquisas sobre os potenciais de utilização de fluidos com baixo potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês). Em 2020, em função da pandemia, houve uma freada brusca na evolução das migrações, conforme atestam gestores do mercado ouvidos pela Revista do Frio.

 Mesmo assim, o trabalho não cessou. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com apoio do Comitê Brasileiro Comitê Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (CB-55), por exemplo, publicaram em 2020 três das quatro partes da ABNT NBR ISO 5149. A parte 2 da norma, atualmente em fase conclusiva de elaboração e tradução, deve ser divulgada em breve.

A NBR ISO 5149 especifica os requisitos para aspectos de segurança e ambientais em relação à operação, manutenção e reparo de sistemas de refrigeração, recolhimento, reutilização e descarte de todos os tipos de fluidos refrigerantes, óleo lubrificante, fluido de transferência de calor, sistema de refrigeração e parte deles.

“Os estudos têm se focado no uso de fluidos inflamáveis (A3) e levemente inflamáveis (A2L). Com iniciativas de parcerias estrangeiras, existem máquinas no mercado com R-290 para refrigeração comercial, e alguns estudos para R-32 ou R-454B para ar condicionado. Mas ainda nada concreto em larga escala de produção”, explica Danilo Gualbino, gerente técnico da Emerson.

Segundo ele, o CB-55 vem trabalhando em algumas normas sobre o assunto, e em breve o mercado terá mais regulamentos sobre manuseio e armazenagem de fluidos inflamáveis, assim como cartilhas sobre boas práticas. “São trabalhos longos que precisam do apoio da indústria e dos profissionais da classe”, salienta.

O gestor acredita que o crescimento do segmento nos próximos anos deve ser influenciado principalmente pela sustentabilidade, redução da emissão de CO2 e no consumo de energia e pelas quebras de paradigmas quanto à operação de sistemas com fluidos inflamáveis.

Para atender às demandas que se apresentarão quando a economia começar a se recuperar, a Emerson oferece compressores das linhas YP e YA, cujo desenvolvimento traz como principais vantagens o uso de menor carga de fluido refrigerante quando comparado com um sistema com R-410A, portanto, com menor GWP.

“Esses equipamentos trazem maior capacidade de resfriamento e, como consequência, melhor eficiência, principalmente quando falamos do R-32 versus R-410A”, complementa Gualbino, enfatizando que o fato de o Brasil ainda não ter ratificado a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal acabou dificultando alguns projetos de saírem do papel.

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  • Climatização de máquinas agrícolas poupa componentes de temperaturas extremas 

Segundo o pacto climático, o Brasil faz parte do grupo de países deverá congelar o consumo dos hidrofluorcarbonos (HFCs) em 2024 e iniciar sua redução escalonada a partir de 2029, para em 2045 atingir o consumo máximo de 20% em relação à linha de base (média do consumo antes do congelamento).

Hoje, os carros-chefes da Emerson são os compressores e componentes para uso com o R-410A, conforme pontua o diretor comercial André Stoqui. “Esses produtos estão presentes tanto em ar-condicionado para conforto, como na indústria de processo, e em algumas aplicações de refrigeração comercial”.

A gradual mudança do mercado de fluidos refrigerantes também levou a profundas transformações nos negócios da Embraco, marca que agora faz parte do portfólio da Nidec Global Appliance. Esse processo reforçou os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para a fabricação de compressores que utilizam os refrigerantes como o propano (R-290) e o isobutano (R-600A).

“Ambos já são uma parte considerável do nosso portfólio de compressores e unidades condensadoras. Isso porque a migração para refrigerantes naturais é um movimento mundial. Eles são considerados inflamáveis, mas as normas criadas para regulamentar seu uso garantem a segurança dessa utilização”, argumenta Fábio Venâncio, gerente de vendas responsável pelo portfólio Embraco para aplicações comerciais e mercado de reposição na América Latina.

Segundo ele, com a alta demanda do mercado, principalmente no segundo semestre do ano passado, os clientes focaram em entregaras produções e seguraram os novos desenvolvimentos, impactando diretamente nas migrações para os chamados refrigerantes naturais.

“Nossa expectativa, porém, é que os novos desenvolvimentos sejam retomados a partir do segundo trimestre de 2021”, projeta.

O gestor conta que entre os clientes de grande porte da multinacional, tanto do segmento de refrigeração comercial quanto do doméstico, todos já possuem produtos que utilizam R-600a e R-290. “No entanto, todos eles ainda utilizam plataformas para R-134a e R404A, entre outros tipos de HFCs”, preocupa-se.

Atualmente, entre os equipamentos da Embraco para o mercado brasileiro que usam refrigerantes naturais, destacam-se algumas famílias de compressores, como o modelo FMF, voltados à refrigeração comercial de todos os segmentos, desde o varejo de alimentos até a área médica. Já para o segmento residencial, a empresa oferece a família de compressores da linha EM, cujos modelos mais modernos disponíveis no país são o EM2 e o EM3.

“Acreditamos que o uso de refrigerantes naturais são uma parte importante do presente e do futuro da refrigeração. Por isso, direcionamos nossos esforços para desenvolver compressores e unidades condensadoras aptos a utilizar esses tipos de fluidos, que não causam a destruição da camada de ozônio e têm impacto mínimo no aquecimento global, além de contribuírem para a eficiência energética do equipamento”, completa Venâncio.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/04/fluido-levemente-inflamavelsite.jpg 780 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-04-26 15:01:492021-04-29 11:02:14Caminho sem volta

Koura desenvolve refrigerante alternativo ao CO₂

17/03/2021

A mexicana Koura (refrigerante Klea) está desenvolvendo uma nova alternativa ao CO₂. Segundo a companhia, o fluido refrigerante em questão poderá fornecer maior eficiência e menores pressões operacionais em sistemas de ar condicionado automotivo e bombas de calor residenciais.

O fluorproduto em desenvolvimento, chamado inicialmente de LFR3, é considerado não inflamável e, fundamentalmente, possui um potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês) abaixo do limite de 150, conforme requerido para sistemas de ar condicionado automotivo na União Europeia.

Os componentes do novo refrigerante não foram revelados e a Koura ainda não o submeteu ao processo de classificação da Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionando (Ashrae).

No entanto, a Koura afirma que o novo gás não é inflamável. A indústria mexicana também afirma que é ele 20% mais eficiente do que o CO₂ e também tem uma pressão de operação de 15% a 20% menor do que o refrigerante “natural” com o qual procura competir.

O material de divulgação da Koura enfatiza que “o LFR3 foi projetado para atingir um impacto ambiental menor e melhor desempenho do que o CO₂ em uma ampla faixa de temperatura ambiente – será adequado para uma variedade de aplicações de resfriamento em toda a indústria”.

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As aplicações potenciais que listadas pela empresa são de ar condicionado de transporte de veículos e passageiros, sistemas de bomba de calor, cadeia do frio e sistemas de transporte, bem como aplicações de refrigeração comercial.

No entanto, o mesmo material de divulgação sugere que seu mercado primário seja o setor de ar condicionado automotivo, comparando o LFR3 com o CO₂ em testes realizados em conformidade com o J2765, padrão utilizado na indústria de climatização automotiva.

Quando ainda se chamava Mexichem, a Koura desenvolveu o blend R-445A para substituir o R-134a em sistemas do gênero. O produto recebeu críticas muito positivas e foi considerado menos inflamável do que o R-1234yf, mas, por ter chegado depois do yf ao mercado, não conseguiu se firmar no segmento.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/03/KOUra1-e1615985382468.jpg 685 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-03-17 00:17:102021-03-17 10:51:19Koura desenvolve refrigerante alternativo ao CO₂

Danfoss apresenta nova versão do controlador de evaporador EKE 400

02/12/2020

A Danfoss anuncia uma nova versão do controlador de evaporador EKE 400 , desenvolvido para operar em sistemas de refrigeração industrial de qualquer porte. Munido das mesmas funcionalidades de controle e otimização operacional no modo de refrigeração e degelo, o controlador de evaporador é projetado para obter grande desempenho em válvulas da Danfoss, mas também funciona com outras válvulas.

O controlador de evaporador EKE 400 gerencia toda a operação no modo de refrigeração e degelo, ajudando a proporcionar uma sequência ideal de degelo em sistemas com amônia, CO2 e HFC/HCFC. A ferramenta é aplicável em sistemas inundados e com expansão direta (DX), além de oferecer suporte a vários métodos de degelo, como gás quente por controle de pressão ou drenagem de líquido, degelo elétrico e degelo com água/brine.

Composto por um Sistema de Controle Distribuído (DCS) e um controle por algoritmos, o EKE 400 apresenta praticidade em suas configurações. Esta combinação, segundo a empresa, ajuda a reduzir o tempo e o custo de sua instalação, além de garantir segurança e eficácia operacional.

O EKE 400 inclui comunicação Modbus, o que permite uma integração de suas atividades a um sistema PLC central. Porém, ele também pode ser utilizado de forma autônoma, caso esta opção seja mais compatível com a dinâmica de funcionamento da instalação.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-02 13:35:382020-12-02 13:36:13Danfoss apresenta nova versão do controlador de evaporador EKE 400

Mayekawa torna-se única empresa a oferecer portfólio completo de Refrigeração com CO2

01/12/2020

A parceria entre as gigantes da refrigeração atenderá o mercado latino americano, onde filiais da Mayekawa serão responsáveis por distribuir e instalar os produtos TEKO no continente. A partir dessa união, a Mayekawa disponibilizará para o mercado portfólio completo em soluções e equipamentos de Refrigeração com CO2, já que a Mayekawa é uma das poucas empresas fabricantes que entrega soluções de refrigeração com CO2 bombeado (CO2 como fluido secundário), transcrítico e subcrítico para o mercado.

“O Grupo Mayekawa é centenário e detentor de tecnologias patenteadas, que fazem a diferença em instalações industriais promovendo o melhor custo x benefício para a qualidade final do produto. Dessa forma nos unimos com parceiros de ponta, como a TEKO, para oferecer esta concepção as demais áreas da Refrigeração, disponibilizando soluções completas para o setor”, informa o diretor comercial da Mayekawa do Brasil, Silvio Guglielmoni, que acrescenta: “além da tecnologia japonesa presente nos equipamentos Mayekawa, através da TEKO, o mercado brasileiro passa a contar também com a tecnologia alemã para os sistemas transcríticos e subcríticos”.

Transcrítico e Subcrítico – Seguindo as tendências mundiais e com a futura regulamentação da emenda de Kigali do protocolo de Montreal em nosso país, o sistema CO2 transcrítico vem se tornando a aplicação mais viável e eficiente para sistemas de refrigeração em baixas temperaturas em diversos mercados como o varejo de alimentos e centros de distribuição em zonas de clima frio a moderado.

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Este sistema permite uma excelente e eficiente recuperação de calor e o consumo de energia está em um nível igual ou melhor em relação aos sistemas com fluidos HFC sendo que o projeto é relativamente simples.

Mesmo sendo um sistema simples, o transcrítico tem as suas particularidades pois trabalha com pressões do CO2 bem acima dos fluidos dos sistemas convencionais de refrigeração, obrigando o mercado e os usuários a uma mudança de paradigmas, exigindo várias medidas para se adequar as estas pressões como treinamento de mão de obra especializada em CO2 e sistemas de segurança adequados a estas pressões envolvidas. “Para amenizar estas mudanças de conceitos no mercado e acostumar os usuários e operadores a trabalhar com o CO2, o sistema subcrítico serve como uma transição neste processo pois, além de ser um sistema também eficiente, ele também trabalha com pressões médias de CO2 e com sistemas convencionais de refrigeração para condensação do mesmo”, conclui Guglielmoni.

Agora com a TEKO, a Mayekawa, que também é distribuidora exclusiva dos compressores Frascold, presentes nestes sistemas, oferece portfólio completo para sistemas de Refrigeração.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Teko-1-1024x689-1.png 689 1024 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-01 13:40:182021-02-11 16:37:23Mayekawa torna-se única empresa a oferecer portfólio completo de Refrigeração com CO2

Ministério do Meio Ambiente divulga estudo de caso sobre retrofit do R-22

05/07/2020

O relatório técnico do Terceiro Projeto Demonstrativo de Melhor Contenção de HCFC-22 em Supermercados, criado no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), já está disponível para download gratuito.

O relatório traz resultados significativos de ganhos sociais, ambientais e econômicos, obtidos durante estudo de caso realizado no supermercado Angeloni, localizado na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, por cerca de dois anos.

No estudo são detalhados todos os procedimentos para a troca do antigo sistema de refrigeração comercial da loja, com fluido refrigerante HCFC-22, pelo atual sistema subcrítico de dióxido de carbono (CO₂) em cascata com o HFC-134a.

 “Este estudo é resultado de um trabalho muito complexo, porque a instalação de um sistema de refrigeração que originalmente foi projetado e dimensionado para uma outra loja foi um desafio, mas conseguimos alcançar plenamente o objetivo graças ao apoio dos nossos parceiros: o Grupo Angeloni, a Eletrofrio e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras)”, diz Stefanie von Heinemann, consultora e gerente de projetos da GIZ-Proklima no Brasil, responsável pelas ações do Projeto paro o Setor de Serviços do PBH, coordenadas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

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“Nesta empreitada, contamos também com o conhecimento de consultores técnicos com experiência internacional, como por exemplo o próprio autor do relatório, o engenheiro Miquel Pitarch.  Devido a esse esforço conjunto,  os varejistas e suas equipes técnicas têm agora acesso a um estudo inédito no País, que traz informações valiosas e bem embasadas para poderem optar por fluidos refrigerantes alternativos de baixo GWP, como por exemplo os fluidos naturais, na futura troca de seus sistemas de refrigeração”, explica

Os ganhos demonstrados ressaltam a relevância do tema. O Projeto foi criado com objetivo de promover conhecimento técnico aos supermercadistas, tendo em vista que o HCFC-22, fluido refrigerante mais utilizado na refrigeração comercial no Brasil, deve ter seu uso eliminado até 2040, seguindo os cronogramas estabelecidos pelo Protocolo de Montreal  — para 2025 está prevista redução das importações de HCFC em 67,5%.

Cumprindo esse objetivo, o estudo de caso destaca ações para redução dos vazamentos de fluidos refrigerantes para a atmosfera, por meio da aplicação das boas práticas durante a instalação, operação, reparo e manutenção de equipamentos de refrigeração e ar condicionado.

“É um estudo muito importante, que vale a pena ser conferido por outros supermercadistas, que ainda utilizam o R-22. Estimo que mais de 85% dos supermercados brasileiros ainda utilizam R-22, que vai ser eliminado, e, portanto, esses varejistas precisam de alternativas, como a demonstrada no estudo. Os resultados alcançados são muito relevantes”, afirma Rogério Marson Rodrigues, gerente de engenharia da Eletrofrio.

A publicação deste terceiro estudo completa o escopo do Projeto Demonstrativo de Melhor Contenção de HCFC-22 em Supermercado. Destaca-se que nos dois primeiros estudos do Projeto publicados (Yamada Nazaré, em Belém, e Hortifruti do Campo, em São Paulo) foram realizadas intervenções completas (incluindo troca de peças e equipamentos) para redução dos vazamentos de HCFC- 22, sem troca de fluido refrigerante.

Portanto, totalizam três publicações técnicas de estudos de caso, totalmente gratuitas, à disposição dos varejistas brasileiros (empresários e profissionais da área de refrigeração comercial) que procuram estratégias para redução de vazamentos de fluidos refrigerantes e/ou opções para substituição do HCFC-22.

Confira o relatório técnico sobre a mudança de sistemas no Angeloni. Baixe o pdf em: http://www.boaspraticasrefrigeracao.com.br/publicacoes

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/07/estudos-casos-mma.jpg 564 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-07-05 23:04:592020-07-05 23:09:28Ministério do Meio Ambiente divulga estudo de caso sobre retrofit do R-22

Danfoss busca neutralidade de CO₂ até 2030

03/03/2020

O Grupo Danfoss reduziu consideravelmente sua intensidade energética global nos últimos anos. Atualmente, atividades adicionais são iniciadas para reduzir ainda mais o consumo de energia e fazer a transição para energia renovável da demanda restante em todas as operações da Danfoss. Além disso, a empresa compromete-se a mudar sua frota de carros para se tornar elétrica até 2030. Essas são as iniciativas para se tornar neutra em CO2 em todas as operações globais o mais tardar em 2030. A multinacional atualizará continuamente os planos para permanecer alinhados com a ciência.

Para enfatizar ainda mais seu compromisso em combater o aquecimento global, a Danfoss está participando da campanha do Pacto Global da ONU “Business Ambition for 1.5°C – Our Only Future” e se compromete a estabelecer metas baseadas na ciência. A Danfoss se une ao movimento global de empresas líderes, alinhando seus negócios com o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris, para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

  • Emerson demitirá 2,9 mil funcionários
  • Compressor sem óleo compatível com HFO ganha prêmio de inovação
  • Daikin expande linha de fluidos refrigerantes de menor GWP

“O foco em eficiência energética, acoplamento setorial e eletrificação são as principais etapas para um futuro sustentável. Esse é o núcleo do nosso negócio e as soluções que oferecemos aos nossos clientes. A descarbonização de nossos negócios, por exemplo, usando energia excedente do nosso calor de processo na produção e nos datacenters, são etapas naturais. Impulsionar a eletrificação e integrar as energias renováveis é como tomamos as medidas climáticas e atingimos nossas metas. Estamos bem encaminhados e continuaremos avançando para mostrar que o crescimento verde é realmente possível”, diz Kim Fausing, Presidente e CEO do Grupo Danfoss.

A Danfoss está trabalhando em planos detalhados sobre como atingir as metas, incluindo como equilibrar o potencial impacto de CO2, termos comerciais e considerações de footprint de fábrica a longo prazo. A abordagem geral é a “eficiência energética em primeiro lugar”, que também suporta uma alta parcela de fontes renováveis. Menos energia verde necessária significa que são necessários menos investimentos em extensão da rede, armazenamento de energia, capacidades de backup e importações de energia. Por fim, a eletrificação, alimentada por fontes renováveis, é uma ferramenta que permitirá à Danfoss descarbonizar o negócio.

“Sustentabilidade é um bom negócio para nossos clientes, ao planeta e às pessoas. Como empresa líder, provamos que é possível cumprir metas climáticas ambiciosas descarbonizando nosso próprio negócio e fornecendo as soluções necessárias para dissociar o crescimento econômico do consumo de energia, reduzindo a energia necessária em primeiro lugar”, finaliza Kim Fausing.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Danfoss-headquarters-clube-do-frio.jpg 800 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-03-03 15:54:182020-03-03 15:55:02Danfoss busca neutralidade de CO₂ até 2030

Setor se reúne na implementação de alternativas para fim do uso de gases prejudiciais à camada de ozônio

29/04/2019

Representantes do setor de refrigeração do país inteiro se reuniram nesta quinta-feira (25) para debater sobre a substituição de um dos gases danosos ao meio ambiente. O evento propôs iniciar a capacitação para utilização de CO2 em equipamentos de refrigeração comercial, como alternativa a substâncias que causam danos à camada de ozônio e têm maior potencial de aquecimento global.

Os HCFCs, assim como outros fluidos sintéticos, são gases utilizados extensivamente em diversos setores industriais como o da refrigeração, espumas e solventes. Mas causam um grande dano à camada de ozônio e, por consequência, ao planeta.

“O HCFC é geralmente atrelado a um GWP (Global Warming Potential ou potencial de aquecimento global) elevado. Usando CO2, o impacto ambiental é muito menor. O GWP do CO2 é a referência-base, GWP igual a um. Um dos fluidos mais utilizados hoje no meio de refrigeração, o HFC 134a, tem o GWP de 1430”, disse o palestrante Marcus Vinícius, da Universidade Federal de Uberlândia. Ele ainda alerta dos perigos dos HCFCs: “Já os HCFCs contêm cloro e o cloro reage com o ozônio. Essa reação é uma das causas do problema da camada de ozônio”.

O dióxido de carbono (CO2) se apresenta como uma alternativa com resultados energéticos similares e com um impacto incomparavelmente menor ao meio ambiente.

“O CO2 é um fluido natural e vem contribuir com essa tendência de combater o aquecimento global, sem falar nos efeitos na camada de ozônio. Ele tem uma eficiência energética, com a tecnologia que temos hoje, muito boa e com isso você consegue ter equipamentos compatíveis e com uma eficácia similar aos que são usados atualmente e que prejudicam o meio ambiente”, disse Enio Bandarra, um dos palestrantes do workshop.

O palestrante ainda citou uma vantagem de se trabalhar com elementos naturais em detrimento de outros fluidos sintéticos: “Por ser natural, por exemplo, se acontece um vazamento, ele é naturalmente absorvido pela natureza. É um fluido muito barato e também muito disponível na natureza”.

Desafios

Se os benefícios da utilização do CO2 são iminentes, os desafios para que essa tecnologia alcance todo o mercado que pode atingir também estão claros. Entre os expositores do workshop, Sidney Mourão, representante da Dorin (empresa de compressores), reconheceu os empecilhos, mas salientou a necessidade da mudança de mentalidade.

“É um fluido novo, requer alguns cuidados, mas não é um bicho de sete cabeças. Não é uma mudança que acontecerá da noite para o dia, mas se você não fizer eventos como o de hoje, vai demorar ainda mais. É uma quebra de paradigma e você só consegue fazer mostrando novas opções para as pessoas. O ponto é que essa transformação já está acontecendo lá fora. Quando chegar aqui no Brasil, nós estaremos prontos?”

Nesse sentido, o evento cumpriu seu papel. Além das informações técnicas passadas pelos palestrantes, as trocas de experiências entre os profissionais foi intensa do começo ao fim.

O palestrante David Marcucci destacou a importância dessa troca de informações para superar alguns tabus. “Eventos como esse permitem que as empresas tenham contato com novas tecnologias dessa área, saibam mais sobre os quesitos para utilização desses fluídos e até quebrem alguns preconceitos sobre essas novas tecnologias.”

Entre os que participaram como espectadores do encontro, Tomaz Cleto, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), destacou a urgência do tema para o país. “O Brasil já está atrasado em relação a outros países no sentido de discutir opções aos HCFCs. Nós, fabricantes, instaladores, empresas de serviço e também os usuários temos que nos preparar para isso.”

Ele também frisou a importância do evento e de se discutir o tema para avanços na área de refrigeração. “Eu acho extremamente oportuno esse tipo de evento. Precisamos de mais eventos e mais pessoas participando para enriquecer essa discussão de novas tecnologias.”

O CO2 já em uso

Empresas expositoras desta quinta feira mostraram diversos aparelhos que já funcionam com a utilização do CO2.

Representante da empresa Eletrofrio, Ivair Soares acredita que mais mudanças no setor estão por vir: “Eu acredito que, num período de cinco a dez anos, nós veremos e viveremos essa revolução de encontro a essa tecnologia. Hoje, olhando pelo viés ambiental, o CO2 em conjunto com o propano é a escolha mais acertada entre os fluidos”.

Sobre o workshop

O evento foi realizado pela Organização das Nações Unidas para Desenvolvimento Industrial (UNIDO), como parte das atividades do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), visando cumprir metas traçadas em 2007 do Protocolo de Montreal.

Esse é o segundo de um ciclo de três workshops que tem por objetivo auxiliar tecnicamente pequenas e média empresas fabricantes de equipamentos de refrigeração comercial na implantação de novas tecnologias. A proposta é ajudá-las a adotar fluídos frigoríficos alternativos ao HCFC-22.

Pretende-se que esse ciclo de reuniões seja a introdução de um processo de construção e aprimoramento do conhecimento sobre fluidos frigoríficos alternativos, com vistas a que sejam utilizados, manuseados e aplicados de forma tecnicamente adequada, segura e responsável.

O próximo workshop, que abordará os fluidos frigoríficos HFOs, acontecerá novamente na cidade de São Paulo, no dia 13 de junho.

Fonte: Nações Unidas

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2019-04-29 14:21:322019-04-29 14:21:35Setor se reúne na implementação de alternativas para fim do uso de gases prejudiciais à camada de ozônio

Carrier comemora instalação de 10 mil sistemas com CO₂ na Europa

07/04/2019

A área de refrigeração comercial da Carrier está comemorando uma conquista marcante com a entrega de seu 10.000º sistema de refrigeração com CO₂ para clientes na Europa.

A primeira instalação do gênero da empresa foi realizada em 2004 em um supermercado na Suíça. Desde então, os negócios da companhia norte-americana só cresceram por lá.

  • Carel triplica participação em projetos com CO₂
  • Grandes nomes do mercado do frio confirma presença na Febrava
  • Mexichem distribuirá refrigerante da Honeywell na Europa

“Acreditamos que esse refrigerante natural é a solução adequada para os requisitos regulatórios e as expectativas dos clientes quanto a uma tecnologia de refrigeração sustentável e eficiente”, disse Victor Calvo, presidente da divisão de refrigeração comercial da Carrier.

Atualmente, a empresa oferece uma gama completa de sistemas com CO₂ para atender a uma variedade de aplicações de 1 kW a 1.2 MW em todos os climas.

O movimento do fabricante em direção a refrigerantes naturais, que começou com instalações em supermercados, está se expandindo para locais como pistas de patinação no gelo, armazéns frigoríficos e outros empreendimentos.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2019/04/CCR_10000-CO2.jpg 462 770 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2019-04-07 14:38:102019-04-07 14:38:13Carrier comemora instalação de 10 mil sistemas com CO₂ na Europa
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