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HVAC-R responde por 2,3% da indústria brasileira

Setor marca o Dia da Indústria com foco em eficiência e sustentabilidade

Neste 25 de maio, Dia da Indústria, o setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (HVAC-R) destaca sua contribuição à economia e às atividades essenciais do país. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), o setor projeta faturar R$ 54 bilhões em 2025.

O montante representa cerca de 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — que somou R$ 11,7 trilhões em 2024 — e 2,3% do PIB industrial, equivalente a aproximadamente 20% da economia nacional. A expansão é impulsionada por fatores como o aumento das temperaturas, crescimento da construção civil, maior consumo das famílias e avanços tecnológicos.

Com presença nos setores de saúde, alimentação, infraestrutura urbana e tecnologia, o HVAC-R tem investido em práticas de redução de impacto ambiental. Entre as medidas adotadas, destacam-se a substituição de fluidos refrigerantes por substâncias de baixo Potencial de Aquecimento Global (GWP), a adoção de equipamentos mais eficientes em termos energéticos e a integração de tecnologias digitais, como a Internet das Coisas (IoT) e sistemas de controle preditivo.

O setor também cumpre papel estratégico no cotidiano: climatiza ambientes urbanos e industriais, mantém a integridade de alimentos na cadeia do frio e assegura condições adequadas para o armazenamento de medicamentos e vacinas.

Em um cenário de transição energética e maior exigência por conforto ambiental e segurança sanitária, o setor busca ampliar o acesso a soluções compatíveis com os novos padrões regulatórios. Ao marcar o Dia da Indústria, o setor reafirma sua função essencial na economia brasileira e nos serviços fundamentais à população.

Refrigeração é destaque na APAS Show 2025

Feira reunirá grandes marcas com foco em eficiência energética e sustentabilidade

A APAS Show 2025, maior festival de alimentos e bebidas das Américas e principal encontro supermercadista do mundo, ocorrerá de 12 a 15 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá mais de 850 expositores, incluindo 200 internacionais, trazendo inovação, tendências e oportunidades de negócios para o setor varejista. A edição de 2024 movimentou mais de R$ 15 bilhões em negócios, consolidando-se como um marco no setor. Para 2025, a expectativa é superar esses números, reafirmando o evento como a maior plataforma de conexões do mercado.

Entre as empresas confirmadas estão a AHT Cooling, Arneg, Bitzer, Eletrofrio, Fricon e Frigelar, além de marcas como Aeroflex, Auden, Elgin, Emergent Cold, Full Gauge, Gralha Azul, RLX, Saint-Gobain e Sunnyvale, que exibirão inovações em isolamento térmico, monitoramento digital e eficiência energética.

Destaques em Refrigeração
A Eletrofrio, com mais de 78 anos de experiência no setor, apresentará novos modelos de sua linha Vittrine, com design diferenciado e acabamentos especiais. Destaque para a linha Gourmett, desenvolvida com foco na ergonomia e otimização do espaço para padarias e confeitarias. A empresa também lançará uma nova mesa quente para refeições embaladas, com 50% a mais de área de exposição, e expositores refrigerados para hortifrúti, projetados para preservar a qualidade dos produtos e reduzir perdas. Outro destaque é o ComPack PRO CO2, um sistema de alta performance para refrigeração comercial, com aplicação de gases naturais para maior eficiência energética.

A Fast Ariam também traz novidades, incluindo a linha de expositores VPI para carnes, laticínios e FLV, com maior área de exposição e utilização de gás refrigerante R-290. A empresa apresentará ainda o sistema modular FRAME H15x17, que permite configurações flexíveis para melhor aproveitamento do espaço em lojas, além de gôndolas e check-outs otimizados para autosserviço.

A Elgin, por sua vez, aposta em uma linha ampliada de climatização e eletroportáteis. Entre as novidades estão o primeiro frigobar da marca, disponível nas capacidades de 70 e 90 litros, além de um novo modelo de freezer. Nos eletroportáteis, os destaques incluem as novas Air Fryers Facilita Fry (3,5L) e Quad Fry (4,2L), além do modelo Style Oven Fry (10L). A marca também expandirá seu portfólio de cuidados pessoais, com produtos como o secador de cabelo Super Ionic Plus, que combina potência, design ergonômico e tecnologia silenciosa. O estande da Elgin contará com a presença do embaixador Cafu no primeiro dia do evento, a partir das 15h.

Além da exposição, o evento contará com o Congresso APAS SHOW 2025, que ocorrerá de 13 a 15 de maio, das 8h30 às 12h00, com o tema “Um novo líder para um novo varejo – Update-se”. O congresso trará palestras e debates que vão além de alimentos e bebidas, abordando inovação tecnológica, sustentabilidade, humanização e expansão do setor. A edição anterior reuniu 2.790 congressistas em seis auditórios, com 54 palestras e 112 palestrantes. Para 2025, a expectativa é oferecer uma experiência imersiva para líderes que desejam transformar desafios em oportunidades e moldar o futuro do varejo.

Com expectativa de receber mais de 73 mil visitantes, a APAS Show 2025 se consolida como um ponto de encontro estratégico para empresários e profissionais do varejo, reforçando o papel da refrigeração na eficiência operacional e na sustentabilidade do setor.

Empreendimentos adotam tecnologias de ponta em sistemas de chillers

À medida que os chillers evoluem para atender às demandas de um mundo mais consciente ambientalmente e economicamente eficiente, as inovações recentes estão redefinindo os padrões da indústria

Os chillers desempenham um papel fundamental na climatização de grandes centros comerciais e edifícios corporativos, os chamados Triple A, assegurando conforto térmico para milhares de visitantes diários e eficiência operacional para esses estabelecimentos. Com o avanço tecnológico e a crescente demanda por sustentabilidade, esses sistemas têm evoluído para oferecer soluções mais eficientes, designers compactos e ambientalmente responsáveis.

Em instalações de grande porte, como shopping centers e edifícios comerciais, o consumo de energia destinado à climatização pode representar uma parcela significativa dos custos operacionais.

“Estudos indicam que, em algumas edificações, o sistema Central de Água Gelada (CAG) que incorporam os chillers, pode corresponder a mais de 40% do consumo total de energia elétrica. Como gastam quase metade da energia de um prédio, os chillers são os sistemas que chamam mais atenção quando falamos em eficiência energética de edificações. É normal encontrarmos sistemas rodando há anos sem nenhuma manutenção, e que acabam se tornando bastante ineficientes com o tempo”, informa Bruno Scarpin, engenheiro mecatrônico e COO da CUBi Energia. Portanto, a escolha de equipamentos eficientes é fundamental para a redução de despesas e para a sustentabilidade do empreendimento.

Segundo o relatório da Fortune Business Insights, atualizado em janeiro de 2025, o mercado de chillers modulares tem apresentado crescimento significativo. Em 2022, o tamanho global desse mercado foi avaliado em US$ 3,82 bilhões, com projeções de atingir US$ 9,12 bilhões até 2032, exibindo um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 6% durante o período de previsão.

É fato que, com essa crescente demanda por soluções de resfriamento eficiente e compactas, os avanços e desenvolvimento de tecnologias em resfriadores de líquido tornam-se o principal foco de grandes fabricantes de chillers.

Entre os meses de outubro de 2024 e fevereiro de 2025, duas grandes feiras internacionais foram palco de grandes lançamentos nesta área: A Chillventa 2024 e a AHR Expo 2025. A cada edição dessas feiras, empresas líderes do setor revelam suas últimas inovações em chillers. Esses eventos apresentaram grandes novidades, tanto para chillers resfriados a ar quanto a água, incluindo equipamentos com compressores inverter de alta eficiência, rotação por mancal magnético livre de óleo, integração avançada de controles digitais, Iot e IA. Destaca-se também o avanço no design compacto (modulares) e na capacidade de operação silenciosa, visando atender às exigências cada vez mais rigorosas de eficiência e conforto ambiental, além do uso de refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, reforçando seus ganhos em sustentabilidade e performance.

Tecnologias incluem compressores inverter, rotação por mancal magnético, fluido refrigerante com baixo GWP e controles inteligentes

A Carrier, por exemplo, apostou no chiller resfriado a ar que incorpora a tecnologia Greenspeed Intelligence. Este sistema oferece eficiência energética, com um design modular que amplia a faixa operacional e proporciona flexibilidade no projeto. O design de chassi único possibilita que a unidade seja uma peça inteira única de 140 a 500 toneladas de refrigeração (TR).

“O Centro de Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento da Carrier tem como missão principal desenvolver soluções avançadas que atendam às demandas específicas do mercado. Isso inclui não apenas a adaptação de tecnologias globais às necessidades locais e regionais, impulsionando não apenas a eficiência energética, mas também a sustentabilidade ambiental. Os chillers com compressores de parafusos de velocidade variável e alta eficiência oferecem desempenho excepcional com impacto significativo na economia de energia e no custo de manutenção”, revela Cristiano Brasil, engenheiro e Coordenador de Aplicação HVAC da Midea Carrier.

Já a Johnson Controls-Hitachi oferece o chiller Scroll R-32 com condensação a ar, modular e equipado com compressores scroll de alta eficiência, projetado para operar com o refrigerante R-32.

“O desenvolvimento do chillers scroll R-32 é fruto de um esforço contínuo da Hitachi em oferecer ao mercado produtos atualizados no que tange a descarbonização em direção a um portfólio voltado à sustentabilidade. É a primeira linha standard de Chillers Scroll fabricado no Brasil com fluido refrigerante R-32, com um range de capacidade de 40 a 200 TR, para aplicações comerciais e industriais que exigem alto desempenho e confiabilidade”, explica Gerson Robaina, diretor de Produto & Engenharia da Hitachi.

Da mesma forma, a Daikin otimizou seus equipamentos para o refrigerante R-32, como o chiller scroll refrigerado a ar com melhorias no valor de carga parcial integrada em comparação aos modelos anteriores. Outra fabricante é a Trane, que desenvolveu a linha de chillers scroll com relação de volume variável resfriado a ar, que possui opção de resfriamento livre, aproveitando a temperatura do ar ambiente mais fria para reduzir o consumo de energia.

A adoção de compressores de levitação magnética também ganha espaço no setor de chillers. Essa tecnologia elimina o atrito mecânico, reduzindo significativamente o consumo de energia e aumentando a vida útil dos equipamentos. Além disso, a ausência de óleo lubrificante nesses sistemas diminui a necessidade de manutenção e melhora a eficiência operacional, como o chiller centrífugo inverter isento de óleo da LG, com melhoria na eficiência parcial por meio do sistema inverter, e operam com fluido refrigerante R513A, R1233zd e R1234ze. Da mesma forma, a Indústrias Tosi também oferece sua linha de chillers modulares isentos de óleo através de sua parceria com a Multistack.

Além disso, os principais fabricantes promovem em seus chillers aspectos energéticos e de sustentabilidade sob a Certificação de Liderança em Design Energético e Ambiental (LEED) introduzida pelo Conselho de Construção Verde (USGBC).

Casos de sucesso

No Brasil, empreendimentos têm adotado sistemas de chillers inovadores. Exemplos incluem grandes centros comerciais e complexos corporativos, destacando os dados concretos de economia de energia, redução de emissões e custos operacionais. A análise de desempenho revela percepções valiosas sobre como essas soluções estão superando expectativas e estabelecendo novos padrões de eficiência no setor.

Um exemplo é o Shopping Praça da Moça, localizado em Diadema (SP). O projeto e obra do retrofit executado alcançou a redução dos custos operacionais em 50%, incluindo a substituição de três chillers por absorção para três chillers elétricos modulares, com automação embarcada e IoT, com carga total de 1.380 TRs (Toneladas de Refrigeração) instaladas.  A eficiência média do período janeiro a agosto de 2024 foi de 0,58 kW/TR de CAG (Central de Água Gelada).

Shopping Praça da Moça modernizou sistema resultando em uma redução de quase 50%nos custos de operação

“Os principais desafios foram a remoção dos chillers com pesos superiores a 24 t cada e a troca de equipamentos e reconfiguração hidráulica da CAG, executados sem prejudicar a climatização dos ambientes. A automação e monitoramento combinada a diversas ações de sistemas integrados aos chillers e a CAG, resultou em uma redução de quase 50% nos custos de operação do sistema, economia anual por volta de R$ 2 milhões, com sustentabilidade comprovada pela significativa redução das emissões de carbono”, revela Almir Gutierres, engenheiro da SET – Sociedade de Engenharia Térmica, empresa instaladora do sistema de climatização.

Outro exemplo de sucesso é o Edifício Birmann 32, localizado em São Paulo (SP). Um dos grandes empreendimentos de Rafael Birmann, projetado por Chien Chung Pei, conta com 25 andares que ocupam uma área de 120 mil m², com classificação Triple A, e possui certificação LEED Platinum. Este edifício corporativo incorporou chillers equipados com variadores de frequência e mancais magnéticos, permitindo operação eficiente mesmo em cargas parciais muito baixas. Além disso, foi instalado um tanque subterrâneo de 1.500 m³ para acumulação de água gelada durante o período noturno, otimizando o consumo energético. A climatização incorpora sistemas de água gelada e de cogeração. Para central de água gelada foram utilizados quatro chillers centrífugos de condensação a água providos de variador de frequência e mancais magnéticos nos compressores, com capacidade de 450 TRs cada e um chiller de absorção de 700 TRs, funcionando em conjunto com a central de cogeração. Os resfriadores de líquidos foram dispostos em paralelo com circuito primário único variável. Segundo a engenharia da Heating Cooling, empresa responsável pela instalação de todo o sistema de ar-condicionado, o Birmann 32 exemplifica como a integração de sistemas de climatização eficientes, práticas sustentáveis e tecnologias de cogeração pode resultar em um edifício de alto desempenho energético e ambientalmente responsável.

Edifício corporativo Birmann 32 possui classificação Triple A e certificação LEED Platinum

Desafios e oportunidades

Investir em tecnologias avançadas de chillers é essencial para que grandes centros comerciais se mantenham competitivos e alinhados às exigências de eficiência energética e sustentabilidade. A indústria brasileira de chillers, inserida no setor de HVAC-R, enfrenta um cenário repleto de desafios e oportunidades.

Entre os desafios estão a volatilidade cambial, complexidade das normas e procedimentos regulatórios no Brasil, que representa um obstáculo significativo para a indústria, aumentando os custos operacionais e dificultando a competitividade, além de deficiências na infraestrutura de transporte e altos custos logísticos elevando os custos de produção e distribuição, prejudicando a competitividade internacional.

Já as oportunidades estão na demanda crescente por soluções que promovam a eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa, como a transição para fluidos refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, tendência que pode beneficiar a indústria nacional, investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias como automação e sistemas de controle avançados, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global, e expansão para novos mercados.

“Para capitalizar essas oportunidades, é fundamental que a indústria brasileira de chillers invista em inovação, adote práticas sustentáveis e busque a simplificação de processos regulatórios. Além disso, a colaboração entre governo, setor privado e instituições de pesquisa pode fortalecer a posição do Brasil no mercado global de HVAC-R”, pontua o presidente executivo da Abrava, Arnaldo Basile Basile.

Ele acrescenta que “a modernização desses sistemas não apenas reduz custos operacionais, mas também reforça o compromisso dos empreendimentos com o meio ambiente e o bem-estar de seus frequentadores”.

Segurança, eficiência e melhores práticas no uso do R-32

Especialistas esclarecem dúvidas sobre o uso seguro do R-32, desde o cumprimento de normas até o treinamento adequado, incentivando uma transição consciente para alternativas mais sustentáveis.

Com a transição para alternativas de baixo impacto ambiental, o fluido refrigerante R-32 vem ganhando espaço no setor de HVAC-R. No entanto, o aumento de sua utilização também levantou dúvidas em diversos fóruns de refrigeração quanto à segurança, eficiência e manuseio adequado.

Questões frequentes coletadas no grupo “Refrigeração” do Facebook indicam uma necessidade clara de orientação. Exemplos incluem: “O R-32 pode ser usado em sistemas que antes utilizavam R-410A?”; “Como prevenir riscos de inflamabilidade?”, “Quais EPIs são necessários durante o manuseio?”.

Para esclarecer tais dúvidas, desenvolvemos este material técnico com a participação de profissionais, esclarecendo os principais pontos sobre segurança, substituição e melhores práticas.

Dados de mercado: R-32 veio para ficar?

O R-32 representa cerca de 40% do mercado de novos equipamentos de climatização no Brasil, com crescimento projetado de 15% até 2030. Esse avanço é impulsionado por sua menor potência de aquecimento global em comparação com o R-410A, tornando-o uma escolha para fabricantes e técnicos preocupados com a sustentabilidade, segundo dados da ABRAVA.

R-32 em comparativo

R-32 vs. R-410A: O R-32 é mais eficiente em transferência de calor e apresenta menor impacto ambiental. Contudo, é classificado como A2L (ligeiramente inflamável), demandando medidas de segurança específicas.

Embora o R-32 seja uma alternativa eficiente ao R-410A, sua aplicação requer considerações específicas. Componentes como trocadores de calor e válvulas de expansão devem ser adequados às pressões operacionais do R-32.

Natanael Oliveira Lima, diretor técnico da RLX Fluidos Refrigerantes

“A substituição é tecnicamente viável, mas recomenda-se o uso de equipamentos projetados para o novo fluido, maximizando desempenho e segurança. O R-32 é um HFC puro, possui elevada eficiência em transferência de calor e baixo impacto ambiental e foi desenvolvido para fazer parte das misturas de hidrocarbonetos refrigerantes azeotrópicos, recomendado para substituição em equipamentos de média e alta temperatura de evaporação, projetados exclusivamente para se trabalhar com ele”, informa Natanael Oliveira Lima, diretor técnico da RLX Fluidos Refrigerantes.

Dependendo do projeto, o R-32 pode ser usado em condicionador de ar doméstico e comercial, bomba de calor, refrigeração comercial e chillers. Os procedimentos básicos para instalação e manejo do produto são os mesmos utilizados para quaisquer outros fluidos refrigerantes comumente utilizados em sistemas de refrigeração.

Especificamente, para a instalação de sistemas splits, os procedimentos são as mesmas boas práticas aplicadas para o R-410 A, porém alguns cuidados adicionais devem ser tomados na manipulação do cilindro de transporte, e no carregamento suplementar do gás R-32 na unidade condensadora.

“Recomendamos a utilização de uma bomba de vácuo para uma perfeita evacuação do produto, pois antes da liberação do gás refrigerante para o sistema, não deve haver de forma alguma a presença de ar em parte alguma do sistema de refrigeração”, esclarece Lima.

Ele alerta que para sistemas que utilizam R-134a, o R-32 não é intercambiável devido às diferenças nas propriedades químicas e aplicações.

Normas de segurança

Para garantir a segurança no uso do R-32, as normas internacionais como a Standart ASHRAE 34/ A2L, ISO 817:2014, ISO 5149 e IEC 60335-2-40 são referenciais e no Brasil, a ABNT NBR 16069.

A norma ISO 817:2014 classifica substâncias refrigerantes com base em critérios de inflamabilidade e toxicidade, estabelecendo diretrizes para o uso seguro do R-32 em diferentes aplicações. Já a ISO 5149, composta por quatro partes, define os requisitos gerais de segurança para sistemas de refrigeração e bombas de calor, abordando desde o projeto até a operação e manutenção.

A segurança elétrica dos equipamentos que operam com o R-32 é regulamentada pela IEC 60335-2-40, que especifica requisitos para a fabricação de aparelhos de ar condicionado e bombas de calor, incluindo aspectos como ventilação, controle de vazamentos e proteção contra ignição acidental.

No Brasil, a ABNT NBR 16069 estabelece diretrizes para a manipulação, transporte, armazenamento e descarte de fluidos refrigerantes, padronizando boas práticas para técnicos e empresas do setor.

O manuseio seguro do R-32 requer equipamentos específicos, como bombas de vácuo à prova de faíscas e recolhedoras compatíveis com fluidos A2L, além do uso de cilindros dotados de válvula de segurança para evitar aumento excessivo de pressão. A adoção desses procedimentos reduz o risco de acidentes e garante conformidade com as normas técnicas vigentes. Profissionais do setor devem buscar capacitação contínua e seguir rigorosamente as recomendações normativas para assegurar a segurança operacional e a eficiência dos sistemas de climatização

Melhores práticas de uso

– Manuseio: Use ferramentas certificadas para medição e transferência do fluido. Utilize ferramentas certificadas para manipulação do fluido refrigerante. Evite armazenar o R-32 próximo a fontes de calor ou superfícies inflamáveis. Assegure que as cargas de refrigerante estejam em conformidade com as especificações do equipamento. Os técnicos devem utilizar EPIs (Equipamento de Proteção Individual) adequados para prevenir riscos no manuseio do R-32, incluindo luvas resistentes a agentes químicos, óculos de proteção e vestimenta antichamas quando necessário.

– Instalação: Na instalação de sistemas que utilizam R-32, é essencial garantir a ventilação adequada nos ambientes, sistemas de detecção de vazamentos para prevenção de acumulação do fluido, componentes compatíveis com o R-32.

– Substituição: Nunca misture o R-32 com outros fluidos ou óleos inadequados ao sistema.

– Treinamento técnico: Assegure que os profissionais estejam capacitados para lidar com fluidos A2L. Os profissionais que manipulam o R-32 devem receber treinamentos adequados para compreender as propriedades físico-químicas do fluido, as normas de segurança como a ABNT NBR 16069 e o uso correto de equipamentos de medição e transferência. Além disso, capacitações regulares garantem a atualização em técnicas e legislação aplicáveis.

Manutenção preventiva: Verificação regular de vazamentos e inspeção de componentes elétricos para evitar ignição. Realizar inspeções periódicas e manutenção preventiva minimiza riscos. Elementos importantes incluem monitoramento de pressão, testes de estanqueidade para evitar vazamentos, substituição de componentes desgastados.

Lucas Fujita, engenheiro da Chemours

“Para obter total conhecimento sobre as boas práticas de manuseio e instalação do R-32, um profissional deve seguir várias etapas essenciais que garantem a segurança e a eficácia no trabalho com este fluido refrigerante” reforça Lucas Fujita, engenheiro da Chemours.

Ele acrescenta ainda que é de extrema importância estudar as instruções e diretrizes fornecidas pelos fabricantes de fluidos refrigerantes e equipamentos de refrigeração e climatização.  “Estas diretrizes incluem especificações técnicas, recomendações de segurança e procedimentos de emergência para o uso correto do R-32, além de participar de cursos de formação e certificação específicos para o manuseio de fluidos refrigerantes inflamáveis, como o R-32. Esses cursos geralmente cobrem aspectos técnicos, de segurança, legislação ambiental e práticas recomendadas no manuseio”.

Para Fujita, manter-se atualizado com as últimas normas e regulamentações da indústria, bem como com as novas tecnologias e práticas de segurança garante sucesso ao profissional de HVAC-R.

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*As tabelas desta matéria foram elaboradas com a contribuição de Rafael Ferreira, instrutor da Escola Oficina da Refrigeração, e têm caráter informativo, não contribuindo com as recomendações dos fabricantes. A manipulação do fluido refrigerante R-32 deve ser feita por profissionais, com treinamento específico e uso de EPIs. Antes de qualquer procedimento, é essencial seguir as instruções dos fabricantes para garantir segurança e conformidade com as normas técnicas.

Refrigeração sólida é apontada como alternativa sustentável e eficiente

A refrigeração sólida ou magnética, tem potencial para transformar o mercado, especialmente em um momento em que a sustentabilidade é uma prioridade global.

A tecnologia de refrigeração sólida tem despertado o interesse de cientistas, pesquisadores e profissionais do setor HVAC-R como uma alternativa sustentável e eficiente aos métodos tradicionais de refrigeração. Baseada no uso de materiais sólidos com propriedades termodinâmicas específicas, essa inovação promete ser uma solução para o controle térmico em diversas aplicações. A tecnologia utiliza materiais sólidos conhecidos como materiais calorimétricos, que têm a capacidade de absorver ou liberar calor quando submetidos a alterações em propriedades como campo magnético, pressão ou tensão mecânica, chamado de efeito calorimétrico, que ocorre em materiais como ligas metálicas e cerâmicas. No campo da refrigeração, em vez de trabalhar com fluidos refrigerantes tradicionais, como os gases fluorados (HFCs, HCFCs), a refrigeração sólida oferece uma abordagem mais limpa, eliminando emissões de gases de efeito estufa, com baixo impacto ambiental. O princípio por trás da refrigeração sólida é a manipulação controlada das propriedades físicas de materiais sólidos para gerar uma troca de calor.

Estudos recentes mostram avanços significativos, com equipes ao redor do mundo desenvolvendo protótipos e refinando materiais para maior eficiência e menor custo, onde pesquisadores estão explorando ligas metálicas mais acessíveis e métodos de fabricação mais simples para tornar a tecnologia competitiva. Esses estudos incluem duas abordagens: a refrigeração magnética, que utiliza o efeito magnetocalórico, onde certos materiais absorvem calor quando expostos a um campo magnético e o liberam quando o campo é removido. E a refrigeração elastocalórica, que se baseia no efeito elastocalórico, em que os materiais absorvem ou liberam calor quando são tensionados ou comprimidos mecanicamente.

Exemplo é o ORNL – Laboratório Nacional de Oak Ridge (EUA), especializado em ciência e tecnologia e administrado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, que estuda o resfriamento em estado sólido com materiais especiais que absorvem e liberam calor quando expostos a um campo magnético, eliminando assim a necessidade de refrigerantes tradicionais e peças móveis. “Esta abordagem não só é mais eficiente, mas também mais ’amiga’ do ambiente. Estes sistemas são mais silenciosos, mais compactos e capazes de controlar a temperatura com grande precisão”, diz a equipe do ORNL, que começou a trabalhar em uma liga com memória de forma magnética composta de níquel, cobalto, manganês e índio.

De acordo com os pesquisadores, esse material tem a capacidade de mudar de forma e retornar ao estado original quando aquecido ou exposto a um campo magnético, processo conhecido como “efeito magnetocalórico”. Durante esta transição de fase, o material absorve calor do seu entorno e depois o libera, resfriando assim o ambiente. A chave para a eficácia desta liga está na sua estrutura atômica, que está próxima de um estado desordenado denominado estado vítreo ferroico, que melhora a capacidade do material de armazenar e liberar calor.

Pesquisadores e protótipo do sistema de refrigeração sólida em operação na Universidade de Hong Kong usando várias ligas feitas à base de níquel e titânio

 

O regenerador elastocalórico em cascata multimaterial e comparação de desempenho

Potencial de refrigeração em estado sólido

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (China), através de pesquisa orientada pelo professor Guoan Zhou e colegas, desenvolveu um sistema de resfriamento elastocalórico em cascata, usando várias ligas com memória de forma diferentes, também conhecidas no campo da robótica como músculos artificiais, feitas à base de níquel (Ni) e titânio (Ti). A equipe selecionou três ligas de NiTi com diferentes temperaturas de transição de fase, uma para operar na extremidade fria, uma no ponto intermediário e outra na extremidade quente.

Qingping Sun é professor do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial

Ao combinar as temperaturas de trabalho de cada unidade com as temperaturas de transição de fase correspondentes, e fazer cada unidade de NiTi operar dentro de sua faixa de temperatura ideal, a janela de temperatura do refrigerador foi expandida para mais de 100 ºC – em comparação com no máximo 50 ºC das demonstrações anteriores. “No futuro, com o avanço contínuo da ciência dos materiais e da engenharia mecânica, estamos confiantes de que a refrigeração elastocalórica poderá fornecer soluções de aquecimento e resfriamento verdes e energeticamente eficientes de última geração, para alimentar o enorme mercado mundial de refrigeração, abordando a tarefa urgente de descarbonização e mitigação do aquecimento global”, disse o professor Qingping Sun.

De acordo com João Pimenta, engenheiro mecânico, Mestre e Dr. do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Brasília, o setor de HVAC-R enfrenta desafios significativos no cenário atual. “As crescentes preocupações ambientais, aliadas a regulamentações mais rigorosas e a busca incessante por eficiência energética, demandam inovações que transcendam os paradigmas da refrigeração convencional, tornando imperativo explorar alternativas inovadoras”, diz.

A pressão para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, associada ao constante esforço para otimizar a eficiência operacional, destaca a necessidade premente de soluções que transcendam as limitações dos métodos tradicionais.

João Pimenta, engenheiro mecânico, Mestre e Dr. do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Brasília

“Neste contexto desafiador, a refrigeração sólida emerge como uma alternativa inovadora e promissora. A capacidade de manipular o magnetismo para realizar o processo de refrigeração não apenas oferece uma solução eficiente, mas também responde à necessidade urgente de práticas mais sustentáveis no setor de HVAC-R. Sua eficiência energética notável e o potencial para reduzir significativamente o impacto ambiental fazem dela uma candidata proeminente para o futuro do setor”, destaca.

Aplicabilidade

Algumas implementações práticas da refrigeração sólida têm sido realizadas, demonstrando seu potencial. Experiências destacam a aplicação bem-sucedida da refrigeração sólida em centros de dados. Neste tipo de aplicação, a eficiência energética e a capacidade da refrigeração magnética de se adaptar dinamicamente às variações de carga térmica tem impactos significativos na redução do consumo de energia. A implementação dessa tecnologia resultou não apenas em reduções substanciais nos custos operacionais, mas também em uma diminuição notável da pegada de carbono associada à refrigeração desses ambientes críticos.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recentemente apresentou resultado das pesquisas feitas com a tecnologia de refrigeração sólida em um aparelho condicionador de ar.

A Universidade Federal de Santa Catarina apresentou resultado das pesquisas feitas com a tecnologia de refrigeração sólida em um aparelho condicionador de ar

Fábio Pinto Fortkamp, professor da UDESC

“O trabalho é resultado de uma série de estudos desenvolvidos no Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica, sob a coordenação do professor Jader Barbosa, e tem recebido prêmios, um deles da International Conference on Caloric Cooling, concedido à pesquisa do meu doutorado”, diz Fábio Pinto Fortkamp, egresso da UFSC e atualmente professor da UDESC.

De acordo com o professor, há pelo menos 10 anos a universidade busca desenvolver uma alternativa à refrigeração convencional: “O que a gente procura é substituir essa tecnologia por uma outra, baseada em outro princípio, que é o efeito magnetocalórico”, explica.

A busca por um melhor desempenho da tecnologia passa pelo planejamento de um sistema completo, o que tem colocado a universidade como uma das instituições de excelência, em nível nacional, com resultados com repercussão importante também mundialmente.

Outro experimento explora a aplicação da refrigeração sólida em sistemas de resfriamento residencial sustentável. Essa implementação enfatiza não apenas a eficiência energética, mas também a eliminação do uso de fluidos refrigerantes tradicionais, contribuindo para residências mais ecológicas. O estudo destaca o sucesso dessa abordagem em proporcionar conforto térmico aos residentes, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental associado ao resfriamento residencial.

Investigações conduzidas exploram também as aplicações industriais em grande escala e destaca como a tecnologia pode ser implementada em setores, como indústria química e farmacêutica, em que a precisão no controle de temperatura é essencial. A capacidade da refrigeração magnética de operar eficientemente em uma ampla faixa de temperaturas e a redução dos custos operacionais foram fatores determinantes para o sucesso dessas aplicações industriais.

Em um estudo mais antigo, realizado por Johnson e Brown, em 2015, analisou a aplicação da refrigeração sólida em sistemas de transporte de produtos perecíveis. Os resultados destacaram a eficiência da tecnologia na manutenção de temperaturas estáveis durante o transporte, oferecendo uma alternativa promissora aos sistemas tradicionais baseados em compressores mecânicos.

“Esses exemplos ilustram a versatilidade e o potencial transformador da refrigeração sólida em várias áreas. À medida que mais pesquisas e implementações práticas continuam a surgir, é evidente que essa tecnologia poderá desempenhar um papel futuro na evolução do setor de HVAC-R”, conclui Pimenta.

 

Supermercados investem em sustentabilidade

A aplicação de fluidos refrigerantes combinada às novas tecnologias e práticas sustentáveis já são realidade em instalações de refrigeração comercial no Brasil.

A implementação de tecnologias que aumentam a eficiência energética é uma das principais estratégias de sustentabilidade adotadas por supermercados. A instalação de sistemas de refrigeração com fluidos refrigerantes naturais, compressores de alta eficiência, iluminação LED em toda a loja e o uso de sensores para controlar o consumo de energia são exemplos de como essas redes estão reduzindo o uso de eletricidade.

Em função de novas regulamentações e da maior conscientização ambiental, a utilização de fluidos refrigerantes naturais como propano (R-290) e CO2 (R-744), aliado as novas tecnologias em compressores, controles de capacidades e velocidade variável vem se tornando cada vez mais frequente, tanto em supermercados de grande e médio porte como em redes de atacarejo. O propano, por exemplo, indicado especialmente para sistemas de refrigeração em soluções de racks, resfriando o fluido secundário, no caso o propileno glicol, utilizado em equipamentos incorporados pode se tornar uma opção eficiente energeticamente e operacional.

“O desenvolvimento de novas tecnologias visa atender às demandas da Emenda de Kigali, além da busca pela eficiência energética. Fluidos refrigerantes de baixo GWP e controle de capacidade nos compressores são ações efetivas que trouxeram novas perspectivas e já é realidade em diversos supermercados. Temos projetos em operação que já usufruem deste tipo de aplicação”, informa Rogério Marson Rodrigues, gerente de engenharia da Eletrofrio.

Segundo Marson, a empresa oferece equipamentos HighPack, que são racks de refrigeração que operam tanto com propano como com CO2, resfriando um fluido secundário, proporcionado ao usuário final um ótimo retorno em termos de eficiência energética, quanto na redução de custos operacionais.

Rede Atacadão implementa sistemas de refrigeração com R-290 e compressores com tecnologia inverter

 

“São máquinas simples, de baixo custo, boa eficiência energética e reduzida carga de fluido refrigerante, ou seja, um conjunto de características consideradas estratégicas na análise de viabilidade de um projeto que busca atender às demandas atuais e futuras de um sistema de refrigeração para supermercados”, diz Marson.

Vários supermercados brasileiros estão adotando medidas eficientes em seus sistemas de refrigeração, combinado o R-290, especialmente devido às suas propriedades ecológicas e de eficiência energética. O Grupo Carrefour, em várias unidades de sua rede, tem investido em tecnologias sustentáveis, incluindo o uso de R-290 em seus sistemas de refrigeração para reduzir o impacto ambiental e melhorar a eficiência energética.

A Rede Atacadão é outro exemplo, em uma de suas lojas localizada na região metropolitana de Curitiba (PR), está implementando sistemas de refrigeração com R-290, buscando soluções mais sustentáveis e econômicas para suas unidades. O sistema de refrigeração integra um rack High Pack PRO composto por dois compressores com tecnologia Inverter operando a partir do R-290 no circuito primário (instalado na parte externa da loja) e resfriando o propileno glicol no circuito secundário, atendendo as médias temperaturas (entre 6°C a 10°C), resfriando balcões e expositores da loja.

“Conseguimos instalar um sistema com baixíssimo impacto ambiental, sem a utilização de fluidos sintéticos. Esse é o primeiro projeto com soluções de compressores com máxima eficiência que serão disponibilizados ao mercado a partir de outubro deste ano”, diz Marson.

Supermercado Verdemar, primeiro a adotar o CO2 em sua unidade em Nova Lima

Ele acrescenta que a combinação da tecnologia inverter com o propano oferece vantagens significativas, permite o ajuste contínuo da capacidade de refrigeração de acordo com a demanda, resultando em uma operação mais eficiente e econômica. O uso de propano, além de ser ambientalmente amigável, proporciona uma transferência de calor eficaz, o que se traduz em maior eficiência energética e menor consumo elétrico.

Já o CO2, utilizado há algum tempo em grandes instalações, principalmente em sistemas subcríticos em casas de máquinas remotas, conquistou supermercadistas como a Rede de Supermercados Verdemar de Belo Horizonte (MG). Primeira instalação na América a utilizar o CO2, há oito anos, os proprietários Alexandre Poni e Hallison Moreira, desde então vêm adotando medidas verdes.

“O caminho da sustentabilidade é algo que a gente quer levar na empresa como um todo. Quando se fala nisso, não é só a questão ecológica que tem que ser levada em conta, mas a econômica, reduzindo custos com a energia elétrica”, informam Poni e Moreira.

Primeiro projeto da Plotter & Racks em parceria com a Bitzer, a unidade localizada em Nova Lima, instalou o sistema Skyrack Breeze, que utiliza o dióxido de carbono (R-744) como fluido refrigerante. “Trata-se de um sistema de refrigeração em cascata que utiliza o CO2 como fluido refrigerante no estágio de baixa pressão com expansão direta para atender os equipamentos de congelados (câmaras e ilhas de congelados). Já nos equipamentos de resfriados, o propileno glicol é utilizado como fluido de transferência de calor num circuito bombeado que circula nos expositores e câmaras de resfriados”, explica Marcelo Merolli, diretor da Plotter & Racks.

Grupo Pão de Açúcar investe em certificação verde, como o LEED ofertado pelo GBC Brasil

Com esse sistema, o Supermercado Verdemar se destacou como um exemplo de pioneirismo na utilização de tecnologias verdes no setor de varejo, aliando responsabilidade ambiental com eficiência energética e operacional.

O Grupo GPA (Pão de Açúcar), por exemplo, é um dos que têm investido em lojas que operam com menor impacto energético, buscando certificações como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pelo Green Building Council Brasil.

A adoção de fontes de energia renovável, como a solar e a eólica, também é uma estratégia importante entre os supermercados que buscam a sustentabilidade. A Rede Assaí já utiliza energia solar em algumas de suas unidades, diminuindo os custos operacionais e o impacto ambiental, instalando painéis solares em suas lojas, contribuindo para a redução das emissões de carbono.

Rede Assaí já utiliza energia solar em algumas de suas unidades, instalando painéis fotovoltaicos

Retorno do investimento

Impulsionadas por uma combinação de benefícios econômicos, ambientais e de conformidade com regulamentações, a adoção de soluções sustentáveis por supermercadistas traz uma série de vantagens que vão além da sustentabilidade, impactando diretamente a operação e a imagem das empresas.

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o investimento em tecnologias sustentáveis por parte de supermercados tem se mostrado uma estratégia altamente vantajosa, tanto em termos econômicos quanto no fortalecimento da marca reputação os consumidores. Embora possa exigir um aporte inicial considerável, o retorno desse investimento (ROI) vem de diversas frentes, incluindo a redução dos custos operacionais, aumento da eficiência energética e valorização da marca.

“Tecnologias sustentáveis, como sistemas de refrigeração que utilizam fluidos naturais, iluminação LED, painéis solares e automação no controle de consumo de energia, resultam em economia significativa nas despesas operacionais. A eficiência energética gerada por esses sistemas reduz o consumo de eletricidade, que é uma das maiores despesas em supermercados. Por exemplo, a substituição de lâmpadas convencionais por LEDs pode reduzir o consumo de energia em até 75%, e os sistemas de refrigeração com fluidos naturais, como o R-290 e o CO2, tendem a operar com maior eficiência, gerando economia de até 30% nos custos energéticos”, informa Marcelo Souza, Coordenador de Operações de Loja da Associação Paulista de Supermercados.

Dentre os benefícios, podemos destacar a alta eficiência energética em aplicações com CO2 e propano, onde os sistemas de refrigeração conseguem operar com maior desempenho utilizando menos energia. A longo prazo, essa eficiência resulta em economia significativa nas contas de eletricidade, impactando positivamente os custos operacionais dos supermercados. Além da economia de energia, costumam ter maior durabilidade e exigem menos manutenção, estabilidade térmica e confiabilidade, otimizando o orçamento de operações de refrigeração.

“Supermercadistas que optam por esses sistemas se posicionam como pioneiros em inovação tecnológica, mostrando liderança no setor e promovendo um ambiente de negócios dinâmico e adaptado às demandas do futuro. As práticas sustentáveis, como o uso de refrigerantes naturais, a eficiência energética, a redução de resíduos e o apoio a produtores locais, não apenas reduzem o impacto ambiental, mas também trazem benefícios econômicos para as empresas, onde investir em sustentabilidade tornou-se uma estratégia essencial para o sucesso a longo prazo no setor supermercadista”, conclui Souza.

Avanços em HVAC-R na Eletrolar Show 2024

A 17ª edição da Eletrolar Show está sendo realizada em São Paulo. O evento, que se encerra no dia 18, espera receber mais de 30 mil visitantes, apresenta 12 mil produtos inovadores e conta com a participação de mais de 600 expositores nacionais e internacionais. Entre os destaques, o setor de HVAC-R ganha atenção especial, com grandes players exibindo as mais recentes inovações em tecnologias de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração.

Empresas como Brastemp, Consul, Embraco, Esmaltec, Gree, HQ Belmicro, Kugerl e Ventisol Agratto marcam presença com produtos que refletem avanços tecnológicos e sustentáveis, estabelecendo novos padrões para o setor. Esses expositores trazem ao evento soluções que vão desde sistemas de refrigeração com gases de baixo impacto ambiental até compressores de alta eficiência energética, demonstrando o compromisso com a precisão técnica e a sustentabilidade.

O futuro do setor aponta para uma maior integração com sistemas de casa inteligente e a eficiência energética. A Eletrolar Show, ao proporcionar um ambiente propício para a demonstração dessas tecnologias, reafirma seu papel como catalisador de inovação e desenvolvimento no mercado latino-americano.

Rafaela Ferreira, primeira mulher a conquistar o pódio na F4 Brasil

 

O Craque Neto fez presença na Eletrolar Show 2024

Inovação em tecnologias para bombas de vácuo e motores elétricos

No cenário atual, usuários de bombas de vácuo e motores elétricos estão buscando equipamentos mais eficientes energeticamente. Novos designs e tecnologias estão sendo desenvolvidos pelos fabricantes para reduzir o consumo de energia sem comprometer o desempenho, operar com os novos fluidos refrigerantes, além da integração de sensores e sistemas de monitoramento remoto, permitindo o acompanhamento em tempo real do desempenho das bombas e motores, otimizando a manutenção e minimizando o tempo de inatividade, incluindo-se ainda a análise de dados e algoritmos avançados aplicados para prever falhas antes que ocorram, permitindo programar manutenções preventivas e preditivas, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade operacional.

Outra tendência são os novos materiais e revestimentos desenvolvidos para aumentar a resistência ao desgaste e à corrosão em bombas e motores, prolongando a vida útil dos equipamentos.

Com a evolução do segmento, hoje é possível encontrar nas lojas de refrigeração bombas de vácuo e motores elétricos nos mais variados designs, e com a facilidade para efetuar a substituição do óleo de lubrificação e selamento de forma rápida e eficiente, inclusive dotados de sistemas de arrefecimento e dissipação de calor, o que assegura eficiência e integridade do óleo, gerando economia entre as trocas de lubrificante.

Bombas de vácuo

De acordo com André Oliveira, diretor da Mastercool do Brasil e presidente do Departamento Nacional Automotivo da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), as bombas de vácuo mais atuais estão sendo equipadas com dispositivos ante faiscamento (Spark Free) para que estejam adequadas a trabalhar com novos fluidos refrigerantes, que possuem certos graus de inflamabilidade, sejam eles A2L e A3.

André Oliveira, diretor da Mastercool

“Além dos dispositivos implementados, uma tendência é a redução de tamanho e utilização de novos materiais, como por exemplo, o alumínio para que sejam mais leves e utilizem menos óleo no processo de vácuo. As bombas atuais também conseguem atingir um menor nível de vácuo final, o que contribui bastante para a eficiência dos equipamentos de HVAC-R, como também níveis de ruídos cada vez menores que tem maior influência no conforto sonoro ao técnico instalador durante o processo de instalação ou manutenção de sistemas de refrigeração”, informa Oliveira.

A utilização de inversores de frequência, segundo Oliveira, ainda não é comum devido ao valor agregado a bomba. Já para os motores elétricos em geral, o ganho é significativo em relação à economia de energia elétrica.

“Como a maioria dos dispositivos elétricos, a bomba pode estar sendo monitorada pela IoT (Internet das Coisas), principalmente quanto ao controle do seu funcionamento, tempo de operação e parâmetros de nível de vácuo atingido”, diz Oliveira.

Ele acrescenta que pesquisas têm sido realizadas para o desenvolvimento de bombas em lugares de difícil acesso a rede elétrica e bombas mais automatizadas, principalmente a seleção automática da tensão de trabalho.

A Mastercool oferece os modelos Spark Free sem faísca, testadas para resistir às condições mais exigentes e potência e a mobilidade necessárias para uma ampla variedade de aplicações.

Bombas de vácuo mais atuais possuem dispositivos ante faiscamento para trabalhar com novos fluidos refrigerantes

No portfólio de produtos da Suryha, o destaque são as bombas de vácuo com vacuômetro digital 5 e 10 CFM Inteligente e duplo estágio.

“A bomba de vácuo é uma das principais ferramentas para um técnico, uma vez que ela combate a umidade e os fabricantes têm estudado o comportamento dos técnicos para aprimorar suas ferramentas. Aliando design sofisticado, praticidade e uma incrível integração do passado com o futuro, desenvolvemos a bomba de vácuo de duplo estágio com vacuômetro digital de 5 e 10 CFM Inteligente. Entendemos que se empresas de ar condicionado estão em constante evolução, investindo em novas tecnologias nos equipamentos, e se os consumidores desses produtos aceitam e optam por ter essa sofisticação, os fabricantes de ferramentas devem acompanhar essa evolução, aplicando toda a tecnologia disponível em suas ferramentas”, comenta Luiz Felipe Lopes, gerente de produtos da Suryha.

Bombas de vácuo com vacuômetro digital integram sensores e sistemas de monitoramento remoto

Outra importante fabricante, a Symbol oferece uma linha completa de bombas de vácuo. Para Jorge Lameira, diretor comercial da Symbol, equipamentos com interfaces mais intuitivas e capacidades de controle remoto que facilitam a operação e a manutenção das bombas está na ponta das tendências e novidades, além do aumento da oferta de bombas modulares e personalizáveis que podem ser adaptadas para atender às necessidades específicas de diferentes aplicações e indústrias.

Motores elétricos

O desenvolvimento em controle de velocidade variável (Variable Speed Drive, VSD) para motores elétricos, impulsionado pela necessidade de maior eficiência energética e operacional em diversas indústrias está no topo das tendências para esses equipamentos. Os VSDs modernos são projetados para otimizar a eficiência energética dos motores elétricos ajustando a velocidade do motor às demandas de carga exatas, reduzindo o consumo de energia e minimizando o desgaste do motor, prolongando sua vida útil. Dentre as novidades estão o desenvolvimento de integração de VSDs com sistemas baseados em IoT permitindo monitoramento e controle remotos. Isso inclui a capacidade de ajustar configurações, realizar diagnósticos remotos e coletar dados para análise preditiva, tudo via conexões à internet; algoritmos de controle e software que permitem ajustes automáticos de maneira mais dinâmica e precisa às condições de operação; compatibilidade com uma variedade de tipos de motores, incluindo motores de indução, motores síncronos e motores de imã permanente; inversores de frequência modernos para reduzir harmônicos gerados durante o controle de velocidade; características de segurança, como detecção de falhas, proteção contra sobrecorrente e sobretensão, e mecanismos de parada de emergência; e designs mais compactos e robustos, permitindo sua instalação em espaços limitados e em ambientes com condições adversas, sem comprometer o desempenho.

Rodrigo Fumo, diretor superintendente de motores industriais da WEG

A WEG, por exemplo, contém no seu portfólio de produtos, motores elétricos com recursos de controle avançados com integração de IoT e conectividade para monitoramento remoto, diagnóstico de falhas e manutenção preditiva. A empresa disponibiliza motores elétricos com foco em sustentabilidade e ecoeficiência, utilizando materiais mais sustentáveis, processos de fabricação mais limpos e tecnologias que ajudem os clientes a reduzir seu impacto ambiental.

“A WEG é integrante do Industrial Liaison Program (ILP), programa desenvolvido para grandes organizações interessadas em relacionamentos estratégicos tecnológicos de longo prazo com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. É uma excelente oportunidade de buscar novas tecnologias e validar nossas estratégias em um dos maiores centros de inovação do mundo. Precisamos estar à frente das tendências de mercado, trazendo mais inovação para as nossas soluções”, informa Rodrigo Fumo, diretor superintendente de motores industriais.

Em 2022, a companhia investiu R$ 646,9 milhões em Pesquisa & Desenvolvimento, representando 2,2% da receita operacional líquida. Os produtos lançados nos últimos cinco anos representaram 59,3% da receita, reforçando o desenvolvimento de soluções tecnológicas que atendem às últimas tendências de mercado.

O desenvolvimento de controle de velocidade variável para motores elétricos está no topo das tendências

Inovações e tendências em vitrines refrigeradas

Setor de refrigeração comercial acompanha mudanças que visam aprimorar a eficiência energética e funcionalidade dos equipamentos, além de atender às crescentes demandas dos consumidores por experiências de compra mais atraentes e sustentáveis.

À medida que avançamos para o futuro, as vitrines refrigeradas continuam a evoluir para atender às necessidades do mercado alimentar. A eficiência energética, sustentabilidade, conectividade dos equipamentos, autosserviço e uma abordagem centrada no consumidor, impulsionam as inovações neste setor. Estas tendências não apenas transformam a maneira como os produtos são exibidos, mas também garantem melhor conservação dos alimentos, evitando o desperdício, e aprimoram a experiência de compra, criando um ambiente mais eficiente e atraente para consumidores e varejistas.

Trata-se de um setor gigante! Segundo a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, cada vez mais as empresas de autosserviço do Brasil e do mundo, estão se organizando em ecossistemas, agregando à sua atividade produtos e serviços complementares que trazem novas possibilidades de negócios e de benefícios aos consumidores. 17 das 20 maiores redes do Ranking Abras 2023 contam com operações de atacarejo e autosserviço.

“O varejo de alimentos hoje é híbrido, trazendo uma nova proposta de valor para os consumidores, que têm ampliado a frequência de compras. O atacarejo tem procurado ganhar força em categorias como açougue e FLV (abreviação usada para a categoria de frutas, legumes e vegetais dentro do varejo), que impactam o custo operacional. Esse é o grande desafio para o setor continuar a crescer com rentabilidade”, afirma Roberto Butragueño, diretor de varejo da NielsenIQ Brasil.

A Research and Markets divulgou recentemente um relatório apontando que o mercado global de vitrines refrigeradas atingirá US$ 13,4 bilhões até 2030. Estimado em US$ 8,2 bilhões no ano de 2022, deverá atingir um tamanho revisado de US$ 13,4 bilhões até 2030, crescendo 6,3% durante o período de análise 2022-2030.

O relatório examina os expositores refrigerados (RDCs) e oferece insights sobre a participação percentual de mercado dos principais concorrentes globais em 2023, categorizando sua presença competitiva no mercado como forte e ativa, considerando o crescimento no segmento de operação remota em 5,6% para o próximo período de 8 anos. O estudo aponta também o impacto da pandemia no varejo alimentar e a emergência do “novo normal”, destacando o papel das alternativas digitais de delivery na condução do crescimento deste setor em 2020.

Autosserviço e design apontam tendências dos equipamentos

Mas você deve estar se perguntando qual o papel do setor de HVAC-R neste contexto! Um dos pontos destacados pelos fabricantes de vitrines refrigeradas, além da eficiência energética e conectividade, é o autosserviço aliado ao design dos expositores, se tornando cada vez mais importante para atrair os consumidores. Equipamentos com design moderno, iluminação LED atraente e opções de personalização para se alinhar à identidade da marca são tendências crescentes.

A Metalfrio, por exemplo, acaba de lançar a linha de refrigeradores Porta Dupla com mais capacidade de armazenamento otimizado e maior oferta de bebidas na temperatura ideal de consumo. Comporta diferentes embalagens com uso das prateleiras reguláveis e independentes, além de maior área para promoção e exposição de produtos refrigerados, iluminação em LED, porta de vidro antiembaçante e termostato frontal que possibilita selecionar as funções: Congelados para alimentos, e Refrigerados para bebidas. Seu sistema de refrigeração cold wall, garante baixo consumo de energia e opera com fluido refrigerante de baixo impacto ambiental. As prateleiras contam com precificadores, garantindo flexibilidade na exposição de produtos de acordo com o estoque ou necessidade. São ideias para utilização em conveniências, fastfoods, restaurantes, padarias, supermercados, grandes redes varejistas e lojas de autosserviço.

Já a Eletrofrio, entre outros equipamentos, disponibiliza uma linha completa de vitrines refrigeradas Autosserviço abertas para hortifrútis em diversos tamanhos e capacidades.

A solução alia as vantagens da simplicidade, do baixo custo no consumo de energia e da segurança operacional, além da baixa carga de refrigerante. Integradas aos sistemas com HighPack, proporcionam redução de mais de 90% da carga de gás quando comparados a sistemas de expansão direta para projetos com a mesma capacidade de refrigeração. Os equipamentos destinados a essas instalações atendem às diversas especificidades de cada unidade, embora haja sempre uma padronização dos espaços. Alguns modelos possuem umidificadores para a conservação dos alimentos frescos e são utilizados em supermercados de grande e médio porte, além das redes de hortifrútis.

Unindo vitrines verticais e horizontais, a Arneg fornece balcões de serviço refrigerados, desenvolvidos pensando na apresentação para o consumidor. Os expositores combinados incorporam dois compartimentos refrigerados separados com otimização de espaço. Combinam a facilidade de recolha de produtos típica de uma ilha com a visibilidade de um armário vertical.

São personalizáveis com diversos tipos de acabamentos, bases lineares ou moldadas e vidro reto ou curvo. Os expositores para congelados são fechados, evitando a perda do frio, mirando a eficiência energética.

A fabricante IMF Lince tem modelos de vitrines abertas e fechadas, desenvolvidas especialmente para se adequarem a cada necessidade do consumidor, tanto na questão de itens para a venda, quanto em equipamentos para a manutenção do estabelecimento. Entre os benefícios oferecidos, o destaque é a economia no consumo de energia elétrica. A empresa aposta na comercialização de expositores fechados passando a ideia de mais segurança aos consumidores.

Funcionalidade e desempenho

As tendências em vitrines refrigeradas para supermercados e estabelecimentos comerciais acompanham as inovações tecnológicas, as demandas dos consumidores e as preocupações ambientais. A conscientização ambiental está levando muitas empresas a adotar práticas mais sustentáveis, desenvolvendo equipamentos com melhor desempenho das máquinas e reduzindo os custos operacionais para os clientes, sistemas de refrigeração que utilizam refrigerantes naturais, centrais frigoríficas dotadas de compressores de velocidade variável, motoventiladores eletronicamente comutados, válvulas de expansão eletrônicas e sistemas de automação e monitoramento remoto.

No quesito eficiência energética, a utilização de compressores mais eficientes, isolamento térmico de última geração e sistemas de gerenciamento de energia inteligentes são algumas das características que têm se destacado. Sensores conectados à internet permitem monitorar o desempenho de um sistema de refrigeração em tempo real, ao fornecer dados precisos que podem ser usados para otimizar sua operação com monitoramento de parâmetros como temperatura, umidade e consumo de energia. Isso também possibilita prever e identificar rapidamente qualquer problema, o que ajuda a evitar gastos significativos em manutenções corretivas.

O processo de monitoramento remoto integra, hoje, todos os componentes e equipamentos de um sistema de refrigeração, permitindo que plataformas de gerenciamento de dados façam análise precisas da operação e do comportamento do sistema. Por meio da automação, realizam-se também a programação de horários de funcionamento e os ajustes automáticos com base nas condições ambientais e de demanda. Durante os períodos de baixa ocupação, por exemplo, os sistemas podem ser configurados para reduzir a capacidade de refrigeração ou ajustar a ventilação de acordo com a necessidade, resultando em considerável economia de energia.

Assim, abre-se caminho para que decisões sejam tomadas automaticamente, em busca da melhor performance e qualidade do frio. Ao atingir tal patamar, a automação dos equipamentos beneficia grandemente o varejo de alimentação.

Sobre os fluidos refrigerantes, os fabricantes de equipamentos têm buscado soluções alternativas aos compostos fluorados nocivos à camada de ozônio e/ou de alto impacto para o clima, acelerando a adoção de substâncias naturais. O fato é que essa transição será incentivada pelo setor de HVAC-R na adoção de práticas mais sustentáveis, a fim de cumprir compromissos corporativos e metas estabelecidas globalmente.

Nos quesitos design e layout, os sistemas de refrigeração estão sendo projetados para atender as necessidades de forma personalizada, inclusive no que tange à modularidade dos equipamentos, aspecto que permite escalabilidade e flexibilidade para acompanhar o crescimento das lojas. As unidades de refrigeração podem ser adicionadas ou removidas conforme a estratégia de vendas, adaptando-se às mudanças nas demandas de resfriamento.

A estética das vitrines refrigeradas também é uma consideração importante. Os fabricantes estão projetando produtos com design mais moderno e atraente para atrair os consumidores e melhorar a experiência de compra.

Soluções de exibição interativas nas vitrines refrigeradas já são realidade em alguns estabelecimentos comerciais e grandes redes do atacarejo, com a incorporação de tecnologias interativas, como telas sensíveis ao toque ou realidade aumentada, para fornecer informações adicionais sobre os produtos, promoções ou receitas aos consumidores, com designs modernos, linhas elegantes e opções personalizadas mais atraente nas lojas.

Para melhorar a visibilidade dos produtos e proporcionar uma experiência de compra mais agradável, expositores incorporam sistemas antiembaçamento para manter as superfícies de vidro transparentes.

Alguns modelos oferecem, ainda, controle preciso de umidade, garantindo que produtos sensíveis permaneçam frescos por mais tempo.

Também a utilização de iluminação LED nas vitrines refrigeradas não é apenas uma opção econômica, mas também destaca os produtos de maneira mais eficaz, além de ser mais duradoura e eficiente em comparação com outras formas de iluminação.

Rheinmetall fornecerá bombas elétricas de refrigeração de alta tensão.

O Grupo Rheinmetall, com suas marcas Kolbenschmidt (KS) e Pierburg, e a divisão Motorservice, investirá em 2026 na produção de bombas elétricas de refrigeração de alta tensão, com 800V – o dobro do padrão da indústria de mobilidade elétrica. Sendo fornecedor Tier 1 para uma das principais montadoras do mundo.

O componente é projetado como uma bomba sem gaxeta que, devido à falta de vedação mecânica, garante baixo atrito e longa vida útil. Além disso, oferece a máxima segurança para motores elétricos e inversores de alta tensão. A eletrônica interna regula a capacidade de resfriamento necessária por meio de um gerenciamento térmico inteligente, aumentando a autonomia e o conforto dos passageiros.

A tecnologia permite o uso de cabos mais finos e reduz a necessidade de metais nobres, garantindo a sustentabilidade.

Rheinmetall está decidida a tornar a mobilidade elétrica ainda mais atraente e acessível ao público em geral.