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IFPE Recife celebra 50 anos do curso técnico em Refrigeração e Climatização

Cerimônia reuniu docentes, egressos e representantes da indústria, como a Hitachi Cooling & Heating, em homenagem à trajetória do curso fundado em 1975.

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) — Campus Recife — realizou na terça-feira (28) uma cerimônia em comemoração aos 50 anos do curso técnico em Refrigeração e Climatização. Fundado em 1975 pelo professor Luís Carlos Barbosa, o curso formou sua primeira turma em 1979 e tornou-se referência regional na formação de profissionais do setor.

O evento foi aberto com a composição da mesa de honra, que contou com a presença do reitor do IFPE, José Carlos de Sá; do diretor-geral do campus, Fábio Nicácio; da diretora de ensino, Maria Clara Catanho; do chefe do departamento acadêmico dos cursos técnicos, Marivaldo Rosas; e do representante da coordenação do curso, Perinaldo Severino.

Durante o discurso, José Carlos de Sá ressaltou a relevância histórica do curso e a necessidade de manter o diálogo com o setor produtivo. Fábio Nicácio destacou o papel do curso na trajetória institucional do IFPE e projetou continuidade das atividades formativas. Já Maria Clara Catanho enfatizou a missão da instituição em capacitar profissionais oriundos da classe trabalhadora.

Na segunda parte da celebração, a mesa-redonda “Ontem, hoje e amanhã: uma trajetória que se renova em cada geração”, mediada pelo professor Earlyson Gonçalves, reuniu ex-docentes, professores atuais, egressos e estudantes. Participaram os professores Luiz Carlos Barboza, Luiz de Lavor, Luciano Prestrelo e Janaína Costa; os egressos Paulo Dias e Adalberto Neto; e os estudantes João Machado e Rafael Domingues.

O fundador do curso, Luiz Carlos Barboza, relatou sua experiência como aluno e professor da instituição. Janaína Costa, ex-aluna e docente, destacou a importância da inovação e da aproximação com as empresas do setor. O estudante João Machado comentou sobre a relevância do curso na sua formação profissional.

A cerimônia também exibiu um vídeo com registros históricos sobre o curso e a evolução da área de Refrigeração e Climatização no IFPE. O representante da Hitachi Cooling & Heating, Laercio Cabral, destacou a parceria contínua entre a empresa e a instituição na formação técnica e no intercâmbio com o mercado de trabalho.

Encerrando o evento, professores que contribuíram para a consolidação do curso receberam homenagens, entre eles Luiz Barboza, Dácio Ferraz, Celestino Lima, Francisco Nascimento, Eudes Oliveira, Nivaldo Filho, Luiz de Lavor, Ageu Matos, Henrique Borba, Frederico Ferreira, Francisco Dantas, Luciano Prestrelo e José Duarte da Silva.

O curso técnico em Refrigeração e Climatização do IFPE Recife segue como referência na formação de profissionais do setor HVAC-R, mantendo integração com empresas parceiras e atualizando suas práticas em ensino, pesquisa e extensão.

Mercofrio 2026 abre inscrições para congresso em Porto Alegre

Evento será realizado de 15 a 17 de setembro de 2026 e discutirá descarbonização, qualidade do ar e inteligência artificial aplicada ao setor HVAC-R

Estão abertas as inscrições para o Mercofrio 2026, congresso de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (AVAC-R) que chega à sua 15ª edição consolidado como polo de inovação e conhecimento técnico na América Latina. O evento será realizado de 15 a 17 de setembro de 2026, em Porto Alegre (RS), e terá como tema “AVAC-R Inteligente: IA, Eficiência e Qualidade do Ar para um Planeta Sustentável”.

A programação contará com painéis temáticos sobre Descarbonização e Sustentabilidade, Qualidade do Ar Interno (QAI), Segurança Alimentar e Cadeia do Frio, Normas Técnicas e Legislação, além de Inteligência Artificial aplicada ao AVAC-R. Durante o dia, serão promovidas palestras técnicas, acadêmicas e apresentações de cases, enquanto à noite ocorrerão treinamentos práticos voltados a instaladores e técnicos, como a Resenha do Frio, experiência interativa de capacitação aplicada.

Entre os objetivos centrais do congresso estão o incentivo a tecnologias sustentáveis, a promoção da eficiência energética e o estabelecimento de padrões de excelência em qualidade do ar e segurança em refrigeração, com foco na descarbonização e na transformação digital do setor.

O público-alvo abrange engenheiros, projetistas, gestores, técnicos, professores, pesquisadores, estudantes e representantes de órgãos públicos. A última edição reuniu mais de 650 participantes, consolidando o Mercofrio como referência em conteúdo técnico, inovação e geração de negócios.

Além de palestras e painéis, o congresso oferecerá workshops noturnos, experiências práticas e oportunidades de networking entre indústria, academia e mercado, favorecendo o desenvolvimento de carreira e a colaboração internacional. Pesquisadores poderão apresentar e publicar seus trabalhos, ampliando a visibilidade acadêmica e científica.https://mercofrio.com.br/sobre-o-mercofrio/https://mercofrio.com.br/como-fazer-sua-inscricao/

As inscrições podem ser feitas pelo site oficial mercofrio.com.br.

Reposição de peças se torna desafio central no setor HVAC-R

A falta de peças de reposição para sistemas HVAC-R e a diferença entre produtos originais e paralelos desafiam distribuidores, instaladores e consumidores. Estratégias logísticas, hubs regionais e capacitação técnica tornam-se essenciais para garantir disponibilidade, qualidade e eficiência, enquanto políticas externas e custos logísticos pressionam o setor

 O mercado brasileiro de HVAC-R é um dos mais dinâmicos da indústria nacional, com estimativas de faturamento de R$ 54 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento – ABRAVA, representando cerca de 2,3% do PIB industrial do país. Embora não existam estimativas públicas precisas sobre o valor do mercado de peças de reposição no Brasil, é possível inferir sua importância com base no crescimento do setor como um todo. O aumento na demanda por sistemas de climatização e refrigeração impulsiona diretamente a necessidade de manutenção e reposição de componentes.

Com a atual política externa brasileira e os gargalos logísticos, lojas e distribuidores do setor de climatização e refrigeração enfrentam desafios no acesso a peças de reposição. As dificuldades de importação, a diferença entre peças originais e paralelas, e a pressão por entregas mais rápidas têm alterado as dinâmicas de mercado.

Eletrofrigor, Frigelar, Disparcon e Leveros, entre outros distribuidores, estão no olho do furacão, buscando estratégias para garantir estoque, confiabilidade e atendimento regional. Como esses distribuidores estão lidando com uma realidade marcada por atrasos, certificações obrigatórias e exigência de qualidade?

No Brasil, os desafios desse setor foram aumentados por fatores externos e internos como variação cambial, custos de importação, políticas tarifárias, regime de comércio internacional, dificuldades logísticas e pelas exigências regulatórias para certificações e garantia das peças.

“Para quem revende ou distribui peças no Brasil, desde evaporadores, compressores e válvulas até componentes elétricos, filtros, mangueiras, manifolds e outros ferramentais, o acesso confiável, rápido e certificado é imperativo. A falta de peças ou atrasos impactam não só os instaladores e consumidores finais, mas também arriscam a reputação e a sustentabilidade dos distribuidores”, informa Graciele Davince, CEO da Eletrofrigor.

Em todo o território nacional, distribuidores enfrentam escassez, atrasos na entrega e altos custos de importação, enquanto consumidores e instaladores precisam decidir entre peças originais com garantia e certificação, e paralelas, com custo baixo e qualidade duvidosa.

Muitos fabricantes exigem o uso exclusivo de peças originais para manter a cobertura de garantia

Escassez e demora na entrega

Diversos fatores explicam por que peças e componentes de HVAC-R nem sempre estão disponíveis com rapidez. O primeiro é a dependência de importações: “Mesmo quando a produção é local, os insumos frequentemente vêm do exterior, tornando o setor vulnerável a oscilações cambiais, barreiras alfandegárias e tarifas elevadas. Qualquer atraso nos processos aduaneiros pode impactar diretamente os prazos de entrega”, esclarece Graciele.

A logística nacional desigual é outro gargalo. O Brasil é extenso e heterogêneo em infraestrutura. Regiões como Norte e Nordeste enfrentam custos de frete mais altos e menor frequência de transporte, o que encarece o produto final e alonga o tempo de reposição. Soma-se a isso o impacto das políticas externas e tarifárias, com exigências de certificações internacionais e restrições ambientais sobre gases refrigerantes e componentes químicos, o que gera incertezas e retarda a entrada de peças no país.

Por fim, a alta demanda sazonal, especialmente durante verões mais intensos, provoca rupturas de estoque, dificultando o atendimento de emergências em supermercados, indústrias e sistemas de refrigeração crítica. “As consequências são evidentes: equipamentos parados, custos de manutenção elevados e o aumento do uso de peças paralelas como solução temporária, com o risco de perda de garantia e menor eficiência operacional, comenta Alexandre Fiss, CEO da Frigelar.

Um dos dilemas comentados pelos especialistas é escolher entre a peça original, certificada pelo fabricante, e a peça paralela, geralmente mais acessível e de disponibilidade imediata. As peças originais asseguram compatibilidade técnica, durabilidade e manutenção da garantia, além de cumprirem normas ambientais e de eficiência energética. Já as peças paralelas, embora mais baratas e com ampla presença no mercado, apresentam qualidade variável, riscos de desgaste prematuro e ausência de certificações, o que pode comprometer o desempenho e a vida útil do equipamento.

“No HVAC-R, a decisão entre custo e confiabilidade é estratégica. Muitos fabricantes exigem o uso exclusivo de peças originais para manter a cobertura de garantia. Ao optar por similares, instaladores e clientes assumem o risco de comprometer o sistema, especialmente em equipamentos de alto valor e complexidade técnica”, enfatiza a CEO da Eletrofrigor.

Distribuidores buscam estratégias para garantir estoque, confiabilidade e atendimento regional

Caminhos possíveis e perspectivas

O acesso a peças de reposição nos setores de refrigeração e climatização no Brasil enfrenta desafios variados, que não se distribuem de forma homogênea. Regiões mais afastadas dos grandes centros industriais, como Norte e parte do Nordeste, convivem com transporte irregular, rotas logísticas longas e fretes elevados. A criação de hubs regionais, como os da Leveros, ajuda a reduzir esses impactos, mas o custo logístico ainda limita a competitividade. No interior de estados extensos, manter estoques locais é oneroso, e muitas vezes os lojistas dependem de redistribuição interestadual. A sazonalidade agrava ainda mais o cenário: verões mais longos e quentes pressionam o abastecimento, enquanto a escassez de mão de obra especializada dificulta a instalação e manutenção adequadas.

A política externa brasileira também exerce influência direta sobre o setor. Tarifas de importação, acordos internacionais e tratados ambientais afetam tanto o custo quanto a disponibilidade de insumos. Mudanças em normas sobre gases refrigerantes, por exemplo, exigem adaptações rápidas e novas certificações. Quando há instabilidade cambial ou entraves alfandegários, distribuidores precisam elevar margens para absorver riscos, repassando parte dos custos ao consumidor final.

O grande desafio do setor é equilibrar preço competitivo, garantia e disponibilidade imediata. Para o presidente da Abrava, Leonardo Cozac, “o setor de HVAC-R precisa de políticas públicas que incentivem a produção nacional de peças e simplifiquem processos de importação. Ao mesmo tempo, é fundamental investir em certificações acessíveis e treinamento técnico para instaladores, garantindo que as peças mantenham a eficiência e a confiabilidade dos equipamentos”.

Entre as soluções apontadas por especialistas e distribuidores, destacam-se o fortalecimento da produção nacional, o uso de estoques inteligentes, a criação de parcerias regionais com transportadoras e o investimento em tecnologia, como previsão de demanda e digitalização logística. A capacitação técnica continua sendo essencial para assegurar que as peças sejam aplicadas corretamente, preservando a performance e a durabilidade dos sistemas, ao mesmo tempo em que se minimizam riscos e custos adicionais.

Setor HVAC-R discute alinhamento climático rumo à COP 30

Evento da ABRAVA reunirá representantes da Clasp, Senai SP, Carrefour e Rede Atacadão para debater metas de sustentabilidade e transição energética no setor de refrigeração e climatização.

No dia 30 de outubro, a ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) realiza o evento “Desafios e Oportunidades para o Setor AVACR rumo à COP 30”, organizado pela Diretoria e pelo Departamento Nacional de Meio Ambiente da entidade. A iniciativa tem como foco o alinhamento do setor de climatização e refrigeração às metas climáticas globais que serão debatidas na COP 30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

A programação contará com palestras e um painel técnico que abordarão temas como resfriamento sustentável, economia circular, eficiência energética, inovação tecnológica e o papel do setor na promoção da saúde, segurança alimentar e desenvolvimento econômico inclusivo.

Entre os palestrantes estão Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA e representante da Ecosuporte; Filipe Colaço, presidente do DN Meio Ambiente e representante da Recigases; e André Oliveira, presidente do DN Ar Condicionado Automotivo e representante da Mastercool.

O painel técnico reunirá Edilaine Camillo (CLASP Brasil), Cíntia Tiemi Kita (Grupo Carrefour Brasil), Carlos Augusto Monteiro de Barros (Atacadão) e Eduardo Macedo (Escola Senai Oscar Rodrigues Alves). As inscrições são abertas e gratuitas.

A ABRAVA tem mantido uma agenda de articulação voltada à COP 30. Recentemente, a entidade enviou uma Carta de Intenções ao Comitê Nacional de Organização da Conferência, manifestando apoio institucional e apresentando propostas de mitigação e transição justa, com foco na contribuição do setor produtivo para a agenda climática.

Segundo Filipe Colaço, o encontro pretende ser um espaço de diálogo entre representantes do setor, autoridades e especialistas, buscando soluções conjuntas para o cumprimento das metas climáticas. Thiago Pietrobon destacou que o evento deve contribuir para consolidar compromissos, definir rotas e alinhar políticas públicas em favor de um futuro sustentável para o setor HVAC-R.

Trane Technologies e Thermo King ampliam ações de valorização feminina na América Latina

Iniciativas do WEN-LATAM incluem workshops, palestras e painéis sobre saúde, liderança e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

As empresas Trane e Thermo King, do grupo Trane Technologies, ampliaram neste mês as iniciativas voltadas ao desenvolvimento e à valorização feminina na América Latina. As ações, realizadas no contexto da campanha Outubro Rosa, são conduzidas pelo Women’s Employee Network Latin America (WEN-LATAM) e têm foco no fortalecimento do protagonismo das colaboradoras.

A programação inclui uma edição especial da série Empowering Women Workshop Series, com o tema Protagonismo Feminino. O conjunto de atividades reúne workshops, palestras e rodas de conversa sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional, saúde mental, bem-estar, educação financeira e liderança.

Entre as principais iniciativas estão a sessão inaugural com palestra de especialista em saúde e depoimentos de colaboradoras, workshops semanais sobre autocuidado, painéis de discussão sobre desafios da rotina profissional e seminários sobre valorização econômica feminina.

Segundo Patrícia Corrêa, gerente de Marketing e Comunicação para a América Latina e líder do WEN-LATAM, “promover o protagonismo das mulheres e criar espaços de reflexão é essencial para o crescimento sustentável da organização e para o avanço da sociedade”.

O WEN-LATAM faz parte dos Business Resource Groups (BRGs) da Trane Technologies — grupos formados por colaboradores que incentivam diversidade, pertencimento e apoio mútuo. Além do ambiente interno, os BRGs atuam no fortalecimento comunitário e na geração de insights estratégicos para os negócios.

Com iniciativas contínuas, a Trane Technologies e a Thermo King associam o Outubro Rosa à promoção de igualdade e à ampliação das oportunidades para mulheres no setor de climatização e refrigeração na região.

Demanda global de cobre deve continuar elevada

Flutuações no preço do cobre impactam diretamente custos e estratégias de empresas de HVAC-R no Brasil, exigindo atenção de instaladores e mantenedores na gestão de projetos

 O cobre é um insumo essencial em sistemas de HVAC-R, presente em tubos, serpentinas, cabos e conexões. Com a volatilidade dos mercados internacionais e a crescente demanda por cobre, fabricantes e distribuidores enfrentam pressões de custo que podem se refletir na cadeia de instalação e manutenção. Entender esse cenário é fundamental para profissionais que precisam planejar projetos, orçamentos e manutenção preventiva de forma estratégica e eficiente.

Segundo dados da Associação Brasileira do Cobre (ABCobre), o mercado de HVAC-R no país faturou R$ 41,3 bilhões em 2024, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é impulsionado pela demanda em diferentes segmentos, desde residências até indústrias, motivada por variações climáticas, expansão de centros de distribuição e aumento do consumo em e-commerces.

No entanto, fabricantes enfrentam pressões significativas sobre os custos. As oscilações internacionais do preço do cobre afetam diretamente a produção de equipamentos, tornando a gestão financeira e o planejamento estratégico ainda mais desafiadores. Além disso, a dependência de fornecedores internacionais expõe o setor a riscos como atrasos, variação cambial e restrições comerciais, que podem comprometer a entrega de produtos.

Para enfrentar esses desafios, empresas brasileiras adotam estratégias diversificadas de logística e estoque. Grandes fabricantes mantêm contratos estratégicos com fornecedores, ampliam estoques de segurança e monitoram preços de mercado para reduzir impactos financeiros. O investimento em tecnologia de gestão de inventário e sistemas ERP/WMS tem sido fundamental para otimizar o controle de peças e componentes de cobre.

“A principal estratégia tem sido gestão de estoque e aumento no abastecimento para suportar a produção e distribuição, principalmente no período atual em que o verão se aproxima e há uma tendência de aumento na demanda geral do setor HVAC-R”, informa Felipe Guerini, Gerente Comercial da Termomecanica.

Algumas empresas também exploram alternativas, como materiais substitutos e ligas metálicas, buscando reduzir a dependência do cobre sem comprometer a eficiência térmica e a durabilidade dos equipamentos. Contudo, especialistas afirmam que essas soluções ainda não substituem totalmente o metal em aplicações críticas, especialmente em equipamentos comerciais e industriais.

O impacto da escassez de cobre no setor se reflete não apenas nos custos de produção, mas também na disponibilidade de produtos para o mercado final. Distribuidores e varejistas relatam atrasos na entrega de equipamentos, aumento nos prazos de reposição e necessidade de comunicação constante com clientes para gerenciar expectativas. A situação exige coordenação eficiente entre fabricantes, distribuidores e integradores, especialmente para atender projetos de grande escala e operações de e-commerce.

O preço do cobre é fortemente influenciado por fatores globais, incluindo a produção em grandes mineradoras, políticas comerciais internacionais e a demanda crescente por infraestrutura elétrica e energética, especialmente em países que investem em energias renováveis e veículos elétricos. Recentemente, projeções indicam que a demanda global de cobre deverá continuar elevada, impulsionada pela transição energética, construção civil e modernização de sistemas industriais e residenciais.

“No Brasil, o cenário se mostra particularmente sensível. Apesar do país possuir reservas de cobre exploráveis, a produção local ainda depende de logística complexa e de importações para atender à demanda industrial. O impacto direto é percebido em flutuações de preço, que podem ser rápidas e significativas, afetando fabricantes, distribuidores e, finalmente, instaladores e técnicos de manutenção” revela Maria Antonieta Cervetto, diretora presidente do Grupo CECIL, e presidente da Associação Brasileira do Cobre.

“O aumento do preço do cobre tem efeitos imediatos sobre os custos de fabricação de componentes essenciais. Tubulações, serpentinas de evaporadores e condensadores, cabos e conexões, por exemplo, podem ter seu valor reajustado rapidamente em função da matéria-prima”, acrescenta.

Fabricantes como a Cecil, Eluma, do grupo Paranapanema, Cobresul e Termomecanica, têm se destacado como fornecedores estratégicos para o setor de HVAC-R. Ambos atuam na produção de cobre eletrolítico e produtos semiacabados, atendendo a fabricantes de tubos, serpentinas e conexões. Esses players buscam oferecer previsibilidade de fornecimento e suporte técnico, auxiliando instaladores e distribuidores a planejarem projetos mesmo em períodos de alta volatilidade.

Cobre é um insumo essencial em sistemas de HVAC-R

“O cobre é um dos principais insumos para os fabricantes de equipamentos no setor, pela sua importância para o bom funcionamento do sistema e pelo seu alto valor agregado. O seu preço varia diariamente conforme a LME (London Metal Exchange) que é a maior bolsa de negociações de commodities e metais base, como cobre, alumínio, zinco, níquel, entre outros, por isso, seu preço também é negociado em dólar. Nos últimos meses, desde meados de abril/25 até setembro/25 apesar do preço do cobre ter apresentado aumento de US$ 9.190 (dólares/tonelada) para aproximadamente US$ 9.950 (dólares/tonelada), a variação do dólar em relação ao real compensou esse aumento com sua redução de aproximadamente R$ 6,00 no começo do ano para R$ 5,37 no último mês, com isso, o preço do cobre dentro do mercado nacional manteve determinada estabilidade desde o começo do ano. Há vários fatores para o impacto na variação do preço, principalmente pelo desbalanceamento entre a oferta e a demanda não só atual, como também a expectativa futura. Pelo lado da oferta houve problemas operacionais nas mineradoras que prejudicaram a disponibilidade, enquanto os estoques de metal na bolsa de Londres em níveis mais baixos ocasionam pontos de atenção e tendem os preços para níveis maiores. Pelo lado da demanda, há expectativa crescente na utilização do cobre, principalmente pelo desenvolvimento dos outros setores, como eletrificação e energia para atendimento das demandas de veículos elétricos, construção de data centers, entre outros”, revela Guerini.

Comportamento do mercado

Para profissionais de HVAC-R, compreender o comportamento do mercado de cobre é fundamental. Projetos que envolvam substituição de tubulação, retrofit de sistemas antigos ou manutenção de equipamentos com necessidade de reposição de serpentinas devem considerar margens de segurança nos custos de material, evitando surpresas durante a execução.

Além disso, o planejamento de compras de peças e insumos deve ser antecipado sempre que possível. A estocagem estratégica, a negociação com fornecedores e a avaliação de alternativas técnicas — como o uso de cobre de bitola diferente dentro de normas e especificações — podem ajudar a mitigar impactos financeiros sem comprometer a eficiência ou a durabilidade dos sistemas.

Alguns fabricantes de HVAC-R já sinalizam a busca por maior previsibilidade nos contratos de fornecimento de cobre, seja por meio de acordos de longo prazo com fornecedores, seja pela adoção de instrumentos de hedge financeiro para insumos. Para o mercado de instalação e manutenção, o conhecimento sobre essas estratégias pode ser um diferencial competitivo, permitindo orçamentos mais precisos e confiáveis e soluções que garantam maior previsibilidade de fornecimento, incluindo contratos de fornecimento programados e assessoria técnica para instalação, permitindo que os profissionais de HVAC-R adaptem seus projetos e orçamentos mesmo diante da volatilidade de preços.

Outra tendência observada é o incentivo à utilização de materiais alternativos ou técnicas que reduzam o consumo de cobre sem comprometer a performance. Embora a substituição total seja limitada devido às propriedades únicas do cobre, ajustes em projetos e a adoção de tecnologias mais eficientes podem reduzir a exposição à volatilidade do preço da matéria-prima.

“A volatilidade do cobre é um desafio real para todo o setor de HVAC-R, desde fabricantes até técnicos de campo. Entender o impacto desse cenário no planejamento de projetos, aquisição de materiais e manutenção preventiva é crucial para garantir eficiência, competitividade e sustentabilidade financeira. Profissionais capacitados e bem informados sobre o mercado de cobre estarão mais preparados para tomar decisões estratégicas, protegendo seus clientes e seus negócios de aumentos inesperados de custos. No horizonte, a tendência é de que a demanda por cobre continue forte, impulsionada por fatores globais e locais, o que reforça a necessidade de planejamento e adaptação contínua. Para o setor de HVAC-R, a palavra de ordem é antecipação: antecipar compras, planejar projetos e atualizar-se sobre estratégias de mercado, garantindo que a volatilidade do cobre não se transforme em um obstáculo intransponível para eficiência e lucratividade”, diz Maria Antonieta.

O aumento do preço do cobre tem efeitos imediatos sobre os custos de fabricação de componentes

Guerini acrescenta que “Há testes com outros materiais de menor custo, entretanto as características não são as mesmas, até então não há um material alternativo que garanta a mesma eficiência e segurança que o cobre. É importante destacar que a ausência de cobre na instalação dos equipamentos acarreta a perda imediata da garantia, conforme previsto nos manuais dos fabricantes. O cobre é muito utilizado no setor por ser altamente resistente as variações de temperatura e pressão, que são elevadas em diversos equipamentos e exigem materiais que às suportem para tornar o sistema seguro, o cobre é um excelente condutor térmico, permitindo a transferência de calor de forma eficiente, possui tenacidade e ductilidade que favorecem o seu manuseio e apresenta elevada resistência à corrosão, contribuindo para maior vida útil dos equipamentos. Todas essas características combinadas são fundamentais para o bom funcionamento dos sistemas em que é aplicado, desde seu manuseio durante uma instalação até a eficiência energética de um equipamento, o cobre é um metal muito compatível com o setor e que entrega a melhor relação custo x benefício”.

Dicas para Refrigeristas sobre Gestão de Cobre

– Planeje compras com antecedência para reduzir riscos de aumento de custo.
– Estude contratos de fornecimento com fabricantes que ofereçam previsibilidade.
– Avalie alternativas técnicas dentro das normas, como bitolas diferentes ou otimização de serpentina, sem comprometer desempenho.
– Estoque estratégico pode ser aliado, mas deve ser equilibrado para evitar excesso de capital parado.

Isover – Saint-Gobain lança lã de vidro Midfelt Agro voltada ao agronegócio

A Isover – Saint-Gobain apresentou a lã de vidro Midfelt Agro, desenvolvida para telhados de ambientes com grandes metragens, como aviários. Segundo Emerson Salum, gerente comercial de Isolamento da empresa, o uso de soluções voltadas ao agronegócio “demonstra resultados consistentes na redução do estresse térmico das aves e na otimização dos custos operacionais”.

O Midfelt Agro 100 mm é composto por vidro 80% reciclado, possui propriedades antifúngicas e antibacterianas, é incombustível e não goteja em caso de incêndio, o que contribui para um ambiente mais higiênico e seguro.

De acordo com a empresa, a aplicação da lã de vidro pode proporcionar economia de energia de até 30%. O material é leve, não sobrecarrega a estrutura e, embora exija mão de obra certificada, é de instalação simples.

Fortaleza inaugura maior data center do Nordeste

Centro de dados da Tecto, subsidiária da V.tal, adota sistema de refrigeração a ar, sem uso de água

O Ceará ampliou sua infraestrutura digital com a inauguração do Mega Lobster Data Center, empreendimento da Tecto, subsidiária da V.tal, localizado na Praia do Futuro, em Fortaleza. O projeto recebeu investimento superior a R$ 500 milhões e ocupa uma área de 13 mil metros quadrados, com dez salas de operação e capacidade de fornecimento de até 20 megawatts.

Apontado como o maior data center do Nordeste, o Mega Lobster foi projetado para atender empresas de nuvem e plataformas digitais. O projeto reforça a posição do Ceará como ponto estratégico na conexão internacional de dados, devido à rede de cabos submarinos instalada no litoral do estado.

Um dos principais diferenciais do empreendimento está no sistema de refrigeração sem uso de água, baseado exclusivamente em ar, característica que reduz o impacto ambiental e otimiza a eficiência energética — aspecto de destaque para o setor HVAC-R.

A operação também é alimentada majoritariamente por fontes renováveis de energia, como vento e sol, em linha com a política estadual de incentivo à geração limpa.

Segundo reportagem da TV Ceará, emissora integrante da Rede Nacional de Comunicação Pública, o novo centro fortalece a segurança digital e amplia a capacidade do estado de processar dados localmente, atraindo novas empresas e reduzindo custos para o mercado nacional.

EDITORIAL – Ventos de otimismo

Outubro chega com um sopro de confiança. O clima pós-Febrava ainda reverbera no setor, impulsionado por um comércio mais ativo e pela expectativa de um verão aquecido. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), da CNI, subiu um ponto em outubro, alcançando 47,2 — avanço discreto, mas significativo, após dez meses de pessimismo.

A recuperação da confiança vem acompanhada de sinais positivos vindos do exterior. O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2,4% em 2025, enquanto a perspectiva de melhora nas relações com os Estados Unidos reforça o ambiente de negócios. Soma-se a isso o protagonismo do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade, impulsionado pela aproximação da COP 30.

O HVAC-R ocupa posição central nesse novo contexto. Em um mundo que busca eficiência energética e redução de emissões, a refrigeração e a climatização consolidam-se como vetores técnicos da descarbonização — um campo em que a engenharia e a responsabilidade ambiental caminham lado a lado.

Nesta edição, a Revista do Frio analisa dois pilares desse movimento. A matéria de capa aborda os desafios da cadeia de abastecimento dos Centros de Distribuição, mostrando como as deficiências de infraestrutura e a baixa automação comprometem a eficiência logística. Já a reportagem sobre peças de reposição discute os efeitos da dependência de importações e as diferenças entre produtos originais e paralelos, temas que impactam diretamente o atendimento técnico e a confiabilidade dos sistemas em todo o país.

Entre a confiança que começa a se reconstruir e os desafios que persistem, o setor HVAC-R segue avançando. Cada sinal de retomada reforça a importância de manter o foco na eficiência, na inovação e na sustentabilidade — princípios que continuam a guiar o nosso trabalho.

Limitações estruturais e tecnológicas afetam Centros de Distribuição

Responsáveis por sustentar o fluxo de produtos em todo o país, os CDs enfrentam desafios que vão de estradas em más condições à ausência de tecnologias modernas

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O abastecimento dos Centros de Distribuição (CDs) no Brasil é um dos pontos mais críticos da cadeia logística, especialmente em um país de dimensões continentais e com infraestrutura desigual. Esses espaços são responsáveis por receber, organizar e expedir produtos para varejistas, indústrias e consumidores finais, desempenhando um papel estratégico na fluidez do mercado.

Montar um CD no setor de HVAC-R vai muito além de encontrar um galpão e instalar prateleiras. A decisão envolve um planejamento logístico preciso, que considera desde o volume de vendas até a capilaridade necessária para alcançar pequenas cidades com eficiência e custos controlados. Com o avanço do e-commerce e o crescimento de distribuidores regionais, os CDs se tornaram peças-chave para garantir disponibilidade de produtos e agilidade no atendimento.

A localização é um dos principais fatores estratégicos. Estar próximo de grandes centros consumidores reduz o tempo de entrega, mas também é preciso planejar rotas que atendam cidades menores — onde a demanda é menor, porém constante. Para muitas empresas do setor, o desafio está em equilibrar o custo de transporte com a necessidade de manter prazos competitivos, especialmente em regiões distantes dos polos industriais.

Outro ponto crítico é o investimento em estrutura. Além do aluguel ou construção do espaço, pesam na conta os custos com estoque, equipamentos de movimentação, sistemas de gestão e pessoal qualificado. A organização do CD influencia diretamente a produtividade: quanto mais eficiente o controle de inventário e a expedição, menor o risco de perdas e atrasos.

No entanto, operadores logísticos, fornecedores e clientes têm registrado reclamações frequentes que vão desde as dificuldades de acesso até a carência de equipamentos modernos que assegurem a agilidade da pronta entrega.

Vinilton Souza, líder de serviços e do centro de treinamento na América Latina da Thermo King

Um dos gargalos mais recorrentes está relacionado à infraestrutura rodoviária. A CNT – Confederação Nacional do Transporte de Rodovias, publicou uma pesquisa em 2024 inspecionando mais de 110 mil km de rodovias, revelando que mais de 60% da malha apresenta condições apenas regulares, ruins ou péssimas, o que reflete diretamente nos custos logísticos e na segurança do transporte de cargas. Esse cenário impacta diretamente a logística de abastecimento, já que o transporte rodoviário responde por mais de 60% da movimentação de cargas no país. Bloqueios em estradas, trechos mal conservados, falta de pavimentação e longas distâncias elevam os custos operacionais, atrasam entregas e comprometem o planejamento dos CDs. Em situações de crise, como greves ou interdições, o efeito é ainda mais devastador: pequenos varejistas, por exemplo, relatam dificuldade para receber perecíveis em tempo hábil, gerando perdas financeiras e desabastecimento.

“A questão de infraestrutura em determinadas regiões do Brasil é um desafio. Muitas estradas têm péssima conservação, a qualidade do combustível varia muito de região para região e encontrar empresas com mão de obra qualificada em determinadas regiões para prestar serviços de manutenção e reparo nas nossas unidades é um grande desafio”, revela Vinilton Souza, Líder de Serviços e do Centro de Treinamento na América Latina da Thermo King.

 Disparidade tecnológica

Outro ponto central das reclamações é a falta de modernização em muitos CDs. Enquanto gigantes do varejo e do e-commerce já investem em esteiras automatizadas, sistemas de triagem inteligentes e monitoramento em tempo real, boa parte das operações nacionais ainda depende de processos manuais ou de equipamentos insuficientes. A ausência de esteiras de movimentação, empilhadeiras modernas, docas padronizadas e softwares de gestão integrados resulta em atrasos na separação de pedidos e na expedição. Não raro, mercadorias ficam paradas dias em armazéns, sem previsão clara de saída, causando frustração a clientes e gargalos em toda a cadeia de abastecimento.

A Amazon é referência em eficiência operacional, e parte desse sucesso está na tecnologia aplicada em seus CDs. A empresa utiliza sistemas automatizados para otimizar processos de separação e embalagem de produtos, e as esteiras desempenham papel fundamental. Conhecidas por sua durabilidade e resistência ao desgaste, essas soluções garantem a continuidade das operações, reduzindo paradas e custos com manutenção, fatores críticos em um ambiente logístico de alta demanda.

Marcos Jesus, gerente especialista de modulares e linha de transportadores da Ammeraal Beltech

“Com o avanço acelerado do e-commerce, a flexibilidade também se tornou indispensável. As esteiras modulares e escaláveis permitem que os CDs se adaptem rapidamente às flutuações de demanda, como em períodos de alta sazonalidade, sem comprometer a eficiência do fluxo de materiais. Desenvolvidas com materiais de alta durabilidade e resistência ao desgaste, elas reduzem paradas não programadas e custos com manutenção, assegurando a operação ininterrupta. Além disso, são projetadas para integrar-se facilmente a sistemas automatizados de triagem, picking e embalagem, o que permite maior velocidade e precisão no manuseio de mercadorias, diminuindo o esforço manual e otimizando o tempo de processamento de pedidos. Outro diferencial é o design modular e customizável, que possibilita adaptações rápidas em layouts e linhas de transporte conforme a necessidade do CD, atendendo com flexibilidade as variações de demanda. Em um setor onde cada segundo conta, essas soluções são verdadeiras aliadas na busca por produtividade e competitividade”, informa Marcos Jesus, gerente especialista de modulares e linha de transportadores da Ammeraal Beltech.

Já a Thermo King disponibilizou no Brasil e na América Latina o seu sistema de monitoramento, chamado tracking. “Com o tracking é possível ter todas as informações operativas do equipamento, como pressões e temperaturas, além de poder interagir com o equipamento, como por exemplo, liga ou desliga a unidade ou mudar o ponto de ajuste (set-point). É possível programar alertas que são enviados ao celular e e-mail dos gestores em caso de a temperatura do baú ficar fora da temperatura programada ou quando algum alarme, por exemplo, de baixo nível de combustível seja gerado. Com isso é possível tomar ações rápidas em caso de alguma anomalia, mantendo a qualidade e integridade das cargas em todo o trajeto”, comenta Souza.

A disparidade tecnológica reflete não apenas na agilidade, mas também na competitividade das empresas. CDs sem automação têm dificuldade em acompanhar a crescente demanda do e-commerce e o padrão de consumo cada vez mais exigente, marcado por entregas rápidas e rastreamento em tempo real. Para os operadores, isso se traduz em custos extras com mão de obra, manutenção corretiva e falhas na operação. Para os clientes, significa atrasos, produtos indisponíveis e perda de confiança na marca.

Além da infraestrutura viária precária e da carência de equipamentos, pesa também o fator regional. Enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em CDs modernos, regiões como o Norte e o Nordeste enfrentam maior dificuldade de acesso, menor capilaridade e menos recursos para modernização. Isso gera desigualdade logística, com prazos mais longos e custos maiores para abastecer determinadas localidades.

Especialistas destacam que a solução passa por três frentes: investimentos contínuos em infraestrutura de transporte, modernização dos centros de distribuição e maior integração entre modais. O incentivo à automação, por meio de esteiras inteligentes e correias industriais de alta performance, é um passo essencial para reduzir gargalos e aumentar a capacidade de pronta entrega. Do lado público, é necessário reforçar os investimentos em rodovias, ferrovias e hidrovias, ampliando a conectividade do país. Já as empresas precisam enxergar o CD como um diferencial estratégico e não apenas como um espaço de armazenamento.

Na distribuição, a escolha entre Correios e operadores logísticos terceirizados também impacta o desempenho. Os Correios oferecem cobertura nacional e tarifas competitivas para volumes menores, ideais para peças e componentes de reposição. Já operadores especializados garantem maior previsibilidade, rastreabilidade e flexibilidade em entregas volumosas ou refrigeradas, requisitos comuns no HVAC-R.

Em um cenário de transformação do consumo e de crescimento acelerado do comércio eletrônico, os desafios logísticos para abastecimento dos Centros de Distribuição no Brasil estão no centro do debate. Superá-los não é apenas uma questão de eficiência operacional, mas também de competitividade econômica e de atendimento às expectativas cada vez mais imediatistas dos consumidores.