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Arquivo para Tag: Refrigeração

O profissionalismo e generosidade de José Luiz Borges

08/01/2021

Após o fechamento desta matéria, concluída em dezembro de 2020, recebemos a triste notícia da morte do querido José Luiz Borges, aos 52 anos, vítima da Covid-19, em 7 de janeiro de 2021.

Uma perda inestimável para o setor de HVAC-R! Com uma personalidade ímpar, carismático e homem de muitos amigos e admiradores, Zé Luiz deixa um legado para o mercado.

A Revista do Frio e Clube do Frio prestam homenagem a esse grande guerreiro, registrando nas páginas a seguir, sua história de vida, publicada na íntegra!

Zé, a você nosso muito obrigado!

José Borges, conhecido no HVAC com Zé Cavalo

A generosidade e o carisma de José Luiz Borges

Mais conhecido como Zé Cavalo, ele mudou seu apelido para ajudar o próximo!

Nascido em Irapuã, interior de São Paulo, José Luiz Borges ganhou fama no setor de HVAC-R como “Zé Cavalo”, se destacando através de suas postagens nas redes sociais. Seu jeito carismático de “moço do interior”, encantou a todos durante a Febrava 2019, evento que lhe deu a oportunidade de conhecer pessoalmente os profissionais do mercado e fazer muitos amigos. O apelido Zé Cavalo surgiu há muitos anos, quando era impaciente e algumas vezes rude ao ensinar várias vezes as mesmas tarefas. Assim, carinhosa e divertidamente, os amigos diziam para ele parar de dar coices. Exercitou sua paciência, mudou seu jeito, mas o apelido ficou.

Filho de Adelino Doroteu Borges e Iracema Ribeira Borges, em 2008, recebeu um convite de Genecí Macete para fazer um treinamento técnico em ar condicionado, em São Paulo (SP), e logo foi encaminhado para trabalhar na empresa ST, no bairro dos Jardins, onde permaneceu por um ano e meio.

“Morava em Novo Horizonte (SP), e me aventurei na cidade grande. Tive vários desafios, era um sonhador do interior e passei por várias dificuldades, pois dependia de técnicos para me ensinar o trabalho. A empresa ST fazia rodízio, tinha uma equipe grande e passei por todos os técnicos como ajudante para aprender diversos serviços, o que me proporcionou uma experiência incrível em várias áreas. Fui persistente e dei o máximo do meu esforço e tive apoio dos profissionais desta empresa. Em 2010 saí de São Paulo e fui para Campinas trabalhar na Bela Brisa, onde permaneci até começo de 2011. Foi mais um aprendizado, e como já estava experiente, fui comprando minhas ferramentas, um carro e neste mesmo ano resolvi abrir minha própria empresa, a JB Refrigeração e Soluções Elétricas, localizada em São José do Rio Preto (SP)”.

Especialista em instalação e manutenção de ar condicionado tipo Split, ele procurava constantemente se atualizar, fazendo cursos e treinamentos, aprimorando sua profissão. José Luiz também era um pesquisador, buscando conhecimento sobre novas tecnologias na área de climatização e refrigeração, mantendo constante contato com grandes fabricantes.

“Fazer instalações todos fazem, mas consertos, são poucos. Por isso, resolvi me dedicar mais na área de manutenção e conserto de ar condicionado, pois são poucos que conseguem detectar o problema, e com isso, consigo me destacar no mercado e obter um lucro maior. Além do mais, conseguimos um grande avanço nos últimos anos, com os fabricantes nos dando a possibilidade de crescer no mercado. Finalmente entenderam que estamos na linha de frente, cara à cara com o cliente e que somos nós que indicamos as marcas, potências e modelos, com isso, estão investindo em treinamentos e nos dando suporte, procurando ficar cada vez mais próximos dos técnicos, nos cativar e atrair clientes para suas marcas”.

 

Dedicação e ajuda ao próximo

Com 12 anos de profissão, ele sempre contava com o apoio da esposa, Maria Aparecida, e de seu filho Jossei, para tudo que fazia: “A Cida já trabalhou comigo e, às vezes, ela me dá uns puxões de orelha, mas faz parte. Há três anos meu filho começou a trabalhar comigo e nos tornamos sócios. Minha família é parceira nos negócios e na diversão! Gosto muito de pescar, estar no meio da natureza para aliviar a cabeça e sempre estamos juntos!”.

José Luiz também se dedicava ao curso de libras, atividade que passou a exercer pela necessidade de se comunicar com clientes surdos: “Temos alguns clientes que são surdos, o que me levou a aprender essa linguagem. Ajudo a Pastoral de Surdos da igreja católica de Rio Preto, prestando serviço comunitário, auxiliando essas pessoas no sentido de traduzir o que elas querem dizer. Sempre que posso ajudo meu irmão de profissão, pois se Deus me deu a capacidade e a oportunidade de aprender tudo o que sei, entendi que devo ajudar o próximo assim como um dia fui ajudado. Atualmente, sou eu quem ajudo meu irmão e quem precisar. Estamos aqui para isso”.

Ele deixa uma mensagem a todos os profissionais do setor de HVAC-R: “Para os meus colegas de profissão aqui vai o meu recado: Não deixem de se aperfeiçoarem, pois, o mercado está a cada dia mais exigente e os fabricantes estão em constante evolução de suas tecnologias. Não parem de estudar, pesquisar e fazer cursos, acompanhando as marcas. Assim, poderão levar o sustento para dentro de suas casas com mais facilidade”.

 

José Luiz Borges
30/12/1968
07/01/2021

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Ze-1-e1610733199869.jpg 699 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-01-08 10:44:392022-02-01 17:45:26O profissionalismo e generosidade de José Luiz Borges

O futuro da refrigeração: economia de energia e redução de impacto ambiental

07/01/2021

Compressores e sistemas de refrigeração gradualmente ficam mais eficientes, menores e silenciosos, tudo graças à pesquisa e inovação.

Do conforto de ter alimentos sempre frescos em casa à preservação de amostras para propósitos científicos, passando pelo transporte e armazenamento de alimentos, e tantas outras situações, a refrigeração tem gerado avanços, conveniência e qualidade de vida para a sociedade.

No centro disso está o compressor. Uma grande parte da evolução na refrigeração vem da tecnologia e ciência envolvidas em desenvolver compressores, que passaram por grandes mudanças ao longo dos anos. Os primeiros sistemas de refrigeração tinham compressores grandes com capacidade de refrigeração equivalente à de um atual modelo sub-mini, por exemplo.

No início, a principal preocupação era com confiabilidade, mas com o tempo outros temas emergiram, acionados por diferentes razões: regulamentações governamentais e sustentabilidade, competitividade e satisfação do consumidor. As principais frentes de mudança seguiram em quatro direções: eficiência energética, mudança de gases refrigerantes, redução de tamanho e melhor percepção acústica.

Eficiência energética

De acordo com o Instituto Internacional da Refrigeração (da sigla em inglês IIR), os produtos de refrigeração (incluindo ar-condicionado) respondem por 17% do consumo de energia elétrica no mundo. Depois de confiabilidade, a maior onda de evolução de compressores tem sido a eficiência energética, o que significa prover a maior capacidade de refrigeração com o menor consumo de energia possível. Ela é medida pelo coeficiente de desempenho, que é o efeito de refrigerar dividido pela energia utilizada para gerar este efeito.

Ao lado da eficiência energética, veio a redução de tamanho. Um compressor menor tem um conjunto de ganhos, como menos uso de matérias-primas, melhor desempenho em acústica, redução da carga de fluído refrigerante, e mais espaço dentro do gabinete.

Mas a eficiência não vem como resultado natural da redução de tamanho. Ao reduzir o tamanho, a eficiência energética poderia, em teoria, reduzir, mas em função de novas tecnologias envolvendo o design do produto, os materiais e processos produtivos, é possível atingir um novo patamar em eficiência energética. Para se ter um exemplo, os compressores de velocidade fixa da Embraco tiveram uma redução de tamanho de 30% nos últimos anos e os de velocidade variável, 40%.

formatos de compressores de refrigeração

Refrigerantes naturais

Em paralelo ao aumento da eficiência energética e à redução de tamanho, regulamentações de gases refrigerantes têm um papel muito importante nas mudanças em compressores ao longo do tempo, desde os anos 1980. Com o Protocolo de Montreal, em 1987, houve um acordo entre os países participantes de que o mundo precisa proteger a camada de ozônio, que estava sendo prejudicada pelos gases CFCs (clorofluorcarbonos), usados como refrigerantes pela indústria da refrigeração até então. De 1989 em diante, quando o protocolo entrou em vigor, os CFCs passaram por uma agenda de eliminação gradativa, sendo substituídos pelos HFCs (hidrofluorcarbonos). Porém, anos mais tarde, estudos demonstraram que os HFCs contribuem para o aquecimento global. Então, em 2016, na 28ª reunião dos integrantes do Protocolo de Montreal, em Kigali, as partes adotaram a Emenda de Kigali, na qual concordam em reduzir o uso também dos HFCs dentro do Protocolo de Montreal, com uma janela de tempo que vai até 2047.

Desde então a indústria tem procurado por soluções ambientalmente sustentáveis. Os refrigerantes naturais têm baixíssimo impacto no aquecimento global e contribuem para a eficiência energética. O refrigerante natural sozinho, como o R290, gera algo em torno de 10% de melhora na eficiência energética.

 

Percepção acústica

Mas não apenas o tamanho, a eficiência energética e a sustentabilidade foram parte dessa revolução em compressores: melhoras na percepção acústica também ocorreram. Desde o primeiro compressor vendido pela Embraco, que era o PW, em comparação com as plataformas de compressores lançadas atualmente, o ruído gerado pelo compressor teve reduções que chegam até 10 decibéis (compressores de velocidade variável têm redução de ruído ainda maiores). Para uma melhor noção do que representa tal redução nos níveis de ruído, um aumento ou redução de 10 decibéis é percebido pelo ouvido humano como duas vezes mais alto ou mais baixo.

 

Preparando-se para o futuro

Duas tendências que seguem fortes para o futuro da refrigeração são os fluídos refrigerantes com menor impacto ambiental, como os naturais, e a tecnologia de velocidade variável.

A adoção dos refrigerantes com menor impacto ambiental não é um processo rápido, mas está evoluindo. A comunidade global tem dado pequenos passos em direção a reduzir o impacto da indústria da refrigeração no meio ambiente, não apenas usando refrigerantes com menos impacto, mas também aumentando a eficiência dos sistemas de refrigeração. Felizmente, refrigerantes naturais como os hidrocarbonetos são mais eficientes por si só, então ao se usar refrigerantes naturais há uma combinação vencedora: ao mesmo tempo, mais eficiência energética e menor impacto ambiental.

Outra tendência é a tecnologia de velocidade variável (também conhecida como inverter ou VCC). Em alguns setores ela já não é mais uma tendência, é a realidade, como em aparelhos de ar-condicionado. Na refrigeração comercial é uma tendência que está ganhando força. Por exemplo, grandes supermercados entenderam que um refrigerador menos eficiente dentro da loja significa mais aparelhos de ar-condicionado para resfriar o local, além do impacto na conta de luz, um dos maiores vilões na estrutura de custos de um supermercado.

 

Compressores de velocidade variável

 Compressores de velocidade variável contam com um aparato de eletrônica embarcada que permite ao compressor controlar sua velocidade de funcionamento, diminuindo-a quando a temperatura desejada é atingida e também aumentando-a quando é necessário baixar a temperatura dentro do gabinete mais rapidamente. A velocidade variável proporciona um melhor controle da temperatura, menor ruído e mais eficiência energética e pode reduzir o consumo de energia em até 40% em comparação com compressores convencionais de velocidade fixa. Isso porque o compressor convencional desliga quando a temperatura necessária é atingida e liga novamente quando há necessidade de baixar a temperatura – o que consome elevada quantidade de energia.

Um estudo de caso com um cliente da Nidec Global Appliance do Brasil exemplifica o nível de economia de energia que pode derivar da combinação de refrigerantes naturais e compressores de velocidade variável. No início do processo, houve a troca de um compressor da marca Embraco de velocidade fixa que usava refrigerante HFC R134a (compressor NT) por outro de velocidade fixa usando refrigerante natural R290 (compressor NEU). A economia de energia foi de 36%. Num segundo momento, houve a troca do compressor de velocidade fixa por um de velocidade variável (FMF), também usando R290. E a economia total de energia em todo o processo chegou a 53%.

VCCs têm ainda outro benefício adicionado à eficiência energética: ótimo comportamento em situações de baixa tensão. Em vários países, é normal que a tensão caia abaixo do padrão nominal. Se você tem um compressor on-off padrão, ele pode nem ligar, mas um de velocidade variável, sim, em função da ampla faixa de tensão da tecnologia inverter.

 

Eletrônica

 Como tudo no mundo hoje, os compressores também entraram na tendência da transformação digital. A eletrônica permite a conexão a dispositivos móveis e tenha seu desempenho monitorado remotamente.

Há também a eletrônica embarcada no compressor de velocidade variável, que controla seu funcionamento.

 

Sistemas completos

 O processo produtivo da indústria de refrigeração também tem novos caminhos. Tem sido  cada vez mais comum os fabricantes de refrigeradores comerciais comprarem sistemas completos, como as unidades condensadoras e unidades seladas, para inserir em seus produtos, em vez de comprar apenas o compressor e montar o restante do sistema. A compra do sistema completo otimiza o processo produtivo de toda a cadeia e permite ao fabricante focar no design e tecnologia do gabinete.

É uma opção acessível e modular tanto para aplicações remotas quanto acopladas, como câmaras frias, tanques de leite, refrigeradores, freezers comerciais, etc.

 

Gestão integrada da energia

Outra das próximas fronteiras é ter gestão integrada da energia, visando a otimização do seu aproveitamento. Por exemplo: na Europa, estão se tornando mais conhecidos os sistemas de circulação de água (waterloop), nos quais em vez de usar-se ar para remover calor do condensador, usa-se um trocador de calor a água, gerando assim água quente, que pode ser usada para outras finalidades no processo. Usada em larga escala, essa gestão integrada de energia pode economizar muitos recursos.

 

 

Por: Daniel Fretta, Especialista de Suporte Técnico na Nidec Global Appliance, onde atua com o portfólio Embraco, e Fábio Venâncio, gerente de Vendas na Nidec Global Appliance, onde é responsável pelo portfólio Embraco para a América Latina.

Com a colaboração de: Marek Zgliczynski, Peter Nuksar e Jozef Seliak, do time de Pesquisa e Desenvolvimento da Nidec Global Appliance.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nidecartigo.jpg 255 624 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-01-07 13:59:142021-01-14 11:30:42O futuro da refrigeração: economia de energia e redução de impacto ambiental

Samsung oferece refrigeradores customizáveis para cozinhas

07/01/2021

Variedade de configurações e estilos para personalizar são alguns dos destaques do produto.

A Samsung Electronics deu prosseguimento ao processo de expansão da linha de refrigeradores Bespoke para novos mercados com a chegada do refrigerador aos Estados Unidos em 2021. O portfólio da Variedade de configurações e estilos para personalizar são alguns dos destaques do produto.Bespoke será revelado na CES 2021 e vai incluir um inovador modelo flex de quatro portas, o Samsung Bespoke 4-Door Flex, que possui linhas elegantes e um painel frontal plano e de estilo contemporâneo com puxadores embutidos, permitindo que a geladeira combine perfeitamente com cozinhas de diferentes estilos. Essa versão flex com quatro portas ainda conta com uma nova central de bebidas (Beverage Center) e aprimorou o recurso Flex Zone. O novo line-up também permite configurações modulares, como o formato de coluna ou de congelador inferior, pensadas para atender às necessidades únicas de cada família.

Os refrigeradores Bespoke oferecem uma combinação dinâmica de opções de design, com oito cores exclusivas e acabamentos em vidro ou aço. As opções de cores incluem Grey Glass, Sky Blue Glass, Navy Steel, Champagne Steel, Matte Black Steel, Navy Glass, White Glass, and Rose Pink Glass*.

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“À medida que as famílias passam mais tempo em casa – e a cozinha tem sido o coração dos lares -, elas estão investindo em eletrodomésticos que podem ser personalizados para esses ambientes. E isso é exatamente o que nossa linha Bespoke oferece”, disse John Herrington, Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral de Home Appliances da Samsung Electronics. “Os refrigeradores Bespoke são personalizáveis ​​por fora com uma variedade de cores, materiais e acabamentos que você pode selecionar para combinar com seu estilo. E também são personalizáveis ​​por dentro, com gavetas conversíveis e outros recursos exclusivos.”

Variedade de configurações e estilos para personalizar são alguns dos destaques do produto.

A Samsung Bespoke 4-Door Flex tem uma nova central de bebidas, o Beverage Center, dentro da porta superior esquerda. Nele, há um dispenser interno com água filtrada e também uma espécie de jarra embutida com tecnologia AutoFill, ou seja, que se enche automaticamente com água fresca ou com uma infusão de preferência do usuário. A geladeira ainda apresenta o Dual Ice Maker, que faz cubos de gelos regulares e também em formato menor, como pequenos flocos que possibilitam o resfriamento mais rápido das bebidas.

A já conhecida Flex Zone foi aprimorada para as novas versões da Bespoke. Trata-se de um compartimento versátil que converte de geladeira para freezer, oferecendo flexibilidade para atender às necessidades de armazenamento de alimentos de uma família. A Flex Zone aprimorada tem cinco configurações de temperatura diferentes: Congelar, Congelar Suave, Carne / Peixe, Frutas / Vegetais e Bebidas. Além disso, existe o recurso Flex Crisper que permite armazenar carne ou peixe na temperatura ideal, assim como um Crisper+, que mantém suas frutas e vegetais frescos por mais tempo.

Além dos Estados Unidos, a Samsung vai introduzir o portfólio da Bespoke em mais países da Europa e em mercados do Oriente Médio e do Norte da África. Atualmente, o produto está disponível somente em algumas regiões da Europa e da Ásia, que também receberão as novas versões do refrigerador. Ainda não há previsão de chegada ao Brasil.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Samsung-campanha-.jpg 799 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-01-07 12:09:502021-01-12 13:26:48Samsung oferece refrigeradores customizáveis para cozinhas

Especial de fim de ano

18/12/2020

Clube do Frio – Especial de fim de ano
Uma singela homenagem ao setor através de quem também representa esse grande universo chamado refrigeração. Boas festas!!!

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-18 17:18:042021-01-07 15:21:15Especial de fim de ano

Para Laura de Vooght, lugar de mulher é onde ela quiser!

17/12/2020

Primeira refrigerista do Estado do Mato Grosso do Sul a trabalhar em campo, ela preside uma associação e é sucesso nas mídias.

O reconhecimento que Laura de Vooght Mendez Figueiredo tem hoje, foi semeado há muitos anos, desde que começou a fazer bico na empresa de seus pais, ajudando na área financeira e com as limpezas em aparelhos de ar condicionado que chegavam na oficina.

Iniciou sua carreira como empreendedora em 2013, inaugurando a Laura Ar Condicionado (antiga Caetano Ar Condicionado) em Aquidauana, interior do Mato Grosso do Sul. Passou por várias experiências e dificuldades, tanto profissionais quanto pessoais ao longo dos anos, mas isso não abalou sua determinação e espírito empreendedor.

“Quando resolvi abrir uma empresa de prestação de serviços no ramo de ar condicionado em sociedade com meu irmão, recebi muita ajuda de amigos que me socorriam o tempo todo, inclusive para comprar as ferramentas e começar meu próprio negócio. O movimento no primeiro mês foi devagar, já no segundo começou a melhorar, tanto que tínhamos serviço para a semana toda, então tive que pedir para meu irmão se mudar para Aquidauana e ele não podia. Fiquei triste por uns dias, tive que desmarcar alguns clientes, pois eu tinha que resolver o que fazer. E eu pensava o dia todo, desisto ou toco o barco sozinha? Fiz duas ligações decisivas, uma para meu ‘paidrasto’ e outra para meu irmão com a seguinte pergunta: se eu gritar por socorro, vocês me socorrem? E eles disseram ‘pode contar comigo’! Foi o começo de uma caminhada que eu sabia que não seria nada fácil. Mas eu não queria desistir e nem desapontar quem acreditava em mim.

Com pouca experiência e conhecimento, contratei o primeiro funcionário e eu não tinha carro, apenas moto, ia na garupa segurando de um lado a evaporadora, do outro a escada, e a mala de ferramentas no meio, entre eu e ele. Quando precisava carregar o aparelho completo ou mais coisas, pedia ajuda para os amigos e eles me emprestavam o carro, são os anjos da minha vida. Meu amor pela refrigeração começou a partir daí. Com bastante serviço, comecei a juntar dinheiro e comprei meu primeiro carro, foi uma conquista incrível”, diz Laura.

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Dividindo o tempo entre o trabalho e seus dois filhos, a segunda jornada nem sempre foi fácil, administrando os cuidados de mãe com a carreira profissional, mas sempre grata a Deus e com sorriso estampado no rosto.

Com a situação melhorando, Laura foi em busca de treinamentos fora do Estado, se aperfeiçoando cada vez mais, sem deixar de atuar em campo, sua verdadeira paixão.

Nos momentos de lazer, Laura adora pescar com os amigos e família

“Atuo em campo como refrigerista na instalação, manutenção, conserto, projeto e vendas. O número de clientes tem aumentado devido a minha participação nas mídias, inclusive em um programa de TV regional. Hoje, muitos clientes preferem mão de obra feminina, são muitos elogios, diferente do que ocorria há alguns anos, pois muitas vezes fui discriminada por ser mulher e trabalhar em campo neste segmento. Depois de plantar, comecei a colher os frutos do meu trabalho, fui convida a participar do Prêmio Jovem Empreendedor do Mato Grosso do Sul, conquistando o prêmio no ramo de ar condicionado, o que me rendeu várias entrevistas em jornais locais e convites em rádios. No final do ano de 2018, fui contemplada com o certificado de Atendimento e Qualidade no ramo de prestação de serviço na Categoria Ar Condicionado e no ano seguinte também. Outro projeto que tenho obtido sucesso e melhorado meu relacionamento com os fabricantes e atender melhor meus clientes e o de influenciadora digital. Faço campanhas para fabricantes de ar condicionado, lojas revendedoras de equipamentos e de ferramentas e sou a primeira mulher refrigerista do Estado do Mato Grosso do Sul a trabalhar em campo. Recentemente, participei do programa Balanço Geral MS, exibido na TV Record, contando a minha história”, comemora.

Em agosto de 2019, Laura decidiu voltar a morar em Campo Grande para cuidar de sua mãe, iniciou o Curso Técnico de Refrigeração e Climatização, além de receber o convite para presidir o Student Branch Pantanal (SB Pantanal), núcleo estudantil da Ashrae – Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar-Condicionado, acrescentando mais conhecimento e crescimento para sua carreira.

Forte presença feminina

“Quando começou o movimento das Mulheres no HVAC-R, éramos poucas que trabalhavam em campo. Esse movimento mostrou a força da mulher, me lembro que, quando postava fotos do meu trabalho em grupos de refrigeração era muito criticada, o tempo foi passando e fomos mostrando nosso lugar no setor, hoje temos o respeito que buscávamos ter. Divido o meu tempo com meus filhos, minha mãe e irmão, tenho poucos amigos e foram estes que me estenderam a mão quando mais precisei”.

Como boa sul-mato-grossense, Laura adora pescar, tomar uma gelada e gravar vídeos de suas pescarias e de seus trabalhos em campo: “Desde que comecei a empreender conquistei muitas coisas e almejo ainda muitas conquistas, uma delas foi comprar meu próprio carro e reformar minha casa, proporcionando uma vida melhor para meus filhos”.

Laura deixa uma mensagem a todos os profissionais do setor de HVAC-R: “Não ouça críticas de quem não construiu nada. Quando comecei ouvi muitas vezes ‘você não vai dar conta, isso não vai dar certo, você só conseguiu porque tem…’ Fechei meus ouvidos para isso, enquanto eles estavam perdendo tempo em saber da minha vida, eu estava estudando. Sempre coloquei Deus na frente de tudo, pedindo sabedoria e força. Sem mimimi! Bora ‘pra cima’, alegria e alegria, pensamento sempre positivo. Conquistei muitas coisas e não quero parar, sou grata a Deus, a minha família e amigos. Muitas vezes quis desistir por causa de preconceito, de desânimo, de cansaço, enfim, olho para trás e penso: ainda bem que não desisti e nem ouvi as palavras que não conseguiria ou que não poderia. Sou prova viva de que posso, provei para mim mesma isso. E você também pode, afinal, mulher que gosta de dinheiro, acorda cedo e vai trabalhar, e fé no Pai que o inimigo cai”.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/12/foto-1-laura-gente-do-frio-dezembro-scaled-e1608218428846.jpg 900 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-17 12:26:412021-01-13 12:55:14Para Laura de Vooght, lugar de mulher é onde ela quiser!

Pandemia eleva preocupação com qualidade do ar em edifícios

17/12/2020

Ajustes na operação e manutenção correta das instalações projetadas para manter a temperatura e a umidade do ar em níveis saudáveis e confortáveis em edifícios de uso coletivo, como hospitais, escolas, shoppings e prédios comerciais, podem minimizar o risco de propagação do novo coronavírus, por causa da purificação do ar e melhoria na ventilação e renovação do ar nesses ambientes.

Embora ainda não se saiba muito sobre esse patógeno, os cientistas concordam que o Sars-CoV-2 (novo coronavírus) é altamente contagioso e pode ser transmitido por via aérea, especialmente em locais mal ventilados.

Estudos sugerem que ele se espalha, principalmente, quando pessoas infectadas tossem, espirram ou falam – ações que expelem gotículas respiratórias contendo partículas de coronavírus em combinação com muco ou saliva.

Os cientistas dizem que, se essas gotículas pousarem em superfícies em que podem ser tocadas ou forem inaladas por outras pessoas próximas, elas podem transmitir o coronavírus. Por isso, os protocolos comuns de prevenção são o uso de máscaras, higienização frequente das mãos e distanciamento físico – cerca de dois metros de distância.

Filtro ajuda no controle da propagação do novo coronavírus

Filtragem de ar ajuda a diminuir risco de contaminação em ambientes fechados

Um estudo recente demonstrou que as partículas de coronavírus podem permanecer ativas por até três horas após sua liberação. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) inicialmente sustentasse que o vírus não poderia se espalhar por meio de aerossóis, recentemente mudou de posição. As diretrizes da OMS agora afirmam que a transmissão aérea do coronavírus é possível.

A reviravolta na OMS ocorreu depois que a agência das Nações Unidas recebeu uma carta aberta de 293 cientistas de todo o mundo pedindo para que reconsiderasse sua posição sobre a transmissão aérea do Sars-CoV-2.

Uma das principais defensoras dessa tese, Lidia Morawska afirma que “o problema não é se a transmissão pelo ar é uma via mais ou menos importante. A chave é onde”.

“Em lugares bem ventilados, isso não é um problema, uma vez que as microgotículas carregadas de vírus são eliminadas de forma rápida e eficiente. Mas se a ventilação não for eficiente, como em muitos lugares públicos cotidianos, essa poderia ser a rota principal de transmissão da doença”, explica.

Alternativa com radiação para evitar o coronavírus

Radiação UV ajuda a descontaminar o ar de ambientes internos

“A lavagem das mãos e a manutenção do distanciamento físico são as principais medidas recomendadas pela OMS para evitar a covid-19. Infelizmente, essas medidas não impedem a infecção por inalação de pequenas gotículas exaladas por uma pessoa infectada e que podem percorrer uma distância de metros ou dezenas de metros no ar e transportar seu conteúdo viral”, adverte a especialista em saúde e qualidade do ar.

Devido a esse fato, gestores de facilities, especialistas em saúde e segurança do trabalho e outros profissionais do ramo têm colocado em prática ações para otimizar a ventilação e o fluxo de ar em ambientes fechados, com o intuito de limitar a disseminação viral.

Este é, portanto, um bom momento para se pensar em como melhorar a qualidade do ar em edifícios, seja modificando significativamente o sistema de climatização ou fazendo alterações físicas para gerenciar melhor o fluxo de ar interno.

Nova cultura

“Estamos passando por uma grande mudança cultural relacionada aos cuidados com o ar que respiramos. As pessoas tomaram mais consciência dos fatores de riscos que um ambiente com ar em más condições podem conter”, avalia o engenheiro Arnaldo Parra, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).

“Estamos passando por uma grande mudança cultural”, afirma Arnaldo Parra, da Abrava

Segundo o especialista em plano de manutenção, operação e controle (PMOC), “os ocupantes de ambientes climatizados começaram a exigir dos proprietários e locatários de edificações de uso público e coletivo um maior cuidado com a manutenção dos sistemas de ar condicionado, para assegurar que esses ambientes estejam em plenas condições de uso e que não sejam agravantes para contaminações de moléstias variadas”.

De acordo com o engenheiro Mario Canale, diretor de qualidade do ar da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado e Ventilação (Asbrav), os responsáveis por instalações de ar condicionado investiram no aprimoramento dos sistemas de filtragem e no aumento da taxa de renovação do ar, “o que traz uma melhora considerável para a qualidade do ar interno”.

“Os gestores de facilities também estão adotando protocolos de higienização e limpeza dos ambientes. Em determinadas situações, essas medidas foram aprimoradas”, revela.

Na visão do empresário Marcelo Munhoz, presidente do departamento de qualidade do ar de interiores da Abrava (Qualindoor), a pandemia “obrigou todos a darem valor à limpeza dos sistemas de climatização, bem como se adequarem à Lei do PMOC”.

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“Aumentar a taxa de renovação de ar nos ambientes internos se demonstrou altamente benéfico para a prevenção do novo coronavírus”, afirma o executivo, salientando que “muitos não sabiam sobre os riscos de se usar um ar-condicionado sem manutenção e sem renovação de ar adequada”.

“Muitas empresas e pessoas não davam valor à QAI, julgando-a como supérflua e apenas como mais um custo desnecessário aos edifícios. Além disso, a sociedade como um todo, que era leiga sobre o assunto, começou a se interessar mais pelo tema e a querer novos produtos”, diz.

Pandemia “obrigou todos a darem valor à limpeza limpeza ativa como lâmpadas UV, filtros eletrostáticos e dos sistemas”, lembra. Marcelo Munhoz, do Qualindoor da Abrava

Segundo o engenheiro de aplicação da Trane, Rafael Dutra, os impactos gerados pela pandemia aumentaram o alerta para a necessidade de edifícios resilientes e saudáveis que atendam os parâmetros de qualidade do ar de interiores de forma consistente com a ocupação a que se propõem.

“Atualmente, o foco da legislação está na limpeza de dutos e troca de filtros. Entretanto, ainda é necessária uma crescente conscientização para as taxas de renovação de ar, graus de filtragem e planos de manutenção adequados. Dessa forma, a demanda por limpeza de dutos e troca de filtros sofreu um aumento significativo, porém a limitação dos sistemas instalados para o aumento de renovação de ar ou filtros mais finos ainda limita o atingimento de um bom grau de qualidade de ar em diversos interiores. Deve-se ainda destacar o aumento de tecnologias de limpeza ativa como lâmpadas UV, filtros eletrostáticos e fotocatalíticos”, destaca.

“Acredito que este seja um tempo de conscientização. Doenças causadas por vírus, bactérias ou fungos fazem parte da nossa realidade. Diante disso, precisamos ter uma postura ativa para a questão da qualidade do ar de interiores, entendendo que essa é uma disciplina que não pode ser negligenciada de forma alguma. Afinal de contas, estamos falando de vidas de pessoas e esse é o nosso maior ativo em qualquer empreendimento”, completa.

Descontaminação do ar

Na avaliação do engenheiro Ricardo Cherem de Abreu, diretor técnico da Dannenge International, o desconhecimento sobre o novo coronavírus ainda “é grande e as recomendações emitidas pelas associações de classe foram tímidas em termos de aplicação de novas tecnologias, como os fotocatalizadores, que dão resposta efetiva para o problema da contaminação aérea”.

“As ações recomendadas – aumentar a renovação de ar, elevar o grau de filtração e usar lâmpada germicida ultravioleta (UV) – são excelentes quando praticáveis e devem ser implementadas, seguramente. O resultado, entretanto, só interfere na concentração de fundo e não dá resposta para a transmissão aérea direta, que pode vir daquele seu colega de trabalho conversando com você frente a frente”, argumenta.

Edifícios também precisam adotar
soluções para minimizar o risco de
transmissão aérea direta do novo
coronavírus, lembra Ricardo Cherem de Abreu, da Dannenge

Segundo especialistas, os sistemas de HVAC potencialmente podem espalhar um vírus pelos ambientes internos quando o ar em alta velocidade flui de uma pessoa infectada para outras, algo que foi demonstrado durante o surto da síndrome respiratória aguda grave, doença causada pelo Sars-CoV-1, em 2004.

“Os sistemas de climatização têm de atuar na diminuição da probabilidade de contaminação, porém, não como hoje estão instalados. Para que eles venham a ser efetivos, é necessário que sejam modificados e/ou suplementados. É preciso considerar agir na concentração de fundo de contaminantes, ou seja, aqueles contaminantes que foram espalhados pela sala através da própria ação do sistema, assim como na concentração de contaminantes na proximidade dos ocupantes, ou seja, que ficam no caminho direto entre uma pessoa que expira e outra que inspira”, ressalta.

“A concentração de fundo pode ser diminuída pelo aumento da taxa de renovação de ar, pela aplicação de filtros finos e pela adoção de purificadores de ar passivos, tipo filtros absolutos, lâmpada UV-C e ionizadores bipolares. A contaminação direta só pode ser diminuída por algum agente que entre no ambiente e reaja ‘in loco’ com os microrganismos patogênicos. Existem no mercado purificadores de ar que geram peróxido de hidrogênio a partir da umidade contida no ar através de um processo de fotocatalização, e o peróxido de hidrogênio – um gás amigável, mas fortemente oxidante –, comprovadamente, desativa vírus e elimina bactérias, fungos e mofos. Por estar espalhado no ambiente, atua tanto na possível contaminação por concentração de fundo quanto na contaminação por transmissão aérea direta”, acrescenta.

Em meio à pandemia, “algumas soluções que trazem risco à saúde foram sugeridas, como purificação com ozônio, que é extremamente agressivo e de uso proibido pelos órgãos de controle da saúde do trabalho, e as lâmpadas UV em túneis ou em dispositivos que deixam essas lâmpadas aparentes, liberando irradiação prejudicial à saúde”, alerta o executivo, lembrando que, nestes tempos, “a desinformação é grande e até os responsáveis por políticas sanitárias contribuem com esse processo”.

“A OMS demorou mais de seis meses para reconhecer a possibilidade de transmissão aérea do novo coronavírus por aerossóis e, mesmo assim, só o fez sob pressão da comunidade científica”, exemplifica.

Mitos sobre o ar-condicionado

ventilação natural para controle do coronavírus

Construções modernas não foram projetadas para ter ventilação natural através de portas e janelas, alerta Leonardo Cozac, da
Conforlab

Desde o início da pandemia de covid-19, diversos mitos sobre os condicionadores de ar têm sido espalhados pela mídia. “O que mais tenho visto é a informação de desligar aparelhos de ar condicionado e abrir portas e janelas como solução geral para os ambientes. Essa não é a orientação correta. Os ambientes fechados modernos não foram projetados para ter uma ventilação natural através de portas e janelas. Não há garantia que dessa forma o ambiente terá uma ventilação adequada que irá assegurar a troca constante do ar dentro dos ambientes. O correto é o responsável técnico legalmente habilitado dos ambientes climatizados orientar o que fazer, ou seja, se o sistema de climatização está adequado e irá garantir essa renovação do ar ou se o local precisa de adequação”, diz o engenheiro Leonardo Cozac, diretor da Conforlab.

Outro mito que vem sendo propagado na pandemia é o de que o ar-condicionado ajuda a transmitir o vírus. “Houve reportagem sobre isso em meados de abril e muita desinformação foi disseminada na ansiedade do momento e a recomendação era para desligar o ar-condicionado. Outros casos menos notórios foram a contínua divulgação de que certos tipos de filtros ou tecnologias eram eficazes para combater o vírus, porém sem uma comprovação científica independente”, lembra Rafael Dutra, da Trane.

“Nestes tempos de informação rápida e descentralizada, um pouco de ceticismo e cautela é fundamental para não cair nos alarmismos ou nas soluções milagrosas. Por isso, é de nossa responsabilidade a disseminação de informações bem embasadas e de forma clara, como os posicionamentos técnicos da Ashrae e Abrava, que foram amplamente divulgados e ajudaram a mitigar esse problema de informações equivocadas”, acrescenta.

Em abril, a Ashrae publicou um documento de posição sobre aerossóis infecciosos, salientando que os sistemas de ventilação, filtragem e distribuição de ar e tecnologias de desinfecção, entre as quais a irradiação germicida ultravioleta, têm o potencial de limitar a transmissão de patógenos pelo ar e, assim, ajudar a combater a propagação da covid-19/coronavírus.

“A ventilação e a filtragem fornecidas pelos sistemas de HVAC podem reduzir a concentração de Sars-CoV-2 no ar e, portanto, o risco de transmissão aérea”, enquanto “espaços não climatizados podem causar estresse térmico às pessoas, que podem ter a vida diretamente ameaçada, e também podem diminuir a resistência à infecção”, diz a publicação da organização técnica global que reúne mais de 120 mil membros em 132 países.

Consequentemente, “desligar os sistemas de HVAC não é uma medida recomendada para reduzir a transmissão do vírus”, alerta.

Num comunicado divulgado em maio, Associação Portuguesa da Indústria de Refrigeração e Ar Condicionado (Apirac) reiterou que “é completamente falso que o ar-condicionado transmite a covid-19”, alegando que as informações contrárias não têm base científica.

“Quer na informação dada pela OMS, quer na das outras entidades globais e europeias que tratam desses assuntos, em nenhum lado li que se deve desligar esses aparelhos”, disse, à época, o presidente da associação, Fernando Brito.

A ventilação é mais importante do que nunca e, ao contrário, os condicionadores de ar “são uma arma para combater a doença” respiratória, afirmou o dirigente.

Carlos Trombini faz comentário sobre o coronavírus

“Meios de comunicação não são conhecedores do assunto climatização”, avalia Carlos Trombini, do Sindratar-SP

O presidente do Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar no Estado de São Paulo (Sindratar-SP), Carlos Trombini, avalia que “os meios de comunicação não são conhecedores do assunto climatização”, e que “são influenciadores, mas não procuram conhecer o nosso trabalho. Apenas usufruem do conforto, mas não percebem e não têm preocupação em saber de nossa preocupação com a segurança sanitária que envolve nossos projetos e instalações”.

No entanto, “o pior dos absurdos que eu escutei veio do Ministério da Saúde, que veiculou um vídeo informando que os sistemas de climatização são propagadores da covid-19 e que foi motivo de contestação do Comitê Nacional de Climatização e Refrigeração (CNCR)”.

Em junho, o comitê empresarial também manifestou sua preocupação com a forma da divulgação de um estudo realizado na cidade chinesa de Wuhan, que atribuiu ao ar-condicionado a responsabilidade pela disseminação da covid-19/coronavírus entre clientes de um restaurante local.

“A referida notícia carece de fundamentação científica melhor elaborada, como informado, inclusive, no artigo original, e não esclarece sobre quais condições de operação e higiene o citado ambiente se encontrava, nem tampouco os históricos de saúde dos usuários, anterior e posterior à alegada data quando se considerou o fato”, disse a entidade.

“Em vez de auxiliar a população a melhor conhecer e entender os benefícios que equipamentos e sistemas de ar condicionado bem instalados e operados sob procedimentos corretos de manutenção e operação, a capacidade da eficiente renovação do ar, além de filtros e componentes permanentemente limpos e periodicamente substituídos, isso pode criar, erroneamente, a interpretação contrária, contradizendo a definição de normas técnicas e da Lei do PMOC”, criticou.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa_12_20.jpg 919 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-17 11:49:512021-01-15 16:20:29Pandemia eleva preocupação com qualidade do ar em edifícios

Resenha de sexta – VRF

11/12/2020

Conhecendo um pouco mais sobre VRF.  Um bate papo técnico com Rodrigo Men, Fernando Men e João Paulo Magalhães.  Realizado em 11/12/2020.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-11 10:29:572021-01-05 18:15:49Resenha de sexta – VRF

Plano preliminar de vacinação contra a covid-19 prevê quatro fases

07/12/2020

O Ministério da Saúde já apresentou as definições preliminares da estratégia que vai pautar a vacinação da população contra a covid-19. Pontos como grupos prioritários, eixos estratégicos do plano operacional, expectativas de prazos, investimento na rede de frio para armazenamento das doses, processos de aquisição de agulhas e seringas para atendimento da demanda e as fases da vacinação dos grupos prioritários foram tratados durante o encontro.

Durante reunião sobre o tema, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, frisou a importância de viabilizar o Plano de Vacinação e reforçou que o ministério e entidades parceiras possuem ampla base técnica para elaboração das estratégias de forma a atender com excelência a todos os objetivos propostos no plano. “É um grande desafio que temos pela frente. Mas temos capacidade técnica, tempo, expertise e pessoas reunidas com vontade de fazer o melhor plano do mundo”, afirmou.

O ministro Pazuello reforçou, ainda, que o SUS tem hoje o maior programa de vacinação do mundo, o que fortalece a estratégia de vacinação contra a covid-19.

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O secretário de Vigilância em Saúde da pasta, por sua vez, salientou que o plano apresentado hoje é preliminar e que sua estrutura final dependerá das vacinas disponibilizadas.

“É importante destacar que o plano que está sendo discutido ainda é preliminar e sua validação final vai depender da disponibilidade, licenciamento dos imunizantes e situação epidemiológica”, disse. “Todas essas questões serão relevantes, inclusive, para definição final dos grupos prioritários, onde são levados em consideração os critérios de testes realizados por cada laboratório que disponibilizar vacinas”.

Além do Ministério, integram o grupo de discussão a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), a Fiocruz, o Instituto Butantan, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sociedades médicas, conselhos federais da área da saúde, Médicos Sem Fronteiras e integrantes dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Eles fazem parte da Câmara Técnica para elaboração do plano, implementada a partir de Portaria nº28 de 03 de setembro de 2020.

QUATRO FASES

Durante a reunião, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério, Francieli Fontana, detalhou que a vacinação deve ocorrer em quatro fases, obedecendo a critérios logísticos de recebimento e distribuição das doses. As fases desenhadas pela equipe técnica priorizam grupos, que levam em conta informações sobre nuances epidemiológicas da Covid-19 entre os brasileiros, bem como comorbidades e dados populacionais.

Na primeira fase, conforme a coordenadora do PNI, devem entrar trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena.

Em um segundo momento, entram pessoas de 60 a 74 anos. A terceira fase prevê a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras). A quarta e última fase deve abranger professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

Ao todo, os quatro momentos da campanha somam 109,5 milhões de doses, sendo que os esquemas vacinais dos imunizantes já garantidos pelo Ministério da Saúde – Fiocruz/AstraZeneca e por meio da aliança Covax Facility – preveem esquema vacinal em duas doses. Na reunião, Francieli reforçou que o planejamento dos grupos a serem vacinados e fases é preliminar e pode sofrer alterações, a depender de novos acordos de aquisição de vacinas com outras farmacêuticas, após resultados dos estudos das vacinas candidatas e regulamentação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

SERINGAS E AGULHAS 

A coordenadora do PNI também detalhou que o Ministério da Saúde negocia aquisições de seringas e agulhas para atender à demanda para vacinação contra o coronavírus. Segundo ela, no momento, encontra-se em andamento processo de compra de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado nacional para aplicação das doses, e outras 40 milhões no mercado internacional. Para a aquisição interna, já foi realizada pesquisa de preços e emissão de nota técnica para elaboração do edital de compra, que será lançado na próxima semana.

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde é o maior programa de vacinação do mundo e atende, atualmente, uma população de 212 milhões de pessoas. Durante a reunião, Francieli lembrou que o programa já possui ampla expertise em vacinação em massa e está preparado – tanto no âmbito técnico quanto no de infraestrutura – para a vacinação contra a Covid-19, sem que a demanda do calendário normal de vacinação da população seja afetada.

Apenas em 2020, mais de R$ 42 milhões foram investidos para estruturação da rede de frio que armazena as doses do PNI, e que hoje atende na faixa de temperatura preconizada de 2 ºC a 8 ºC para todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, com exceção da Vacina Oral Poliomielite, armazenada a -20 ºC na instância nacional. O recurso serviu à compra de câmaras refrigeradas, computadores e novos aparelhos de ar-condicionado.

Em novembro, a pasta realizou um workshop junto às secretarias municipais e estaduais de Saúde a fim de preparar a rede de frio nacional, em suas diversas instâncias, para introdução das doses contra a covid-19. Foram tratados no treinamento temas como as entregas das cargas, investimentos na rede de frio, riscos de armazenamento, as vacinas contra a doença em fase 3 de pesquisa e orientações técnicas sobre qualidade. Atualmente, o Brasil possui 38 mil salas de vacinação espalhadas por todo o país.

Os eixos prioritários que guiam o Plano de Vacinação são: situação epidemiológica, atualização das vacinas em estudo, monitoramento e orçamento, operacionalização da campanha, farmacovigilância, estudos de monitoramento pós marketing, sistema de informação;  monitoramento, supervisão e avaliação; comunicação; encerramento da campanha.

O Brasil já possui atualmente garantidas 142,9 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio dos acordos Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões) e Covax Facility (42,5 milhões). No mês passado, o Ministério da Saúde sediou encontros com representantes dos laboratórios Pfizer BioNTech, Moderna, Bharat Biotech (covaxin) e Instituto Gamaleya (sputinik V), que também possuem vacinas em estágio avançado de pesquisa clínica, para aproximação técnica e logística.

O ministro Eduardo Pazuello disse, na reunião, que nenhuma delas está descartada. “Estamos na prospecção de todas as vacinas. Todas são importantes”. Ele aproveitou também para frisar a importância do tratamento precoce como aliado contra a covid-19 até que sejam disponibilizadas vacinas para toda a população. “Enquanto a vacina não chega, precisamos focar no diagnóstico clínico do médico, no tratamento precoce e no manejo correto do paciente”, disse.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/12/virus-5768628_1280-e1610733470879.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-07 16:15:152020-12-21 22:29:56Plano preliminar de vacinação contra a covid-19 prevê quatro fases

Resenha de sexta-feira -Bluear

04/12/2020

Agora é na Bluear, conheça um pouco mais sobre essa tradicional loja de peças localizada na Alameda Glete em São Paulo.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-04 17:14:252021-01-05 18:15:57Resenha de sexta-feira -Bluear

Danfoss apresenta nova versão do controlador de evaporador EKE 400

02/12/2020

A Danfoss anuncia uma nova versão do controlador de evaporador EKE 400 , desenvolvido para operar em sistemas de refrigeração industrial de qualquer porte. Munido das mesmas funcionalidades de controle e otimização operacional no modo de refrigeração e degelo, o controlador de evaporador é projetado para obter grande desempenho em válvulas da Danfoss, mas também funciona com outras válvulas.

O controlador de evaporador EKE 400 gerencia toda a operação no modo de refrigeração e degelo, ajudando a proporcionar uma sequência ideal de degelo em sistemas com amônia, CO2 e HFC/HCFC. A ferramenta é aplicável em sistemas inundados e com expansão direta (DX), além de oferecer suporte a vários métodos de degelo, como gás quente por controle de pressão ou drenagem de líquido, degelo elétrico e degelo com água/brine.

Composto por um Sistema de Controle Distribuído (DCS) e um controle por algoritmos, o EKE 400 apresenta praticidade em suas configurações. Esta combinação, segundo a empresa, ajuda a reduzir o tempo e o custo de sua instalação, além de garantir segurança e eficácia operacional.

O EKE 400 inclui comunicação Modbus, o que permite uma integração de suas atividades a um sistema PLC central. Porém, ele também pode ser utilizado de forma autônoma, caso esta opção seja mais compatível com a dinâmica de funcionamento da instalação.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-12-02 13:35:382020-12-02 13:36:13Danfoss apresenta nova versão do controlador de evaporador EKE 400
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