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Arquivo para Tag: Engenharia

Pandemia impulsiona processos de tratamento de ar

20/04/2022

Nos últimos 2 anos, mercado viu crescer como nunca a preocupação com a qualidade do ar de interiores

  • Veja a edição completa

Processos antes deixados em segundo plano por parcela considerável das empresas brasileiras, as boas práticas envolvendo filtragem, descontaminação e renovação de ar ganharam força durante a pandemia do novo coronavírus.

Neste período estimulou-se o desenvolvimento de novos projetos, impulsionando a indústria, o varejo e a prestação de serviços na cadeia do frio. Nunca houve tantos holofotes sobre a qualidade do ar de interiores como nos últimos dois anos.

Para muitos especialistas na área de saúde, já podemos dizer que o País entrou em uma fase pós-covid-19, por haver mais de 74% da população completamente vacinada, situação que levou ao relaxamento das medidas sanitárias, como a desobrigação do uso de máscaras, inclusive em locais fechados, anunciadas por vários estados e cidades, a partir da primeira quinzena de março.

“Houve mudanças muito positivas no HVAC-R, que passou a dar mais atenção às boas práticas em todos os aspectos, como melhor renovação de ar, aumento do grau de filtragem, bem como a realização de um maior volume de análises de qualidade do ar”, contextualiza o engenheiro Marcelo Munhoz, diretor comercial e sócio da Sicflux e presidente do Departamento de Qualidade do Ar Interno da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Qualindoor/Abrava).

O dirigente argumenta que antes da pandemia era difícil convencer os empresários sobre a importância das boas práticas. “Mas, com a pandemia estampando óbitos e a sociedade sendo massacrada com informações, hoje é muito mais fácil exemplificar e provar que cuidar da qualidade do ar é essencial”, pontua.

Nestes últimos dois anos, em que a pandemia esteve 100% do tempo no centro do noticiário em todo mundo, o mercado do frio não parou de buscar soluções tecnológicas para tornar os ambientes mais seguros contra contaminações.

Para o dirigente, os grandes destaques do período pandêmico foram as caixas de ventilação mais evoluídas, que circulam o ar interno com filtragem Hepa e células de descontaminação que inativam vírus; recuperadores de calor com inativação de vírus; algumas soluções em nanotecnologia, além de um movimento de inventores com o propósito de criar produtos que filtram o ar, voltados para as pessoas de baixa renda.

Os atuais sistemas de filtragem, descontaminação e renovação de ar disponíveis no mercado têm dado conta do desafio. Enquanto sistemas de filtragem diminuem consideravelmente os particulados que ficam pelo ar, os sistemas de descontaminação inativam vírus e fungos. “Já os sistemas de renovação atuam para trocar o ar do ambiente fechado, diminuindo a concentração de CO2, o que impacta diretamente na produtividade e aprendizagem das pessoas”, explica Munhoz.

O presidente do Qualindoor afirma que instalações malfeitas e ausência de medidas preventivas podem gerar vários tipos de contaminações por bactérias, vírus e fungos (bolor e mofo) nos sistemas de condicionamento de ar.

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“Processos com problemas de execução, no caso da qualidade do ar de interiores, são pródigos em desencadear doenças respiratórias, principalmente no inverno. Levantamento feito pelo SUS mostra claramente que junho, julho e agosto são os meses com a maior taxa de pessoas com doenças respiratórias, pois é justamente no inverno quando as elas ficam mais enclausuradas em ambientes fechados, evidenciando que precisamos tratar do ar que respiramos”, exemplifica.

PMOC

Estabelecido pela Lei Federal nº 13.589/2018, o Plano de Manutenção, Operação e Controle é o conjunto de documentos onde constam todos os dados da edificação, do sistema de climatização, do responsável técnico, bem como procedimentos e rotinas de manutenção comprovando sua execução.

Nestes quatro anos em vigor, o PMOC trouxe avanços práticos para o HVAC-R nacional, em termos de QAI. “No meu ponto de vista, avançou-se ao obrigar todos os estabelecimentos comerciais a fazer o certo, isto é, ter sempre em dia a manutenção e a limpeza dos sistemas, bem como manter uma renovação de ar adequada e obrigar a existência de um responsável técnico pelas instalações de HVAC-R”, salienta Munhoz.

De outro lado, conclama o engenheiro, o setor precisa unir esforços, inclusive com todas as associações de classe, de modo que se aprovem leis sobre QAI e punições mais severas de profissionais e consumidores que queiram agir de má-fé.

Em 2020, por exemplo, a Abrava idealizou o Plano Nacional de Qualidade do Ar Interno (PNQAI), iniciativa com a participação de mais de 30 entidades multidisciplinares, que se reúnem e desenvolvem ações de forma colaborativa para mobilização da sociedade e à adoção de medidas capazes de promover a qualidade do ar em ambientes internos.

“Nosso mercado está no modo ‘pode tudo’, e os maus profissionais continuam fazendo o que querem sem serem barrados de alguma forma. Além disso, precisamos ter mais voz nos meios de comunicação para explicar, de forma clara, os riscos de uma má QAI, bem como o que pode ou não se fazer neste processo”, complementa.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/04/capa-04-22.jpg 934 768 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-04-20 10:24:362022-04-20 10:24:36Pandemia impulsiona processos de tratamento de ar

Presenciais ou a distância, cursos reforçam importância da capacitação profissional

24/01/2022

Durante a pandemia, escolas técnicas e profissionalizantes da área de refrigeração e climatização foram obrigadas a se reinventar e investir em parcerias para continuar operando, sobretudo no ambiente virtual/EAD.

  • Veja a edição completa

Apesar das turbulências criadas pela disseminação do novo coronavírus, o segmento de cursos presenciais e a distância voltados para o mercado do frio foi impulsionado em 2021, com escolas técnicas registrando crescimento na procura por treinamentos voltados à formação e reciclagem de profissionais do HVAC-R.

Como as escolas já vinham investindo em plataformas de ensino on-line mesmo antes do estouro da pandemia, a transição para o EaD durante o período mais rígido do distanciamento social foi, de certa forma, facilitada.

A ausência de aulas presenciais foi sentida, é verdade, afinal há disciplinas que obrigatoriamente precisam da interação direta entre professor e aluno, fundamental para a absorção de conteúdo, por exemplo, acerca do modo correto de ser fazer determinados procedimentos.

De outro lado, o aprimoramento das tecnologias de transmissão de dados e a consequente adaptação de conteúdos provaram ser possível ensinar e aprender virtualmente conceitos básicos e avançados disponíveis nos tradicionais currículos da área de refrigeração.

“Mesmo com pesados investimentos em produção de material didático, com videoaulas de todas as práticas prontas para os alunos assistirem quantas vezes desejarem, é impossível ensinar um aluno a fazer brasagem, popularmente conhecida como soldagem, somente a distância”, exemplifica o professor Alexandre Fernandes Santos, proprietário da Escola Técnica Profissional (ETP) e da Faculdade Profissional (Fapro), de Curitiba (PR). Juntos, os estabelecimentos têm 700 alunos matriculados.

O empresário enfatiza que as instituições de ensino já tinham se adaptado para operar com a modalidade de EaD, independentemente da pandemia. Lembra ainda que, como havia muitas turmas do ensino presencial, foi muito difícil para a instituição, os professores e alunos fazerem a transição para o ambiente online.

“Perdemos alguns alunos da modalidade presencial, ao mesmo tempo em que aumentamos a quantidade de alunos no EaD. Nesse período, aceleramos o processo de aprovação do primeiro curso de graduação a distância na área de refrigeração e climatização do Brasil e do primeiro curso técnico em refrigeração e climatização”, explica.

A ETP fechou 2021 com um crescimento de 58,57% sobre uma meta que já era 40% maior que a anterior, batendo assim o recorde histórico de matrículas em um único curso da instituição. A meta para 2022 é expandir 20%.

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Cooperação Alemã e o Ministério do Meio Ambiente. A partir de 2023, teremos os primeiros cursos em espanhol para ofertar para a América Latina”, comemora Alexandre.

Para o engenheiro mecânico Sérgio Eugênio da Silva, diretor da Super Ar, as aulas online vieram para ficar e já se tornaram uma realidade no mercado do frio, não sendo mais possível para qualquer instituição oferecer apenas aulas presenciais. De agora em diante, aprendizagem será hibrida com parte de aulas presenciais e as aulas laboratoriais será presencial, diz.

“A adoção do ensino a distância se mostrou um imenso desafio, pois tivemos de nos reinventar. Acreditava somente em aulas presenciais, mas com a pandemia, fizemos parcerias com alguns distribuidores e fabricantes para lançar a modalidade EaD, com o mesmo conteúdo do presencial”, salienta ele, frisando que mesmo

“Esse crescimento está pautado na oferta de novos cursos EaD, como a graduação de tecnólogo em refrigeração e climatização e tecnólogo em manutenção industrial. Além disso, teremos um dos maiores laboratórios de fluidos refrigerantes naturais com ênfase em CO2 e hidrocarbonetos em parceria com a GIZ [Agência de o curso online tendo um valor mais baixo, o aluno ainda prefere o presencial.

“Embora 2020 tenha sido surpreendente, com um crescimento próximo de 40% em relação ao ano anterior, 2021, entretanto, já foi tímido, muito em função da retração da economia do País. Em 2022, iremos inovar com sistemas e máquinas novas para atrair e captar novos alunos”, revela.

Escolas buscaram sistemas EAD

Parcerias

Estratégia adotada por algumas escolas durante a pandemia, a celebração de parcerias foi bastante positiva para incrementar a formação de mão de obra e manter a qualidade dos treinamentos.

A escola profissionalizante Thermo Cursos, de São José do Rio Preto (SP), por exemplo, foi bem-sucedida nesse tipo de solução. Fundada em 2013 e com mais de 3 mil alunos já formados, oferece atualmente 12 cursos na área de climatização, cinco na de refrigeração e um sobre comandos elétricos aplicados à climatização e refrigeração, todos com média de 40 horas. Com laboratório equipado com modernos equipamentos e ferramentais, o estabelecimento firmou parceria com a Midea Carrier, transformando-se em um centro de treinamento da multinacional no Brasil, onde técnicos da companhia são continuamente capacitados.

Em 2021, a Themo Cursos fechou convênio com a Escola Técnica Profissional (ETP), passando a oferecer treinamentos online dos cursos de técnico em refrigeração e climatização e de pós-graduação em engenharia de refrigeração e climatização. Em 2022, a ideia é incluir outros treinamentos, como manutenção em compressores.

“Durante toda a pandemia, como as demais instituições, tivemos que nos reinventar. Ficamos fechados por nove meses. Neste período, as parcerias foram nosso grande alicerce. Começamos a oferecer cursos EaD da ETP e da Midea Carrier aos nossos alunos, processo que foi o nosso grande marco em 2021”, afirma o coordenador técnico da instituição, Américo Martins Junior. Com alunos em toda a América Latina, Portugal, Itália, Angola e Estados Unidos, a Thermo Cursos percebeu que, durante a pandemia, as pessoas sentiram que se não buscassem qualificação, ficaria muito difícil de se manter, pois muitos profissionais foram desligados das empresas.

“Os cursos EaD deverão dominar o mercado, e em 2022, tanto os fabricantes quanto as escolas deverão continuar inovando nesta área”, ressalta o professor, lembrando que a escola cresceu 30% em 2021 em relação a 2020, devendo obter um resultado ainda melhor em 2022.

Adaptação complexa

“Foram 127 dias nebulosos para a Caprerj”, descreve o CEO do Instituto de Capacitação de Refrigeristas e Eletricistas do Rio de Janeiro, Fábio Anderson de Freitas dos Santos. “Havia acabado de assumir a direção da escola e não tínhamos capital de giro nem tempo para hábil para realizar a gravação de cursos on-line e realizar vendas para ter um faturamento mínimo”, lembra.

A instituição retomou as atividades no final de julho de 2020, e o tempo da parada foi utilizado pela diretoria para aprimorar novos conhecimentos em finanças, pedagogia, administrativo, gestão de pessoas, PNL, refrigeração, marketing, comercial e fortalecer nosso network virtual. “A partir desse retorno, literalmente colocamos a mão na massa para fazer obras de reestruturação em nossa unidade”, afirma.

Atualmente, o Caprerj, com sede no bairro de Madureira, na cidade do Rio de Janeiro, conta com turma de 40 alunos mensalmente em capacitação na área da refrigeração, e a projeção para 2022 é dobrar esse número, uma vez que os departamentos comercial e de marketing digital foram reestruturados.

“Nossos projetos futuros consistem na capacitação hibrida (EaD/presencial) de todos os cursos, inclusive os que hoje estão em desenvolvimento, como reparo de placas eletrônicas, câmara frigorifica e PMOC/renovação de ar, treinamentos que deverão estar em funcionamento até junho ou julho deste ano”, projeta. Com média de 350 alunos em seus polos no bairro carioca de Cascadura e na cidade São Gonçalo (RJ), a escola Serae também teve uma adaptação complexa. Com o fechamento dos estabelecimentos durante o momento mais difícil da pandemia, a instituição começou a ofertar aulas em lives, sem, no entanto, substituir as aulas presenciais, que foram reativadas assim que a atividade foi liberada.

“Mesmo com todas as mudanças, a maioria dos alunos permaneceu. Com isso, nossas expectativas para este ano são as melhores possíveis. Estamos investindo para oferecer cada vez mais o que os nossos alunos e o mercado precisam”, salienta o sócio-diretor João Vagner Possani.

Atualmente, a Serae conta com treinamentos presenciais e on-line, tendo como destaques os cursos de refrigeração domiciliar, split system, split system inverter, self contained, chiller, VRF, câmara frigorífica e máquina de lavar e secar roupa.

Mas o ensino a distância nem sempre conquista alunos, conforme deixa claro o empresário Luiz Martins, sócio da Escola Argos, fundada em 1961 e que conta com duas unidades na capital paulista e em torno de 400 alunos.

“Embora a instituição tenha adaptado seu currículo presencial ao online e tentado promover atividades em plataforma virtual, não houve aceitação dessa mudança radical por parte de nossos alunos. Com a proibição das aulas regulares em salas de teoria, só nos foi possível ministrar aulas de prática em oficinas e laboratórios, com restrições”, conta.

Embora não divulgue números de 2021, o gestor diz estar esperançoso sobre o desempenho em 2022, mesmo porque a defasagem que já havia pela falta de profissionais no mercado do frio aumentou de maneira expressiva. “Continuamos nos empenhando para que nossa retomada seja satisfatória”, completa Martins.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/01/capa-01-22.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-01-24 14:39:402022-02-21 15:16:47Presenciais ou a distância, cursos reforçam importância da capacitação profissional

Tecumseh fortalece sua equipe de executivos

16/12/2021

Jay Pittas é novo CEO da Tecumseh

A Tecumseh Products Company  anunciou hoje (16/12) que Jay Pittas foi empossado como novo CEO da empresa, também acompanham esta mudança dois executivos líderes da indústria que assumem seus novos cargos na gestão dos negócios. Os novos gestores que tomam assento na equipe incluem Doug Murdock, como Presidente das Américas, e Ricardo Maciel, como Presidente de EMEA/Ásia. Ernani Nunes continuará como Vice-Presidente Senior Global de Vendas e Engenharia.

Recentemente, Pittas vinha atuando como Presidente da Tecumseh e do Conselho de Administração desde Abril de 2020, e por esta razão já é parte integrante da equipe executiva da Tecumseh. Pittas atuou anteriormente como Presidente e CEO da Remy International, uma empresa fornecedora de partes e peças de produtos automotivos de alta tecnologia para veículos de passageiros e comerciais. Em sua posição anterior, atuou como Presidente da Wolverine Specialty Materials na qual eram fornecidos metais revestidos para os segmentos automotivo e indústria eletroeletrônica. Ele também ocupou posições de relevância na gestão de negócios internacionais em empresas como Honeywell, UOP e ARI Tecnologies.

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Segundo a Multinacional, para acelerar ainda mais o crescimento dos negócios, excelência operacional e melhorar o atendimento aos clientes, Pittas nomeou três líderes experientes do setor para as posições da gestão comercial. Doug Murdock que serviu a Tecumseh como Presidente e CEO por mais de cinco anos assume agora um novo papel, como Presidente para as Américas. Ricardo Maciel, ex-CEO da SECOP, assume como Presidente para as regiões EMEA/Ásia. Ernani Nunes, ex-executivo da Embraco, continuará em sua posição como Vice-Presidente Senior Global de Vendas & Engenharia.

“Enquanto todos trabalhamos nesses tempos mais desafiadores, a Tecumseh está tomando todas as medidas possíveis para fortalecer ainda mais nossa equipe de liderança, e por sua vez, fortalecer o atendimento que prestamos aos nossos clientes. Os passos que estamos anunciando hoje confirmam este compromisso. Estamos entusiasmados por ter Doug, Ricardo e Ernani assumindo esssas posições chave de liderança e nos ajudando a impulsionar nossa transformação contínua da Tecumseh.” Afirmou Pittas.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Jay-Pittas_Tecumseh_CEO-1-1.jpg 499 770 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-12-16 17:50:132021-12-16 17:51:43Tecumseh fortalece sua equipe de executivos

Evento em Florianópolis reúne engenheiros e projetistas

09/09/2021

A Revista do Frio é uma das apoiadoras e  estará presente na 1ª Edição do Global Meeting Dannenge 2021, que acontece de 16 a 18 de Setembro de 2021, no Jurerê Internacional, em Florianópolis – SC – Brasil.

O Global Meeting Dannenge, realizado pela Dannenge International, é um evento multidisciplinar que reunirá engenheiros, projetistas, instaladores do mercado de HVAC e outros profissionais de setores clientes para compartilhar suas percepções, ideias e inovações! Além das palestras técnicas, acontecem eventos paralelos com entretenimento, intercâmbio de culturas, networking e outras atrações.

  • PMOC transforma trajetória da indústria de climatização
  • Nasa pesquisa sistema de refrigeração espacial
  • Pesquisa propõe uso de energia do solo para climatizar edifícios

Serão 3 dias de evento com palestras técnicas dedicadas ao setor de HVAC com enfoque na Qualidade do Ar Interior, Eficiência Energética e Sustentabilidade das Edificações. Contaremos com a presença de profissionais nacionais e internacionais, entre eles, Sebastián Brain e Alejandro Rodas (Oxigena Chile), Carlos Lima (JCI-Hitachi), Rafael de Moura (Mercato Automação), Matheus Lemes (Trane Brasil), Celso Simões Alexandre (Trox Americas), Luis Claudio Almeida (Trox Brasil), Ricardo Cherem de Abreu (RGF Environmental/ Dannenge International), Fernando Abreu (Dannenge International), Eduardo Prado (Tecno Serviços), Eduardo Hugo Muller (Muller Engenharia- ASBRAV), Arnaldo Basile (ABRAVA), Edson Alves (SMACNA BRASIL) e Carlos Trombini (ANPRAC).

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/09/foto-9-global-meeting-dannenge-e1631207557774.jpg 331 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-09-09 14:25:162021-09-22 11:23:19Evento em Florianópolis reúne engenheiros e projetistas

Equidade de gênero no HVAC-R, um longo caminho a ser trilhado

08/03/2021

As mulheres representam aproximadamente 50% da população da Terra. Até aí, nenhuma surpresa. Segundo um recém-divulgado estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54,5% das brasileiras com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no País em 2019.

No entanto, embora não haja estatísticas oficiais sobre a representatividade delas na indústria nacional de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração (HVAC-R, na sigla em inglês), esse número não deve ser maior do que o registrado nos EUA, onde elas constituem apenas 2% da mão de obra do setor.

Esses dados, enfim, revelam que elas são grupo muito inexplorado de funcionários em potencial para a indústria de climatização e refrigeração, na qual a força de trabalho masculina reina soberana há décadas.

Muitos atribuem esse fato a um velho estereótipo de gênero, o qual reforça que os papéis de técnicos e engenheiros são funções tipicamente masculinas. Apesar dos percalços, elas estão assumindo funções em áreas técnicas e se tornando empreiteiras, além de estarem assumindo alçando novos voos na indústria e no comércio.

Desafios e oportunidades

Segundo uma pesquisa feita no ano passado pelo Comitê de Mulheres da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), a mão de obra feminina que atua no setor enfrenta os mesmos desafios de suas colegas de outras áreas da economia, como salários inferiores ao dos homens, pouca representação pelas lideranças do setor, discriminação pelo fato de ser mulher, desequilíbrio no quadro geral de funcionários das empresas em relação aos seus colegas, entre outros problemas.

De acordo com o levantamento, menos de 17% das entrevistadas que atuam em empresas privadas ocupam cargos de liderança, enquanto somente 30% das participantes relatam equilíbrio entre homens e mulheres no quadro geral de funcionários nas empresas onde atuam.

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Mas um dado impressiona: quase 70% das profissionais possuem, no mínimo, ensino superior completo, sendo uma parcela altíssima com formação em engenharia, o que se traduz numa ótima oportunidade para as empresas do setor, que dependem de recursos humanos qualificados para se manterem competitivas.

Quer outro dado interessante a favor delas? Segundo um estudo da McKinsey Study, corporações com mais mulheres na liderança que a média registram lucro operacional 48% maior e uma força de crescimento de faturamento 70% mais elevado. A pesquisa também revela que ter pelo menos uma mulher na liderança de uma organização reduz em 20% suas chances de ir à falência.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2021/03/jovem-engenheira-refrigeracao-ar-condicionado-shutterstock-e1615211591964.jpg 714 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2021-03-08 02:39:512021-03-17 14:41:31Equidade de gênero no HVAC-R, um longo caminho a ser trilhado

Rosana Machado Paixão: mulher, mãe e profissional competente

19/03/2020

Hoje ela é reconhecida como uma das mulheres influenciadoras do setor de HVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração), por sua participação ativa nas ações que abriram caminhos para a atuação feminina no mercado. Em 2018, recebeu o prêmio “Agora é que são Elas”, participou do 1º Encontro Nacional Mulheres no AVACR – Febrava 2019, esteve à frente do primeiro treinamento dedicado às mulheres, e presente em inúmeros outros, realizados por grandes fabricantes e distribuidores para o público feminino.

Dotada de uma história incrível, Rosana Machado Paixão, 49 anos, é engenheira eletricista em segurança do trabalho, tecnóloga em automação industrial, e está à frente, como diretora da Elistec Elétrica, empresa que atua há 22 anos no mercado. Começou no setor elétrico como técnica na área de eletrotécnica, e já tem planos para começar uma pós-graduação na área de refrigeração.

“Minha história profissional ao longo desses anos começou em uma empresa, na qual eu trabalhava na área administrativa. Casei muito nova e aos 21 anos tive minha primeira filha, a Natália. Após o primeiro aniversário da Natália, meu marido teve um câncer agressivo no cérebro, e a partir daí, precisei sair da empresa para cuidar dele. Passamos muitas dificuldades neste tempo, inclusive financeiras. Com a doença do meu marido avançando, tivemos que deixar a casa que morávamos, em virtude do aluguel, e nos mudamos para os fundos da casa da minha mãe, que na época, não tinha nada. As dificuldades financeiras aumentaram e pela minha persistência e acreditando que Deus nunca iria me desamparar, consegui um emprego a noite como entregadora de jornais, pois durante o dia, me dedicava aos cuidados com meu marido. O turno começava às 22h00 e se estendia madrugada adentro. Eram 320 homens e somente eu de mulher. Isso foi o meu socorro para continuar mantendo minha casa e suprindo minha família. Muitas coisas aconteceram nesta fase da minha vida, inúmeras dificuldades, enfrentei todo tipo de perigo quando se trabalha a noite, mas Deus sempre esteve me orientando, me protegendo e me dando forças para seguir em frente! Por cinco anos estive nessa situação e, após o falecimento do meu marido, com uma filha de 4 anos, sempre tive fé que Deus iria me tirar da situação em que me encontrava. Com muitas dívidas e uma filha pequena, consegui aos poucos, regularizar a situação de um terreno que tinha, no qual tempos depois, construí a casa que moro hoje, e fui refazendo a minha vida”, conta Rosana.

Mulher, engenheira eletricista, tecnóloga em automação industrial é Rosana

Apaixonada pela sua profissão, Rosana enfrentou diversos desafios no começo de sua carreira

Ela lembra que quando era pequena, gostava muito de mexer nas ferramentas do pai, inventando coisas com placas internas de rádio, desmontando máquinas, etc.

“Sempre tive esse dom e muita facilidade com placas, circuitos, desmontar máquinas quebradas, e reconstruir outras coisas a partir das peças, mas, por ser mulher, tive pouco apoio do meu pai para fazer um curso técnico, além de me casar muito cedo. Já viúva, decidi voltar a estudar e, em 1999, conclui o segundo grau. Profissionalmente, ganhei um distrito para a entrega de jornais e aos poucos, fui me reerguendo, entre lágrimas e pequenas vitórias diárias. Minha inserção na área elétrica se iniciou durante a construção da minha casa, que eu mesma estava construindo. Quando chegou na parte elétrica, um colega que trabalhava comigo na entrega de jornais, era eletricista e se prontificou a me ajudar. Me apresentou uma marreta e uma talhadeira e foi me ensinado como quebrar as paredes e passar a fiação elétrica. Foi um presente, pois eu adorava isso e nunca tinha tido esse incentivo e abertura. Assim, me apaixonei pela elétrica. A partir daí, comecei a me dedicar aos cursos profissionalizantes voltados para essa área. O primeiro curso, que fiz foi no SENAI Pirituba, de eletricista instalador. Conclui o curso e realizando trabalhos que surgiam. Nesta época, eu já estava viúva há dois anos e me apaixonando pela elétrica e pelo eletricista! Que hoje é meu atual marido, o Elias, e deste relacionamento, temos o Natan, com 10 anos, e um futuro promissor neste segmento. Juntos, eu e meu marido, começamos a pegar algumas obras, mas eu queria algo mais, que me propiciasse autonomia, também, para trabalhar com projetos, e não somente com instalação. Consegui passar na ETEC e durante dois anos fiz o curso de eletrotécnica, me formando em 2002. Nesta mesma época, tive acesso a uma vaga de estagiária na CETEP para uma das subestações da Usina de Traição, em São Paulo (SP). Quando cheguei, me deparei com 20 homens tentando uma vaga, e eu, a única mulher! Passei nos testes e entrei na CETEP – Casa Verde para mexer com cabos subterrâneos. Entravámos nas galerias para fazer a manutenção nos cabos, porém, como eu era estagiária, os acessos eram limitados e, na prática, não tinha muito de elétrica. Quando estava para finalizar meu estágio, conversei com o gerente e pedi a ele uma oportunidade para mudar para o setor de proteção, onde teria acesso a área de automação. Em princípio, fui questionada por ser mulher, me informaram que naquele setor não havia banheiro feminino, vestiário, etc. Enfim, depois de muitos contras, consegui a efetivação e fui trabalhar em campo, mexendo com instalações de 88, 138 e 345 mil W de potência. Com a privatização da CETEP, em 2008, sai da empresa, me tornei especialista na área de média e alta tensão em cabines primárias, me dedicando à Elistec Elétrica. Neste mesmo ano, recebi o convite do SENAI – Vila Leopoldina, para dar aulas de elétrica para profissionais de grandes empresas, como a Siemens, Voith, entre outras. Fiquei por 10 anos no SENAI, e em 2018, com o aumento de projetos pela minha empresa, me desliguei da entidade. Nesses 10 anos, fiz diversos cursos, me graduei em engenharia elétrica, e conquistei autonomia para assinar e realizar projetos”, relata.

Conhecimento e mão na massa

Sempre em busca de informação e conteúdo, Rosana teve contato com o mercado de refrigeração e ar condicionado através de um treinamento de refrigeração aplicada. Neste treinamento, ela conheceu Amaral Gurgel, considerado hoje, um irmão para ela.

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“A partir daí, comecei a trabalhar junto com o Gurgel na montagem e instalação de partes elétricas nos racks de refrigeração, montagem de quadros elétricos, e fui me envolvendo nesta área. Há oito anos fazemos projetos, integrando a elétrica à refrigeração comercial, em vários lugares espalhados pelo Brasil. Ao longo desses anos, acredito que o setor de HVAC-R, vem se conscientizando sobre importância da parte elétrica, através do trabalho que temos feito por meio de treinamentos, palestras, seminários e, até mesmo pelos grupos de whatsapp e mídias sociais, chamando a atenção para as orientações sobre sobrecargas nos sistemas. Temos muito a fazer, acidentes ainda acontecem! Além da segurança, ainda tem a parte financeira, onde muitas instalações têm altos custos de energia”.

O envolvimento com as “meninas do HVAC-R”, aconteceu através do Facebook, onde conheceu Carmosinda Santos.

“Curti uma postagem no Facebook e foi assim que conheci a Carmosinda. Nesta época, o grupo era composto por 10 mulheres e ela me adicionou. Criamos uma amizade muito grande entre nós, além do mais, como a minha área é muito masculina, me senti à vontade para trocar informações, principalmente, por se tratar de mulheres que entendem a linguagem técnica. Nos tornamos amigas e marcamos o primeiro encontro no ‘Agora é que São Elas’, realizado em dezembro de 2018, na Fiesp. Na ocasião, nos conhecemos pessoalmente e fomos premiadas pela atuação feminina no HVAC-R. Hoje, estamos juntas em treinamentos, seminários e para o que der e vier. Das diversas ações, promovemos um treinamento dedicado às mulheres na Poloar, se não me engano, o primeiro, com a participação de fabricantes e profissionais do setor. Neste encontro, realizado em março de 2019, tive a oportunidade de ministrar palestra sobre proteção elétrica e dimensionamento, e sou grata por fazer parte deste público feminino que tanto me apoia. Vários outros encontros aconteceram, ampliando a atuação da mulher neste setor, qualificando e capacitando centenas delas. É muito importante esse incentivo e divulgação, principalmente, porque ainda temos uma cultura machista, não só no setor de HVAC-R, mas em tantos outros. Temos muito trabalho a fazer, mas o reconhecimento, com certeza é muito válido. Viemos para somar, e não dividir forças”.

Sobre a família, Rosana só tem a agradecer: “Conto com minha família para tudo! Profissionalmente, temos a Natalia à frente da administração da empresa, e o Natan, que com apenas 10 anos, nos acompanha em algumas viagens e já coloca a mão na massa em obras que realizamos, com as devidas proteções, equipamentos de segurança do trabalho e sob a nossa supervisão! Ao longo desses anos, fui integrando muita gente, que considero parte da minha família, como o pessoal da Congregação Cristã, onde ministro treinamentos na área de segurança e elétrica como voluntária, certificando profissionais pela Elistec Elétrica; as meninas dos grupos dedicados ao HVAC-R; e muitos profissionais de empresas que me abriram portas para todas essas conquistas. Enfim, só tenho a agradecer por todas as bênçãos de Deus recebidas e as próximas que virão”, conclui Rosana.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rosana-paixao_2-scaled-e1584628750544.jpg 394 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2020-03-19 12:07:502020-03-19 12:08:57Rosana Machado Paixão: mulher, mãe e profissional competente

Crea-SP e ASSEAM promovem Semana de Engenharia em Mauá

25/11/2019

Entre os dias 9 e 12 de dezembro, será realizada a primeira “Semana de Engenharia, Agronomia e Geociências de Mauá”. Ao todo, serão quatro dias de debates, discussões e palestras com temas como Acessibilidade – Legislação e Inclusão Social (9/12); Drones na Engenharia (10/12); Vegetação Urbana e Eficiência Energética para Sistema de Climatização (11/12); e Geração Fotovoltaica e Sustentabilidade (12/12). Todas as reuniões acontecerão após as 18h30, possibilitando a participação de profissionais registrados no Crea-SP e também de estudantes da área.

Os eventos são gratuitos em função da parceria entre a Associação dos Engenheiros e Agrônomos de Mauá – ASSEAM e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo – Crea-SP.

“Será a primeira vez que Mauá receberá um evento dessa dimensão, que possibilitará aos profissionais aprimorarem seus conhecimentos nas áreas, pois os palestrantes são renomados especialistas nos assuntos”, afirma o presidente da ASSEAM, o engenheiro Nelson Miguel Júnior.

Os interessados já podem se inscrever pelo e-mail semanaengenharia.asseam@gmail.com.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2019-11-25 17:50:042019-11-25 17:56:52Crea-SP e ASSEAM promovem Semana de Engenharia em Mauá
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