Surto de legionella em Nova York reforça importância da manutenção de torres de resfriamento
Surto de legionella em Nova York soma 74 casos confirmados, três mortes e leva autoridades a intensificar inspeções em torres de resfriamento e sistemas de água de edifícios.
Um surto de infecção por Legionella em Nova York deixou três mortos e contabiliza 74 casos confirmados. O foco das infecções está concentrado no bairro Upper East Side, em Manhattan. Oito pessoas permanecem internadas.
A bactéria Legionella se multiplica em água parada ou morna, principalmente em torres de resfriamento de sistemas de ar-condicionado e em reservatórios de água. A transmissão não ocorre pelo contato direto entre pessoas nem pelo ar insuflado pelos aparelhos, mas pela inalação de gotículas microscópicas dispersas no ambiente.
A infecção pode provocar um quadro grave de pneumonia. Os principais sintomas incluem febre, tosse e falta de ar. O tratamento é realizado com antibióticos e deve ser iniciado o mais rapidamente possível.
Como resposta ao surto, equipes de saúde coletaram amostras em torres de resfriamento e inspecionaram sistemas de água de edifícios na região afetada. Em pelo menos 76 sistemas analisados, os testes identificaram a presença da bactéria.
Os responsáveis pelos sistemas foram orientados a esvaziar, limpar e desinfetar toda a rede hidráulica. De acordo com as autoridades, o número de novos casos já começou a diminuir, indicando que a principal fonte de contaminação pode ter sido controlada. Este é o segundo grande surto da doença registrado na cidade em menos de um ano.
Para o setor de HVAC-R, o episódio reforça a necessidade de manutenção e monitoramento de torres de resfriamento e sistemas de água associados às instalações de climatização, conforme as ações adotadas pelas equipes de saúde durante a investigação.





