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O instalador no centro da evolução do setor

Indústria investe em treinamentos, certificação, suporte técnico e garantias vinculadas à instalação qualificada para fortalecer a atuação do profissional de HVAC-R

 O técnico de refrigeração e climatização nunca esteve tão no centro da estratégia da indústria de HVAC-R.
Em um mercado que exige eficiência energética, confiabilidade operacional e conformidade com normas ambientais, fabricantes de equipamentos passaram a reconhecer o instalador como elo entre projeto e desempenho real do sistema. Mais do que vender produtos, o fabricante tem buscado assegurar que eles sejam corretamente aplicados, instalados e mantidos. Nesse movimento, programas de certificação técnica, treinamentos presenciais e plataformas digitais de capacitação ganharam força como ferramentas de aproximação com o campo.

Entre as iniciativas de qualificação técnica por nível de complexidade, desde a instalação básica de splits à aplicação de sistemas VRF, chillers e soluções de automação, grandes fabricantes como a LG Electronics, Daikin, Gree, Fujitsu, Elgin, entre outros, mantêm centros de treinamento próprios no Brasil, com cursos práticos e módulos online que combinam teoria, diagnóstico e boas práticas de instalação.

Além do treinamento, cresce o investimento em certificações oficiais vinculadas à garantia do produto. Em muitos casos, a extensão do prazo de garantia está condicionada à instalação realizada por profissional credenciado ou certificado pelo fabricante. Essa prática, adotada por marcas como Copeland, Danfoss, Bitzer e outras tantas, cria um ciclo de responsabilidade compartilhada, onde o fabricante assegura suporte técnico e o instalador agrega valor ao serviço e fortalece sua reputação no mercado.

“A indústria de HVAC-R tem adotado medidas concretas para se aproximar dos instaladores e técnicos, reconhecendo esses profissionais como peças estratégicas para a performance dos equipamentos e para a reputação das marcas no pós-venda. Entre as principais iniciativas estão os programas estruturados de certificação técnica. A LG Electronics, por exemplo, mantém no Brasil o programa LG Instala, voltado à capacitação e certificação de instaladores de ar-condicionado, com trilhas de aprendizado, avaliação técnica e benefícios exclusivos aos participantes. A instalação correta é determinante para que o ar-condicionado entregue eficiência, desempenho e durabilidade. Por isso, a LG tem ampliado seus investimentos em serviços e capacitação técnica, com uma rede credenciada estruturada e programas de treinamento gratuitos que garantem padrão, segurança e qualidade em todo o país. Esse movimento acompanha a evolução do mercado brasileiro e está alinhado à estratégia global da companhia para o setor de HVAC”, afirma Lucas Nogueira, gerente de Produto de Ar-Condicionado Residencial da LG Electronics do Brasil.

Dados do setor mostram que uma grande parte dos equipamentos é instalada ou reparada de forma incorreta, com substituição de peças que não estavam defeituosas ou com falhas de conformidade técnica com as especificações de fábrica, o que pode levar a custos adicionais, retrabalho e aumento de chamados de assistência técnica. Ao investir em capacitação direta, os fabricantes garantem que os profissionais no campo conheçam profundamente produtos, métodos de instalação corretos, práticas de segurança e tecnologias emergentes, o que reduz falhas, chamadas de garantia e custos de serviço, além de aumentar a satisfação do cliente final. Além disso, programas de certificação e treinamento promovem confiança e credibilidade técnica dos instaladores no mercado perante clientes e parceiros e reforçando o relacionamento, além de promover a adoção de novas tecnologias, regulamentações e requisitos de eficiência energética.

Além das certificações, cresce a oferta de treinamentos híbridos, combinando aulas presenciais em laboratórios com plataformas digitais de aprendizagem.

“A Gree Electric disponibiliza a plataforma Gree Capacita, com cursos online voltados à instalação, manutenção e boas práticas técnicas. Esse formato permite atualização contínua, especialmente diante da evolução tecnológica dos equipamentos, como sistemas inverter, integração com automação e uso de novos fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental. A Plataforma Gree Capacita tem como principal vantagem a oferta de treinamentos com certificação para instaladores de todo o Brasil. Assim, além de se qualificar, você melhora o seu currículo e abre oportunidades de trabalho”, informa Walter Gomes, Especialista em P&D e Analista de Treinamento Técnico Refrigeração e Climatização da Gree Capacita.

Suporte especializado

Outro ponto importante dessa aproximação entre fabricantes e instaladores é o suporte técnico especializado. Fabricantes passaram a oferecer canais e aplicativos exclusivos para profissionais cadastrados, com atendimento prioritário, bibliotecas digitais, vídeos tutoriais e aplicativos que permitem consulta rápida a manuais, códigos de erro e procedimentos de instalação. Esse atendimento mais ágil reduz retrabalho em campo e aumenta a confiabilidade do serviço prestado, criando uma relação mais direta entre técnico e fábrica.

“Os instaladores precisam de ferramentas modernas para superar os desafios operacionais, como o uso de manuais físicos, PDFs e boletins de produtos, bem como chamadas para o suporte técnico ao instalar ou reparar sistemas. Os profissionais também precisam configurar e consertar equipamentos em ambientes com espaço limitado, clima imprevisível e prazos exigentes. Cada detalhe é importante durante a instalação e o reparo para evitar erros dispendiosos ou chamadas de retorno. Reconhecendo essas necessidades e respondendo ao feedback dos usuários, aprimoramos o aplicativo Copeland Mobile, com a tecnologia de chatbot Scout AI para fornecer suporte virtual a mais de 45 mil usuários ativos. O Scout AI oferece a familiaridade de usar um mecanismo de pesquisa, mas, diferentemente das pesquisas gerais na Web, os resultados são informações técnicas fornecidas pelas informações confiáveis de produtos on-line da Copeland e muito mais. Isso permite que técnicos tenham acesso mais rápido a informações mais precisas e úteis”, revela Daniel Colnaghi, Engenheiro de Aplicação da Copeland. “Ao fornecer acesso inteligente e intuitivo a informações e ferramentas essenciais, estamos capacitando os instaladores a trabalharem com mais eficiência, resolver problemas mais rapidamente e impulsionar o sucesso com precisão e confiança”, acrescenta.

As políticas de garantia também refletem essa estratégia. Empresas como a Carrier adotam práticas que vinculam a garantia estendida à instalação realizada por profissionais certificados ou ao comissionamento acompanhado por assistência autorizada. Em muitos casos, a cobertura ampliada depende da comprovação de que a instalação seguiu os protocolos técnicos recomendados pelo fabricante. Essa exigência cria um incentivo claro para a qualificação profissional e reforça a responsabilidade compartilhada sobre o desempenho do sistema.

“No Brasil, a política de garantia estendida da Midea Carrier está diretamente vinculada à qualidade da instalação e ao uso de profissionais credenciados. Além dos 90 dias de garantia legal previstos pelo Código de Defesa do Consumidor, a fabricante oferece prazos ampliados que podem chegar a até três anos, dependendo da linha do equipamento, desde que a instalação seja realizada por empresa autorizada ou técnico credenciado e dentro das especificações técnicas do fabricante. Esse critério não é apenas comercial, mas também técnico, uma vez que a correta instalação impacta diretamente no desempenho, na eficiência energética, na segurança elétrica e na durabilidade do sistema. Ao condicionar a garantia estendida à mão de obra qualificada, reduzimos riscos de falhas prematuras, retrabalho e perda de cobertura por não conformidade, ao mesmo tempo em que valorizamos o instalador certificado e fortalecemos a profissionalização da cadeia de climatização no país. O consumidor final ao adquirir o seu ar-condicionado, se instalado com empresa credenciada da rede Midea Carrier, passa a ter garantia a partir da emissão da nota fiscal de compra. Esse tipo de ação amplia a visibilidade do profissional no mercado e fortalece sua posição competitiva”, enfatiza Gustavo Hoffmann, Engenheiro da Midea Carrier.


Resumen (español)

El instalador de refrigeración y climatización pasó a ocupar una posición estratégica en la industria de HVAC-R en Brasil. Fabricantes como LG Electronics, Gree, Copeland y Midea Carrier han ampliado inversiones en capacitación técnica, certificaciones y soporte especializado, vinculando en muchos casos la garantía extendida a la instalación realizada por profesionales acreditados. La adopción de plataformas digitales, aplicaciones con inteligencia artificial y programas estructurados de formación busca reducir fallas, retrabajos y costos de asistencia técnica, además de asegurar conformidad con normas ambientales y requisitos de eficiencia energética.

Summary (English)

Refrigeration and air-conditioning installers have become strategic players in Brazil’s HVAC-R industry. Manufacturers such as LG Electronics, Gree, Copeland and Midea Carrier are expanding investments in technical training, certification programs and specialized support, often linking extended warranties to installation performed by accredited professionals. The adoption of digital platforms, AI-based applications and structured qualification programs aims to reduce failures, rework and service costs while ensuring compliance with environmental standards and energy efficiency requirements.

MCE abre 44ª edição em Milão com 1.600 expositores de 48 países

 Feira internacional de HVAC-R, energias renováveis, eficiência energética e água ocorre até 27 de março na Fiera Milano Rho e prevê mais de 120 mil profissionais.

A 44ª edição da MCE – Mostra Convegno Expocomfort começou nesta terça-feira (24), na Fiera Milano Rho, em Milão. O evento segue até 27 de março e reúne empresas dos setores de HVAC-R, energias renováveis, eficiência energética e soluções para água.

Segundo os organizadores, mais de 1.600 empresas expositoras de 48 países ocupam 12 pavilhões do centro de exposições. A expectativa é receber mais de 120 mil profissionais. Estão previstas delegações oficiais com mais de 320 operadores estrangeiros selecionados de 39 países.

A edição deste ano adota o conceito “Reinventing MCE 2026”. Em parceria com a Lombardini22, foram realizadas intervenções nos pavilhões 2 e 4, dedicados a componentes HVAC, com base em análises de fluxos de visitantes.

Durante a abertura, Massimiliano Pierini, diretor-gerente da RX Italy, afirmou que, nos últimos dez anos, a cadeia estendida de HVAC-R registrou crescimento médio de 1,4% no PIB nacional e aumento de 2,3% no emprego. Segundo ele, a contribuição ao PIB é comparável à de setores tradicionais do Made in Italy, como alimentos e vestuário, com impacto no emprego equivalente ao da indústria alimentícia e superior ao do setor de vestuário em 1,4 ponto percentual.

Estudo encomendado ao TEHA Group (The European House-Ambrosetti) analisa os desafios da cadeia HVAC-R na transição energética e apresenta cenários e diretrizes de políticas para o desenvolvimento do setor. Já o Energy & Strategy Group, do Politecnico di Milano, promove cinco encontros sobre consumo energético industrial e seus impactos na gestão e no desenvolvimento das empresas italianas.

O Japão foi designado “Country Partner” desta edição. A iniciativa busca aproximar expositores de decisores de mercados internacionais considerados estratégicos. No mesmo contexto, a MCE firmou parceria com a Gen Emirates para apoiar empresas interessadas em consolidar presença na região árabe. Estão previstas duas sessões de atualização durante a feira sobre aquecimento, ar-condicionado, tratamento de água, bombas e válvulas.

Os pavilhões 2, 4, 6 e 10 participam do projeto Intelligent (use of) Water, voltado à valorização da água como recurso e à redução de desperdícios, com apoio de associações do setor. Expositores convidados atuarão como Water Ambassadors.

No pavilhão 10, no setor Instruments&Tools, estreia o espaço Workwear Atelier, dedicado a vestuário técnico, calçados profissionais e soluções de segurança ocupacional.

A programação inclui ainda o “MCE Excellence Awards 2026 – Efficiency & Innovation for Transition Goals”, sob curadoria do professor Giuliano Dall’O’, do Departamento ABC (Architecture, Built Environment and Construction Engineering). O prêmio reconhece projetos nas áreas de aquecimento, refrigeração, ventilação e ar-condicionado.


Resumen (español)

La 44ª edición de MCE – Mostra Convegno Expocomfort se inauguró el 24 de marzo en Fiera Milano Rho, en Milán, y se extenderá hasta el 27 de marzo. La feria reúne a más de 1.600 empresas de 48 países y prevé recibir a más de 120.000 profesionales del sector HVAC+R, energías renovables, eficiencia energética y agua. El programa incluye estudios sobre la transición energética, encuentros organizados por el Energy & Strategy Group del Politecnico di Milano y alianzas internacionales, como la designación de Japón como Country Partner y la cooperación con Gen Emirates.

Summary (English)

The 44th edition of MCE – Mostra Convegno Expocomfort opened on March 24 at Fiera Milano Rho and runs until March 27. The event brings together over 1,600 exhibitors from 48 countries and expects more than 120,000 professionals from the HVAC+R, renewables, energy efficiency and water sectors. The programme features research on the energy transition, meetings hosted by the Energy & Strategy Group of Politecnico di Milano, and international initiatives including Japan as Country Partner and a partnership with Gen Emirates.

Mercado de geladeiras intensifica concorrência entre fabricantes no Brasil

Produção local, revisão de portfólio e ampliação de serviços marcam a nova fase da linha branca

O mercado brasileiro de geladeiras, com faturamento anual de R$ 16 bilhões e cerca de 5 milhões de unidades vendidas, atravessa uma fase de reorganização competitiva.

Segundo a Eletros, as vendas da linha branca, que inclui fogões e lavadoras, recuaram 1% em 2025. O desempenho segue concentrado na reposição de aparelhos, em um ambiente de crédito mais restritivo.

Diante desse ambiente de consumo moderado, fabricantes com atuação consolidada no país, como Whirlpool (detentora das marcas Brastemp e Consul), Electrolux e LG, ajustam portfólio, cronogramas de lançamento e estrutura produtiva para sustentar participação. Ao mesmo tempo, empresas como Midea e Hisense ampliam presença no varejo e nas plataformas digitais.

Em entrevista ao InvestNews, Roberto Bellissimo, diretor financeiro do Magazine Luiza, afirmou que o endividamento e o custo do crédito ainda afetam o consumo, mas avaliou que uma eventual queda de juros pode estimular a demanda reprimida. Renato Franklin, CEO da Casas Bahia, disse que a entrada de novos fornecedores ampliou as alternativas comerciais para o varejo.

A LG anunciou investimento de R$ 1,5 bilhão em uma fábrica em Fazenda Rio Grande (PR), com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026. A unidade terá capacidade inicial de até 500 mil geladeiras por ano, com previsão de expansão para 700 mil unidades e posterior inclusão de lavadoras. Segundo executivos da companhia ouvidos pelo canal, a produção local deve permitir ajustes de custo e ampliação de faixas de preço no portfólio.

Whirlpool e Electrolux, que juntas respondem por quase 60% do mercado brasileiro de linha branca, têm concentrado esforços na renovação de produtos, revisão de componentes e ampliação de serviços. A Whirlpool informou que 75% das vendas atuais decorrem de lançamentos feitos entre 2024 e 2026. A estratégia inclui também garantia estendida, manutenção e venda de acessórios.

A Electrolux, que tem no Brasil seu segundo maior mercado global, informou que entre 85% e 90% dos produtos vendidos no país são fabricados localmente e tem reforçado plataformas digitais de atendimento e suporte técnico.

A Midea consolidou-se como terceira força em linha branca. Já a Hisense iniciou operação direta no Brasil com meta de faturar R$ 3 bilhões em 2025 e alcançar o top 3 em categorias até 2027.

Precisão não é detalhe

 

Calibração, método e validação técnica definem a diferença entre diagnóstico consistente e retrabalho no campo

 Instrumentos descalibrados produzem diagnósticos equivocados. No campo, o técnico é o controlador do sistema e os instrumentos são seus sensores. Se a medição está errada, a decisão também estará. Pressão, temperatura, corrente elétrica, vácuo e carga de fluido refrigerante orientam cada ajuste no sistema. Quando o manifold apresenta desvio, o vacuômetro não mede corretamente em mícrons ou a balança digital oscila, o resultado deixa de ser técnico e passa a ser tentativa.

Para o professor Rafael Ferreira, proprietário da Oficina Refrigeração, a confiabilidade da medição não é etapa acessória do serviço, mas o seu fundamento. Com atuação na formação de técnicos e experiência prática em campo, ele defende que o primeiro critério para confiar em qualquer leitura é a validação comparativa. “A forma mais segura é testar o instrumento com outro devidamente calibrado. A comparação direta reduz a margem de dúvida”, afirma.

Segundo ele, embora a calibração periódica em laboratório seja indispensável, o profissional precisa adotar verificações operacionais na rotina. Conferir o retorno ao zero no manifold, zerar a balança antes da carga, validar o vacuômetro e, sempre que possível, manter um instrumento de referência para comparação cruzada são procedimentos que evitam decisões baseadas em leitura imprecisa. “Em campo, a experiência também ajuda. A percepção de funcionamento do sistema permite avaliar se aquela medição é coerente com o comportamento real do equipamento.”

No ajuste de superaquecimento e sub-resfriamento, pequenas variações podem comprometer o balanceamento termodinâmico. Ferreira explica que o ideal é não haver desvio, mas reconhece que aferições na casa do décimo são praticamente desprezíveis para fins de cálculo. “Algo em torno de 0,5 PSIG ou 0,5°C pode ser considerado aceitável. Acima disso, já começa a interferir no diagnóstico.”

Ele chama atenção para o impacto direto dessas variações na eficiência energética, no retorno de líquido ao compressor e na estabilidade do sistema. Um erro aparentemente pequeno em pressão ou temperatura pode levar a ajustes indevidos de válvula de expansão, interpretações equivocadas sobre carga de fluido e conclusões erradas sobre desempenho do condensador ou evaporador.

Na etapa de evacuação, Rafael é categórico ao afirmar que não existe validação sem vacuômetro. “A aferição deve ser feita em mícrons. É o que os fabricantes indicam e é a única forma segura de avaliar a qualidade do vácuo.” O instrumento deve ser posicionado no ponto mais distante da bomba, justamente para medir a condição mais crítica do sistema. Medições realizadas próximas à bomba podem mascarar restrições ou umidade residual na linha.

O procedimento não termina ao atingir o valor desejado. Após alcançar patamares abaixo de 500 mícrons, podendo chegar a 250 mícrons em aplicações mais exigentes, a bomba deve ser desligada para teste de estabilidade. “Aguardamos cerca de 30 minutos. Um sistema estanque tende a estabilizar”. Se a leitura permanece até 500 mícrons, o vácuo é considerado satisfatório. Até 800 mícrons pode ser aceitável, dependendo da aplicação. Valores acima de 1.200 mícrons indicam possível presença de umidade. Acima de 2.000 mícrons, o cenário aponta para entrada de ar ou vazamento.

Imprecisão

A experiência acumulada em sala de aula e no atendimento a sistemas reais também sustenta os alertas que ele faz sobre o custo da imprecisão. Rafael relata caso em que um instrumento digital apresentava alto desvio de pressão, comprometendo o balanceamento de superaquecimento e sub-resfriamento. Após diversas tentativas de ajuste sem resultado, a equipe recorreu a um instrumento analógico para conferência. A diferença de leitura foi significativa. O impacto foi um dia de operação perdido, prejuízo financeiro e desgaste com o cliente. “Falsas leituras levam a decisões erradas. E o retrabalho quase sempre custa mais do que a calibração.”

Em sistemas cuja carga é especificada por massa, a balança é determinante, mas não suficiente. Rafael recomenda validar as variáveis operacionais: pressão de sucção e descarga, temperaturas de insuflamento e retorno, superaquecimento, sub-resfriamento, corrente elétrica e tensão de alimentação. Nem todos os sistemas informam carga exata por massa, exigindo ajuste por balanceamento termodinâmico. Esses parâmetros, ressalta, devem ser consultados nas orientações do fabricante e no envelope de operação do compressor.

Ao tratar da calibração, ele não relativiza. Todos os instrumentos exigem controle metrológico periódico. Os digitais, no entanto, demandam atenção redobrada por serem mais sensíveis a impactos, variações ambientais e falhas de alimentação. Baterias descarregadas, sensores expostos à umidade e quedas podem alterar medições sem que o profissional perceba.

Além dos instrumentos, Rafael observa que a execução mecânica influencia diretamente as leituras. Flanges mal conformadas, rebarbas internas, ausência de nitrogênio na brasagem e restrições na tubulação alteram perda de carga e comportamento do sistema. Mais tarde, esses efeitos aparecem como leituras inconsistentes, quando a origem está na montagem.

A prática de registrar datas de calibração, manter cronograma de aferições e utilizar padrões de referência transforma procedimento em método. No campo, medir corretamente não é diferencial. É requisito técnico.

Confiabilidade combina leitura de instrumentos, interpretação de circuito e procedimento seguro de aferição


Resumen (español)
Instrumentos descalibrados comprometen el diagnóstico en sistemas de refrigeración y climatización, afirma Rafael Ferreira, propietario de Oficina Refrigeração. El profesor sostiene que la validación comparativa, la calibración periódica y las verificaciones operativas en campo son esenciales para garantizar mediciones confiables de presión, temperatura y vacío en micrones. Desvíos mínimos pueden afectar el sobrecalentamiento, el subenfriamiento, la eficiencia energética y la estabilidad del sistema, generando retrabajos y pérdidas financieras.


Summary (English)
Miscalibrated instruments can compromise diagnostics in refrigeration and HVAC systems, according to Rafael Ferreira, owner of Oficina Refrigeração. He states that comparative validation, periodic laboratory calibration and routine field checks are essential to ensure reliable pressure, temperature and micron vacuum readings. Small deviations may affect superheat, subcooling, energy efficiency and system stability, leading to rework and financial losses.

Johnson Controls instala unidade em Chapecó

Estrutura amplia suporte técnico ao polo agroindustrial e entra em operação em 19 de março

A Johnson Controls instalou uma nova unidade em Chapecó (SC), reforçando sua presença no Sul do Brasil. A estrutura entra em operação em 19 de março e atuará como centro dedicado à manutenção e suporte técnico.

Segundo a companhia, a iniciativa amplia a capacidade de atendimento regional com técnicos especializados, serviços de cuidado e correção de equipamentos e oferta de peças originais. A empresa afirma que a expansão busca fortalecer o suporte à indústria de alimentos, segmento relevante na região.

“Chapecó é uma região estratégica por concentrar grandes operações da indústria de alimentos, que demandam soluções confiáveis, eficientes e sustentáveis. A nova unidade fortalece nosso compromisso com o atendimento local e com a continuidade operacional dos nossos clientes”, afirmou Adhemar Liza, responsável pela área de serviços da Johnson Controls no Brasil.

De acordo com a empresa, o portfólio atende aplicações que vão da refrigeração industrial ao aquecimento de processos. A companhia destaca a atuação com marcas como os compressores FRICK e as bombas de calor SABROE, utilizadas em plantas industriais.

A empresa informa que as soluções contribuem para metas de descarbonização na indústria de alimentos, com foco em eficiência energética e redução de emissões.


Resumen (español)
Johnson Controls instaló una nueva unidad en Chapecó (SC), que comenzó a operar el 19 de marzo como centro de mantenimiento y soporte técnico. La empresa busca ampliar la atención a la industria de alimentos en el sur de Brasil, con oferta de servicios especializados y piezas originales. El portafolio incluye soluciones de refrigeración industrial y calefacción de procesos, con marcas como FRICK y SABROE.

Summary (English)
Johnson Controls has installed a new unit in Chapecó (SC), starting operations on March 19 as a maintenance and technical support center. The company aims to expand services for the food industry in southern Brazil, offering specialized support and original spare parts. Its portfolio includes industrial refrigeration and process heating solutions, featuring brands such as FRICK and SABROE.

Presença feminina é estratégia de desenvolvimento para o setor

Entre desafios históricos e novas oportunidades, técnicas e engenheiras conquistam espaço, ampliam sua qualificação e fortalecem uma transformação que vai além das casas de máquinas

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Nos últimos oito anos, o setor brasileiro de HVAC-R tem vivenciado uma transformação consistente: o avanço da presença feminina em funções técnicas, operacionais e estratégicas. Se antes a participação das mulheres era pontual e restrita, hoje elas estão na linha de frente da instalação, manutenção, engenharia de projetos e gestão de serviços.

Esse crescimento acompanha movimentos mais amplos do mercado de trabalho e da indústria. Segundo estudos da McKinsey & Company, a presença de mulheres em cargos de liderança vem aumentando globalmente, ainda que em ritmo desigual. O relatório Women in the Workplace aponta avanços na ocupação de posições de confiança e gestão, mas também evidencia desafios estruturais, como o chamado “degrau quebrado”, a primeira grande barreira na promoção para cargos de liderança, e o persistente “teto de vidro”, que limita o acesso aos níveis mais altos de decisão.

No HVAC-R brasileiro, esses conceitos encontram reflexo direto na realidade. A entrada de mulheres em cursos técnicos e engenharias ligadas à climatização e refrigeração cresceu nos últimos anos, impulsionada por programas de capacitação, incentivo à formação profissional e maior visibilidade de referências femininas no setor. Ainda assim, a transição para cargos de supervisão, coordenação e direção continua sendo um ponto sensível.

Histórias de técnicas que começaram como auxiliares e hoje lideram equipes se multiplicam em todo o Brasil. Engenheiras assumem projetos de grande porte, participam de comissionamentos complexos e atuam em plantas industriais com a mesma segurança e competência que qualquer profissional do setor. Mais do que ocupar vagas, essas mulheres transformam a cultura do HVAC-R, imprimindo novos olhares sobre gestão, operação e relacionamento com clientes. São milhares de trajetórias bem-sucedidas em um mercado historicamente masculino e experiências que, somadas, certamente renderiam um livro de milhares de páginas. Nesta edição especial, destacamos algumas dessas histórias para homenagear todas as profissionais que fazem a diferença diariamente. A presença de cada uma delas fortalece ambientes mais colaborativos, contribuindo diretamente para a evolução do setor.

Mais do que ocupar vagas, essas mulheres transformam a cultura do HVAC-R

“Ao longo da minha trajetória, investir em formação e envolver-me de fato em situações desafiadoras buscando a solução de problemas foi fundamental para consolidar conquistas e avançar profissionalmente. A capacitação permite que a mulher do frio ocupe seu espaço com propriedade, seja na engenharia, na gestão ou no empreendedorismo, reduzindo desigualdades e ampliando oportunidades de crescimento sustentável. Cabe ressaltar que fóruns de capacitação também são ótimos espaços para expansão de networking ampliando nossa rede de contatos e suporte. Estabelecimento de rede de contatos e apoio é um hábito natural entre homens, que para a maior parte das mulheres, não se apresenta naturalmente como ferramenta de avanço na carreira”, afirma Joana Canozzi, Diretora de Serviços e Engenharia da Copeland.

“A presença feminina no HVAC-R brasileiro evoluiu de forma consistente nos últimos anos, ainda que em um ritmo mais gradual do que o desejado. Há cerca de oito anos, a participação das mulheres era quase invisível, especialmente nas áreas técnicas e de engenharia. Hoje, já vemos mulheres atuando em projetos, liderança, engenharia, manutenção e gestão, rompendo um estigma histórico de que o setor era exclusivamente masculino. Globalmente, mulheres continuam com participação reduzida em papéis técnicos e de engenharia, algo que se reflete em diversas indústrias, incluindo setores técnicos e industriais como o nosso”, acrescenta.

Da assistência técnica à engenharia de campo

“O principal desafio que eu encontrei no setor de refrigeração e climatização foi de competir tecnicamente com homens, que já estão a anos no mercado. Por isso, sempre digo que a formação técnica para nós, mulheres, é muito importante. Iniciei minha carreira como estagiária no setor de projetos de refrigeração em rack de compressores para supermercados. Em 2017, migrei para a área da refrigeração industrial, envolvendo sistemas de amônia aplicados em tanques de leite e câmaras frias de grande porte para redes de frigoríficos em nível Brasil. Ganhando experiência, atuei como projetista de câmaras frias e túneis de congelamento e, em maio de 2019, dei um passo ousado e abri minha própria empresa, a JDA Refrigeração, Climatização e Serviços, sediada em Belo Horizonte (MG)”, conta Jacqueline Albuquerque, Diretora da JDA.

Ela acrescenta que, “hoje, já temos muitas empresas de HVAC-R sendo conduzidas por mulheres com atuação em todas as áreas e utilidades. Nos últimos anos, o mercado de refrigeração e climatização vem despertando a atenção do público feminino com uma representação expressiva de mulheres que são destaques no setor, por grupos de profissionais, dentre outros. A união e o tratamento justo entre as mulheres promovem uma ação satisfatória para impulsionar e encorajar outras mulheres, descobrir novos talentos, resultando no aumento do número de profissionais a se destacarem no setor”.

O avanço feminino no HVAC-R também passa pela formação. Instituições de ensino técnico e entidades de classe ampliaram o acesso a cursos de refrigeração e climatização, abrindo portas para novas trajetórias profissionais. Programas de mentoria, treinamentos voltados à liderança e redes de apoio entre mulheres têm sido fundamentais para reduzir a evasão e fortalecer a permanência no setor.

O conceito do “degrau quebrado”, ajuda a compreender por que muitas mulheres encontram dificuldades já na primeira promoção para cargos de liderança. Quando essa etapa não acontece de forma equitativa, toda a estrutura acima se mantém desbalanceada. Romper esse ciclo exige políticas internas claras, metas de diversidade e avaliação baseada em desempenho e competência técnica.

“Diversos fatores têm impulsionado esse movimento, entre eles o maior acesso à informação e educação, mudanças estruturais e políticas públicas de proteção às mulheres bem como o fortalecimento das redes de apoio e de liderança engajadas com o tema promovendo o diálogo estruturado para a ampliação da visibilidade feminina no setor. Iniciativas de associações, universidades, entidades de ensino, ações de capacitação e a criação de redes de apoio e representatividade têm sido fundamentais para mostrar que o HVAC-R é um campo possível e promissor para as mulheres. Outro ponto a ser comentado inclui o aumento de programas educacionais e de desenvolvimento comportamental como mentorias voltados para processos estruturados de promoção, reparando o que chamam de broken rung (degrau quebrado), a lacuna no primeiro passo de ascensão profissional que historicamente retém mulheres nas posições técnicas e impede que avancem para cargos de gestão. Essa lacuna é particularmente aguda nas funções técnicas, onde apenas cerca de 52 mulheres são promovidas para gerente para cada 100 homens em posições equivalentes, segundo um novo estudo divulgado em 2025 pelo LinkedIn, ou seja, apenas 32% das posições de gerência no país são ocupadas por mulheres”, revela Joana.

Inclusão que gera resultado

Mais do que uma pauta social, a presença feminina no HVAC-R é uma estratégia concreta de desenvolvimento para o setor. Em um mercado que enfrenta escassez de mão de obra qualificada, ampliar a participação das mulheres significa expandir o potencial de talentos disponíveis e fortalecer o crescimento sustentável. A diversidade estimula inovação em um segmento que avança rapidamente com soluções inteligentes, eficiência energética, digitalização e sustentabilidade. Técnicas e engenheiras agregam novas perspectivas a desafios antigos, reforçam a organização dos processos, ampliam o olhar sobre segurança e elevam o padrão de atendimento, fortalecendo não apenas as empresas, mas todo o mercado brasileiro de HVAC-R.

Apesar dos avanços, ainda é necessário fortalecer e difundir políticas de valorização e redes de apoio, ampliar o acesso à formação técnica e criar estruturas que permitam conciliar carreira, maternidade, jornada dupla e empreendedorismo. A mulher do frio precisou, ao longo dos últimos anos, se estruturar com planejamento, rede de apoio e resiliência para equilibrar múltiplos papéis sem renunciar à excelência profissional. O próximo passo é tornar essas conquistas mais estruturais, garantindo que mais mulheres possam ingressar, permanecer e crescer no HVAC-R com reconhecimento e igualdade de oportunidades.

Como destaca Priscila Baioco, vice-presidente da ABRAVA e primeira mulher a ocupar esse cargo, “cada mulher que permanece e cresce no setor abre caminho para muitas outras. Nossa presença não é apenas representatividade, é competência, é resultado e é transformação. O setor já sente os efeitos dessa transformação. E, ao que tudo indica, ela está apenas começando”.


Resumen (español)
La presencia femenina en el sector brasileño de HVAC-R ha crecido en los últimos ocho años, con mujeres actuando en instalación, mantenimiento, ingeniería y gestión. Aunque informes como Women in the Workplace, de McKinsey & Company, y datos recientes de LinkedIn señalan avances globales, persisten barreras estructurales como el “degrau quebrado” y el “teto de vidrio”. En Brasil, profesionales como Joana Canozzi, de Copeland; Jacqueline Albuquerque, de JDA Refrigeração Climatização e Serviços; y Priscila Baioco, vicepresidenta de ABRAVA, destacan que la capacitación, las redes de apoyo y políticas internas claras son determinantes para ampliar el acceso de mujeres a cargos de liderazgo y fortalecer el desarrollo sostenible del sector.


Summary (English)
Female participation in Brazil’s HVAC-R sector has increased over the past eight years, with women taking on technical, operational, and leadership roles. Reports such as Women in the Workplace by McKinsey & Company and recent LinkedIn data indicate progress, but structural barriers like the “broken rung” and the “glass ceiling” remain. In Brazil, professionals including Joana Canozzi of Copeland, Jacqueline Albuquerque of JDA Refrigeração Climatização e Serviços, and Priscila Baioco, vice president of ABRAVA, argue that technical training, mentorship networks, and clear diversity policies are essential to expanding women’s access to management positions and supporting sustainable industry growth.

Data centers na era da IA entram na agenda do Rethink Live da Danfoss

Evento gratuito, em 11 de março, reúne especialistas para discutir eficiência energética, gestão térmica e sustentabilidade diante do avanço da Inteligência Artificial.

A Danfoss promove, no dia 11 de março, das 16h às 18h, a edição “Data Centers: Os Atuais Desafios e Tendências na Era da Inteligência Artificial” do Rethink Live. O encontro discutirá os impactos da transformação digital e do avanço da Inteligência Artificial sobre a infraestrutura tecnológica global, com foco na operação de data centers.

Segundo a empresa, o crescimento exponencial do processamento de dados tem ampliado a pressão sobre eficiência energética, gestão térmica e sustentabilidade nas operações. A iniciativa integra o Rethink Live, série global de debates dedicada a compartilhar soluções e iniciativas sustentáveis na cadeia de HVAC-R.

Entre os participantes está Zachary Dominique, Diretor Global de Vendas de Data Center da Danfoss, que abordará o crescimento dos data centers, a pressão energética e tecnologias relacionadas ao gerenciamento térmico e de energia. O painel técnico contará também com Alexandre Kontoyanis, Vice-Presidente do Capítulo Brasil da ASHRAE (2024-2025), que tratará dos desafios e oportunidades para o resfriamento da nova geração de equipamentos de TI diante do aumento da densidade computacional.

Agostinho Villela, Diretor de Tecnologia da Scala Data Centers, discutirá conceitos, impactos e oportunidades da conexão entre data centers e IA. A mediação será de Eládio Pereira, Regional Sales Driver para Compressores Comerciais da Danfoss do Brasil. Segundo ele, o Rethink Live se posiciona como fórum para troca de conhecimento e discussão sobre o papel dos data centers na economia digital.

O evento é gratuito e aberto ao público, mediante inscrição na plataforma ON24, responsável pela transmissão ao vivo. Haverá tradução simultânea.


Resumen (español)

La Danfoss realizará el 11 de marzo, de 16h a 18h, el evento “Data Centers: Os Atuais Desafios e Tendências na Era da Inteligência Artificial”, como parte de la serie global Rethink Live. Especialistas nacionales e internacionales debatirán los impactos del crecimiento del procesamiento de datos en la eficiencia energética, la gestión térmica y la sostenibilidad de los data centers. La participación es gratuita, con inscripción previa en la plataforma ON24 y transmisión en vivo con traducción simultánea.

Summary (English)

Danfoss will host the March 11 edition of Rethink Live titled “Data Centers: Os Atuais Desafios e Tendências na Era da Inteligência Artificial.” The event will address how the rapid expansion of data processing and Artificial Intelligence is impacting energy efficiency, thermal management and sustainability in data center operations. The free online event requires prior registration on the ON24 platform and will offer simultaneous translation.

Electrolux lança 43 produtos ao completar 100 anos de atuação no Brasil

Geladeira Electrolux Side by Side Frost Free Inverter 431L está entre os destaques do primeiro semestre.

Ao completar 100 anos de atuação no Brasil, a Electrolux anunciou o lançamento de 43 produtos no primeiro semestre de 2026. As novidades foram apresentadas durante o Road Show Experience, realizado em São Paulo, sob o conceito “Sua casa bem vivida”.

O evento detalhou a ampliação do portfólio em eletrodomésticos, portáteis e acessórios. Segundo a companhia, a estratégia para o período prioriza evolução de portfólio e eficiência operacional em categorias consideradas centrais. Os produtos chegam à loja.electrolux.com.br e aos principais varejistas ao longo do semestre.

Para o mercado de refrigeração, a Geladeira Electrolux Side by Side Frost Free Inverter 431L (ES40S) figura entre os principais lançamentos. O modelo conta com tecnologia AutoSense, que ajusta automaticamente a temperatura para preservar alimentos por até 30% mais tempo. Equipada com motor Inverter, a geladeira busca maior estabilidade térmica e economia de energia. A gaveta HortiNatura promete conservar frutas e verduras por até o dobro do tempo, enquanto o painel digital externo permite controlar funções do equipamento.

De acordo com Ana Peretti, vice-presidente de Marketing do Electrolux Group América Latina, a estratégia da empresa mantém o consumidor no centro das decisões. “Colocamos o consumidor no centro de tudo o que fazemos. Essa filosofia guia nossas decisões em cada ideia, produto e relação humana construída ao longo de um século no país. Queremos entregar soluções confiáveis que facilitem o dia a dia e se integrem com naturalidade aos lares”, afirma.

Além da geladeira, a empresa apresentou a Lava e Seca Electrolux 12kg/7kg com Água Quente e Lavagem Inteligente (LSB12), a Máquina de Lavar Frontal Electrolux 12kg Inverter com Água Quente (LFC12), o Gaseificador de Água Electrolux Efficient (ESM01) e a Cafeteira Espresso Electrolux Expert (ECM90).

O Road Show Experience integra as ações da Electrolux no ano do centenário no Brasil. Segundo a empresa, o foco em portfólio, performance e experiência de uso busca atender às demandas atuais por eficiência.


Resumen (español)

La Electrolux anunció el lanzamiento de 43 productos en el primer semestre de 2026, año en que celebra su centenario en Brasil. Durante el Road Show Experience, la empresa presentó novedades en electrodomésticos, con destaque para la Geladeira Electrolux Side by Side Frost Free Inverter 431L (ES40S), equipada con tecnología AutoSense y motor Inverter. Según Ana Peretti, VP de Marketing del Electrolux Group América Latina, la estrategia prioriza eficiencia, portafolio y experiencia de uso.

Summary (English)

Electrolux announced the launch of 43 products in the first half of 2026, marking its 100th anniversary in Brazil. During the Road Show Experience, the company highlighted new appliances, including the Geladeira Electrolux Side by Side Frost Free Inverter 431L (ES40S), featuring AutoSense technology and an Inverter motor. According to Ana Peretti, VP of Marketing at Electrolux Group Latin America, the strategy focuses on portfolio evolution, operational efficiency and user experience.

Um componente pequeno com impacto enorme no sistema

Presente em geladeiras, balcões frigoríficos e expositores verticais, a resistência de degelo é um componente simples, barato e muitas vezes negligenciado.

 A resistência de degelo tem a função de remover o geloformado naturalmente sobre o evaporador durante a operação do sistema. Em equipamentos frost free domésticos ou comerciais, o degelo periódico garante a correta troca térmica, vazão de ar adequada e estabilidade da temperatura interna. Quando a resistência não atua, seja por circuito aberto, mau contato ou falha de comando, o gelo se acumula, bloqueia o fluxo de ar e provoca sintomas clássicos de “baixa refrigeração”. O problema é que, no campo, esses sintomas ainda são frequentemente associados de forma precipitada a defeitos no compressor ou à falta de carga de refrigerante.

Estimativas divulgadas por entidades do setor e por centros de formação técnica indicam que entre 25% e 35% das chamadas por baixa refrigeração em equipamentos comerciais têm origem em falhas no ciclo de degelo, muitas delas diretamente ligadas à resistência elétrica. Dados apresentados em treinamentos do SENAI Oscar Rodrigues Alves e SENAI CIMATEC Salvador, reforçam que diagnósticos incorretos ainda levam à troca desnecessária de compressores, aumento de custos e insatisfação do cliente final.

De acordo com esses dados, nos treinamentos técnicos observa-se que uma parcela significativa das ocorrências de baixa refrigeração em geladeiras e expositores comerciais está associada a falhas no ciclo de degelo, especialmente na resistência elétrica. O problema é que, sem um diagnóstico elétrico básico, muitos equipamentos acabam tendo componentes caros substituídos sem necessidade.

Diagnóstico correto

Segundo Wander Basso, da Refrigeração Basso, a análise sempre começa pela observação do evaporador. “Gelo excessivo, principalmente concentrado nas primeiras voltas da serpentina, é um forte indicativo de falha no degelo. Em balcões frigoríficos e expositores verticais, a presença de gelo sólido atrás do painel traseiro também é um sinal clássico”.

Antes de qualquer intervenção mais complexa, o técnico deve iniciar o diagnóstico verificando o histórico de degelo, observando os intervalos e a duração dos ciclos, além do estado visual da resistência e do chicote elétrico. Também é necessário avaliar as condições do termostato, do sensor ou do bimetálico de degelo, bem como o funcionamento do timer ou da placa eletrônica.

Somente após essas verificações faz sentido avançar para outros componentes do sistema.

Nesse processo, os testes elétricos com multímetro são fundamentais para diagnosticar corretamente a condição da resistência de degelo e devem ser realizados sempre com o equipamento desligado da rede elétrica.

“O primeiro passo é o isolamento do componente, desconectando a resistência do circuito. Esse cuidado evita leituras incorretas causadas por caminhos paralelos, comuns em sistemas com sensores, bimetálicos e temporizadores interligados”, recomenda Basso.

Em seguida, realiza-se o teste de continuidade, ajustando o multímetro para a escala de resistência (ohms). Uma resistência em boas condições apresenta continuidade elétrica, enquanto a ausência de leitura indica circuito aberto, caracterizando elemento queimado. Esse teste simples já elimina uma grande parte das dúvidas durante o diagnóstico em campo.

O próximo passo é a verificação do valor ôhmico, comparando a leitura obtida com o valor nominal informado pelo fabricante. Leituras muito acima do especificado indicam degradação do elemento resistivo, mesmo que ainda exista continuidade, o que compromete a eficiência do degelo e aumenta o tempo de operação do sistema.

Por fim, deve-se realizar o teste de fuga para carcaça, medindo a resistência entre os terminais da resistência e a carcaça metálica do equipamento. O valor esperado é infinito. Qualquer leitura diferente disso indica fuga elétrica, representando risco operacional, possibilidade de choques elétricos e atuação indevida de proteções. Esse conjunto de testes objetivos ajuda a evitar trocas desnecessárias de outros componentes do sistema de degelo.

Confirmada a falha, a substituição da resistência deve seguir procedimentos que evitem retrabalho. “É indispensável utilizar uma resistência com mesma potência, tensão e formato da original, garantindo também um bom contato térmico com o evaporador. Sensores e bimetálicos devem ser reposicionados corretamente, respeitando o projeto do fabricante, além da verificação do isolamento elétrico e da fixação adequada dos terminais”, alerta.

Após a troca, recomenda-se sempre a execução de um ciclo completo de degelo, assegurando o funcionamento correto do sistema. Em expositores verticais e balcões frigoríficos, é essencial atenção especial ao sistema de drenagem da água de degelo, evitando refluxos, acúmulo de água e novo congelamento, problemas que comprometem diretamente o desempenho térmico e a confiabilidade do equipamento.

Conhecimento técnico gera economia e credibilidade

A resistência de degelo pode parecer um componente secundário dentro do sistema de refrigeração, mas seu papel é decisivo para a estabilidade térmica, a eficiência energética e a confiabilidade do equipamento. Segundo Basso, o domínio do diagnóstico elétrico, aliado à correta interpretação dos valores ôhmicos e ao procedimento adequado de substituição, diferencia o profissional técnico que atua com precisão daquele que trabalha por tentativa e erro. Um diagnóstico bem executado reduz significativamente o tempo de parada do equipamento, evita trocas desnecessárias de componentes de maior custo e contribui diretamente para a redução dos custos operacionais do cliente.

Além do impacto financeiro, a assertividade no diagnóstico fortalece a credibilidade do técnico, fator cada vez mais valorizado em um mercado competitivo e com clientes mais informados. Em ambientes como expositores verticais, balcões frigoríficos e câmaras frias comerciais, um erro de avaliação no sistema de degelo pode resultar em perda de produtos, reclamações e retrabalho. Por isso, acertar no diagnóstico não é apenas uma questão técnica, é uma estratégia profissional que sustenta relacionamentos de longo prazo e consolida a reputação do prestador de serviços.

“Como reforçado em treinamentos técnicos, o acúmulo excessivo de gelo no evaporador raramente está associado a falhas no compressor. Na maioria dos casos, a origem do problema está diretamente relacionada ao ciclo de degelo, especialmente a resistências abertas, com fuga elétrica ou fora do valor ôhmico especificado. Um simples teste com multímetro, realizado de forma correta e criteriosa, costuma esclarecer o defeito rapidamente, evitando condenações equivocadas do sistema e intervenções desnecessárias que elevam custos e comprometem a confiança do cliente”, conclui.


Resumen (español)

La resistencia de deshielo cumple un papel central en el funcionamiento de sistemas frost free domésticos y comerciales, al eliminar el hielo acumulado en el evaporador y garantizar el intercambio térmico y la estabilidad de temperatura. Datos presentados en capacitaciones del SENAI Oscar Rodrigues Alves y del SENAI CIMATEC Salvador indican que entre 25% y 35% de los casos de baja refrigeración en equipos comerciales están relacionados con fallas en el ciclo de deshielo, especialmente en la resistencia eléctrica. El diagnóstico correcto, que incluye pruebas con multímetro, verificación del valor óhmico y detección de fugas a tierra, evita la sustitución innecesaria de compresores y reduce costos operativos. Según Wander Basso, de Refrigeração Basso, el conocimiento técnico y la aplicación de procedimientos adecuados fortalecen la credibilidad profesional y previenen pérdidas en vitrinas, balcones frigoríficos y cámaras frías.

 

Summary (English)

The defrost heater plays a critical role in frost free domestic and commercial refrigeration systems by removing ice buildup on the evaporator and ensuring proper heat exchange and temperature stability. Data presented in training programs at SENAI Oscar Rodrigues Alves and SENAI CIMATEC Salvador indicate that 25% to 35% of low refrigeration complaints in commercial equipment are linked to failures in the defrost cycle, particularly the electric heater. Proper electrical diagnostics — including multimeter continuity testing, ohmic value verification, and ground leakage checks — help prevent unnecessary compressor replacement and reduce operational costs. According to Wander Basso of Refrigeração Basso, technical expertise and correct procedures enhance professional credibility and prevent product losses in display cases, refrigerated counters, and cold rooms.

Ar-condicionado pode custar R$ 44 por mês com uso diário de 8 horas

Simulação baseada na metodologia do Inmetro indica que, em condições adequadas, impacto na conta de luz pode ser menor do que o esperado.

Em meio às ondas de calor e à pressão sobre o orçamento doméstico, o ar-condicionado costuma ser apontado como principal responsável pelo aumento da conta de energia. Simulação técnica indica, porém, que o impacto pode ser mais limitado, a depender das condições de uso e instalação.

O supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree Electric Appliances, Romenig Magalhães, realizou cálculo com base na metodologia do Inmetro (Portaria nº 269), utilizada para classificação da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE).

A simulação considerou um ar-condicionado split residencial com consumo anual de 362,6 kWh/ano, temperatura externa média de 35 °C, ambiente interno a 27 °C, ajuste do controle entre 24 °C e 25 °C, tarifa média de R$ 1,04 por kWh e mês com 30 dias. O consumo estimado foi de aproximadamente 0,174 kWh por hora.

Com base nesses parâmetros, o custo mensal estimado seria:

  • 2 horas por dia: cerca de R$ 10,80

  • 5 horas por dia: cerca de R$ 27,10

  • 8 horas por dia: cerca de R$ 44,00

  • 10 horas por dia: cerca de R$ 54,30

Os valores são estimativas orientativas e consideram equipamento eficiente e corretamente instalado. Ainda assim, ajudam a dimensionar o debate: o ar-condicionado nem sempre é o vilão da conta de luz.

Segundo Magalhães, consumo elevado costuma estar associado a fatores externos. “Vedação inadequada, excesso de entrada de calor, falta de manutenção e instalação fora das recomendações fazem o aparelho trabalhar mais do que deveria”, afirma.

Ambiente influencia desempenho

A vedação do ambiente é um dos principais pontos de atenção. Janelas mal ajustadas, frestas em portas, cortinas abertas sob sol intenso e ausência de isolamento térmico permitem entrada constante de calor, exigindo maior tempo de operação do equipamento.

Mesmo aparelhos eficientes podem registrar aumento de consumo se o ambiente não estiver adequado. “Se o calor entra o tempo todo, o sistema precisa compensar continuamente essa perda”, diz o supervisor.

O dimensionamento incorreto também interfere no desempenho. Equipamentos com potência abaixo da necessária operam no limite. Já aparelhos superdimensionados podem gerar desperdício e ciclos menos eficientes.

Manutenção e tecnologia

Filtros sujos, serpentinas obstruídas e falhas na instalação comprometem a troca térmica e elevam o consumo. De acordo com Magalhães, parte dos casos de gasto elevado está relacionada à ausência de manutenção básica.

A tecnologia inverter altera a dinâmica de funcionamento ao ajustar continuamente a velocidade do compressor, evitando picos de energia do sistema liga-desliga e mantendo operação mais estável ao longo do dia.

Para equilibrar conforto e consumo, a recomendação inclui manter portas e janelas fechadas durante o uso, utilizar cortinas ou persianas em horários de maior incidência solar, ajustar a temperatura entre 23 °C e 25 °C, usar funções como timer e modo sleep e realizar limpeza periódica dos filtros.


Resumen (español):
Una simulación realizada por Romenig Magalhães, supervisor de Investigación y Desarrollo de Gree Electric Appliances, basada en la metodología del Inmetro (Portaria nº 269), indica que un aire acondicionado split residencial eficiente puede costar alrededor de R$ 44 al mes si se utiliza ocho horas diarias, bajo condiciones específicas de temperatura y tarifa eléctrica. El estudio señala que el consumo elevado suele estar relacionado con problemas de instalación, mantenimiento y aislamiento del ambiente, y destaca que el aire acondicionado no siempre es el principal responsable del aumento en la factura de electricidad.

Summary (English):
A simulation conducted by Romenig Magalhães, R&D supervisor at Gree Electric Appliances, based on Inmetro’s methodology (Ordinance No. 269), shows that an efficient residential split air conditioner may cost about R$ 44 per month when used eight hours a day under specific temperature and tariff conditions. The analysis indicates that higher energy consumption is often linked to installation issues, poor maintenance, and inadequate room insulation, stressing that air conditioning is not always the main driver of rising electricity bills.