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Arquivo para Tag: Eficiência Energética

IA faz ar-condicionado antecipar ajustes para maior conforto

11/09/2026

Equipamentos analisam o ambiente, identificam hábitos de uso e ajustam temperatura, ventilação e fluxo de ar automaticamente; tecnologia estará entre os temas da Febrava RIO.

A inteligência artificial começa a mudar a relação dos consumidores com o ar-condicionado. Equipamentos disponíveis no mercado já analisam as condições do ambiente, identificam padrões de uso e realizam ajustes automáticos para adaptar a climatização à rotina do usuário.

A tecnologia integra um movimento de digitalização do setor que reúne conforto, eficiência energética, conectividade e automação. A aplicação da inteligência artificial à climatização estará entre os temas apresentados e debatidos na Febrava RIO, de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

Para Tatiana Rassini, gestora da Febrava RIO, a incorporação da inteligência artificial aos sistemas de climatização representa uma nova etapa de evolução do setor.

“Além do desempenho dos equipamentos, entram nessa discussão a experiência de uso, a capacidade de adaptação e uma gestão mais inteligente do consumo de energia. É um movimento que envolve fabricantes, profissionais e consumidores e que deve ganhar cada vez mais espaço no mercado”, afirma.

Na prática, a inteligência artificial permite que o equipamento tome decisões com base na leitura contínua das condições do ambiente. Quando o espaço atinge a temperatura desejada, o sistema pode reduzir a intensidade de funcionamento para evitar o resfriamento excessivo e o consumo desnecessário de energia.

Diante de uma mudança no ambiente, o aparelho também pode aumentar a capacidade de climatização antes que a variação térmica seja percebida pelo usuário.

Segundo a TCL, dependendo do modelo, a tecnologia pode proporcionar economia adicional de energia de 35% a 38% em comparação com o mesmo equipamento inverter sem inteligência artificial.

“A principal mudança é que o equipamento deixa de apenas reagir. Ao analisar as condições do local em tempo real, a inteligência artificial consegue antecipar determinados ajustes e buscar um equilíbrio maior entre conforto e eficiência”, explica Álvaro Ruoso, gerente de produto da TCL SEMP para ar-condicionado residencial.

Alguns modelos também utilizam recursos de aprendizado inteligente para identificar preferências recorrentes, como temperatura, velocidade do ventilador e direção do fluxo de ar. Com o tempo, essas configurações podem ser ajustadas automaticamente, com menor necessidade de intervenção do usuário.

Nos aparelhos conectados, a geolocalização permite definir um raio de proximidade para que o ar-condicionado seja acionado quando o usuário estiver se aproximando de casa ou desligado quando ele se afastar.

“A tendência é que o ar-condicionado precise cada vez menos de comandos diretos do usuário. A partir dos dados do ambiente e dos hábitos de uso, o aparelho pode assumir decisões sobre temperatura, ventilação e fluxo de ar, tornando a climatização mais automática e natural”, afirma Ruoso.

A incorporação da inteligência artificial também modifica a experiência de climatização. A expectativa é que sistemas conectados interpretem diferentes variáveis e respondam de maneira personalizada às necessidades de cada ambiente.

“O consumidor começa a ter contato com equipamentos capazes de responder de maneira mais personalizada à sua rotina. Para o setor, acompanhar essa evolução significa entender não apenas as novas tecnologias, mas também como elas estão transformando a experiência das pessoas com a climatização”, conclui Tatiana.

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Resumen (español)

La inteligencia artificial empieza a cambiar el uso del aire acondicionado mediante equipos capaces de analizar las condiciones del ambiente, aprender hábitos y realizar ajustes automáticos. Según TCL, algunos modelos pueden generar un ahorro adicional de energía de entre el 35% y el 38% frente al mismo equipo inverter sin inteligencia artificial. La tecnología será uno de los temas de Febrava RIO, que se realizará del 6 al 8 de octubre en Riocentro, en Río de Janeiro.

Summary (English)

Artificial intelligence is beginning to change how consumers use air-conditioning systems by enabling equipment to analyze room conditions, learn user habits and make automatic adjustments. According to TCL, some models can deliver additional energy savings of 35% to 38% compared with the same inverter unit without artificial intelligence. The technology will be discussed at Febrava RIO, scheduled for October 6–8 at Riocentro in Rio de Janeiro.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IA-AR-Condicionado.jpeg 1706 2560 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-11 10:55:372026-09-11 11:30:38IA faz ar-condicionado antecipar ajustes para maior conforto

Armacell lança isolamento de aerogel na ROG.e 2026

09/09/2026

Solução pré-formada para tubulações de pequenos diâmetros busca reduzir o tempo e a mão de obra necessários para a instalação de isolamento térmico na indústria de óleo e gás.

A Armacell Brasil apresentará um isolamento térmico de aerogel em tubos bipartidos durante a ROG.e 2026, realizada de 21 a 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Desenvolvido para tubulações de pequenos diâmetros, o produto é apontado pela empresa como o primeiro com essa configuração no mercado brasileiro.

A companhia também levará ao evento o ArmaGel XG, desenvolvido para proporcionar desprendimento virtualmente zero de partículas, e o ArmaGel HTF, destinado à proteção passiva contra fogo.

O lançamento ocorre em um período de crescimento da produção brasileira de petróleo e gás. Em julho de 2026, o país produziu 5,851 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A produção de petróleo chegou a 4,498 milhões de barris diários, aumento de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O pré-sal respondeu por 82,4% da produção nacional de petróleo e gás no período, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“A indústria de óleo e gás vive um momento positivo no Brasil, com novos projetos de produção e investimentos em diferentes etapas da cadeia. Esse cenário amplia as oportunidades para soluções que contribuam para a eficiência operacional, a confiabilidade e a vida útil dos ativos”, afirma Juan Herrero, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Energia para a América do Sul da Armacell.

Disponível em espessuras de até 30 mm, o isolamento em tubos bipartidos possui configuração pré-formada para facilitar a aplicação em tubulações de menor diâmetro. Segundo a empresa, a solução pode reduzir o tempo e a mão de obra em comparação com a instalação de mantas nessas linhas.

ArmaGel HTF

“O novo formato facilita o trabalho do instalador justamente nas tubulações de menores diâmetros, nas quais a aplicação das mantas exige mais etapas. Com a solução pré-formada, conseguimos reduzir o trabalho de instalação sem abrir mão das características de desempenho do aerogel”, diz Antonio Borsatti, gerente de Especificação para os Negócios de Energia para a América do Sul da Armacell.

ArmaGel XG

O produto passa a integrar o portfólio que inclui o ArmaGel XG, material que combina desempenho térmico, utilização em espessuras reduzidas e característica hidrorrepelente. De acordo com a companhia, o produto apresenta desprendimento virtualmente zero de partículas durante o manuseio e a instalação. Suas propriedades técnicas são avaliadas em laboratórios externos e da própria Armacell, com métodos padronizados.

Segundo Herrero, materiais da empresa já estão sendo instalados em novas plataformas de petróleo em construção e em projetos de ampliação de refinarias no Brasil. A Armacell também possui soluções aprovadas em testes realizados pela indústria petroquímica e participou, integral ou parcialmente, do fornecimento de materiais de isolamento térmico para diferentes projetos no país nos últimos dois anos.

Em uma demonstração comparativa divulgada pela companhia, a aplicação do ArmaGel XGC exigiu aproximadamente 40% menos tempo de instalação em relação ao outro material utilizado no teste.

A característica hidrorrepelente do ArmaGel também busca reduzir a presença de umidade junto à superfície isolada, um dos fatores associados à corrosão sob isolamento. A mitigação desse tipo de corrosão permanece entre as demandas da indústria de óleo e gás relacionadas à integridade e à vida útil dos ativos.

“As empresas estão avaliando cada vez mais o custo total de ciclo de vida das soluções. O isolamento de alto desempenho pode contribuir para reduzir perdas energéticas e emissões, além de apoiar a confiabilidade dos ativos, reduzir riscos operacionais e otimizar as necessidades de manutenção”, afirma Herrero.

O planejamento de cinco anos da Armacell prevê o crescimento da divisão de Energia em negócios e estrutura no Brasil. A empresa pretende ampliar sua presença em projetos desenvolvidos no país e na América do Sul e utilizar a ROG.e para estabelecer contato com operadores, empresas de engenharia, especificadores e outros profissionais da cadeia de energia.

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Resumen (español)

Armacell Brasil presentará en la ROG.e 2026 un aislamiento térmico de aerogel en tubos bipartidos para tuberías de pequeños diámetros. La solución preformada, disponible en espesores de hasta 30 mm, fue desarrollada para reducir el tiempo y la mano de obra de instalación. La empresa también exhibirá ArmaGel XG y ArmaGel HTF durante el evento, que se realizará del 21 al 24 de septiembre en Riocentro, Río de Janeiro.

 

Summary (English)

Armacell Brasil will present a split-tube aerogel thermal insulation product for small-diameter piping at ROG.e 2026. Available in thicknesses of up to 30 mm, the preformed solution was developed to reduce installation time and labor. The company will also showcase ArmaGel XG and ArmaGel HTF at the event, scheduled for September 21-24 at Riocentro in Rio de Janeiro.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/armagel-htf.jpg 800 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-09 13:18:332026-09-09 13:18:33Armacell lança isolamento de aerogel na ROG.e 2026

Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

09/09/2026

Entre compressores originais, remanufaturados e reconstruídos, a decisão vai muito além do preço. Compatibilidade técnica, histórico de falhas, tecnologias embarcadas e condições de garantia influenciam diretamente o desempenho, a eficiência energética e a vida útil de todo o sistema de refrigeração ou climatização

 No universo da refrigeração e climatização, o compressor é unanimemente reconhecido como o coração do sistema. É ele quem garante a circulação do fluido refrigerante, viabilizando a troca de calor, promovendo o funcionamento adequado do equipamento. Por isso, a escolha entre um compressor original, remanufaturado ou reconstruído não pode ser tratada como uma decisão meramente financeira. Trata-se de uma escolha estratégica, que impacta diretamente a confiabilidade operacional, o consumo de energia, os custos de manutenção e até a imagem do profissional responsável pela instalação ou reparo.

Os compressores originais, fornecidos pelos fabricantes, oferecem como principais diferenciais a confiabilidade, a padronização de processos e a garantia plena. Produzidos com componentes novos e submetidos a rigorosos testes de desempenho, eles asseguram compatibilidade total com o projeto do sistema e com as tecnologias mais recentes, como motores de alta eficiência, controle eletrônico e adequação a refrigerantes de baixo GWP. Fabricantes globais como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh e Danfoss investem continuamente em inovação para atender às demandas por eficiência energética, confiabilidade e sustentabilidade. O custo inicial mais elevado costuma ser compensado por maior vida útil, menor risco de falhas e respaldo técnico do fabricante.

Já os compressores remanufaturados surgem como uma alternativa intermediária. Nesse caso, o equipamento retorna à linha de produção ou a centros certificados, onde passa por desmontagem completa, substituição de componentes críticos, atualização de peças e testes similares aos de um compressor novo. Quando o processo é realizado por empresas qualificadas e com rastreabilidade, o remanufaturado pode apresentar desempenho muito próximo ao original, com custo reduzido. No entanto, o técnico deve estar atento à procedência, às especificações técnicas e às condições de garantia, que normalmente são mais limitadas.

André Lago, Professor e Diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra

“Levando em consideração os diferentes tipos, tamanho e capacidade frigorífica, o compressor desempenha o trabalho de comprimir vapor em um ciclo de refrigeração e tem um papel fundamental no processo. O trabalho realizado deve ser maior que o consumo de energia nele aplicado, sendo assim, um compressor original de fábrica leva uma engenharia embarcada, desempenhando uma excelente eficiência”, explica o Professor André Lago, diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra.

Ele acrescenta que, tratando de compressor remanufaturado, o principal cuidado em repará-lo é garantir que os valores de dimensionamento, performance e desempenho sejam iguais ou o mais próximo possível do projeto original, mantendo assim uma eficiência satisfatória e uma vida útil durável. “Tal prática de remanufatura, deve-se levar em conta peças com as características e dimensional conforme os originais de fábrica”, acrescenta.

Ele cita como exemplo os compressores semi-herméticos, levando em consideração mecanismo de compressão a pistão, parafusos, centrífugos, que são passiveis à prática de remanufatura e reconstrução das partes mecânicas e elétricas. Porém os herméticos, deve-se avaliar a potência e capacidade frigorífica e se compensa a remanufatura.

“Sendo assim os semi-herméticos são mais aceitos para a remanufatura, entregando um resultado bem próximo do original de fábrica, desde que seja realizado um balanceamento adequado ao sistema que se está instalado”, diz Lago.

A Engenheira de Qualidade da Embraco, Helena Pacheco Ferreira Kretzer, enfatiza que os compressores originais apresentam desempenho superior porque são produzidos dentro de um processo industrial totalmente controlado, com rastreabilidade completa de materiais, usinagem, soldagem, estatores, montagem e demais testes para aprovação do produto.

Helena Pacheco Ferreira Kretzer, Engenheira de Qualidade da Embraco

“Cada compressor é submetido a testes padronizados de estanqueidade, vibração, rendimento, performance e eficiência, seguindo normas internacionais e requisitos de certificações que garantem repetibilidade e tolerâncias muito estreitas. Esse nível de controle assegura curvas de desempenho, maior estabilidade operacional, menor variação entre compressores e uma confiabilidade comprovada em campo há mais de 50 anos”, informa Helena.

Para ela, os compressores remanufaturados, embora possam funcionar, dependendo do local e da estrutura de onde foram remanufaturados, não seguem os mesmos procedimentos e nem dispõem da mesma infraestrutura de engenharia, metrologia e controle de qualidade. “Não há garantia de que os componentes internos como válvulas, folgas radiais e axiais, componentes mecânicos e motor elétrico retornem às especificações originais de fábrica. O desempenho tende a variar entre os compressores, e a eficiência pode ser afetada por desgaste prévio, contaminação interna ou diferenças de materiais utilizados. Por isso, mesmo podendo atender temporariamente à aplicação, um compressor remanufaturado não alcança o mesmo nível de eficiência, consistência e confiabilidade de um compressor original. Além disso, a segurança do usuário final fica comprometida”.

Por sua vez, os compressores reconstruídos exigem ainda mais cautela. Geralmente recondicionados em oficinas independentes, eles podem ter apenas parte dos componentes substituídos, sem seguir padrões industriais ou protocolos rigorosos de teste. Embora o preço seja atrativo, os riscos são consideráveis como incompatibilidade com o sistema, falhas prematuras, aumento do consumo de energia e ausência de garantia efetiva. Para aplicações críticas, essa escolha pode resultar em paradas inesperadas e prejuízos significativos.

Custo-benefício

Do ponto de vista do custo-benefício, os compressores remanufaturados podem oferecer uma redução relevante no investimento inicial em relação aos originais, mantendo desempenho e confiabilidade próximos quando provenientes de processos certificados e com garantia. Já os compressores reconstruídos apresentam riscos maiores, como vida útil reduzida, falhas recorrentes e ausência de padronização técnica, fatores que o técnico deve avaliar com cautela antes da escolha.

“Em termos de custo-benefício, compressores remanufaturados costumam apresentar um preço inicial mais baixo, o que pode ser atrativo em situações de orçamento restrito. No entanto, essa economia limita-se ao momento da compra, já que o remanufaturado não garante que todos os componentes críticos retornem às especificações originais, nem oferece o mesmo nível de testes, eficiência e previsibilidade de vida útil. Somado a isso, o compressor remanufaturado não garante o mesmo tempo de vida quando comparado ao original. Em um primeiro momento pode ocorrer a troca com custo baixo, porém, o compressor normalmente vai precisar de uma intervenção do técnico novamente em um tempo menor. Por isso, o custo total pode acabar sendo maior caso ocorram falhas, retrabalhos ou substituições antecipadas. Como normalmente são reparados apenas de forma pontual e sem controle dimensional ou elétrico adequado, os remanufaturados apresentam maior probabilidade de falhas precoces, incompatibilidades e riscos elétricos, incluindo sobreaquecimento e possibilidade de incidentes. Por isso, exigem atenção redobrada dos técnicos no campo”, informa Helena.

Para o Professor Lago, esse tema é muito polêmico, devido ao envolvimento de operações financeiras e econômicas: “O técnico está suportado pelo fabricante uma vez que o compressor original é fabricado através dos padrões pré-estabelecidos e submetido a controle de qualidade e uma garantia de fabricação aplicada. Já o compressor remanufaturado tem um valor em média de 60% menor que o original (os valores variam por modelo e fabricante), para isso, o trabalho de remanufatura deve ser feito por profissional experiente, caso isso não ocorra, podemos considerar os riscos de um mal desempenho, quebra mecânica ou queima elétrica devido fadigas prematuras, considerando também o despreparo do técnico no momento da montagem e teste de desempenho”.

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Controle de qualidade

Os procedimentos de fabricação, inspeção e controle de qualidade entre um compressor original, um remanufaturado e um reconstruído passam por etapas que impactam a expectativa de vida útil e a taxa de falhas.

Para Helena, os compressores originais passam por processos de fabricação controlados, usinagem precisa com parâmetros em micrômetros, controle de alta tecnologia, como máquinas de medição por coordenadas, erros de forma, máquinas óticas, rastreabilidade com padrões internacionais de medição e procedimentos de medição para cada componente interno do compressor e elevada precisão dimensional. “No processo de produção, cada compressor passa por inúmeros filtros de linha, que garantem no detalhe a padronização. Esse nível de controle garante a vida útil do compressor de forma previsível, baixa variabilidade entre os compressores e uma taxa de falha reduzida e controlada em campo. Já no caso dos remanufaturados, o procedimento de remanufatura vai depender de fornecedor a fornecedor. Embora esses fornecedores possam substituir partes internas e realizar testes mais básicos, não possuem a mesma infraestrutura de engenharia e processo do fabricante. Como resultado, há maior incerteza quanto às folgas, performance, limpeza interna e durabilidade do compressor”.

“Considerando um compressor original fabricado através de projeto de engenharia, montagem, teste de desempenho e performance que garante sua eficiência e durabilidade, o compressor remanufaturado deve ser aplicado os mesmos métodos para garantir sua performance e eficiência. Na falta desse procedimento, encontramos diversos problemas como a falta de compressão, o aumento de consumo energético, aquecimento do estator, altas taxas de falha mecânica e elétrica reduzindo a vida útil desonerando o investimento aplicado”, acrescenta Lago.

A escolha do compressor também impacta diretamente as condições de garantia do sistema como um todo. Instalações fora das especificações, uso de componentes incompatíveis ou de procedência duvidosa podem invalidar garantias e transferir toda a responsabilidade para o técnico ou a empresa de manutenção.

Responsabilidade técnica

Independentemente da opção, o papel do técnico é decisivo. Um diagnóstico preciso da falha original é fundamental para evitar a repetição do problema. Contaminação por umidade, retorno de líquido, falhas elétricas ou dimensionamento incorreto do sistema são causas recorrentes que, se não tratadas, comprometem qualquer compressor, seja ele novo ou recondicionado. Além disso, a atenção à compatibilidade com o fluido refrigerante, ao tipo de óleo e às condições de operação é indispensável para garantir desempenho e durabilidade.

“Para termos o resultado atual de baixas falhas em campo, os compressores originais foram projetados e testados exatamente para trabalhar com o tipo de óleo, fluido refrigerante, faixa de trabalho, componentes elétricos e kit mecânico. Absolutamente todos os componentes utilizados no compressor passaram por anos de estudo. Existe muita engenharia envolvida. Nos remanufaturados, os maiores riscos de incompatibilidade estão relacionados à contaminação interna do compressor. Isso ocorre devido à mistura inadequada de óleos, refrigerantes divergentes no sistema e substituição de componentes em desacordo com o original. E o risco aumenta significativamente quando ocorre a substituição de componentes elétricos por outros que não condizem com a especificação original. Isso ocorre porque ao fazer a troca, utilizam elétricos similares ou equivalentes. Aproveito a oportunidade para frisar que não existem elétricos genéricos ou universais. Cada compressor foi testado e validado com o relé, protetor térmico, capacitor ou no caso de compressores inverter (velocidade variável), com o inversor adequado para cada uso. Temos registros de casos de fogo por uso incorreto dos elétricos em que foi trocado por modelos similares e gerou a sobrecarga no motor. Também já tivemos acesso a informações de que empresas que remanufaturam compressores estão remanufaturando os elétricos também, o que gera ainda mais possibilidade de problemas em campo”, adverte Helena.

Para Lago, em um cenário de margens cada vez mais apertadas e clientes mais exigentes, a escolha correta do “coração” do sistema deixa de ser apenas uma decisão técnica e passa a ser um diferencial competitivo.

“Um compressor original é fabricado a partir de um projeto de engenharia completo, passando por etapas rigorosas de montagem e testes de desempenho e performance, que garantem sua eficiência e durabilidade ao longo da vida útil. No caso do compressor remanufaturado, é fundamental que sejam aplicados os mesmos métodos de fabricação, inspeção e controle de qualidade para assegurar níveis equivalentes de performance e eficiência; na ausência desses procedimentos, surgem problemas recorrentes como falta de compressão, aumento do consumo energético, aquecimento do estator e elevadas taxas de falhas mecânicas e elétricas, comprometendo a vida útil do equipamento e onerando o investimento realizado”, conclui.

 


Resumen (Español)
El compresor es el componente central de los sistemas de refrigeración y climatización, y su elección influye directamente en la eficiencia energética, la confiabilidad y la vida útil del equipo. Más allá del precio, factores como compatibilidad técnica, ingeniería embarcada, historial de fallas y condiciones de garantía determinan el desempeño del sistema. Fabricantes como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh y Danfoss destacan por procesos industriales controlados, pruebas rigurosas y cumplimiento de normas internacionales.

Los compresores remanufacturados pueden representar una alternativa intermedia cuando provienen de procesos certificados, aunque presentan mayor variabilidad y garantías limitadas. Los reconstruidos, generalmente reacondicionados sin control industrial estricto, implican riesgos elevados de fallas prematuras y mayor consumo energético. Especialistas como André Lago y Helena Pacheco Ferreira Kretzer coinciden en que la responsabilidad técnica y el diagnóstico correcto son decisivos para asegurar la confiabilidad y el desempeño del sistema a largo plazo.


Summary (English)
The compressor is the core component of refrigeration and air conditioning systems, and its selection has a direct impact on energy efficiency, reliability, and equipment lifespan. Beyond cost, technical compatibility, embedded engineering, failure history, and warranty conditions play a decisive role in system performance. Manufacturers such as Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh, and Danfoss stand out for controlled industrial processes, rigorous testing, and compliance with international standards.

Remanufactured compressors may offer a lower initial investment when sourced from certified processes, but they involve greater variability and limited guarantees. Rebuilt compressors, often refurbished without strict industrial controls, carry higher risks of premature failure and increased energy consumption. Experts André Lago and Helena Pacheco Ferreira Kretzer emphasize that technical responsibility and accurate fault diagnosis are essential to ensure long-term reliability and operational efficiency.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/foto-1-abre-materia-compressores-e1769534671365.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-09 10:39:082026-09-09 11:11:26Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

Hisense integra IA à rotina doméstica na IFA 2026

08/09/2026

Sistemas apresentados pela marca reconhecem contextos, ajustam equipamentos e coordenam tarefas na cozinha, na lavanderia e nos ambientes de convivência

A Hisense apresentou na IFA 2026 um conjunto de eletrodomésticos conectados que utiliza inteligência artificial para reconhecer situações, tomar decisões e executar tarefas domésticas de forma integrada. A demonstração faz parte do conceito “Innovating a Brighter Life” e reúne soluções do Hisense AI Companion Suite, desenvolvido com o suporte da ConnectLife.

Na cozinha, o AI Companion Refrigerator identifica os ingredientes armazenados e sugere refeições de acordo com as preferências pessoais. Após a escolha da receita, as informações podem ser sincronizadas com o AI Companion Oven para apoiar o preparo automático.

O AI Companion Wine Cabinet recomenda harmonizações e mantém condições adequadas para o armazenamento de vinhos. Depois da refeição, o AI Companion Dishwasher reconhece as condições da louça e ajusta o processo de limpeza.

Na lavanderia, o AI Companion Laundry Suite identifica as características das roupas, seleciona os ciclos de lavagem e secagem e faz ajustes automáticos durante o processo.

Nos ambientes de convivência, o AI Companion Air Conditioner verifica as condições internas e a presença de pessoas para adaptar o fluxo de ar aos deslocamentos no espaço. O AI Companion Energy System considera as condições climáticas, o horário e as tarifas de eletricidade para auxiliar na otimização do consumo de energia da residência.

Com o suporte da ConnectLife, a Hisense também colabora com a Alexa+ para integrar dispositivos de casa conectada ao assistente de inteligência artificial da Amazon. A iniciativa utiliza o Smart Home AI Toolkit. Segundo a empresa, nos próximos meses, usuários da Alexa+ poderão controlar determinados modelos de aparelhos de ar-condicionado da Hisense por comandos de voz.

A Alexa+ deverá interpretar o pedido, acessar as configurações do equipamento e realizar a ação solicitada.

Produtos da Hisense também receberam reconhecimento durante a IFA. A Multi Function II Series, solução integrada de climatização voltada à eficiência energética, recebeu o Winner Award. O X-zone Master foi reconhecido como Honoree. Também foram reconhecidos o U8 Air Master Air Conditioner, a W60 3D Kitchen-fit Series e o 60cm Integrated Wine Cabinet.

As experiências apresentadas utilizam o V AIOS para permitir que os dispositivos percebam o ambiente, processem informações, interajam com os usuários e coordenem tarefas entre equipamentos e serviços. A proposta é fazer com que as AI Companion Suites compreendam o contexto e executem ações com menor necessidade de intervenção dos usuários.

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Resumen (español)

Hisense presentó en IFA 2026 su AI Companion Suite, un conjunto de electrodomésticos conectados que utiliza inteligencia artificial para reconocer contextos, tomar decisiones y coordinar tareas en la cocina, la lavandería y los espacios de convivencia. Las soluciones, desarrolladas con el apoyo de ConnectLife, incluyen refrigerador, horno, lavavajillas, sistema de lavandería, aire acondicionado y gestión energética, además de una colaboración con Alexa+ de Amazon.

Summary (English)

Hisense presented its AI Companion Suite at IFA 2026, featuring connected appliances that use artificial intelligence to recognize contexts, make decisions and coordinate tasks across kitchens, laundry areas and living spaces. Developed with support from ConnectLife, the solutions include refrigerators, ovens, dishwashers, laundry systems, air conditioners and home energy management, as well as collaboration with Amazon’s Alexa+.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-08 16:57:362026-09-08 16:57:36Hisense integra IA à rotina doméstica na IFA 2026

Data centers de IA ampliam demanda elétrica e mudam sistemas de refrigeração

06/09/2026

Pedidos de acesso ao sistema elétrico relacionados a data centers somam 38 GW no Brasil, enquanto a refrigeração líquida avança como alternativa para reduzir o consumo de energia.

A expansão dos data centers voltados à inteligência artificial está elevando a procura por equipamentos de energia e refrigeração e levando o setor elétrico brasileiro a se preparar para cargas de maior porte. Os pedidos de acesso relacionados a esses empreendimentos somam 38 GW no país, segundo dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia.

A capacidade efetivamente liberada representa uma parcela desse total. A Empresa de Pesquisa Energética passou a coletar informações específicas sobre data centers para avaliar os impactos desses projetos na geração e na transmissão de energia ao longo da próxima década.

O movimento acompanha a expansão mundial da infraestrutura computacional. A McKinsey estima que os investimentos necessários para atender à demanda por data centers podem chegar a quase US$ 7 trilhões até 2030. O valor inclui servidores, aceleradores de inteligência artificial, sistemas elétricos, refrigeração e outras estruturas necessárias à operação.

O aumento dos projetos também ampliou a procura por transformadores. A HD Hyundai Electric encerrou junho com uma carteira de pedidos de US$ 8,5 bilhões, crescimento de 23% em seis meses. Segundo a empresa sul-coreana, as encomendas ocupam mais de três anos de sua capacidade de produção de equipamentos elétricos de grande porte.

Na Hainan Jinpan Smart Technology, da China, os novos pedidos relacionados a data centers mais que quadruplicaram no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A concentração de equipamentos computacionais também exige novas formas de retirada do calor. O Bank of America projeta que a refrigeração líquida estará presente em 70% das novas instalações destinadas à inteligência artificial em 2030, ante cerca de 30% atualmente.

Nesse sistema, líquidos retiram o calor dos componentes computacionais, substituindo ou complementando a circulação de ar. De acordo com estimativa da McKinsey, a tecnologia pode reduzir em mais de 27% o consumo de energia destinado à refrigeração.

Outra tecnologia em desenvolvimento são os transformadores de estado sólido, ou SSTs, que utilizam semicondutores para transformar e distribuir eletricidade. A solução ainda está em estágio inicial de adoção comercial. HD Hyundai Electric e Jinpan desenvolvem equipamentos desse tipo, enquanto a Delta Electronics informou que seus SSTs já são utilizados em data centers de pequeno porte.

A Delta também amplia sua estrutura produtiva na Tailândia, nos Estados Unidos e na China para atender à demanda por equipamentos de energia, refrigeração e infraestrutura de data centers.

No Brasil, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou em junho que projetos equivalentes a 7,1 GW representariam investimentos de R$ 159 bilhões. A EPE ressalta, porém, que os pedidos de acesso representam demandas apresentadas ao sistema, e não capacidade de data centers já instalada.

Em junho, a EPE apresentou uma solução de transmissão para atender até 4 GW de novas cargas eletrointensivas no Ceará e no Piauí a partir de 2032. A empresa também avalia o atendimento de novas cargas em São Paulo e no Rio Grande do Norte.

A expansão dos data centers foi incluída na revisão da previsão de carga do Sistema Interligado Nacional para o período de 2026 a 2030. Elaborada pela EPE, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a projeção estima uma carga de 98.824 MW médios em 2030, com crescimento anual médio de 4%.

O Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica de 2026 também prevê a preparação do sistema para cargas eletrointensivas. Entre os objetivos está a ampliação da interligação entre o Nordeste e o Sudeste para atender ao crescimento de empreendimentos como os data centers.

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Resumen (español)

 La expansión de los centros de datos destinados a la inteligencia artificial está aumentando la demanda de electricidad, transformadores y sistemas de refrigeración. En Brasil, las solicitudes de acceso vinculadas a estos proyectos suman 38 GW, aunque representan demanda presentada al sistema y no capacidad ya instalada. El enfriamiento líquido también gana espacio y podría estar presente en el 70% de las nuevas instalaciones de IA en 2030, mientras el sector eléctrico brasileño prepara la red para atender nuevas cargas intensivas en energía.

Summary (English)

 The expansion of data centers designed for artificial intelligence is increasing demand for electricity, transformers and cooling systems. In Brazil, access requests associated with these projects total 38 GW, although they represent proposed demand rather than installed capacity. Liquid cooling is also gaining ground and could be used in 70% of new AI facilities by 2030, while Brazil’s electricity sector prepares the grid for additional energy-intensive loads.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-06 03:51:552026-09-15 14:21:08Data centers de IA ampliam demanda elétrica e mudam sistemas de refrigeração

Design inteligente redefine a experiência em HVAC-R

03/09/2026

Interfaces intuitivas e recursos digitais tornam sistemas mais eficientes, acessíveis e preparados para os desafios da operação moderna.

A evolução dos sistemas de refrigeração e climatização ampliou o conceito de design de produto. Hoje, projetar um equipamento significa considerar não apenas desempenho térmico e aparência, mas toda a experiência do usuário durante seu ciclo de vida. Eficiência energética, conectividade, ergonomia, facilidade de instalação e manutenção passaram a fazer parte do desenvolvimento de soluções cada vez mais inteligentes para edifícios e instalações industriais.

Segundo Rafael Rebelo, engenheiro de aplicação da Trane Technologies, essa transformação acompanha as novas exigências do mercado e da digitalização.

“Antes, o design era muito associado a desempenho térmico e aparência. Hoje, principalmente em VRF, ele passou a envolver o sistema como um todo, ao longo de todo o ciclo de vida, envolvendo especificação, instalação, operação, manutenção, e até futuras atualizações. Essa mudança veio junto com a pressão por eficiência energética, a digitalização dos edifícios e a necessidade de simplificar instalação e serviço. Em nosso portfólio de produtos, desenvolvemos uma linha projetada para redefinir os padrões de eficiência e conectividade em sistemas de climatização. O TVR Smart traz uma proposta que combina eficiência operacional, modularidade, integração com automação, menor complexidade de operação e mais facilidade de instalação e manutenção. Em outras palavras, o design deixou de ser só mecânico e passou a reunir engenharia, usabilidade e inteligência operacional”, informa Rabelo.

Ele acrescenta que no TVR Smart isso aparece na variedade de unidades internas, em soluções compactas e flexíveis, no acesso facilitado para instalação e manutenção e na integração com sistemas de controle e automação. No fim, um bom design não é só bonito, ele precisa funcionar bem no ambiente e no dia a dia de quem instala, opera e mantém.

 Arquitetura e engenharia em sintonia

A integração entre arquitetura e engenharia tornou-se um dos pilares do design moderno em HVAC-R. Mais do que acomodar equipamentos, os projetos precisam conciliar desempenho, estética, conforto, acessibilidade para manutenção e eficiência operacional desde as primeiras etapas de concepção. Essa colaboração permite que as soluções de climatização sejam incorporadas ao ambiente de forma harmoniosa, sem comprometer a funcionalidade ou a experiência dos usuários.

Essa evolução também é percebida no design dos próprios equipamentos. Os aparelhos do tipo split, que antes apresentavam linhas robustas e pouco integradas aos ambientes, passaram a incorporar conceitos contemporâneos de design industrial, com formatos mais compactos, perfis ultrafinos, acabamentos sofisticados e interfaces discretas. Hoje, além de climatizar, esses equipamentos compõem a linguagem arquitetônica de residências, escritórios e espaços comerciais, acompanhando projetos com propostas cada vez mais modernas, minimalistas e arrojadas. O resultado é uma integração visual que agrega valor ao ambiente, mantendo a eficiência energética e o desempenho.

Para a arquiteta Ana Lucia Siciliano, proprietária da ALS Arquitetura, o sucesso de um projeto depende justamente dessa visão multidisciplinar. “O arquiteto tem um papel fundamental na integração entre as necessidades técnicas da engenharia e a proposta arquitetônica do empreendimento. Quando essa colaboração acontece desde o início do projeto, é possível criar soluções que valorizam a estética dos ambientes, garantem conforto aos usuários e, ao mesmo tempo, preservam aspectos essenciais como acessibilidade para manutenção, eficiência energética e desempenho dos sistemas. A evolução do design dos equipamentos de climatização também contribuiu muito para isso. Hoje contamos com aparelhos mais elegantes, discretos e bem resolvidos do ponto de vista visual, que deixam de ser apenas um item técnico para fazer parte da composição arquitetônica dos espaços. O bom design é aquele em que arquitetura e engenharia trabalham de forma complementar, entregando funcionalidade sem abrir mão da qualidade visual do ambiente”, revela Ana Lúcia.

Essa percepção vai ao encontro da visão da Trane: “Esse equilíbrio acontece quando o produto já nasce pensando em todos os perfis envolvidos. Para o usuário final, ele precisa ser discreto, silencioso e confortável. Para o arquiteto, tem que se integrar bem ao projeto. Para o instalador e o mantenedor, precisa facilitar montagem, acesso e diagnóstico. No fim, um bom design não é só bonito — ele precisa funcionar bem no ambiente e no dia a dia de quem instala, opera e mantém”, destaca Rebelo.

Experiência do cliente

Outro avanço importante está na experiência do usuário. Controles intuitivos, comunicação sem fio, integração com automação predial, monitoramento remoto e autodiagnóstico tornam sistemas complexos mais simples de operar, reduzindo erros e aumentando a eficiência operacional.

“Hoje, a experiência do usuário ou User Experience (UX) em produtos industriais vai muito além da interface. Em HVAC-R, ele envolve toda a jornada: especificação, instalação, comissionamento, operação, manutenção e acompanhamento de desempenho. Na prática, isso significa reduzir a complexidade percebida pelo usuário. É ter controles mais intuitivos, menos configurações complicadas, autodiagnóstico, alarmes inteligentes e integração mais simples com sistemas prediais. Controles centrais que controlam tanto o sistema quanto equipamentos de terceiros na mesma interface e a comunicação sem fio entre evaporadoras chamada Smart Link são bons exemplos de melhoria na experiência do cliente nos sistemas TVR”.

Para Rebelo, a inteligência artificial e a análise de dados já influenciam diretamente o desenvolvimento dos equipamentos.

“Um sistema VRF moderno não é pensado só para climatizar, mas também para gerar dados, facilitar o diagnóstico, permitir o acompanhamento remoto e antecipar falhas. Isso faz com que o design passe a considerar sensores, comunicação, processamento de dados e integração com plataformas externas desde o início. No mercado brasileiro, a adoção de tecnologias como sistemas inverter, VRF e automação já acompanha tendências internacionais, embora ainda exista espaço para ampliar a manutenção preditiva e a digitalização dos processos de comissionamento”.

O engenheiro da Trane destaca ainda que a simplicidade operacional será um dos principais diferenciais dos equipamentos nos próximos anos.

“A lógica é tornar a experiência de uso mais simples e intuitiva. O usuário não precisa entender toda a complexidade técnica do sistema, ele precisa que o equipamento seja fácil de operar, confiável e previsível”.

Ele conclui reforçando que o design moderno em HVAC-R vai muito além da aparência do produto: “Hoje, design em HVAC-R já não pode ser visto apenas como aspecto físico do produto. Ele envolve desempenho energético, conectividade, confiabilidade, facilidade de serviço, integração ao edifício e experiência do usuário ao longo de todo o ciclo de vida. Em resumo, a tendência do setor é clara: equipamentos cada vez mais inteligentes, integrados, eficientes e simples de operar, sem que isso necessariamente represente um aumento desproporcional de custo”.

–

Resumen (español)

El diseño de los sistemas HVAC-R ha evolucionado para integrar eficiencia energética, conectividad, ergonomía y facilidad de instalación y mantenimiento durante todo el ciclo de vida de los equipos. Según Rafael Rebelo, de Trane Technologies, soluciones como TVR Smart incorporan automatización, monitorización remota, autodiagnóstico y comunicación inalámbrica. Para la arquitecta Ana Lucia Siciliano, de ALS Arquitetura, la colaboración entre arquitectura e ingeniería permite conciliar rendimiento, confort, accesibilidad técnica y calidad visual en los proyectos.

Summary (English)

HVAC-R system design has evolved to incorporate energy efficiency, connectivity, ergonomics, and easier installation and maintenance throughout the equipment life cycle. According to Rafael Rebelo of Trane Technologies, solutions such as TVR Smart combine automation, remote monitoring, self-diagnostics, and wireless communication. Architect Ana Lucia Siciliano of ALS Arquitetura says collaboration between architecture and engineering helps projects balance performance, comfort, maintenance access, and visual quality.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/foto-1-abre-materia-design-e1788438064535.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-03 09:22:122026-09-03 09:22:12Design inteligente redefine a experiência em HVAC-R

Electrolux recebe R$ 300 milhões do BNDES para desenvolver produtos mais eficientes

02/09/2026

Financiamento será destinado à pesquisa, desenvolvimento e inovação de 26 produtos, entre eles refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado, com foco em redução do consumo de energia e uso de inteligência artificial.

A Electrolux recebeu financiamento de R$ 300 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliar seu plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação destinado a novas linhas de eletrodomésticos.

Os recursos serão aplicados no desenvolvimento de 26 produtos com foco em menor consumo de energia, uso de inteligência artificial e aumento da eficiência no ambiente doméstico.

O projeto inclui geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, fornos, air fryers, cafeteiras, purificadores de água, aspiradores de pó e robôs aspiradores.

As iniciativas estão distribuídas em cinco áreas de negócio: refrigeradores; climatização; cuidado, limpeza do chão, purificação e aquecimento; refrigeração de água; e cocção e preparo de alimentos.

As atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação serão realizadas no centro de PD&I da Electrolux em Curitiba (PR). O projeto terá ainda apoio das unidades da companhia em São José dos Pinhais (PR) e Manaus (AM).

Na área de refrigeradores, a Electrolux projeta reduzir em até 40% o consumo de energia elétrica. A empresa também espera ampliar em até 70% a vida útil dos alimentos armazenados.

O financiamento será realizado por meio da linha BNDES Mais Inovação, destinada ao estímulo empresarial e ao aperfeiçoamento de cadeias produtivas. A operação ocorre no ano em que a Electrolux completa 100 anos de atuação no Brasil.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio busca fortalecer a inovação industrial e contribuir para o desenvolvimento de produtos mais eficientes e econômicos.

Mercadante afirmou ainda que o projeto contribui para posicionar o Brasil entre os principais centros de inovação da América Latina.

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Resumen (español)
Electrolux recibió un financiamiento de R$ 300 millones del Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES) para proyectos de investigación, desarrollo e innovación destinados a 26 productos, incluidos refrigeradores y equipos de aire acondicionado. Las iniciativas se centrarán en reducción del consumo de energía, inteligencia artificial y eficiencia, con actividades desarrolladas principalmente en el centro de PD&I de la compañía en Curitiba, Paraná.

Summary (English)
Electrolux received R$300 million in financing from the Brazilian Development Bank (BNDES) for research, development and innovation projects covering 26 products, including refrigerators and air-conditioning systems. The initiatives will focus on reducing energy consumption, artificial intelligence and efficiency, with R&D activities mainly conducted at the company’s center in Curitiba, Paraná.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-02 00:26:182026-08-31 11:28:14Electrolux recebe R$ 300 milhões do BNDES para desenvolver produtos mais eficientes

Tecido roxo usa resfriamento radiativo para reduzir temperatura sob o sol

31/08/2026

Material desenvolvido por pesquisadores chineses e australianos reflete 87,6% da radiação solar e apresentou temperatura até 6,2 °C inferior à do algodão roxo convencional em testes sob luz solar direta.

Pesquisadores desenvolveram um tecido roxo capaz de promover resfriamento passivo mesmo quando exposto diretamente à radiação solar. A tecnologia busca controlar a temperatura sem consumir energia e, ao mesmo tempo, superar uma limitação dos materiais utilizados para resfriamento radiativo: a predominância da cor branca.

O estudo, publicado na revista científica Small, foi conduzido por pesquisadores da Zhengzhou University, na China, com participação de pesquisadores da Austrália.

O resfriamento radiativo passivo funciona pela combinação de dois mecanismos: reflexão da radiação solar e dissipação do calor na forma de radiação infravermelha.

A utilização desse princípio em tecidos coloridos representa um desafio porque as cores dependem da absorção de determinadas faixas da luz visível. No caso do roxo, é necessária uma forte absorção da luz verde, localizada em uma região importante do espectro da radiação solar.

Para contornar essa limitação, os pesquisadores produziram o tecido por eletrofiação, utilizando uma matriz de poliuretano termoplástico com uma estrutura metal-orgânica (MOF) e nanopartículas de óxido de zinco.

A combinação permitiu ao material atingir emissividade de 96,4% na faixa do infravermelho médio e refletância solar média de 87,6%. Na faixa da luz visível, a refletância chegou a 90,1%, enquanto no infravermelho próximo atingiu 90,7%.

Nos testes realizados ao ar livre e sob luz solar direta, o novo tecido apresentou temperatura 4,2 °C inferior à de um algodão branco comercial e 6,2 °C inferior à de um algodão roxo convencional.

Testes com pele simulada também indicaram redução de temperatura de até 8 °C quando coberta pelo novo material. Nas mesmas condições, a redução máxima registrada com algodão branco foi de 4,6 °C e, com algodão roxo convencional, de 2,8 °C.

Além do desempenho térmico, os pesquisadores avaliaram características relacionadas ao uso do material. O tecido é leve e flexível, permite a passagem de vapor de água, incluindo a transpiração, e apresenta repelência à água.

O material manteve sua capacidade de resfriamento depois de 50 ciclos de lavagem. Também apresentou resistência à radiação ultravioleta e preservou seu desempenho óptico após testes acelerados de exposição a UV equivalentes a aproximadamente 108 dias ao ar livre.

Entre as aplicações consideradas pelos pesquisadores estão roupas destinadas a trabalhadores que permanecem por longos períodos ao ar livre, atletas e pessoas expostas a temperaturas elevadas.

A tecnologia também poderá ser estudada para tecidos de outras cores. A estratégia seria utilizar diferentes estruturas metal-orgânicas, com propriedades ópticas específicas, para combinar coloração e capacidade de resfriamento.

O trabalho, intitulado An Electrospun Purple Fabric for Personal Thermal Management, foi publicado na Small em 21 de julho de 2026.

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Resumen (español)
Investigadores desarrollaron un tejido morado que utiliza enfriamiento radiativo pasivo para reducir la temperatura sin consumir energía. El material alcanzó una reflectancia solar media del 87,6% y una emisividad del 96,4% en el infrarrojo medio. En pruebas bajo luz solar directa, registró una temperatura 4,2 °C inferior a la del algodón blanco comercial y 6,2 °C inferior a la del algodón morado convencional. La tecnología podría aplicarse a prendas destinadas a personas expuestas durante largos períodos al calor.

Summary (English)
Researchers have developed a purple fabric that uses passive radiative cooling to reduce temperature without consuming energy. The material achieved an average solar reflectance of 87.6% and mid-infrared emissivity of 96.4%. In outdoor tests under direct sunlight, it remained 4.2°C cooler than commercial white cotton and 6.2°C cooler than conventional purple cotton. The technology could eventually be used in clothing for people exposed to hot outdoor conditions.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-31 14:11:432026-08-31 14:11:43Tecido roxo usa resfriamento radiativo para reduzir temperatura sob o sol

Philco amplia capacitação de instaladores e fortalece rede técnica no mercado de climatização

31/08/2026

Programa Seja um Instalador Philco terá workshop no Rio de Janeiro em 1º de setembro. Desde 2024, iniciativa realizou mais de 70 treinamentos e contabiliza 7.960 certificados emitidos e mais de 1.600 instaladores homologados.

A Philco amplia o programa Seja um Instalador Philco, iniciativa destinada à capacitação, valorização e relacionamento com profissionais técnicos que atuam no mercado de climatização.

Como parte do projeto, a empresa realiza nesta terça-feira (1º), às 18h30, um workshop presencial no Rio de Janeiro (RJ). A atividade reunirá instaladores, técnicos e profissionais do varejo especializado para conteúdos práticos, atualização técnica e apresentação das iniciativas da marca para o segmento.

O programa parte da importância da instalação correta dos aparelhos de ar-condicionado para o desempenho dos equipamentos, a eficiência energética e a experiência do consumidor.

Desde 2024, a iniciativa contabiliza mais de 70 treinamentos realizados no país e 12,7 mil participantes nos módulos de aprendizagem. No período, foram emitidos 7.960 certificados e mais de 1.600 instaladores foram homologados em todo o Brasil.

Para 2026, estão previstas ações em 32 cidades, distribuídas pelas cinco regiões brasileiras. A programação busca ampliar o acesso à formação técnica e o relacionamento da Philco com profissionais do setor.

A estratégia de relacionamento inclui também o Philco Conecta, aplicativo desenvolvido para os profissionais técnicos. A plataforma permite registrar e acompanhar instalações, organizar atendimentos, consultar a pontuação acumulada e resgatar recompensas.

O aplicativo reúne ainda os cursos de capacitação da Philco e oferece desafios e ações de gamificação voltados ao aperfeiçoamento e ao reconhecimento dos profissionais.

Segundo Diana Domanski, gerente de Trade Marketing da Philco, a empresa busca aproximar a marca dos instaladores por meio da capacitação e de ferramentas voltadas à rotina desses profissionais. De acordo com a executiva, o aplicativo também reconhece quem investe em conhecimento por meio de benefícios.

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Resumen (español)
Philco amplía su programa Seja um Instalador Philco con un workshop presencial el 1 de septiembre en Río de Janeiro, dirigido a instaladores, técnicos y profesionales del comercio especializado. Desde 2024, la iniciativa realizó más de 70 capacitaciones, reunió a 12.700 participantes, emitió 7.960 certificados y homologó a más de 1.600 instaladores en Brasil. La estrategia incluye también la aplicación Philco Conecta, que reúne herramientas, cursos y acciones de reconocimiento para los profesionales.

Summary (English)
Philco is expanding its Seja um Instalador Philco program with an in-person workshop in Rio de Janeiro on September 1 for installers, technicians and specialized retail professionals. Since 2024, the initiative has held more than 70 training sessions, reached 12,700 participants, issued 7,960 certificates and approved more than 1,600 installers across Brazil. The strategy also includes the Philco Conecta app, which provides tools, training courses and recognition initiatives for professionals.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-31 11:08:322026-08-31 11:08:32Philco amplia capacitação de instaladores e fortalece rede técnica no mercado de climatização

Johnson Controls expande plataforma OpenBlue com IA para aumentar eficiência e acelerar implementação

31/08/2026

Novos recursos do ecossistema OpenBlue atuam no controle de sistemas do lado ar, automatização de operações, integração de dados e cibersegurança. Implementação pode ser reduzida em até 95%, segundo a Johnson Controls.

A Johnson Controls ampliou os recursos de inteligência artificial do ecossistema digital OpenBlue para apoiar a gestão do consumo de energia, a automação de operações prediais e a redução de custos operacionais. A atualização inclui uma arquitetura nativa de IA, novos recursos de cibersegurança e ferramentas para integração e acesso a dados de edifícios.

Entre as novidades está o Energy & Comfort Intelligence, voltado aos sistemas do lado ar, que incluem unidades de tratamento de ar, ventiladores e outros equipamentos responsáveis pela circulação de ar nos edifícios.

Alimentado pela Nantum AI, o recurso utiliza algoritmos de inteligência artificial para fornecer recomendações de eficiência e aprimorar o controle desses sistemas. A aplicação é direcionada também a instalações que exigem condições internas precisas, como hospitais, universidades de pesquisa, ciências da vida e unidades de manufatura de baterias e semicondutores, onde temperatura, pressão e umidade precisam ser mantidas em níveis consistentes.

Segundo Jamie Cameron, vice-presidente e gerente-geral da OpenBlue na Johnson Controls, a plataforma passa a incorporar eficiência orientada por IA e controle autônomo também aos sistemas do lado ar. O Energy & Comfort Intelligence ajusta continuamente as unidades de tratamento de ar de acordo com as condições observadas nas instalações.

A empresa de software financeiro DATEV implementou a solução e registrou redução de quase 10% no consumo de energia dos sistemas do lado ar nos equipamentos aos quais a tecnologia foi aplicada. De acordo com as informações divulgadas, o sistema operou de forma autônoma e executou milhares de comandos e decisões automatizadas com base em dados.

Durante a operação, a equipe responsável pelas instalações não recebeu reclamações relacionadas ao conforto dos ocupantes.

Marco Ringer, planejador de engenharia de fábrica da DATEV, afirmou que a empresa pretende ampliar o uso do OpenBlue Energy & Comfort Intelligence para outras instalações e continuar trabalhando com a Johnson Controls para reduzir o consumo de energia.

Outra novidade é o OBI (OpenBlue Intelligence), assistente de IA agêntica que apresenta informações, recomenda ações e executa fluxos de trabalho previamente aprovados, mantendo as pessoas no processo de decisão.

Por meio de interações por texto ou voz, as equipes responsáveis pelas instalações podem consultar informações relacionadas à ocupação, qualidade do ar, desempenho dos equipamentos e consumo de energia. O sistema também permite automatizar atividades operacionais, como abertura de ordens de serviço e priorização de manutenções.

A Johnson Controls também incorporou processos automatizados de integração às soluções OpenBlue. Algoritmos identificam dispositivos e pontos de dados e fazem sua classificação automaticamente. Segundo a empresa, o processo pode reduzir em até 95% o tempo de implementação.

Em instalações com milhares de fontes de dados distribuídas em edifícios ou campi, a mudança pode reduzir de meses para dias o período necessário para a implementação. Os dados são estruturados e relacionados a equipamentos e ações específicas, permitindo conexões entre diferentes interfaces.

A atualização inclui ainda uma API da plataforma OpenBlue, destinada a clientes técnicos e parceiros que utilizam aplicativos próprios. O recurso permite integrar aos aplicativos existentes os dados produzidos pelos edifícios.

Na área de cibersegurança, o OpenBlue Airwall utiliza uma arquitetura Zero Trust, ou confiança zero, para isolar dispositivos por meio de redes segmentadas e restringir o acesso a ativos considerados críticos.

Usuários e dispositivos remotos precisam comprovar sua identidade antes da conexão. Depois da autenticação, é criado um túnel criptografado entre os dispositivos. No caso de fornecedores externos, o acesso remoto pode ser limitado aos equipamentos e períodos necessários para a prestação do serviço.

Segundo pesquisa conduzida pela Forrester citada pela Johnson Controls, o OpenBlue pode proporcionar retorno sobre o investimento de até 155% aos clientes.

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Resumen (español)

Johnson Controls amplió su ecosistema digital OpenBlue con nuevos recursos de inteligencia artificial destinados a la gestión de edificios. Entre las novedades se encuentran Energy & Comfort Intelligence, que redujo casi un 10% el consumo de energía de los sistemas de circulación de aire en equipos de DATEV; el asistente de IA agéntica OBI; procesos de integración que pueden reducir hasta un 95% el tiempo de implementación; una nueva API y recursos de ciberseguridad mediante OpenBlue Airwall.

 

Summary (English)

Johnson Controls has expanded its OpenBlue digital ecosystem with new artificial intelligence capabilities for building management. The updates include Energy & Comfort Intelligence, which reduced air-side energy consumption by nearly 10% on applicable equipment at DATEV; the OBI agentic AI assistant; automated integration processes that can cut implementation time by up to 95%; a new API; and enhanced cybersecurity features through OpenBlue Airwall.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/4_equipment-performance-and-operations-efficiency.png 390 682 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-31 10:52:102026-08-31 10:52:10Johnson Controls expande plataforma OpenBlue com IA para aumentar eficiência e acelerar implementação
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