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Arquivo para Tag: Eficiência Energética

Brasil discute política para atração de data centers

24/04/2026

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio defende prioridade para uma política de atração de data centers e cita consumo de energia e uso de água para refrigeração como pontos a serem considerados.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (24) que o Brasil precisa estabelecer uma política clara para atração de data centers. A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o ministro, a proposta envolve diálogo com o Senado para priorizar a tramitação do tema. Ao defender uma estratégia nacional para o segmento, ele associou o debate à agenda dos minerais críticos e disse que o país precisa estruturar diretrizes para receber investimentos em infraestrutura digital.

Márcio Elias Rosa também afirmou que eventuais políticas de incentivo devem considerar impactos ambientais. Segundo ele, data centers demandam elevado consumo de energia e utilizam recursos hídricos em sistemas de refrigeração, o que exige compatibilização entre expansão da atividade e questões ambientais.

A manifestação ocorre em meio ao debate sobre infraestrutura tecnológica e políticas industriais voltadas à economia digital.

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Resumen (español)
El ministro de Desarrollo, Industria y Comercio, Márcio Elias Rosa, afirmó que Brasil necesita una política clara para atraer data centers y defendió prioridad en la tramitación del tema en el Senado. También señaló que los incentivos al sector deben considerar impactos ambientales, debido al consumo de energía y agua utilizado en sistemas de refrigeración.

Summary (English)
Development, Industry and Trade Minister Márcio Elias Rosa said Brazil needs a clear policy to attract data centers and called for the issue to be prioritized in the Senate. He also said incentive policies must consider environmental impacts, citing energy demand and water use in cooling systems.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-04-24 15:37:192026-04-24 15:37:19Brasil discute política para atração de data centers

HVAC-R nacional avança no mercado internacional

17/04/2026

Com tecnologia competitiva, participação crescente em feiras internacionais e adequação às exigências técnicas de diferentes países, fabricantes brasileiros ampliam sua presença no exterior e fortalecem a imagem da indústria nacional no cenário global

Veja a edição completa
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A indústria brasileira de HVAC-R vem ampliando sua presença no comércio internacional. Com um parque industrial cada vez mais moderno e soluções alinhadas às demandas globais de eficiência energética, digitalização e sustentabilidade, empresas nacionais têm fortalecido sua atuação no exterior por meio de exportações, participação em feiras internacionais, obtenção de certificações técnicas e parcerias com distribuidores globais.

O setor movimenta cerca de R$ 54 bilhões por ano e representa aproximadamente 2,3% da indústria nacional. Produtos brasileiros chegam a mais de 60 países, com presença na América Latina, América do Norte, Europa e Oriente Médio. Entre os segmentos que mais demandam HVAC-R estão alimentos e bebidas, varejo, saúde, logística refrigerada, data centers e edifícios comerciais.

Esse movimento de internacionalização acompanha a evolução do setor no país, reunindo fabricantes de equipamentos, componentes, sistemas de controle e soluções completas para diferentes aplicações. Para muitas empresas, expandir as fronteiras comerciais tornou-se uma estratégia para ampliar escala, diversificar mercados e reforçar a competitividade tecnológica da indústria nacional.

A exportação tem sido uma das principais portas de entrada da indústria brasileira de HVAC-R no mercado internacional. Equipamentos, componentes e soluções desenvolvidas no país vêm ganhando espaço principalmente na América Latina, América do Norte, Europa e Oriente Médio.

Atuação B2B, tanto com revendas quanto com indústrias é conduzida diretamente por equipe própria, a partir da sede da Full Gauge Controls

Segundo Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls, o avanço da indústria brasileira no exterior está ligado à capacidade de desenvolver tecnologia competitiva e adaptada às exigências de cada mercado.

“Atualmente, exportamos cerca de 50% da nossa produção para mais de 60 países, com liderança consolidada em diversos mercados. Nos últimos anos, os Estados Unidos têm se destacado como a região de maior expansão, onde crescemos 42% ao longo de 2025”.

Gobbi afirma que esse crescimento é resultado de uma estratégia construída ao longo de décadas. “Esse avanço é resultado de uma estratégia consistente de longo prazo. Iniciamos nossa presença no país em 2001, com a participação como expositores na AHR Expo, principal feira global do setor nos Estados Unidos, e intensificamos essa atuação a partir de 2016, com a inauguração de uma operação local e a formação de uma equipe própria dedicada ao desenvolvimento de mercado. Observamos a manutenção de crescente interesse em regiões como América Latina, Europa e Oriente Médio, impulsionado por fatores como a busca por eficiência energética, adoção de tecnologias mais sustentáveis e a necessidade de sistemas mais confiáveis e conectados”, revela.

Para o executivo, a presença nesses mercados também eleva o nível tecnológico da indústria nacional. “Para a indústria HVAC-R brasileira, esses mercados são estratégicos não apenas pelo volume, mas pelo nível de exigência técnica e regulatória, que impulsiona a inovação e eleva o padrão dos produtos. Nesse contexto, o Brasil se posiciona de forma competitiva ao combinar engenharia de alto nível, capacidade de adaptação às demandas locais e uma excelente relação custo-benefício”.

A análise é compartilhada por Felipe Guerini, gerente comercial da Termomecanica, que destaca a importância de mercados com forte crescimento da demanda por climatização.

“Os produtos brasileiros para o setor de HVAC-R são altamente consumidos na América do Sul e América do Norte, regiões com alto interesse comercial. Essas regiões possuem forte demanda por produtos de climatização e refrigeração por conta do crescimento urbano, expansão de setores como varejo, alimentos e data centers, além das necessidades relacionadas ao conforto térmico em ambientes comerciais, residenciais e industriais”, ressalta Guerini.

Feiras internacionais impulsionam negócios e visibilidade

Outro fator para a expansão global da indústria brasileira é a presença em feiras e eventos internacionais do setor. Esses encontros funcionam como vitrines tecnológicas e pontos de conexão entre fabricantes, distribuidores e clientes.

Gobbi destaca que a participação constante em eventos internacionais foi determinante para o crescimento da Full Gauge Controls.

Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls

“Somos expositores em mais de 20 feiras internacionais por ano, em diferentes regiões do mundo. Essas experiências vão muito além da prospecção comercial: funcionam como um termômetro do setor, permitindo identificar tendências, demandas emergentes e movimentos tecnológicos que impactam diretamente o HVAC-R global”.

Segundo ele, os resultados acompanham a trajetória da empresa desde seus primeiros passos no comércio exterior.

“Temos exemplos concretos desse impacto. Nossa primeira exportação ocorreu durante a Febrava de 1992, quando firmamos um contrato com um cliente da Bolívia. Da mesma forma, a chegada dos nossos produtos no hemisfério norte aconteceu em 1996, a partir da participação na Hannover Messe, um dos eventos industriais mais relevantes do mundo. Para os fabricantes brasileiros, as feiras internacionais são uma plataforma de acesso a novos mercados, construção de credibilidade e geração de negócios. Além disso, permitem demonstrar a competitividade da indústria nacional, seja em tecnologia, seja em custo-benefício”.

Na visão de Guerini, esses encontros também têm papel no relacionamento com o mercado.

“A participação em feiras e eventos é uma das estratégias para ampliar a visibilidade e para a geração de novos negócios. Esses eventos são uma oportunidade para apresentar tecnologias, demonstrar aplicações dos produtos, testar a qualidade do material apresentado, networking, reforçar a reputação da empresa e fortalecer o posicionamento da marca no mercado”.

 Certificações internacionais e exigências técnicas

Para competir em mercados globais, os fabricantes brasileiros precisam atender a exigências técnicas e regulatórias. Certificações internacionais de qualidade, segurança e eficiência energética são apontadas como condição para acesso a diferentes regiões.

Gobbi afirma que o processo exige planejamento.

Felipe Guerini, Gerente Comercial da Termomecanica

“Esse é um ponto fundamental e que deve ser levado em consideração por empresas que desejam exportar. Atender mercados internacionais exige atenção não só à qualidade do produto, mas também ao registro de marcas, proteção de patentes e às normas e certificações específicas de cada país ou região”.

Segundo ele, a Full Gauge Controls mantém produtos em conformidade com diretrizes e certificações como UL, CE, NSF e as ISO 9001 e 14001. A linha de produção atende à diretiva europeia RoHS.

“A adaptação técnica também inclui requisitos específicos de cada país. Nos Estados Unidos, por exemplo, além da certificação UL, é necessário adaptar o manual do produto ao idioma, às unidades de medida para °F e a requisitos específicos de aplicação. Mais recentemente, também temos acompanhado mudanças regulatórias relacionadas ao uso de fluidos A2L, o que levou ao desenvolvimento de sensores com detecção de vazamentos. Também estamos trabalhando forte em controladores que trabalham com sistemas de CO‚  transcrítico”.

Para Guerini, países do Hemisfério Norte possuem exigências técnicas e regulatórias específicas.

“Os produtos brasileiros já são amplamente conhecidos, porém há de considerar-se que países do Hemisfério Norte possuem suas exigências técnicas e regulatórias, sendo este um dos principais pilares técnicos da Termomecanica na exportação do cobre, que além de possuir diversas certificações em diversos setores como meio ambiente, sustentabilidade, compromisso social, etc., também cumpre com padrões internacionais e possui relacionamento com certificadoras específicas do setor em diferentes países. Com o avanço do acordo UE-Mercosul, espera-se que haja maior clareza e pareamento das certificações requeridas para diferentes países do bloco, o que não nos impede de seguir crescendo considerando toda expertise que já possuímos na linha regulatória dos países que mantemos relação comercial”, aponta.

Certificação HALAL da Montreal Canadense abriu portas para a empresa comercializar seus produtos em países islâmicos e Oriente Médio

Segundo Hélio Martins Teixeira, diretor Montreal Canadense, indústria química produtora de óleos lubrificantes, um dos principais desafios é atestar ao mercado internacional a qualidade dos produtos.

“Para isso, buscamos certificações para ambos mercados. Em 2023, conquistamos o certificado emitido após auditoria realizada pela Fundação Vanzolini pela implantação e manutenção de um Sistema de Gestão da Qualidade que cumpre os requisitos da norma NBR ISO 9001:2008. O escopo compreende o desenvolvimento, fabricação e comercialização de óleos para sistemas de refrigeração, juntamente com a certificação IQNET que atesta a qualidade e garante a comercialização para o mercado global. Também conquistamos a certificação internacional NSF H1, que estabelece padrões para lubrificantes e aditivos utilizados em aplicações vinculadas à indústria alimentícia. Recentemente, conquistamos a certificação HALAL, que envolve um processo de avaliação e verificação para garantir a qualidade e segurança dos produtos e abrir portas para comercialização em países islâmicos e Oriente Médio”, informa Teixeira.

Ele acrescenta que a Montreal expandiu seus negócios exportando seus produtos para a América do Sul com clientes no Paraguai, Bolívia, Peru, Uruguai e Colômbia. “Estamos num processo de expansão para conquistar países da América Central e investindo em novas linhas para processos industriais, além do lançamento da linha para amônia, atendendo aos critérios do HALAL”.


Resumen (español)
La industria brasileña de HVAC-R amplía su presencia en el mercado internacional mediante exportaciones, participación en ferias y cumplimiento de certificaciones técnicas. Empresas como Full Gauge Controls, Termomecanica y Montreal Canadense destacan el papel de la innovación, la adaptación regulatoria y la eficiencia energética para acceder a mercados en América, Europa y Oriente Medio. La creciente demanda global por climatización, especialmente en sectores como alimentos, logística y data centers, impulsa la expansión y posiciona a Brasil como un actor competitivo en el escenario global.

Summary (English)
Brazil’s HVAC-R industry is expanding its global footprint through exports, participation in international trade shows, and compliance with technical certifications. Companies such as Full Gauge Controls, Termomecanica, and Montreal Canadense emphasize innovation, regulatory adaptation, and energy efficiency as key factors to access markets across the Americas, Europe, and the Middle East. Growing global demand for cooling solutions in sectors like food, logistics, and data centers is driving this expansion and strengthening Brazil’s competitive position worldwide.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa-04-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-04-17 16:54:262026-04-17 16:54:26HVAC-R nacional avança no mercado internacional

Nem todo compressor precisa de óleo na refrigeração

17/04/2026

Equipamentos eliminam lubrificação no circuito frigorífico e alteram rotinas de operação e manutenção no HVAC-R

A adoção de compressores sem óleo em sistemas de climatização tem se ampliado em aplicações de médio e grande porte, sobretudo em chillers centrífugos. A tecnologia elimina o uso de lubrificantes no circuito frigorífico e substitui funções tradicionalmente associadas ao óleo por soluções eletromecânicas e aerodinâmicas.

Nos compressores convencionais, o óleo atua na lubrificação, vedação e remoção de calor. Nos modelos sem óleo, essas funções são desempenhadas por mancais magnéticos ou aerodinâmicos, além de sistemas de controle eletrônico. Nos mancais magnéticos, o eixo do compressor permanece suspenso por campos magnéticos controlados em tempo real. Já nos mancais aerodinâmicos, uma película de ar gerada pela rotação sustenta o eixo, reduzindo o contato mecânico.

O princípio de compressão, especialmente em equipamentos centrífugos, permanece baseado no aumento de energia cinética do fluido refrigerante, posteriormente convertida em pressão. A diferença está na eliminação do atrito direto e dos sistemas auxiliares de lubrificação.

A ausência de óleo impacta o ciclo frigorífico. Sem a formação de película nos trocadores de calor, a transferência térmica tende a ocorrer com menor resistência. O sistema também deixa de demandar componentes como separadores de óleo, bombas e linhas de retorno, o que simplifica o circuito.

Fabricantes como Trane, Danfoss e Copeland têm desenvolvido compressores centrífugos de alta rotação com controle por inversor de frequência, permitindo ajuste contínuo de capacidade. Esses equipamentos são utilizados em data centers, hospitais, edifícios comerciais e processos industriais que exigem controle térmico estável.

A manutenção apresenta mudanças em relação aos sistemas convencionais. A eliminação do óleo reduz intervenções associadas à troca de fluido, filtros e componentes mecânicos de lubrificação. Por outro lado, aumenta a dependência de sistemas eletrônicos, sensores e inversores de frequência.

O diagnóstico de falhas passa a exigir leitura de parâmetros operacionais e uso de interfaces digitais. Condições como qualidade da alimentação elétrica, integridade dos sensores e funcionamento dos sistemas de controle tornam-se centrais na análise técnica.

O custo inicial dos compressores sem óleo tende a ser superior ao de tecnologias tradicionais. A aplicação depende da avaliação de ciclo de vida, considerando consumo energético, frequência de manutenção e requisitos operacionais.

A expansão dessa tecnologia acompanha exigências relacionadas à eficiência energética e à digitalização dos sistemas HVAC-R. Em aplicações críticas, os compressores sem óleo já são adotados como alternativa aos modelos com lubrificação convencional.


Resumen (español)
Los compresores sin aceite han ampliado su uso en sistemas de climatización, especialmente en chillers centrífugos. La tecnología elimina la lubricación tradicional y utiliza rodamientos magnéticos o aerodinámicos para reducir el contacto mecánico. Esto modifica el ciclo frigorífico, mejora la transferencia térmica y reduce la necesidad de mantenimiento mecánico. Sin embargo, incrementa la dependencia de sistemas electrónicos y control digital, lo que exige nuevas competencias técnicas en operación y diagnóstico.

Summary (English)
Oil-free compressors are increasingly used in HVAC systems, particularly in centrifugal chillers. The technology removes traditional lubrication and replaces it with magnetic or aerodynamic bearings, reducing mechanical contact. This changes the refrigeration cycle, improves heat transfer, and lowers mechanical maintenance needs. However, it increases reliance on electronic systems and digital controls, requiring new technical skills for operation and diagnostics.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-04-17 01:19:352026-04-16 16:25:20Nem todo compressor precisa de óleo na refrigeração

Climatização avança nas escolas municipais de Belo Horizonte

16/04/2026

Projeto aprovado em 2º turno prevê instalação de ar condicionado e medidas de ventilação e proteção térmica, com diretrizes de eficiência energética e uso de fontes renováveis.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em 2º turno no dia 8 de abril, o Projeto de Lei 235/2025, que institui a Política de Climatização Sustentável nas escolas municipais. O texto segue para redação final antes de sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião.

A proposta, de Helton Júnior (PSD), estabelece a adoção de medidas voltadas à climatização dos ambientes escolares, incluindo a instalação de aparelhos de ar condicionado em salas de aula, refeitórios, cozinhas, quadras esportivas e outros espaços de uso coletivo. Também prevê adequações estruturais que favoreçam a ventilação natural, cobertura térmica de quadras e arborização das unidades.

Entre as diretrizes, estão o incentivo ao uso de energia renovável, especialmente solar, e a adoção de tecnologias de refrigeração com menor consumo energético e redução na emissão de gases de efeito estufa.

Dados citados na justificativa indicam que, segundo o Censo Escolar 2023, apenas 1,03% das salas de aula da rede pública estão climatizadas. O projeto aponta a ampliação desse índice como forma de reduzir desigualdades em relação à rede privada.

O texto aprovado incorpora alterações propostas por Bruno Miranda (PDT), ampliando de cinco para dez anos o prazo de execução da política, agora definido como indicativo, e incluindo a observação das condições técnicas e arquitetônicas das unidades para implementação das medidas.

Durante a tramitação, Helton Júnior afirmou que a proposta foi discutida com a prefeitura e a Secretaria de Educação, que indicou a priorização das salas do terceiro ciclo do ensino básico.


Resumen (español)
La Cámara Municipal de Belo Horizonte aprobó en segundo turno el Proyecto de Ley 235/2025, que crea una política de climatización sostenible en escuelas públicas. La propuesta prevé la instalación de aire acondicionado, mejoras estructurales para ventilación natural y uso de energía renovable. También establece directrices para reducir el consumo energético y las emisiones, con un plazo indicativo de hasta diez años para su implementación.

Summary (English)
Belo Horizonte’s City Council approved in second round Bill 235/2025, establishing a sustainable school cooling policy. The measure includes air conditioning installation, structural adaptations for natural ventilation, and the use of renewable energy. It also sets guidelines to reduce energy consumption and emissions, with an indicative implementation timeline of up to ten years.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Lei-424924-sala-de-aula-climatizada-revista-do-frio-freepik.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-04-16 13:54:022026-04-17 16:57:01Climatização avança nas escolas municipais de Belo Horizonte

O instalador no centro da evolução do setor

27/03/2026

Indústria investe em treinamentos, certificação, suporte técnico e garantias vinculadas à instalação qualificada para fortalecer a atuação do profissional de HVAC-R

 O técnico de refrigeração e climatização nunca esteve tão no centro da estratégia da indústria de HVAC-R.
Em um mercado que exige eficiência energética, confiabilidade operacional e conformidade com normas ambientais, fabricantes de equipamentos passaram a reconhecer o instalador como elo entre projeto e desempenho real do sistema. Mais do que vender produtos, o fabricante tem buscado assegurar que eles sejam corretamente aplicados, instalados e mantidos. Nesse movimento, programas de certificação técnica, treinamentos presenciais e plataformas digitais de capacitação ganharam força como ferramentas de aproximação com o campo.

Entre as iniciativas de qualificação técnica por nível de complexidade, desde a instalação básica de splits à aplicação de sistemas VRF, chillers e soluções de automação, grandes fabricantes como a LG Electronics, Daikin, Gree, Fujitsu, Elgin, entre outros, mantêm centros de treinamento próprios no Brasil, com cursos práticos e módulos online que combinam teoria, diagnóstico e boas práticas de instalação.

Além do treinamento, cresce o investimento em certificações oficiais vinculadas à garantia do produto. Em muitos casos, a extensão do prazo de garantia está condicionada à instalação realizada por profissional credenciado ou certificado pelo fabricante. Essa prática, adotada por marcas como Copeland, Danfoss, Bitzer e outras tantas, cria um ciclo de responsabilidade compartilhada, onde o fabricante assegura suporte técnico e o instalador agrega valor ao serviço e fortalece sua reputação no mercado.

“A indústria de HVAC-R tem adotado medidas concretas para se aproximar dos instaladores e técnicos, reconhecendo esses profissionais como peças estratégicas para a performance dos equipamentos e para a reputação das marcas no pós-venda. Entre as principais iniciativas estão os programas estruturados de certificação técnica. A LG Electronics, por exemplo, mantém no Brasil o programa LG Instala, voltado à capacitação e certificação de instaladores de ar-condicionado, com trilhas de aprendizado, avaliação técnica e benefícios exclusivos aos participantes. A instalação correta é determinante para que o ar-condicionado entregue eficiência, desempenho e durabilidade. Por isso, a LG tem ampliado seus investimentos em serviços e capacitação técnica, com uma rede credenciada estruturada e programas de treinamento gratuitos que garantem padrão, segurança e qualidade em todo o país. Esse movimento acompanha a evolução do mercado brasileiro e está alinhado à estratégia global da companhia para o setor de HVAC”, afirma Lucas Nogueira, gerente de Produto de Ar-Condicionado Residencial da LG Electronics do Brasil.

Dados do setor mostram que uma grande parte dos equipamentos é instalada ou reparada de forma incorreta, com substituição de peças que não estavam defeituosas ou com falhas de conformidade técnica com as especificações de fábrica, o que pode levar a custos adicionais, retrabalho e aumento de chamados de assistência técnica. Ao investir em capacitação direta, os fabricantes garantem que os profissionais no campo conheçam profundamente produtos, métodos de instalação corretos, práticas de segurança e tecnologias emergentes, o que reduz falhas, chamadas de garantia e custos de serviço, além de aumentar a satisfação do cliente final. Além disso, programas de certificação e treinamento promovem confiança e credibilidade técnica dos instaladores no mercado perante clientes e parceiros e reforçando o relacionamento, além de promover a adoção de novas tecnologias, regulamentações e requisitos de eficiência energética.

Além das certificações, cresce a oferta de treinamentos híbridos, combinando aulas presenciais em laboratórios com plataformas digitais de aprendizagem.

“A Gree Electric disponibiliza a plataforma Gree Capacita, com cursos online voltados à instalação, manutenção e boas práticas técnicas. Esse formato permite atualização contínua, especialmente diante da evolução tecnológica dos equipamentos, como sistemas inverter, integração com automação e uso de novos fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental. A Plataforma Gree Capacita tem como principal vantagem a oferta de treinamentos com certificação para instaladores de todo o Brasil. Assim, além de se qualificar, você melhora o seu currículo e abre oportunidades de trabalho”, informa Walter Gomes, Especialista em P&D e Analista de Treinamento Técnico Refrigeração e Climatização da Gree Capacita.

Suporte especializado

Outro ponto importante dessa aproximação entre fabricantes e instaladores é o suporte técnico especializado. Fabricantes passaram a oferecer canais e aplicativos exclusivos para profissionais cadastrados, com atendimento prioritário, bibliotecas digitais, vídeos tutoriais e aplicativos que permitem consulta rápida a manuais, códigos de erro e procedimentos de instalação. Esse atendimento mais ágil reduz retrabalho em campo e aumenta a confiabilidade do serviço prestado, criando uma relação mais direta entre técnico e fábrica.

“Os instaladores precisam de ferramentas modernas para superar os desafios operacionais, como o uso de manuais físicos, PDFs e boletins de produtos, bem como chamadas para o suporte técnico ao instalar ou reparar sistemas. Os profissionais também precisam configurar e consertar equipamentos em ambientes com espaço limitado, clima imprevisível e prazos exigentes. Cada detalhe é importante durante a instalação e o reparo para evitar erros dispendiosos ou chamadas de retorno. Reconhecendo essas necessidades e respondendo ao feedback dos usuários, aprimoramos o aplicativo Copeland Mobile, com a tecnologia de chatbot Scout AI para fornecer suporte virtual a mais de 45 mil usuários ativos. O Scout AI oferece a familiaridade de usar um mecanismo de pesquisa, mas, diferentemente das pesquisas gerais na Web, os resultados são informações técnicas fornecidas pelas informações confiáveis de produtos on-line da Copeland e muito mais. Isso permite que técnicos tenham acesso mais rápido a informações mais precisas e úteis”, revela Daniel Colnaghi, Engenheiro de Aplicação da Copeland. “Ao fornecer acesso inteligente e intuitivo a informações e ferramentas essenciais, estamos capacitando os instaladores a trabalharem com mais eficiência, resolver problemas mais rapidamente e impulsionar o sucesso com precisão e confiança”, acrescenta.

As políticas de garantia também refletem essa estratégia. Empresas como a Carrier adotam práticas que vinculam a garantia estendida à instalação realizada por profissionais certificados ou ao comissionamento acompanhado por assistência autorizada. Em muitos casos, a cobertura ampliada depende da comprovação de que a instalação seguiu os protocolos técnicos recomendados pelo fabricante. Essa exigência cria um incentivo claro para a qualificação profissional e reforça a responsabilidade compartilhada sobre o desempenho do sistema.

“No Brasil, a política de garantia estendida da Midea Carrier está diretamente vinculada à qualidade da instalação e ao uso de profissionais credenciados. Além dos 90 dias de garantia legal previstos pelo Código de Defesa do Consumidor, a fabricante oferece prazos ampliados que podem chegar a até três anos, dependendo da linha do equipamento, desde que a instalação seja realizada por empresa autorizada ou técnico credenciado e dentro das especificações técnicas do fabricante. Esse critério não é apenas comercial, mas também técnico, uma vez que a correta instalação impacta diretamente no desempenho, na eficiência energética, na segurança elétrica e na durabilidade do sistema. Ao condicionar a garantia estendida à mão de obra qualificada, reduzimos riscos de falhas prematuras, retrabalho e perda de cobertura por não conformidade, ao mesmo tempo em que valorizamos o instalador certificado e fortalecemos a profissionalização da cadeia de climatização no país. O consumidor final ao adquirir o seu ar-condicionado, se instalado com empresa credenciada da rede Midea Carrier, passa a ter garantia a partir da emissão da nota fiscal de compra. Esse tipo de ação amplia a visibilidade do profissional no mercado e fortalece sua posição competitiva”, enfatiza Gustavo Hoffmann, Engenheiro da Midea Carrier.


Resumen (español)

El instalador de refrigeración y climatización pasó a ocupar una posición estratégica en la industria de HVAC-R en Brasil. Fabricantes como LG Electronics, Gree, Copeland y Midea Carrier han ampliado inversiones en capacitación técnica, certificaciones y soporte especializado, vinculando en muchos casos la garantía extendida a la instalación realizada por profesionales acreditados. La adopción de plataformas digitales, aplicaciones con inteligencia artificial y programas estructurados de formación busca reducir fallas, retrabajos y costos de asistencia técnica, además de asegurar conformidad con normas ambientales y requisitos de eficiencia energética.

Summary (English)

Refrigeration and air-conditioning installers have become strategic players in Brazil’s HVAC-R industry. Manufacturers such as LG Electronics, Gree, Copeland and Midea Carrier are expanding investments in technical training, certification programs and specialized support, often linking extended warranties to installation performed by accredited professionals. The adoption of digital platforms, AI-based applications and structured qualification programs aims to reduce failures, rework and service costs while ensuring compliance with environmental standards and energy efficiency requirements.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Uniao-de-tecnicos-HVAC-R-revista-do-frio-e1774641223988.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-27 16:42:062026-04-17 16:57:38O instalador no centro da evolução do setor

MCE abre 44ª edição em Milão com 1.600 expositores de 48 países

24/03/2026

 Feira internacional de HVAC-R, energias renováveis, eficiência energética e água ocorre até 27 de março na Fiera Milano Rho e prevê mais de 120 mil profissionais.

A 44ª edição da MCE – Mostra Convegno Expocomfort começou nesta terça-feira (24), na Fiera Milano Rho, em Milão. O evento segue até 27 de março e reúne empresas dos setores de HVAC-R, energias renováveis, eficiência energética e soluções para água.

Segundo os organizadores, mais de 1.600 empresas expositoras de 48 países ocupam 12 pavilhões do centro de exposições. A expectativa é receber mais de 120 mil profissionais. Estão previstas delegações oficiais com mais de 320 operadores estrangeiros selecionados de 39 países.

A edição deste ano adota o conceito “Reinventing MCE 2026”. Em parceria com a Lombardini22, foram realizadas intervenções nos pavilhões 2 e 4, dedicados a componentes HVAC, com base em análises de fluxos de visitantes.

Durante a abertura, Massimiliano Pierini, diretor-gerente da RX Italy, afirmou que, nos últimos dez anos, a cadeia estendida de HVAC-R registrou crescimento médio de 1,4% no PIB nacional e aumento de 2,3% no emprego. Segundo ele, a contribuição ao PIB é comparável à de setores tradicionais do Made in Italy, como alimentos e vestuário, com impacto no emprego equivalente ao da indústria alimentícia e superior ao do setor de vestuário em 1,4 ponto percentual.

Estudo encomendado ao TEHA Group (The European House-Ambrosetti) analisa os desafios da cadeia HVAC-R na transição energética e apresenta cenários e diretrizes de políticas para o desenvolvimento do setor. Já o Energy & Strategy Group, do Politecnico di Milano, promove cinco encontros sobre consumo energético industrial e seus impactos na gestão e no desenvolvimento das empresas italianas.

O Japão foi designado “Country Partner” desta edição. A iniciativa busca aproximar expositores de decisores de mercados internacionais considerados estratégicos. No mesmo contexto, a MCE firmou parceria com a Gen Emirates para apoiar empresas interessadas em consolidar presença na região árabe. Estão previstas duas sessões de atualização durante a feira sobre aquecimento, ar-condicionado, tratamento de água, bombas e válvulas.

Os pavilhões 2, 4, 6 e 10 participam do projeto Intelligent (use of) Water, voltado à valorização da água como recurso e à redução de desperdícios, com apoio de associações do setor. Expositores convidados atuarão como Water Ambassadors.

No pavilhão 10, no setor Instruments&Tools, estreia o espaço Workwear Atelier, dedicado a vestuário técnico, calçados profissionais e soluções de segurança ocupacional.

A programação inclui ainda o “MCE Excellence Awards 2026 – Efficiency & Innovation for Transition Goals”, sob curadoria do professor Giuliano Dall’O’, do Departamento ABC (Architecture, Built Environment and Construction Engineering). O prêmio reconhece projetos nas áreas de aquecimento, refrigeração, ventilação e ar-condicionado.


Resumen (español)

La 44ª edición de MCE – Mostra Convegno Expocomfort se inauguró el 24 de marzo en Fiera Milano Rho, en Milán, y se extenderá hasta el 27 de marzo. La feria reúne a más de 1.600 empresas de 48 países y prevé recibir a más de 120.000 profesionales del sector HVAC+R, energías renovables, eficiencia energética y agua. El programa incluye estudios sobre la transición energética, encuentros organizados por el Energy & Strategy Group del Politecnico di Milano y alianzas internacionales, como la designación de Japón como Country Partner y la cooperación con Gen Emirates.

Summary (English)

The 44th edition of MCE – Mostra Convegno Expocomfort opened on March 24 at Fiera Milano Rho and runs until March 27. The event brings together over 1,600 exhibitors from 48 countries and expects more than 120,000 professionals from the HVAC+R, renewables, energy efficiency and water sectors. The programme features research on the energy transition, meetings hosted by the Energy & Strategy Group of Politecnico di Milano, and international initiatives including Japan as Country Partner and a partnership with Gen Emirates.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/RF-logo-site-revista-do-frio-toy.png 266 301 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-24 14:06:582026-03-24 14:07:22MCE abre 44ª edição em Milão com 1.600 expositores de 48 países

Mercado de geladeiras intensifica concorrência entre fabricantes no Brasil

23/03/2026

Produção local, revisão de portfólio e ampliação de serviços marcam a nova fase da linha branca

O mercado brasileiro de geladeiras, com faturamento anual de R$ 16 bilhões e cerca de 5 milhões de unidades vendidas, atravessa uma fase de reorganização competitiva.

Segundo a Eletros, as vendas da linha branca, que inclui fogões e lavadoras, recuaram 1% em 2025. O desempenho segue concentrado na reposição de aparelhos, em um ambiente de crédito mais restritivo.

Diante desse ambiente de consumo moderado, fabricantes com atuação consolidada no país, como Whirlpool (detentora das marcas Brastemp e Consul), Electrolux e LG, ajustam portfólio, cronogramas de lançamento e estrutura produtiva para sustentar participação. Ao mesmo tempo, empresas como Midea e Hisense ampliam presença no varejo e nas plataformas digitais.

Em entrevista ao InvestNews, Roberto Bellissimo, diretor financeiro do Magazine Luiza, afirmou que o endividamento e o custo do crédito ainda afetam o consumo, mas avaliou que uma eventual queda de juros pode estimular a demanda reprimida. Renato Franklin, CEO da Casas Bahia, disse que a entrada de novos fornecedores ampliou as alternativas comerciais para o varejo.

A LG anunciou investimento de R$ 1,5 bilhão em uma fábrica em Fazenda Rio Grande (PR), com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026. A unidade terá capacidade inicial de até 500 mil geladeiras por ano, com previsão de expansão para 700 mil unidades e posterior inclusão de lavadoras. Segundo executivos da companhia ouvidos pelo canal, a produção local deve permitir ajustes de custo e ampliação de faixas de preço no portfólio.

Whirlpool e Electrolux, que juntas respondem por quase 60% do mercado brasileiro de linha branca, têm concentrado esforços na renovação de produtos, revisão de componentes e ampliação de serviços. A Whirlpool informou que 75% das vendas atuais decorrem de lançamentos feitos entre 2024 e 2026. A estratégia inclui também garantia estendida, manutenção e venda de acessórios.

A Electrolux, que tem no Brasil seu segundo maior mercado global, informou que entre 85% e 90% dos produtos vendidos no país são fabricados localmente e tem reforçado plataformas digitais de atendimento e suporte técnico.

A Midea consolidou-se como terceira força em linha branca. Já a Hisense iniciou operação direta no Brasil com meta de faturar R$ 3 bilhões em 2025 e alcançar o top 3 em categorias até 2027.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/07/foto-1-abre-refrigeracao-residencial-e1720033003395.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-23 15:21:102026-03-23 15:21:10Mercado de geladeiras intensifica concorrência entre fabricantes no Brasil

Precisão não é detalhe

23/03/2026

 

Calibração, método e validação técnica definem a diferença entre diagnóstico consistente e retrabalho no campo

 Instrumentos descalibrados produzem diagnósticos equivocados. No campo, o técnico é o controlador do sistema e os instrumentos são seus sensores. Se a medição está errada, a decisão também estará. Pressão, temperatura, corrente elétrica, vácuo e carga de fluido refrigerante orientam cada ajuste no sistema. Quando o manifold apresenta desvio, o vacuômetro não mede corretamente em mícrons ou a balança digital oscila, o resultado deixa de ser técnico e passa a ser tentativa.

Para o professor Rafael Ferreira, proprietário da Oficina Refrigeração, a confiabilidade da medição não é etapa acessória do serviço, mas o seu fundamento. Com atuação na formação de técnicos e experiência prática em campo, ele defende que o primeiro critério para confiar em qualquer leitura é a validação comparativa. “A forma mais segura é testar o instrumento com outro devidamente calibrado. A comparação direta reduz a margem de dúvida”, afirma.

Segundo ele, embora a calibração periódica em laboratório seja indispensável, o profissional precisa adotar verificações operacionais na rotina. Conferir o retorno ao zero no manifold, zerar a balança antes da carga, validar o vacuômetro e, sempre que possível, manter um instrumento de referência para comparação cruzada são procedimentos que evitam decisões baseadas em leitura imprecisa. “Em campo, a experiência também ajuda. A percepção de funcionamento do sistema permite avaliar se aquela medição é coerente com o comportamento real do equipamento.”

No ajuste de superaquecimento e sub-resfriamento, pequenas variações podem comprometer o balanceamento termodinâmico. Ferreira explica que o ideal é não haver desvio, mas reconhece que aferições na casa do décimo são praticamente desprezíveis para fins de cálculo. “Algo em torno de 0,5 PSIG ou 0,5°C pode ser considerado aceitável. Acima disso, já começa a interferir no diagnóstico.”

Ele chama atenção para o impacto direto dessas variações na eficiência energética, no retorno de líquido ao compressor e na estabilidade do sistema. Um erro aparentemente pequeno em pressão ou temperatura pode levar a ajustes indevidos de válvula de expansão, interpretações equivocadas sobre carga de fluido e conclusões erradas sobre desempenho do condensador ou evaporador.

Na etapa de evacuação, Rafael é categórico ao afirmar que não existe validação sem vacuômetro. “A aferição deve ser feita em mícrons. É o que os fabricantes indicam e é a única forma segura de avaliar a qualidade do vácuo.” O instrumento deve ser posicionado no ponto mais distante da bomba, justamente para medir a condição mais crítica do sistema. Medições realizadas próximas à bomba podem mascarar restrições ou umidade residual na linha.

O procedimento não termina ao atingir o valor desejado. Após alcançar patamares abaixo de 500 mícrons, podendo chegar a 250 mícrons em aplicações mais exigentes, a bomba deve ser desligada para teste de estabilidade. “Aguardamos cerca de 30 minutos. Um sistema estanque tende a estabilizar”. Se a leitura permanece até 500 mícrons, o vácuo é considerado satisfatório. Até 800 mícrons pode ser aceitável, dependendo da aplicação. Valores acima de 1.200 mícrons indicam possível presença de umidade. Acima de 2.000 mícrons, o cenário aponta para entrada de ar ou vazamento.

Imprecisão

A experiência acumulada em sala de aula e no atendimento a sistemas reais também sustenta os alertas que ele faz sobre o custo da imprecisão. Rafael relata caso em que um instrumento digital apresentava alto desvio de pressão, comprometendo o balanceamento de superaquecimento e sub-resfriamento. Após diversas tentativas de ajuste sem resultado, a equipe recorreu a um instrumento analógico para conferência. A diferença de leitura foi significativa. O impacto foi um dia de operação perdido, prejuízo financeiro e desgaste com o cliente. “Falsas leituras levam a decisões erradas. E o retrabalho quase sempre custa mais do que a calibração.”

Em sistemas cuja carga é especificada por massa, a balança é determinante, mas não suficiente. Rafael recomenda validar as variáveis operacionais: pressão de sucção e descarga, temperaturas de insuflamento e retorno, superaquecimento, sub-resfriamento, corrente elétrica e tensão de alimentação. Nem todos os sistemas informam carga exata por massa, exigindo ajuste por balanceamento termodinâmico. Esses parâmetros, ressalta, devem ser consultados nas orientações do fabricante e no envelope de operação do compressor.

Ao tratar da calibração, ele não relativiza. Todos os instrumentos exigem controle metrológico periódico. Os digitais, no entanto, demandam atenção redobrada por serem mais sensíveis a impactos, variações ambientais e falhas de alimentação. Baterias descarregadas, sensores expostos à umidade e quedas podem alterar medições sem que o profissional perceba.

Além dos instrumentos, Rafael observa que a execução mecânica influencia diretamente as leituras. Flanges mal conformadas, rebarbas internas, ausência de nitrogênio na brasagem e restrições na tubulação alteram perda de carga e comportamento do sistema. Mais tarde, esses efeitos aparecem como leituras inconsistentes, quando a origem está na montagem.

A prática de registrar datas de calibração, manter cronograma de aferições e utilizar padrões de referência transforma procedimento em método. No campo, medir corretamente não é diferencial. É requisito técnico.

Confiabilidade combina leitura de instrumentos, interpretação de circuito e procedimento seguro de aferição


Resumen (español)
Instrumentos descalibrados comprometen el diagnóstico en sistemas de refrigeración y climatización, afirma Rafael Ferreira, propietario de Oficina Refrigeração. El profesor sostiene que la validación comparativa, la calibración periódica y las verificaciones operativas en campo son esenciales para garantizar mediciones confiables de presión, temperatura y vacío en micrones. Desvíos mínimos pueden afectar el sobrecalentamiento, el subenfriamiento, la eficiencia energética y la estabilidad del sistema, generando retrabajos y pérdidas financieras.


Summary (English)
Miscalibrated instruments can compromise diagnostics in refrigeration and HVAC systems, according to Rafael Ferreira, owner of Oficina Refrigeração. He states that comparative validation, periodic laboratory calibration and routine field checks are essential to ensure reliable pressure, temperature and micron vacuum readings. Small deviations may affect superheat, subcooling, energy efficiency and system stability, leading to rework and financial losses.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/calibragem-revista-do-frio-ferramenta-digital-e1774283776566.png 699 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-23 13:37:472026-03-23 13:37:47Precisão não é detalhe

Johnson Controls instala unidade em Chapecó

19/03/2026

Estrutura amplia suporte técnico ao polo agroindustrial e entra em operação em 19 de março

A Johnson Controls instalou uma nova unidade em Chapecó (SC), reforçando sua presença no Sul do Brasil. A estrutura entra em operação em 19 de março e atuará como centro dedicado à manutenção e suporte técnico.

Segundo a companhia, a iniciativa amplia a capacidade de atendimento regional com técnicos especializados, serviços de cuidado e correção de equipamentos e oferta de peças originais. A empresa afirma que a expansão busca fortalecer o suporte à indústria de alimentos, segmento relevante na região.

“Chapecó é uma região estratégica por concentrar grandes operações da indústria de alimentos, que demandam soluções confiáveis, eficientes e sustentáveis. A nova unidade fortalece nosso compromisso com o atendimento local e com a continuidade operacional dos nossos clientes”, afirmou Adhemar Liza, responsável pela área de serviços da Johnson Controls no Brasil.

De acordo com a empresa, o portfólio atende aplicações que vão da refrigeração industrial ao aquecimento de processos. A companhia destaca a atuação com marcas como os compressores FRICK e as bombas de calor SABROE, utilizadas em plantas industriais.

A empresa informa que as soluções contribuem para metas de descarbonização na indústria de alimentos, com foco em eficiência energética e redução de emissões.


Resumen (español)
Johnson Controls instaló una nueva unidad en Chapecó (SC), que comenzó a operar el 19 de marzo como centro de mantenimiento y soporte técnico. La empresa busca ampliar la atención a la industria de alimentos en el sur de Brasil, con oferta de servicios especializados y piezas originales. El portafolio incluye soluciones de refrigeración industrial y calefacción de procesos, con marcas como FRICK y SABROE.

Summary (English)
Johnson Controls has installed a new unit in Chapecó (SC), starting operations on March 19 as a maintenance and technical support center. The company aims to expand services for the food industry in southern Brazil, offering specialized support and original spare parts. Its portfolio includes industrial refrigeration and process heating solutions, featuring brands such as FRICK and SABROE.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/johnson-controls-chapeco-revista-do-frio.jpg 500 875 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-19 13:28:152026-03-19 13:35:32Johnson Controls instala unidade em Chapecó

Presença feminina é estratégia de desenvolvimento para o setor

19/03/2026

Entre desafios históricos e novas oportunidades, técnicas e engenheiras conquistam espaço, ampliam sua qualificação e fortalecem uma transformação que vai além das casas de máquinas

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Nos últimos oito anos, o setor brasileiro de HVAC-R tem vivenciado uma transformação consistente: o avanço da presença feminina em funções técnicas, operacionais e estratégicas. Se antes a participação das mulheres era pontual e restrita, hoje elas estão na linha de frente da instalação, manutenção, engenharia de projetos e gestão de serviços.

Esse crescimento acompanha movimentos mais amplos do mercado de trabalho e da indústria. Segundo estudos da McKinsey & Company, a presença de mulheres em cargos de liderança vem aumentando globalmente, ainda que em ritmo desigual. O relatório Women in the Workplace aponta avanços na ocupação de posições de confiança e gestão, mas também evidencia desafios estruturais, como o chamado “degrau quebrado”, a primeira grande barreira na promoção para cargos de liderança, e o persistente “teto de vidro”, que limita o acesso aos níveis mais altos de decisão.

No HVAC-R brasileiro, esses conceitos encontram reflexo direto na realidade. A entrada de mulheres em cursos técnicos e engenharias ligadas à climatização e refrigeração cresceu nos últimos anos, impulsionada por programas de capacitação, incentivo à formação profissional e maior visibilidade de referências femininas no setor. Ainda assim, a transição para cargos de supervisão, coordenação e direção continua sendo um ponto sensível.

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Histórias de técnicas que começaram como auxiliares e hoje lideram equipes se multiplicam em todo o Brasil. Engenheiras assumem projetos de grande porte, participam de comissionamentos complexos e atuam em plantas industriais com a mesma segurança e competência que qualquer profissional do setor. Mais do que ocupar vagas, essas mulheres transformam a cultura do HVAC-R, imprimindo novos olhares sobre gestão, operação e relacionamento com clientes. São milhares de trajetórias bem-sucedidas em um mercado historicamente masculino e experiências que, somadas, certamente renderiam um livro de milhares de páginas. Nesta edição especial, destacamos algumas dessas histórias para homenagear todas as profissionais que fazem a diferença diariamente. A presença de cada uma delas fortalece ambientes mais colaborativos, contribuindo diretamente para a evolução do setor.

Mais do que ocupar vagas, essas mulheres transformam a cultura do HVAC-R

“Ao longo da minha trajetória, investir em formação e envolver-me de fato em situações desafiadoras buscando a solução de problemas foi fundamental para consolidar conquistas e avançar profissionalmente. A capacitação permite que a mulher do frio ocupe seu espaço com propriedade, seja na engenharia, na gestão ou no empreendedorismo, reduzindo desigualdades e ampliando oportunidades de crescimento sustentável. Cabe ressaltar que fóruns de capacitação também são ótimos espaços para expansão de networking ampliando nossa rede de contatos e suporte. Estabelecimento de rede de contatos e apoio é um hábito natural entre homens, que para a maior parte das mulheres, não se apresenta naturalmente como ferramenta de avanço na carreira”, afirma Joana Canozzi, Diretora de Serviços e Engenharia da Copeland.

“A presença feminina no HVAC-R brasileiro evoluiu de forma consistente nos últimos anos, ainda que em um ritmo mais gradual do que o desejado. Há cerca de oito anos, a participação das mulheres era quase invisível, especialmente nas áreas técnicas e de engenharia. Hoje, já vemos mulheres atuando em projetos, liderança, engenharia, manutenção e gestão, rompendo um estigma histórico de que o setor era exclusivamente masculino. Globalmente, mulheres continuam com participação reduzida em papéis técnicos e de engenharia, algo que se reflete em diversas indústrias, incluindo setores técnicos e industriais como o nosso”, acrescenta.

Da assistência técnica à engenharia de campo

“O principal desafio que eu encontrei no setor de refrigeração e climatização foi de competir tecnicamente com homens, que já estão a anos no mercado. Por isso, sempre digo que a formação técnica para nós, mulheres, é muito importante. Iniciei minha carreira como estagiária no setor de projetos de refrigeração em rack de compressores para supermercados. Em 2017, migrei para a área da refrigeração industrial, envolvendo sistemas de amônia aplicados em tanques de leite e câmaras frias de grande porte para redes de frigoríficos em nível Brasil. Ganhando experiência, atuei como projetista de câmaras frias e túneis de congelamento e, em maio de 2019, dei um passo ousado e abri minha própria empresa, a JDA Refrigeração, Climatização e Serviços, sediada em Belo Horizonte (MG)”, conta Jacqueline Albuquerque, Diretora da JDA.

Ela acrescenta que, “hoje, já temos muitas empresas de HVAC-R sendo conduzidas por mulheres com atuação em todas as áreas e utilidades. Nos últimos anos, o mercado de refrigeração e climatização vem despertando a atenção do público feminino com uma representação expressiva de mulheres que são destaques no setor, por grupos de profissionais, dentre outros. A união e o tratamento justo entre as mulheres promovem uma ação satisfatória para impulsionar e encorajar outras mulheres, descobrir novos talentos, resultando no aumento do número de profissionais a se destacarem no setor”.

O avanço feminino no HVAC-R também passa pela formação. Instituições de ensino técnico e entidades de classe ampliaram o acesso a cursos de refrigeração e climatização, abrindo portas para novas trajetórias profissionais. Programas de mentoria, treinamentos voltados à liderança e redes de apoio entre mulheres têm sido fundamentais para reduzir a evasão e fortalecer a permanência no setor.

O conceito do “degrau quebrado”, ajuda a compreender por que muitas mulheres encontram dificuldades já na primeira promoção para cargos de liderança. Quando essa etapa não acontece de forma equitativa, toda a estrutura acima se mantém desbalanceada. Romper esse ciclo exige políticas internas claras, metas de diversidade e avaliação baseada em desempenho e competência técnica.

“Diversos fatores têm impulsionado esse movimento, entre eles o maior acesso à informação e educação, mudanças estruturais e políticas públicas de proteção às mulheres bem como o fortalecimento das redes de apoio e de liderança engajadas com o tema promovendo o diálogo estruturado para a ampliação da visibilidade feminina no setor. Iniciativas de associações, universidades, entidades de ensino, ações de capacitação e a criação de redes de apoio e representatividade têm sido fundamentais para mostrar que o HVAC-R é um campo possível e promissor para as mulheres. Outro ponto a ser comentado inclui o aumento de programas educacionais e de desenvolvimento comportamental como mentorias voltados para processos estruturados de promoção, reparando o que chamam de broken rung (degrau quebrado), a lacuna no primeiro passo de ascensão profissional que historicamente retém mulheres nas posições técnicas e impede que avancem para cargos de gestão. Essa lacuna é particularmente aguda nas funções técnicas, onde apenas cerca de 52 mulheres são promovidas para gerente para cada 100 homens em posições equivalentes, segundo um novo estudo divulgado em 2025 pelo LinkedIn, ou seja, apenas 32% das posições de gerência no país são ocupadas por mulheres”, revela Joana.

Inclusão que gera resultado

Mais do que uma pauta social, a presença feminina no HVAC-R é uma estratégia concreta de desenvolvimento para o setor. Em um mercado que enfrenta escassez de mão de obra qualificada, ampliar a participação das mulheres significa expandir o potencial de talentos disponíveis e fortalecer o crescimento sustentável. A diversidade estimula inovação em um segmento que avança rapidamente com soluções inteligentes, eficiência energética, digitalização e sustentabilidade. Técnicas e engenheiras agregam novas perspectivas a desafios antigos, reforçam a organização dos processos, ampliam o olhar sobre segurança e elevam o padrão de atendimento, fortalecendo não apenas as empresas, mas todo o mercado brasileiro de HVAC-R.

Apesar dos avanços, ainda é necessário fortalecer e difundir políticas de valorização e redes de apoio, ampliar o acesso à formação técnica e criar estruturas que permitam conciliar carreira, maternidade, jornada dupla e empreendedorismo. A mulher do frio precisou, ao longo dos últimos anos, se estruturar com planejamento, rede de apoio e resiliência para equilibrar múltiplos papéis sem renunciar à excelência profissional. O próximo passo é tornar essas conquistas mais estruturais, garantindo que mais mulheres possam ingressar, permanecer e crescer no HVAC-R com reconhecimento e igualdade de oportunidades.

Como destaca Priscila Baioco, vice-presidente da ABRAVA e primeira mulher a ocupar esse cargo, “cada mulher que permanece e cresce no setor abre caminho para muitas outras. Nossa presença não é apenas representatividade, é competência, é resultado e é transformação. O setor já sente os efeitos dessa transformação. E, ao que tudo indica, ela está apenas começando”.


Resumen (español)
La presencia femenina en el sector brasileño de HVAC-R ha crecido en los últimos ocho años, con mujeres actuando en instalación, mantenimiento, ingeniería y gestión. Aunque informes como Women in the Workplace, de McKinsey & Company, y datos recientes de LinkedIn señalan avances globales, persisten barreras estructurales como el “degrau quebrado” y el “teto de vidrio”. En Brasil, profesionales como Joana Canozzi, de Copeland; Jacqueline Albuquerque, de JDA Refrigeração Climatização e Serviços; y Priscila Baioco, vicepresidenta de ABRAVA, destacan que la capacitación, las redes de apoyo y políticas internas claras son determinantes para ampliar el acceso de mujeres a cargos de liderazgo y fortalecer el desarrollo sostenible del sector.


Summary (English)
Female participation in Brazil’s HVAC-R sector has increased over the past eight years, with women taking on technical, operational, and leadership roles. Reports such as Women in the Workplace by McKinsey & Company and recent LinkedIn data indicate progress, but structural barriers like the “broken rung” and the “glass ceiling” remain. In Brazil, professionals including Joana Canozzi of Copeland, Jacqueline Albuquerque of JDA Refrigeração Climatização e Serviços, and Priscila Baioco, vice president of ABRAVA, argue that technical training, mentorship networks, and clear diversity policies are essential to expanding women’s access to management positions and supporting sustainable industry growth.

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