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ABRAVA abre portas para 2026

Evento híbrido da associação ocorre em 29 de janeiro e discute perspectivas econômicas, COP 30 e impactos da reforma tributária no setor HVAC-R.

A ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) realizará, em 29 de janeiro, o evento “ABRAVA de Portas Abertas”, voltado à apresentação de perspectivas e oportunidades para o setor HVAC-R em 2026. A iniciativa será realizada em formato híbrido, com vagas presenciais limitadas na sede da entidade e participação online.

São esperados representantes de empresas associadas e não associadas, setores clientes, parceiros, formadores de opinião e imprensa. A programação prevê a atualização sobre temas relacionados à climatização e à refrigeração, incluindo perspectivas econômicas e oportunidades para 2026, a preparação do setor diante dos compromissos assumidos na COP 30 e os impactos da reforma tributária.

O encontro também abordará o escopo de atuação da ABRAVA, além da agenda de eventos e cursos da associação e aspectos ligados ao associativismo no setor. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site da entidade.


Resumen (Español)

La ABRAVA realizará el 29 de enero el evento “ABRAVA de Portas Abertas”, en formato híbrido, para presentar perspectivas y oportunidades del sector HVAC-R de cara a 2026. La iniciativa está dirigida a empresas asociadas y no asociadas, clientes, socios, formadores de opinión y prensa.

La agenda incluye debates sobre perspectivas económicas, compromisos del sector frente a la COP 30, impactos de la reforma tributaria y la presentación de las actividades, eventos y cursos de la asociación.


Summary (English)

ABRAVA will hold the event “ABRAVA de Portas Abertas” on January 29, in a hybrid format, to discuss perspectives and opportunities for the HVAC-R sector in 2026. The meeting is open to member and non-member companies, clients, partners, opinion leaders, and the press.

The program will address economic outlooks, sector preparation for COP 30 commitments, tax reform impacts, and an overview of the association’s activities, events, and training agenda.

SMACNA abre inscrições para turma 2026 do Programa de Educação Continuada

SMACNA ABRE INSCRIÇÕES PARA TURMA 2026 DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA EM TRATAMENTO DE AR

Programa de Educação Continuada em Tratamento de Ar tem carga horária de 162 horas e é voltado a profissionais e estudantes da área de HVAC.

A SMACNA Brasil abriu as inscrições para a turma de 2026 do Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar, voltado à formação e atualização de profissionais do setor de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (HVAC).

O conteúdo programático é estruturado em cerca de 162 horas de aulas, distribuídas em seis módulos, que abordam temas como carga térmica, psicrometria, sistemas de circulação e distribuição de ar, condicionamento de ar, sistemas hidrônicos, refrigeração, sistemas de aproveitamento e recuperação de energia, além de sistemas elétricos de comando, proteção e controle.

O programa é direcionado a profissionais da área de HVAC, estagiários de engenharia, engenheiros recém-formados e engenheiros que buscam atualização técnica. As atividades incluem estudos de casos e discussões voltadas à aplicação prática dos conteúdos.

As inscrições para a turma de 2026 estão disponíveis no site do programa.

Refrigeração Tipi lança cortinas de ar Friven

Linha amplia portfólio da empresa, que integra o grupo Soprano, com modelos voltados ao controle térmico de diferentes ambientes.

A Refrigeração Tipi, empresa que integra o grupo Soprano, lançou a linha de cortinas de ar Friven, marca própria, ampliando sua atuação nos segmentos de refrigeração e climatização. Os equipamentos estão disponíveis nas dimensões de 900 mm, 1.200 mm e 1.500 mm.

Segundo a empresa, as cortinas de ar Friven foram desenvolvidas para separar ambientes internos e externos por meio de uma barreira de ar, com aplicação em espaços comerciais, industriais e residenciais. A proposta inclui a melhoria do conforto térmico e a redução de custos de climatização.

Os modelos utilizam tecnologia cross-flow associada ao sistema full-air, que intensifica o fluxo contínuo de ar, além de motor silencioso, indicado para locais com grande circulação de pessoas. As cortinas também contribuem para reduzir a troca térmica com o ambiente externo, favorecendo a economia de energia e o desempenho de sistemas de refrigeração e aquecimento.

De acordo com a Tipi, os equipamentos auxiliam ainda na diminuição da entrada de poeira, odores, poluição e insetos. A instalação é descrita como simplificada, o que permite aplicação por integradores e administradores prediais em diferentes perfis de uso, como comércios, restaurantes, indústrias, armazéns, condomínios e residências.

As cortinas de ar Friven estão disponíveis em revendas e lojas especializadas do setor, reforçando a presença da Refrigeração Tipi no mercado de soluções para controle climático.


Resumen (Español)

La empresa Refrigeração Tipi, que forma parte del grupo Soprano, lanzó la línea de cortinas de aire Friven, ampliando su portafolio de soluciones en refrigeración y climatización. Los equipos están disponibles en tamaños de 900 mm, 1.200 mm y 1.500 mm.

Según la compañía, los productos están destinados a separar ambientes internos y externos mediante una barrera de aire, contribuyendo al control térmico, a la eficiencia energética y al desempeño de sistemas de refrigeración y calefacción en diferentes tipos de espacios.


Summary (English)

Refrigeração Tipi, part of the Soprano group, has launched the Friven air curtain line, expanding its refrigeration and air conditioning portfolio. The products are available in 900 mm, 1,200 mm and 1,500 mm versions.

According to the company, the air curtains are designed to separate indoor and outdoor environments through an air barrier, supporting thermal control, energy efficiency and the performance of cooling and heating systems across a range of applications.

Fabricantes combinam produção local e importados para garantir competitividade

Com fábricas instaladas no país, o setor avalia o equilíbrio entre produzir localmente e importar componentes para garantir competitividade no abastecimento.

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A cadeia de fornecimento local tem ganhado importância estratégica para a indústria de HVAC-R no Brasil, especialmente em um cenário de demanda crescente por climatização, pressões por eficiência energética e necessidade de reduzir vulnerabilidades logísticas globais. Empresas que atuam no país avaliam constantemente se devem produzir localmente ou importar equipamentos, peças e partes.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou um parque industrial relevante na área de climatização e refrigeração. A proximidade com o cliente também favoreceu a customização, atendimento mais ágil e controle de qualidade. Além disso, permite maior agilidade na reposição de peças e serviços, o que se traduz em confiabilidade e menor tempo de resposta nas manutenções. Grandes grupos globais já apostam nessa estratégia: por exemplo, o Midea inaugurou em 2023 uma fábrica de 73 mil metros quadrados em Pouso Alegre (MG), que produz cerca de 1,3 milhão de unidades por ano. Já a Gree do Brasil mantém uma planta em Manaus (AM) com capacidade de mais de 1,5 milhão de aparelhos/ano, confirmando a força da produção local no segmento. Além dessas, empresas como Electrolux, LG, Samsung e Whirlpool também operam montagens no Brasil, beneficiando-se dos incentivos fiscais locais.

No entanto, produzir no Brasil não é isento de desafios. Custos industriais elevados, escala ainda limitada em algumas linhas e a dificuldade em acessar tecnologia de ponta ou componentes específicos podem reduzir a competitividade frente a peças importadas são alguns dos pontos a serem avaliados. Além disso, há escassez de mão de obra especializada em determinados processos, o que muitas vezes exige treinamento ou terceirizações e encarece o produto final.

Essa presença diversificada permite que parte relevante dos equipamentos comercializados no país seja fabricada ou montada localmente, reduzindo o tempo de entrega, facilitando o atendimento técnico e permitindo customizações de acordo com normas brasileiras, como os requisitos de etiquetagem energética e padrões elétricos específicos.

Apesar desses avanços, a cadeia local ainda depende fortemente de componentes importados. A fabricação de placas eletrônicas, sensores, módulos de controle, ventiladores específicos, trocadores de calor de alta densidade e certos modelos de compressores permanece concentrada na Ásia, sobretudo na China.

“Muitos splits montados no Brasil utilizam kits eletrônicos, motores e serpentinas produzidos no exterior, que chegam ao país por meio de distribuidores ou diretamente para as linhas de produção. Isso cria uma produção híbrida, em que o produto final é nacional, mas boa parte dos seus insumos depende de fornecedores internacionais”, informa Leonardo Araujo, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Midea.

Do ponto de vista econômico, produzir localmente traz benefícios claros: reduz a exposição cambial, encurta o lead time, aumenta a previsibilidade de abastecimento e fortalece fornecedores nacionais, que passam a investir em tecnologia e mão de obra qualificada. Além disso, a proximidade entre fábrica e mercado permite ajustes rápidos de portfólio, adequação a legislações e adaptações a padrões climáticos regionais. A geração de empregos diretos e indiretos reforça o impacto positivo da industrialização no país, ampliando a competitividade do setor.

No entanto, a produção local exige investimentos necessários para instalação de fábricas, aquisição de maquinário, automação e certificações são elevados e exigem escala para que a operação se torne economicamente sustentável. Em mercados altamente competitivos, como o de splits residenciais, a pressão por preços baixos faz com que empresas avaliem com cuidado se vale mais montar localmente ou importar o produto acabado. Questões logísticas internas, como o transporte em longas distâncias dentro do território brasileiro, também afetam a equação de custos, além da complexidade tributária nacional, que pode reduzir margens se não houver incentivos adequados.

Programas de conteúdo local, acordos de desenvolvimento com fornecedores brasileiros, investimentos em pesquisa e inovação e a expansão de polos industriais fortalecem a independência tecnológica da indústria nacional.

“Entre os incentivos fiscais aplicáveis à comercialização da produção para fora da área da Zona Franca de Manaus estão a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI), as reduções específicas do imposto de importação, isenção do PIS/PASEP e da COFINS nas operações internas da Zona Franca de Manaus, além de outros incentivos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e crédito estímulo de ICMS. Do ponto de vista logístico, no entanto, existe um desafio a ser superado. Se, por um lado, a sua localização é a mais próxima de grandes mercados externos como a América Central e do Norte, por outro ela está distante de alguns dos principais mercados consumidores do Brasil. Sabe-se que alguns produtos, como o ar condicionado, dependem de modais específicos para manter a sua competitividade, por isso, manter investimentos e discutir alternativas é urgente para que as empresas possam superar adversidades”, comenta Araujo.

Sistema híbrido

Por sua vez, depender exclusivamente de importações traz problemas operacionais: a volatilidade cambial, o aumento de fretes, os prazos imprevisíveis e os gargalos logísticos, especialmente em períodos de alta demanda ou crise internacional, que podem comprometer cronogramas e inflar preços. Para mitigar esses riscos, muitas empresas participam do Programa Abrava Exporta, uma parceria com a Apex-Brasil, que apoia a internacionalização da indústria HVAC-R nacional. Por meio do programa, as empresas recebem apoio técnico, inteligência de mercado e acesso a feiras.

“Esse esforço de internacionalização reforça a competitividade global da indústria nacional, promovendo a combinação entre produção local e importação, não apenas para atender à demanda doméstica, mas também torna o Brasil um exportador relevante no setor HVAC-R. O modelo híbrido permite aproveitar o melhor dos dois mundos: manutenção da cadeia produtiva local, com empregos, customização e agilidade; e acesso a tecnologias e componentes importados quando necessário, garantindo inovação e eficiência”, informa Paulo Roberto da Silva, Coordenador de Indústria e Serviços da Apex-Brasil.

Silva acrescenta que no setor de HVAC-R, os principais parceiros comerciais do Brasil incluem China, Estados Unidos, e União Europeia (com destaque para Alemanha e Itália). “A China é um grande exportador de componentes e produtos acabados para o Brasil, enquanto os EUA e países da Europa, são tanto fornecedores quanto compradores de produtos mais especializados e com alta demanda em eficiência energética. Os componentes como motores e ventiladores também compõem uma parte significativa das exportações, especialmente em mercados que buscam alta performance em eficiência energética e sustentabilidade”, revela.

“Em última análise, o equilíbrio entre produção nacional e importação tem se mostrado a estratégia mais eficiente para atender à crescente demanda no Brasil, preservando competitividade, assegurando sustentabilidade da cadeia e aumentando a previsibilidade no abastecimento. No ambiente atual, marcado por incertezas cambiais, variabilidade logística e exigências regulatórias, essa flexibilidade estratégica se traduz em resiliência e capacidade de resposta para o futuro do setor HVAC-R no país”, conclui.


Resumen (Español)
La industria de HVAC-R en Brasil adopta un modelo híbrido que combina producción local e importación de componentes para mantener la competitividad frente a una demanda creciente por climatización y mayores exigencias de eficiencia energética. Con plantas industriales instaladas en el país, las empresas logran reducir plazos de entrega, adaptar productos a normas locales y fortalecer la cadena de suministro nacional, aunque siguen dependiendo de insumos estratégicos provenientes principalmente de Asia.

El equilibrio entre fabricar localmente e importar permite mitigar riesgos asociados a la volatilidad cambiaria, costos logísticos y limitaciones tecnológicas. Iniciativas de apoyo a la internacionalización y acuerdos con proveedores refuerzan la capacidad del sector para atender tanto al mercado interno como a las exportaciones, consolidando a Brasil como un actor relevante en la industria HVAC-R.


Summary (English)
Brazil’s HVAC-R industry is increasingly adopting a hybrid model that combines local manufacturing with imported components to remain competitive amid rising demand for air conditioning and stricter energy-efficiency requirements. Domestic production helps shorten delivery times, enable customization to local standards and strengthen supply chains, while key components continue to be sourced mainly from Asia.

Balancing local production and imports reduces exposure to currency volatility, logistics disruptions and technological constraints. Support programs for internationalization and partnerships with local suppliers enhance the sector’s ability to serve both domestic and export markets, positioning Brazil as a relevant player in the global HVAC-R industry.

CIEPI visita a matriz do Grupo Hot Sat e conhece projetos industriais

Primeira ação do projeto CIEPI Visita em 2026 na matriz do Grupo Hot Sat, em Teresina

Uma comitiva do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI) realizou hoje visita técnica à matriz do Grupo Hot Sat em Teresina (PI). No encontro, participantes conheceram parte da trajetória do fundador Raimundo Nonato de Albuquerque, a evolução da empresa desde a sua fundação em 1994 e a atuação da terceira geração na diretoria da Hot Sat, incluindo projetos industriais em desenvolvimento.

Durante a visita, a comitiva teve acesso ao Museu das Telecomunicações do Piauí, instalado anexo ao auditório principal da sede, onde foram expostos objetos ligados à evolução tecnológica no setor de telecomunicações. Na área industrial, os convidados acompanharam a apresentação do projeto de dutização do Climatizador Inverter, apontado pela Hot Sat como o primeiro no Brasil a adotar essa tecnologia, e a demonstração das máquinas de injeção plástica utilizadas na fabricação de climatizadores residenciais.

O evento faz parte das atividades programadas pelo CIEPI para 2026, com foco em fortalecer a integração entre empresas e instituições industriais na região. Raimundo Nonato de Albuquerque conduziu parte da programação, acompanhado por executivos da Hot Sat, durante a agenda de visitas às instalações produtivas e ao acervo histórico.

Multi Split ganha espaço em projetos de apartamentos compactos

Sistema com uma única unidade externa responde à redução das áreas técnicas e às restrições arquitetônicas dos novos empreendimentos residenciais.

A redução do tamanho dos apartamentos em São Paulo tem imposto novos desafios aos projetos residenciais. Na última década, a metragem média das unidades de um dormitório caiu cerca de 40%, passando de 46,1 m² para 27,5 m², segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Embraesp). No mesmo período, o número de apartamentos na cidade cresceu 80%, de acordo com o Centro de Estudos da Metrópole (CEM).

Com plantas mais compactas e áreas técnicas reduzidas, a instalação de múltiplas unidades externas de ar-condicionado tornou-se limitada, com impacto sobre fachadas e o uso das varandas. Nesse cenário, sistemas do tipo Multi Split, que permitem a conexão de até cinco unidades internas a uma única condensadora, passaram a integrar soluções adotadas em projetos residenciais com restrição de espaço e regras condominiais que limitam a quantidade de equipamentos externos.

O modelo possibilita a climatização de diferentes ambientes a partir de um único ponto externo, reduzindo a ocupação das áreas técnicas e o impacto visual nas edificações. A adoção desse tipo de sistema também responde às exigências de empreendimentos que buscam preservar a identidade arquitetônica e otimizar o uso dos espaços disponíveis.

Segundo Graziela Yang, gerente de Ar-Condicionado Comercial da LG Electronics do Brasil, o Multi Split foi desenvolvido para atender às mudanças observadas no mercado imobiliário. “O Multi Split foi projetado para a realidade dos apartamentos compactos, permitindo climatizar mais de um ambiente com apenas uma unidade externa. Trabalhamos com uma linha de evaporadoras compatíveis, como Cassete 1 Via, Artcool e Artcool Gallery, o que possibilita adequação ao projeto arquitetônico mesmo quando não há espaço para múltiplas condensadoras”, afirma.

De acordo com a executiva, o sistema atende a ambientes integrados, como salas e dormitórios, nos quais a limitação de espaço torna mais perceptíveis questões como ruído e ocupação das áreas técnicas.

2026 deve ter temperatura média global 1,4 °C acima do nível pré-industrial

No Brasil, fenômenos atmosféricos e oceânicos apontam para oscilações no clima ao longo do ano, com chuvas irregulares e calor acima da média.

O Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, prevê que a temperatura média global em 2026 ficará cerca de 1,4 °C acima dos níveis pré-industriais, considerando o período entre 1850 e 1900. A projeção foi divulgada em dezembro de 2025 e se baseia em modelos climáticos e séries históricas globais.

Segundo o órgão, 2026 não deve superar o recorde observado em 2024, quando a temperatura média global alcançou cerca de 1,55 °C acima do nível pré-industrial, mas ainda assim tende a figurar entre os quatro anos mais quentes já registrados desde o início das medições sistemáticas.

O Met Office estima que a temperatura média global em 2026 ficará dentro de uma faixa entre 1,34 °C e 1,58 °C acima do período pré-industrial. De acordo com o climatologista Adam Scaife, responsável pela previsão, é provável que 2026 seja o quarto ano consecutivo em que a média global ultrapasse o patamar de 1,4 °C.

A projeção reforça a proximidade do limite de aquecimento estabelecido pelo Acordo de Paris, que busca restringir o aumento da temperatura média global a até 1,5 °C. O dado divulgado refere-se exclusivamente à temperatura média mundial, não a países ou regiões específicas.

No Brasil, com informações da Climatempo, análises climáticas indicam que 2026 pode ser marcado por condições climáticas mais conturbadas, com oscilações ao longo do ano devido à interação de diversos fenômenos atmosféricos e oceânicos, como neutralidade no Pacífico após o enfraquecimento do La Niña e maior influência de sistemas regionais sobre o território. Essas condições tendem a resultar em chuvas irregulares, períodos de calor acima da média histórica e variabilidade pluviométrica entre as regiões.

São José dos Campos amplia uso de climatizadores em UBS e hospitais no verão

Município instala 50 climatizadores na rede municipal de saúde para enfrentar altas temperaturas; modalidade de aluguel de equipamentos ganhou maior demanda durante a pandemia.

A Prefeitura de São José dos Campos implementou a instalação de 50 climatizadores em unidades da rede municipal de saúde para amenizar o calor no período de verão, com o objetivo de oferecer mais conforto a pacientes e profissionais. O Hospital Municipal receberá quatro equipamentos, e os demais foram alugados para atender 40 unidades de emergência, atenção primária, secundária e vigilâncias por três meses, correspondente ao período de temperaturas mais altas.

Os climatizadores têm sistema de resfriamento a seco, sem vapor de água, e já foram instalados em três unidades básicas de saúde — Santa Inês, Campos de São José e Vista Verde —, em três unidades de pronto atendimento — Putim, Eugênio de Melo e Novo Horizonte — e no Hospital de Clínicas Sul.

O uso de equipamentos alugados, ainda pouco conhecido por parte da população, tem se expandido no mercado de climatização desde a pandemia de covid-19, quando a necessidade de soluções temporárias, inclusive em hospitais de campanha, impulsionou a procura por locação de sistemas de climatização. Durante esse período, a locação de equipamentos passou a ser vista como alternativa flexível em situações de demanda inesperada ou temporária, com prazos de entrega mais rápidos e menor necessidade de investimento inicial em comparação à compra de unidades permanentes

Justiça exige plano emergencial de climatização em escolas estaduais do Rio

Salas de aula com até 42 °C e relatos de desmaios levaram o Tribunal de Justiça a determinar diagnóstico e ações emergenciais na rede estadual.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Estado apresente um diagnóstico completo da rede estadual de ensino e um plano de ação emergencial voltado à climatização das escolas. A decisão ocorre após recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que contabilizou 52 episódios graves ao longo de 2025, relacionados a ambientes escolares considerados insalubres, com salas de aula que chegaram a 42 °C em dias de calor e registros de desmaios de alunos.

O diagnóstico deverá ser elaborado em até 90 dias. Já o plano emergencial deverá ser apresentado em 60 dias, com cronograma detalhado de execução e de gastos. As medidas previstas terão início em até 30 dias após aprovação judicial.

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio foi tomada após o MPRJ recorrer de entendimento da 9ª Vara de Fazenda Pública, que havia negado pedido de tutela de urgência em ação civil pública. Na nova análise, o relator reconheceu a gravidade da situação e concedeu parcialmente a liminar. A ação aponta precariedade térmica, sistemas de climatização inadequados, manutenção predial insuficiente, riscos estruturais, deficiências em equipamentos básicos e falta de acessibilidade.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que 1.135 escolas da rede contam com ambientes climatizados, o que corresponde a 97% do total, e que trabalha para concluir a instalação nas 37 unidades restantes. A pasta afirmou ainda que executa um plano contínuo de climatização e que o relatório utilizado pelo Ministério Público se baseia em dados de 2024, anteriores às intervenções mais recentes. Em 2024, segundo a secretaria, foram realizadas mais de 600 obras, incluindo manutenção, adequação da rede elétrica, reforço de carga de energia, cobertura de quadras esportivas e aquisição de ventiladores como solução temporária.


Resumen (Español)

La Justicia de Río de Janeiro ordenó al Estado presentar un diagnóstico y un plan de acción de emergencia enfocado en la climatización de las escuelas de la red estadual. El Ministerio Público registró 52 episodios graves en 2025, con aulas que alcanzaron hasta 42 °C y desmayos de estudiantes.

La Secretaría de Educación informó que el 97% de las escuelas ya cuenta con ambientes climatizados y que continúa las obras y ajustes en las unidades restantes.


Summary (English)

The Rio de Janeiro Court of Justice ordered the state government to present a full diagnosis and an emergency action plan focused on school air conditioning. The Public Prosecutor’s Office reported 52 serious incidents in 2025, including classrooms reaching 42 °C and student fainting.

The State Department of Education stated that 97% of schools already have air-conditioned environments and that work continues in the remaining units.

Vertiv amplia centro de treinamento em Barueri com foco em IA e HPC

Atualização da Vertiv Academy América Latina incorpora resfriamento líquido e amplia infraestrutura para capacitação técnica em data centers de alta densidade.

A Vertiv ampliou as operações da Vertiv Academy América Latina, em Barueri, com a incorporação de soluções de resfriamento líquido voltadas a aplicações de inteligência artificial (IA) e computação de alto desempenho (HPC). A atualização do centro de treinamento passa a permitir contato direto com tecnologias térmicas utilizadas em data centers de alta densidade, incluindo unidades de distribuição de fluido.

A infraestrutura ganhou novas salas de aula, simuladores em grande escala e uma equipe ampliada de instrutores. Segundo a empresa, o currículo foi atualizado para acompanhar as demandas associadas à IA e ao HPC. “A revolução impulsionada por IA e HPC cria oportunidades inéditas para inovação. Atualizamos nossas instalações e currículo para garantir que profissionais de toda a região tenham acesso a treinamentos de classe mundial, fortalecendo a liderança latino-americana na economia digital”, afirmou a Vertiv em comunicado.

Os treinamentos são oferecidos em português, espanhol e inglês e são exclusivos para usuários finais das soluções Vertiv, parceiros de canal e equipe interna de serviços.


Resumen (español)

La Vertiv amplió las operaciones de la Vertiv Academy América Latina, en Barueri (SP), con la incorporación de soluciones de refrigeración líquida orientadas a aplicaciones de inteligencia artificial y computación de alto rendimiento. El centro de formación permite el contacto directo con tecnologías térmicas utilizadas en centros de datos de alta densidad.

La actualización incluye nuevas aulas, simuladores a gran escala y un equipo ampliado de instructores. Los entrenamientos se ofrecen en portugués, español e inglés, de forma exclusiva para clientes finales, socios de canal y el equipo interno de servicios de la empresa.


Summary (English)

Vertiv has expanded the Vertiv Academy Latin America operations in Barueri, São Paulo, by adding liquid cooling solutions for artificial intelligence and high-performance computing applications. The upgraded training center provides hands-on access to thermal technologies used in high-density data centers.

The expansion includes new classrooms, large-scale simulators, and an expanded instructor team. Training programs are offered in Portuguese, Spanish, and English, exclusively for Vertiv end users, channel partners, and internal service teams.