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O avanço de sistemas inteligentes e o novo papel do técnico

Controles, sensores e automação deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos, impulsionados por data centers, edifícios inteligentes e pela digitalização da indústria de HVAC-R

 O mercado global de controles, sensores e sistemas de automação aplicados aos sistemas de HVAC-R caminha para ultrapassar a marca de US$ 30 bilhões até 2027. De acordo com estudos de mercado da Kings Research e de consultorias especializadas em automação predial, o segmento global de controles, sensores e automação no HVAC-R (parte de um mercado mais amplo que já supera US$ 90 bilhões em sistemas de automação predial), tem projeções de forte crescimento, impulsionado por sensores inteligentes, IoT e automação integrada.

Esse crescimento não acontece por acaso. Ele está diretamente ligado à expansão de data centers, agritech, edifícios inteligentes e plantas industriais altamente automatizadas, segmentos que avançam de forma acelerada no Brasil e no mundo.

Na prática, o sistema de climatização e refrigeração deixou de ser um conjunto isolado de equipamentos eletromecânicos e passou a integrar um ecossistema digital. Sensores de temperatura, umidade, pressão, CO2, vazão e presença alimentam controladores programáveis, plataformas em nuvem e sistemas de gestão predial (BMS), permitindo ajustes em tempo real, redução de consumo energético e maior confiabilidade operacional.

Neste contexto surge um novo perfil do técnico de HVAC-R. Se antes o domínio da mecânica, da eletricidade e da refrigeração era suficiente, hoje isso já não basta. O técnico moderno precisa compreender, ao menos em nível básico, conceitos de TI, redes, protocolos de comunicação (como Modbus, BACnet) e Internet das Coisas (IoT). E não se trata de transformar o profissional em um programador, mas de capacitá-lo para interpretar dados, configurar controladores, integrar sistemas e diagnosticar falhas que nem sempre são físicas, mas lógicas ou de comunicação. Por exemplo, um sensor mal endereçado ou uma falha de rede pode derrubar todo o desempenho de um sistema. Essa mudança eleva o patamar da profissão. O técnico deixa de ser apenas um executor de manutenção corretiva e passa a atuar como especialista em desempenho, eficiência energética e confiabilidade.

Um dos pontos mais sensíveis dessa transformação é a formação profissional. A pergunta que o mercado começa a fazer é direta: as escolas técnicas, cursos profissionalizantes e entidades do setor estão acompanhando essa evolução? Ainda há uma lacuna evidente. Segundo a ASHRAE (Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado), o setor enfrenta uma lacuna de habilidades porque as formações técnicas muitas vezes não acompanham a evolução tecnológica e a demanda por novos conhecimentos, especialmente em automação, IoT e eficiência energética. Essa desconexão entre educação e as exigências do mercado é um dos fatores que contribui para o déficit de profissionais qualificados no HVAC-R. Muitos cursos continuam focados quase exclusivamente em instalação e manutenção tradicional, enquanto o mercado exige profissionais capazes de lidar com automação, sensores inteligentes e sistemas conectados. Isso cria um descompasso entre oferta e demanda de mão de obra qualificada.

Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA

“Com a crescente demanda por sistemas de HVAC-R mais eficientes, redução da pegada de carbono e melhora da qualidade do ar interior, cresce também a adoção de recursos digitais, eletrônica embarcada, controle via nuvem e IoT, e tem transformado o perfil do técnico de HVAC-R, sendo que a atuação profissional agora depende não apenas de conhecimento mecânico, mas também de competências ligadas a eletrônica, instrumentação, redes e análise de dados. Assim, o técnico contemporâneo precisa incorporar em suas habilidades a capacidade de interpretar sinais elétricos e lógicos, compreender automações que ajustam sistemas automaticamente e operar ferramentas digitais e softwares de diagnóstico remoto”, explica Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA.

“Com a digitalização do HVAC, conhecimentos básicos de TI tornaram-se indispensáveis, como noções de redes, segurança da informação, IoT, sensores e interpretação de dados em softwares de monitoramento. Embora parte das escolas técnicas já incorpore esses temas, o ritmo de atualização ainda exige formação contínua para acompanhar a rápida evolução tecnológica do setor”, acrescenta.

Por outro lado, essa lacuna também representa uma grande oportunidade. Profissionais que buscam capacitação complementar em automação, controles e conectividade tendem a se posicionar melhor, fugir da concorrência por preço e acessar contratos de maior valor agregado.

Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls

“Novas tecnologias chegam de forma constante ao mercado, e os profissionais precisam se adaptar conforme surgem novas demandas. Nesse contexto, a cultura de capacitação técnica por parte das empresas torna-se cada vez mais relevante. Esse sempre foi um princípio presente na Full Gauge Controls desde seus primeiros anos e é um dos atributos que nos tornam reconhecidos mundialmente. A Inteligência Artificial, em especial, vem ganhando espaço e desempenha um papel crescente na melhoria das operações em campo. Um exemplo disso é o desenvolvimento, em parceria com a Climtek, empresa canadense, da primeira plataforma de suporte técnico baseada em IA da indústria de HVAC-R, treinada com toda a biblioteca técnica que dispomos. Além disso, algumas empresas do setor já utilizam algoritmos de IA para analisar dados via API, identificando padrões de consumo, prevendo comportamentos anormais e ajustando estratégias de controle. Esse tipo de aplicação gera ganhos reais de eficiência energética, reduz paradas e aumenta a precisão no monitoramento de câmaras frias e sistemas de refrigeração, impactando diretamente a atuação e a qualificação exigida do profissional da área”, informa Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls.

Segundo ele, e fundamental que empresas, escolas técnicas e associações acompanhem de forma contínua as novas tendências do mercado e invistam na capacitação dos profissionais. “Hoje, a tecnologia torna esse processo muito mais rápido e acessível quando comparado a alguns anos atrás. Plataformas digitais, como conteúdos técnicos no YouTube, cursos em EAD e a ampliação da oferta de ensino técnico especializado, contribuem significativamente para a formação de novos profissionais e para a atualização constante de quem já atua no setor”.

Formação técnica em transição

Instituições como o SENAI, referência na formação técnica e profissional no Brasil, desempenham papel central na capacitação de técnicos em refrigeração e climatização, com cursos sólidos voltados à instalação, manutenção, eletricidade aplicada e fundamentos de sistemas frigoríficos. No entanto, à medida que o HVAC evolui para um modelo cada vez mais digital e conectado, o próprio setor passa a debater os limites desses currículos tradicionais. A incorporação de conteúdos ligados à automação, sensores inteligentes, protocolos de comunicação, integração com sistemas de gestão predial e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual. Esse descompasso cria uma lacuna entre a formação oferecida e as exigências reais de aplicações modernas, como data centers, edifícios inteligentes e indústrias automatizadas, exigindo que muitos profissionais busquem capacitação complementar no mercado para acompanhar a transformação tecnológica do HVAC-R.

A incorporação de conteúdos ligados à automação e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual na formação técnica

Também escolas técnicas especializadas oferecem formação tradicional em refrigeração e climatização, mas o setor reconhece a necessidade de ampliar o foco para sistemas inteligentes e conectados. Segundo estudo da ASHRAE, nesse novo cenário, a formação digital deixa de ser um diferencial e passa a ser um verdadeiro passaporte para oportunidades de maior valor agregado no setor de HVAC-R. Profissionais que dominam automação, sensores inteligentes, análise básica de dados e integração de sistemas conseguem acessar nichos menos sensíveis a preço e mais orientados à confiabilidade, como data centers, edifícios inteligentes, indústria de processos e agronegócio de alta performance. Além de ampliar o escopo de atuação, essa capacitação permite oferecer serviços contínuos, como monitoramento remoto, manutenção preditiva e contratos de desempenho, criando novas fontes de receita e relacionamentos de longo prazo com o cliente.

“A maioria das escolas técnicas busca constantemente apresentar novas tecnologias aos alunos. No entanto, esse processo ocorre sem abrir mão do ensino da refrigeração básica, que ainda representa a maior parte das instalações em operação. Essa base continua sendo essencial para que o profissional compreenda corretamente o funcionamento dos sistemas antes de avançar para aplicações mais tecnológicas. De fato, o avanço do HVAC-R inteligente não é tendência passageira, mas um caminho sem retorno. Controles, sensores e automação deixam de ser opcionais e passam a ser parte essencial do sistema. Para o setor, isso significa mais eficiência, sustentabilidade e confiabilidade. Para o profissional, significa evolução técnica, valorização e novos horizontes de atuação. Quem entender essa mudança e se preparar desde já estará um passo à frente em um mercado cada vez mais tecnológico e estratégico”, comenta o CEO da Full Gauge.

Ele acrescenta que é fundamental ter conhecimento em topologia básica de redes, bem como das normas técnicas que regulamentam as boas práticas de instalação e comunicação de dados. Esses conceitos garantem maior confiabilidade, estabilidade e desempenho dos sistemas de automação HVAC-R.

“Por isso, sempre reforçamos a importância de que a infraestrutura de comunicação RS-485 seja projetada e instalada por técnicos capacitados, seguindo rigorosamente as normas e recomendações técnicas. Uma rede bem dimensionada e corretamente instalada é decisiva para o bom funcionamento do sistema e para a qualidade das informações coletadas. Os principais players do mercado contam com redes consolidadas de instaladores capacitados, aptos a atender empresas interessadas em soluções de HVAC inteligente. Portanto, não se trata exatamente de uma falta de profissionais, mas da necessidade de saber onde encontrar essa mão de obra especializada e com experiência nas tecnologias mais recentes”, diz Gobbi.

Borduni acrescenta ainda que o setor segue em expansão, impulsionado pela demanda por sistemas inteligentes, mas a falta de profissionais capacitados pode frear esse crescimento, como ocorreu com os chillers de compressores de mancal magnético, que demoraram a se consolidar no Brasil por percepção de escassez técnica. “Para evitar esse tipo de gargalo, o setor precisa acelerar a formação por meio da atualização e ampliação de cursos técnicos, treinamentos de curta duração, parcerias entre fabricantes, associações e escolas, além do incentivo à capacitação em automação e IoT, garantindo mão de obra preparada para operar tecnologias cada vez mais eficientes e complexas”, conclui.


Resumen (español)

El avance de la automatización y la digitalización está transformando el sector HVAC-R, impulsado por data centers, edificios inteligentes y la industria conectada. Sensores, controladores y plataformas en la nube permiten monitoreo en tiempo real, eficiencia energética y mayor confiabilidad operativa, cambiando el perfil del técnico, que ahora requiere conocimientos básicos de redes, protocolos de comunicación e interpretación de datos. Estudios de entidades del sector señalan una brecha de capacitación, ya que la formación tradicional no acompaña la velocidad tecnológica. La actualización profesional y la educación continua pasan a ser factores clave para acceder a servicios de mayor valor agregado, como mantenimiento predictivo y contratos de desempeño.


Summary (English)

Automation and digitalization are reshaping the HVAC-R sector, driven by data centers, smart buildings and connected industry. Sensors, controllers and cloud platforms enable real-time monitoring, energy efficiency and operational reliability, redefining the technician’s role to include basic knowledge of networks, communication protocols and data interpretation. Industry organizations point to a skills gap, as traditional training struggles to keep pace with technological change. Continuous education and upskilling are becoming essential for professionals to access higher-value services such as predictive maintenance and performance-based contracts.

Webcontinental integra plataforma do Vasco

Gigante XP reúne benefícios e atividades digitais para torcedores

A varejista Webcontinental firmou parceria com o Vasco da Gama e passou a integrar o Gigante XP, plataforma digital gamificada lançada pelo clube carioca. O acordo prevê a oferta de vouchers de desconto e vantagens no comércio eletrônico da empresa para usuários cadastrados.

Com atuação no comércio eletrônico de eletrodomésticos, eletrônicos, climatização e itens para o lar, a companhia passa a atuar como parceira de conveniência do ecossistema. Em outubro de 2025, a empresa já havia anunciado parceria semelhante com o Grêmio.

O Gigante XP foi desenvolvido pelo Vasco em parceria com o estúdio brasileiro Hermit Crab e reúne atividades digitais com recompensas. Entre os recursos estão missões diárias, check-in recorrente com acúmulo de moedas e pontos, quiz com inteligência artificial, acesso a jogos em plataformas como Roblox e Fortnite e um sistema de progressão por participação.

Segundo o clube, o objetivo é transformar o engajamento digital em benefícios para o torcedor. A plataforma pode ser acessada diretamente pelo aplicativo oficial do Vasco.

De acordo com Rodrigo Vicêncio, gerente de marketing da Webcontinental, a parceria amplia a presença da empresa no esporte e oferece benefícios ao público consumidor. Para Matheus Vivian, CEO da Hermit Crab, a proposta busca conectar torcedores, clubes e marcas por meio de recompensas e interação contínua.


Resumen (español)

La empresa Webcontinental firmó un acuerdo con el Vasco da Gama para integrar la plataforma digital gamificada Gigante XP. El sistema ofrece misiones, juegos y cuestionarios con recompensas, además de descuentos en el comercio electrónico de la compañía. Desarrollada junto al estudio Hermit Crab, la iniciativa busca convertir la interacción digital de los aficionados en beneficios tangibles accesibles a través de la aplicación oficial del club.

Summary (English)

Webcontinental partnered with Vasco da Gama to join the Gigante XP gamified digital platform. The system includes missions, quizzes and games with rewards, along with e-commerce discounts for registered users. Developed with the studio Hermit Crab, the initiative aims to turn fan engagement into tangible benefits accessible through the club’s official app.

Do lava rápida à consolidação no mercado de climatização

Persistência, aprendizado contínuo e coragem para empreender moldaram a trajetória de Rafael Ferreira de Assis, que transformou oportunidades em um negócio sólido

Rafael Ferreira de Assis é um daqueles profissionais cuja história se confunde com a própria essência do setor: trabalho duro, curiosidade técnica e vontade de crescer. À frente da ABCD Ar Condicionado, ele atende hoje o ABC Paulista, a capital paulista, o interior de São Paulo e o Litoral Norte, com uma reputação construída serviço a serviço.

O início foi distante do ar-condicionado. Rafael conciliava dois empregos noturnos em uma empresa de panificação e, durante o dia, trabalhava em um lava rápido em Santo André, uma das cidades do ABC. Recém-casado, com a filha Rayssa ainda bebê e pagando aluguel, precisou se desdobrar para sustentar a família. Foi nesse lava rápido que surgiu a virada: ao conversar com um técnico do setor, sua dedicação chamou a atenção do dono de uma empresa de ar-condicionado, que o convidou para trabalhar como motorista e ajudante, já que o técnico não dirigia.

“Por ser o responsável pelos clientes e por buscar os carros nas casas deles ou nas empresas, um certo dia, um rapaz chamado Paulo, que trabalhava nessa empresa de ar condicionado começou a me interrogar sobre minha vida e eu falei que trabalhava em dois serviços. Ele então comentou com o dono da empresa sobre mim e o dono dessa empresa se mostrou interessado na minha história e foi até o lava rápido oferecer uma proposta para trabalhar na empresa dele. Mas como eu ainda não nenhum conhecimento da área, ele me propôs ser motorista e ajudante do técnico, uma vez que ele não sabia dirigir”, diz Rafael.

Ao lado do técnico “Chiquinho”, como carinhosamente lembra, Rafael aprendeu na prática os fundamentos da profissão. Em apenas três meses, já realizava sua primeira instalação, e dali em diante não saiu mais do segmento. Após três anos e meio, ingressou em uma multinacional, a Manserv, atuando em contratos de grande porte, como o da Porto Seguro. O contato com chillers, fancoils, torres de resfriamento, bombas de água gelada e condensada ampliou seu domínio técnico, reforçado por cursos especializados em chillers.

“Lá aprendi muita coisa, fiz um curso pela escola Argos nesse segmento de chiller, e depois de 3 de anos resolvi sair dessa empresa maravilhosa que me deu a oportunidade de virar mecânico de refrigeração, agradeço a todos os supervisores Joel, Francisco e Fabiano que me apoiaram nessa jornada”.

Na sequência, passou por outra empresa de grande porte, atendendo contratos como Santander e CVC, lidando com uma ampla gama de sistemas: de splits a rooftops e VRF. Com bagagem técnica e confiança, decidiu empreender. O timing, porém, coincidiu com a pandemia. Para proteger a família, encontrou uma alternativa: trabalhou com vendas de cursos EAD em refrigeração e climatização e social media no segmento, experiência que mais tarde se tornaria estratégica para fortalecer a presença digital do próprio negócio.

“Fiquei um ano trabalhando com vendas de cursos e incluí também o trabalho de Social Mídia onde eu fiz serviços para algumas empresas do nosso segmento e profissionais que não tinha tempo para fazer essa parte. Um deles foi o Professor João Ramiro, de Santa Catarina, que dava aula no SENAI e eu cuidava das redes sociais da empresa dele”.

 Referência regional

Com o fim da pandemia, Rafael retomou o sonho de empreender. Os desafios iniciais foram muitos, mas hoje, após seis anos trabalhando por conta própria, tornou-se referência regional. A ABCD Ar Condicionado foi reconhecida como melhor empresa da região por três anos consecutivos (2023, 2024 e 2025) e Rafael recebeu homenagem na Câmara Municipal de Santo André, pelo relacionamento e atendimento aos clientes.

“Dei início ao meu sonho de ter minha empresa. No começo não foi nada fácil até conquistar espaço no mercado e ter meus primeiros clientes. Passei muitos perrengues que serviram de aprendizado, assim como a história de todo mundo que resolve largar a CLT e empreender”.

Hoje, há seis anos trabalhando à frente de sua empresa, ele admite que foi graças a um bom trabalho prestado, muita dedicação, conhecimento, determinação e clientes que acreditam no seu trabalho e estão sempre indicando para prestação de serviços.

“A homenagem que recebi da Câmara Municipal de Santo André por contribuir como empresa e ter um bom relacionamento e atendimento com os meus clientes me enche de orgulho Olhar para onde comecei e para onde estou chegando é motivo de muita alegria. Assim como na vida, constância e dedicação fazem toda a diferença”, conclui Rafael.

Rafael ao lado de sua esposa Priscila, comemoram os 15 anos de Rayssa

Fujitsu e Leveros promovem ação em camarote no Carnaval do Recife

Patrocínio antecede abertura de loja da distribuidora e integra estratégia de relacionamento com instaladores no Nordeste.

A Fujitsu General do Brasil patrocinou o camarote Seu Boteco no Carnaval de Recife, em 12 de fevereiro, em parceria com a Leveros. A iniciativa reuniu instaladores credenciados, potenciais parceiros e equipe interna, com foco em relacionamento e ampliação da rede de credenciados na região Nordeste.

Segundo as empresas, a ação integra uma estratégia de aproximação com profissionais do setor de climatização em mercados considerados prioritários. A cidade é apontada como polo de eventos técnicos e capacitação profissional, com presença de instaladores especializados.

O patrocínio ocorre antes da inauguração de uma loja da Leveros prevista para abril na capital pernambucana e marca a expansão da atuação local. A iniciativa também reforça a parceria comercial entre as empresas.

Para Neide Oliveira, participante da ação, o espaço funcionou como ambiente de relacionamento entre parceiros. A marca contou com comunicação visual, brindes e kits para convidados, além de itens enviados antecipadamente aos instaladores e ativações no local.

De acordo com Ivson Soares, gerente comercial da Leveros Recife, a abertura da loja faz parte do plano de ampliar presença no mercado e fortalecer vínculos com empresas do segmento.

Os convidados acompanharam apresentações de Lenine e João Gomes a partir do camarote.

Refrigeração de missão crítica sem margem para falhas

Com investimentos bilionários previstos em data centers no Brasil, a refrigeração deixa de ser sistema de apoio e passa a ser elemento vital para a continuidade operacional. Em ambientes de missão crítica, desempenho térmico, redundância e expertise técnica definem o sucesso ou o colapso da operação.

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Com a rápida expansão da computação em nuvem, da inteligência artificial e da transformação digital, os data centers se consolidam como uma das maiores oportunidades técnicas e estratégicas para o setor de HVAC-R. Mais do que conforto térmico, a refrigeração passa a ser um elemento vital para a continuidade dos negócios e para a confiabilidade da infraestrutura digital. De acordo com relatório da consultoria internacional Arizton Advisory & Intelligence, o mercado de data centers no Brasil deve receber US$ 3,7 bilhões em investimentos até 2027. O estudo aponta que boa parte desses aportes será destinada à construção de novas instalações e à ampliação da capacidade energética e térmica existente, reforçando o papel estratégico dos sistemas de refrigeração e climatização na garantia da continuidade operacional e da eficiência energética desses ambientes de missão crítica.

Segundo a ABDC (Associação Brasileira de Data Centers), o Brasil conta hoje com cerca de 370 mil m² de área construída de data centers, com previsão de expansão acelerada da capacidade instalada em MW, o que amplia de forma significativa a demanda por sistemas de refrigeração de missão crítica.

“O Brasil possui atualmente cerca de 700 MW de capacidade instalada em data centers. Além disso, há mais de 1.800 MW de capacidade futura planejada ou em desenvolvimento, o que evidencia uma forte expansão da demanda por refrigeração especializada, reforçando a relevância do setor de HVAC-R. Em média, cada 1 MW destinado à tecnologia da informação (TI) exige entre 0,5 e 1 MW adicional em sistemas de refrigeração, tornando-o um ativo estratégico para a confiabilidade do negócio. Nesse contexto, a climatização não está relacionada ao conforto, mas à sobrevivência da operação. Qualquer falha térmica pode gerar desligamentos automáticos, perda de dados e prejuízos significativos”, informa Alexandre Kotoyanis, Diretor de Educação da ABDC.

Para o técnico de refrigeração e climatização, isso representa uma virada de chave: não se trata mais apenas de instalar e manter equipamentos, mas de garantir desempenho térmico contínuo, previsível e mensurável, 24 horas por dia, 7 dias por semana. A partir dessa perspectiva, o profissional especializado não compete por preço, mas por confiabilidade, precisão e conhecimento aplicado. Data centers exigem técnicos capazes de interpretar dados em tempo real, entender o comportamento térmico dos ambientes e antecipar falhas antes que elas ocorram. A especialização passa a ser um diferencial sustentável no longo prazo.

Marcos Santamaria: “No mercado de missão crítica, o menor preço perde relevância frente ao risco operacional, pois o custo de uma interrupção é muito alto, não somente financeiro, como também para a imagem da empresa”

Essa realidade é reforçada por Marcos Santamaria Alves Corrêa, Engenheiro de Aplicação da Indústrias Tosi. Segundo ele, a operação térmica de um data center é dinâmica e exige acompanhamento constante. “Data centers necessitam de profissionais de ar-condicionado especializados para analisar as condições térmicas dos ambientes em tempo real e fazer os ajustes que se fizerem necessários”.

Ele ressalta que a troca frequente de servidores altera o perfil térmico do ambiente, isso exige um conhecimento profundo de gerenciamento de fluxo de ar nessas instalações. “A criticidade do sistema é direta porque os servidores de TI dissipam muito calor, e dependem da manutenção de sua temperatura para operar. Se a temperatura em um processador ultrapassa seu limite de funcionamento, o respectivo servidor entra em processo de desligamento para sua proteção”.

Santamaria acrescenta ainda que no mercado de missão crítica, o menor preço perde relevância frente ao risco operacional, “porque o custo de uma interrupção no funcionamento de um data center é muito alto, não somente financeiro, como também para a imagem da empresa. Assim, a refrigeração de missão crítica consolida um novo patamar para o HVAC-R, no qual o conhecimento técnico, confiabilidade e responsabilidade operacional são tão importantes quanto os próprios equipamentos”.

Aplicação na prática

Na prática, os conceitos de desempenho térmico, alta disponibilidade e contingência ganham forma nas instalações reais de data centers em operação no país. Hyperscalers (hiperescaladores) globais e empresas nacionais de hospedagem e cloud adotam arquiteturas robustas de refrigeração, com redundâncias, monitoramento contínuo e protocolos rigorosos, que servem como referência técnica para o mercado brasileiro. Esses projetos demonstram como o HVAC-R é tratado como sistema vital, capaz de sustentar níveis de disponibilidade próximos a 99,999%, onde falhas térmicas precisam ser neutralizadas em minutos, ou sequer percebidas pela operação.

A presença de grandes provedores de serviços em nuvem no Brasil elevou significativamente o padrão técnico dos data centers instalados no país. A região da Amazon Web Services (AWS) em São Paulo (SP), por exemplo, é composta por múltiplas availability zones (zonas de disponibilidade), fisicamente separadas e com infraestrutura independente de energia, refrigeração e conectividade, contendo um ou mais data centers, projetados para garantir alta disponibilidade, resiliência e tolerância a falhas, permitindo que aplicações continuem operando mesmo se uma zona for afetada por quedas de energia ou desastres naturais. Esse modelo exige sistemas de HVAC-R com desempenho térmico extremamente estável, operando com redundâncias do tipo N+1 ou 2N, monitoramento contínuo e capacidade de manter condições operacionais mesmo durante manutenções ou falhas pontuais, alinhando-se a objetivos de disponibilidade próximos a 99,999%.

Equipamento desenvolvido para atender a demanda de data centers hyperscale, com fluxo de ar horizontal que permite operar com temperatura de água gelada mais altas nos chillers

Instalações associadas a plataformas globais como Google Cloud e Microsoft Azure, que operam regiões e interconexões no Brasil, seguem princípios semelhantes de projeto, com de alta densidade computacional exigindo controle rigoroso da temperatura do ar de entrada nos servidores, normalmente entre 18°C e 27°C, com baixa tolerância a variações. A homogeneidade térmica é fundamental para evitar pontos quentes (hot spots), preservar a vida útil dos equipamentos e garantir que a carga térmica crescente, impulsionada por aplicações de nuvem e inteligência artificial, não comprometa a continuidade do serviço.

“No que ser refere a data centers como ambientes críticos, se faz necessário o monitoramento da temperatura do ar de entrada de cada servidor, que deve estar entre 18ºC e 27ºC. Em data centers em que existe homogeneidade nesta temperatura de entrada em todos os servidores, pode-se operar nas temperaturas mais altas (24ºC / 25ºC) nos corredores frios, o que permite se operar com temperatura de água gelada mais altas nos chillers e CRAH (Computer Room Air Handlers – expansão indireta) ou temperatura de evaporação mais altas no CRAC (Computer Room Air Conditioners – expansão direta), o que promove uma maior eficiência energética ao sistema de climatização”, informa Santamaria.

Empresas como a Locaweb e o UOL Host operam data centers no país voltados a aplicações corporativas, e-commerce e serviços digitais de alta disponibilidade. Nessas instalações, a climatização é tratada como sistema vital, com redundância de equipamentos, distribuição controlada de ar frio, corredores confinados e integração com sistemas elétricos protegidos por nobreaks e grupos geradores, permitindo manutenção sem interrupção da operação.

Em data centers de maior porte, tanto de hyperscalers quanto de provedores locais, os protocolos de contingência incluem não apenas redundância de equipamentos de refrigeração, mas também estratégias para eventos extremos. Tanques de termoacumulação, redes elétricas duplas, UPS dedicados para bombas e ventiladores, além de monitoramento 24/7 com alarmes em múltiplos níveis, garantem que o sistema de climatização continue operando mesmo durante falhas de energia, respeitando o conceito de alta disponibilidade exigido por ambientes de missão crítica.

O objetivo técnico dessas arquiteturas é atingir níveis de disponibilidade da ordem de 99,999%, nos quais o sistema de climatização pode falhar por no máximo cerca de cinco minutos ao ano. Para o técnico de refrigeração e climatização, isso significa atuar em um ambiente onde precisão, confiabilidade e resposta rápida são mais relevantes do que o custo inicial do sistema. Nesse contexto, a expertise técnica deixa de ser um diferencial e passa a ser um requisito básico para operar em data centers modernos no Brasil.

Essas instalações usam sistemas de HVAC-R redundantes, UPS e protocolos de comutação automática entre zonas, pois cargas de missão crítica (bancos de dados, serviços globais e aplicações empresariais) dependem de infraestrutura que suporte falhas sem interrupção perceptível, requisito típico dos SLAs (contratos de desempenho) com abordagem de 99,99%+ (até ~5 minutos de inatividade por ano) em missão crítica, onde a redundância térmica e elétrica é prática padrão para esses modelos.

A Amazon Web Services é composta por múltiplas zonas de disponibilidade, fisicamente separadas e com infraestrutura independente de energia, refrigeração e conectividade

“Os projetos de data center são feitos sempre considerando equipamentos reservas para cada sistema, de forma a garantir a alta disponibilidade. Além disto, os equipamentos de refrigeração estão ligados a redes elétricas que possuem geradores de backup para a falta de energia elétrica. Em data centers de grande porte, especialmente com alta densidade de carga (W / rack ou W / m² ), costuma-se utilizar sistema de expansão indireta ( água gelada com chillers, bombas e CRAH ), e para garantir o suprimento de água gelada logo após uma queda de energia até que os geradores entrem em funcionamento e os chillers atinjam 100% de capacidade, se utilizam tanque de termoacumulação, e a bombas de água gelada e os ventiladores dos CRAH são atendidos por nobreaks para não haver nenhuma interrupção no fornecimento de energia para estes equipamentos”, explica o engenheiro de aplicação da Tosi.

Ele acrescenta que muitos data centers que atendem empresas brasileiras e globais implementam certificação Tier III ou superior, que exige redundância e manutenção sem desligamento, padrão alinhado com requisitos operacionais de alta disponibilidade e, indiretamente, performance térmica estável.


Resumen (español)

El crecimiento de los centros de datos en Brasil, impulsado por la nube y la inteligencia artificial, transforma la refrigeración en un sistema crítico para la continuidad operativa. Las instalaciones demandan control térmico permanente, redundancia y monitoreo en tiempo real para evitar pérdidas de datos y paradas. La expansión prevista en capacidad energética y térmica aumenta la necesidad de técnicos especializados, capaces de anticipar fallas y operar bajo estándares de alta disponibilidad cercanos al 99,999%. Grandes proveedores globales y operadores locales adoptan arquitecturas con múltiples zonas, respaldo eléctrico y certificaciones Tier, consolidando al HVAC-R como elemento esencial para la confiabilidad digital.

Summary (English)

The expansion of data centers in Brazil, driven by cloud computing and artificial intelligence, has turned cooling into a mission-critical system for operational continuity. Facilities require continuous thermal control, redundancy and real-time monitoring to prevent outages and data loss. Growing installed capacity increases demand for specialized technicians able to predict failures and operate under near-99.999% availability standards. Global hyperscalers and local providers deploy multi-zone architectures, backup power and Tier certifications, establishing HVAC-R as a core component of digital infrastructure reliability.

Reino Unido aponta dificuldade para contratar engenheiros de HVACR

Pesquisa realizada no Reino Unido, com membros do Instituto de Refrigeração (IOR), indica aumento da demanda por engenheiros e técnicos, mas relata lacunas de qualificação e formação no setor de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração.

Uma pesquisa realizada no Reino Unido com membros do Instituto de Refrigeração (IOR) aponta que empregadores enfrentam dificuldades crescentes para recrutar engenheiros e técnicos de HVACR (aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração) tecnicamente competentes.

De acordo com o levantamento, 59% dos empregadores relataram aumento da dificuldade para preencher funções técnicas nos últimos três anos. Os entrevistados informaram que candidatos frequentemente não apresentam competências básicas e que muitos exigem treinamento corretivo antes de se tornarem operacionalmente aptos.

O estudo foi conduzido em outubro de 2025 e integra o relatório “O Futuro da Formação – Competências Certas para o Trabalho Certo”. A pesquisa também indica que 73% dos respondentes preveem aumento da demanda por engenheiros e técnicos nos próximos dois a três anos.

O relatório aponta que o envelhecimento da força de trabalho e a escassez de novos profissionais resultaram em uma lacuna etária entre 25 e 40 anos na engenharia, afetando a sucessão e a resiliência do setor no Reino Unido. O documento também registra que a oferta de treinamento é descrita como inconsistente e fragmentada, com aprendizes concluindo qualificações sem experiência prática considerada necessária para atuação segura e eficaz.

Segundo o IOR, competências emergentes, como uso de refrigerantes naturais, controles, integração e projeto de sistemas, não avançam no ritmo projetado. Persistem, ainda, preocupações relacionadas a comportamentos profissionais, preparação de canteiros de obras e conscientização sobre saúde e segurança.

O plano de ação apresentado no relatório propõe medidas coordenadas para fortalecer percursos de formação, aprimorar a competência profissional e ampliar a base de talentos. O projeto terá continuidade ao longo de 2026, com entrevistas adicionais com empregadores, faculdades e estagiários, além do desenvolvimento de um plano para enfrentar desafios ligados a programas de aprendizagem e à oferta de treinamento.

III Summit Empresarial HVAC/R 2026 ocorre em Lima e debate perspectivas do setor na América Latina

Evento será realizado em 5 de março, no Hotel Meliá Lima, com foco em desafios de negócios, tendências de mercado e networking para profissionais de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (HVAC/R).

O III Summit Empresarial HVAC/R 2026 está confirmado para março de 2026, em Lima, no Peru, com programação voltada aos desafios de negócios do setor de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (HVAC/R) no país e no cenário internacional. O encontro será realizado no Hotel Meliá Lima.

A agenda inclui a palestra de Diego Guerrero de Luna, da Teksol Group Solutions, marcada para 5 de março, das 8h às 8h40. O executivo abordará o tema “Perspectivas HVAC Latam: Lecciones del 2025 y la hoja de ruta hacia las nuevas tendencias en 2026-27”, com análise direcionada a profissionais responsáveis por decisões no mercado HVACR.

De acordo com a organização, o evento tem como foco a análise de desafios de negócios, tendências de mercado e a promoção de networking entre profissionais do setor. A divulgação informa que restam vagas e que estão disponíveis descontos para inscrições antecipadas.


Resumen (español):
El III Summit Empresarial HVAC/R 2026 se realizará el 5 de marzo en el Hotel Meliá Lima, en Perú, con foco en los desafíos de negocio y tendencias del sector de Calefacción, Ventilación, Aire Acondicionado y Refrigeración en América Latina. El programa incluye la ponencia de Diego Guerrero de Luna, de Teksol Group Solutions, sobre perspectivas HVAC Latam y la hoja de ruta hacia 2026-27. La organización informa que hay cupos disponibles con descuento por inscripción anticipada y orienta buscar información en redes sociales bajo “EXPOFRIO Peru”.

Summary (English):
The III Summit Empresarial HVAC/R 2026 will take place on March 5 at Hotel Meliá Lima, Peru, focusing on business challenges and market trends in the Heating, Ventilation, Air Conditioning and Refrigeration sector in Latin America. The agenda includes a presentation by Diego Guerrero de Luna, from Teksol Group Solutions, addressing HVAC Latam perspectives and the roadmap toward 2026-27. Organizers report limited seats with early registration discounts and recommend searching for “EXPOFRIO Peru” on social media for further details.

Thermo King nomeia Alessandra Salles como Gerente Geral para a América Latina

Executiva sucede Ivan Collazo e assume liderança regional após 19 anos de atuação na companhia

A Thermo King, especializada em soluções de controle de temperatura para transporte, nomeou Alessandra Salles como Gerente Geral para a América Latina. A executiva sucede Ivan Collazo, que anunciou recentemente sua aposentadoria.

Segundo a empresa, Alessandra possui experiência no mercado latino-americano e relacionamento com equipes comerciais e a rede de distribuidores autorizados da região. Desde 2021, atua como Líder de Excelência de Canais e Precificação para a América Latina, com atuação voltada ao desempenho organizacional por meio de colaboração, excelência operacional e desenvolvimento de equipes.

Com mais de 25 anos de experiência nos setores de refrigeração, HVAC e soluções climáticas para transporte — sendo 19 anos na Thermo King —, a executiva liderou iniciativas estratégicas, comerciais e operacionais em países da América Latina. Na companhia, ocupou cargos como Líder de Desenvolvimento de Concessionárias para o Brasil e América do Sul, além de funções nas áreas de CRM e Aftermarket LATAM. Antes de ingressar na Thermo King, foi Gerente de Projetos e Distribuição de HVAC na Honeywell Brasil.

“Assumir a liderança da Thermo King na América Latina é uma grande honra e uma responsabilidade que abraço com muito entusiasmo. A região tem um enorme potencial de crescimento, impulsionado pela força das nossas pessoas, pela parceria com a rede de distribuidores e pelo compromisso contínuo com excelência operacional e inovação. Seguiremos trabalhando de forma colaborativa, com foco no desenvolvimento das equipes e na entrega de soluções que gerem valor sustentável para nossos clientes e parceiros”, afirma Alessandra Salles.

De acordo com a empresa, a executiva adota um estilo de liderança baseado em empatia, transparência e responsabilidade, com foco no crescimento sustentável do negócio, no desenvolvimento das equipes e no fortalecimento da cultura organizacional.


Resumen (español)
Thermo King nombró a Alessandra Salles como Gerente General para América Latina, en sustitución de Ivan Collazo, quien anunció su jubilación. Con más de 25 años de experiencia en refrigeración, HVAC y soluciones climáticas para transporte, la ejecutiva ha ocupado diversos cargos en la compañía y liderado iniciativas estratégicas en la región.

Summary (English)
Thermo King has appointed Alessandra Salles as General Manager for Latin America, succeeding Ivan Collazo, who recently announced his retirement. With over 25 years of experience in refrigeration, HVAC, and transport climate solutions, she has held multiple leadership roles within the company and led strategic initiatives across the region.

Full Gauge Controls participa do Natural Refrigerant Training Summit 2026

Empresa apresenta soluções em CO₂ durante evento voltado à refrigeração com fluidos naturais nos Estados Unidos

A Full Gauge Controls participa do Natural Refrigerant Training Summit 2026, realizado de 10 a 12 de fevereiro, em Poughkeepsie, Nova York (EUA). O evento é voltado à refrigeração com fluidos naturais e reúne profissionais do setor para discutir tecnologias e aplicações.

Durante a programação, a equipe da empresa apresenta soluções focadas em CO₂, tecnologia que amplia presença no mercado norte-americano diante de legislações que aceleram a transição para refrigerantes de baixo GWP (Potencial de Aquecimento Global).

Segundo a Full Gauge Controls, a participação também tem como objetivo promover a troca de conhecimento e fortalecer conexões no setor, além de contribuir para o desenvolvimento de um mercado considerado pela empresa como mais eficiente e sustentável.


Resumen (español)
La empresa Full Gauge Controls participa en el Natural Refrigerant Training Summit 2026, realizado del 10 al 12 de febrero en Poughkeepsie, Nueva York. Durante el evento, enfocado en refrigeración con fluidos naturales, la compañía presenta soluciones basadas en CO₂, en un contexto de nuevas legislaciones en Estados Unidos que impulsan la transición hacia refrigerantes de bajo GWP.

Summary (English)
Full Gauge Controls is attending the Natural Refrigerant Training Summit 2026, held from February 10 to 12 in Poughkeepsie, New York. At the event, focused on natural refrigerants, the company is showcasing CO₂-based solutions amid new U.S. regulations accelerating the transition to low-GWP refrigerants.

AHR Expo 2026 reúne setor HVAC-R em Las Vegas e apresenta agenda técnica global

Evento ocupou dois pavilhões do centro de convenções, concentrou quase 2 mil expositores e debateu temas regulatórios, tecnológicos e de formação profissional

A AHR Expo 2026 reuniu 53.315 profissionais do setor HVAC-R entre 2 e 4 de fevereiro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Considerada uma das principais feiras globais de aquecimento, refrigeração, ventilação e automação predial, o evento ocupou os pavilhões Central e South do Las Vegas Convention Center, com 1.956 expositores distribuídos em uma área de 578.980 pés quadrados, reunindo fabricantes, engenheiros, projetistas, integradores, instaladores e operadores de diversos mercados.

A edição de 2026 teve como foco temas ligados à transição tecnológica do setor, com destaque para a introdução de novos refrigerantes, eficiência energética, sistemas de automação e aplicações para data centers. A programação educacional incluiu painéis técnicos, sessões abertas e a 2026 Panel Series, com debates sobre escassez e substituição de fluidos refrigerantes, regulamentações, desenvolvimento de mão de obra, bombas de calor, sistemas ERV e comunicação setorial.

Entre os painéis de maior público esteve o encontro dedicado às demandas de data centers, que discutiu soluções de resfriamento, avanços em BMS e a próxima geração de sistemas HVAC. As sessões também abordaram o impacto do crescimento da infraestrutura digital sobre o consumo energético e o papel do setor HVAC-R na estabilidade e segurança dessas operações. Os conteúdos completos dos painéis serão disponibilizados posteriormente pela organização da feira.

Além da agenda técnica, a AHR Expo 2026 manteve um programa voltado à formação profissional. Estudantes universitários ligados a iniciativas da ASHRAE participaram de visitas guiadas e painéis sobre carreiras no setor, enquanto alunos do ensino médio de programas de educação técnica do condado de Clark tiveram contato direto com tecnologias, produtos e trajetórias profissionais ligadas à climatização e refrigeração.

Durante o evento, também foram anunciados os vencedores do AHR Expo Innovation Awards 2026, que reconheceram soluções em categorias como automação predial, refrigeração, aquecimento, qualidade do ar interior, softwares, ventilação, ferramentas e soluções sustentáveis. Entre as empresas premiadas estiveram Honeywell Connected Solutions, Daikin, Copeland, Sharp Corporation, IDC Fluid Control, Rebar, ABB Motors and Drives, CSG Compressors e Blue Frontier, que recebeu o prêmio de Produto do Ano.

O evento contou ainda com participação organizada de empresas brasileiras. Doze companhias integraram o Pavilhão Brasil por meio do Programa ABRAVA Exporta: Asmontec, Bundy Refrigeração, EQ Tech (Frigoking), Globus, Joape, Klimatix (Grupo Mecalor), Refricomp, RLX Refrigerantes, Serraff, Thermomatic, Trox do Brasil e Unada Motor. O espaço concentrou reuniões, visitas técnicas e contatos comerciais com representantes de diferentes países.

Outras empresas brasileiras ou com forte atuação no Brasil também marcaram presença fora do Pavilhão Brasil. A Indústrias Tosi participou da feira em estande compartilhado com a Multistack, com a presença de executivos da empresa para atividades de relacionamento e acompanhamento de tendências tecnológicas. Também estiveram na AHR Expo companhias como Embraco (Nidec Global Appliance), Full Gauge Controls, Weg e Mecalor, esta última também representada por meio da marca Klimatix.

A próxima edição da AHR Expo está prevista para ocorrer em Chicago, de 25 a 27 de janeiro de 2027, de forma simultânea à Winter Conference da ASHRAE.