• Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato
  Desde 1958 informando o HVAC-R
Revista do Frio
  • Revista
    • Outras Edições
  • Pauta
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • Circuito dos Instaladores
  • TOM
  • Artigo Técnico
  • Blog
  • Videos
  • Click to open the search input field Click to open the search input field Pesquisa
  • Menu Menu
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube

Arquivo para Tag: Abrava

FEICON registra alta movimentação, amplia geração de negócios e reúne empresas de HVAC-R

15/04/2026

Feira concentrou mais de 1.200 marcas, superou expectativas de expositores e gerou mais de 300 mil leads com público técnico e com poder de decisão

A FEICON 2026 registrou forte movimentação nos estandes, fluxo intenso de visitantes e avanço nas negociações desde os primeiros dias. Com mais de 1.200 marcas expositoras, o evento reuniu público qualificado, com presença de varejistas, distribuidores, compradores e profissionais técnicos, o que contribuiu para acelerar prospecções e ampliar o potencial de conversão em negócios.

Segundo Ivan Romão, diretor da feira, expositores já sinalizavam o atingimento de metas comerciais ainda no início do evento. A qualificação do público foi apontada como um dos principais fatores para o desempenho. “Isso eleva o nível das conversas e cria condições para conversão em negócios nas próximas semanas”, afirmou Eduardo Muniz, diretor de marketing da Astra e Japi.

A avaliação é compartilhada por empresas como Zagonel, Makita e Sil Cabos Elétricos, que relataram fluxo elevado de visitantes, captação de leads qualificados e negociações em andamento. Ao final da edição, a organização informou a geração de mais de 300 mil leads por meio das ferramentas digitais da RX, além de um ambiente contínuo de interação entre empresas e profissionais da cadeia da construção.

A FEICON também manteve o papel de vitrine de lançamentos, tecnologia e tendências, com demonstrações técnicas e validação de portfólio pelas empresas. O evento contou com participação de profissionais de mais de 85 países, ampliando o alcance internacional e o networking.

Entre as empresas do setor de HVAC-R presentes, destacaram-se Midea Carrier, Komeco, Armacell e Elgin, que apresentaram soluções em climatização, aquecimento, isolamento térmico e refrigeração. A Midea Carrier exibiu sistemas como VRF, Ecosplit, Fancoil e Multisplit. A Komeco apresentou soluções integradas para energia, climatização e aquecimento. A Armacell levou sistemas de isolamento térmico e acústico, com foco na NBR 15575, enquanto a Elgin expôs equipamentos de ar-condicionado, climatizadores, cortinas de ar e soluções em refrigeração.

Também estiveram presentes empresas com atuação direta e indireta no setor, como Eurotermo, Ecofiber, Amanco Wavin, Astra, Japi, Grupo Tigre, Cobrecom, Conduscabos e MarGirius, ligadas a sistemas térmicos, isolamento, infraestrutura elétrica e instalações prediais.

A edição também marcou o anúncio da expansão do evento, com a realização da FEICON Rio entre os dias 6 e 8 de outubro, no Riocentro, com expectativa de mais de 500 marcas e 10 mil profissionais.


Resumen (español)
La FEICON 2026 registró alta afluencia de visitantes y generación de negocios, con más de 1.200 marcas expositoras y más de 300 mil leads generados. El evento reunió público técnico y decisor, lo que impulsó negociaciones y relaciones comerciales. Empresas del sector HVAC-R como Midea Carrier, Komeco, Armacell y Elgin participaron junto a otras compañías vinculadas a sistemas térmicos, aislamiento e infraestructura predial. La feria también anunció su expansión con una edición en Río de Janeiro.

Summary (English)
FEICON 2026 reported strong visitor flow and business generation, with over 1,200 exhibiting brands and more than 300,000 leads generated. The event gathered qualified technical and decision-making audiences, boosting negotiations and business opportunities. HVAC-R companies such as Midea Carrier, Komeco, Armacell, and Elgin participated alongside other firms linked to thermal systems, insulation, and building infrastructure. The event also announced its expansion with a Rio de Janeiro edition.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/04/FEICON-revista-do-frio-divulgacao.jpg 429 764 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-04-15 15:34:082026-04-15 15:34:08FEICON registra alta movimentação, amplia geração de negócios e reúne empresas de HVAC-R

ABRAVA realiza 3ª edição da Imersão “Mulheres de Alta Performance no AVACR” em São Paulo

26/03/2026

 Evento promovido pelo Comitê Nacional de Mulheres da ABRAVA reuniu mais de 150 profissionais na FIESP e debateu liderança, diversidade, saúde e carreira no setor de climatização e refrigeração.

No dia 20 de março, a ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento,  realizou a 3ª edição da Imersão “Mulheres de Alta Performance no AVACR”. O encontro, promovido pelo Comitê Nacional de Mulheres da entidade, ocorreu na FIESP, em São Paulo, e reuniu mais de 150 profissionais do setor.

Realizada no mês do Dia Internacional da Mulher, a programação contou com mais de 20 convidados entre palestrantes e painelistas. Foram abordados temas relacionados a liderança, diversidade, saúde, carreira e desenvolvimento profissional.

A primeira palestra foi ministrada por Mariah Morais, com o tema “Depois do Depois: Rompendo Ciclos e Normalizando Recomeços”. Em seguida, o painel “Diversidade e Performance: Como a inclusão impulsiona o crescimento dos negócios”, mediado por Juliana Reinhardt, discutiu equidade de gênero e liderança. Participaram Roberto Montemor,  sócio-fundador da Fundament-Ar; Henrique Cury, diretor da Ecoquest na América Latina; João Paulo Carvalho Mesquita, líder de vendas da Klimatix/Mecalor; e Raimundo Ribeiro, executivo do setor de HVAC com mais de 25 anos de experiência.

Ainda pela manhã, a Dra. Fernanda Barros apresentou a palestra “Saúde como Ferramenta de Alta Performance”, abordando temas como cortisol, dopamina e bem-estar. Stefanie von Heinemann, consultora da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), tratou de iniciativas ligadas à sustentabilidade e à capacitação técnica de mulheres, com destaque para o Programa Brasileiro de Eliminação dos HFCs, realizado em parceria com o Comitê por meio do Pilar de Educação.

O painel “Vozes Femininas que Inspiram o Setor AVACR”, mediado por Janaina Pereira, da Elgin, reuniu Aline de Mattos, da Denteck Climatização; Dagmar Souza Rodrigues, da Newset Tecnologia em Climatização; Maria Inez da Luz Gomes, da SICFLUX; e Roseane Tavares Montagnini, da Heating Cooling.

À tarde, a Delegada Dra. Renata Cruppi abordou temas relacionados a autonomia e enfrentamento da violência de gênero. O painel “Competência e Liderança: Transformando Performance Individual em Resultado Coletivo”, mediado por Ana Carolina Rodrigues, da Copeland e vice-presidente do Comitê, discutiu liderança contemporânea e competências humanas. Participaram Laura Baldissera, da Projelmec Ventiladores Industriais; Leticia Forte Lima, da ServiPartes Trane no Brasil; Monique Novo, da Bitzer Brasil; e Joana Canozzi, diretora de marketing e comunicação da ABRAVA e diretora da Copeland.

O encerramento contou com palestra de Cris Kerr, sobre liderança feminina no ambiente corporativo, diversidade, inclusão e vieses inconscientes.


Resumen (español)

La ABRAVA realizó el 20 de marzo, en la FIESP de São Paulo, la tercera edición de la Inmersión “Mujeres de Alta Performance en AVACR”, promovida por su Comité Nacional de Mujeres. El evento reunió a más de 150 profesionales y contó con más de 20 ponentes y panelistas que abordaron liderazgo, diversidad, salud y desarrollo profesional en el sector de climatización y refrigeración. La programación incluyó paneles con representantes de empresas y entidades del sector, así como debates sobre equidad de género y formación técnica.

 

Summary (English)

On March 20, ABRAVA held the 3rd edition of the “High Performance Women in HVACR” immersion event at FIESP, in São Paulo. Organized by its National Women’s Committee, the meeting gathered more than 150 professionals and featured over 20 speakers and panelists discussing leadership, diversity, health and career development in the HVACR sector. The agenda included panels with industry executives and discussions on gender equity and technical training initiatives.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMGL9778-1-scaled-e1774527787547.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-26 09:25:472026-03-27 16:42:54ABRAVA realiza 3ª edição da Imersão “Mulheres de Alta Performance no AVACR” em São Paulo

Colormaq lança primeira linha de ar-condicionado ao completar 50 anos

25/03/2026

Empresa reconhecida pelos tanquinhos estreia no mercado de climatização com cinco modelos inverter e projeta dobrar o faturamento em dois anos.

A Colormaq anunciou a entrada no mercado de climatização no ano em que completa 50 anos. Reconhecida nacionalmente pelos tanquinhos, a empresa apresenta sua primeira linha de ar-condicionado, com cinco modelos equipados com tecnologia inverter.

Os aparelhos estão disponíveis nas capacidades de 9.000, 12.000, 18.000, 24.000 e 30.000 BTUs. Segundo a empresa, a tecnologia inverter pode gerar até 60% de economia ao ajustar automaticamente o compressor, reduzindo oscilações e picos de energia. Os modelos têm funcionamento silencioso e filtro antibacteriano com eficiência de até 99,9% das impurezas do ar.

De acordo com Jean Silva, CEO da Colormaq, a ampliação do portfólio segue a estratégia adotada pela empresa desde a fundação. “Há meio século a gente facilita a vida dos consumidores, trazendo custo-benefício sem renunciar à qualidade. Iniciamos com os tanquinhos e expandimos para levar cada vez mais conforto e bem-estar aos brasileiros em toda a casa”, afirmou. Em outro trecho, o executivo disse que os lançamentos alinham inovação e desempenho com baixo consumo de energia e design moderno.

Os equipamentos utilizam gás R-32, apontado pela empresa como alternativa de menor impacto ambiental em comparação aos gases tradicionais. Os aparelhos contam com serpentina de cobre, voltada ao resfriamento mais rápido e maior vida útil, e são descritos como de fácil instalação. Os produtos estão disponíveis no e-commerce da marca e em parceiros varejistas.

Fundada em 1976, a Colormaq construiu sua atuação no segmento de lavadoras semiautomáticas. Atualmente, também comercializa lavadoras automáticas e semiautomáticas, centrífugas, purificadores de água, airfryers, bebedouros e depuradores de ar. Segundo a empresa, o desenvolvimento da nova linha ocorreu após análise do comportamento de consumo e escuta de clientes, com a meta de dobrar o faturamento nos próximos dois anos.


Resumen (español)
La Colormaq anunció su ingreso al mercado de climatización en el año en que cumple 50 años. La empresa lanzó cinco modelos de aire acondicionado con tecnología inverter, en capacidades de 9.000 a 30.000 BTUs, con gas R-32 y filtro antibacteriano. Según la compañía, la nueva línea puede generar hasta 60% de ahorro energético. El sector de aire acondicionado en Brasil debe mover R$ 55,62 mil millones en 2026.

Summary (English)
Colormaq announced its entry into the air conditioning market as it celebrates its 50th anniversary. The company introduced five inverter models ranging from 9,000 to 30,000 BTUs, using R-32 refrigerant and featuring antibacterial filters. According to the company, the units can achieve up to 60% energy savings. The Brazilian air conditioning sector is expected to reach R$55.62 billion in 2026.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Colormaq-Ar-Condicionado-Inverter-1-1-scaled-1.png 1855 2560 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-25 12:04:102026-03-25 12:06:14Colormaq lança primeira linha de ar-condicionado ao completar 50 anos

Elgin abre inscrições para reality show voltado a técnicos de HVAC-R

23/03/2026

Programa “Mestres do Frio” terá oito episódios no YouTube, premiação em dinheiro e participação nos times de influenciadores técnicos da marca.

A Elgin anunciou a abertura das inscrições para o reality show “Mestres do Frio”, voltado a técnicos de refrigeração e climatização de todo o país. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial da empresa.

Com exibição no canal da marca no YouTube, o programa terá formato de game show e reunirá dez profissionais, cinco da área de Refrigeração Comercial e cinco de Ar-Condicionado. Ao longo de oito episódios, os participantes enfrentarão desafios práticos em duplas e individuais, com avaliação de um júri técnico formado por especialistas da Elgin e do SENAI.

As provas foram estruturadas com base em situações do cotidiano do setor, incluindo diagnóstico de falhas e tomada de decisão sob pressão. Segundo a empresa, o projeto é uma obra audiovisual original do Grupo Elgin e busca colocar o técnico no centro da narrativa da cadeia do frio.

O lançamento ocorre em um contexto de expansão do setor. Entre 2012 e 2024, o segmento de refrigeração e climatização cresceu cerca de 200%, de acordo com dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA). Atualmente, o mercado brasileiro de HVAC-R movimenta aproximadamente R$ 39 bilhões por ano e responde por cerca de 350 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com Georjes Bruel, gerente de marketing da Elgin, o programa pretende ampliar a visibilidade dos profissionais e estimular a valorização da formação técnica no país.

Premiação

Além do título de “Mestre do Frio Brasil”, o reality premiará os três primeiros colocados de cada categoria. Os vencedores de Refrigeração Comercial e Ar-Condicionado receberão R$ 50 mil e uma vaga anual nos times de influência técnica da marca: Resfriando e Seleção do Ar. Os segundos colocados receberão R$ 10 mil, e os terceiros, R$ 5 mil.

Resumen (español)
La Elgin abrió inscripciones para el reality show “Mestres do Frio”, dirigido a técnicos de refrigeración comercial y aire acondicionado de todo Brasil. El programa, que se emitirá en YouTube, contará con ocho episodios y premiará a los ganadores con hasta R$ 50 mil y participación en los equipos de influencia técnica de la marca. El lanzamiento ocurre en un contexto de crecimiento del sector AVAC-R, que mueve cerca de R$ 39 mil millones al año en el país, según datos de ABRAVA.

Summary (English)
Elgin has opened registrations for “Mestres do Frio,” a reality show aimed at refrigeration and air conditioning technicians across Brazil. The eight-episode program will air on YouTube and will award up to R$50,000 to category winners, along with a one-year position on the brand’s technical influencer teams. The launch takes place amid continued growth in Brazil’s HVAC-R market, which generates approximately R$39 billion annually, according to ABRAVA.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/elgin-mestre-do-frio-e1774277035952.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-23 12:01:032026-03-23 12:01:03Elgin abre inscrições para reality show voltado a técnicos de HVAC-R

Presença feminina é estratégia de desenvolvimento para o setor

19/03/2026

Entre desafios históricos e novas oportunidades, técnicas e engenheiras conquistam espaço, ampliam sua qualificação e fortalecem uma transformação que vai além das casas de máquinas

Veja a edição completa
Visualizar em PDF

Nos últimos oito anos, o setor brasileiro de HVAC-R tem vivenciado uma transformação consistente: o avanço da presença feminina em funções técnicas, operacionais e estratégicas. Se antes a participação das mulheres era pontual e restrita, hoje elas estão na linha de frente da instalação, manutenção, engenharia de projetos e gestão de serviços.

Esse crescimento acompanha movimentos mais amplos do mercado de trabalho e da indústria. Segundo estudos da McKinsey & Company, a presença de mulheres em cargos de liderança vem aumentando globalmente, ainda que em ritmo desigual. O relatório Women in the Workplace aponta avanços na ocupação de posições de confiança e gestão, mas também evidencia desafios estruturais, como o chamado “degrau quebrado”, a primeira grande barreira na promoção para cargos de liderança, e o persistente “teto de vidro”, que limita o acesso aos níveis mais altos de decisão.

No HVAC-R brasileiro, esses conceitos encontram reflexo direto na realidade. A entrada de mulheres em cursos técnicos e engenharias ligadas à climatização e refrigeração cresceu nos últimos anos, impulsionada por programas de capacitação, incentivo à formação profissional e maior visibilidade de referências femininas no setor. Ainda assim, a transição para cargos de supervisão, coordenação e direção continua sendo um ponto sensível.

  • Gree do Brasil anuncia Suzi Gomes como head de Marketing
  • O mercado que pode precisar de você nos próximos anos
  • O maior “ar-condicionado” do mundo

Histórias de técnicas que começaram como auxiliares e hoje lideram equipes se multiplicam em todo o Brasil. Engenheiras assumem projetos de grande porte, participam de comissionamentos complexos e atuam em plantas industriais com a mesma segurança e competência que qualquer profissional do setor. Mais do que ocupar vagas, essas mulheres transformam a cultura do HVAC-R, imprimindo novos olhares sobre gestão, operação e relacionamento com clientes. São milhares de trajetórias bem-sucedidas em um mercado historicamente masculino e experiências que, somadas, certamente renderiam um livro de milhares de páginas. Nesta edição especial, destacamos algumas dessas histórias para homenagear todas as profissionais que fazem a diferença diariamente. A presença de cada uma delas fortalece ambientes mais colaborativos, contribuindo diretamente para a evolução do setor.

Mais do que ocupar vagas, essas mulheres transformam a cultura do HVAC-R

“Ao longo da minha trajetória, investir em formação e envolver-me de fato em situações desafiadoras buscando a solução de problemas foi fundamental para consolidar conquistas e avançar profissionalmente. A capacitação permite que a mulher do frio ocupe seu espaço com propriedade, seja na engenharia, na gestão ou no empreendedorismo, reduzindo desigualdades e ampliando oportunidades de crescimento sustentável. Cabe ressaltar que fóruns de capacitação também são ótimos espaços para expansão de networking ampliando nossa rede de contatos e suporte. Estabelecimento de rede de contatos e apoio é um hábito natural entre homens, que para a maior parte das mulheres, não se apresenta naturalmente como ferramenta de avanço na carreira”, afirma Joana Canozzi, Diretora de Serviços e Engenharia da Copeland.

“A presença feminina no HVAC-R brasileiro evoluiu de forma consistente nos últimos anos, ainda que em um ritmo mais gradual do que o desejado. Há cerca de oito anos, a participação das mulheres era quase invisível, especialmente nas áreas técnicas e de engenharia. Hoje, já vemos mulheres atuando em projetos, liderança, engenharia, manutenção e gestão, rompendo um estigma histórico de que o setor era exclusivamente masculino. Globalmente, mulheres continuam com participação reduzida em papéis técnicos e de engenharia, algo que se reflete em diversas indústrias, incluindo setores técnicos e industriais como o nosso”, acrescenta.

Da assistência técnica à engenharia de campo

“O principal desafio que eu encontrei no setor de refrigeração e climatização foi de competir tecnicamente com homens, que já estão a anos no mercado. Por isso, sempre digo que a formação técnica para nós, mulheres, é muito importante. Iniciei minha carreira como estagiária no setor de projetos de refrigeração em rack de compressores para supermercados. Em 2017, migrei para a área da refrigeração industrial, envolvendo sistemas de amônia aplicados em tanques de leite e câmaras frias de grande porte para redes de frigoríficos em nível Brasil. Ganhando experiência, atuei como projetista de câmaras frias e túneis de congelamento e, em maio de 2019, dei um passo ousado e abri minha própria empresa, a JDA Refrigeração, Climatização e Serviços, sediada em Belo Horizonte (MG)”, conta Jacqueline Albuquerque, Diretora da JDA.

Ela acrescenta que, “hoje, já temos muitas empresas de HVAC-R sendo conduzidas por mulheres com atuação em todas as áreas e utilidades. Nos últimos anos, o mercado de refrigeração e climatização vem despertando a atenção do público feminino com uma representação expressiva de mulheres que são destaques no setor, por grupos de profissionais, dentre outros. A união e o tratamento justo entre as mulheres promovem uma ação satisfatória para impulsionar e encorajar outras mulheres, descobrir novos talentos, resultando no aumento do número de profissionais a se destacarem no setor”.

O avanço feminino no HVAC-R também passa pela formação. Instituições de ensino técnico e entidades de classe ampliaram o acesso a cursos de refrigeração e climatização, abrindo portas para novas trajetórias profissionais. Programas de mentoria, treinamentos voltados à liderança e redes de apoio entre mulheres têm sido fundamentais para reduzir a evasão e fortalecer a permanência no setor.

O conceito do “degrau quebrado”, ajuda a compreender por que muitas mulheres encontram dificuldades já na primeira promoção para cargos de liderança. Quando essa etapa não acontece de forma equitativa, toda a estrutura acima se mantém desbalanceada. Romper esse ciclo exige políticas internas claras, metas de diversidade e avaliação baseada em desempenho e competência técnica.

“Diversos fatores têm impulsionado esse movimento, entre eles o maior acesso à informação e educação, mudanças estruturais e políticas públicas de proteção às mulheres bem como o fortalecimento das redes de apoio e de liderança engajadas com o tema promovendo o diálogo estruturado para a ampliação da visibilidade feminina no setor. Iniciativas de associações, universidades, entidades de ensino, ações de capacitação e a criação de redes de apoio e representatividade têm sido fundamentais para mostrar que o HVAC-R é um campo possível e promissor para as mulheres. Outro ponto a ser comentado inclui o aumento de programas educacionais e de desenvolvimento comportamental como mentorias voltados para processos estruturados de promoção, reparando o que chamam de broken rung (degrau quebrado), a lacuna no primeiro passo de ascensão profissional que historicamente retém mulheres nas posições técnicas e impede que avancem para cargos de gestão. Essa lacuna é particularmente aguda nas funções técnicas, onde apenas cerca de 52 mulheres são promovidas para gerente para cada 100 homens em posições equivalentes, segundo um novo estudo divulgado em 2025 pelo LinkedIn, ou seja, apenas 32% das posições de gerência no país são ocupadas por mulheres”, revela Joana.

Inclusão que gera resultado

Mais do que uma pauta social, a presença feminina no HVAC-R é uma estratégia concreta de desenvolvimento para o setor. Em um mercado que enfrenta escassez de mão de obra qualificada, ampliar a participação das mulheres significa expandir o potencial de talentos disponíveis e fortalecer o crescimento sustentável. A diversidade estimula inovação em um segmento que avança rapidamente com soluções inteligentes, eficiência energética, digitalização e sustentabilidade. Técnicas e engenheiras agregam novas perspectivas a desafios antigos, reforçam a organização dos processos, ampliam o olhar sobre segurança e elevam o padrão de atendimento, fortalecendo não apenas as empresas, mas todo o mercado brasileiro de HVAC-R.

Apesar dos avanços, ainda é necessário fortalecer e difundir políticas de valorização e redes de apoio, ampliar o acesso à formação técnica e criar estruturas que permitam conciliar carreira, maternidade, jornada dupla e empreendedorismo. A mulher do frio precisou, ao longo dos últimos anos, se estruturar com planejamento, rede de apoio e resiliência para equilibrar múltiplos papéis sem renunciar à excelência profissional. O próximo passo é tornar essas conquistas mais estruturais, garantindo que mais mulheres possam ingressar, permanecer e crescer no HVAC-R com reconhecimento e igualdade de oportunidades.

Como destaca Priscila Baioco, vice-presidente da ABRAVA e primeira mulher a ocupar esse cargo, “cada mulher que permanece e cresce no setor abre caminho para muitas outras. Nossa presença não é apenas representatividade, é competência, é resultado e é transformação. O setor já sente os efeitos dessa transformação. E, ao que tudo indica, ela está apenas começando”.


Resumen (español)
La presencia femenina en el sector brasileño de HVAC-R ha crecido en los últimos ocho años, con mujeres actuando en instalación, mantenimiento, ingeniería y gestión. Aunque informes como Women in the Workplace, de McKinsey & Company, y datos recientes de LinkedIn señalan avances globales, persisten barreras estructurales como el “degrau quebrado” y el “teto de vidrio”. En Brasil, profesionales como Joana Canozzi, de Copeland; Jacqueline Albuquerque, de JDA Refrigeração Climatização e Serviços; y Priscila Baioco, vicepresidenta de ABRAVA, destacan que la capacitación, las redes de apoyo y políticas internas claras son determinantes para ampliar el acceso de mujeres a cargos de liderazgo y fortalecer el desarrollo sostenible del sector.


Summary (English)
Female participation in Brazil’s HVAC-R sector has increased over the past eight years, with women taking on technical, operational, and leadership roles. Reports such as Women in the Workplace by McKinsey & Company and recent LinkedIn data indicate progress, but structural barriers like the “broken rung” and the “glass ceiling” remain. In Brazil, professionals including Joana Canozzi of Copeland, Jacqueline Albuquerque of JDA Refrigeração Climatização e Serviços, and Priscila Baioco, vice president of ABRAVA, argue that technical training, mentorship networks, and clear diversity policies are essential to expanding women’s access to management positions and supporting sustainable industry growth.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Capa-03-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-19 11:28:122026-03-19 11:28:12Presença feminina é estratégia de desenvolvimento para o setor

II Imersão Mulheres de Alta Performance no Setor AVACR será realizada em 20 de março

17/03/2026

Evento da ABRAVA ocorrerá na sede da FIESP, em São Paulo.

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) incluiu em seu calendário de compromissos a II Imersão Mulheres de Alta Performance no Setor AVACR, programada para 20 de março, das 8h30 às 18h.

O encontro será realizado na sede da FIESP, na capital paulista. A iniciativa integra a agenda oficial da entidade e é direcionada ao setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R).


Resumen (español)

La Asociación Brasileña de Refrigeración, Aire Acondicionado, Ventilación y Calefacción (ABRAVA) programó la II Inmersión Mujeres de Alta Performance en el Sector AVACR para el 20 de marzo, de 8:30 a 18:00, en la sede de la FIESP, en São Paulo. El evento forma parte de la agenda oficial de la entidad y está dirigido al sector AVACR.

Summary (English)

The Brazilian Association of Refrigeration, Air Conditioning, Ventilation and Heating (ABRAVA) has scheduled the II Immersion Women of High Performance in the AVACR Sector for March 20, from 8:30 a.m. to 6 p.m., at the FIESP headquarters in São Paulo. The event is part of the association’s official agenda and targets the HVACR sector.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ll-imersao-abrava-mulheres-scaled-e1773770159408.jpg 482 486 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-03-17 14:53:222026-03-17 15:13:41II Imersão Mulheres de Alta Performance no Setor AVACR será realizada em 20 de março

O avanço de sistemas inteligentes e o novo papel do técnico

26/02/2026

Controles, sensores e automação deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos, impulsionados por data centers, edifícios inteligentes e pela digitalização da indústria de HVAC-R

 O mercado global de controles, sensores e sistemas de automação aplicados aos sistemas de HVAC-R caminha para ultrapassar a marca de US$ 30 bilhões até 2027. De acordo com estudos de mercado da Kings Research e de consultorias especializadas em automação predial, o segmento global de controles, sensores e automação no HVAC-R (parte de um mercado mais amplo que já supera US$ 90 bilhões em sistemas de automação predial), tem projeções de forte crescimento, impulsionado por sensores inteligentes, IoT e automação integrada.

Esse crescimento não acontece por acaso. Ele está diretamente ligado à expansão de data centers, agritech, edifícios inteligentes e plantas industriais altamente automatizadas, segmentos que avançam de forma acelerada no Brasil e no mundo.

Na prática, o sistema de climatização e refrigeração deixou de ser um conjunto isolado de equipamentos eletromecânicos e passou a integrar um ecossistema digital. Sensores de temperatura, umidade, pressão, CO2, vazão e presença alimentam controladores programáveis, plataformas em nuvem e sistemas de gestão predial (BMS), permitindo ajustes em tempo real, redução de consumo energético e maior confiabilidade operacional.

Neste contexto surge um novo perfil do técnico de HVAC-R. Se antes o domínio da mecânica, da eletricidade e da refrigeração era suficiente, hoje isso já não basta. O técnico moderno precisa compreender, ao menos em nível básico, conceitos de TI, redes, protocolos de comunicação (como Modbus, BACnet) e Internet das Coisas (IoT). E não se trata de transformar o profissional em um programador, mas de capacitá-lo para interpretar dados, configurar controladores, integrar sistemas e diagnosticar falhas que nem sempre são físicas, mas lógicas ou de comunicação. Por exemplo, um sensor mal endereçado ou uma falha de rede pode derrubar todo o desempenho de um sistema. Essa mudança eleva o patamar da profissão. O técnico deixa de ser apenas um executor de manutenção corretiva e passa a atuar como especialista em desempenho, eficiência energética e confiabilidade.

Um dos pontos mais sensíveis dessa transformação é a formação profissional. A pergunta que o mercado começa a fazer é direta: as escolas técnicas, cursos profissionalizantes e entidades do setor estão acompanhando essa evolução? Ainda há uma lacuna evidente. Segundo a ASHRAE (Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado), o setor enfrenta uma lacuna de habilidades porque as formações técnicas muitas vezes não acompanham a evolução tecnológica e a demanda por novos conhecimentos, especialmente em automação, IoT e eficiência energética. Essa desconexão entre educação e as exigências do mercado é um dos fatores que contribui para o déficit de profissionais qualificados no HVAC-R. Muitos cursos continuam focados quase exclusivamente em instalação e manutenção tradicional, enquanto o mercado exige profissionais capazes de lidar com automação, sensores inteligentes e sistemas conectados. Isso cria um descompasso entre oferta e demanda de mão de obra qualificada.

Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA

“Com a crescente demanda por sistemas de HVAC-R mais eficientes, redução da pegada de carbono e melhora da qualidade do ar interior, cresce também a adoção de recursos digitais, eletrônica embarcada, controle via nuvem e IoT, e tem transformado o perfil do técnico de HVAC-R, sendo que a atuação profissional agora depende não apenas de conhecimento mecânico, mas também de competências ligadas a eletrônica, instrumentação, redes e análise de dados. Assim, o técnico contemporâneo precisa incorporar em suas habilidades a capacidade de interpretar sinais elétricos e lógicos, compreender automações que ajustam sistemas automaticamente e operar ferramentas digitais e softwares de diagnóstico remoto”, explica Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA.

“Com a digitalização do HVAC, conhecimentos básicos de TI tornaram-se indispensáveis, como noções de redes, segurança da informação, IoT, sensores e interpretação de dados em softwares de monitoramento. Embora parte das escolas técnicas já incorpore esses temas, o ritmo de atualização ainda exige formação contínua para acompanhar a rápida evolução tecnológica do setor”, acrescenta.

Por outro lado, essa lacuna também representa uma grande oportunidade. Profissionais que buscam capacitação complementar em automação, controles e conectividade tendem a se posicionar melhor, fugir da concorrência por preço e acessar contratos de maior valor agregado.

Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls

“Novas tecnologias chegam de forma constante ao mercado, e os profissionais precisam se adaptar conforme surgem novas demandas. Nesse contexto, a cultura de capacitação técnica por parte das empresas torna-se cada vez mais relevante. Esse sempre foi um princípio presente na Full Gauge Controls desde seus primeiros anos e é um dos atributos que nos tornam reconhecidos mundialmente. A Inteligência Artificial, em especial, vem ganhando espaço e desempenha um papel crescente na melhoria das operações em campo. Um exemplo disso é o desenvolvimento, em parceria com a Climtek, empresa canadense, da primeira plataforma de suporte técnico baseada em IA da indústria de HVAC-R, treinada com toda a biblioteca técnica que dispomos. Além disso, algumas empresas do setor já utilizam algoritmos de IA para analisar dados via API, identificando padrões de consumo, prevendo comportamentos anormais e ajustando estratégias de controle. Esse tipo de aplicação gera ganhos reais de eficiência energética, reduz paradas e aumenta a precisão no monitoramento de câmaras frias e sistemas de refrigeração, impactando diretamente a atuação e a qualificação exigida do profissional da área”, informa Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls.

Segundo ele, e fundamental que empresas, escolas técnicas e associações acompanhem de forma contínua as novas tendências do mercado e invistam na capacitação dos profissionais. “Hoje, a tecnologia torna esse processo muito mais rápido e acessível quando comparado a alguns anos atrás. Plataformas digitais, como conteúdos técnicos no YouTube, cursos em EAD e a ampliação da oferta de ensino técnico especializado, contribuem significativamente para a formação de novos profissionais e para a atualização constante de quem já atua no setor”.

Formação técnica em transição

Instituições como o SENAI, referência na formação técnica e profissional no Brasil, desempenham papel central na capacitação de técnicos em refrigeração e climatização, com cursos sólidos voltados à instalação, manutenção, eletricidade aplicada e fundamentos de sistemas frigoríficos. No entanto, à medida que o HVAC evolui para um modelo cada vez mais digital e conectado, o próprio setor passa a debater os limites desses currículos tradicionais. A incorporação de conteúdos ligados à automação, sensores inteligentes, protocolos de comunicação, integração com sistemas de gestão predial e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual. Esse descompasso cria uma lacuna entre a formação oferecida e as exigências reais de aplicações modernas, como data centers, edifícios inteligentes e indústrias automatizadas, exigindo que muitos profissionais busquem capacitação complementar no mercado para acompanhar a transformação tecnológica do HVAC-R.

A incorporação de conteúdos ligados à automação e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual na formação técnica

Também escolas técnicas especializadas oferecem formação tradicional em refrigeração e climatização, mas o setor reconhece a necessidade de ampliar o foco para sistemas inteligentes e conectados. Segundo estudo da ASHRAE, nesse novo cenário, a formação digital deixa de ser um diferencial e passa a ser um verdadeiro passaporte para oportunidades de maior valor agregado no setor de HVAC-R. Profissionais que dominam automação, sensores inteligentes, análise básica de dados e integração de sistemas conseguem acessar nichos menos sensíveis a preço e mais orientados à confiabilidade, como data centers, edifícios inteligentes, indústria de processos e agronegócio de alta performance. Além de ampliar o escopo de atuação, essa capacitação permite oferecer serviços contínuos, como monitoramento remoto, manutenção preditiva e contratos de desempenho, criando novas fontes de receita e relacionamentos de longo prazo com o cliente.

“A maioria das escolas técnicas busca constantemente apresentar novas tecnologias aos alunos. No entanto, esse processo ocorre sem abrir mão do ensino da refrigeração básica, que ainda representa a maior parte das instalações em operação. Essa base continua sendo essencial para que o profissional compreenda corretamente o funcionamento dos sistemas antes de avançar para aplicações mais tecnológicas. De fato, o avanço do HVAC-R inteligente não é tendência passageira, mas um caminho sem retorno. Controles, sensores e automação deixam de ser opcionais e passam a ser parte essencial do sistema. Para o setor, isso significa mais eficiência, sustentabilidade e confiabilidade. Para o profissional, significa evolução técnica, valorização e novos horizontes de atuação. Quem entender essa mudança e se preparar desde já estará um passo à frente em um mercado cada vez mais tecnológico e estratégico”, comenta o CEO da Full Gauge.

Ele acrescenta que é fundamental ter conhecimento em topologia básica de redes, bem como das normas técnicas que regulamentam as boas práticas de instalação e comunicação de dados. Esses conceitos garantem maior confiabilidade, estabilidade e desempenho dos sistemas de automação HVAC-R.

“Por isso, sempre reforçamos a importância de que a infraestrutura de comunicação RS-485 seja projetada e instalada por técnicos capacitados, seguindo rigorosamente as normas e recomendações técnicas. Uma rede bem dimensionada e corretamente instalada é decisiva para o bom funcionamento do sistema e para a qualidade das informações coletadas. Os principais players do mercado contam com redes consolidadas de instaladores capacitados, aptos a atender empresas interessadas em soluções de HVAC inteligente. Portanto, não se trata exatamente de uma falta de profissionais, mas da necessidade de saber onde encontrar essa mão de obra especializada e com experiência nas tecnologias mais recentes”, diz Gobbi.

Borduni acrescenta ainda que o setor segue em expansão, impulsionado pela demanda por sistemas inteligentes, mas a falta de profissionais capacitados pode frear esse crescimento, como ocorreu com os chillers de compressores de mancal magnético, que demoraram a se consolidar no Brasil por percepção de escassez técnica. “Para evitar esse tipo de gargalo, o setor precisa acelerar a formação por meio da atualização e ampliação de cursos técnicos, treinamentos de curta duração, parcerias entre fabricantes, associações e escolas, além do incentivo à capacitação em automação e IoT, garantindo mão de obra preparada para operar tecnologias cada vez mais eficientes e complexas”, conclui.


Resumen (español)

El avance de la automatización y la digitalización está transformando el sector HVAC-R, impulsado por data centers, edificios inteligentes y la industria conectada. Sensores, controladores y plataformas en la nube permiten monitoreo en tiempo real, eficiencia energética y mayor confiabilidad operativa, cambiando el perfil del técnico, que ahora requiere conocimientos básicos de redes, protocolos de comunicación e interpretación de datos. Estudios de entidades del sector señalan una brecha de capacitación, ya que la formación tradicional no acompaña la velocidad tecnológica. La actualización profesional y la educación continua pasan a ser factores clave para acceder a servicios de mayor valor agregado, como mantenimiento predictivo y contratos de desempeño.


Summary (English)

Automation and digitalization are reshaping the HVAC-R sector, driven by data centers, smart buildings and connected industry. Sensors, controllers and cloud platforms enable real-time monitoring, energy efficiency and operational reliability, redefining the technician’s role to include basic knowledge of networks, communication protocols and data interpretation. Industry organizations point to a skills gap, as traditional training struggles to keep pace with technological change. Continuous education and upskilling are becoming essential for professionals to access higher-value services such as predictive maintenance and performance-based contracts.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/02/foto-1-abre-materia-automacao-e1772116692589.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-02-26 11:36:252026-02-26 11:55:43O avanço de sistemas inteligentes e o novo papel do técnico

Ética profissional no frio

04/02/2026

Como instaladores e técnicos podem proteger o próprio valor, o cliente e o futuro do setor

No setor de refrigeração e climatização, a ética profissional deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um fator direto de sobrevivência. Em um mercado pressionado por importações, plataformas digitais e guerra de preços, a forma como o serviço é vendido, executado e documentado passou a definir quem permanece e quem desaparece. Instalar um ar-condicionado, fazer a manutenção de um chiller ou recuperar uma câmara fria não é apenas “fazer funcionar”. É assumir uma responsabilidade técnica, ambiental, legal e econômica. Quando isso é ignorado, todo o setor perde.

A concorrência desleal é hoje um dos principais fatores de desgaste do mercado. Ela aparece quando empresas ou profissionais reduzem artificialmente seus preços cortando etapas essenciais do serviço: não emitem nota fiscal, não recolhem impostos, usam peças de baixa qualidade, não seguem normas técnicas ou sequer têm responsável técnico. Para o cliente, isso pode parecer apenas uma economia imediata. Na prática, é um risco. Para o setor, é um processo lento de desvalorização do trabalho técnico. Quando alguém cobra metade do preço porque não emite nota, o custo real é empurrado para quem faz tudo corretamente. O profissional que atua dentro da lei passa a parecer “caro”, quando, na verdade, apenas incorpora no valor aquilo que garante segurança, rastreabilidade e responsabilidade.

A nota fiscal, nesse contexto, não é um detalhe burocrático. Ela é parte do serviço. Para o cliente, é a garantia de que existe uma empresa por trás do trabalho, com deveres, prazos e responsabilidade. Para o técnico, é o que permite crescer, investir, contratar, comprar melhor e se proteger juridicamente. Um serviço sem nota não tem compromisso. Se algo der errado, não há como exigir correção, reembolso ou reparo. Em casos mais graves, como queima de equipamento, vazamento de fluido refrigerante ou acidentes elétricos, a ausência de documentação deixa o cliente completamente desamparado. O profissional que não emite nota não está sendo flexível. Está transferindo o risco para quem o contratou.

O mesmo vale para o cumprimento das normas técnicas. No setor HVAC-R, normas não existem para dificultar a vida do instalador, mas para evitar prejuízos, acidentes e retrabalho. Procedimentos como vácuo, teste de estanqueidade, dimensionamento correto, isolamento térmico e partida assistida não são “opcionais”. Eles definem se o sistema vai operar com eficiência e segurança ou se vai se tornar uma fonte constante de problemas. Quando essas etapas são puladas para reduzir tempo e custo, o defeito quase sempre aparece depois, recaindo sobre o cliente ou sobre outro profissional que terá de corrigir algo feito de forma inadequada.

Nesse ambiente, os chamados orçamentos predatórios se tornam cada vez mais comuns. São propostas feitas apenas para ganhar o serviço, mesmo quando o valor não cobre o trabalho correto. O corte não aparece no papel, mas está nas horas, nos materiais, nos testes e nos cuidados que deixam de ser feitos. O cliente, muitas vezes, só percebe isso quando o sistema falha, o consumo dispara ou o equipamento apresenta defeitos recorrentes. O barato vira caro, mas quase sempre tarde demais, quando corrigir o erro custa mais do que teria custado fazer certo desde o início.

Valorizar o serviço, portanto, passa menos por brigar por preço e mais por tornar visível aquilo que normalmente fica escondido. Um orçamento detalhado, que mostre todas as etapas da instalação ou da manutenção, ajuda o cliente a entender o que está comprando. Fotos, checklists, relatórios simples e termos de garantia reforçam a percepção de profissionalismo. E uma comunicação clara, em linguagem acessível, explicando por que certas etapas são importantes, transforma o cliente em aliado, não em adversário na negociação.

  • Compressor, o coração que define a eficiência do sistema
  • IA orientada à decisão aprimora gestão de sistemas HVAC
  • Geladeiras lideram vendas de usados em classificados online

A construção de marca também entra nesse processo. Profissionais e empresas que emitem nota, têm CNPJ, endereço, presença digital e histórico constroem algo que o informal não consegue copiar: reputação. E reputação gera indicação, fidelidade e, com o tempo, a possibilidade de cobrar um preço justo pelo trabalho bem feito.

No fim, ética profissional no setor de refrigeração e climatização não é apenas uma questão moral. É uma estratégia de sobrevivência. Quem segue normas, cumpre a lei e assume responsabilidade pode até perder alguns serviços no curto prazo, mas constrói algo muito mais sólido no longo prazo: confiança.

Ética profissional é o que separa quem apenas instala de quem constrói uma carreira.

Ética também é ambiental e jurídica

Para além da execução técnica imediata, a ética profissional no setor HVAC-R envolve responsabilidades que muitos clientes e até profissionais ainda não percebem. Entre elas estão o controle ambiental, a rastreabilidade dos serviços e a responsabilidade jurídica ao longo da vida útil do sistema.

Segundo Rodrigo Penha Men, presidente do Departamento Nacional de Instalação e Manutenção da ABRAVA, o manuseio inadequado de fluidos refrigerantes é um dos pontos mais críticos. “Vazamentos evitáveis, descarte incorreto e falta de controle sobre carga e recolhimento de fluido não são apenas falhas técnicas. São infrações ambientais que podem gerar penalidades graves para empresas e clientes”, afirma.

Ele ressalta que, com o avanço da legislação ambiental e a transição para fluidos de menor impacto climático, a responsabilidade do instalador e do mantenedor se amplia. “Quem executa um serviço hoje precisa pensar no sistema como um todo, inclusive no que acontece anos depois: manutenção, substituição, retrofit e descarte. Ética também é garantir que esse ciclo seja seguro e documentado.”

Outro ponto destacado é a rastreabilidade. Serviços formais, com relatórios, registros de intervenções e identificação do responsável técnico, protegem tanto o profissional quanto o contratante. “Quando há documentação, fica claro quem fez, o que foi feito e em que condições. Isso evita conflitos, facilita manutenções futuras e reduz riscos legais”, explica.

Para Men, o setor caminha para um cenário em que improviso e informalidade terão cada vez menos espaço. “A profissionalização não é uma escolha ideológica. É uma exigência técnica, ambiental e jurídica. Quem se antecipa a isso estará preparado para o futuro do mercado.”


Resumen (Español)

En el sector de refrigeración y climatización, la ética profesional se ha convertido en un factor decisivo para la supervivencia de empresas y técnicos. La competencia desleal, impulsada por servicios informales, precios predatorios y el incumplimiento de normas técnicas y fiscales, deteriora el mercado y transfiere riesgos al cliente. La emisión de factura, el respeto a los procedimientos técnicos y la documentación de los servicios son elementos centrales para la seguridad, la trazabilidad y la valorización del trabajo. Según Rodrigo Penha Men, presidente del Departamento Nacional de Instalación y Mantenimiento de ABRAVA, la responsabilidad ambiental y jurídica, especialmente en el manejo de fluidos refrigerantes, refuerza la necesidad de profesionalización. En este contexto, la ética deja de ser un valor abstracto y se consolida como una estrategia esencial para el futuro del sector HVAC-R.


Summary (English)

In the refrigeration and air conditioning sector, professional ethics has become a key factor for long-term survival. Unfair competition driven by informal services, predatory pricing and non-compliance with technical standards and tax obligations undermines the market and increases risks for customers. Proper invoicing, adherence to technical procedures and service documentation are essential to ensure safety, traceability and accountability. According to Rodrigo Penha Men, president of ABRAVA’s National Installation and Maintenance Department, environmental and legal responsibilities—especially regarding refrigerant handling—are gaining relevance as regulations evolve. In this scenario, ethics is no longer a moral abstraction but a strategic requirement for building trust and sustainability in the HVAC-R industry.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/04/instalador-de-ar-condicionado-e1770232048579.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-02-04 16:10:132026-02-04 16:11:23Ética profissional no frio

ABRAVA abre portas para 2026

26/01/2026

Evento híbrido da associação ocorre em 29 de janeiro e discute perspectivas econômicas, COP 30 e impactos da reforma tributária no setor HVAC-R.

A ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) realizará, em 29 de janeiro, o evento “ABRAVA de Portas Abertas”, voltado à apresentação de perspectivas e oportunidades para o setor HVAC-R em 2026. A iniciativa será realizada em formato híbrido, com vagas presenciais limitadas na sede da entidade e participação online.

São esperados representantes de empresas associadas e não associadas, setores clientes, parceiros, formadores de opinião e imprensa. A programação prevê a atualização sobre temas relacionados à climatização e à refrigeração, incluindo perspectivas econômicas e oportunidades para 2026, a preparação do setor diante dos compromissos assumidos na COP 30 e os impactos da reforma tributária.

O encontro também abordará o escopo de atuação da ABRAVA, além da agenda de eventos e cursos da associação e aspectos ligados ao associativismo no setor. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site da entidade.


Resumen (Español)

La ABRAVA realizará el 29 de enero el evento “ABRAVA de Portas Abertas”, en formato híbrido, para presentar perspectivas y oportunidades del sector HVAC-R de cara a 2026. La iniciativa está dirigida a empresas asociadas y no asociadas, clientes, socios, formadores de opinión y prensa.

La agenda incluye debates sobre perspectivas económicas, compromisos del sector frente a la COP 30, impactos de la reforma tributaria y la presentación de las actividades, eventos y cursos de la asociación.


Summary (English)

ABRAVA will hold the event “ABRAVA de Portas Abertas” on January 29, in a hybrid format, to discuss perspectives and opportunities for the HVAC-R sector in 2026. The meeting is open to member and non-member companies, clients, partners, opinion leaders, and the press.

The program will address economic outlooks, sector preparation for COP 30 commitments, tax reform impacts, and an overview of the association’s activities, events, and training agenda.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Save-Abrava-de-Portas-abertas-revista-do-frio.png 453 680 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-01-26 13:37:272026-01-26 13:37:27ABRAVA abre portas para 2026

Fabricantes combinam produção local e importados para garantir competitividade

20/01/2026

Com fábricas instaladas no país, o setor avalia o equilíbrio entre produzir localmente e importar componentes para garantir competitividade no abastecimento.

Veja a edição completa
Visualizar em PDF

A cadeia de fornecimento local tem ganhado importância estratégica para a indústria de HVAC-R no Brasil, especialmente em um cenário de demanda crescente por climatização, pressões por eficiência energética e necessidade de reduzir vulnerabilidades logísticas globais. Empresas que atuam no país avaliam constantemente se devem produzir localmente ou importar equipamentos, peças e partes.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou um parque industrial relevante na área de climatização e refrigeração. A proximidade com o cliente também favoreceu a customização, atendimento mais ágil e controle de qualidade. Além disso, permite maior agilidade na reposição de peças e serviços, o que se traduz em confiabilidade e menor tempo de resposta nas manutenções. Grandes grupos globais já apostam nessa estratégia: por exemplo, o Midea inaugurou em 2023 uma fábrica de 73 mil metros quadrados em Pouso Alegre (MG), que produz cerca de 1,3 milhão de unidades por ano. Já a Gree do Brasil mantém uma planta em Manaus (AM) com capacidade de mais de 1,5 milhão de aparelhos/ano, confirmando a força da produção local no segmento. Além dessas, empresas como Electrolux, LG, Samsung e Whirlpool também operam montagens no Brasil, beneficiando-se dos incentivos fiscais locais.

No entanto, produzir no Brasil não é isento de desafios. Custos industriais elevados, escala ainda limitada em algumas linhas e a dificuldade em acessar tecnologia de ponta ou componentes específicos podem reduzir a competitividade frente a peças importadas são alguns dos pontos a serem avaliados. Além disso, há escassez de mão de obra especializada em determinados processos, o que muitas vezes exige treinamento ou terceirizações e encarece o produto final.

Essa presença diversificada permite que parte relevante dos equipamentos comercializados no país seja fabricada ou montada localmente, reduzindo o tempo de entrega, facilitando o atendimento técnico e permitindo customizações de acordo com normas brasileiras, como os requisitos de etiquetagem energética e padrões elétricos específicos.

Apesar desses avanços, a cadeia local ainda depende fortemente de componentes importados. A fabricação de placas eletrônicas, sensores, módulos de controle, ventiladores específicos, trocadores de calor de alta densidade e certos modelos de compressores permanece concentrada na Ásia, sobretudo na China.

“Muitos splits montados no Brasil utilizam kits eletrônicos, motores e serpentinas produzidos no exterior, que chegam ao país por meio de distribuidores ou diretamente para as linhas de produção. Isso cria uma produção híbrida, em que o produto final é nacional, mas boa parte dos seus insumos depende de fornecedores internacionais”, informa Leonardo Araujo, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Midea.

Do ponto de vista econômico, produzir localmente traz benefícios claros: reduz a exposição cambial, encurta o lead time, aumenta a previsibilidade de abastecimento e fortalece fornecedores nacionais, que passam a investir em tecnologia e mão de obra qualificada. Além disso, a proximidade entre fábrica e mercado permite ajustes rápidos de portfólio, adequação a legislações e adaptações a padrões climáticos regionais. A geração de empregos diretos e indiretos reforça o impacto positivo da industrialização no país, ampliando a competitividade do setor.

No entanto, a produção local exige investimentos necessários para instalação de fábricas, aquisição de maquinário, automação e certificações são elevados e exigem escala para que a operação se torne economicamente sustentável. Em mercados altamente competitivos, como o de splits residenciais, a pressão por preços baixos faz com que empresas avaliem com cuidado se vale mais montar localmente ou importar o produto acabado. Questões logísticas internas, como o transporte em longas distâncias dentro do território brasileiro, também afetam a equação de custos, além da complexidade tributária nacional, que pode reduzir margens se não houver incentivos adequados.

Programas de conteúdo local, acordos de desenvolvimento com fornecedores brasileiros, investimentos em pesquisa e inovação e a expansão de polos industriais fortalecem a independência tecnológica da indústria nacional.

  • SMACNA abre inscrições para turma 2026 do Programa de Educação Continuada
  • Remessas de equipamentos HVAC dos EUA recuaram em 2025, aponta AHRI
  • Multi Split ganha espaço em projetos de apartamentos compactos

“Entre os incentivos fiscais aplicáveis à comercialização da produção para fora da área da Zona Franca de Manaus estão a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI), as reduções específicas do imposto de importação, isenção do PIS/PASEP e da COFINS nas operações internas da Zona Franca de Manaus, além de outros incentivos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e crédito estímulo de ICMS. Do ponto de vista logístico, no entanto, existe um desafio a ser superado. Se, por um lado, a sua localização é a mais próxima de grandes mercados externos como a América Central e do Norte, por outro ela está distante de alguns dos principais mercados consumidores do Brasil. Sabe-se que alguns produtos, como o ar condicionado, dependem de modais específicos para manter a sua competitividade, por isso, manter investimentos e discutir alternativas é urgente para que as empresas possam superar adversidades”, comenta Araujo.

Sistema híbrido

Por sua vez, depender exclusivamente de importações traz problemas operacionais: a volatilidade cambial, o aumento de fretes, os prazos imprevisíveis e os gargalos logísticos, especialmente em períodos de alta demanda ou crise internacional, que podem comprometer cronogramas e inflar preços. Para mitigar esses riscos, muitas empresas participam do Programa Abrava Exporta, uma parceria com a Apex-Brasil, que apoia a internacionalização da indústria HVAC-R nacional. Por meio do programa, as empresas recebem apoio técnico, inteligência de mercado e acesso a feiras.

“Esse esforço de internacionalização reforça a competitividade global da indústria nacional, promovendo a combinação entre produção local e importação, não apenas para atender à demanda doméstica, mas também torna o Brasil um exportador relevante no setor HVAC-R. O modelo híbrido permite aproveitar o melhor dos dois mundos: manutenção da cadeia produtiva local, com empregos, customização e agilidade; e acesso a tecnologias e componentes importados quando necessário, garantindo inovação e eficiência”, informa Paulo Roberto da Silva, Coordenador de Indústria e Serviços da Apex-Brasil.

Silva acrescenta que no setor de HVAC-R, os principais parceiros comerciais do Brasil incluem China, Estados Unidos, e União Europeia (com destaque para Alemanha e Itália). “A China é um grande exportador de componentes e produtos acabados para o Brasil, enquanto os EUA e países da Europa, são tanto fornecedores quanto compradores de produtos mais especializados e com alta demanda em eficiência energética. Os componentes como motores e ventiladores também compõem uma parte significativa das exportações, especialmente em mercados que buscam alta performance em eficiência energética e sustentabilidade”, revela.

“Em última análise, o equilíbrio entre produção nacional e importação tem se mostrado a estratégia mais eficiente para atender à crescente demanda no Brasil, preservando competitividade, assegurando sustentabilidade da cadeia e aumentando a previsibilidade no abastecimento. No ambiente atual, marcado por incertezas cambiais, variabilidade logística e exigências regulatórias, essa flexibilidade estratégica se traduz em resiliência e capacidade de resposta para o futuro do setor HVAC-R no país”, conclui.


Resumen (Español)
La industria de HVAC-R en Brasil adopta un modelo híbrido que combina producción local e importación de componentes para mantener la competitividad frente a una demanda creciente por climatización y mayores exigencias de eficiencia energética. Con plantas industriales instaladas en el país, las empresas logran reducir plazos de entrega, adaptar productos a normas locales y fortalecer la cadena de suministro nacional, aunque siguen dependiendo de insumos estratégicos provenientes principalmente de Asia.

El equilibrio entre fabricar localmente e importar permite mitigar riesgos asociados a la volatilidad cambiaria, costos logísticos y limitaciones tecnológicas. Iniciativas de apoyo a la internacionalización y acuerdos con proveedores refuerzan la capacidad del sector para atender tanto al mercado interno como a las exportaciones, consolidando a Brasil como un actor relevante en la industria HVAC-R.


Summary (English)
Brazil’s HVAC-R industry is increasingly adopting a hybrid model that combines local manufacturing with imported components to remain competitive amid rising demand for air conditioning and stricter energy-efficiency requirements. Domestic production helps shorten delivery times, enable customization to local standards and strengthen supply chains, while key components continue to be sourced mainly from Asia.

Balancing local production and imports reduces exposure to currency volatility, logistics disruptions and technological constraints. Support programs for internationalization and partnerships with local suppliers enhance the sector’s ability to serve both domestic and export markets, positioning Brazil as a relevant player in the global HVAC-R industry.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/capa-01-26.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-01-20 16:44:522026-01-22 11:46:18Fabricantes combinam produção local e importados para garantir competitividade
Página 2 de 16‹1234›»

BLOG

  • Inglaterra adota dispositivo de resfriamento palmar para enfrentar calor na Copa do Mundo10/06/2026 - 16:55
  • Termômetro demonstra altas temperaturas e a necessidade de alternativas na refrigeração
    Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos25/05/2026 - 16:55
  • Tempo de transformação20/05/2026 - 13:33
Publicidade

Últimas Notícias

  • Da semente ao leite, refrigeração garante qualidade, produtividade e segurança alimentar
  • Troféu Oswaldo Moreira registra recorde de participação popular na 28ª edição
  • Elgin lança linha UV de unidades condensadoras para refrigeração comercial
  • Conforto térmico: linha WindFree AI, da Samsung, promove a melhor temperatura em casa mesmo nos dias mais frios
  • Associação promove encontro sobre gestão e competitividade no setor HVAC-R

Nuvem de Tags

Abrava Aquecimento Aquecimento Global Ar Condicionado Brasil Circuito dos Instaladores Climatização Clube do Frio CO2 Compressor Covid-19 Daikin Danfoss Eficiência Energética Elgin Febrava Fluido Refrigerante Fluidos Refrigerantes Gree GWP HVAC-R Indústria Instalador instaladores Instalação IoT LG Manutenção Meio Ambiente Midea Midea Carrier PMOC Refrigeração Refrigeração Comercial Revista do Frio Samsung SENAI Split sustentabilidade São Paulo São Paulo Expo Tecnologia Trane Ventilação VRF

Assine Já!

Assine a Revista do Frio

  • Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato

Siga-nos

Clube do Frio
Logo image
Acesso nosso Facebook
Junte-se a nós!
iCoil Assessoria de Marketing
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube
  • Edição do Mês
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • HVAC-R Global
  • Artigo Técnico
  • BLOG
  • Videos
  • Podcast
Scroll to top Scroll to top Scroll to top

Usamos cookies para melhorar sua experiência, analisar tráfego e personalizar anúncios. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias.

OK

Cookie and Privacy Settings



How we use cookies

We may request cookies to be set on your device. We use cookies to let us know when you visit our websites, how you interact with us, to enrich your user experience, and to customize your relationship with our website.

Click on the different category headings to find out more. You can also change some of your preferences. Note that blocking some types of cookies may impact your experience on our websites and the services we are able to offer.

Essential Website Cookies

These cookies are strictly necessary to provide you with services available through our website and to use some of its features.

Because these cookies are strictly necessary to deliver the website, refusing them will have impact how our site functions. You always can block or delete cookies by changing your browser settings and force blocking all cookies on this website. But this will always prompt you to accept/refuse cookies when revisiting our site.

We fully respect if you want to refuse cookies but to avoid asking you again and again kindly allow us to store a cookie for that. You are free to opt out any time or opt in for other cookies to get a better experience. If you refuse cookies we will remove all set cookies in our domain.

We provide you with a list of stored cookies on your computer in our domain so you can check what we stored. Due to security reasons we are not able to show or modify cookies from other domains. You can check these in your browser security settings.

Google Analytics Cookies

These cookies collect information that is used either in aggregate form to help us understand how our website is being used or how effective our marketing campaigns are, or to help us customize our website and application for you in order to enhance your experience.

If you do not want that we track your visit to our site you can disable tracking in your browser here:

Other external services

We also use different external services like Google Webfonts, Google Maps, and external Video providers. Since these providers may collect personal data like your IP address we allow you to block them here. Please be aware that this might heavily reduce the functionality and appearance of our site. Changes will take effect once you reload the page.

Google Webfont Settings:

Google Map Settings:

Google reCaptcha Settings:

Vimeo and Youtube video embeds:

Other cookies

The following cookies are also needed - You can choose if you want to allow them:

OK