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Arquivo para Tag: Ventilação

Sicflux apresenta novas tecnologias de ventilação na FEBRAVA 2025

11/08/2025

Empresa leva portfólio residencial, comercial e industrial com lançamentos inéditos ao evento

A Sicflux participará da FEBRAVA 2025, feira voltada ao setor HVAC-R, que ocorrerá no São Paulo Expo entre 9 e 12 de setembro. A empresa terá estande com equipamentos em operação, incluindo exaustores, ventiladores, sistemas e sensores, permitindo ao público observar o funcionamento das soluções.

Entre os lançamentos, estarão Terminal TTS, Grillvent, Titan DLT, Filbox Ultra, ERT – Exaustor Radial de Telhado, CTL 4K, além de aplicação de motores EC no Gabinete Fangrid. A linha Falcon será apresentada pela primeira vez durante o evento.

O diretor comercial da empresa, Marcelo Munhoz, afirmou que a participação busca oferecer ao público uma imersão em tecnologias que ampliam eficiência, segurança e qualidade do ar.

Serviço
FEBRAVA 2025 – São Paulo Expo
9 a 12 de setembro de 2025
Estande Sicflux: H-10

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sicflux-febrava.jpg 600 800 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-11 16:07:432025-12-18 11:23:28Sicflux apresenta novas tecnologias de ventilação na FEBRAVA 2025

ESPANHA – Metrô de Barcelona testa difusores de tecido

06/08/2025

Sistema da dinamarquesa FabricAir busca reduzir temperatura nas plataformas e será operado até outubro

ESPANHA – A Transports Metropolitans de Barcelona (TMB) iniciou a operação experimental de um sistema de resfriamento por difusores de tecido na estação Plaça de Sants, no bairro Sants-Montjuïc, como parte de um projeto piloto no metrô de Barcelona.

O sistema utiliza difusores fabricados pela empresa dinamarquesa FabricAir e tem como objetivo reduzir a temperatura nas plataformas durante o verão. A solução foi desenvolvida para melhorar o conforto térmico dos passageiros que aguardam os trens.

O conjunto instalado é composto por duas unidades de tratamento de ar, posicionadas nas extremidades das plataformas, cada uma equipada com dois ventiladores e sistema de filtragem. As unidades têm capacidade de movimentar 5.500 m³ de ar, que é conduzido por um tubo central ao longo da plataforma e distribuído por meio de orifícios regularmente espaçados.

Segundo o TMB, o sistema foi projetado com foco em critérios ambientais e de eficiência energética. A instalação permanecerá em operação até outubro e, nos próximos dias, o mesmo modelo será implementado na estação Catalunya.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-06 11:37:582025-08-06 11:39:02ESPANHA – Metrô de Barcelona testa difusores de tecido

Transição para A2L nos splits exige preparo técnico e combate à desinformação

30/07/2025

Os refrigerantes A2L ganham protagonismo nos sistemas split, combinando eficiência energética e menor impacto ambiental. Sua aplicação, no entanto, exige atenção técnica, conformidade com normas e adoção de boas práticas para garantir segurança e desempenho

 A transição para refrigerantes de baixo impacto ambiental é uma realidade no setor de HVAC-R, especialmente nos sistemas split de ar-condicionado. Entre os novos fluidos que vêm ganhando espaço, os classificados como A2L merecem atenção especial. Com menor potencial de aquecimento global (GWP), esses refrigerantes equilibram eficiência energética e sustentabilidade, mas exigem cuidados específicos quanto à instalação, manutenção e segurança.

Para muitos técnicos e consumidores, o termo “A2L” ainda é uma novidade e, infelizmente, alvo de desinformação em redes sociais e fóruns não especializados. Nesta matéria, reunimos informações técnicas, recomendações práticas e depoimentos de especialistas e fabricantes para esclarecer o que são os A2L, porque estão substituindo fluidos como o R-410A e como garantir uma instalação segura e eficiente.

Segundo a classificação da ASHRAE Standard 34, os refrigerantes são categorizados de acordo com sua inflamabilidade e toxicidade. Os A2L são levemente inflamáveis (classe 2L) e de baixa toxicidade (classe A). Diferem dos A2 e A3 por terem uma inflamabilidade significativamente menor e serem considerados seguros quando utilizados conforme normas técnicas. O R-32, por exemplo, já é adotado extensivamente em splits em países da Europa e Ásia.

“O A2L, como o R-32, está se tornando o novo padrão nos sistemas splits porque combina eficiência energética com um GWP muito mais baixo do que o R-410A. Temos em nosso portfólio produtos realmente inovadores, como fluidos refrigerantes que otimizam a performance energética dos sistemas de refrigeração e ar-condicionado e reduzem o impacto climático dos negócios dos nossos clientes”, explica Renato Cesquini, líder da área comercial de fluidos refrigerantes da Chemours na América. “O R-32, por exemplo, tem GWP de 675, comparado aos 2.088 do R-410A”.

Além do R-32, outros exemplos de A2L incluem o R-454B, o R-1234yf e outros HFOs usados em diversas aplicações. Esses fluidos estão alinhados com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na Emenda de Kigali, que visa à redução gradual do uso de HFCs com alto GWP. A Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal exige que países reduzam o uso de HFCs de alto GWP e os A2L se apresentam como solução eficaz. São refrigerantes com pressão operacional compatível com os sistemas split tradicionais, o que facilita a adoção sem reengenharia completa. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, somente entre 2020 e 2022 foi estabelecida a linha base para HFCs, buscando cortar 50% até 2040 e 80% até 2045.

Normas técnicas e diretrizes de segurança

Normas como ISO 5149, ABNT NBR 16069, ASHRAE 15 e ASHRAE 34 regulam os requisitos de segurança para manuseio, instalação e operação de A2L. Entre os principais pontos estão a limitação da carga de fluido por ambiente fechado, instalações com ventilação adequada, detectores de vazamento específicos para A2L, e uso de equipamentos certificados para fluidos levemente inflamáveis.

Natanael Oliveira Lima, diretor técnico da RLX Fluidos Refrigerantes, afirma que “Não se trata de um risco novo e descontrolado, mas sim de um cenário técnico que exige capacitação. Há décadas se trabalha com fluidos inflamáveis no setor e, com os A2L, temos segurança desde que os protocolos sejam seguidos. Contudo, como qualquer inovação, esses refrigerantes exigem atenção às normas técnicas. A ISO 5149, a ABNT NBR 16069 e a própria ASHRAE 15 abordam os critérios de segurança para instalações com fluidos levemente inflamáveis. Entre os pontos críticos estão a limitação da carga máxima de fluido por ambiente, sistemas de ventilação apropriados e detectores de vazamento em espaços confinados”.

Instalação, manutenção e boas práticas com A2L

A instalação de sistemas com refrigerantes A2L não é radicalmente diferente das rotinas já adotadas pelos profissionais qualificados, mas existem algumas recomendações como: evitar fontes de ignição no ambiente durante a instalação e manutenção; utilizar ferramentas certificadas e adequadas a fluidos inflamáveis (bombas de vácuo, manifolds, detectores); realizar testes de estanqueidade rigorosos com detectores específicos para A2L; ventilar o ambiente adequadamente, principalmente em locais fechados ou abaixo do nível do solo.

Para os profissionais que atuam na linha de frente, é fundamental investir em capacitação contínua. “O técnico que busca atualização está preparado para lidar com A2L com total segurança e pode até se destacar em um mercado cada vez mais exigente e regulado”, afirma André Dorta, gerente regional da divisão de fluidos refrigerantes da Honeywell. E ele faz um alerta: “Atualmente, no Brasil, não existe uma legislação federal específica que imponha limites obrigatórios de carga ou aplicação para o uso de refrigerantes A2L (como o R-32) em sistemas de ar-condicionado split. Porém, existem normas técnicas nacionais e internacionais que servem como base de orientação para projetos, instalações e segurança”.

 Combate à desinformação: o perigo dos tutoriais não oficiais

Apesar dos avanços técnicos, cresce nas redes sociais uma onda de vídeos e postagens que espalham desinformação sobre os refrigerantes A2L. De tutoriais sem qualquer respaldo técnico a boatos alarmistas sobre riscos de explosão, o que se vê é um desserviço à categoria dos instaladores sérios e às empresas comprometidas com a qualidade.

Os fabricantes alertam: confiar em vídeos de procedência duvidosa pode comprometer a segurança da instalação e expor o profissional a riscos legais. A recomendação é buscar informações apenas em fontes reconhecidas, como: Associações técnicas; documentação oficial de fabricantes; cursos profissionalizantes com instrutores certificados; Normas da ABNT e manuais de boas práticas.

Além disso, a responsabilidade é também dos distribuidores e revendedores, que devem orientar corretamente seus clientes e oferecer produtos com especificações claras e atualizadas.

Com a evolução regulatória, a demanda por soluções mais sustentáveis deve crescer. A migração para refrigerantes A2L em sistemas splits já é realidade em países da Europa e da Ásia, e o Brasil caminha para seguir o mesmo rumo, especialmente com a chegada de novos modelos e linhas de fabricantes que já adotam esses fluidos como padrão. A fase de transição exige diálogo entre indústria, instaladores, técnicos e entidades de classe. Com treinamento, boas práticas e informação técnica, os A2Ls representam um avanço positivo, seguro e necessário para o setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/A2L-materia-revista-do-frio.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-30 00:59:282025-07-18 11:00:06Transição para A2L nos splits exige preparo técnico e combate à desinformação

CONBRAVA 2025 abre inscrições para debater mudanças climáticas e o futuro do HVAC-R

14/07/2025

Evento será realizado de 10 a 12 de setembro no São Paulo Expo, em paralelo à FEBRAVA

Estão abertas as inscrições para a 19ª edição do CONBRAVA – Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento de Ar. O evento ocorrerá entre os dias 10 e 12 de setembro de 2025, no São Paulo Expo, na capital paulista, e terá como tema central “O AVACR e os desafios das mudanças climáticas”.

Organizado pela ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, o congresso reunirá especialistas nacionais e internacionais, com mais de 40 palestras programadas, além de cinco mesas-redondas temáticas. Os temas das mesas incluem Qualidade do Ar Interno, Eficiência Energética, Fluidos Refrigerantes, Tratamento de Águas e “Clima em Transformação”.

De acordo com Charles Domingues, presidente da comissão organizadora, a edição de 2025 pretende promover reflexões sobre o papel do setor frente às transformações climáticas, com foco em inovação, eficiência energética e responsabilidade ambiental.

O CONBRAVA é realizado a cada dois anos desde 1987 e, ao longo de suas edições anteriores, contou com mais de 17 mil participantes e 450 palestrantes. O evento é reconhecido por seu caráter técnico e por promover a atualização profissional no setor HVAC-R.

A programação será desenvolvida paralelamente à FEBRAVA – Feira Internacional de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar, que ocorre de 9 a 12 de setembro de 2025, também no São Paulo Expo.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-14 14:32:592025-07-16 14:13:58CONBRAVA 2025 abre inscrições para debater mudanças climáticas e o futuro do HVAC-R

HVAC-R responde por 2,3% da indústria brasileira

25/05/2025

Setor marca o Dia da Indústria com foco em eficiência e sustentabilidade

Neste 25 de maio, Dia da Indústria, o setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (HVAC-R) destaca sua contribuição à economia e às atividades essenciais do país. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), o setor projeta faturar R$ 54 bilhões em 2025.

O montante representa cerca de 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — que somou R$ 11,7 trilhões em 2024 — e 2,3% do PIB industrial, equivalente a aproximadamente 20% da economia nacional. A expansão é impulsionada por fatores como o aumento das temperaturas, crescimento da construção civil, maior consumo das famílias e avanços tecnológicos.

Com presença nos setores de saúde, alimentação, infraestrutura urbana e tecnologia, o HVAC-R tem investido em práticas de redução de impacto ambiental. Entre as medidas adotadas, destacam-se a substituição de fluidos refrigerantes por substâncias de baixo Potencial de Aquecimento Global (GWP), a adoção de equipamentos mais eficientes em termos energéticos e a integração de tecnologias digitais, como a Internet das Coisas (IoT) e sistemas de controle preditivo.

O setor também cumpre papel estratégico no cotidiano: climatiza ambientes urbanos e industriais, mantém a integridade de alimentos na cadeia do frio e assegura condições adequadas para o armazenamento de medicamentos e vacinas.

  • ABRAVA projeta crescimento e reforça protagonismo do setor HVAC-R em 2025
  • Perspectiva otimista para o setor de HVAC-R em 2025
  • O mercado mundial oferece oportunidades de exportação para o setor de HVAC-R

Em um cenário de transição energética e maior exigência por conforto ambiental e segurança sanitária, o setor busca ampliar o acesso a soluções compatíveis com os novos padrões regulatórios. Ao marcar o Dia da Indústria, o setor reafirma sua função essencial na economia brasileira e nos serviços fundamentais à população.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/pib-ibge-havc-r-revista-do-frio-dia-da-industria-refrigeracao-cliamatizacao-ar-condicionado.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-05-25 00:01:002025-05-23 14:52:56HVAC-R responde por 2,3% da indústria brasileira

FEBRAVA 2025 terá mais de 600 marcas e foco técnico

23/05/2025

Maior edição da história do evento reunirá público especializado, lançamentos e conteúdo técnico de HVAC-R em setembro, no São Paulo Expo


Com mais de 600 marcas expositoras confirmadas, a 23ª edição da FEBRAVA — Feira Internacional de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar e da Água — será realizada entre os dias 9 e 12 de setembro de 2025, no São Paulo Expo.

Reconhecida como o principal evento da cadeia HVAC-R na América Latina, a FEBRAVA volta ao pavilhão com ampliação de quase 20% na área de exposição e expectativa de atrair mais de 25 mil visitantes. Segundo a ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento), o setor deve movimentar cerca de R$ 54 bilhões no país no próximo ano.

O evento contará com público altamente qualificado, formado por engenheiros, técnicos, instaladores, projetistas, distribuidores, gestores industriais e usuários corporativos. A programação técnica exclusiva terá ativações práticas e demonstrações voltadas à capacitação e atualização profissional.

Dois novos pavilhões temáticos integram a edição: o Water Treatment Expo (WTE), com foco no tratamento de águas industriais, e o Smart Heat Expo, voltado ao setor de aquecimento. Ambos terão exposição de equipamentos, rodadas de negócios e painéis segmentados.

O tema desta edição será “No Clima da Inovação”, com quatro eixos de discussão: eficiência energética, descarbonização, qualificação técnica e inovação.

  • Boas Práticas, eficiência operacional e segurança dos profissionais
  • Qualidade do ar em debate técnico
  • Descarbonização em pauta

Além dos lançamentos, a feira terá ilhas temáticas interativas, como o espaço da Cadeia do Frio, área de ar-condicionado automotivo, auditório da FATEC e a tradicional ilha do SENAI, que promove conteúdos de formação técnica.

A FEBRAVA ocorrerá simultaneamente à FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia, Automação e Conectividade, o que permitirá circulação entre os dois eventos e ampliará as possibilidades de negócios.

__

FEBRAVA 2025
Data: 09 a 12 de setembro de 2025
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – São Paulo/SP)

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/febrava-2025-revista-do-frio-rx-e1748008506609.jpeg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-05-23 11:04:302025-05-23 11:25:29FEBRAVA 2025 terá mais de 600 marcas e foco técnico

Qualidade do ar em debate técnico

21/05/2025

Eventos em Belo Horizonte discutiu normas e gestão da QAI

Nos dias 14 e 15 de maio, Belo Horizonte sediou o 14º Seminário Internacional da Qualidade do Ar de Interiores e a 9ª ExpoQualindoor, reunindo cerca de 200 profissionais na sede do CREA-MG. Os eventos foram promovidos pela ABRAVA, por meio da Regional Minas Gerais, em parceria com o Chapter Brasil da ASHRAE.

O seminário teve como tema “Novos Parâmetros para a Qualidade do Ar Interior”, com foco nas normas ABNT NBR 7256, NBR 17037 e na Lei Federal 13.589/2018, que trata do PMOC. A programação incluiu palestras técnicas sobre ventilação, filtragem e métricas de controle da qualidade do ar. Entre os destaques, a apresentação de Fábio Clavijo (ASHRAE Colômbia) sobre a norma ASHRAE 62.1-2022 e a divulgação do selo ABRAVA/Brasindoor.

Foram realizadas duas mesas-redondas sobre normas de renovação do ar e soluções para gestão da QAI. Ao fim do dia, houve a posse da nova diretoria do Qualindoor para o biênio 2025/2026, com Rafael Munhoz e Frederico Paranhos assumindo os cargos de presidente e vice.

A ExpoQualindoor abordou os desafios da QAI em ambientes críticos, como hospitais. A programação incluiu sete palestras técnicas e duas mesas de debate sobre planejamento e operação desses espaços. O evento contou com apoio de entidades locais e nacionais do setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/MG_3946-scaled-e1747848987230.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-05-21 16:34:192025-05-21 14:41:51Qualidade do ar em debate técnico

Segurança, eficiência e melhores práticas no uso do R-32

20/02/2025

Especialistas esclarecem dúvidas sobre o uso seguro do R-32, desde o cumprimento de normas até o treinamento adequado, incentivando uma transição consciente para alternativas mais sustentáveis.

  • Veja a edição completa

Com a transição para alternativas de baixo impacto ambiental, o fluido refrigerante R-32 vem ganhando espaço no setor de HVAC-R. No entanto, o aumento de sua utilização também levantou dúvidas em diversos fóruns de refrigeração quanto à segurança, eficiência e manuseio adequado.

Questões frequentes coletadas no grupo “Refrigeração” do Facebook indicam uma necessidade clara de orientação. Exemplos incluem: “O R-32 pode ser usado em sistemas que antes utilizavam R-410A?”; “Como prevenir riscos de inflamabilidade?”, “Quais EPIs são necessários durante o manuseio?”.

Para esclarecer tais dúvidas, desenvolvemos este material técnico com a participação de profissionais, esclarecendo os principais pontos sobre segurança, substituição e melhores práticas.

Dados de mercado: R-32 veio para ficar?

O R-32 representa cerca de 40% do mercado de novos equipamentos de climatização no Brasil, com crescimento projetado de 15% até 2030. Esse avanço é impulsionado por sua menor potência de aquecimento global em comparação com o R-410A, tornando-o uma escolha para fabricantes e técnicos preocupados com a sustentabilidade, segundo dados da ABRAVA.

R-32 em comparativo

R-32 vs. R-410A: O R-32 é mais eficiente em transferência de calor e apresenta menor impacto ambiental. Contudo, é classificado como A2L (ligeiramente inflamável), demandando medidas de segurança específicas.

Embora o R-32 seja uma alternativa eficiente ao R-410A, sua aplicação requer considerações específicas. Componentes como trocadores de calor e válvulas de expansão devem ser adequados às pressões operacionais do R-32.

Natanael Oliveira Lima, diretor técnico da RLX Fluidos Refrigerantes

“A substituição é tecnicamente viável, mas recomenda-se o uso de equipamentos projetados para o novo fluido, maximizando desempenho e segurança. O R-32 é um HFC puro, possui elevada eficiência em transferência de calor e baixo impacto ambiental e foi desenvolvido para fazer parte das misturas de hidrocarbonetos refrigerantes azeotrópicos, recomendado para substituição em equipamentos de média e alta temperatura de evaporação, projetados exclusivamente para se trabalhar com ele”, informa Natanael Oliveira Lima, diretor técnico da RLX Fluidos Refrigerantes.

Dependendo do projeto, o R-32 pode ser usado em condicionador de ar doméstico e comercial, bomba de calor, refrigeração comercial e chillers. Os procedimentos básicos para instalação e manejo do produto são os mesmos utilizados para quaisquer outros fluidos refrigerantes comumente utilizados em sistemas de refrigeração.

Especificamente, para a instalação de sistemas splits, os procedimentos são as mesmas boas práticas aplicadas para o R-410 A, porém alguns cuidados adicionais devem ser tomados na manipulação do cilindro de transporte, e no carregamento suplementar do gás R-32 na unidade condensadora.

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“Recomendamos a utilização de uma bomba de vácuo para uma perfeita evacuação do produto, pois antes da liberação do gás refrigerante para o sistema, não deve haver de forma alguma a presença de ar em parte alguma do sistema de refrigeração”, esclarece Lima.

Ele alerta que para sistemas que utilizam R-134a, o R-32 não é intercambiável devido às diferenças nas propriedades químicas e aplicações.

Normas de segurança

Para garantir a segurança no uso do R-32, as normas internacionais como a Standart ASHRAE 34/ A2L, ISO 817:2014, ISO 5149 e IEC 60335-2-40 são referenciais e no Brasil, a ABNT NBR 16069.

A norma ISO 817:2014 classifica substâncias refrigerantes com base em critérios de inflamabilidade e toxicidade, estabelecendo diretrizes para o uso seguro do R-32 em diferentes aplicações. Já a ISO 5149, composta por quatro partes, define os requisitos gerais de segurança para sistemas de refrigeração e bombas de calor, abordando desde o projeto até a operação e manutenção.

A segurança elétrica dos equipamentos que operam com o R-32 é regulamentada pela IEC 60335-2-40, que especifica requisitos para a fabricação de aparelhos de ar condicionado e bombas de calor, incluindo aspectos como ventilação, controle de vazamentos e proteção contra ignição acidental.

No Brasil, a ABNT NBR 16069 estabelece diretrizes para a manipulação, transporte, armazenamento e descarte de fluidos refrigerantes, padronizando boas práticas para técnicos e empresas do setor.

O manuseio seguro do R-32 requer equipamentos específicos, como bombas de vácuo à prova de faíscas e recolhedoras compatíveis com fluidos A2L, além do uso de cilindros dotados de válvula de segurança para evitar aumento excessivo de pressão. A adoção desses procedimentos reduz o risco de acidentes e garante conformidade com as normas técnicas vigentes. Profissionais do setor devem buscar capacitação contínua e seguir rigorosamente as recomendações normativas para assegurar a segurança operacional e a eficiência dos sistemas de climatização

Melhores práticas de uso

– Manuseio: Use ferramentas certificadas para medição e transferência do fluido. Utilize ferramentas certificadas para manipulação do fluido refrigerante. Evite armazenar o R-32 próximo a fontes de calor ou superfícies inflamáveis. Assegure que as cargas de refrigerante estejam em conformidade com as especificações do equipamento. Os técnicos devem utilizar EPIs (Equipamento de Proteção Individual) adequados para prevenir riscos no manuseio do R-32, incluindo luvas resistentes a agentes químicos, óculos de proteção e vestimenta antichamas quando necessário.

– Instalação: Na instalação de sistemas que utilizam R-32, é essencial garantir a ventilação adequada nos ambientes, sistemas de detecção de vazamentos para prevenção de acumulação do fluido, componentes compatíveis com o R-32.

– Substituição: Nunca misture o R-32 com outros fluidos ou óleos inadequados ao sistema.

– Treinamento técnico: Assegure que os profissionais estejam capacitados para lidar com fluidos A2L. Os profissionais que manipulam o R-32 devem receber treinamentos adequados para compreender as propriedades físico-químicas do fluido, as normas de segurança como a ABNT NBR 16069 e o uso correto de equipamentos de medição e transferência. Além disso, capacitações regulares garantem a atualização em técnicas e legislação aplicáveis.

– Manutenção preventiva: Verificação regular de vazamentos e inspeção de componentes elétricos para evitar ignição. Realizar inspeções periódicas e manutenção preventiva minimiza riscos. Elementos importantes incluem monitoramento de pressão, testes de estanqueidade para evitar vazamentos, substituição de componentes desgastados.

Lucas Fujita, engenheiro da Chemours

“Para obter total conhecimento sobre as boas práticas de manuseio e instalação do R-32, um profissional deve seguir várias etapas essenciais que garantem a segurança e a eficácia no trabalho com este fluido refrigerante” reforça Lucas Fujita, engenheiro da Chemours.

Ele acrescenta ainda que é de extrema importância estudar as instruções e diretrizes fornecidas pelos fabricantes de fluidos refrigerantes e equipamentos de refrigeração e climatização.  “Estas diretrizes incluem especificações técnicas, recomendações de segurança e procedimentos de emergência para o uso correto do R-32, além de participar de cursos de formação e certificação específicos para o manuseio de fluidos refrigerantes inflamáveis, como o R-32. Esses cursos geralmente cobrem aspectos técnicos, de segurança, legislação ambiental e práticas recomendadas no manuseio”.

Para Fujita, manter-se atualizado com as últimas normas e regulamentações da indústria, bem como com as novas tecnologias e práticas de segurança garante sucesso ao profissional de HVAC-R.

_____________

*As tabelas desta matéria foram elaboradas com a contribuição de Rafael Ferreira, instrutor da Escola Oficina da Refrigeração, e têm caráter informativo, não contribuindo com as recomendações dos fabricantes. A manipulação do fluido refrigerante R-32 deve ser feita por profissionais, com treinamento específico e uso de EPIs. Antes de qualquer procedimento, é essencial seguir as instruções dos fabricantes para garantir segurança e conformidade com as normas técnicas.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/02/capa-02-25.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-02-20 10:06:502025-02-20 10:12:51Segurança, eficiência e melhores práticas no uso do R-32

Evento da ABRAVA discute projeções para 2025

28/01/2025

A ABRAVA realizará no próximo dia 30 de janeiro, das 8h30 às 12h, o 6º ABRAVA de Portas Abertas. O evento, que ocorrerá em formato híbrido na sede da entidade em São Paulo, abordará as perspectivas e oportunidades para o setor HVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração) em 2025. As inscrições estão abertas, com vagas presenciais limitadas.

O setor, que emprega cerca de 250 mil trabalhadores formais, superou as expectativas em 2024, atingindo um faturamento de R$ 41 bilhões. A programação inclui análises do cenário econômico para 2025, apresentadas pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), e discussões sobre recuperação de tributos, conduzidas pelo Departamento Jurídico (DEJUR). Além disso, serão debatidos temas como a relação do setor com a COP 30 e a qualidade do ar interno, com o lançamento do Selo de Qualidade do Ar Interno, desenvolvido em parceria com a Brasindoor.

O crescimento do setor nos últimos anos tem sido impulsionado pela demanda por sistemas de climatização e refrigeração, influenciada pelo clima tropical do país e pelo aumento das ondas de calor. Em 2024, a produção de aparelhos de ar-condicionado do tipo split, por exemplo, chegou a quase 6 milhões de unidades, um crescimento de mais de 50% em relação ao ano anterior, segundo dados da SUFRAMA.

O evento também visa fortalecer o associativismo e promover conexões entre indústria, comércio e serviços, além de apresentar iniciativas da ABRAVA em defesa dos interesses do setor. Entre os participantes esperados estão representantes de empresas associadas ou não, clientes, parceiros institucionais, jornalistas e formadores de opinião.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/portas-abertas-abrava-revista-do-frio.png 300 300 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-01-28 15:56:172025-01-28 16:08:08Evento da ABRAVA discute projeções para 2025

O impacto Trump no HVAC-R global e brasileiro

16/01/2025

Com possíveis tarifas comerciais e eventuais mudanças nas regras ambientais, setor se prepara para novos desafios na produção e no comércio internacional.

A reeleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos promete provocar transformações no mercado global de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração (HVAC-R). As expectativas giram em torno de mudanças nas políticas ambientais, energéticas e comerciais que podem redefinir as dinâmicas de produção, custo e oferta no setor. As previsões incluem desde a flexibilização de regulamentos ambientais até a imposição de tarifas comerciais mais rigorosas, principalmente para produtos chineses.

Com a perspectiva de relaxamento nas regras ambientais, espera-se a redução de custos para os fabricantes, mas também o risco de menor incentivo para inovações em eficiência energética e redução de emissões de carbono. O cenário pode afetar o desenvolvimento de tecnologias mais limpas e, consequentemente, o ritmo de transição global para um sistema de produção de baixo carbono.

O HVAC-R também se vê impactado pelas previsões de apoio de Trump às indústrias de combustíveis fósseis, o que pode desacelerar a eletrificação e o crescimento de bombas de calor, além de favorecer o mercado de caldeiras a óleo e gás. Essa orientação pode se refletir no mercado brasileiro, que segue de perto as tendências globais de produção e consumo de equipamentos de climatização.

As políticas protecionistas são outro elemento que deve abalar o setor. Nos Estados Unidos, a aplicação de tarifas de até 60% sobre produtos chineses tem potencial para interromper cadeias globais de produção. As indústrias chinesas, que desde o início da guerra comercial em 2018 começaram a realocar suas bases de produção para o Sudeste Asiático, podem se ver forçadas a buscar novas saídas.

Esse ambiente de incerteza pode impulsionar a transferência de produção para os Estados Unidos, mas não sem desafios. A falta de mão de obra qualificada e a complexidade para transferência de cadeias industriais completas tornam o processo lento e oneroso. Marcas japonesas e sul-coreanas já começaram a investir na produção local nos EUA, uma medida que pode influenciar o fluxo global de componentes, afetando os custos finais para outros mercados, incluindo o Brasil.

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Para o mercado brasileiro de HVAC-R, o impacto é latente. Os Estados Unidos figuram como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com exportações brasileiras de petróleo, ferro, café e produtos industrializados totalizando quase US$ 33 bilhões em 2024. As políticas protecionistas norte-americanas podem reduzir o acesso dos produtos brasileiros ao mercado estadunidense, gerando um efeito em cascata sobre a indústria nacional de HVAC-R, que depende de insumos importados e da manutenção de preços competitivos.

A expectativa para o setor de HVAC-R no Brasil é de adaptação. Enquanto indústrias internacionais buscam alternativas para as tarifas dos EUA, o mercado interno se reconfigura para reduzir a dependência de insumos importados e aumentar a produção local. A previsão é de que as empresas do setor redobrem seus esforços em eficiência produtiva e em negociações bilaterais para evitar o agravamento dos custos de importação.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/hvac_brasil_eua_trump.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-01-16 14:22:342025-01-16 14:22:34O impacto Trump no HVAC-R global e brasileiro
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