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Arquivo para Tag: Refrigeração

Sistemas com degelo a gás quente precisam usar compressores projetados para este tipo de operação

25/11/2022

Este artigo apresenta os fenômenos que ocorrem durante o degelo a gás quente (Hot Gas Defrost) e os requisitos para o projeto do compressor. Esta descrição é importante para entender que compressores projetados para operação em gás quente possuem características especiais e maior robustez de componentes para suportar tal condição. Desta forma, ao selecionar um compressor para aplicações com esse sistema de degelo, sempre verifique se o modelo do compressor foi projetado considerando tais condições.

Degelo a gás quente no circuito de refrigeração

Nos aparelhos de refrigeração convencionais, o evaporador é o componente responsável por resfriar o ar do gabinete. Durante o processo, a umidade do ar, que condensa na superfície do evaporador,  pode eventualmente congelar, reduzindo a eficiência de troca de calor. Em outros aparelhos, como máquinas de gelo, durante o período de resfriamento, o evaporador precisa estar em contato direto com a água para produzir os cubos de gelo. Em ambos os casos, o gelo deve ser removido da superfície do evaporador, seja para melhorar sua eficiência ou para coleta de cubos de gelo.

O método de degelo por gás quente é o comumente utilizado em aparelhos comerciais, como máquinas de gelo, freezers comerciais, unidades seladas e em alguns equipamentos médicos. Este método utiliza o gás da descarga do compressor, que está em alta temperatura e pressão, para derreter o gelo. O principal benefício do degelo por gás quente é derreter o gelo da superfície do evaporador para fora de forma rápida, com menor irradiação de calor para o gabinete. Para possibilitar este método, um desvio é adicionado (chamado de linha de gás quente, desvio de gás quente ou bypass de gás quente), para criar um atalho entre a descarga do compressor e a entrada do evaporador.

Durante o período de resfriamento, o bypass de gás quente é desenergizado (válvula fechada) e a operação do sistema é semelhante a um circuito de resfriamento padrão. Para realizar o degelo, o bypass é energizado para que a válvula, em geral do tipo solenoide, abra. A operação pode ocorrer com o compressor funcionando ou desligado, dependendo da configuração do aparelho. Depois que a válvula é aberta, a maior parte do gás de descarga do compressor, que está em alta temperatura e pressão, fluirá pelo bypass de gás quente, devido à menor restrição em comparação ao escoamento pelo condensador e dispositivo de expansão (tubo capilar ou válvula de expansão).

Da linha de gás quente, ele flui para o evaporador onde condensa e rejeita calor para a tubulação do evaporador, realizando o degelo. Durante quase todo o período do degelo por gás quente, a condição de saída do evaporador será uma mistura de refrigerante líquido e vapor. Finalmente, a mistura de gás-líquido refrigerante é empurrada do evaporador para o compressor e aquecida por seus componentes. Durante este ciclo, o refrigerante continua a circular na seguinte sequência: compressor, bypass de gás quente, evaporador e compressor. Em um dado momento, o degelo por gás quente é encerrado por um sensor de temperatura ou outro meio e a válvula solenoide é fechada. Antes que o ciclo de resfriamento seja iniciado novamente, pode ser aplicado um tempo de gotejamento da água de degelo.

Operação do compressor durante o degelo a gás quente

No início do processo do degelo por gás quente, a válvula solenoide é aberta e a alta vazão empurra o refrigerante líquido acumulado no evaporador para o compressor. A quantidade de líquido que chega ao tubo de sucção do compressor depende das características da aplicação. Quando o refrigerante líquido atinge o compressor, ele pode: (i) evaporar ao entrar em contato com elementos quentes, (ii) entrar no filtro acústico de sucção (muffler) ou (iii) acumular na carcaça do compressor. Cada um desses “caminhos de líquidos” pode ocorrer em paralelo e afetar os componentes do compressor de diferentes maneiras, exigindo diferentes soluções.

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Se o líquido entrar no filtro acústico de sucção e atingir a câmara de compressão, a carga aumentará significativamente para o motor do compressor. Além do retorno do líquido, as altas pressões de evaporação durante o degelo a gás quente também aumentarão a carga em outros componentes. Devido a essas cargas, os compressores que operam em sistemas com degelo a gás quente necessitam de maior robustez. Requisitos especiais devem ser levados em conta para mancais, válvulas, cabeçote e filtro acústico de sucção de modo a considerar essas cargas.

Filtro acústico de sucção

O líquido que entra no compressor deve passar pelo filtro acústico de sucção de modo a atingir a câmara de compressão. Quando certa quantidade de líquido (óleo ou refrigerante) é comprimida, podem ocorrer picos de carga conhecidos como “golpe de líquido”. Para reduzir a probabilidade de ocorrência destes “golpes de líquido”, o caminho de sucção do compressor pode ser projetado de tal forma que proporcione uma separação eficaz e segura de vapor e líquido.

Isso é feito, por exemplo, quando o conector do tubo de sucção na carcaça do compressor, a entrada de gás do filtro acústico de sucção de gás e a unidade de bombeamento estão localizados em lados opostos da carcaça do compressor (sucção indireta). No entanto, este conceito reduz a eficiência do compressor, uma vez que o gás de sucção é superaquecido dentro da carcaça. Nos compressores de alta eficiência, o filtro acústico de sucção é projetado para reduzir o superaquecimento do refrigerante, que exige um caminho mais direto para chegar à câmara de compressão (sucção semidireta e direta). Para o filtro acústico de sucção direta, em que o caminho do refrigerante é “limitado” por um conector, a probabilidade de “golpe de líquido” aumenta. Neste caso, sugere-se utilizar um separador de gás/líquido adequado, após a saída do evaporador para evitar que o líquido atinja o tubo de sucção do compressor.

Válvulas

 Mesmo durante o degelo a gás quente, se o projeto da linha de sucção e do filtro acústico considerar essa condição, apenas uma fração do líquido deverá conseguir atingir a câmara de compressão. No entanto, quando este líquido é comprimido, leva a picos de pressão extremos dentro da câmara do cilindro e impõe uma carga adicional nas válvulas e no kit mecânico. A compressão de uma determinada quantidade de líquido (refrigerante ou óleo) pode causar danos à válvula, como uma deformação permanente, que pode resultar em quebra quando o limite à fadiga for atingido.

Outra possibilidade é a quebra direta de outros componentes mecânicos com maior quantidade de líquido. Além do retorno de líquido, as condições de degelo a gás quente geralmente implicam que o compressor precisa funcionar fora do envelope de operação aprovado, com temperaturas de evaporação mais altas e condensação mais baixas do que aquelas que são caracterizadas no envelope. Isso pode estressar o sistema de válvulas (principalmente os modelos LBP). Pelas razões expostas acima, em compressores que usam degelo a gás quente , o sistema de válvulas deve ser robusto o suficiente para aguentar operação fora da envelope, bem como as cargas adicionais impostas pela eventual compressão de gotículas de líquido.

Mancais

O refrigerante líquido, que retorna ao compressor, será misturado com o óleo do compressor, que reduzirá suas propriedades lubrificantes. Enquanto é bombeado através dos mancais, a pressão do óleo é reduzida e a mistura é aquecida por superfícies quentes e fricção, que promovem a evaporação do refrigerante líquido, resultando em um fluxo bifásico que pode levar à cavitação nos mancais. A cavitação reduzirá a capacidade de carga dos mancais, o que pode levar ao desgaste. Portanto, os compressores aprovados para degelo a gás quente possuem requisitos especiais para os mancais. A quantidade de óleo, viscosidade e capacidade de carga dos mancais são algumas das variáveis ​​de projeto que visam garantir uma operação robusta durante o degelo a gás quente .

Design do sistema de refrigeração

Além do projeto do próprio compressor, o projeto do refrigerador também pode contribuir para a robustez durante a operação durante degelo a gás quente . Isso requer um projeto que minimize o retorno do líquido ao compressor. Os componentes que mais influenciam são o separador líquido-vapor, a carga de refrigerante, o acumulador, o comprimento e a orientação do tubo de sucção, o  evaporador, a restrição de fluxo de bypass de gás quente e o algoritmo de controle da válvula solenoide e compressor.

 

Por Daniel Hense, pesquisador sênior da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Nidec Global Appliance (detentora da marca Embraco)

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2024/09/PAC36000ICQFM16-7-e1726579923367.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-11-25 17:51:132025-03-31 14:50:36Sistemas com degelo a gás quente precisam usar compressores projetados para este tipo de operação

Danfoss anuncia a intenção de adquirir fabricante alemã de compressores BOCK

25/11/2022

A Danfoss anuncia a intenção de adquirir a fabricante de compressores BOCK GmbH da NORD Holding GmbH, com sede em Frickenhausen, Baden-Württemberg, Alemanha.

Com mais de 50 anos de história e ativos de cerca de € 2,5 bilhões, a NORD Holding é uma das principais empresas de gestão de ativos de private equity na Alemanha.

De acordo com o Instituto Internacional de Refrigeração, a tecnologia de refrigeração e ar condicionado representa cerca de 15% do consumo de energia elétrica mundial, tornando cada vez mais relevante a busca por soluções energeticamente eficientes. Soluções inteligentes, combinando alta eficiência energética e refrigerantes de baixo GWP (sigla em inglês para baixo potencial de aquecimento global), tanto naturais quanto sintéticos, são o caminho para refrigeração e ar condicionado sustentáveis.

Ao adquirir a BOCK, a Danfoss adota uma abordagem proativa para promover o desenvolvimento e uso de fluidos refrigerantes de baixo GWP para ajudar a reduzir o aquecimento global e garantir a competitividade da indústria.

De acordo com Jürgen Fischer, Presidente da Divisão de Climate Solutions da Danfoss, a aquisição visa contribuir com a transição verde e ajudar os clientes da companhia em realizar a descarbonização. “Nunca foi tão relevante acelerar a transição verde, e compressores eficientes que funcionam com refrigerantes de baixo GWP são fundamentais para atingir essa meta. Ao expandir nosso portfólio com a linha BOCK de compressores semi-herméticos, cumprimos nossa promessa de ajudar nossos clientes a descarbonizar. O potencial para reduzir as emissões de CO2 é enorme”, afirma Fischer.

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Com a aquisição, a Danfoss adiciona o maior portfólio do mundo de compressores semi-herméticos para refrigerantes naturais como CO2 (R744), hidrocarbonetos e outros refrigerantes de baixo GWP ao seu já forte portfólio de compressores centrífugos livres de óleo, inverter-scroll, compressores do tipo parafuso e unidades condensadoras.

“A aquisição criará uma posição única no mercado para os negócios de Compressores Comerciais da Danfoss, e nossos clientes se beneficiarão de um portfólio completo de compressores, incluindo compressores semi-herméticos para CO2, que ajudarão na transição para refrigerantes alternativos e maior eficiência energética”, explica Kristian Strand, Presidente da divisão de Compressores Comerciais da Danfoss.

Com uma força de trabalho existente de cerca de 350 especialistas em compressores em todo o mundo e quatro fábricas em Frickenhausen – Alemanha, Stribo – República Tcheca, Bangalore – Índia e Suzhou, China, a BOCK construiu uma forte reputação como fabricante de compressores que atende sistemas de refrigeração móveis e estacionários sendo destinado para os segmentos de transporte, varejo, logística, armazenamento e processamento de alimentos.

“Este é realmente um momento emocionante para todos nós. Após nosso forte e bem-sucedido crescimento nos últimos 2 anos, agora se tornar parte da família Danfoss abrirá novas oportunidades de negócios para a BOCK. Com base em nossa estreita parceria, podemos afirmar que juntos estamos alinhados para nos tornarmos um dos players mais fortes no negócio de compressores em todo o mundo. Não apenas compartilhamos as mesmas ideias de como desenvolver o negócio, mas também temos os mesmos valores quando se trata de nosso pessoal e como impulsionar o crescimento”, afirma Marcus Albrecht, CEO da BOCK.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/11/BOCK-1-e1669408181258.jpg 340 560 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-11-25 17:38:062022-11-25 17:38:06Danfoss anuncia a intenção de adquirir fabricante alemã de compressores BOCK

Marluci Gonçalves: Olhe para a vida com leveza

22/11/2022

Inteligente, simpática e guerreira, Marluci Silva de Souza Gonçalves, essa mineira, nascida em Belo Horizonte (MG), leva uma bagagem profissional de tirar o fôlego! Diretora comercial da Eletrogel, que atua há 52 anos no mercado de HVAC-R, ela comanda a empresa junto com Marcelo, seu irmão e maior incentivador de sua carreira.

“A minha história na refrigeração começou através de um chamado do meu pai, em 1993. Eu estudava em uma escola pública perto da oficina dele. Com a escola em greve, certo dia ele me convocou para ir ajudá-lo na empresa enquanto estivesse sem aula, que coincidiu com as férias da secretária da empresa, a Sirléia, que está conosco até hoje. E foi assim que, aos 15 anos, comecei a trabalhar no administrativo da Eletrogel. Já estamos na terceira geração no comando da Eletrogel, que está no mercado desde 1970, passada de avô para pai, e de pai para nós”, diz Marluci.

Em 1995, seu pai abriu uma pequena loja que vendia peças de geladeiras e freezers, na qual ela ficou responsável até 1997, ano em que se aventurou em outros mercados, permanecendo até 2007.

“Em 2001, meu pai faleceu e a empresa foi assumida pelo meu irmão, o Marcelo, juntamente com minha mãe, que já trabalhava com meu pai. Acompanhei de longe essa transição, pois havia me casado e acabado de ser mãe, sem condições de sair do meu emprego para ajudá-los na empresa, que na época, com racionamento de energia, entrou numa fase difícil.  O Marcelo, sabiamente mudou o foco da empresa de refrigeração doméstica e comercial para climatização. Foi aí que a empresa começou a se reestruturar novamente. Em 2003, comecei a colaborar com a empresa no tempo que conseguia, e em 2006, conseguimos nossos primeiros credenciamentos com a Elgin, Fricon, Midea, Springer, Gree, Rheem, e resolvi regressar definitivamente para a empresa em 2008. Hoje, a Eletrogel, com 52 anos de mercado, é referência em Belo Horizonte, quando o assunto é climatização. Somos credenciados de 13 fabricantes e continuamos a buscar aprimoramento no atendimento e solidificação com nossos parceiros”, comemora.

Formada em Gestão Financeira e atualmente cursando Climatização e Refrigeração na Escola Senai Américo Renê Giannetti, um de seus maiores desafios foi a adaptação ao mercado de HVAC-R, em constante mudança em relação às necessidades dos clientes. Somando-se ao fato de ser mulher numa área dominada por homens.

“Para acompanhar as constantes mudanças, sempre busco conhecimento e atualização profissional. Posso dizer que sou muito abençoada por Deus. Sempre tive pessoas a minha volta que me respeitaram, que me ajudaram, que me ensinaram e ensinam, de ambos os sexos.  Profissionalmente falando, sempre fui protegida pelo meu pai, pelo meu irmão… Não sei se isso me blindou de alguma coisa negativa. Meus colegas de profissão, colaboradores, professores, representantes das fábricas e amigos de sala de aula, sempre me respeitaram e nunca me senti menosprezada pelo fato de ser mulher.  Quando comparo minha história com as de minhas amigas e colegas de setor, que já sofreram e ainda sofrem discriminação, assédio, são desrespeitadas e diminuídas por serem mulheres, vejo o quanto sou agraciada. Estamos no mercado buscando o nosso espaço e com muita força de vontade, sem competir, mas agregar com nosso conhecimento, com outra visão, com o nosso toque! Desde 2018 sou integrante do ‘Elas no AVAC-R’. Me encantei com o propósito, as histórias e, principalmente, com as mulheres fortes e guerreiras que compõe o grupo.  Participo de alguns outros, mas o diferencial do Elas é que, além da ajuda em sanar dúvidas técnicas e network, participamos de discussões enriquecedoras, com grande aprendizado. Compartilhamos experiências, vibramos com as conquistas umas das outras e assim vamos nos fortalecendo”.

Força de vontade e muito amor!

“Hoje consigo olhar a vida com mais leveza! Ao invés de ficar martelando o problema, procuro a solução para agir. Enxergar sempre o lado bom nas situações mais difíceis foi um grande aprendizado de vida. Ver meus filhos hoje, Anthony com 21 anos e Robert com 18, bem direcionados, homens de caráter e boa índole que se tornaram, sem dúvida é meu maior orgulho. Aprendo com eles todos os dias. Poder desfrutar momentos ao lado da minha família não tem preço, além de comemorar sempre as pequenas vitórias de momentos únicos”.

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Pessoa de poucos amigos, Marluci diz que os que têm são os verdadeiros, feitos ao longo da vida, além dos que conheceu na refrigeração, mulheres inspiradoras de Norte a Sul do Brasil, e apesar da distância, estão conectadas diariamente através de grupos de whats app e redes sociais.

Nos momentos relaxantes, ela gosta de viajar e afirma: “Como diria Mário Quintana: ‘Viajar é como trocar a roupa da alma’. Ouvir um bom ‘modão sertanejo’ também alivia o estresse”.

Ela deixa uma mensagem: “Entrar no mercado de HVAC-R não é tão difícil. Difícil é se manter. E para se manter tem que ter atualização, networking, força de vontade e muito amor pelo que faz. O mercado é amplo e tem espaço para todos crescerem e prosperarem de maneira íntegra e honesta. Participe de cursos, palestras e treinamentos, não só da área técnica, mas de todos os setores. Conhecimento nunca é demais, é algo que você ganha e ninguém te tira. Não perca oportunidades, cuide de seu cliente, pois ele lhe abrirá várias portas. Faça o seu caminho de maneira correta para amanhã você ter orgulho de sua história”, finaliza.

Nos momentos relaxantes, ela gosta de viajar e ouvir um bom “modão sertanejo”.

 

 

 

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/11/foto-1-marluci-goncalves-Recuperado.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-11-22 11:21:192022-11-22 11:21:19Marluci Gonçalves: Olhe para a vida com leveza

Circuito dos Instaladores encerra ciclo de palestras de 2022

21/11/2022
O roadshow técnico promovido pela #RevistaDoFrio encerrou, na última sexta-feira (18) o ciclo de palestras para refrigeristas iniciado no fim de 2021 no Senai Oscar Rodrigues Alves, em São Paulo.

Ao todo, além da capital paulista, seis cidades do País receberam o evento – Rio de Janeiro, Campo Grande, Salvador, João Pessoa, Porto Velho e Porto Alegre.

A última etapa do evento, promovida na semana passada na capital gaúcha, foi mais uma oportunidade para os instaladores terem acesso a conteúdo técnico e novidades na área de refrigeração e ar-condicionado.

“As empresas participantes puderam apresentar novas tecnologias, equipamentos de última geração e conceitos novos, além de manter uma relação mais próxima com esses profissionais”, avaliou o diretor comercial da Revista do Frio, Gustavo Moreira.

Confira, a seguir, os principais momentos do encontro em Porto Alegre: bit.ly/3AxWWU0

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/11/circuito-dos-insaladores-porto-alegre-RS-revista-do-frio-clube-do-frio-refrigeracao-climatizacao-ar-condicionado-refrigerista-hvac-e1669053758495.jpg 699 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-11-21 15:18:402022-11-21 15:26:29Circuito dos Instaladores encerra ciclo de palestras de 2022

HVAC-R ainda resiste a concorrer em licitações públicas

18/11/2022

Mesmo que as compras públicas pudessem representar boa parcela das receitas de empresas do setor do frio, a maioria ainda prefere não se “aventurar” nesse mercado, principalmente pelas dificuldades que a prestação de serviços a qualquer um dos poderes constituídos traz para esse tipo de relação comercial.

  • Veja a edição completa

Embora a pandemia do novo coronavírus esteja sob controle desde janeiro deste ano, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, a retomada da economia brasileira ainda caminha bem lentamente, muito aquém do necessário para proporcionar um crescimento contínuo e sustentável.

Esse processo vem sendo sentido por todas as cadeias produtivas do País, incluindo a do frio, e tem potencial para abrir caminho em direção a outras frentes de negócios, como a participação em licitações públicas. Isso poderia representar, para boa parcela do HVAC-R, um importante meio para minimizar os efeitos negativos de uma prolongada parada, como ocorrido durante o auge da covid-19.

Entretanto, a maior parte das empresas da cadeia produtiva do frio prefere não entrar nesse mercado, pelas dificuldades históricas que a prestação de serviços à administração pública pode trazer para as relações comerciais.

Diversos gestores ouvidos “em off” pela Revista do Frio – e que preferiram não participar desta reportagem para evitar futuras represálias – relataram os principais aspectos que os afastam deste tipo de negociação, inclusive por experiência própria.

Excesso de burocracia para a apresentação de documentos; licitações com “cartas marcadas” para empresários amigos; exigência de propina; demora para o pagamento dos serviços prestados, além do combinado em contrato; quebra de contrato unilateral e muitas vezes sem justificativa plausível. Esses são alguns dos problemas enfrentados, principalmente nas relações com as administrações municipais.

Ampla experiência

Por outro lado, há empresas especializadas em operar com a administração pública, e por meio de sua ampla experiência em participar de processos de licitação, consegue minimizar quaisquer barreiras que se ergam em sua direção.

Com sede em Porto Velho (RO), a Ventosul Engenharia Térmica se encaixa nesse perfil. Bastante atuante em licitações no HVAC-R, principalmente as relacionadas a prestação de serviços de manutenção e obras de fornecimento e instalação de equipamentos de médio e grande porte. Atualmente, o poder público representa 78% da receita bruta anual da empresa, tendo um aumento bastante expressivo em 2021 e 2022.

“Participamos de licitações desde a constituição da nossa companhia, em 2016, porém o que ajudou foi o meu know-how de mais de 20 anos de atuação em licitações com outros segmentos por outras empresas, como obras civis e de pavimentação de estradas, prestação de serviços e peças para veículos e tratores”, enfatiza o fundador e diretor-geral da empresa, João Fecchio Junior.

De acordo com ele, a Ventosul tem negócios com o poder público por meio de vendas, instalação e prestação de serviços de manutenção em equipamentos de climatização. Entre os contratos advindos de licitações públicas de maior relevância para o portfólio da companhia, destaca-se o firmado em 2019 com a Aeronáutica para o retrofit em equipamentos de climatização do Aeroporto de Congonhas (SP).

Igualmente, em 2021, executou a manutenção continuada nos equipamentos de climatização com tecnologia VRF do Complexo Administrativo do Estado de Rondônia (Palácio Rio Madeira). A contratação foi feita pela Sugesp/RO, tendo valor global de R$ 2,5 milhões pelo período de 12 meses.

No mesmo estado, realizou a manutenção nos equipamentos de climatização com tecnologia VRF do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, com valor global de R$ 684,2 mil pelo período de 12 meses. Para o Ministério Público de Rondônia, executou a manutenção nos equipamentos de climatização com tecnologia VRF, no sistema de água gelada (chiller) e nos equipamentos do tipo split. O valor global foi de R$ 583,8 mil pelo período de 12 meses.

A Ventosul também firmou contratos para a manutenção continuada nos equipamentos de climatização do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia (2018); dos Edifícios do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (2018 e 2020); e do Edifício do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (2021).

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Dificuldades

As empresas que participam de processos de licitação invariavelmente encontram algum tipo de dificuldade. O diretor-geral da Ventosul pontua que é comum erros ou falhas na elaboração dos termos de referência, documento que serve para balizar e determinar as regras da execução do serviço e/ou do fornecimento de produtos.

“Corriqueiramente, a redação desse termo é elaborada sem atender à realidade da execução do objeto, deixando de contemplar condições fundamentais para que o órgão consiga realizar uma contratação que, de fato, atenda à sua necessidade. Isso resulta, em muitos casos, com a contratação de empresas que não conseguem fazer a entrega do objeto satisfatoriamente”, detalha.

O gestor complementa que, nessa situação, fica o órgão público impossibilitado de fazer suas exigências de qualidade, uma vez que o termo de referência foi omisso ou confuso a alguns quesitos essenciais.

“Como consequência, traz prejuízos ao erário, com gastos que não atendem à necessidade do objeto, fazendo com que administração pública faça novas licitações em busca de futuras contratações, muitas vezes sem corrigir os erros do termo de referência”, informa Fecchio Junior.

O diretor da Ventosul chama a atenção para o fato de que o órgão público, quando busca a contratação de uma empresa para a prestação de serviços em manutenção preventiva e corretiva em seus equipamentos de climatização, que ainda estejam no prazo de garantia do fabricante, ou sejam equipamentos de alta complexidade, “se faz necessário que o órgão licitante inclua nas exigências de qualificação técnica a comprovação de credenciamentos válidos para que sejam mantidas as garantias legais do fabricante, ou que comprove expertise técnica nos modelos e tecnologias a serem contratados”, ressalta.

Cuidados

Vender para o governo exige das empresas uma série de regulamentações e certidões negativa de débitos com a Fazenda Pública, além de comprovações do equilíbrio financeiro por meio de balanços anuais.

“É comum observarmos a inabilitação de empresas que vencem os pregões por menor preço, por não atender aos requisitos de regularidade fiscal e/ou econômico-financeiro, o que proporciona uma disputa desleal nos lances, produzindo uma concorrência desnecessária, visto que a ofertante não terá como honrar o compromisso, por não atender aos requisitos legais predisposto no instrumento convocatório”, complementa Fecchio Junior.

Ainda segundo o empresário, companhias que fornecem para o governo de qualquer esfera, deverão dispor de fluxo de caixa equilibrado, “a fim de ter investimentos necessários para a entrega do objeto, e aguardar o seu recebimento dentro dos prazos previstos na legislação – 30 dias corridos após a certificação da nota fiscal ou entrega definitiva ou provisória”, finaliza.

Entenda como funciona a maioria dos processos licitatórios

Edital. Todo processo licitatório se inicia com o lançamento de um edital, documento mais importante das licitações, pois ele contém todas as informações necessárias para que os licitantes possam participar do processo.

Entre os mais importantes dados estão dia e horário da licitação; endereço e meio pelo qual será realizada a licitação; prazos contratuais; penalidade por atraso da obra ou prêmio por antecipação; critérios de medição, pagamento e reajustamento; regime de preços; limitação de horários de trabalho; critérios de participação na licitação; habilitação técnica requerida; documentação requerida; seguros necessários; facilidades disponibilizadas pelo contratante.

Documentos. Uma vez lançado o edital, quem tiver interesse de participar do processo licitatório deve primeiro reunir todos os documentos necessários e se cadastrar. Esses documentos servem como um dispositivo de segurança a mais para que o poder público possa se certificar de que somente empresas com todos os documentos em ordem participem do processo. É uma forma de garantir que somente vendedores minimamente qualificados vendam para o governo, diminuindo a chance de fraude.

Propostas. As fases da proposta podem variar bastante de acordo com a modalidade de licitação que o poder público está utilizando. Por exemplo, pregões eletrônicos são feitos de forma totalmente anônima. Nem mesmo aqueles que estão julgando os valores sabem quem está oferecendo os preços. A identidade daquele que ofereceu o melhor preço só é revelada ao final do processo. Esta metodologia “duplo cego” serve para impedir qualquer tipo de preferência dada a um dos licitantes.

Já o diálogo competitivo, por outro lado, é uma modalidade de licitação mais voltada para inovações tecnológicas e, portanto, permite que haja um diálogo entre os licitantes e o poder público na fase de propostas. Assim, a administração responsável pelo certame consegue identificar quais soluções são mais adequadas para os problemas que o processo licitatório está visando resolver.

Classificação. Depois que todas as propostas foram enviadas e os prazos para o envio chegaram ao fim, cabe ao poder público fazer uma avaliação e classificação das propostas. Dependendo do tipo de licitação, critérios além do preço podem ser levados em consideração. Mas isso vale somente para o diálogo competitivo. A concorrência e o pregão eletrônico prezam pelo preço mais baixo.

Com as análises feitas, o poder público divulga os vencedores do processo licitatório. Se algum dos licitantes achar que houve algum erro no processo, pode entrar com um recurso pedindo a revisão da licitação. Uma terceira parte vai analisar se o recurso tem validade ou não e, caso seja validado, então troca-se o vencedor do certame por aquele que realmente ofereceu o melhor preço.

Contrato. Com os vencedores divulgados e os processos de recurso vencidos, é hora de assinar um contrato com o poder público. Nos contratos com o governo, normalmente é exigido que o licitante vencedor apresente alguma forma de garantia, seja com um valor caução depositado, seguro garantia ou financiamento em instituição bancária autorizada a operar no país.

Essa fase serve para que o licitante prove que possui habilitação econômico-financeira para vender para o governo. Isto porque, caso o licitante vencedor quebre o contrato, o governo não tenha de arcar com os prejuízos.

 

FONTE: PORTAL DE COMPRAS PÚBLICAS

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/11/capa-11-22a.jpg 934 702 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-11-18 17:44:272022-11-18 17:54:05HVAC-R ainda resiste a concorrer em licitações públicas

3º dia do Circuito dos Instaladores – Porto Alegre/RS

18/11/2022
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2º dia do Circuito dos Instaladores – Porto Alegre/RS

17/11/2022
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1º dia do Circuito dos Instaladores – Porto Alegre/RS

17/11/2022
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Star Center inaugura nova sede e comemora 35 anos de mercado

16/11/2022

Em 09 de novembro último, a Star Center inaugurou sua nova sede, localizada na Avenida Fábio Eduardo Ramos Esquivel, 2.545 – Diadema (SP).  Com 8.000 metros quadrados, a nova área abriga as áreas técnicas e administrativa das três empresas e conta com 622 colaboradores.

Cerca de 250 convidados estiveram presentes, incluindo presidentes e representantes de associações do setor de HVAC-R . A ocasião também foi oportuna para comemorar os 35 anos da Star Center.

Edson Alves, CEO da Star Center, em discurso, expôs a trajetória de sucesso desde o começo de sua carreira e prestou homenagem a Simone Alves, sua esposa e diretora financeira da Star Center. Também enfatizou os investimentos na nova sede, cerca de R$ 15 milhões, traduzindo a preocupação em oferecer excelência, qualidade, inovação e agilidade para seus clientes.

“Estamos muito felizes em compartilhar este momento com nossos clientes, parceiros e colaboradores. Ao longo do ano, realizamos várias visitas técnicas em eventos internacionais em busca de benchmarking. A nova sede foi pensada para reduzir os custos e garantir a qualidade e segurança de nossos clientes, alinhando o processo de envio dos itens pré-fabricados para as obras”, comemora Alves.

Neste ano, a projeção da holding é crescer 40% em comparação a 2021 e, em 2023, mais 30%.

Para Edson Alves Junior, diretor administrativo da Star Center, a nova sede foi pensada para comportar o desenvolvimento de novas demandas, como a pré-fabricação, proporcionando ao cliente mais agilidade e qualidade nas obras, trazendo isso para o mercado brasileiro, a exemplo do que já acontece ao redor do mundo.

  • O futuro da refrigeração: economia de energia e redução de impacto ambiental
  • Refrigerantes naturais: sustentáveis e saudáveis
  • Compressores de velocidade variável são o caminho para a economia de energia na refrigeração

“O evento teve uma ótima receptividade e pudemos compartilhar com nossos clientes, engenheiros, projetistas e executivos do mercado da construção civil esse novo espaço. Agora temos a infraestrutura para oferecer a pré-fabricação e continuar inovando, trazendo uma nova forma de fazer as obras. A nova estrutura também foi projetada com base na projeção de crescimento da Star Center nos próximos anos. Investimos também na área administrativa para proporcionar aos nossos colaboradores mais conforto, segurança e bem-estar. Estamos preparados para uma nova etapa, oferecendo o que há de melhor e mais moderno ao mercado de HVAC-R brasileiro”, informa Junior.

Cerimônia de inauguração conduzida pela família Alves: Thais, Edson Jr, Lucas, Simone e Edson.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2022/11/nova-sede-star-center-diadema-1-scaled-e1668610726861.jpg 699 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-11-16 13:06:542022-11-16 13:06:54Star Center inaugura nova sede e comemora 35 anos de mercado

Governo japonês quer autonomia para controlar ar condicionados domésticos

10/11/2022

O governo do Japão discute a possibilidade de controlar aparelhos residenciais de ar condicionados remotamente para evitar quedas abruptas de energia. O mesmo vale para unidades de aquecimento.

No Japão, esses equipamentos representam quase 30% do consumo de eletricidade doméstica. Segundo o site Japan Today, a discussão começou em uma reunião do Subcomitê de Conservação de Energia do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, no dia 2.

A ideia é diminuir o uso de energia durante as temporadas de escassez, uma preocupação crescente do governo. Com 50% da matriz energética baseada em termelétricas (carvão), o país tenta aumentar as fontes de energias renováveis, como a solar.

Vistoriar o uso de ar condicionados e aquecedores por controle remoto não seria tão difícil. No Japão, muitos modelos já permitem que os proprietários liguem, desliguem ou controlem a temperatura desses sistemas através da internet.

Para que o controle funcione, Tóquio precisaria pedir aos fabricantes que estendessem o acesso dos equipamentos aos reguladores governamentais. No primeiro momento, o acesso remoto poderia valer apenas para as unidades conectadas à internet, por exemplo.

O governo do Japão entende que só poderá desligar os ar condicionados e aquecedores se cada um dos proprietários conceder essa autoridade.

 

Fonte: Giz Brasil

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2022-11-10 17:05:252022-11-10 17:05:25Governo japonês quer autonomia para controlar ar condicionados domésticos
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