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Arquivo para Tag: Refrigeração

Supermercados investem em lojas mais eficientes

13/04/2018

A rede atacadista Makro investiu, recentemente, R$ 60 milhões na substituição do sistema de iluminação antigo por LED nas áreas internas e externas de todas as suas lojas no País, um projeto realizado pela EDP Brasil.

O resultado, de acordo com a companhia energética, foi uma redução de até 55% – ou 17,5 mil megawatts-hora (MWh) – no consumo de energia.

Segundo a EDP, com a economia de energia, mais de 1.431 toneladas de CO2 deixarão de ser lançadas na atmosfera anualmente, o que correspondente ao plantio de 11 mil árvores.

Além disso, haverá uma redução também nos custos de manutenção, uma vez que a durabilidade da lâmpada LED é de 50 mil horas (de 3 a 4 vezes mais que lâmpadas fluorescentes). A tecnologia ainda gera menos impacto ambiental,  por  não possuir mercúrio e outros componentes nocivos em sua composição.expositor horizontal poupando energia

“A EDP Brasil assumiu o compromisso de reduzir o consumo de 100 gigawatts-hora (GWh) de energia dos seus clientes até 2020 com a expansão do nosso segmento de soluções em energia, e a parceria com o Makro é mais um exemplo de como as corporações podem usufruir das nossas soluções de eficiência energética para reduzir custos e elevar sua contribuição ao meio ambiente, com baixo investimento inicial”, afirma Aldemir Spohr, diretor da EDP.

Antes da implantação, a iluminação representava, em média, 20% da conta de energia elétrica das unidades do Makro, o que deve ser diminuído para cerca de 10%. Por meio do contrato firmado entre as empresas, no modelo de success fee, a economia mensal de energia com a nova iluminação abaterá o investimento inicial.

“Além da economia no consumo de energia, o projeto de eficiência energética trouxe inúmeros benefícios, como o aumento da produtividade dos funcionários, valorização dos produtos trazendo mais conforto visual para os clientes e o compromisso sustentável de evitar desperdício e reduzir a emissão de gases poluentes”, destaca Marcos Ambrosano, presidente do Makro no País.

Segundo Daniel Marcucci, gerente de vendas da Danfoss, os supermercados brasileiros também têm investido em balcões e expositores refrigerados com porta de vidro, na troca de equipamentos antigos por mais modernos e eficientes com corrente contínua (DC), em equipamentos self-contained e na mudança do layout da loja visando o melhor aproveitamento da ventilação, a fim de reduzir o uso do ar-condicionado.

“Nos sistemas de climatização e refrigeração, os supermercados têm utilizado ferramentas de controle e de gestão, o que é fundamental para otimizar o desempenho. Além disso, os varejistas investem na troca de controles mecânicos por eletrônicos e em sistemas com fluidos refrigerantes mais eficientes e ecológicos”, ressalta.

Atualmente, os proprietários destes estabelecimentos podem ter a informação em tempo real dos detalhes de seu consumo de energia. “Com o controle e o gerenciamento sobre seus equipamentos, eles sabem o que está funcionando e podem intervir rapidamente no que não está funcionando adequadamente, fazendo uma gestão inteligente do seu patrimônio”, observa.

“Como exemplo, temos uma loja de porte grande que abre às 7h30 e a condensadora do ar condicionado só liga em torno das 10h30, pois os ventiladores do sistema de ventilação trocam o ar da loja pelo ar externo durante a noite”, diz.

“Em refrigeração, temos um caso que, com um controle eletrônico, possibilita a uma loja programar as pressões de sucção flutuantes, isto é, o sistema trabalha com mais precisão da temperatura do balcão e menos consumo de energia”, acrescenta.

 

Varejo mais competitivo

Reduzir gastos com energia elétrica e aumentar a eficiência dos supermercados são algumas das principais estratégias para tornar o varejo mais competitivo e, ao mesmo tempo, sustentável.

O aumento da demanda por produtos resfriados e congelados, fruto de novos hábitos do consumidor, gera maior necessidade de investimentos em equipamentos de refrigeração, o que, por sua vez, eleva o consumo de energia, cujo custo subiu significativamente nos últimos anos.

Em 2015, este insumo passou a representar a segunda maior despesa dos supermercados, ficando atrás apenas dos gastos com folha de pagamento.

Segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Pedro Celso Gonçalves, a refrigeração, a climatização e a iluminação das lojas estão no centro das atenções quando o assunto é energia elétrica.

“Neste contexto, a tecnologia é aliada nestes casos, a partir de sistemas mais eficientes, gerenciáveis, adaptativos e modulares”, ressalta.

“Além da redução de consumo, destacam-se ainda as mudanças com foco na redução de custos para a operação, com o combate à energia reativa e a entrada em mercados de energia mais barata solar e até mesmo a maior atenção às modalidades de contratação no mercado cativo tradicional, de acordo com cada perfil de consumo”, completa.

O empresário ainda destaca que as mudanças no setor supermercadista acompanham a substituição do hidroclorofluorcarbono (HCFC) R-22, um fluido refrigerante nocivo à camada de ozônio.

“De um lado, enxergamos o avanço dos motores eletrônicos e moduladores (inversores), gerenciadores e controladores, além de compressores mais eficientes. Enquanto na área de vendas, o que se nota é o fechamento dos expositores e melhor controle da temperatura e tempo dos degelos”, explica.

Outra mudança apontada pelo executivo é a ampliação da diversidade de sistemas – desde racks a equipamentos plug-ins –, sendo que cada um adapta-se a diferentes perfis de loja, trazendo resultados significativos para seu custo de operação.

De acordo com ele, a refrigeração, climatização e iluminação impactam diretamente na experiência de consumo do cliente. “O que se destaca com sistemas refrigerados mais eficientes é a qualidade e segurança dos produtos oferecidos”, afirma.

“O bom resultado pode ser medido, no âmbito da economia, pela redução de perdas e de custos com energia, que pode chegar a 20%. Desta forma, a loja aumenta a competitividade e pode ofertar melhores condições aos consumidores”, acrescenta.

“Graças à necessidade de substituição dos refrigerantes destruidores da camada de ozônio o mercado teve de buscar soluções que, por sua vez, culminaram com opções mais eficientes”, reforça  Pedro Gonçalves, lembrando que o mesmo ocorre com a redução do uso de fluidos com alto potencial de aquecimento global (GWP, em inglês).

“Outros bons exemplos atuais de ações focadas no meio ambiente têm sido os cases de combate ao vazamento de gases refrigerantes e as análises químicas do grau de contaminantes nos gases dos sistemas, que demonstram alto potencial de redução de custos de manutenção e tornam estas ações mais do que viáveis”, salienta.

Em decorrência das mudanças climáticas, a redução das emissões de gases de efeito estufa tem sido pauta de grandes debates internacionais. Inclusive, já existem regulamentações na Europa e nos EUA que limitam o uso de fluidos utilizados pela indústria de refrigeração de acordo com seu GWP.

Recentemente, o Supermercado Jaú Serve, rede varejista com 35 lojas no estado de São Paulo, adotou a hidrofluorolefina (HFO) R-449A em sua nova unidade em Lençóis Paulista.

Com 7,2 mil metros quadrados de área construída, esta loja é a maior da rede na cidade e conta com mais de 13 mil produtos, distribuídos nas seções de mercearia, carnes, frios e laticínios, hortifruti, adega, padaria, confeitaria, pizzaria, rotisseria, restaurante, lanchonete e floricultura.

“A utilização deste novo fluido refrigerante é vantajosa tanto do ponto de vista energético quanto operacional, pois o ele pode ser aplicado sem necessidade de adaptações em projetos originalmente desenhados para operar com o hidrofluorcarbono (HFC) R-404A, uma substância de alto GWP”, explica o diretor de operações do varejista, Odirlei Salustiano.

De acordo com a Chemours (ex-DuPont Refrigerantes), o R-449 tem um GWP 67% menor que o do R-404A e também pode ser usado na substituição do R-22.

A instalação de sistemas de recuperação de calor para o aquecimento de água, por exemplo, é outra tendência nos supermercados, pois eles também ajudam a reduzir o consumo global de eletricidade.

Além de diminuir a conta de energia, acredita-se que, no futuro, graças a esses sistemas, os estabelecimentos passarão a ser fornecedores de energia, e não mais meros consumidores.

 

Qualidade garantida

Segundo o gerente de engenharia de aplicação da Full Gauge Controls, Anderson Machado, a adoção de equipamentos como válvulas de expansão eletrônica, gases refrigerantes mais eficientes e softwares supervisórios também ajuda a aumentar a vida útil das instalações frigoríficas.

“Hoje, softwares supervisórios como o Sitrad permitem que o supermercadista tenha acesso à performance de todos os equipamentos de sua loja usando apenas um celular ou tablet conectado à internet”, ressalta.

“O sistema ainda alerta os técnicos responsáveis de alguma anomalia que possa surgir. Então, além de ter uma redução de custos com energia elétrica e de quebra de equipamentos, ter o controle total das instalações na palma da mão proporciona agilidade e tranquilidade aos gestores, garantindo a qualidade do que é oferecido aos clientes”, diz.

Um exemplo disso é o caso do Grupo Mig, rede catarinense de supermercados que investiu, há cerca de seis anos, no Sitrad para fazer o gerenciamento remoto das instalações em suas sete lojas e também no centro de distribuição, no qual o sistema da Full Gauge é responsável pelo controle das câmaras frias.

“Certa vez, o cliente relatou que durante a noite ocorreu a queima de uma bobina solenoide em uma ilha de congelados que armazenava peixes. A oscilação na eletricidade fez com que a ferramenta enviasse um alarme para a equipe técnica, que se deslocou imediatamente até o supermercado. O equipamento continha mais de R$ 10 mil em mercadorias, porém nada se perdeu, graças ao aviso do software, que permitiu uma resposta imediata dos técnicos”, exemplifica.

De acordo com o gestor, as possibilidades de redução no consumo energético no setor supermercadista ainda dependem de melhores práticas.

Por isso, prossegue Machado, é preciso manter a temperatura e a pressão dos sistemas de refrigeração reguladas, assim como o degelo ajustado e os drenos desobstruídos, garantir exposição e armazenagem adequadas, monitorar a quantidade correta de produtos por equipamento e deixar as máquinas sempre fora da corrente de vento, sem luz solar direta e com a limpeza em dia.

“A modernização destas instalações é outra aliada muito importante, que pode garantir uma redução considerável do consumo de energia”, arremata.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa_04_18.jpg 934 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2018-04-13 16:58:222018-04-13 17:00:53Supermercados investem em lojas mais eficientes

Eletrofrio participa da Mercosuper 2018

09/04/2018

Entre os dias 10 e 12 de abril, a Eletrofrio vai expor a sua linha de equipamentos na Mercosuper – 37ª Feira e Convenção Paranaense de Supermercados, realizada no Expotrade Convention Center, em Pinhais, a feira terá como tema principal o combate ao desperdício de alimentos.

Uma das tendências sustentáveis que será apresentada pela Eletrofrio são as portas instaladas nos balcões de congelados e refrigerados, que mantêm os produtos mais bem conservados e reduzem em até 60% a carga térmica, contribuindo para a redução do consumo de energia. Os balcões refrigerados também podem oferecer mais um ponto de sustentabilidade ao trocar o gás R22 pelo Glicol, inofensivo à camada de ozônio e que reduz em até 90% os gases poluentes.

A empresa espera receber os supermercadistas e varejistas em seu estande para explicar sobre as soluções customizadas e projetadas para cada tipo de operação que oferecem.

“Um dos nossos diferenciais é utilizar agentes refrigerantes não poluentes, que contribuíram para que atingíssemos a marca de apenas 10% da quantidade de R22 utilizados há cinco anos”, aponta o diretor comercial da Eletrofrio, Roberto Weidner.

Em seu estande de quase 180 m² os visitantes terão contato com os produtos como expositores para congelados verticais e horizontais de Autosserviço, Expositores de Frios e Lacticínios de Atendimento e de Autosserviço, Expositores de atendimento para Carnes em Corte e Carnes embaladas, além de gôndolas e check out.

“Além de apresentar as novidades e as principais soluções aos supermercadistas e varejistas presentes, acreditamos que a Mercosuper é uma oportunidade de encontrar os parceiros atuais e de fazer novos clientes”, afirma Weidner.

 

Palestra

O engenheiro e gerente SMR da Eletrofrio, Rogério Marson, vai palestrar na Mercosuper, no dia 11 de abril, às 16h30, no auditório B. Marson  onde vai expor as principais mudanças ocorridas no setor nos últimos anos, que propiciaram a redução do consumo de energia nos sistemas de refrigeração aplicados em supermercados, bem como uma abordagem sobre os gases hoje disponíveis e seus efeitos no consumo de energia elétrica.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2018-04-09 16:47:292018-04-09 16:47:29Eletrofrio participa da Mercosuper 2018

Novo Chiller da Carrier é eficiente e sustentável

06/03/2018

A Carrier acaba de incorporar ao seu portfólio mais uma solução para projetos de climatização:  o chiller centrífugo AquaEdge® 19DV com inteligência Greenspeed®. O equipamento utiliza fluído refrigerante com baixo potencial de aquecimento global e atende às demandas dos clientes que buscam por um excelente desempenho, eficiência energética e responsabilidade ambiental.

O compressor foi projetado e otimizado para operação com o refrigerante R-1233zd(E), que possui baixíssimo GWP de 1.34 e classificação A1 pelo Standard 34 da ASHRAE (sem toxidade e flamabilidade). O compressor de baixa rotação possui um design do tipo “Back-to-Back” que melhora significativamente sua eficiência devido ao balanceamento das forças internas, possibilitando a utilização de mancais de cerâmica que utilizam o próprio refrigerante do equipamento como lubrificante. O novo controle PIC-5 tem interface intuitiva para operação com tela sensível ao toque, proporciona gráficos de tendências e capacidade de acesso remoto, além de poder ser instalado em qualquer um dos extremos do equipamento.

O equipamento permite que proprietários de edifícios e gerentes de instalações possam experimentar um novo nível de soluções de conectividade de equipamentos, incluindo diagnósticos remotos, tendências de desempenho de longo prazo, benchmarking, análise de decisões e notificações avançadas.

Isso significa um desempenho consistente durante as horas fora de horário em prédios de escritórios onde os computadores operam à noite. Além disso, os controles PIC5+ permitem uma rápida retomada de operação em apenas 30 segundos em caso de falha de energia inesperada.

“A Carrier investe em tecnologia e em nossa capacidade de inovar para nossos clientes”, diz Alcorn. “Esta solução foi cuidadosamente planejada para oferecer aos clientes uma operação sem preocupações, com níveis de eficiência ainda maiores e impacto econômico bastante reduzido”.

O chiller possui a função de recuperação de calor (Heat Recovery) como Standard e a operação no modo Free Cooling, como opcional.

 

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/03/chiller1.jpg 525 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2018-03-06 17:52:352018-03-07 14:12:03Novo Chiller da Carrier é eficiente e sustentável

Como lidar com um compressor ineficiente

23/01/2018

Alta pressão de sucção e baixa pressão na linha de líquido podem colocar a qualidade e a segurança do produto em risco.

Ao atender um chamado de manutenção, é comum o refrigerista encontrar um compressor com pressão de sucção acima do normal junto com uma pressão na linha de líquido abaixo da desejável.

Muitas vezes, o equipamento de refrigeração ainda está funcionando, mas a temperatura do produto é muito quente, o que causa deterioração na qualidade e na segurança do produto.

Esse tipo de chamado é difícil de resolver porque o compressor ainda está resfriando, mas não o bastante para atingir sua capacidade máxima. Em casos assim, os produtos de média temperatura irão se desgastar mais rapidamente, ao passo que os de baixa não irão  congelar de maneira tão sólida quanto deveriam.

Há três razões principais para um compressor apresentar pressão de sucção acima do normal e pressão na linha de líquido abaixo da ideal. São elas:

  • Válvulas do compressor ruins (com vazamento)
  • Anéis do compressor desgastados
  • Separador de óleo com vazamento

Válvulas com vazamento

As válvulas do compressor podem se tornar ineficientes ao serem superaquecidas e distorcidas, ou por causa de depósitos de carbono e/ou borra, o que as impede de serem vedadas corretamente. Isso pode ser causado por:refrigerista arrumando compressor de uma geladeira

  • Problemas de migração do refrigerante
  • Problemas de transbordamento do refrigerante
  • Ácidos e/ou borra no sistema
  • Uma válvula de expansão termostática mal instalada, o que resulta em ausência de superaquecimento ou superaquecimento muito elevado
  • Uma carga de refrigerante abaixo do recomendado (alto superaquecimento)
  • Superaquecimento do compressor
  • Escoamentos do tipo slug (golfada) do refrigerante e/ou do óleo
  • Umidade e calor causando acúmulo de borra

Imagine uma situação de manutenção em que as válvulas de um compressor do sistema de refrigeração não estão fechando de modo apropriado. O técnico mede as temperaturas e pressões do sistema e então calcula o split (diferença entre a temperatura ambiente e a do condensador) e o sub-resfriamento do condensador, além dos valores de superaquecimento do compressor e do evaporador. Ambos os valores medidos e calculados seguem abaixo:

Valores medidos

  • Temperatura de descarga do compressor: 280 ºF (138 ºC)
  • Temperatura de saída do condensador: 75 °F (24 ºC)
  • Temperatura de saída do evaporador: 25 °F (-4 ºC)
  • Temperatura de entrada do compressor: 55 °F (13 ºC)
  • Temperatura do espaço refrigerado: 25 ºF (-4 ºC)
  • Amperagem do compressor: baixa
  • Pressão de baixa: 11.6 psig/10 °F
  • Pressão de alta: 95.0 psig/85 °F
  • Temperatura ambiente: 80 ºF (26,5 ºC)

Valores calculados

  • Temperatura split do condensador: 5 ºF (-15 ºC)
  • Sub-resfriamento do condensador: 10 ºF (-12 ºC)
  • Superaquecimento do evaporador: 15 ºF (-9,5 ºC)
  • Superaquecimento no compressor (total): 45 ºF (7 ºC)

Sintomas

  • Temperaturas de descarga acima do normal
  • Baixas temperaturas e pressões de condensação (cabeçote)
  • Sub-resfriamento normal ou elevado
  • Superaquecimentos normais ou elevados
  • Pressões do evaporador elevadas (sucção)
  • Baixa amperagem

Ao analisarmos o sistema no exemplo dado, é importante entender como as temperaturas de descarga superiores ao normal afetam os lubrificantes. A temperatura de descarga é medida a 2 polegadas (5 cm) de distância do compressor. Isso significaria que a temperatura real da válvula de descarga seria de aproximadamente 162 °C (138 °C + 24 °C), visto que a adição de 24 ºC à leitura da temperatura da linha de descarga proporcionará ao técnico uma temperatura aproximada da válvula de descarga.

Os lubrificantes de óleo mineral começam a se decompor a 350 ºF (176 °C) e lubrificantes de poliol éster (POE), a 400 °F (204 ºC). Qualquer aumento de temperatura acima destes pontos provoca uma polimerização de óleo. É na polimerização que as moléculas do lubrificante começam a se combinar em moléculas maiores. O produto final é o óleo grosso e escuro; depois, a borra; e, finalmente, um pó sólido.

Esse processo é conhecido como degradação do lubrificante. A borra de óleo e outros subprodutos de sua decomposição também podem se prender a superfícies internas, inclusive válvulas de sucção e descarga, além de placas de válvulas.

Uma válvula de descarga que não esteja posicionada adequadamente porque foi danificada ou acumulou borra fará com que a pressão na linha de líquido seja baixa. A razão é que o vapor de refrigerante será forçado a sair do cilindro para dentro da linha de descarga durante o movimento ascendente do compressor. No movimento descendente, este mesmo refrigerante que está comprimido na linha de descarga será sugado de volta para o cilindro porque a válvula de descarga não está encaixada corretamente.

Este ciclo curto de refrigerante causará o aquecimento dos gases de descarga repetidamente e causará temperaturas de descarga superiores às normais. Porém, se o problema da válvula progrediu para o ponto onde quase não há fluxo de refrigerante através do sistema, haverá uma temperatura de descarga mais baixa a partir da taxa de fluxo extremamente reduzida.

Pressões de condensação baixas (cabeçote)

Uma vez que as válvulas do compressor começam a vazar e alguns gases de descarga estão sendo encaminhados para dentro e para fora do cilindro do compressor, haverá um baixo fluxo de refrigerante através do condensador. Isso vai resultar em uma redução na carga de rejeição de calor no condensador e nas pressões e temperaturas de condensação (cabeçote).

Sub-resfriamento de condensador normal ou alto

Haverá um fluxo de refrigerante reduzido através do condensador e, portanto, através de todo o sistema, devido ao fato de componentes do sistema estarem em série. A maior parte do refrigerante estará no condensador e no receptor. Isso pode dar ao condensador um sub-resfriamento um pouco maior.

Superaquecimento entre o nível normal ou elevado

Devido ao fluxo reduzido de refrigerante através do sistema, a válvula de expansão termostática (TXV) pode não receber a taxa de fluxo de refrigerante que necessita. O resultado pode ser superaquecimentos elevados; no entanto, os superaquecimentos podem ser normais se o problema da válvula não for severo.

Pressão de evaporação elevada (sucção)

O vapor de refrigerante será retirado da linha de sucção para dentro do cilindro do compressor durante o movimento descendente do compressor. No entanto, durante o movimento ascendente, este mesmo refrigerante pode voltar a entrar na linha de sucção porque a válvula de sucção não está corretamente instalada devido à borra de óleo ou outros subprodutos da degradação de óleo que aderem à sua superfície. Os resultados são altas pressões de sucção. As válvulas de sucção ou de descarga também podem ficar entortadas por causa de um problema de superaquecimento do compressor.

Baixa carga de amperagem

É causada pelo fluxo reduzido de refrigerante através do compressor. Durante o ciclo de compressão, parte do refrigerante irá escorrer através da válvula de sucção e voltar para a linha de sucção, o que reduz o fluxo de fluído refrigerante. Durante o ciclo de sucção, parte do refrigerante irá escorrer através da válvula de descarga por não estar encaixado adequadamente e voltará ao cilindro do compressor. Em ambas as situações, há uma taxa de fluxo de refrigerante reduzida, o que diminui a carga de amperagem.

Anéis do compressor desgastados

Quando os anéis do compressor estão gastos, os gases de descarga do lado superior irão passar por eles durante o ciclo de compressão e darão ao sistema uma pressão mais baixa na linha de líquido. Como os gases de descarga vazaram através dos anéis e entraram no cárter, a pressão de sucção também será maior do que o normal. O sintoma resultante será uma pressão na linha de líquido mais baixa com uma maior pressão de sucção. Os sintomas apresentados em anéis gastos são muito semelhantes às válvulas com vazamento.

Separador de óleo com vazamento

Quando o nível de óleo no separador é alto o suficiente para levantar a boia, uma agulha de retorno de óleo é aberta, e o óleo retorna ao cárter do compressor através de uma pequena linha de retorno.

A diferença de pressão entre as partes alta e baixa do sistema de refrigeração é a força motriz para fazer o óleo viajar do separador de óleo para o cárter do compressor. O separador de óleo está no lado alto do sistema e o cárter do compressor no lado baixo. A válvula de agulha de retorno de óleo operada por boia está localizada em uma altura elevada o suficiente no reservatório de óleo para permitir que o óleo limpo retorne automaticamente ao cárter do compressor. É necessária apenas uma pequena quantidade de óleo para acionar o mecanismo flutuante, o que garante que apenas uma pequena quantidade de óleo esteja sempre ausente do cárter do compressor em qualquer momento.

Quando o nível de óleo no cárter do separador de óleo cai para um certo nível, a boia força a válvula da agulha a fechar. Quando o mecanismo flutuador de um separador de óleo fica ruim, pode acabar desviando o gás de descarga quente diretamente no cárter do compressor. A válvula de agulha também pode ficar presa parcialmente por causa de sujeira no óleo. Isso causará entrada direta de alta pressão no cárter do compressor.

Fabricantes buscam a máxima eficiência

O compressor é a parte mais básica e crucial de um sistema de refrigeração. Sua principal função é succionar o fluido refrigerante a baixa pressão e comprimi-lo em direção ao condensador a alta pressão e temperatura na fase gasosa. É por isso que a performance de um sistema de refrigeração depende do desempenho do compressor.

Estes equipamentos são utilizados numa grande quantidade de aplicações, como refrigeração doméstica, refrigeração comercial e em sistemas frigoríficos utilizados na indústria de transporte.

O principal uso dos compressores está no processo de preservação de alimentos, mas eles também são largamente utilizados em sistemas de conforto térmico, na indústria química, entre outros setores.

Com a evolução da tecnologia, os refrigeradores domésticos estão ficando mais baratos. Este é um dos motivos que levarão o mercado global de compressores a registrar uma taxa de crescimento anual composta de 5% entre 2017 e 2021.

Com o aumento do consumo de alimentos processados e congelados em todo o mundo, espera-se que a indústria de compressores cresça a um ritmo acelerado.

Nos últimos anos, o varejo global vem crescendo rapidamente. Muitos grandes players do setor varejista estão se expandindo em vários países, especialmente nas economias emergentes.

Enfim, o que se vê é um aumento do número de supermercados e hipermercados que requerem grandes sistemas de refrigeração. Esta tendência também é responsável pelo crescimento do mercado global de compressores.

Com a demanda por alimentos congelados, embalados etc. aumentando rapidamente, o mercado de compressores aplicados em sistemas de transporte está experimentando um rápido crescimento.

A indústria farmacêutica também precisa de sistemas de refrigeração altamente avançados para o processo de resfriamento de certas matérias-primas, produtos acabados e semiacabados. Isso, obviamente, alavanca o setor.

Atualmente, um grande número de fabricantes de compressores se concentra em pesquisar e desenvolver novas tecnologias com níveis cada vez mais aprimorados de eficiência.

“Todas as redes de supermercados, das grandes às pequenas, têm dado uma atenção especial ao consumo de energia elétrica”, lembra Rodolfo Cereghino, diretor de pesquisa e inovação da Embraco.

Sediada em Joinville, a indústria de compressores investe de 3% a 4% de sua receita líquida em pesquisa e desenvolvimento, independentemente do cenário econômico.

Além de ser pioneira na utilização de fluidos refrigerantes naturais, a empresa detém 1,7 mil patentes. Por isso, ela está entre as empresas privadas com maior número de patentes depositadas vigentes no Brasil e nos Estados Unidos.

Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Danfoss, Gustavo Asquino, a busca e a necessidade por equipamentos mais eficientes tornam os compressores com tecnologia inverter e válvula intermediária de descarga (IDV) uma tendência.

“Quando falamos de equipamentos inverter, o mercado de ar condicionado está um passo à frente. Agora é o mercado de refrigeração que vem avançando fortemente neste caminho à procura de soluções de eficiência energética para as lojas”, analisa.

“Ainda que timidamente, as legislações internacionais com relação à eficiência energética e ao aquecimento global vêm influenciando o Brasil. Por isso, cada vez mais teremos equipamentos aprovados para novos fluidos refrigerantes”, acrescenta.

Quem também investe fortemente em novas tecnologias é a Elgin. “O objetivo é atender as necessidades do mercado, visando o melhor desempenho com a qualidade e melhor eficiência enérgica”, enfatiza o supervisor de engenharia de aplicação da empresa, Alexandre Rosa da Costa.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/01/capa_01_18.jpg 934 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2018-01-23 11:52:002021-01-15 16:22:47Como lidar com um compressor ineficiente

Valeo terá duas novas fábricas no RS

21/12/2017

A Valeo anunciou investimento em duas fábricas no Rio Grande do Sul que devem entrar em operação em 2019 e gerar cerca de 150 empregos no Estado.

Um dos novos empreendimentos será em Gravataí, mesma cidade em que General Motors produz o hatch Onix e o sedã Prisma , já a outra será aberta em Cachoeirinha para produzir sistemas de refrigeração de cargas para caminhões e carretas.

Multinacional com sede na França, a Valeo mantém atualmente dez unidades de negócios e seis fábricas no Brasil, instaladas em cinco cidades: Caxias do Sul (RS), São Paulo, Campinas e Itatiba (SP) e Camaçari (BA). As unidades produzem componentes em quatro ramos de negócio: powertrain (alternadores, motores de partida, embreagens), sistemas térmicos (radiadores, ventiladores, defletores, climatizadores), sistemas de visibilidade e de conforto (limpadores, faróis, lanternas) e assistentes de direção.

 

Fonte: .automotive business

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2017-12-21 14:35:072017-12-21 14:35:07Valeo terá duas novas fábricas no RS

Danfoss lança válvulas pilotos para aplicações de amônia e CO2

28/11/2017

A nova gama de válvulas piloto da Danfoss aprovada também para aplicações de CO2 abre novas possibilidades para atender à crescente tendência de soluções em cascata para aumentar a segurança, confiabilidade e eficiência energética na refrigeração industrial.

“Desenvolvemos a nova solução em estreito diálogo com a comunidade de refrigeração industrial atendendo à crescente demanda do mercado por válvulas de controle de pressão para capacidades maiores. O foco está na redução da carga de amônia nos sistemas de cascata de amônia/CO2 por razões de segurança e, ao mesmo tempo, ganhando economia de energia em baixa temperatura”, explica Enri Tunkel, gerente de marketing LAM de Refrigeração Industrial da Danfoss.

Como parte da atualização, o número de variantes foi reduzido de oito para quatro pilotos para facilitar a seleção de contratistas, OEMs e distribuidores. Os novos pilotos fornecem os mesmos intervalos de regulagem que a versão anterior, para atender qualquer necessidade da indústria.

Nova válvula piloto eletrônica CVE para fácil comissionamento e operação

O destaque do novo range é a válvula piloto eletrônica CVE que substitui a existente válvula CVQ. A válvula eletrônica é ideal para aplicações de refrigeração dinâmica com frequentes mudanças de pressão e temperatura.

“Estamos orgulhosos de apresentar a nova válvula piloto eletrônica CVE. Com o nosso conhecido ICAD como atuador, o piloto CVE é compatível com qualquer configuração de controle. A nova válvula permite a configuração remota para fácil comissionamento, operação, manutenção e solução de problemas. A válvula reage rapidamente a qualquer mudança de ponto de ajuste e oferece controle extremamente preciso para garantir a segurança alimentar em qualquer condição de operação”, explica Enri Tunkel.

Todas as novas válvulas são compatíveis com as versões anteriores.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2017/11/danfoss.jpg 603 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2017-11-28 12:37:382017-11-28 12:38:36Danfoss lança válvulas pilotos para aplicações de amônia e CO2

Estudante brasileiro é certificado na WorldSkills nos Emirados Árabes

26/10/2017

O estudanteEstudante do SENAI certificado do SENAI DF, Wisley Pereira, de 19 anos, conquistou o certificado de excelência na categoria “mecânica de refrigeração e ar-condicionado” na – WorldSkill –  mundial de profissões nos Emirados Árabes.

O torneio aconteceu entre os dias 15 e 18 de outubro, na cidade de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Ao todo, 1,2 mil jovens de 68 países competiram em 52 ocupações técnicas. Os brasileiros ganharam 15 medalhas, sendo 7 de ouro, 5 de prata e 3 de bronze. No quadro geral, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Rússia.

Na disputa, os competidores foram desafiados a realizar tarefas que reproduzem o dia a dia de profissões técnicas. Os certificados de excelência foram distribuídos aos estudantes que tiveram nota próxima da pontuação dos vencedores de cada modalidade.

A próxima edição do torneio, que ocorre a cada dois anos, será disputada em Kazan, na Rússia.

Topo do ranking

Na edição anterior da WorldSkills, em 2015, o Brasil saiu vitorioso com 27 medalhas (12 a mais do que em 2017). A competição foi realizada em São Paulo, e o resultado foi considerado “surpreendente”, com base na trajetória do país, que participa da competição desde 1983. Nas três primeiras edições os brasileiros não receberam medalhas.

 

Fonte: G1

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2017-10-26 14:33:432017-11-17 17:32:03Estudante brasileiro é certificado na WorldSkills nos Emirados Árabes

Empresas mostram como estão superando a crise

25/10/2017

Ficar se lamentando ou arregaçar as mangas para fazer as mudanças necessárias? Boa parte dos players do setor vem respondendo a essa pergunta de forma assertiva, ao colocar em prática uma série de medidas que está mudando o perfil das organizações.

Um dos exemplos emblemáticos disto é a ex-Multi-ar, grande revenda paulistana de ar condicionado, agora denominada Leveros, que se tornou, no ano passado, a primeira empresa do segmento a receber o aporte de um fundo de investimentos, hoje detentor de 30% do seu capital.

Tiziano Filho

“Em 2015, quando a crise estava no seu ápice, uma das coisas que nós avaliamos é que se nos estruturássemos como uma companhia mais organizada, com governança e gestão, e passássemos esse período com equilíbrio de caixa, olhando para o mercado de forma profissional, a gente conseguiria se posicionar bem numa eventual retomada da economia em 2017”, conta o vice-presidente de performance e operação, Tiziano Filho.

A estratégia, segundo ele, deu certo, com a empresa crescendo 10% no período 2015-2016 e já acumulando números 40% maiores relativos ao intervalo 2016-2017.

“Para nós, todos os investimentos recentes só se justificam com a retomada da economia, algo que já vem ocorrendo”, comemora Tiziano, com base na resposta positiva identificada no consumidor neste segundo semestre.

O resultado disso tudo foi apresentado na Febrava, a partir do novo nome da empresa, Leveros, que é o anagrama da palavra “resolve”, focando muito mais na filosofia de trabalho da empresa, cultivada desde 1978, do que propriamente em produtos, além de trazer em sua sonoridade o termo italiano vero (verdade).

Juntamente com esse reposicionamento de mercado, a Leveros mostrou na feira a ampliação do seu portfólio, que passou a incluir o fornecimento de insumos como placas fotovoltaicas para a geração de energia elétrica, graças a uma parceria firmada com a Elgin.

Na ponta da indústria, nomes como LG também colocaram em prática estratégias audaciosas para superar a crise da melhor forma possível.

Segundo o gerente de vendas de ar condicionado residencial, Marcel Souza, a empresa supriu a crise investindo muito em tecnologia para oferecer cada vez mais economia de energia aliada ao melhor conforto térmico.

“Prova disso é que toda a nossa linha de split passou a ter tecnologia inverter, seguindo com isso uma tendência verificada na Ásia e Europa”, diz ele.

Uma clara demonstração de que a aposta foi acertada está nos indicadores de agosto divulgados pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).

Marcel Souza

“Percebemos que o período acumulado já é maior em relação ao ano passado, com um crescimento acima de 100% no segmento inverter, sendo 42% do mercado residencial. Nossa empresa lidera o market share nesse mercado”, comemora Marcel.

Além de mostrar lançamentos como o inverter residencial de 31 mil BTU/h, a empresa aproveitou a Febrava para promover o Clima LG, programa de fidelidade para o instalador que inclui um canal de comunicação destinado a tirar dúvidas técnicas e a realização de treinamentos nas principais capitais.

 

 

Blindagem

A Full Gauge é outra força do HVAC-R que manteve intactos seus planos de crescimento, independentemente dos maus ventos trazidos pela atividade econômica.

“Durante os dois últimos anos, que foram os mais intensos da crise na economia brasileira, nós

Antonio Gobbi

seguimos investindo em equipamentos e tecnologia de fabricação”, revela o diretor da empresa, Antonio Gobbi.

Um exemplo dessa postura é a aquisição de uma impressora 3D de grande porte, com apenas quatro similares no país, utilizada na produção de protótipos de gabinetes e dispositivos para a própria linha de montagem, cujos benefícios incluem menor tempo empregado no desenvolvimento de novos produtos.

Dizendo-se otimista em relação ao presente e ao futuro próximo, Gobbi lembra que sua empresa também manteve intactos os investimentos em feiras internacionais, já que atualmente cerca de 60% da demanda por seus controles eletrônicos vêm do exterior.

No caso da Embraco, também tem origem lá fora boa parte do antídoto adotado para neutralizar a crise brasileira, juntamente com a adoção de medidas para melhorar, otimizar, simplificar e revisar processos para enfrentar com solidez conjunturas adversas como a atual.

“Como temos 11 unidades de negócios e estamos presentes em mais de 80 países ao redor do mundo, há um balanço equilibrado para a empresa. O fato de termos conjunturas políticas e econômicas menos favoráveis em alguns países, ao mesmo tempo em que existem outras mais favoráveis, é uma situação com que sabemos lidar, devido à maturidade de 46 anos de história”, afirma o CEO da indústria, Luis Felipe Dau.

Luis Felipe Dau

Outra política da multinacional, independentemente do cenário socioeconômico enfrentado, é investir continuamente de 3% a 4% de sua receita líquida em pesquisa e desenvolvimento. “Tecnologia e inovação estão no nosso DNA e trazem oportunidades em qualquer cenário de mercado”, acrescenta o executivo.

Somado a isto, a Embraco tem apostado na área de novos negócios, onde enxerga oportunidades além do compressor.

Foi o caso do recente lançamento da diili, sua plataforma de serviços em IoT (Internet das Coisas) que revoluciona a gestão das marcas de bebidas e alimentos sobre seus produtos dentro de freezers e geladeiras comerciais nos pontos de venda.

Outros exemplos são a Nat.Genius, unidade responsável pela reciclagem e logística reversa da indústria, e a startup UpPoints, que desenvolveu um sistema inovador de reconhecimento de imagem e análise de performance de vendas dos produtos.

Rafael Feder

“O mercado ainda está receoso. Precisamos sair de uma vez por todas desta crise política e dar um basta à corrupção. Depois disso, incentivar a indústria investindo em infraestrutura e educação”. É assim que o presidente da Elgin, Rafael Feder, resume a situação atual e os passos desejáveis para superá-la.

De uma forma geral, ele identifica uma pequena reação no setor, embora sua empresa possa ser considerada uma exceção, pois vem crescendo dois dígitos no acumulado do ano e continua se expandindo. Tanto é que está investindo em máquinas, prédios e pessoal, seja no segmento de refrigeração comercial – por meio de uma nova fábrica de aletados para grandes evaporadores –, seja na área de ar condicionado.

 

Novas Plantas

Juntamente com a manutenção de uma filosofia voltada para o crescimento, mesmo diante de quadros instáveis como o vivido pelo Brasil de hoje, a atitude de certas empresas de continuar olhando para a frente inclui a expansão dos parques fabris.

A Armacell, por exemplo, anunciou na Febrava a instalação, no segundo semestre de 2018, de sua primeira linha contínua dedicada à produção de espuma elastomérica no País.

Com extensão superior à das instalações do gênero existentes nas 25 fábricas da empresa espalhadas pelo mundo, a nova unidade produtiva, localizada em São José (SC), pretende atender o mercado interno até 2021, ao substituir a importação anual de mais de 500 contêinere

Márcio Nieble

s e viabilizar exportações, a princípio, para Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

“A implementação dessa nova linha de produção, neste momento da história econômica do País, é a prova de que acreditamos nos fundamentos de nossa economia e no potencial do Brasil”, afirma o diretor-geral da companhia, Márcio Nieble, lembrando que a melhora nos tempos de entrega e a facilidade para desenvolvimentos locais serão ganhos igualmente expressivos com a novidade.

Embora também tenha sentido fortemente os efeitos da crise, sobretudo na ponta das OEMs, que utilizam em grande escala os seus produtos nas linhas de montagem, a Chemours é outra empresa com postura positiva diante da crise.

“Somos uma companhia com tradição de muitos anos no País, desde a época da DuPont, e o nosso foco é o médio e o longo prazo, ou seja, não podemos tomar as decisões pensando apenas no que está acontecendo no momento”, explica o presidente da empresa, Maurício Xavier.

Maurício Xavier

“Em nível de perspectiva nós temos um sentimento muito positivo quanto ao crescimento dos mercados de refrigeração e ar condicionado. Sinal disso é que fizemos os investimentos que achamos necessários, caso da nova planta de R-410A, inaugurada em Manaus para atender os fabricantes de mini-splits ali instalados, e da nova sede da companhia no Brasil, recém-montada em São Paulo”, acrescenta o executivo.

Um bom sinal identificado pela Chemours é que, quando a crise começou a se acentuar, em 2015, a parte do mercado onde chegaram os primeiros sinais de retração foram os fabricantes de equipamentos, setor que agora também está sendo pioneiro, porém ao esboçar uma reação.

O presidente da Danfoss para a América Latina também acredita que

Julio Molinari

o pior já passou. “Apesar dos problemas que a gente vê dia a dia nos jornais, a atividade econômica para nós se expandiu fortemente, especialmente durante o primeiro semestre. Nos últimos dois, três meses começou a dar uma freada, mas não muito grande”, analisa Julio Molinari.

Alguns setores, segundo ele, responderam muito bem, com destaque para o varejo e também a construção, “que havia começado o ano um pouco devagar, mas nos últimos meses melhorou muito”, festeja.

No campo das exceções, Molinari aponta a refrigeração industrial, onde muitos projetos dos usuários finais acabaram adiados.

Em meio a desempenhos assim, a empresa de origem dinamarquesa prossegue firme com os planos iniciais que tinha para este ano, incluindo o desenvolvimento de novos produtos e a abertura de uma nova fábrica em Caxias do Sul (RS) na área de hidráulica.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2017/10/capa_10_17.jpg 934 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2017-10-25 16:41:022017-10-25 16:42:56Empresas mostram como estão superando a crise

A recuperação econômica já começou

25/10/2017

Fazendo o paralelo com um doente, a economia brasileira acabou de sair da UTI e foi para a unidade de terapia semi-intensiva. Ou seja, nós teremos uma recuperação econômica, mas não na mesma velocidade com que caímos. De março de 2014 a julho de 2017 a queda do PIB foi de 8% e nós vamos recuperar isto em três anos, no mínimo”.

Pedro Evangelinos discorre sobre a área econômica

Evangelinos, da RAC: recuperação lenta, em comparação à velocidade da queda

A constatação é do diretor da Fiesp e conhecido empresário do HVAC-R, Pedro Evangelinos, ao fazer um contraponto entre a situação real econômica e o estado de ânimo percebido por ele próprio nos corredores do São Paulo Expo, durante a Febrava.

“Aqui na feira estou vendo um clima de otimismo, tanto por parte de expositores quanto de visitantes, dizendo que o pior já passou, algo verdadeiro, embora não signifique que o melhor vá começar logo amanhã”, raciocina.

No seu entender, a ida do “paciente” para o quarto depende, antes de tudo, da queda dos juros, assim como ocorreu de uma forma fantástica com a inflação. “Nossa taxa é de fazer vergonha a agiota na Europa e nos Estados Unidos”, acentua.

O benefício a se obter com essa redução, de acordo com Evangelinos, será a percepção das pessoas de que é preferível aplicar num negócio, mesmo pequeno ou médio, em vez de deixar o dinheiro rendendo. Isto é, começa-se a premiar capital produtivo em detrimento do financeiro especulativo.

“Imagine o volume de recursos que viria para a economia se alguém pagasse apenas uma geladeira e meia, e não três, ao fazer uma compra a prazo, como ocorre com os juros praticados atualmente”, projeta o diretor da RAC Brasil.

Num segundo momento, ele defende que se resolva a questão da taxa de câmbio, “pois a que nós temos hoje é irreal”. “Não podemos continuar ouvindo visitantes da Europa e dos Estados Unidos perguntando: por que tudo é tão caro por aqui?”

 

Parou de piorar

Percepção semelhante quanto ao ritmo lento com que o País vai sair da crise econômica é a do presidente da Abrava, Arnaldo Basile.

Basile, da Abrava: retomada deve se entender pelos próximos quatro, cinco anos

“Nós sofremos uma retração fortíssima num período muito curto. Em dois anos tivemos alguns segmentos que caíram 50%, outros tiveram queda de até 60% em três anos. Recuperar isso tudo não é fácil, vai demorar algum tempo”, justifica.

A boa notícia, na sua opinião, é que a situação já parou de piorar, e após a chegada ao fundo do poço começamos a melhorar, com vários segmentos do mercado demonstrando o descolamento da economia da política.

“Nestes últimos dias, conversando com os colegas do setor aqui na Febrava, todos, sem exceção, deram testemunho de que a situação está melhorando, corroborando assim o que eu vinha falando no final do ano passado, ou seja, que no início do segundo semestre isso aconteceria, e de uma maneira sustentável”, afirma Basile.

“Estamos vivenciando uma realidade de recuperação bastante dura, mas ela vai acontecer”, acrescenta o líder setorial, aludindo às projeções dos economistas, baseadas nos ciclos históricos das nossas crises, segundo as quais haverá uma reação forte nos próximos quatro, cinco anos, variando de acordo com os diferentes segmentos.

Mesmo assim, ele alerta para a necessidade de cautela na análise dos números. “Sempre que a gente falava em evolução no Brasil pensava em percentuais robustos, de 8%, 10%. Falar em 1,5%, 2,0% era pouco para nós. Mas quando você pensa em mercados maduros como Europa e Estados Unidos essas cifras menores são plenamente aceitáveis”, observa.

O presidente do Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de

Presidente do Sindratar de São Paulo mostra seu parecer na área econômica

Trombini, do Sindratar-SP

São Paulo (Sindratar-SP), Calos Eduardo Trombini, compartilha a sensação generalizada de que estamos saindo da crise. A velocidade ele também considera pequena, pois ainda estamos em plena correção de rota.

O ano passado, em sua análise, foi difícil, com a perda de mercado em todos os setores  após três exercícios seguidos de queda no PIB. “A indústria de transformação, que é hoje a grande maioria dos nossos expositores nesta Febrava, sofreu demais”.

Na refrigeração, segundo ele, a queda de vendas situou-se entre 25% e 30%. No ar condicionado, por sua vez, houve produtos com um volume de comercialização até 40% menor.

“Nós dependemos muito da construção civil, primeiro setor a ser afetado pelas crises, mas ainda conseguimos andar mais aquecidos porque os projetos estão em andamento e a instalação dos produtos vem muito atrás”, observa Trombini.

“Mesmo assim, aquele setor ainda sofre demais e nós estamos aguardando sua retomada para que também possa haver um aumento de produção e vendas no nosso”, prevê.

A exemplo de Basile, ele acredita que a queda contínua parece ter se estancado, havendo uma certa estabilização no mercado, que no momento está se rearranjando.

Mas o presidente do Sindratar-SP também concorda que nada vai ocorrer da noite para o dia. “Pelo que diz o Ministério da Fazenda, a retomada será lenta, não deixando de haver um lado bom nessa história. Um crescimento contínuo, numa base mais sustentável, dará condições para as nossas empresas se prepararem e planejarem muito mais”.

A leitura que ele faz, com base nos números recebidos do departamento de economia da Fiesp e do próprio mercado, é que crescimento mesmo só a partir de 2019, quando haverá um quadro político diferente e uma nova gestão nacional estabelecida.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2017/10/grafico-otimista-e1508942174802.jpg 501 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2017-10-25 14:11:082018-01-23 15:18:58A recuperação econômica já começou

FEBRAVA – Victaulic apresenta produtos para sistemas de refrigeração

12/09/2017

A norte-americana Victaulic está participando da FEBRAVA apresentando ao público os kits de sucção e de recalque de bombas, o Pump Drop Solution™, séries 380, 381 e 382.

Pablo del Hoyo, Gerente de Divisão da América do Sul, explica que a participação na feira é estratégica para empresas que, a exemplo da Victaulic, tem produtos diferenciados no portfólio.

“A FEBRAVA aponta tendências no mercado de refrigeração e atrai um público bem interessado em novas soluções. A Victaulic tem excelentes contribuições para este segmento e disponibiliza produtos que vão permitir maior agilidade na montagem de diferentes sistemas”.

As soluções que serão apresentadas pela empresa durante a FEBRAVA têm como forte atributo a economia de tempo que será proporcionada.

“O Pump Drop Solution™, séries 380, 381 e 382 permite a redução de até 95% do tempo da instalação. Além de não ser necessário o processo de soldagem na montagem de uma bomba de refrigeração, evita ainda a utilização de várias peças, bastando apenas fazer o encaixe. Outra vantagem é a questão logística, dispensando o armazenamento de peças de apoio e demais equipamentos”, afirma del Hoyo.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2017-09-12 16:50:152017-09-12 16:50:15FEBRAVA – Victaulic apresenta produtos para sistemas de refrigeração
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