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A evolução da climatização começa no instalador

Em sintonia com as tendências globais do setor, a LG aposta em capacitação técnica, segurança e durabilidade para apoiar o profissional que está na linha de frente da climatização no Brasil

CONTEÚDO DE MARCA – O mercado brasileiro de climatização vive um momento de amadurecimento técnico, impulsionado pela busca por eficiência energética, confiabilidade operacional e soluções que facilitem a rotina em campo. Nesse cenário, a LG Electronics reforça uma estratégia que vai além da inovação tecnológica: colocar o instalador no centro da evolução do setor. Essa visão está alinhada às discussões globais que pautam a indústria de HVAC-R, amplamente debatidas em fóruns e feiras internacionais como a AHR EXPO 2026 (International Air-Conditioning, Heating, Refrigerating Exposition), realizada de 2 a 4 de fevereiro, em Las Vegas (EUA), onde a LG esteve presente acompanhando e apresentando as principais tendências da climatização mundial.

Para a categoria de ar-condicionado residencial, no Brasil, destacam-se: facilidade de instalação, segurança do profissional e durabilidade dos equipamentos.

No Brasil, a valorização do público técnico se traduz em investimentos contínuos em capacitação. A LG promove treinamentos gratuitos e Road Shows técnicos em diversas regiões do país, com foco em atualização prática e troca de conhecimento, iniciativas que seguem com agenda intensa em 2026. Vale destacar que os Road Shows têm caráter educativo, não certificador, reforçando o compromisso com a formação e aprendizado contínuo.

Do ponto de vista do produto, a engenharia é pensada para o dia a dia da obra. Além de sistemas de proteção contra choque elétrico, a ergonomia também ganha atenção, com embalagens projetadas para facilitar transporte e manuseio.

Além da qualidade diferenciada dos produtos, a LG oferece um assistente virtual com IA, capaz de orientar durante instalação e manutenção e direcionar rapidamente ao time de Service, contribuem para mais agilidade e confiança no trabalho. Outra ferramenta de grande importância é o Esquadrão LG, um time de instaladores que dão suporte a marca em todo território nacional. Além de participar dos treinamentos, os membros do Esquadrão são referência de profissionais de instalação no segmento, produzem conteúdo em suas redes sociais com objetivo de divulgar as tecnologias e diferencias dos produtos LG, compartilhar boas práticas e dar suporte a instaladores do país.

A robustez completa o conjunto. Compressores com estrutura metálica, tecnologia Dual Inverter, proteções anticorrosivas como Gold Fin e MACOSTA, além de defesa contra picos de energia, reforçam a confiabilidade dos sistemas. Essa confiança se reflete na garantia: dois anos para a máquina e dez anos para o compressor.

Com uma liderança consistente, a LG se consolida como MARCA N1 EM AR-CONDICIONADO NA AMÉRICA LATINA POR 10 ANOS CONSECUTIVOS, demonstrando que a evolução da climatização passa, necessariamente, por quem instala, opera e mantém os sistemas em funcionamento.

Fabricantes combinam produção local e importados para garantir competitividade

Com fábricas instaladas no país, o setor avalia o equilíbrio entre produzir localmente e importar componentes para garantir competitividade no abastecimento.

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A cadeia de fornecimento local tem ganhado importância estratégica para a indústria de HVAC-R no Brasil, especialmente em um cenário de demanda crescente por climatização, pressões por eficiência energética e necessidade de reduzir vulnerabilidades logísticas globais. Empresas que atuam no país avaliam constantemente se devem produzir localmente ou importar equipamentos, peças e partes.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou um parque industrial relevante na área de climatização e refrigeração. A proximidade com o cliente também favoreceu a customização, atendimento mais ágil e controle de qualidade. Além disso, permite maior agilidade na reposição de peças e serviços, o que se traduz em confiabilidade e menor tempo de resposta nas manutenções. Grandes grupos globais já apostam nessa estratégia: por exemplo, o Midea inaugurou em 2023 uma fábrica de 73 mil metros quadrados em Pouso Alegre (MG), que produz cerca de 1,3 milhão de unidades por ano. Já a Gree do Brasil mantém uma planta em Manaus (AM) com capacidade de mais de 1,5 milhão de aparelhos/ano, confirmando a força da produção local no segmento. Além dessas, empresas como Electrolux, LG, Samsung e Whirlpool também operam montagens no Brasil, beneficiando-se dos incentivos fiscais locais.

No entanto, produzir no Brasil não é isento de desafios. Custos industriais elevados, escala ainda limitada em algumas linhas e a dificuldade em acessar tecnologia de ponta ou componentes específicos podem reduzir a competitividade frente a peças importadas são alguns dos pontos a serem avaliados. Além disso, há escassez de mão de obra especializada em determinados processos, o que muitas vezes exige treinamento ou terceirizações e encarece o produto final.

Essa presença diversificada permite que parte relevante dos equipamentos comercializados no país seja fabricada ou montada localmente, reduzindo o tempo de entrega, facilitando o atendimento técnico e permitindo customizações de acordo com normas brasileiras, como os requisitos de etiquetagem energética e padrões elétricos específicos.

Apesar desses avanços, a cadeia local ainda depende fortemente de componentes importados. A fabricação de placas eletrônicas, sensores, módulos de controle, ventiladores específicos, trocadores de calor de alta densidade e certos modelos de compressores permanece concentrada na Ásia, sobretudo na China.

“Muitos splits montados no Brasil utilizam kits eletrônicos, motores e serpentinas produzidos no exterior, que chegam ao país por meio de distribuidores ou diretamente para as linhas de produção. Isso cria uma produção híbrida, em que o produto final é nacional, mas boa parte dos seus insumos depende de fornecedores internacionais”, informa Leonardo Araujo, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Midea.

Do ponto de vista econômico, produzir localmente traz benefícios claros: reduz a exposição cambial, encurta o lead time, aumenta a previsibilidade de abastecimento e fortalece fornecedores nacionais, que passam a investir em tecnologia e mão de obra qualificada. Além disso, a proximidade entre fábrica e mercado permite ajustes rápidos de portfólio, adequação a legislações e adaptações a padrões climáticos regionais. A geração de empregos diretos e indiretos reforça o impacto positivo da industrialização no país, ampliando a competitividade do setor.

No entanto, a produção local exige investimentos necessários para instalação de fábricas, aquisição de maquinário, automação e certificações são elevados e exigem escala para que a operação se torne economicamente sustentável. Em mercados altamente competitivos, como o de splits residenciais, a pressão por preços baixos faz com que empresas avaliem com cuidado se vale mais montar localmente ou importar o produto acabado. Questões logísticas internas, como o transporte em longas distâncias dentro do território brasileiro, também afetam a equação de custos, além da complexidade tributária nacional, que pode reduzir margens se não houver incentivos adequados.

Programas de conteúdo local, acordos de desenvolvimento com fornecedores brasileiros, investimentos em pesquisa e inovação e a expansão de polos industriais fortalecem a independência tecnológica da indústria nacional.

“Entre os incentivos fiscais aplicáveis à comercialização da produção para fora da área da Zona Franca de Manaus estão a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI), as reduções específicas do imposto de importação, isenção do PIS/PASEP e da COFINS nas operações internas da Zona Franca de Manaus, além de outros incentivos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e crédito estímulo de ICMS. Do ponto de vista logístico, no entanto, existe um desafio a ser superado. Se, por um lado, a sua localização é a mais próxima de grandes mercados externos como a América Central e do Norte, por outro ela está distante de alguns dos principais mercados consumidores do Brasil. Sabe-se que alguns produtos, como o ar condicionado, dependem de modais específicos para manter a sua competitividade, por isso, manter investimentos e discutir alternativas é urgente para que as empresas possam superar adversidades”, comenta Araujo.

Sistema híbrido

Por sua vez, depender exclusivamente de importações traz problemas operacionais: a volatilidade cambial, o aumento de fretes, os prazos imprevisíveis e os gargalos logísticos, especialmente em períodos de alta demanda ou crise internacional, que podem comprometer cronogramas e inflar preços. Para mitigar esses riscos, muitas empresas participam do Programa Abrava Exporta, uma parceria com a Apex-Brasil, que apoia a internacionalização da indústria HVAC-R nacional. Por meio do programa, as empresas recebem apoio técnico, inteligência de mercado e acesso a feiras.

“Esse esforço de internacionalização reforça a competitividade global da indústria nacional, promovendo a combinação entre produção local e importação, não apenas para atender à demanda doméstica, mas também torna o Brasil um exportador relevante no setor HVAC-R. O modelo híbrido permite aproveitar o melhor dos dois mundos: manutenção da cadeia produtiva local, com empregos, customização e agilidade; e acesso a tecnologias e componentes importados quando necessário, garantindo inovação e eficiência”, informa Paulo Roberto da Silva, Coordenador de Indústria e Serviços da Apex-Brasil.

Silva acrescenta que no setor de HVAC-R, os principais parceiros comerciais do Brasil incluem China, Estados Unidos, e União Europeia (com destaque para Alemanha e Itália). “A China é um grande exportador de componentes e produtos acabados para o Brasil, enquanto os EUA e países da Europa, são tanto fornecedores quanto compradores de produtos mais especializados e com alta demanda em eficiência energética. Os componentes como motores e ventiladores também compõem uma parte significativa das exportações, especialmente em mercados que buscam alta performance em eficiência energética e sustentabilidade”, revela.

“Em última análise, o equilíbrio entre produção nacional e importação tem se mostrado a estratégia mais eficiente para atender à crescente demanda no Brasil, preservando competitividade, assegurando sustentabilidade da cadeia e aumentando a previsibilidade no abastecimento. No ambiente atual, marcado por incertezas cambiais, variabilidade logística e exigências regulatórias, essa flexibilidade estratégica se traduz em resiliência e capacidade de resposta para o futuro do setor HVAC-R no país”, conclui.


Resumen (Español)
La industria de HVAC-R en Brasil adopta un modelo híbrido que combina producción local e importación de componentes para mantener la competitividad frente a una demanda creciente por climatización y mayores exigencias de eficiencia energética. Con plantas industriales instaladas en el país, las empresas logran reducir plazos de entrega, adaptar productos a normas locales y fortalecer la cadena de suministro nacional, aunque siguen dependiendo de insumos estratégicos provenientes principalmente de Asia.

El equilibrio entre fabricar localmente e importar permite mitigar riesgos asociados a la volatilidad cambiaria, costos logísticos y limitaciones tecnológicas. Iniciativas de apoyo a la internacionalización y acuerdos con proveedores refuerzan la capacidad del sector para atender tanto al mercado interno como a las exportaciones, consolidando a Brasil como un actor relevante en la industria HVAC-R.


Summary (English)
Brazil’s HVAC-R industry is increasingly adopting a hybrid model that combines local manufacturing with imported components to remain competitive amid rising demand for air conditioning and stricter energy-efficiency requirements. Domestic production helps shorten delivery times, enable customization to local standards and strengthen supply chains, while key components continue to be sourced mainly from Asia.

Balancing local production and imports reduces exposure to currency volatility, logistics disruptions and technological constraints. Support programs for internationalization and partnerships with local suppliers enhance the sector’s ability to serve both domestic and export markets, positioning Brazil as a relevant player in the global HVAC-R industry.

Futuro do HVAC-R une eficiência, sustentabilidade e ar mais saudável

Com foco em eficiência energética, uso de refrigerantes de baixo GWP e melhoria da qualidade do ar interno, o setor de HVAC-R no Brasil acelera sua transição para uma era mais sustentável

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À medida que o setor de HVAC-R no Brasil avança, as atenções se voltam para três pilares que definirão o futuro da climatização e refrigeração: eficiência energética, transição para refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global (GWP) e melhoria da qualidade do ar interno, e vem assumindo papel estratégico na agenda de sustentabilidade no país, além de representar participação significativa na produção industrial.

Representando cerca de 2,3% da produção industrial, nacional a eficiência energética é hoje uma das prioridades da política ambiental e industrial brasileira. O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a organização internacional CLASP, promoveu em 14 de outubro último, o seminário “Brasil e a COP30: o papel da eficiência energética no setor HVAC-R”, que reuniu representantes do governo, entidades industriais e especialistas nacionais e internacionais.

Durante o encontro, foi lançado o Comitê de Acompanhamento do Projeto de Eficiência Energética como Instrumento de Política Industrial, iniciativa que reunirá representantes públicos e privados para sugerir ações que ampliem a competitividade e a sustentabilidade do setor. O grupo também será responsável pela elaboração de uma carta de compromisso com a eficiência energética, que poderá ser apresentada na COP30, em Belém (PA), este mês de novembro.

Para o MME, a cooperação entre ministérios, indústria e instituições de pesquisa é essencial para fortalecer a política energética brasileira e posicionar o país como referência global em inovação. O diretor do Departamento de Informações, Estudos e Eficiência Energética do MME, Leandro Andrade, destacou que o setor de HVAC-R representa cerca de 10% do consumo de energia elétrica do setor residencial no país, índice que evidencia o enorme potencial de economia e de crescimento.

Leandro Andrade destacou o papel da eficiência energética no setor HVAC-R durante seminário “Brasil e a COP30”

“A eficiência energética é o primeiro e mais imediato mecanismo de impacto para os sistemas HVAC-R. No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou diretrizes específicas para aparelhos de ar-condicionado, estabelecendo novos índices mínimos de eficiência com metodologia baseada na norma ISO 16358-1, que permite diferenciar os equipamentos com tecnologia inverter, capazes de consumir até 30 % menos energia que os convencionais de rotação fixa. A eficiência energética usualmente é como se fosse o combustível mais barato, a alternativa energética mais econômica para o consumidor de energia. Ela pode reduzir a necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia e trazer benefícios diretos ao consumidor, com redução na conta de luz, sem perder qualidade de vida. Num contexto de COP, reforçar a eficiência dentro da política industrial brasileira é essencial para alcançarmos a transição energética inclusiva que desejamos”, afirmou Andrade.

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) vem alertando sobre os desafios na implementação de alternativas de refrigerantes de baixo GWP, tecnologias com máxima eficiência e QAI, destacando questões como infraestrutura, custo, capacitação técnica e normas de segurança e fabricantes já se movimentam.

“Durante o evento “Brasil e a COP30”, foi assinado o termo com os SENAI Amazonas e Paraná, que farão o mapeamento de toda cadeia produtiva do HVAC-R na intenção de apresentar iniciativas que impulsionam a sustentabilidade e a inovação no país. Além disso, eu e Felipe Raats representaremos a ABRAVA no Comitê de Acompanhamento do Projeto Eficiência Energética no setor”, informa Thiago Pietrobon, Diretor de Meio Ambiente da ABRAVA.

Tanto para os grandes fabricantes quanto para instaladores, esse tripé: pressão regulatória + mercado + tecnologia, significa que os sistemas devem ser projetados com componentes de alta eficiência, controles inteligentes, manutenção rigorosa e integração digital (IoT/monitoramento). O resultado: menor consumo de energia, menores custos operacionais e menor emissões de CO‚  no ciclo de vida.

A Daikin divulgou que pretende duplicar a eficiência energética de seus equipamentos até 2030 e zerar as emissões de carbono em 2050. Em sua participação no seminário “Brasil e a COP30”, a empresa apresentou sua visão de sustentabilidade e o avanço tecnológico em equipamentos inverter e VRV.

“A promoção do inverter e o desenvolvimento do VRV foram fundamentais para o salto tecnológico que resultou em equipamentos mais eficientes. Em cada COP, a Daikin buscar trazer novas ideias e aplicações com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono e transformar o setor. Na COP30, o foco será em soluções para descarbonização de edificações e combate ao overcooling (arrefecimento excessivo)”, enfatiza João Aureliano, Gerente Sênior de Engenharia de Produto da Daikin.

Já a Hitachi, teve projeto pelo retrofit do Condomínio Edifício Villa Lobos com a substituição de chillers, infraestrutura elétrica e hidráulica que resultou em redução de consumo de energia elétrica de cerca de 20% e água em 25%. O retrofit substituiu a Central de Água Gelada (CAG), condicionadores de ar, infraestrutura elétrica e hidráulica, além da instalação das seis unidades resfriadoras de água gelada com Chiller Parafuso com Condensação a Ar de capacidade 140 TR cada, totalizando 840 TR.

Transição para refrigerantes de baixo GWP

O segundo grande vetor é a transição para refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global (GWP). No Brasil, esse movimento é impulsionado tanto por compromissos internacionais como a Protocolo de Kigali (sobre HFCs), quanto por iniciativas setoriais. A Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ASBRAV), por exemplo, publicou recentemente um alerta sobre “Desafios na implementação de refrigerantes de baixo GWP no Brasil”, mencionando barreiras como infraestrutura, custo e capacitação técnica.

“Globalmente, a indústria de HVAC-R é incentivada a diminuir o uso de refrigerantes tradicionais devido ao seu alto GWP, que contribui significativamente para o aquecimento global. O Protocolo de Kigali, uma emenda ao Protocolo de Montreal, exige uma redução substancial na utilização destes gases até 2030. Para o Brasil, a adesão a este protocolo significa necessidades urgentes de adaptação às novas normativas internacionais que promovem um mercado mais sustentável. A transição para refrigerantes de baixo GWP no Brasil é inevitável e essencial para alinhar o país com objetivos globais de sustentabilidade. Enquanto os desafios são consideráveis, as oportunidades para inovar e liderar em eficiência energética e redução de emissões são vastas. Com o apoio governamental adequado através de incentivos fiscais e programas de financiamento, juntamente com um ambiente regulatório claro e estável, o Brasil pode superar esses obstáculos e estabelecer um novo padrão em sustentabilidade ambiental no setor de HVAC-R”, comenta Mario Henrique Canale, presidente da ASBRAV.

No setor industrial, as fabricantes já lideram esse movimento. A Daikin iniciou em Manaus a produção de equipamentos que utilizam o R-32, fluido com GWP até 68% menor que o R-410A. A Midea também investe em linhas com R-32 e em projetos que testam o uso do R-290 (propano), considerado uma solução natural e de baixíssimo impacto ambiental. Já a Copeland oferece compressores e sistemas compatíveis com refrigerantes A2L, CO2‚  (R-744) e R-290, desenvolvidos para aplicações comerciais e industriais de alta eficiência.

Esses avanços colocam o Brasil em sintonia com os compromissos do Protocolo de Kigali, que prevê a redução gradual dos HFCs. No entanto, para consolidar a transição, é indispensável investir na capacitação de técnicos e instaladores, pois o manuseio de novos gases requer normas de segurança, ferramentas específicas e procedimentos de comissionamento adequados.

Grandes fabricantes já oferecem sistemas compatíveis com refrigerantes A2L, CO2‚ (R-744) e R-290, desenvolvidos para aplicações comerciais e industriais


Qualidade do ar interno e saúde

A pandemia reforçou a importância da qualidade do ar interno (QAI) como fator de saúde pública e produtividade. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a ABRAVA têm enfatizado que a QAI deve integrar políticas ambientais e de edificações sustentáveis. Segundo dados da ABRAVA, em ambientes fechados onde passamos cerca de 90% do tempo, a poluição interna pode ser 2 a 5 vezes maior do que a externa. Isso reforça o papel crítico de projetistas, instaladores e técnicos em garantir sistemas bem dimensionados e limpos, com ventilação adequada, filtragem eficiente, controle de umidade, troca de ar e manutenção periódica.

Até recentemente, a Resolução RE 09/2003 da ANVISA era o principal documento que definia padrões referenciais de QAI no país. Contudo, ela foi substituída pela nova ABNT NBR 17.037:2023, que modernizou e ampliou os critérios de avaliação. A norma estabelece parâmetros para contaminantes biológicos, químicos e físicos, além de condições térmicas ideais e taxas mínimas de renovação de ar.

“A publicação dessa norma representa um avanço importante, pois substitui padrões antigos e alinha o Brasil às práticas internacionais de controle de qualidade do ar. A NBR 17.037 dialoga com outras referências, como a NBR 16.401-3, voltada ao projeto e manutenção de sistemas de ar-condicionado central e unitário, e as normas ASHRAE 62.1 e 55, que orientam o conforto térmico e a ventilação adequada em edifícios. Além disso, em 2024 foi sancionada a Lei nº 14.850, que institui a Política Nacional de Qualidade do Ar. Embora voltada principalmente ao ar externo, a legislação reforça a necessidade de monitoramento, divulgação de dados e integração de políticas públicas, o que influencia diretamente os esforços pela melhoria da QAI”, diz Leonardo Cozac, Presidente da ABRAVA.

Essas mudanças normativas refletem uma nova mentalidade no setor HVAC-R. Hoje, não basta climatizar, é preciso purificar, ventilar e monitorar o ar que se respira. Essa evolução tecnológica e regulatória vem acompanhada de desafios, como o custo das medições e adequações, a necessidade de atualização profissional e a substituição de equipamentos antigos por sistemas mais eficientes.

A LG, por exemplo, em sua plataforma de soluções, afirma adotar uma abordagem “digital e ecologicamente correta” e aponta que suas soluções ajudam a “garantir ambientes mais seguros e saudáveis”, com filtros de alta eficiência, monitoramento de qualidade do ar e ventilação térmica otimizada.


Desafios de instaladores e técnicos

Mesmo com equipamentos de ponta e fluidos de baixo impacto, se a instalação for inadequada, a manutenção negligente ou os controles inexistentes, o ganho se perde. Entre os desafios destacados estão:

– Capacitação técnica para os novos refrigerantes (manuseio, instalação, segurança) e para manutenção de sistemas inverter e de vazamento reduzido.

– Necessidade de projetos bem dimensionados e execução com qualidade (tubulação, isolantes térmicos, carga correta, comissionamento).

– Manutenção periódica que garanta desempenho real, qualidade do ar e vida útil dos equipamentos.

– Conscientização dos usuários finais para optar por soluções de maior eficiência, ainda que com investimento maior.

– Alinhamento regulatório, incentivos fiscais ou programas de apoio para acelerar a substituição de sistemas obsoletos, inclusive em edificações públicas ou industriais.

Adias Sol.Ar estreia na Febrava com foco em relacionamento e negócios

Empresa participa pela primeira vez da feira e aposta em experiências interativas para ampliar presença no setor

A Adias Sol.Ar participará pela primeira vez como expositora na Febrava, que ocorrerá de 9 a 12 de setembro no São Paulo Expo. A presença é parte da estratégia da companhia para ampliar sua atuação e consolidar parcerias no setor de refrigeração e climatização.

O estande da empresa terá atividades interativas, como a Máquina de pegar bonés e a ação “Sequestro Laranja”, que premiará visitantes com um passeio em shopping e R$ 2 mil em compras.

De acordo com Eduardo Bachur, diretor de marketing da Adias Sol.Ar, a participação na feira busca reforçar o relacionamento com clientes e parceiros. “A Febrava é uma vitrine essencial para empresas que querem se consolidar no mercado”, afirmou.

Entre os produtos apresentados estarão o ar condicionado Inverter Cassete da LG e o TCL Fresh In. O espaço contará também com painel de LED interativo, brindes exclusivos e condições especiais para fechamento de contratos.

Segundo a empresa, a meta é fortalecer relacionamentos e se posicionar como parceira estratégica para o setor, oferecendo tecnologia, atendimento e capacidade de entrega.

FEBRAVA 2025 no clima da inovação

Tema da 23ª edição destaca quatro pilares estratégicos: eficiência energética, descarbonização, qualificação técnica e inovação. A proposta é posicionar o setor de HVAC-R frente aos desafios de sustentabilidade e às práticas ESG

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Entre os dias 9 e 12 de setembro, o São Paulo Expo recebe mais uma edição da FEBRAVA – Feira Internacional de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar e de Águas, a maior feira de refrigeração, ar-condicionado, ventilação, aquecimento e tratamento de ar da América Latina. Com expositores nacionais e internacionais, congressos técnicos, lançamentos exclusivos e experiências interativas, a 23ª edição promete ser a mais tecnológica e diversificada da história. A feira terá um espaço 25% maior do que a edição anterior, atraindo cerca de 25 mil visitantes, consolidando-se como o maior evento do HVAC-R, segundo anunciado durante o lançamento oficial da FEBRAVA, em julho último.

Entre as novidades divulgadas estão dois novos pavilhões: o Water Treatment Expo – um pavilhão completamente voltado ao tratamento e qualificação de águas industriais, com exposições específicas, conteúdo técnico e rodada de negócios dedicada; e o Smart Heat Expo – novo espaço inteiramente dedicado a soluções de aquecimento (industrial, comercial e residencial), com expositores especializados, painéis técnicos e oportunidades de networking.

De acordo com a RX, organizadora do evento, a feira reunirá mais de 600 marcas expositoras, incluindo 14 estreantes apenas nos dois novos pavilhões, além de contar com a participação inédita de diversas marcas, entre outras que vêm para o evento pela primeira vez. A feira também celebra o retorno de grandes players, reafirmando como vitrine estratégica para empresas que desejam expandir sua atuação no mercado.

“A Febrava 2025 marca um novo capítulo para o setor. Estamos ampliando a feira em todos os sentidos: mais espaço, novas marcas, o retorno de grandes players, conteúdo ainda mais robusto e inúmeras oportunidades de negócios. São mais de mil metros quadrados adicionais de área de exposição, o que possibilitou a criação dos novos pavilhões – uma expansão necessária para atender à demanda do mercado. Vamos destacar soluções que realmente impulsionam a eficiência energética, a qualificação técnica e a sustentabilidade em toda a cadeia produtiva”, destaca Tatiana Rassini, gestora da Febrava.

O otimismo em relação à edição deste ano também se reflete nos números já conquistados até aqui: além de todos os espaços de exposição já comercializados, o credenciamento de profissionais está 45% acima do registrado na edição anterior, até o momento do fechamento desta matéria.

“A participação de tantas marcas relevantes reforça a confiança do mercado na FEBRAVA. A cada edição, fortalecemos nosso papel como motor de negócios e tendências para o setor. Este ano, os números comprovam que estamos diante da maior e mais promissora edição da nossa história”, afirma Tatiana.

Outra novidade é a Febrava Rio 2026, que será realizada de forma alternada com São Paulo, sempre nos anos pares, que acontecerá no Riocentro, de 6 a 8 de outubro de 2026, com um perfil mais voltado à indústria e à gestão de processos, com foco em soluções aplicadas à realidade dos grandes complexos industriais da região.

“Nosso objetivo é expandir a capilaridade da Febrava, aproximando a feira do público de profissionais da indústria altamente qualificados no eixo Rio–Vitória–Minas”, ressalta. “Queremos oferecer uma edição que atenda às necessidades e características específicas do setor na região, sem perder a abrangência e a autoridade da Febrava para a América Latina”, completa.

Visita organizada

A FEBRAVA 2025 será, mais uma vez, uma vitrine das tendências e tecnologias do setor de HVAC-R. Planejar sua visita com antecedência é a chave para aproveitar tudo o que a feira tem a oferecer: conhecimento técnico, networking, inovação, oportunidades comerciais e muito conteúdo relevante. Pensando no visitante profissional como técnicos, engenheiros, projetistas, instaladores, compradores e tomadores de decisão, este guia completo antecipa os principais pontos para uma visita organizada e produtiva. Com este guia em mãos, o visitante terá uma experiência completa, fluida e produtiva, seja para buscar conhecimento, fechar negócios ou descobrir as novidades que vão moldar o futuro do setor.

A primeira dica é se cadastrar antecipadamente pelo site oficial da FEBRAVA. O credenciamento gratuito já está disponível e é exclusivo para profissionais do setor, o que garante economia de tempo e acesso. Já os combos com acesso ao Congresso e cursos técnicos partem de R$ 250. A organização recomenda imprimir a credencial ou utilizar a versão digital interativa pelo aplicativo oficial, que ainda oferece notificações de última hora e o agendamento de atividades.

Para se organizar melhor e desfrutar de uma visita produtiva, o mapa oficial da feira publicado neste Guia, traz a planta completa dos pavilhões do São Paulo Expo, além da localização dos estandes, áreas de descanso, banheiros, saídas de emergência, auditórios e pontos de alimentação.

O São Paulo Expo oferece também uma boa infraestrutura de alimentação e transporte para os visitantes. Para se alimentar durante o evento, haverá uma ampla praça de food trucks localizada no Pavilhão Verde, com opções variadas, desde lanches e porções (com preços entre R$ 25 e R$ 55) até sucos naturais, cafés e pratos executivos. No Pavilhão Azul, dois restaurantes oferecerão refeições com valores que variam entre R$ 45 e R$ 60. Também estarão disponíveis cafeterias e bares rápidos em diversos pontos da feira, com cafés especiais (a partir de R$ 10) e bebidas energéticas (até R$ 15).

No que diz respeito ao transporte, o São Paulo Expo, que fica localizado na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Jabaquara, zona sul da cidade de São Paulo, oferece acesso facilitado para diferentes modais. Para quem vem de metrô, a linha mais próxima é a Azul (Jabaquara), de onde é possível seguir até o São Paulo Expo de ônibus (linha 605A-10) ou por transfer gratuito, que estará disponível em horários regulares e com pontos ainda a serem confirmados pela organização. Também haverá vans gratuitas partindo da Estação Santo Amaro (linha 5-Lilás), com saídas a cada 30 minutos — essa opção é especialmente útil para os visitantes que vêm da zona sul e centro expandido da cidade.

Vai de transporte público? Confira todas as informações aqui.

Para quem opta por transporte individual, o estacionamento oficial do São Paulo Expo estará disponível com valor médio de R$/ 80 por dia, e há ainda estacionamentos privados no entorno, com diárias que variam entre R$ 70 e R$ 90.

Programação técnica

A programação técnica da FEBRAVA é um dos grandes atrativos. O XIX CONBRAVA – Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar, que acontece de 10 a 12 de setembro, das 8h00 às 18h00, trará como tema “Os desafios das mudanças climáticas”, com painéis e palestras de especialistas do Brasil e do exterior, tratando de temas como sustentabilidade, tecnologias emergentes, transição para soluções de baixo carbono, qualidade do ar interior, novos refrigerantes, digitalização de sistemas, integração com plataformas IoT e regulação do setor. Todas as palestras serão ministradas no andar superior, nas Salas 203 A, B, C e D e reunirão 450 palestrantes. Confira a programação completa, valores e categorias de inscrição em www.conbrava.com.br/programacao/

Além do congresso, acontece o XXV ENPC – Encontro Nacional de Projetistas e Consultores. Organizado pelo Departamento Nacional dos Projetistas e Consultores da ABRAVA. O evento acontece dias 8 e 9 de setembro, no andar superior do São Paulo Expo. Confira aqui a programação completa, valores e categorias de inscrição.

Os estandes também serão palco de palestras e ativações. Empresas já anunciaram sessões técnicas com engenheiros convidados e especialistas da área. Entre as ações, terão demonstrações ao vivo de programação de controladores e sistemas supervisórios, aplicações práticas de compressores inverter em refrigeração comercial e minipalestras técnicas.

Já a tradicional Rodada Internacional de Negócios acontece nos dias 10 e 11 de setembro, das 9h às 16h, em área reservada ao lado do auditório do Congresso. A atividade é promovida pelo Programa Abrava Exporta, uma parceria entre a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e oito empresas compradoras da Argentina, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai já confirmaram presença. Para participar, é necessário realizar o pré-cadastro no site da feira até o dia 31 de agosto, preenchendo um formulário com dados da empresa e áreas de interesse. A organização realiza o cruzamento entre os perfis dos visitantes e os expositores, agendando reuniões de 30 minutos que podem resultar em parcerias comerciais, vendas técnicas ou acordos de distribuição. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

E por fim, dia 11 de setembro, das 9h00 às 12h00, no andar superior, acontece o VI Encontro Nacional de Mulheres do Setor de AVAC-R. Organizado pelo Comitê de Mulheres da ABRAVA, o evento reunirá profissionais do setor de climatização e refrigeração para discutir temas relacionados à atuação feminina, equidade de gênero e desenvolvimento profissional nesse mercado. O encontro tem como objetivo promover a troca de experiências, o networking e a disseminação de conhecimentos entre as mulheres que atuam no setor.

Vale lembrar que os eventos paralelos possuem inscrições independentes, mas é necessário estar credenciado na FEBRAVA para acesso.

Ilhas temáticas

Nessa edição, a Febrava contará com 4 Ilhas Temáticas, espaços dedicados para apresentação de soluções sobre diferentes temas. Uma verdadeira “Startup Zone” com empresas e entidades que demonstrarão as inovações em equipamentos e sistemas aplicados, com diversas marcas e seus cases de sucesso.

– Ilha do Ar Condicionado: Exposição de automóveis leves e pesados e apresentação de palestras e processos sobre a cadeia do AC Automotivo.

– Ilha da Cadeia do Frio: Demonstração de equipamentos dentro das várias etapas da cadeia do frio, desde a sua criação, uso com sua aplicação, frigorífico, estocagem, transporte e distribuição, sendo que todos os equipamentos estarão funcionando e integrados.

Ilha do Senai: Focada no ensino técnico profissionalizante, o SENAI traz atividades e equipamentos de seus cursos de formação. Espaço para aprimorar seus conhecimentos com várias palestras ao longo do evento.

Ilha de Formação Profissional FATEC: Um espaço com demonstração de projetos práticos desenvolvidos pelos alunos de cada curso da Fatec, além de exposição de uma carreta didática, focada em refrigeração e climatização.

Estrutura expositiva

Em termos de estrutura expositiva, a FEBRAVA 2025 trará uma grande diversidade de estandes, com metragens que vão de 9 m² a 600 m². O maior estande será da Elgin, que ocupará uma área de destaque com auditório interno, showroom climatizado e espaços de convivência. Já o menor estande será ocupado por uma startup brasileira que desenvolve sistemas de automação predial com base em inteligência artificial — uma mostra da pluralidade de perfis presentes na feira. Muitos estandes trarão diferenciais como lounges interativos, simulações em realidade aumentada e áreas de capacitação in loco.

Dentre as principais marcas parceiras, destacamos: Agetherm, Ageon, Agratto, Agraz, Ar da Terra, Armstrong, Bitzer, Brasil Soldas, Carel, Coel, Copeland, Chemours,  Daikin, Danfoss, Dufrio,  Elgin, Elitech, Embraco, Epex, Evacon, Every Control, Forming Tubing, Frigelar, Friopeças, Friven, Fujitsu,  Full Gauge, Gallant, Gatti Química,  GREE, Grupo Frionel, Harris Soldas, Hisense, Honeywell,  Hulter,  Industrias Tosi, LG, Leveros, Mastercool, Metálurgica Alado, Metálurgica VR, Midea Carrier,  Multivac, MBO Brasil, Óleo Montreal Canadense,  Pescan,  Philco, Powermatic, Projelmec, Quimital,  RAC Brasil,  Rocktec, Rothenberger  Royalstar, RLX, Samsung, Sanhua, Serraf, Tecumseh, Termomecanica, Testo,  Trox, TCL Semp, Ziehl Abeeg.

Experiências interativas
Pela primeira vez, o público da Febrava poderá participar ativamente da escolha dos produtos com o Selo Inovação. Entre os vencedores, os visitantes votarão naquele que mais se destacou, ampliando a interação e valorizando a opinião dos profissionais do setor. O Selo reconhece expositores e marcas que apresentam produtos, serviços ou tecnologias com alto grau de inovação e impacto positivo no setor, moldando o futuro da indústria. Para facilitar a visitação, uma rota especial será demarcada, destacando os estandes das empresas participantes. A iniciativa conta com uma mostra exclusiva dentro da feira, reunindo as soluções mais inovadoras apresentadas pelos expositores. Além disso, você poderá seguir uma rota especial para visitar os estandes das empresas participantes e conferir de perto os produtos premiados com o selo.

Dentre as empresas vencedoras estão: AcquaBios (estande I30), Armacell (estande F55), Coel (estande D76), Conforlab (estande L10), Copeland (estande F74), Chemours (estande C52), Danfoss (estande E76), Delta Frio (estande C99), Ecoquest (estande J11), Elgin (estande E20), Ludufix (estande E119), Embraco (estande D74), Neo Estech (estande B97), Every Control Solutions (estande J56), Fujitsu- Airstage (estande D10), Full Gauge Controls (estande F32), Indústrias Tosi (estande G74), Mayekawa (estande E97), Mercato Automação (estande E52), Parker (estande C118), Rac Brasil (estande C74), Powermatic (estande B42), Sicflux (estande H10), Slic (estande J54), Suryha (estande E120), Tecumseh (estande F75), Texa (estande F124), Trox (estande E74), Ziehl Abegg (estande B52).

Os estandes também serão palco de experiências interativas, palestras e ativações

Já o Prêmio Nelson Baptista chega à sua 2ª edição com três categorias: Produto Destaque para o visitante, Destaque na Captura de Leads e Personalidade do Setor.

– Produto Destaque para o Visitante: Os visitantes da feira poderão escolher e votar, dentre os produtos da Mostra Selo Inovação 2025, a solução que mais se destacou e acelerar o desenvolvimento do ecossistema de HVAC-R.

– Destaque na Captura de Leads: O expositor que obtiver o maior volume de contatos coletados, via leitura do QRCODE de credenciais de visitantes, durante a realização da Febrava, receberá o troféu de vencedor.

– Personalidade do Setor : Homenagem ao profissional que mais se destacou pelos serviços prestados ao setor de HVAC-R, eleito por votação dos membros da Comissão Febrava, composta por entidades, especialistas e marcas atuantes no mercado.

O prêmio leva o nome de Nelson Baptista, que dedicou mais de 45 anos ao desenvolvimento do setor e à consolidação da Febrava como principal ponto de encontro de grandes marcas e especialistas. A cerimônia de premiação acontece no dia 12/09, às 15h00, próximo à entrada da feira.

Sinergia e networking

A 23ª edição da Febrava acontece simultaneamente à FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, no São Paulo Expo, possibilitando visitação cruzada entre os dois eventos e ampliando ainda mais as oportunidades de networking e geração de negócios para os participantes.

A Revista do Frio estará presente com estande próprio número #K57, juntamente com o Clube do Frio, que transmitirá ao vivo lives, entrevistas e experiências com convidados do setor, incluindo fabricantes, instaladores e representantes de entidades, além de visitas aos estandes parceiros.

Programação técnica com painéis e palestras reunirá especialistas do Brasil e exterior

Programação CONBRAVA

10/09/2025 – 1º Dia

Auditório Principal

  • 09:10 – 09:50 | PALESTRA MAGNA ASHRAE – Mr. Bill McQuade
  • 09:50 – 10:05 | Avaliação do Risco de Transmissão de Doenças pelo Ar em um Ambiente Confinado – Paolo Maria Tronville
  • 10:05 – 10:20 | Análise Experimental e Numérica da Qualidade do Ar Interior para Avaliar Sistemas de Ventilação Inteligente – Andressa Maria Campos de Melo; Diego Barreto Pedroso Simões; Marcos Batistella Lopes; Nathan Mendes.
  • 10:20 – 11:35 | Aplicação de Simulações CFD para Análise de Sistemas de Ventilação e Condicionamento de Ar em Instalações Laboratoriais com Riscos Ocupacionais – Nathalia Cris da Silva; Cristiana Gomes do Nascimento; Dirce Pereira; Bruno Perazzo Barbosa;
  • 11:55 – 11:10 | Desafios e Perspectivas na Implementação da Norma NBR 7256 em Hospitais Universitários Federais – Marcelo Espinheira Cravo de Carvalho; Cássia Resende da Silva Vitorino; Eliandro Barbosa Aguiar
  • 11:10 – 12:50 | Mesa-Redonda de Qualidade do Ar de Interiores – Coordenadores: Antonio Luis de Campos Mariani e Arthur Aikawa – Painelistas: Celso Simões Alexandre, Gilberto Natalini e Paulo Tronville
  • 14:00 – 14:15 | Conheça as Visões de Futuro do Setor AVACR –
  • 14:15 – 14:30 | A influência da Legislação Brasileira sobre a Qualidade do Ar de Interiores – Arnaldo Parra
  • 14:30 – 14:45 | Análise da Mudança de Parâmetros da Norma Brasileira NBR16401 – Parte 3, Qualidade do Ar Interior – Antonio Luís de Campos Marian; Felipe Florencio Jordão; Arthur Sequeira Aikawa; Luiz Ricardo de Souza Cruz
  • 14:45 – 15:00 | Desempenho Térmico de Sistemas Self Contained: Análise de Convecção e Eficiência Térmica – Fabio da Silva Ferreira; Flávio Gomes de Macedo
  • 15:00 – 15:15 | Levar o Bulbo úmido para a tomada de decisões em HVAC-R – Alexandre F Santos; Daiane Busanello; Gustavo Lira; Fabio Ferreira; Kantsy Cordeiro Santos
  • 15:15 – 15:45 | CO2 (R-744): Um caminho sem volta – Daniel Gustavo Wissmann Becker, Full Gauge Controls
  • 16:05 – 16:35 | Soluções em Bomba de Calor que promovem a Descarbonização – Ryohei Hinokuma, Daikin
  • 16:35 – 17:15 | Mudanças Climáticas: O AVACR como parte da solução – Natalia Lôbo, Midea Carrier
  • 17:15 – 17:45 | Aquecimento sem Ar: A Engenharia do Conforto Invisível e Silencioso – Cezar A. N. Anderle, Guv Aquecimento

Sala 203 A

  • 09:50 – 10:05 | Monitoramento Automatizado do Acúmulo de Gelo em Evaporadores de Câmaras Frias: Estudo Experimental Baseado na Análise de Imagens e Sensores – Renata Dias da Silva; Gustavo de Novaes Pires Leite; Kamila Fernanda Ferreira da Cunha Queiroz; Kilvio Alessandro Ferraz; Alvaro Antonio Ochoa Villa
  • 10:05 – 10:20 | Soluções Sustentáveis para Data Centers: Eficiência Energética e Redução de Impactos Climáticos em Sistemas AVACR no Brasil – Otavio Rocha Lino
  • 10:20 – 10:35 | Simulação CFD como Ferramenta para o Projeto de Difusão de Ar em Data Centers – João Manoel Dias Pimenta; Lucas Cavalcante Magalhães; Marco Aurélio Ceylão de Meneses Silva
  • 10:55 – 11:10 | Análise de Hábitos de Consumo na Eficiência Energética de Equipamentos de Refrigeração e Climatização em Santa Cruz – RN – Rodolfo Albuquerque Buarque de Assunção; Thales Augusto de Oliveira Ramos
  • 14:00 – 14:15 | Conheça as Visões de Futuro do Setor AVACR
  • 14:15 – 14:30 | Descarbonização do Ar Função Adicional nos Sistemas de HVAC – Domenico Capulli
  • 14:30 – 14:45 | Conexões entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ESG e a Área HVAC-R – Alexandre F Santos; Marcia Cristina Oliveira; Daiane Busanello; Nélson dï Souza Mendes; Sariah Ester Torno Mourão; Eliandro Barbosa de Aguiar; Gustavo Lira; Kantsy Cordeiro
  • 14:45 – 15:00 | Avaliação da Influência da Localização de Torres de Resfriamento nos Parâmetros de Calor Rejeitado e Potência Requerida – Kelvin Cruz de Oliveira; Luis Gabriel Guanabara Keler Gesteira; Antônio Gabriel Souza Almeida
  • 15:00 – 15:15 | Resiliência Climática para Sistemas HVACR: Estratégias ESG e Adaptação em Edifícios Corporativos – Daniel Alves Pedrozo

Sala 203 B

  • 09:50 – 10:05 | Técnicas de Condicionamento Passivo para Eficiência Energética e Conforto Térmico – Arthur Ferro Costa Santos
  • 10:05 – 10:20 | Desempenho Energético de um Sistema PV/T com Chiller de Absorção para Climatização Sustentável em Recife – Álvaro Antonio Ochoa Villa; Lucas Freire da Luz Melo; José Ângelo Peixoto da Costa; Alvaro Augusto Soares Lima; Ednaldo Evangelista de Lacerda Júnior
  • 10:20 – 10:35 | Eficiência e Consumo de Sistemas de Climatização em Escritórios: Um Estudo Comparativo por Simulação Energética – Anderson Antonio Ubices de Moraes; Paulo Balduino Flabes Neto; Leandro Ribeiro Alves; Guilherme Azevedo Oliveira
  • 10:55 – 11:10 | Mulheres na Refrigeração: Inclusão, Desafios e Oportunidades em um Setor Essencial – Daiane Busanello; Márcia Cristina de Oliveira Fernandes Santos; Melanie Cordeiro; Kantsy Cordeiro; Janaína dos Santos Costa Negrini; Cristiane Rebello Di Rienzo; Letícia Jenisch Rodrigues; Maria Inez da Luz Gomes
  • 14:00 – 14:15 | Conheça as Visões de Futuro do Setor AVACR
  • 14:15 – 14:30 |  Soluções de Climatização de Alto Desempenho para o Edifício Experimental LABZERO na Universidade de Brasília – Amanda Oliveira de Moura; Michele Miriam Vargas Vieira; João Manoel Dias Pimenta
  • 14:30 – 14:45 | Benefícios na Utilização de Tubulações Termoplásticas no Retrofit de instalações HVAC – Eduardo Zoega Marotti
  • 14:45 – 15:00 | Life Cycle Refrigerant Managment – Roberto de Aguiar Peixoto; Thiago Pietrobon
  • 15:00 – 15:15 | – Cobertura Fotovoltaica como Estratégia para Redução de Carga Térmica e Consumo Energético em Edificações Educacionais – Anderson Antonio Ubices de Moraes; Paulo Balduino Flabes Neto; Leandro Ribeiro Alves; Guilherme Azevedo Oliveira

11/09/2025 – 2º dia

Auditório principal

  • 09:00 – 09:40 | Balancing Affordability with Sustainability – Michael Lagiglia, AHRI
  • 09:40 – 09:55 | Otimização Energética Através de Ensaios e Simulação Computacional CFD em Chiller de Condensação a Ar – Christyam Alcantara Paulo da Silva; Jorge Osvaldo Zato; Matheus Giovani Tarocco
  • 09:55 – 10:10 | Análise Comparativa através da Simulação de Sistemas HVAC em Salas de TMO: Consumo de Energia e Pegada de Carbono – Fernando Dutra Del Castillo; Emiliano José Pinto da Rocha
  • 10:10 – 10:25 | Eficiência e Sustentabilidade na Construção Civil: O Papel do R-32 na Redução das Emissões – Lucas de Souza; Caroline Rodriguez Vaz; Susan Thiessen; Joel Boeng
  • 11:45 – 11:00 | Eficiência Energética: Uma Análise Comparativa em Sistemas de Bombeamento – Edivaldo do Carmo Blanco; Camila Pimenta
  • 11:00 – 12:40 | Mesa-Redonda de Eficiência Energética – Coordenador: José Carlos Felamingo – Painelistas: Francisco Pimenta, José Maria Saiz Jabardo, Luiz Moura, Paulo Kanayama
  • 14:00 – 15:40 | Mesa Redonda Clima em Transformação: COP30, uma Oportunidade para o AVACR – Coordenador: Thiago Pietrobon – Painelistas: Charles Domingues, ABRAVA; Marcia Oleskovicz, ABDI; Pedro Nogueira, Grupo raia Drogasil; Prof. Roberto Peixoto, Instituto Mauá de Tecnologia
  • 15:40 – 16:10 | Distribuição Adequada do Ar: Um fator essencial (e muitas vezes negligenciado) para a Qualidade do Ar Interior em tempos de Mudanças Climáticas – Carlos Raimo, TROX
  • 16:30 – 17:00 | Como aplicar Tecnologias para entregar a Performance esperada em Projetos de Alta Eficiência – Giancarlo Delatore e Carlos Camargo, TRANE
  • 17:00 – 17:30 | Desafios na fabricação e manutenção de Equipamentos de AC com Fluidos Refrigerantes de Baixo GWP – Marcos Santamaria, Indústrias TOSI

Sala 203 A

  • 09:40 – 09:55 | Comparative Analysis Of CO2 Concentration Trends: Simulated Virtual Environments Vs. Experimental Measurements – Luis Gabriel Guanabara Keler Gesteira; Joilson do Rosário Silva;
  • 09:55 – 10:10 | Ensaios Não Destrutivos em Sistemas de Refrigeração – Marcio Coelho do Nascimento
  • 10:10 – 10:25 | Técnicas de Condicionamento Passivo para Eficiência Energética e Conforto Térmico – Arthur Ferro Costa Santos
  • 11:45 – 11:00 | Tabela de informação para saber quais dados climáticos devem ser utilizados para dimensionamento de carga térmica – Alexandre F Santos

Sala 203 B

  • 09:40 – 09:55 | Utilização de Geotermia em Resfriamento de Data Center: Racionalização Energética e do Uso de Água – Rafael Pinto de Almeida
  • 09:55 – 10:10 | Prototipagem de Sistema de Resfriamento Evaporativo Indireto: Resultados e Implicações Ambientais – Alexandre F Santos
  • 10:10 – 10:25 | Reutilização Da Umidade Condensada Para Melhoria De Performance De Condicionadores De Ar – Antonio Gabriel Souza Almeida
  • 10:45 – 11:00 | Sistemas SWAC como solução de descarbonização: Projeto de um sistema SWAC para Fernando de Noronha – João Manoel Dias Pimenta

12/09/2025 – 3º Dia

Auditório Principal

  • 09:00 – 09:40 | Excelência Construtivo e Estanqueidade em Dutos de Ar – João Carlos Correa da Silva, SMACNA
  • 09:40 – 09:55 | Estudo Comparativo de Performance entre os Fluidos R-410A e R-32 Aplicados em Sistemas de Ar Condicionado Split em Cidades com Clima Tropical Úmido – Antonio Gabriel Souza Almeida
  • 09:55 – 10:10 | Sustentabilidade e Eficiência Energética na Climatização da Biofábrica da Wolbito do Brasil S.A.: Uma Abordagem ESG Integrada – Aluscka Aretuza Vieira Silva
  • 10:10 – 11:45 | Avaliação de Conformidade para Pureza e Balanceamento de Fluídos Refrigerantes Disponíveis no Mercado Nacional, conforme Norma AHRI 700 – Stella Fernandes Marin
  • 10:45 – 12:45 | Mesa-Redonda Fluidos Refrigerantes – Coordenadores: Roberto Peixoto, Instituto Mauá de Tecnologia e Maria Celina Bacelar, JCI Hitachi – Painelistas: Ana Paula Leal, PNUD; Edgard Soares, PNUD; Frank Amorim, MMA; Filipe Colaço, Recigases e ABRAVA; Sandro Germano, LessEnergy; Thiago Pietrobon, Ecosuporte e ABRAVA
  • 14:00 – 15:40 | Mesa-Redonda de Tratamento de Água – Coordenador: Anderson Doms e Diego Freitas – Painelistas: Charles Domingues, ABRAVA; Geraldo Magella, JAM Engenharia; Paulo Pozzobon, Copacabana Palace; Prof. Dr. José de Ribamar Oliveira Filho, CFQ; Marcos Bensoussan, Setri Consultoria

Sala 203 A

  • 09:40 – 09:55 | Híbrido para o Transporte Refrigerado – Sustentabilidade Lucrativa – Eduardo Dória
  • 09:55 – 10:10 | Estudo da Influência da Envoltória de Câmaras Frias na Carga Térmica e Consumo de Energia – João Manoel Dias Pimenta
  • 10:10 – 11:25 | Eficiência Energética e Impacto Ambiental de Sistemas de Refrigereção Operando com Compressor de Velocidade Variável – Maria Eduarda Teodoro Dantas

Sala 203 B

  • 09:40 – 09:55 | A importância da Gestão Hídrica para o Correto Dimensionamento de Programa de Tratamento de Águas e sua Contribuição para Melhoria de Eficiência Energética para Sistemas AVACR, atendendo as Melhores Práticas ESG – Carlos Eduardo Carneiro Kurlbaum
  • 09:55 – 10:10 | Benefícios do monitoramento contínuo dos indicadores de qualidade da água em sistemas de refrigeração de condensação à água com foco na eficiência energética – Rodrigo Ferreira dos Santos
  • 10:10 – 10:25 | Despoluição Sustentável de Rio utilizando Oxidação Eletroquímica e Energia Renovável – Naely de Medeiros Silva

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PROGRAME-SE

FEBRAVA 2025

Data: 09 a 12 de setembro de 2025

Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – São Paulo/SP)

Mais informações: www.febrava.com.br

Mapa da FEBRAVA 2025

CentralAr.com abre franquia em Ipatinga e amplia presença em Minas

Empresa de ar-condicionado inaugura sexta loja física e prevê mais de 200 unidades em cinco anos

A CentralAr.com, especializada em vendas de aparelhos de ar-condicionado no comércio eletrônico brasileiro, inaugura no dia 14 de agosto uma unidade franqueada em Ipatinga (MG). A loja, com 90 m², será comandada por Joesley de Almeida Silva e Luciane Barros de Arruda e oferecerá produtos e serviços como instalação e manutenção de equipamentos.

A marca, há 35 anos no mercado, já possui franquias em Araçatuba e Itu (SP), Itumbiara e Goiânia (GO) e no Rio de Janeiro (RJ). O plano da empresa prevê alcançar mais de 200 lojas físicas no país em até cinco anos.

No modelo de franchising, as unidades variam de 50 m² a 150 m², com investimento inicial a partir de R$ 75 mil e taxa de franquia de R$ 15 mil. O retorno estimado é de seis meses, e não há necessidade de manter estoque físico. Entre as marcas vendidas estão LG, Agratto, Midea Carrier, Consul, Daikin, Fujitsu, Gree, Elgin, Samsung, Hitachi, Electrolux, Philco e Ventisol.

O suporte ao franqueado inclui treinamento, orientação na escolha do ponto, contratação de equipe, convenções, mentoria, softwares de gestão, acompanhamento de metas, lançamento de produtos, assistência técnica, contábil, administrativa e jurídica, além de ações de marketing e apoio para vendas online.

A CentralAr.com afirma que a abertura de lojas físicas amplia o alcance junto ao consumidor final e mantém a estratégia de diversificação de canais de venda.

Capacitação presencial no HVAC-R ganha força com troca de experiências

Mesmo com a ascensão dos formatos digitais, empresas do setor apostam em road shows e eventos presenciais para fortalecer laços, compartilhar conhecimento técnico, ampliar o networking e gerar novas oportunidades de negócios

 Em tempos de webinários, videoaulas e realidade aumentada, pode parecer contraditório que empresas do setor de refrigeração e climatização estejam apostando em treinamentos e eventos presenciais. Mas essa é uma realidade cada vez mais visível no mercado de HVAC-R, onde o relacionamento próximo, a troca de experiências e o contato direto com os produtos continuam sendo fatores determinantes para o sucesso de vendas, parcerias e inovações.

De Norte a Sul do Brasil, empresas oferecem treinamentos técnicos, tanto presenciais como online, para seus clientes, distribuidores e parceiros, com foco em seus produtos e soluções. Esses treinamentos visam aprimorar a expertise técnica e o conhecimento dos profissionais, garantindo que possam oferecer suporte eficiente e utilizar as soluções de forma otimizada.

Empresas como a Embraco (marca da Nidec Global Appliance), Johnson Controls-Hitachi, Elgin, Danfoss, entre outras, estão promovendo treinamentos, caravanas técnicas e circuitos de capacitação presencial. As ações não apenas fortalecem o relacionamento com instaladores, distribuidores e técnicos, mas também cumprem um papel estratégico: ouvir quem está na linha de frente, entender suas necessidades e promover a atualização constante do mercado em um setor altamente técnico e regulado.

Também grandes distribuidores como a Dufrio, Eletrofrio, Frigelar e muitos outros, realizam eventos de capacitação técnica com fabricantes, parceiros, OEMs (Fabricantes de Equipamento Original), clientes e usuários finais.

A retomada dos encontros presenciais

Após o isolamento provocado pela pandemia da Covid-19, os eventos presenciais voltaram com força, impulsionados por uma necessidade latente de reconexão humana.

No setor HVAC-R, essa retomada ganhou contornos ainda mais importantes. “O técnico precisa ver, tocar, experimentar. É assim que ele adquire confiança para indicar e instalar uma tecnologia. Vemos isso durante a Caravana da Elgin, que percorre várias regiões do país”, resume a equipe de marketing da Elgin. Segundo a equipe, apesar dos avanços nos treinamentos online, o presencial ainda tem um valor imensurável. “Um vídeo pode mostrar o funcionamento de um compressor, mas é no evento técnico que o profissional vê como ele se comporta, como se instala, quais são os diferenciais reais”, afirma.

Outra avaliação positiva é da Fujitsu General do Brasil. “A Fujitsu sempre investiu em treinamentos e vem promovendo, cada vez mais, sua participação em eventos compartilhando informações sobre os produtos, os cuidados para fazer uma boa escolha ao comprar um ar-condicionado e cuidados necessários para a realização da instalação e manutenção com um profissional especializado.  Vemos com bastante importância a necessidade de termos profissionais capacitados. Recentemente, tivemos o recém lançamento de nosso centro de treinamento, que dobrou de espaço para que possamos atender um número maior de profissionais, desenvolvendo os profissionais do mercado de climatização, aprimorando suas habilidades e conhecimentos para que aprendam na prática e possam desempenhar suas funções de maneira mais eficiente. Além disso, esse contato direto ajuda a criar uma relação de confiança e proximidade com eles e nossa marca”, explica Leandro Medeiros, coordenador na área técnica da Fujitsu.

Eventos presenciais são impulsionados por uma necessidade de reconexão humana

Road shows: o Brasil na estrada

A Weg tem promovido treinamentos técnicos e demonstrações itinerantes de seus motores e inversores de frequência voltados ao setor de refrigeração e climatização. A estratégia mira desde grandes centros até cidades de médio porte, com foco em atualização profissional e aproximação com o mercado instalador.

A Nidec, por meio da Embraco, intensificou a realização de eventos técnicos em parceria com distribuidores regionais. “Nossa missão é estar onde o instalador está, levando conteúdo técnico de alto nível, com foco em eficiência energética, novas tecnologias e boas práticas”, explica Murilo Augusto Moreira Favaro, Gerente de Marketing e Planejamento Estratégico da Nidec. A empresa também oferece treinamentos específicos para seus funcionários, como parte de seus programas de desenvolvimento e capacitação.

Já a Johnson Controls – Hitachi realizou em 2024 uma série de eventos presenciais para apresentar suas soluções em sistemas VRF e chillers, reforçando a rede de relacionamento com engenheiros e especificadores.

Outro exemplo é o programa “Capacita Frio” – Treinamento de Refrigeração Aplicada da Danfoss, que percorreu vários estados promovendo treinamentos presenciais sobre válvulas de expansão, controladores e refrigerantes naturais.

Visibilidade e negócios

Entre as iniciativas que mais cresceram nos últimos anos está o Circuito dos Instaladores, evento itinerante que conecta marcas líderes a instaladores e técnicos em diversas regiões do país. Com foco técnico-comercial, o circuito é um espaço de aprendizado, demonstração de produtos e networking qualificado.

Para os patrocinadores, o retorno vai além da exposição da marca.

A Indústrias Tosi, tradicional fabricante nacional, vê valor técnico e institucional: “Participar do Circuito dos Instaladores nos proporciona um contato direto com quem realmente decide na ponta. O técnico precisa confiar no produto e na empresa — e essa confiança só nasce com a proximidade”, afirma Patrice Tosi, diretora da Indústrias Tosi.

Outras marcas que participam do Circuito também avaliam positivamente a estratégia. Para a Fujitsu, o evento fortalece a conexão com os instaladores: “Um dos maiores retorno em estar no Circuito dos Instaladores é a proximidade de nossa marca junto aos nossos parceiros instaladores. O evento é muito rico para o setor, pois incentiva o aprendizado, além disso, temos oportunidade de escutar nossos parceiros instaladores e esclarecer eventuais dúvidas”, diz Leandro Medeiros.

Já para a LG, os encontros reforçam a imagem de inovação com suporte técnico forte. “A LG se posiciona como marca de ponta, mas queremos também mostrar que estamos presentes, oferecendo treinamento e apoio técnico através do Esquadrão LG sempre presente em várias praças e o Circuito é perfeito para isso”, afirma Carlos Djones, do Esquadrão LG e palestrante.

Representando a Hisense, Ítalo Trindade, trade marketing, destaca: “Além de promover nossos produtos, entendemos de forma direta o que o mercado precisa. Esse retorno é essencial para ajustes em comunicação e até desenvolvimento de novos modelos”.

Para a Mastercool, fabricante de ferramentas e equipamentos para HVAC-R, o retorno vem em reputação técnica. “Mostramos soluções que ajudam no dia a dia do instalador, e o reconhecimento vem rápido. O presencial acelera esse processo. Estar em contato com os profissionais que lidam com nossos produtos todos os dias nos permite reforçar nossa credibilidade e escutar melhorias vindas da prática”, diz André Oliveira, diretor da marca no Brasil.

A Pescan, empresa especializada em limpeza e manutenção de componentes, peças e sistemas, vê no Circuito uma oportunidade única. “É onde mostramos nossa linha em campo e entendemos as necessidades reais. Muitos dos nossos novos distribuidores foram conquistados nesses eventos”, afirma Eduardo Cedric Ramos Junior, diretor executivo da Pescan.

Por fim, a Electrolux destaca a importância estratégica do contato direto: “Queremos mostrar nossa linha de splits e soluções de climatização residencial e comercial. O Circuito nos conecta diretamente com quem recomenda e instala os equipamentos, o que tem reflexo direto em vendas”, completa Ana Peretti, que é a VP de Marketing da Electrolux.

A era digital chegou para ficar, mas no setor de HVAC-R, a interação presencial continua sendo um ativo poderoso. Os treinamentos físicos não apenas capacitam: eles criam vínculos, formam comunidades e ampliam o senso de pertencimento dos profissionais ao mercado. Enquanto a tecnologia avança e as plataformas digitais se multiplicam, os encontros presenciais seguem firmes como uma estratégia complementar e indispensável para as marcas que desejam se manter próximas, relevantes e inovadoras no setor de refrigeração e climatização.

Votação do Troféu Oswaldo Moreira começa hoje

Premiação do setor HVAC-R será entregue em 26 de junho, em São Paulo

A votação para o 27º Troféu Oswaldo Moreira (TOM) será aberta nesta quinta-feira (12), a partir das 12h. Promovida pela Revista do Frio e o Clube do Frio, a premiação reconhece empresas, profissionais e iniciativas da cadeia de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração (HVAC-R).

A participação é aberta ao público e poderá ser feita por meio do hotsite oficial.

A cerimônia de entrega está marcada para 26 de junho, em São Paulo. A seguir, a lista com as categorias e os indicados desta edição:

Personalidade do Comércio/Distribuidor em Ar Condicionado e Refrigeração

– Tiziano Filho (Leveros)

– Marcel Souza (Central Ar)

– Daniel M. Prado (Friopeças)

Destaque Comércio de Refrigeração/Distribuidor de Ar Condicionado

– Frigelar

– Climario

– Refricril

Personalidade da Indústria no Setor HVAC-R

– Edson Zimermann (Epex)

– Joana Canozzi (Copeland)

– Gilmar Oliveira (Daikin)

Destaque Comércio/Indústria de Ar Condicionado

– Poloar

– Leveros

– A Dias

Destaque Indústria de Ar Condicionado

– Gree

– TCL

– LG

Destaque Indústria de Refrigeração

– Danfoss

– Brasil Soldas

– Elitech

Refrigeristas, Instaladores e Influenciadores

– Uanderson Aguiar

– Kleber

– Gabriel Pardo

 

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Troféu Oswaldo Moreira anuncia indicados de 2025

Sete categorias compõem a premiação marcada para 26 de junho, em São Paulo.

A organização do Troféu Oswaldo Moreira divulgou os nomes dos indicados à edição de 2025. A premiação, que reconhece profissionais e empresas do setor de refrigeração e climatização, será realizada em 26 de junho, na Casa Itaim, em São Paulo.

Na categoria Personalidade do Comércio/Distribuidor em Ar Condicionado e Refrigeração, os indicados são Tiziano Filho (Leveros), Marcel Souza (Central Ar) e Daniel M. Prado (Friopeças). Já em Destaque Comércio Refrigeração/Distribuidor Ar Condicionado, concorrem Frigelar, Climario e Refricril.

Para a categoria Personalidade da Indústria no setor HVAC-R, foram selecionados Edson Zimermann (Epex), Joana Canozzi (Copeland) e Gilmar Oliveira (Daikin). A categoria Destaque Comércio/Indústria de Ar Condicionado tem como indicados Poloar, Leveros e A Dias.

Na categoria Destaque Indústria de Ar Condicionado, as empresas Gree, TCL e LG disputam o reconhecimento. Em Destaque Indústria de Refrigeração, concorrem Danfoss, Brasil Soldas e Elitech.

A categoria voltada a Refrigeristas, Instaladores e Influenciadores apresenta como finalistas Uanderson Aguiar, Kleber (Milenio) e Gabriel Pardo.

A cerimônia será realizada na Rua Clodomiro Amazonas, 907, bairro Itaim Bibi, em São Paulo.

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Primeira mulher assume franquia da CentralAr.com no RJ

Inauguração reforça presença feminina no setor de climatização, ainda marcado pela predominância masculina

A CentralAr.com, empresa do setor de climatização com sede em Araçatuba (SP), inaugurou sua primeira loja franqueada no estado do Rio de Janeiro. A unidade funcionará no bairro Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da capital fluminense, e será gerida por Elane Menezes, empresária com trajetória no setor.

A presença de mulheres no setor de climatização ainda é minoritária. Segundo Elane Menezes, embora a participação feminina no mercado de trabalho tenha avançado em diversas áreas, a refrigeração segue sendo um espaço predominantemente masculino. “Estamos conquistando nosso espaço”, afirmou.

A rede comercializa equipamentos de marcas como LG, Midea, Fujitsu, Samsung, Consul e Electrolux. Como parte de seu plano de expansão, a empresa prevê alcançar 200 unidades franqueadas nos próximos cinco anos.