Redução da oferta de R-22 exige planejamento de supermercados

Menor disponibilidade do refrigerante preocupa o setor supermercadista, que precisa avaliar equipamentos, controlar vazamentos e planejar investimentos.
A redução gradual da disponibilidade do R-22 preocupa o setor supermercadista pelos possíveis impactos nos custos de manutenção e na operação dos sistemas de refrigeração. Ainda utilizado em muitos estabelecimentos, o fluido tende a ficar mais difícil de encontrar, o que exige antecipar decisões sobre equipamentos responsáveis pela conservação dos alimentos e pela segurança do consumidor.
O cronograma brasileiro de redução das importações reforça a necessidade de planejamento. A partir de janeiro de 2027, a cota específica do R-22 terá redução de 89,01% em relação à linha de base adotada pelo Ibama. Em 2030, a redução prevista será de 96,04%, com importações residuais condicionadas aos usos permitidos pelo Protocolo de Montreal e à apresentação de termo de responsabilidade. Em 2040, a cota de importação dos HCFCs será zerada.
Para os supermercados, a preocupação está na capacidade de manter os sistemas durante essa transição. A menor oferta de refrigerante virgem pode ampliar a dependência de fluidos reciclados ou regenerados, os prazos de aquisição e as necessidades de logística e assistência especializada.
O planejamento começa pelo levantamento dos equipamentos que utilizam R-22, considerando idade, estado de conservação, eficiência e histórico de manutenção. O controle de vazamentos ajuda a reduzir a necessidade de reposição do fluido enquanto os estabelecimentos definem prioridades de investimento.
A escolha entre adotar fluidos substitutos, realizar retrofit ou substituir os equipamentos depende de cada instalação. Histórico de falhas, disponibilidade de peças, consumo de energia, custo da intervenção, prazo de retorno e acesso à assistência técnica estão entre os critérios. A transição também precisa considerar a capacidade financeira de empresas de diferentes portes.
Entre as alternativas em desenvolvimento estão sistemas com CO₂, amônia e hidrocarbonetos, como o propano. No Brasil, projetos de conversão tecnológica e capacitação incluem a substituição de instalações com R-22 por chillers modulares com R-290 e unidades condensadoras de baixa temperatura com CO₂.
Uma experiência em supermercado de Americana, no interior paulista, registrou operação mais estável, maior eficiência térmica e menos vazamentos com CO₂, mas também exigiu equipe de manutenção mais especializada. O investimento inicial superou o de sistemas convencionais com R-22 ou R404A. A medição dos resultados continua, e a redução dos custos de energia e manutenção ainda é uma expectativa.
Para o setor de HVAC-R, o cenário exige preparar a assistência técnica e avaliar alternativas conforme as condições de cada operação. A preocupação dos supermercados é evitar que a dificuldade de acesso ao R-22 determine o momento da mudança, sem diagnóstico dos equipamentos ou planejamento dos investimentos.
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Resumen (español)
La reducción de la disponibilidad del R-22 preocupa a los supermercados por sus posibles efectos en el mantenimiento y los costos de refrigeración. El recorte de las cuotas de importación previsto para 2027 en Brasil refuerza la necesidad de identificar los equipos que utilizan este refrigerante, controlar fugas y planificar inversiones. La elección entre adaptar o sustituir los sistemas depende de las condiciones técnicas y financieras de cada establecimiento.
Summary (English)
Declining R-22 availability is raising concerns among supermarkets over refrigeration maintenance and costs. Brazil’s scheduled reduction in import quotas in 2027 reinforces the need to identify equipment using the refrigerant, control leaks and plan investments. Decisions on retrofitting or replacing systems depend on each store’s technical and financial conditions.





