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Novo Chiller da Carrier é eficiente e sustentável

A Carrier acaba de incorporar ao seu portfólio mais uma solução para projetos de climatização:  o chiller centrífugo AquaEdge® 19DV com inteligência Greenspeed®. O equipamento utiliza fluído refrigerante com baixo potencial de aquecimento global e atende às demandas dos clientes que buscam por um excelente desempenho, eficiência energética e responsabilidade ambiental.

O compressor foi projetado e otimizado para operação com o refrigerante R-1233zd(E), que possui baixíssimo GWP de 1.34 e classificação A1 pelo Standard 34 da ASHRAE (sem toxidade e flamabilidade). O compressor de baixa rotação possui um design do tipo “Back-to-Back” que melhora significativamente sua eficiência devido ao balanceamento das forças internas, possibilitando a utilização de mancais de cerâmica que utilizam o próprio refrigerante do equipamento como lubrificante. O novo controle PIC-5 tem interface intuitiva para operação com tela sensível ao toque, proporciona gráficos de tendências e capacidade de acesso remoto, além de poder ser instalado em qualquer um dos extremos do equipamento.

O equipamento permite que proprietários de edifícios e gerentes de instalações possam experimentar um novo nível de soluções de conectividade de equipamentos, incluindo diagnósticos remotos, tendências de desempenho de longo prazo, benchmarking, análise de decisões e notificações avançadas.

Isso significa um desempenho consistente durante as horas fora de horário em prédios de escritórios onde os computadores operam à noite. Além disso, os controles PIC5+ permitem uma rápida retomada de operação em apenas 30 segundos em caso de falha de energia inesperada.

“A Carrier investe em tecnologia e em nossa capacidade de inovar para nossos clientes”, diz Alcorn. “Esta solução foi cuidadosamente planejada para oferecer aos clientes uma operação sem preocupações, com níveis de eficiência ainda maiores e impacto econômico bastante reduzido”.

O chiller possui a função de recuperação de calor (Heat Recovery) como Standard e a operação no modo Free Cooling, como opcional.

 

Como lidar com um compressor ineficiente

Alta pressão de sucção e baixa pressão na linha de líquido podem colocar a qualidade e a segurança do produto em risco.

Ao atender um chamado de manutenção, é comum o refrigerista encontrar um compressor com pressão de sucção acima do normal junto com uma pressão na linha de líquido abaixo da desejável.

Muitas vezes, o equipamento de refrigeração ainda está funcionando, mas a temperatura do produto é muito quente, o que causa deterioração na qualidade e na segurança do produto.

Esse tipo de chamado é difícil de resolver porque o compressor ainda está resfriando, mas não o bastante para atingir sua capacidade máxima. Em casos assim, os produtos de média temperatura irão se desgastar mais rapidamente, ao passo que os de baixa não irão  congelar de maneira tão sólida quanto deveriam.

Há três razões principais para um compressor apresentar pressão de sucção acima do normal e pressão na linha de líquido abaixo da ideal. São elas:

  • Válvulas do compressor ruins (com vazamento)
  • Anéis do compressor desgastados
  • Separador de óleo com vazamento

Válvulas com vazamento

As válvulas do compressor podem se tornar ineficientes ao serem superaquecidas e distorcidas, ou por causa de depósitos de carbono e/ou borra, o que as impede de serem vedadas corretamente. Isso pode ser causado por:refrigerista arrumando compressor de uma geladeira

  • Problemas de migração do refrigerante
  • Problemas de transbordamento do refrigerante
  • Ácidos e/ou borra no sistema
  • Uma válvula de expansão termostática mal instalada, o que resulta em ausência de superaquecimento ou superaquecimento muito elevado
  • Uma carga de refrigerante abaixo do recomendado (alto superaquecimento)
  • Superaquecimento do compressor
  • Escoamentos do tipo slug (golfada) do refrigerante e/ou do óleo
  • Umidade e calor causando acúmulo de borra

Imagine uma situação de manutenção em que as válvulas de um compressor do sistema de refrigeração não estão fechando de modo apropriado. O técnico mede as temperaturas e pressões do sistema e então calcula o split (diferença entre a temperatura ambiente e a do condensador) e o sub-resfriamento do condensador, além dos valores de superaquecimento do compressor e do evaporador. Ambos os valores medidos e calculados seguem abaixo:

Valores medidos

  • Temperatura de descarga do compressor: 280 ºF (138 ºC)
  • Temperatura de saída do condensador: 75 °F (24 ºC)
  • Temperatura de saída do evaporador: 25 °F (-4 ºC)
  • Temperatura de entrada do compressor: 55 °F (13 ºC)
  • Temperatura do espaço refrigerado: 25 ºF (-4 ºC)
  • Amperagem do compressor: baixa
  • Pressão de baixa: 11.6 psig/10 °F
  • Pressão de alta: 95.0 psig/85 °F
  • Temperatura ambiente: 80 ºF (26,5 ºC)

Valores calculados

  • Temperatura split do condensador: 5 ºF (-15 ºC)
  • Sub-resfriamento do condensador: 10 ºF (-12 ºC)
  • Superaquecimento do evaporador: 15 ºF (-9,5 ºC)
  • Superaquecimento no compressor (total): 45 ºF (7 ºC)

Sintomas

  • Temperaturas de descarga acima do normal
  • Baixas temperaturas e pressões de condensação (cabeçote)
  • Sub-resfriamento normal ou elevado
  • Superaquecimentos normais ou elevados
  • Pressões do evaporador elevadas (sucção)
  • Baixa amperagem

Ao analisarmos o sistema no exemplo dado, é importante entender como as temperaturas de descarga superiores ao normal afetam os lubrificantes. A temperatura de descarga é medida a 2 polegadas (5 cm) de distância do compressor. Isso significaria que a temperatura real da válvula de descarga seria de aproximadamente 162 °C (138 °C + 24 °C), visto que a adição de 24 ºC à leitura da temperatura da linha de descarga proporcionará ao técnico uma temperatura aproximada da válvula de descarga.

Os lubrificantes de óleo mineral começam a se decompor a 350 ºF (176 °C) e lubrificantes de poliol éster (POE), a 400 °F (204 ºC). Qualquer aumento de temperatura acima destes pontos provoca uma polimerização de óleo. É na polimerização que as moléculas do lubrificante começam a se combinar em moléculas maiores. O produto final é o óleo grosso e escuro; depois, a borra; e, finalmente, um pó sólido.

Esse processo é conhecido como degradação do lubrificante. A borra de óleo e outros subprodutos de sua decomposição também podem se prender a superfícies internas, inclusive válvulas de sucção e descarga, além de placas de válvulas.

Uma válvula de descarga que não esteja posicionada adequadamente porque foi danificada ou acumulou borra fará com que a pressão na linha de líquido seja baixa. A razão é que o vapor de refrigerante será forçado a sair do cilindro para dentro da linha de descarga durante o movimento ascendente do compressor. No movimento descendente, este mesmo refrigerante que está comprimido na linha de descarga será sugado de volta para o cilindro porque a válvula de descarga não está encaixada corretamente.

Este ciclo curto de refrigerante causará o aquecimento dos gases de descarga repetidamente e causará temperaturas de descarga superiores às normais. Porém, se o problema da válvula progrediu para o ponto onde quase não há fluxo de refrigerante através do sistema, haverá uma temperatura de descarga mais baixa a partir da taxa de fluxo extremamente reduzida.

Pressões de condensação baixas (cabeçote)

Uma vez que as válvulas do compressor começam a vazar e alguns gases de descarga estão sendo encaminhados para dentro e para fora do cilindro do compressor, haverá um baixo fluxo de refrigerante através do condensador. Isso vai resultar em uma redução na carga de rejeição de calor no condensador e nas pressões e temperaturas de condensação (cabeçote).

Sub-resfriamento de condensador normal ou alto

Haverá um fluxo de refrigerante reduzido através do condensador e, portanto, através de todo o sistema, devido ao fato de componentes do sistema estarem em série. A maior parte do refrigerante estará no condensador e no receptor. Isso pode dar ao condensador um sub-resfriamento um pouco maior.

Superaquecimento entre o nível normal ou elevado

Devido ao fluxo reduzido de refrigerante através do sistema, a válvula de expansão termostática (TXV) pode não receber a taxa de fluxo de refrigerante que necessita. O resultado pode ser superaquecimentos elevados; no entanto, os superaquecimentos podem ser normais se o problema da válvula não for severo.

Pressão de evaporação elevada (sucção)

O vapor de refrigerante será retirado da linha de sucção para dentro do cilindro do compressor durante o movimento descendente do compressor. No entanto, durante o movimento ascendente, este mesmo refrigerante pode voltar a entrar na linha de sucção porque a válvula de sucção não está corretamente instalada devido à borra de óleo ou outros subprodutos da degradação de óleo que aderem à sua superfície. Os resultados são altas pressões de sucção. As válvulas de sucção ou de descarga também podem ficar entortadas por causa de um problema de superaquecimento do compressor.

Baixa carga de amperagem

É causada pelo fluxo reduzido de refrigerante através do compressor. Durante o ciclo de compressão, parte do refrigerante irá escorrer através da válvula de sucção e voltar para a linha de sucção, o que reduz o fluxo de fluído refrigerante. Durante o ciclo de sucção, parte do refrigerante irá escorrer através da válvula de descarga por não estar encaixado adequadamente e voltará ao cilindro do compressor. Em ambas as situações, há uma taxa de fluxo de refrigerante reduzida, o que diminui a carga de amperagem.

Anéis do compressor desgastados

Quando os anéis do compressor estão gastos, os gases de descarga do lado superior irão passar por eles durante o ciclo de compressão e darão ao sistema uma pressão mais baixa na linha de líquido. Como os gases de descarga vazaram através dos anéis e entraram no cárter, a pressão de sucção também será maior do que o normal. O sintoma resultante será uma pressão na linha de líquido mais baixa com uma maior pressão de sucção. Os sintomas apresentados em anéis gastos são muito semelhantes às válvulas com vazamento.

Separador de óleo com vazamento

Quando o nível de óleo no separador é alto o suficiente para levantar a boia, uma agulha de retorno de óleo é aberta, e o óleo retorna ao cárter do compressor através de uma pequena linha de retorno.

A diferença de pressão entre as partes alta e baixa do sistema de refrigeração é a força motriz para fazer o óleo viajar do separador de óleo para o cárter do compressor. O separador de óleo está no lado alto do sistema e o cárter do compressor no lado baixo. A válvula de agulha de retorno de óleo operada por boia está localizada em uma altura elevada o suficiente no reservatório de óleo para permitir que o óleo limpo retorne automaticamente ao cárter do compressor. É necessária apenas uma pequena quantidade de óleo para acionar o mecanismo flutuante, o que garante que apenas uma pequena quantidade de óleo esteja sempre ausente do cárter do compressor em qualquer momento.

Quando o nível de óleo no cárter do separador de óleo cai para um certo nível, a boia força a válvula da agulha a fechar. Quando o mecanismo flutuador de um separador de óleo fica ruim, pode acabar desviando o gás de descarga quente diretamente no cárter do compressor. A válvula de agulha também pode ficar presa parcialmente por causa de sujeira no óleo. Isso causará entrada direta de alta pressão no cárter do compressor.

Fabricantes buscam a máxima eficiência

O compressor é a parte mais básica e crucial de um sistema de refrigeração. Sua principal função é succionar o fluido refrigerante a baixa pressão e comprimi-lo em direção ao condensador a alta pressão e temperatura na fase gasosa. É por isso que a performance de um sistema de refrigeração depende do desempenho do compressor.

Estes equipamentos são utilizados numa grande quantidade de aplicações, como refrigeração doméstica, refrigeração comercial e em sistemas frigoríficos utilizados na indústria de transporte.

O principal uso dos compressores está no processo de preservação de alimentos, mas eles também são largamente utilizados em sistemas de conforto térmico, na indústria química, entre outros setores.

Com a evolução da tecnologia, os refrigeradores domésticos estão ficando mais baratos. Este é um dos motivos que levarão o mercado global de compressores a registrar uma taxa de crescimento anual composta de 5% entre 2017 e 2021.

Com o aumento do consumo de alimentos processados e congelados em todo o mundo, espera-se que a indústria de compressores cresça a um ritmo acelerado.

Nos últimos anos, o varejo global vem crescendo rapidamente. Muitos grandes players do setor varejista estão se expandindo em vários países, especialmente nas economias emergentes.

Enfim, o que se vê é um aumento do número de supermercados e hipermercados que requerem grandes sistemas de refrigeração. Esta tendência também é responsável pelo crescimento do mercado global de compressores.

Com a demanda por alimentos congelados, embalados etc. aumentando rapidamente, o mercado de compressores aplicados em sistemas de transporte está experimentando um rápido crescimento.

A indústria farmacêutica também precisa de sistemas de refrigeração altamente avançados para o processo de resfriamento de certas matérias-primas, produtos acabados e semiacabados. Isso, obviamente, alavanca o setor.

Atualmente, um grande número de fabricantes de compressores se concentra em pesquisar e desenvolver novas tecnologias com níveis cada vez mais aprimorados de eficiência.

“Todas as redes de supermercados, das grandes às pequenas, têm dado uma atenção especial ao consumo de energia elétrica”, lembra Rodolfo Cereghino, diretor de pesquisa e inovação da Embraco.

Sediada em Joinville, a indústria de compressores investe de 3% a 4% de sua receita líquida em pesquisa e desenvolvimento, independentemente do cenário econômico.

Além de ser pioneira na utilização de fluidos refrigerantes naturais, a empresa detém 1,7 mil patentes. Por isso, ela está entre as empresas privadas com maior número de patentes depositadas vigentes no Brasil e nos Estados Unidos.

Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Danfoss, Gustavo Asquino, a busca e a necessidade por equipamentos mais eficientes tornam os compressores com tecnologia inverter e válvula intermediária de descarga (IDV) uma tendência.

“Quando falamos de equipamentos inverter, o mercado de ar condicionado está um passo à frente. Agora é o mercado de refrigeração que vem avançando fortemente neste caminho à procura de soluções de eficiência energética para as lojas”, analisa.

“Ainda que timidamente, as legislações internacionais com relação à eficiência energética e ao aquecimento global vêm influenciando o Brasil. Por isso, cada vez mais teremos equipamentos aprovados para novos fluidos refrigerantes”, acrescenta.

Quem também investe fortemente em novas tecnologias é a Elgin. “O objetivo é atender as necessidades do mercado, visando o melhor desempenho com a qualidade e melhor eficiência enérgica”, enfatiza o supervisor de engenharia de aplicação da empresa, Alexandre Rosa da Costa.

Valeo terá duas novas fábricas no RS

A Valeo anunciou investimento em duas fábricas no Rio Grande do Sul que devem entrar em operação em 2019 e gerar cerca de 150 empregos no Estado.

Um dos novos empreendimentos será em Gravataí, mesma cidade em que General Motors produz o hatch Onix e o sedã Prisma , já a outra será aberta em Cachoeirinha para produzir sistemas de refrigeração de cargas para caminhões e carretas.

Multinacional com sede na França, a Valeo mantém atualmente dez unidades de negócios e seis fábricas no Brasil, instaladas em cinco cidades: Caxias do Sul (RS), São Paulo, Campinas e Itatiba (SP) e Camaçari (BA). As unidades produzem componentes em quatro ramos de negócio: powertrain (alternadores, motores de partida, embreagens), sistemas térmicos (radiadores, ventiladores, defletores, climatizadores), sistemas de visibilidade e de conforto (limpadores, faróis, lanternas) e assistentes de direção.

 

Fonte: .automotive business

Danfoss lança válvulas pilotos para aplicações de amônia e CO2

A nova gama de válvulas piloto da Danfoss aprovada também para aplicações de CO2 abre novas possibilidades para atender à crescente tendência de soluções em cascata para aumentar a segurança, confiabilidade e eficiência energética na refrigeração industrial.

“Desenvolvemos a nova solução em estreito diálogo com a comunidade de refrigeração industrial atendendo à crescente demanda do mercado por válvulas de controle de pressão para capacidades maiores. O foco está na redução da carga de amônia nos sistemas de cascata de amônia/CO2 por razões de segurança e, ao mesmo tempo, ganhando economia de energia em baixa temperatura”, explica Enri Tunkel, gerente de marketing LAM de Refrigeração Industrial da Danfoss.

Como parte da atualização, o número de variantes foi reduzido de oito para quatro pilotos para facilitar a seleção de contratistas, OEMs e distribuidores. Os novos pilotos fornecem os mesmos intervalos de regulagem que a versão anterior, para atender qualquer necessidade da indústria.

Nova válvula piloto eletrônica CVE para fácil comissionamento e operação

O destaque do novo range é a válvula piloto eletrônica CVE que substitui a existente válvula CVQ. A válvula eletrônica é ideal para aplicações de refrigeração dinâmica com frequentes mudanças de pressão e temperatura.

“Estamos orgulhosos de apresentar a nova válvula piloto eletrônica CVE. Com o nosso conhecido ICAD como atuador, o piloto CVE é compatível com qualquer configuração de controle. A nova válvula permite a configuração remota para fácil comissionamento, operação, manutenção e solução de problemas. A válvula reage rapidamente a qualquer mudança de ponto de ajuste e oferece controle extremamente preciso para garantir a segurança alimentar em qualquer condição de operação”, explica Enri Tunkel.

Todas as novas válvulas são compatíveis com as versões anteriores.

Estudante brasileiro é certificado na WorldSkills nos Emirados Árabes

O estudanteEstudante do SENAI certificado do SENAI DF, Wisley Pereira, de 19 anos, conquistou o certificado de excelência na categoria “mecânica de refrigeração e ar-condicionado” na – WorldSkill –  mundial de profissões nos Emirados Árabes.

O torneio aconteceu entre os dias 15 e 18 de outubro, na cidade de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Ao todo, 1,2 mil jovens de 68 países competiram em 52 ocupações técnicas. Os brasileiros ganharam 15 medalhas, sendo 7 de ouro, 5 de prata e 3 de bronze. No quadro geral, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Rússia.

Na disputa, os competidores foram desafiados a realizar tarefas que reproduzem o dia a dia de profissões técnicas. Os certificados de excelência foram distribuídos aos estudantes que tiveram nota próxima da pontuação dos vencedores de cada modalidade.

A próxima edição do torneio, que ocorre a cada dois anos, será disputada em Kazan, na Rússia.

Topo do ranking

Na edição anterior da WorldSkills, em 2015, o Brasil saiu vitorioso com 27 medalhas (12 a mais do que em 2017). A competição foi realizada em São Paulo, e o resultado foi considerado “surpreendente”, com base na trajetória do país, que participa da competição desde 1983. Nas três primeiras edições os brasileiros não receberam medalhas.

 

Fonte: G1

Empresas mostram como estão superando a crise

Ficar se lamentando ou arregaçar as mangas para fazer as mudanças necessárias? Boa parte dos players do setor vem respondendo a essa pergunta de forma assertiva, ao colocar em prática uma série de medidas que está mudando o perfil das organizações.

Um dos exemplos emblemáticos disto é a ex-Multi-ar, grande revenda paulistana de ar condicionado, agora denominada Leveros, que se tornou, no ano passado, a primeira empresa do segmento a receber o aporte de um fundo de investimentos, hoje detentor de 30% do seu capital.

Tiziano Filho

“Em 2015, quando a crise estava no seu ápice, uma das coisas que nós avaliamos é que se nos estruturássemos como uma companhia mais organizada, com governança e gestão, e passássemos esse período com equilíbrio de caixa, olhando para o mercado de forma profissional, a gente conseguiria se posicionar bem numa eventual retomada da economia em 2017”, conta o vice-presidente de performance e operação, Tiziano Filho.

A estratégia, segundo ele, deu certo, com a empresa crescendo 10% no período 2015-2016 e já acumulando números 40% maiores relativos ao intervalo 2016-2017.

“Para nós, todos os investimentos recentes só se justificam com a retomada da economia, algo que já vem ocorrendo”, comemora Tiziano, com base na resposta positiva identificada no consumidor neste segundo semestre.

O resultado disso tudo foi apresentado na Febrava, a partir do novo nome da empresa, Leveros, que é o anagrama da palavra “resolve”, focando muito mais na filosofia de trabalho da empresa, cultivada desde 1978, do que propriamente em produtos, além de trazer em sua sonoridade o termo italiano vero (verdade).

Juntamente com esse reposicionamento de mercado, a Leveros mostrou na feira a ampliação do seu portfólio, que passou a incluir o fornecimento de insumos como placas fotovoltaicas para a geração de energia elétrica, graças a uma parceria firmada com a Elgin.

Na ponta da indústria, nomes como LG também colocaram em prática estratégias audaciosas para superar a crise da melhor forma possível.

Segundo o gerente de vendas de ar condicionado residencial, Marcel Souza, a empresa supriu a crise investindo muito em tecnologia para oferecer cada vez mais economia de energia aliada ao melhor conforto térmico.

“Prova disso é que toda a nossa linha de split passou a ter tecnologia inverter, seguindo com isso uma tendência verificada na Ásia e Europa”, diz ele.

Uma clara demonstração de que a aposta foi acertada está nos indicadores de agosto divulgados pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).

Marcel Souza

“Percebemos que o período acumulado já é maior em relação ao ano passado, com um crescimento acima de 100% no segmento inverter, sendo 42% do mercado residencial. Nossa empresa lidera o market share nesse mercado”, comemora Marcel.

Além de mostrar lançamentos como o inverter residencial de 31 mil BTU/h, a empresa aproveitou a Febrava para promover o Clima LG, programa de fidelidade para o instalador que inclui um canal de comunicação destinado a tirar dúvidas técnicas e a realização de treinamentos nas principais capitais.

 

 

Blindagem

A Full Gauge é outra força do HVAC-R que manteve intactos seus planos de crescimento, independentemente dos maus ventos trazidos pela atividade econômica.

“Durante os dois últimos anos, que foram os mais intensos da crise na economia brasileira, nós

Antonio Gobbi

seguimos investindo em equipamentos e tecnologia de fabricação”, revela o diretor da empresa, Antonio Gobbi.

Um exemplo dessa postura é a aquisição de uma impressora 3D de grande porte, com apenas quatro similares no país, utilizada na produção de protótipos de gabinetes e dispositivos para a própria linha de montagem, cujos benefícios incluem menor tempo empregado no desenvolvimento de novos produtos.

Dizendo-se otimista em relação ao presente e ao futuro próximo, Gobbi lembra que sua empresa também manteve intactos os investimentos em feiras internacionais, já que atualmente cerca de 60% da demanda por seus controles eletrônicos vêm do exterior.

No caso da Embraco, também tem origem lá fora boa parte do antídoto adotado para neutralizar a crise brasileira, juntamente com a adoção de medidas para melhorar, otimizar, simplificar e revisar processos para enfrentar com solidez conjunturas adversas como a atual.

“Como temos 11 unidades de negócios e estamos presentes em mais de 80 países ao redor do mundo, há um balanço equilibrado para a empresa. O fato de termos conjunturas políticas e econômicas menos favoráveis em alguns países, ao mesmo tempo em que existem outras mais favoráveis, é uma situação com que sabemos lidar, devido à maturidade de 46 anos de história”, afirma o CEO da indústria, Luis Felipe Dau.

Luis Felipe Dau

Outra política da multinacional, independentemente do cenário socioeconômico enfrentado, é investir continuamente de 3% a 4% de sua receita líquida em pesquisa e desenvolvimento. “Tecnologia e inovação estão no nosso DNA e trazem oportunidades em qualquer cenário de mercado”, acrescenta o executivo.

Somado a isto, a Embraco tem apostado na área de novos negócios, onde enxerga oportunidades além do compressor.

Foi o caso do recente lançamento da diili, sua plataforma de serviços em IoT (Internet das Coisas) que revoluciona a gestão das marcas de bebidas e alimentos sobre seus produtos dentro de freezers e geladeiras comerciais nos pontos de venda.

Outros exemplos são a Nat.Genius, unidade responsável pela reciclagem e logística reversa da indústria, e a startup UpPoints, que desenvolveu um sistema inovador de reconhecimento de imagem e análise de performance de vendas dos produtos.

Rafael Feder

“O mercado ainda está receoso. Precisamos sair de uma vez por todas desta crise política e dar um basta à corrupção. Depois disso, incentivar a indústria investindo em infraestrutura e educação”. É assim que o presidente da Elgin, Rafael Feder, resume a situação atual e os passos desejáveis para superá-la.

De uma forma geral, ele identifica uma pequena reação no setor, embora sua empresa possa ser considerada uma exceção, pois vem crescendo dois dígitos no acumulado do ano e continua se expandindo. Tanto é que está investindo em máquinas, prédios e pessoal, seja no segmento de refrigeração comercial – por meio de uma nova fábrica de aletados para grandes evaporadores –, seja na área de ar condicionado.

 

Novas Plantas

Juntamente com a manutenção de uma filosofia voltada para o crescimento, mesmo diante de quadros instáveis como o vivido pelo Brasil de hoje, a atitude de certas empresas de continuar olhando para a frente inclui a expansão dos parques fabris.

A Armacell, por exemplo, anunciou na Febrava a instalação, no segundo semestre de 2018, de sua primeira linha contínua dedicada à produção de espuma elastomérica no País.

Com extensão superior à das instalações do gênero existentes nas 25 fábricas da empresa espalhadas pelo mundo, a nova unidade produtiva, localizada em São José (SC), pretende atender o mercado interno até 2021, ao substituir a importação anual de mais de 500 contêinere

Márcio Nieble

s e viabilizar exportações, a princípio, para Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

“A implementação dessa nova linha de produção, neste momento da história econômica do País, é a prova de que acreditamos nos fundamentos de nossa economia e no potencial do Brasil”, afirma o diretor-geral da companhia, Márcio Nieble, lembrando que a melhora nos tempos de entrega e a facilidade para desenvolvimentos locais serão ganhos igualmente expressivos com a novidade.

Embora também tenha sentido fortemente os efeitos da crise, sobretudo na ponta das OEMs, que utilizam em grande escala os seus produtos nas linhas de montagem, a Chemours é outra empresa com postura positiva diante da crise.

“Somos uma companhia com tradição de muitos anos no País, desde a época da DuPont, e o nosso foco é o médio e o longo prazo, ou seja, não podemos tomar as decisões pensando apenas no que está acontecendo no momento”, explica o presidente da empresa, Maurício Xavier.

Maurício Xavier

“Em nível de perspectiva nós temos um sentimento muito positivo quanto ao crescimento dos mercados de refrigeração e ar condicionado. Sinal disso é que fizemos os investimentos que achamos necessários, caso da nova planta de R-410A, inaugurada em Manaus para atender os fabricantes de mini-splits ali instalados, e da nova sede da companhia no Brasil, recém-montada em São Paulo”, acrescenta o executivo.

Um bom sinal identificado pela Chemours é que, quando a crise começou a se acentuar, em 2015, a parte do mercado onde chegaram os primeiros sinais de retração foram os fabricantes de equipamentos, setor que agora também está sendo pioneiro, porém ao esboçar uma reação.

O presidente da Danfoss para a América Latina também acredita que

Julio Molinari

o pior já passou. “Apesar dos problemas que a gente vê dia a dia nos jornais, a atividade econômica para nós se expandiu fortemente, especialmente durante o primeiro semestre. Nos últimos dois, três meses começou a dar uma freada, mas não muito grande”, analisa Julio Molinari.

Alguns setores, segundo ele, responderam muito bem, com destaque para o varejo e também a construção, “que havia começado o ano um pouco devagar, mas nos últimos meses melhorou muito”, festeja.

No campo das exceções, Molinari aponta a refrigeração industrial, onde muitos projetos dos usuários finais acabaram adiados.

Em meio a desempenhos assim, a empresa de origem dinamarquesa prossegue firme com os planos iniciais que tinha para este ano, incluindo o desenvolvimento de novos produtos e a abertura de uma nova fábrica em Caxias do Sul (RS) na área de hidráulica.

A recuperação econômica já começou

Fazendo o paralelo com um doente, a economia brasileira acabou de sair da UTI e foi para a unidade de terapia semi-intensiva. Ou seja, nós teremos uma recuperação econômica, mas não na mesma velocidade com que caímos. De março de 2014 a julho de 2017 a queda do PIB foi de 8% e nós vamos recuperar isto em três anos, no mínimo”.

Pedro Evangelinos discorre sobre a área econômica

Evangelinos, da RAC: recuperação lenta, em comparação à velocidade da queda

A constatação é do diretor da Fiesp e conhecido empresário do HVAC-R, Pedro Evangelinos, ao fazer um contraponto entre a situação real econômica e o estado de ânimo percebido por ele próprio nos corredores do São Paulo Expo, durante a Febrava.

“Aqui na feira estou vendo um clima de otimismo, tanto por parte de expositores quanto de visitantes, dizendo que o pior já passou, algo verdadeiro, embora não signifique que o melhor vá começar logo amanhã”, raciocina.

No seu entender, a ida do “paciente” para o quarto depende, antes de tudo, da queda dos juros, assim como ocorreu de uma forma fantástica com a inflação. “Nossa taxa é de fazer vergonha a agiota na Europa e nos Estados Unidos”, acentua.

O benefício a se obter com essa redução, de acordo com Evangelinos, será a percepção das pessoas de que é preferível aplicar num negócio, mesmo pequeno ou médio, em vez de deixar o dinheiro rendendo. Isto é, começa-se a premiar capital produtivo em detrimento do financeiro especulativo.

“Imagine o volume de recursos que viria para a economia se alguém pagasse apenas uma geladeira e meia, e não três, ao fazer uma compra a prazo, como ocorre com os juros praticados atualmente”, projeta o diretor da RAC Brasil.

Num segundo momento, ele defende que se resolva a questão da taxa de câmbio, “pois a que nós temos hoje é irreal”. “Não podemos continuar ouvindo visitantes da Europa e dos Estados Unidos perguntando: por que tudo é tão caro por aqui?”

 

Parou de piorar

Percepção semelhante quanto ao ritmo lento com que o País vai sair da crise econômica é a do presidente da Abrava, Arnaldo Basile.

Basile, da Abrava: retomada deve se entender pelos próximos quatro, cinco anos

“Nós sofremos uma retração fortíssima num período muito curto. Em dois anos tivemos alguns segmentos que caíram 50%, outros tiveram queda de até 60% em três anos. Recuperar isso tudo não é fácil, vai demorar algum tempo”, justifica.

A boa notícia, na sua opinião, é que a situação já parou de piorar, e após a chegada ao fundo do poço começamos a melhorar, com vários segmentos do mercado demonstrando o descolamento da economia da política.

“Nestes últimos dias, conversando com os colegas do setor aqui na Febrava, todos, sem exceção, deram testemunho de que a situação está melhorando, corroborando assim o que eu vinha falando no final do ano passado, ou seja, que no início do segundo semestre isso aconteceria, e de uma maneira sustentável”, afirma Basile.

“Estamos vivenciando uma realidade de recuperação bastante dura, mas ela vai acontecer”, acrescenta o líder setorial, aludindo às projeções dos economistas, baseadas nos ciclos históricos das nossas crises, segundo as quais haverá uma reação forte nos próximos quatro, cinco anos, variando de acordo com os diferentes segmentos.

Mesmo assim, ele alerta para a necessidade de cautela na análise dos números. “Sempre que a gente falava em evolução no Brasil pensava em percentuais robustos, de 8%, 10%. Falar em 1,5%, 2,0% era pouco para nós. Mas quando você pensa em mercados maduros como Europa e Estados Unidos essas cifras menores são plenamente aceitáveis”, observa.

O presidente do Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de

Presidente do Sindratar de São Paulo mostra seu parecer na área econômica

Trombini, do Sindratar-SP

São Paulo (Sindratar-SP), Calos Eduardo Trombini, compartilha a sensação generalizada de que estamos saindo da crise. A velocidade ele também considera pequena, pois ainda estamos em plena correção de rota.

O ano passado, em sua análise, foi difícil, com a perda de mercado em todos os setores  após três exercícios seguidos de queda no PIB. “A indústria de transformação, que é hoje a grande maioria dos nossos expositores nesta Febrava, sofreu demais”.

Na refrigeração, segundo ele, a queda de vendas situou-se entre 25% e 30%. No ar condicionado, por sua vez, houve produtos com um volume de comercialização até 40% menor.

“Nós dependemos muito da construção civil, primeiro setor a ser afetado pelas crises, mas ainda conseguimos andar mais aquecidos porque os projetos estão em andamento e a instalação dos produtos vem muito atrás”, observa Trombini.

“Mesmo assim, aquele setor ainda sofre demais e nós estamos aguardando sua retomada para que também possa haver um aumento de produção e vendas no nosso”, prevê.

A exemplo de Basile, ele acredita que a queda contínua parece ter se estancado, havendo uma certa estabilização no mercado, que no momento está se rearranjando.

Mas o presidente do Sindratar-SP também concorda que nada vai ocorrer da noite para o dia. “Pelo que diz o Ministério da Fazenda, a retomada será lenta, não deixando de haver um lado bom nessa história. Um crescimento contínuo, numa base mais sustentável, dará condições para as nossas empresas se prepararem e planejarem muito mais”.

A leitura que ele faz, com base nos números recebidos do departamento de economia da Fiesp e do próprio mercado, é que crescimento mesmo só a partir de 2019, quando haverá um quadro político diferente e uma nova gestão nacional estabelecida.

FEBRAVA – Victaulic apresenta produtos para sistemas de refrigeração

A norte-americana Victaulic está participando da FEBRAVA apresentando ao público os kits de sucção e de recalque de bombas, o Pump Drop Solution™, séries 380, 381 e 382.

Pablo del Hoyo, Gerente de Divisão da América do Sul, explica que a participação na feira é estratégica para empresas que, a exemplo da Victaulic, tem produtos diferenciados no portfólio.

“A FEBRAVA aponta tendências no mercado de refrigeração e atrai um público bem interessado em novas soluções. A Victaulic tem excelentes contribuições para este segmento e disponibiliza produtos que vão permitir maior agilidade na montagem de diferentes sistemas”.

As soluções que serão apresentadas pela empresa durante a FEBRAVA têm como forte atributo a economia de tempo que será proporcionada.

“O Pump Drop Solution™, séries 380, 381 e 382 permite a redução de até 95% do tempo da instalação. Além de não ser necessário o processo de soldagem na montagem de uma bomba de refrigeração, evita ainda a utilização de várias peças, bastando apenas fazer o encaixe. Outra vantagem é a questão logística, dispensando o armazenamento de peças de apoio e demais equipamentos”, afirma del Hoyo.

Febrava impulsiona geração de novos negócios

Os 282 expositores – pouco mais da metade da edição anterior, em 2015 – que neste ano farão parte da 20ª Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Febrava), marcada para acontecer entre os dias 12 e 15 de setembro, no São Paulo Expo, têm como grande desafio vencer a crise financeira que assola o País e, ao mesmo tempo, fortalecer o HVAC-R para gerar novos negócios em um ambiente econômico altamente desfavorável.

Para começar, esses fabricantes e varejistas do setor, provenientes de dez países e representantes de 14 setores, se reunirão em um espaço de 50 mil metros quadrados, um recorde para este evento.

Para se ter uma ideia do tamanho das dificuldades a serem enfrentadas pelos players do mercado, dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) revelam queda de 48% na produção do modelo split no Polo Industrial de Manaus (PIM), situação que já ceifou metade da mão de obra da indústria daquela região.

“Os aparelhos de ar condicionado correspondem a mais de 60% do faturamento do PIM, e todas as empresas, de fornecedores a fabricantes do bem final, amargam estoques e prejuízos elevados pelo segundo ano consecutivo”, lamenta o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula.

Um dos caminhos encontrados pelos organizadores da Febrava – Reed Exhibitions Alcantara Machado e Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) – foi justamente coincidir o calendário com a 55ª Equipotel, maior feira de hospitalidade e serviços alimentares da América Latina, realizada de 11 a 14 de setembro, em espaço vizinho, também na São Paulo Expo.

“Estamos com a expectativa de receber mais de 30 mil visitantes e apostamos na sinergia existente com toda a rede de hospitalidade. São hotéis, restaurantes, bares, lanchonetes e pousadas, com perfil de consumidor dos nossos produtos, que devem gerar mais negócios do que na edição anterior”, argumenta o gerente de produtos da organizadora, Ivan Romão.

A partir deste cenário, o principal objetivo da feira situa-se no fechamento de novos negócios, por meio da apresentação dos tão aguardados lançamentos. Os expositores da Febrava farão ações programadas para conquistar os compradores, como o Premium Club Plus, solução já tradicional nas feiras organizadas pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, e a Rodada de Negócios, promovida pela Abrava para aproximar vendedores de compradores qualificados e com poder de decisão.

 

Ilhas Temáticas

Espalhados pela área de exposição, esses ambientes ajudarão os visitantes a ampliar seus conhecimentos com a discussão de temas como aquecimento solar, meio ambiente, cadeia do frio e sala limpa. O conteúdo acadêmico também será abordado e ficará por conta das Ilhas Temáticas da Fatec e do Senai, dirigidas pelas duas entidades, respectivamente.

 

Ciar-Conbrava 2017

Maior polo tecnológico e vitrine para profissionais das áreas de ar condicionado, ventilação, refrigeração e aquecimento, o 14º Congresso Ibero-americano de Ar Condicionado e Refrigeração será no Brasil (Ciar) e o 15º Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Conbrava), realizados em conjunto, são direcionados à indústria, comércio, serviços e para os setores-clientes como shopping centers, hotéis, hospitais, laboratórios, supermercados e indústrias.

Com o tema “Unindo soluções em pesquisa, inovação, climatização, e refrigeração para os usuários do setor HVAC-R”, esta edição do evento terá a participação de palestrantes nacionais e internacionais, mesas-redondas, cursos e exposição de painéis que reforçarão a importância do segmento HVAC-R.

Os três melhores trabalhos apresentados serão destacados e receberão o Prêmio Álvaro Tápias, assim nomeado em homenagem ao fundador da Federação de Associações Ibero-americanas de Ar Condicionado e Refrigeração (Faiar).

 

Encontro Nacional de Projetistas

Evento paralelo à Febrava, o 17º Encontro Nacional de Projetistas será promovido nos dias 12 e 13 de setembro e tem como macrotema “Ar Condicionado em Hotéis: Rentabilidade, Conforto e Eficiência”.

Durante esses dois dias serão tratados temas relevantes para profissionais ligados direta ou indiretamente ao setor. Na Arena do Conhecimento poderão ser vistas palestras dinâmicas, rápidas e gratuitas realizadas no chão da feira e que abordarão cases de sucesso.

Arena do Conhecimento

Com palestras gratuitas e exclusivas, entre os dias 12 e 14 de setembro, a Arena do Conhecimento apresentará tendências, tecnologias e as principais demandas do HVAC-R, concebidas para ampliar os conhecimentos profissionais. Cada dia de evento será norteado por um tema central.

A Revista do Frio é a responsável pela curadoria das apresentações do dia 14, quando serão abordados: A Tecnologia das Redes Sociais no Mercado de HVAC-R; A Visão do Mercado de Refrigeração e Ar Condicionado para os Próximos 5 anos (Eliminação do R 22); Qual a Destinação Correta dos Fluidos Refrigerantes e a Economia Energética em Supermercados.

Este ciclo de palestras terá início no dia 12, com a curadoria da Revista da Instalação. A partir do tema central, “Fórum da Instalação – Integração dos Sistemas Prediais”, serão abordados diferentes aspectos (projeto, instalação, operação, manutenção, normalização, regulamentação, certificação, entre outros) dos sistemas prediais (ar-condicionado, elétrica, hidráulica, gás).

Já no dia 13, com a curadoria do Ambiente Gelado, as palestras levarão temas de relevância, como o CustoxBenefício de Atendermos Normas e Legislações Brasileiras; Interpretando Relatórios de Qualidade do Ar Climatizado, Além do Futuro do R22 e Cadastro Técnico Federal.

 

Inovações

Conforme é amplamente divulgado, a Febrava tem como preocupação incentivar a busca por inovações. Para tanto, cobrirá este tema por meio de seis Ilhas (Cadeia do Frio, Aquecimento Solar, Formação Profissional Fatec, Meio Ambiente, Sala Limpa e Senai) e do Selo de Destaque Inovação.

Cadeia do Frio

Trata-se de um espaço organizado para a demonstração de equipamentos dentro das várias etapas da cadeia do frio. A ideia é mostrar a importância de se ter e manter uma cadeia do frio ampla e eficiente em cada etapa, e também proporcionar o encontro dos visitantes com uma ampla gama de fornecedores – de componentes a equipamentos finais.

Aquecimento Solar

O foco desta Ilha é mostrar as novidades em soluções, produtos, equipamentos, componentes e automação na área de aquecimento solar. Especialistas farão palestras sobre Treinamento para Instalações Hoteleiras; Qualisol-Certificação de Mão de Obra; OCP-Certificação de Produtos. Haverá também a exposição aplicada das marcas Mondialle, Ourofino, Ensolar-Crivo e Full Gauge.

 

Formação Profissional Fatec

Esta Ilha é baseada em quatro pilares. O primeiro deles é a exposição de uma carreta didática de refrigeração e climatização, coordenada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI), que oferece capacitação profissional gratuita para os visitantes que buscam ingressar no mercado de trabalho ou abrir o próprio negócio.

O segundo é a demonstração das produções científicas desenvolvidas pelos alunos de cada curso na Fatec Itaquera. O terceiro pilar, o jogo do conhecimento sobre o setor de refrigeração e ar-condicionado aplicado, é uma atração interativa que faz os visitantes testarem seu conhecimento na área.

O quarto e último, um balcão de informações sobre cursos e vestibulares da Fatec Itaquera, auxilia o visitante a conhecer a Faculdade de Tecnologia, com a apresentação de informações sobre grade curricular, forma de ingresso, infraestrutura e laboratórios da instituição.

 

Meio Ambiente

O foco desta Ilha é apresentar tecnologias de recolhimento, reciclagem e regeneração dos fluidos refrigerantes e destinação correta de cilindros e outros insumos ligados ao setor. Serão mostradas as ferramentas necessárias para as boas práticas de manutenção e equipamentos com as novas tecnologias desse mercado.

Com o patrocínio do PNUD Brasil (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a Ilha contará com a participação das empresas Bandeirantes Refrigeração, Ecosuporte, Mipal, Recigases e Trineva.

 

Sala Limpa

Voltada aos profissionais envolvidos em atividades diversas em hospitais, indústrias farmacêuticas, de alimentos, autopeças de última geração, aeroespacial, microeletrônica, entre outros, esta Ilha mostra todos os detalhes de uma sala limpa, ou seja, uma área contida na qual a concentração de partículas em suspensão no ar é controlada e classificada conforme as normas ISO.

Na Ilha também será mostrada a 3ª geração da SLI – Sala Limpa Itinerante da SBCC, que será inaugurada durante o evento.

 

Senai

O espaço oferecerá cursos itinerantes de refrigeração do segundo ao quarto dia do evento, tratando dos seguintes temas: superaquecimento-sistema de AC tipo split; componente do ciclo frigorífico comercial e superaquecimento-sistema de AC tipo split.

 

Selo Destaque Inovação Febrava

Com curadoria da Abrava, o Selo é uma forma de premiar expositores de todo segmento contribuindo para que as empresas mostrem novas soluções e produtos para os mais de 30 mil visitantes que passarão pelos estantes da feira.

Os produtos desta categoria serão facilmente identificados pelos visitantes, por meio de sinalização e comunicação especificas. Também haverá um painel em destaque na entrada da feira, reunindo todas as inovações apresentadas na planta da Febrava.

 

Rodada de Negócios

Promovida pelo Programa Abrava Exporta, em parceria com a Apex-Brasil, a Rodada de Negócios reúne compradores internacionais da América Latina, América Central, Caribe, México e Estados Unidos. Além da geração de negócios, os encontros empresariais visam estreitar o relacionamento para futuras operações comerciais.

Na última edição, em 2015, os resultados de negócios foram de US$ 5,5 milhões, com a participação de onze compradores internacionais e a realização de 132 reuniões de negócios.

À espera da retomada

Apesar da recessão, o mercado de câmaras frias, portas e acessórios ainda tem a seu favor dois importantes aspectos. O primeiro deles é a expansão do setor de alimentação fora do lar, no qual o número de transações cresceu 7,8% no ano passado. O segundo é a demanda crescente por alimentação saudável, o que aumenta a necessidade de investimentos na refrigeração.

A avaliação é do empresário Rogério Rosalles, diretor comercial da Refrigeração Cacique. “Mesmo diante de um cenário pessimista, o mercado continua a se desenvolver”, reforça.

Para superar os desafios impostos pela economia, a empresa do interior de São Paulo busca os melhores fornecedores do mercado para que seus clientes tenham os melhores produtos.

Setor de refeições fora do lar ajuda a impulsionar o segmento

“Além disso, estamos investindo em um setor comercial específico para atendimento desses projetos, com profissionais treinados e focados no segmento de câmaras frias de pequeno, médio e grande porte, e um novo centro de distribuição voltado especificamente para esse segmento, isso tudo para que possamos atender a todos os nossos clientes com prontidão e qualidade”, informa.

O comércio paulista também tem promovido palestras e cursos voltados ao setor, em parceria com grandes marcas.

“Observo que muitos estabelecimentos estão precisando renovar suas câmaras frigoríficas, pois estão com equipamentos ultrapassados, gerando mais gasto de energia elétrica”, diz o empresário Orlando Marinho Bailer, diretor da Refri-Leste.

Recentemente, a indústria paulista de portas e painéis frigoríficos lançou um trilho para portas corrediças, totalmente em alumínio. Em breve, a empresa também deve colocar no mercado outros lançamentos.

“Estamos passando por um período de recessão, mas acredito que em breve o mercado voltará ao normal”, justifica.

“Temos muitas áreas a serem exploradas, como o segmento de grãos e sementes, centros de distribuição de produtos resfriados e congelados, fast foods, empresas do agronegócio, além das áreas já conhecidas, como processamento de carnes e derivados, indústrias de medicamentos, supermercados e indústrias de alimentos”, lembra Roger Afonso Barchfeld, gerente da divisão de câmaras frias da Dufrio.

Agronegócio também impulsiona o setor

Segundo o gestor, a rede está empenhada em oferecer produtos que realmente atendam às necessidades do cliente com excelente performance, observando sempre as normas sanitárias e de segurança. “Desta forma, oferecemos estruturas isolantes em poliuretano (PUR) e poliisocianurato (PIR)”, diz.

Pensando na atual conjuntura econômica, a São Rafael desenvolveu linhas de produtos que atendem aos clientes que ainda buscam comprar qualidade, de acordo com o potencial distinto de cada um.

“Do ponto de vista dos serviços, trabalhamos fortemente na qualificação e capilaridade das equipes de instalação em nível nacional e no pós-venda, que oferece uma rede de assistência técnica capacitada e disponível para serviços corretivos ou preventivos, dentro ou fora do período de garantia”, salienta João Alberto Costa Rodrigues, diretor comercial da indústria paulista.

“Percebemos que os clientes estão cada vez mais sensíveis a preços, muitas vezes reduzindo a exigência no nível de qualidade dos produtos e, consequentemente, aumentando o risco de seus próprios negócios”, pondera o engenheiro Pedro de Oliveira Serio, gerente de marketing da Heatcraft.

“Tudo isso também impacta nosso negócio, uma vez que somos uma empresa que oferece produtos de alta qualidade, confiabilidade e eficiência”, afirma.

De acordo com o gestor, a redução significativa dos financiamentos com taxas de juros competitivas abalou o setor, assim como a queda geral dos investimentos.

“A escassez de crédito impossibilitou a alavancagem do setor”, ressalta Luís Felipe Savoy, diretor comercial da Dânica, multinacional reconhecida no mercado por lançar tendências e soluções inovadoras.

“Realmente, o crédito mais restrito estagnou o mercado de câmaras frigoríficas”, concorda o engenheiro Marcelo Weber, gerente geral da EOS Termoisolantes, que vem se consolidando como uma das principais indústrias do setor.

Em contrapartida, prossegue o gestor, o segmento de reposição de portas e acessórios está aquecido. “Já existe no mercado uma expectativa de reversão deste quadro negativo no decorrer do segundo semestre, mas isto ainda não se concretizou”, diz.

Para o arquiteto Rafael Neto, da área de desenvolvimento de produtos da Isoeste, o governo tem trabalhado em ações interessantes para facilitar as atividades de produtores e existem boas notícias com relação a crédito para o setor do agronegócio.

“Tudo isso deverá ter um belo reflexo no segundo semestre para o mercado de câmaras frigoríficas, portas e acessórios”, prevê.

 

Segmento de congelados alimenta uso de refrigerantes e isolantes mais eficientes

Hábito diário dos norte-americanos, o consumo de alimentos congelados vem caindo no gosto dos brasileiros nos últimos anos, levando o setor supermercadista a se adaptar a esta nova realidade. Das grandes redes aos pequenos estabelecimentos de bairro, fazem-se notórios os investimentos em equipamentos capazes de atender ao forte crescimento desta demanda.

Ao mesmo tempo, essa forte movimentação tem levado empresas que atuam neste segmento do HVAC-R a desenvolver freezers, ilhas de congelados, expositores e balcões frigoríficos cada vez mais robustos e energeticamente eficientes, sem descuidar de características bem-sucedidas como design e espaço interno para armazenamento.

O incremento da produção de equipamentos e do consumo de alimentos congelados está estimulando os negócios da Dow não só no Brasil, mas também no exterior. A empresa prevê, de acordo com este cenário positivo, uma maior demanda do Dowfrost, fluido confeccionado com aditivos e propilenoglicol USP certificados pela agência norte-americana FDA, que permite o contato incidental com alimentos.

“Empresas que trabalham principalmente com exportação necessitam de fluidos com esta certificação, pois os mercados estrangeiros exigem a utilização de materiais certificados pela FDA”, afirma Felipe do Amaral, especialista técnico da Dow.

O uso de um insumo com esta tecnologia tem crescido na mesma proporção que a consciência da sociedade por consumir produtos com uma pegada mais “verde”, especificamente com a adoção de substâncias que tornem mais eficiente a troca de calor e sejam o menos tóxicas possível.

“No caso do gás do sistema primário, a tendência é que se substitua a amônia por hidrofluorcarbono (HCF), gás refrigerante livre de cloro em sua formação considerado não prejudicial ao meio ambiente. Paralelamente, a utilização de sistemas secundários aquosos base glicol também é vantajosa”, salienta.

O executivo da Dow se refere ao fato de a água constituir-se em um bom fluido secundário por apresentar boas características na troca de calor, embora possua temperatura de fusão e de ebulição restritos.

“A adição de glicóis inibidos (com inibidores de corrosão) alarga a faixa de temperaturas de operação da água, além de proteger contra a corrosão da tubulação. O uso destes fluidos secundários pode reduzir mais da metade da quantidade de gás refrigerante no sistema primário”, pondera Felipe, sobre a economia gerada por essas substâncias combinadas.

Isolamento térmico

De olho na expansão do HVAC-R também no varejo de alimentos, a Dow desenvolveu soluções e tecnologias para isolamento térmico a partir de espumas rígidas de poliuretano (PU), que podem ser aplicadas desde o isolamento de edifícios até em simples refrigeradores domésticos, passando por câmaras frias, trucks, termotanques.

Em busca de mais eficiência energética e economia de energia para a cadeia produtiva do frio, a multinacional colocou no mercado três modernos sistemas de poliuretano – Voracor, Voratherm e Pascal Pro.