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Frigo King mira expansão na América Latina na AHR 2026

Empresa participa da feira em Las Vegas com foco comercial e apresenta aplicativo voltado à gestão de operações da Cadeia do Frio.

A Frigo King vai participar da edição 2026 da AHR – The International Air-Conditioning, Heating, Refrigerating Exposition, com o objetivo de ampliar sua participação comercial na América Latina. Segundo Marcos Augusto Pordeus de Paula, diretor-geral da empresa, o evento é o principal ponto de encontro de empresas logísticas que atuam na Cadeia do Frio.

A AHR 2026 será realizada de 2 a 4 de fevereiro, em Las Vegas (EUA). A organização estima a presença de mais de 50 mil visitantes e 1.800 expositores. Durante a feira, a Frigo King fará demonstrações do aplicativo Meu Frigo King, disponível em espanhol e inglês. De acordo com o executivo, a ferramenta reúne informações operacionais e é oferecida sem custo aos gestores.

A empresa exporta para países da América Central e do Caribe, entre eles Guatemala, Costa Rica, Cuba, República Dominicana e Honduras. Atualmente, a Frigo King conta com cinco distribuidores na região.


Resumen (Español)

Frigo King participará en la AHR 2026, que se realizará del 2 al 4 de febrero en Las Vegas, con el objetivo de ampliar sus ventas en América Latina. Según el director general Marcos Augusto Pordeus de Paula, el evento es un punto de encuentro relevante para empresas que operan en la Cadena de Frío.

Durante la feria, la empresa presentará el aplicativo Meu Frigo King, disponible en español e inglés. Frigo King exporta a países de América Central y el Caribe y cuenta con cinco distribuidores en la región.


Summary (English)

Frigo King will take part in AHR 2026, to be held from February 2 to 4 in Las Vegas, aiming to expand its commercial presence in Latin America. According to general director Marcos Augusto Pordeus de Paula, the event brings together companies operating in the Cold Chain sector.

At the exhibition, the company will demonstrate the Meu Frigo King application, available in Spanish and English. Frigo King exports to several Central American and Caribbean countries and has five distributors in the region.

Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

Entre compressores originais, remanufaturados e reconstruídos, a decisão vai muito além do preço. Compatibilidade técnica, histórico de falhas, tecnologias embarcadas e condições de garantia influenciam diretamente o desempenho, a eficiência energética e a vida útil de todo o sistema de refrigeração ou climatização

 No universo da refrigeração e climatização, o compressor é unanimemente reconhecido como o coração do sistema. É ele quem garante a circulação do fluido refrigerante, viabilizando a troca de calor, promovendo o funcionamento adequado do equipamento. Por isso, a escolha entre um compressor original, remanufaturado ou reconstruído não pode ser tratada como uma decisão meramente financeira. Trata-se de uma escolha estratégica, que impacta diretamente a confiabilidade operacional, o consumo de energia, os custos de manutenção e até a imagem do profissional responsável pela instalação ou reparo.

Os compressores originais, fornecidos pelos fabricantes, oferecem como principais diferenciais a confiabilidade, a padronização de processos e a garantia plena. Produzidos com componentes novos e submetidos a rigorosos testes de desempenho, eles asseguram compatibilidade total com o projeto do sistema e com as tecnologias mais recentes, como motores de alta eficiência, controle eletrônico e adequação a refrigerantes de baixo GWP. Fabricantes globais como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh e Danfoss investem continuamente em inovação para atender às demandas por eficiência energética, confiabilidade e sustentabilidade. O custo inicial mais elevado costuma ser compensado por maior vida útil, menor risco de falhas e respaldo técnico do fabricante.

Já os compressores remanufaturados surgem como uma alternativa intermediária. Nesse caso, o equipamento retorna à linha de produção ou a centros certificados, onde passa por desmontagem completa, substituição de componentes críticos, atualização de peças e testes similares aos de um compressor novo. Quando o processo é realizado por empresas qualificadas e com rastreabilidade, o remanufaturado pode apresentar desempenho muito próximo ao original, com custo reduzido. No entanto, o técnico deve estar atento à procedência, às especificações técnicas e às condições de garantia, que normalmente são mais limitadas.

André Lago, Professor e Diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra

“Levando em consideração os diferentes tipos, tamanho e capacidade frigorífica, o compressor desempenha o trabalho de comprimir vapor em um ciclo de refrigeração e tem um papel fundamental no processo. O trabalho realizado deve ser maior que o consumo de energia nele aplicado, sendo assim, um compressor original de fábrica leva uma engenharia embarcada, desempenhando uma excelente eficiência”, explica o Professor André Lago, diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra.

Ele acrescenta que, tratando de compressor remanufaturado, o principal cuidado em repará-lo é garantir que os valores de dimensionamento, performance e desempenho sejam iguais ou o mais próximo possível do projeto original, mantendo assim uma eficiência satisfatória e uma vida útil durável. “Tal prática de remanufatura, deve-se levar em conta peças com as características e dimensional conforme os originais de fábrica”, acrescenta.

Ele cita como exemplo os compressores semi-herméticos, levando em consideração mecanismo de compressão a pistão, parafusos, centrífugos, que são passiveis à prática de remanufatura e reconstrução das partes mecânicas e elétricas. Porém os herméticos, deve-se avaliar a potência e capacidade frigorífica e se compensa a remanufatura.

“Sendo assim os semi-herméticos são mais aceitos para a remanufatura, entregando um resultado bem próximo do original de fábrica, desde que seja realizado um balanceamento adequado ao sistema que se está instalado”, diz Lago.

A Engenheira de Qualidade da Embraco, Helena Pacheco Ferreira Kretzer, enfatiza que os compressores originais apresentam desempenho superior porque são produzidos dentro de um processo industrial totalmente controlado, com rastreabilidade completa de materiais, usinagem, soldagem, estatores, montagem e demais testes para aprovação do produto.

Helena Pacheco Ferreira Kretzer, Engenheira de Qualidade da Embraco

“Cada compressor é submetido a testes padronizados de estanqueidade, vibração, rendimento, performance e eficiência, seguindo normas internacionais e requisitos de certificações que garantem repetibilidade e tolerâncias muito estreitas. Esse nível de controle assegura curvas de desempenho, maior estabilidade operacional, menor variação entre compressores e uma confiabilidade comprovada em campo há mais de 50 anos”, informa Helena.

Para ela, os compressores remanufaturados, embora possam funcionar, dependendo do local e da estrutura de onde foram remanufaturados, não seguem os mesmos procedimentos e nem dispõem da mesma infraestrutura de engenharia, metrologia e controle de qualidade. “Não há garantia de que os componentes internos como válvulas, folgas radiais e axiais, componentes mecânicos e motor elétrico retornem às especificações originais de fábrica. O desempenho tende a variar entre os compressores, e a eficiência pode ser afetada por desgaste prévio, contaminação interna ou diferenças de materiais utilizados. Por isso, mesmo podendo atender temporariamente à aplicação, um compressor remanufaturado não alcança o mesmo nível de eficiência, consistência e confiabilidade de um compressor original. Além disso, a segurança do usuário final fica comprometida”.

Por sua vez, os compressores reconstruídos exigem ainda mais cautela. Geralmente recondicionados em oficinas independentes, eles podem ter apenas parte dos componentes substituídos, sem seguir padrões industriais ou protocolos rigorosos de teste. Embora o preço seja atrativo, os riscos são consideráveis como incompatibilidade com o sistema, falhas prematuras, aumento do consumo de energia e ausência de garantia efetiva. Para aplicações críticas, essa escolha pode resultar em paradas inesperadas e prejuízos significativos.

Custo-benefício

Do ponto de vista do custo-benefício, os compressores remanufaturados podem oferecer uma redução relevante no investimento inicial em relação aos originais, mantendo desempenho e confiabilidade próximos quando provenientes de processos certificados e com garantia. Já os compressores reconstruídos apresentam riscos maiores, como vida útil reduzida, falhas recorrentes e ausência de padronização técnica, fatores que o técnico deve avaliar com cautela antes da escolha.

Em termos de custo-benefício, compressores remanufaturados costumam apresentar um preço inicial mais baixo, o que pode ser atrativo em situações de orçamento restrito. No entanto, essa economia limita-se ao momento da compra, já que o remanufaturado não garante que todos os componentes críticos retornem às especificações originais, nem oferece o mesmo nível de testes, eficiência e previsibilidade de vida útil. Somado a isso, o compressor remanufaturado não garante o mesmo tempo de vida quando comparado ao original. Em um primeiro momento pode ocorrer a troca com custo baixo, porém, o compressor normalmente vai precisar de uma intervenção do técnico novamente em um tempo menor. Por isso, o custo total pode acabar sendo maior caso ocorram falhas, retrabalhos ou substituições antecipadas. Como normalmente são reparados apenas de forma pontual e sem controle dimensional ou elétrico adequado, os remanufaturados apresentam maior probabilidade de falhas precoces, incompatibilidades e riscos elétricos, incluindo sobreaquecimento e possibilidade de incidentes. Por isso, exigem atenção redobrada dos técnicos no campo”, informa Helena.

Para o Professor Lago, esse tema é muito polêmico, devido ao envolvimento de operações financeiras e econômicas: “O técnico está suportado pelo fabricante uma vez que o compressor original é fabricado através dos padrões pré-estabelecidos e submetido a controle de qualidade e uma garantia de fabricação aplicada. Já o compressor remanufaturado tem um valor em média de 60% menor que o original (os valores variam por modelo e fabricante), para isso, o trabalho de remanufatura deve ser feito por profissional experiente, caso isso não ocorra, podemos considerar os riscos de um mal desempenho, quebra mecânica ou queima elétrica devido fadigas prematuras, considerando também o despreparo do técnico no momento da montagem e teste de desempenho”.

Controle de qualidade

Os procedimentos de fabricação, inspeção e controle de qualidade entre um compressor original, um remanufaturado e um reconstruído passam por etapas que impactam a expectativa de vida útil e a taxa de falhas.

Para Helena, os compressores originais passam por processos de fabricação controlados, usinagem precisa com parâmetros em micrômetros, controle de alta tecnologia, como máquinas de medição por coordenadas, erros de forma, máquinas óticas, rastreabilidade com padrões internacionais de medição e procedimentos de medição para cada componente interno do compressor e elevada precisão dimensional. “No processo de produção, cada compressor passa por inúmeros filtros de linha, que garantem no detalhe a padronização. Esse nível de controle garante a vida útil do compressor de forma previsível, baixa variabilidade entre os compressores e uma taxa de falha reduzida e controlada em campo. Já no caso dos remanufaturados, o procedimento de remanufatura vai depender de fornecedor a fornecedor. Embora esses fornecedores possam substituir partes internas e realizar testes mais básicos, não possuem a mesma infraestrutura de engenharia e processo do fabricante. Como resultado, há maior incerteza quanto às folgas, performance, limpeza interna e durabilidade do compressor”.

“Considerando um compressor original fabricado através de projeto de engenharia, montagem, teste de desempenho e performance que garante sua eficiência e durabilidade, o compressor remanufaturado deve ser aplicado os mesmos métodos para garantir sua performance e eficiência. Na falta desse procedimento, encontramos diversos problemas como a falta de compressão, o aumento de consumo energético, aquecimento do estator, altas taxas de falha mecânica e elétrica reduzindo a vida útil desonerando o investimento aplicado”, acrescenta Lago.

A escolha do compressor também impacta diretamente as condições de garantia do sistema como um todo. Instalações fora das especificações, uso de componentes incompatíveis ou de procedência duvidosa podem invalidar garantias e transferir toda a responsabilidade para o técnico ou a empresa de manutenção.

Responsabilidade técnica

Independentemente da opção, o papel do técnico é decisivo. Um diagnóstico preciso da falha original é fundamental para evitar a repetição do problema. Contaminação por umidade, retorno de líquido, falhas elétricas ou dimensionamento incorreto do sistema são causas recorrentes que, se não tratadas, comprometem qualquer compressor, seja ele novo ou recondicionado. Além disso, a atenção à compatibilidade com o fluido refrigerante, ao tipo de óleo e às condições de operação é indispensável para garantir desempenho e durabilidade.

“Para termos o resultado atual de baixas falhas em campo, os compressores originais foram projetados e testados exatamente para trabalhar com o tipo de óleo, fluido refrigerante, faixa de trabalho, componentes elétricos e kit mecânico. Absolutamente todos os componentes utilizados no compressor passaram por anos de estudo. Existe muita engenharia envolvida. Nos remanufaturados, os maiores riscos de incompatibilidade estão relacionados à contaminação interna do compressor. Isso ocorre devido à mistura inadequada de óleos, refrigerantes divergentes no sistema e substituição de componentes em desacordo com o original. E o risco aumenta significativamente quando ocorre a substituição de componentes elétricos por outros que não condizem com a especificação original. Isso ocorre porque ao fazer a troca, utilizam elétricos similares ou equivalentes. Aproveito a oportunidade para frisar que não existem elétricos genéricos ou universais. Cada compressor foi testado e validado com o relé, protetor térmico, capacitor ou no caso de compressores inverter (velocidade variável), com o inversor adequado para cada uso. Temos registros de casos de fogo por uso incorreto dos elétricos em que foi trocado por modelos similares e gerou a sobrecarga no motor. Também já tivemos acesso a informações de que empresas que remanufaturam compressores estão remanufaturando os elétricos também, o que gera ainda mais possibilidade de problemas em campo”, adverte Helena.

Para Lago, em um cenário de margens cada vez mais apertadas e clientes mais exigentes, a escolha correta do “coração” do sistema deixa de ser apenas uma decisão técnica e passa a ser um diferencial competitivo.

“Um compressor original é fabricado a partir de um projeto de engenharia completo, passando por etapas rigorosas de montagem e testes de desempenho e performance, que garantem sua eficiência e durabilidade ao longo da vida útil. No caso do compressor remanufaturado, é fundamental que sejam aplicados os mesmos métodos de fabricação, inspeção e controle de qualidade para assegurar níveis equivalentes de performance e eficiência; na ausência desses procedimentos, surgem problemas recorrentes como falta de compressão, aumento do consumo energético, aquecimento do estator e elevadas taxas de falhas mecânicas e elétricas, comprometendo a vida útil do equipamento e onerando o investimento realizado”, conclui.

 


Resumen (Español)
El compresor es el componente central de los sistemas de refrigeración y climatización, y su elección influye directamente en la eficiencia energética, la confiabilidad y la vida útil del equipo. Más allá del precio, factores como compatibilidad técnica, ingeniería embarcada, historial de fallas y condiciones de garantía determinan el desempeño del sistema. Fabricantes como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh y Danfoss destacan por procesos industriales controlados, pruebas rigurosas y cumplimiento de normas internacionales.

Los compresores remanufacturados pueden representar una alternativa intermedia cuando provienen de procesos certificados, aunque presentan mayor variabilidad y garantías limitadas. Los reconstruidos, generalmente reacondicionados sin control industrial estricto, implican riesgos elevados de fallas prematuras y mayor consumo energético. Especialistas como André Lago y Helena Pacheco Ferreira Kretzer coinciden en que la responsabilidad técnica y el diagnóstico correcto son decisivos para asegurar la confiabilidad y el desempeño del sistema a largo plazo.


Summary (English)
The compressor is the core component of refrigeration and air conditioning systems, and its selection has a direct impact on energy efficiency, reliability, and equipment lifespan. Beyond cost, technical compatibility, embedded engineering, failure history, and warranty conditions play a decisive role in system performance. Manufacturers such as Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh, and Danfoss stand out for controlled industrial processes, rigorous testing, and compliance with international standards.

Remanufactured compressors may offer a lower initial investment when sourced from certified processes, but they involve greater variability and limited guarantees. Rebuilt compressors, often refurbished without strict industrial controls, carry higher risks of premature failure and increased energy consumption. Experts André Lago and Helena Pacheco Ferreira Kretzer emphasize that technical responsibility and accurate fault diagnosis are essential to ensure long-term reliability and operational efficiency.

Boas práticas com amônia ganham urgência após recorde de acidentes

Dados de 2025 indicam aumento de vazamentos e acidentes com amônia e reforçam a necessidade de manutenção, monitoramento e cumprimento das normas de segurança.

O Brasil registrou, em 2025, um aumento de acidentes industriais envolvendo amônia (NH₃), o que reforça a necessidade de adoção de boas práticas de segurança em instalações frigoríficas e sistemas de refrigeração. Levantamento do Observatório de Saúde, Trabalho e Ambiente no Agronegócio (ObAgro) aponta que, ao longo do ano passado, foram contabilizados 15 acidentes com vazamento de amônia no país, além de um caso envolvendo uma empresa brasileira no Paraguai. O volume equivale a uma média aproximada de um acidente a cada seis dias no período analisado.

Desde 2023, considerando apenas os acidentes de maior porte, a frequência observada é de uma ocorrência a cada dez dias. Os registros de 2025 envolvem frigoríficos e unidades industriais de diferentes regiões do país, incluindo empresas como JBS, Minerva Foods, BRF, Aurora e Predileto Carnes, além de plantas de processamento de pescado e fabricantes de gelo.

Estudos anteriores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já indicavam tendência de crescimento dos incidentes, ao apontar que os vazamentos de amônia dobraram entre 2018 e 2023. Dados da ASHRAE mostram que o setor de Alimentos & Bebidas concentra 31% dos vazamentos de gases refrigerantes no país, seguido por Química/Manufatura (29%) e Centros de Distribuição e Atacadistas (12%).

Utilizada na refrigeração industrial como o fluido R-717, a amônia ganhou espaço após o banimento dos CFCs, em razão da eficiência energética e do baixo impacto ambiental. A toxicidade da substância, no entanto, exige controles rigorosos. A Norma Regulamentadora NR 15 estabelece 20 partes por milhão (ppm) como limite máximo de exposição ocupacional, enquanto concentrações superiores a 300 ppm representam risco de morte.

Entre as causas recorrentes dos acidentes estão a manutenção preventiva deficiente, a ausência de sensores de detecção e a inexistência ou inadequação de planos de evacuação. Embora o país disponha de marcos legais como a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981) e a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), entidades sindicais e especialistas avaliam que os números registrados em 2025 indicam falhas na aplicação prática dessas normas.

Fonte: ObAgro


Resumen (Español)

Brasil registró en 2025 un aumento de accidentes industriales con amoníaco, con 15 incidentes de fuga y un caso en una empresa brasileña en Paraguay, según datos de ObAgro. Los episodios afectaron principalmente a frigoríficos y plantas industriales vinculadas a la refrigeración.

La recurrencia de los accidentes ha sido asociada a fallas en el mantenimiento preventivo, ausencia de sensores de detección y deficiencias en los planes de evacuación, lo que refuerza la necesidad de cumplir la normativa ambiental y laboral vigente.

Summary (English)

In 2025, Brazil recorded an increase in industrial ammonia accidents, with 15 leak incidents and one involving a Brazilian company in Paraguay, according to ObAgro data. The cases mainly affected refrigeration facilities such as slaughterhouses and industrial plants.

Recurring factors include inadequate preventive maintenance, lack of detection systems and insufficient evacuation plans, highlighting the need to strengthen safety practices and compliance with existing environmental and labor regulations.

Do setor do frio ao Micro SaaS

Ferramenta desenvolvida pela iCoil Dev aplica cálculo de carga térmica para apoiar consumidores e técnicos na escolha da potência de ar-condicionado.

O BTU Express (btuexpress.com.br) é uma plataforma digital desenvolvida para auxiliar consumidores e técnicos na definição da potência adequada de aparelhos de ar-condicionado. A ferramenta surgiu a partir da experiência prática de seu criador no setor de refrigeração e no desenvolvimento de softwares, com o objetivo de simplificar o cálculo de carga térmica e reduzir erros comuns na escolha dos equipamentos.

A aplicação foi criada por Genivaldo OJ, fundador da iCoil Dev, profissional com atuação em marketing estratégico, empresas do setor do frio e negócios digitais. Segundo ele, embora existam calculadoras disponíveis na internet, muitas não combinam simplicidade de uso com critérios técnicos. A proposta do BTU Express é processar variáveis como incidência solar, número de janelas, presença de equipamentos eletrônicos e circulação de pessoas, oferecendo um resultado mais próximo das condições reais do ambiente.

De acordo com Genivaldo, a plataforma busca atender tanto o consumidor final quanto o instalador. Para o usuário comum, a ferramenta ajuda a evitar a compra de equipamentos subdimensionados ou superdimensionados, que podem resultar em desconforto térmico ou consumo excessivo de energia. Para o técnico, funciona como apoio na elaboração de orçamentos e na justificativa técnica da indicação do equipamento.

O BTU Express adota o modelo de Micro SaaS com uso de inteligência artificial, estratégia que prioriza soluções focadas em problemas específicos. A ferramenta é acessível por navegador e pode ser utilizada em diferentes dispositivos, como computadores e celulares, sem a necessidade de sistemas complexos.

Inserido em um contexto de maior atenção à eficiência energética, o serviço se propõe a contribuir para o uso mais adequado de sistemas de climatização, ao associar o dimensionamento correto dos aparelhos à redução do desperdício de energia.


Resumen (Español)

BTU Express es una plataforma digital creada para apoyar a consumidores y técnicos en el cálculo de la carga térmica y en la elección correcta de equipos de aire acondicionado. Desarrollada por Genivaldo OJ, fundador de iCoil Dev, la herramienta combina experiencia en el sector de la refrigeración y desarrollo de software.

El sistema procesa variables como radiación solar, ventanas, equipos electrónicos y circulación de personas. Según su creador, el objetivo es facilitar decisiones técnicas y reducir errores que generan consumo energético innecesario.


Summary (English)

BTU Express is a digital platform designed to help consumers and technicians calculate thermal load and select the appropriate air-conditioning capacity. The tool was developed by Genivaldo OJ, founder of iCoil Dev, based on his experience in the refrigeration sector and software development.

By considering factors such as solar exposure, number of windows, electronic devices and occupancy, the platform aims to support technical decision-making and avoid inefficient equipment sizing that can lead to higher energy consumption.

ABRAVA abre portas para 2026

Evento híbrido da associação ocorre em 29 de janeiro e discute perspectivas econômicas, COP 30 e impactos da reforma tributária no setor HVAC-R.

A ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) realizará, em 29 de janeiro, o evento “ABRAVA de Portas Abertas”, voltado à apresentação de perspectivas e oportunidades para o setor HVAC-R em 2026. A iniciativa será realizada em formato híbrido, com vagas presenciais limitadas na sede da entidade e participação online.

São esperados representantes de empresas associadas e não associadas, setores clientes, parceiros, formadores de opinião e imprensa. A programação prevê a atualização sobre temas relacionados à climatização e à refrigeração, incluindo perspectivas econômicas e oportunidades para 2026, a preparação do setor diante dos compromissos assumidos na COP 30 e os impactos da reforma tributária.

O encontro também abordará o escopo de atuação da ABRAVA, além da agenda de eventos e cursos da associação e aspectos ligados ao associativismo no setor. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site da entidade.


Resumen (Español)

La ABRAVA realizará el 29 de enero el evento “ABRAVA de Portas Abertas”, en formato híbrido, para presentar perspectivas y oportunidades del sector HVAC-R de cara a 2026. La iniciativa está dirigida a empresas asociadas y no asociadas, clientes, socios, formadores de opinión y prensa.

La agenda incluye debates sobre perspectivas económicas, compromisos del sector frente a la COP 30, impactos de la reforma tributaria y la presentación de las actividades, eventos y cursos de la asociación.


Summary (English)

ABRAVA will hold the event “ABRAVA de Portas Abertas” on January 29, in a hybrid format, to discuss perspectives and opportunities for the HVAC-R sector in 2026. The meeting is open to member and non-member companies, clients, partners, opinion leaders, and the press.

The program will address economic outlooks, sector preparation for COP 30 commitments, tax reform impacts, and an overview of the association’s activities, events, and training agenda.

SMACNA abre inscrições para turma 2026 do Programa de Educação Continuada

SMACNA ABRE INSCRIÇÕES PARA TURMA 2026 DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA EM TRATAMENTO DE AR

Programa de Educação Continuada em Tratamento de Ar tem carga horária de 162 horas e é voltado a profissionais e estudantes da área de HVAC.

A SMACNA Brasil abriu as inscrições para a turma de 2026 do Programa SMACNA de Educação Continuada em Tratamento de Ar, voltado à formação e atualização de profissionais do setor de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (HVAC).

O conteúdo programático é estruturado em cerca de 162 horas de aulas, distribuídas em seis módulos, que abordam temas como carga térmica, psicrometria, sistemas de circulação e distribuição de ar, condicionamento de ar, sistemas hidrônicos, refrigeração, sistemas de aproveitamento e recuperação de energia, além de sistemas elétricos de comando, proteção e controle.

O programa é direcionado a profissionais da área de HVAC, estagiários de engenharia, engenheiros recém-formados e engenheiros que buscam atualização técnica. As atividades incluem estudos de casos e discussões voltadas à aplicação prática dos conteúdos.

As inscrições para a turma de 2026 estão disponíveis no site do programa.

Refrigeração Tipi lança cortinas de ar Friven

Linha amplia portfólio da empresa, que integra o grupo Soprano, com modelos voltados ao controle térmico de diferentes ambientes.

A Refrigeração Tipi, empresa que integra o grupo Soprano, lançou a linha de cortinas de ar Friven, marca própria, ampliando sua atuação nos segmentos de refrigeração e climatização. Os equipamentos estão disponíveis nas dimensões de 900 mm, 1.200 mm e 1.500 mm.

Segundo a empresa, as cortinas de ar Friven foram desenvolvidas para separar ambientes internos e externos por meio de uma barreira de ar, com aplicação em espaços comerciais, industriais e residenciais. A proposta inclui a melhoria do conforto térmico e a redução de custos de climatização.

Os modelos utilizam tecnologia cross-flow associada ao sistema full-air, que intensifica o fluxo contínuo de ar, além de motor silencioso, indicado para locais com grande circulação de pessoas. As cortinas também contribuem para reduzir a troca térmica com o ambiente externo, favorecendo a economia de energia e o desempenho de sistemas de refrigeração e aquecimento.

De acordo com a Tipi, os equipamentos auxiliam ainda na diminuição da entrada de poeira, odores, poluição e insetos. A instalação é descrita como simplificada, o que permite aplicação por integradores e administradores prediais em diferentes perfis de uso, como comércios, restaurantes, indústrias, armazéns, condomínios e residências.

As cortinas de ar Friven estão disponíveis em revendas e lojas especializadas do setor, reforçando a presença da Refrigeração Tipi no mercado de soluções para controle climático.


Resumen (Español)

La empresa Refrigeração Tipi, que forma parte del grupo Soprano, lanzó la línea de cortinas de aire Friven, ampliando su portafolio de soluciones en refrigeración y climatización. Los equipos están disponibles en tamaños de 900 mm, 1.200 mm y 1.500 mm.

Según la compañía, los productos están destinados a separar ambientes internos y externos mediante una barrera de aire, contribuyendo al control térmico, a la eficiencia energética y al desempeño de sistemas de refrigeración y calefacción en diferentes tipos de espacios.


Summary (English)

Refrigeração Tipi, part of the Soprano group, has launched the Friven air curtain line, expanding its refrigeration and air conditioning portfolio. The products are available in 900 mm, 1,200 mm and 1,500 mm versions.

According to the company, the air curtains are designed to separate indoor and outdoor environments through an air barrier, supporting thermal control, energy efficiency and the performance of cooling and heating systems across a range of applications.

Fabricantes combinam produção local e importados para garantir competitividade

Com fábricas instaladas no país, o setor avalia o equilíbrio entre produzir localmente e importar componentes para garantir competitividade no abastecimento.

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A cadeia de fornecimento local tem ganhado importância estratégica para a indústria de HVAC-R no Brasil, especialmente em um cenário de demanda crescente por climatização, pressões por eficiência energética e necessidade de reduzir vulnerabilidades logísticas globais. Empresas que atuam no país avaliam constantemente se devem produzir localmente ou importar equipamentos, peças e partes.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou um parque industrial relevante na área de climatização e refrigeração. A proximidade com o cliente também favoreceu a customização, atendimento mais ágil e controle de qualidade. Além disso, permite maior agilidade na reposição de peças e serviços, o que se traduz em confiabilidade e menor tempo de resposta nas manutenções. Grandes grupos globais já apostam nessa estratégia: por exemplo, o Midea inaugurou em 2023 uma fábrica de 73 mil metros quadrados em Pouso Alegre (MG), que produz cerca de 1,3 milhão de unidades por ano. Já a Gree do Brasil mantém uma planta em Manaus (AM) com capacidade de mais de 1,5 milhão de aparelhos/ano, confirmando a força da produção local no segmento. Além dessas, empresas como Electrolux, LG, Samsung e Whirlpool também operam montagens no Brasil, beneficiando-se dos incentivos fiscais locais.

No entanto, produzir no Brasil não é isento de desafios. Custos industriais elevados, escala ainda limitada em algumas linhas e a dificuldade em acessar tecnologia de ponta ou componentes específicos podem reduzir a competitividade frente a peças importadas são alguns dos pontos a serem avaliados. Além disso, há escassez de mão de obra especializada em determinados processos, o que muitas vezes exige treinamento ou terceirizações e encarece o produto final.

Essa presença diversificada permite que parte relevante dos equipamentos comercializados no país seja fabricada ou montada localmente, reduzindo o tempo de entrega, facilitando o atendimento técnico e permitindo customizações de acordo com normas brasileiras, como os requisitos de etiquetagem energética e padrões elétricos específicos.

Apesar desses avanços, a cadeia local ainda depende fortemente de componentes importados. A fabricação de placas eletrônicas, sensores, módulos de controle, ventiladores específicos, trocadores de calor de alta densidade e certos modelos de compressores permanece concentrada na Ásia, sobretudo na China.

“Muitos splits montados no Brasil utilizam kits eletrônicos, motores e serpentinas produzidos no exterior, que chegam ao país por meio de distribuidores ou diretamente para as linhas de produção. Isso cria uma produção híbrida, em que o produto final é nacional, mas boa parte dos seus insumos depende de fornecedores internacionais”, informa Leonardo Araujo, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Midea.

Do ponto de vista econômico, produzir localmente traz benefícios claros: reduz a exposição cambial, encurta o lead time, aumenta a previsibilidade de abastecimento e fortalece fornecedores nacionais, que passam a investir em tecnologia e mão de obra qualificada. Além disso, a proximidade entre fábrica e mercado permite ajustes rápidos de portfólio, adequação a legislações e adaptações a padrões climáticos regionais. A geração de empregos diretos e indiretos reforça o impacto positivo da industrialização no país, ampliando a competitividade do setor.

No entanto, a produção local exige investimentos necessários para instalação de fábricas, aquisição de maquinário, automação e certificações são elevados e exigem escala para que a operação se torne economicamente sustentável. Em mercados altamente competitivos, como o de splits residenciais, a pressão por preços baixos faz com que empresas avaliem com cuidado se vale mais montar localmente ou importar o produto acabado. Questões logísticas internas, como o transporte em longas distâncias dentro do território brasileiro, também afetam a equação de custos, além da complexidade tributária nacional, que pode reduzir margens se não houver incentivos adequados.

Programas de conteúdo local, acordos de desenvolvimento com fornecedores brasileiros, investimentos em pesquisa e inovação e a expansão de polos industriais fortalecem a independência tecnológica da indústria nacional.

“Entre os incentivos fiscais aplicáveis à comercialização da produção para fora da área da Zona Franca de Manaus estão a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI), as reduções específicas do imposto de importação, isenção do PIS/PASEP e da COFINS nas operações internas da Zona Franca de Manaus, além de outros incentivos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e crédito estímulo de ICMS. Do ponto de vista logístico, no entanto, existe um desafio a ser superado. Se, por um lado, a sua localização é a mais próxima de grandes mercados externos como a América Central e do Norte, por outro ela está distante de alguns dos principais mercados consumidores do Brasil. Sabe-se que alguns produtos, como o ar condicionado, dependem de modais específicos para manter a sua competitividade, por isso, manter investimentos e discutir alternativas é urgente para que as empresas possam superar adversidades”, comenta Araujo.

Sistema híbrido

Por sua vez, depender exclusivamente de importações traz problemas operacionais: a volatilidade cambial, o aumento de fretes, os prazos imprevisíveis e os gargalos logísticos, especialmente em períodos de alta demanda ou crise internacional, que podem comprometer cronogramas e inflar preços. Para mitigar esses riscos, muitas empresas participam do Programa Abrava Exporta, uma parceria com a Apex-Brasil, que apoia a internacionalização da indústria HVAC-R nacional. Por meio do programa, as empresas recebem apoio técnico, inteligência de mercado e acesso a feiras.

“Esse esforço de internacionalização reforça a competitividade global da indústria nacional, promovendo a combinação entre produção local e importação, não apenas para atender à demanda doméstica, mas também torna o Brasil um exportador relevante no setor HVAC-R. O modelo híbrido permite aproveitar o melhor dos dois mundos: manutenção da cadeia produtiva local, com empregos, customização e agilidade; e acesso a tecnologias e componentes importados quando necessário, garantindo inovação e eficiência”, informa Paulo Roberto da Silva, Coordenador de Indústria e Serviços da Apex-Brasil.

Silva acrescenta que no setor de HVAC-R, os principais parceiros comerciais do Brasil incluem China, Estados Unidos, e União Europeia (com destaque para Alemanha e Itália). “A China é um grande exportador de componentes e produtos acabados para o Brasil, enquanto os EUA e países da Europa, são tanto fornecedores quanto compradores de produtos mais especializados e com alta demanda em eficiência energética. Os componentes como motores e ventiladores também compõem uma parte significativa das exportações, especialmente em mercados que buscam alta performance em eficiência energética e sustentabilidade”, revela.

“Em última análise, o equilíbrio entre produção nacional e importação tem se mostrado a estratégia mais eficiente para atender à crescente demanda no Brasil, preservando competitividade, assegurando sustentabilidade da cadeia e aumentando a previsibilidade no abastecimento. No ambiente atual, marcado por incertezas cambiais, variabilidade logística e exigências regulatórias, essa flexibilidade estratégica se traduz em resiliência e capacidade de resposta para o futuro do setor HVAC-R no país”, conclui.


Resumen (Español)
La industria de HVAC-R en Brasil adopta un modelo híbrido que combina producción local e importación de componentes para mantener la competitividad frente a una demanda creciente por climatización y mayores exigencias de eficiencia energética. Con plantas industriales instaladas en el país, las empresas logran reducir plazos de entrega, adaptar productos a normas locales y fortalecer la cadena de suministro nacional, aunque siguen dependiendo de insumos estratégicos provenientes principalmente de Asia.

El equilibrio entre fabricar localmente e importar permite mitigar riesgos asociados a la volatilidad cambiaria, costos logísticos y limitaciones tecnológicas. Iniciativas de apoyo a la internacionalización y acuerdos con proveedores refuerzan la capacidad del sector para atender tanto al mercado interno como a las exportaciones, consolidando a Brasil como un actor relevante en la industria HVAC-R.


Summary (English)
Brazil’s HVAC-R industry is increasingly adopting a hybrid model that combines local manufacturing with imported components to remain competitive amid rising demand for air conditioning and stricter energy-efficiency requirements. Domestic production helps shorten delivery times, enable customization to local standards and strengthen supply chains, while key components continue to be sourced mainly from Asia.

Balancing local production and imports reduces exposure to currency volatility, logistics disruptions and technological constraints. Support programs for internationalization and partnerships with local suppliers enhance the sector’s ability to serve both domestic and export markets, positioning Brazil as a relevant player in the global HVAC-R industry.

CIEPI visita a matriz do Grupo Hot Sat e conhece projetos industriais

Primeira ação do projeto CIEPI Visita em 2026 na matriz do Grupo Hot Sat, em Teresina

Uma comitiva do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI) realizou hoje visita técnica à matriz do Grupo Hot Sat em Teresina (PI). No encontro, participantes conheceram parte da trajetória do fundador Raimundo Nonato de Albuquerque, a evolução da empresa desde a sua fundação em 1994 e a atuação da terceira geração na diretoria da Hot Sat, incluindo projetos industriais em desenvolvimento.

Durante a visita, a comitiva teve acesso ao Museu das Telecomunicações do Piauí, instalado anexo ao auditório principal da sede, onde foram expostos objetos ligados à evolução tecnológica no setor de telecomunicações. Na área industrial, os convidados acompanharam a apresentação do projeto de dutização do Climatizador Inverter, apontado pela Hot Sat como o primeiro no Brasil a adotar essa tecnologia, e a demonstração das máquinas de injeção plástica utilizadas na fabricação de climatizadores residenciais.

O evento faz parte das atividades programadas pelo CIEPI para 2026, com foco em fortalecer a integração entre empresas e instituições industriais na região. Raimundo Nonato de Albuquerque conduziu parte da programação, acompanhado por executivos da Hot Sat, durante a agenda de visitas às instalações produtivas e ao acervo histórico.

Multi Split ganha espaço em projetos de apartamentos compactos

Sistema com uma única unidade externa responde à redução das áreas técnicas e às restrições arquitetônicas dos novos empreendimentos residenciais.

A redução do tamanho dos apartamentos em São Paulo tem imposto novos desafios aos projetos residenciais. Na última década, a metragem média das unidades de um dormitório caiu cerca de 40%, passando de 46,1 m² para 27,5 m², segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Embraesp). No mesmo período, o número de apartamentos na cidade cresceu 80%, de acordo com o Centro de Estudos da Metrópole (CEM).

Com plantas mais compactas e áreas técnicas reduzidas, a instalação de múltiplas unidades externas de ar-condicionado tornou-se limitada, com impacto sobre fachadas e o uso das varandas. Nesse cenário, sistemas do tipo Multi Split, que permitem a conexão de até cinco unidades internas a uma única condensadora, passaram a integrar soluções adotadas em projetos residenciais com restrição de espaço e regras condominiais que limitam a quantidade de equipamentos externos.

O modelo possibilita a climatização de diferentes ambientes a partir de um único ponto externo, reduzindo a ocupação das áreas técnicas e o impacto visual nas edificações. A adoção desse tipo de sistema também responde às exigências de empreendimentos que buscam preservar a identidade arquitetônica e otimizar o uso dos espaços disponíveis.

Segundo Graziela Yang, gerente de Ar-Condicionado Comercial da LG Electronics do Brasil, o Multi Split foi desenvolvido para atender às mudanças observadas no mercado imobiliário. “O Multi Split foi projetado para a realidade dos apartamentos compactos, permitindo climatizar mais de um ambiente com apenas uma unidade externa. Trabalhamos com uma linha de evaporadoras compatíveis, como Cassete 1 Via, Artcool e Artcool Gallery, o que possibilita adequação ao projeto arquitetônico mesmo quando não há espaço para múltiplas condensadoras”, afirma.

De acordo com a executiva, o sistema atende a ambientes integrados, como salas e dormitórios, nos quais a limitação de espaço torna mais perceptíveis questões como ruído e ocupação das áreas técnicas.