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Reforma Tributária: o que muda para o setor de refrigeração e climatização?

Eu sou Carla Vieira, contadora especializada em Refrigeração e hoje a convite da revista do frio vim tirar uma das principais dúvidas do refrigerista: gostou deste conteúdo me segue lá no @redentorcontanilidade_ e fique por dentro de todas as novidades sobre a contabilidade para refrigeristas

Você já ouviu falar que “a reforma tributária vem aí”, né? Pois é —  agora é pra valer.

E, se você é do ramo de refrigeração e climatização, seja MEI, Simples Nacional ou uma empresa maior, é hora de entender o que muda na prática, sem aquele “economês” complicado.

A Reforma Tributária (aprovada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e detalhada pela Lei Complementar nº 214/2025) vai transformar a forma como os impostos sobre consumo são cobrados no Brasil.

E isso mexe diretamente com o bolso de quem compra, vende, instala e presta serviço com nota fiscal — ou seja, com você.

 

Primeira coisa: o que exatamente vai mudar?

Hoje convivemos com uma verdadeira sopa de letrinhas: PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS.

A Reforma vai simplificar tudo isso, criando dois novos tributos:

– CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), substitui PIS, COFINS e IPI (nível federal);

– IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), substitui ICMS e ISS (nível estadual e municipal).

Ou seja: cinco impostos se transformam em dois, com regras mais claras e menos chance de pagar imposto “duas vezes” pelo mesmo produto ou serviço.

Mas calma! A mudança será gradual até 2033, o que significa que dá tempo de se adaptar — e, com a estratégia certa, isso pode até virar uma vantagem competitiva.

 

E o que isso significa pro setor de refrigeração?

Quem trabalha com instalação, manutenção e venda de peças sabe que o negócio mistura produto e serviço.

E é justamente aí que a reforma muda o jogo: o consumo (ou seja, o que você vende ou presta) será tributado de forma diferente.

 

Isso afeta:

1- O preço das peças e insumos — já que o imposto embutido será calculado de outro jeito;

2- A emissão de notas fiscais — que precisará refletir os novos tributos;

3- O fluxo de caixa — porque o imposto pode ser pago automaticamente via split payment (aguenta aí, te explico já já ).

 

MEI e Simples Nacional: continua valendo?

Sim!

O Simples Nacional e o MEI continuam existindo e mantendo seus principais benefícios.

Mas há novidades importantes:

– As empresas do Simples não terão direito a crédito de impostos do novo sistema, a menos que optem por recolher o IBS/CBS “por fora”;

– A partir de 2026, entramos na fase da contabilidade híbrida, onde parte dos tributos ainda será apurada no sistema antigo e parte no novo modelo.

 

Na prática:

Se você compra muitas peças, tubos, compressores e outros insumos para revenda ou uso em serviços, talvez valha conversar com sua contabilidade sobre optar pelo recolhimento separado — o que permite aproveitar créditos tributários.

Mas se sua atuação é voltada ao consumidor final, o Simples Nacional continua sendo a melhor pedida.

 

Atenção

Uma das mudanças mais sutis — e talvez mais impactantes — é a integração das informações entre CPF e CNPJ, que será intensificada a partir da Lei Complementar nº 214/2025, responsável por regulamentar a Reforma Tributária.

Na prática, isso significa que o governo passará a cruzar automaticamente os rendimentos da pessoa física e da pessoa jurídica, é isso mesmo. Esta lei diz o seguinte: a administração tributária poderá “cruzar e integrar dados fiscais e financeiros de pessoas físicas e jurídicas para fins de fiscalização, verificação de limites de enquadramento e prevenção de evasão fiscal”.

Além disso, o artigo 18-A da LC nº 123/2006 (incluído pela LC nº 188/2021) já autoriza a Receita Federal a monitorar o limite de faturamento do MEI e promover o desenquadramento automático em caso de excesso de receita.

 

Como isso vai funcionar?

Com o avanço da digitalização dos sistemas tributários, a Receita Federal utilizará bases unificadas para acompanhar o fluxo de rendas de cada contribuinte.

Isso quer dizer por exemplo que, se o MEI tiver outras fontes de renda — como salário CLT, aluguéis, aplicações financeiras, consultorias ou atividades paralelas —, esses valores poderão ser somados à receita do CNPJ.

Caso o total ultrapasse o limite anual do MEI (hoje em R$ 81 mil, mas com previsão de atualização pela Reforma), o sistema poderá emitir automaticamente um alerta de desenquadramento, obrigando o empresário a migrar para o Simples Nacional.

 

E não é só o MEI que entra nessa mira!

A integração CPF–CNPJ também valerá para empresas do Simples Nacional e do Lucro Presumido, com foco em detectar casos de confusão patrimonial — quando o empresário mistura as finanças pessoais com as da empresa, prática que pode gerar autuações e até multas.

 

O que isso exige de você?

– Separar completamente as finanças pessoais das empresariais;

– Registrar pró-labore e distribuição de lucros corretamente;

– Declarar movimentações bancárias e financeiras de forma coerente entre CPF e CNPJ;

– Manter organização contábil e suporte profissional ativo.

 

Em resumo: 2026 será o ano da transparência total.

Quem já trabalha com clareza e organização vai sair na frente.

Mas quem ainda mistura as contas, precisa ajustar o quanto antes — porque o fisco vai ver tudo, e em tempo real.

 

Split Payment: o “Pix dos impostos”

Parece complicado, mas é simples:

Quando o cliente te pagar, o sistema vai separar automaticamente o valor do imposto e enviar direto ao governo.

Ou seja: se você vender algo por R$ 1.000, o valor que realmente cai na sua conta será o líquido — já com os tributos descontados.

Isso traz mais transparência, mas muda o fluxo de caixa.

Vai ser essencial planejar melhor o financeiro, porque o imposto não passa mais pela sua mão.

Este sistema começará a ser implementado em 2027, de forma opcional, e se tornará obrigatório gradualmente até 2033.

 

O impacto real pro empresário de refrigeração

A Reforma Tributária vai mudar a forma de calcular o lucro e de gerir o caixa.

Mas o impacto varia conforme o modelo do seu negócio:

 

Dicas de ouro pra se preparar desde já

1- Converse com sua contabilidade — ela será sua bússola nessa transição.

2- Atualize seu sistema de notas fiscais — ele precisa reconhecer CBS, IBS e split payment.

3- Revise contratos e preços — principalmente se atender empresas que pedem créditos tributários.

4- Cuide do fluxo de caixa — o imposto vai direto pro governo.

5- Busque informação — quem entende antes, se adapta melhor.

 

Conclusão: não é o fim do mundo — é o começo de uma nova era

A Reforma Tributária é desafiadora, mas também abre oportunidades incríveis para o setor de refrigeração e climatização.

Menos burocracia, mais clareza e uma chance real de planejar com segurança o crescimento da sua empresa.

Além disso, o novo modelo tende a atrair investidores do mundo todo, já que o sistema tributário brasileiro sempre foi um obstáculo por sua complexidade tributária e falta de clareza. Isto era visto como inibidor para o capital estrangeiro.

E lembre-se: “quem se antecipa, governa.”

Entenda as regras do jogo e aproveite o oceano azul de oportunidades que a reforma nos trará.

Remessas de equipamentos HVAC dos EUA recuaram em 2025, aponta AHRI

Em outubro de 2025, envios de condicionadores de ar centrais e bombas de calor caíram 49,4% na comparação anual, segundo dados da associação do setor.

As remessas de equipamentos de climatização (HVAC) nos Estados Unidos registraram queda ao longo de 2025, segundo dados divulgados pela Air-Conditioning, Heating, and Refrigeration Institute (AHRI). Em outubro, os envios combinados de condicionadores de ar centrais e bombas de calor totalizaram 412.873 unidades, retração de 49,4% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 815.360 unidades.

Na abertura por categoria, os condicionadores de ar apresentaram redução de 54,9%, com 202.990 unidades enviadas, ante 449.972 em outubro de 2024. As bombas de calor tiveram queda de 42,6%, somando 209.883 unidades, frente a 365.388 no mesmo período do ano anterior.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, as remessas combinadas de condicionadores de ar e bombas de calor somaram 6.961.815 unidades, retração de 17,7% na comparação com igual período de 2024. Os dados indicaram queda de 23,4% nos condicionadores de ar, com 3.734.995 unidades, e de 9,9% nas bombas de calor, que alcançaram 3.226.820 unidades no período.

Segundo a AHRI, os números consolidados abrangeram equipamentos residenciais e comerciais vendidos nos 50 Estados americanos e no Distrito de Colúmbia, independentemente de terem sido produzidos localmente ou importados.


Resumen (Español)

Las remesas de equipos de climatización (HVAC) en Estados Unidos cayeron durante 2025, según datos de la Air-Conditioning, Heating, and Refrigeration Institute (AHRI). En octubre, los envíos combinados de acondicionadores de aire centrales y bombas de calor disminuyeron 49,4% en comparación con el mismo mes de 2024.

En el acumulado del año hasta octubre, el volumen total alcanzó 6,96 millones de unidades, lo que representó una reducción interanual de 17,7%. Los acondicionadores de aire registraron una caída de 23,4% y las bombas de calor, de 9,9%.

Summary (English)

U.S. shipments of HVAC equipment declined throughout 2025, according to data released by the Air-Conditioning, Heating, and Refrigeration Institute (AHRI). In October, combined shipments of central air conditioners and air-source heat pumps fell 49.4% year over year.

Year-to-date shipments through October totaled 6.96 million units, down 17.7% compared with the same period in 2024. Central air conditioner shipments decreased 23.4%, while heat pump shipments declined 9.9%, the data showed.

Psicrometria garante precisão no tratamento e condicionamento do ar

A psicrometria é a base para entender como temperatura e umidade influenciam o conforto térmico e a eficiência dos sistemas. Dominar seus princípios permite diagnósticos mais precisos e projetos confiáveis

 A psicrometria é um dos pilares da climatização e da ventilação, mas ainda é um tema que muitos técnicos conhecem apenas pela superfície. No entanto, compreender de verdade o comportamento do ar, suas propriedades, limites e interações, é o que separa o trabalho básico de um profissional capaz de diagnosticar sistemas com precisão e tomar decisões fundamentadas.

Para aprofundar o tema, conversamos com o Prof. Dr. Alexandre Fernandes Santos, doutor em Engenharia Mecânica e Diretor da FAPRO – Faculdade Profissional, que trouxe um novo olhar sobre a importância da psicrometria em campo.

Alexandre lembra que psicrometria não é apenas teoria: ela dialoga com questões vitais, inclusive de saúde pública: “Segundo Bill Gates, 500 mil pessoas no planeta morrem de calor. Esse calor é sentido pela temperatura e pela umidade relativa do ar que respiramos. O ar com umidade é a matéria-prima do pulmão, e as características físicas do ar como temperatura, umidade relativa, massa específica e entalpia, que são expressas em um ábaco que chamamos de diagrama psicrométrico. É esse diagrama que orienta desde o conforto térmico até processos industriais sensíveis, passando pelo desempenho energético dos sistemas HVAC”.

Mas se a psicrometria está no centro da climatização, por que tantos profissionais têm dificuldade de aplicá-la? Para o professor, a resposta é simples: falta vínculo entre o conceito e o objetivo.

“A palavra ‘ar condicionado’ é intrinsecamente conectada com psicrometria. Como dizia o Gato Cheshire à Alice, em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll: ‘se você não sabe para onde ir, qualquer lugar serve’. A psicrometria indica todos os lugares que devemos ir para controlar as propriedades físicas essenciais do ar. Em outras palavras, é ela que mostra o caminho certo, seja para refrigerar, desumidificar, aquecer ou ventilar”, destaca Alexandre.

Um dos pontos de maior impacto prático é entender como os parâmetros psicrométricos como Temperatura de Bulbo Seco (TBS), Umidade Relativa (UR), ponto de orvalho e entalpia influenciam o conforto e a operação dos sistemas. Embora a temperatura de bulbo seco seja a mais conhecida, é a umidade relativa que domina boa parte das decisões. Todos os processos industriais envolvem a umidade relativa, entalpia e ponto de orvalho. Ou seja, não se limita à qualidade do ar. Assim como na indústria, ambientes climatizados dependem de equilíbrio psicrométrico para evitar mofo, condensação, desconforto e sobrecarga energética.

Pequenas variações podem comprometer tanto o desempenho quanto o consumo. Alexandre dá um exemplo que muitos não associam à climatização: o concreto. “A temperatura para testes e cura de amostras é rigorosamente controlada para garantir resultados confiáveis, sendo regida por normas como a ABNT NBR 5738. A variação da temperatura afeta diretamente o processo de hidratação do cimento e, consequentemente, a resistência final do concreto. Os corpos de prova devem ser armazenados em uma câmara úmida a (23+/-2ºC) e UR acima de 95%. Já pensou? Até a parede de concreto em que você pode estar encostado agora depende de uma verificação psicrométrica. Esse exemplo reforça como a psicrometria é transversal e como sistemas críticos dependem dela para evitar falhas estruturais, contaminações e perdas”.

 Quando os fundamentos não são considerados

Quando princípios psicrométricos são ignorados, os problemas surgem rápido. O professor cita que, muitas vezes, o erro começa antes mesmo da instalação.

“Os erros em processos psicrométricos vêm muito do amadorismo, onde alguém não qualificado promete algo ao cliente por ser mais barato e acaba não atendendo a um nível de umidade relativa. O cliente não sabe o que quer e envia dados errados ao projetista. Quando se trata de valores, minha dica é: se envolve um controle rígido psicrométrico, faça atas, guarde documentos. A experiência vem do acerto, mas também do erro. Eu tive a oportunidade de errar muito jovem, e esses erros me deram mais sensibilidade. Mas quando se trata de psicrometria, é necessário entrada de dados, processamento de dados e saída de dados de qualidade”, enfatiza Alexandre.

Existem aplicações em que esse domínio não é opcional, e sim determinante, como em salas limpas, data centers e processos industriais alimentares. Ele cita o exemplo da gelatina: é um processo absolutamente psicrométrico. Um erro de umidade perde-se o produto. Isso vale para remédios. Nesses ambientes, operar fora da faixa psicrométrica pode interromper linhas de produção inteiras, gerar perdas milionárias ou comprometer requisitos sanitários.

Em um mundo em que apps e softwares fazem cálculos instantaneamente, o professor vê a tecnologia como aliada, mas com uma condição: o profissional precisa saber interpretar.

“Os softwares só ajudam, pois o profissional ganha tempo ao trabalhar com eles e pode usar esse tempo para focar nos princípios psicrométricos. Ou seja, dominar o conceito evita que o técnico aceite resultados incoerentes ou tome decisões erradas confiando apenas no computador”, revela o professor.

Do ponto de vista educacional, Alexandre aponta uma lacuna importante: “O assunto na academia brasileira é muito mal ensinado. Quando se ensina, só se foca nos elementos básicos, mas especificamente as pós-graduações trazem qualidade ao aluno nesse quesito. Para técnicos e engenheiros, isso significa que a especialização e o estudo contínuo são diferenciais reais na carreira. Certa vez perguntaram ao idealizador da cidade de Nauvoo, em Illinois (EUA), ‘como esse povo é tão educado?’ E Joseph Smith disse: ‘eu simplesmente ensino princípios verdadeiros e deixo que eles se governem’. Na psicrometria é igual: aprenda os princípios e eles te guiarão. Compreender e aplicar a psicrometria é, portanto, mais do que saber usar uma carta ou um software: é entender o ar como matéria-prima e enxergar o sistema de climatização como um processo físico completo. Para o técnico que domina esse conhecimento, o diagnóstico fica mais preciso, o trabalho ganha autoridade e a tomada de decisão passa a ser baseada em ciência e não em palpites”.


Resumen (Español)

La psicrometría es presentada como un fundamento técnico indispensable para el diseño, la operación y el diagnóstico preciso de sistemas de climatización y ventilación. Más allá de la temperatura, variables como la humedad relativa, la entalpía y el punto de rocío determinan el confort térmico, la eficiencia energética y la seguridad de procesos industriales sensibles.

Según el profesor Alexandre Fernandes Santos, director de la FAPRO – Faculdade Profissional, la falta de dominio de estos principios genera errores de proyecto, pérdidas productivas y riesgos sanitarios. El uso de software es un apoyo, pero no sustituye la comprensión física del aire, que sigue siendo la base de decisiones técnicas confiables en HVAC-R.


Summary (English)

Psychrometrics is described as a core technical discipline for air conditioning and ventilation, directly influencing thermal comfort, energy efficiency, and system reliability. Understanding air properties—such as relative humidity, enthalpy, and dew point—is essential for accurate diagnostics and for avoiding failures in industrial, commercial, and critical environments.

According to Professor Alexandre Fernandes Santos, from FAPRO – Faculdade Profissional, neglecting psychrometric principles often leads to design errors and operational inefficiencies. While digital tools speed up calculations, only solid theoretical knowledge enables professionals to interpret results correctly and base decisions on physics rather than assumptions.

Fujitsu General do Brasil participa do BrandFest 2025 em São Paulo

Executiva da empresa aborda relação com consumidores em evento universitário que aproxima mercado e formação acadêmica.

A Fujitsu General do Brasil participou do BrandFest 2025, realizado por alunos dos cursos de Publicidade e Propaganda e Propaganda e Marketing da UNIP – Campus Paraíso. O evento tem como proposta aproximar universidade e mercado por meio do contato direto com empresas e profissionais do setor.

Em sua terceira edição, o BrandFest reuniu marcas e executivos de referência, como Vevo, XP Investimentos, iFood, Mondelez e Bauducco. O encontro atraiu cerca de 700 participantes por dia, consolidando-se como espaço de troca de experiências e formação prática.

A coordenadora de marketing da Fujitsu, Fernanda Bragatto, participou da programação com uma palestra no formato “Dedim de Prosa”. Na apresentação, a executiva abordou a forma como a empresa tem se aproximado de seus clientes ao integrar tecnologia, propósito e experiência em climatização. Segundo Fernanda, a participação no evento permitiu diálogo direto com novas gerações de profissionais e a troca de ideias sobre o relacionamento entre marcas e consumidores.

A.Salles Engenharia inaugura sala para treinamentos técnicos no Rio

Espaço na sede da empresa, em São Cristóvão, é voltado à capacitação profissional no setor de HVAC-R e áreas correlatas.

A A.Salles Engenharia, localizada em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, passou a disponibilizar, em sua sede, uma sala dedicada à realização de palestras e treinamentos. O espaço foi estruturado para apoiar ações de capacitação técnica, atualização profissional e troca de conhecimento, atendendo às demandas do setor de HVAC-R e áreas relacionadas.

A sala permite a realização de encontros presenciais, workshops, apresentações técnicas e atividades educacionais. Segundo a empresa, a iniciativa busca criar um ambiente favorável à aprendizagem e ao diálogo entre especialistas, fornecedores e profissionais do mercado. Para Aureo Salles de Barros, diretor da A.Salles Engenharia, a nova estrutura amplia a atuação da companhia ao contribuir para a formação contínua de mão de obra qualificada no Rio de Janeiro, alinhada às exigências técnicas, normativas e aos processos de inovação do setor.

Amvox anuncia Ronaldinho Gaúcho como embaixador e amplia portfólio de climatização residencial

Empresa associa inovação, desenvolvimento de produtos e comunicação ao consumidor em estratégia para o mercado brasileiro.

A Amvox anunciou Ronaldinho Gaúcho como embaixador e Head de Inovação. A iniciativa indica a intenção da empresa de aproximar o desenvolvimento de produtos, a inovação e a comunicação com o consumidor final, em um contexto de aumento da demanda por soluções de conforto térmico.

Como parte desse posicionamento, a Amvox ampliou o portfólio com equipamentos voltados ao uso residencial. Entre os lançamentos está o climatizador ACL 9022, indicado para residências, com potência de 230 W, três velocidades e fluxo de ar de até 5.000 m³/h, com capacidade para atender ambientes de 30 a 40 m². A empresa também apresentou o ACL 4022, equipado com tanque de 40 litros, quatro velocidades, swing automático e design voltado à adaptação a diferentes espaços.

A linha inclui ainda ventiladores voltados à mobilidade e ao funcionamento silencioso, como o modelo AMV 4126, com potência de 130 W e modo turbo. Segundo a Amvox, a estratégia busca responder às condições climáticas previstas e consolidar a presença da empresa no mercado brasileiro de climatização, combinando tecnologia, acessibilidade e análise do comportamento do consumidor.

Sindratar RJ celebra crescimento e formação técnica para o setor

Com 30% de crescimento, mais associados, ampliação de parcerias educacionais e foco em qualificação profissional, entidade reforça seu papel como referência do HVAC-R no Rio de Janeiro.

 O Sindratar RJ (Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar do Estado do Rio de Janeiro), encerrou o ano de 2025 celebrando conquistas expressivas para o setor de HVAC-R no Estado. Em evento realizado dia 11 de dezembro, na sede da entidade no Rio de Janeiro, o sindicato apresentou um crescimento de 30%, resultado de um trabalho consistente de fortalecimento institucional e ampliação de serviços oferecidos ao mercado. Na ocasião, estiveram presentes grande parte da diretoria, membros fundadores da entidade como Aureo Salles de Barros e Álvaro Cesar, associados e convidados.

“Com 53 anos de atuação, o Sindratar RJ construiu uma trajetória marcada pela defesa do setor, pelo fortalecimento das empresas associadas e pela promoção contínua de qualificação técnica. Ao longo dessas décadas, consolidou-se como uma das instituições mais representativas do HVAC-R no país, evoluindo junto às demandas do mercado e ampliando sua relevância institucional”, comenta Aureo Salles de Barros, um dos fundadores da entidade.

Sob a presidência de Leonardo Salles de Barros, do vice-presidente Filipe Colaço, do diretor tesoureiro Gustavo Motchi, e de Ana Luiza Guimarães, diretora executiva, a atual diretoria tem impulsionado um associativismo com propósito, voltado para o desenvolvimento profissional e o impacto social, oferecendo cursos de curta e longa duração dedicados ao setor de HVAC-R. Um dos destaques tem sido o avanço das parcerias com universidades nacionais e internacionais, escolas e instituições de ensino. Entre elas, o CEFET RJ por utilizar laboratório técnico de ponta da entidade, oferecendo formação prática e qualificação de alto nível para seus alunos, além do acordo de colaboração com outros sindicatos patronais da Firjan, o PRODIM – Programa de Desenvolvimento da Indústria Metal Mecânica, focado em desenvolver ações de desenvolvimento da Indústria Metal Mecânica. O sindicato também promove diversas ações sociais, além de programas de capacitação para mulheres da comunidade, incentivando a inclusão feminina no HVAC-R e abrindo novas portas para quem busca oportunidades no setor.

“Em 2025, tivemos a satisfação de qualificar mais de mil alunos por meio dos nossos cursos de curta e longa duração e dos treinamentos práticos realizados no laboratório do Sindratar RJ, fruto da nossa parceria sólida com a Daikin. Esse trabalho confirma nosso compromisso com a formação técnica e com a elevação do padrão de atuação do mercado de HVAC-R. Também avançamos na construção de sinergias com outros sindicatos e associações representativas, fortalecendo interesses comuns e ampliando a capacidade coletiva do setor. Desde a fundação do Sindratar RJ, seguimos em um movimento constante de crescimento, sempre pautados pela proximidade com as empresas, pela atualização tecnológica e pelo investimento em educação”, comemora Leonardo Salles de Barros. “As parcerias com escolas e universidades, como o CEFET, que utiliza nosso laboratório para treinamentos de seus alunos, reforçam a importância do associativismo com propósito, que é um dos pilares que sustentam a nossa entidade. Além disso, mantemos vivo o compromisso social, levando formação básica e oportunidades reais de desenvolvimento profissional às comunidades, especialmente às que mais precisam. Seguiremos ampliando esse trabalho, porque acreditamos que a qualificação transforma vidas, fortalece empresas e eleva todo o nosso setor”, acrescenta.

À frente da diretoria executiva do Sindratar RJ, Ana Luiza Guimarães tornou-se uma das principais vozes femininas da entidade, impulsionando iniciativas de gestão, inclusão e fortalecimento institucional. Em seu depoimento, ela relembra sua trajetória, os desafios iniciais e o impacto transformador de sua atuação na entidade: “Meu papel no Sindratar RJ foi crescendo em cada gestão. Comecei na gestão do Guilherme Mello como a primeira mulher na diretoria da entidade, depois com a Christiane Lacerda e agora com o Leonardo Salles, porém há um ano que assumi a direção executiva, o que foi, sem dúvida, um dos maiores desafios da minha trajetória profissional. Engenheira por formação, no início, enfrentei (e ainda enfrento) barreiras naturais de adaptação para aprender sobre gestão sindical, um universo bem diverso à engenharia. Com o tempo, porém, descobri que estar à frente de uma entidade tão relevante me proporcionou um crescimento extraordinário em vários aspectos profissionais e em networking. Hoje, me identifico muito com a parte da representatividade. Trabalhar pelo associativismo com propósito tem sido uma missão que me inspira diariamente. Também tenho atuado fortemente na captação de patrocínios, na construção de parcerias estratégicas e na gestão da comunicação do Sindratar RJ, contribuindo para posicionar a entidade em um patamar ainda mais profissional e representativo. Fico feliz em ser parte desse movimento em que várias mulheres estão ocupando espaços de liderança, entendo que o setor ganha em sensibilidade, visão generalista e capacidade de mobilização”.

Outras mudanças apresentadas no evento foram em relação ao estatuto da entidade, que agora permite a entrada de empresas MEI, além do acompanhamento próximo da reforma tributária, reforçando o compromisso da entidade em apoiar todos os perfis de negócios e seus associados.


Resumen (Español)

El Sindratar RJ cerró 2025 con un crecimiento del 30%, ampliación del número de asociados y fortalecimiento de su papel como entidad de referencia del sector HVAC-R en el estado de Río de Janeiro. En un evento institucional, el sindicato destacó más de cinco décadas de actuación, la consolidación del asociativismo y el avance de acciones orientadas al desarrollo técnico y empresarial del sector.

La actual gestión resaltó la formación de más de mil alumnos, las alianzas con instituciones como el CEFET RJ, Firjan y empresas como Daikin, además de programas sociales y de inclusión femenina. Los cambios estatutarios y el seguimiento de la reforma tributaria refuerzan el compromiso del Sindratar RJ con la modernización, la educación y el apoyo a distintos perfiles de empresas.


Summary (English)

Sindratar RJ closed 2025 reporting 30% growth, an increase in membership, and stronger positioning as a leading HVAC-R industry organization in Rio de Janeiro. During an institutional event, the union highlighted its 53-year history, consistent institutional development, and a strategic focus on professional training and sector representation.

The current leadership emphasized the qualification of over one thousand students, partnerships with institutions such as CEFET RJ, Firjan, and companies like Daikin, as well as social and women’s inclusion programs. Statutory updates and close monitoring of tax reform underscore Sindratar RJ’s commitment to education, modernization, and support for companies of all sizes within the HVAC-R market.

AirCon 2026 amplia integração do HVAC-R ao ecossistema de negócios da Eletrolar Show

Evento será realizado de 22 a 25 de junho de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com foco em decisões de compra, aplicações técnicas e geração de negócios no setor de climatização e refrigeração.

A AirCon 2026 será realizada entre 22 e 25 de junho de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, integrada à Eletrolar Show All Connected. O evento surge em um contexto de transformação do setor de HVAC-R, marcado pela busca por eficiência energética, redução de custos operacionais e adequação a normas ambientais mais rigorosas.

A integração à Eletrolar Show insere o HVAC-R em um ambiente já consolidado de negócios B2B, que reúne indústria, varejo, distribuidores e compradores profissionais. Na edição mais recente, o ecossistema registrou mais de 1.500 expositores, 5.000 marcas, cerca de 15 mil produtos e mais de 40 mil visitantes, com presença de profissionais de mais de 30 países.

O setor de climatização movimenta cerca de R$ 54 bilhões no Brasil, segundo dados de mercado, e passa por rápida incorporação de tecnologias como sistemas inverter, automação predial (BMS), sensores inteligentes, Internet das Coisas (IoT) e soluções voltadas à qualidade do ar. Paralelamente, a escassez de mão de obra técnica qualificada aumenta a demanda por ambientes que ofereçam demonstrações práticas, treinamentos e comparações entre soluções.

A proposta da AirCon é funcionar como uma feira orientada a negócios e aplicação prática. A programação inclui áreas para demonstrações técnicas e conteúdos voltados a temas como instalação, automação, uso de gases de baixo GWP, eficiência energética e qualidade do ar interior. O desenho do evento busca conectar fabricantes, distribuidores, integradores, instaladores, projetistas e compradores estratégicos, com foco em acelerar decisões de compra em um setor de alta complexidade técnica.

Entre os perfis esperados estão instaladores e técnicos HVAC-R, engenheiros mecânicos, projetistas, consultores, distribuidores, varejistas especializados, construtoras, incorporadoras, gestores de facilities, empresas de retrofit, eficiência energética e oficinas do segmento automotivo. A concentração desse público em um único espaço é apresentada pelos organizadores como um fator para aumentar a densidade técnica e a efetivação de negócios.

Desde sua concepção, a AirCon se posiciona como um evento voltado a empresas e profissionais que acompanham a evolução tecnológica do setor e precisam tomar decisões com base em comparação direta de soluções. Ao integrar o HVAC-R a um ecossistema já estabelecido, a feira passa a ocupar um espaço específico dentro do calendário de eventos do setor na América Latina.

Quer saber mais? Acesse o site: https://airconfair.com.br/


Resumen (Español)

La AirCon 2026 se realizará del 22 al 25 de junio de 2026 en el Distrito Anhembi, en São Paulo, integrada a la Eletrolar Show All Connected. El evento está orientado al sector HVAC-R y se inserta en un ecosistema B2B que reúne industria, distribuidores y compradores profesionales de distintos países.

La feria tendrá foco en aplicaciones prácticas, demostraciones técnicas y contenidos relacionados con eficiencia energética, automatización, gases de bajo GWP y calidad del aire interior, con el objetivo de apoyar la toma de decisiones y la generación de negocios en un mercado en transformación.


Summary (English)

AirCon 2026 will take place from June 22 to 25, 2026, at Distrito Anhembi in São Paulo, as part of the Eletrolar Show All Connected. The event is dedicated to the HVAC-R sector and is positioned within a consolidated B2B ecosystem that connects industry players and professional buyers.

The fair will focus on practical applications, technical demonstrations, and topics such as energy efficiency, automation, low-GWP refrigerants, and indoor air quality, aiming to support decision-making and business development in a rapidly evolving market.

O avanço dos refrigerantes ilegais e seus impactos no HVAC-R brasileiro

O mercado paralelo de fluidos refrigerantes ameaça a segurança, compromete a eficiência dos sistemas e cria uma concorrência desleal que exige ação conjunta de toda a cadeia do setor

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O mercado brasileiro de refrigeração e ar-condicionado convive há anos com a presença de refrigerantes vendidos de forma irregular, desde lotes contrabandeados até cilindros falsificados, blends não identificados e recargas clandestinas. Além do evidente risco ambiental e à segurança, a prática prospera porque, em muitos casos, o refrigerante ilegal custa muito menos do que o produto legal, criando um incentivo econômico imediato para instaladores, lojistas e usuários finais. Mas por que a diferença de preço é tão grande e quais fatores mantêm o circuito ilegal ativo? A elevação dos preços dos refrigerantes regulamentados tem várias origens: políticas de redução de oferta, custos de conformidade (licenças, certificações e rotulagem), tributos e taxas de importação, além do custo logístico de fornecedores homologados. Quando políticas de restrição de oferta (como as metas do Protocolo de Kigali para redução de HFCs) entram em vigor, o volume legal disponível cai e o preço sobe, e isso abre espaço para que fornecedores ilícitos ofereçam produto por valores muito abaixo do mercado regulado. Investigações internacionais mostram que, onde houve redução de quotas, o mercado ilegal cresceu porque compradores buscaram alternativas mais baratas.

Para Frank Amorim, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, sem dúvida, o baixo custo é o grande atrativo. Contudo, como todo mercado ilegal, o grande problema é a falta de consciência e responsabilidade de quem vende e, também, de quem compra este tipo de produto.

“Na nossa visão, é um desafio crônico e perigoso: a circulação de fluidos refrigerantes ilegais, falsificados ou fora da regulamentação. Longe de ser apenas uma questão de concorrência desleal, este problema traz sérias implicações para o meio ambiente, a segurança de técnicos/as e dos usuários/as (empresas e consumidores finais), e na integridade dos equipamentos. Além de poder causar danos graves aos equipamentos (deterioração e corrosão), podem levar à perda de eficiência energética e desempenho, resultando em maior consumo de eletricidade para o usuário (empresas e consumidores finais). Portanto, é um problema tão complexo que entendemos que exige esforços e sinergia de ações entre todos (governo, setor privado e sociedade)”, informa.

Relatórios internacionais e iniciativas brasileiras mostram que o problema é real, internacional e solucionável, mas depende de investimento e cooperação sustentada. Grande parte do produto ilegal vem de mercados onde a produção é barata e o controle aduaneiro é mais frágil. Relatórios de organizações ambientais e operações de fiscalização mostram rotas de entrada por aeroportos, portos e até transporte rodoviário irregular, inclusive com uso de cilindros descartáveis e embalagens falsificadas que driblam controles e tornam possível vender o refrigerante a preços muito inferiores aos praticados por distribuidores legais. Essa disponibilidade externa pressiona os preços e enfraquece o esforço regulatório.

“Um dos principais riscos, falando de fluidos refrigerantes sobre os quais não sabemos a procedência, é a falta de qualidade conforme as normas (ABNT, por exemplo, que tem normas quanto à qualidade, pureza e rotulagem dos fluidos). Então, o/a técnico/a que compra esses produtos não saberá exatamente a composição do fluido que está usando. Esse fluido pode ter um rótulo de R-22, por exemplo, mas pode ter uma porcentagem de fluidos inflamáveis, sem mencionar, o que é um grande risco à segurança do técnico e do usuário. Nosso Projeto para o Setor de Serviços de Refrigeração e Climatização do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), realizado sob coordenação do MMA no âmbito do Protocolo de Montreal, atua com foco nas “Boas Práticas de Refrigeração” visando capacitar os profissionais da área. Essas boas práticas incluem que os técnicos utilizem fluidos refrigerantes somente conforme as normas (legais) e corretamente (sem deixar vazar no meio ambiente)”, esclarece Stefanie von Heinemann, consultora e gerente de Projetos da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH – agência bilateral parceira do PBH.

Segundo Stefanie, pelo PBH, foram capacitados gratuitamente mais de 17 mil técnicos/as em todo o Brasil, até hoje. Contudo, o impacto do programa é ainda maior, porque todas as escolas parcerias, que são dotadas de tecnologia de ponta (equipamentos e ferramentas doados pelo projeto) assimilam as técnicas de Boas Práticas dos cursos do PBH, nos seus próprios cursos técnicos (mecânica e refrigeração), ampliando a disseminação desse conhecimento.

“Neste ano, cientes da tendência de maior uso de fluidos naturais (como propano) no mercado brasileiro, lançamos o curso Treinamento para Uso Seguro e Eficiente de Fluidos Inflamáveis em Sistemas de Ar Condicionado, que está sendo ministrado por instrutores capacitados pelo projeto em 5 escolas parcerias do PBH, de cinco estados, que contemplam as regiões geográficas do país: Centro Oeste (GO); Nordeste (RN); Norte (RO); Sudeste (SP); e Sul (PR). E já estamos trabalhando para que no próximo ano, esse curso seja ampliado para pelo menos mais 5 escolas, em outros estados.  Nossa meta é capacitar 5.000 mil profissionais. Além disso, entendemos que não são só os fluidos refrigerantes que devem seguir as normas e serem bem certificados, mas os profissionais também precisam ser certificados. Para tanto, acabamos de lançar uma “Licitação para a Criação de um Sistema Piloto de Qualificação, Certificação e Registro (QCR) no Setor de Refrigeração”. Nosso objetivo é criar um esquema que melhore a regulamentação do ambiente profissional, reduza os vazamentos de fluidos refrigerantes e garanta a introdução segura de alternativas aos HCFCs, o que coopera diretamente para o combate ao uso de fluidos refrigerantes fora das normas e, portanto, ilegais. Para que esse sistema de certificação, cujo projeto piloto será iniciado em 2026, funcione e tenha sucesso, iremos contar com o importante apoio da sociedade, por meio das escolas técnicas e das entidades do setor parceiras do Programa, como a ABRAVA e a ASBRAV”, informa Stefanie.

Impacto do uso de substâncias não autorizadas no Brasil

O uso de substâncias não autorizadas no Brasil, especialmente no setor de HVAC-R, tem ampliado riscos ambientais, econômicos e operacionais. A entrada de produtos sem certificação compromete a segurança dos sistemas, aumenta a probabilidade de falhas e eleva as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a prática causa distorções competitivas ao favorecer quem opera fora das normas. Para o consumidor, o barato pode sair caro: equipamentos perdem eficiência, sofrem danos e têm sua vida útil reduzida. O problema, embora conhecido, segue crescendo e exige ações coordenadas de fiscalização, educação técnica e responsabilização da cadeia.

“O impacto do uso de substâncias ilegais pode prejudicar todo o trabalho que realizamos com foco na proteção do meio ambiente, no âmbito do Protocolo de Montreal no Brasil. Por exemplo, nós eliminamos o consumo dos CFCs, em 2010, se entram CFCs por contrabando seria um retrocesso em relação à Proteção da Camada de Ozônio e, também, do clima, porque os CFCs têm um alto potencial de aquecimento global. Da mesma forma, o comércio ilegal pode impactar negativamente no controle dos HCFCs (R-22), que pelas nossas metas será eliminado até 2030. Já pensando na Emenda de Kigali e no comércio ilegal de HFCs, ainda estamos no início da implementação do plano para redução do uso desses fluidos no país. Como estamos traçando uma linha de base de consumo, com base em estatísticas oficiais, se houver a entrada de muitos HFCs contrabandeados, essa linha de consumo no Brasil se tornará irreal, e então teremos problemas sérios na implementação das nossas metas no âmbito do Protocolo de Montreal”, reforça Amorim.

Ele acrescenta que os produtos legais possuem rótulos em conformidade com as normas técnicas, têm procedência garantida e são adquiridos por meio de nota fiscal, com os produtos/substâncias devidamente discriminados pelos distribuidores/fabricantes. Se os fluidos refrigerantes forem sempre comprados em estabelecimentos credenciados e da forma correta, o espaço do comércio ilegal será praticamente nulo. Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vem trabalhando em uma nova instrução normativa que estabelecerá a obrigatoriedade de que os fluidos refrigerantes comercializados devem atender aos requisitos de pureza estabelecidos na Norma ABNT NBR 16.667, o que contribuirá para a conformidade dos produtos.

“Importante destacar que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desempenha um papel central e essencial no controle de substâncias como os fluidos refrigerantes no Brasil. Sua atuação está diretamente ligada ao cumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo país, principalmente o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio.  O Ibama controla a importação e exportação. É a autoridade responsável por controlar e fiscalizar a entrada e saída de fluidos refrigerantes controlados (como os HCFCs e, mais recentemente, os HFCs, devido ao seu alto Potencial de Aquecimento Global – GWP) no território nacional, em portos e aeroportos. Isso inclui a verificação do conteúdo dos cilindros para combater o comércio ilegal. Destaco também que a extensa faixa de fronteira terrestre e marítima do país, combinada com a complexidade e o volume do comércio internacional, torna o combate ao contrabando de fluidos refrigerantes um desafio constante para o Ibama e órgãos parceiros como a Receita Federal, daí a importância de todo o apoio da sociedade nesse combate. No âmbito da Etapa III do PBH, sob a Coordenação do MMA e implementação do PNUD, serão realizadas ações voltadas para o fortalecimento da fiscalização por órgãos de controle em nível federal, estadual e municipal, para a capacitação dos agentes fiscalização e disponibilização de equipamentos para a identificação dos fluidos refrigerantes. Essas ações contribuirão para coibir o comércio e a importação ilegal de fluidos refrigerantes”, diz o analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Quanto a conscientização, para Stefanie, além das ações de treinamento e do projeto piloto de certificação dos profissionais, o Encontro Nacional de Treinamento de Treinadores em Fluidos Naturais do PBH resultou em 39 instrutores qualificados no curso “Uso Seguro e Eficiente de CO2‚  e R-290 em Sistemas de Refrigeração Comercial”. São instrutores que irão capacitar centenas de alunos/as nos próximos anos em escolas nas 5 regiões do país.

“Durante o encontro, que ocorreu no novo ‘Laboratório Modelo Mini Supermercado com Fluidos Refrigerantes Naturais: CO2‚  e R-290 do PBH’, localizado na escola Firjan SENAI Benfica, no Rio de Janeiro-RJ, o tema ‘fluidos refrigerantes ilegais’ foi bastante debatido.  Os instrutores relataram que seus alunos estão bastante preocupados com esse tema, por causa da possibilidade de acidentes graves em campo, motivada pelo alto volume de produtos oferecidos a baixo custo.  Ao longo do debate sobre o tema, durante o treinamento, foram destacadas pelos instrutores-especialistas do PBH, que ministraram o curso, as orientações de Boas Práticas em Refrigeração, que devem ser reforçadas aos alunos, no processo de maior conscientização dos profissionais da área sobre o tema.  Além disso, foi destacado que é importante a sociedade fiscalizar também e que as irregularidades com fluidos refrigerantes (ilegais, falsificados ou fora da regulamentação, inclusive com rótulos que não deixam claro o uso de fluidos inflamáveis) devem ser denunciadas aos órgãos oficiais (Ibama, Procon, etc.) e para as entidades da sociedade, nos seus fóruns específicos” comemora.

 Diferentes elos da cadeia com atuação integrada

O combate ao uso de refrigerantes ilegais no Brasil exige uma atuação integrada entre fabricantes, distribuidores, lojistas e técnicos, cada um responsável por uma parte essencial da solução. Fabricantes podem fortalecer a rastreabilidade, garantir informação clara e ampliar ações de conscientização sobre riscos e impactos ambientais. Distribuidores e lojistas, por sua vez, têm papel decisivo ao adotar políticas rígidas de compra, checar procedência e assegurar que apenas produtos regulamentados cheguem ao mercado. Já os profissionais técnicos, que estão na ponta do atendimento, influenciam diretamente o comportamento do consumidor ao orientar sobre segurança, eficiência e conformidade. Quando esses elos trabalham alinhados, cria-se uma cultura de responsabilidade que reduz incentivos ao mercado ilegal, protege equipamentos e reforça o compromisso do setor com práticas sustentáveis.

Encontro Nacional de Treinamento de Treinadores resultou em 39 instrutores qualificados

“Acreditamos que só uma ação coordenada, a médio e longo prazo, entre governo, setor privado (fabricantes, distribuidores e revendedores) e sociedade (profissionais da refrigeração e usuários em especial) será efetiva no combate aos fluidos refrigerantes ilegais no país. Todos precisam fazer a sua parte. A responsabilidade de exigir comprovação da compra e venda de fluidos refrigerantes, por exemplo, é de todos. Os fabricantes devem garantir os registros dos fluidos no Ibama; os distribuidores e o varejo devem conferir e só podem vender produtos com procedência confirmada; e os profissionais, como os técnicos/as de refrigeração, também devem estar atentos a esse controle e só comprar produto de origem legal. Da mesma forma, os usuários (empresas e consumidores) devem exigir a nota fiscal dos fluidos refrigerantes colocados em seus aparelhos/sistemas, além de contratar somente profissionais habilitados (técnicos formados pelo SENAI e Institutos Federais, por exemplo) que, no futuro, como planejamos, serão certificados pelo sistema QCR que implantaremos a partir de 2026”, conclui Stefanie.

 


Resumen (Español)

El avance del comercio ilegal de refrigerantes en Brasil representa un riesgo creciente para el sector de refrigeración y aire acondicionado. Productos sin certificación, falsificados o de origen desconocido comprometen la seguridad de técnicos y usuarios, reducen la eficiencia energética de los equipos y generan impactos ambientales relevantes, además de distorsionar la competencia al ofrecer precios muy inferiores a los del mercado regulado.

Autoridades ambientales y programas internacionales alertan que el problema afecta directamente el cumplimiento de los compromisos asumidos por Brasil en el Protocolo de Montreal y la Enmienda de Kigali. Iniciativas de capacitación técnica, certificación profesional y fortalecimiento de la fiscalización buscan contener el mercado ilegal, pero el enfrentamiento del problema exige una acción coordinada entre gobierno, sector privado y sociedad.


Summary (English)

The growth of illegal refrigerant trade in Brazil poses increasing risks to the HVAC-R sector. Uncertified, counterfeit or undocumented products jeopardize technician and user safety, reduce system efficiency, and intensify environmental impacts, while creating unfair competition through significantly lower prices than those in the regulated market.

Environmental authorities and international programs warn that illegal refrigerants threaten Brazil’s commitments under the Montreal Protocol and the Kigali Amendment. Technical training, professional certification and stronger enforcement are key measures to curb this practice, but effective results depend on coordinated action among government, industry stakeholders and society as a whole.

Leveros adquire Refrigás e amplia atuação em peças e insumos para climatização

Operação marca o primeiro movimento estratégico após a entrada da GEF Capital Partners e projeta crescimento da nova divisão no faturamento do grupo.

A Leveros anunciou a aquisição da Refrigás, distribuidora com mais de 35 anos de atuação no segmento de refrigeração e climatização. O movimento representa o primeiro passo estratégico da companhia após a entrada da GEF Capital Partners como nova investidora, que assumiu a posição anteriormente ocupada pela 2bCapital. A empresa informa que a operação integra o plano de se consolidar, nos próximos cinco anos, como referência nacional em soluções completas para instaladores.

A aquisição amplia a presença da Leveros no mercado de peças, insumos e ferramentas, com foco no atendimento a instaladores de ar-condicionado e à cadeia de refrigeração comercial. Segundo a companhia, a expectativa é que, em até três anos, entre 20% e 25% da receita do grupo seja originada dessa divisão, que passa a complementar o portfólio de venda de equipamentos de climatização.

Fundada em 1989, em Bauru (SP), a Refrigás atua com fluidos refrigerantes, peças e ferramentas e mantém filiais em São Carlos, Marília, Três Lagoas e São Paulo, além de operações por e-commerce e televendas. Com a transação, o fundador da empresa, Lair Francisco Assis, passa a integrar o quadro societário da Leveros e seguirá envolvido na expansão da unidade de negócios. A marca Refrigás será mantida.

A Leveros projeta investir cerca de R$ 30 milhões nos próximos anos para expandir a divisão de peças e insumos, com reforço em logística, estoques, frota própria e integração operacional entre as unidades do grupo. Para o CEO do Grupo Leveros, Tiziano Filho, a aquisição acelera a entrada da companhia nesse mercado e inaugura uma nova fase de expansão sob a gestão da GEF Capital Partners.


Resumen (Español)

La empresa brasileña Leveros anunció la adquisición de Refrigás, distribuidora con más de 35 años de experiencia en refrigeración y climatización. La operación es el primer movimiento estratégico tras la entrada de GEF Capital Partners como nuevo inversor del grupo.

Según la compañía, la adquisición amplía su presencia en el mercado de repuestos e insumos y la meta es que esta división represente entre el 20% y el 25% de los ingresos en hasta tres años, con inversiones previstas de alrededor de R$ 30 millones.


Summary (English)

Brazilian HVAC company Leveros announced the acquisition of Refrigás, a distributor with over 35 years of experience in refrigeration and air conditioning. The deal marks the company’s first strategic move following the entry of GEF Capital Partners as its new investor.

The acquisition strengthens Leveros’ presence in the parts and supplies market. The group expects this business line to account for 20% to 25% of total revenue within three years, supported by planned investments of approximately R$ 30 million.