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Limitações estruturais e tecnológicas afetam Centros de Distribuição

Responsáveis por sustentar o fluxo de produtos em todo o país, os CDs enfrentam desafios que vão de estradas em más condições à ausência de tecnologias modernas

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O abastecimento dos Centros de Distribuição (CDs) no Brasil é um dos pontos mais críticos da cadeia logística, especialmente em um país de dimensões continentais e com infraestrutura desigual. Esses espaços são responsáveis por receber, organizar e expedir produtos para varejistas, indústrias e consumidores finais, desempenhando um papel estratégico na fluidez do mercado.

Montar um CD no setor de HVAC-R vai muito além de encontrar um galpão e instalar prateleiras. A decisão envolve um planejamento logístico preciso, que considera desde o volume de vendas até a capilaridade necessária para alcançar pequenas cidades com eficiência e custos controlados. Com o avanço do e-commerce e o crescimento de distribuidores regionais, os CDs se tornaram peças-chave para garantir disponibilidade de produtos e agilidade no atendimento.

A localização é um dos principais fatores estratégicos. Estar próximo de grandes centros consumidores reduz o tempo de entrega, mas também é preciso planejar rotas que atendam cidades menores — onde a demanda é menor, porém constante. Para muitas empresas do setor, o desafio está em equilibrar o custo de transporte com a necessidade de manter prazos competitivos, especialmente em regiões distantes dos polos industriais.

Outro ponto crítico é o investimento em estrutura. Além do aluguel ou construção do espaço, pesam na conta os custos com estoque, equipamentos de movimentação, sistemas de gestão e pessoal qualificado. A organização do CD influencia diretamente a produtividade: quanto mais eficiente o controle de inventário e a expedição, menor o risco de perdas e atrasos.

No entanto, operadores logísticos, fornecedores e clientes têm registrado reclamações frequentes que vão desde as dificuldades de acesso até a carência de equipamentos modernos que assegurem a agilidade da pronta entrega.

Vinilton Souza, líder de serviços e do centro de treinamento na América Latina da Thermo King

Um dos gargalos mais recorrentes está relacionado à infraestrutura rodoviária. A CNT – Confederação Nacional do Transporte de Rodovias, publicou uma pesquisa em 2024 inspecionando mais de 110 mil km de rodovias, revelando que mais de 60% da malha apresenta condições apenas regulares, ruins ou péssimas, o que reflete diretamente nos custos logísticos e na segurança do transporte de cargas. Esse cenário impacta diretamente a logística de abastecimento, já que o transporte rodoviário responde por mais de 60% da movimentação de cargas no país. Bloqueios em estradas, trechos mal conservados, falta de pavimentação e longas distâncias elevam os custos operacionais, atrasam entregas e comprometem o planejamento dos CDs. Em situações de crise, como greves ou interdições, o efeito é ainda mais devastador: pequenos varejistas, por exemplo, relatam dificuldade para receber perecíveis em tempo hábil, gerando perdas financeiras e desabastecimento.

“A questão de infraestrutura em determinadas regiões do Brasil é um desafio. Muitas estradas têm péssima conservação, a qualidade do combustível varia muito de região para região e encontrar empresas com mão de obra qualificada em determinadas regiões para prestar serviços de manutenção e reparo nas nossas unidades é um grande desafio”, revela Vinilton Souza, Líder de Serviços e do Centro de Treinamento na América Latina da Thermo King.

 Disparidade tecnológica

Outro ponto central das reclamações é a falta de modernização em muitos CDs. Enquanto gigantes do varejo e do e-commerce já investem em esteiras automatizadas, sistemas de triagem inteligentes e monitoramento em tempo real, boa parte das operações nacionais ainda depende de processos manuais ou de equipamentos insuficientes. A ausência de esteiras de movimentação, empilhadeiras modernas, docas padronizadas e softwares de gestão integrados resulta em atrasos na separação de pedidos e na expedição. Não raro, mercadorias ficam paradas dias em armazéns, sem previsão clara de saída, causando frustração a clientes e gargalos em toda a cadeia de abastecimento.

A Amazon é referência em eficiência operacional, e parte desse sucesso está na tecnologia aplicada em seus CDs. A empresa utiliza sistemas automatizados para otimizar processos de separação e embalagem de produtos, e as esteiras desempenham papel fundamental. Conhecidas por sua durabilidade e resistência ao desgaste, essas soluções garantem a continuidade das operações, reduzindo paradas e custos com manutenção, fatores críticos em um ambiente logístico de alta demanda.

Marcos Jesus, gerente especialista de modulares e linha de transportadores da Ammeraal Beltech

“Com o avanço acelerado do e-commerce, a flexibilidade também se tornou indispensável. As esteiras modulares e escaláveis permitem que os CDs se adaptem rapidamente às flutuações de demanda, como em períodos de alta sazonalidade, sem comprometer a eficiência do fluxo de materiais. Desenvolvidas com materiais de alta durabilidade e resistência ao desgaste, elas reduzem paradas não programadas e custos com manutenção, assegurando a operação ininterrupta. Além disso, são projetadas para integrar-se facilmente a sistemas automatizados de triagem, picking e embalagem, o que permite maior velocidade e precisão no manuseio de mercadorias, diminuindo o esforço manual e otimizando o tempo de processamento de pedidos. Outro diferencial é o design modular e customizável, que possibilita adaptações rápidas em layouts e linhas de transporte conforme a necessidade do CD, atendendo com flexibilidade as variações de demanda. Em um setor onde cada segundo conta, essas soluções são verdadeiras aliadas na busca por produtividade e competitividade”, informa Marcos Jesus, gerente especialista de modulares e linha de transportadores da Ammeraal Beltech.

Já a Thermo King disponibilizou no Brasil e na América Latina o seu sistema de monitoramento, chamado tracking. “Com o tracking é possível ter todas as informações operativas do equipamento, como pressões e temperaturas, além de poder interagir com o equipamento, como por exemplo, liga ou desliga a unidade ou mudar o ponto de ajuste (set-point). É possível programar alertas que são enviados ao celular e e-mail dos gestores em caso de a temperatura do baú ficar fora da temperatura programada ou quando algum alarme, por exemplo, de baixo nível de combustível seja gerado. Com isso é possível tomar ações rápidas em caso de alguma anomalia, mantendo a qualidade e integridade das cargas em todo o trajeto”, comenta Souza.

A disparidade tecnológica reflete não apenas na agilidade, mas também na competitividade das empresas. CDs sem automação têm dificuldade em acompanhar a crescente demanda do e-commerce e o padrão de consumo cada vez mais exigente, marcado por entregas rápidas e rastreamento em tempo real. Para os operadores, isso se traduz em custos extras com mão de obra, manutenção corretiva e falhas na operação. Para os clientes, significa atrasos, produtos indisponíveis e perda de confiança na marca.

Além da infraestrutura viária precária e da carência de equipamentos, pesa também o fator regional. Enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em CDs modernos, regiões como o Norte e o Nordeste enfrentam maior dificuldade de acesso, menor capilaridade e menos recursos para modernização. Isso gera desigualdade logística, com prazos mais longos e custos maiores para abastecer determinadas localidades.

Especialistas destacam que a solução passa por três frentes: investimentos contínuos em infraestrutura de transporte, modernização dos centros de distribuição e maior integração entre modais. O incentivo à automação, por meio de esteiras inteligentes e correias industriais de alta performance, é um passo essencial para reduzir gargalos e aumentar a capacidade de pronta entrega. Do lado público, é necessário reforçar os investimentos em rodovias, ferrovias e hidrovias, ampliando a conectividade do país. Já as empresas precisam enxergar o CD como um diferencial estratégico e não apenas como um espaço de armazenamento.

Na distribuição, a escolha entre Correios e operadores logísticos terceirizados também impacta o desempenho. Os Correios oferecem cobertura nacional e tarifas competitivas para volumes menores, ideais para peças e componentes de reposição. Já operadores especializados garantem maior previsibilidade, rastreabilidade e flexibilidade em entregas volumosas ou refrigeradas, requisitos comuns no HVAC-R.

Em um cenário de transformação do consumo e de crescimento acelerado do comércio eletrônico, os desafios logísticos para abastecimento dos Centros de Distribuição no Brasil estão no centro do debate. Superá-los não é apenas uma questão de eficiência operacional, mas também de competitividade econômica e de atendimento às expectativas cada vez mais imediatistas dos consumidores.

Eficiência energética ganha novo comitê no setor HVAC-R

Seminário em Brasília, promovido por MME, ABDI e Clasp, discutiu políticas para fortalecer a transição energética e a sustentabilidade na indústria de climatização e refrigeração

O Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a organização internacional Clasp realizaram, em 14 de outubro, em Brasília, o seminário “Brasil e a COP30: o papel da eficiência energética no setor HVAC-R”. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e especialistas nacionais e internacionais para discutir desafios e oportunidades da eficiência energética no setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R), com foco na transição energética e na sustentabilidade industrial.

Durante o evento, foi lançado o Comitê de Acompanhamento do Projeto de Eficiência Energética como Instrumento de Política Industrial, grupo que reunirá representantes públicos e privados para propor ações que ampliem a competitividade e a sustentabilidade do setor. O comitê também será responsável pela elaboração de uma carta de compromisso com a eficiência energética, prevista para ser apresentada durante a COP30, em Belém (PA), em novembro.

O diretor do Departamento de Informações, Estudos e Eficiência Energética do MME, Leandro Andrade, afirmou que o setor de HVAC-R representa cerca de 10% do consumo de energia elétrica do segmento residencial e tem potencial significativo de crescimento. Segundo ele, a eficiência energética é a alternativa mais econômica para o consumidor e pode reduzir a necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia.

A coordenadora-geral de Eficiência Energética do MME, Samira Sana, ressaltou a importância de aprimorar continuamente as regulamentações do setor e destacou a matriz energética sustentável do país como um ativo para a neoindustrialização e a transição energética.

O seminário contou ainda com a participação de Perpétua Almeida, diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI; Júlia Cruz, secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); e Colin Taylor, diretor executivo da Clasp para a América Latina. A programação incluiu painéis técnicos e debates sobre inovação tecnológica, gargalos produtivos e impactos sociais da climatização sustentável, culminando na assinatura da carta de intenções que institui o novo comitê.

Febrava destaca inovação e presença chinesa no setor de climatização

Feira reforça parcerias com a China e apresenta soluções em eficiência energética e climatização no Brasil

A Febrava realizou mais uma edição em São Paulo como ponto de encontro da cadeia de refrigeração, ar-condicionado, ventilação, aquecimento e tratamento de água na América Latina. Durante quatro dias, reuniu milhares de visitantes em busca de soluções técnicas, lançamentos e oportunidades de negócios.

A diretora do evento, Tatiana Rassini, ressaltou que a feira fortalece a cadeia produtiva e amplia a participação internacional. Segundo ela, as marcas chinesas tiveram papel de destaque, ocupando alguns dos maiores estandes e apresentando tecnologias que despertam interesse dos visitantes brasileiros.

A presença chinesa foi um dos eixos centrais desta edição. Empresas expuseram equipamentos voltados à eficiência energética, climatização inteligente e soluções sustentáveis. Fabricantes que atuam no Brasil utilizaram a feira como vitrine para apresentar portfólio de produtos e ampliar redes de contato.

De acordo com representantes do setor, a percepção sobre a qualidade dos equipamentos chineses mudou nos últimos anos. O custo mais competitivo e o avanço tecnológico tornaram essas marcas mais atrativas para distribuidores e consumidores locais.

Entre as companhias presentes, a TCL destacou crescimento de 40% no Brasil no último ano, reforçando a estratégia de consolidar presença no mercado latino-americano. A Gree, apontada como a maior fabricante mundial de ar-condicionado, também apresentou novidades e afirmou que a feira é estratégica para aprofundar sua atuação no país.

A Febrava segue como espaço de difusão de tendências globais e de consolidação da cooperação entre o Brasil e a China no setor de climatização e refrigeração.

16 de setembro marca o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

Brasil acelera transição de gases refrigerantes em linhas com o setor HVAC-R

Em 16 de setembro, data que lembra, desde 1994, o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio instituído pela ONU, o Brasil reforça compromissos e avanços na substituição e regulação de substâncias que afetam a camada de ozônio, com impacto direto para a indústria de refrigeração e ar-condicionado (HVAC-R), setor que depende dos gases refrigerantes.

Segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas, a camada de ozônio atingiu em 2024 a maior espessura registrada em décadas de monitoramento. O buraco que se forma sobre a Antártida a cada primavera teve dimensões abaixo da média de 1990 a 2020, com déficit de 46,1 milhões de toneladas de ozônio.

O país já teve aprovada a terceira e última fase do Plano de Gestão para Eliminação de HCFCs (HPMP – Stage III), com recursos de US$ 36,5 milhões, para eliminar completamente o uso de HCFCs até 2030.

Essa etapa inclui ações voltadas ao setor de serviço de refrigeração e ar-condicionado, para evitar que a substituição dos HCFCs migre para gases de alto potencial de aquecimento global (High GWP HFCs).

Além disso, o Brasil promulgou o Acordo de Kigali, que obriga reduzir o consumo de HFCs com metas bem definidas: congelar o consumo em linha de base calculada entre 2020-2022, e diminuir 10% até 2029, 30% em 2035, 50% em 2040 e 80% em 2045.

Para isso, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, IBAMA, e agências como PNUD, UNIDO e GIZ desenvolvem normativas, capacitação profissional, sistemas de certificação e regulamentos para recuperação e descarte seguro dos refrigerantes.

Na Febrava 2025, em São Paulo, o tema ganhou destaque exatamente por reunir fabricantes, distribuidores, empresas do ramo de HVAC-R e profissionais técnicos, para apresentar tecnologias alternativas de fluidos refrigerantes de baixo GWP, práticas de eficiência energética e soluções de refrigeração industrial. O setor participou ativamente desses debates, unindo demandas de regulação, inovação tecnológica e requisitos de sustentabilidade ambiental.

ALEMANHA – European Heat Pump Summit 2025 terá Foyer Expo completa com mais de 30 expositores

Congresso European Heat Pump Summit 2025 contará com mais de 30 expositores na Foyer Expo, com foco em soluções práticas de bombas de calor para indústria, pesquisa e políticas.

ALEMANHA – O European Heat Pump Summit 2025, evento que reunirá especialistas em tecnologia de bombas de calor nas áreas industrial, pesquisa e regulatória, programado para 28 e 29 de outubro em Nuremberg, Alemanha, já tem sua Foyer Expo totalmente reservada, com mais de 30 expositores inscritos.

Na Foyer Expo, empresas como Danfoss, Bitzer, SWEP, Sensata, SKF, Ziehl-Abegg, AIT, EP Ehrler Prüftechnik, EHPA, BWP, Seven Bel, Getzner e Mayekawa apresentarão soluções práticas: compressores, trocadores de calor, tecnologia de sensores, ventiladores, novas metodologias de teste, e análises de mercado.

O congresso, paralelo à exposição, terá programação técnica voltada a desenvolvimento de componentes, pesquisa de novos refrigerantes como R-290, segurança operacional, otimização de sistemas, aplicações industriais de larga escala e políticas públicas e subsídios europeus.

Para o mercado HVAC-R brasileiro, o evento pode servir como referência para acompanhar tendências globais que possam impactar regulação nacional, eficiência energética, escolha de equipamentos e incentivos governamentais.

Os ingressos já estão à venda, por € 595 para o público geral e € 190 para estudantes.

Gree lança e-commerce e amplia atuação direta no Brasil

Loja oficial foi anunciada durante a FEBRAVA e integra site reformulado com novos serviços digitais

A Gree anunciou na Febrava o lançamento de sua loja oficial de comércio eletrônico. A iniciativa marca a estreia da companhia na venda direta ao consumidor no Brasil.

Segundo Carlos Murano, gerente executivo de vendas da Gree do Brasil, o projeto busca aproximar a empresa do público final e, ao mesmo tempo, manter o apoio aos distribuidores. A operação contará com atendimento por televendas e SAC em São Paulo, além de suporte da fábrica em Manaus.

O lançamento ocorreu junto à apresentação do novo site institucional da companhia, que reúne conteúdos e ferramentas como calculadora de BTUs, acesso ao programa de capacitação profissional Gree Capacita, pré-credenciamento de instaladores e acesso ao e-commerce.

Com cerca de 20% de participação no mercado nacional e liderança na região Nordeste, a Gree do Brasil registra desde 2017 crescimento anual de 10% a 20% no faturamento. O país responde por aproximadamente 10% do faturamento global da multinacional chinesa.

A chegada da loja virtual ocorre em momento estratégico. A empresa anunciou investimento de R$ 50 milhões, previsto para 2026, na expansão da fábrica em Manaus. O aporte aumentará a capacidade produtiva de aparelhos de ar-condicionado e dará início à fabricação de novos produtos da linha branca.

No e-commerce, estarão disponíveis equipamentos residenciais, como splits e multisplits. A logística continuará a ser feita pelos distribuidores parceiros.

Continente e ilha em debate climático

Professor do CEUB representará a Ilha Maurício nas negociações da COP 30 em Belém

O professor Nitish Monebhurrun, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), foi designado representante oficial da Ilha Maurício na COP 30, que será realizada em Belém. Radicado no Brasil, o especialista levará à conferência comparações entre os impactos das mudanças climáticas em países continentais e em Estados-ilha em desenvolvimento.

Segundo Monebhurrun, enquanto o Brasil responde por 1,2% das emissões globais de CO₂ e enfrenta eventos extremos como secas e enchentes, a Maurício contribui com menos de 0,01%, mas sofre com o aumento do nível do mar e a degradação de recifes de corais, ameaças que podem levar ao deslocamento de populações.

O professor destacou avanços como o Acordo de Paris e pareceres da Corte Internacional de Justiça, que reforçam a responsabilidade dos países desenvolvidos em apoiar os mais vulneráveis. Ainda assim, apontou entraves, como a dificuldade de acesso a fundos climáticos e a resistência de potências, entre elas os Estados Unidos, em ampliar compromissos.

Monebhurrun defendeu que países insulares não abrem mão da soberania, mesmo diante da erosão territorial. Ele lembrou que recente decisão consultiva da Corte Internacional de Justiça assegurou a manutenção do status de Estado a territórios ameaçados pela perda de terras.

Para a COP 30, o professor considera que o Brasil, como anfitrião, pode ter papel estratégico ao buscar destravar mecanismos de financiamento e incluir deveres ambientais em acordos econômicos internacionais. “É urgente condicionar a proteção jurídica de empresas ao cumprimento de suas responsabilidades ambientais”, afirmou.

Brasil apresenta avanços na proteção da camada de ozônio na Febrava 2025

Ministério do Meio Ambiente divulga resultados do PBH e anuncia novos investimentos no setor de refrigeração

O Brasil apresentou os resultados de suas ações para proteção da camada de ozônio e enfrentamento das mudanças climáticas. O anúncio ocorreu como parte das comemorações do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, celebrado em 16 de setembro e instituído a partir do Protocolo de Montreal, de 1987.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e a Cooperação Alemã (GIZ), o país reduziu em 66,56% o consumo de HCFCs em 2024, por meio do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH). O investimento destinado às ações do programa ultrapassou US$ 43,4 milhões.

As medidas incluíram a conversão industrial de 498 empresas do setor de espumas de poliuretano e 18 do setor de refrigeração comercial, além da capacitação de mais de 16 mil técnicos em boas práticas de refrigeração.

O MMA anunciou ainda o início da Etapa III do PBH, com previsão de US$ 33,8 milhões em novos investimentos até 2030, voltados para a eliminação dos HCFCs. A expectativa é reduzir 575,65 toneladas de Potencial de Destruição do Ozônio (PDO). Em paralelo, o Programa Brasileiro de Redução do Consumo de HFCs está em elaboração, em consonância com a Emenda de Kigali, que prevê a diminuição do impacto climático desses gases e a possibilidade de evitar até 0,4 °C de aquecimento global até o final do século.

A programação na FEBRAVA inclui a campanha Família Refrigeração, organizada pelo MMA, GIZ e ABRAVA, além da participação no Congresso Conbrava, promovido com o PNUD. Também serão distribuídos materiais informativos sobre o PBH e o Programa HFCs.

Copeland levará soluções climáticas à FEBRAVA 2025

Empresa apresentará tecnologias em HVAC-R com foco em refrigerantes de baixo GWP e monitoramento remoto

A Copeland, fornecedora global de soluções climáticas, participará da FEBRAVA 2025, que será realizada de 9 a 12 de setembro no São Paulo Expo, em São Paulo. A empresa exibirá tecnologias em HVAC-R voltadas à eficiência energética, ao uso de refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global (GWP) e ao monitoramento digital de sistemas.

De acordo com a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), o setor de HVAC-R no Brasil deve alcançar R$ 54 bilhões em 2025. Nesse contexto, a Copeland apresentará produtos como as unidades condensadoras ZX e ZXV, projetadas para aplicações de média e baixa temperatura, incluindo versões com modulação digital (ZXD) e velocidade variável (ZXV).

A empresa também destacará seus compressores scroll, otimizados para refrigerantes naturais como R-290, A2Ls e CO2; os inversores de frequência EVM, voltados a aplicações comerciais; o sistema de monitoramento remoto XWEB, acompanhado dos controladores XER; e o compressor centrífugo isento de óleo com tecnologia Aerolift™, indicado para resfriadores refrigerados a ar ou água. Esse último foi reconhecido com o Prêmio Selo de Inovação FEBRAVA 2025.

Além da exposição, a Copeland realizará coletiva de imprensa em 9 de setembro, às 14h30, no estande da ABRAVA (nº G09). Participarão Daniel Rohe, gerente geral da América do Sul; Fernando Llopart, vice-presidente da América Latina; Joana Canozzi, diretora de serviços de engenharia América do Sul; e André Stoqui, diretor de negócios América do Sul.

Febrava 2025 terá ilhas temáticas e experiências práticas no setor HVAC-R

Evento em São Paulo reunirá SENAI, Fatec, Keyla Carvalho Dias, Tatiana Rassini e Paulo Hélio Kanayama

A Febrava 2025 será realizada de 9 a 12 de setembro no São Paulo Expo. A feira de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração terá como proposta transformar o pavilhão em um laboratório vivo, com atividades práticas, demonstrações e troca de experiências.

Entre os destaques estão as Ilhas Temáticas. O SENAI participará com palestras técnicas, a instalação real de um sistema frigorífico conduzida por Keyla Carvalho Dias, campeã estadual da modalidade Refrigeração e Ar-Condicionado da SPSkills 2025, além da Escola Móvel de Energias Renováveis. A Fatec levará projetos acadêmicos e sua carreta didática para refrigeração e climatização.

Segundo Tatiana Rassini, gestora da Febrava, o objetivo é oferecer conhecimento aplicado em contato direto com especialistas e instituições do setor. Para Paulo Hélio Kanayama, coordenador da Fatec Franco da Rocha, as ilhas conectam educação e inovação, com foco em formação, sustentabilidade e avanço tecnológico.

Além da participação do SENAI e da Fatec, a feira contará ainda com a Ilha do Ar-Condicionado Automotivo e a Ilha da Cadeia do Frio.