• Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato
  Desde 1958 informando o HVAC-R
Revista do Frio
  • Revista
    • Outras Edições
  • Pauta
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • Circuito dos Instaladores
  • TOM
  • Artigo Técnico
  • Blog
  • Videos
  • Click to open the search input field Click to open the search input field Pesquisa
  • Menu Menu
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube

Boas práticas reduzem riscos de acidentes na indústria

28/06/2018

Durante muitos anos, o R-22 foi o principal fluido refrigerante utilizado em sistemas de ar condicionado, bombas de calor residenciais e comerciais, sistemas de refrigeração de supermercados, chillers instalados em prédios comerciais ou fábricas e equipamentos de refrigeração industrial.

Por conter cloro em sua composição, é uma substância nociva à camada de ozônio. A molécula deste hidrocloro-fluorcarbono (HCFC) ainda tem um potencial de aquecimento global (GWP, em inglês) 1.857 vezes maior que o do dióxido de carbono (CO2).

Em 2010, o R-22 foi banido dos novos equipamentos nos países desenvolvidos, onde até 2020 ele deverá ser eliminado totalmente. No caso do Brasil e de outros países em desenvolvimento, este prazo se estenderá até 2040.

Atualmente, o governo brasileiro vem diminuindo suas cotas de importação, o que tem tornado o fluido cada dia mais escasso no mercado.

Assim como no resto do mundo, por aqui ainda há um imenso parque instalado a ser convertido nos próximos anos para operar com novos fluidos refrigerantes alternativos de baixo ou nenhum impacto climático.

No País, onde a grande maioria da mão de obra do setor não possui qualificação adequada, os grandes desafios são promover essa transição tecnológica evitando vazamentos, aumento dos custos de manutenção e, principalmente, os acidentes.

Alguns fluidos tóxicos e inflamáveis utilizados nos primórdios da refrigeração por compressão mecânica, como os hidrocarbonetos (HCs) e o CO2, estão voltando ao mercado, uma vez que eles apresentam boa eficiência energética e baixo impacto ambiental.

Professor José de Jesus Amaral Marques, autor do recém-lançado livro “Boas práticas no uso do cobre para refrigeração e climatização”

“Mas a reintrodução dessas substâncias no setor exige maior atenção dos profissionais em relação às normas e aos procedimentos de segurança”, alerta o professor José de Jesus Amaral Marques, autor do livro Boas práticas no uso do cobre para refrigeração e climatização, lançado em maio pela Senai-SP Editora.

Segundo Amaral, a utilização de fluidos que trabalham com maior pressão no evaporador e condensador também exige o uso de tubos mais resistentes. “O cobre atende perfeitamente a essa demanda”, diz. “Este metal só não pode ser aplicado em instalações com amônia”, completa.

Além da toxicidade e da inflamabilidade dos gases refrigerantes, os circuitos eletromecânicos dos sistemas de climatização e refrigeração podem oferecer riscos relacionados a choque elétrico e arco elétrico, campo magnético, altas temperaturas e congelamento.

 

Normas técnicas e de segurança

De acordo com Amaral, as normas que classificam os fluidos refrigerantes quanto à sua toxicidade e inflamabilidade devem ser observadas rigorosamente para que sua manipulação seja feita de forma segura.

No Brasil, a NBR 16069, que trata da segurança em sistemas frigoríficos referenciando a Ashrae 34, menciona, por exemplo, a limitação da carga de fluidos inflamáveis em sistemas de ar condicionado e bomba de calor para conforto humano.

Segundo a norma, qualquer “sistema de refrigeração selado montado em fábrica com uma carga de fluido frigorífico inferior a 150 gramas de um refrigerante A2 ou A3 poderá ser instalado em um ambiente ocupado sem restrição, mesmo que não seja uma sala de máquinas especial.”

O texto do documento técnico também ressalta que “os fluidos frigoríficos dos grupos A2, A3, B1, B2 e B3 não devem ser utilizados em sistemas de alta probabilidade para conforto humano”, apresentando algumas exceções, como a área industrial, por exemplo.

“No caso dos fluidos refrigerantes A1, os profissionais do setor devem usar luvas, óculos e calçados de proteção, além de uma blusa de manga comprida e calça longa”, ressalta Amaral.

“Em se tratando de fluidos perigosos, classificados com B1, B2 ou B3, além de todos esses EPIs, o uso de uma máscara conforme a toxicidade do produto é imprescindível, assim como o jaleco antichamas, para os fluidos A2 e A3”, acrescenta.

A utilização da solda oxiacetilênica num circuito frigorífico deve ser feita com muito cuidado, prossegue Amaral, lembrando que esse não é um trabalho para “penduradores de ar”, turma composta por aventureiros de outras áreas que invadem o setor, como pedreiros e eletricistas, e se autodenominam “técnicos”.

No fim de 2016, uma série de incidentes durante manutenções de sistemas de ar condicionado, que resultou em queimaduras de trabalhadores, levou o órgão regulador de normas de segurança e saúde do estado australiano de Nova Gales do Sul (SafeWork NSW) a emitir um relatório de alerta a respeito do assunto.

Nos casos relatados, os refrigeristas estavam usando este tipo de solda para desmontar as conexões de cobre ao substituir o compressor. Apesar do uso do fluido não inflamável R-22, acredita-se que a pressão residual fez com que a mistura de refrigerante e óleo fosse liberada da junta do tubo, entrando em contato com a solda e iniciando os incêndios.

O alerta da SafeWork NSW adverte que, em casos assim, o fluido irá permanecer em solução com o óleo do compressor, e aquecer ou agitar o sistema faz com que o refrigerante, ao evaporar, eleve a pressão.

Segundo o relatório, os profissionais devem recolher o fluido frigorífico antes de realizar serviços nos sistemas de refrigeração e ar condicionado, assegurar que o local esteja bem ventilado e utilizar cortadores de tubos.

“A solda oxiacetilênica deve ser utilizada apenas sob condições estritamente controladas”, frisa Amaral.

Outro fator importante para o aumento da segurança no setor é o aprimoramento das Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho.

Dependendo da atividade que o profissional vá realizar, ele precisará seguir uma norma específica, como a NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade), NR-35 (Trabalho em Altura), NR-33 (Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados) ou NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos), dentre outras.

Por fim, as tecnologias para prevenir acidentes têm evoluído a passos largos no sentido de não apenas conferir segurança aos profissionais, mas também contribuir para o conforto no desempenho de seu trabalho.

É o caso, por exemplo, das máscaras de solda que escurecem automaticamente, dos óculos em policarbonato e das botas mais ergonômicas aos pés, dentre uma série de outros produtos com essa finalidade.

Para os trabalhos realizados em altura, os novos cintos também têm sido aprimorados, a fim de proporcionar um nível de segurança adequado com maior comodidade.

Share this entry
  • Share on Facebook
  • Share on X
  • Share on WhatsApp
  • Share on Pinterest
  • Share on LinkedIn
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_511193290-e1530212502340.jpg 467 700 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2018-06-28 16:23:562018-06-28 16:23:56Boas práticas reduzem riscos de acidentes na indústria
Talvez você goste dos artigos
Carrier apresenta sistema de resfriamento líquido para data centers com IA
Vendas de ar-condicionado crescem 16% no 1º semestre
Termomecanica lança linha inédita de tubos flexíveis de cobre
CFT extrapola atribuições em resolução Com atribuições reconhecidas, técnicos em mecânica podem fazer PMOC
Descarbonização da economia passa pelo isolamento térmico
Pequenos negócios em climatização triplicam em 12 anos

BLOG

  • Termômetro demonstra altas temperaturas e a necessidade de alternativas na refrigeração
    Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos25/05/2026 - 16:55
  • Tempo de transformação20/05/2026 - 13:33
  • A última espurgadinha17/05/2026 - 01:21
Publicidade

Últimas Notícias

  • Troféu Oswaldo Moreira 2026 abre votação da fase final
  • Febrava realiza primeira edição no Rio de Janeiro em outubro
  • Como funciona um sistema de refrigeração?
  • Fujitsu General participa de encontro de instaladores em Caruaru
  • Setor HVAC-R monitora possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

Nuvem de Tags

Abrava Aquecimento Aquecimento Global Ar Condicionado Brasil Circuito dos Instaladores Climatização Clube do Frio CO2 Compressor Covid-19 Daikin Danfoss Eficiência Energética Elgin Febrava Fluido Refrigerante Fluidos Refrigerantes Gree GWP HVAC-R Indústria Instalador instaladores Instalação IoT LG Manutenção Meio Ambiente Midea Midea Carrier PMOC Refrigeração Refrigeração Comercial Revista do Frio Samsung SENAI Split sustentabilidade São Paulo São Paulo Expo Tecnologia Trane Ventilação VRF

Assine Já!

Assine a Revista do Frio

  • Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato

Siga-nos

Clube do Frio
Logo image
Acesso nosso Facebook
Junte-se a nós!
iCoil Assessoria de Marketing
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube
  • Edição do Mês
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • HVAC-R Global
  • Artigo Técnico
  • BLOG
  • Videos
  • Podcast
Link to: Mercado de câmaras frias deve experimentar nova fase de expansão Link to: Mercado de câmaras frias deve experimentar nova fase de expansão Mercado de câmaras frias deve experimentar nova fase de expansãoRevista do Frio junho 2018 sobre Câmaras frigoríficas Link to: Eletrofrio ganha Troféu Ouro em premiação mineira Link to: Eletrofrio ganha Troféu Ouro em premiação mineira Eletrofrio ganha Troféu Ouro em premiação mineira
Scroll to top Scroll to top Scroll to top

Usamos cookies para melhorar sua experiência, analisar tráfego e personalizar anúncios. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias.

OK

Cookie and Privacy Settings



How we use cookies

We may request cookies to be set on your device. We use cookies to let us know when you visit our websites, how you interact with us, to enrich your user experience, and to customize your relationship with our website.

Click on the different category headings to find out more. You can also change some of your preferences. Note that blocking some types of cookies may impact your experience on our websites and the services we are able to offer.

Essential Website Cookies

These cookies are strictly necessary to provide you with services available through our website and to use some of its features.

Because these cookies are strictly necessary to deliver the website, refusing them will have impact how our site functions. You always can block or delete cookies by changing your browser settings and force blocking all cookies on this website. But this will always prompt you to accept/refuse cookies when revisiting our site.

We fully respect if you want to refuse cookies but to avoid asking you again and again kindly allow us to store a cookie for that. You are free to opt out any time or opt in for other cookies to get a better experience. If you refuse cookies we will remove all set cookies in our domain.

We provide you with a list of stored cookies on your computer in our domain so you can check what we stored. Due to security reasons we are not able to show or modify cookies from other domains. You can check these in your browser security settings.

Google Analytics Cookies

These cookies collect information that is used either in aggregate form to help us understand how our website is being used or how effective our marketing campaigns are, or to help us customize our website and application for you in order to enhance your experience.

If you do not want that we track your visit to our site you can disable tracking in your browser here:

Other external services

We also use different external services like Google Webfonts, Google Maps, and external Video providers. Since these providers may collect personal data like your IP address we allow you to block them here. Please be aware that this might heavily reduce the functionality and appearance of our site. Changes will take effect once you reload the page.

Google Webfont Settings:

Google Map Settings:

Google reCaptcha Settings:

Vimeo and Youtube video embeds:

Other cookies

The following cookies are also needed - You can choose if you want to allow them:

OK