Tarifa de 25% dos EUA amplia cautela no HVAC-R

Custos, câmbio e cadeia de suprimentos permanecem sob pressão enquanto o setor acompanha as negociações comerciais e o ambiente político em busca de maior previsibilidade.
O cenário se soma aos indicadores apresentados pelo Termômetro AVACR, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística da ABRAVA, que já registravam interrupção da trajetória de redução dos custos de produção, inflação setorial projetada em 5,11% e deterioração dos índices de confiança empresarial. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que as expectativas permanecem ligeiramente acima da linha de neutralidade, sustentadas pela demanda doméstica por infraestrutura de refrigeração e projetos de retrofit.
A avaliação predominante entre agentes da cadeia é de que a volatilidade deverá permanecer enquanto persistirem as negociações comerciais e o ambiente político. Historicamente, medidas tarifárias adotadas em períodos eleitorais costumam ser acompanhadas, após a definição do novo cenário político, pela retomada de negociações técnicas entre os países. Caso esse movimento se confirme, a tendência é de redução das incertezas para o comércio internacional e maior previsibilidade para decisões de investimento e compras.
Até que esse ambiente se estabilize, empresas do setor concentram esforços na gestão de estoques de componentes críticos, na diversificação de fornecedores, especialmente no mercado interno e asiático, na adoção de mecanismos de proteção cambial em contratos de longo prazo e no acompanhamento das linhas de crédito anunciadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), operacionalizadas pelo BNDES por meio do Plano Brasil Soberano.
As medidas de apoio contemplam fabricantes de máquinas e equipamentos elétricos, categoria que inclui empresas da cadeia HVAC-R exportadoras ou fornecedoras de componentes para indústrias afetadas pelas tarifas. Entre as modalidades previstas estão capital de giro, financiamento à exportação e investimentos voltados à diversificação de mercados.
Para o setor, o momento permanece marcado por cautela operacional. Apesar da pressão sobre custos e do aumento da incerteza, os indicadores disponíveis não apontam paralisação da atividade, mas sim uma estratégia de adaptação até que o ambiente comercial e político apresente maior estabilidade.
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