• Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato
  Desde 1958 informando o HVAC-R
Revista do Frio
  • Revista
    • Outras Edições
  • Pauta
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • Circuito dos Instaladores
  • TOM
  • Artigo Técnico
  • Blog
  • Videos
  • Click to open the search input field Click to open the search input field Pesquisa
  • Menu Menu
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube

Desaquecimento da economia brasileira limita expansão do HVAC-R

01/12/2014

A onda de pessimismo e desconfiança que varre a economia brasileira não deve parar de crescer nos próximos meses, ao contrário do Produto Interno Bruto, que foi jogado na lona graças a uma série de fatores que inibem a vontade de qualquer investidor, entre os quais a gestão fiscal frouxa e sem transparência, a deterioração dos indicadores macroeconômicos e a falta de reformas estruturais.

A recente alta da taxa básica de juros para 11,25% ao ano também não agradou o setor industrial. Em nota, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) alertou que a economia está encolhendo. “A elevação da taxa Selic não só impede qualquer tipo de retomada da atividade econômica no curto prazo, como também derruba ainda mais a confiança de empresas e consumidores”, diz o texto. Por isso, a entidade projeta forte recuo – em cerca de 7% – para o investimento na economia em 2014. Embora sempre cresçam bem acima da média do PIB, as companhias do HVAC-R poderiam ter se expandido mais este ano, não fosse esse conjunto de dados negativos, conforme avaliam empresários e profissionais do setor ouvidos pela Revista do Frio.

“Assim como a inflação e a variação cambial, os reajustes de preços regulados pelo governo e o aumento da Selic geram impactos em nossos custos”, informa o diretor geral da Armacell América do Sul, Marcio Nieble.

Segundo o executivo, a incerteza na área econômica, que foi forte durante todo o ano, dificultou o planejamento e a tomada de decisões no meio empresarial, impactando na definição e realização de investimentos em novas obras e em retrofits, que resultariam em mais negócios para as empresas do segmento de termoisolantes.

Apesar disso, a subsidiária da multinacional alemã deve encerrar 2014 com dois dígitos de crescimento em suas vendas no País, em comparação com o ano anterior.

“Para a obtenção desse bom resultado, foi fundamental o trabalho que realizamos para aumentar nossa presença nos diversos mercados de HVAC-R e ampliar a nossa penetração geográfica, chegando a novos clientes. Outros fatores-chave para isso foram a oferta de serviços cada vez melhores, um portfólio de produtos mais amplo e o relacionamento mais próximo com nossos distribuidores e representantes”, explica.

“Para as indústrias que possuem fábrica no Brasil, o impacto da inflação é terrível, refletindo diretamente na competitividade e, consequentemente, na lucratividade das empresas”, analisa o presidente da Heatcraft no País, Ricardo Freitas.

De acordo com o executivo da multinacional norte-americana, o Brasil vinha numa forte trajetória econômica crescente nos últimos anos, que culminou numa desaceleração abrupta em 2014 em função de dois eventos cruciais: a Copa do Mundo de Futebol e as eleições.

“Nossas vendas cresceram 7% este ano, mas só por causa de ações competitivas que temos implementado nas áreas de atendimento, tecnologia, treinamento e marketing; ou seja, esse resultado poderia ter sido melhor, caso a política econômica brasileira fosse mais bem- sucedida”, destaca.

Além da inflação crescente, do câmbio instável e dos preços regulados em ascensão – energia elétrica e combustíveis, principalmente –, outros indicadores que influenciam diretamente os custos em grande parte das empresas do setor de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração têm sido as variações dos preços de commodities metálicas como aço, alumínio, cobre e latão, no mercado internacional. Restrições ao crédito ao consumidor final e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) mais elevado para eletrodomésticos da linha branca foram também fatores que, ao longo do ano, desaceleraram o crescimento do HVAC-R. “Em se tratando de vendas de refrigeradores, o primeiro semestre de 2014 foi o pior dos últimos 10 anos”, lamenta o diretor comercial da Vulkan do Brasil, Mauro Mendonça.

“Mas graças aos nossos lançamentos, em especial de novos pontos de união para sistemas de refrigeração, não fomos muito afetados pelo desaquecimento da economia entre 2013 e 2014”, pondera o executivo, lembrando que a filial brasileira da empresa alemã continua sendo a primeira do mundo em termos de faturamento, entre suas 19 subsidiárias. “Só perdemos para a matriz”, completa.

Com o PIB da produção industrial negativo, a falta de incentivos para fomentar o setor e a desconfiança do empresariado para realizar investimentos, algumas indústrias instaladas no País vêm reduzindo suas margens para manter a participação no segmento. É o caso, por exemplo, da Termomecanica.

“Iremos fechar 2014 com crescimento de vendas na ordem de 5% em volume no segmento de refrigeração. Entretanto, na ótica financeira, este percentual é absorvido, devido à redução das margens para manter a fatia no mercado”, confirma o gerente de vendas da companhia, Marcelo Silva.

OPORTUNIDADES

O Brasil já é o oitavo maior consumidor mundial de eletricidade, e o quarto mais caro em termos de custos de energia. Segundo o relatório do Balanço Energético Nacional 2013, o setor industrial continua encabeçando a lista, com 33,9% da demanda total.

O recente aumento de 40,7% na tarifa de energia elétrica da distribuidora Elektro, autorizado em agosto pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), afetou centenas de municípios do estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, impactando os custos adicionais das indústrias na compra de energia, que acabam sendo repassados para todos os níveis do setor produtivo.

Para muitas empresas do HVAC-R, essas estatísticas representam uma oportunidade, já que os projetos de automação em prédios existentes para melhoria da eficiência energética em indústrias, shopping centers, aeroportos e condomínios verticais impulsionam o setor. “Por isso, vamos crescer 30% este ano”, destaca o engenheiro Fabio Moacir Korndoerfer, diretor comercial da brasileira RecomService.

“No caso de novos edifícios, o Brasil está entre os cinco principais países do mundo com projetos de certificação LEED, que abrange cerca de três milhões de GSM, na sigla em inglês (metros quadrados cúbicos) em espaço certificado. E esse número vai continuar a crescer”, ressalta o chefe do canal corporativo da Trane Brasil, Diogo Prado.

Diante desse cenário, a marca norte-americana do grupo Ingersoll Rand aposta no desenvolvimento de soluções adaptadas a essa demanda da construção civil. Outra multinacional que enxerga na escassez energética uma oportunidade para expandir seus negócios é a dinamarquesa Danfoss.

“No verão, o aumento do uso do ar-condicionado eleva o consumo de energia elétrica. Por isso, temos uma linha de compressores de velocidade variável que pode gerar economia na ordem de 20%. Temos, ainda, controles que melhoram o desempenho dos equipamentos, além de trocadores de calor de alta performance do tipo microcanal”, exemplifica o presidente da companhia na América Latina, Julio Molinari. “Atualmente, existem diversas tecnologias energeticamente eficientes e que reduzem as emissões de CO2 disponíveis para áreas como refrigeração de alimentos, ar condicionado, aquecimento de edifícios e controle de motores elétricos. Os sistemas de controle de refrigeração, por exemplo, garantem que o consumo de energia seja, automaticamente, correspondente à necessidade real”, acrescenta.

De acordo com o diretor comercial da brasileira Protelim, Alexandre Carlos França, a falta de chuva e o tempo seco também vêm aumentando a demanda pelos serviços de manutenção e limpeza de ar-condicionado. “Isso fez com que nossas vendas de produtos de higienização aumentassem 5% ao longo deste ano”, diz o empresário.

Expectativas

Todos os entrevistados pela Revista do Frio concordam que a conjuntura econômica dificultou a atuação das empresas do HVAC-R durante 2014. “É muito complexo operar num mercado como o nosso, ainda mais com tantas interferências negativas”, observa o empresário Kiko Egydio, diretor da K11, firma nacional especializada na importação e distribuição de produtos para limpeza e manutenção de ar-condicionado. “Apesar desse cenário, o HVAC-R brasileiro é imenso e tem grande potencial de crescimento, pois, embora o setor seja estruturado empresarial e profissionalmente, ainda há uma demanda muito grande por tecnologias e serviços especializados”, completa.

Os números decepcionantes de 2014 também não tiram o ânimo das empresas que já passaram pelas mais diversas fases da economia brasileira. “Neste ano, o nosso crescimento seguiu dentro do esperado, chegando a 23%, se comparado com o ano passado”, comemora o empresário Antonio Gobbi, diretor da Full Gauge.

Mesmo num ano marcado pelas incertezas geradas pelo cenário político-eleitoral e fraco desempenho econômico, o setor não deixou – e nem pretende deixar – de investir, uma atitude que destoa da maioria dos segmentos produtivos.

“Em 2015, indiferente do panorama econômico, manteremos a política de trabalhar, cada vez mais, com ações inovadoras, sempre aumentando o investimento em desenvolvimento de novos produtos e marketing”, garante o executivo.

Embora o porvir seja incerto, os empresários e profissionais do HVAC-R acreditam que a expansão do PIB em 2015 dependerá do equilíbrio de quatro fatores: consumo, investimento, gastos públicos e balança comercial.

“Estamos numa época muito difícil para acertar as previsões, mas se o governo ajustar suas contas no ano que vem, isso acabará influenciando, de forma positiva, a economia como um todo”, analisa o empresário Robert van Hoorn, diretor da MultiVac e MPU.

Enfim, todos os players do setor mantêm sua confiança no potencial do Brasil e enxergam perspectivas favoráveis para os próximos anos, uma vez que o processo de desenvolvimento econômico e social do País continuará a exigir investimentos em inúmeros obras e instalações nas quais as tecnologias do HVAC-R são imprescindíveis, caso de indústrias, centros de armazenagem e logística, edifícios de escritórios, shoppings, hospitais, hotéis e outros empreendimentos.

Share this entry
  • Share on Facebook
  • Share on X
  • Share on WhatsApp
  • Share on Pinterest
  • Share on LinkedIn
https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2014/12/12.jpg 1307 990 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2014-12-01 09:00:492017-02-04 02:16:17Desaquecimento da economia brasileira limita expansão do HVAC-R

BLOG

  • Inglaterra adota dispositivo de resfriamento palmar para enfrentar calor na Copa do Mundo10/06/2026 - 16:55
  • Termômetro demonstra altas temperaturas e a necessidade de alternativas na refrigeração
    Privação térmica amplia riscos do calor extremo, apontam estudos25/05/2026 - 16:55
  • Tempo de transformação20/05/2026 - 13:33
Publicidade

Últimas Notícias

  • Johnson Controls lança termostato TEC4000S com foco em acessibilidade e instalação rápida
  • Philco amplia para dois anos a garantia de ar-condicionado
  • “Larys e James” e a caminhada de quem não desistiu
  • TCL amplia linha branca com refrigerador de 416 litros
  • Da semente ao leite, refrigeração garante qualidade, produtividade e segurança alimentar

Nuvem de Tags

Abrava Aquecimento Aquecimento Global Ar Condicionado Brasil Circuito dos Instaladores Climatização Clube do Frio CO2 Compressor Covid-19 Daikin Danfoss Eficiência Energética Elgin Febrava Fluido Refrigerante Fluidos Refrigerantes Gree GWP HVAC-R Indústria Instalador instaladores Instalação IoT LG Manutenção Meio Ambiente Midea Midea Carrier PMOC Refrigeração Refrigeração Comercial Revista do Frio Samsung SENAI Split sustentabilidade São Paulo São Paulo Expo Tecnologia Trane Ventilação VRF

Assine Já!

Assine a Revista do Frio

  • Anuncie
  • Cadastre-se no Site
  • Assinatura
  • Sobre a Revista
  • Contato

Siga-nos

Clube do Frio
Logo image
Acesso nosso Facebook
Junte-se a nós!
iCoil Assessoria de Marketing
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to X
  • Link to LinkedIn
  • Link to TikTok
  • Link to Youtube
  • Edição do Mês
  • Notícias
  • Clube do Frio
  • HVAC-R Global
  • Artigo Técnico
  • BLOG
  • Videos
  • Podcast
Link to: O Marketing do HVAC-R não é mais o mesmo; ainda bem Link to: O Marketing do HVAC-R não é mais o mesmo; ainda bem O Marketing do HVAC-R não é mais o mesmo; ainda bem Link to: O que esperar de 2015? Link to: O que esperar de 2015? O que esperar de 2015?
Scroll to top Scroll to top Scroll to top

Usamos cookies para melhorar sua experiência, analisar tráfego e personalizar anúncios. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias.

OK

Cookie and Privacy Settings



How we use cookies

We may request cookies to be set on your device. We use cookies to let us know when you visit our websites, how you interact with us, to enrich your user experience, and to customize your relationship with our website.

Click on the different category headings to find out more. You can also change some of your preferences. Note that blocking some types of cookies may impact your experience on our websites and the services we are able to offer.

Essential Website Cookies

These cookies are strictly necessary to provide you with services available through our website and to use some of its features.

Because these cookies are strictly necessary to deliver the website, refusing them will have impact how our site functions. You always can block or delete cookies by changing your browser settings and force blocking all cookies on this website. But this will always prompt you to accept/refuse cookies when revisiting our site.

We fully respect if you want to refuse cookies but to avoid asking you again and again kindly allow us to store a cookie for that. You are free to opt out any time or opt in for other cookies to get a better experience. If you refuse cookies we will remove all set cookies in our domain.

We provide you with a list of stored cookies on your computer in our domain so you can check what we stored. Due to security reasons we are not able to show or modify cookies from other domains. You can check these in your browser security settings.

Google Analytics Cookies

These cookies collect information that is used either in aggregate form to help us understand how our website is being used or how effective our marketing campaigns are, or to help us customize our website and application for you in order to enhance your experience.

If you do not want that we track your visit to our site you can disable tracking in your browser here:

Other external services

We also use different external services like Google Webfonts, Google Maps, and external Video providers. Since these providers may collect personal data like your IP address we allow you to block them here. Please be aware that this might heavily reduce the functionality and appearance of our site. Changes will take effect once you reload the page.

Google Webfont Settings:

Google Map Settings:

Google reCaptcha Settings:

Vimeo and Youtube video embeds:

Other cookies

The following cookies are also needed - You can choose if you want to allow them:

OK