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Arquivo para Tag: Refrigeração

Curso gratuito de refrigeração abre 50 vagas em Paulínia

09/09/2026

Formação básica terá três encontros presenciais aos sábados; inscrições ficam abertas até 12 de setembro e as vagas serão preenchidas por ordem de cadastro

A Prefeitura de Paulínia abriu 50 vagas para o Curso Básico de Refrigeração de Ar-Condicionado. A formação gratuita é destinada a moradores interessados em adquirir conhecimentos para trabalhar na área.

As aulas serão realizadas nos dias 19 e 26 de setembro e 3 de outubro de 2026, sempre aos sábados, das 8h às 13h. Os encontros ocorrerão no Fundo Social de Paulínia, localizado na rua Maria das Dores Leal de Queiroz, 831, no Jardim Vista Alegre.

As inscrições podem ser feitas pela internet, na página Qualifica Paulínia, até 12 de setembro. Como as vagas são limitadas, o preenchimento seguirá a ordem de inscrição. Após o cadastro, a confirmação da matrícula será realizada por telefone.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-09 13:55:542026-09-09 13:57:54Curso gratuito de refrigeração abre 50 vagas em Paulínia

Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

09/09/2026

Entre compressores originais, remanufaturados e reconstruídos, a decisão vai muito além do preço. Compatibilidade técnica, histórico de falhas, tecnologias embarcadas e condições de garantia influenciam diretamente o desempenho, a eficiência energética e a vida útil de todo o sistema de refrigeração ou climatização

 No universo da refrigeração e climatização, o compressor é unanimemente reconhecido como o coração do sistema. É ele quem garante a circulação do fluido refrigerante, viabilizando a troca de calor, promovendo o funcionamento adequado do equipamento. Por isso, a escolha entre um compressor original, remanufaturado ou reconstruído não pode ser tratada como uma decisão meramente financeira. Trata-se de uma escolha estratégica, que impacta diretamente a confiabilidade operacional, o consumo de energia, os custos de manutenção e até a imagem do profissional responsável pela instalação ou reparo.

Os compressores originais, fornecidos pelos fabricantes, oferecem como principais diferenciais a confiabilidade, a padronização de processos e a garantia plena. Produzidos com componentes novos e submetidos a rigorosos testes de desempenho, eles asseguram compatibilidade total com o projeto do sistema e com as tecnologias mais recentes, como motores de alta eficiência, controle eletrônico e adequação a refrigerantes de baixo GWP. Fabricantes globais como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh e Danfoss investem continuamente em inovação para atender às demandas por eficiência energética, confiabilidade e sustentabilidade. O custo inicial mais elevado costuma ser compensado por maior vida útil, menor risco de falhas e respaldo técnico do fabricante.

Já os compressores remanufaturados surgem como uma alternativa intermediária. Nesse caso, o equipamento retorna à linha de produção ou a centros certificados, onde passa por desmontagem completa, substituição de componentes críticos, atualização de peças e testes similares aos de um compressor novo. Quando o processo é realizado por empresas qualificadas e com rastreabilidade, o remanufaturado pode apresentar desempenho muito próximo ao original, com custo reduzido. No entanto, o técnico deve estar atento à procedência, às especificações técnicas e às condições de garantia, que normalmente são mais limitadas.

André Lago, Professor e Diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra

“Levando em consideração os diferentes tipos, tamanho e capacidade frigorífica, o compressor desempenha o trabalho de comprimir vapor em um ciclo de refrigeração e tem um papel fundamental no processo. O trabalho realizado deve ser maior que o consumo de energia nele aplicado, sendo assim, um compressor original de fábrica leva uma engenharia embarcada, desempenhando uma excelente eficiência”, explica o Professor André Lago, diretor da Divisão Refrigeração da Ar da Terra.

Ele acrescenta que, tratando de compressor remanufaturado, o principal cuidado em repará-lo é garantir que os valores de dimensionamento, performance e desempenho sejam iguais ou o mais próximo possível do projeto original, mantendo assim uma eficiência satisfatória e uma vida útil durável. “Tal prática de remanufatura, deve-se levar em conta peças com as características e dimensional conforme os originais de fábrica”, acrescenta.

Ele cita como exemplo os compressores semi-herméticos, levando em consideração mecanismo de compressão a pistão, parafusos, centrífugos, que são passiveis à prática de remanufatura e reconstrução das partes mecânicas e elétricas. Porém os herméticos, deve-se avaliar a potência e capacidade frigorífica e se compensa a remanufatura.

“Sendo assim os semi-herméticos são mais aceitos para a remanufatura, entregando um resultado bem próximo do original de fábrica, desde que seja realizado um balanceamento adequado ao sistema que se está instalado”, diz Lago.

A Engenheira de Qualidade da Embraco, Helena Pacheco Ferreira Kretzer, enfatiza que os compressores originais apresentam desempenho superior porque são produzidos dentro de um processo industrial totalmente controlado, com rastreabilidade completa de materiais, usinagem, soldagem, estatores, montagem e demais testes para aprovação do produto.

Helena Pacheco Ferreira Kretzer, Engenheira de Qualidade da Embraco

“Cada compressor é submetido a testes padronizados de estanqueidade, vibração, rendimento, performance e eficiência, seguindo normas internacionais e requisitos de certificações que garantem repetibilidade e tolerâncias muito estreitas. Esse nível de controle assegura curvas de desempenho, maior estabilidade operacional, menor variação entre compressores e uma confiabilidade comprovada em campo há mais de 50 anos”, informa Helena.

Para ela, os compressores remanufaturados, embora possam funcionar, dependendo do local e da estrutura de onde foram remanufaturados, não seguem os mesmos procedimentos e nem dispõem da mesma infraestrutura de engenharia, metrologia e controle de qualidade. “Não há garantia de que os componentes internos como válvulas, folgas radiais e axiais, componentes mecânicos e motor elétrico retornem às especificações originais de fábrica. O desempenho tende a variar entre os compressores, e a eficiência pode ser afetada por desgaste prévio, contaminação interna ou diferenças de materiais utilizados. Por isso, mesmo podendo atender temporariamente à aplicação, um compressor remanufaturado não alcança o mesmo nível de eficiência, consistência e confiabilidade de um compressor original. Além disso, a segurança do usuário final fica comprometida”.

Por sua vez, os compressores reconstruídos exigem ainda mais cautela. Geralmente recondicionados em oficinas independentes, eles podem ter apenas parte dos componentes substituídos, sem seguir padrões industriais ou protocolos rigorosos de teste. Embora o preço seja atrativo, os riscos são consideráveis como incompatibilidade com o sistema, falhas prematuras, aumento do consumo de energia e ausência de garantia efetiva. Para aplicações críticas, essa escolha pode resultar em paradas inesperadas e prejuízos significativos.

Custo-benefício

Do ponto de vista do custo-benefício, os compressores remanufaturados podem oferecer uma redução relevante no investimento inicial em relação aos originais, mantendo desempenho e confiabilidade próximos quando provenientes de processos certificados e com garantia. Já os compressores reconstruídos apresentam riscos maiores, como vida útil reduzida, falhas recorrentes e ausência de padronização técnica, fatores que o técnico deve avaliar com cautela antes da escolha.

“Em termos de custo-benefício, compressores remanufaturados costumam apresentar um preço inicial mais baixo, o que pode ser atrativo em situações de orçamento restrito. No entanto, essa economia limita-se ao momento da compra, já que o remanufaturado não garante que todos os componentes críticos retornem às especificações originais, nem oferece o mesmo nível de testes, eficiência e previsibilidade de vida útil. Somado a isso, o compressor remanufaturado não garante o mesmo tempo de vida quando comparado ao original. Em um primeiro momento pode ocorrer a troca com custo baixo, porém, o compressor normalmente vai precisar de uma intervenção do técnico novamente em um tempo menor. Por isso, o custo total pode acabar sendo maior caso ocorram falhas, retrabalhos ou substituições antecipadas. Como normalmente são reparados apenas de forma pontual e sem controle dimensional ou elétrico adequado, os remanufaturados apresentam maior probabilidade de falhas precoces, incompatibilidades e riscos elétricos, incluindo sobreaquecimento e possibilidade de incidentes. Por isso, exigem atenção redobrada dos técnicos no campo”, informa Helena.

Para o Professor Lago, esse tema é muito polêmico, devido ao envolvimento de operações financeiras e econômicas: “O técnico está suportado pelo fabricante uma vez que o compressor original é fabricado através dos padrões pré-estabelecidos e submetido a controle de qualidade e uma garantia de fabricação aplicada. Já o compressor remanufaturado tem um valor em média de 60% menor que o original (os valores variam por modelo e fabricante), para isso, o trabalho de remanufatura deve ser feito por profissional experiente, caso isso não ocorra, podemos considerar os riscos de um mal desempenho, quebra mecânica ou queima elétrica devido fadigas prematuras, considerando também o despreparo do técnico no momento da montagem e teste de desempenho”.

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Controle de qualidade

Os procedimentos de fabricação, inspeção e controle de qualidade entre um compressor original, um remanufaturado e um reconstruído passam por etapas que impactam a expectativa de vida útil e a taxa de falhas.

Para Helena, os compressores originais passam por processos de fabricação controlados, usinagem precisa com parâmetros em micrômetros, controle de alta tecnologia, como máquinas de medição por coordenadas, erros de forma, máquinas óticas, rastreabilidade com padrões internacionais de medição e procedimentos de medição para cada componente interno do compressor e elevada precisão dimensional. “No processo de produção, cada compressor passa por inúmeros filtros de linha, que garantem no detalhe a padronização. Esse nível de controle garante a vida útil do compressor de forma previsível, baixa variabilidade entre os compressores e uma taxa de falha reduzida e controlada em campo. Já no caso dos remanufaturados, o procedimento de remanufatura vai depender de fornecedor a fornecedor. Embora esses fornecedores possam substituir partes internas e realizar testes mais básicos, não possuem a mesma infraestrutura de engenharia e processo do fabricante. Como resultado, há maior incerteza quanto às folgas, performance, limpeza interna e durabilidade do compressor”.

“Considerando um compressor original fabricado através de projeto de engenharia, montagem, teste de desempenho e performance que garante sua eficiência e durabilidade, o compressor remanufaturado deve ser aplicado os mesmos métodos para garantir sua performance e eficiência. Na falta desse procedimento, encontramos diversos problemas como a falta de compressão, o aumento de consumo energético, aquecimento do estator, altas taxas de falha mecânica e elétrica reduzindo a vida útil desonerando o investimento aplicado”, acrescenta Lago.

A escolha do compressor também impacta diretamente as condições de garantia do sistema como um todo. Instalações fora das especificações, uso de componentes incompatíveis ou de procedência duvidosa podem invalidar garantias e transferir toda a responsabilidade para o técnico ou a empresa de manutenção.

Responsabilidade técnica

Independentemente da opção, o papel do técnico é decisivo. Um diagnóstico preciso da falha original é fundamental para evitar a repetição do problema. Contaminação por umidade, retorno de líquido, falhas elétricas ou dimensionamento incorreto do sistema são causas recorrentes que, se não tratadas, comprometem qualquer compressor, seja ele novo ou recondicionado. Além disso, a atenção à compatibilidade com o fluido refrigerante, ao tipo de óleo e às condições de operação é indispensável para garantir desempenho e durabilidade.

“Para termos o resultado atual de baixas falhas em campo, os compressores originais foram projetados e testados exatamente para trabalhar com o tipo de óleo, fluido refrigerante, faixa de trabalho, componentes elétricos e kit mecânico. Absolutamente todos os componentes utilizados no compressor passaram por anos de estudo. Existe muita engenharia envolvida. Nos remanufaturados, os maiores riscos de incompatibilidade estão relacionados à contaminação interna do compressor. Isso ocorre devido à mistura inadequada de óleos, refrigerantes divergentes no sistema e substituição de componentes em desacordo com o original. E o risco aumenta significativamente quando ocorre a substituição de componentes elétricos por outros que não condizem com a especificação original. Isso ocorre porque ao fazer a troca, utilizam elétricos similares ou equivalentes. Aproveito a oportunidade para frisar que não existem elétricos genéricos ou universais. Cada compressor foi testado e validado com o relé, protetor térmico, capacitor ou no caso de compressores inverter (velocidade variável), com o inversor adequado para cada uso. Temos registros de casos de fogo por uso incorreto dos elétricos em que foi trocado por modelos similares e gerou a sobrecarga no motor. Também já tivemos acesso a informações de que empresas que remanufaturam compressores estão remanufaturando os elétricos também, o que gera ainda mais possibilidade de problemas em campo”, adverte Helena.

Para Lago, em um cenário de margens cada vez mais apertadas e clientes mais exigentes, a escolha correta do “coração” do sistema deixa de ser apenas uma decisão técnica e passa a ser um diferencial competitivo.

“Um compressor original é fabricado a partir de um projeto de engenharia completo, passando por etapas rigorosas de montagem e testes de desempenho e performance, que garantem sua eficiência e durabilidade ao longo da vida útil. No caso do compressor remanufaturado, é fundamental que sejam aplicados os mesmos métodos de fabricação, inspeção e controle de qualidade para assegurar níveis equivalentes de performance e eficiência; na ausência desses procedimentos, surgem problemas recorrentes como falta de compressão, aumento do consumo energético, aquecimento do estator e elevadas taxas de falhas mecânicas e elétricas, comprometendo a vida útil do equipamento e onerando o investimento realizado”, conclui.

 


Resumen (Español)
El compresor es el componente central de los sistemas de refrigeración y climatización, y su elección influye directamente en la eficiencia energética, la confiabilidad y la vida útil del equipo. Más allá del precio, factores como compatibilidad técnica, ingeniería embarcada, historial de fallas y condiciones de garantía determinan el desempeño del sistema. Fabricantes como Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh y Danfoss destacan por procesos industriales controlados, pruebas rigurosas y cumplimiento de normas internacionales.

Los compresores remanufacturados pueden representar una alternativa intermedia cuando provienen de procesos certificados, aunque presentan mayor variabilidad y garantías limitadas. Los reconstruidos, generalmente reacondicionados sin control industrial estricto, implican riesgos elevados de fallas prematuras y mayor consumo energético. Especialistas como André Lago y Helena Pacheco Ferreira Kretzer coinciden en que la responsabilidad técnica y el diagnóstico correcto son decisivos para asegurar la confiabilidad y el desempeño del sistema a largo plazo.


Summary (English)
The compressor is the core component of refrigeration and air conditioning systems, and its selection has a direct impact on energy efficiency, reliability, and equipment lifespan. Beyond cost, technical compatibility, embedded engineering, failure history, and warranty conditions play a decisive role in system performance. Manufacturers such as Embraco, Copeland, Bitzer, Tecumseh, and Danfoss stand out for controlled industrial processes, rigorous testing, and compliance with international standards.

Remanufactured compressors may offer a lower initial investment when sourced from certified processes, but they involve greater variability and limited guarantees. Rebuilt compressors, often refurbished without strict industrial controls, carry higher risks of premature failure and increased energy consumption. Experts André Lago and Helena Pacheco Ferreira Kretzer emphasize that technical responsibility and accurate fault diagnosis are essential to ensure long-term reliability and operational efficiency.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/foto-1-abre-materia-compressores-e1769534671365.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-09 10:39:082026-09-09 11:11:26Compressor, o coração que define a eficiência do sistema

Electrolux recebe R$ 300 milhões do BNDES para desenvolver produtos mais eficientes

02/09/2026

Financiamento será destinado à pesquisa, desenvolvimento e inovação de 26 produtos, entre eles refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado, com foco em redução do consumo de energia e uso de inteligência artificial.

A Electrolux recebeu financiamento de R$ 300 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliar seu plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação destinado a novas linhas de eletrodomésticos.

Os recursos serão aplicados no desenvolvimento de 26 produtos com foco em menor consumo de energia, uso de inteligência artificial e aumento da eficiência no ambiente doméstico.

O projeto inclui geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, fornos, air fryers, cafeteiras, purificadores de água, aspiradores de pó e robôs aspiradores.

As iniciativas estão distribuídas em cinco áreas de negócio: refrigeradores; climatização; cuidado, limpeza do chão, purificação e aquecimento; refrigeração de água; e cocção e preparo de alimentos.

As atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação serão realizadas no centro de PD&I da Electrolux em Curitiba (PR). O projeto terá ainda apoio das unidades da companhia em São José dos Pinhais (PR) e Manaus (AM).

Na área de refrigeradores, a Electrolux projeta reduzir em até 40% o consumo de energia elétrica. A empresa também espera ampliar em até 70% a vida útil dos alimentos armazenados.

O financiamento será realizado por meio da linha BNDES Mais Inovação, destinada ao estímulo empresarial e ao aperfeiçoamento de cadeias produtivas. A operação ocorre no ano em que a Electrolux completa 100 anos de atuação no Brasil.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio busca fortalecer a inovação industrial e contribuir para o desenvolvimento de produtos mais eficientes e econômicos.

Mercadante afirmou ainda que o projeto contribui para posicionar o Brasil entre os principais centros de inovação da América Latina.

–

Resumen (español)
Electrolux recibió un financiamiento de R$ 300 millones del Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES) para proyectos de investigación, desarrollo e innovación destinados a 26 productos, incluidos refrigeradores y equipos de aire acondicionado. Las iniciativas se centrarán en reducción del consumo de energía, inteligencia artificial y eficiencia, con actividades desarrolladas principalmente en el centro de PD&I de la compañía en Curitiba, Paraná.

Summary (English)
Electrolux received R$300 million in financing from the Brazilian Development Bank (BNDES) for research, development and innovation projects covering 26 products, including refrigerators and air-conditioning systems. The initiatives will focus on reducing energy consumption, artificial intelligence and efficiency, with R&D activities mainly conducted at the company’s center in Curitiba, Paraná.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-09-02 00:26:182026-08-31 11:28:14Electrolux recebe R$ 300 milhões do BNDES para desenvolver produtos mais eficientes

Relé e capacitor de partida: o diagnóstico que evita a troca prematura do compressor

28/08/2026

Diagnóstico baseado em medições, interpretação correta dos sintomas e testes de bancada permite identificar rapidamente falhas no circuito de partida, reduzindo custos, evitando substituições desnecessárias

O circuito de partida é responsável por um dos momentos mais críticos da operação de um compressor hermético monofásico: o instante em que o motor precisa vencer a inércia mecânica e a diferença de pressão existente no sistema. Para isso, entram em ação dois componentes fundamentais: o relé e o capacitor de partida. Embora simples, ambos exercem papel decisivo no desempenho e na vida útil do compressor, tornando indispensável um diagnóstico preciso quando surgem falhas de acionamento.

Segundo Marcos Euzebio, gerente de Engenharia de Aplicação da Bitzer Compressores, o capacitor de partida é responsável por criar um defasamento elétrico entre os enrolamentos principal e auxiliar do motor, aumentando significativamente o torque inicial. “É exatamente nesse ponto que entra o relé de partida. Sua função é conectar o enrolamento auxiliar e o capacitor somente durante a partida e desconectá-los assim que o motor atinge aproximadamente 70% a 80% da velocidade nominal. Cada tecnologia possui características específicas de atuação, tempo de resposta e aplicação. O correto sincronismo entre relé e capacitor é essencial para garantir elevado torque de partida, menor corrente de pico, redução do aquecimento dos enrolamentos e maior vida útil do compressor. Dependendo da aplicação, esse acionamento pode ocorrer por relés eletromecânicos, relés por tensão, módulos eletrônicos ou dispositivos PTC”, explica o engenheiro.

Dependendo do projeto do compressor, esse acionamento pode ocorrer por diferentes tecnologias, como relé eletromecânico por corrente; relé por tensão (potential relay); relé eletrônico; dispositivo PTC (Positive Temperature Coefficient), amplamente utilizado em refrigeradores domésticos.

Principais sintomas e falhas

Quando surgem problemas, os sintomas ajudam a direcionar a investigação. Um relé defeituoso pode provocar partidas intermitentes, aquecimento excessivo, sucessivos desarmes do protetor térmico ou até fazer o compressor apenas “roncar” sem partir. Já a perda de capacitância do capacitor reduz o torque de partida, aumentando a corrente elétrica, o tempo de aceleração e o aquecimento do conjunto, podendo impedir completamente o acionamento.

Para Euzebio, um dos erros mais frequentes ainda é substituir componentes por tentativa. “Grande parte das substituições prematuras de compressores ocorre devido a diagnósticos incorretos, nos quais componentes simples e de baixo custo, como relés e capacitores, não são devidamente avaliados. Entre os equívocos mais comuns destacam-se: condenar o compressor antes de testar o circuito de partida; substituir apenas o capacitor sem verificar o relé; utilizar capacitor com capacitância diferente da especificada pelo fabricante; instalar relé incompatível com o modelo do compressor; ignorar problemas de baixa tensão de alimentação; deixar de verificar continuidade e resistência dos enrolamentos; não medir a corrente de partida; desprezar conexões oxidadas ou terminais com mau contato; não considerar que a atuação do protetor térmico pode ser consequência e não causa da falha. Outro erro frequente é medir apenas continuidade dos enrolamentos e concluir que o compressor está em perfeitas condições, sem avaliar possíveis curtos entre espiras. Um diagnóstico confiável exige análise elétrica completa do conjunto”, explica.

Nos testes de bancada, o procedimento deve seguir uma sequência lógica. No capacitor, é necessário descarregar o componente, medir a capacitância e compará-la com a tolerância especificada pelo fabricante. Já o relé deve ser avaliado conforme sua tecnologia, verificando continuidade, resistência, funcionamento dos contatos ou resposta térmica, no caso dos dispositivos PTC. Para o engenheiro, o teste mais confiável continua sendo a simulação da partida do compressor em bancada, monitorando simultaneamente tensão, corrente e tempo de atuação do relé.

O teste deve seguir uma sequência lógica. Para o capacitor: descarregar completamente o capacitor: medir sua capacitância utilizando capacímetro; comparar com a tolerância especificada pelo fabricante (normalmente ±5% ou ±10%); medir resistência de isolamento quando aplicável; verificar fator de perdas (ESR), principalmente em análises laboratoriais.

Para o relé eletromecânico: medir continuidade dos contatos; verificar resistência da bobina; avaliar abertura e fechamento dos contatos; inspecionar desgaste mecânico.  Nos PTC: medir resistência elétrica em temperatura ambiente; aquecer o componente e verificar o aumento gradual da resistência; após resfriamento, confirmar retorno ao valor inicial. Nos relés eletrônicos: normalmente são avaliados através de testes funcionais em bancada ou substituição por componente comprovadamente operacional.

Euzebio recomenda os instrumentos considerados indispensáveis para avaliação como multímetro True RMS; alicate amperímetro True RMS; capacímetro; megômetro (quando aplicável).

“Existem outras ferramentas que aprofundam a análise, porém não tão comuns nos kits convencionais de campo, pois exigem maior investimento e especificidade como wattímetro ou analisador de energia; detector de sequência e qualidade da alimentação elétrica; termômetro infravermelho; câmera termográfica; osciloscópio portátil para análises especializadas. Além dos instrumentos, espera-se que o técnico deva possuir acesso aos diagramas elétricos e às especificações do fabricante do compressor, pois isso ajuda muito na rapidez e no diagnóstico preciso, pois o conhecimento técnico aliado à interpretação correta das medições é fundamental”, aponta.

Com a evolução dos sistemas de refrigeração, especialmente com a expansão dos compressores inverter, o profissional também precisa ampliar seus conhecimentos. Nesses equipamentos, o torque é gerado eletronicamente pelo inversor de frequência, eliminando o uso do relé e do capacitor de partida convencionais. Esse cenário exige domínio crescente de eletrônica de potência, interpretação de parâmetros e comunicação entre módulos eletrônicos.

“Sem dúvida, a evolução dos sistemas de refrigeração aplicados com compressores herméticos trouxe mudanças significativas tanto na eletrônica de acionamento quanto na eficiência energética dos compressores. Hoje convivemos com diferentes tecnologias, dentre elas, relés eletromecânicos; dispositivos PTC de nova geração; módulos eletrônicos inteligentes; compressores inverter acionados por inversores de frequência. Nos compressores inverter, por exemplo, normalmente não existe relé de partida nem capacitor de partida tradicionais pois o torque é produzido eletronicamente pelo inversor através do controle da frequência e da tensão aplicadas ao motor trifásico de ímãs permanentes ou síncrono e isso exige uma mudança de mentalidade e salto do conhecimento profissional. O técnico a partir de então precisa dominar não apenas eletromecânica, mas também eletrônica de potência, interpretação de sinais elétricos, comunicação entre módulos eletrônicos e análise de parâmetros fornecidos pelos fabricantes. A tendência do mercado aponta para sistemas cada vez mais inteligentes, com autodiagnóstico, monitoramento remoto e maior integração entre componentes eletrônicos. A atualização profissional deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade permanente”, conclui Euzébio.

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Resumen (español)

El diagnóstico correcto del relé y del capacitor de arranque puede evitar la sustitución prematura de compresores herméticos y reducir los costos de mantenimiento. Marcos Euzebio, gerente de Ingeniería de Aplicación de Bitzer Compressores, explica que las mediciones de capacitancia, tensión, corriente y resistencia, combinadas con pruebas de funcionamiento y el análisis de los devanados, permiten identificar fallas en el circuito de arranque con mayor precisión. Con la expansión de los compresores inverter, el profesional también necesita ampliar sus conocimientos en electrónica de potencia, inversores de frecuencia, señales eléctricas y sistemas de autodiagnóstico.

Summary (English)

Correct diagnosis of start relays and capacitors can prevent the premature replacement of hermetic compressors and reduce maintenance costs. Marcos Euzebio, Application Engineering Manager at Bitzer Compressores, explains that capacitance, voltage, current and resistance measurements, combined with functional tests and motor winding analysis, can accurately identify faults in the starting circuit. As inverter compressors become increasingly common, refrigeration technicians also need broader expertise in power electronics, frequency inverters, electrical signals and self-diagnostic systems.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/rele-revista-do-frio.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-28 10:40:162026-08-28 10:40:16Relé e capacitor de partida: o diagnóstico que evita a troca prematura do compressor

Samsung lança geladeiras RT42 e RT47 Evolution

25/08/2026

Modelos de 415 e 465 litros têm classificação energética A, conectividade SmartThings e recursos de inteligência artificial para gerenciamento do consumo de energia.

A Samsung Brasil anunciou nesta terça-feira (25) o lançamento das geladeiras Duplex RT42 Evolution e Duplex RT47 Evolution, com capacidades de 415 litros e 465 litros, respectivamente. Os modelos chegam ao mercado com classificação energética A, conectividade pelo aplicativo SmartThings e recursos de inteligência artificial voltados ao gerenciamento do consumo de energia.

As geladeiras permitem controlar e verificar a temperatura pelo celular, receber alertas de porta aberta e acessar funções por meio do SmartThings. Com o SmartThings Energy e o AI Energy Mode habilitado, o sistema pode sugerir ajustes na velocidade do compressor e no ciclo de degelo quando a estimativa de consumo ultrapassar o valor definido pelo usuário.

Segundo Ana Beatriz Azevedo, gerente de produto de linha branca da Samsung Brasil, a proposta dos novos modelos é integrar conectividade, conservação dos alimentos e aproveitamento do espaço interno.

“Buscamos oferecer uma experiência mais integrada e eficiente na cozinha. A proposta é que a tecnologia esteja presente de maneira prática no dia a dia, ajudando o consumidor a cuidar melhor dos alimentos, acompanhar o funcionamento da geladeira e adaptar o uso do eletrodoméstico às suas necessidades”, afirma.

Os modelos contam ainda com a gaveta Optimal Fresh+, que oferece quatro modos de armazenamento. No modo “Freeze suave”, o recurso é destinado à conservação de alimentos como carnes e peixes. O sistema All Around Cooling utiliza saídas de ar distribuídas para manter a temperatura uniforme no interior do refrigerador, enquanto o Power Cool injeta ar frio para acelerar o resfriamento de alimentos e bebidas.

A linha também incorpora a tecnologia SpaceMax, que utiliza paredes internas mais finas para ampliar o espaço disponível sem aumentar as dimensões externas ou comprometer a eficiência energética.

Outro recurso é a tecnologia POWERvolt, que permite funcionamento entre 90 V e 310 V, com operação em redes de 127 V e 220 V e resistência a picos de energia. As geladeiras utilizam compressor Digital Inverter, com garantia de dez anos.

Entre os demais itens estão filtro desodorizador com fibras naturais e carvão ativado, fábrica de gelo Twist, painel digital interno, portas planas e puxadores embutidos.

A Samsung Duplex RT42 Evolution tem preço sugerido de R$ 4.299. A Duplex RT47 Evolution chega ao mercado por R$ 4.899.

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Resumen (español): Samsung Brasil anunció el lanzamiento de los refrigeradores Duplex RT42 Evolution, de 415 litros, y RT47 Evolution, de 465 litros. Los modelos cuentan con clasificación energética A, conectividad mediante SmartThings y AI Energy Mode para gestionar el consumo de energía. También incorporan tecnologías como SpaceMax, Optimal Fresh+, All Around Cooling y POWERvolt. Los precios sugeridos son de R$ 4.299 para el RT42 y R$ 4.899 para el RT47.

Summary (English): Samsung Brazil announced the launch of the 415-liter Duplex RT42 Evolution and the 465-liter Duplex RT47 Evolution refrigerators. Both models feature an A energy-efficiency rating, SmartThings connectivity and AI Energy Mode for energy management. They also include technologies such as SpaceMax, Optimal Fresh+, All Around Cooling and POWERvolt. Suggested prices are R$4,299 for the RT42 and R$4,899 for the RT47.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/samsung-duplex-rt42.png 472 886 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-25 15:11:102026-08-25 15:11:10Samsung lança geladeiras RT42 e RT47 Evolution

Febrava RIO estreia programação voltada a mercados consumidores de HVAC-R

25/08/2026

Febrava CONVERGE terá debates sobre construção, óleo e gás, hospitalidade e refrigeração entre 6 e 8 de outubro, no Riocentro

A primeira edição da Febrava RIO terá uma programação de conteúdo voltada às aplicações de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R) em diferentes setores da economia. O Febrava CONVERGE será realizado de 6 a 8 de outubro, no Pavilhão 4 do Riocentro, no Rio de Janeiro.

Com acesso gratuito aos profissionais credenciados na feira, a programação reunirá especialistas, lideranças e entidades para discutir desafios, tendências e aplicações de HVAC-R nos mercados de construção, óleo e gás, hospitalidade e refrigeração.

O Febrava CONVERGE foi criado para aproximar a indústria fornecedora dos profissionais e das empresas que utilizam soluções de HVAC-R em suas operações. Eficiência energética, desempenho operacional, conforto, sustentabilidade e avanços tecnológicos estão entre os temas previstos.

“O HVAC-R está cada vez mais presente nas decisões estratégicas de diferentes segmentos. Estamos falando de soluções que impactam não apenas o conforto térmico, mas também eficiência, desempenho, sustentabilidade e continuidade das operações”, afirma Tatiana Rassini, gestora da Febrava RIO.

Segundo Rassini, o encontro busca aproximar essas discussões dos profissionais que lidam com os desafios do setor no dia a dia e estabelecer conexões entre quem utiliza as tecnologias e quem desenvolve as soluções.

As edificações respondem por 52% do consumo de energia elétrica no Brasil, segundo dados do Balanço Energético Nacional 2026, ano-base 2025, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Do total, 28,2% correspondem às edificações residenciais, 16,8% às comerciais e 7,1% às relacionadas ao setor público. Condicionamento de ar, iluminação e equipamentos estão entre os principais usos finais de energia nesses ambientes.

As sessões do Febrava CONVERGE terão capacidade para cerca de 100 participantes, com acesso sujeito à disponibilidade de lugares. A programação está sendo elaborada em conjunto com ABRAVA, ABEMEC, ABRACO, ABRAMAN, ABRASEL RJ, CREA-RJ, FIRJAN, GBC Brasil, HotéisRIO, IBRACONT e SINDRATAR RJ.

“A proposta é que o profissional encontre temas diretamente relacionados aos desafios do mercado em que atua e possa ampliar seu repertório a partir do contato com especialistas, entidades e outros participantes. Queremos criar um espaço de troca de conhecimento, gerar conexões e mostrar como diferentes tecnologias e soluções podem contribuir para eficiência, desempenho e novas oportunidades para os negócios”, afirma Rassini.

A Febrava RIO será realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, reunindo empresas, profissionais, especialistas e representantes de diferentes setores da cadeia de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração.

–

Resumen (español) — Febrava RIO realizará, del 6 al 8 de octubre en Riocentro, Río de Janeiro, la primera edición de Febrava CONVERGE, una programación gratuita dirigida a profesionales acreditados y centrada en las aplicaciones de HVAC-R. Los debates abordarán los sectores de construcción, petróleo y gas, hospitalidad y refrigeración, con temas como eficiencia energética, desempeño operacional, sostenibilidad y avances tecnológicos.

Summary (English) — Febrava RIO will hold the first edition of Febrava CONVERGE from October 6 to 8 at Riocentro in Rio de Janeiro. The free program for registered professionals will address HVAC-R applications in construction, oil and gas, hospitality and refrigeration, with discussions covering energy efficiency, operational performance, sustainability and technological developments.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/06/febrava-rio2026-teaser-scaled-e1780506560109.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-25 11:00:042026-08-25 14:59:24Febrava RIO estreia programação voltada a mercados consumidores de HVAC-R

Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

18/08/2026

Fim da patente e chegada de novas opções ao mercado brasileiro ampliam a circulação de medicamentos termolábeis e reforçam o papel da cadeia do frio.

A expansão do mercado de medicamentos à base de semaglutida no Brasil chama a atenção também para uma infraestrutura essencial, embora pouco percebida pelo consumidor: a cadeia do frio.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 17 de agosto, o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida sintética no País, produzido pela EMS. Na mesma data, foi registrado o Semaclique, medicamento similar da Germed. As novas opções são apresentadas em canetas preenchidas, multidose e descartáveis, destinadas à aplicação semanal.

As aprovações fazem parte de um movimento que ganhou força após o fim, em 20 de março de 2026, da patente da semaglutida no Brasil, princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico registrada no País.

Desde então, novas versões vêm sendo autorizadas. Em 29 de julho, por exemplo, a Anvisa registrou cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Agora, a chegada do primeiro genérico representa mais um passo na ampliação desse mercado.

Temperatura é parte da conservação

Além das questões relacionadas à eficácia, segurança e prescrição, esses medicamentos apresentam uma característica diretamente relacionada ao setor HVAC-R: a necessidade de controle de temperatura durante sua conservação.

As novas canetas aprovadas devem ser armazenadas sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, conforme as condições estabelecidas para os produtos. A exigência evidencia a importância da refrigeração na cadeia farmacêutica e os cuidados necessários para que medicamentos termolábeis permaneçam dentro das condições determinadas pelo fabricante.

No Brasil, as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos são disciplinadas pela RDC 430/2020. Para os produtos termolábeis, a Anvisa determina que o transporte seja realizado em condições termicamente qualificadas e que a temperatura seja monitorada e controlada durante a armazenagem e o transporte.

O cuidado envolve diferentes etapas, desde a indústria e os centros de distribuição até transportadoras, farmácias e demais pontos da cadeia. Em cada uma delas, equipamentos de refrigeração, isolamento térmico, sensores, sistemas de monitoramento e procedimentos adequados contribuem para a manutenção das condições especificadas para o produto.

Experiência que vem das vacinas

A necessidade de manter medicamentos e produtos biológicos sob condições controladas de temperatura não é novidade no Brasil. O País acumulou, ao longo de décadas de campanhas de vacinação e da atuação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), experiência por meio da Rede de Frio, estrutura responsável pela conservação, armazenamento, distribuição e transporte de imunobiológicos até os pontos de aplicação.

Em um território de dimensões continentais e com grandes diferenças climáticas e de infraestrutura, fazer uma vacina chegar às diferentes regiões mantendo as condições necessárias de conservação exige uma operação que envolve equipamentos frigoríficos, embalagens térmicas, transporte, monitoramento de temperatura, procedimentos de contingência e profissionais capacitados.

Essa experiência ajuda a dimensionar a importância da cadeia do frio também para outros produtos farmacêuticos. A ampliação da oferta de medicamentos termolábeis, como as novas opções à base de semaglutida, leva para um mercado cada vez maior uma necessidade há muito conhecida na área de imunização: a temperatura faz parte das condições que precisam ser preservadas ao longo de toda a cadeia.

Não basta apenas produzir frio

A conservação de medicamentos também demonstra uma transformação importante na refrigeração: além de manter a temperatura, torna-se cada vez mais importante monitorá-la e registrar seu histórico.

Data loggers, sensores, alarmes, sistemas de monitoramento remoto e indicadores de tempo e temperatura, conhecidos como TTI (Time-Temperature Indicators), são algumas das tecnologias disponíveis para acompanhar condições térmicas e identificar eventuais excursões de temperatura.

Esse conceito é especialmente relevante em aplicações críticas. Um equipamento apresentar a temperatura correta no momento da verificação não revela, sozinho, todo o histórico térmico ao qual determinado produto esteve submetido.

A própria Anvisa considera o transporte de termolábeis uma situação crítica e estabelece expectativa de monitoramento das operações. Quando ocorre perda do controle de temperatura sem monitoramento apropriado, a avaliação pode levar inclusive à rejeição da carga.

Com a expansão da oferta de semaglutida e de outros medicamentos que dependem de condições específicas de conservação, cresce também a importância de uma estrutura que normalmente permanece distante dos olhos do consumidor.

Por trás de uma pequena caneta existe uma cadeia que depende de refrigeração, controle, monitoramento e rastreabilidade para funcionar corretamente.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vacinarefrigeracaocaneta-emagrecedora-e1787079471455.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-18 15:49:432026-08-24 10:50:28Semaglutida coloca importância da refrigeração em evidência

Reforma Tributária entra na fase prática: o que o setor HVAC-R precisa fazer agora

11/08/2026

Empresas de refrigeração e climatização devem aproveitar 2026 para adaptar sistemas, revisar preços e contratos e avaliar os impactos da CBS e do IBS

A Reforma Tributária começa a sair do papel. Se no início do ano as principais dúvidas estavam relacionadas ao funcionamento da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), agora a preocupação de fabricantes, distribuidores, lojistas, instaladores e prestadores de serviços deve ser outra: preparar a empresa para as novas regras.

Este ano (2026) funciona como período de testes. As alíquotas previstas nessa etapa são de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, mas isso não representa ainda a carga tributária definitiva do novo sistema.

O principal objetivo neste momento é permitir que empresas, sistemas de gestão, emissores de notas fiscais e administrações tributárias testem a nova estrutura antes das mudanças mais significativas previstas para 2027.

Notas fiscais já exigem atenção

Desde o início de agosto, empresas do regime regular, como as enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido, entraram no cronograma de utilização dos novos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos.

Receita Federal e Comitê Gestor do IBS flexibilizaram temporariamente as validações para evitar que notas sejam rejeitadas automaticamente durante a adaptação. Isso, porém, não significa que as empresas devam deixar a atualização para depois.

É hora de verificar com a contabilidade e com o fornecedor do ERP ou sistema de faturamento se a empresa já está preparada para os novos campos.

Para prestadores de serviços, incluindo muitas empresas de instalação e manutenção do setor, também será necessário acompanhar a adaptação da NFS-e conforme o cronograma aplicável.

Simples Nacional merece atenção especial

Para as empresas do Simples Nacional, a adaptação dos documentos fiscais ao IBS e à CBS está prevista, de forma geral, para 1º de janeiro de 2027.

Mas existe uma decisão importante antes disso.

Entre 1º e 30 de setembro de 2026, as empresas poderão optar por manter IBS e CBS dentro da sistemática do Simples ou recolher esses dois tributos pelo regime regular.

E não existe uma resposta única sobre qual alternativa será melhor.

Uma pequena instaladora que atende principalmente residências possui uma realidade diferente de outra que trabalha para supermercados, indústrias, construtoras ou grandes redes comerciais.

Isso acontece porque o novo sistema amplia a importância dos créditos tributários nas relações entre empresas.

Por isso, antes de fazer a opção, vale pedir à contabilidade uma simulação considerando faturamento, compras, custos, margem e, principalmente, o perfil dos clientes.

Quem vende para empresas deve olhar os créditos

A Reforma Tributária torna ainda mais importante saber para quem a empresa vende.

No atendimento ao consumidor final, o cliente não utiliza créditos de IBS e CBS. Já nas operações entre empresas, esses créditos podem ter valor econômico ao longo da cadeia.

Esse ponto merece atenção principalmente de distribuidores, lojas que vendem para instaladores e empresas instaladoras que atendem clientes corporativos.

Por isso, comparar apenas a alíquota atual do Simples com uma futura alíquota de IBS e CBS pode levar a uma conclusão errada.

A conta precisa considerar também os créditos gerados pelas compras e os efeitos para os clientes.

Preços e contratos também precisam ser revistos

A Reforma não deve ser tratada apenas como uma mudança na nota fiscal.

Fabricantes e distribuidores precisam revisar cadastros de produtos, sistemas, fornecedores e formação de preços.

Instaladores e empresas de manutenção devem observar a composição dos seus orçamentos, principalmente quando envolvem equipamentos, materiais e mão de obra.

Contratos de manutenção e fornecimento que atravessarão 2026 e 2027 também merecem atenção. Dependendo das condições negociadas, alterações tributárias podem afetar a margem da operação.

Isso não significa simplesmente aumentar preços. O correto será refazer as contas considerando impostos, créditos e custos da nova sistemática.

O que acontece em 2027?

A partir de 1º de janeiro de 2027, a CBS passa a funcionar efetivamente e PIS e Cofins serão extintos.

O IBS continuará sua implantação gradual. Entre 2029 e 2032 ocorrerá a substituição progressiva de ICMS e ISS pelo novo imposto.

Em 2033, o novo sistema tributário sobre o consumo estará integralmente implantado.

A alíquota de referência definitiva ainda depende das etapas previstas na legislação. Portanto, os 1% utilizados em 2026 não devem ser considerados como a futura carga tributária normal.

O que fazer agora?

Para o empresário do HVAC-R, o roteiro até o final de 2026 pode ser bem objetivo:

  1. Sistema: verificar se ERP, emissor de notas e cadastros estão preparados para IBS e CBS.
  2. Contabilidade: solicitar uma simulação dos impactos da Reforma na empresa.
  3. Simples Nacional: avaliar antes de setembro qual forma de recolhimento de IBS e CBS poderá ser mais adequada.
  4. Clientes: identificar quanto do faturamento vem de pessoas físicas e quanto vem de empresas.
  5. Compras: levantar equipamentos, peças, materiais e demais despesas que poderão influenciar os créditos tributários.
  6. Preços: revisar margens e formação de preços para 2027.
  7. Contratos: analisar principalmente contratos de fornecimento e manutenção que ultrapassem o final deste ano.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2020/04/instalador-de-ar-condicionado-e1770232048579.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-11 13:24:232026-08-11 16:47:42Reforma Tributária entra na fase prática: o que o setor HVAC-R precisa fazer agora

Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

04/08/2026

Digitalização, plataformas de gestão e especialização ampliam o papel dos profissionais de HVAC-R em diferentes segmentos da economia.

A evolução tecnológica vem alterando o perfil dos profissionais da refrigeração e climatização. O avanço de sistemas inverter, automação predial, sensores inteligentes, softwares de manutenção e das exigências relacionadas à eficiência energética, à qualidade do ar interior e ao PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) ampliou o conjunto de competências exigidas desses profissionais, que passaram a atuar também na interpretação de dados, na gestão de processos e na manutenção preditiva.

Essa transformação também ampliou a participação desses especialistas em decisões relacionadas a retrofit, redução do consumo energético, sustentabilidade e gestão operacional. Atualmente, sua atuação é considerada essencial em segmentos como supermercados, hospitais, data centers, indústrias, laboratórios, shoppings, hotéis e residências, onde os sistemas de climatização e refrigeração são parte da infraestrutura de operação.

A digitalização modificou igualmente a rotina do setor. Aplicativos, plataformas para checklists digitais, emissão de relatórios em tempo real, controle de ordens de serviço e sistemas de gestão passaram a integrar o dia a dia das empresas. Segundo profissionais ouvidos pela reportagem, essas ferramentas contribuem para organizar atendimentos, acompanhar o histórico dos equipamentos, padronizar processos, reduzir falhas e ampliar a rastreabilidade das informações. Eles afirmam ainda que o domínio de tecnologia, aliado aos conhecimentos de mecânica, elétrica e automação, passou a fazer parte das competências exigidas pelo mercado.

O levantamento também aponta que a presença desses profissionais nas redes sociais e em plataformas digitais ampliou a difusão de conteúdo técnico por meio de tutoriais, demonstrações de instalação e manutenção, favorecendo a atualização profissional e o acesso à informação em diferentes regiões do país. O movimento levou fabricantes a incluir refrigeristas em programas de influenciadores e embaixadores de marca para divulgar produtos, tecnologias e boas práticas do setor HVAC-R.

Contribuíram para esta matéria os profissionais Ricardo Viana (Viana Manutenção), Kleber Machado (Milenio Refrigeração), Fernando Gaivota (Aragoni & Gaivota) e Jo Silva (Bless Climatização e Aerosolution), que atuam na prestação de serviços e na produção de conteúdo técnico para o setor HVAC-R.

–

Resumen (español)

La evolución tecnológica está modificando el perfil de los profesionales de refrigeración y climatización. Según el texto, la incorporación de plataformas digitales, automatización, mantenimiento predictivo y sistemas de gestión ha ampliado sus funciones hacia áreas como eficiencia energética, sostenibilidad y cumplimiento normativo. Además, el uso de redes sociales y contenidos técnicos digitales ha fortalecido la capacitación y la difusión de buenas prácticas en el sector HVAC-R.

Summary (English)

Technological advances are reshaping the role of refrigeration and air-conditioning professionals. According to the document, digital platforms, predictive maintenance, automation and management systems have expanded their responsibilities beyond equipment repair to include energy efficiency, sustainability and regulatory compliance. The growing use of digital channels has also strengthened technical training and the dissemination of best practices across the HVAC-R sector.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/08/estudantes-refrigeracao-climatizacao-hvac-r.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-04 11:17:502026-08-04 11:19:54Nova geração amplia uso de tecnologia e gestão na refrigeração

Japão lança cabine refrigerada para resfriamento corporal durante ondas de calor

03/08/2026

Equipamento portátil mantém temperatura interna de 15°C e foi desenvolvido para reduzir rapidamente a temperatura corporal em períodos de calor intenso.

Empresas japonesas lançaram uma cabine refrigerada destinada ao resfriamento rápido do corpo em situações de calor extremo. Batizado de Do Hiemon Box, o equipamento foi desenvolvido após o Japão registrar temperaturas de até 38°C e sucessivos alertas de insolação.

A cabine funciona como um espaço individual climatizado, com temperatura interna de aproximadamente 15°C. O usuário permanece sentado enquanto jatos de ar frio são direcionados para a cabeça, pescoço, ombros e costas.

Segundo os fabricantes, o resfriamento ocorre em cerca de cinco minutos, embora cada utilização tenha duração máxima de 20 minutos. Ao final desse período, o sistema é desligado automaticamente.

O equipamento mede 2,13 metros de altura por aproximadamente 1,22 metro de profundidade. A estrutura é fabricada em aço inoxidável, possui rodas para transporte e oferece três modos de operação, que variam a intensidade do fluxo de ar e a temperatura.

O Do Hiemon Box foi desenvolvido por duas empresas japonesas: uma fabricante de máquinas de venda automática e outra especializada em caixas de ferramentas de aço. De acordo com a fabricante SDRS, cada unidade custa 1,5 milhão de ienes. A empresa informa ainda que o custo de operação é de 16 ienes por hora, valor inferior ao consumo médio de um aparelho de ar-condicionado no Japão.

Segundo a SDRS, permanecer aproximadamente dez minutos no interior da cabine pode contribuir para reduzir o cansaço associado ao estresse térmico.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revista-do-frio-imagem-coringa-1200x675-1.png 675 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2026-08-03 13:24:242026-08-03 13:24:24Japão lança cabine refrigerada para resfriamento corporal durante ondas de calor
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