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Nova York proíbe venda de R404A e R507A virgens a partir do fim de março

Norma estadual restringe refrigerantes de alto GWP e relatório da HARDI aponta possível impacto na manutenção de sistemas de refrigeração no varejo de alimentos.

A venda de refrigerantes virgens R404A e R507A será proibida no estado de Nova York a partir de 31 de março de 2026. A medida integra a regulamentação 6 NYCRR Parte 494, estabelecida pelo Departamento de Conservação Ambiental de Nova York (DEC), que restringe a comercialização de fluidos com Potencial de Aquecimento Global (GWP) superior a 2.200.

Os gases foram incluídos na norma devido ao seu impacto climático. O R404A tem GWP aproximado de 3.922, cerca de quatro mil vezes superior ao dióxido de carbono no aquecimento da atmosfera. A regulamentação faz parte das metas estaduais de redução de emissões de gases de efeito estufa.

O cronograma da regra foi implementado em etapas. Desde 2021, o uso desses refrigerantes em novos equipamentos e em reformas de sistemas de refrigeração já estava restrito. A partir de março de 2026, a proibição se estende à venda de refrigerante virgem. O uso de gás recuperado ou reciclado permanece permitido para manutenção de equipamentos existentes, de acordo com normas federais.

A medida foi analisada em relatório da associação americana de atacadistas de sistemas HVACR HARDI. O documento, intitulado “Medindo o Impacto da Proibição de Refrigerantes em Nova York e o Impacto da Escassez na Infraestrutura do Varejo de Alimentos”, avalia efeitos potenciais da restrição no setor de varejo alimentício.

Segundo a análise, cerca de 18.130 sistemas de refrigeração instalados em supermercados e lojas de conveniência no estado utilizam R404A ou R507A. A manutenção dessa base instalada demandaria aproximadamente 1,16 milhão de libras de refrigerante por ano. O volume histórico de refrigerante recuperado disponível nacionalmente, porém, é estimado em cerca de 606 mil libras anuais.

O relatório considera que a diferença entre oferta e demanda de refrigerante recuperado pode afetar a operação de equipamentos de refrigeração comercial. Em um cenário descrito como de interrupção moderada, a HARDI estima redução anual de US$ 106,2 milhões na produção econômica do estado.

“A refrigeração não é opcional para os varejistas de alimentos. É fundamental para a segurança alimentar, a saúde pública e o bem-estar da comunidade”, afirmou Alex Ayers, vice-presidente de assuntos governamentais da HARDI. Segundo ele, restringir o acesso a refrigerantes de serviço antes da adaptação do mercado pode gerar consequências econômicas e operacionais.

A regulamentação estadual também está alinhada à American Innovation and Manufacturing Act (AIM Act), legislação federal que estabelece a redução gradual do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs) nos Estados Unidos.

No Brasil, a política de controle desses fluidos ocorre de forma gradual no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), voltado à redução progressiva de substâncias com impacto ambiental utilizadas em refrigeração e climatização.

Frascold completa 90 anos e destaca trajetória industrial

Empresa fundada em Milão em 1936 associa história familiar, desenvolvimento de compressores e pesquisa tecnológica ao conceito “Pulsing Innovation”.

A Frascold anunciou em 2026 a comemoração de seus 90 anos de atividade no setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R). Fundada em Milão em 1936, a empresa desenvolveu sua atuação industrial com base em fabricação de compressores e na ampliação de presença internacional.

Segundo Maria Teresa Fraschini, presidente da companhia, a trajetória da empresa está associada à combinação entre tradição industrial, evolução tecnológica e capacitação de equipes. “Assim como uma obra de arte nasce da inspiração, da disciplina, da técnica e da atenção rigorosa aos detalhes, são esses mesmos princípios que norteiam também o nosso trabalho, todos os dias”, afirmou.

A origem da empresa remonta à oficina criada por Giuseppe Fraschini em parceria com seu pai, Carlo Fraschini, em Milão, com o nome “Giuseppe Fraschini e figlio s.n.c.”. A atividade inicial combinava produção mecânica com uma abordagem de projeto baseada em equilíbrio construtivo e atenção ao processo produtivo.

A transição geracional ocorreu nas décadas seguintes. Entre os anos 1970 e 1980, Innocente Fraschini impulsionou a introdução de compressores semi-herméticos e a expansão dos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, etapa que marcou a reorganização industrial da empresa.

Ao longo do tempo, a companhia ampliou sua produção de compressores voltados ao setor AVAC-R e estabeleceu presença internacional como fornecedora para fabricantes e operadores de sistemas. A estratégia industrial passou a incluir o desenvolvimento de soluções capazes de acompanhar a evolução tecnológica do setor.

Para marcar o aniversário, a empresa apresentou o conceito “90 Years of Pulsing Innovation”. O termo associa a ideia de inovação a um movimento contínuo presente em produtos, processos e organização. A referência também está relacionada ao funcionamento do compressor, componente central em sistemas de climatização e refrigeração.

O portfólio da empresa inclui compressores abertos, modelos semi-herméticos de pistão e de parafuso, além de soluções para refrigerantes naturais como CO₂ e R290 e aplicações com certificação ATEX. Segundo a companhia, o desenvolvimento dos equipamentos envolve testes de desempenho, segurança e confiabilidade realizados em laboratórios e áreas de ensaio.

Os processos industriais também passaram por mudanças com a adoção de princípios de Lean Manufacturing, com objetivo de otimizar fluxos produtivos, reduzir desperdícios e manter padrões de qualidade.

A empresa afirma que a gestão familiar permanece na quarta geração e que engenheiros, técnicos, colaboradores e parceiros participam do processo de desenvolvimento e melhoria contínua.

Para Maria Teresa Fraschini, o conceito apresentado pela companhia reforça a ideia de continuidade industrial. “Pulsing Innovation significa colocar as pessoas e as competências no centro, transformando cada desafio tecnológico em uma oportunidade de crescimento para os nossos clientes”, afirmou.

Patente do HFO-1234yf é mantida pelo Escritório Europeu de Patentes

Decisão das Câmaras de Recurso confirma a patente europeia EP 2546225, que protege processos de fabricação do refrigerante desenvolvido pela Chemours.

As Câmaras de Recurso do Escritório Europeu de Patentes confirmaram a patente europeia EP 2546225, que protege os processos de fabricação do refrigerante HFO-1234yf. A decisão foi divulgada pela Chemours Company, que afirmou que a medida mantém a proteção da propriedade intelectual relacionada à tecnologia de produção do fluido.

Segundo a empresa, a patente cobre processos utilizados na fabricação do refrigerante HFO-1234yf, classificado pela companhia como de baixo potencial de aquecimento global (GWP). A decisão, de acordo com a Chemours, confirma a proteção da tecnologia empregada na produção do produto.

A empresa declarou que a decisão apoia o acesso contínuo a refrigerantes desenvolvidos para atender metas climáticas, ao mesmo tempo em que mantém a proteção da tecnologia proprietária utilizada em sua produção. A companhia também afirmou que realizou investimentos de longo prazo para levar o produto ao mercado por meio de seu portfólio Solstice.

De acordo com a Chemours, as proteções de propriedade intelectual relacionadas à tecnologia se estendem até meados da década de 2030. A empresa informou ainda que pretende continuar defendendo seus direitos de propriedade intelectual e manter sua posição como fabricante e fornecedora autorizada.

A companhia também declarou operar uma das maiores instalações de produção de HFO-1234yf do mundo e afirmou que continuará investindo para atender à demanda global, mantendo seus padrões de fabricação, distribuição e gestão de produtos.

Um componente pequeno com impacto enorme no sistema

Presente em geladeiras, balcões frigoríficos e expositores verticais, a resistência de degelo é um componente simples, barato e muitas vezes negligenciado.

 A resistência de degelo tem a função de remover o geloformado naturalmente sobre o evaporador durante a operação do sistema. Em equipamentos frost free domésticos ou comerciais, o degelo periódico garante a correta troca térmica, vazão de ar adequada e estabilidade da temperatura interna. Quando a resistência não atua, seja por circuito aberto, mau contato ou falha de comando, o gelo se acumula, bloqueia o fluxo de ar e provoca sintomas clássicos de “baixa refrigeração”. O problema é que, no campo, esses sintomas ainda são frequentemente associados de forma precipitada a defeitos no compressor ou à falta de carga de refrigerante.

Estimativas divulgadas por entidades do setor e por centros de formação técnica indicam que entre 25% e 35% das chamadas por baixa refrigeração em equipamentos comerciais têm origem em falhas no ciclo de degelo, muitas delas diretamente ligadas à resistência elétrica. Dados apresentados em treinamentos do SENAI Oscar Rodrigues Alves e SENAI CIMATEC Salvador, reforçam que diagnósticos incorretos ainda levam à troca desnecessária de compressores, aumento de custos e insatisfação do cliente final.

De acordo com esses dados, nos treinamentos técnicos observa-se que uma parcela significativa das ocorrências de baixa refrigeração em geladeiras e expositores comerciais está associada a falhas no ciclo de degelo, especialmente na resistência elétrica. O problema é que, sem um diagnóstico elétrico básico, muitos equipamentos acabam tendo componentes caros substituídos sem necessidade.

Diagnóstico correto

Segundo Wander Basso, da Refrigeração Basso, a análise sempre começa pela observação do evaporador. “Gelo excessivo, principalmente concentrado nas primeiras voltas da serpentina, é um forte indicativo de falha no degelo. Em balcões frigoríficos e expositores verticais, a presença de gelo sólido atrás do painel traseiro também é um sinal clássico”.

Antes de qualquer intervenção mais complexa, o técnico deve iniciar o diagnóstico verificando o histórico de degelo, observando os intervalos e a duração dos ciclos, além do estado visual da resistência e do chicote elétrico. Também é necessário avaliar as condições do termostato, do sensor ou do bimetálico de degelo, bem como o funcionamento do timer ou da placa eletrônica.

Somente após essas verificações faz sentido avançar para outros componentes do sistema.

Nesse processo, os testes elétricos com multímetro são fundamentais para diagnosticar corretamente a condição da resistência de degelo e devem ser realizados sempre com o equipamento desligado da rede elétrica.

“O primeiro passo é o isolamento do componente, desconectando a resistência do circuito. Esse cuidado evita leituras incorretas causadas por caminhos paralelos, comuns em sistemas com sensores, bimetálicos e temporizadores interligados”, recomenda Basso.

Em seguida, realiza-se o teste de continuidade, ajustando o multímetro para a escala de resistência (ohms). Uma resistência em boas condições apresenta continuidade elétrica, enquanto a ausência de leitura indica circuito aberto, caracterizando elemento queimado. Esse teste simples já elimina uma grande parte das dúvidas durante o diagnóstico em campo.

O próximo passo é a verificação do valor ôhmico, comparando a leitura obtida com o valor nominal informado pelo fabricante. Leituras muito acima do especificado indicam degradação do elemento resistivo, mesmo que ainda exista continuidade, o que compromete a eficiência do degelo e aumenta o tempo de operação do sistema.

Por fim, deve-se realizar o teste de fuga para carcaça, medindo a resistência entre os terminais da resistência e a carcaça metálica do equipamento. O valor esperado é infinito. Qualquer leitura diferente disso indica fuga elétrica, representando risco operacional, possibilidade de choques elétricos e atuação indevida de proteções. Esse conjunto de testes objetivos ajuda a evitar trocas desnecessárias de outros componentes do sistema de degelo.

Confirmada a falha, a substituição da resistência deve seguir procedimentos que evitem retrabalho. “É indispensável utilizar uma resistência com mesma potência, tensão e formato da original, garantindo também um bom contato térmico com o evaporador. Sensores e bimetálicos devem ser reposicionados corretamente, respeitando o projeto do fabricante, além da verificação do isolamento elétrico e da fixação adequada dos terminais”, alerta.

Após a troca, recomenda-se sempre a execução de um ciclo completo de degelo, assegurando o funcionamento correto do sistema. Em expositores verticais e balcões frigoríficos, é essencial atenção especial ao sistema de drenagem da água de degelo, evitando refluxos, acúmulo de água e novo congelamento, problemas que comprometem diretamente o desempenho térmico e a confiabilidade do equipamento.

Conhecimento técnico gera economia e credibilidade

A resistência de degelo pode parecer um componente secundário dentro do sistema de refrigeração, mas seu papel é decisivo para a estabilidade térmica, a eficiência energética e a confiabilidade do equipamento. Segundo Basso, o domínio do diagnóstico elétrico, aliado à correta interpretação dos valores ôhmicos e ao procedimento adequado de substituição, diferencia o profissional técnico que atua com precisão daquele que trabalha por tentativa e erro. Um diagnóstico bem executado reduz significativamente o tempo de parada do equipamento, evita trocas desnecessárias de componentes de maior custo e contribui diretamente para a redução dos custos operacionais do cliente.

Além do impacto financeiro, a assertividade no diagnóstico fortalece a credibilidade do técnico, fator cada vez mais valorizado em um mercado competitivo e com clientes mais informados. Em ambientes como expositores verticais, balcões frigoríficos e câmaras frias comerciais, um erro de avaliação no sistema de degelo pode resultar em perda de produtos, reclamações e retrabalho. Por isso, acertar no diagnóstico não é apenas uma questão técnica, é uma estratégia profissional que sustenta relacionamentos de longo prazo e consolida a reputação do prestador de serviços.

“Como reforçado em treinamentos técnicos, o acúmulo excessivo de gelo no evaporador raramente está associado a falhas no compressor. Na maioria dos casos, a origem do problema está diretamente relacionada ao ciclo de degelo, especialmente a resistências abertas, com fuga elétrica ou fora do valor ôhmico especificado. Um simples teste com multímetro, realizado de forma correta e criteriosa, costuma esclarecer o defeito rapidamente, evitando condenações equivocadas do sistema e intervenções desnecessárias que elevam custos e comprometem a confiança do cliente”, conclui.


Resumen (español)

La resistencia de deshielo cumple un papel central en el funcionamiento de sistemas frost free domésticos y comerciales, al eliminar el hielo acumulado en el evaporador y garantizar el intercambio térmico y la estabilidad de temperatura. Datos presentados en capacitaciones del SENAI Oscar Rodrigues Alves y del SENAI CIMATEC Salvador indican que entre 25% y 35% de los casos de baja refrigeración en equipos comerciales están relacionados con fallas en el ciclo de deshielo, especialmente en la resistencia eléctrica. El diagnóstico correcto, que incluye pruebas con multímetro, verificación del valor óhmico y detección de fugas a tierra, evita la sustitución innecesaria de compresores y reduce costos operativos. Según Wander Basso, de Refrigeração Basso, el conocimiento técnico y la aplicación de procedimientos adecuados fortalecen la credibilidad profesional y previenen pérdidas en vitrinas, balcones frigoríficos y cámaras frías.

 

Summary (English)

The defrost heater plays a critical role in frost free domestic and commercial refrigeration systems by removing ice buildup on the evaporator and ensuring proper heat exchange and temperature stability. Data presented in training programs at SENAI Oscar Rodrigues Alves and SENAI CIMATEC Salvador indicate that 25% to 35% of low refrigeration complaints in commercial equipment are linked to failures in the defrost cycle, particularly the electric heater. Proper electrical diagnostics — including multimeter continuity testing, ohmic value verification, and ground leakage checks — help prevent unnecessary compressor replacement and reduce operational costs. According to Wander Basso of Refrigeração Basso, technical expertise and correct procedures enhance professional credibility and prevent product losses in display cases, refrigerated counters, and cold rooms.

Bitzer apresenta soluções para refrigeração comercial com CO₂ na EuroShop

Empresa expõe unidade de condensação ECOLITE, soluções de controle VARISTEP, VARIPACK e MÓDULO QI CM-RC-02, além de kits para modernização de sistemas, durante feira realizada em Düsseldorf, na Alemanha.

A Bitzer apresentou componentes e tecnologias voltados à refrigeração comercial durante a EuroShop, realizada em Düsseldorf, na Alemanha. Segundo a empresa, os produtos exibidos são direcionados a aplicações no varejo.

Entre os destaques esteve a nova unidade de condensação de CO₂ ECOLITE, indicada para operadores que buscam avançar para instalações de refrigeração comercial. Também foram apresentados o controle de capacidade mecânica VARISTEP, o inversor de frequência externo VARIPACK e o MÓDULO QI CM-RC-02, voltados ao controle de temperatura em sistemas aplicados a produtos alimentares sensíveis.

A empresa informou ainda a oferta de kits de performance destinados à melhoria de sistemas de refrigeração já instalados.

Em parceria com a Wurm, a Bitzer realizou uma demonstração sobre a interação entre tecnologia de compressores e estratégias de controle em um sistema transcrítico de CO₂, configuração utilizada em supermercados.

MP do Redata perde validade e setor de HVAC-R acompanha impacto sobre data centers

Projeto aprovado na Câmara não foi pautado no Senado; governo avalia alternativa jurídica enquanto mercado de climatização industrial observa efeitos sobre novos investimentos.

O projeto de lei que cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) segue sem análise no Senado Federal. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro de 2026, mas não foi incluída na pauta pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), dentro do prazo necessário para substituir a medida provisória editada pelo Executivo. A MP perdeu validade às 23h59 de 25 de fevereiro. Para ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o texto ainda dependia de aprovação do Senado dentro do prazo constitucional de até 120 dias no Congresso Nacional.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo estuda caminhos jurídicos para restabelecer o regime. O Redata prevê regime especial de tributação para empresas de serviços de datacenter que comprovem regularidade fiscal e realizem investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos adquiridos com benefício do programa.

Datacenters são estruturas que concentram servidores e sistemas de armazenamento responsáveis por processar grandes volumes de dados, considerados essenciais para aplicações de inteligência artificial. O programa previa investimentos de até R$ 5,2 bilhões na instalação e operação dessas unidades. A expansão da infraestrutura digital amplia a demanda por sistemas de climatização de precisão, chillers, VRF, unidades CRAC e soluções como liquid cooling e free cooling, além de contratos de manutenção especializada.

O regime também suspendia tributos federais na aquisição de equipamentos, como IPI, PIS/Pasep e Cofins, incluindo operações de importação. A medida buscava reduzir o custo de capital dos projetos e evitar acúmulo de créditos tributários. A lista final de equipamentos dependeria de regulamentação do Executivo e incluiria infraestrutura crítica de resfriamento. O texto previa contrapartidas, como investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país, uso de energia renovável e metas de eficiência hídrica, com vigência alinhada à transição da reforma tributária até 31 de dezembro de 2026.

O setor acompanham a tramitação e defendem ajustes para evitar que a desoneração beneficie majoritariamente equipamentos importados. A definição legislativa é vista como fator relevante para o ritmo de implantação de novos data centers e, consequentemente, para o volume de negócios do mercado de HVAC-R no Brasil.


Resumen (español):
El proyecto que crea el Redata no fue analizado por el Senado y la medida provisional perdió vigencia el 25 de febrero de 2026. El gobierno estudia alternativas jurídicas para restablecer el régimen, que preveía inversiones de hasta R$ 5,2 mil millones y la suspensión de tributos federales sobre equipos críticos. La expansión de centros de datos en Brasil puede ampliar la demanda por sistemas de climatización y refrigeración industrial, impactando el sector HVAC-R.

Summary (English):
The bill establishing Redata was not reviewed by the Federal Senate, and the related provisional measure expired on February 25, 2026. The government is assessing legal alternatives to reinstate the regime, which foresaw up to R$ 5.2 billion in investments and the suspension of federal taxes on critical equipment. The expansion of data centers in Brazil may increase demand for industrial cooling and HVAC-R systems.

Ar-condicionado pode custar R$ 44 por mês com uso diário de 8 horas

Simulação baseada na metodologia do Inmetro indica que, em condições adequadas, impacto na conta de luz pode ser menor do que o esperado.

Em meio às ondas de calor e à pressão sobre o orçamento doméstico, o ar-condicionado costuma ser apontado como principal responsável pelo aumento da conta de energia. Simulação técnica indica, porém, que o impacto pode ser mais limitado, a depender das condições de uso e instalação.

O supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree Electric Appliances, Romenig Magalhães, realizou cálculo com base na metodologia do Inmetro (Portaria nº 269), utilizada para classificação da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE).

A simulação considerou um ar-condicionado split residencial com consumo anual de 362,6 kWh/ano, temperatura externa média de 35 °C, ambiente interno a 27 °C, ajuste do controle entre 24 °C e 25 °C, tarifa média de R$ 1,04 por kWh e mês com 30 dias. O consumo estimado foi de aproximadamente 0,174 kWh por hora.

Com base nesses parâmetros, o custo mensal estimado seria:

  • 2 horas por dia: cerca de R$ 10,80

  • 5 horas por dia: cerca de R$ 27,10

  • 8 horas por dia: cerca de R$ 44,00

  • 10 horas por dia: cerca de R$ 54,30

Os valores são estimativas orientativas e consideram equipamento eficiente e corretamente instalado. Ainda assim, ajudam a dimensionar o debate: o ar-condicionado nem sempre é o vilão da conta de luz.

Segundo Magalhães, consumo elevado costuma estar associado a fatores externos. “Vedação inadequada, excesso de entrada de calor, falta de manutenção e instalação fora das recomendações fazem o aparelho trabalhar mais do que deveria”, afirma.

Ambiente influencia desempenho

A vedação do ambiente é um dos principais pontos de atenção. Janelas mal ajustadas, frestas em portas, cortinas abertas sob sol intenso e ausência de isolamento térmico permitem entrada constante de calor, exigindo maior tempo de operação do equipamento.

Mesmo aparelhos eficientes podem registrar aumento de consumo se o ambiente não estiver adequado. “Se o calor entra o tempo todo, o sistema precisa compensar continuamente essa perda”, diz o supervisor.

O dimensionamento incorreto também interfere no desempenho. Equipamentos com potência abaixo da necessária operam no limite. Já aparelhos superdimensionados podem gerar desperdício e ciclos menos eficientes.

Manutenção e tecnologia

Filtros sujos, serpentinas obstruídas e falhas na instalação comprometem a troca térmica e elevam o consumo. De acordo com Magalhães, parte dos casos de gasto elevado está relacionada à ausência de manutenção básica.

A tecnologia inverter altera a dinâmica de funcionamento ao ajustar continuamente a velocidade do compressor, evitando picos de energia do sistema liga-desliga e mantendo operação mais estável ao longo do dia.

Para equilibrar conforto e consumo, a recomendação inclui manter portas e janelas fechadas durante o uso, utilizar cortinas ou persianas em horários de maior incidência solar, ajustar a temperatura entre 23 °C e 25 °C, usar funções como timer e modo sleep e realizar limpeza periódica dos filtros.


Resumen (español):
Una simulación realizada por Romenig Magalhães, supervisor de Investigación y Desarrollo de Gree Electric Appliances, basada en la metodología del Inmetro (Portaria nº 269), indica que un aire acondicionado split residencial eficiente puede costar alrededor de R$ 44 al mes si se utiliza ocho horas diarias, bajo condiciones específicas de temperatura y tarifa eléctrica. El estudio señala que el consumo elevado suele estar relacionado con problemas de instalación, mantenimiento y aislamiento del ambiente, y destaca que el aire acondicionado no siempre es el principal responsable del aumento en la factura de electricidad.

Summary (English):
A simulation conducted by Romenig Magalhães, R&D supervisor at Gree Electric Appliances, based on Inmetro’s methodology (Ordinance No. 269), shows that an efficient residential split air conditioner may cost about R$ 44 per month when used eight hours a day under specific temperature and tariff conditions. The analysis indicates that higher energy consumption is often linked to installation issues, poor maintenance, and inadequate room insulation, stressing that air conditioning is not always the main driver of rising electricity bills.

O avanço de sistemas inteligentes e o novo papel do técnico

Controles, sensores e automação deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos, impulsionados por data centers, edifícios inteligentes e pela digitalização da indústria de HVAC-R

 O mercado global de controles, sensores e sistemas de automação aplicados aos sistemas de HVAC-R caminha para ultrapassar a marca de US$ 30 bilhões até 2027. De acordo com estudos de mercado da Kings Research e de consultorias especializadas em automação predial, o segmento global de controles, sensores e automação no HVAC-R (parte de um mercado mais amplo que já supera US$ 90 bilhões em sistemas de automação predial), tem projeções de forte crescimento, impulsionado por sensores inteligentes, IoT e automação integrada.

Esse crescimento não acontece por acaso. Ele está diretamente ligado à expansão de data centers, agritech, edifícios inteligentes e plantas industriais altamente automatizadas, segmentos que avançam de forma acelerada no Brasil e no mundo.

Na prática, o sistema de climatização e refrigeração deixou de ser um conjunto isolado de equipamentos eletromecânicos e passou a integrar um ecossistema digital. Sensores de temperatura, umidade, pressão, CO2, vazão e presença alimentam controladores programáveis, plataformas em nuvem e sistemas de gestão predial (BMS), permitindo ajustes em tempo real, redução de consumo energético e maior confiabilidade operacional.

Neste contexto surge um novo perfil do técnico de HVAC-R. Se antes o domínio da mecânica, da eletricidade e da refrigeração era suficiente, hoje isso já não basta. O técnico moderno precisa compreender, ao menos em nível básico, conceitos de TI, redes, protocolos de comunicação (como Modbus, BACnet) e Internet das Coisas (IoT). E não se trata de transformar o profissional em um programador, mas de capacitá-lo para interpretar dados, configurar controladores, integrar sistemas e diagnosticar falhas que nem sempre são físicas, mas lógicas ou de comunicação. Por exemplo, um sensor mal endereçado ou uma falha de rede pode derrubar todo o desempenho de um sistema. Essa mudança eleva o patamar da profissão. O técnico deixa de ser apenas um executor de manutenção corretiva e passa a atuar como especialista em desempenho, eficiência energética e confiabilidade.

Um dos pontos mais sensíveis dessa transformação é a formação profissional. A pergunta que o mercado começa a fazer é direta: as escolas técnicas, cursos profissionalizantes e entidades do setor estão acompanhando essa evolução? Ainda há uma lacuna evidente. Segundo a ASHRAE (Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado), o setor enfrenta uma lacuna de habilidades porque as formações técnicas muitas vezes não acompanham a evolução tecnológica e a demanda por novos conhecimentos, especialmente em automação, IoT e eficiência energética. Essa desconexão entre educação e as exigências do mercado é um dos fatores que contribui para o déficit de profissionais qualificados no HVAC-R. Muitos cursos continuam focados quase exclusivamente em instalação e manutenção tradicional, enquanto o mercado exige profissionais capazes de lidar com automação, sensores inteligentes e sistemas conectados. Isso cria um descompasso entre oferta e demanda de mão de obra qualificada.

Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA

“Com a crescente demanda por sistemas de HVAC-R mais eficientes, redução da pegada de carbono e melhora da qualidade do ar interior, cresce também a adoção de recursos digitais, eletrônica embarcada, controle via nuvem e IoT, e tem transformado o perfil do técnico de HVAC-R, sendo que a atuação profissional agora depende não apenas de conhecimento mecânico, mas também de competências ligadas a eletrônica, instrumentação, redes e análise de dados. Assim, o técnico contemporâneo precisa incorporar em suas habilidades a capacidade de interpretar sinais elétricos e lógicos, compreender automações que ajustam sistemas automaticamente e operar ferramentas digitais e softwares de diagnóstico remoto”, explica Ronald Borduni, presidente do DN Automação e Elétrica da ABRAVA.

“Com a digitalização do HVAC, conhecimentos básicos de TI tornaram-se indispensáveis, como noções de redes, segurança da informação, IoT, sensores e interpretação de dados em softwares de monitoramento. Embora parte das escolas técnicas já incorpore esses temas, o ritmo de atualização ainda exige formação contínua para acompanhar a rápida evolução tecnológica do setor”, acrescenta.

Por outro lado, essa lacuna também representa uma grande oportunidade. Profissionais que buscam capacitação complementar em automação, controles e conectividade tendem a se posicionar melhor, fugir da concorrência por preço e acessar contratos de maior valor agregado.

Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls

“Novas tecnologias chegam de forma constante ao mercado, e os profissionais precisam se adaptar conforme surgem novas demandas. Nesse contexto, a cultura de capacitação técnica por parte das empresas torna-se cada vez mais relevante. Esse sempre foi um princípio presente na Full Gauge Controls desde seus primeiros anos e é um dos atributos que nos tornam reconhecidos mundialmente. A Inteligência Artificial, em especial, vem ganhando espaço e desempenha um papel crescente na melhoria das operações em campo. Um exemplo disso é o desenvolvimento, em parceria com a Climtek, empresa canadense, da primeira plataforma de suporte técnico baseada em IA da indústria de HVAC-R, treinada com toda a biblioteca técnica que dispomos. Além disso, algumas empresas do setor já utilizam algoritmos de IA para analisar dados via API, identificando padrões de consumo, prevendo comportamentos anormais e ajustando estratégias de controle. Esse tipo de aplicação gera ganhos reais de eficiência energética, reduz paradas e aumenta a precisão no monitoramento de câmaras frias e sistemas de refrigeração, impactando diretamente a atuação e a qualificação exigida do profissional da área”, informa Antonio Gobbi, CEO da Full Gauge Controls.

Segundo ele, e fundamental que empresas, escolas técnicas e associações acompanhem de forma contínua as novas tendências do mercado e invistam na capacitação dos profissionais. “Hoje, a tecnologia torna esse processo muito mais rápido e acessível quando comparado a alguns anos atrás. Plataformas digitais, como conteúdos técnicos no YouTube, cursos em EAD e a ampliação da oferta de ensino técnico especializado, contribuem significativamente para a formação de novos profissionais e para a atualização constante de quem já atua no setor”.

Formação técnica em transição

Instituições como o SENAI, referência na formação técnica e profissional no Brasil, desempenham papel central na capacitação de técnicos em refrigeração e climatização, com cursos sólidos voltados à instalação, manutenção, eletricidade aplicada e fundamentos de sistemas frigoríficos. No entanto, à medida que o HVAC evolui para um modelo cada vez mais digital e conectado, o próprio setor passa a debater os limites desses currículos tradicionais. A incorporação de conteúdos ligados à automação, sensores inteligentes, protocolos de comunicação, integração com sistemas de gestão predial e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual. Esse descompasso cria uma lacuna entre a formação oferecida e as exigências reais de aplicações modernas, como data centers, edifícios inteligentes e indústrias automatizadas, exigindo que muitos profissionais busquem capacitação complementar no mercado para acompanhar a transformação tecnológica do HVAC-R.

A incorporação de conteúdos ligados à automação e conceitos básicos de IoT ainda ocorre de forma gradual e desigual na formação técnica

Também escolas técnicas especializadas oferecem formação tradicional em refrigeração e climatização, mas o setor reconhece a necessidade de ampliar o foco para sistemas inteligentes e conectados. Segundo estudo da ASHRAE, nesse novo cenário, a formação digital deixa de ser um diferencial e passa a ser um verdadeiro passaporte para oportunidades de maior valor agregado no setor de HVAC-R. Profissionais que dominam automação, sensores inteligentes, análise básica de dados e integração de sistemas conseguem acessar nichos menos sensíveis a preço e mais orientados à confiabilidade, como data centers, edifícios inteligentes, indústria de processos e agronegócio de alta performance. Além de ampliar o escopo de atuação, essa capacitação permite oferecer serviços contínuos, como monitoramento remoto, manutenção preditiva e contratos de desempenho, criando novas fontes de receita e relacionamentos de longo prazo com o cliente.

“A maioria das escolas técnicas busca constantemente apresentar novas tecnologias aos alunos. No entanto, esse processo ocorre sem abrir mão do ensino da refrigeração básica, que ainda representa a maior parte das instalações em operação. Essa base continua sendo essencial para que o profissional compreenda corretamente o funcionamento dos sistemas antes de avançar para aplicações mais tecnológicas. De fato, o avanço do HVAC-R inteligente não é tendência passageira, mas um caminho sem retorno. Controles, sensores e automação deixam de ser opcionais e passam a ser parte essencial do sistema. Para o setor, isso significa mais eficiência, sustentabilidade e confiabilidade. Para o profissional, significa evolução técnica, valorização e novos horizontes de atuação. Quem entender essa mudança e se preparar desde já estará um passo à frente em um mercado cada vez mais tecnológico e estratégico”, comenta o CEO da Full Gauge.

Ele acrescenta que é fundamental ter conhecimento em topologia básica de redes, bem como das normas técnicas que regulamentam as boas práticas de instalação e comunicação de dados. Esses conceitos garantem maior confiabilidade, estabilidade e desempenho dos sistemas de automação HVAC-R.

“Por isso, sempre reforçamos a importância de que a infraestrutura de comunicação RS-485 seja projetada e instalada por técnicos capacitados, seguindo rigorosamente as normas e recomendações técnicas. Uma rede bem dimensionada e corretamente instalada é decisiva para o bom funcionamento do sistema e para a qualidade das informações coletadas. Os principais players do mercado contam com redes consolidadas de instaladores capacitados, aptos a atender empresas interessadas em soluções de HVAC inteligente. Portanto, não se trata exatamente de uma falta de profissionais, mas da necessidade de saber onde encontrar essa mão de obra especializada e com experiência nas tecnologias mais recentes”, diz Gobbi.

Borduni acrescenta ainda que o setor segue em expansão, impulsionado pela demanda por sistemas inteligentes, mas a falta de profissionais capacitados pode frear esse crescimento, como ocorreu com os chillers de compressores de mancal magnético, que demoraram a se consolidar no Brasil por percepção de escassez técnica. “Para evitar esse tipo de gargalo, o setor precisa acelerar a formação por meio da atualização e ampliação de cursos técnicos, treinamentos de curta duração, parcerias entre fabricantes, associações e escolas, além do incentivo à capacitação em automação e IoT, garantindo mão de obra preparada para operar tecnologias cada vez mais eficientes e complexas”, conclui.


Resumen (español)

El avance de la automatización y la digitalización está transformando el sector HVAC-R, impulsado por data centers, edificios inteligentes y la industria conectada. Sensores, controladores y plataformas en la nube permiten monitoreo en tiempo real, eficiencia energética y mayor confiabilidad operativa, cambiando el perfil del técnico, que ahora requiere conocimientos básicos de redes, protocolos de comunicación e interpretación de datos. Estudios de entidades del sector señalan una brecha de capacitación, ya que la formación tradicional no acompaña la velocidad tecnológica. La actualización profesional y la educación continua pasan a ser factores clave para acceder a servicios de mayor valor agregado, como mantenimiento predictivo y contratos de desempeño.


Summary (English)

Automation and digitalization are reshaping the HVAC-R sector, driven by data centers, smart buildings and connected industry. Sensors, controllers and cloud platforms enable real-time monitoring, energy efficiency and operational reliability, redefining the technician’s role to include basic knowledge of networks, communication protocols and data interpretation. Industry organizations point to a skills gap, as traditional training struggles to keep pace with technological change. Continuous education and upskilling are becoming essential for professionals to access higher-value services such as predictive maintenance and performance-based contracts.

Webcontinental integra plataforma do Vasco

Gigante XP reúne benefícios e atividades digitais para torcedores

A varejista Webcontinental firmou parceria com o Vasco da Gama e passou a integrar o Gigante XP, plataforma digital gamificada lançada pelo clube carioca. O acordo prevê a oferta de vouchers de desconto e vantagens no comércio eletrônico da empresa para usuários cadastrados.

Com atuação no comércio eletrônico de eletrodomésticos, eletrônicos, climatização e itens para o lar, a companhia passa a atuar como parceira de conveniência do ecossistema. Em outubro de 2025, a empresa já havia anunciado parceria semelhante com o Grêmio.

O Gigante XP foi desenvolvido pelo Vasco em parceria com o estúdio brasileiro Hermit Crab e reúne atividades digitais com recompensas. Entre os recursos estão missões diárias, check-in recorrente com acúmulo de moedas e pontos, quiz com inteligência artificial, acesso a jogos em plataformas como Roblox e Fortnite e um sistema de progressão por participação.

Segundo o clube, o objetivo é transformar o engajamento digital em benefícios para o torcedor. A plataforma pode ser acessada diretamente pelo aplicativo oficial do Vasco.

De acordo com Rodrigo Vicêncio, gerente de marketing da Webcontinental, a parceria amplia a presença da empresa no esporte e oferece benefícios ao público consumidor. Para Matheus Vivian, CEO da Hermit Crab, a proposta busca conectar torcedores, clubes e marcas por meio de recompensas e interação contínua.


Resumen (español)

La empresa Webcontinental firmó un acuerdo con el Vasco da Gama para integrar la plataforma digital gamificada Gigante XP. El sistema ofrece misiones, juegos y cuestionarios con recompensas, además de descuentos en el comercio electrónico de la compañía. Desarrollada junto al estudio Hermit Crab, la iniciativa busca convertir la interacción digital de los aficionados en beneficios tangibles accesibles a través de la aplicación oficial del club.

Summary (English)

Webcontinental partnered with Vasco da Gama to join the Gigante XP gamified digital platform. The system includes missions, quizzes and games with rewards, along with e-commerce discounts for registered users. Developed with the studio Hermit Crab, the initiative aims to turn fan engagement into tangible benefits accessible through the club’s official app.

O ar que mantém o mundo ligado

Você provavelmente nunca pensou nisso hoje.

Mas antes mesmo do seu café esfriar, milhares de sistemas já dependeram de uma temperatura exata para funcionar.

O pagamento que passou no cartão.
O e-mail que chegou.
O aplicativo de mensagem que respondeu instantaneamente.

Nada disso depende primeiro da internet.

Depende do calor.

Servidores trabalham como motores em carga máxima permanente. Cada rack é uma carga térmica de TI ativa 24 horas por dia. Se a temperatura de entrada do servidor sair da faixa segura por poucos minutos, ocorre desligamento automático. Não por falha elétrica — por autoproteção.

É aqui que começa um mundo que pouca gente vê: o da climatização de missão crítica.

Em um data center não existe conforto térmico. Existe sobrevivência operacional.

Para que um serviço digital tenha alta disponibilidade, o ar precisa chegar exatamente igual a todos os equipamentos, a chamada homogeneidade térmica.
Se uma área aquece mais que outra, surge um hot spot.
Um ponto quente é suficiente para derrubar um sistema inteiro.

Por isso não existe “um ar-condicionado”.
Existem arquiteturas com redundância N+1 ou 2N, operando continuamente.
Enquanto um equipamento trabalha, outro já está pronto para assumir.

Unidades CRAH alimentadas por água gelada de chillers, ventiladores protegidos por UPS, e até tanques de termoacumulação mantêm a refrigeração ativa durante quedas de energia — tempo suficiente para os geradores entrarem em operação.

O objetivo é simples de explicar e difícil de atingir:

o sistema pode falhar…
mas o serviço não pode parar.

Isso significa operar próximo de 99,999% de disponibilidade.
Na prática: poucos minutos de parada por ano.

Quando o mundo digital funciona, ninguém percebe.
Quando para, todos percebem.

E no meio dessa linha invisível entre funcionar e parar está o profissional de HVAC-R — não mais como instalador de conforto, mas como operador de continuidade.

No data center, não se resfria ar.

Se resfria a economia.