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Ética profissional no frio

Como instaladores e técnicos podem proteger o próprio valor, o cliente e o futuro do setor

No setor de refrigeração e climatização, a ética profissional deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um fator direto de sobrevivência. Em um mercado pressionado por importações, plataformas digitais e guerra de preços, a forma como o serviço é vendido, executado e documentado passou a definir quem permanece e quem desaparece. Instalar um ar-condicionado, fazer a manutenção de um chiller ou recuperar uma câmara fria não é apenas “fazer funcionar”. É assumir uma responsabilidade técnica, ambiental, legal e econômica. Quando isso é ignorado, todo o setor perde.

A concorrência desleal é hoje um dos principais fatores de desgaste do mercado. Ela aparece quando empresas ou profissionais reduzem artificialmente seus preços cortando etapas essenciais do serviço: não emitem nota fiscal, não recolhem impostos, usam peças de baixa qualidade, não seguem normas técnicas ou sequer têm responsável técnico. Para o cliente, isso pode parecer apenas uma economia imediata. Na prática, é um risco. Para o setor, é um processo lento de desvalorização do trabalho técnico. Quando alguém cobra metade do preço porque não emite nota, o custo real é empurrado para quem faz tudo corretamente. O profissional que atua dentro da lei passa a parecer “caro”, quando, na verdade, apenas incorpora no valor aquilo que garante segurança, rastreabilidade e responsabilidade.

A nota fiscal, nesse contexto, não é um detalhe burocrático. Ela é parte do serviço. Para o cliente, é a garantia de que existe uma empresa por trás do trabalho, com deveres, prazos e responsabilidade. Para o técnico, é o que permite crescer, investir, contratar, comprar melhor e se proteger juridicamente. Um serviço sem nota não tem compromisso. Se algo der errado, não há como exigir correção, reembolso ou reparo. Em casos mais graves, como queima de equipamento, vazamento de fluido refrigerante ou acidentes elétricos, a ausência de documentação deixa o cliente completamente desamparado. O profissional que não emite nota não está sendo flexível. Está transferindo o risco para quem o contratou.

O mesmo vale para o cumprimento das normas técnicas. No setor HVAC-R, normas não existem para dificultar a vida do instalador, mas para evitar prejuízos, acidentes e retrabalho. Procedimentos como vácuo, teste de estanqueidade, dimensionamento correto, isolamento térmico e partida assistida não são “opcionais”. Eles definem se o sistema vai operar com eficiência e segurança ou se vai se tornar uma fonte constante de problemas. Quando essas etapas são puladas para reduzir tempo e custo, o defeito quase sempre aparece depois, recaindo sobre o cliente ou sobre outro profissional que terá de corrigir algo feito de forma inadequada.

Nesse ambiente, os chamados orçamentos predatórios se tornam cada vez mais comuns. São propostas feitas apenas para ganhar o serviço, mesmo quando o valor não cobre o trabalho correto. O corte não aparece no papel, mas está nas horas, nos materiais, nos testes e nos cuidados que deixam de ser feitos. O cliente, muitas vezes, só percebe isso quando o sistema falha, o consumo dispara ou o equipamento apresenta defeitos recorrentes. O barato vira caro, mas quase sempre tarde demais, quando corrigir o erro custa mais do que teria custado fazer certo desde o início.

Valorizar o serviço, portanto, passa menos por brigar por preço e mais por tornar visível aquilo que normalmente fica escondido. Um orçamento detalhado, que mostre todas as etapas da instalação ou da manutenção, ajuda o cliente a entender o que está comprando. Fotos, checklists, relatórios simples e termos de garantia reforçam a percepção de profissionalismo. E uma comunicação clara, em linguagem acessível, explicando por que certas etapas são importantes, transforma o cliente em aliado, não em adversário na negociação.

A construção de marca também entra nesse processo. Profissionais e empresas que emitem nota, têm CNPJ, endereço, presença digital e histórico constroem algo que o informal não consegue copiar: reputação. E reputação gera indicação, fidelidade e, com o tempo, a possibilidade de cobrar um preço justo pelo trabalho bem feito.

No fim, ética profissional no setor de refrigeração e climatização não é apenas uma questão moral. É uma estratégia de sobrevivência. Quem segue normas, cumpre a lei e assume responsabilidade pode até perder alguns serviços no curto prazo, mas constrói algo muito mais sólido no longo prazo: confiança.

Ética profissional é o que separa quem apenas instala de quem constrói uma carreira.

Ética também é ambiental e jurídica

Para além da execução técnica imediata, a ética profissional no setor HVAC-R envolve responsabilidades que muitos clientes e até profissionais ainda não percebem. Entre elas estão o controle ambiental, a rastreabilidade dos serviços e a responsabilidade jurídica ao longo da vida útil do sistema.

Segundo Rodrigo Penha Men, presidente do Departamento Nacional de Instalação e Manutenção da ABRAVA, o manuseio inadequado de fluidos refrigerantes é um dos pontos mais críticos. “Vazamentos evitáveis, descarte incorreto e falta de controle sobre carga e recolhimento de fluido não são apenas falhas técnicas. São infrações ambientais que podem gerar penalidades graves para empresas e clientes”, afirma.

Ele ressalta que, com o avanço da legislação ambiental e a transição para fluidos de menor impacto climático, a responsabilidade do instalador e do mantenedor se amplia. “Quem executa um serviço hoje precisa pensar no sistema como um todo, inclusive no que acontece anos depois: manutenção, substituição, retrofit e descarte. Ética também é garantir que esse ciclo seja seguro e documentado.”

Outro ponto destacado é a rastreabilidade. Serviços formais, com relatórios, registros de intervenções e identificação do responsável técnico, protegem tanto o profissional quanto o contratante. “Quando há documentação, fica claro quem fez, o que foi feito e em que condições. Isso evita conflitos, facilita manutenções futuras e reduz riscos legais”, explica.

Para Men, o setor caminha para um cenário em que improviso e informalidade terão cada vez menos espaço. “A profissionalização não é uma escolha ideológica. É uma exigência técnica, ambiental e jurídica. Quem se antecipa a isso estará preparado para o futuro do mercado.”


Resumen (Español)

En el sector de refrigeración y climatización, la ética profesional se ha convertido en un factor decisivo para la supervivencia de empresas y técnicos. La competencia desleal, impulsada por servicios informales, precios predatorios y el incumplimiento de normas técnicas y fiscales, deteriora el mercado y transfiere riesgos al cliente. La emisión de factura, el respeto a los procedimientos técnicos y la documentación de los servicios son elementos centrales para la seguridad, la trazabilidad y la valorización del trabajo. Según Rodrigo Penha Men, presidente del Departamento Nacional de Instalación y Mantenimiento de ABRAVA, la responsabilidad ambiental y jurídica, especialmente en el manejo de fluidos refrigerantes, refuerza la necesidad de profesionalización. En este contexto, la ética deja de ser un valor abstracto y se consolida como una estrategia esencial para el futuro del sector HVAC-R.


Summary (English)

In the refrigeration and air conditioning sector, professional ethics has become a key factor for long-term survival. Unfair competition driven by informal services, predatory pricing and non-compliance with technical standards and tax obligations undermines the market and increases risks for customers. Proper invoicing, adherence to technical procedures and service documentation are essential to ensure safety, traceability and accountability. According to Rodrigo Penha Men, president of ABRAVA’s National Installation and Maintenance Department, environmental and legal responsibilities—especially regarding refrigerant handling—are gaining relevance as regulations evolve. In this scenario, ethics is no longer a moral abstraction but a strategic requirement for building trust and sustainability in the HVAC-R industry.

Reposição de peças se torna desafio central no setor HVAC-R

A falta de peças de reposição para sistemas HVAC-R e a diferença entre produtos originais e paralelos desafiam distribuidores, instaladores e consumidores. Estratégias logísticas, hubs regionais e capacitação técnica tornam-se essenciais para garantir disponibilidade, qualidade e eficiência, enquanto políticas externas e custos logísticos pressionam o setor

 O mercado brasileiro de HVAC-R é um dos mais dinâmicos da indústria nacional, com estimativas de faturamento de R$ 54 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento – ABRAVA, representando cerca de 2,3% do PIB industrial do país. Embora não existam estimativas públicas precisas sobre o valor do mercado de peças de reposição no Brasil, é possível inferir sua importância com base no crescimento do setor como um todo. O aumento na demanda por sistemas de climatização e refrigeração impulsiona diretamente a necessidade de manutenção e reposição de componentes.

Com a atual política externa brasileira e os gargalos logísticos, lojas e distribuidores do setor de climatização e refrigeração enfrentam desafios no acesso a peças de reposição. As dificuldades de importação, a diferença entre peças originais e paralelas, e a pressão por entregas mais rápidas têm alterado as dinâmicas de mercado.

Eletrofrigor, Frigelar, Disparcon e Leveros, entre outros distribuidores, estão no olho do furacão, buscando estratégias para garantir estoque, confiabilidade e atendimento regional. Como esses distribuidores estão lidando com uma realidade marcada por atrasos, certificações obrigatórias e exigência de qualidade?

No Brasil, os desafios desse setor foram aumentados por fatores externos e internos como variação cambial, custos de importação, políticas tarifárias, regime de comércio internacional, dificuldades logísticas e pelas exigências regulatórias para certificações e garantia das peças.

“Para quem revende ou distribui peças no Brasil, desde evaporadores, compressores e válvulas até componentes elétricos, filtros, mangueiras, manifolds e outros ferramentais, o acesso confiável, rápido e certificado é imperativo. A falta de peças ou atrasos impactam não só os instaladores e consumidores finais, mas também arriscam a reputação e a sustentabilidade dos distribuidores”, informa Graciele Davince, CEO da Eletrofrigor.

Em todo o território nacional, distribuidores enfrentam escassez, atrasos na entrega e altos custos de importação, enquanto consumidores e instaladores precisam decidir entre peças originais com garantia e certificação, e paralelas, com custo baixo e qualidade duvidosa.

Muitos fabricantes exigem o uso exclusivo de peças originais para manter a cobertura de garantia

Escassez e demora na entrega

Diversos fatores explicam por que peças e componentes de HVAC-R nem sempre estão disponíveis com rapidez. O primeiro é a dependência de importações: “Mesmo quando a produção é local, os insumos frequentemente vêm do exterior, tornando o setor vulnerável a oscilações cambiais, barreiras alfandegárias e tarifas elevadas. Qualquer atraso nos processos aduaneiros pode impactar diretamente os prazos de entrega”, esclarece Graciele.

A logística nacional desigual é outro gargalo. O Brasil é extenso e heterogêneo em infraestrutura. Regiões como Norte e Nordeste enfrentam custos de frete mais altos e menor frequência de transporte, o que encarece o produto final e alonga o tempo de reposição. Soma-se a isso o impacto das políticas externas e tarifárias, com exigências de certificações internacionais e restrições ambientais sobre gases refrigerantes e componentes químicos, o que gera incertezas e retarda a entrada de peças no país.

Por fim, a alta demanda sazonal, especialmente durante verões mais intensos, provoca rupturas de estoque, dificultando o atendimento de emergências em supermercados, indústrias e sistemas de refrigeração crítica. “As consequências são evidentes: equipamentos parados, custos de manutenção elevados e o aumento do uso de peças paralelas como solução temporária, com o risco de perda de garantia e menor eficiência operacional, comenta Alexandre Fiss, CEO da Frigelar.

Um dos dilemas comentados pelos especialistas é escolher entre a peça original, certificada pelo fabricante, e a peça paralela, geralmente mais acessível e de disponibilidade imediata. As peças originais asseguram compatibilidade técnica, durabilidade e manutenção da garantia, além de cumprirem normas ambientais e de eficiência energética. Já as peças paralelas, embora mais baratas e com ampla presença no mercado, apresentam qualidade variável, riscos de desgaste prematuro e ausência de certificações, o que pode comprometer o desempenho e a vida útil do equipamento.

“No HVAC-R, a decisão entre custo e confiabilidade é estratégica. Muitos fabricantes exigem o uso exclusivo de peças originais para manter a cobertura de garantia. Ao optar por similares, instaladores e clientes assumem o risco de comprometer o sistema, especialmente em equipamentos de alto valor e complexidade técnica”, enfatiza a CEO da Eletrofrigor.

Distribuidores buscam estratégias para garantir estoque, confiabilidade e atendimento regional

Caminhos possíveis e perspectivas

O acesso a peças de reposição nos setores de refrigeração e climatização no Brasil enfrenta desafios variados, que não se distribuem de forma homogênea. Regiões mais afastadas dos grandes centros industriais, como Norte e parte do Nordeste, convivem com transporte irregular, rotas logísticas longas e fretes elevados. A criação de hubs regionais, como os da Leveros, ajuda a reduzir esses impactos, mas o custo logístico ainda limita a competitividade. No interior de estados extensos, manter estoques locais é oneroso, e muitas vezes os lojistas dependem de redistribuição interestadual. A sazonalidade agrava ainda mais o cenário: verões mais longos e quentes pressionam o abastecimento, enquanto a escassez de mão de obra especializada dificulta a instalação e manutenção adequadas.

A política externa brasileira também exerce influência direta sobre o setor. Tarifas de importação, acordos internacionais e tratados ambientais afetam tanto o custo quanto a disponibilidade de insumos. Mudanças em normas sobre gases refrigerantes, por exemplo, exigem adaptações rápidas e novas certificações. Quando há instabilidade cambial ou entraves alfandegários, distribuidores precisam elevar margens para absorver riscos, repassando parte dos custos ao consumidor final.

O grande desafio do setor é equilibrar preço competitivo, garantia e disponibilidade imediata. Para o presidente da Abrava, Leonardo Cozac, “o setor de HVAC-R precisa de políticas públicas que incentivem a produção nacional de peças e simplifiquem processos de importação. Ao mesmo tempo, é fundamental investir em certificações acessíveis e treinamento técnico para instaladores, garantindo que as peças mantenham a eficiência e a confiabilidade dos equipamentos”.

Entre as soluções apontadas por especialistas e distribuidores, destacam-se o fortalecimento da produção nacional, o uso de estoques inteligentes, a criação de parcerias regionais com transportadoras e o investimento em tecnologia, como previsão de demanda e digitalização logística. A capacitação técnica continua sendo essencial para assegurar que as peças sejam aplicadas corretamente, preservando a performance e a durabilidade dos sistemas, ao mesmo tempo em que se minimizam riscos e custos adicionais.

Fujitsu promove treinamentos técnicos durante a Febrava

Capacitações presenciais acontecem de 9 a 12 de setembro em São Paulo e envolvem instaladores de diversas regiões do País

A Fujitsu General do Brasil realiza entre os dias 9 e 12 de setembro o projeto “Conexão Fujitsu Airstage: rumo ao conhecimento”, com uma série de treinamentos técnicos presenciais voltados a instaladores de ar-condicionado. A ação ocorre durante a semana da Febrava, em São Paulo.

Os encontros reúnem profissionais de diferentes regiões do País em atividades que combinam teoria e prática, com uso de equipamentos das linhas Premium e Essencial, incluindo os modelos High Wall, Teto, Cassete e Multi. Além dos treinamentos, a empresa oferece transporte para visitas à Febrava, feira considerada o maior evento do setor na América Latina.

Segundo a companhia, a iniciativa dá continuidade ao investimento em qualificação da mão de obra. Em 2024, a Fujitsu inaugurou um centro de treinamento de 210 m², com recepção, showroom e sala de reunião.

De acordo com Raimundo Ribeiro, diretor comercial e técnico da Fujitsu General do Brasil, a proposta é aproximar a marca dos instaladores por meio de conhecimento técnico e oportunidades de relacionamento.

O diretor-presidente da empresa no País, Tsutomu Kunishima, afirmou que o Brasil é um mercado estratégico e que a Fujitsu pretende fortalecer sua presença nacional com iniciativas de médio e longo prazo, envolvendo desde a indústria até os profissionais responsáveis pela instalação dos produtos.

FEBRAVA 2025 começa na terça com expectativa de recordes

Feira no São Paulo Expo reunirá mais de 600 marcas, novos pavilhões e debates estratégicos para o setor HVAC-R

A Febrava 2025 abre as portas na próxima terça-feira (9) no São Paulo Expo, em São Paulo, consolidada como o maior encontro da indústria de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R) da América Latina. Até sexta-feira (12), a feira reunirá mais de 600 marcas nacionais e internacionais, com expectativa de atrair cerca de 28 mil visitantes.

Na 23ª edição, a feira cresce em tamanho e diversidade. O espaço de exposição aumentou 25% em relação ao último evento e agora abriga dois novos pavilhões, o Water Treatment Expo, voltado a soluções em tratamento de água, e o Smart Heat Expo, dedicado a tecnologias de aquecimento inteligente. A ampliação reflete um setor em transformação, que hoje dialoga não apenas com a climatização tradicional, mas também com sustentabilidade, automação e gestão de recursos naturais.

Ao longo de quatro dias, o evento oferecerá atividades técnicas, demonstrações práticas e debates estratégicos. As chamadas Ilhas Temáticas funcionarão como espaços de aproximação entre indústria e conhecimento acadêmico, com participação de instituições como Senai e Fatec em treinamentos e apresentações de projetos. Também estará em evidência o Selo Inovação, que reunirá 118 soluções desenvolvidas por 43 expositores. Outro ponto de destaque será o VI Encontro Nacional de Mulheres do Setor AVAC-R, realizado em parceria com a Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento), que busca ampliar a presença feminina em um segmento ainda majoritariamente masculino.

Congresso e debates

A programação técnica reforça o caráter de atualização profissional da feira. O XIX Conbrava – Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar – ocorrerá de 10 a 12 de setembro, das 8h às 18h. O tema central será “Os desafios das mudanças climáticas”, com ênfase em sustentabilidade, novos refrigerantes, eficiência energética e digitalização de sistemas. O congresso reunirá cerca de 450 palestrantes em quatro salas no andar superior.

Antes da feira, nos dias 8 e 9, acontece o XXV Encontro Nacional de Projetistas e Consultores, promovido pela Abrava.

A tradicional Rodada Internacional de Negócios será realizada nos dias 10 e 11 de setembro, das 9h às 16h, em área reservada ao lado do auditório. A iniciativa, organizada pela Abrava em parceria com a ApexBrasil, já confirmou a presença de compradores de seis países da América do Sul e do México.

Tendências e mercado

A feira reflete mudanças mais amplas vividas pelo mercado brasileiro. O ar-condicionado, antes associado a luxo, tornou-se item de uso cotidiano em residências e escritórios. A pandemia acelerou a valorização do conforto em casa e a preocupação com a qualidade do ar em ambientes fechados, fatores que ampliaram a demanda por tecnologias mais acessíveis e eficientes. O setor responde com soluções que vão do controle digital de equipamentos à integração com fontes renováveis de energia.

Nesse contexto, a Febrava tem reforçado o espaço dedicado a instaladores, projetistas e especificadores. Esses profissionais estão na linha de frente da cadeia, influenciam decisões de compra e são responsáveis por traduzir inovações em aplicações concretas. Ao priorizar a presença desse público, a feira busca ampliar o alcance das tecnologias apresentadas e aproximar a indústria da realidade de campo.

A dimensão do evento exige preparação dos visitantes. O credenciamento antecipado, disponível no site oficial é apontado como essencial para garantir acesso rápido e facilitar a organização da visita. A plataforma oferece lista de expositores, lançamentos programados e localização dos estandes, recursos que permitem ao público planejar rotas e aproveitar melhor o tempo. Também foram adotadas medidas para reduzir o impacto do trânsito na região: haverá transporte gratuito partindo da estação São Judas do metrô e do Shopping Plaza Sul, alternativa que busca diminuir o fluxo de veículos no entorno do pavilhão.

Baixe o mapa da FEBRAVA

A edição de 2025 ocorrerá em paralelo à FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia, Automação e Conectividade, permitindo a circulação cruzada de visitantes. A proximidade entre os dois eventos amplia o alcance das discussões, já que a climatização se conecta cada vez mais à eletrificação e às soluções digitais.

Reconhecida como plataforma de negócios e atualização técnica, a Febrava também atua como ponte entre o mercado brasileiro e tendências internacionais. Experiências observadas em feiras como a AHR Expo, nos Estados Unidos, e a Chillventa, na Alemanha, têm servido de referência para a incorporação de novos formatos e temas. Ao mesmo tempo, o evento preserva sua característica de reunir em um único espaço fabricantes, distribuidores, instaladores e usuários finais, algo ainda pouco comum em outras regiões.

Mais do que vitrine de produtos, a Febrava se tornou um espaço onde se discute o futuro do setor. O Brasil apresenta índices ainda baixos de penetração de climatização em comparação a outros países, o que indica amplo espaço para crescimento. A aposta em tecnologias mais acessíveis e sustentáveis deve acelerar a expansão. A feira, nesse cenário, funciona como laboratório coletivo, onde a indústria mostra avanços, os técnicos conhecem novas práticas e o público identifica caminhos para os próximos anos.

Midea Carrier lança ar-condicionado com inteligência artificial na Febrava 2025

AI Ecomaster promete até 30% de economia de energia e soluções voltadas a data centers, instaladores e consumidores finais

A Midea Carrier apresenta na Febrava 2025, realizada de 9 a 12 de setembro no São Paulo Expo, o AI Ecomaster, ar-condicionado com inteligência artificial que, segundo a empresa, pode garantir até 30% de economia de energia. O equipamento integra o portfólio da companhia para os segmentos residencial, comercial, data center e instaladores.

O modelo utiliza algoritmos capazes de aprender os hábitos dos usuários, antecipar variações climáticas e ajustar o funcionamento automaticamente. Entre as funções está o AI Controle de Umidade, que mantém níveis ideais de ar, reduzindo o ressecamento do ambiente. O aparelho pode ser integrado ao Umidificador Master Connect da Midea.

Desenvolvido também para facilitar a rotina de instaladores, o equipamento tem estrutura de fácil acesso, conectividade via aplicativo e recursos voltados a instalação e manutenção simplificadas.

No campo da climatização de precisão, a empresa destaca soluções para data centers e ambientes críticos, onde estabilidade térmica, controle de umidade e operação ininterrupta são considerados essenciais.

Segundo Mario Sousa, vice-presidente de Vendas e Marketing da Midea Carrier, a meta é mostrar como a inteligência artificial, associada à eficiência energética e ao controle de alta precisão, pode atender tanto ao conforto cotidiano quanto às aplicações críticas.

A empresa também anuncia espaço exclusivo voltado a instaladores na feira, com demonstrações práticas, tecnologias embarcadas e ações de capacitação técnica.

No pós-venda, a companhia divulga o Carrier Service, plataforma de suporte que inclui comissionamento, manutenção, modernização de equipamentos, contratos de performance, suporte técnico especializado e serviços digitais. O serviço atende projetos comerciais, industriais, hospitalares, educacionais, de infraestrutura e missão crítica.

O estande da Midea Carrier ocupa 364 m² em dois andares, com aplicações para diferentes segmentos, e estará aberto ao público das 13h às 20h durante os quatro dias da Febrava 2025.

Votação do Troféu Oswaldo Moreira começa hoje

Premiação do setor HVAC-R será entregue em 26 de junho, em São Paulo

A votação para o 27º Troféu Oswaldo Moreira (TOM) será aberta nesta quinta-feira (12), a partir das 12h. Promovida pela Revista do Frio e o Clube do Frio, a premiação reconhece empresas, profissionais e iniciativas da cadeia de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração (HVAC-R).

A participação é aberta ao público e poderá ser feita por meio do hotsite oficial.

A cerimônia de entrega está marcada para 26 de junho, em São Paulo. A seguir, a lista com as categorias e os indicados desta edição:

Personalidade do Comércio/Distribuidor em Ar Condicionado e Refrigeração

– Tiziano Filho (Leveros)

– Marcel Souza (Central Ar)

– Daniel M. Prado (Friopeças)

Destaque Comércio de Refrigeração/Distribuidor de Ar Condicionado

– Frigelar

– Climario

– Refricril

Personalidade da Indústria no Setor HVAC-R

– Edson Zimermann (Epex)

– Joana Canozzi (Copeland)

– Gilmar Oliveira (Daikin)

Destaque Comércio/Indústria de Ar Condicionado

– Poloar

– Leveros

– A Dias

Destaque Indústria de Ar Condicionado

– Gree

– TCL

– LG

Destaque Indústria de Refrigeração

– Danfoss

– Brasil Soldas

– Elitech

Refrigeristas, Instaladores e Influenciadores

– Uanderson Aguiar

– Kleber

– Gabriel Pardo

 

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Troféu Oswaldo Moreira anuncia indicados de 2025

Sete categorias compõem a premiação marcada para 26 de junho, em São Paulo.

A organização do Troféu Oswaldo Moreira divulgou os nomes dos indicados à edição de 2025. A premiação, que reconhece profissionais e empresas do setor de refrigeração e climatização, será realizada em 26 de junho, na Casa Itaim, em São Paulo.

Na categoria Personalidade do Comércio/Distribuidor em Ar Condicionado e Refrigeração, os indicados são Tiziano Filho (Leveros), Marcel Souza (Central Ar) e Daniel M. Prado (Friopeças). Já em Destaque Comércio Refrigeração/Distribuidor Ar Condicionado, concorrem Frigelar, Climario e Refricril.

Para a categoria Personalidade da Indústria no setor HVAC-R, foram selecionados Edson Zimermann (Epex), Joana Canozzi (Copeland) e Gilmar Oliveira (Daikin). A categoria Destaque Comércio/Indústria de Ar Condicionado tem como indicados Poloar, Leveros e A Dias.

Na categoria Destaque Indústria de Ar Condicionado, as empresas Gree, TCL e LG disputam o reconhecimento. Em Destaque Indústria de Refrigeração, concorrem Danfoss, Brasil Soldas e Elitech.

A categoria voltada a Refrigeristas, Instaladores e Influenciadores apresenta como finalistas Uanderson Aguiar, Kleber (Milenio) e Gabriel Pardo.

A cerimônia será realizada na Rua Clodomiro Amazonas, 907, bairro Itaim Bibi, em São Paulo.

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Febrava 2025 abre credenciamento gratuito para visitantes

Feira será realizada entre 9 e 12 de setembro, no São Paulo Expo, com novas áreas temáticas e congresso técnico

Está aberto o credenciamento online e gratuito para a 23ª edição da Febrava – Feira Internacional de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar e de Águas. O evento ocorrerá entre os dias 9 e 12 de setembro de 2025, no São Paulo Expo, com participação de mais de 600 marcas nacionais e internacionais.

Com o tema “No Clima da Inovação”, a feira deste ano se organiza a partir de quatro eixos: eficiência energética, descarbonização, qualificação técnica e inovação. A expectativa é receber mais de 25 mil profissionais da cadeia HVAC-R, entre engenheiros, técnicos, projetistas, distribuidores e compradores corporativos.

A área de exposição cresceu 20% em relação à edição anterior. Entre as novidades, estão dois pavilhões inéditos: o WTE – Water Treatment Expo, voltado ao setor de tratamento de águas industriais, e o Smart Heat Expo, com foco em soluções para aquecimento.

A programação inclui também a Mostra Selo Inovação, organizada com curadoria da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), que destacará produtos selecionados por critérios técnicos.

Serão mantidas as ilhas temáticas sobre Cadeia do Frio, Ar-Condicionado Automotivo, Auditório FATEC e a tradicional Ilha do SENAI, com demonstrações práticas e atividades de formação profissional.

Paralelamente à feira, ocorre o CONBRAVA, que chega à sua 19ª edição. Com o tema “AVACR e os Desafios das Mudanças Climáticas”, o congresso abordará tópicos como qualidade do ar, eficiência energética, inteligência artificial e práticas ESG.

O credenciamento está disponível no site oficial da Febrava. A liberação para imprensa e assessorias será anunciada posteriormente.

FEBRAVA 2025 terá mais de 600 marcas e foco técnico

Maior edição da história do evento reunirá público especializado, lançamentos e conteúdo técnico de HVAC-R em setembro, no São Paulo Expo


Com mais de 600 marcas expositoras confirmadas, a 23ª edição da FEBRAVA — Feira Internacional de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar e da Água — será realizada entre os dias 9 e 12 de setembro de 2025, no São Paulo Expo.

Reconhecida como o principal evento da cadeia HVAC-R na América Latina, a FEBRAVA volta ao pavilhão com ampliação de quase 20% na área de exposição e expectativa de atrair mais de 25 mil visitantes. Segundo a ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento), o setor deve movimentar cerca de R$ 54 bilhões no país no próximo ano.

O evento contará com público altamente qualificado, formado por engenheiros, técnicos, instaladores, projetistas, distribuidores, gestores industriais e usuários corporativos. A programação técnica exclusiva terá ativações práticas e demonstrações voltadas à capacitação e atualização profissional.

Dois novos pavilhões temáticos integram a edição: o Water Treatment Expo (WTE), com foco no tratamento de águas industriais, e o Smart Heat Expo, voltado ao setor de aquecimento. Ambos terão exposição de equipamentos, rodadas de negócios e painéis segmentados.

O tema desta edição será “No Clima da Inovação”, com quatro eixos de discussão: eficiência energética, descarbonização, qualificação técnica e inovação.

Além dos lançamentos, a feira terá ilhas temáticas interativas, como o espaço da Cadeia do Frio, área de ar-condicionado automotivo, auditório da FATEC e a tradicional ilha do SENAI, que promove conteúdos de formação técnica.

A FEBRAVA ocorrerá simultaneamente à FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia, Automação e Conectividade, o que permitirá circulação entre os dois eventos e ampliará as possibilidades de negócios.

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FEBRAVA 2025
Data: 09 a 12 de setembro de 2025
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – São Paulo/SP)

Samsung inaugura centro de treinamento em SP

Empresa também atualiza plataforma Climatiza, voltada a instaladores de ar-condicionado

A Samsung Brasil inaugurou nesta terça-feira (8) um Centro de Treinamento (CT) para instaladores de ar-condicionado na Vila Mariana, zona sul da capital paulista. No mesmo dia, a empresa também disponibilizou uma nova versão da plataforma Climatiza, voltada à capacitação de profissionais do setor.

O espaço tem estrutura composta por três salas de aula teóricas e uma sala prática equipada com equipamentos das linhas RAC, CAC, FJM e DVM. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar o acesso à formação técnica voltada à instalação e operação dos sistemas de climatização fabricados pela marca.

O centro conta ainda com a Sala SmartThings, ambiente destinado ao treinamento de soluções de controle centralizado. No local, os instaladores poderão praticar a gestão de sistemas integrados para aplicações comerciais.

As atividades de formação podem ser acessadas pela plataforma Climatiza, que passou por reformulação. O sistema reúne cursos, treinamentos, materiais técnicos e atendimento especializado. Entre as atualizações, a Samsung destaca a inclusão de uma nova interface, reorganização dos conteúdos e acesso facilitado a vídeos tutoriais, catálogos e manuais.