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Arquivo para Tag: HVAC-R

ESPANHA – Metrô de Barcelona testa difusores de tecido

06/08/2025

Sistema da dinamarquesa FabricAir busca reduzir temperatura nas plataformas e será operado até outubro

ESPANHA – A Transports Metropolitans de Barcelona (TMB) iniciou a operação experimental de um sistema de resfriamento por difusores de tecido na estação Plaça de Sants, no bairro Sants-Montjuïc, como parte de um projeto piloto no metrô de Barcelona.

O sistema utiliza difusores fabricados pela empresa dinamarquesa FabricAir e tem como objetivo reduzir a temperatura nas plataformas durante o verão. A solução foi desenvolvida para melhorar o conforto térmico dos passageiros que aguardam os trens.

O conjunto instalado é composto por duas unidades de tratamento de ar, posicionadas nas extremidades das plataformas, cada uma equipada com dois ventiladores e sistema de filtragem. As unidades têm capacidade de movimentar 5.500 m³ de ar, que é conduzido por um tubo central ao longo da plataforma e distribuído por meio de orifícios regularmente espaçados.

Segundo o TMB, o sistema foi projetado com foco em critérios ambientais e de eficiência energética. A instalação permanecerá em operação até outubro e, nos próximos dias, o mesmo modelo será implementado na estação Catalunya.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-06 11:37:582025-08-06 11:39:02ESPANHA – Metrô de Barcelona testa difusores de tecido

ITÁLIA – Frascold apresenta nova série de compressores com hidrocarbonetos

06/08/2025

Série ATEX-HT opera com R290, butano e isobutano e atende aplicações industriais e comerciais em aquecimento e refrigeração

ITÁLIA – A Frascold lançou a nova série ATEX-HT de compressores semi-herméticos de pistão para aplicações com hidrocarbonetos, como propano (R290), butano e isobutano. A iniciativa amplia o portfólio da empresa no setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (AVAC-R), com foco em soluções de alta temperatura e baixa emissão de carbono.

Projetada para operar com fluidos naturais, a série ATEX-HT suporta temperaturas de fluido de até 135 °C com butano, 115 °C com isobutano e 85 °C com propano. A nova linha integra motores elétricos de alta eficiência e componentes adaptados às exigências de operação com hidrocarbonetos, atendendo demandas crescentes por tecnologias compatíveis com metas climáticas da União Europeia, como o Green Deal e o pacote “Objetivo 55”.

A Frascold, com sede na província de Milão e receita consolidada de € 92 milhões em 2023, posiciona a nova série como alternativa à substituição de caldeiras a gás, especialmente em bombas de calor reversíveis ar-água e água-água. Entre as aplicações, estão aquecimento de processo, hospitais, centros esportivos, estabelecimentos comerciais e indústrias de transformação.

Segundo Livio Calabrese, diretor de vendas e marketing da empresa, a ATEX-HT resulta da combinação entre experiência prática, desenvolvimento tecnológico e estratégia voltada à inovação sustentável. “A Frascold foi uma das primeiras empresas a reconhecer o potencial dos hidrocarbonetos para bombas de calor”, afirmou.

A nova linha é composta por quatro tamanhos:

  • S: 4 pistões, deslocamento entre 33 e 56 m³/h, potência de 5 a 15 kW;

  • V: até 93 m³/h e 24 kW;

  • Z: 6 pistões, até 126 m³/h e 30 kW;

  • W: 8 pistões, até 206 m³/h e 52 kW.

Entre os avanços técnicos, estão placas de válvulas com resistência a pressões acima de 30 bar, pistões com revestimento antifricção e óleo com aditivos específicos para HC, visando estabilidade térmica, lubrificação adequada e retorno eficiente ao compressor, sem necessidade de trocadores regenerativos.

A empresa destaca que o intervalo de regulação de velocidade da série ATEX-HT permite operação com até 25% da capacidade máxima, o que favorece desempenho em cargas parciais. Em modelos com rotores de ímã permanente (S, V, Z), os ganhos de desempenho chegam a 6% em média, especialmente em condições de baixo giro e alto torque.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Frascold_ATEX_HT_Series-revista-do-frio.jpg 1080 1920 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-06 11:19:072025-08-06 11:19:37ITÁLIA – Frascold apresenta nova série de compressores com hidrocarbonetos

Embraco lança compressor inverter para mercado de reposição

06/08/2025

Equipamento substitui nove modelos anteriores e amplia atendimento a refrigeradores residenciais


A Embraco, marca da Nidec Global Appliance, iniciou em julho a distribuição nacional do compressor inverter FMR para o mercado de reposição. O equipamento é destinado a refrigeradores residenciais, incluindo modelos compactos, como adegas, até aparelhos de duas portas.

O novo modelo substitui até nove compressores da família FMS, atualmente entre os mais vendidos da marca no Brasil. Segundo a empresa, a iniciativa visa padronizar componentes de reposição e facilitar o processo de manutenção. O FMR é compacto, bivolt e inclui passador alongado para maior segurança na brasagem durante a troca.

A Nidec Global Appliance informa que as vendas de compressores inverter com refrigerante natural R600a cresceram 105% no Brasil, entre 2023 e 2024. A tendência, segundo Sander Malutta, diretor de Vendas e Engenharia de Aplicação para América Latina, deve continuar com a expansão da tecnologia no segmento residencial. Ele aponta que a maior eficiência energética, menor ruído e maior resistência às oscilações da rede elétrica são fatores que impulsionam a demanda.

O compressor é fabricado na planta da Nidec em Joinville (SC). Para Malutta, a produção local favorece a disponibilidade para pronta entrega. A empresa também destaca que o FMR tem capacidade de refrigeração entre 169 e 904 Btu/h (1/9 a 1/4 HP), deslocamento de 7 a 11 cc, e utiliza o fluido R600a.

Segundo Malutta, o lançamento amplia o portfólio da Embraco para atender à substituição de compressores inverter, assim como foi feito anteriormente com o modelo EMR para a linha on-off.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/08/FMR-with-Digital-Label-High-revista-do-frio-e1754489133161.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-06 11:01:022025-08-06 11:05:51Embraco lança compressor inverter para mercado de reposição

Governo favorece indústria nacional em compras do SUS

04/08/2025

Medida de R$ 2,4 bi inclui câmaras frias e pode beneficiar setor de refrigeração

O governo federal afirma que irá priorizar produtos da indústria nacional na seleção de R$ 2,4 bilhões em equipamentos de saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, anunciada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar a sobretaxa sobre produtos importados do Brasil a 50%, prevê que itens nacionais poderão ser adquiridos mesmo se custarem entre 10% e 20% mais caros que os similares importados, segundo nota do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O edital, enquadrado no programa Novo PAC Saúde, incluirá produtos para atenção primária — como dispositivos para diagnóstico, cadeiras de rodas e câmaras frias para conservação de vacinas — e para atenção especializada, como aparelhos de anestesia e ultrassom portátil.

O ministro e vice presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo usará “todos os instrumentos para defender a economia brasileira”, incluindo as compras públicas. A nota do MDIC acrescenta que o Brasil atualmente atende a cerca de 45% das suas necessidades com produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos, dispositivos médicos, materiais e outras tecnologias em saúde. A meta da Nova Indústria Brasil (NIB) é elevar essa participação para 50% até 2026 e 70% até 2033.

Destaque técnico para o mercado de HVAC-R

A inclusão de câmaras frias para conservação de vacinas no edital do Novo PAC Saúde representa uma oportunidade para fornecedores do setor HVAC-R no Brasil, especialmente aqueles focados em refrigeração farmacêutica. Empresas do setor, como fabricantes de câmaras frias, chillers e sistemas de ar-condicionado industrial, podem se beneficiar da política de preferência nacional ao disputar contratos públicos de grande porte.

Fonte: Jornal de Brasília

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/08/sus-e1754329837185.png 624 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-04 14:54:222025-08-04 14:55:01Governo favorece indústria nacional em compras do SUS

Bosch amplia atuação global em HVAC com aquisição bilionária

04/08/2025

Fábrica em São José dos Campos está entre as unidades incorporadas após a compra de operação da Johnson Controls-Hitachi.

A Bosch concluiu em 31 de julho a maior aquisição de sua história ao incorporar o negócio de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC) residencial e comercial leve da Johnson Controls e da joint venture Johnson Controls-Hitachi Air Conditioning. A operação, iniciada há cerca de um ano, inclui a transferência de unidades industriais e comerciais em diferentes continentes, entre elas a fábrica localizada em São José dos Campos, SP, com mais de 450 funcionários. O valor da transação é de US$ 8 bilhões, sujeito a ajustes.

Com a aquisição, a divisão Home Confort da Bosch quase dobra de tamanho, passando a contar com mais de 25 mil colaboradores e 8 bilhões de euros em vendas anuais. A operação também amplia a rede de produção de 17 para 33 fábricas e a estrutura de desenvolvimento de 14 para 26 centros.

Segundo Stefan Hartung, presidente global do Grupo Bosch, a transação fortalece a presença da empresa nos setores de energia e construção, além de acelerar o crescimento da companhia no mercado global de HVAC. A expectativa da Bosch é que o mercado avance 5% ao ano até 2030. A empresa planeja crescer acima dessa média.

Christian Fischer, membro da Direção Global da Bosch, afirma que a operação complementa o portfólio da companhia, que passa a oferecer uma gama completa de tecnologias HVAC. A integração dos novos ativos deverá ser concluída até o fim de 2027, com os primeiros impactos financeiros previstos para 2026.

Entre os ativos adquiridos estão marcas como York, nos Estados Unidos, e Hitachi, na Ásia. A Bosch também adquiriu licenças de longo prazo para o uso comercial dessas marcas. Com presença ampliada na América, Ásia e Europa, a empresa afirma que a estratégia visa explorar canais de vendas já consolidados e reduzir custos por meio da compra integrada e do desenvolvimento conjunto de produtos.

O presidente da gestão executiva da Home Confort, Jan Brockmann, afirma que a nova estrutura da divisão será regionalizada, com unidades responsáveis pela gestão direta das operações na América, Ásia e Europa/Oriente Médio/África. Ele assume também a presidência da região EMEA.

David Budzinski será o responsável pela região das Américas e atuará como vice-presidente da nova estrutura. Ulrich Lissmann ficará responsável pela Ásia-Pacífico. Nora Klug, ex-conselheira do Grupo Bosch, assume a diretoria de pessoas e governança. A integração será conduzida por Oliver Koukal, atual gerente do projeto de aquisição. Thomas Volz e Birte Luebbert seguem na Direção Global como diretor financeiro e diretora de operações, respectivamente.

Segundo a Bosch, a aquisição posiciona a empresa de forma mais abrangente no mercado de soluções de ar-condicionado, especialmente em razão da crescente demanda por sistemas de refrigeração, que representam dois terços dos 150 bilhões de euros movimentados pelo setor global em 2024. A previsão é que as vendas mundiais de aparelhos de ar-condicionado superem 200 milhões de unidades por ano até 2030.

O portfólio da empresa passa a incluir tecnologias distintas conforme a demanda regional. Nos Estados Unidos, o foco são os sistemas dutados; na Ásia, sistemas sem dutos e de fluxo variável de refrigerante (VRF); na Europa e Oriente Médio, o destaque está em bombas de calor, aquecedores híbridos, elétricos, a óleo e gás.

A divisão Home Confort da Bosch continuará operando com as marcas Bosch e Buderus, e passa a incluir também York, Hitachi e outras marcas locais. O objetivo declarado é ampliar participação de mercado com soluções energeticamente eficientes.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/08/bosch-global-revista-do-frio-e1754316898101.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-08-04 13:49:192025-08-04 13:49:19Bosch amplia atuação global em HVAC com aquisição bilionária

Transição para A2L nos splits exige preparo técnico e combate à desinformação

30/07/2025

Os refrigerantes A2L ganham protagonismo nos sistemas split, combinando eficiência energética e menor impacto ambiental. Sua aplicação, no entanto, exige atenção técnica, conformidade com normas e adoção de boas práticas para garantir segurança e desempenho

 A transição para refrigerantes de baixo impacto ambiental é uma realidade no setor de HVAC-R, especialmente nos sistemas split de ar-condicionado. Entre os novos fluidos que vêm ganhando espaço, os classificados como A2L merecem atenção especial. Com menor potencial de aquecimento global (GWP), esses refrigerantes equilibram eficiência energética e sustentabilidade, mas exigem cuidados específicos quanto à instalação, manutenção e segurança.

Para muitos técnicos e consumidores, o termo “A2L” ainda é uma novidade e, infelizmente, alvo de desinformação em redes sociais e fóruns não especializados. Nesta matéria, reunimos informações técnicas, recomendações práticas e depoimentos de especialistas e fabricantes para esclarecer o que são os A2L, porque estão substituindo fluidos como o R-410A e como garantir uma instalação segura e eficiente.

Segundo a classificação da ASHRAE Standard 34, os refrigerantes são categorizados de acordo com sua inflamabilidade e toxicidade. Os A2L são levemente inflamáveis (classe 2L) e de baixa toxicidade (classe A). Diferem dos A2 e A3 por terem uma inflamabilidade significativamente menor e serem considerados seguros quando utilizados conforme normas técnicas. O R-32, por exemplo, já é adotado extensivamente em splits em países da Europa e Ásia.

“O A2L, como o R-32, está se tornando o novo padrão nos sistemas splits porque combina eficiência energética com um GWP muito mais baixo do que o R-410A. Temos em nosso portfólio produtos realmente inovadores, como fluidos refrigerantes que otimizam a performance energética dos sistemas de refrigeração e ar-condicionado e reduzem o impacto climático dos negócios dos nossos clientes”, explica Renato Cesquini, líder da área comercial de fluidos refrigerantes da Chemours na América. “O R-32, por exemplo, tem GWP de 675, comparado aos 2.088 do R-410A”.

Além do R-32, outros exemplos de A2L incluem o R-454B, o R-1234yf e outros HFOs usados em diversas aplicações. Esses fluidos estão alinhados com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na Emenda de Kigali, que visa à redução gradual do uso de HFCs com alto GWP. A Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal exige que países reduzam o uso de HFCs de alto GWP e os A2L se apresentam como solução eficaz. São refrigerantes com pressão operacional compatível com os sistemas split tradicionais, o que facilita a adoção sem reengenharia completa. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, somente entre 2020 e 2022 foi estabelecida a linha base para HFCs, buscando cortar 50% até 2040 e 80% até 2045.

Normas técnicas e diretrizes de segurança

Normas como ISO 5149, ABNT NBR 16069, ASHRAE 15 e ASHRAE 34 regulam os requisitos de segurança para manuseio, instalação e operação de A2L. Entre os principais pontos estão a limitação da carga de fluido por ambiente fechado, instalações com ventilação adequada, detectores de vazamento específicos para A2L, e uso de equipamentos certificados para fluidos levemente inflamáveis.

Natanael Oliveira Lima, diretor técnico da RLX Fluidos Refrigerantes, afirma que “Não se trata de um risco novo e descontrolado, mas sim de um cenário técnico que exige capacitação. Há décadas se trabalha com fluidos inflamáveis no setor e, com os A2L, temos segurança desde que os protocolos sejam seguidos. Contudo, como qualquer inovação, esses refrigerantes exigem atenção às normas técnicas. A ISO 5149, a ABNT NBR 16069 e a própria ASHRAE 15 abordam os critérios de segurança para instalações com fluidos levemente inflamáveis. Entre os pontos críticos estão a limitação da carga máxima de fluido por ambiente, sistemas de ventilação apropriados e detectores de vazamento em espaços confinados”.

Instalação, manutenção e boas práticas com A2L

A instalação de sistemas com refrigerantes A2L não é radicalmente diferente das rotinas já adotadas pelos profissionais qualificados, mas existem algumas recomendações como: evitar fontes de ignição no ambiente durante a instalação e manutenção; utilizar ferramentas certificadas e adequadas a fluidos inflamáveis (bombas de vácuo, manifolds, detectores); realizar testes de estanqueidade rigorosos com detectores específicos para A2L; ventilar o ambiente adequadamente, principalmente em locais fechados ou abaixo do nível do solo.

Para os profissionais que atuam na linha de frente, é fundamental investir em capacitação contínua. “O técnico que busca atualização está preparado para lidar com A2L com total segurança e pode até se destacar em um mercado cada vez mais exigente e regulado”, afirma André Dorta, gerente regional da divisão de fluidos refrigerantes da Honeywell. E ele faz um alerta: “Atualmente, no Brasil, não existe uma legislação federal específica que imponha limites obrigatórios de carga ou aplicação para o uso de refrigerantes A2L (como o R-32) em sistemas de ar-condicionado split. Porém, existem normas técnicas nacionais e internacionais que servem como base de orientação para projetos, instalações e segurança”.

 Combate à desinformação: o perigo dos tutoriais não oficiais

Apesar dos avanços técnicos, cresce nas redes sociais uma onda de vídeos e postagens que espalham desinformação sobre os refrigerantes A2L. De tutoriais sem qualquer respaldo técnico a boatos alarmistas sobre riscos de explosão, o que se vê é um desserviço à categoria dos instaladores sérios e às empresas comprometidas com a qualidade.

Os fabricantes alertam: confiar em vídeos de procedência duvidosa pode comprometer a segurança da instalação e expor o profissional a riscos legais. A recomendação é buscar informações apenas em fontes reconhecidas, como: Associações técnicas; documentação oficial de fabricantes; cursos profissionalizantes com instrutores certificados; Normas da ABNT e manuais de boas práticas.

Além disso, a responsabilidade é também dos distribuidores e revendedores, que devem orientar corretamente seus clientes e oferecer produtos com especificações claras e atualizadas.

Com a evolução regulatória, a demanda por soluções mais sustentáveis deve crescer. A migração para refrigerantes A2L em sistemas splits já é realidade em países da Europa e da Ásia, e o Brasil caminha para seguir o mesmo rumo, especialmente com a chegada de novos modelos e linhas de fabricantes que já adotam esses fluidos como padrão. A fase de transição exige diálogo entre indústria, instaladores, técnicos e entidades de classe. Com treinamento, boas práticas e informação técnica, os A2Ls representam um avanço positivo, seguro e necessário para o setor.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/A2L-materia-revista-do-frio.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-30 00:59:282025-07-18 11:00:06Transição para A2L nos splits exige preparo técnico e combate à desinformação

ViaQuatro e ViaMobilidade modernizam sistema de climatização

28/07/2025

Substituição de aparelhos reduz impacto ambiental e melhora conforto térmico em estações e escritórios

As concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, operadoras das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, concluíram a substituição de 42% dos sistemas de climatização em áreas fixas, como estações, pátios, escritórios e centros de controle. A medida faz parte de um investimento de R$ 3,3 milhões e antecipa em três anos a meta global para o fim do uso do gás R22, previsto no Protocolo de Montreal.

Foram trocados 746 aparelhos de ar-condicionado que agora utilizam gás refrigerante R32, substância com potencial de aquecimento global 63% menor do que o R22, em fase de eliminação gradual por seu impacto nocivo à camada de ozônio.

A modernização integra a estratégia climática da Motiva – grupo que assumiu a antiga CCR –, que busca reduzir em 59% as emissões diretas e indiretas (escopos 1 e 2) até 2033 e atingir a neutralidade de carbono nesses escopos até 2035. Os compromissos ambientais da Motiva têm validação da Science Based Targets initiative (SBTi).

Desde 2024, 100% da energia elétrica consumida pelas concessionárias é proveniente de fontes renováveis. A empresa também lançou, no mesmo ano, um plano de resiliência climática inédito no setor de mobilidade. A expectativa é que, até o fim de 2025, todos os ativos considerados críticos tenham planos específicos de mitigação frente às mudanças climáticas.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-28 23:23:422025-07-28 23:23:42ViaQuatro e ViaMobilidade modernizam sistema de climatização

Responsabilidade Técnica na manutenção de sistemas de HVAC-R

28/07/2025

Com a recente Resolução CFT nº 268/2024, os profissionais de HVAC-R ganharam clareza sobre suas atribuições legais, o que fortalece o papel de cada um na manutenção predial, hospitalar, industrial e comercial

 Garantir a qualidade do ar interior e a segurança de sistemas de climatização é mais que uma boa prática:             é uma exigência legal. Desde a sanção da Lei 13.589/2018, o Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) passou a ser obrigatório em ambientes de uso coletivo com sistemas de climatização. No entanto, mesmo após anos de vigência, o tema ainda gera dúvidas no mercado, principalmente no que diz respeito à responsabilidade técnica, à emissão de documentos como ART, TRT e IS, e às atribuições de técnicos e engenheiros.

Uma das dúvidas mais recorrentes no mercado de manutenção de sistemas de climatização é: quem pode assinar a ART exigida por contratos de PMOC? Apenas engenheiros estão habilitados? Técnicos podem?

Segundo Tiago Sales, Gerente do Centro de Inovação e Valorização Profissional Técnica do Conselho Regional dos Técnicos de São Paulo (CRT-SP), a resposta depende de entender que ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é o instrumento regulamentado pelo Sistema CONFEA/CREA, e é de competência exclusiva de engenheiros. Já os Técnicos Industriais, regidos pelo CFT (Conselho Federal dos Técnicos), emitem o TRT (Termo de Responsabilidade Técnica), documento que tem a mesma finalidade e validade jurídica, conferindo responsabilidade técnica ao profissional que assina.

“Os técnicos industriais não emitem ART, mas sim o TRT. Ele garante a responsabilidade sobre o serviço e possui o mesmo peso jurídico. O técnico responde civil e criminalmente pelos atos registrados no Conselho”, afirma Sales.

A atribuição é concedida conforme estabelecido pela Resolução CFT nº 068, de 24 de maio de 2019, posteriormente atualizada pela Resolução CFT nº 268, de 06 de setembro de 2024. As modalidades aptas para essas atividades são: Técnico em Mecânica; Técnico em Refrigeração e Ar-Condicionado; Técnico em Eletromecânica; Técnico em Química; Técnico Industrial em Meio Ambiente e Técnico Industrial em Controle Ambiental.

Ou seja, tanto engenheiros quanto técnicos podem ser responsáveis técnicos em contratos de manutenção, desde que cada um atue dentro das suas atribuições e registre o documento apropriado ao seu conselho de classe.

Sales acrescenta que a relação entre as Inspeções de Serviço (IS) e o PMOC com o TRT é que qualquer um desses serviços pode ser realizado pelos Técnicos Industriais descritos no item anterior, dentro das suas áreas de atuação e delimitações estabelecidas pela Resolução CFT nº 268/2024. Ao realizar qualquer uma dessas atividades, é obrigatória, por lei, a emissão do TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) para cada serviço executado, pois a sua ausência pode acarretar penalidades por descumprimento.

“Além do PMOC, outro conceito importante é a Inspeção de Sistema (IS), prevista em normas como a NBR 16401 e a NBR 17037. A IS visa avaliar se o sistema de climatização está funcionando de acordo com os parâmetros de projeto e normas técnicas, podendo gerar recomendações e planos de ação”.

Mas quem é o responsável por esses documentos?

“Técnicos podem realizar tanto o PMOC quanto a IS, desde que dentro de sua área de atuação. Em ambos os casos, é obrigatória a emissão do TRT para garantir a responsabilidade legal do serviço. A falta desse documento pode acarretar penalidades civis e administrativas”, afirma Sales.

A relação entre esses três instrumentos é complementar:

– PMOC: plano contínuo de manutenção e operação, exigido pela Lei 13.589/2018.

– IS: verificação técnica específica, recomendada por normas e exigida em algumas situações.

– ART ou TRT: documento que formaliza a responsabilidade técnica por qualquer uma das ações acima.

Fiscalização e conformidade: Como os órgãos atuam

Uma dúvida recorrente entre contratantes e prestadores de serviço é sobre como funciona a fiscalização do PMOC e da Inspeção de Sistema (IS), especialmente em relação à emissão do TRT ou ART. Segundo o Conselho dos Técnicos Industriais, a fiscalização não tem por objetivo avaliar diretamente o desempenho técnico do sistema, como temperatura, renovação de ar ou níveis de CO‚ . O foco é verificar se os serviços foram realizados por profissionais legalmente habilitados, respaldados por seus respectivos documentos de responsabilidade técnica.

Ou seja, o fiscal analisa se a empresa ou o condomínio contratou um profissional com atribuições legais para realizar o PMOC ou IS — e se esse profissional emitiu o Termo de Responsabilidade Técnica, no caso de técnicos, ou a ART, no caso de engenheiros.

“A fiscalização tem a incumbência de verificar se os serviços prestados, seja de PMOC ou IS, possuem os respectivos Termos de Responsabilidade Técnica dos profissionais habilitados que os realizaram. Dessa forma, é possível garantir as responsabilidades dos profissionais, seja nas esferas civil ou criminal, além da questão ética, em situações de inconformidades”, informa o Gerente do CRT-SP.

Ele acrescenta ainda que essa abordagem protege tanto os usuários dos ambientes quanto o próprio contratante, pois o TRT e a ART garantem rastreabilidade, responsabilidade legal e ética. A ausência desses documentos pode configurar infração grave, sujeita a sanções administrativas e, em alguns casos, interdição do ambiente climatizado.

Quando há queixas sobre a qualidade do ar interior, como odores persistentes, umidade excessiva ou desconforto térmico, a atuação dos órgãos fiscalizadores ainda se dá pela verificação documental. Eles não avaliam diretamente os contaminantes ou a performance do sistema, mas verificam se o serviço foi executado por um responsável técnico regular.

Caso fique comprovado que o PMOC ou IS foram realizados por um técnico ou engenheiro sem emissão do TRT ou ART, ou por profissional sem atribuição legal, as consequências podem incluir processos administrativos, civis e até criminais, dependendo da gravidade da ocorrência.

“A fiscalização atua na exigência do TRT como prova da habilitação técnica. A partir disso, a responsabilidade passa a ser do profissional que assinou o documento, podendo ele ser acionado legalmente em caso de falhas ou omissões”, reforça Sales.

Cada categoria profissional (engenheiros, técnicos) é fiscalizada por seu respectivo conselho, o CREA para engenheiros, e CFT para técnicos, com regras e processos próprios. O que vale para todos é que ninguém pode assumir responsabilidade técnica fora de sua área de atribuição. Isso configura exercício ilegal da profissão e pode acarretar sanções severas.

“Quando é identificada a ausência do TRT, a situação pode resultar em multa por meio da lavratura de auto de infração. Para evitar essa situação, o Conselho trabalha ativamente na orientação e informação para que, não só os profissionais, mas também a sociedade, incluindo os futuros técnicos em formação, compreendam as previsões legais. Ao realizar uma atividade, o profissional deve emitir o TRT correspondente à obra ou serviço. Além disso, quando está atuando como responsável técnico ou trabalhando em alguma empresa, o profissional deve emitir o TRT de Cargo e Função. Existem materiais que orientam sobre os caminhos para relatar situações irregulares, incluindo os canais de denúncia do Conselho. Essas denúncias podem ser feitas através do nosso site ou por outros meios formais. Após o recebimento, o CRT-SP verifica as informações e atua conforme necessário”, enfatiza.

Dúvidas frequentes do mercado

A seguir, esclarecemos algumas das dúvidas mais recorrentes de empresas e profissionais sobre contratos de manutenção em climatização:

  1. Quem pode realizar a manutenção em si?

Tanto técnicos quanto engenheiros, desde que estejam devidamente registrados em seus conselhos profissionais e atuem dentro das suas competências legais.

  1. Quem pode ser o responsável técnico no contrato?

O responsável técnico pode ser um técnico (com TRT) ou um engenheiro (com ART), conforme as atribuições da atividade e do serviço descrito no contrato.

  1. O que deve constar no contrato de manutenção?

Deve haver definição clara sobre escopo dos serviços, prazos, periodicidade das manutenções, plano de contingência, responsabilidades sobre falhas de equipamento e exigência de responsabilidade técnica (ART ou TRT).

  1. O responsável técnico responde por falhas em equipamentos?

O profissional responde por aquilo que estiver descrito no escopo do contrato e dentro de sua atuação. É importante estabelecer cláusulas que deixem claras as limitações do profissional em relação à vida útil, estado de conservação e dimensionamento dos equipamentos.

  1. Quanto custa um contrato com responsabilidade técnica?

O valor pode variar conforme a complexidade do sistema, frequência de manutenção e exigências contratuais. A responsabilidade técnica deve ser remunerada adequadamente, considerando os riscos assumidos pelo profissional.

  1. Qual a validade do TRT ou ART?

Geralmente o TRT ou ART deve ser emitido a cada novo serviço ou contrato. Em serviços contínuos, como o PMOC, pode-se estabelecer um TRT de vigência mensal, trimestral ou anual, conforme práticas adotadas pelo conselho e natureza do contrato.

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/tecnica-servico-pmoc.png 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-28 00:46:532025-07-18 11:00:38Responsabilidade Técnica na manutenção de sistemas de HVAC-R

A coragem e paixão pela profissão de Fernanda Cristina Moreira Santos

22/07/2025

Com origem no interior de Pernambuco, ela venceu preconceitos, encarou desafios e hoje se destaca na manutenção de sistemas de refrigeração em Recife

 Nascida em Serra Talhada, no interior de Pernambuco, Fernanda Cristina Moreira Santos, de 35 anos, carrega em sua trajetória a força de quem transforma desafios em oportunidades. Técnica em Refrigeração e Climatização, atualmente cursando Engenharia Mecânica pela UNINASSAU, ela atua na empresa Instrucon, em Recife (PE), onde mora. Apaixonada pela manutenção de sistemas de refrigeração, ela inspira outras mulheres e fortalece a presença feminina em um setor tradicionalmente masculino.

Fernanda iniciou sua trajetória profissional em 2018, quando concluiu o curso técnico no Instituto Federal do Sertão Pernambucano. Foi nesse período que conheceu o professor Oto, uma figura fundamental para o seu futuro na área. “Ele acreditou em mim desde o início, mesmo eu sendo uma das poucas mulheres na turma. Sempre me incentivou a não desistir”, lembra.

Esse apoio foi decisivo para que ela mantivesse o foco e se sentisse pertencente a um setor em que, historicamente, os homens predominam. Em 2019, ela conseguiu uma vaga de estágio na Fricon, onde permaneceu por aproximadamente um ano. Porém, com a chegada da pandemia da COVID-19, precisou deixar o cargo. Depois de um período afastada da área técnica, em 2022 surgiu a chance de retornar ao mercado de trabalho, mas em uma função administrativa. O que parecia apenas uma alternativa temporária despertou nela ainda mais certeza sobre sua paixão: trabalhar diretamente com sistemas de refrigeração.

“Eu sentia que meu lugar era em campo, lidando com os equipamentos, solucionando problemas técnicos. Pedi uma chance ao meu chefe, Alexandre, e ele confiou em mim. Essa oportunidade mudou minha vida”, conta Fernanda. Desde então, ela atua diretamente na manutenção e não parou mais. Com dedicação e constante aprendizado, transformou essa nova chance em crescimento profissional.

Vencer barreiras com técnica e perseverança

Para Fernanda, ser mulher nesse setor continua exigindo mais esforço para conquistar espaço e respeito. Ela relata que, no início — e mesmo ainda hoje — enfrenta olhares desconfiados, questionamentos sobre sua capacidade e comentários carregados de preconceito. “É preciso provar, muitas vezes, mais de uma vez que somos tão competentes quanto qualquer outro profissional.”

Mesmo diante dessas adversidades, Fernanda não recuou. Pelo contrário, sua postura profissional, aliada à responsabilidade e conhecimento técnico, conquistou a confiança dos colegas e da empresa. Um dos marcos de sua trajetória foi justamente a transição do cargo administrativo para a função técnica dentro da mesma empresa, um reconhecimento de sua competência e dedicação.

Outro ponto importante foi iniciar a graduação em Engenharia Mecânica. “Voltar para a faculdade, conciliando com trabalho e vida pessoal, é desafiador, mas é uma realização que fortalece minha jornada e amplia meu olhar técnico”, ressalta.

A presença feminina que transforma

Fernanda acredita que a presença de mulheres no setor HVAC-R é essencial e vem crescendo, ainda que lentamente. “Nós trazemos novas visões, sensibilidade nas relações e temos a mesma excelência técnica. As empresas estão começando a perceber isso, e aos poucos, abrem mais espaço para lideranças femininas.”

Apesar de ainda não fazer parte de um grupo formal, Fernanda acompanha de perto comunidades que compartilham oportunidades de trabalho, conteúdos técnicos e relatos inspiradores. “Esses espaços mostram que não estamos sozinhas. São fontes de apoio, visibilidade e, principalmente, motivação”, afirma.

Além disso, Fernanda utiliza redes sociais como o LinkedIn e o Instagram para compartilhar seus projetos, experiências de campo e reflexões sobre o dia a dia da profissão e da vida acadêmica. “É uma forma de incentivar outras mulheres, mostrar que é possível ocupar esse lugar, com dignidade e competência.”

Vida pessoal e valores que movem

Mesmo distante de seus filhos e familiares por conta dos estudos e do trabalho, Fernanda mantém uma conexão forte com suas raízes. Ela valoriza profundamente o apoio de sua mãe, que sempre acreditou em seus sonhos. “Minha mãe é meu alicerce. Se hoje estou aqui, é porque ela nunca me deixou desistir.”

Nos momentos de folga, ela gosta de ouvir música, praticar atividades físicas, ler e visitar sua cidade natal sempre que possível. Encontrar tempo para esses pequenos prazeres é uma forma de manter o equilíbrio emocional diante de uma rotina intensa. “Uma das minhas maiores conquistas pessoais é nunca ter desistido de mim, mesmo quando tudo parecia difícil demais.”

Fernanda encerra sua história com uma mensagem de encorajamento e otimismo para quem atua no setor ou deseja entrar na área: “Nunca subestime o poder da dedicação. O setor de HVAC-R está em constante transformação, e precisamos nos adaptar, estudar e trabalhar com respeito. Equipes diversas e ambientes inclusivos geram mais inovação e qualidade. Que cada profissional, independentemente de gênero, tenha seu talento reconhecido.”

Com coragem, competência e fé no futuro, Fernanda continua escrevendo sua história. Uma história que inspira, abre portas e reforça: “Lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive na refrigeração e climatização”.

Mesmo distante de seus filhos e familiares por conta dos estudos e do trabalho, Fernanda mantém uma conexão forte com suas raízes

https://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2025/07/gente-do-frio-fernanda-moreira-santos-revista-do-frio-e1752845407987.jpg 700 1200 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-22 00:25:572025-07-18 10:33:23A coragem e paixão pela profissão de Fernanda Cristina Moreira Santos

Editorial – Em campo aberto

18/07/2025

O anúncio feito pelo presidente Donald Trump no dia 9 de julho, sobre a possível imposição de uma tarifa de 50% a produtos brasileiros importados pelos EUA, trouxe incertezas ao comércio bilateral. No setor de HVAC-R, a medida comprometeria eficiência e previsibilidade em um momento de retomada gradual das exportações.

É fato que os EUA ocupam posição relevante entre os destinos dos produtos brasileiros, especialmente de equipamentos de maior valor agregado, como chillers e compressores. Mas vale lembrar que a China lidera com folga esse mercado.

Enquanto aguardamos os desdobramentos dessa possível medida, seguimos atentos às transformações internas do setor. Esta edição destaca os desafios na implementação da ABNT NBR 17037, que exige um novo olhar sobre a Qualidade do Ar Interior. Apresentamos também os cuidados técnicos na adoção dos refrigerantes A2L e os impactos sobre responsabilidade técnica. E, com orgulho, celebramos os ganhadores do Troféu Oswaldo Moreira, símbolo do mérito e da dedicação no nosso mercado.

O momento exige cautela. Vamos apostar na nossa capacidade diplomática de dialogar sem se submeter, negociar sem ceder princípios. Que a boa relação de mais de 200 anos com os Estados Unidos pese na hora da decisão.

http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png 0 0 Marcio http://revistadofrio.com.br/wp-content/uploads/2016/10/logo-revista-do-frio.png Marcio2025-07-18 11:33:502025-07-18 11:33:50Editorial – Em campo aberto
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