Arquivo para Tag: Chiller

A hora e a vez da Indústria 4.0

Inovações tecnológicas desenvolvidas com base na Internet das Coisas, como a conectividade a distância e a manutenção remota, incrementam a busca por produtos que atendam às demandas de eficiência energética, manutenção e operacional.

Tecnologias que geralmente só víamos em filmes de ficção científica, como acesso remoto e controle de equipamentos a distância e por comandos de voz, além de armazenamento de informações em nuvem, já chegaram ao HVAC-R e avançam gradualmente, no que o mercado em geral nomeou de “Indústria 4.0”.

De olho na astronômica cifra de US$ 10 trilhões que a Internet das Coisas (IoT) e suas ramificações devem gerar em investimentos até 2030 em todo mundo, segundo especialistas na área, os fabricantes do setor estão apostando em sistemas ciber-físicos de inteligência para monitorar, gerenciar, rastrear, prever e otimizar a operação de sistemas de ar-condicionado e de refrigeração, em tempo real e de qualquer localização do mundo por meio de um ponto de conectividade.

Tal movimento se acelerou a partir do avanço da Internet das Coisas (IoT), com a ampliação da oferta de acesso à tecnologia 5G para redes móveis e banda larga. Em um futuro próximo, a IoT proporcionará toda a interface da linha branca, de eletroeletrônicos e eletroportáteis diretamente entre o suporte técnico e o consumidor.

Para a indústria do frio, a conectividade está abrindo portas para a coleta e análise avançada dos dados de operação de sistemas, possibilitando a identificação de oportunidades de melhorias, a tomada de decisões baseadas em dados e a validação dos resultados das ações implementadas. “Está havendo uma revolução na maneira como se faz a gestão de uma instalação, com foco em energia, sustentabilidade e/ou confiabilidade. Como novos avanços, podemos considerar o uso de robôs autônomos, big data e data analytics, fabricação aditiva e realidade aumentada”, argumenta Matheus Lemes, executivo da Trane e presidente do Departamento Nacional de Ar Condicionado da Associação Brasileira, Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento (Abrava).

O dirigente acredita que todos esses avanços na indústria levam a diversos benefícios para todo o ecossistema do frio, como um maior nível de automação, melhor aplicação da manutenção preditiva, adoção de machine learning, auto-otimização de melhorias de processos e novo nível de eficiência e capacidade de resposta aos clientes.

Segundo ele, o que se viveu na primeira década deste século difere-se do que estamos vivendo atualmente, pois tivemos revoluções que trouxeram grandes ganhos para as empresas, principalmente com o avanço da automação e das melhorias na conectividade, que permitiram maior eficiência e produtividade.

“Com isso, os fabricantes precisam adaptar cada vez mais seus produtos, inovações e serviços para o mercado, e os técnicos estão sendo capacitados para aprofundar conhecimentos sobre essas tendências. Já os varejistas estão fazendo grandes alianças técnico-comerciais visando atender aos mais diversos clientes, fundamentando-se na excelência como ponto focal de toda esta triangulação de propósitos do negócio”, descreve Matheus.

Igual percepção sobre a Internet das Coisas demonstra Ricardo dos Santos, executivo da Mayekawa do Brasil e vice-presidente do Departamento Nacional de Refrigeração da Abrava.

Este novo modelo baseado em IoT, entende ele, estabelece cada vez mais a proximidade de um processo industrial operado remotamente e composto por um sistema energeticamente eficiente, com módulos de inteligência artificial funcionando segundo parâmetros de projeto previamente determinados para garantir a eficiência.

“Ao mesmo tempo, serão cada vez mais utilizados módulos de machine learning para garantir que as características específicas de cada equipamento e de seus processos sejam obtidas com alto desempenho e segurança, com módulos autônomos que identificam alterações a serem feitas na operação em busca do ponto de máxima performance e segurança”, afirma Ricardo. Com a visão de quem já viu muitas transformações no HVAC-R, o executivo projeta, para os próximos anos, o desenvolvimento de sistemas de refrigeração dotados de premissas e tecnologias que permitirão resguardar todos os aspectos ambientais, como uso racional de energia elétrica, água e fluidos refrigerantes naturais, tudo isso agregando tecnologias de IoT para manter os sistemas em funcionamento dentro da faixa ótima de operação.

 Investimentos

Vários players do mercado do frio nacional e internacional continuamente estão investindo em tecnologias que cada vez mais atraiam o interesse de varejistas e consumidores. Se o preço final do equipamento compensar a relação custo-benefício, melhor ainda.

“Ao implementar uma solução baseada em nuvem, o contrato com o prestador do serviço geralmente segue um modelo as a service, em que o cliente paga uma mensalidade para ter acesso às plataformas de supervisão sem precisar desembolsar grandes investimentos no período inicial do projeto. Isso muda a percepção financeira do projeto. Na infraestrutura, há benefícios como a não necessidade de se manter uma estrutura de TI local complexa”, detalha Ricardo Konda, engenheiro de vendas da Divisão de Climate Solutions da Danfoss do Brasil. A multinacional dinamarquesa é uma das fabricantes que têm apostado nesta nova realidade, embora a crise econômica –agravada pela pandemia da Covid-19 –, argumenta o executivo, tenha levado o mercado em geral a postergar projetos de inovação e melhorias.

“Com a retomada da economia, esperamos que estes projetos sejam implementados e impulsionem cada vez mais a utilização dessas novas tecnologias”, deseja Konda, apontando duas plataformas de monitoramento remoto desenvolvidos pela empresa, o Centrica (foco em energia elétrica) e o Alsense (foco em temperatura e alarmes).

“São duas ótimas ferramentas baseadas em nuvem, com excelente conectividade e comunicação sem fio, que permitem aos técnicos acesso às informações de todo o sistema de refrigeração e seu consumo energético, de maneira remota por meio de PC, tablet ou smartphone. O técnico de manutenção, por exemplo, pode ir à loja muito mais preparado para resolver um problema quando já sabe de antemão qual equipamento está originando a falha ou até mesmo corrigi-la remotamente. Isto significa redução de custo operacional imediato”, salienta o gestor.

Outro importante player do mercado, a Termomecanica deu início – ainda em 2019, antes da pandemia da covid-19 – a um projeto arrojado para alcançar o status de Indústria 4.0, a partir da implementação de um sistema integrado de comunicação dos seus equipamentos, o qual permite a coleta e análise de dados históricos e em tempo real.

Em busca de uma gestão mais eficiência, o programa contemplou a aplicação de um sistema empregando tecnologia wi-fi, visando cobrir inicialmente o setor de fundição, especificamente os fornos da linha de chapas de uma de suas unidades fabris em São Bernardo do Campo (SP). Líder no setor de transformação de cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados, a Termomecanica tem investido ainda na construção de um big data alimentado com informações da engenharia e de outras áreas, como planejamento e controle da produção e qualidade.

“Graças à integração de diversos sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning), MES (Manufacturing Execution System) e Scada (Supervisory Control and Data Acquisition), os dados coletados visam auxiliar os gestores na tomada de decisão a respeito de investimentos e apoiar estudos e ações para eliminação de desperdícios nos diferentes setores da fábrica”, ressalta o superintendente de tecnologia da empresa, Walter Sanches.

O executivo reforça que essa transformação exige foco por igual em pessoas, processos e tecnologia, sem que um ou outro se sobressaia. Entendemos também que inteligência e automação precisam estar embutidas em todos os processos e as decisões baseadas em algoritmos”, complementa. Especializada no desenvolvimento, fabricação e venda de componentes, equipamentos e sistemas de ar-condicionado e ventilação interior, a multinacional Trox também ampliou seus investimentos na Internet das Coisas. Ainda em 2019, a companhia lançou, na 21ª Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Febrava), a extensão do serviço IoTROX aos equipamentos de AHU e chiller, permitindo o acesso a dados em nuvem, com segurança da informação, monitoramento e supervisão remoto com serviços de alerta para manutenção.

“A partir dessa nova visão tecnológica mundial, trazida pela Indústria 4.0, e com o intuito de proporcionar aos clientes a melhor experiência, conectamos nossos equipamentos físicos à nova plataforma IoTROX, desenvolvida baseando-se em uma infraestrutura de software com armazenamento remoto”, explica o gerente de P&D Jorge Zato.

“Os dados dos equipamentos podem ser acessados na tela de dispositivos de acesso exclusivo ao usuário, visualizando dashboards de performance e recebendo notificações do equipamento, inclusive dados históricos”, conclui o executivo. A presença da IoT em equipamentos e componentes, a partir de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, será cada vez maior nos próximos anos em toda a cadeia produtiva do frio, elevando ainda mais a confiabilidade de aparelhos e processos preventivos e de manutenção em momentos críticos. É nisso que o mercado aposta.

Daikin Training Center retoma atividades presenciais

Foto: Evandro Monteiro/ Emontcar Fotografias
emontcar@gmail.com

A Daikin retoma a partir de outubro os cursos e treinamentos oferecidos pelo Daikin Training Center. Suspenso desde de março de 2020 em virtude da pandemia pela Covid-19, a Daikin reinicia o seu centro de treinamento, localizado em São Paulo (SP), seguindo os mais rígidos protocolos de segurança sanitária.

Toda a equipe do Daikin Training Center não mediu esforços para garantir um espaço seguro e iniciar os treinamentos oferecidos presencialmente.

“Operamos até o dia 19 de março de 2020 (8 meses) e por conta da pandemia causada pela COVID-19, fomos obrigados a encerrar as atividades presenciais, migrando para a plataforma online, nos adaptando a linguagem virtual e ao uso de ferramentas, produzindo conteúdo e possibilitando a continuidade de aprendizado e treinamentos com vários parceiros. Durante esse período, todos os eventos foram online e também criamos uma grande base de treinamentos no site, e com isso, é possível acessar e assistir aos treinamentos gratuitamente. No próximo dia 25 de outubro, vamos retomar nossas atividades e estamos programando 22 cursos presenciais, dentre eles, para instalação e para manutenção nas diversas linhas: residencial, comercial leve, VRV, automação, e com uma novidade, agora também para chiller. Disponibilizamos em nosso site a agenda fixa e detalhes com informações de todos os cursos que oferecemos”, informa Genivaldo Rosa, gerente de treinamento da Daikin Brasil.

O Daikin Training Center, inaugurado em setembro de 2019, tem como objetivo elevar a capacitação profissional através de treinamentos e agregar conhecimento, qualificando engenheiros, projetistas, mantenedores e instaladores (próprios ou terceirizados), entre outros profissionais espalhados por todo o país, garantindo um diferencial de atendimento nas mais diversas fases do processo, desde parceiros comerciais até usuários finais. Possui 2.100 m2, 8 laboratórios e ferramental completo para que todos os treinamentos sejam feitos na prática e em situação real. Os treinamentos presenciais são ministrados por professores altamente qualificados para atender aos treinamentos e com expertise de mercado.

Conteúdos e Programação
Acompanhe o conteúdo programático de outubro e novembro:

VRV: Instalações da Rede Frigorífica, Elétrica, Controles Locais e Controle Central
Data: 25, 26 e 27 de outubro de 2021
Horário: 8h30 às 17h30
Carga Horária: 24 horas

Split: Instalação e Startup do Sistema Split Daikin
Data: 25 e 26 de outubro de 2021
Horário: 8h30 às 17h30
Carga Horária: 16 horas

Multi Split: Instalação, Startup e Entrega da Instalação
Data: 27, 28 e 29 de outubro de 2021
Horário: 8h30 às 17h30
Carga Horária: 24 horas

SVM: Nível 1 Instalação, Configuração e Utilização do SVM
Data: 28 e 29 de outubro de 2021
Horário: 8h30 às 17h30
Carga Horária: 16 horas

SkyAir: Instalação, Operação e Entrega da Instalação com Automação SVM
Data: 11 e 12 de novembro de 2021
Horário: 8h30 às 17h30
Carga Horária: 16 horas

PPM: Método para Tubulações Pré-fabricadas, recorrendo ao Header Pack e Conexões a Frio DGT
Data: 18 e 19 de novembro de 2021
Horário: 8h30 às 17h30
Carga Horária: 16 horas

Indústrias Tosi fornece equipamentos para o Hospital Tacchini

Fundado em 1924, o Hospital Tacchini, localizado em Bento Gonçalves (RS), surgiu da necessidade de uma estrutura que pudesse abrigar equipamentos e remédios que dessem ao médico italiano, Bartholomeu Tacchini, as condições de trabalho para atender a população. Resultado da união da comunidade, o primeiro prédio hospitalar foi concluído em 1927.

Nestes 96 anos, o Hospital Tacchini passou por várias ampliações e modernizações em seu complexo hospitalar. Em 2013, através da parceria com as Indústrias Tosi, o Hospital passou por um retrofit e adquiriu chillers de 90 TR e de 180 TR de condensação a água, fornecidos pela empresa. Em 2019, o complexo hospitalar passou por uma ampliação de área construída, concluída em 2021, optando pela instalação de um novo chiller de 120 TR da Multistack, parceira da Tosi, alcançando um COP (Coeficiente de Performance) de aproximadamente 0,6475 kW/TR (5,43 kW/kW), monitorado remotamente da fábrica, localizada em Cabreúva, interior de São Paulo.

De acordo com Lucas Tosi, engenheiro da Indústrias Tosi, novas construções têm adotado equipamentos que proporcionam maior economia de energia, como o Turbocor, compressor centrífugo com mancais magnéticos de última geração da Multistack, que contribui para a diminuição do consumo de energia graças à sua alta eficiência.

Equipamento possui monitoramento remoto

“Ao invés da lubrificação a óleo, o Turbocor utiliza mancais magnéticos permanentes. Isto reduz as perdas por fricção, tornando o compressor mais eficiente. A operação sem óleo também reduz a complexidade ao mesmo tempo em que diminui os custos. As principais características dos compressores Turbocor com mancais magnéticos são, além do fato de não utilizarem óleo para lubrificação de seus mancais, operando por levitação magnética, o uso de duplo estágio de compressão que, além de melhorar a eficiência, permite que se atinjam diferenciais de pressão suficientes para o uso em chillers de condensação à ar e a incorporação da variação da velocidade de rotação, garantindo a excepcional performance em cargas parciais, que repre sentam mais de 90% do tempo de uso dos chillers”, explica.

Marcos Santamaria, engenheiro da Tosi, destaca que o principal desafio foi apresentar o menor consumo médio de energia. “A plena carga, os compressores Turbocor de capacidades equivalentes a de compressores parafuso apresentam eficiência semelhantes a dos melhores compressores centrífugos de capacidades superiores, com COP na faixa de 0,5 kW/TR a 0,6 kW/TR na condensação a água e 0,9 kW/TR a 1,0 kW/TR na condensação à ar. Mas é nas operações em cargas parciais, especialmente em condições onde as temperaturas de condensação são mais baixas e que representam a maior parte do tempo de operação dos equipamentos, é que estes compressores atingem índices de eficiência mais impressionantes, com IPLV (Valor Integrado de Carga Parcial) na faixa de 0,30 kW/TR a 0,35 kW/TR na condensação à água e 0,50 kW/TR a 0, 60kW/TR na condensação à ar”, comenta.

Santamaria acrescenta que chillers com compressores centrífugos com mancais magnéticos Turbocor são especialmente indicados para instalações que operam 24 horas, como é o caso do Hospital Tacchini, em 3 turnos: “Durante a noite, temos temperaturas mais baixas e é nesta condição operacional que estes compressores ampliam sua vantagem em termos de eficiência energética em relação aos demais tipos de compressores, como também o prazo para o retorno do investimento adicional em chillers de alta eficiência energética com esta tecnologia embarcada”.

Outra característica do sistema de velocidade variável com mancais magnéticos sem óleo, segundo o engenheiro, é o seu tamanho, reduzindo o espaço necessário para instalação. Seu baixo ruído (72 dB) e sem vibração elimina a necessidade de equipamentos de isolamento e facilita a construção da unidade, bem como reduz os custos de instalação do sistema. Por sua vez, o fato de não conter óleo economiza no custo de manutenção no pós-venda.

Chiller -120 TR

Central de Água Gelada otimizada

De acordo com Santamaria, a composição da CAG (Central de Água Gelada) influência a eficiência na aplicação de qualquer chiller, como é o caso de chillers em série ao invés de em paralelo, diferenças que se acentuam ainda mais com compressores Turbocor, capazes de tirar proveito ainda maior da redução nos diferenciais de pressão de evaporação e condensação em relação aos chillers com outros tipos de compressores.

“Exemplificando, qualquer compressor apresenta maior eficiência energética quando o diferencial entre as temperaturas de evaporação e condensação do fluido refrigerante são menores, mas, são os compressores centrífugos com mancais magnéticos isentos de óleo que podem trabalhar com os menores diferenciais de pressão provenientes das temperaturas de condensação mais baixas. Compressores que utilizam óleo como lubrificante de seus mancais não podem operar com pressões de condensação abaixo de um determinado limite, pois passam a apresentar problemas de lubrificação que podem levar a quebra destes compressores, impedindo que atinjam melhores índices de eficiência energética em condições operacionais de temperaturas de condensação mais baixas”, informa.

Ele diz ainda que o payback para o usuário é em geral muito rápido, já que 99% da operação dos equipamentos é em condições de carga parcial, onde a eficiência energética dos compressores com mancais magnéticos é muito elevada, além da baixa manutenção, adequação da carga térmica desejada e controle preciso do sistema, o que se traduz em conforto térmico com economia de energia e rapidez de resposta.

A Indústrias Tosi foi pioneira na introdução de chillers com esta tecnologia no Brasil, e equipamentos operando há mais de 10 anos em diversos tipos de instalações.

Chiller com Propano da Mayekawa garante selo GBC

Muito se propaga sobre a necessidade de produzir Sistemas de Ar Condicionado com características sustentáveis, mantendo a performance de excelência. Entre difundir o conceito e realizar a tarefa pode haver um espaço a ser percorrido para alcançar este equilíbrio.

É o caso do chiller com condensação a ar e tecnologia microcanal, utilizado para compor o sistema de climatização instalado em um prédio comercial na cidade de São Paulo (SP). Neste caso, o chiller com tecnologia microcanal se destaca pela utilização do fluido refrigerante R-290 (Propano), que por ser um refrigerante natural possui zero potencial de deterioração da camada de ozônio e baixo potencial de aquecimento global (ODP= 0 e GWP=3). Além de ser altamente eficiente, é um dos refrigerantes mais ecológicos se comparado aos outros fluidos sintéticos comumente utilizados no mercado, como por exemplo, o R-134a que possui GWP=1430.

Construído para necessidade climática de 350 TR,  esta unidade que possui 10 metros de comprimento é a maior construída até o momento. Fabricado com componentes à prova de explosão, como motores, válvulas, sensores e demais componentes elétricos específicos para propano, incluí sistema eletrônico de segurança para este gás, que funciona com sensores para detecção de vazamento, uma vez que o propano é incolor, inflamável e não tóxico. Também, funciona com compressor do tipo parafuso semi-hermético ATEX, que tem por características eficiência, robustez e durabilidade -, podendo ser utilizado em inúmeras áreas de aplicação, inclusive em áreas de riscos de explosão. Além de ventiladores inverter que, permitem controle em sua rotação, colaborando na economia da energia elétrica, reforçada pelo inversor de frequência.

Segundo a empresa, de simples instalação e fácil operação e manutenção, o chiller se destaca também pela tecnologia do condensador Microcanal: todo fabricado em alumínio, resultando em dimensões mais compactas e na diminuição do peso final do equipamento e, por sua vez, conferindo maior eficiência em relação a outros tipos condensadores.

Em função do formato dos tubos de microcanal e seus efeitos no fluxo de ar, estes trocadores oferecem menor ruído nos sistemas e, consequentemente, maior conforto aos usuários ou pessoas próximas de equipamentos que utilizam esses componentes. A filtragem do ar de condensação ocorre através de telas laterais, removíveis e laváveis, reduzindo as paradas para tratamento químico e limpeza dos trocadores.

Embora este chiller tenha sido projetado para aplicação comercial ele conta com engenharia industrial e tem aplicação diversificada, atendendo diferenciados processos, como Sistemas de Climatização; Indústrias de Alimentos, Bebidas, Farmacêutica, Laticínios, Plástico entre outras; e também o segmento Médico- Hospitalar.

Conectividade avança no mercado de água gelada

Fabricantes de chillers, drycoolers e torres de resfriamento apostam na internet das coisas e em sistemas wireless para colher e analisar dados de equipamentos e, se necessário, resolver problemas a distância.

Fabricantes de chillers, drycoolers e torres de resfriamento apostam na internet das coisas e em sistemas wireless para colher e analisar dados de equipamentos e, se necessário, resolver problemas a distância.

Responsável por gerar anualmente milhões de reais em economia de energia e de consumo de água às empresas que precisam resfriar equipamentos, desde máquinas fabris até datacenters, a cadeia produtiva voltada ao mercado de centrais de água gelada (CAG) vive um momento de expansão no País.

Mesmo em meio à pandemia de covid-19, essa indústria continuou se expandindo para atender à demanda dos clientes por torres de resfriamento, drycoolers e chillers com capacidade, cada vez maiores de dissipar calor, além da forte procura por serviços de manutenção e recondicionamento de instalações. Paralelamente, os fabricantes precisaram inovar para se diferenciar, por exemplo, embarcando na tecnologia da internet das coisas (IoT), a fim de gerar, colher e analisar dados e, se necessário, intervir a distância para ajustar parâmetros e resolver “bugs” no menor tempo possível.

Segundo o líder regional de vendas da Trane, Rodrigo de Carvalho Dores, a eletrônica presente nos equipamentos tem se desenvolvido muito rapidamente. Antes, os controladores vinham instalados nos chillers. Hoje, com o crescimento da internet das coisas, é mais comum ter um controlador em todos os equipamentos do sistema de HVAC-R.

“Com o surgimento de controladores mais ‘inteligentes’ em cada equipamento, é possível gerenciar sistemas para que operem em pontos de eficiência, processo que não acontecia pouco tempo atrás. O investimento para implantar este tipo de tecnologia tem se reduzido com o passar dos anos”, detalha o executivo.

Outro ponto destacado pelo líder da Trane é o impacto trazido pelo aumento na procura pela tecnologia de controladores e sensores wireless, que viabilizou a integração da automação predial nos equipamentos, mesmo em edificações onde passar cabos seria muito complexo, como em prédios tombados. “Dessa forma, é possível fazer retrofit para incluir automação em prédios, o que antes era considerado algo inviável”.

A conectividade tem um importante papel para a Trane, uma vez que todos os equipamentos da multinacional podem sair com sistema de automação montado e pré-configurado em fábrica. Isso torna mais célere o tempo gasto em obra, já garantindo a operação mais eficiente do equipamento desde o primeiro momento. Todos esses dados podem ser coletados pelo sistema de automação, e a equipe de operação e manutenção de um prédio consegue vê-los e controlá-los em tempo real.

“Caso seja necessária uma intervenção do fabricante, conseguimos acessar remotamente o sistema de automação para coletar os dados e alarmes. Assim, muitas vezes, o problema pode ser resolvido sem o envio de um técnico, ou ainda, este já pode ir para a obra com mais informação e com a capacidade de resolver o problema mais rapidamente. Com esse tipo de conectividade é possível garantir maior disponibilidade dos equipamentos e reduzir os custos de manutenção”, complementa Rodrigo, que destaca o crescimento, acima da média, do setor hospitalar e de clínicas. Globalmente, a Trane tem um faturamento de US$ 12,5 bilhões, 35 fábricas e 37 mil colaboradores. No Brasil, sua fábrica fica em Araucária (PR). A multinacional fabrica chillers com condensação a ar que vão de 20 a 500 TR e a água, que podem chegar até 4.000 TR em um único chiller.

Outro patamar

Em plena pandemia, a Mecalor apostou na expansão de seus negócios, com vistas a ocupar outro patamar no mercado do frio. Para tanto, deu três passos adiante.

O primeiro foi a expansão de suas instalações, que deve ser concluída até o fim deste ano, quando passarão a ter o triplo da atual área ocupada. Localizada no Parque Novo Mundo, zona norte da capital paulista, a unidade fabril contará com o único calorímetro para ensaios de chillers na América Latina e com um laboratório para o desenvolvimento de chillers usando novos refrigerantes com variados graus de inflamabilidade.

O segundo passo se deu em abril, quando concluiu a aquisição da Transcalor, que será mantida como empresa independente. E o terceiro passo foi o recente lançamento da marca Klimatix, coincidindo com a chegada da nova linha Presys-Klima –equipamentos de ar condicionado de precisão. De acordo com a companhia, os chillers dedicados a este mercado, inclusive que utilizam tecnologia Turbocor, serão comercializados com esta nova marca.

A Mecalor conta atualmente com uma linha completa de chillers com compressores scroll e parafuso com capacidades que vão de 1 TR a 420 TR. Recentemente, fechou um acordo para produção no Brasil de chillers isentos de óleo usando os ultraeficientes compressores Turbocor com a Smardt canadense.

“As capacidades desta nova linha vão até 3.600 TR. Para aplicações industriais, temos alternativas de composição da central incluindo reservatório de água gelada, vaso de expansão, skid de bombeamento, estação de filtragem e monitoração central e remota”, explica o CEO da empresa, János Szegö.

O executivo informa que dispõe de uma numerosa equipe de montagem externa para o fornecimento do sistema completo na modalidade turn key, incluindo a instalação hidráulica com tubos de aço inoxidável e a interligação elétrica e de instrumentação.

A empresa também aposta na manutenção preventiva realizada pela sua divisão de aftermarket, cujo sucesso tem sido reconhecido pelos clientes, levando em consideração seus números de crescimento.

A busca por economia de energia elétrica e do consumo de água levou ao desenvolvimento de equipamentos que atendessem a esta característica, como as linhas de chillers Turbocor e de drycoolers Aludry

“Toda a nossa linha de produtos está preparada para o monitoramento remoto e a coleta e armazenamento de dados operacionais. A análise destes parâmetros de big data permitirá a proposição de esquemas de manutenção preditiva em um futuro próximo”, salienta János.

 

Conectividade

No mesmo caminho, a alemã TROX atualmente oferece uma linha completa de chillers, incluindo os modulares SmartX, com projeto e fabricação nacionais. A partir desta visão, projeta um crescimento sustentável e rentável em suas linhas neste ano, já levando em consideração os efeitos negativos da pandemia.

O engenheiro mecânico Christyam Alcantara Paulo da Silva, especialista em eficiência energética e supervisor de P&D da empresa, explica que as principais vantagens desses novos produtos são a flexibilidade, o alto nível de controle e a possibilidade de integração com os consumidores (fancoils).

“A linha SmartX possui conectividade para os serviços IoTrox com opcional para elevar o sistema ao patamar 4.0. Ainda contamos com a parceria da italiana Aermec, que possui uma linha completa de equipamentos de condensação a ar e a água com tecnologias de compressão scroll, parafusos, inverter e centrífugos de alta eficiência e performance”, afirma.

O gestor acredita que o controle e a precisão da tecnologia são as tendências nos diferentes tipos de equipamentos presentes em uma central de água gelada.

“Ter dados disponíveis na operação e manutenção do equipamento em tempo real é um grande diferencial de eficiência e eficácia. Aos poucos, o que se prenuncia é a integração desses dados na construção de um banco de dados, não só restrito à CAG. A central de água gelada pode ser integrada ao sistema de segurança predial, iluminação, suprimento de energia elétrica e aquecimento de água, entre outros”, enfatiza Christyam.

A linha SmartX, esclarece, possui conectividade com um servidor. “Com os dados em nuvem, diversos algoritmos e softwares disponibilizam via páginas web os dados de operação, alarmes e dados preditivos em tempo real”, completa.

 

Surfando a onda

Apesar de ter sofrido o impacto negativo gerado pela pandemia no volume de trabalho durante 2020, o segmento de prestação de serviços no HVAC-R também está surfando na onda de otimismo do setor, que projeta recuperação até o fim deste ano. Mesmo em 2021, o mercado começa a retomada atendendo à demanda por manutenção e recondicionamento de equipamentos, uma vez que boa parte das empresas preferiu reter recursos que poderiam ter sido direcionados para a compra de novos produtos. Altamente concorrido, este segmento costuma premiar diferenciais como velocidade nos reparos, disponibilidade de peças de reposição, alta capacidade técnica e profissional e economia de energia obtida nos sistemas mantidos ou retrofitados.

A Recom, especificamente, é reconhecida por ter estas características. Com unidades em Caieiras e Jundiaí (SP), a empresa atua com manutenção de chillers multibrand e sistemas de automação com eficiência energética garantida entre 20% e 65%.

“Uma vez integrados os sistemas de comunicação, a gestão de dados é feita pelo sistema WEBefficiency, que, juntamente com o Cooling Tower Optimizer, foi lançado na última Febrava e recebeu o prêmio destaque inovação”, explica o diretor comercial e de marketing da empresa, Fabio Moacir Korndoerfer.

Segundo o executivo, a crise gerada pela pandemia levou a companhia a uma queda de 25% nas vendas em 2020 em relação a 2019. Entretanto, a companhia projeta a reversão do resultado até o término deste ano, com um crescimento de pelo menos 30%, e para 2022 cogita chegar a 20%.

 

Alta eficiência

A gigante Johnson Controls-Hitachi Brasil tem aproveitado o bom momento deste segmento e recentemente anunciou o lançamento do chiller de alta eficiência energética YVWE, que compõe a linha de produtos York.

Adequado para instalação em edifícios comerciais de médio e grande porte, o equipamento é dotado de um compressor parafuso de velocidade variável e condensação à água, aspecto que garante alta confiabilidade e respostas sustentáveis em sua operação.

Segundo a multinacional, que possui planta fabril em São José dos Campos (SP), o chiller apresenta menores níveis de ruído e robustez de todos os seus componentes graças ao investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Sustentável, tem baixa carga de refrigerante R-134a em sua composição e não agride a camada de ozônio, uma vez que a redução no consumo de energia resulta em baixas emissões de CO2, abrindo precedentes fundamentais para o desenvolvimento de edifícios verdes.

“Na escolha da instalação de chillers sempre existem algumas decisões para colocar na balança, pois há os prós e os contras de cada sistema adotado. Sempre existe oportunidade de redução no consumo de energia na instalação, na faixa de 5% a 8%, adotando-se a solução com chillers no arranjo em série e contrafluxo ou na aquisição de máquinas com este conceito já incorporado”, esclarece o gerente de aplicação da companhia, João Carlos Antoniolli.

TROX 360 comemora sucesso

O evento “TROX 360 Uma Marca. Uma História.” aconteceu no dia 15 de abril, e conduzido pelo Eng. Fernando Bassegio, gerente Corporativo de Marketing e Customer Service da TROX do Brasil, contou com mais de 1000 expectadores conectados de forma online, que puderam acompanhar os principais acontecimentos da TROX, bem como participarem da celebração.

A área expositiva contou com estandes da TROX Brasil, Argentina e México.

Com uma plataforma interativa, foi possível conhecer os últimos lançamentos de cada TROX,  visitar a sala do expositor e ter o atendimento ao vivo.

O evento também contou com a celebração dos 40 anos do Eng. Celso Simões Alexandre na TROX, que encerrou seu pronunciamento, comunicando a transição do seu  cargo de Presidente da TROX Américas para o Eng. Luiz Moura, que agradeceu pela oportunidade de presidir a companhia que goza de enorme prestígio no mercado de HVAC-R.

Moura destacou que em março de 2021 completou seu primeiro ano de TROX, período que teve o privilégio de conhecer toda a operação da TROX América, sempre apoiado por Eng. Celso Simões. Enfatizou o sucesso de projetos que foram implementados, em meio a um cenário extremamente desafiador motivado pela propagação da COVID-19.

“Investimos em pessoas, produtos e processos, com destaque para a criação da área de serviços. No âmbito de equipamentos e distribuição de ar, trabalhamos melhorias continuas em nossos produtos. Além do lançamento de linhas de expansão direta com compressores do tipo fixo e expansão indireta com os chillers modulares. Para finalizar, desenvolvemos e lançarmos o Purificador de Ar – TROX Blue Life, atendendo as necessidades de muitos de nossos clientes”.

 

 

Nota: O evento seguiu todos os protocolos sanitários locais e os participantes envolvidos no SET de Filmagem foram devidamente testados para a Covid19 e ambos tiveram o resultado negativo.

Mecalor triplica espaço da fábrica em 2021

Previsão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta para aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% neste ano, impulsionado pelo crescimento de 4,4% do PIB industrial. A pesquisa está na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira publicada pelo órgão. Esse desempenho ainda está bem abaixo do registrado em 2019 (queda de 3,5%), mas é um alento comparado com 2020, prejudicado pela pandemia da Covid-19.

De olho nas projeções positivas de 2021 , a Mecalor planeja aumentar seu market share e ao mesmo tempo fortalecer a participação em alguns segmentos, como o de HVAC (ar-condicionado de precisão), a empresa prepara uma grande transformação que vai movimentar em 2021 o mercado de equipamentos periféricos voltados para soluções de engenharia térmica.

A empresa anunciou a ampliação da área industrial com o objetivo de triplicar a fabricação de chillers e outras máquinas. O plano é terminar as obras até novembro deste ano. Desde 2017, a direção da empresa pensa nessa expansão da fábrica devido ao rápido crescimento das linhas de produção. “Estamos olhando dez a 15 anos na frente, por isso demos continuidade ao projeto”, ressaltou János Szegö, CEO da Mecalor.

 

LINHA PRESYS-KLIMA

Instalada no Parque Novo Mundo, bairro da zona norte de São Paulo, a fábrica vai ganhar uma área nova para produção de chillers e outras máquinas. A empresa começou a preparar o lançamento da linha Presys-Klima, equipamentos mais sofisticados, voltados para o mercado de ar-condicionado de precisão (HVAC) para Datacenter.

“Contaremos com uma linha completa desses chillers, projetada do zero. Serão cinco famílias de produtos. Já terminamos a reformulação e começamos a oferecer esses novos equipamentos para o segmento de ar-condicionado de precisão”, disse o CEO.

Segundo ele, há boas perspectivas também para a comercialização dos chillers de grande porte. Esses equipamentos são específicos para o mercado de HVAC, usados para aplicações em vários segmentos; como hotéis, shoppings, empresas grandes, supermercados e outras edificações.

Com a expansão da fábrica, a Mecalor  vai construir ainda dois laboratórios de ensaios e estudos. Um será para simular o desempenho dos equipamentos novos. “Poderemos provar para os clientes que nossas máquinas fazem o que falamos”, afirmou Szegö. O outro vai conduzir testes em chillers.

O CEO da Mecalor, János Szegö, na linha de produção de chillers da fábrica da Mecalor, instalada no bairro Novo Mundo, Zona Norte de São Paulo

Johnson Controls-Hitachi apresenta novo chiller de alta eficiência

Em linha com o objetivo de atender a demanda por refrigeração eficiente e econômica, a Johnson Controls-Hitachi anuncia o lançamento de um chiller que compõe sua sérei de produtos YORK: o YVWE.

Com esta iniciativa, a companhia soma mais um elemento à expansão de novos mercados potenciais, oferecendo máquinas de última geração e alta eficiência energética, ressalta o comunicado distribuído à imprensa.

Adequada para instalação em edifícios comerciais de médio e grande porte, o YVWE é munido de um compressor parafuso de velocidade variável e condensação à água, o que garante alta confiabilidade e respostas sustentáveis em sua operação. Além do alto desempenho energético, o chiller apresenta menores níveis de ruído e robustez de todos seus componentes graças ao investimento em pesquisa e desenvolvimento dos profissionais envolvidos na linha YORK.

Outra característica importante do equipamento está no aspecto sustentável de sua concepção e funcionamento. A baixa carga de refrigerante R-134a em sua composição não agride a camada de ozônio, uma vez que a redução no consumo de energia resulta em baixas emissões de CO2 e abre precedentes fundamentais para o desenvolvimento de edifícios verdes.

A escolha pelo YVWE traz ao cliente inúmeras vantagens atreladas à sua vida útil, pois apresenta alta durabilidade e garante menores custos com consumo de energia e manutenção. Os padrões de eficiência da máquina são garantidos pela certificação AHRI mais recente e outros critérios de padronização energética específicos no Brasil.

Johnson Controls – Hitachi lança Chiller New Samurai

A Johnson Controls – Hitachi uniu a confiabilidade da linha Samurai e a eletrônica embarcada da Johnson Controls para aplicar melhorias no chiller parafuso com condensação a ar New Samurai. Fabricado no Brasil e indicado para aplicação de climatização de conforto em escritório, varejo, hotel, hospital, escola e universidade, e em climatização de processo em fábricas e data center, o chiller New Samurai é projetado para atender as condições de teste e funcionamento da AHRI 550/590 standard.

Com capacidades de 50 a 280 TR, o novo chiller parafuso de condensação a ar da Johnson Controls – Hitachi traz outras melhorias, como válvula de expansão eletrônica e reforços estruturais para aumentar a robustez. “O desenvolvimento do New Samurai foi uma conciliação na busca por adequação do produto às novas normas introduzidas neste mercado de equipamentos. Aproveitamos e incluímos controles de última geração da Johnson Controls”, explica Gerson Robaina, gerente de marketing e planejamento estratégico.

A válvula de expansão eletrônica com controle de superaquecimento, o PID integrado e a elevada taxa de transferência de calor aumentam a performance do New Samurai. O lançamento da Johnson Controls – Hitachi tem chassi com reforços estruturais e modelo de hélice dos ventiladores mais resistente e silencioso. O novo chiller vem com controladores com protocolos de comunicação Modbus-RTU e BACnet-MSTP nativos. Apresenta controle com IHM de 7″ touch screen e layout colorido.

Testado 100% em fábrica e adequado às normas NR 10 e NR 13, o New Samurai vem com carga completa de fluido refrigerante R-407C e carga de óleo. O novo chiller da Johnson Controls – Hitachi tem ainda opcionais para ambientes agressivos.

Fabricante de chillers adota rival do R-32

A Kaltra agora está oferecendo em uma de suas linhas de chillers condensados a água modelos compatíveis com o R-452B, um fluido refrigerante à base de hidrofluorolefina (HFO) desenvolvido para substituir o hidrofluorcarbono (HFC) R-410A em novos equipamentos.

Tal como o R-410A – uma mistura de R-32 (50%) e R-125 (50%) –, ele usa os mesmos dois componentes, mas com adição de 26% de R-1234yf , 67% de R-32 e apenas 7% de R-125.

Segundo a indústria alemã de sistemas de refrigeração e ar condicionado, a nova mistura oferece um ótimo equilíbrio entre desempenho, segurança e compatibilidade para substituir o R-410A, superando outras alternativas disponíveis no mercado.

“Os novos resfriadores de líquido demonstram taxas de eficiência similares ou de 2% a 5% mais altas que as dos modelos com R-410A”, revela a Kaltra, destacando que essas máquinas são “capazes de operar com uma faixa mais ampla de temperaturas de evaporação”.

“Seu design modular e novo software de controle ainda permitem o uso de vários chillers virtualmente como um único sistema, otimizando, dessa forma, a eficiência em cargas parciais”, acrescenta.

De acordo com o Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o potencial de aquecimento global (GWP, em inglês) do R-452B é de 676, cerca de 65% menor que o do R-410A.

Inofensiva à camada de ozônio, a substância é comercializada tanto pela Chemours quanto pela Honeywell, sob as marcas Opteon XL55 e Solstice L41y, respectivamente.

O composto foi desenvolvido para concorrer com o R-32, substituindo o R-410A, particularmente, em bombas de calor, rooftops, sistemas VRF e chillers de média pressão condensados a ar e a água.

Assim como o R-32, o R-452B é classificado como levemente inflamável (A2L) pela Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (Ashrae), embora a Chemours sustente que ele seja o menos inflamável de todos os principais substitutos existentes para o R-410A.

De acordo com a Honeywell, o R-452B possibilita uma carga até 10% menor em comparação com o equipamentos existentes que utilizam o R-410A.

A indústria química também afirma que seu envelope de operação mais amplo permite que o equipamento alcance temperaturas de evaporação baixas, superando o R-32 no modo de aquecimento e atingindo temperaturas mais altas em bombas de calor e chillers.