Reino Unido aponta dificuldade para contratar engenheiros de HVACR

Pesquisa realizada no Reino Unido, com membros do Instituto de Refrigeração (IOR), indica aumento da demanda por engenheiros e técnicos, mas relata lacunas de qualificação e formação no setor de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração.

Uma pesquisa realizada no Reino Unido com membros do Instituto de Refrigeração (IOR) aponta que empregadores enfrentam dificuldades crescentes para recrutar engenheiros e técnicos de HVACR (aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração) tecnicamente competentes.

De acordo com o levantamento, 59% dos empregadores relataram aumento da dificuldade para preencher funções técnicas nos últimos três anos. Os entrevistados informaram que candidatos frequentemente não apresentam competências básicas e que muitos exigem treinamento corretivo antes de se tornarem operacionalmente aptos.

O estudo foi conduzido em outubro de 2025 e integra o relatório “O Futuro da Formação – Competências Certas para o Trabalho Certo”. A pesquisa também indica que 73% dos respondentes preveem aumento da demanda por engenheiros e técnicos nos próximos dois a três anos.

O relatório aponta que o envelhecimento da força de trabalho e a escassez de novos profissionais resultaram em uma lacuna etária entre 25 e 40 anos na engenharia, afetando a sucessão e a resiliência do setor no Reino Unido. O documento também registra que a oferta de treinamento é descrita como inconsistente e fragmentada, com aprendizes concluindo qualificações sem experiência prática considerada necessária para atuação segura e eficaz.

Segundo o IOR, competências emergentes, como uso de refrigerantes naturais, controles, integração e projeto de sistemas, não avançam no ritmo projetado. Persistem, ainda, preocupações relacionadas a comportamentos profissionais, preparação de canteiros de obras e conscientização sobre saúde e segurança.

O plano de ação apresentado no relatório propõe medidas coordenadas para fortalecer percursos de formação, aprimorar a competência profissional e ampliar a base de talentos. O projeto terá continuidade ao longo de 2026, com entrevistas adicionais com empregadores, faculdades e estagiários, além do desenvolvimento de um plano para enfrentar desafios ligados a programas de aprendizagem e à oferta de treinamento.