Climatização amplia espaço no consumo e sustenta avanço do mercado doméstico

Dados mais recentes disponíveis da NielsenIQ indicam expansão das vendas de equipamentos ligados ao conforto térmico, enquanto indústria e varejo mantêm a climatização entre os segmentos de maior crescimento no Brasil.

A demanda por equipamentos de climatização e qualidade do ar ampliou participação no mercado brasileiro de bens duráveis e reforça o peso do setor HVAC-R no consumo doméstico. Em meio à recorrência de temperaturas extremas e à busca por conforto térmico, os dados mais recentes disponíveis da NielsenIQ apontam que o mercado de eletroeletrônicos alcançou 211 milhões de unidades comercializadas, com crescimento de 5,4%, e faturamento de R$ 200 bilhões, alta de 7,1%. A linha branca passou a responder por 31,7% das vendas em valor, com avanço da relevância de produtos ligados ao ambiente doméstico.

Nesse movimento, categorias associadas ao conforto térmico e à qualidade do ar ampliam presença no varejo. Segundo os dados, o segmento de ar-condicionado mantém crescimento acumulado de 25% nos últimos anos, enquanto ventiladores avançam 33%. A redução do preço médio dos equipamentos também contribui para ampliar o acesso do consumidor e sustentar a expansão do volume comercializado.

A tendência é acompanhada por indicadores da indústria. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) mostram que o ar-condicionado segue entre os principais destaques da produção nacional, com 5,8 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 38%, movimento que levou o Brasil à posição de segundo maior fabricante mundial do segmento.

No comércio eletrônico, a climatização também mantém relevância. Relatório da NielsenIQ sobre o desempenho do e-commerce mostra que ar-condicionado, ventiladores e refrigeradores figuram entre as categorias que impulsionam o avanço das vendas online de eletrodomésticos.

Para o setor HVAC-R, a expansão do consumo se conecta a fatores estruturais, como eventos climáticos mais intensos, maior demanda por eficiência energética e incorporação do conforto térmico como item recorrente do orçamento doméstico. Em 2026, essa tendência também é acompanhada pelo avanço de equipamentos inverter e pela maior atenção à qualidade do ar interior, temas que mantêm a climatização entre os segmentos monitorados por indústria e varejo.