2026 deve ter temperatura média global 1,4 °C acima do nível pré-industrial

No Brasil, fenômenos atmosféricos e oceânicos apontam para oscilações no clima ao longo do ano, com chuvas irregulares e calor acima da média.

O Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, prevê que a temperatura média global em 2026 ficará cerca de 1,4 °C acima dos níveis pré-industriais, considerando o período entre 1850 e 1900. A projeção foi divulgada em dezembro de 2025 e se baseia em modelos climáticos e séries históricas globais.

Segundo o órgão, 2026 não deve superar o recorde observado em 2024, quando a temperatura média global alcançou cerca de 1,55 °C acima do nível pré-industrial, mas ainda assim tende a figurar entre os quatro anos mais quentes já registrados desde o início das medições sistemáticas.

O Met Office estima que a temperatura média global em 2026 ficará dentro de uma faixa entre 1,34 °C e 1,58 °C acima do período pré-industrial. De acordo com o climatologista Adam Scaife, responsável pela previsão, é provável que 2026 seja o quarto ano consecutivo em que a média global ultrapasse o patamar de 1,4 °C.

A projeção reforça a proximidade do limite de aquecimento estabelecido pelo Acordo de Paris, que busca restringir o aumento da temperatura média global a até 1,5 °C. O dado divulgado refere-se exclusivamente à temperatura média mundial, não a países ou regiões específicas.

No Brasil, com informações da Climatempo, análises climáticas indicam que 2026 pode ser marcado por condições climáticas mais conturbadas, com oscilações ao longo do ano devido à interação de diversos fenômenos atmosféricos e oceânicos, como neutralidade no Pacífico após o enfraquecimento do La Niña e maior influência de sistemas regionais sobre o território. Essas condições tendem a resultar em chuvas irregulares, períodos de calor acima da média histórica e variabilidade pluviométrica entre as regiões.