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Troféu Oswaldo Moreira anuncia indicados de 2025

Sete categorias compõem a premiação marcada para 26 de junho, em São Paulo.

A organização do Troféu Oswaldo Moreira divulgou os nomes dos indicados à edição de 2025. A premiação, que reconhece profissionais e empresas do setor de refrigeração e climatização, será realizada em 26 de junho, na Casa Itaim, em São Paulo.

Na categoria Personalidade do Comércio/Distribuidor em Ar Condicionado e Refrigeração, os indicados são Tiziano Filho (Leveros), Marcel Souza (Central Ar) e Daniel M. Prado (Friopeças). Já em Destaque Comércio Refrigeração/Distribuidor Ar Condicionado, concorrem Frigelar, Climario e Refricril.

Para a categoria Personalidade da Indústria no setor HVAC-R, foram selecionados Edson Zimermann (Epex), Joana Canozzi (Copeland) e Gilmar Oliveira (Daikin). A categoria Destaque Comércio/Indústria de Ar Condicionado tem como indicados Poloar, Leveros e A Dias.

Na categoria Destaque Indústria de Ar Condicionado, as empresas Gree, TCL e LG disputam o reconhecimento. Em Destaque Indústria de Refrigeração, concorrem Danfoss, Brasil Soldas e Elitech.

A categoria voltada a Refrigeristas, Instaladores e Influenciadores apresenta como finalistas Uanderson Aguiar, Kleber (Milenio) e Gabriel Pardo.

A cerimônia será realizada na Rua Clodomiro Amazonas, 907, bairro Itaim Bibi, em São Paulo.

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Descarbonização em pauta

Evento virtual da Danfoss reúne especialistas de grandes empresas para discutir práticas sustentáveis na cadeia do frio

A Danfoss promove no dia 28 de maio, das 16h às 18h, mais uma edição do evento virtual “Rethink Live”, série global dedicada à discussão de soluções sustentáveis no setor de refrigeração e climatização. A edição brasileira terá como tema “A Descarbonização na Cadeia do Frio” e será transmitida pela plataforma ON24, mediante inscrição.

O encontro contará com palestras de profissionais do Carrefour, BRF e da própria Danfoss, com foco em eficiência energética e redução de emissões de carbono. A abertura será feita por Renato Majarão, diretor regional da Danfoss Climate Solutions para a América Latina.

Em seguida, Claudio Adei, coordenador técnico de refrigeração e climatização do Carrefour, apresentará a palestra “Estratégias de descarbonização em refrigeração de supermercados: alinhando performance e sustentabilidade”. Na sequência, Marcelo Steffens, especialista corporativo em utilidades da BRF, abordará o tema “Eficiência energética na indústria de alimentos”.

O evento incluirá ainda uma discussão ao vivo com os palestrantes, com participação de Enri Tunkel, diretor de vendas de refrigeração industrial da Danfoss na América Latina, que atua há mais de 30 anos no setor. A proposta é aprofundar as estratégias já adotadas por grandes empresas na busca por operações mais sustentáveis.

Segundo Renato Majarão, reunir e divulgar exemplos práticos é uma forma de incentivar o avanço de ações concretas no setor. A participação é gratuita e aberta ao público.

Sensores aprimoram detecção de propano

Nova linha da Danfoss utiliza tecnologia fotoacústica e design invertido para maior precisão e durabilidade

A Danfoss Sensing Solutions lançou a série de sensores de gás DST G290, desenvolvida para detecção de vazamentos em sistemas de HVAC e refrigeração comercial que utilizam propano (R290). A linha adota tecnologia fotoacústica (PA) e um design invertido patenteado, visando maior precisão em ambientes com variações extremas de temperatura e umidade.

O sistema combina luz infravermelha e sensor acústico para identificar moléculas de propano, utilizando vibrações sonoras geradas pela absorção da radiação infravermelha. Os sensores operam em uma faixa de -40 a 80 °C e 0 a 100% de umidade, com tempo de resposta inferior a 30 segundos e tempo de aquecimento de 6 segundos. A tecnologia PA não requer aquecedores adicionais, contribuindo para a eficiência energética.

Para suportar condições de instalação desafiadoras, os sensores apresentam um design invertido patenteado que protege os componentes internos contra poeira, respingos de água e óleo. Uma membrana semipermeável permite a passagem dos gases alvo, bloqueando contaminantes. Os materiais do invólucro são resistentes à exposição ultravioleta e à degradação causada por produtos químicos domésticos comuns.

A série DST G290 inclui diagnóstico integrado e foi projetada para atender aos requisitos da norma IEC 60335-2-40. É certificada por um órgão independente de acordo com as normas IEC, e o relé é compatível com a norma ATEX.

Segundo Iro Dragoumi, gerente de segmento de HVAC&R da Danfoss Sensing Solutions, o sensor foi desenvolvido para oferecer detecção rápida e precisa de vazamentos, minimizar o risco de alarmes falsos e garantir desempenho confiável em ambientes adversos.

Danfoss altera modelo de gestão global

A Danfoss Climate Solutions anunciou uma reorganização de seu modelo operacional global, com alterações em estruturas de gestão nos níveis internacional, regional e local. A mudança tem efeitos diretos nas operações da companhia na América Latina, especialmente no Brasil.

A nova configuração estabelece maior independência entre as divisões da empresa. O modelo descentralizado tem como objetivo dar mais autonomia aos segmentos de negócios, com a proposta de acelerar processos e aproximar as áreas operacionais dos mercados locais. A Danfoss atua globalmente com três divisões: Climate Solutions, Power Electronics and Drives e Power Solutions.

Com a reestruturação, Kristian Strand passa a ocupar o cargo de presidente global da Danfoss Climate Solutions. Na América Latina, Renato Majarão permanece como responsável regional pela divisão.

De acordo com a companhia, o novo modelo pretende simplificar processos e aumentar a capacidade de resposta das equipes locais. No Brasil, mercado considerado estratégico para a operação regional, a expectativa é de que as mudanças contribuam para uma atuação mais especializada e eficiente nos segmentos em que a empresa atua.

A reorganização inclui a incorporação de áreas como atendimento ao cliente, experiência digital, precificação e recursos humanos às divisões de negócio. Com isso, as 10 regiões da Danfoss passam a estar diretamente conectadas às respectivas unidades operacionais, o que, segundo a empresa, reduz sobreposições e melhora a colaboração entre equipes locais e globais.

As mudanças integram a estratégia de longo prazo da Danfoss voltada à inovação e à sustentabilidade em soluções de engenharia para os setores de aquecimento e refrigeração.

Evolução da automação embarcada agrega IA, IoT e aprendizado de máquina

Os avanços em controles e automação transformaram a maneira como a climatização e refrigeração são gerenciadas hoje, com benefícios significativos em eficiência, custo e sustentabilidade, com abordagem à segurança cibernética.

A incorporação de tecnologias avançadas em sistemas de climatização e refrigeração através de controles e automação embarcada aprimoraram a eficiência, a confiabilidade e a segurança. A predição de falhas e manutenção preventiva baseadas em análise de dados é um dos benefícios proporcionados. Empresas líderes estão utilizando algoritmos preditivos para identificar potenciais problemas antes mesmo que ocorram, reduzindo significativamente custos com reparos emergenciais e aumentando a eficiência operacional.

A manutenção preditiva tem se mostrado uma abordagem eficaz para antecipar falhas e otimizar a manutenção de sistemas HVAC-R. Por meio da análise de dados coletados de sensores e dispositivos conectados, é possível monitorar o desempenho dos equipamentos em tempo real e identificar anomalias que possam indicar falhas iminentes. Um exemplo prático é o uso da termografia para monitorar painéis elétricos em sistemas de climatização. Através da detecção de variações de temperatura, é possível identificar conexões soltas, contatos defeituosos e sobrecargas, permitindo intervenções antes que ocorram falhas críticas. Além disso, empresas especializadas oferecem serviços preditivos que utilizam tecnologias de conectividade e ferramentas de diagnóstico para identificar e corrigir problemas antes que eles ocorram.

A Danfoss, por exemplo, implementa manutenção preditiva por meio do monitoramento de condição em seus equipamentos. Utilizando a computação de ponta inteligente dos conversores e o monitoramento baseado em condições, a empresa coleta dados em tempo real sobre o desempenho dos equipamentos. Esses dados são analisados para identificar padrões que indicam possíveis falhas, permitindo intervenções antes que ocorram problemas maiores.

“No cenário industrial acelerado de hoje, a importância de estratégias de manutenção proativa não pode ser subestimada. A manutenção preditiva, possibilitada pela computação de ponta inteligente do conversor e monitoramento de condição (CBM) surgiu como uma ferramenta poderosa para otimizar o desempenho do equipamento, aumentar o tempo de atividade e reduzir os custos de manutenção. O conceito de manutenção preditiva em relação ao monitoramento de condição e destaca as inúmeras vantagens em termos de eficiência econômica, desempenho do equipamento e economia de custos”, explica Nobert Hanigovszki, Head de Drivers da Danfoss Global.

Outro exemplo vem da Cool Automation, que oferece uma solução de manutenção preditiva para sistemas VRF utilizando algoritmos inteligentes para monitorar parâmetros específicos do sistema. Esses algoritmos detectam anomalias técnicas e operacionais, permitindo a correção de problemas antes que se transformem em falhas significativas.

“Os dados utilizados incluem informações contínuas sobre o desempenho do sistema, coletadas por meio de sensores integrados. Algoritmos inteligentes monitoram parâmetros específicos do sistema, permitindo a manutenção preditiva por meio da detecção de anomalias técnicas e operacionais. Relatórios complementares analisam até um ano de dados para fornecer metas de otimização e correção direcionadas”, informa Alexander Kholodenko, CTO da Cool Automation.

Exemplos ainda incluem empresas como a Trane, que utiliza análises avançadas e aprendizado de máquina para monitorar a integridade dos sistemas HVAC, observando anomalias e fornecendo recomendações de manutenção proativa; e a Johnson Controls – Hitachi, que oferece soluções de manutenção preditiva utilizando algoritmos avançados para analisar dados de sensores instalados em sistemas HVAC. Esses sensores monitoram parâmetros como vibração, temperatura e consumo de energia, permitindo a detecção precoce de anomalias e a programação de manutenção antes que ocorram falhas.

Empresas líderes estão utilizando algoritmos preditivos para identificar potenciais problemas e falhas

Tipo de dados utilizados

Sistemas embarcados que utilizam aprendizado de máquina (machine learning) permitem gerar relatórios e estatísticas através da forma como os sistemas de HVAC-R são gerenciados e usados para otimizar variáveis críticas como temperatura, umidade e fluxo de ar. Essas tecnologias não apenas ajustam automaticamente as condições ambientais conforme as necessidades, mas também aprendem com padrões históricos para ajustes precisos e eficiência energética.

Esses sistemas são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, aprendendo com os padrões de uso e ajustando automaticamente os parâmetros de operação para otimizar o desempenho. Por exemplo, algoritmos de aprendizado de máquina podem prever a demanda de resfriamento ou aquecimento com base em dados históricos e condições ambientais atuais, ajustando proativamente as configurações do sistema para manter o conforto e a eficiência energética. Além disso, podem identificar padrões que indicam desgaste ou falhas iminentes, permitindo a programação de manutenção antes que ocorram problemas.

Os algoritmos preditivos nos sistemas de climatização e refrigeração baseiam-se na coleta e análise de diversos tipos de dados, incluindo:

– Temperatura: Monitoramento de temperaturas internas e externas para avaliar o desempenho térmico.

– Vibração: Análise de padrões de vibração para detectar desalinhamentos ou desgastes em componentes mecânicos.

– Pressão: Medição de pressões em diferentes partes do sistema para identificar possíveis obstruções ou vazamentos.

– Fluxo de Ar: Avaliação do fluxo de ar para garantir a distribuição adequada e identificar bloqueios.

– Consumo de Energia: Monitoramento do uso de energia para detectar ineficiências ou comportamentos anômalos.

– Dados históricos de manutenção: Registro de manutenções anteriores para identificar padrões recorrentes de falhas.

“A análise desses dados permite que os algoritmos identifiquem padrões e tendências que indicam potenciais problemas, possibilitando intervenções proativas e a otimização da eficiência operacional dos sistemas. Um caso de sucesso apresentado no meu TCC na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi o desenvolvimento de um sistema de manutenção preditiva 4.0 para válvulas, utilizando inteligência artificial para prever falhas e evitar paradas não planejadas. Este sistema foi capaz de melhorar a rotina operacional e reduzir custos de manutenção, demonstrando o potencial do aprendizado de máquina na otimização de sistemas”, explica a engenheira de Automação e Controle, Marcela Coury Pinto.

Por meio da análise de dados coletados de sensores e dispositivos conectados, é possível monitorar o desempenho dos equipamentos em tempo real

Adoção de IoT e exemplos de implementação

Estatísticas recentes sobre a adoção da Internet das Coisas (IoT) no setor destaca sistemas embarcados e aborda vulnerabilidades em ambientes remotos, além de estratégias de mitigação.

A integração da Internet das Coisas (IoT) tem sido adotada por diversos fabricantes do setor para aprimorar a eficiência.

A Carrier, por exemplo, implementou soluções de monitoramento remoto e manutenção preditiva utilizando inteligência artificial (IA) em mais de 3.000 equipamentos conectados. Através de sua plataforma IoT baseada em nuvem, a empresa oferece ferramentas analíticas avançadas que permitem visualizar, aconselhar e otimizar o estado das máquinas, prolongando seu ciclo de vida.  “As previsões em tempo real mantêm os clientes da Carrier satisfeitos. Coletamos dados de nossos dispositivos e aplicamos algoritmos de machine learning para descobrir os padrões do cliente. Isso permite à empresa melhorar seus produtos, ajudar seus clientes diretamente, além de prever e solucionar problemas, antes que eles aconteçam. A migração para a nuvem proporcionou novas oportunidades, como a criação de casas conectadas e edifícios saudáveis, o que antes eram áreas inexploradas”, explica Adnan Haq, diretor executivo da Carrier Global.

A Revista TIME (EUA), publicou recentemente o caso de sucesso da empresa BrainBox AI, que implementou uma plataforma de IA em 14.000 edifícios em mais de 20 países, visando otimizar sistemas de HVAC em grandes edifícios comerciais. Utilizando dados extensivos, como níveis de umidade e taxas de ventilação, o sistema monitora continuamente essas informações, faz previsões e toma medidas proativas para melhorar a eficiência, como ajustar a temperatura interna. Essa abordagem tem o potencial de reduzir os custos de energia em até 25% e diminuir significativamente as emissões de gases de efeito estufa. Um exemplo é o Schreiber Center, um edifício de 10 andares no campus da Universidade Loyola, em Chicago (EUA). “A BrainBox AI implementou sua tecnologia de IA para HVAC, complementada por um algoritmo de Redução Automática de Emissões (AER). É aqui que o algoritmo AER entra em cena. Quando implantado, ele transforma o sistema de HVAC do edifício em uma bateria térmica que pode ser carregada com a energia renovável que, de outra forma, seria desperdiçada e descarregada mais tarde, quando as emissões da rede forem altas. Essa bateria é desbloqueada por um algoritmo orientado por IA tornando-a muito mais barata do que baterias elétricas (por exemplo, íons de lítio). Ela fornece uma solução elegante que transforma edifícios em um ativo para redes elétricas, ao mesmo tempo em que ajuda a acelerar o crescimento de energias renováveis”, revela Sam Ramadori, CEO da BrainBox AI.

Vulnerabilidades em ambientes remotos e estratégias de mitigação

A crescente conectividade dos sistemas de HVAC-R traz à tona preocupações com a segurança cibernética, especialmente em ambientes remotos. Vulnerabilidades como hacking, malware, phishing e ransomware podem comprometer a integridade e a disponibilidade dos sistemas, resultando em interrupções operacionais e perdas financeiras. Estratégias de mitigação incluem a implementação de firewalls robustos, atualizações regulares de software, autenticação multifatorial e conscientização contínua dos usuários.

Schreiber Center, Campus da Universidade Loyola, em Chicago (EUA), utiliza tecnologia de IA para HVAC por um algoritmo de Redução Automática de Emissões (AER)

Para mitigar esses riscos, é essencial implementar estratégias de segurança, incluindo:

– Segurança por design: Incorporar medidas de segurança desde a fase de projeto dos sistemas, garantindo que os dispositivos IoT e sistemas embarcados sejam resilientes a ameaças cibernéticas.

– Atualizações regulares de software: Manter todos os sistemas e dispositivos atualizados com os patches de segurança mais recentes para proteger contra vulnerabilidades conhecidas.

– Autenticação multifatorial: Implementar autenticação multifatorial para acesso aos sistemas, adicionando camadas extras de segurança além das senhas tradicionais.

– Monitoramento contínuo: Utilizar ferramentas de monitoramento para detectar atividades suspeitas em tempo real e responder rapidamente a possíveis incidentes de segurança.

– Treinamento de pessoal: Educar funcionários e operadores sobre as melhores práticas de segurança cibernética, incluindo a identificação de tentativas de phishing e a importância de senhas fortes.

Indústria de HVAC-R se reúne na AHR Expo 2025 em Orlando

Evento promete inovações tecnológicas e soluções sustentáveis para o setor

EUA – De 10 a 12 de fevereiro, o Orange County Convention Center, em Orlando, na Flórida, será palco da AHR Expo 2025, um dos maiores eventos da indústria de HVAC-R (aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração) no mundo. O encontro reunirá mais de 1.800 expositores e milhares de profissionais do setor, oferecendo uma vitrine de tecnologias avançadas, soluções inovadoras e produtos voltados para eficiência energética e sustentabilidade.

Entre os destaques da exposição estão tecnologias baseadas em inteligência artificial, novos refrigerantes de baixo GWP (Potencial de Aquecimento Global), sistemas de automação predial e equipamentos voltados para otimizar operações industriais e comerciais. Empresas como Copeland, Johnson Controls, Baltimore Aircoil Company (BAC), ebm-papst, Danfoss, Siemens, Opteon, Hitachi Air Conditioning e JUMO apresentarão soluções que refletem as tendências globais de sustentabilidade e digitalização do setor.

Inovações que prometem transformar o mercado

Copeland

Em seu estande na AHR Expo, a Copeland apresentará uma gama de soluções para sistemas HVACR, com foco na melhoria da eficiência do sistema e controle operacional. Uma das principais exibições incluirá seu novo recurso “Scout AI” orientado por IA, integrado ao seu aplicativo móvel. Esta ferramenta visa fornecer diagnósticos de sistema em tempo real e insights personalizados para contratantes, oferecendo orientação sobre manutenção e solução de problemas. A Copeland também apresentará compressores projetados para refrigerantes de baixo GWP, destacando sua compatibilidade com aplicações de resfriamento sustentáveis.

Controles Johnson

A Johnson Controls apresentará seus sistemas integrados de automação predial no evento. Esses sistemas são projetados para otimizar o desempenho de edifícios comerciais coordenando tecnologias de HVAC, iluminação e gerenciamento de energia. A exposição também incluirá chillers modulares e sistemas de bomba de calor destinados ao uso em reformas e novos projetos de construção, enfatizando a flexibilidade para atender às variadas necessidades de design de edifícios. Além disso, a Johnson Controls fornecerá demonstrações de ferramentas de monitoramento de energia que se integram com suas plataformas mais amplas de gerenciamento de edifícios.

Baltimore Aircoil Company (BAC)

A BAC planeja revelar várias soluções de resfriamento projetadas para lidar com desafios de eficiência em data centers e instalações industriais. Os produtos em destaque incluem seu novo tanque de resfriamento por imersão, feito sob medida para aplicações de data center de alta densidade. Este produto visa reduzir significativamente o consumo de energia, ao mesmo tempo em que melhora a confiabilidade do sistema. A BAC também apresentará seu resfriador adiabático TrilliumSeries e uma plataforma de resfriamento modular projetada para suportar operações de alta carga com uso reduzido de água e energia.

ebm-papst

A ebm-papst  apresentará uma gama de ventiladores e motores projetados para sistemas HVAC-R, incluindo sua tecnologia de ventilador EC de eficiência energética. Essa tecnologia incorpora motores comutados eletronicamente para consumo de energia reduzido e operação mais silenciosa. Eles também exibirão ventiladores e sopradores compactos personalizados para unidades de ventilação e tratamento de ar, bem como produtos projetados especificamente para aplicações de refrigeração. Uma característica notável de seu estande serão as capacidades de fabricação localizadas, garantindo que seus produtos estejam alinhados com os padrões do mercado norte-americano.

Danfoss

A Danfoss exibirá soluções voltadas para melhorar o desempenho e a sustentabilidade do sistema. Os produtos em destaque incluem componentes de eficiência energética para sistemas de refrigeração de supermercados e aplicações de resfriamento industrial. Os participantes podem explorar as tecnologias de bomba de calor da Danfoss projetadas para aplicações comerciais e residenciais, bem como acionamentos de velocidade variável que aumentam a eficiência energética em sistemas HVAC. Destaques adicionais incluirão soluções de resfriamento de data center e insights sobre como minimizar o tempo de inatividade do sistema e os custos operacionais.

Siemens

A Siemens apresentará seus últimos avanços em tecnologias de construção, com ênfase em sistemas inteligentes de automação de edifícios. Seu estande apresentará sistemas projetados para otimizar o uso de energia em sistemas de HVAC, iluminação e segurança em edifícios comerciais e industriais. Os visitantes também podem explorar a tecnologia digital twin da Siemens, que simula o desempenho do edifício para planejamento aprimorado do sistema e eficiência operacional. A empresa também destacará termostatos e controladores inteligentes que se integram perfeitamente em infraestruturas baseadas em IoT.

Opteon

A Opteon apresentará seu portfólio de refrigerantes de baixo GWP para aplicações de ar condicionado e refrigeração. Esses refrigerantes têm como objetivo ajudar as empresas a atender às regulamentações ambientais, mantendo o desempenho do sistema. Na exposição, a Opteon apresentará produtos formulados especificamente para refrigeração comercial, resfriamento de processos industriais e sistemas de ar condicionado automotivo. Os participantes também aprenderão sobre opções de retrofit para a transição de refrigerantes mais antigos e de alto GWP para suas alternativas mais novas.

 Hitachi

A Hitachi Air Conditioning apresentará sua mais recente linha de sistemas VRF na exposição. Esses sistemas são projetados para aplicações comerciais e residenciais, fornecendo soluções flexíveis de resfriamento e aquecimento. Um destaque particular serão seus mini sistemas VRF de eficiência energética, adequados para espaços menores, e sua tecnologia de controle inteligente, que se integra com plataformas de IoT para gerenciamento aprimorado do sistema. A Hitachi também apresentará seus sistemas de recuperação de calor voltados para otimizar o uso de energia em edifícios de grande porte.

JUMO

A JUMO destacará suas tecnologias avançadas de sensores e automação na AHR Expo. As principais exibições incluirão seus sensores de pressão e temperatura projetados para uso em sistemas HVAC-R, bem como controladores que otimizam as operações do sistema. A JUMO também apresentará uma nova linha de dispositivos de medição digital que fornecem alta precisão e monitoramento de dados em tempo real para ambientes críticos. Esses produtos visam melhorar a confiabilidade do sistema e aumentar a eficiência energética em aplicações industriais e comerciais.

Danfoss lança unidades condensadoras semi-herméticas para refrigeração

A Danfoss apresentou novas unidades condensadoras semi-herméticas projetadas para sistemas de refrigeração de baixa e média temperatura. O equipamento utiliza o compressor alternativo semi-hermético BOCK®, disponível em uma faixa de capacidade de 2 a 50 HP. A solução é compatível com refrigerantes da classe A1.

Entre os destaques técnicos, as unidades possuem ventiladores com proteção bimetálica do rolamento, motor para partida controlada e um reservatório de líquido de alta capacidade com visor de líquido. Também se destaca a presença de uma válvula de bloqueio Rotolock, projetada para facilitar a conexão com o sistema de brasagem. Essa configuração busca aumentar a versatilidade de instalação, permitindo integrações com diversos tipos de painéis elétricos.

O sistema foi concebido para operação eficiente em ambientes de alta exigência térmica. Segundo informações da empresa, o desempenho aprimorado dos sistemas de refrigeração visa reduzir o consumo de energia. O objetivo é atender às demandas do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes.

As unidades condensadoras estão disponíveis em diferentes versões, incluindo os modelos SHA, com resfriamento a ar; SHG, com resfriamento a gás; e SHGZ, de dois estágios. Cada uma dessas configurações permite aplicações comerciais e industriais, conforme as especificações operacionais requeridas.

Para facilitar a seleção do equipamento mais adequado, a empresa disponibiliza a ferramenta de seleção VAP. O sistema permite que os usuários insiram a capacidade de resfriamento e as condições operacionais desejadas, oferecendo uma lista de componentes compatíveis. A funcionalidade é voltada para projetistas e técnicos que buscam agilidade na escolha de equipamentos para aplicações estacionárias.

Chillventa encerra com sucesso, destacando inovação e sustentabilidade

A edição de 2024 da Chillventa, realizada em Nuremberg, destacou-se como um marco para a indústria de refrigeração, ar condicionado, ventilação e bombas de calor. O evento reuniu 1.010 expositores de 49 países, incluindo grandes nomes como Appion, Bitzer, Carrier, Chemours, Copeland, Daikin, Danfoss, EBM Papst, Elitech, Embraco, Fujitsu, Full Gauge, Mastercool, Mayekawa, Midea, Sanhua, Thermomatic, Testo, Harris e Ziehl-Abegg. Ao todo, mais de 32.796 visitantes especializados participaram, reafirmando o sucesso da feira e sua importância global.

Com foco em temas como sustentabilidade, economia circular e digitalização, o evento foi marcado por um programa robusto de mais de 250 apresentações técnicas. Esses debates ocorreram em fóruns especializados e no Chillventa CONGRESS, que aconteceu um dia antes da feira e atraiu cerca de 300 delegados internacionais.

“A Chillventa 2024 mostrou mais uma vez sua relevância ao abordar as principais questões do setor, como transição energética, refrigerantes ecológicos e eficiência nas bombas de calor,” destacou Daniela Heinkel, diretora do evento. O ambiente dinâmico da feira proporcionou oportunidades de networking e troca de conhecimento entre especialistas e líderes da indústria, consolidando o evento como uma referência global.

A qualidade do público presente também foi elogiada pelos expositores. Mais de 80% dos visitantes estavam diretamente envolvidos nas decisões de compra de suas empresas, atraindo a atenção de grandes marcas e gerando novos contatos comerciais. Empresas como Appion, Bitzer e Danfoss destacaram o impacto positivo de suas participações, com 94% dos expositores já confirmando presença para a próxima edição em 2026.

Imagem: NürnbergMesse / Thomas Geiger

Danfoss promove evento online sobre eficiência energética em data centers

A multinacional dinamarquesa Danfoss realizará, no dia 19 de junho, a edição brasileira do evento online “Rethink Live”. O ciclo de palestras e debates visa discutir novas perspectivas para o setor HVAC-R, com foco na eficiência energética em data centers.

Especialistas convidados compartilharão experiências e práticas que podem contribuir para a sustentabilidade do setor. Entre os palestrantes, Diego Corceiro, especialista em projetos mecânicos da LZA Engenharia, abordará “A Evolução dos Projetos de Data Centers”. Alexandre Kontoyanis, presidente da ASHRAE, capítulo Brasil, falará sobre “Resfriamento Líquido – Oportunidades e Desafios”. Agostinho Villela, CTO e vice-presidente de Engenharia Conceitual da Scala Data Centers, apresentará “Sustentabilidade no Scala Data Centers”.

Renato Majarão, diretor da Danfoss Divisão Climate Solutions para América Latina, destacou a importância do evento para o mercado e para a empresa. Segundo ele, o rápido ritmo da digitalização, impulsionado pela indústria de data centers, exige projetos com maior eficiência energética para garantir crescimento sustentável.

Integração do ESG às demandas do setor de HVAC-R

Práticas estão alinhadas com o desenvolvimento mais sustentável e resiliente, traduzido em benefícios como redução de custos operacionais, maior eficiência energética e impacto nos negócios.

As discussões sobre ESG (Environmental, Social and Governance), que corresponde às práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ASG), estão em amplo crescimento e se tornou um conceito fundamental para o meio ambiente, à sociedade e à ética nos negócios. Seus critérios estão relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelo Pacto Global, iniciativa mundial que envolve a ONU (Organização das Nações Unidas) e várias entidades internacionais.

De acordo com dados da Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, existem hoje no Brasil cerca de R$ 10,5 bilhões alocados em 59 fundos de investimento sustentável (IS) e 30 fundos que integram em suas estratégias fatores ESG.

Apesar do seu início focar no mercado de investimentos, o conceito de ESG foi, ao longo dos anos, ganhando notoriedade em outros setores. A evolução em direção a práticas mais sustentáveis integradas ao setor HVAC-R, não apenas atende às demandas crescentes por responsabilidade ambiental, social e de governança, mas também oferece benefícios como redução de custos operacionais, maior eficiência energética e equipamentos operando com fluidos de baixo impacto ambiental, alinhados com a busca por um desenvolvimento mais sustentável e resiliente.

No quesito ambiental, questões sobre clima, esgotamento de recursos naturais e impacto dos negócios deixam clara a urgência de enfrentarmos as graves questões que afetam o planeta. Por isso, práticas ESG passaram a ter importância central na captação de recursos e investimentos. Conceitos como adequação das mudanças climáticas, precificação de carbono, sustentabilidade ambiental, gestão de resíduos e políticas de saúde ocupacional, já fazem parte do dia a dia empresarial e precisam ser compreendidos pelos gestores empresariais.

As ações envolvem toda a cadeia do frio, desde fabricantes, distribuidores, importadores, comerciantes, consumidores e outras partes interessadas, desde cuidar do meio ambiente, ter preocupação social e adotar melhores práticas de governança, gerando resultado para as empresas, incluindo fatores como emissão de carbono e outros gases poluentes, aquecimento global, eficiência energética, gestão de resíduos, poluição do ar e da água, entre outros.

A Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), através de seus Comitês de NR+ESG, Eficiência Energética (E.E.) e Qualindoor, vem orientando as empresas do segmento sobre estratégias de internalização do Programa de ESG, com objetivo de auxiliar a compreensão e implantação de práticas ESG no setor de HVAC-R.

Segundo Paulo Reis, presidente do Comitê de NR+ESG, a fim de construir a base no setor de HVAC-R para o atendimento das metas nacionais do desenvolvimento sustentável do Brasil e das metas de ESG da Agenda 2030, é de suma relevância que as empresas compreendam o papel que o setor tem para esta Agenda, a começar pelos quesitos ambientais na condução do programa ESG brasileiro. Ele salienta a preocupação do setor através do Qualindoor, que trata a qualidade do ar interior, e do Comitê de Eficiência Energética junto ao Procel Edifica, além medidas de tratamento e/ou reciclagem dos resíduos gerados nos processos de fabricação dos produtos e na utilização de gases de refrigeração com baixo ou nenhum impacto ambiental. A utilização de energia de fonte renovável também é importante, bem como a não utilização de materiais e utensílios descartáveis.

Evolução do setor

O setor de HVAC-R tem no meio ambiente uma de suas principais demandas com a redução de consumo de energia e redução da utilização de gases que contribuem para o efeito estufa, e hoje, conta com tecnologias de sistemas com maior automação que permitem melhor eficiência energética com menor custo total de propriedade, adoção de fluidos refrigerantes de baixo impacto ambiental que não degradam a camada de ozônio e possuem baixo potencial de aquecimento global por equipamentos e processos cada vez mais eficientes, além de tecnologias para a redução do consumo de água.

Indicadores apontam essa evolução através do desenvolvimento de equipamentos mais eficientes e o uso de tecnologias avançadas para otimizar o consumo de energia; integração de sensores inteligentes, sistemas de automação e tecnologias de comunicação para otimizar o desempenho dos sistemas; incorporação de fontes de energia renovável, como energia solar, eólica e fotovoltaica; refrigerantes com menor potencial de impacto ambiental, em conformidade com regulamentações globais, como o Protocolo de Montreal e o Acordo de Kigali; adoção de práticas de design e construção sustentáveis, considerando não apenas a eficiência operacional, mas também o impacto social e ambiental durante a construção e ao longo do ciclo de vida do edifício; iniciativas de treinamento, desenvolvimento e cursos de capacitação implementados para garantir que os profissionais do setor estejam atualizados com as práticas mais recentes; e gestão responsável de resíduos, tanto durante a fabricação quanto no final da vida útil dos equipamentos.

“O segmento de HVAC-R possui um grande potencial de colaboração dentro dos princípios do ESG por atuar diretamente com práticas que são naturalmente de impacto socioambiental. Um ponto de destaque é justamente o caráter interdisciplinar dos projetos, que acabam por impactar diversos aspectos dentro dos princípios e práticas do ESG. Todas as questões envolvendo conforto térmico dos ambientes e qualidade do ar interior são de responsabilidade deste segmento e demandam práticas especificas para garantir indicadores positivos. Além disso, pela necessidade cada vez maior da presença de sistemas de ar condicionado e ventilação mecânica nos edifícios, aliada à parcela significativa que os sistemas de HVAC-R representam no consumo de energia elétrica de uma edificação, a busca do setor pelo aumento da eficiência energética dos equipamentos e sistemas também é uma prática de impacto bastante positivo para todos os envolvidos.

Olhando especificamente para o E do ESG, environmental ou ambiente, é notória a importância do segmento e as práticas que podem ser adotadas em consonância com o conceito. De maneira geral, os fabricantes têm trabalhado com bastante dedicação no desenvolvimento de equipamentos cada vez mais eficientes, com ganhos de performance em cargas parciais, redução no consumo elétrico, menores níveis de ruído e a aplicação das novas famílias de fluidos refrigerantes ecológicos com baixos potenciais de aquecimento global e destruição da camada de ozônio.

Seguindo esse movimento, os projetos também têm se destacado pela sofisticação das soluções apresentadas na busca por instalações mais eficientes e com menores pegadas de carbono, ou seja, reduzidas emissões de CO2 – é crescente o número de projetos que utilizam recuperadores de calor, vigas frias e ciclos entálpicos para aumento da eficiência energética dos sistemas.

Muitos deles, principalmente em aplicações industriais e de processos, também têm olhado para o tema dos fluidos refrigerantes naturais e ecológicos, como é o caso da Amônia (R-717), do Dióxido de Carbono (R-744) e do Propano (R-290)”, informa Thiago Boroski, coordenador de eficiência energética e contas corporativas da Trox Brasil.

A maioria dos fabricantes de equipamentos e componentes são multinacionais com filiais no Brasil e já adotam mundialmente padrões razoavelmente satisfatórios.  Já as empresas que complementam a cadeia do frio, como as pequenas e médias, devem (ou poderiam, quando possível) investir mais em Certificações como ISO 14.000, ISO 9001, ISO 14001 e SA 8000, entre outras, que normatizam e direcionam questões prioritariamente ambientais.

“Uma boa prática na governança corporativa é, ademais, o ponto de partida para o estabelecimento de uma agenda ESG em qualquer empresa e vai refletir a visão da empresa na construção de uma operação sustentável e de baixo risco socioambiental.

O caminho natural da implementação da agenda ESG passa pelo planejamento inicial das ações e práticas sociais e ambientais que se deseja adotar e pela análise dos impactos positivos que podem proporcionar. O ponto crucial apontado pelos especialistas é que essas práticas e ações precisam ser medidas de forma bastante criteriosa, o que demanda a definição de indicadores-chave de desempenho (KPI).

São esses indicadores que serão divulgados para o mercado e que evidenciarão o baixo risco socioambiental da empresa, dentro dos princípios do ESG. Para que esse planejamento resulte em ações efetivas e indicadores positivos, a empresa deve contar com uma liderança engajada nas questões socioambientais e que estimule uma mudança cultural no ambiente corporativo, apontando sempre para as práticas sustentáveis, e isso independe do tamanho da empresa”, aponta Boroski.

Exemplos de implementação

Entre vários exemplos de empresas no Brasil que implementaram e investem em ESG estão a Trox, que atua globalmente de forma integrada para implementar a agenda ESG, dentro de uma série de ações alinhadas com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU: “Além disso, estabeleceu a meta de zerar globalmente as suas emissões de carbono até 2040, através de um plano de ação que envolve o mapeamento completo das emissões em todas as suas fábricas e escritórios comerciais para adoção de medidas mitigatórias e compensatórias.

Em paralelo, há um plano de metas a serem alcançadas até 2025 que serve como um guia para o plano de zerar as emissões de carbono. Dentre elas, estão o crescimento sólido em faturamento e EBIT, redução das emissões de carbono relativas a cada produto fabricado e aumento do ciclo de vida dos produtos, redução proporcional do consumo elétrico dos equipamentos e sistemas pelo aprimoramento e desenvolvimento contínuo, implementação do sistema de gerenciamento de resíduos com aumento da taxa de reciclagem, homologação e gestão de fornecedores alinhados com as práticas sustentáveis e programas de treinamento para os colaboradores”, comenta o engenheiro da Trox.

A Chemours possui a Agenda ESG que inclui metas de equidade de gênero, diversidade étnica e redução de emissões de gases de efeito estufa, entre outras ações alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Já a Danfoss, celebra a redução de 28 mil toneladas de CO2 anualmente, correspondendo a uma queda de 23% nas suas emissões totais, visando ser líder em descarbonização, circularidade, diversidade e inclusão.

Para Ariel Gandelman, as empresas da Smacna Brasil (The Sheet Metal and Air Conditioning Contractors’ National Association) são parceiras de seus clientes e contribuem fortemente para a adoção de práticas ESG, buscando proteção ao meio ambiente, qualidade de vida dos usuários, impactos positivos na economia, redução nos gastos com energia e maior eficiência energética, sendo um resultado a ser alcançado por toda a cadeia do HVAC-R.

“Práticas mais sustentáveis como a mudança nos fluidos refrigerantes utilizados, especialmente para atender aos Protocolos de Montreal e Kyoto, sendo necessário em curto-médio prazo passar a utilizar aqueles com baixo GWP e zero ODP.  Inclusive, sistemas já existentes podem ser objeto de retrofit para operar com esses novos fluídos refrigerantes.

Dentro desse contexto, os usuários também precisam se atualizar para entender essas demandas, com tecnologias que atendam ao ciclo de vida do empreendimento. Para isso, projetistas, instaladores, mantenedores e fabricantes do setor estão em constate atualização e treinamento nas suas operações. Clientes também têm se atentado cada vez mais para adquirir sistemas de HVAC-R que garantam além da sustentabilidade, maior eficiência energética, ou seja, menor custo operacional, solicitando e investindo em soluções que incorporem essas questões.

Da mesma forma, toda a cadeia do setor tem sido bastante propositiva, apresentando e viabilizando novas soluções que atendam a essas demandas”, informa Gandelman.

Na questão social, o setor é bastante amplo e está em quase todas as partes do país. Onde tem uma padaria ou um supermercado, tem alguém do setor para prestar serviços de instalação e manutenção. Dada esta abrangência, cabe aos líderes trabalharem na capacitação profissional, segurança do trabalho e diversidade, dando oportunidades a todos os grupos de pessoas que fazem parte da sociedade brasileira.

O caminho é a conscientização da alta direção, que começará a difundir essa nova cultura, permeando a organização com novas normativas e procedimentos que irão estabelecer os novos parâmetros de comportamento, com a participação de gerentes por supervisores e um programa de treinamento para toda a equipe.

Como iniciar um processo ESG

Mas, como incorporar ações práticas de ESG na sua empresa? Para que as ações que envolvam questões ambientais, sociais e de governança deixem de ser um projeto e passem a ser efetivamente executadas, é preciso mudanças ou transformações no ambiente empresarial.

Um primeiro passo para iniciar uma estratégia de implementação ESG no seu negócio é conhecer os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável instituídos pela ONU e analisar quais os impactos positivos e negativos que podem ser gerados a partir da realidade da sua empresa. Todas as metas e estratégias devem estar condicionadas às questões financeiras e humanas da sua empresa.

Um ponto desafiador nessa transformação é, justamente, o alto custo para implementação de ações ESG. Pode ser preciso mobilizar e contratar pessoas e profissionais, mudar ou criar processos, adequar produtos e estruturas, dentre outros. Por isso, é importante manter a responsabilidade e o controle financeiro.

Um outro ponto importante para a implementação é o envolvimento das lideranças e de todos os colaboradores. Como trata-se de uma mudança na cultura organizacional, o engajamento de todos é primordial para que os processos de ESG sejam implantados de forma eficiente na empresa.

Compreender aspectos centrais e teóricos do ESG é importante para a construção de estratégias e para a implementação de uma política dentro do ambiente empresarial. No entanto, não basta a teoria. Vale ressaltar que é preciso mudanças, tanto nos processos internos quanto externos da empresa, para que haja uma consolidação da política ESG que não seja meramente conceitual.

O Sebrae desenvolveu uma ferramenta gratuita para que as empresas pudessem avaliar seu desempenho e identificar os pontos de melhoria na aplicação das melhores práticas relacionadas às diretrizes de ESG, buscando assim potencializar o seu impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.

O objetivo deste diagnóstico é oferecer uma ferramenta para medir e acompanhar o desempenho do seu negócio, analisando as esferas econômica, social e ambiental. Com esse diagnóstico, você poderá rever a estratégia da sua empresa, construir uma cultura sustentável, tornando-a mais transparente, consciente e atuante.

Adotar práticas sustentáveis implicará em um melhor posicionamento de mercado, já que a empresa estará engajada em iniciativas sociais e ambientais para reduzir ao máximo seus possíveis impactos negativos no meio ambiente e na sociedade.

Pilares do ESG

Ambiental (Environmental)

O primeiro pilar, o “E,” se refere à preocupação com o meio ambiente. Isso inclui questões como a pegada de carbono, conservação de recursos naturais e a atitude da empresa em relação às mudanças climáticas. Empresas comprometidas com o ESG buscam minimizar seu impacto ambiental, reduzir emissões de carbono e adotar práticas sustentáveis em sua cadeia de suprimentos.

Social

O “S” aborda a relação entre a empresa e a sociedade. Isso envolve preocupações com a diversidade, equidade e inclusão, bem como questões trabalhistas, direitos humanos e responsabilidade com a comunidade local. Empresas ESG estão comprometidas em promover ambientes de trabalho justos, respeitar os direitos humanos em toda a cadeia de suprimentos e contribuir para o bem-estar das comunidades em que operam.

Governança (Governance)

O último pilar, “G,” diz respeito à governança corporativa. Isso envolve a estrutura de tomada de decisões, a transparência, a ética empresarial e o tratamento justo de acionistas e partes interessadas. Empresas ESG buscam uma governança sólida e ética, evitando conflitos de interesse e assegurando que as vozes de todos os acionistas sejam ouvidas.