Governo inicia PNAR para enfrentar o aumento do calor extremo

Governo inicia construção do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento para enfrentar aumento de calor extremo em Brasília, integrando políticas de adaptação urbana, eficiência energética e mitigação climática, com liderança do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e cooperação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), envolvendo representantes públicos, setor produtivo e sociedade civil.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) iniciou em 9 de março de 2026 o processo de elaboração do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR), em evento realizado em Brasília (DF), com a presença de autoridades e representantes de diferentes setores da sociedade. A iniciativa, coordenada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), tem o objetivo de estruturar estratégias para enfrentar o aumento de temperaturas extremas no Brasil, ampliar o acesso a soluções de resfriamento eficientes e de baixa emissão de gases de efeito estufa e orientar políticas públicas integradas.

O plano prevê a elaboração de um diagnóstico nacional sobre demanda por resfriamento, definição de instrumentos de implementação, cronograma de ações e indicadores de monitoramento. São consideradas medidas que combinam eficiência energética, soluções sustentáveis baseadas na natureza, como ventilação natural e sombreamento, e padrões bioclimáticos de construção para escolas, hospitais e prédios públicos.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que enfrentar o calor extremo exige integração entre mitigação de emissões e adaptação às mudanças do clima, com mobilização de recursos e diálogo amplo entre sociedade e governo.

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, ressaltou que zonas urbanas com menor arborização enfrentam temperaturas significativamente mais altas, afetando principalmente populações vulneráveis. O secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo, destacou a necessidade de políticas públicas que ampliem acesso ao resfriamento sem comprometer as metas climáticas nacionais. A representante do Pnuma, Beatriz Carneiro, afirmou que o nexo entre calor extremo e resfriamento deve ser parte central das ações públicas.

O processo de elaboração do PNAR será participativo, com envolvimento de instituições públicas, setor produtivo, academia e organizações da sociedade civil, para consolidar recomendações e medidas que comporão o plano.