Multi Split ganha espaço em projetos de apartamentos compactos

Sistema com uma única unidade externa responde à redução das áreas técnicas e às restrições arquitetônicas dos novos empreendimentos residenciais.

A redução do tamanho dos apartamentos em São Paulo tem imposto novos desafios aos projetos residenciais. Na última década, a metragem média das unidades de um dormitório caiu cerca de 40%, passando de 46,1 m² para 27,5 m², segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Embraesp). No mesmo período, o número de apartamentos na cidade cresceu 80%, de acordo com o Centro de Estudos da Metrópole (CEM).

Com plantas mais compactas e áreas técnicas reduzidas, a instalação de múltiplas unidades externas de ar-condicionado tornou-se limitada, com impacto sobre fachadas e o uso das varandas. Nesse cenário, sistemas do tipo Multi Split, que permitem a conexão de até cinco unidades internas a uma única condensadora, passaram a integrar soluções adotadas em projetos residenciais com restrição de espaço e regras condominiais que limitam a quantidade de equipamentos externos.

O modelo possibilita a climatização de diferentes ambientes a partir de um único ponto externo, reduzindo a ocupação das áreas técnicas e o impacto visual nas edificações. A adoção desse tipo de sistema também responde às exigências de empreendimentos que buscam preservar a identidade arquitetônica e otimizar o uso dos espaços disponíveis.

Segundo Graziela Yang, gerente de Ar-Condicionado Comercial da LG Electronics do Brasil, o Multi Split foi desenvolvido para atender às mudanças observadas no mercado imobiliário. “O Multi Split foi projetado para a realidade dos apartamentos compactos, permitindo climatizar mais de um ambiente com apenas uma unidade externa. Trabalhamos com uma linha de evaporadoras compatíveis, como Cassete 1 Via, Artcool e Artcool Gallery, o que possibilita adequação ao projeto arquitetônico mesmo quando não há espaço para múltiplas condensadoras”, afirma.

De acordo com a executiva, o sistema atende a ambientes integrados, como salas e dormitórios, nos quais a limitação de espaço torna mais perceptíveis questões como ruído e ocupação das áreas técnicas.