Buraco na camada de ozônio regride 20%

Camada de ozônio vista da perspectiva da Antártica
Em novembro, a NASA indicou que o buraco sobre a Antártida encolheu para o menor tamanho em quase 30 anos, desde 1988.

Foi divulgado pela NASA os dados que revelam uma reversão de aproximadamente 20% na diminuição da camada de ozônio na Antártida durante o inverno, entre 2005 e 2016.

A reversão resulta, de acordo com os cientistas da NASA, da redução de cloro em consequência da interdição do uso de químicos que contêm cloro.

Os dados publicados, nesta quinta-feira (04/01), na revista científica Geophysical Research Letters, foram obtidos com o Aura, satélite em órbita da Terra que permite analisar a camada de ozônio, a qualidade do ar e o clima.

As alterações na espessura da camada de ozônio no inverno antártico, que acontece entre julho e meados de setembro, foram registradas diariamente entre 2005 e 2016.

Estudos anteriores basearam-se em análises estatísticas das variações no tamanho do buraco para defenderem que a diminuição da espessura da camada está retrocedendo.

O novo estudo traça a composição química da camada de ozônio durante 11 anos para concluir que houve uma regressão na diminuição da sua espessura, e que tal se justifica à proibição do uso de clorofluorcarbonetos, compostos químicos de longa duração que se elevam para a estratosfera, onde são ‘partidos’ pela radiação ultravioleta do Sol, libertando átomos de cloro que destroem as moléculas de ozônio.

Fonte: Mundo ao Minuto

DEIXE SEU COMENTÁRIO

comentários

Adicionar comentário

Clique para comentar